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CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE – CONTROLE CONCENTRADO 
 
A análise de Constitucionalidade é feita por um Tribunal específico, sendo eles o STF ou TJ: 
★ STF: Guardião da Constituição Federal de 1988; 
★ TJ: Guardião das Constituições Estaduais. 
 
Chama-se Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pois o pedido direto é a Declaração de Inconstitucionalidade. 
 ╰┈➤ Controle Principal: Por via de Ação – Entra com a ação questionando a constitucionalidade. 
★ A inconstitucionalidade da norma é o PEDIDO 
EXEMPLO: 
 
 
• FERRAMENTAS DO CONTROLE CONCENTRADO: 
1. ADI ou ADIn - Ação Direta de Inconstitucionalidade 
2. ADO - Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
3. ADC - Ação Declaratória de Constitucionalidade 
4. ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 
5. ADI Interventiva. 
* TJDF: Guardião da Lei Orgânica do Distrito Federal 
(LODF) 
CONGELAMETO DE CONTAS BÁCARIAS - COLLOR 
Se entra na Justiça pleiteando a devolução do valor 
em dinheiro que ficou retido – para isso, antes 
deve-se alegar a INCOSTITUCIONALIDADE da 
medida Provisória que foi realizada. 
INCOSTITUCIONALIDADE: 
★ Direito de propriedade (art. 5º, XXII) 
★ Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
IV - Utilizar tributo com efeito de confisco; 
• LEGITIMADOS: 
★ São os previstos no Artigo 103 da CF/88: 
Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a 
ação declaratória de constitucionalidade: 
I - o Presidente da República; 
II - a Mesa do Senado Federal; 
III - a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do 
Distrito Federal; 
V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
VI - o Procurador-Geral da República; 
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; 
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 
 
 
★ CLASSIFICAÇÃO DOS LEGITIMADOS: 
Classe dos Universais: também chamados de legitimados neutros. Podem entrar com a ação em qualquer circunstância, desde que cabível. 
No caso da ADI no STF, questionar leis ou atos normativos federais ou estaduais. 
 
Classe dos Especiais: são chamados assim porque têm atuação mais restrita. Precisam comprovar qual é o interesse deles naquela 
declaração de inconstitucionalidade. Precisam demonstrar a pertinência temática. 
 
TRÊS PESSOAS TRÊS MESAS TRÊS ENTIDADES 
Presidente da República Câmara dos Deputados. Conselho Federal da OAB 
PRG Senado Federal. Partido político com representação no Congresso Nacional*. 
Governadores dos Estados/DF Câmaras Legislativas/ Assembleias Legislativas. Confederação sindical* ou entidade de classe de âmbito 
nacional. 
 
* No caso da ADI Interventiva, só tem um legitimado do 
STF que é o Procurador-Geral da República (PGR). E no 
TJ, que é o Procurador-Geral de Justiça (PGJ). 
★ São os que precisam comprovar pertinência temática; 
★ Precisam estar assistidos por advogados – procuração com poderes especiais, que deve deixar claro, detalhar que tem o objetivo de questionar 
a lei x pelo motivo y. 
 
★ Sobre o Partido: 
- E se o partido político tiver apenas um representante na Câmara e não tiver senador? Ainda assim, ele tem representação no Congresso 
- E se, quando entrou com a ação, o partido político tinha um deputado federal e, após virar a eleição, não tiver mais? Quando entrou 
com a ação, tinha um representante. Então, a ADI segue, visto que a legitimação é necessária apenas para ajuizar a ação. 
★ Sobre as Confederações Sindicais: 
- Em relação às entidades sindicais, apenas a confederação (3º grau) pode entrar com ADI no STF. Logo, o sindicato (1º grau), pela federação 
(2º grau) não podem entrar com ADI. 
★ Sobre os Conselhos Profissionais: 
Já no tocante aos conselhos profissionais, o STF entende que apenas o Conselho Federal da OAB pode entrar com ADI no Supremo. 
★ Sobre as Entidades de Classe: 
A entidade de classe, para ter legitimidade, tem três condicionantes que precisam ser preenchidas, a saber: 
1. Homogeneidade entre os membros – não se pode juntar, na mesma entidade nacional, alfinete e foguete; 
2. Representatividade da totalidade da categoria (caráter nacional) ou de pelo menos 9 Estados (1/3 da Federação); 
3. Demonstração da pertinência temática. 
 
