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FP080 - Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar
Atividade prática
Atividade Prática: Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar
Código: BRFPMME6133311
 BBBRFFPMMEE6157566
 BRFPMME61388177
 BRRRFPMME5407629
 BRFPMME61449217
 
Nome e sobrenome dos alunos: Letícia Schimidt Souza
 Karen de Oliveira Milazzo
 Marcilene Cristina Rodrigues
 Tatiana Aparecida de Oliveira Rosa
 Vanessa Cristina Rodrigues Martins Pinto 
Grupo: 34
Data: 06/09/2025
	
ÍNDICE
Introdução ...............................................................................................................03
Objetivo....................................................................................................................03
Justificativa...............................................................................................................03
Situação de mediação de conflitos no ambiente escolar..........................................03
Desenvolvimento baseado em principios.................................................................04
Sensibilidade e Ética com respeito aos direitos humanos........................................04
 4.2Conhecimento básico da legislação nacional/ministério da educação...............04
4.3Capacidade comunicativa e Capacidade de escuta:...........................................04
4.4Criatividade e Estilo cooperativo:.........................................................................05
4.5Capacidade de manter sigilo:...............................................................................05
5.Frases elaboradas a partir da situação apresentada.............................................05
6. Reflexões Finais....................................................................................................05
7.Referencia bibliográfica..........................................................................................06
8.Anexo......................................................................................................................07
1.Introdução
A escola, embora seja um espaço de socialização e aprendizagem, pode apresentar conflitos que afetam relações interpessoais e o processo educativo. Provocações, empurrões e bullying prejudicam o bem-estar e a integração entre alunos. A mediação escolar se mostra essencial para resolver conflitos de forma cooperativa, permitindo que os estudantes reflitam sobre seus atos, desenvolvam habilidades de escuta e construam acordos coletivos. Este trabalho de mestrado propõe uma intervenção mediada, fundamentada em princípios éticos, comunicativos e pedagógicos, visando restaurar relações e promover um ambiente escolar saudável, inclusivo e de cidadania.
2.Objetivo
A proposta busca transformar conflitos em oportunidades educativas, promovendo um ambiente escolar seguro e saudável. A mediação escolar é necessária para restaurar o respeito, prevenir novos conflitos e fortalecer a cultura de paz e a cidadania entre os alunos
3.Justificativa
A intervenção visa promover um ambiente escolar seguro, prevenindo conflitos e transformando atritos em oportunidades de diálogo, reflexão e desenvolvimento de habilidades socioemocionais, fortalecendo a convivência inclusiva, a empatia e a responsabilidade entre os alunos.
4.Situação de mediação de conflitos no ambiente escolar
Durante o intervalo na Escola Municipal Tancredo Neves, localizada em Juiz de Fora, Minas Gerais, dois grupos de alunos de turmas diferentes com idades entre 12 e 13 anos entram em atrito perto dos corredores que dão acesso às quadras. Pequenos empurrões, provocações verbais e comentários sarcásticos escalonam rapidamente, deixando outros alunos tensos e gerando rumores. A direção decide acionar a mediação escolar para restaurar a segurança, o respeito e o clima de aprendizado. Conforme Morgado e Oliveira (2009), para transformar o conflito no contexto educativo por meio da mediação é necessário alterar comportamentos e a comunicação interpessoal e, simultaneamente, desenvolver capacidades e competências para a gestão e resolução de conflitos. Segundo Lopes Neto, A. Bullying? Comportamento agressivo entre estudantes (2005), todos desejamos que as escolas sejam ambientes seguros e saudáveis, onde crianças e adolescentes possam desenvolver ao máximo os seus potenciais intelectuais e sociais. Portanto, não se pode admitir que sofram violências que lhes tragam danos físicos e/ou psicológicos, que testemunhem tais fatos e se calem para que não sejam também agredidos e acabem por achá-los banais ou, pior ainda, que diante da omissão e tolerância dos adultos adotem comportamentos agressivos. E quando situações desse porte ocorrem nas escolas, a função do mediador é indispensável. Nós veremos a seguir como a situação descrita dos alunos da interclasse poderá ser resolvida, segundo uma mediação com princípios:
Participantes:
A mediação escolar conta com a participação de um(a) mediador(a) treinado(a), representantes de cada grupo, escolhidos pela própria turma com o apoio do corpo docente, um(a) professor(a) de apoio para auxiliar na logística e observar as normas, e, quando necessário, um(a) observador(a) neutro(a) para garantir a imparcialidade do processo.
