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PROFESSOR
RICARDO ANTONOW JUNIOR 
CRF/SC 10589
Citologia I 
cervicovaginal
Colcitopatologia
Biomedicina
Anatomia
▪ ANATOMIA
▪ O colo uterino é a parte inferior do útero localizada junto à cúpula da
vagina, com a qual se comunica por meio de um conduto, o canal
cervical, por onde penetram os espermatozoides e sai o sangue
menstrual. A parte externa do colo, que fica em contato com a vagina,
chama-se ectocérvice; sua parte interna é a endocérvice. O local em que
o canal cervical se abre para a vagina recebe o nome de zona de
transformação, área em que se desenvolve a maioria dos tumores do 
colo uterino.
▪ Os cânceres do colo uterino se originam nas células que forram essa
área: o epitélio. A parte que está em contato com a vagina (a
ectocérvice) é revestida por um epitélio escamoso (semelhante ao da
vagina), que pode dar origem ao câncer de células escamosas. O epitélio
da parte interna do colo de útero (endocérvice) é um epitélio glandular e
pode dar origem a outro tipo de câncer do colo uterino: o
adenocarcinoma.
Colo uterino- Relações anatômicas
▪ A ectocervix é a parte externa do colo uterino que se projeta para dentro da
cavidade vaginal. A ectocervix tem aproximadamente o tamanho de uma noz,
sendo arredondada e convexa, coberta por um epitélio escamoso estratificado 
não queratinizado sensível a hormônios.
▪ O canal endocervical é o lúmen que atravessa o colo uterino conectando a
cavidade uterina ao lumen da vagina. A abertura do canal cervical para a
cavidade vaginal é conhecida como orifício cervical externo e a abertura para a 
cavidade uterina é conhecida como orificio cervical interno.
▪ A endocervix é o tecido que envolve o canal endocervical. A endocervix é
revestida por epitélio glandular simples, o qual projeta criptas ramificadas para
dentro do estroma endocervical até uma profundidade de aproximadamente
0,5 -1,0cm.
▪ A junção escamo-colunar (JEC) é o local onde o epitélio ectocervical encontra o
epitélio endocervical. Essa junção é caracterizada por uma abrupta mudança de
células escamosas estratificadas não queratinizadas para epitélio colunar
simples, é visível colposcopicamente e pode ser demonstrada histologicamente.
▪ A localização da JEC varia durante a vida da mulher devido à 
eversão do epitélio colunar após a puberdade e durante a gravidez 
seguida por metaplasia das células basais de reserva para epitélio 
escamoso imaturo. A JEC recua para dentro do canal endocervical 
após a menopausa.
▪ A zona de transformação (ZT) é o nome dado à área da cérvix que 
compreende o epitélio que sofreu metaplasia escamosa. É a área 
de metaplasia escamosa entre a junção escamo-colunar original e 
a junção escamo-colunar após a metaplasia. Caracteriza-se pelo 
epitélio escamoso imaturo sob o qual criptas endocervicais podem 
ser vistas na histologia. Este é o local onde a maioria das 
anormalidades podem surgir.
Funções colo uterino
▪ O colo uterino atua primariamente como uma barreira física entre 
o ambiente externo (canal vaginal) e o útero. As células de 
revestimento do canal endocervical produzem mucina ácida e 
neutra, que contém eletrólitos (principalmente cloreto de sódio) e 
açúcares simples (glicogênio) em solução coloidal. Este muco 
constitui um tampão no orificio cervical externo bloqueando a 
passagem de agentes patogénicos externos/corpos estranhos da 
cúpula vaginal para dentro do útero. Imunoglobulinas, enzimas, 
leucócitos e células epiteliais escamosas esfoliadas podem 
também ser encontradas presas neste muco, reforçando ainda 
mais o tampão e adicionando propriedades bactericidas ao muco.
▪ O tampão mucoso não é um elemento estável e hormônios 
determinam a sua consistência. No momento da ovulação, o muco 
torna-se muito mais fino e é composto por uma rede acelular de 
finos filamentos, o que facilita a passagem dos espermatozóides 
da vagina para o útero e, eventualmente, para as tubas uterinas, 
onde a fecundação pode ocorrer. Durante a gravidez, o tampão de 
muco torna-se espesso e protege o feto em desenvolvimento, 
vedando o canal endocervical mais uma vez.
▪ A cérvix e o útero são estruturas maleáveis que contém fibras 
elásticas e músculo. Isso é mais evidente durante o trabalho de 
parto quando o colo uterino precisa dilatar até dez centímetros de 
diâmetro para acomodar a passagem do feto para o canal vaginal. 
Quando a fertilização não ocorre, o miométrio do colo uterino 
dilata para permitir a passagem do período menstrual 
(fragmentos de endométrio).
▪ Essa dilatação é conhecida por provocar sensações de dor e 
desconforto comumente referidas como "dor do período 
menstrual". Estas características fisiológicas do colo uterino são 
todas controladas pelos hormônios estrógeno e progesterona.
