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DIAGNÓSTICO, PROGNÓSTICO E VARIA ES DA NORMALIDADE Faculdade de Odontologia - Anhanguera Disciplina de Odontologia pré-clínica – Propedêutica e Imaginologia Professor: Luís Eduardo Genaro INTRODUÇÃO n Conceitos: Diagnóstico, Prognóstico e Variações da normalidade n Tipo de diagnóstico n Prognóstico em Odontologia n Variações da cavidade bucal DIAGNÓSTICO n Está baseado na anamnese, exame clínico e/ou exames complementares; n Visa a identificação (classificação) da doença do paciente; n Diagnóstico presuntivo e final. Anamnese n Motivo da consulta n Histórico de saúde – doenças e medicamentos n Hábitos alimentares – consumo de açúcar n Hábitos de higiene bucal n Exposição a fluoretos – água potável, dentifrício, bochechos, tabletes, aplicação profissional, Medicação. n Profissão n Nível sócio-econômico-cultural n Tempo ocorrido desde a última visita a dentista n Preocupação do paciente em relação a sua saúde oral Exames necessários para obtenção do diagnóstico EXAME CLÍNICO EXTRA-BUCAL: n Observação do paciente n Propedêutica facial (cadeias ganglionares) n Propedêutica da articulação têmporo-mandibular EXAME CLÍNICO INTRA-BUCAL: n Exame das mucosas e glândulas salivares n Exame periodontal n Exame dentário EXAMES COMPLEMENTARES: n Exame radiográfico n Teste de sensibilidade pulpar n Medição do fluxo salivar n Exames de saúde geral EXAME CLÍNICO INTRA-BUCAL EXAME DENTÁRIO – identificação das alterações CODIFICAÇÃO DE ACORDO COM PRONTUÁRIO 0. Superfície hígida 1. Lesão cariosa ativa, sem cavidade 2. Lesão cariosa inativa, sem cavidade 3. Lesão cariosa ativa, com cavidade 4. Lesão cariosa inativa, com cavidade 5. Superfície restaurada, sem alterações 6. Superfície restaurada, com alterações 7.Dente/prótese adaptada 8.Dente/prótese desadaptada 9.Indicação de exodontia 10.Dente ausente por exodontia cárie 11.Dente ausente por exodontia outro motivo 12.Microdontia 13.Macrodontia por fusão 14.Macrodontia por geminação 15.Abrasão 16.Atrição 17.Erosão file:///D:/fotos%2520les%C3%B5es%2520n%C3%A3o%2520cariosas.ppt Exame Clínico Intra-oral n Mucosa oral n Presença de placa e gengivite n Experiência anterior de cárie n Fluxo salivar n Exame das lesões de cárie n Tipo de lesão (ativa/inativa) n Localização da lesão n superfície lisa livre n superfície proximal n Superfície oclusal n Sondagem? n Radiografias interproximais e periapicais BASES PARA O CORRETO DIAGNÓSTICO n Coleta de dados (anamnese + exame clínico + exames complementares) hoje em dia os médicos se baseiam muito nos exames complementares n Conhecimento da etiopatogenia das doenças bucais se eu conhecer o processo da doença vou pedir ou não exame complementar e evitar custos desnecessários ao paciente n Observação sistemática dos sinais e sintomas das doenças com a experiência podemos reduzir nossa coleta de dados, mas cuidar para não tornar-nos negligentes. Nem sempre você verá tudo. PROGNÓSTICO n É prever o curso provável e o resultado final da doença. n É a base do clínico para explicar os riscos e benefícios ao paciente, para que este escolha um tipo de tratamento. n As explicações devem estar baseadas no modelo atual de evidências científicas. RISCO n Fator de risco: “aspecto do comportamento pessoal ou do estilo de vida, uma característica adquirida ou congênita, que, com base na evidência epidemiológica, sabe-se estar associada às condições relacionadas a saúde”. n Fator que aumenta a probabilidade da doença ocorrer e