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NECESSIDADES E CUIDADO EM SAÚDE 2 – NCS2 ATELIÊ DE FORMA E FUNÇÃO Laboratório Morfofuncional Professora Daniele Bedette de Souza Professora Ludmila Olandim de Souza Medicina Laboratorial Professora Danielle Nogueira de Assis Caracterizar a morfologia das principais células constituintes do sistema hematopoiético. Analisar a distribuição das células constituintes do sistema hematopoiético. Interpretar corretamente uma lâmina de extensão sanguínea e correlacionála com o diagnóstico de doenças hematológicas, imunológicas e parasitárias. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE CURSO: MEDICINA NECESSIDADES E CUIDADOS EM SAÚDE MEDICINA LABORATORIAL HEMATOPOIESE E CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE Tecido conjuntivo formado por: Células diferenciadas; Matriz extracelular fluida Plasma. Sistema Hematopoiético O Sangue Componentes do Sangue: O Sangue Plasma (55%); Elementos Figurados (45%). Weight) Célula Embrionária (Hemocitoblasto); Diferenciação Tronco linfoide: Linfócitos B; Linfócitos T. Tronco Mieloide: Hematopoiese Hemácias Basófilos Eosinófilos Neutrófilos Monócitos Plaquetas (fragmentos dos Megaca- ríócito Sobre as células sanguíneas; Morfologias distintas; Tamanhos distintos; Funções distintas. Hematopoiese Formato de disco bicôncavo; Diâmetro médio de 7μm; Células anucleadas; Principal função de transportar os gases da respiração; Valores de referência De 4,2 a 6,2 milhões/mm³(ml); Hemácias/ Eritrócitos ERITROPOESE Diferenciação e maturação das Hemácias Fragmentos citoplasmáticos com 1 a 4 μm; Originada dos megacariócitos; Associadas ao processo de coagulação sanguínea; Vida média de 10 dias; Valor de referência: 150 a 400 mil/mm³. Plaquetas PLAQUETOPOESE Diferenciação e maturação das Plaquetas Leucócitos Leucócitos - características Granulócitos/ Polimorfonucleares: Apresentam grânulos grosseiros e fáceis de serem observados Agranulócitos/ Mononucleares: grânulos muito finos e difíceis de serem observados Valores de referência para os leucócitos: 5 a 10 mil/ mm³ Neutrófilo Eosinófilo LEUCOPOESE Diferenciação e maturação dos Granulócitos Diâmetro de 12μm Núcleos muito densos com de 2 a 5 lóbulos. Contornos geralmente irregulares e presença de grânulos rosa-azulados (azurofílicos). Quando jovem têm núcleos não segmentados (bastonetes). Neutrófilos (Polimorfonuclear) Meia vida no sangue periférico de 6 a 10h. Possuem motilidade, quimiotaxia, fagocitose e ação bactericida. Valores de referência: 2.500 a 7.500/mm³ (60 a 70% dos leucócitos no sangue). Neutrófilos (Polimorfonuclear) Eosinófilos (Polimorfonuclear) Granulação grande, arredondada, grosseira, alaranjada. Núcleo geralmente bilobulado em forma de haltere. Secreção de substâncias líticas sobre a membrana de parasitas (S. mansoni, A. lumbricoides e S. stercoralis). Granulações anti-histamínicas modulação da alergia. Eosinófilos (Polimorfonuclear) Liberação de mediadores químicos inflamatórios. Fagocitose em menor avidez que neutrófilos. Célula tipicamente tecidual 30’ no sangue periférico e 7 dias de vida. VR: 40 a 500/mm3 (1 a 5%) Possuem forma esférica; Possuem núcleos irregulares e diâmetro de 10 - 15μm; Grande quantidade de granulações, muitas vezes impedido a visualização do núcleo; Núcleos segmentados ou bilobares; Granulações contendo histamina e heparina. Basófilos (Polimorfonuclear) Grande quantidade de sítios ativos para IgE; Valores de referência: 20 a 90/mm³ (0 a 1% dos leucócitos no sangue). Basófilos (Polimorfonuclear) LEUCOPOESE Diferenciação e maturação dos Monócitos Células grandes: Possui núcleo irregular e lobular (forma de “feijão” ou de “rim”); Diâmetro de 15 a 18μm; Apresenta citoplasma com coloração azulada; Meia vida curta no corrente sanguínea (1 a 3 dias); ficam semanas a meses no tecido. Monócitos (Mononuclear) Monócitos (Mononuclear) Nos tecidos amadurece e tornam-se macrófagos, encarregados da fagocitose. Valores de referência: 300 a 900/mm³ (3 a 8% dos leucócitos no sangue). LEUCÓCITOS E SEU PAPEL NA IMUNIDADE INATA As ILCs são as células linfoides inatas (Innate Lymphoid Cells). São