▪
Epitélio
▪ Existem dois tipos de epitélio revestindo o colo uterino; epitélio 
escamoso estratificado na ectocervix e epitélio colunar 
(glandular)simples revestindo a endocérvix .
▪ O epitélio escamoso do colo uterino e vagina é não queratinizado 
e é composto por camadas contínuas de células poligonais planas 
estratificadas (multi-camadas) com núcleos centralmente 
localizados. O epitélio escamoso estratificado do colo uterino pode 
ser dividido em três camadas: superficial, intermediária e 
parabasal/basal. O epitélio escamoso estratificado tem uma 
função essencialmente protetora, mas também desempenha um 
papel vital na manutenção do pH vaginal.
Epitélio colunar
▪ O epitélio que reveste o canal endocervical e as criptas 
endocervicais consiste de uma única camada de células colunares 
muco-produtoras. Estas células são altas e cilíndricas e são 
dispostas em um arranjo em "cerca". Os núcleos são na sua 
maioria situados basalmente, adjacentes à membrana basal, mas 
durante secreção mucosa ativa podem ser deslocados pelo muco 
e empurrados em direção ao centro das células.
▪ Na inflamação, pode haver esgotamento do muco onde as células 
endocervicais são menos altas e mitoses (ou positividade para 
MIB-1) podem ser vistas na ausência de neoplasia ou lesão pré-
neoplásica.
Epitélio escamoso
▪ O epitélio escamoso do colo uterino e vagina é não queratinizado 
e é composto por camadas contínuas de células poligonais planas 
estratificadas (multi-camadas) com núcleos centralmente 
localizados. O epitélio escamoso estratificado do colo uterino pode 
ser dividido em três camadas: superficial, intermediária e 
parabasal/basal. O epitélio escamoso estratificado tem uma 
função essencialmente protetora, mas também desempenha um 
papel vital na manutenção do pH vaginal.
História natural da doença
▪ O tumor uterino tem início como uma lesão pré-maligna, 
chamada displasia. As displasias são lesões causadas pelo HPV. 
Podem ser classificadas como leves, moderadas ou graves. As 
lesões pré-malignas também são chamadas de neoplasias 
intraepiteliais cervicais. De acordo com o grau
de comprometimento, são classificadas em graus 1, 2 e 3 (em 
ordem crescente de agressividade).
▪ O último estágio das lesões pré-malignas é a neoplasia 
intraepitelial grau 3, ou carcinoma in situ. Nessa fase, as células 
malignas ainda não têm a capacidade de invadir os tecidos e 
causar metástases, por estarem limitadas por uma
barreira natural do órgão, chamada membrana basal.
O estadiamento do câncer de colo do útero é o fator mais importante na escolha de 
tratamento. ... Embora o sistema de estadiamento da AJCC classifique o carcinoma 
in situ como estágio inicial, muitas vezes, ele é considerado um pré-câncer, porque as 
células cancerosas estão apenas na camada superficial do colo do útero.
▪ Carcinoma in situ. Note que, nesta fase da doença, as células 
malignas estão confinadas ao epitélio e não ultrapassam a 
membrana basal.
▪ Quando o tumor consegue ultrapassar a membrana basal, pode 
invadir progressivamente os tecidos vizinhos. Inicialmente as 
células malignas irão se infiltrar superficialmente em direção à 
vagina e profundamente em direção às lâminas de tecido 
conjuntivo que mantêm o útero fixo em sua posição nabacia: os 
paramétrios.
▪ A partir daí, as células tumorais podem invadir órgãos vizinhos, 
como bexiga, ureteres, reto, cavidade pélvica, os linfonodos da 
região e penetrar os vasos linfáticos e sanguíneos para ter acesso 
a órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos .
Tratamento de lesõespre-cancerosas
▪ Na época em que a triagem começou a ser utilizada, o tratamento 
limitava-se ao carcinoma in situ, atualmente denominado de 
neoplasia intra-epitelial cervical grau 3 (NIC3). Conização a frio e 
histerectomia eram os únicos tratamentos disponíveis.
▪ A ablação ou excisão da NIC e da zona da transformação foi 
desenvolvida durante a década de 1990 como um método mais 
conservador mas altamente eficaz de tratamento: excisão da zona 
de transformação por alça termoelétrica ou cirurgia de alta 
frequência (CAF). CAF é atualmente o método de eleição embora a 
conização a frio, traquelectomia, ou mesmo a histerectomia 
podem ser utilizadas para lesões amplas, neoplasia glandulare e 
câncer invasivo oculto.
Vacinação para HPV
▪ O desenvolvimento da vacina, que foi aprovada em 2005, e a introdução 
da vacinação para HPV iria posteriormente revolucionar a prática da 
citologia cervical, colposcopia e tratamento de lesões precursoras do 
câncer cervical. Em países como a Austrália, mulheres vacinadas já 
estão entrando nas faixas etárias onde a triagem é indicada e o efeito 
esperado de redução da prevalência de verrugas genitais e CIN estão 
sendo observados.
