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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS parte final

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VI- “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e suas liturgias”.
Liberdade de consciência: é o direito de seguir, ou não, corrente política, filosófica ou científica.
Liberdade de crença: é o direito de ter, ou não uma religião, seja ela qual for.
Em matéria de religião, o Brasil é constitucionalmente um país laico ou leigo (Também chamado de Estado “não confessional”.), ou seja, não possui religião oficial.
A liberdade religiosa também se expressa como direito á assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva (art., 5°, inciso VII da CF).
Como forma de garantir a liberdade de crença e consciência, há o chamado direito de escusa de consciência, previsto no art. 5°, VIII, da CF, segundo o qual ‘’ ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou politica, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recuar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei’’.
4 PROIBIÇÃO DA CENSURA
‘’IX-é livre a expressão da atividade intelectual, artística, cientifica e de comunicação, independentemente de censura ou licença’’. 
O dispositivo acima guarda intima relação com a ‘’liberdade de expressão e pensamento’’ prevista no inciso IV. Porém, no inciso IX, a manifestação está ligada ao exercício da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação. 
O exercício desse direito dispensa a existência de licença e não pode ser objeto de censura, figura repudiada e totalmente incomparável com o Estado Democrático. Vale ressaltar, porém, que não há liberdade absoluta, pois não estão protegidos atos contrários ao ordenamento jurídico, aos princípios fundamentais.
5 INVIOLABILIDADE DA INTEGRIDADE, DA VIDA PRIVADA, DA HONRA E DA IMAGEM
X- ‘’ São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. ’’
A intimidade, a honra, a privacidade e a imagem são direitos conexos com o da vida. Tais direitos são invioláveis e, caso sejam transgredidos, a norma prevê a indenização como consequência.
A intimidade traduz o modo de ser do indivíduo em uma esfera sigilosa. Guarda relação com a inviolabilidade das correspondências, do sigilo profissional, da opção sexual. É a vida do individuo voltada ao próprio individuo. 
Por sua vez, a privacidade abrange as relações do individuo com sua família, seus amigos, seu circulo profissional e social, que devem ser ocultadas do público. A privacidade é o oposto da vida pública. 
Atenção! Mesmo a pessoa pública, como um artista ou um ator, tem direito a intimidade e a privacidade. 
6 INVIOLABILIDADE DOMICILIAR
XI ‘’ A casa é asilo inviolável do individuo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante, delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial’’
A expressão ‘’casa’’deve ser entendida no sentido mais amplo possível, de acordo com o STF, compreendido qualquer compartimento habitado (ex: quarto de hotel, motel, pensão), bem como compartimento não aberto ao publico, onde se exerce profissão ou atividade.
A inviolabilidade sem o consentimento do morador é uma regra que comporta exceções: 
Durante a noite: Flagrante delito, desastre, prestar socorro.
Durante o dia: Todas as hipóteses da noite, além de determinação judicial.
 XII Sigilo das comunicações
XII – ‘’ É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelece para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. ‘’ 
Como regra geral, são invioláveis as comunicações. No entanto, expressamente, a CF prevê a possibilidade de intercepção das comunicações telefônicas, desde que: 
Seja para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
Exista ordem judicial;
Esteja de acordo com a lei.
Atenção: Interceptação telefônica é diferente de gravação telefônica, pois esta última é realizada por uma das partes da conversa e sem o consentimento da outra.
7 LIBERDADE DE PROFISSÃO
“ XIII- É livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer ”
Inicialmente, qualquer atividade, desde que lícita, poderá ser exercida. Constitui uma consequência do fundamento “valores sociais do trabalho e da livre iniciativa” previsto no art. 1º. É possível, porém que a lei estabeleça algumas condições para o exercício de determinada atividade.
Sobre esse assunto, Clever Vasconcellos (Direito Constitucional, 1 ed., Saraiva, pg. 95 ) afirma que o preceptivo aqui comentado veicula autentica norma de eficácia contida. Portanto, pode-se concluir que o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão é livre até a edição de norma ulterior que venha a restringir esse direito constitucionalmente deferido aos cidadãos, uma vez que, enquanto o legislador não produzir a norma restritiva, a norma de eficácia contida terá aplicabilidade plena e imediata.
Âmbito de proteção
Protege a liberdade do exercício de profissão ou de atividade profissional contra ataques do Estado (direito de defesa), mas também contra violações provocadas por particulares (eficácia nas relações privadas).
8 DIREITO AO ACESSO Á INFORMAÇÃO E AO SIGILO DA FONTE
“XIV- é assegurado a todos o acesso á informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional. ”
 Do direito de informação decorre o direito de passar informações, de buscar informações, bem como de recebê-las. As informações podem ser tanto de interesse público quanto de interesse particular; contudo, o direito de informação não é absoluto, uma vez que estão reservadas as informações cujo sigilo seja imprescindível á segurança da sociedade e do Estado.
9 LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO (XV AO XXI)
“XV- É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens ”
O dispositivo conferiu ao individuo a possibilidade de ir, vir, permanecer e circular. Tal direito é concedido em tempos de paz. Uma vez declarada guerra, há possibilidade de impor restrições. Além disso, a Constituição Federal estabelece exceções á liberdade de locomoção, em tempos de paz dois pontos as prisões em flagrante delito, por ordem judicial fundamentada e a prisão militar (art. 5, LXI).
 XVI
A Liberdade de reunião é a liberdade ou direito que as pessoas têm de se reunir em grupos, encontros, clubes, manifestações, desfiles, comícios ou qualquer outra organização que desejem. É considerado um direito fundamental nos regimes democráticos, onde os cidadãos podem formar ou filiar-se em partidos políticos ou sindicatos sem restrições governamentais.
Em sistemas legais sem liberdade de reunião, certos partidos políticos e outros grupos podem ser banidos com medidas severas para os seus membros. Nestes países, as manifestações contra o governo também são banidas.
No Brasil o direito de reunião está assegurado no inciso XVI, art. 5 da Constituição da República Federativa do Brasil. Assim, o legislador constituinte o elencou como direito fundamental. Ao dispor sobre esse direito o texto Constitucional exige que a reunião seja pacífica, sem armas, em locais abertos ou públicos, sem frustrar outra reunião marcada anteriormente para o mesmo local e exigido o prévio aviso a autoridade competente. Contudo, o texto constitucional não define o lapso temporal entre o aviso e o evento nem mesmo qual seria a autoridade pública competente para receber o comunicado. Assim, alguns entes já possuem regulamentação própria acerca do dispositivo.
XVII
O direito de associação consiste em um direito fundamental individual de liberdade que, em síntese, confere à pessoa o direito