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No çõ es d e A dm in is tr aç ão d e R ec ur so s M at er ia is CREA-SP Assistente Administrativo Noções de Administração de Recursos Materiais Classificação de materiais: Tipos de classificação;Gestão de estoques; Recebimento e armazenagem; Entrada; Conferência; Critérios e técnicas de armazenagem ............. 1 Compras: Modalidades de compra; Cadastro de fornecedores ................................... 14 Exercícios ..................................................................................................................... 19 Gabarito ........................................................................................................................ 22 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 1 Classificação de materiais: Tipos de classificação;Gestão de estoques; Recebimento e armazenagem; Entrada; Conferência; Critérios e técnicas de armazenagem Funções Do Almoxarifado Esse termo é derivado de um vocábulo árabe que significa “depositar”. Como um dos mais importantes setores de uma organização, o almoxarifado consiste em um lugar desti- nado ao armazenamento adequado para cada produto de uso interno. No campo da administração se tornou também, uma das principais matérias de estudo. Carlos Henrique Klipel em seu artigo publicado em 2014 destaca que é o setor responsável pela gestão físi- ca dos estoques e tem a função de guardar, preservar, receber e expedir materiais. Suas funções: • Garantir que o material adequado esteja, em sua quantidade devida, no local correto, quando se fizer ne- cessário; • Evitar que haja divergência de inventário e/ou perda, desvios de qualquer natureza; • Resguardar a qualidade e as quantidades exatas de cada material; • Obter as devidas instalações, de forma adequadas, bem como recursos de movimentação e distribuição suficientes para um atendimento rápido e eficiente. Função Dos Estoques O estoque é todo o material ou produtos disponíveis para o uso da empresa no processo de fabricação ou comercialização direta ao consumidor final. Funções: • Receber para armazenagem e proteção os materiais adquiridos pela empresa; • Entrega dos materiais mediante requisições autorizadas aos setores da organização; • Assegurar que os registros necessários estejam sempre atualizados; • Controle: que deve fazer parte do conjunto de atribuições de cada setor envolvido, qual seja recebimento, armazenagem e distribuição. Critérios Para Armazenamento No Almoxarifado O almoxarifado constituía-se em um depósito, em sua maioria o pior e mais inadequado local da empresa, onde os materiais ficavam acumulados de qualquer maneira, não havia mão de obra qualificada para tal função. Com o passar do tempo surgiram sistemas de armazenagem e processos mais sofisticados, acarretando no aumento da produtividade, segurança nas operações de agilidade na obtenção das informações. As tarefas de recebimento compreendem desde a recepção do material pelo fornecedor na entrega, até a entrada nos estoques. A tarefa de recebimento dos materiais é módula de um sistema global integrado, com as áreas de contabilidade, compras e transportes, e é definida em sinergia com o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil. O recebimento dispõe de quatro etapas: 1ª Entrada de materiais; 2ª Conferência quantitativa; 3ª Conferência qualitativa; 4ª Regularização. Ao armazenar materiais no almoxarifado, são necessários alguns cuidados especiais, eles devem ser defini- dos dentro do sistema de instalação e no layout adotado pela organização. Deve proporcionar condições físicas adequadas que resguardem a qualidade dos materiais, visando a ocupação plena e a ordenação da arrumação. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 2 Etapas 1ª Verificação das condições de recebimento do material 2ª Identificação do material 3ª Depositar na localização destinada 4ª Informação da localização física de armazenagem ao controle 5ª Verificar periodicamente as condições de proteção e ar- mazenamento 6ª Separação para distribuição Controle De Entradas E Saídas O controle de entrada e saída de produtos/matérias de estoque pode ser realizado de forma manual (para organizações não informatizadas), por meio de planilhas, memorandos, fichas de controle, formulários criados pela própria organização, ou ainda por softwares de controle de estoque, que são programas elaborados de forma a viabilizar toda a rotina administrativa do setor. As etapas do processo de controle de entrada e saídas, bem como seus critérios e definições, são elabo- radas pela gestão da organização e o responsável pelo almoxarifado, em sinergia com os demais setores, de maneira a abranger e sanar a necessidade da organização. Tipos De Armazenamento O setor de almoxarifado exige o controle do estoque, como quantidade, reposição, armazenamento, valida- de, controle do uso, etc. Para as mercadorias e produtos (de limpeza, de escritório, serviços, etc.), Materiais de aquisição (levantamento de preços, pesquisa de fornecedores, registro das compras feitas e a fazer, arquivamento de notas) e outras tarefas ligadas ao almoxarife ou estoquista. Estas funções necessitam observar critérios de racionalização, acondicionamento, localização, precisão, padronização, indicadores e do- cumentação. Na organização do almoxarifado, deve-se observar o cálculo das quantidades de produtos que deverá pos- suir em estoque. No acondicionamento deve-se almejar a otimização das distâncias entre o local de estocagem e o local a ser utilizado, a adequação do espaço de armazenagem com o melhor uso de sua capacidade em volume. Quanto a localização deve-se observar a facilidade em encontrar o que está sendo procurado, por meio de etiquetagem, ordem alfabética, ou utilização setorial, por exemplo, a fim de se evitar a entrega errônea de ma- teriais, acarretando em problemas de controle e em tempo desperdiçado. Precisão de operação: exatidão nas informações de controle com a realidade dos itens armazenados. A inexatidão dos dados acarreta falhas de contabilidade, fornecimento, e etc. Os itens do almoxarifado devem ser padronizados, com a finalidade de melhoria no controle das compras (fornecimento), e evitar falhas como a duplicidade de itens registrados. O setor deve apresentar relatórios de eficiência, com os devidos indicadores das atividades, proporcionando otimização do gerenciamento, controle do histórico dos itens, etc. Recomendações Gerais Para Almoxarifado: Treinamento, Ferramentas, Manutenção A eficácia de um almoxarifado tange fundamentalmente: • Reduzir as distâncias internas percorridas pela carga e consequentemente o aumento do número das via- gens de ida e volta (desperdício de tempo); • Do aumento do tamanho médio das unidades armazenadas; 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 3 • Da melhor utilização de sua capacidade em volume. O caminho tomado pelas organizações no mercado que realizam esse controle e sanam este impasse de minimizar erros no controle de estoque, devido a forma manual (ou não informatizada) de se realizar a manu- tenção periódica, visa através de ferramentas como softwares de controle de almoxarifado, conseguir obter o acompanhamento da gestão do estoque, empréstimos de patrimônios e relatórios gerenciais para compra, por exemplo. Através de treinamentos e aperfeiçoamento da equipe voltada para o setor, o controle de almoxarifado pode minimizar o tempo nas tarefas (como entrada, verificação e saída de produtos/materiais), mão-de-obra (confe- rência), bem como desperdícios em termos de compra de produtos/materiais. Um software de controle de almoxarifado pode realizar: • Um melhor controle de compras juntamente com alertas de estoque mínimo e máximo. • Agilizar solicitações de produtos e patrimônios pelos próprios usuários. • Facilitar a consulta rápida de produtos. • Realizar Entrada e Saída de produtos, de forma rápida e simples.