▪ Em consequencia do declínio da prevalência de NIC e câncer, a precisão 
da sensibilidade e VPP da triagem citológica pode ser comprometida, o 
que é uma das principais razões pelas quais o teste de HPV está sendo 
introduzido em muitos países como triagem primária. No entanto, a 
baixa especificidade do teste de HPV requer a citologia como um teste 
de triagem diagnóstico - destacando novamente a vital importância do 
controle de qualidade.
Metaplasia escamosa
▪ Metaplasia é uma alteração reversível na qual um tipo
celular diferenciado (epitelial ou mesenquimal), é substituído por 
outro tipo celular de mesma linhagem (Robbins & Cotran, 2015). É 
um processo adaptativo.
▪ Substituição do epitélio glandular endocervical por células de 
reserva subcolunares, que se diferenciam em epitélio escamoso 
(maduro ou imaturo).
▪ É uma resposta comum a irritantes, que está presente em quase
todos colos uterinos e se localiza na zona de transformação.
▪ Não é considerada uma condição pré-maligna.
▪ O epitélio escamoso recobre as glândulas endocervicais.
▪ Crescimento local do câncer de colo uterino. Note que o câncer, ao 
crescer, passa a infiltrar o tecido próximo ao epitélio do colo em 
direção à vagina e profundamente em direção aos ligamentos que 
mantêm o útero fixo em sua posição na bacia: os paramétrios.
Crescimento à distância do câncer de colo uterino. Note 
que o câncer pode atingir os linfonodos próximos e, a 
seguir, órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos. 
Felizmente, tumores avançados de colo uterino são cada 
vez menos frequentes, porque os exames preventivos 
permitem diagnosticar lesões pré-malignas ou malignas 
em fase precoce
Tipos do câncer de colo uterino
TIPOS DO CÂNCER DE COLO UTERINO
▪ Existem diferentes tipos de câncer do colo uterino, dependendo do tipo 
de célula que lhes dá origem:
▪ Carcinoma epidermoide
▪ É responsável por 70% a 80% dos casos e se origina nas células da 
ectocérvice. Está associado à infecção pelo HPV.
▪ Adenocarcinoma
▪ É o segundo tipo mais comum, correspondente a cerca de 20% dos casos, e
se origina a partir das células da endocérvice. Também está associado a 
infecções pelo HPV.
▪ Carcinoma adenoescamoso
▪ É um terceiro tipo, mais raro e com características dos dois tipos anteriores
Esrtrutura
Normal
Linha de encontro 
das duas mucosas. 
Ectocérvice 
Endocérvice
Ectocérvice
Endocérvice
•O colo uterino, a porção fibromuscular inferior do útero, mede 3-4 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro; 
contudo, varia de tamanho e forma dependendo da idade, paridade e estado menstrual da paciente.
•A ectocérvix é a porção mais facilmente visível do colo uterino; a endocérvix em grande parte é invisível e 
reside proximal ao orifício cervical externo.
•A ectocérvix é recoberta por um epitélio escamoso estratificado róseo, consistindo de várias camadas de
células e epitélio colunar avermelhado com uma única camada de células reveste o endocérvix.
•A localização da junção escamocolunar com relação ao orifício cervical externo varia dependendo da 
idade, estado menstrual e outros fatores como gravidez e o uso de métodos anticoncepcionais orais.
•O ectrópio corresponde à eversão do epitélio colunar sobre a ectocérvix, quando o colo
uterino cresce rapidamente e este aumente sob a influência do estrógeno, depois da menarca e durante a
gravidez.
•A metaplasia escamosa do colo uterino indica a substituição fisiológica do epitélio colunar
evertido na ectocérvix por um epitélio escamoso recém-formado de células subcolunares de reserva.
•A região do colo uterino onde metaplasia escamosa ocorre é denominada de zona de transformação.
•A identificação da zona de transformação é de grande importância na colposcopia, visto que quase todas
as manifestações da carcinogênese cervical ocorrem nessa zona.
Epitélio escamoso estratificado não-queratinizado
▪ Normalmente, uma área grande da ectocérvix está recoberta por um epitélio escamoso estratificado não-queratinizado que
contém glicogênio. É opaco, tem múltiplas (15-20) camadas de células e de coloração rosa pálida. Este epitélio é nativo ao
local formado durante a vida embrionária, que é denominado de epitélio escamoso original ou nativo, ou pode ter sido
recém-formado como epitélio escamoso metaplásico no início da vida de adulta. Nas mulheres na pré-menopausa, o
epitélio escamoso original é de coloração rósea, enquanto que o epitélio escamoso metaplásico recém-formado tem um 
aspecto branco-róseo ao exame visual.
A arquitetura histológica do epitélio escamoso do colo uterino revela, ao fundo, uma única camada de células basais
arredondadas com grandes núcleos grandes de coloração escura e citoplasma escasso, unida à membrana basal .
