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COLÉGIO São Paulo ATIVIDADE DE TREINAMENTO REVISÃO GRAMATICAL ANO ENSINO UNIDADE DATA FUNDAMENTAL III 2025 PROF (AS) DISCIPLINA(S) LAIZ PEREIRA LÍNGUA PORTUGUESA ALUNO(A) TURMA № Questão 01. Ao numerar as frases abaixo, de acordo com a função sintática dos termos em destaque, teremos: (1) objeto indireto (2) complemento nominal ( ) Todo homem tem direito ao lazer. ( ) Os moradores se opunham à demolição. ( ) Precisamos de seu apoio. ( ) A população tem necessidade de áreas verdes. a) b) c) d) e) Questão 02. Assinale a alternativa que apresenta complemento nominal: a) A informação aos participantes foi clara e objetiva. b) A presença dos pais foi gratificante. c) discurso do diretor emocionou a plateia. d) o respeito dos ouvintes garantiu o sucesso do evento. e) Os desenhos do gráfico surpreenderam o público. Questão 03. Leia o texto abaixo e responda à questão. o assassino era o escriba Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida, regular como um paradigma da conjunção. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi infeliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido na sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. Paulo Leminski. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983. 144.a) Quem eu lírico aponta como culpado por isso? Justifique sua resposta. b) A solução encontrada pelo eu lírico, presente no último verso, obviamente, não é aceitável nem eficaz. sugestão você daria ao eu lírico para resolver o problema? Questão 04. Leia versos a seguir: Meu Deus, me dê a coragem Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. LISPECTOR. Clarice. Disponível em: d-coragem.html>. Acesso em: 28 mai. 2017. Há, nos versos acima, duas palavras que exigem um complemento nominal. Assinale-as: a) Sirva, destrua. b) Coragem, plena. c) Ficar, enfrentar. d) Tudo, nada. e) Faça, sentir. Questão 05. Complete as lacunas a seguir com complementos verbais adequados, a partir do que estiver grifado. a) É possível trabalhar qualquer tema nesse gênero? termo em destaque exerce a função de b) Muitos cordéis destacam as curiosidades de uma determinada região. termo em destaque exerce a função de c) César, conte-nos como você define cordel. termo em destaque exerce a função de 1) GO-Gulf.com publicou infográficos. termo em destaque exerce a função de 2COLÉGIO São Paulo 06. Assinale a frase que contém um complemento nominal. a) garoto gostava de sextas-feiras. b) A cesta de brinquedos encantava. c) Nós precisamos de mais tempo livre. d) pai tem orgulho do filho. e) Nós gostamos de brincar na neve. Questão 07. Analise a tirinha a seguir. TIVE GENIAL PRA EU CORTO BOLA DE COLOCO EM CADA NA PING-PONG MEIO, OLHO, VAI PARECER PARECER ESTOU AGORA DESENHO QUE ESTOU PRES- MUITO INTE- BEM AQUI LIM PONTO DE CADA RESSADO? TANDO ATENÇÃO DE LADO VERDADE. Acesso em: 18 jun. 2019. Adjunto adnominal é a palavra que acompanha um núcleo-substantivo, especificando-o ou delimitando-o. Como não é obrigatório, adjunto atua como termo acessório da oração. Observe as palavras genial e uma, no quadrinho, que são adjuntos adnominais. Outro exemplo de adjunto adnominal utilizado na tira é a) b) de ping-pong. c) aqui. d) muito. e) desenho. Questão 08. Leia a charge a seguir: Newton dizia que dois corpos não ocupam 0 mesmo lugar no espaço... TRANSPORTE PÚBLICO Talvez ele nunca tenha utilizado 0 transporte público brasileiro. em: 13 jun. 2019. 3C F5 F6 F7 F8 F9 $ F10 % F11 PrtSc Insert Delete a) Retire da charge palavras que funcionem como adjunto adnominal. b) Dê a classe gramatical de cada palavra mencionada no item anterior. Questão 09. Leia o excerto a seguir: A primeira só Era linda, era filha, era Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar? Sozinha no palácio chorava e chorava. Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar. De noite o rei ouvia os soluços da filha. De que adiantava a coroa se a filha da gente chora à noite? Decidiu acabar com tanta tristeza. Chamou vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia. Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido saltaram as duas da cama. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom dia. A outra deu bom dia sorrindo. Engraçado pensou uma a outra é canhota. E riram as duas. Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais. A brincadeira de uma era a graça da outra. salto de uma era pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia. rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas e uma bola de ouro. A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro brinquedo que escolheram. COLASANTI, Marina. Mais de 100 histórias maravilhosas. [s.l.]. Editora Global. [s.d.] Assinale a única frase que contém um complemento nominal: a) o rei mandou fazer o maior espelho do reino. b) o espelho foi colocado no pé da cama. c) rei se emocionou com a felicidade da filha. d) As meninas gostaram dos brinquedos da cesta. e) A princesa brincou com a bola de ouro. 4Pesquisar COLÉGIO São Paulo 10. Leia este texto. As 1001 noites ía amante, com despeitado e enfurecido matou dois. Depois, toma uma decisão: todas por Conta Rei a lenda que na antiga Pérsia Rei Shariar descobre que foi pela esposa, que tinha um servo procede uma nova mulher e, na manhã seguinte, ordenaria a sua execução, para nunca mais as ser noites, traído. casar-se- Assim ao longo de três anos, causando medo e lamentações em todo o Reino. Um dia, a filha mais velha do a bela e astuta Sherazade, diz ao pai que tem um plano para acabar com a barbaridade do Rei. Todavia, para aplicá-lo, necessita casar-se com ele. Horrorizado, pai tenta aterrorizava a cidade. convencer a filha a desistir da ideia, mas Sherazade estava decidida a acabar de vez com a maldição que E assim acontece, Sherazade casa-se com Rei. "Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!" "Oh, Majestade, deve ser minha Duniazade", explicou a noiva. Terminada a breve cerimônia nupcial, rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: "Era uma vez um mágico muito malvado...". Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. o soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. "Continue!", Shariar ordenou. "Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço carrasco afiar a espada!" "Ele que espere", declarou rei. Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que o relato, mas não se deu por satisfeito. "Conte-me outra!" Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado. Sem que Sheramin percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse: o rei interessado na história, deixou Sherazade no palácio para mais uma noite. E assim Sherazade fez Já é de manhã, meu senhor! o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma, em outras uma história real. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: "Agora não tenho mais nada para lhe contar Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?" Um ruído lhe chamou a atenção e, manda uma breve pausa, ela prosseguiu; "Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me para a morte!". Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara num ante linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. "Meu amado esposo, de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos", disse Sherazade. "Aliás, nossos filhos. Pois nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebe nada..." que Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois n conseguiria viver sem ela. Assim, escreveu a seu irmão e lhe propondo que se casasse com Duniazade. o casamento se realizou de nur dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até fim SE dias. Disponível em: em: 18 jun. 2 Releia este trecho: Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos, disse Sheraza A palavra que exerce a função de adjunto adnominal é a) filhos. b) amado. c) você. d) esposo. e) antes. 