★ Sobre as Entidades de Classe: É a reunião de associações de determinada categoria. O STF entende que associação de associações 
pode, sim, entrar com ADI. 
 
 
 
• EX TUNC: 
No controle concentrado, a inconstitucionalidade é Ex Tunc – retroage ao dia em que norma foi feita. 
╰┈➤ Teoria da Nulidade 
 
• ERGA OMNES: 
A ação produz efeitos contra todos - efeito jurídico que se estende a todas as pessoas ou que é oponível a todos. 
╰┈➤ O STF não precisa comunicar o Senado ao declarar Inconstitucionalidade pois a decisão já é dotada de Erga Omnes 
 
• NÃO a incidência da cláusula de reserva de plenário: 
Não a incidência da clausula de reserva de plenário – todas as decisões são tomadas pelo Plenário ou pelo Órgão Especial 
╰┈➤ Prevista no art. 97 da Constituição, exige que a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo só seja declarada por maioria absoluta do 
tribunal, garantindo segurança jurídica e uniformidade nas decisões – Mas não recai na ADI e ADC. 
 
• DECISÃO DE CALIBRAGEM: 
Ao proferir decisão, o julgador pode fazer modulação de efeitos. 
╰┈➤ É um mecanismo jurídico que permite ao STF restringir o alcance temporal de suas decisões. Quando o Tribunal declara a 
inconstitucionalidade de uma norma ou estabelece uma nova interpretação para uma lei, pode decidir que essa decisão só terá efeitos a partir de 
um determinado momento futuro, sem retroagir. Essa medida visa proteger a segurança jurídica e evitar impactos negativos decorrentes de 
mudanças abruptas. 
 
 
★ No Brasil, o Controle de Constitucionalidade surgiu em 1934, com a figura da ADI Interventiva, mas foi com a Emenda à Constituição n. 16/1965, 
que traz a ADI Genérica, ou apenas ADI, que esse meio ganhou força. 
╰┈➤ • Sinônimos: controle principal, abstrato, fechado, via de ação. 
 • Ferramentas: ADI, ADO, ADC, ADPF e ADI Interventiva. 
 
 
① ADI: Norma inconstitucional: ela existe e ofende a Constituição. O objetivo é retirá-la do sistema; (art. 102, I, “a”) 
 
② ADO: Às vezes, a norma não existe. É exatamente na falta de norma que reside a inconstitucionalidade; (art. 103, § 2º) 
 
③ ADC: O objetivo é confirmar a constitucionalidade. A lei nasce com PAI (Presunção de constitucionalidade, Autoexecutoriedade e 
Imperatividade), porém, a presunção é relativa. O fim da ADC é transformar a presunção relativa em absoluta; (art. 102, I, “a”) 
 
④ ADPF: Protege preceitos fundamentais. São hipóteses mais amplas se comparadas à ADI; (art. 102, § 1º) 
 
⑤ ADI Interventiva: Usada quando há violação dos princípios constitucionais sensíveis. É um tema que aparece dentro do assunto sobre 
intervenção federal (arts. 34-36 da CF). 
 
 
★ ARTIGOS: 
 
- Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: 
 
I – processar e julgar, originariamente [o processo começa lá]: 
 
a) a ação direta de inconstitucionalidade [ADI] de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade 
[ADC] de lei ou ato normativo federal; 
 
★ No que tange à ADI: norma federal e estadual. No que tange à ADC: somente normas federais. 
 