As células basais se dividem e maturam para formar as próximas camadas denominadas de células parabasais, que também
têm núcleos relativamente grandes de coloração escura e citoplasma basófilo de coloração azul-esverdeada. Uma maior
diferenciação e maturação destas células conduz às camadas intermediárias de células poligonais com citoplasma abundante
e pequenos núcleos arredondados.
A maturação do epitélio escamoso do colo uterino depende do estrógeno, o hormônio feminino. Se há falta de estrógeno, não
há maturação completa nem glicogenação. Portanto, depois da menopausa, as células maturam só até a camada parabasal e
não se dispõem em múltiplas camadas de células planas. O epitélio se torna fino e atrófico. No exame visual, parece pálido,
com petéquias subepiteliais, já que fica facilmente suscetível ao traumatismo.
Epitélio colunar
▪ O canal endocervical é recoberto pelo epitélio colunar (às vezes, denominado de epitélio 
glandular). É composto por uma única camada de células altas com núcleos de 
coloração escura, próxima à membrana basal .Por ter uma só camada de células, tem 
uma altura menor que o epitélio escamoso estratificado do colo uterino.
Imagem 1
Imagem 2
O teste de Papanicolaou
George Papanicolaou (1883-1962) nasceu em Coumi, uma vila grega, mas formou-
se médico em Munique, na Alemanha. Resolveu refazer as malas em 1910, porque 
achava que os Estados Unidos eram a terra das oportunidades. Mas, ao chegar a 
Nova York, só conseguiu vender tapetes. Levou um ano até arrumar trabalho como 
assistente de laboratório na Universidade Cornell. Ali, Papanicolaou acabou 
professor. Em 1923, ele estudava as mudanças provocadas pelos hormônios no 
útero. Para isso, analisava as secre- ções uterinas de pacientes. Foi então que viu 
uma amostradiferente, cheia de células deformadas. Ela pertencia a uma 
voluntária com câncer. O pesquisador grego fez o mesmo exame em outras 
doentes e concluiu que aquele tipo de análise diagnosticava tumores. Escreveu 
mais de 100 páginas sobre o assunto e distribuiu o texto durante um encontro 
médico, em 1928. Mas nenhum colega se entusiasmou com a leitura.
Papanicolaou só despertou o interesse dos médicos para o exame que leva o seu 
nome – e que até hoje é considerado o melhor jeito de prevenir o câncer de colo 
uterino – quando resumiu o trabalho para oito páginas, em 1943.
▪ O que é?
O exame de papanicolau, ou Colpocitologia Oncológica, faz a análise 
das células da região do colo uterino para identificar infecções 
vaginais, doenças sexualmente transmissíveis (DST) e, 
principalmente, algum sinal precoce de câncer de colo uterino, o 
terceiro tumor mais frequente na população feminina, segundo o 
Instituto Nacional de Câncer (Inca). O exame é poderoso e ao 
mesmo tempo simples - consiste na coleta de material do colo do 
útero com uma "colher de raspagem". De acordo com um estudo 
publicado na edição online do British Medical Journal (BMJ), a taxa 
de sobrevivência de mulheres com câncer de colo do útero 
detectado pelo exame chega a 92%, enquanto aquelas que são 
diagnosticadas apenas pelos sintomas apresentam uma taxa de 
sobrevivência de 66%.
▪ Na década de 1980, foi descoberto que o HPV (Vírus do Papiloma Humano) é o
responsável pelo câncer de colo do útero. Sua transmissão é quase que
exclusivamente por contato sexual e penetra nas microlesões da pele e mucosas. É
a doença sexualmente transmissível mais comum. Existem mais de 150 tipos
destes vírus no ser humano, responsáveis também pelas verrugas genitais. Cerca de
80% da população apresenta a infecção transitória e consegue eliminar o vírus;
20% tem infecção persistente e são as mulheres que devemos acompanhar mais
atentamente. O grupo desses vírus que tem características de manter a infecção
persistente, é chamado de alto risco e, dentre esses, os tipos 16 e 18 são 
responsáveis por 70% dos cânceres de colo uterino.
▪ OS HPVs são muito frequentes e altamente transmissíveis. Quando as mulheres que
iniciam a vida sexual se infectam facilmente, e, com o passar do tempo, um grande
número deles, são eliminados espontaneamente. O câncer do colo uterino, na
maioria das vezes, ocorre acima dos 30 anos, e 80% das pacientes com infecção
transitória já eliminaram o vírus a partir dessa faixa etária. Portanto, acima desta
idade, devemos associar exames mais sensíveis de detecção de HPVs ao
Papanicolau, para que o rastreamento seja mais efetivo. As vacinas contra HPV
existentes, e as novas em fase de finalização de pesquisa, irão revolucionar esta
área e minimizar o sofrimento das gerações futuras
Câncer de colo de útero está entre os tipos mais comuns de câncer; 
Terceiro mais comum na população feminina, atrás apenas de colo retal e 
mama;
4º maior causa de mortes por mulheres no Brasil; 
530 mil casos e 270 mil mortes todos os anos;
Principal fator é o HPV, vírus presente em mais de 90% dos casos de câncer;
Vacina.