pode representar um alvo das intervenções terapêuticas (Thomaz e Mealey, 2005). SE TODAS DOENÇAS TIVESSEM O MESMO PROGNÓSTICO E NECESSITASSEM O MESMO TRATAMENTO, NÃO SERIA NECESSÁRIO O DIAGNÓSTICO e RISCO. Apenas presença ou ausência seria suficiente. Cárie n “A doença cárie é, provavelmente, a mais prevalente de todas as doenças bacterianas infecciosas que acometem o homem” Centro de Controle de Doenças (CDC) – Atlanta - USA Retirado de: Newmann, Takei e Carranza, 2004 CÁRIE FATOR ETIOLÓGICO HOSPEDEIRO MEIO LESÃO CARIOSA MALTZ E CARVALHO, 1997 TEMPO PERIODONTITES Fatores Ambientais e Comportamentais DESAFIO MICROBIANO RESPOSTA DO HOSPEDEIRO METABOLISMO DO TEC. CONJ. PERDA DE INSERÇÃO CLÍNICA Fatores Genéticos Anticorpo Antígeno Citocinas PGE e MMP Page; Korman, 1997 EXAME CLÍNICO INTRA-BUCAL ¨ Lesão inicial de cárie (sem cavitação) ¡ COROA: lesão branca com superfície opaca, rugosa ¡ RAIZ: área de coloração amarelada e levemente amolecida MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO n CÁRIE n Clínico n Radiográfico n Teste salivar (fluxo, capacidade tampão) n Microbiológico n Dieta n DOENÇA PERIODONTAL n Sondagem n Radiográfico n Microbiológico n Análise do fluido gengival n Teste genético BASES BIOLÓGICAS DO DIAGNÓSTICO n CÁRIE n DOENÇA PERIODONTAL • Com o passar do tempo observou-se que cada caso é único e depende da variabilidade do hospedeiro e da virulência da microbiota. • O que influi nas condições que podem aumentar ou diminuir sua expressão? Idade, raça, gênero, fatores sócio-econômicos, conhecimento, estresse, saliva, dieta, tipo de bactérias, última visita ao dentista, fatores emocionais, fumo, doenças sistêmicas, higiene bucal, quantidade de doença prévia… A META DO DIAGNÓSTICO É CLASSIFICAR DE MANEIRA BIOLÓGICA A DOENÇA, PARA ESTABELECER UM PLANO DE TRATAMENTO ADEQUADO E PLANEJAR UM PROGNÓSTICO REAL. QUAL A UTILIDADE DO DIAGNÓSTICO? Planos de saúde, convênios, laudos e comunicação entre colegas n A resposta ao tratamento será adequada caso o diagnóstico tenha sido correto. n O tratamento visa eliminar ou reduzir o agente etiológico n Caso não responda ao tratamento devo questionar o diagnóstico inicial n O problema está quando o prognóstico da enfermidade é grave para a saúde do paciente!!!!! CONSIDERAÇÕES n EXEMPLOS Retirado de: Newmann, Takei e Carranza, 2004 PROGNÓSTICO n Prever o curso provável e os resultados de uma doença/tratamento. n Auxilia o paciente escolher o tratamento n Basear a tomada de decisões em evidências científicas para o estabelecimento do prognóstico (conhecer a causa e o risco da doença) PROGNÓSTICO n Se o tratamento for efetivo o prognóstico é bom! n Se o agente causal não puder ser identificado, reduzido ou eliminado, resultados subotimizados serão alcançados e, nesse caso o prognóstico será menos favorável. APLICAÇÕES CLÍNICAS DO PROGNÓSTICO n Níveis de prognóstico: n Dente, arcada ou toda dentição n Indivíduo, comunidade ou população n A curto ou longo prazo: n Imediato (período de até 5 anos) n Mediato (mais de 5 anos) (Thomas e Mealey, 2005) RISCO n Todas as pessoas são igualmente suscetíveis às doenças cárie e periodontal? n A resposta ao tratamento é semelhante em todos os indivíduos? n Qual a melhor maneira de avaliar a resposta ao tratamento? n COMO AVALIAR A RESPOSTA AO TRATAMENTO? RISCO A CÁRIE nQuando se deve realizar a avaliação do risco de cárie? nComo selecionar indivíduos de risco? nQuais fatores devem ser considerados na estimativa de risco a cárie? nReduzir