Desenvolvimento baseado em princípios:
4.1Sensibilidade e Ética com respeito aos direitos humanos:
O mediador inicia a sessão transmitindo uma mensagem de respeito aos direitos de todos os envolvidos, reforçando que cada participante tem direito a um ambiente seguro e a ser ouvido sem medo de retaliação. Durante as falas, ele reconhece e valida emoções como raiva, frustração e constrangimento, sem julgamentos, e formula perguntas de modo a evitar humilhações ou ataques pessoais, preservando a dignidade de cada participante.
4.2 Conhecimento básico da legislação nacional/ministério da educação:
O mediador apresenta as normas da instituição relativas à conduta, ao uso dos espaços e aos procedimentos de mediação, além das diretrizes gerais de convivência escolar. As propostas de solução apresentadas pelos participantes são avaliadas quanto à sua conformidade com essas regras e com as políticas da escola voltadas para o combate à violência e à discriminação.
4.3 Capacidade comunicativa e Capacidade de escuta:
Cada grupo tem tempo para expressar seu ponto de vista, compartilhando sentimentos, necessidades e interesses relacionados ao espaço escolar, aos horários e à convivência. O mediador, por sua vez, parafraseia os pontos principais, verificando se foram compreendidos corretamente e validando os sentimentos expressos, evitando assim interpretações equivocadas e promovendo maior clareza no diálogo. 
4.4 Criatividade e Estilo cooperativo:
O objetivo da mediação não é determinar “quem está certo”, mas construir soluções compartilhadas, como horários de uso de áreas, regras de convivência e atividades de integração que reduzam tensões. Os alunos são incentivados a propor ideias que promovam participação respeitosa, como acordos de rotas de deslocamento, regras de fala e momentos de mediação rápida para novos conflitos.
4.5Capacidade de manter sigilo:
O mediador esclarece que as informações discutidas durante a mediação serão mantidas em sigilo, exceto em situações de risco imediato para alguém. Essa prática cria um ambiente seguro, incentivando os participantes a expressarem suas preocupações de forma aberta e sincera.
Possíveis acordos gerados:
São definidas regras de convivência com consequências proporcionais, organização de espaços e horários com supervisão adequada, e um protocolo rápido de mediação para futuros incidentes, garantindo prevenção de conflitos e maior segurança para todos.
Encerramento e acompanhamento:
É estabelecido umcompromisso formal com prazos para implementação e revisão das ações, por exemplo, em quatro semanas. Mantém-se um canal de contato com a mediação para reportar dificuldades e ajustar os acordos conforme necessário, e realiza-se a verificação do clima entre as turmas após o período definido, promovendo ações educativas que fortalecem o respeito mútuo e a convivência positiva.
Resultados esperados:
Espera-se a redução de conflitos entre os grupos e a melhoria do clima escolar, criando um espaço mais seguro e inclusivo que promova o aprendizado e a cidadania. A mediação atua como ferramenta educativa, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades como comunicação, cooperação e respeito às normas da instituição.
5.Frases elaboradas a partir da situação apresentada
1. “No interclasse, o respeito é o nosso maior troféu: ninguém vence quando alguém é humilhado.” 2. “Bullying não é brincadeira, aqui todos jogam juntos pelo respeito e pela convivência saudável.”
6. Reflexões Finais
A análise da situação e a atividade prática demonstram que a mediação escolar é essencial para promover um ambiente seguro, inclusivo e propício ao aprendizado. O diálogo estruturado, a escuta ativa e a participação colaborativa dos alunos fortalecem competências socioemocionais como empatia, comunicação e responsabilidade, ao mesmo tempo que incentivam uma cultura de convivência positiva e respeito mútuo, contribuindo para a formação integral e o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes.
7.Referencia Bibliográfica
FUNIBER, Fundação Universitária Iberoamericana. (2021). Resolução e transformação de conflitos no âmbito escolar [Material didático]. Barcelona, Espanha.
Morgado, C., & Oliveira, I. (2009). Mediação em contexto escolar: Transformar o conflito em oportunidade. Exedra Revista Científica, (1), 43–55.
Lopes Neto, A. (2005). Bullying? Comportamento agressivo entre estudantes.
Nunes, A. C. O. (2014). Diálogos e mediação de conflitos nas escolas: Guia prático para educadores. Brasília: Ministério Público do Estado da Bahia; Conselho Nacional do Ministério Público; Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). Disponível em: https://www.cnmp.mp.br/portal/images/stories/Comissoes/CSCCEAP/Di%C3%A1logos_e_Media%C3%A7%C3%A3o_de_Conflitos_nas_Escolas_-_Guia_Pr%C3%A1tico_para_Educadores.pdf
 8. anexos
Figura 1 – Mediação escolar entre alunos durante conflito Imagem gerada por Imagem criada no Canva (Canva, 2025).
Figura 2 – Mediação escolar entre alunos durante conflito Imagem gerada por IMAGEM CRIADA NO CANVA (CANVA, 2025).
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