• Controlar os itens consignados. • Organizar mediante criação de grupos e subgrupos de produtos. • Empréstimos e Devoluções de Patrimônios. • Emissões de etiquetas para identificação fácil dos produtos ou patrimônios. • Controlar pedidos e recebimentos de materiais. • Gerenciar usuários e níveis de acesso. • Criar eventos e definir produtos e patrimônios que serão utilizados. • Transferência de produtos/ materiais entre estoques. • Relatórios de controle detalhados. De Equipamento, Ventilação, Limpeza, Identificação, Formulários, Itens Diversos Os equipamentos utilizados nos locais de armazenamento basicamente são: Empilhadeiras: que são as protagonistas de um sistema de logística para a movimentação de mercadorias. Paleteiras, entre outros, como: Guindastes, Comboio, Esteira transportadora, Monovias, Transportador de ro- letes, Transelevadores. Além disso, o almoxarife deve sempre preservar: — As áreas de circulação localizadas entre as áreas de estocagem e/ou áreas livres, destinadas à movimen- tação do material e ao trânsito de pessoas e equipamentos. — Os espaços decorrentes da divisão de uma área de estocagem, destinados a definir a localização do material nas unidades de estocagem e/ou áreas livres, podem ser: ABERTOS: para materiais de alta rotatividade ou que não requeira condições especiais de segurança e/ou preservação) e FECHADOS: delimitados por paredes e teto, destinados à segurança e/ou preservação de materiais, tais como: eletrodos, produtos perecíveis, ferramentas, instrumentos de precisão, material radioativo, produtos quí- micos, hospitalares, cirúrgicos, farmacêuticos, etc.). São procedimentos promovidos sistematicamente pelos colaboradores do almoxarifado, da segurança e da limpeza, que englobam medidas para prevenir incêndios, furtos, roubos e acidentes pessoais, bem como me- didas que assegurem o patrimônio. Os critérios básicos para identificar o material são a descrição e a codificação. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 4 A descrição do material para identificação, pode ser feita com base nas características físicas do material recebido e aceito. Isto porque a descrição do item na nota de empenho pode não coincidir com a descrição que o almoxarifado utilize. O material aceito deve ser catalogado de acordo com uma descrição que possibilite fácil identificação visual por parte dos usuários externos também. Carga Unitária: Conceito, Tipos, Vantagens Carga unitária: Materiais acondicionados em volume único. Conceito - Toda a carga constituída de embalagens de transporte que condicionam uma certa quantidade de material para possibilitar o seu manuseio, transporte e armazenamento como se fosse uma unidade. Tipo - A formação de carga unitária se dá através de pallets. Vantagem - Isto é feito para facilitar o transporte e a armazenagem do produto. Pallet: Conceito, Tipos, Vantagem O palete (do inglês pallet, ou francês pallette) é uma plataforma ou estrado, que geralmente é feito em ma- deira, plástico ou metal, utilizado para empilhamento ou transporte de materiais por meio de empilhadeiras. Geralmente é fabricado com medidas pré-determinadas, para poder ser carregado pelas máquinas existentes no mercado e otimizar os espaços por onde as mercadorias transitam. A paletização é um sistema consolidado no meio logístico e muito utilizado por empresas de varejo, para armazenagem e transporte de cargas. A principal função dos paletes é otimizar e facilitar o transporte e armazenamento de mercadorias, com um tamanho padrão, em porta-paletes e com o uso de paleteiras e/ou empilhadeiras, etc. Vantagens dos pallets: Otimizar a tarefa de expedição de pedidos. Com a utilização de pallets é possível tornar o fluxo de entrada e saída de mercadorias cada vez mais ágil. Organização sistemática: Diminuindo o prazo de entrega e aumentando a qualidade do atendimento prestado. Redução de custos: Reduzir custos com estoque e aumentar a produtividade. Equipamentos Gerais De Um Almoxarifado Os equipamentos utilizados em um almoxarifado, em sua maioria são: Empilhadeiras, Paleteiras, Guindas- tes, Comboio, Esteira transportadora, Monovias, Transportador de roletes e Transelevadores. Tipos De Estoques ▪ Estoque de antecipação ou sazonal Que se refere a mercadorias com época específica de utilização (entrada/saída). É muito útil em datas come- morativas, por exemplo. Ao longo do ano, podemos identificar épocas em que há picos de compras, dos quais vale a pena mencionar: Dia das Mães; Natal; e etc. De modo a atender a toda essa demanda, a empresa deve se preparar com antecedência e tomar todas as medidas necessárias para estar preparada para a demanda. Nesse momento o estoque sazonal se torna es- sencial. Essa estratégia costuma ser adotada quando o gestor identifica um aumento na expectativa de vendas, onde a produção ou aquisição dos produtos é intensificada com o objetivo de tentar assegurar ao consumidor o pronto atendimento de seu pedido, permitindo que a empresa aproveite a oportunidade de ampliar suas vendas e lucros. Diante dessa variação relevante, pode ser realizado também o reforço do estoque. Destaca-se que esse modelo também é utilizado quando o gestor percebe o risco de sofrer alguma interrup- ção ou que poderá enfrentar problemas com o fornecimento de algum item devido a alguma situação inespera- da — como um estoque de contingência. Assim, para evitar prejuízos ao atendimento dos pedidos, é realizada uma compra antecipada e em maior volume. ▪ Estoque consignado É mantido por terceiros, que podem ser distribuidores ou clientes. Nesse caso, a guarda dos produtos é transferida, mas a propriedade continua sendo da empresa. Esse modelo tem se mostrado interessante principalmente quando o negócio não dispõe de muito espaço livre, precisa agilizar o processo de distribuição ou deseja ampliar seus canais de vendas. Na prática, o estoque é abastecido por fornecedores que, em geral, são fabricantes, 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 5 distribuidores ou importadores. Os itens ficam armazenados nesse local e, conforme a demanda do cliente final, são distribuídos. Podendo ser realizado em dois modelos: O estoque em poder próprio: o fornecedor mantém a estrutura para a venda em consignação pelo reven- dedor; O estoque do fornecedor em posse de terceiros: o fornecedor transfere provisoriamente a guarda dos produtos a um terceiro. ▪ Estoque inativo Destinado a verificação e separação de itens em estoque que não tiveram um bom desempenho nas saídas e, por isso, estão parados há algum tempo, se tornando obsoletos. Essa situação, apesar de não ser produtiva para a empresa, é relativamente comum e configura o chamado estoque inativo. Essa questão está intimamente relacionada ao giro de estoque, que mostra o nível de atividade de cada pro- duto: fast mover (alto giro), low mover (baixo giro) e no mover (sem giro). Ou seja, quanto maior é a rotatividade das mercadorias no estoque, menor o número de produtos inativos. Para determinar que o produto se tornou obsoleto, diversas questões precisam ser analisadas. Em geral, o tipo de mercadoria e o prazo de validade devem ser levados em consideração para que o negócio não sofra prejuízos. ▪ Estoque máximo É preciso compreender que ele trabalha com a perspectiva da quantidade máxima de produtos que deve existir no estoque em um determinado período. Por exemplo: uma empresa pode definir que um certo tipo de material tenha o estoque máximo do produto de 100 unidades em um mês, ao atingir esse número, portanto, as compras devem ser suspensas. A entrada desse produto no estoque fica interrom- pida (exceto por razões sazonais ou inesperadas), pois isso evita que os itens se tornem obsoletos e se transformem em um estoque inativo. Destaca-se que diversos fatores influenciam na determinação desse estoque máximo, como o espaço físico disponível para armazenamento e a própria disponibilidade orçamentária — alémde cálculos realizados por algoritmos de reposição de estoque, em soluções tecnológicas de ressuprimento, baseados nas vendas ao consumidor final. ▪ Estoque mínimo Conhecido também como ponto de ressuprimento, consiste na menor quantidade possível de um produto armazenado. Esse número é definido com antecedência pelo gestor e leva em consideração a demanda por aquele item. Sua intenção é evitar que o item acabe antes do ressuprimento. Na prática, uma empresa pode definir, por exemplo, que o estoque mínimo de um produto específico seja de 50 peças. Com isso, mesmo que ela faça uma compra de 100 unidades — que pode ser o seu estoque máximo —, quando a quantidade dessa mercadoria atingir o ponto de ressuprimento, é importante negociar uma nova compra. ▪ Estoque de proteção ou estoque isolador Apesar de evitarem o mesmo risco, o estoque de proteção e o estoque mínimo, tratam-se de conceitos dis- tintos. Esse é um dos modelos de estoque mais utilizados por setores robustos, como o alimentício e o automobi- lístico. Seu objetivo é proteger as vendas e garantir a disponibilidade dos produtos mesmo em situações pouco favoráveis, como: alta nos preços; greve de fornecedores; greve no setor de transportes; súbita elevação na demanda do mercado. Caso algum desses problemas surja, o estoque de proteção é utilizado até que o abastecimento retorne ao normal e as novas mercadorias sejam cadastradas. Para isso, alguns itens adicionais são mantidos no estoque. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 6 ▪ Estoque de segurança É importante para grande parte das empresas. Os varejistas precisam manter em estoque todos os produtos que o cliente deseja, e a indústria deve ter um estoque de matérias-primas para assegurar o ritmo de produção. Como o nome sugere, esse tipo de estoque visa reduzir o risco de o negócio perder vendas ou atrasar en- tregas em razão de problemas inesperados, como um imprevisto durante a negociação com o fornecedor. Com uma gestão eficiente do estoque de segurança, é possível desfrutar de benefícios importantes e que fazem a diferença para o crescimento empresarial, como: cumprimento de prazos; aumento da satisfação dos clientes; manutenção do fluxo de produção; redução de gastos com armazenagem; diminuição do acúmulo de produtos sazonais e perecíveis; liberação de recursos para investir em setores estratégicos. Nessa metodologia, o desafio do gestor é encontrar a quantidade exata de estoque de segurança. Isso sig- nifica definir quantos produtos armazenar, de modo que exista um equilíbrio entre investimento e lucros — por isso o apoio da tecnologia é tão importante. ▪ Estoque regulador É uma excelente opção para manter equilíbrio. Ele é mantido por uma das filias com o objetivo de suprir uma eventual necessidade dos demais pontos de vendas. Em geral, a filial que possui melhor espaço físico para armazenamento de mercadorias mantém um estoque maior. Assim, caso a demanda aumente em outra unidade, ela consegue transferir mercadorias sem afetar a sua própria segurança. Esse modelo já é bem aplicado pelos varejistas, mas vale ressaltar que a gestão dos itens precisa ser executada com o auxílio de um software. É imprescindível que exista uma comunicação efetiva entre todas as filiais. O sistema precisa ser integrado, já que o gestor deve ter acesso às informações e agir antes que o desabastecimento ocorra — isto é, ele precisa reequilibrar o estoque com antecedência. ▪ Estoque de ciclo Por meio dele, a produção e o planejamento de estoque serão organizados em períodos determinados. A ideia é suprir totalmente a demanda e manter o desempenho econômico do negócio. Esse modelo é muito uti- lizado em indústrias devido às suas características permitirem que os itens em estoque circulem internamente. Em uma fabricante de carros, por exemplo, há várias linhas de produção, e cada uma se responsabiliza por um componente — como a parte elétrica, a mecânica e os assentos. Com isso, cada grupo fabrica e estoca o item de acordo com um ciclo produtivo que visa assegurar que o produto (o carro) seja finalizado em tempo hábil. ▪ Estoque em trânsito Faz parte da rotina de toda empresa. Ele se refere aos produtos que estão em rota de deslocamento pelas transportadoras. Por exemplo: o gestor terá em mãos a informação precisa de quanto tempo as suas mercado- rias permanecem nos veículos de transporte. Além disso, é possível ter uma visão mais exata sobre o estoque global, isto é, a quantidade exata de todos os produtos que a empresa possui armazenado — os que estão na empresa e os que ainda estão sendo trans- portados. Portanto, o estoque em trânsito é um modelo intermediário de estoque, responsável por controlar o trânsito das mercadorias entre a origem (o fornecedor) e o destino (o varejista). Vale lembrar que esse controle de estoque é tão necessário quanto os demais. ▪ Dropshipping O dropshipping é um tipo de estoque voltado para e-commerce pequenos marketplaces. Nesse modelo, após a conclusão da venda ao consumidor é aberta uma ordem de serviço que é encaminhada ao fornecedor. Esse fornecedor é que será o responsável por enviar a mercadoria ao cliente. Ou seja, a mercadoria sai do centro de distribuição do fornecedor direto para a residência do consumidor final, mesmo tendo sido vendido no site de um distribuidor ou revendedor. Perceba que o e-commerce funciona aqui como um intermediário entre o cliente e o fornecedor. Ele não precisa investir em sistemas de armazenagem, tampouco reservar capitar para gestão de estoque. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 7 Estoque de materiais ou matérias-primas • Estoques de Insumos: os insumos correspondem a todo tipo de matéria-prima, ou demais materiais que se encontram armazenados ou estocados na empresa, aguardando o processo de produção, ou outro tipo de processo, ou momento, para ser utilizado. Estoque de material em processo • Estoque de Produtos em Processamento: Durante o processo de produção também é possível manter- -se estoques dos produtos e dos componentes que estão sendo produzidos, ou serão produzidos no processo completo de produção. Isso é possível em virtude de que cada processo de fabricação é composto por fases, e dependendo do produto final, as fases são complexas e contínuas, além de serem numerosas. Por isso a importância desse tipo de estoque. Critérios de classificação de materiais Os critérios de classificação de materiais e os parâmetros a seguir podem ser utilizados para diferenciar o material permanente, do material de consumo. Um material é considerado de consumo caso atenda a um dos critérios a seguir: • Durabilidade: em uso normal perde ou tem reduzidas as suas condições de funcionamento, no prazo má- ximo estabelecido; • Fragilidade: sua estrutura poderá ser danificada, ou se for quebradiça, deformável, caracterizando sua perda ou não podendo ser recuperada sua identidade ou funcionalidade; • Perecibilidade: está sujeito a modificações (físicas ou químicas), se há como deteriorar-se, ou perde sua característica pelo uso normal; • Incorporabilidade: destina-se a incorporação a outro bem e não podendo ser retirado sem prejuízo das características físicas e funcionais do principal. Pode ser utilizado para constituir novos bens, adições ou me- lhorias complementares de bens em utilização • Transformabilidade: caso tenha sido adquirido com a finalidade de transformação. Objetivos Da Codificação Consiste em metodizar o processo, sendo utilizada internamente pelo setor de almoxarifado. A codificação de cada material poderá ser do tipo alfanumérico, em que a letra inicial do item será acrescida de três números que serão gerados numa sequência numérica crescente. Exemplo: açúcar cristal marca Coité, código A-001. O próximo item que o nome na descrição começa com a letra “A” terá o código A-002, e assim por diante. A lista com os códigos de cada material deve ser atualizada sempre queum novo material estiver disponível para o fornecimento. Fluxo Contábil E Administrativo Dos Materiais Existem etapas em que o almoxarife (responsável pelo almoxarifado), deve responsabilizar-se para o bom desenvolvimento do fluxo administrativo e contábil do setor, como: • Garantir que os produtos/materiais estejam armazenados em local seguro e na quantidade ideal de supri- mento; • Reparar as divergências de inventário e perdas de qualquer natureza; • Garantir a qualidade e as quantidades corretas e observar a adequação das instalações e se os recursos de movimentação e distribuição são suficientes para um atendimento rápido e eficiente. • Recebimento e conferência dos materiais adquiridos ou cedidos de acordo com o documento de compra (Nota de Empenho e Nota Fiscal) ou equivalentes; • Registrar em sistema próprio manual ou software de controle de estoque, as notas fiscais dos materiais