5Questão 11. Assinale, entre as orações a seguir, a única que pode ser passada para a voz passiva. a) Meu seminário necessita de uma pesquisa aprofundada. b) aluno obedeceu às regras impostas pelo regimento. c) A psicóloga tem aconselhado diariamente alunos. Delet d) grupo concordou com minhas propostas para o trabalho. e) A minha melhor amiga duvida de minha integridade. Questão 12. Somente verbos transitivos diretos podem ser transpostos para a voz passiva. Assinale a alternativa que apresenta uma frase que NÃO pode ser transposta para a voz passiva: a) Um grupo da área de saúde lançou uma campanha a favor da vida saudável. b) Um grupo de defensores da vida natural fez um vídeo sobre o sedentarismo. c) No video, uma criança joga videogame. d) Várias empresas protestaram contra o e) sedentarismo pode causar problemas do coração. Questão 13. Leia o texto a seguir. Mostra homenageia 60 anos da bossa-nova Espaço Cultural BNDES recebe "Bossa 60, passo a que reúne canções e imagens da época Era julho de 1958 quando João Gilberto gravou disco de 78 rotações Chega de saudade, que entrou para história como marco inicial da bossa-nova. Para comemorar as seis décadas do estilo musical, o Espaço Cultura BNDES abre [...] a exposição "Bossa 60, passo a com curadoria de Valéria Machado Colela e Tárik de Souza. Espinoza. o Globo. Disponível em: . Acesso em: 1 ago. 2018. (Adapt.) A notícia apresentada fala sobre uma homenagem à bossa-nova, um gênero musical surgido no Brasil na década de 1950. No título da notícia, o verbo "homenagear" está na voz ativa, chamando a atenção para o "mostra". Caso estivesse na voz passiva, como ficaria essa oração? a) Mostra é homenageada com 60 anos de bossa-nova. b) É homenageada bossa-nova após 60 anos. c) Bossa-nova, aos 60 anos, homenageia mostra. d) 60 anos de bossa-nova são homenageados por mostra. e) 60 anos de bossa-nova foram homenageados. 614:57 6 Suas mensagens pessoais são protegidas com a de ponta a ponta. Pesquisar São Paulo 14. Leia texto a seguir: Autora Anna Flora relembra sua infância em tradicional bairro paulista em "República dos Argonautas" relembra sua obra costumes argonautas. Criada na Vila Madalena, bairro tradicional cidade tempo em A república especializada dos no público Anna Flora nos conduz através de uma viagem no convívio de locais, vividos na década de 1960. Em meio a ruas de terra, ela da relata seu de São Paulo, ao a escritora repúblicas tradicionais famílias portuguesas de classe média e estudantes da USP artistas, espanto presenciar período da espalhadas ditadura pelo bairro, em busca de aluguéis baratos e próximos à universidade, e durante que moravam agitado em dos argonautas. A obra, lançada em 1998, mescla as memórias da pré-adolescente na Vila Madalena ao mito grego Narrada em primeira pessoa por uma garota de 14 anos, a história se passa no ano de 1979. No enredo, a narradora se envolve na luta dos universitários muito diferentes dos habitantes locais contra o regime militar, na tentativa de garantir a anistia aos presos políticos. "jeitão meio hippie" desses novos moradores do bairro, que viviam longe de casa, fora do alcance da vigia constante de seus pais, encantaram Anna Flora, que sentia que aquelas pessoas representavam, de fato, "o espírito de uma época". Vale a pena conferir! Observe as frases a seguir: I. Anna Flora viveu no bairro de Vila Madalena. = o bairro abrigava famílias portuguesas de classe média. III. Vila Madalena se transformou durante a ditadura militra. Com relação às vozes