▪ Lesões cervicais em graus evolutivos, sendo classificadas como neoplasias
intraepitelial cervical (NIC), I de baixo grau e II e III de alto grau, as categorias 
representam níveis crescentes de suspeita de malignidade;
▪ A NIC caracteriza-se como o crescimento desordenado das ce ́lulas do epite ́lio
cervical de revestimento, sendo classificada de acordo com o grau de
acometimento do tecido cervical;
▪ A NIC 1 e ́ definida pela alteraca̧ ̃o da maturação celular no terço inferior do 
epité ́lio próximo à membrana basal do tecido cervical.
▪ O acometimento dos dois terços inferiores do epite ́lio caracteriza a NIC 2.
▪ Na NIC 3, o epite ́lio está acometido em toda sua extensão sem rotura da 
membrana basal.
▪ A NIC, se não tratada, pode evoluir para o câncer cervical e e ́ considerada,
portanto uma lesão precursora dele. O teste de Papanicolau identifica a maioria
das células anormais antes de se tornarem câncer.
Orientações
Indicações
▪ Como esse tipo de câncer não se desenvolve rapidamente, recomenda-se que o exame de Papanicolau
seja feito pelas mulheres a partir dos 21 anos, exceto nas que ainda não tiveram relações sexuais, até os
64 anos mesmo nas que não tenham mais vida sexual ativa. Seu médico poderá mudar este período e 
frequência, se necessário.
Contraindicações
▪ Não há contraindicações para o exame de Papanicolau. No entanto, o médico ou médica irá decidir se 
você deve ou não fazer o teste.
Grávida pode fazer?
▪ O Papanicolau pode ser feito durante a gestação, devendo ser incluído na lista de exames do pré-natal.
Como é feito
▪ A coleta é simples: durante o exame ginecológico, o médico (a) faz uma coleta das células do colo do
útero, com uma espátula e escovinha. Essas células podem ser espalhadas diretamente em lâminas de
vidro ou coletadas em meio líquido. Quando o rastreamento populacional é feito adequadamente, permite 
diminuir em mais de 70% a mortalidade por câncer do colo uterino.
Preparo para o exame
▪ O preparo adequado do exame consiste em evitar relação sexual,
cremes, duchas e não estar menstruada pelo menos dois dias antes da
coleta. Para as coletas em base líquida não é necessário este rigor, já
que as células são lavadas.
Tempo de duração do exame
▪ O exame de Papanicolau dura alguns minutos e é feito por um 
profissional de saúde experiente no procedimento.
Periodicidade do exame
▪ O exame de Papanicolau deve ser feito anualmente. Após dois exames
consecutivos normais, podemos fazer a cada três anos, conforme define
a Organização Mundial de Saúde, associado ou não aos exames para 
detecção dos HPVs.
Orientações pré
Orientações antes do exame:
▪ Não ter relações sexuais nas 48 horas antes do exame;
▪ Não estar menstruada;
▪ De preferência 5 dias após o término da menstruação;
▪ Não fazer duchas vaginais;
▪ Não usar medicamentos vaginais, anticoncepcionais de uso local 
ou fazer exames intravaginais três dias antes
Materiais para coleta
Coleta da ectocérvice
Espátula de Ayre no lado da reentrância
▪ Encaixar no orifício externo;
▪ Apoiar firmemente e delicadamente sem agredir o colo;
▪ Fazer raspagem;
▪ Movimento rotativo 360 graus;
▪ Em torno do orifício.
▪ Estender o material na lâmina;
▪ Sentido vertical ou horizontal;
▪ Ocupar 2/3 da parte transparente;
▪ Movimentos de ida e volta;
▪ Garantir uniformidade.
Coleta endocervical
▪ Utilizar escova;
▪ Introduzir escova delicadamente no canal cervical;
▪ Girar 360 graus;
▪ Fixar material paralelamente;
▪ Rolando escova de cima para baixo.
Fixação
▪ FIXAR IMEDIATAMENTE Para não provocar ressecamento da célula 
que altera a proporção entre o núcleo e o citoplasma Forma de 
fixação: Propinilglicol;
▪ borrifar a uma distância de 20 cm.
Infecções específicas da cérvice
▪ As alterações inflamatórias descritas acima são comuns a quase todos 
os casos de cervicite aguda. Em alguns casos, o organismo 
microbiológico presente pode ser identificado na lâmina ou irá produzir 
um efeito citopático específico permitindo que o citotecnólogo faça um 
diagnóstico sobre o organismo infeccioso.
▪ Os agentes infecciosos específicos que são relatados na citologia são:
▪ Trichomonas vaginalis
▪ Candida albicans
▪ Herpes simplex virus
▪ Papilomavírus Humano (HPV)
▪ Actinomyces sp.
Achados comuns
▪ Gardnerella vaginalis,, isoladamente ou associada ao Mobiluncus sp., é um dos
principais agentes causadores de infecções em mulheres em idade reprodutiva, seja
pela falta de hábitos de higiene adequados, número de parceiros sexuais ou 
desequilíbrios da microflora vaginal.