recebidos; • Encaminhamento ao Departamento de Contabilidade e Finanças as notas fiscais para o devido pagamento; • Elaboração de estatísticas de consumo por materiais e centros de custos para previsão das compras; 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 8 • Elaboração de balancetes dos materiais existentes e demais relatórios solicitados por outros setores; • Preservação da qualidade e as quantidades dos materiais estocados; • Viabilização do inventário anual ou periódico (de acordo com a organização) dos materiais estocados; • Garantir que as instalações estejam adequadas para a devida movimentação e retiradas dos materiais, visando um atendimento eficiente com agilidade; • Organizar de forma atualizada o registro de estoque do material existente; • Proporcionar políticas e diretrizes relativas a estoques e programação de aquisição, bem como o forneci- mento de material de expediente; • Estabelecer normas de armazenamento dos materiais estocados; • Estabelecer as necessidades de aquisição dos materiais de consumo para fins de reposição de estoque, e assim solicitar sua aquisição. Recebimento De Mercadorias O recebimento de produtos/materiais pode ser classificado em dois tipos: • Recebimento provisório: Que se refere ao ato da entrega de um bem ao órgão no local previamente designado pela organização, para fins de posterior conferência e verificação de conformidade do material com a especificação, não configurando sua aceitação definitiva. • Recebimento definitivo: Os produtos/materiais serão recebidos somente após verificação da qualidade e quantidade e consequente validação de recebimento e aceitação da mercadoria. • Recebimento e aceitação: As etapas de recebimento e aceitação compreendem desde a recepção do material na entrega pelo forne- cedor até a entrada da mercadoria nos estoques. A etapa de recebimento e aceitação de materiais abrange um sistema global integrado com as áreas de contabilidade e compras, e é caracterizada como uma conexão entre o atendimento do pedido pelo fornecedor e os estoques físico e contábil.O recebimento e aceitação compõe as seguintes etapas: Compreende no ato pelo qual os produtos/materiais adquiridos são entregues no local designado previa- mente (almoxarifado). Independentemente do local físico que os produtos/ materiais forem recebidos, todo o registro de entrada e distribuição de material deverá ser de responsabilidade do Almoxarifado. O recebimento dispõe de duas etapas: Ordem de compra É o documento pelo qual os usuários requisitam os materiais no Almoxarifado. A requisição de materiais é um pedido oficial, pormenorizado, do setor que vai consumir o material. Ao receber uma requisição, o almo- xarife terá que preliminarmente efetuar as devidas conferências, como por exemplo:verificar se o setor emitiu 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 9 a requisição dentro dos padrões previamente definidos, constatar se as quantidades pedidas estão normais e dentro das possibilidades do estoque. Toda solicitação tem que ser objetiva, oferecendo ao usuário, Almoxarifa- do e a Contabilidade todos os dados necessários para um perfeito controle dos materiais e dos gastos. Quando o almoxarife receber a requisição de materiais, deve fornecer no máximo a quantidade solicitada pelo requisitante. As requisições de materiais devem ser arquivadas pelo setor de Almoxarifado de forma a es- tar disponível para posteriores consultas, caso necessário. Notas fiscais Recebimentos de bens com nota fiscal dependerão da impressão da sua autenticidade, que pode ser obtida através do site Portal da Nota Fiscal. Divergências e irregularidades que são insanáveis, geralmente constatadas em relação às condições de contrato (compras não autorizadas, entrega fora do prazo, autenticidade não autorizada da nota fiscal etc.) devem nortear a recusa do recebimento. Anota-se então, no canhoto da Nota Fiscal recebida, os motivos da recusa, assim também, nos documentos do transportador, comunicando imediatamente ao setor responsável ela compra e/ou ao fornecedor, como a gestão definir ser melhor ao fluxo interno. Sugere-se também que seja tirado uma cópia do documento no qual foi anotado o motivo da recusa de recebimento e que seja solicitado ao entregador um visto de ciência. São considerados documentos aptos para o recebimento de produtos/materiais: • Nota Fiscal, Fatura e Nota Fiscal/Fatura; • Termo de Cessão, Doação; • Declaração exarada no processo relativo à permuta; • Guia de Remessa de Material ou Nota de Transferência; • Guia de Produção. Ficha de controle de estoque As documentações do setor, resultam na confecção do manual técnico de almoxarifado, definido um modo preciso às normas de identificação dos materiais, inventário, inclusão de novos itens, entre outros. Utiliza-se os seguintes documentos para atendimento das diversas rotinas de trabalho no Almoxarifado: • Ficha de controle de estoque (para organizações ainda não informatizadas): documento que visa controlar manualmente o estoque, por meio da anotação das quantidades de entradas e saídas, destinado ao reabaste- cimento; • Ficha de Localização (para organizações ainda não informatizadas): documento destinado a indicar as localizações (onde o material está guardado), através de códigos, • Comunicação de Irregularidades: documento destinado a esclarecer ao fornecedor os motivos da devolu- ção, quanto os aspectos qualitativo e quantitativo; • Relatório técnico de inspeção: documento destinado a definir, qualitativamente o aceite ou a recusa do material adquirido do fornecedor; • Requisição de material: documento destinado a retirada de materiais do almoxarifado; • Devolução de material: documento destinado a devolver ao estoque do almoxarifado, as quantidades de material, outrora, requisitadas além do necessário. Armazenamento centralizado x descentralizado Um estoque centralizado mantém as mercadorias em Centros de Distribuição (CD). 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 10 Um estoque descentralizado faz com que todas as mercadorias sigam diretamente para seus (PVs) pontos de vendas. • Centralizado: materiais são armazenados em um único local – CD. • Descentralizado: não há um ponto central e os materiais são armazenados em vários lugares conectados entre si que podem estar em um mesmo local físico ou dispersos - PVs Técnicas para armazenagem de materiais As técnicas de armazenagem variam conforme o segmento de atuação da empresa. Por exemplo: se as atividades envolvem produtos químicos, é necessário adotar alguns procedimentos ex- clusivos, que cumpram as regras de regulamentação para transporte e armazenagem. Para ser mais eficiente, a empresa também deve implantar sistemas para o endereçamento de estoque e implantação de códigos de barras, que facilitam o encaminhamento, localização e uso dos itens armazenados. A definição de um método de controle de estoque (FIFO e LIFO, por exemplo) é outro item necessário. A opção deve ser feita a partir dovencimento da validade do item armazenado. Exemplos de Técnicas de armazenagem: ▪ Armazenamento de produtos químicos Nesse caso, a logística e o transporte desse tipo de produto é mais complexa e, por isso, há várias regras que precisam ser seguidas. Algumas diretrizes são: NBR 7502, que determina como deve ser feito o transporte de cargas perigosas; Código Marítimo Internacional de Mercadorias Perigosas; Decreto 2.657, que aborda o uso de produtos químicos no trabalho. O ideal é que você analise o tipo de produto químico que utiliza e verifique as normas impostas pela legis- lação. ▪ Uso de planos metálicos Nesse caso as opções são bastante variadas. Estantes porta-paletes é uma delas, já que exclui a necessi- dade de paletização. Além disso, o equipamento é transformado em uma gôndola rapidamente, o que traz mais flexibilidade para o transporte e o armazenamento. ▪ Sistemas de gestão de estoque Nesse caso o uso de suporte tecnológico é uma necessidade, especialmente se o estoque da empresa for grande. Pode-se usar um software ERP, que reúne várias informações em um só local e garante a atualização dos dados automática. ▪ Endereçamento de estoque Essa técnica facilita muito na hora de encontrar algum item estocado. O