verbais, é incorreto afirmar: a) Nas frases e II, sujeitos são considerados agentes, pois praticam a ação expressa pelos ativa. verbos. b) Assim como ocorreu na frase I, a frase foi construída empregando-se o verbo na voz c) Em III, encontramos um verbo na voz reflexiva, pois sujeito pratica e recebe a ação verbal ativa. ao mesmo tempo. d) Em todas as frases, encontramos sujeitos agentes, com os verbos empregados na voz e) A frase III não está na voz reflexiva; nesse caso, ocorre apenas a incidência de um verbo pronominal. Questão 15. Considere a tira a seguir: XAXADO Antonio Cedraz OXENTE, COM A LITERATURA, XAXADO! A LITERATURA ME FAZ POSSO VER COISAS QUE QUI os DOUTO TÃO ENXERGAR MELHOR AS PES- NÃO VERIA SEM ELA! HOJE, RECEITANO LIVRO SOAS AO MEU REDOR. POR CAUSA DELA, TENHO PRA PROBREMA UMA VISÃO MELHOR DE VISÃO?! DO MUNDO, xaxado Cedraz 02091610 Turma do Xaxado. Disponível em: Considere a seguinte frase: Os doutores estão receitando livros para problemas de visão. Se passarmos essa frase para a voz passiva analítica, teremos: a) Os livros estão sendo receitados para problemas de visão pelos doutores. b) Os livros estão receitados para problemas de visão pelos doutores. c) Os problemas de visão estão receitando livros para os doutores. d) Os livros são receitados para problemas de visão pelos doutores. e) Os doutores receitam livros para problemas de visão. 715:02 07/10/2025 Questão 16. PELO REGULAMENTO EXISTE UM CASO EM QUE A ESSE ESTÁ GENTE PODE MOVER MAIS 0 REGULAMENTO DEVIA GANHANDO! DE UMA PECA POR PREVER OUTROS CASOS VEZ? NO ROQUE ©Joaquim S. Lavado Tejón (QUINO), TODA MAFALDA/Fotoarena. Disponível em:Suas mensagens pessoais são protegidas com a criptografia de ponta a COLÉGIO São Paulo texto a seguir: professores ferramentas, artistas como um como a galinha dos ovos de ouro, acadêmicos os veem como adoram, pais e videogame: os temem, poucos produtores são aqueles os têm que não possuem uma opinião sobre ele. Jogadores esferas. Apesar de mostrar quão diversos são pensamentos essas são generalizações que trago apenas para efeito de grande meio expressivo, etc. Obviamente, poderosas pensamento: ser o preconceito com Contudo, os jogos. que ainda prevalece, ao se e referir apresentarei aos videogames, brevemente tais neste opiniões capítulo, não podem é um jamais boa parte se basear no senso comum acerca dos videogames e nas mais diferentes em: 06 set. 2017. Disponível em: analítica, Se teremos: passarmos a frase "Acadêmicos veem os videogames como poderosas ferramentas" para a voz passiva A) Os videogames são vistos como poderosas ferramentas pelos acadêmicos. B) Poderosas ferramentas são vistas como os videogames pelos acadêmicos. C) Os acadêmicos são vistos como poderosas ferramentas pelos videogames. D) Veem-se os videogames como poderosas ferramentas. E) Vê-se videogames como poderosas ferramentas. Questão 20. Leia o seguinte texto: Um belo dia, aprendemos (aprendemos?) na escola que existe voz ativa, existe voz passiva etc. E vêm aqueles exercícios, muitas vezes feitos e resolvidos mecanicamente ("Passe para a voz "Passe para a voz ativa"). E lá vão os alunos: "O rato roeu a roda" (voz ativa) se transforma em "A roda foi roída pelo rato" (voz passiva); estabelecimento foi fechado pela prefeitura" (voz passiva) se transforma em "A prefeitura fechou o estabelecimento" (voz ativa). Sim, é importante dominar esses mecanismos etc., mas ficar nisso é muito pouco. É preciso mostrar as diferenças que há entre uma construção e outra. Grosso modo, na voz ativa o sujeito é agente, ou seja, é o executor do processo expresso pelo verbo, que ocorre, por exemplo, em "O policial agrediu o em que "o policial" é sujeito e agente. Na voz passiva, o sujeito é paciente, ou seja, é alvo do processo expresso pelo verbo, o que ocorre, por exemplo, em "O estudante foi agredido pelo policial", em que "o estudante" é sujeito paciente. Mas isso ainda é pouco. Entender valor que tem cada uma das construções é um bom caminho para ampliar horizontes sobre assunto. Lembro que, na preparação da seleção brasileira para a Copa de 1986, num amistoso contra juniores do Peru, disputado em São Luís, jogador Éder deu uma cotovelada num garoto do belo país andino, ainda no primeiro tempo. árbitro Cézar Coelho) o expulsou inexoravelmente. No dia seguinte, Telê, treinador da seleção, defenestrou Éder do elenco canarinho. Pois bem. Um jornal deu o seguinte título: "Telê corta Éder"; outro deu este: [é] cortado por Telê". E então, caro leitor, como fica isso? [...] Pasquale Cipro Neto. "Ele foi Folha de S.Paulo, 28 fev. 2013. Disponível em:ponta a ponta. Questão 21. PEDi PRA SAiR DA FRENTE DO ViDEOGAME! Considere a frase: Desligue esse videogame agora! Caso transpuséssemos essa frase para a voz passiva, teríamos: a) Esse videogame será desligado agora! b) Vou desligar esse videogame agora. c) Esse videogame deve ser desligado agora! d) Agora, esse videogame se desligará! e) Agora desligue esse videogame! Questão 22. Leia a tira a seguir: NÃO DEU PRA EU VER TEVÊ, ALGUMA ESTUDAR PRA jOGAR ViDEOGAME, SUBIR COiSA EU TiNHA PROVA! NA ÁRVORE, RiR... QUE beckilustras@gmail.com Alexandre Beck. "Armandinho". Disponível em: Acesso em: 06 set. 2017. Caso transpuséssemos a última frase da tira para a voz passiva, teríamos: a) Eu tinha que sacrificar alguma coisa. b) Alguma coisa seria sacrificada por mim. c) Eu sacrificaria alguma coisa. d) Alguma coisa tinha que ser sacrificada por mim. e) Eu tinha alguma coisa para sacrificar.São Paulo 23. F5 Assinale a alternativa em que há presença de verbo na voz passiva. % £ a) atirador novato acertou a ave. b) Organizou-se nova atividade para os alunos. c) Os animais comeram toda a ração disponível. d) Os professores de gramática ensinam jovens sedentos de conhecimento. Questão 24. A alternativa que apresenta uma oração na voz passiva é: a) Come-se bem neste restaurante. b) Precisa-se de operários. c) A maior parte das reservas florestais foi destruída. d) o menino feriu-se. e) Poucos viram o acidente. Questão 25. Não quero ser saudável Já quis fazer um regime que prometia saúde perfeita e viver tão conservado quanto uma múmia egípcia. Lá pelos meus 20 anos, era a macrobiótica. No início do regime, passei dez dias à base de arroz integral cozido sem temperos. Segundo os macrobióticos, o arroz, superior a qualquer outro alimento, limparia meu corpo das toxinas impediria doenças futuras. Minha esperança era tanta que perguntei: "Cura miopia e astigmatismo também"? Não, arroz integral dedicava-se a enfermidades mais assustadoras. Eu me conformei a continuar de óculos apesar da primeira pontada de decepção. Depois dos dez dias, já com a pele amarelada e as maçãs salientes, tive direito a complementar o cardápio com gergelim, bardana e feijão-azuqui. Ai, que tristeza era cada refeição! Lembr até hoje em que sonhei com um hambúrguer-salada voando na minha direção. As folhas de alface batiam que ner asinhas! No dia seguinte, mergulhei na primeira lanchonete que vi. E me esbaldei nos hambúrgueres. Adeu macrobiótica! Sempre tive pendor por uma dieta saudável. Ando curioso com os veganos. Trata-se de um vegetarianisn radical, sem a ingestão de nenhum produto de origem animal. Inspirações, sim. Um amigo foi recentemente a restaurante vegano em São Paulo. o cardápio do dia era feijoada! Uma adaptação vegetariana, claro, bróco substitui o bacon? "Foi uma das piores experiências da minha vida", disse ele. Nos sites dedicados a produtos veganos, descobri até salsicha vegetariana. Suspeito que é para facilitar introdução à dieta. Outro amigo, um advogado barrigudo, disse: Se comer salada