▪ A Gardnerella vaginalis e a Gardnerella mobiluncus são duas bactérias que
normalmente vivem na vagina sem causar qualquer tipo de sintoma. No entanto,
quando se multiplicam de forma exagerada, podem causar uma infecção conhecida
popularmente como vaginose bacteriana, que levam à produção de corrimento 
branco-acinzentadoe de cheiro forte.
▪ O tratamento é feito com remédios antibióticos, como Metronidazol ou
Clindamicina, em forma de comprimido oral ou pomadas que devem ser aplicadas
na vagina, embora, em alguns casos, a cura possa ser alcançada apenas com a 
lavagem adequada da região.
▪ A infeção por Gardnerella ocorre com mais frequência em mulheres, já que a
bactéria faz parte da microbiota vaginal normal, porém os homens também podem
ser infectados através de relações sem preservativo com uma parceira infectada
▪ Bactéria anaeróbia(não necessita de oxigênio);
▪ Associada a compleições na gravidez e na dificuldade de 
engravidas;
▪ Pequenos bacilos gram positivos, negativos ou variáveis, halos 
claros de colônia circundando célula;
▪ Associada a ruptura prematura da membrana;
Difernças básicas gardenerella x mobiluncus
▪ Gardnerella, forma de cocobacilos gram variáveis (positivos ou 
negativos), geralmente está sobre a célula epitelial.
▪ Mobiluncus, forma de bacilo gram negativo pleomorfo.
Alterações citológicas
Osefeitos da lesão epitelial
▪ A lesão do epitélio cervical resulta em uma resposta inflamatória 
caracterizada por alterações localizadas e sistêmicas no tecido. No 
local da lesão há, obviamente, danos localizados nas células 
epiteliais que apresentam alterações degenerativas 
citoplasmáticas e necrose coagulativa dos núcleos.
▪ No estroma subjacente, veremos as mudanças sistêmicas que o 
corpo usa para remover a agressão e reparar o dano. Há 
hiperemia dos vasos papilares para aumentar o fluxo sanguíneo 
para a área, exsudação de plasma no tecido circundante, e assim, 
trazer produtos sanguíneos, como a fibrina, e promover a 
migração de polimorfos para o local de infecção ou lesão.
▪ Estas alterações ao tecido não são específicas e ocorrem
independentemente da causa da lesão.
Alterações citológicas observadas nas lesões
▪ Se um esfregaço cervical é colhido em um colo lesado, 
precisamos considerar tanto as células que estão degenerando 
após a lesão, como células que estão regenerando o epitélio 
lesado
Alteraçações Degenerativas
▪ O citoplasma das células submetidas a alterações degenerativas
mostrará perda dos bordos definidos, o citoplasma é frágil, rompe-se,
levando a uma perda parcial ou completa do citoplasma, o esfregaço
conterá então, os núcleos remanescentes. Halos perinucleares estão
presentes na maioria das infecções juntamente com vacuolização
(aparência de tecido acometido por traça). Polimorfos podem estar
presentes nos vacúolos.
▪ Os núcleos das células degeneradas inicialmente mostrarão inchaço ou
retração (devido a incapacidade de controlar a entrada e saída de água
através da membrana celular) levando eventualmente à picnose. O
núcleo tem uma membrana opaca, borrada e cromatina agrupada.
Eventualmente e finalmente ocorre a cariorrex (quebra nuclear) e a
cariólise (dissolução nuclear). A resposta inflamatória também formará
um exsudato rico em proteínas no qual numerosos polimorfos se
tornarão incorporados. Ocasionalmente, os polimorfos são tão
numerosos que obscurecem as células epiteliais no esfregaço e tornam
o esfregaço inadequado para avaliação, os detritos celulares necróticos 
também podem ser vistos em segundo plano.
Alterações Regenerativas
▪ A cicatrização do epitélio ulcerado ou erosado é realizada através 
da proliferação da camada de células basais do epitélio escamoso 
adjacente e pela expansão das células de reserva do endotélio 
local e das criptas. Inicialmente a área lesada é coberta por 
células metaplásicas imaturas que eventualmente se 
transformam em epitélio escamoso ou colunar maduro.
▪ As alterações regenerativas são caracterizadas por arranjos de 
células metaplásicas colunares e imaturas com núcleos grandes e 
nucléolos proeminentes ou cromocentros que refletem a atividade 
mitótica recente.
Atualmente considera-se como característica histológica típica do HPV a “coilocitosee a discariose”.
Coilocitose significa célula abaulada, vacuolizada com núcleos localizados na periferia da célula.
Discariose significa alteração nuclear como núcleo disforme, dividido em duas ou mais partes.