o risco de recidiva da doença, antes de iniciar o trabalho protético. RISCO A CÁRIE nQuando se deve realizar a avaliação do risco de cárie? SEMPRE RISCO A CÁRIE nQuando se deve realizar a avaliação do risco de cárie? nComo selecionar indivíduos de risco? SEMPRE Aqueles que apresentam atividade de cárie ou tiveram lesões no último ano RISCO A CÁRIE nQuais fatores devem ser considerados na estimativa de risco? • Quantidade de biofilme • Tipo de bactéria • Dieta • Secreção salivar e capacidade tampão • Fluoretos •Fatores socioeconômicos •Fatores de saúde geral RISCO A CÁRIE n A avaliação do risco deve ser feita e discutida com o professor e depois com o paciente para que este entenda os fatores envolvidos na etiologia da doença cárie. RISCO EM PERIODONTIA n Quais os fatores que podem estar associados à resposta geral dos pacientes ao tratamento periodontal?n Como identificar pacientes ou sítios que irão apresentar progressão da perda de inserção? FATORES ASSOCIADOS A RESPOSTA GERAL DOS PACIENTES FUMO n Muitos trabalhos foram publicados nos últimos anos sobre esse tópico. n A resposta inflamatória gengival é suprimida em fumantes, aprox. 50%. n Estudos de caso-controle demonstram que fumantes tem maior risco de ter periodontite (2 a 9x mais). n Tratamento periodontal apresenta menos sucesso nos fumantes. DIABETES n Está associado com maior prevalência e severidade de gengivite. n Estudos epidemiológicos mostraram maior extensão e severidade da periodontite. n Diabéticos não-controlados apresentam 2 a 4x mais risco de ter periodontite. HIV n Pesquisas epidemiológicas tem demonstrado maior perda óssea e de inserção em pacientes infectados pelo HIV. n O efeito do HIV no prognóstico da periodontite crônica continua sem solução. n Como o HIV afeta o prognóstico periodontal a longo prazo??? OSTEOPOROSE n Existe uma associação entre a osteoporose e a periodontite. n Ronderos et al. (2000) observaram relação entre altos níveis de cálculo dental e baixa densidade mineral óssea com a DP. Maior PI e recessão do que mulheres com mesmo cálculo e densidade óssea normal. n Pacientes com diagnóstico de osteoporose podem ter maior risco a perda de implantes osteointegrados. FATORES GENÉTICOS E FAMILIARES n Agregação familiar da periodontite tende a ocorrer tanto na forma crônica quanto na agressiva (papel do comportamento e do meio ambiente!!!!) n 117 pares de gêmeos foram avaliados clinicamente (64 mono e 53 dizigóticos) e estimou-se que 50% da PC tem relação com a hereditariedade. FATORES GENÉTICOS E FAMILIARES n É possível que paciente com forte histórico familiar de periodontite sejam mais suscetíveis a periodontite recorrente ou refratária. n Estudos atuais de polimorfismo genético, buscam identificar um gene responsável pela progressão da Periodontite (IL-1; IL-6; FNT...) FATORES PSÍQUICOS n Os fatores psicológicos podem estar associados com a periodontite pela alteração dos hábitos de higiene ou por modificações imunológicas. n Castro et al. (2006) avaliaram 165 pacientes com e sem periodontite e não encontraram associação com estresse, ansiedade e depressão. n A capacidade de enfrentamento pode ser mais importante que o estresse em si. COLABORAÇÃO n A causa mais importante no sucesso da terapia periodontal é a qualidade da higiene, motivação e manutenção periódica dos pacientes. n O Índice de Placa Visível isoladamente é um pobre indicador da progressão da periodontite. n Pacientes em manutenção perdem menos dentes e menos periodontite do