fosse bom, tinha rodízio. É verdade. Existe rodízio de carne, de pizza, de sushi. Alguém pode me indicar um rodízio de espinafre, escarola, alface? Um dos problemas para me tornar vegano, além da minha gulodice, é que dietas alimentares se tornam de religião. Alimentar-se passa a ser um ritual. Um grupo de vegetarianos descobriu óbvio: vege também espécie têm sentimentos. Prova disso: plantas que crescem ao som da música clássica têm um desenvolvime harmonioso que as que ouvem rock. Mas nunca ouvi uma cenoura gritar "ai, ai" ao ser ralada. Não conhe mais das cenouras, talvez se lamentem e eu não perceba, pois tenho consciência de que gritaria que de linguagem se me passassem num ralador. Alguns vegetarianos tratam de respeitar aqueles que devoram. o filho amigo louco casou-se com uma vegana radical. Todos dias, antes de comer, fazem um ato de contrição. Desculpe, alface, por eu comer diz ela. Você é nossa amiga, e agradecemos por nos alimentar afirma ele. Esse é um dos motivos pelos quais não me tornei vegano. Imagino estar na mesa com executivo da tele ou de editoras, para discutir um contrato. E dar um beijo num rabanete. Rabanete querido, vou te morder. É a cadeia alimentar que me obriga a isso. Perdoe-me, meu amigo. Como, depois dessas palavras, ser respeitado ao discutir cláusulas de um contrato? Mesmo assim, reconheço que ser vegano tem seu valor. Uma amiga atriz, adepta da dieta, parece anos mais jovem. Sem plástica. Quem sabe, estabelecer um laço de amor com os vegetais traz vantagens. 11São Paulo Mais me assustam crudivoristas. Como próprio nome diz, são adeptos de comida crua. São mais radicais que qualquer outro. Sem dúvida, é uma dieta menos onerosa. Na decoração, eliminam-se os fogões. Imagino que congeladores também, mesmo porque verduras cruas ficam péssimas quando descongeladas. Muita gente preconceituosa pode imaginar que fará mal ao organismo, que alimentos crus não oferecem os nutrientes necessários. Feita com cuidado, é uma dieta saudável, sim. Só que a pessoa fica chata. Deixa de sair com amigos. Passa a viver num círculo de crudivoristas como ela. Uma vez, fui com um amigo a uma churrascaria. Só como salada disse, ao servir-se. Mas por que veio aqui comigo? Coma à vontade. rodízio passava: maminha, alcatra... Você já devorou uma picanha sob o olhar de censura de alguém do outro lado da mesa? Botando culpa? Ultimamente, apesar do meu namoro com os veganos, me conformei em ser o que sempre fui. Um boi gordo. Comer de forma saudável deve ser ótimo. Mas a vida vira um tédio. Gosto de reunir os amigos em torno de uma mesa, rir e comer, sem pensar no destino horrível do atum e do salmão. Ser guloso é uma vocação. (CARRASCO, Walcyr. Revista Época, p. 148, 17 de maio de 2013.) Assinale o fragmento cujo verbo se encontra na voz passiva. a) "Alimentar-se passa a ser um ritual." b) "[...] é que dietas alimentares se tornam uma espécie de religião." c) "Passa a viver num círculo de crudivoristas, como ela." d) "Comer de forma saudável deve ser ótimo." e) "Na decoração, eliminam-se os fogões." Questão 26. Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. o menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara pensamentos. Um doce, moça, compre um doce para mim. Acordei finalmente. o que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? o fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino. (A descoberta do mundo, 1999.) "Percebi vagamente um pedido." parágrafo) Na voz passiva, sem alteração de sentido, essa oração transforma- se em: a) Um pedido percebido vagamente. b) Um pedido vagamente é percebido por mim. c) Um pedido é percebido vagamente por alguém. d) Um pedido foi vagamente percebido por alguém. e) Um pedido foi vagamente percebido por mim. 12

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