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3.1 FATO GERADOR Conforme o artigo 114 do CTN (1966, s.p.), “fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência”. Segundo o artigo 115: “fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal”. Esclarecendo o parágrafo anterior, o fato gerador é o momento em que se cria a exigência da obrigação principal ou acessória para o contribuinte (aquele que tem o dever de pagar o tributo). A obrigação principal significa a obrigação do pagamento dos tributos. Já a obrigação acessória depende da existência de uma obrigação principal e remete às prestações de contas que a empresa ou pessoa física devem fazer ao fisco. No caso do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), este tem como fato gerador a propriedade ou a posse de um imóvel. Cada tributo tem o seu próprio fato gerador, podendo ser: a circulação de mercadorias, rendas de qualquer natureza, saída de produtos para o exterior, entrada de produtos estrangeiros, prestação de serviços etc.
 3.2 CONTRIBUINTE Segundo o artigo 121 do CTN (1966), contribuinte é o sujeito passivo da obrigação principal, que é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo. Ou seja, é quem se sujeita, conforme a legislação, a pagar tributos, podendo ser pessoa física ou jurídica. O foco nesta disciplina de Contabilidade e Planejamento Tributário é o contribuinte personificado em pessoa jurídica (empresa). Assim como acontece no fato gerador, o contribuinte pode variar dependendo do tributo em questão. Alguns exemplos de contribuinte são: o importador, o exportador, o proprietário, comerciante etc
3.3 BASE DE CÁLCULO A base de cálculo é a expressão econômica do fato gerador do tributo, devendo ser instituída em lei. Ou seja: é o valor monetário sobre o qual se calcula, a partir de uma alíquota, o valor do tributo. Sobre a alíquota, abordaremos no tópico a seguir. Diferentes tributos possuem diferentes bases de cálculo, podendo ser: o faturamento, o lucro, o produto etc. Conforme estudamos cada tributo, aprenderemos sobre suas bases de cálculo.
3.4 ALÍQUOTA Após conhecermos o fato gerador, o contribuinte e a base de cálculo, precisamos da alíquota para definir o valor a ser pago de determinado tributo. A alíquota indica o percentual aplicado sobre a base de cálculo para encontrar o valor do tributo. Como esperado, a alíquota varia de tributo para tributo, mas também pode variar em um mesmo tributo, pois conforme veremos nas próximas unidades, existem regimes de tributação e eles definem algumas regras, entre elas, as alíquotas aplicáveis. O quadro a seguir apresenta alguns exemplos: 
QUADRO 1 – EXEMPLOS DE ALÍQUOTAS DE TRIBUTOS
Alíquota Tributo
 15% Imposto de Renda
9% Contribuição Social
 0,65% PIS cumulativo
 1,65% PIS não cumulativo 
3% COFINS cumulativo
 7,6% COFINS não cumulativo 
FONTE: Os autores 
Ficou curioso para conhecer mais sobre cada tributo? Nos próximos subtópicos estudá-lo-emos de uma forma bem aprofundada. 3.5 CRÉDITO O crédito também é um elemento muito relevante. Algumas empresas possuem o direito de acumular créditos fiscais decorrentes do pagamento de tributos na aquisição de mercadorias, insumos e outras operações. Apenas empresas que estão em regimes “não cumulativos” do tributo possuem direito a esse crédito. É o caso de empresas do regime do Lucro Real no que se refere ao PIS, COFINS e ICMS, ou empresas do Lucro Presumido no que se refere ao ICMS, por exemplo. Os créditos fiscais, abordaremos com mais profundidade no subtópico
 3.6, quando falarmos de cumulatividade e não cumulatividade.
3.6 COMPENSAÇÃO Sabe aquelas empresas que têm direito ao crédito fiscal? Essas empresas utilizam o crédito fiscal do tributo para fazer a compensação dos valores que têm para pagar no final do período (normalmente um mês). 7 Essa compensação acontece depois de calcular o valor que deve ser pago de determinado tributo. Os créditos vêm para abater nesse valor. Por exemplo: compensam se os créditos fiscais de PIS com os débitos (a pagar) de PIS, logo, o valor a ser desembolsado efetivamente é o valor dos débitos menos os créditos. A compensação de créditos fiscais abordaremos com mais profundidade no Subtópico 1.6, quando falarmos de cumulatividade e não cumulatividade.
4.1 IMPOSTOS Sobre o significado de imposto, o artigo 16 do CTN (1966) indica que: “imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte”. Sobre a quais poderes compete instituir determinados tributos, o CTN (1966, s.p.) complementa com o artigo 18: Art. 18. Compete: I - à União, instituir, nos Territórios Federais, os impostos atribuídos aos Estados e, se aqueles não forem divididos em Municípios, cumulativamente, os atribuídos a estes; II - ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municípios, instituir, cumulativamente, os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios. Quais os impostos que existem? Conforme o CTN (1966) são os seguintes:
Quais os impostos que existem? Conforme o CTN (1966) são os seguintes:
QUADRO 2 – IMPOSTOS
Impostos Sigla
Imposto sobre Importação II
Imposto sobre Exportação IE
Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana IPTU
Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a
eles Relativos ITBI e ITCMD
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza IRPJ, IRPF, IRRF
Imposto sobre Produtos Industrializados IPI
Imposto sobre Serviços ISS
Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias
e sobre prestações de Serviços de Transporte interestadual e
intermunicipal e de Comunicação
ICMS
Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores IPVA
Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e sobre
Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliários IOF
FONTE: CTN (1966, s.p.)
Há uma segregação dos impostos conforme a competência tributária, seja a

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