que pacientes sem manutenção. COLABORAÇÃO n Dentes com prognóstico questionável podem ser mantidos a longo prazo, quando houver manutenção adequada. n Melhores preditores da atividade de doença são: Sangramento a Sondagem, Profundidade de Sondagem residual e perda de inserção inicial. ENVELHECIMENTO n A periodontite são mais prevalentes em pacientes mais velhos. n Será que a idade é um fator de risco a periodontite??? Diferenças na cicatrização, em pacientes mais velhos, se devem ao envelhecimento ou a condições concomitantes (diabetes, medicamentos, doenças vasculares…). FATORES MICROBIOLÓGICOS n A presença do Aa. está relacionada ao início e progressão da periodontite localizada. n Porém, poucos estudos longitudinais relacionaram sua presença com a progressão da doença. n actinobacillus actinomycetemcomitans FATORES MICROBIOLÓGICOS n O Bf. e o Pg. têm sido apontados como patógenos periodontais na periodontite crônica. n Locais com doença exibem grande aumento nos níveis de Pg. e Bf. n A presença de Bf. ePg. subgengival aumenta o risco de desenvolver periodontite crônica e reduz a chance de sucesso da terapia. n Porphyromonas gengivalis n Bacterides forsythus RISCO EM PRÓTESE n Deve-se ter uma visão multidisciplinar para o diagnóstico, prognóstico e planejamento dos trabalhos restauradores e protéticos. n Deve-se, antes do tratamento, tratar os focos de inflamação/infecção (periodontal e periapical). RISCO EM PRÓTESE n Dentes com mobilidade ou pouco inserção óssea: distribuir melhor às forças dentro dos segmentos dentários (posterior, canino e anterior), para estabilidade dental; n Preservar o espaço biológico do periodonto; n Manter a relação coroa raiz de 1:2; n Locais sem gengiva inserida não devem receber preparos intra sulculares. n Pacientes Bruxomaníacos. RISCO EM PRÓTESE n A preparação dos dentes deve seguir alguns princípios: n Preservação da estrutura dentária n Forma de retenção n Durabilidade estrutural da restauração protética n Integridade marginal n Preservação do periodonto RISCO EM PRÓTESE n Em um paciente periodontal avaliar com muita atenção as condições periodontais e do dente pilar quanto a: n Nível de Inserção e Profundidade de Sondagem, n envolvimento de furca, n posição do dente no arco, n forma da raiz, n envolvimento endodôntico, n condições de higiene, n cooperação do paciente, n exigências estéticas do paciente Risco de Câncer n Pacientes fumantes. n Pacientes alcoolistas. n Pacientes com história de câncer na família. n Pacientes que se expões ao sol com frequência. n Pacientes idosos. n Pacientes que já tiveram história de tratamento de câncer. VARIAÇÕES DE NORMALIDADE 55 “Alterações de normalidade da mucosa bucal são aquelas que não apresentam obrigatoriamente um caráter de doença, tratando-se somente de um desvio de normalidade. Logo, não necessitam de tratamento’’ Etiologia: Inclusão de material glandular sebáceo Características Clínicas: • Pápulas de coloração amarelada e pequeno diâmetro • Distribuídas principalmente na mucosa jugal e lábio inferior • Pode ser encontrada em grande ou pequena quantidade • Não necessita de tratamento Descrição da Lesão: pápula unilocular ou multilocular de coloração amarelada, localizada no lábio inferior, superfície lisa, arredondada, tamanho aproximadamente de 1 mm de diâmetro Leuco = Branco; Edema = liquido intersticial Condição comum da mucosa jugal. Etiologia desconhecida Características • Aparência opalescente branco- acinzentada difusa da mucosa. • A