células do sistema imune sem receptores específicos de antígeno (ao contrário dos linfócitos T e B), mas que funcionam como “versões inatas” dessas células, respondendo rapidamente a sinais de infecção e inflamação. Derivam da linhagem linfoide comum (a mesma dos linfócitos T e B). Apesar disso, atuam como parte da imunidade inata. Produzem citocinas logo nas primeiras horas da infecção, ajudando a ativar e direcionar outras células do sistema imune. Células dendríticas São as mais eficientes APCs. Capturam antígenos por fagocitose/endocitose, processam-nos e apresentam fragmentos em moléculas de MHC II para linfócitos T CD4+. Ativam também linfócitos T CD8+ (via cross-presentation). Consideradas a ponte principal entre imunidade inata e adaptativa. Macrófagos Além de fagocitar e destruir microrganismos, também podem processar e apresentar antígenos em MHC II. Muito importantes em tecidos infectados, pois secretam citocinas inflamatórias e ativam linfócitos T já sensibilizados. Células B (não pertencem à inata, mas vale citar) São APCs, porém fazem parte da imunidade adaptativa, pois usam receptores específicos (BCR). Mecanismos de ação das NK Reconhecimento das células-alvo Receptores ativadores → reconhecem sinais de estresse em células infectadas ou tumorais. Receptores inibitórios (KIR, NKG2A) → reconhecem moléculas de MHC I (normalmente presentes em células saudáveis). Se uma célula não expressa MHC I (estratégia comum de vírus e tumores para escapar dos linfócitos T), a NK interpreta como “sinal de perigo” → e a destrói. Esse mecanismo é chamado de “missing-self recognition” (reconhecimento da ausência do próprio). Mecanismo de destruição (IMUNIDADE CELULAR) Liberação de grânulos citotóxicos contendo perforina (faz poros na membrana) e granzimas (induzem apoptose). Produção de citocinas como IFN-γ, que ativam macrófagos e aumentam a resposta imune. ADCC (citotoxicidade celular dependente de anticorpos) As NK possuem receptores FcγRIII (CD16). Se uma célula-alvo está recoberta por anticorpos IgG, a NK reconhece esses anticorpos e induz a apoptose da célula marcada. Linfócitos T Na medula óssea: origem comum das células linfoides. No timo: os linfócitos T amadurecem e passam pela seleção positiva e negativa, adquirindo receptores TCR e se tornando linfócitos T virgens (naive). Quando saem do timo, são células maduras imunologicamente, mas ainda indiferenciadas funcionalmente → não sabem ainda se vão ser T auxiliares (Th1, Th2, Th17, Tfh) ou T citotóxicos efetores. As células dendríticas capturam o antígeno no tecido, migram para o linfonodo e o apresentam em moléculas de MHC: MHC II → ativa linfócitos T CD4+ virgens (naive). MHC I → ativa linfócitos T CD8+ virgens (naive). Nessa fase, os linfócitos T ainda são indiferenciados, e o ambiente de citocinas (produzidas pela dendrítica e por outras células) é que determina em qual subtipo eles se diferenciarão. Diferenciação após o estímulo CD4+ naive → podem virar Th1, Th2, Th17, Tfh ou Treg, dependendo das citocinas presentes. CD8+ naive → se diferenciam em linfócitos T citotóxicos efetores. Os PAMPs - Padrões Moleculares Associados a Patógenos - são reconhecidos por receptores do sistema imune inato chamados PRRs (Pattern Recognition Receptors). Exemplos de PRRs: Toll-like receptors (TLRs). NOD-like receptors (NLRs). RIG-I-like receptors (RLRs). Quando os PRRs se ligam aos PAMPs, desencadeiam sinais que levam à ativação de células imunes, inflamação e produção de citocinas. 31 Embora os linfócitos B não realizem fagocitose como os macrófagosou as células dendríticas, eles ainda conseguem apresentar antígenos para os linfócitos T auxiliares (CD4+). O processo ocorre da seguinte maneira: Reconhecimento do antígeno: Os linfócitos B têm receptores específicos de membrana chamados BCRs (Receptores de Células B) que reconhecem e se ligam a antígenos específicos na forma solúvel, como proteínas, carboidratos ou partes de patógenos. Endocitose mediada por receptor: Após a ligação do BCR ao antígeno, o complexo BCR-antígeno é internalizado pela célula B através de um processo chamado endocitose mediada