§ 1º A arguição de descumprimento de preceito fundamental [ADPF], decorrente desta Constituição, será apreciada pelo Supremo 
Tribunal Federal, na forma da lei. 
 
§ 2º As decisões definitivas de mérito*, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas 
ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante*, relativamenteaos demais órgãos do 
Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 
 
VINCULA NÃO VINCULA 
Judiciário= Demais órgãos do Judiciário. Judiciário= Não vincula o STF. 
Executiva= Todas as esferas. Executiva= -------- 
Legislativa= -------- Legislativa= Não vincula pelo fenômeno da Fossilização da CF. 
 
 
 
- Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: 
 
§ 2º Declarada a inconstitucionalidade por omissão [ADO] de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao 
Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias. 
 
 
 
 
ONDE CABE CADA UMA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
★ A ADPF pode questionar normas para frente e para trás. 
★ A ADO, ADI e ADC são apenas para frente, isto é, posteriores à Constituição. 
╰┈➤ Em outras palavras, uma lei de 1985 jamais poderia ser objeto de ADI no STF, pois a CF é de 1988. O Código Penal, que é da 
década de 40, não poderia ser também questionado via ADI, mas, via ADPF, é possível. 
 
 
 
 
ADI / ADO → CF/88 
- CABE: 
Lei Federal 
Lei Estadual 
 
- NÃO CABE: 
Lei Municipal 
Lei Distrital (Estadual cabe, 
municipal não) 
ADC → CF/88 
- CABE: 
Lei Federal 
 
- NÃO CABE: 
Lei Estadual 
Lei Municipal 
Lei Distrital 
ADC → CF/88 
- CABE: 
Lei Federal 
Lei Estadual 
Lei Municipal 
Lei Distrital 
 
* Princípio da Subsidiariedade: só cabe 
ADPF quando não couber outra ferramenta 
de controle concentrado 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE – ADI: 
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) é para questionamento de lei ou ato normativo federal e estadual frente à Constituição. 
╰┈➤ Deve-se ter em mente, portanto, que ela não atua sobre municípios (norma municipal que viole a Constituição haverá, seja no controle 
concentrado ou no difuso, alguma outra ferramenta). 
• Se uma lei distrital tiver natureza estadual, caberá ADI, se ela tiver natureza municipal, não caberá ADI. 
 
★ Súmula n. 642 do STF: Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua competência legislativa 
municipal. 
 
╰┈➤ Só é possível contestar por ADI normas editadas após 05 de outubro de 1988. Essa forma de controle só atua sobre as normas 
constitucionais e não terá efeito sobre normas pré-constitucionais. 
 
★ Delimitação de lei ou ato normativo 
Atos normativos primários: 
Lei ou ato normativo primário é o que está no artigo 59 da Constituição, que dispõe sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das 
leis. Incluem-se sob a delimitação de lei ou ato normativo: 
Lei ordinária, emenda constitucional, lei complementar, lei delegada, medida provisória, resoluções e decretos legislativos, decretos autônomos, 
regimentos internos dos tribunais, resoluções do Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público, e tratados 
internacionais. 
• Normas originárias não podem ser contestadas via ADI. 
 
Medida cautelar: 
Cabe ADI. Na medida cautelar busca-se suspender a norma que está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). E essa 
decisão, em regra, é ex nunc (suspende-se dali para frente). Ela pode sofrer a modulação temporal dos efeitos, mas em regra é ex nunc. 
• Para suspender é preciso de quórum de maioria absoluta. 
 
Legitimados: artigo 103 da CF/88 
Cabimento: Questionamento de lei ou ato normativo federal ou estadual. 
 
Atos Administrativos: 
Cabe ADI contra atos administrativos, se eles tiverem caráter geral e abstrato. 
 
Resoluções: 
Os tribunais também editam resoluções, e estas podem ser questionadas via ADI se tiverem caráter abstrato. 
 
Atos Normativos dos Tribunais: 
Atos normativos dos tribunais, como regimentos, podem ser questionados via ADI, mas deve ser averiguada a densidade normativa em 
questão. 
• Logo, se o ato em questão não possui derivação direta da Constituição, não ocorre ADI. 
 