superfície com estrias esbranquiçadas ou rugosas. • Não removíveis a raspagem. • Não necessita de tratamento • Histopatologia: Hiperceratose Etiologia: Tabagismo, Etilimo e antibióticos Características: • Acúmulo de ceratina nas papilas filiformes • Hipertrofia ou alongamento das papilas filiformes • Assintomática • Pode ser pigmentada • Não requer tratamento Tratamento: Remover fatores predisponentes Etiologia: Associada à pressão, irritação por fricção, ou trauma por sucção da mucosa Características • Alteração comum da mucosa jugal. • Linha branca geralmente bilateral ao nível do plano oclusal dos dentes. • Não é necessário tratamento. Etiologia: anomalia de desenvolvimento Características: • Não tem predileção por sexo e sua incidência parece aumentar com a idade. • Manifesta-se no sulco central profundo no dorso, associado a numerosas fissuras secundárias que partem deste para as bordas da língua. • Indolor mas que pode apresentar sintomatologia graças ao acumulo de alimentos nos sulcos. • Não existe tratamento, mas deve se orientar o paciente a higienização através de escovação e bochechos. 60 Etiologia: desconhecida embora acredita-se que possa estar relacionada ao stress ou distúrbios psicogênicos Características: • Múltiplas áreas planas avermelhadas São delimitadas por uma linha branca ou branca- amarelada de bordas bem definidas. • Fenômeno de despapilação-repapilação dá um aspecto de “mapa” sendo por isso denominada de língua geográfica. • Assintomática. • Pacientes podem relatar irritação ou sensibilidade, a administração de anti- inflamatórios esteróides de uso tópico pode levar a uma melhoria do quadro • Não é necessáriotratamento. Etiologia: anomalia de desenvolvimento Características: • Baixa inserção do freio lingual • Limitações no movimento da língua • Dificuldade na fala • Tratamento cirúrgico Etiologia: anomalia de desenvolvimento Características: • Veias tortuosas dilatadas • Assintomática • Ventre da língua • Numerosos nódulos • Coloração vermelha a azul escura • Mais comum em pacientes > 60 anos • Não requer tratamento Etiologia: Descolhecida Características: • Os tórus são um crescimento ósseo protuberante • Massa óssea de crescimento lento • Assintomático • Radiograficamente se apresentam como áreas radiopacas • Remoção cirúrgica Etiologia: Falhas de fusões embrionárias Características: • Invaginações da mucosa • Ângulos da boca • Arcos mandibular e maxilar • Mais comum em adultos • Unilaterais ou bilaterais • Fístulas cegas de 1 a 4 mm • Líquido expelido CONSIDERAÇÕES FINAIS n Formular um diagnóstico e prognóstico precisos. n Compor um diagnóstico presuntivo para todas as condições (atividade, extensão, severidade). n Elaborar um plano de tratamento em cima do diagnóstico e perfil do paciente. n Reavaliar o tratamento após 60 a 90 dias, quando se valida ou questiona o diagnóstico inicial. n Estabelecer o risco do paciente e colocá-lo em reavaliação ou manutenção periódica. Referências Migliari, D. A., Birman, E. G., Silveira, F. R. X. da, Santos, G. G. dos, Weinfeld, I., Guimarães Júnior, J., et al. (2005). Fundamentos de Odontologia: Estomatologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Neville, Brad W. et al. Patologia oral e maxilofacial. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier, cap, v. 8, p. 301-305.2009, 2010. Cohen, et al. Epidemiology and Demographics of the Head and Neck Cancer Population. Oral and Maxillofacial Surgery Clinics of North America. 3-. 2018. pp.381-395.