por receptor, que difere da fagocitose, pois é um processo muito mais seletivo e específico. O antígeno ligado é internalizado em vesículas dentro da célula. Processamento do antígeno: Uma vez dentro da célula, o antígeno é quebrado em fragmentos menores por enzimas no compartimento endossômico ou lisossômico. Apresentação via MHC Classe II: Os fragmentos de antígenos processados são carregados em moléculas de MHC Classe II, que são então transportadas para a superfície da célula B. Interação com linfócitos T auxiliares (CD4+): O complexo MHC Classe II-antígeno na superfície do linfócito B pode ser reconhecido por um linfócito T auxiliar específico, através de seu receptor de célula T (TCR). Essa interação, juntamente com sinais co-estimuladores, ativa o linfócito T auxiliar. 32 Mecanismos de ação das NK Reconhecimento das células-alvo Receptores ativadores → reconhecem sinais de estresse em células infectadas ou tumorais. Receptores inibitórios (KIR, NKG2A) → reconhecem moléculas de MHC I (normalmente presentes em células saudáveis). Se uma célula não expressa MHC I (estratégia comum de vírus e tumores para escapar dos linfócitos T), a NK interpreta como “sinal de perigo” → e a destrói. Esse mecanismo é chamado de “missing-self recognition” (reconhecimento da ausência do próprio). Mecanismo de destruição (IMUNIDADE CELULAR) Liberação de grânulos citotóxicos contendo perforina (faz poros na membrana) e granzimas (induzem apoptose). Produção de citocinas como IFN-γ, que ativam macrófagos e aumentam a resposta imune. ADCC (citotoxicidade celular dependente de anticorpos) As NK possuem receptores FcγRIII (CD16). Se uma célula-alvo está recoberta por anticorpos IgG, a NK reconhece esses anticorpos e induz a apoptose da célula marcada. 33 LEUCOPOESE Diferenciação e maturação dos Linfócitos Núcleo ocupa quase toda a célula. Dividido em linfócitos T (75%) e linfócitos B (25%), sendo impossível destingi-los visualmente. Valor de referência: 900 a 4000/mm³ (20 a 30% dos leucócitos no sangue). Diâmetro de 8 a 18μm. Expressam os receptores de antígenos. Linfócitos (Mononuclear) 1.Os linfócitos B Sofrem um processo chamado maturação central, que envolve: Rearranjo gênico das cadeias pesada e leve da imunoglobulina → formação do BCR (B cell receptor). Seleção negativa → se o linfócito B reconhece fortemente antígenos próprios, sofre deleção, edição de receptor ou anergia (mecanismo de tolerância central para evitar autoimunidade). Após essa fase, os linfócitos B que não são autorreativos se tornam linfócitos B imaturos. 2. Migração para órgãos linfoides secundários Os linfócitos B imaturos saem da medula e migram para baço, linfonodos e tecido linfóide associado a mucosas (MALT). Lá passam por processos de sinalização e sobrevivência dependentes de BAFF (B-cell activating factor). Nessa etapa, completam a maturação e passam a ser chamados de linfócitos B maduros virgens (naive). 3. Estado maduro (naive) O linfócito B maduro virgem já expressa BCR funcional (IgM e IgD de membrana). Ainda não encontrou o antígeno específico → por isso é “naive”. Circula entre sangue e linfonodos esperando o contato com o antígeno. 4. Ativação e diferenciação (já na fase adaptativa) Quando o linfócito B maduro encontra seu antígeno e recebe ajuda do linfócito T CD4+ (quando necessário): Pode se diferenciar em plasmócito (secretor de anticorpos). Ou em célula B de memória, garantindo resposta rápida em exposições futuras. 37 LINFÓCITOS E SEU PAPEL NA IMUNIDADE ADAPTATIVA INFγ QM, IL-6, TNF IL-4 MHC-I MHC-II IFN γ IL-1 IL-6 MHC-I MHC-II 43 image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.jpeg image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.jpeg image15.jpeg image1.emf image16.png image17.png image18.png image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpg image23.jpeg image24.jpg image25.jpeg image26.png image27.png image28.png image29.png image30.jpg image31.jpg image32.jpg image33.jpeg image34.jpeg image35.png image36.jpg image37.jpeg image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.jpg image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png