Lei e Atos de de Efeito Concreto: 
O STF entende que cabe ADI nos dois casos: leis de caráter abstrato e leis de caráter concreto. 
- Já em relação aos atos, cabe ADI em caso de atos de efeitos abstratos, mas não cabe ADI para atos de efeitos concretos. 
 
Atos Normativos Secundários: 
Em atos normativos de natureza secundária, como portarias, decretos, instruções normativas etc., não cabe ADI. 
 
•Decreto regulamentar = ato normativo secundário 
– Não cabe ADI, pois ele regulamenta uma lei, que se submete ao controle da Constituição. 
• Decreto autônomo = ato normativo primário 
– Pode ser questionado via ADI, pois ele não regulamenta leis, se submetendo direta- mente ao controle da CF. 
 
Normas já Revogadas: Não cabe ADI. 
• E se a lei for revogada no curso da ação, antes do julgamento da ADI? Neste caso, a ADI será julgada prejudicada por perda do 
objeto. A produção de efeitos dessa lei não legitima a ADI. 
• o STF entende que há perda superveniente do objeto da ação, resultando na sua extinção sem resolução do mérito. 
 
Fraude Processual: 
Supondo que a Assembleia Legislativa editou uma lei e sabia que ela era inconstitucional, e posteriormente a lei foi questionada por meio de 
ADI. Antes do STF julgar, a lei foi revogada. O STF, então, julgou a ADI prejudicada e a arquivou. A Assembleia legislativa editou novamente a 
lei. Quando o STF foi julgar a ADI de novo, a Assembleia revogou novamente a lei. Trata-se de uma tentativa de fraude processual. Neste caso 
o STF pode continuar julgando a ADI. 
 
ADI contra medidas provisórias: 
Se a medida provisória for revogada no curso da ação da ADI, a ADI é julgada prejudicada. Porém, se houver a conversão da medida provisória 
em lei, neste caso é feito um aditamento à petição inicial para que ela possa continuar. 
- Outra situação: entrou-se com uma ADI no STF contra uma lei. No meio da ação, o Presidente da República edita uma medida provisória. 
Neste caso, a lei fica suspensa, e não revogada. A ADI não é prejudicada. 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE – ADC: 
O surgimento da ADC é com a Emenda Constitucional n. 3/1993, mas é com a Emenda Constitucional n. 45/2004., que ocorre a expansão dos 
legitimados para a ACD (antes era somente 4 legitimados, passando a ser 9 igual as demais). 
Na ADC, se quer confirmar a validade da norma, transformar aquela presunção de legitimidade, aquela presunção de constitucionalidade que 
era relativa, em absoluta. Então, não faz nenhum sentido querer uma cautelar na ADC para suspender a norma, pois, para querer a ADC tem 
que estar ocorrendo uma controvérsia. 
 
Legitimados: artigo 103 da CF/88 
Cabimento: Em relação à ADC, também se valendo da Constituição, é só para o questionamento de Normas Federais. 
╰┈➤ Logo, fica de fora norma estadual, norma distrital e norma distrital. Não há a possibilidade de ir ao Supremo Tribunal Federal, buscando 
confirmar a validade de norma estadual, perante à Constituição federal via ADC. 
 
• Procedimento 
– Amicus curiae cabe em todas as ações de controle concentrado. 
– Efeitos da decisão e a possibilidade de modulação temporal de efeitos cabe em 
todas as ações de controle concentrado. 
– Efeito repristinatório e a repristinação, isto é, quando se retira a norma do sistema, 
tem-se o efeito repristinatório. 
• Medida cautelar cabe em todas as ações de controle concentrado. 
• Necessidade de demonstração da existência de controvérsia jurisprudencial 
sobre a norma. 
 