Células epiteliais
▪ O colo uterino é representado pela ectocérvice e a endocérvice, que são
revestidas por epitélio escamoso estratificado não queratinizado e por
epitélio colunar simples, respectivamente. O ponto de união entre esses
dois epitélios é chamado junção escamocolunar (JEC). A colheita das
amostras citológicas no exame de prevenção do câncer de colo uterino
(teste de Papanicolaou) é realizada na ectocérvice e endocérvice. Porém,
a colheita tríplice (ectocérvice, “fundo” de saco vaginal e endocérvice) 
ainda é utilizada em alguns serviços.
▪ Células Epiteliais Escamosas O epitélio escamoso estratificado não
queratinizado reveste originalmente a mucosa da ectocérvice e da
vagina. Na fase reprodutiva, o epitélio escamoso estratificado apresenta
as seguintes camadas: basal, parabasal, intermediária e superficial. A
camada basal, ou germinativa, é responsável em condições fisiológicas
pela regeneração (replicação celular). As outras camadas representam
apenas diferentes estágios na maturação das células basais. Esse
epitélio é influenciado pelos hormônios ovarianos, atingindo a sua
máxima maturação sob a ação dos estrógenos. Por outro lado, a 
deficiência estrogênica, como ocorre na menopausa, leva a sua atrofia.
▪ Células Glandulares Endocervicais A superfície da endocérvice e das criptas ou glândulas endocervicais, é
revestida por epitélio colunar simples. Essas células são predominantemente do tipo secretor, sendo
menos comum o tipo ciliado. Na pós-menopausa, devido à deficiência estrogênica, as células são mais
baixas e carecem da atividade secretória encontrada na fase reprodutiva. Durante o ciclo menstrual, sob
as influências hormonais, as células endocervicais também revelam algumas modificações, como
citoplasma mais alto e tumefeito na última metade do ciclo. Nos esfregaços, as células endocervicais
apresentam citoplasma relativamente abundante, delicado, semitransparente, que cora fracamente em
azul, às vezes com vacúolos. Os núcleos são redondos ou ovais, com alguma variação do tamanho,
cromatina finamente granular exibindo cromocentros ou nucléolo. Quando as células são vistas
lateralmente, assumem a forma colunar alta característica, com núcleo oval, localizado na região basal.
Nessa perspectiva, quando em conjuntos, constituem os arranjos conhecidos como “fila”, ou “paliçada”.
Quando as células são vistas de frente, elas se agrupam em conjuntos monoestratificados, perdem a sua
forma colunar e apresentam, às vezes, bordas citoplasmáticas bem definidas, lembrando um “favo de
mel”. Os núcleos arredondados mostram polaridade conservada (a distância entre os núcleos é
relativamente constante, não ocorrendo sobreposição nuclear). As células endocervicais nos esfregaços
raramente exibem cílios, e nesse caso o seu citoplasma cora mais intensamente que aquele das células
endocervicais mucossecretoras. Estas últimas mostram citoplasma distendido por vacúolo único ou
múltiplo e são mais comuns em situações de irritação crônica, como gravidez, pólipos endocervicais, ou
em resposta à terapêutica hormonal, inclusive associada ao uso de pílulas anticoncepcionais. Por causa
da fragilidade do seu citoplasma, as células endocervicais podem se apresentar sob a forma de núcleos
desnudos. Em algumas ocasiões durante a colheita da endocérvice com a escovinha, pode ocorrer o
desgarramento de grandes agrupamentos de células, verdadeiros microfragmentos de tecido. Aí as células
endocervicais podem representar arranjos papilares e glandulares. É importante observar que não há 
estratificação nuclear nesses arranjos em condições normais.
▪ Células de Reserva e Células Metaplásicas Escamosas A metaplasia 
escamosa é um evento fisiológico adaptativo que ocorre após a eversão 
do epitélio endocervical pela ação hormonal. O processo se inicia com 
as células de reserva subcilíndricas, que são pequenas, indiferenciadase 
têm potencial de se diferenciarem em células glandulares endocervicais 
ou escamosas. Quando estimuladas pelo pH vaginal ácido, as células de 
reserva proliferam em múltiplas camadas (hiperplasia das células de 
reserva), representando a primeira etapa do processo de metaplasia 
escamosa. A seguir, as células de reserva adquirem características 
escamosas, constituindo a chamada metaplasia imatura. Nesse ponto 
as células metaplásicas começam a se estratificar e a desenvolver uma 
camada basal bem definida, representando a última etapa do processo, 
a metaplasia madura. Com a evolução do processo, as células 
metaplásicas se tornam mais diferenciadas e finalmente se mostram 
idênticas às células escamosas originais
Células não epiteliais
▪ Hemácias Correspondem a células redondas, anucleadas, coradas habitualmente em laranja. As hemácias bem
conservadas são relacionadas ao trauma na colheita das amostras citológicas. Quando se mostram degeneradas, lisadas, 
podem estar associadas a câncer invasivo.
