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Panorama dos Solos do Brasil Itapetinga - BA 2024 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Docente: Crislene Neves Discentes: Caroline Andrade da S. Coutinho Curso: Engenharia Ambiental O Brasil possui uma grande diversidade de solos em sua extensão continental, decorrente da ampla diversidade de pedoambientes e de fatores de formação do solo. Nas 13 classes de solos contidas no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), constata-se a influência desses fatores através da grande variabilidade das características químicas, físicas e morfológicas. Introdução Predominam os Latossolos, Argissolos e Neossolos, que no conjunto se distribuem em aproximadamente 70% do território nacional. As classes Latossolos e Argissolos ocupam aproximadamente 58% da área e são solos profundos, altamente intemperizados, ácidos, de baixa fertilidade natural e, em certos casos, com alta saturação por alumínio. Também ocorrem solos de média a alta fertilidade, em geral pouco profundos em decorrência de seu baixo grau de intemperismo. Estes se enquadram principalmente nas classes dos Neossolos, Luvissolos, Planossolos, Nitossolos, Chernossolos e Cambissolos Argissolos maior teor de argila acinzentada a avermelhada ( comun: amarelos e vermelhos) Os minerais predominantes são argilas de atividade baixa (caulinita) e/ou óxidos Esse tipo de solo pode ser encontrado em praticamente todas as regiões brasileiras em diversas condições de clima e relevo. Representam aproximadamente 24% da superfície do País. Em termos de extensão geográfica ocupam a segunda posição, depois dos Latossolos Distribuem-se por todo o território nacional, ocupando cerca de 2,5% da área do país. Planaltos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, pelos elevados teores de matéria orgânica e conteúdo de alumínio extraível. Cambissolos de elevada fertilidade natural são comuns na região nordestina e no Estado do Acre. Áreas significativas de Cambissolos ocorrem também na região Sudeste, rochas ácidas e na região Centro- Oeste, a partir de arenitos e quartzitos. Cambissolos Solos moderadamente desenvolvidos Solos com cor escura na superfície e alta saturação por bases Estes solos têm baixa ocorrência no Sul e no Nordeste do Brasil e em pequenas áreas no Centro-Oeste, totalizando aproximadamente 0,5% do território nacional. Chernossolos horizonte superficial relativamente espesso, escuro, com boa agregação e presença de argilominerais 2:1. Muito férteis, apresentam de médios a altos teores de carbono e altos teores de cálcio e magnésio, conferindo alta saturação por bases. Solos com acúmulo de matéria orgânica e/ou alumínio e ferro em sub-superfície. Espodossolos Presentes nas restinga, costa brasileira, interior da Amazônia Ocidental, 2% do território nacional. Solos com alto teor de areia, que apresentam horizonte B que acumula matéria orgânica. Gleissolos Solos com expressão de feições reductomórficas Encontrado na Amazônia, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo e margens de algumas lagoas no Rio Grande do Sul. Cerca de 4% do território brasileiro. Solo hidromórfico predominantemente argiloso, associado a cursos d'água e áreas de várzea. Baixo desenvolvimento pedogenético, variação na composição química e física. Cores acinzentadas devido a processos de oxidação e redução do ferro. Restrição de drenagem. . Latossolos Solos altamente desenvolvidos São os solos mais representativos do Brasil, ocupando aproximadamente 39% da área total do país e distribuídos praticamente por todo o território nacional. Solos tropicais e equatoriais, alta intemperização, cores brunadas, avermelhadas ou amareladas, textura argilosa, minerais predominantes: caulinita, óxidos de ferro e alumínio, capacidade de troca catiônica ≤ 17 cmolc kg-1. Luvissolos Solos com acúmulo de argila em subsuperfície associado à argila de atividade alta Luvissolos: Estrutura bem desenvolvida, alta fertilidade química, argila nos horizontes, rasos, coloração avermelhada/amarelada, blocos/prismas, alta capacidade de troca catiônica (>= 27 cmolc kg-1); argilominerais 2:1, alta saturação por bases (cálcio e magnésio), nordeste brasileiro, zona semiárida, 3% da área brasileira. Neossolos: 15% do Brasil, pouco evoluídos, sem horizontes diagnósticos, jovens, variáveis. Subdivisões: Litólicos, Regolíticos, Flúvicos, Quartzarênicos. Neossolos Solos pouco desenvolvidos Nitossolos Solos argilosos, ausência de gradiente textural e bem estruturados Nitossolos: Argilosos, profundos, vermelhos a bruno, bem drenados, moderadamente ácidos, fertilidade variável. Presença de cerosidade. Fendas verticais em períodos secos. Ocorrência principalmente nos estados sulinos e em planaltos basálticos até o Rio Grande do Sul. Área de ocorrência no Brasil: cerca de 1,5%. Organossolos Solos de constituição orgânica Organossolos: Elevada matéria orgânica, teores carbono alto, cores escuras, decomposição variada, dispersos, pequenas manchas. Planossolos Solos com abrupto acúmulo de argila em subsuperfície e baixa permeabilidade Planossolos: Predominantemente arenosos em superfície, argila aumenta em subsuperfície, adensados e duros quando secos, estrutura prismática ou colunar, baixa permeabilidade, cores acinzentadas/mosqueadas, relevo plano/suave ondulado, arroz irrigado no RS, pastagem no Nordeste/Pantanal, 2% da área do país. Plintossolos Solos com expressivo acúmulo e segregação de ferro Plintossolos são solos com drenagem ruim, cores cinzentas, vermelhas e amareladas, baixo teor de matéria orgânica e ricos em ferro. Encontrados em áreas planas, depressões e encostas com escoamento lento da água. Principalmente na região Amazônica, Amapá, Marajó, Piauí, Tocantins, Goiás, Pantanal e bordas de chapadas. Cerca de 6% do território brasileiro. Vertissolos Solos expansivos e com alta saturação por bases Solos Vertissolos: Baixo desenvolvimento pedogenético, alta argila, estrutura cuneiforme, fendas, gilgai, cor acinzentada/preta, fertilidade química elevada, problemas físicos (permeabilidade, textura pesada, drenagem lenta). Nordeste seco, Pantanal Mato-grossense, Campanha Gaúcha, Recôncavo Baiano. 2% do Brasil. Referencias Link : https://www.embrapa.br/tema-solos-brasileiros/solos-do-brasil http://www.mrlima.agrarias.ufpr.br/SEB/arquivos/solos_brasil.pdf https://www.embrapa.br/tema-solos-brasileiros/solos-do-brasil http://www.mrlima.agrarias.ufpr.br/SEB/arquivos/solos_brasil.pdf Obrigada pela atenção!