Finalidade: É transformar aquela presunção que era relativa em absoluta. Então, para surgir o interesse de entrar com a ADC, é preciso haver 
uma controvérsia jurisprudencial, tendo em vista que as normas já nascem com a presunção de constitucionalidade. 
A ideia da ADC é suspender os processos que estão contra a norma, ou seja, colocar um fim entre o debate dos tribunais. A medida 
cautelar, no entanto, tem prazo de 180 dias. 
╰┈➤ Na ADC se quer confirmar a constitucionalidade. Na ADCse quer a confirmação da norma, sendo assim: se ganhar, juízo positivo; se perder, 
juízo negativo. 
 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE – ADO: 
ADO é ação direta de inconstitucionalidade, mas por omissão, ou seja, a norma não existe e o problema é exatamente a falta da norma. 
╰┈➤ As normas de eficácia limitada precisam de um complemento legislativo a cargo do legislador ordinário, o que faz surgir a ADO. 
 
★ O controle das omissões está ligado às normas constitucionais de eficácia limitada, porque são elas que precisam do complemento 
legislativo, ou seja, são elas que podem ter a omissão legislativa. 
 
Legitimados: artigo 103 da CF/88 
Cabimento: A ADO cabe para o questionamento, assim como a ADI, isto é, cabe às normas federais; normas estaduais; e normas 
distritais, de natureza estadual. 
╰┈➤ Desse modo, não cabe à norma distrital de natureza municipal, assim como não cabe à norma municipal. 
 
• Procedimento. 
– Amicus curiae cabe em todas as ações de controle concentrado. 
– Oitiva do AGU. É papel do AGU defender a norma, mas, mesmo não tendo norma pela inconstitucionalidade por omissão, tem prevalecido, 
desde a modificação trazida pela Lei n.. 12.063/2009, que pode haver a manifestação da AGU. 
– Efeitos da decisão e a possibilidade de modulação temporal de efeitos. Os efeitos da decisão são iguais da ADI, então tem-se a decisão, 
eficácia vinculante contra todos, erga omnes. Além disso, é possível a modulação temporal dos efeitos em todas as ferramentas de controle 
concentrado. Logo, a decisão que, em regra, vale Ex Tunc, pode valer Ex Nunc ou para futuro. 
– Efeito repristinatório e a repristinação. O efeito repristinatório é próprio das decisões em controle concentrado, não sendo repristinação. A 
repristinação corresponde a 3 leis. Neste caso, há 2 leis e 1 decisão judicial. 
 
• Medida cautelar. 
– A medida cautelar na ADO, trazida pela Lei n. 12.063/2009, pode trazer 3 possibilidades: 
1. Suspender a norma, a qual se dá nos casos de omissão parcial; 
2. Suspender os processos que discutem a norma. Na ADO, suspendem-se os processos sem prazo; 
3. Outra medida determinada pelo tribunal, isto é, legislar. Logo, repassa-se ao STF a responsabilidade de dar uma solução para o caso 
concreto, ou seja, o Supremo pode dar uma solução temporária para o caso concreto, por meio da cautelar na ADO. 
 
• Abrangência: Omissões referentes a atos normativos primários e secundários (diferença para a ADI). 
– Quando se entra com a ADI, deve-se questionar leis ou atos normativos primários; quando se entra com a ADO, a omissão pode envolver ato 
primário e ato secundário também. 
– Além disso, os atos normativos não precisam ser só do poder legislativo, podendo ser atos vindos do poder judiciário e do poder executivo. É 
omissão que deveria vir do poder legislativo, executivo ou do judiciário, isto é, a normatização pode vir de qualquer um dos poderes. 
 
• Finalidade: combater a síndrome da inefetividade das normas constitucionais. 
– São normas que “só existem no papel”, sem a respectiva regulamentação. 
– A síndrome da inefetividade das normas constitucionais é um mal que atinge as leis. Sendo assim, para se combater esse mal, tem-se a 
ferramenta da ADO, no controle concentrado, e a ferramenta do MI, no controle difuso.