▪ Leucócitos Polimorfonucleares Neutrófilos O tamanho dessas células é muito constante, em torno de 10 micrômetros, 1,5
vezes maior que o tamanho das hemácias. Os neutrófilos apresentam citoplasma mal definido. Os seus núcleos são
lobulados, conectados uns aos outros. Nos esfregaços normais, aparecem em pequeno número, originando-se
principalmente da endocérvice. Os esfregaços de mulheres histerectomizadas geralmente são livres de neutrófilos. Tais
células são abundantes no processo inflamatório agudo, mas podem ser encontradas em esfregaços normais, às vezes em 
grande número, especialmente na segunda fase do ciclo menstrual. Atlas de Citopatologia Ginecológica
▪ Linfócitos O tamanho de um linfócito maduro é levemente maior que o de uma hemácia. O seu núcleo é circundado por
escasso citoplasma basofílico. A presença de linfócitos em diferentes estágios de maturação representa cervicite crônica 
folicular.
▪ Plasmócitos Os plasmócitos são incomuns nos esfregaços. Eles apresentam forma oval e núcleo excêntrico redondo ou 
oval, com cromatina arranjada em grumos no padrão de “roda de leme”.
▪ Histiócitos Os histiócitos exibem citoplasma de tamanho variável, semitransparente, espumoso, podendo conter vacúolos
pequenos ou grandes, com ou sem partículas fagocitadas. As bordas citoplasmáticas são mal definidas. Tais células são
redondas ou ovais, podendo ainda ser alongadas, poligonais, fusiformes ou triangulares. O núcleo é excêntrico,
frequentemente tocando a borda citoplasmática em um ponto, sem distendê-la. A forma nuclear varia de reniforme a
redonda, triangular ou irregular. A cromatina é finamente granular e regular, mas pode em alguns casos apresentar-se
grosseiramente granular irregularmente agrupada e às vezes mitoses são vistas. Os histiócitos mononucleados e
multinucleados podem representar um achado inespecífico ou se associar a menopausa, processos inflamatórios, 
radioterapia e corpos estranhos.
▪ Coloração (processo inflamatório agudo ou não)
▪ Cromatina (Núcleo granular)
▪ Bacteriúria (cultura de secreção)
▪ Bastonetes
▪ Leucócitos (Granulares no núcleo)
▪ Núcleos com aproximadamente 2,5 a 3 vezes a área do núcleo de 
uma célula intermediária normal.
▪ Relação nucleocitoplasmática discretamente aumentada. 
Mínima hipercromasia nuclear, leves irregularidades da 
distribuição da cromatina ou da forma nuclear.
▪ Anormalidades nucleares associadas a células com citoplasma 
denso, orangeofílico (paraqueratose atípica). Também são 
incluídas nessa subcategoria, células redondas ou ovais com 
aproximadamente 1/3 do tamanho das células superficiais, 
lembrando células metaplásicas grandes ou células 
intermediárias das camadas mais profundas. As células 
escamosas exibindo alterações sugestivas porém não definitivas 
de infecção pelo HPV.
▪ O carcinoma escamoso invasivo do colo do útero é geralmente 
precedido por um espectro de alterações pré-cancerosas 
conhecidas como neoplasia intraepitelial cervical (NIC), que se 
desenvolve no epitélio escamoso metaplásico da zona de 
transformação do colo do útero. NIC pode estar presente no colo 
do útero por muitos anos antes de desenvolver uma lesão invasiva; 
A NIC pode regredir, persistir ou progredir.
▪ Três graus de NIC são reconhecidos com risco crescente de 
progressão e diminuição da probabilidade de regressão: NIC1, 
NIC2 e NIC3 onde NIC3 equivale a carcinoma in situ. NIC1 está 
intimamente associada a infecção pelo papilomavírus humano 
(HPV) a partir da qual não pode ser distinguida com segurança.
▪ O adenocarcinoma do colo do útero é raro quando comparado 
com o carcinoma de células escamosas e pode ser precedido por 
neoplasia intraepitelial glandular cervical de alto grau (NIGC), o 
que equivale a adenocarcinoma in situ (AIS). O NIGC de baixo grau 
é descrito, mas raramente diagnosticado. [ver Capítulo 4 -
Patogênese do câncer cervical e seus precursores]
▪ As alterações celulares de carcinoma de células escamosas e 
adenocarcinoma também são observadas em NIC e NIGC e são 
representadas em preparações citológicas. O grau de 
anormalidade pode ser reconhecido como de baixo grau ou alto 
grau; Invasão pode ser sugerida em citologia, mas só é 
diagnosticada na histologia. A distinção dessas anormalidades e 
as alterações benignas e reativas fornece a base para o teste de 
Papanicolaou.
▪ O diagnóstico histológico de NIC1-3 refere-se ao grau de 
maturação de células anormais no epitélio escamoso e se reflete 
na citologia pela relação núcleo / citoplasma.
▪ Referências
▪ ARAÚJO, S. R. Citologia cervicovaginal: passo a passo. 3. ed. Rio de 
Janeiro: DiLivros. 2012. p. 13-191.
▪ GAMBONI, M.; MIZIARA, E. F. (Ed.). Manual de Citopatologia 
diagnóstica. São Paulo: Ed. Manole, 2011. p. 42-176.

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