objetivo é denominar as áreas e alocar os materiais conforme os critérios estabelecidos. Duas opções são: RPA: rua, posição e altura; e ARMNV: área, rua, módulo, nível e vão. Em ambos os casos são utilizados apenas números, que facilitam a nomeação dos elementos. ▪ Paletização Esse sistema de unitização abrange uma quantidade de produtos grande em apenas um palete. Depois disso, os itens podem ser colocados em porta-paletes, como já indicado, ou agrupados por meio de pirâmides ou torres, geralmente se utiliza os mesmos produtos com as mesmas datas, o que simplifica a movimentação e o controle. ▪ FEFO, ou PVPS 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 11 Esse método de controle de estoque indica que o primeiro produto que vence é o primeiro que sai. É uma técnica bastante indicada para bens perecíveis, que possuem prazos de vencimento curto ou médio, como é o caso dos iogurtes, leites, carnes não congeladas, entre outros alimentos. Outra indicação é quando você recebe o mesmo produto a partir de fábricas distintas ou quando negocia com os fornecedores para ter acesso a itens com prazos menores de venda. ▪ FIFO, ou PEPS Nesse caso, a ideia é que o primeiro que entra é o primeiro que sai. Esse sistema de armazenamento não considera a data de vencimento, mas sim a de entrada. Por isso, é indicada para produtos que não têm prazo de validade ou ele é muito longo, como é o caso dos eletrônicos. Contagem cíclica Contagem cíclica ou inventário cíclico, rotativo refere-se à contagem do estoque que é realizada periodi- camente, em intervalos regulares ao longo do ano, sejam eles diários, mensais, bimestrais, semestrais, etc. Possibilita a precisão dos processos e pode ser utilizada para focar em itens de maior valor, maior taxa de movimentação ou críticos os processos da empresa. Menor interrupção – A contagem cíclica como parte dos processos contínuos da logística diminuem a interrupção das operações de armazém. Método de classificação ABC Esse método dispõe de vários nomes como: Curva ABC, Princípio de Pareto, Análise de Pareto ou até mesmo Regra 80/20. Sendo essa uma ferramenta (geralmente em forma gráfica de colunas), que tem como objetivo o agrupamento e ordenamento de diversas ocorrências para identificar problemas nas empresas. O entendimento é simples: 80% das consequências originam-se de 20% das causas. É uma ferramenta muito usada na gestão de estoques, pois ela permite determinar quais itens são mais importantes para a empresa e, portanto, merecem maior atenção no acompanhamento de níveis de estoque ou na realização de inventários. Classe A – a maior importância, valor ou quantidade da análise, o que corresponde a 20% do total; Classe B – importância, valor ou quantidade intermediária, o que corresponder a 30% do total; Classe C – de menor importância, valor ou quantidade, o que corresponde a 50% do total. Neste sentido, a curva ABC existe para dar tempo e disciplina fundamentais para lidar com a demanda e entender a relação de casualidade dentro das empresas. Serve para tornar o trabalho no dia a dia mais estra- tégicos, direcionado àquilo que realmente faz a diferença para gerar melhores resultados. Inventário físico: benefícios, periodicidade, etapas e recomendações O inventário físico de estoque é o processo de contagem física de todas as mercadorias que a empresa possui para que então, após essa contagem, seja feita uma comparação entre a quantidade dos produtos exis- tentes na empresa e a quantidade que está cadastrada no sistema de controle de estoque utilizado. Benefícios Redução das perdas - Um bom inventário de estoque é capaz de diminuir os gastos e evitar desperdícios. Caso a relação de itens do inventário físico estiver em desarmonia com a área contábil, será mais fácil saber se ocorreu extravios e furtos, por exemplo. Melhoria do atendimento ao cliente - Ao entender quais mercadorias estão disponíveis no estoque, é pos- sível melhorar suas saídas e também ampliar a credibilidade com os clientes. Quando não existe controle de estoque, a possibilidade de erros é bem maior: vender um produto indisponível e comprometer a entrega. Cumprimento da legislação -Incoerências entre o inventário físico e o contábil podem fazer com que a em- presa entre na mira do Fisco. Se o fiscal constatar que há divergências entre o estoque declarado de mercado- rias e o real, pode ocorrer penalização com aplicação de multas, ameaçando, dessa forma, a saúde financeira da sua empresa. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 12 Periodicidade Definir a periodicidade do inventário de estoque é muito importante, quando se realiza um inventário de es- toque, nada mais é feito do que a contagem de tudo que está armazenado. Essa contagem, portanto, deve ser referenciada de alguma forma. O objetivo de um inventário é muito simples: É o procedimento que vai garantir o controle, de modo que pos- síveis problemas sejam identificados e corrigidos. Como todo estoque apresenta rotatividade, definir inventários periódicos se torna obrigatório. Destaca-se que a prestação de contas junto ao Fisco envolve a declaração de bens em estoque. Se sua empresa não sabe o quanto tem estocado de tempos em tempos, vai se arriscar a passar informa- ções erradas. A consequência disso é aplicação de multas que vão desfalcar as suas reservas e, consequentemente, tra- zer prejuízos e perdas. Etapas Antes da contagem dos produtos estocados, é fundamental saber onde eles permanecerão, evitando o retra- balho de retirar item por item para acessar aquele produto mal posicionado na prateleira. Tudo isso se relaciona diretamente com a necessária elaboração de uma estratégia de reposição de estoque. Fazer a contagens e recontagens dos itens para consolidar o inventário e conferir se está de acordo com a real quantidade. É imprescindível que todos os itens sejam identificados com códigos, que são usados também para a checagem e conferência na hora do recebimento dos produtos dos fornecedores. Uma alternativa tecnologicamente mais avançada são as etiquetas RFID. A contagem dos produtos em estoque pode ser feita por equipes. Se o estoque não conta com pessoal suficiente, podem ser destacados funcionários para a tarefa, desde que eles tenham perfil compatível com a responsabilidade envolvida, que exige muita concentração e atenção aos detalhes. Recomendações Toda empresa busca atender as demandas do cliente na hora certa e na quantidade ideal. Porém, isso só é alcançado por meio de uma distribuição rápida e precisa das mercadorias. Nesse contexto, a gestão de esto- que exerce um papel crucial para qualquer empreendimento, pois ajuda a alcançar o estoque ideal, sem faltas e excessose de acordo com a demanda do consumidor. Em outras palavras, para que se consiga manter a disponibilidade de produtos nas prateleiras, é indispensável que a empresa conte com um estoque organizado e completo, de acordo com a demanda da empresa. Uma boa gestão de estoque permite que o negócio tenha clareza sobre os fatores que prejudicam suas vendas, os produtos com menor saída e as situações que geram aumento dos custos logísticos. E o sell-out é a chave para manter o nível de estoque ideal e toda cadeia de suprimentos em sincronia. Destaca-se que sua utilização leva em consideração inúmeros fatores, como o tipo de produto e a própria in- fraestrutura da empresa. Mas que, independentemente do modelo, é importante sempre orientar os processos pelas vendas ao consumidor final. Sem dúvida, o primeiro passo para se alcançar resultados positivos com a gestão de estoque é conhecer a realidade do negócio e as opções à sua disposição. O inventário de estoque é uma tarefa trabalhosa e driblar os entraves deste processo só é possível por meio de planejamento, para tanto se faz necessário um olhar pontual para esse tema, assim, destaca-se algumas recomendações importantes, como: Definir o melhor momento para realizar o inventário, categorizar os produtos, organizar os espaços físicos, desenvolver um método de contagem e padronizar os registros. Entrada: na primeira etapa do processo de armazenagem, o recebimento e a entrada de mercadorias e conferência das informações gerais do produto, a partir da nota fiscal de entrega. Conferência: a segunda etapa do processo se subdivide em duas: 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 13 • conferência qualitativa: certificação a respeito das especificações técnicas da mercadoria, para verificar se condizem com o pedido feito pelo setor de compras. • conferência quantitativa: constatação da quantidade entregue, a fim de verificar se corresponde ao número informado pelo fornecedor. A averiguação poderá ser completa (se for possível a análise detalhada de cada item) ou por amostragem (se o volume de determinado item for muito grande). Objetivos da armazenagem: • guardar, proteger e preservar adequadamente as mercadorias durante o espaço de tempo necessário • concentrar o gerenciamento dos produtos que a organização movimenta, guarda e manipula, para atender às suas necessidades cotidianas e produtivas • reduzir as despesas efetivas, preservando a qualidade • potencializar a utilidade do ambiente de armazenagem • assegurar excelência na estruturação da mão-de-obra • usufruir da melhor forma dos equipamentos de movimentação • garantir o acesso às mercadorias quando forem solicitadas • preservar as ações de segurança fundamentais para a manutenção as características dos produtos Critérios e técnicas de armazenagem Dependendo do tipo de mercadoria e das normas exigidas, a armazenagem pode ser simples ou complexa. A definição dos critérios deve atentar para características como: • vulnerabilidade do material • perecibilidade • radiação • combustibilidade • intoxicação • peso • volume, etc. Assim, são várias as formas armazenagem: • por tamanhos: ideal para ambientes reduzidos, pois baseia-se no aproveitamento do espaço. • por frequência: arrumação focada na logística, para favorecimento da saída de determinados itens. • por agrupamento: simplifica a ordenação e a procura, comprometendo, porém, o aproveitamento espacial. • em área externa: ideal para metalurgia e construção civil, reduz as despesas com acomodações. • especial: só é praticável em espaço isolado ou climatizado. Exigido para depósito de produtos perecíveis ou de gases inflamáveis ou especiais. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 14 Arranjo físico (leiaute) Decisão importante no processo de armazenamento, pois o tipo de leiaute tem efeitos significativos nas despesas de produtividade, resultando em prejuízos, se for ineficaz e, do contrário, favorecendo as operações de produtividade. • Arranjo físico por produto: chamado também de arranjo linha de produção ou arranjo linear, esse tipo de disposição consiste na localização dos itens produtivos transformadores, conforme a melhor utilidade do item que está em transformação. Principais vantagens: simplificação do controle de produtividade e produção em massa com maior produtividade. • Arranjo físico posicional: essa forma de dispor as mercadorias é ideal para grandes construções, em que o tamanho do item é tanto, que sua movimentação é complexa. Assim, os itens transformados não se movimentam entre os itens transformadores, isto é, o que será transformado permanecerá em acomodação fixa, enquanto os agentes da transformação movem-se ao seu redor. Principais vantagens: grande flexibilidade e possibilidade de terceirizar parte do projeto ou ele todo. • Arranjo físico por processo: disposição adotada em hospitais, pois reúne ou divide os processos conforme similaridade e distinção, dividindo-os em setores como pediatria, cardiologia, etc. Principais vantagens: armazena os mais diversificados itens, em quantidades e volumes variados; flexibilidade para servir as demandas mercadológicas. • Arranjo físico celular: disposição em que os itens transformados passam por uma triagem prévia para serem movimentados para um ponto determinado onde se localizam os itens transformadores exigidos para atender as demandas imediatas. Principais vantagens: minimização dos estoques e do transporte do material, maior flexibilidade. Compras: Modalidades de compra; Cadastro de fornecedores Organização do setor de compras O Setor de Compras se organiza conforme uma estrutura formada, basicamente, por quatro divisões principais, sendo elas: Planejamento: ponto de partida para que as ações do setor de compras sejam bem sucedidas, envolve, sequencialmente, definição da política interna da empresa: determinação das normas de conduta e de controle dos departamentos interno e qualificação dos empregados para colocarem essa política em prática na sua atuação dentro da organização; definição, com base nas responsabilidades do setor, das metas do setor de compras, que devem abranger as seguintes ações e conceitos: • Aquisição de mercadorias e serviços em grau de qualidade e quantidade precisas. • Pesquisa de mercado para garantir menor custo na compra, mantendo o do padrão de qualidade determinado. • Localização de fornecedores confiáveis e construção de uma parceria propícia • Controle dos processos internos para exercer a interação com os fornecedores e a gestão dos recursos. • Estabelecimento de responsabilidades e funções, como quem será o encarregado por especificar as compras, eleição do fornecedor, negociação das condições, emissão dos pedidos de compra, etc. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 15 Gestão de fornecedores • Gerenciamento e central de risco de fornecedores: assegurar que falhas e conflitos no processo de conformidade com as normas internas e externas da organização (Compliance) não acarretem quaisquer prejuízos, prevendo e identificando possíveis riscos (matriz de riscos). • Qualificação de fornecedores: consiste no processo de coleta de dados, certificados e documentação dos fornecedores, para garantir que a situação de cada um deles está de acordo com as Leis correntes dos órgãos tributários, trabalhistas, socioambientais e de fiscalização. • Cadastro de fornecedores homologados: consiste no monitoramento e na manutenção dos fornecedores, como forma de assegurar que eles se mantenham em conformidade com a cadeia de suprimentos da organização. • Negociação: a negociação com fornecedores homologados é importante porque, raramente, uma organização disporá de um único fornecedor, pois isso pode representar sérios riscos ao seu funcionamento. Assim, com uma cadeia de suprimentos (suplly chain) composta por uma diversidade de fornecedores homologadosé fundamental que a organização tenha um orçamento aberto em cada fornecedor para cada uma de suas necessidades. Com isso, será plenamente viável que se preserve o padrão de qualidade determinado na política da organização, negociando a aquisição de produtos e serviços pelo menor custo possível. • Avaliação: consiste na análise dos aspectos relacionados à solicitação de compra, como precisão dos produtos e serviços e prazos de pagamento, além dos indicadores essenciais de performance (KPI- Key Performance Indicators), adotados pelo setor de compras para realização das análise do desempenho dos fornecedores, bem como para verificação das compras recebidas, a fim de saber se estão sendo introduzidos ao fluxo produtivo da organização, de forma que não dê margem à redução do nível de qualidade, ao retardo no fornecimento, aos pedidos excedentes, ao estoque parado ou quaisquer problemas potenciais. Etapas do processo 1. Recepção e análise dos pedidos de compra: os pedidos de compras têm origem com o setor ou o colaborador que será o seu usuário final. Em geral, as informações básicas de um pedido de compras são: a) Identificação do solicitante, assinatura do gestor (aprovação), centro de custo b) Caracterização do item c) Quantidade / medida d) Data e local de entrega requeridos e) Informações complementares, se necessário 2. Seleção de fornecedores: seja para mercadorias cotidianas ou mesmo para compra de um item pela primeira vez, é necessário possuir uma listagem de fornecedores qualificados. Sempre que for o caso de primeira compra ou os registros não apresentarem fornecedor habilitado para compra específica, é necessária uma nova pesquisa. 3. Solicitação de orçamentos e cotações: para mercadorias de maior valor, ou em grande quantidade, deve-se fazer uma requisição por escrito a uma quantidade razoável de fornecedores, para assegurar um rol de cotações confiáveis e competitivas, para que se possa alcançar a melhor oferta possível. A análise das cotações recebidas deve levar em conta o preço, a conformidade com as especificações, as condições e o contrato de venda, prazos e formas de entrega e de pagamento. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 16 4. Estabelecer o preço justo: deve-se fazer negociação do preço, para se chegar ao valor mais satisfatório junto ao fornecedor. 5. Emissão de pedidos de compra: a ordem de compra é uma proposta legal de compra. Ao ser aprovada pelo fornecedor, passa a constituir contrato legal para entrega dos produtos ou prestação de serviço conforme os termos e as condições indicadas no contrato de compra e venda. O pedido de compra é elaborado a partir das cotações ou da requisição de compra. Uma cópia dessa requisição é enviada ao fornecedor, enquanto outra é retida pelo setor de compras; outras, ainda, são despachadas para outros setores, como o setor solicitante da compra, o departamento de contabilidade e o setor de recebimento. 6. Acompanhamento e entrega: Cabe ao setor de compras garantir que o fornecedor entregue a mercadoria conforme termos acordados, tomando as medidas necessárias em caso de dúvidas quanto aos cumprimentos dos prazos. Entre as principais ações, estão a interação junto ao fornecedor para evitar problemas, agilizar o transporte, buscar por fontes alternativas de provimentos, reprogramar a produção, entre outras. 7. Recebimento e aceite de mercadorias: no ato da entrega, o setor de recebimento realiza a inspeção para assegurar conformidade de itens, quantidade e ausência de danos no transporte. O recebimento utiliza a sua via do pedido de compra para essa conferência e, em seguida, preenche o recibo, anotando quaisquer observações necessárias. Caso o pedido não esteja completo, será mantido “em aberto”, até que se conclua a entrega integral. 8. Anuência da fatura: ao se receber a fatura do fornecedor, deve-se verificar a conformidade dos seguintes documentos: pedido de compra, relatório de recebimento e fatura. Itens e quantidades devem constar iguais em todos os registros; preços e seus acréscimos ou abatimentos precisam coincidir na requisição de compra e na fatura. Aprovada a fatura, esta deve ser encaminhada ao setor de pagamentos. Perfil do comprador Dentro de uma organização, o comprador é componente crucial para garantia de resultados no que diz respeito à produtividade e lucratividade, devendo tomar decisões que visem ao atendimento das solicitações e à redução de despesas. Em poucas palavras, o gestor de materiais, como também pode-se chamar esse profissional, deve: • representar a organização nas transações comerciais com fornecedores, refletindo seus conceitos e valores corporativos, assim como suas políticas comerciais, pois ele é o principal elo com os parceiros e fornecedores. • possuir conhecimento integral de todos os procedimentos que serão praticados, estando alinhado com os objetivos gerais da organização, não apenas focando no sucesso de suas tarefas. • possuir habilidade de negociação, prática essencial nas transações comerciais; as negociações realizadas pelo comprador devem apresentar resultados e lucratividade. • possuir resiliência, autoridade e flexibilidade na tomada de decisões; um profissional com essas características é capaz de ampliar as possibilidades de maximização dos resultados, pois é o comprador que comunica ao fornecedor as necessidades e exigências da organização, recebendo como retorno as ofertas do mercado. • possuir idoneidade, capacidade de decisão, iniciativa e objetividade, para que possa gerar bons resultados, tanto no suporte para alavancar as vendas, como na minimização de despesas ou mesmo nas operações de compra. Essas características e habilidades são importantes para situações em que as necessidades da 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 17 organização (lote adquirido, acondicionamento da mercadoria, lead-time, prazo de entrega, etc.) não estiverem alinhadas. Em outras palavras, é necessária a capacidade de criação de estratégias junto ao fornecedor para impulsionar as transações. Modalidades de compras • Compra de Reposição: para aquisição de produtos com estabilidade de vendas, como itens de limpeza e higiene. • Compra de Emergência: realizada às pressas, sem que tenha sido feito planejamento. • Compra Especulativa: dispõe-se a conjecturar um provável aumento de preços, sendo efetuada a aquisição de um item antes mesmo que haja necessidade. • Compra Antecipada: efetuada para suprir as reais necessidades da organização em um período específico. • Compra Contratada: efetuada a partir da previsão da entrega dos pedidos em datas pré-estabelecidas. • Licitação: modalidade de compras praticada no âmbito governamental. Ocorre nas esferas municipal, estadual e federal. A licitação tem a sua subcategoria de modalidades, sendo elas: — concorrência pública: utilizada para compras de qualquer valor, e obrigatória para valores maiores que 1.430.000 mil reais, em compras gerais, ou 3.300.00 mil reais, para serviços e obras de engenharia; não exige cadastro prévio. — tomada de preços: os interessados devem estar previamente cadastrados e serem qualificados para cumprir com as exigências para cadastro até, no máximo, três dias antes do prazo final de aceitação das propostas. — carta-convite: na mais simples das subcategorias, os interessados (no mínimo três) são convidados a fazer parte do processo. Porém, até o dia anterior à realização da sessão, outros fornecedores podem manifestar interesse em participar, desde que estejam previamente cadastrados na organização. — leilão: também chamada de concurso, essa modalidade de licitação destina-se especialmente para vendas de bens móveis cujo uso não constitui mais serventia para a Administração Pública. — pregão: destinado para aquisição de bens e serviços comuns. Essa concorrência se dá mediante assembleia pública, a partir de ofertas de preços (por escrito) e lances(oral), para classificação e qualificação do interessado com a oferta de menor preço. Cadastro de fornecedores O Cadastro de Fornecedores é um instrumento de gerenciamento que possibilita às organizações públicas que efetuam licitações regularmente a abreviar a etapa de qualificação e habilitação dos processos licitatórios por meio do registro preexistente dos fornecedores que pretendem concorrer; também auxilia a gestão de contratos na pesquisa das condições de pagamento na ocasional assinatura de aditivo de contrato. O fornecedor cadastrado, em contrapartida, tem a garantia da verificação assegura prévia de seus documentos para qualificação de habilitação; viabiliza a remessa automática de e-mail para avisar a respeito de publicação de licitações de seu interesse; viabiliza isenção da apresentação de documentação nos processos 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 18 licitatórios, de acordo com o edital; elimina a necessidade de o mesmo fornecedor enviar os mesmos documentos repetidas vezes, caso tenha mais de um contrato com a instituição ou órgão público; acima de tudo, fortalece o relacionamento empresarial. Fornecedor como cliente: em casos de devoluções de mercadorias, remessa para industrialização, retorno para conserto, é necessário que o fornecedor conste também como cliente, a fim de possibilitar o lançamento de notas fiscais de entrada e saída. Objeto de licitação Diversos mecanismos legais da Lei nº 8.666/1993 (Lei de Licitação) indicam como transmissor da atividade administrativa e responsabilidade do gestor da área pública a designação dos atributos do produto. É dever da Administração informar o objeto pretendido no processo licitatório, além dos aspectos fundamentais à qualidade adequada. Descrição do objeto • Obrigatoriedade da Especificação: o objeto pretendido da licitação precisa ter ser definido de forma distinta e esclarecedora, sem margem a ambiguidades; esse é o primeiro e mais importante ponto para um resultado satisfatório de um processo licitatório. No pregão, inclusive, a regra é destacada de tal forma que a Lei somente reconhece um objeto como comum, se sua descrição for possível (garantia da qualidade). • Características detalhadas: antes da deliberação para licitação ou da sua declaração de inexigibilidade e da compra em si, as instituições públicas têm o dever de estabelecer a descrição do objeto pretendido com suas características apropriadas, assim como de todos as suas peculiaridades concernentes.1 • Conhecimento técnico: é fundamental que se tenha entendimento especializado suficiente para descrever o objeto da licitação, assim como para certificar-se da qualidade da mercadoria adquirida no ato do recebimento. Exemplo: distinguir um papel branco e resistente, com composição e gramatura específicos, que não se possa confundir com um papel de cor amarelada e com facilidade de rasgo. • Garantia de qualidade do objeto de licitação: o gestor público tem o direito de adquirir mercadorias pleiteando: — a discriminação integral do item conforme as normas ergonômicas — a realização de testes laboratoriais por parte do contratado — a apresentação de amostras da mercadoria por parte do contratado, assegurando ao licitador a prerrogativa a contraprova Edital de Licitação • Definição: trata-se do convite destinado a fornecedores de produtos e serviços, ou seja, é o ato de convocação, cujo objetivo é atender a licitação, demanda governamental que pode corresponder à aquisição de mercadorias, locação, realização de eventos, execução de obras ou prestação de quaisquer outros tipos de serviços. • Finalidade: o Edital determinada as regras da licitação para os interessados em participar do processo, desde as candidaturas dos fornecedores até a escolha do vencedor. 1 Sistema de Registro de Preços e Pregão Presencial Eletrônico – Editora Fórum – 6. ed., 2013. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 19 • Informações obrigatórias do Edital: nesse documento, constam as informações referentes ao certame e as exigências, como: — número do processo — detalhes sobre o órgão licitador — documentos de habilitação — meios de julgamento das propostas — sanções — condições de participação — prazos — datas e horários — especificações do objeto • Principais seções do Edital: regras para participação, regras de conduta e as sanções em caso de inadimplemento (podem acarretar na extinção do direito de participar da licitação). • Princípio de Publicidade: em atendimento a esse princípio, o Edital de Licitação deve ser divulgado para todos os fornecedores que se interessarem em participar da concorrência. • Edital de pregões eletrônicos: essa modalidade, regida pela Lei no 10.520/2002, requer especificações diferenciadas, o que quer dizer que, pela natureza do processo, para um edital desse tipo de certame não são obrigatórios pormenores como dados de contato do licitante, tópicos sobre aprovação de preços e critérios de julgamento. Exercícios 1. IBFC - 2023 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Agente de Saúde / Oficial Técnico Administrativo em Saúde O controle dos estoques depende de um sistema eficiente, o qual deve fornecer, a qualquer momento, as quantidades disponíveis, a localização dos itens, as compras em processo de recebimento, as devoluções ao fornecedor e as compras recebidas e aceitas. Para agilização das atividades, o controle das funções referentes aos funcionários do almoxarifado deve fazer parte do conjunto de atribuições dos encarregados de cada setor envolvido, qual seja, recebimento, armazenagem e expedição. Assinale a alternativa que não apresenta uma atividade de recebimento. (A) Recepção do material na entrega pelo fornecedor (B) Conferência quantitativa e qualitativa do material (C) Separação dos materiais e emissão de nota fiscal para a expedição de pedidos para clientes (D) Envio de documentação após o recebimento para o setor de contas a pagar 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 20 2. IBFC - 2019 - FSA-SP - Auxiliar de Recursos Humanos Uma empresa precisa garantir a existência contínua de um estoque organizado, de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõe, mas sem excessos. Considere as funções do controle de estoque e analise as afirmativas abaixo. I. Determinar o que deve permanecer em estoque, quando se deve reabastecer e, quanto será necessário. II. Acionar o departamento de Recursos Humanos para aquisição de materiais. III. Receber e armazenar os materiais. IV. Controlar a quantidade e o valor dos estoques. Assinale a alternativa correta (A) Apenas as afirmativas I e II (B) Apenas as afirmativas III e IV (C) Apenas as afirmativas I e III (D) Apenas as afirmativas I, III e IV 3. IBFC - 2020 - EBSERH - Analista Administrativo - Administração Hospitalar A administração de estoque deve planejar e controlar a quantidade necessária de materiais e medicamentos armazenados, a fim de garantir suas disponibilidades nos momentos em que a produção ou serviços, neces- sitarem. Sobre os medicamentos que integram a gestão de suprimentos da área de saúde são considerados, assinale a alternativa correta. (A) Itens primordiais (B) Itens diferenciados (C) Itens controlados (D) itens utilitários (E) Itens renovados 4. IBFC - 2020 - EBSERH - Tecnólogo em Gestão Hospitalar O processo de aquisição tem a finalidade de obter matérias-primas para o processo produtivo do hospital, os quais podem ser componentes, acessórios ou serviços. As compras podem se consideradas uma decisão es- tratégica, pois envolve custo, qualidade e velocidade de resposta considera que este processo também inclui a seleção, de fornecedores, os contratos de negociação e as decisões que envolvem compras locais ou centrais. Assinale a alternativa correta dos tipos de classificação de compras: (A) Centralizadas e descentralizadas (B) Diretas e indiretas (C) Bens de consumoe bens patrimoniais (D) Programadas e urgentes (E) Alto custo e rotineiras , 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 21 5. Quadrix - 2023 - CRECI - 22ª Região (AL) - Profissional de Suporte Técnico – PST – Técnico Administra- tivo Acerca da administração de recursos materiais nas organizações públicas, julgue o item. A avaliação quantitativa de fornecedores independe do método de pontuação aplicada aos históricos de fornecimento. ( ) CERTO ( ) ERRADO 6. CESPE / CEBRASPE - 2023 - CNMP - Técnico do CNMP – Área: Apoio Técnico Administrativo – Espe- cialidade: Administração A respeito das modalidades de compra, do cadastro de fornecedores e do edital de licitação, julgue o se- guinte item. O cadastro de fornecedores ativos refere-se àqueles que se encontram disponíveis no mercado e podem ser acionados em futuro próximo. ( ) CERTO ( ) ERRADO 7. Quadrix - 2019 - CRESS - SC - Assistente Administrativo Jr. Com relação à administração de materiais, julgue o item. O setor de gestão da armazenagem deve estabelecer procedimentos distintos de armazenagem e conser- vação para cada material ou agrupamento de materiais. ( ) CERTO ( ) ERRADO 8. CESPE / CEBRASPE - 2022 - SEE-PE - Assistente Administrativo Educacional Acerca de recebimento e armazenagem, julgue o item seguinte. Caso determinado produto necessite de liberação por emergência para fins de uso imediato, deve-se abster de conferência ou inspeção de recebimento. ( ) CERTO ( ) ERRADO 9 (CRO-AC — ANALISTA DE COMPRAS E LICITAÇÃO — QUADRIX — 2019) Julgue o item, relativo à organização do setor de compras, às etapas do processo de compras, às modali- dades de compra e ao cadastro de fornecedores. A centralização da estrutura do setor de compras tem como vantagem evitar a disparidade de preços de aquisição de um mesmo material e a redução do custo de pedido. ( ) CERTO ( ) ERRADO 10. VUNESP - 2022 - PRUDENCO - Almoxarife As quatro fases da função da análise do fluxo de recebimento de materiais são, nessa ordem: (A) recebimento, conferência quantitativa, conferência qualitativa e regularização. (B) regularização, recebimento, conferência quantitativa, qualitativa e regularização. 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO 22 (C) regularização, conferência qualitativa, quantitativa e recebimento. (D) entrada de materiais, regularização, conferência qualitativa e estocagem. (E) conferência descritiva, entrada de materiais, regularização e recebimento. Gabarito 1 C 2 D 3 B 4 A 5 ERRADO 6 ERRADO 7 CERTO 8 ERRADO 9 CERTO 10 A 1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO