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TTééccnniiccoo eemm RRaaddiioollooggiiaa 
 
 
 
 
 
 
 
 
TTééccnniiccaass RRaaddiioollóóggiiccaass 
IIII 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
2 
 
ESÔFAGO E ESTÔMAGO 
 
ANATOMIA RADIOLÓGICA 
SISTEMA DIGESTIVO 
 
 O Sistema digestivo inclui todo o canal 
alimentar e vários órgãos acessórios. O canal alimentar 
começa na (1) cavidade oral (boca), continua como (2) 
faringe, (3) esôfago, (4) estômago, (5) intestino delgado e (6) 
intestino grosso, que termina como (7) ânus. 
Os órgãos acessórios da digestão incluem 
glândulas salivares, pâncreas, fígado e vesícula biliar. 
A anatomia e o posicionamento das partes (1) cavidade oral, 
a (5) duodeno, serão discutidos neste capitulo. Funções: O 
sistema digestivo realiza três funções primárias: 
1. A primeira é a ingestão de água, vitaminas e minerais, mais 
a ingestão e digestão de alimento. O alimento é ingerido na 
forma de carboidratos, lipídios e proteínas. Estes grupos 
alimentares complexos devem ser decompostos ou digeridos 
de forma que possa haver absorção. 
2. A segunda é a absorção de partículas de alimento 
digeridas, juntamente com água, vitaminas e elementos 
essenciais do canal alimentar para os capilares sanguíneos 
ou linfáticos. 
3. A terceira é a eliminação de qualquer material não utilizado 
na forma de escórias semi-sólidas. 
Procedimentos radiológicos comuns 
Dois procedimentos radiológicos comuns que 
envolvem o sistema gastrointestinal alto são apresentados 
neste capitulo. Procedimentos radiológicos comuns são 
aqueles exames realizados rotineiramente em grandes e 
pequenos departamentos de radiologia, bem como em 
determinadas clinicas e consultórios médicos. Estes exames 
radiológicos comuns envolvem a administração de um meio 
de contraste. 
1. Esofagografia ou Deglutição de Bário: 
- Estudo da faringe e do esôfago. 
O exame radiológico especifico da faringe e do esôfago é 
denominado esofagografia ou deglutição de bário. Este 
procedimento estuda a forma e a função da deglutição ao 
nível da faringe e do esôfago. 
2. Seriografia Gastrointestinal Alta (GIA) (GI Alta): 
- Estudo do esôfago distal, estômago e duodeno. 
O procedimento designado para estudar o esôfago distal, 
estômago e duodeno em um exame é denominado seriografia 
gastrointestinal alta. Outras designações da seriografia 
gastrointestinal alta incluem GIA, alta, GI ou, mais 
comumente, GI alta. A radiografia PA de uma seriografia GI 
alta é mostrada na figura ao lado. O sulfato de bário misturado 
a água é o contraste preferido para todo o canal alimentar. A 
área de densidade negativa (branca) na radiologia indica a 
área do estômago e do duodeno com sulfato de bário. 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
3 
Cavidades que se Comunicam com a Faringe 
O desenho na figura, ao lado ilustra que há sete 
cavidades ou aberturas que se comunicam com as três porções da 
faringe. As duas cavidades nasais e as duas timpânicas conectam-se 
a nasofaringe. As cavidades timpânicas dos ouvidos médios unem-se 
a nasofaringe através das tubas auditivas ou de Eustáquio (não 
mostradas neste desenho). 
A cavidade oral (boca) comunica-se posteriormente com 
a orofaringe. Inferiormente, a laringofaringe conecta-se as aberturas 
da laringe e do esôfago. 
 
ESÔFAGO 
A terceira parte do canal alimentar é o esôfago, um canal 
muscular, com cerca de 25 cm de comprimento, que se estende da 
laringofaringe até o estômago. Ele começa posterior no nível da borda 
inferior da cartilagem cricóide da laringe (C5-6), que está em nível da 
margem superior da cartilagem tiróide. Termina em sua conexão com 
o estômago, ao nível da décima primeira vértebra torácica (T11). 
A aorta torácica descendente situa-se entre o esôfago 
distal e a porção inferior da coluna torácica. O coração, dentro de seu 
saco pericárdico, situa-se imediatamente posterior ao esterno, anterior 
ao esôfago e superior ao diafragma. 
O esôfago é essencialmente vertical quando desce até o 
estômago. Este tubo de deglutição é a parte mais estreita de todo o 
canal alimentar. Ele é mais estreito, primeiro, em sua extremidade 
proximal onde entra no tórax, e, segundo, onde atravessa o diafragma 
na abertura ou hiato esofágico. Perfura o diafragma ao nível T10. 
Imediatamente antes de atravessar o diafragma, o esôfago apresenta 
uma dilatação distinta, conforme mostrado na figura ao lado. 
Á medida que o esôfago desce dentro da face posterior 
do mediastino, há dois entalhes. Um ocorre no arco aórtico e o 
segundo, no ponto onde o esôfago cruza o brônquio fonte esquerdo. 
A porção inferior do esôfago situa-se próxima das faces 
posteriores do coração. 
 
Aberturas do Diafragma 
O esôfago atravessa o diafragma ligeiramente à 
esquerda e um pouco posterior ao ponto médio do diafragma. O 
desenho à direita representa a superfície inferior do diafragma e 
indica as posições relativas do esôfago, da veia cava inferior e da 
aorta. 
O desenho à direita na mesma figura (pag. 189,1ºdes.) 
mostra a curta porção abdominal do esôfago abaixo do 
diafragma. O segmento abdominal do esôfago, 
denominado antro cardíaco, mede entre 1 e 2 cm. O 
antro cardíaco curva-se subitamente a esquerda após 
atravessar o diafragma para fixar-se ao estômago. 
A abertura entre o esôfago e o estomago é 
chamado de junções esofagogástrica (óstio cardíaco). 
Cardíaco é um adjetivo que designa uma relação com o 
coração; portanto, o antro cardíaco e o óstio cardíaco 
estão localizados próximos do coração. A junção do 
estomago como esôfago normalmente esta 
seguramente fixada ao diafragma, de forma que a 
porção superior do estômago tende a acompanhar os 
movimentos respiratórios do diafragma. 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
4 
Deglutição e Peristalse 
O esôfago contém camadas bem 
desenvolvidas de músculo esquelético (circular e 
longitudinal) em seu terço superior, músculos esquelético e 
liso em seu terço médio, e músculo liso em seu terço 
inferior. Ao contrario da traquéia, o esôfago, é um tubo 
colabável que só se abre quando ocorre deglutição. O 
processo de deglutição continua nele após originar-se na 
boca e na faringe, os líquidos tendem a ir à boca e faringe 
para o estômago basicamente por gravidade. Um bolo de 
material sólido tende a passar por gravidade e peristalse. 
 Peristalse é uma serie de contrações 
musculares, semelhantes a ondas, que impulsionam 
materiais sólidos e semi-sólidos através do canal alimentar 
tubular. O bolo de sulfato de bário, observado no esôfago, 
está descendendo para o estômago por gravidade e por 
peristalse. 
O esôfago também é observado cheio de bário 
com uma contração peristáltica normal na porção inferior. 
Este paciente também possui um marca-passo na porção 
médio-superior do tórax. O acumulo de bário no estômago é 
observado em ambas estas radiografias. 
 
ESTÔMAGO 
O estômago, localizado entre o esôfago e o 
intestino delgado, é a porção mais dilatada do canal alimentar. 
Quando vazio, tende a colabar. Quando recebe o alimento e o 
liquido deglutidos, expande significativamente. Após uma 
refeição muito grande, o estômago distender-se-á até um 
ponto que pareceria ser quase o ponto de rotura. 
Os sinônimos de estômagos são as palavras 
ventriculus, do latim, que significa “pequeno ventre”, e gaster, 
do grego “estômago”. Gastro é um termo comum que significa 
estômago. 
Como o formato e a posição do estômago, são 
altamente variáveis, o formato e a localização médios serão 
utilizados nas ilustrações a seguir, e as variações serão vistas 
posteriormente. 
Abertura e curvaturas do estômago 
A junção esofagogástrica (óstio cardíaco) é a 
abertura entre o esôfago e o estômago, protegida por 
músculos circulares do esfíncter cardíaco. Esta abertura (a 
junção esofagogástrica) na pratica é comumente denominada 
óstio cardíaco e refere-se à relação deste orifício com aquela 
parte do diafragma próxima do coração sobre a qual este 
repousa. Diretamente acima deste orifício a uma incisura 
chamadabário. 
Posicionar a parte superior do filme cerca de 2 polegadas (5 cm) acima do ombro, para 
coincidir o RC com o centro do filme. 
Raio Central 
RC perpendicular ao centro do filme 
RC no plano mediossagital, 1 polegada (2,5 cm) abaixo do ângulo esternal (T5-T6), ou 
aproximadamente 3 polegadas (7,5 cm) abaixo da incisura jugular . 
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) ou 72 polegadas (180 cm) se o paciente estiver em 
pé 
Colimação Utilizar colimação estreita, resultando num campo de colimação de cerca de 5 ou 6 
polegadas (12 a 15 cm) de largura. Colimar as bordas em relação às bordas do filme. 
Respiração Parar a respiração e expor durante a expiração. 
Alternativa em PA: Essa imagem também pode ser conseguida como uma incidência em PA, 
com posicionamento, centralização e localização do RC similares. 
Observações: Duas ou três colheradas de bário denso devem ser ingeridas, e a exposição é 
feita imediatamente após o último bário ser deglutido. (O paciente geralmente não respira 
imediatamente após a deglutição.) Para o enchimento completo do esôfago com bário ralo, o 
paciente terá que beber pelo canudo, com deglutição contínua, e a exposição é feita após três 
ou quatro deglutições, sem parada da respiração. 
 
Critérios Radiográficos 
Estruturas Mostradas: O esôfago inteiro está preenchido pelo bário. 
Posição: Não deve haver rotação do corpo do paciente, o que é evidenciado pela simetria das 
articulações esterno claviculares. 
Colimação e RC: As margens de colimação são vistas lateralmente na radiografia. 
 O RC está centralizado no nível de T5 ou T6 para incluir todo o esôfago. 
Critérios de Exposição: Técnica apropriada deve ser usada para se visualizar o esôfago 
através da coluna torácica superposta; margens nítidas indicam ausência de movimento. 
 
POSIÇÃO OEA: ESOFAGOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Proteção Colocar um escudo de chumbo sobre a área gonadal. 
Posição do Paciente Posicionar o paciente deitado ou em pé (preferencialmente deitado). 
Posição da Parte 
Rodar 35° a 40° a partir da posição deitada, com a porção anterioresquerda do corpo apoiada 
sobre a mesa, ou sobre o filme. Deixar o braço esquerdo ao lado do corpo e flexionar o direito 
no cotovelo, com a mão próxima à boca, segurando o copo com bário e o canudo à boca. 
Flexionar o joelho direito para apoiar o corpo. Posicionar a parte superior do filme com cerca 
de 2 polegadas (5 cm) acima dos ombros, para coincidir o RC com o centro do filme. 
Raio Central 
RC perpendicular ao centro do filme. 
RC no centro do chassis, ao nível de T5 ou T6 (2 a 3 polegadas ou 5 a 7,5 cm abaixo da 
incisura jugular) 
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) ou 72 polegadas (180 cm) se o paciente estiver em 
pé 
Colimação Colimar as bordas laterais para criar uma colimação bilateral de cerca de 5 ou 6 
polegadas (12 a 15 cm) de largura. Colimar as bordas laterais em relação às bordas do filme. 
Respiração Parar a respiração e expor durante a expiração. 
Observações: Bário denso: Duas ou três colheres de sopa cheias de bário denso devem ser 
ingeri das, e a exposição é feita imediatamente após o último bário ser deglutido. (O paciente 
geralmente não respira imediatamente após a deglutição.) 
Bário ralo: Para o completo enchimento do esôfago com bário ralo, o paciente terá que beber 
pelo canudo, com deglutição contínua, e a exposição é feita após três ou quatro deglutições, 
sem parada da respiração (usando o menor tempo de exposição possível). 
 
Critérios Radiográficos 
Estruturas Mostradas: O esôfago é visto entre a região hilardos pulmões e a coluna torácica. 
O esôfago inteiro é preenchido pelo contraste. 
Posição: Os braços do paciente não devem se superpor ao esôfago. 
Colimação e RC: As margens de colimação são vistas lateralmente na radiografia. O RC está 
centralizado no nível de T5 ou T6, para incluir todo o esôfago. 
Critérios de Exposição: Técnica apropriada deve ser usada para se visualizarem as bordas 
do esôfago preenchido pelo contraste através da sombra cardíaca. Margens nítidas indicam 
ausência de movimento. 
 
 
 
Patologia Demonstrada 
Estreitamentos, corpos estranhos, anomalias 
anatômicas e neoplasias do esôfago 
Esofagografia 
ESPECIAL 
OAE 
Fatores Técnicos 
Tamanho do filme - 35 x 43 cm (14 x 17 
polegadas), em sentido longitudinal 
Grade móvel ou estacionária 
Faixa de 100 - 11O kVp 
Técnica e dose: 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
30 
 
POSIÇÃO OAD: OED: SERIOGRAFIA ESOFAGO – ESTÔMAGO – DUODENO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Proteção Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica do paciente para proteger as 
gônadas sem cobrir as regiões anatômicas em estudo. 
Posição do Paciente Posicionar o paciente deitado, com o corpo parcialmente rodado na 
posição OAD; fornecer um travesseiro para a cabeça. 
Posição da Parte 
Rodar 40° a 70° a partir da posição deitada, com a porção anterior direita do corpo apoiada 
sobre a mesa ou sobre o filme (uma rotação maior às vezes é necessária para pacientes 
pesados do tipo hiperestênico; uma rotação menor pode ser necessária para pacientes 
magros, do tipo astênico). Deixar o braço direito ao lado do corpo e flexionar o esquerdo no 
cotovelo, com a mão próxima à boca, segurando o copo com bário e o canudo à boca. Fletir o 
joelho esquerdo para apoiar o corpo. 
Raio Central 
Dirigir o RC perpendicular ao centro do filme. 
Tipo estênico: Centralizar o RC e o centro do filme no bulbo duodenal ao nível de L2 (1 a 2 
polegadas ou 2,5 a 5 cm acima do rebordo costa I lateral), a meio caminho entre a coluna 
vertebral e borda lateral superior do abdome. 
Astênico: Centralizar a cerca de 2 polegadas ou 5 cm abaixo do nível de L2. 
Hiperestênico: Centralizar a cerca de 2 polegadas ou 5 cm acima do nível de L2 e mais 
próximo à linha média. 
Centralizar o chassi em relaçãO ao Rc. 
 
 
 
Patologia Demonstrada 
Posição ideal para visualizar pólipos e úlceras do 
pilaro, bulbo duodenal e alça duodenal em C. 
SEED 
Básica 
OAD 
PA 
Lateral direita . 
OPE 
AP 
Fatores Técnicos 
Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 
polegadas) em sentido longitudinal ou 30 x 35 cm 
(11 X 14 polegadas) 
Grade móvel ou estacionária 
Faixa de 100 - 110 kVp (80 - 90 kVp para estudos 
com duplo contraste) 
Técnica e dose: 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm). 
Colimação Colimar os quatro lados nas margens externas do filme ou na área de interesse 
num filme maior. 
Respiração Parar a respiração e radiografar durante a expiração. 
 
Critérios Radiográficos 
Estruturas Mostradas: O estômago inteiro e a alça duodenal em C estão visíveis. 
Posição: O bulbo duodenal é visto de perfil. 
Colimação e RC: A colimação é vista nas quatro margens da radiografia. 
O RC está centralizado no nível de L2, com o corpo do estômago e a alça em C duodenal 
centralizados na radiografia. 
Critérios de avaliação 
• Todo o estômago e a alça c do duodeno são visualizados. 
• O corpo e o piloro do estômago estão cheios de contraste. 
• O bulbo duodenal esta em perfil. 
• Técnica apropriada empregada para visualizar claramente as pregas gástricas sem 
exposição excessivas de outra anatomia pertinente. 
INCIDÊNCIA PA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patologia Demonstrada 
Pólipos, divertículos, bezoares e sinais de 
gastrite no corpo e no piloro do estômago. 
SEED 
Básica 
OAD 
PA 
Lateral direita 
OPE 
AP 
Fatores Técnicos 
Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 
polegadas), no sentido longitudinal ou 
30x35cm(11 x 14 polegadas) ou 35 x 43 
cm (14 x 17 polegadas) se o intestino 
delgado tiver que ser incluído 
Grade móvel ou estacionária 
Faixa de 100 a 110 kVp (80 - 90 kVp se for 
um estudo com duplo contraste) 
Técnica e dose: 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
32 
Proteção Colocar um escudo de chumbo sobre a região pélvica do paciente, a fim de proteger 
as gônadas,sem cobrir as regiões anatômicas que estarão sob estudo radiográfico. 
Posição do Paciente Posicionar o paciente em decúbito ventral, com os braços para cima, no 
nível da cabeça; fornecer um travesseiro. 
Posição da Parte 
Alinhar o plano rnediossagital em relação ao RC e à mesa. . Garantir que o corpo não esteja 
rodado. 
Raio Central 
Dirigir o RC perpendicular ao centro do filme. 
Tipo estênico: Centralizar o RC e o filme ao nível do piloro e do bulbo duodenal, no nível de l2 
(1 a 2 polegadas ou 2,5 a 5 cm acima do rebordo costaI lateral) e cerca de 1 polegada (2,5 cm) 
à esquerda da coluna vertebral. 
Astênico: Centralizar a cerca de 2 polegadas (5 cm) abaixo do nível de 12. 
Hiperestênico: Centralizar a cerca de 2 polegadas (5 cm) acima do nível de L2 e mais próximo 
à linha média. 
Centralizar o chassi em relação ao RC 
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm). 
Colimação Colimar os quatro lados nas margens externas do filme ou na área de interesse, no 
caso de um filme maior. 
Respiração Parar a respiração e expor durante a expiração. 
Critérios de avaliação 
• Visualização de todo o estômago e duodeno. 
• A região pilórica está próxima do centro do filme. 
• O corpo e piloro do estômago estão cheios de bário. 
• Técnica apropriada empregada para visualizar as pregas gástricas sem exposição 
excessiva pertinente. 
 
PA axial alternativo: A posição transversa alta do estômago em um paciente hiperestênico 
promove muita sobreposição da região pilórica do estômago com o bulbo duodenal, numa 
incidência em AP a 90°. 
Assim, um ângulo cefálico de 35° a 45° do RC vai separar essas áreas de sobreposição, 
permitindo melhor visualização. A grande e a pequena curvaturas do estômago também são 
mais bem visualizadas em perfil. 
Em bebês, um ângulo cefálico de 20° a 25° do RC é recomendado para se evitar a 
sobreposição do corpo gástrico com o piloro. 
 
Critérios Radiográficos 
Estruturas Mostradas: O estômago e o duodeno são inteiramente visíveis. 
Posição: O corpo gástrico e o pilaro estão preenchidos pelo bário. 
Colimação e RC: A colimação é vista ao longo das quatro margens da radiografia. O RC está 
centralizado no nível de 1.2, com o corpo gástrico, o piloro e a alça duodenal em C 
centralizados na radiografia. 
Critérios de Exposição:Técnica apropriada deve ser usada para se visualizarem as pregas 
gástricas sem superexpor outras regiões anatômicas em estudo; margens nítidas indicam 
ausência de movimento. 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Estômago e duodeno com uma vista do espaço retrogástrico com bário basicamente 
nas porções média e distal do estômago e duodeno. 
Rotina GI Alta 
Básicas 
• OAD 
• PA 
• Lateral direita 
• OPE 
• AP 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
33 
Posição do Paciente 
• Decúbito em uma posição lateral direita. Fornecer travesseiro para a cabeça. Braços 
levantados até a cabeça do paciente e joelhos fletidos. 
 
Nota: O estômago está localizado aproximadamente uma vértebra mais alto nesta posição do 
que em posições PA ou oblíqua. 
 
Critérios de avaliação 
• Visualização de todo o estômago e duodeno. 
• Demonstração do espaço retrogástrico 
• O piloro do estômago e a alça c duodeno devem ser bem visualizados em pacientes do tipo 
hiperestênico. 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Estômago com o corpo e fundo cheios de bário. Piloro e bulbo duodenal demonstrados 
com contraste de ar em perfil. 
Rotina GI Alta 
Básicas 
• OAD 
• PA 
• Lateral direita 
• OPE 
• AP 
Posição do Paciente 
• Decúbito com o corpo parcialmente rodado para uma posição OPE. Fornecer travesseiro 
para a cabeça. 
Nota: o estômago esta localizado mais alto nesta posição do que na lateral; portanto, 
centralizar uma vértebra mais alto do que em posições PA ou OAD. 
 
Critérios de avaliação 
• Visualização de todo o estômago e duodeno. 
• Uma vista desobstruída do bulbo duodenal sem superposição pelo piloro gástrico. 
• O fundo deve estar cheio de bário. 
• Com o procedimento de duplo contraste, o corpo, o piloro e ocasionalmente o bulbo 
duodenal são cheios de ar. 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Fundo do estômago e duodeno com bário concentrado no fundo do estômago. Possível 
hérnia de hiato demonstrada em posição de Trendelenburg. 
Rotina GI Alta 
Básicas 
• OAD 
• PAS 
• Lateral direita 
• OPE 
• AP 
Posição do Paciente 
• Paciente em decúbito dorsal, braços ao lado do corpo; fornecer travesseiro para a cabeça. 
AP de Trendelenburg Alternativa: Pode ser necessária uma posição de trendelenburg parcial 
(cabeça para baixo) a fim de encher o fundo em paciente astênico magro. Uma angulação de 
Trendelenburg total facilita a demonstração de hérnia de hiato. (Instalar apoio para os ombros 
para segurança do paciente.) 
 
Critérios de avaliação 
• Visualização de todo o estômago e duodeno. 
• O diafragma e os campos pulmonares inferiores são incluídos para demonstração de 
possível hérnia de hiato. 
• O fundo do estômago esta cheio de bário e próximo do centro do filme. 
• Emprego de técnica apropriada para visualizar as pregas gástricas sem exposição de 
outros aspectos anatômicos pertinentes. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
34 
 
INTESTINO DELGADO E INTETSINO GROSSO 
 
ANATOMIA RADIÓLOGICA 
SISTEMA DIGESTIVO 
As primeiras cinco partes do canal alimentar 
(através do estômago e a primeira parte do intestino delgado, o 
duodeno) foram descritas no capitulo anterior. 
O sistema digestivo além do estômago, 
começando com o intestino delgado. Se todo intestino delgado 
fosse removido do corpo à necropsia, separando de sua 
fixação mesentérica, e estendido, possuiria, em média, 7 
metros de comprimento. Durante a vida, com bom tônus 
muscular, o comprimento real do intestino delgado é menor, 
entre 4,5 e 5,5 metros. Entretanto, existe enorme variação 
individual. Em uma série de 100 necropsias, o intestino 
delgado variou de 4,5 a 9,3 m. Tem cerca de 2,5 cm de 
diâmetro. 
O intestino grosso começa no quadrante inferior 
direito, próximo de sua conexão com o intestino delgado. Ele 
emoldura a cavidade abdominal e termina no ânus. Possui cerca de 1,5m de comprimento e 
aproximadamente 6,25 cm de diâmetro. 
Procedimentos Radiológicos Comuns 
Dois procedimentos radiológicos comuns que envolvem o sistema gastrointestinal abaixo são 
apresentados neste capitulo. Ambos envolvem a administração de contraste. 
 
1. Seriografia do intestino Delgado (SID) – Estudo do intestino Delgado:O exame 
radiológico especifico do intestino delgado é denominado seriografia do intestino 
delgado ou SID. Este exame freqüentemente esta associado a uma seriografia GI alta e, 
nestas condições, pode ser chamado de rotina completa do intestino delgado. 
 
 
 
2. Enema Baritado (EB, Seriografia GI Baixa, Cólon) – 
Estudo do Intestino Grosso: O procedimento radiológico 
designado para estudar o intestino grosso é mais 
comumente denominado enema baritado. Designações 
alternativas incluem EB, seriografia GI baixa ou cólon. A fig. 
III, pág. 213. Demonstra o intestino grosso ou cólon cheio 
com uma combinação de ar e bário, chamado de enema 
baritado com duplo contraste. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
35 
INTESTINO DELGADO 
O intestino delgado está localizado basicamente na porção central da cavidade 
abdominal. Começando no piloro ao nível do estômago, 
as três partes do intestino delgado, em ordem, são 
duodeno, jejuno e íleo. O 
duodeno é a primeira 
parte do intestino delgado, 
como estudado em 
detalhes, e a sua porção 
mais curta, mais larga e 
mais fixa. Como o jejuno e 
o íleo são muito mais 
longos que o duodeno, e 
como este ultimo está 
localizado posteriormente, 
as muitas alças de 
intestino delgado enroladas sobre si próprias na parte do 
abdome, conforme mostrado na figura I, (Sistema 
digestivo pag.214) são jejuno e íleo. A localização relativa 
das três partes do intestino delgado em relação aos quatro quadrantes abdominais é mostrado 
nas figuras 15.4 e 15.5. 
 
 
 
Duodeno (QSD e QSE) 
O duodeno mede 25cmbastante constates em 
comprimento e é muito mais curto que as outras duas partes do 
intestino delgado. Ele está localizado basicamente no QSD, 
mas também estende-se para o QSE onde se une ao jejuno. 
Jejuno (QSE e QIE) 
Jejuno (I-Sistema digestivo, II- Seriografia do 
intestino delgado – PA esta localizado basicamente à esquerda 
da linha média no QSE e QIE no abdome, constituindo cerca de 
dois quintos do intestino delgado após o duodeno. 
O jejuno começa no local da junção 
duodenojejunal, que é firmemente mantida em posição por uma faixa muscular fibrosa, o 
ligamento de Treitz, ligeiramente a esquerda da linha media no quadrante superior esquerdo 
(sob o cólon transverso neste desenho) Este local relativo fixo do intestino delgado torna-se um 
ponto de referência radiológico para determinados estudos daquele. 
Íleo (QSD, QID e QIE) 
O íleo esta localizado basicamente nos quadrantes superior e inferior direito, mas 
também inclui parte do quadrante inferior esquerdo, como mostrado pela região cinza mais 
escuro. Aproximadamente três quintos do intestino 
delgado situado após o duodeno constituem o íleo, que 
é, portanto, a porção mais longa do intestino delgado. O 
íleo terminal une-se ao intestino grosso na válvula 
ileocecal no quadrante inferior direito. 
Diferenças Seccionais (fig.III, pag. 214): As várias 
partes do intestino delgado podem ser identificadas 
radiologicamente por sua localização e aparência. O 
duodeno em forma de C encontra-se bastante fixo. O 
duodeno proximal com seu bulbo é peculiar e pode ser 
facilmente reconhecido em radiografias do duodeno 
imediatamente distais ao estômago. O revestimento 
interno da segundo porção (descedente) do duodeno apresenta-se em pregas circulares. 
 As pregas circulares continuam por todo o restante do duodeno e também são 
encontradas no jejuno. Radiologicamente, quando o distal e o jejuno contêm ar, e, 
principalmente, quando o intestino está distendido, o revestimento interno do duodeno e do 
jejuno assemelha-se a uma mola ou a uma pilha de moedas. Quando contém bário, o aspecto 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
36 
é descrito como emplumado. Embora não haja fim abrupto das pregas circulares, o íleo tende a 
não possuir estes entalhes. Conseqüentemente, o revestimento interno do íleo como aparece 
na radiografia é mais uniforme e não possui a aparência emplumada. 
 O diâmetro interno do intestino delgado diminui progressivamente do duodeno 
para o íleo. 
Radiografias que demonstram estas diferenças seccionadas são mostradas 
adiante no trecho sobre revisão de anatomia. 
INTESTINO GROSSO 
O intestino grosso começa no quadrante 
inferior direito imediatamente distal à válvula ileocecal. A 
porção vertical do intestino grosso superior ao ceco é o 
cólon ascendente, que continua como cólon transverso 
após a flexura cólica (hepática) direita. O cólon descedente 
continua a partir do transverso após outras curvatura 
denominada flexura cólica (esplênica) esquerda. O cólon 
descedente continua como o cólon sigmóide em forma de S 
no quadrante inferior esquerda. A porção distal do cólon 
descedente algumas vezes é chamada de cólon ilíaco, 
enquanto o cólon sigmóide também pode ser denominado 
cólon pélvico. 
O segmento final do intestino grosso é o reto. 
O reto distal contém o canal anal que termina no ânus. 
 
Intestino Grosso vs. Cólon 
Intestino grosso e cólon NÃO são sinônimos, embora muitas pessoas utilizem-nos 
assim. O cólon consiste em quatro partes e duas flexuras, e não inclui o ceco e o reto. As suas 
quatro partes fig.I, pág.215 são (1) cólon ascendente, (2) 
cólon transverso, (3) cólon descendente e (4) cólon 
sigmóide. As flexuras cólicas direita e esquerda também 
são incluídas como parte do cólon. Entretanto, o ceco e o 
reto (incluindo o canal anal e o ânus) são parte do 
intestino grosso, mas não do cólon. 
O intestino grosso todo, que inclui o cólon, 
também consiste em quatro partes, (1) ceco, (2) cólon, (3) 
reto e (4) canal anal. Cada uma destas partes será 
descrita, começando-se com o ceco. 
1. Ceco 
Na extremidade proximal do intestino grosso, 
está o ceco, uma bolsa cega, grande, localizada abaixo 
do nível da válvula ileocecal. O apêndice (processo 
vermiforme) está fixado ao ceco. O aspecto interno do 
ceco e do íleo terminal a parte mais distal do intestino 
delgado, o íleo, une-se ao ceco na válvula ileocecal, que consiste em dois lábios estendidos 
para o intestino grosso. 
A válvula ileocecal atua como um esfíncter para evitar que o conteúdo do íleo 
passe muito rapidamente para o ceco. Uma segunda função da válvula ileocecal é evitar o 
refluxo, ou um fluxo retrógado do conteúdo do intestino grosso, para o íleo. A válvula ileocecal 
desempenha apenas um papel satisfatório de evitar o refluxo, pois quase sempre pode haver 
algum refluxo debário para o íleo terminal quando é realizado um enema baritado. O ceco é a 
porção mais larga do intestino grosso e está bastante livre para mover-se no quadrante inferior 
direito. 
 
Apêndice: O apêndice ou processo vermiforme é um tubo longo (2-20cm), estreito, 
vermiforme que se estende a partir de ceco. O termo, vermiforme, na verdade significa 
semelhante a verme. O apêndice geralmente está fixado à face póstero-medial do ceco e 
comumente estende-se para a pelve. Entretanto, pode passar posterior ao ceco. 
 Como o apêndice possui uma extremidade cega, agentes infeccionados podem 
entrar em um apêndice que não pode esvaziar-se. O resultado é a apendicite. Um apêndice 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
37 
inflamado pode exigir remoção cirúrgica, denominada apendicectomia, antes de a estrutura 
acometida sofrer rotura e causar peritonite, que é a inflamação do revestimento do abdome. 
Ocasionalmente, a matéria fecal ou o sulfato de bário de um estudo do trato GI 
pode encher o apêndice e permancer ali indefinidamente. 
2. Cólon 
Após o ceco, está a segunda parte do intestino grosso, o cólon. Como mostrado 
na figura, o cólon é a principal parte do intestino grosso que circunda as muitas alças de 
intestino delgado. Começando com o cólon ascendente, as quatro partes do cólon possuem 
todas diâmetro ligeiramente menor que o ceco. 
O cólon transverso é a segunda e mais longa parte do cólon e possui considerável 
movimento para cima e para baixo. Normalmente, volta-se mais para baixo que o mostrado no 
desenho à medida que atravessa a superfície anterior da cavidade abdominal. Como o fígado é 
um órgão grande, sólido, a flexura cólica (esplênica) esquerda, que se localiza abaixo do pólo 
inferior do baço. 
O cólon descente é a terceira parte, que se estende da flexura cólica esquerda ate 
o ponto onde se curva para dentro para tornar-se o cólon sigmóide. A face inferior do cólon 
descendente algumas vezes é denominada cólon ilíaco. 
A quarta e ultima parte do cólon é o cólon sigmóide, que normalmente situa-se na 
pelve, mas possui grande liberdade de movimento. Ele e o ceco são as duas partes do 
intestino grosso que possuem maior liberdade de movimento. 
O cólon sigmóide finalmente segue para trás e para baixo ao longo da curva do 
sacro para continuar como o reto e o canal anal. Será importante lembrar a localização e a 
posição destes componentes do cólon durante o enema baritado. 
3. & 4. Reto e Canal Anal 
A terceira e a quarta partes do intestino grosso 
são, respectivamente, reto e o canal anal. O reto estende-se 
do cólon sigmóide ate o ânus. Começa ao nível de S3 e possui 
cerca de 12cm de comprimento. Os 2,5 e 4cm finais do 
intestino são constringidos para formar o canal anal, que 
termina como uma abertura para o exterior, o ânus. O reto 
segue de perto a curva sacrococcígea, como demonstrado na 
vista lateral na figura ao lado. 
 A ampola retal é uma porção dilatada do reto 
localizada anterior ao cóccix. A direção inicial do reto ao longo 
do sacro é para baixo e para trás; entretanto, na região da 
ampola retal, a direção modifica-se para baixo e para frente. 
Ocorre uma segunda mudança abrupta na direção na região 
do canal anal,que é orientado para baixo e para trás. Portanto, o reto apresenta duas curvas 
ântero-posteriores. Este fato deve ser lembrado quando um tubo retal ou sonda de enema são 
inseridos no trato GI baixo pelo tecnólogo em radiologia para um enema baritado. Pode haver 
lesão grave se a sonda de enema for forçada para o interior do ânus e do canal anal 
erradamente no ângulo errado. 
Características (Diferenças) do Intestino Grosso 
Três características diferenciam facilmente 
o intestino grosso do delgado. Primeira, o diâmetro 
interno do intestino grosso geralmente é maior que o do 
delgado. 
Em seu ligar, as fibras musculares 
longitudinais do intestino grosso formam três faixas de 
músculo denominada tênis do cólon, que tendem a 
puxar o intestino grosso para bolsas. Cada uma destas 
bolsas ou saculações é chamada haustro. Portanto, 
uma segunda característica de identificação primária do 
intestino grosso é a presença de haustros. 
A terceira diferenciação refere-se as posições relativas das duas estruturas. O 
intestino grosso situa-se na periferia da cavidade abdominal, enquanto o delgado esta 
localizado mais centralmente. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
38 
REVISÃO DA ANATOMIA 
Radiografias do Intestino Delgado 
Três partes do intestino delgado são 
demonstradas nestas radiografias em 30 minutos 
e 2horas (realizadas em 3 minutos e 2 horas após 
a ingestão de bário). Observar o aspecto 
emplumado característico do duedeno (A) e 
jejuno (C). A aparência mais lisa do íleo é 
evidente como parte D. (Fig. pag.217 ) 
A porção terminal de íleo (D), a válvula ileocecal 
(E) e o ceco do intestino grosso são mais bem 
demonstrados na imagem em detalhe desta área 
utilizando um cone compressão, ao final de uma 
seriografia do intestino delgado para melhor 
visualizar esta região. 
Partes Identificadas do Intestino Delgado: 
A. Duodeno 
B. Área do ligamento de Treitz (local da 
flexura duodenojejunal, superposta pelo 
estomago nestas radiografias) 
C. Jejuno 
D. Íleo 
E. Área da válvula ileocecal 
Enema Baritado 
As radiografias ântero-posterior (AP), lateral e 
obliqua anterior direta (OAD) de enema baritado 
ilustram a anatomia fundamental do intestino 
grosso identificado da seguinte forma: 
a. Ceco 
b. Cólon ascendente 
c. Flexura cólica (epática) direta 
d. Cólon transverso 
e. Flexura cólica (esplênica) esquerda 
f. Cólon descendente 
g. Cólon sigmóide 
h. Reto 
 
Localizações Relativas do Ar e Bário no 
Intestino Grosso 
O intestino grosso nas posições de 
decúbito dorsal, decúbito ventral e ortostática. Se 
ele contivesse ar e sulfato de bário, o primeiro 
tenderia a subir e segundo a descer em virtude da gravidade. O 
deslocamento e a localização final do ar são representados em 
preto, e do Bari em branco. 
Quando uma pessoa esta em decúbito dorsal, o ar 
sobe para encher aquelas estruturas mais anteriores, que são 
os cólons transverso e sigmóide. O bário desce para encher 
basicamente as porções ascendentes e descendentes do cólon 
reto. 
Quando um paciente esta em decúbito ventral, o 
bário e o ar invertem as posições. O desenho no centro ilustra a 
posição de decúbito ventral; portanto, o ar subiu para encher o 
reto, o cólon ascendentes e o descendente. 
A posição ortostática na extrema direita mostra 
linhas ar/bário retas como ar naturalmente ascendendo para a 
parte mais alta de cada parte do intestino grosso. 
O reconhecimento destas relações espaciais é importante tanto 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
39 
durante fluoroscopia quanto durante radiografia ao se realizarem exames com enema baritado. 
 
SISTEMA GASTROINTESTINAL INFERIOR 
A radiologia abdominal simples mostrada na Figura a direita é de um adulto 
saudável que deambula. Os muitos metros de intestino delgado não são visíveis na porção 
central do abdome. No adulto médio que caminha, qualquer acumulo de gás no intestino 
delgado é considerado anormal. Sem a presença de qualquer gás, o intestino delgado 
simplesmente mistura-se a outras estruturas de tecidos moles. 
Devido às quantidades variáveis de gás e matéria fecal normalmente presentes no 
intestino grosso, esta estrutura é visualizada de forma grosseira, porem inadequada, na 
radiografia simples. Portanto, o exame radiológico do canal alimentar distal ao estomago e 
duodeno exige a introdução de contraste para a visualização diagnostica. 
SERIOGRAFIA DO INTESTINO DELGADO 
Definição 
Um estudo radiológico especificamente delgado é chamado seriografia do 
intestino delgado ou SID. As seriografias GI alta e do intestino delgado são associados com 
maior freqüência. Nestas circunstancias, a parte do exame referente ao intestino delgado pode 
ser chamada de estudo completo do intestino delgado. É necessário um contraste radiopaco 
para este estudo. 
Objetivo 
O objetivo da seriografia do intestino delgado 
é estudar a forma e a função dos três componente do 
intestino delgado, bem como detectar quaisquer condições 
anormais. 
Como este estudo também examina a função 
do intestino delgado, o procedimento deve ter o tempo 
controlado. O tempo deve começar a ser contado quando 
o paciente já ingeriu uma quantidade significativa (no 
mínimo ¾ xícara) do contraste. 
 
Indicações Clínicas 
Algumas das indicações clínicas do estudo do intestino 
delgado incluem: 
• Enterite ou gastrenterite 
• Neoplasias 
• Síndromes de malabsorção 
• Íleo 
Enterite é um termo que descreve a 
inflamação e/ou infecção do intestino delgado. Quando o estomago também é envolvido, a 
condição é descrita como gastroenterite. 
Neoplasia é um termo que significa “novo crescimento”. Este crescimento pode ser 
benigno ou maligno (canceroso). A seriografia do intestino delgado pode demonstrar um 
estreitamento ou bloqueio devido à neoplasia. 
As síndromes de malabsorção são condições nas quais o trato GI do paciente é 
incapaz de processar e absorver determinados nutrientes. Durante a seriografia do intestino 
delgado, a mucosa pode apresentar-se espessada em virtude da constante irritação. 
Íleo é uma obstrução do intestino delgado, conforme observado na Figura ao lado, 
na qual a porção proximal do jejuno é significativamente expandida com ar. Há dois tipos de 
íleo: (1) adinâmico ou paralitico; (2) mecânico. O íleo adinâmico ou paralitico é devido à 
cessação da peristalse. Sem estas contradições involuntárias, semelhantes a ondas, o intestino 
encontra-se flácido e incapaz de propelir seu conteúdo para a frente. As causas do íleo 
adinâmico ou paralitico incluem infecção como a peritonite ou apendicite, presença de 
determinadas drogas, ou uma complicação pós-cirúrgica. 
Na obstrução mecânica, há um bloqueio físico do intestino. Ela pode ser causada 
por tumor, adesões ou hérnias. 
Contra-Indicações 
Há duas contra-indicações estritas aos estudos contratados do trato intestinal. 
Primeira, pacientes pré-cirúrgicos e aqueles com suspeita de perfuração de víscera oca não 
devem receber sulfato de bário. Em seu lugar, deve ser usado contraste iodado, hidrossolúvel. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
40 
Em pacientes jovens ou desidratados, deve-se ter cuidado adicional ao usar um contraste 
hidrossolúvel. Devido à sua natureza hipertônica, eles tendem a retirar água para o intestino, 
levando a aumento da desidratação. 
Segunda, o sulfato de bário por via oral é contra-indicado em pacientes com possível obstrução 
do intestino grosso. Primeiro deve ser excluída uma obstrução do intestino grosso com a rotina 
para abdome agudo e o enema baritado. 
Procedimentos no intestino delgado 
São usados quatro métodos para estudar o intestino delgado radiologicamente. Os métodos 1 
e 2 são os mais comuns. Os 3 e 4 são realizados se os 1 e 2 forem insatisfatórios ou contra-
indicados. 
1. Associação estômago-duodenal-intestino delgado 
2. Seriografia apenas do intestino delgado 
3. Enteroclise 
4. Método de intubação 
1. Associação de Seriografia GI Alta-Seriografia do Intestino Delgado 
Para um procedimento de seriografias 
GI alta do intestino delgado associadas,primeiro é 
realizado uma seriografia Gi alta. Após o estudo 
gástrico de rotina, o progresso do bário é 
acompanhado através de todo o intestino delgado 
durante a seriografia GI alta de rotina, o paciente 
deve ter ingerido um copo cheio ou 240ml de 
mistura de sulfato de bário. Para qualquer exame do 
intestino delgado, deve ser anotado o horário exato 
em que o paciente começou a ingerir bário, porque o 
momento das radiografias seqüenciais baseia-se na 
ingestão deste primeiro copo de bário. 
Após a conclusão da floroscopia e 
radiografia de rotina do estomago. O paciente 
recebe mais um copo de bário. Também deve ser 
anotado o horário em que isso é realizado. Pode ser 
difícil para ele ingerir o segundo copo de bário, pois a quantidade é muito grande. Trinta 
minutos após a ingestão inicial de bário, é realizado uma radiografia PA do intestino delgado 
proximal. Esta primeira radiografia da seriografia do intestino delgado (marcada “30 minutos”) 
geralmente é realizada cerca de 15 minutos após a conclusão da seriografia GI alta. 
As radiografias são realizadas a intervalos específicos em toda a seriografia do 
intestino delgado ate a coluna de sulfato de bário atravesse a válvula ileocecal progrida para o 
cólon ascendente. Nas duas primeiras horas na seriografia do intestino delgado, as radiografias 
geralmente são realizados a intervalos de 15 a 30 minutos. Torna-se necessário continuar o 
exame alem do tempo de 2 horas, a seguir geralmente são realizadas radiografias a cada hora 
ate que o bário atravesse a válvula ileocecal. 
Inspeção das radiografias: assim que cada radiografia na seriografia do intestino delgado é 
relevado, deve ser examinado pelo radiologista. O médico pode desejar examinar qualquer 
área suspeita sob o fluoroscopia ou requisitar radiografias adicionais. 
Estudo Fluoroscópico: a região do íleo terminal e da válvula ileocecal geralmente é estudada 
por fluoroscopia. A imagem de detalhes do íleo terminal geralmente indica conclusão do 
exame. 
O paciente mostrado na Fig. ao lado (Pag. 219) esta em posição de sob o cone de 
compressão que quando abaixado contra o abdome espalhará alças de íleo para melhor 
visualização da válvula ileocecal. 
Radiografias Tardias: o radiologista pode solicitar radiografias tardias a fim de acompanhar o 
bário por todo o intestino grosso. Uma refeição com bário administrada por via oral geralmente 
alcança o reto em 24 horas. 
2.Seriografia Apenas do Intestino Delgado 
A segunda possibilidade para o estudo do intestino delgado é a seriografia apenas 
do intestino delgado, conforme resumido adiante. Para cada exame contrastado, incluindo a 
seriografia do intestino delgado, deve ser realizado uma radiografia simples antes da 
introdução do contraste. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
41 
Para a seriografia apenas do intestino delgado, o paciente ingere 2 copos de 
bário, e o horário é anotado. Dependendo do protocolo do departamento, primeira radiografia é 
feita 15 ou 30 minutos após a conclusão da ingestão de bário. Esta primeira radiografia inclui 
centralização alta para incluir o diafragma. São feitas radiografias a cada 3 minutos durante 2 
horas, com radiografias a cada hora a seguir, ate que o bário chegue ao ceco e/ou cólon 
ascendente. Na seriografia de rotina do intestino delgado, o sulfato de bário regular comumente 
chega ao intestino grosso dentro de 2 ou 3 horas, mas isso varia muito entre os pacientes. 
A fluoroscopia com imagens de detalhes utilizando um cone de compressão pode 
ser novamente uma opção para melhor visualizar a válvula ileocecal. 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS PARA O INTESTINO DELGADO 
Em determinadas situações é necessário uma avaliação mais ampla do intestino 
delgado. O procedimento de enteróclise é um método de duplo contraste para avaliação do 
intestino delgado. O método de intubação proporciona a introdução direta de contraste do 
intestino delgado. 
3.Enteróclise (Procedimento do Intestino Delgado Com Duplo Contraste) 
Enteroclise descreve a injeção de um nutriente ou liquido medicinal do intestino. No contexto 
de um procedimento radiológico do intestino delgado, refere-se a um estudo no qual o paciente 
é intubado sobre controle fluroscopio com um cateter de enteróclise especial, que atravessa o 
estômago, passando pelo duodeno ate a região da junção duodenojejunal (ligamento de 
Treitz). Primeiro, uma suspensão de bário de alta densidade 
é injetada através deste cateter. A seguir, é injetado ar ou 
metilcelulose no intestino para distendê-lo e produzir um 
efeito de duplo contraste a metilcelulose é preferida, pois 
adere ao intestino enquanto o distende. Este efeito de duplo 
contraste dilata as alças do intestino delgado enquanto. As 
aumenta a visibilidade da mucosa. Isso leva a maior 
precisão de estudo. 
As desvantagens da enteróclise são maior 
desconforto do paciente, maior tempo de exame em 
comparação com uma seriografia do intestino delgado 
padrão, e a possibilidade de perfuração intestinal durante o 
posicionamento do cateter. 
A enteróclise é considerada ideal para 
pacientes com história clínica de obstrução do intestino 
delgado, doença de Crohn ou síndrome de malabsorção. 
Após o enchimento apropriado do intestino 
delgado com o contraste, o radiologista fará as imagens em 
detalhes fluoroscópicas apropriadas. O tecnólogo em 
radiologia pode ser solicitado a realizar várias incidências 
do intestino delgado incluindo AP, PA, oblíquas, 
possivelmente em ortostatismo. 
Após a conclusão do procedimento, o 
cateter é removido, e o paciente é incentivado a 
aumentar a ingestão de água e possivelmente laxativos. 
 A radiografia observada na (figura acima é um 
exemplo de enteróclise. A extremidade do cateter (setas 
pequenas) é observada no duodeno distal e não alcança 
ainda a junção duodenojejunal (ligamento de Treitz, ver 
seta superior grande). A introdução de metilcelulose 
dilata a luz do intestino, enquanto o bário reveste a 
mucosa. 
4. Método de Intubação (Estudo com Contraste 
Simples) 
A intubação gastrointestinal, algumas vezes 
denominada enema do intestino delgado, é técnica na 
qual um tubo nasogástrico é introduzido através do nariz 
do paciente, esôfago, estômago e duodeno e alcança o 
jejuno na figura. Esta radiografia demonstra a 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
42 
extremidade do tubo (setas pequenas) e forma uma alça na parte inferior do estômago, não 
havendo alcançado o duodeno. As alças de intestino delgado estendidas cheias de ar 
demonstrado níveis hidroaéreos indicam algum tipo de obstrução do intestino delgado. 
Este procedimento é realizado para fins de diagnóstico e tratamento. O 
procedimento de intubação diagnóstica pode ser denominada enema do intestino delgado. Um 
tubo de luz única é introduzido até o jejuno proximal. A colocação do paciente em uma posição 
OAD pode auxiliar na passagem do tubo do estômago para o duodeno por ação peristáltica 
gástrica. A seguir, injeta-se um agente iodado hidrossolúvel ou uma suspensão de sulfato de 
bário fina, através do tubo. São feitas radiografias a intervalos determinados de forma 
semelhante a uma seriografia padrão do intestino delgado. 
O procedimento de intubação terapêutica freqüentemente é realizado para aliviar a 
distensão pós-operatória ou descomprimir uma obstrução do intestino delgado. Um cateter de 
luz dupla é colocado no estômago. Pode ser instilado mercúrio na luz externa para ajudar no 
avanço do cateter. Através da peristalse, o cateter é avançado até o jejuno. Pode-se solicitar 
ao tecnólogo em radiologia que realize radiografias a intervalos marcados para determinar se o 
cateter está avançado. O gás e o excesso de líquidos podem ser retirados através do cateter. 
Uma parte opcional deste estudo pode incluir fluoroscopia na qual o tubo pode ser 
guiado até o duodeno pelo uso de compressão e manipulação manual. 
Preparo do Paciente 
O preparo do paciente para uma seriografia do intestino delgado é idêntico àquele 
para uma seriografia alta. Na verdade, o método maiscomum de estudo do intestino delgado é 
uma associação dos dois exames em um exame longo com a seriografia do intestino delgado 
sucedendo a seriografia do estômago e duodeno. 
O objetivo do preparo do paciente para a seriografia alta ou para a seriografia do 
intestino delgado é um estômago vazio. Os alimentos e os líquidos devem ser suspensos por 
no mínimo 8 horas antes destes exames. Além disso, o paciente não deve fumar cigarros ou 
mascar chiclete durante o período de dieta zero. 
Precauções na Gravidez 
Se o paciente for do sexo feminino, deve ser obtida a história menstrual. A 
irradiação da gravidez inicial é uma das situações mais perigosas na radiologia diagnóstica. 
Exames radiológicos como a seriografia do intestino delgado ou o enema baritado que incluem 
a pelve e o útero no feixe primário, e que incluem fluoroscópia, só devem ser realizados em 
gestantes se absolutamente necessários. 
Qualquer exame radiológico do abdome de uma mulher potencialmente grávida 
deve ser orientado pela “regra 10 dias”. Este é o único período em que se pode excluir a 
gravidez com segurança. As radiografias e fluoroscopia abdominais de uma gestação 
conhecida devem ser retratadas no mínimo até o terceiro trimestre, ou não devem ser 
realizadas. Geralmente a única situação em que estes exames GI são realizados com 
gestações conhecidas é quando os benefícios superam os riscos conforme determinado pelo 
radiologista e o médico solicitante. 
Preparo da Sala de Radiologia 
O preparo da sala de radiologia depende do tipo de seriografia do intestino 
delgado a ser realizado. Para a associação do estudo do estômago/duodeno e intestino 
delgado, o preparo da sala é exatamente igual àquele para uma seriografia alta. É necessário 
outro copo cheio (240ml) de mistura de sulfato de bário. As radiografias iniciais da seriografia 
do intestino delgado podem ser feitas em qualquer sala de radiologia geral, exceto se o 
radiologista desejar o fluoroscópio para o abdome do paciente antes da ingestão da mistura de 
sulfato de bário. A maioria das radiografias seqüenciais em qualquer seriografia do intestino 
delgado é realizada em uma sala de radiologia geral. 
Para os métodos de enteróclise e intubação, é necessária uma sala de 
fluoroscopia geral, pois o tubo nasogástrico deve ser introduzido até o intestino delgado 
proximal. 
Métodos de Imagem 
Qualquer radiografia feita na mesa Bucky durante a seriografia do intestino 
delgado é feita em filme de 35x43cm, a fim de visualizar ao máximo o intestino delgado.a 
radiografia localizada de porções selecionadas do intestino delgado é realizada em filme 
menor. 
A posição de decúbito ventral geralmente é usada durante a seriografia do 
intestino delgado, exceto se o paciente for incapaz de assumir tal posição. O decúbito ventral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
43 
permite compreensão abdominal para separar as varias alças de intestino e criar um maior grau 
de visibilidade. 
Para radiografia em 30 minutos, o filme é colocado suficientemente alto para 
incluir o estômago. Isso requer centralização longitudinal no buldo duodenal e centralização 
laterolateral no plano mediossargital. Aproximadamente três quartos do filme devem extender-
se acima da crista ilíaca. Como a maior parte do bário estará no estomago e no intestino 
delgado proximal, deve ser utilizada uma técnica de alta KVp nesta radiografia inicial. 
Todas as radiografias após a exposição inicial em 30 minutos devem estar 
centralizada na crista ilíaca. Para as radiografia de 1 hora e posteriores podem ser usadas 
técnicas de quilovoltagem media, pois o bário espalha-se mais através do canal alimentar e não 
fica concentrado no estomago. O estudo em detalhes do íleo terminal geralmente completa o 
exame. 
 
SERIOGRAFIA GI ALTA E/OU SERIOGRAFIA DO INTESTINO DELGADO 
1. Não comer, beber, fumar ou mascar chiclete após à meia noite. Qualquer medicamento 
antiespasmódico deve ser preferencialmte interrompido antes do exame. O kit de preparo 
Fleet III pode ser comprado na maioria das farmácias. A Baptist Medical Center Pharmacy 
coloca este kit juntamente com as drogas Revco Thrifty. Por favor, telefonar para a sua 
farmácia se tiver quaisquer dúvidas. 
 
ENEMA BARITADO (EB OU SERIOGRAFIA GI 
BAIXA) 
Definição 
O estudo radiológico do intestino grosso é 
comumente denominado enema baritado. Requer o uso 
de um contraste para demonstrar o intestino grosso e 
seus componentes. Outras designações incluem EB ou 
seriografia GI baixa. 
Tipos de exames (Procedimentos) GI Baixos 
Há três tipos de exames radiológicos do intestino grosso 
que serão descritos e demonstrados neste capitulo. 
(1) Enema Baritado com contraste simples 
(2) Enema baritado com duplo contraste 
(3) Defecograma 
Objetivos 
O objetivo do enema baritado é estudar 
radiologicamente a forma e a função do intestino grosso, 
bem como detectar quaisquer condições anormais. 
Tanto o enema baritdo com contraste simples quanto o com duplo contraste incluem um estudo 
de todo o intestino grosso, enquanto o defecograma é um estudo funcional da porção distal, 
isto é o ânus e o reto. 
Indicações clínicas 
As indicações clínicas no enema baritado incluem: 
• Colite 
• Diverticulose/diverticulite 
• Neoplasias 
• Volvo 
• Intussuscepção 
• Apendicite 
Colite é uma condição inflamatória do intestino 
grosso que pode ser causada por muitos fatores, 
incluindo infecção bacteriana, dieta, estresse e 
outras condições ambientais. Uma forma grave 
de colite é a colite ulcerativa. É uma condição 
crônica que freqüentemente leva ao 
desenvolvimento de úlceras semelhantes a 
moedas na parede mucosa. Estas úlceras podem 
ser observadas durante o enema baritado. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
44 
O divertículo é uma saliência da mucosa resultante de uma herniação da parede interna do 
cólon. Embora seja uma condição relativamente benigna e possa ocorrer em todo o cólon. A 
condição de possuir numerosos divertículos é chamada diverticulose. Se estes divertículos 
forem infectados, a condição passa a ser denominada diverticulite. Um paciente pode 
desenvolver peritonite se um divertículo perfurar a parede mucosa. 
 Os divertículos apresentam-se como pequenos defeitos circulares na parede 
do cólon. 
 
Neoplasias ou tumores são comuns no intestino grosso. Embora ocorram tumores benignos, o 
carcinoma do intestino grosso é uma importante causa de morte tanto em homens quanto em 
mulheres. Estes tumores cancerosos freqüentemente circundam a luz do cólon. A aparência 
radiológica leva a termos descritivos como lesões em “mordida de maçã” ou “anel de 
guardanapo”. Tanto tumores benignos quanto malignos podem começar como pólipos. O 
pólipo é um pequeno crescimento que se estende a partir da parede da mucosa. (estes não 
são iguais ao divertículo descrito anteriormente.) o enema baritado com duplo contraste é útil 
na detecção de pólipos. 
 
Volvo é a torção de uma parte do intestino sobre seu próprio mesentério. O suprimento 
sanguíneo par a porção torcida é comprometido levando à obstrução e necrose ou morte 
localizada do tecido. Embora possa ocorrer em porções do jejuno ou íleo, os locais mais 
comuns são o ceco e o cólon sigmóide. 
 
Intussucepção é a telescopagem de uma parte do intestino dentro de outra. É observada 
freqüentemente em lactentes. Um enema baritado ou um enema com ar pode desempenhar 
um papel terapêutico na desinvaginação do intestino envolvido. A intussucepção deve ser 
resolvida rapidamente ou pode levar à obstrução e necrose do intestino. 
 
Apendicite: Pode ser realizado um enema baritado para excluir apendicite. Esta pode ser 
causada por infecção ou por bloqueio dos vasos sanguíneos que nutrem o apêndice. Algumas 
vezes pode haver desenvolvimento de massa fecal próximo à face do apêndice, interrompendo 
o suprimento de sangue para esta. Esta massa é denominada apendicolito. O enema baritado 
pode ser útil na identificação de um possível apendicolito ou do apêndice inflamado. 
Contra-indicação 
As contra- indicações ao enemabaritado são semelhantes aquelas descritas para 
a seriografia do intestino delgado. Uma revisão cuidadosa do prontuário e da história clínica do 
paciente pode ajudar a evitar problemas durante o procedimento. 
É importante rever o prontuário do paciente para determinar se o paciente foi 
submetido a uma sigmoidoscopia ou colonoscopia antes do enema baritado. Se foi realizada 
uma biópsia do cólon durante estes procedimentos, a porção envolvida da parede do cólon 
pode estar enfraquecida, o que pode levar à perfuração durante o enema baritado. O 
radiologista deve ser informado desta situação antes do inicio do procedimento. 
 
 
 
 
PROCEDIMENTO NO ENEMA BARITADO 
Preparo do Paciente 
O preparo do paciente para um enema baritado é mais complicado que o preparo 
para o estômago e o intestino delgado. Entretanto, o objetivo final é o mesmo. A porção do 
canal alimentar a ser examinada deve estar vazia. A limpeza completa de todo o intestino 
grosso é de extrema importância para o estudo contrastado satisfatório do intestino grosso. 
 
Contra-indicações aos Catárticos 
Determinadas condições contra-indicam o uso de catárticos muito eficazes ou 
purgativos necessários para limpar completamente o intestino grosso. Estas exceções são: (1) 
sangramento macroscópico, (2) diarréia intensa, (3) obstrução e (4) lesões inflamatórias como 
apendicite. 
Um catártico ou purgativo é uma substancia que produz movimentos intestinais 
freqüentes, moles ou líquidos. Estas substâncias aumentam a peristalse no intestino grosso, e 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
45 
ocasionalmente também no intestino delgado, por irritação das terminações nervosas 
sensoriais na mucosa intestinal. Este aumento da peristalse acelera enormemente o conteúdo 
intestinal através do sistema digestivo. 
 
Duas Classes de Catárticos 
Podem ser prescritas duas classes diferentes de catárticos. A primeira é a dos 
catárticos irritantes como o óleo de rícino; e a segunda é a dos salinos, tal como o citrato de 
magnésio ou sulfato de magnésio. Para obter melhores resultados, os procedimentos de 
limpeza intestinal devem ser especificados nos folhetos de instruções aos pacientes tanto para 
os internados quanto para os ambulatoriais. Um tecnólogo em radiologia deve estar 
completamente familiarizado com o tipo de preparo usado em cada departamento de 
radiologia. A importância do intestino limpo para um enema baritado, e principalmente para um 
enema baritado com duplo contraste, deve ser enfatizada. O material fecal retido pode encobrir 
a anatomia normal ou fornecer falsa informação diagnóstica, devendo o exame ser remarcado 
após preparo adequado. 
Preparo da Sala de Radiologia 
Deve-se preparar a sala de radiologia 
antes da chegada do paciente. A sala de 
fluoroscopia e a mesa de exame devem ser 
limpas e arrumadas para cada paciente. Deve-se 
ajustar o painel de controle para fluoroscopia com 
os fatores técnicos apropriados selecionados. O 
temporizador de fluoroscopia deve ser ajustado 
em seu máximo, geralmente 5 minutos. O 
seriógrafo deve estar em ordem de funcionamento 
apropriada, e o suprimento de chassis deve estar 
à mão. Devem ser fornecidos o número e o 
tamanho apropriados de chassis convencionais, 
assim como aventais e luvas de chumbo protetores para o radiologista. Além de aventais de 
chumbo para todas as outras pessoas que permanecerão na sala. A mesa de fluoroscopia 
deve estar colocada na posição horizontal, com forro à prova d’água ou almofadas 
descartáveis colocadas sobre o tampo da mesa. A proteção à prova d’água é essencial no 
caso de evacuação prematura do enema. 
Geralmente não é necessária prancha para os pés no EB, podendo ser removida. 
A bandeja Bucky deve estar posicionada na extremidade da mesa correspondente aos pés se 
o tubo de fluoroscopia estiver localizado sob o tampo da mesa. Posicionar o pedal de controle 
de radiação apropriadamente para o radiologista ou preparar a área de controle remoto. Devem 
estar facilmente disponíveis lenços, toalhas, roupa de cama para troca, urinol, roupões 
adicionais, um refrigerador do ar ambiente e uma lata de lixo. Preparar o meio ou os meios de 
contraste apropriados(s), recipiente, tubo e sonda do enema. Deve ser fornecido um 
lubrificante apropriado para a sonda do enema. O tipo de sulfato de bário usado e a 
concentração da mistura variam consideravelmente, dependendo das preferências da 
radiologista e do tipo de exame a ser realizado. 
 
 
Equipamentos e Suprimentos 
Recipientes para Enema baritado: É usado um recipiente 
de enema do tipo sistema fechado para administrar o 
sulfato de bário ou a associação sulfato de bário e ar 
durante o enema baritado ver figura ao lado. Este sistema 
de bolsa de enema baritado descartável do tipo fechado 
substitui o sistema aberto antigo por conveniência e para 
reduzir o risco de infecção cruzada. 
Este sistema observado na fotografia 
demonstra a bolsa de enema descartável com uma 
quantidade predeterminada de sulfato de bário. Uma vez 
misturada, a suspensão desce por seu próprio tubo 
conectivo, e o fluxo é controlado por uma válvula 
reguladora plástica. Uma sonda de enema é colocada na 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
46 
extremidade do tubo introduzido no reto do paciente. 
Após o exame, grande parte do bário pode ser drenada de volta para a bolsa, 
posicionando-se os sistemas abaixo do nível do tampo da mesa. Toda a bolsa e o tubo são 
desprezados após um único uso. 
Sondas de Enema: Existem vários tipos 
e tamanhos de sondas de enema ver 
figura ao lado. As três sondas de enemia 
mais comuns são (A) a descartável de 
plástico, (B) a de retenção retal e (C) as 
sondas de enema de retenção de 
contraste-ar. Todas estas são 
consideradas sondas de enema 
descartáveis, de único uso. 
As sondas de retenção 
descartáveis retais (B) e (C) (algumas 
vezes denominadas cateteres de 
retenção) são usadas naqueles pacientes 
com um esfíncter anal relaxado, ou 
naqueles que, por qualquer razão, não podem reter o enema. Estes cateteres de retenção retal 
consistem em um tubo de luz dupla com um balão de borracha fino na extremidade distal (2). 
Este balão pode ser cuidadosamente insuflado com ar através de um pequeno tubo (3) para 
auxiliar o paciente na retenção do enema baritado. Estes cateteres de retenção devem ser 
totalmente insuflados apenas com orientação fluoroscópica pelo radiologista, devido aos 
possíveis riscos de ruptura intestinal. Por causa do desconforto para o paciente, o balão não 
deve ser totalmente insuflado até que comece o procedimento de fluoroscopia. 
É necessário um tipo especial de sonda retal (C) para injetar ar através de um 
tubo separado (5) que se mistura ao tubo de bário (4) quando entra no cólon para EB com 
duplo contraste. 
Preparo do Contraste 
O preparo do contraste para um kit de enema baritado de sistema fechado é 
especificado pelo fabricante. As instruções de mistura fornecidas pelo fabricante devem ser 
seguidas com precisão. 
Foi debatida a temperatura da água usada para preparar a suspensão de sulfato 
de bário. Alguns especialistas recomendam o uso de água fria (4,4 a 7,2°C) no preparo do 
contraste. Afirma-se que a água fria possui um efeito anestésico sobre o cólon e aumenta a 
retenção do contraste. Críticos afirmaram que a água fria pode levar ao espasmo do cólon. 
A água em temperatura ambiente é recomendada pela maioria dos especialistas 
para produzir um exame mais bem-sucedido com máximo conforto para o paciente. O 
tecnólogo em radiologia NUNCA deve usar água quente para preparar o contraste. Ela pode 
queimar a mucosa do cólon. 
Como o sulfato de bário produz uma suspensão coloidal, é importante agitar a 
bolsa de enema antes da introdução da sonda afim de evitar a separação do sulfato de bário e 
da água. 
O glucagon é uma droga freqüentemente administrada por via intravenosa para 
controlar o espasmo do cólon. Deve ser mantido no departamento para estas situações. 
Descrição da figura acima (fig.II, pág.224) 
A. Sonda de enema plástica. 
B.Sonda de retenção retal: 
1. Sonda de enema com orifício lateral e 
terminais. 
2. Balão de retenção insuflável. 
3. Tubo de ar para balão de insuflação. 
4. Extremidade fixada à tubulação da bolsa 
de enema para introduzir bário. 
C. Sonda de retenção com contraste de ar: 
1.4. Igual ao anterior. 
5. Tubo para introduzir ar no cólon. 
 
Preparo do Procedimento 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
47 
 Um paciente submetido a enema baritado é examinado vestindo um roupão 
hospitalar apropriado. É preferível um roupão de algodão com abertura e fitas nas costas. Nuca 
usar o tipo de roupão que deva ser removido pela cabeça. Algumas vezes, o roupão ficará sujo 
de fezes durante o exame. O paciente ambulatorial é instruído a remover toda a roupa, 
incluindo sapatos e meias. Devem ser fornecidos chinelos descartáveis no caso de perda de 
parte do bário no trajeto até o banheiro. 
Após a sala de fluoroscopia estar completamente preparada e o contraste estar 
pronto, o paciente é acompanhado até a sala de exame. Antes da introdução da sonda de 
enema, deve ser feita a anamese pertinente, e o exame deve ser cuidadosamente explicado. 
Como é essencial a cooperação do paciente e o exame pode ser algo 
embaraçante, deve-se tentar, ao máximo, tranqüilizá-lo a cada estágio do exame. 
A radiografia simples deve estar disponível para o radiologista. O paciente é 
colocado na posição de Sims antes da introdução da sonda de enema. 
Posição de Sims 
 A posição de Sims é mostrada na figura II ao lado, pág. 225. Solicita-se ao 
paciente que assuma a posição de decúbito 
lateral esquerdo e que se incline bem para a 
frente. A perna direita é refletida no joelho e no 
quadril, e colocada na frente da esquerda. O 
joelho esquerdo está confortavelmente fletido. A 
posição de Sims relaxa os músculos abdominais 
e diminui a pressão dentro do abdome. 
Durante o procedimento, cada fase 
da introdução do tubo retal deve see explicada ao 
paciente. Antes da introdução do tubo retal, a 
solução de sulfato de bário deve ser bem 
misturada. Antes da introdução, um pouco da 
mistura de bário deve ser desprezada em um receptáculo para assegurar que não haja ar no 
tubo na sonda do enema. 
 
Tubo Retal 
O tecnólogo em radiologia usa luva retal e envolve a sonda do enema em varias 
folhas de toalha de papel. A sonda retal é bem lubrificada com um lubrificante hidrossolúvel. 
Antes do exame, o paciente deve ser instruído a (1) manter o esfíncter anal firmemente 
contraído contra o tubo retal para mantê-lo na posição e evitar extravasamento, (2) relaxar os 
músculos abdominais para evitar aumento da pressão intra-abdominal e (3) concentrar-se na 
respiração pela boca para reduzir espasmos e cólica. Deve-se assegurar ao paciente que o 
fluxo de bário será interrompido durante a cólica. 
 
 
Introdução da Sonda do Enema 
Para introduzir a sonda do enema, ajustar a 
abertura do roupão do paciente para expor apenas a 
região anal. O restante do corpo deve estar bem 
coberto. Proteger o pudor do paciente ao máximo 
possível durante o enema baritado. A nádega direita 
deve ser levantada para abrir a prega glútea e expor o 
ânus. O paciente deve respirar profundamente algumas 
vezes antes da introdução da sonda do enema. Se a 
sonda não entrar com pressão suave, deve-se solicitar 
ao paciente que relaxe e auxilie se possível. A sonda 
NUNCA deve ser forçada, porque desta forma pode 
causar lesão no paciente. Como os músculos relaxam 
durante a expiração, a sonda deve ser introduzida 
durante esta fase da respiração. 
O reto e o canal anal apresentam uma curvatura dupla; portanto, o tubo primeiro é 
introduzido para a frente por aproximadamente 2,5 a 4cm. Esta introdução inicial deve ser feita 
em direção ao umbigo. Após a introdução inicial, o tubo retal é dirigido para cima e ligeiramente 
para a frente a fim de seguir a curvatura normal do reto. A introdução total da sonda não deve 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
48 
exceder 3 a 4 cm para evitar possível lesão da parede do reto. O tubo retal pode ser fixado 
com fita adesiva a fim de evitar que saia quando o paciente retomar à posição de decúbito 
dorsal para o início da fluoroscopia. Esta posição geralmente é de decúbito dorsal, mas pode 
ser de decúbito ventral dependendo da preferência do radiologista. 
Se for necessária a uma sonda do tipo retenção, a maioria dos departamentos 
permite que o tecnólogo instile um ou dois jatos de ar na extremidade do balão para ajudar a 
mantê-lo em posição. Entretanto, o balão só deve ser cheio ao máximo apenas sob controle 
fluoroscópico. 
 Rotina na Fluoroscopia 
O radiologista é chamado à sala de radiologia quando todo o preparo da sala e do 
paciente está concluído. Após a entrada do médico e do paciente, são discutidos a história do 
paciente e o motivo do exame. 
Durante a fluoroscopia com enema 
baritado, as obrigações gerais do tecnólogo são 
seguir as instruções do radilogista, auxiliar o 
paciente quando necessário e acelerar o 
procedimento. O tecnólogo também deve 
controlar o fluxo de bário e/ou ar, e trocar os 
chassis das imagens fluoroscópicas. O fluxo de 
bário será iniciado e interrompido várias vezes 
durante o EB. A cada vez que o radiologista 
solicita que o fluxo seja iniciado, o tecnólogo 
deve dizer “bário iniciado” após a liberação do 
clampe ou do hemóstato. A cada vez que o 
radiologista solicitar que o fluxo seja interrompido, o tecnólogo deve dizer “bário interrompido” 
após o tubo ser clampeado. 
São feitas muitas mudanças na posição do paciente durante a fluoroscopia. Estas 
mudanças de posição permitem melhor visualização de porções superpostas do intestino, bem 
como auxiliam no avanço da coluna de bário. As áreas do intestino grosso mais bem estudadas 
incluem o retossigmóide, as duas flexuras e o ceco. O tecnólogo pode eventualmente ajudar o 
paciente nas mudanças de posição, e observar para que o tubo não seja torcido ou 
acidentalmente puxado o exame. 
O procedimento fluoroscópico começa com um estudo geral do abdome e tórax do 
paciente. Se for necessária sonda de enema do tipo retenção, o balão de ar é insuflado sob 
controle fluoroscópico neste ponto. São realizadas várias radiografias de detalhes de porções 
selecionadas do intestino grosso, à medida que a coluna de bário prossegue de forma 
retrógada do reto para o ceco. Ao final do procedimento fluoroscópico, um pouco de bário reflui 
através da válvula ileocecal e são obtidas imagens fluoroscópicas daquela área. Geralmente há 
desconforto moderado quando o intestino grosso está totalmente cheio, de forma que o exame 
deve ser concluído o mais rapidamente possível. Radiografias na mesa Bucky de rotina são 
realizadas com o intestino cheio. 
TIPOS DE EXAMES (PROCEDIMENTOS) DO TRATO GI BAIXO 
 Três tipos específicos de exames e procedimentos radiológicos do trato GI baixo são os 
seguintes: 
(1) Enema baritado com contraste simples 
(2) Enema baritado com contraste duplo 
(3) Defecograma 
(1) Procedimento no enema baritado com contraste simples 
O enema baritado com contaste simples utiliza apenas um 
contraste positivo. Na 
maioria dos casos, o 
contaste é o sulfato de 
bário em uma mistura 
fina. Ocasionalmente, 
o contaste deverá ser 
uma substância 
hidrossolúvel. Caso o 
paciente vá ser levado 
a cirurgia após o EB, 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
49 
deve-se usar um contraste hidrossolúvel. Um exemplo de enema baritado com contrate simples 
que utiliza sulfato de bário como contraste é mostrado na figura ao lado. 
 
 
(2) Procedimento no enema baritado com contraste duplo 
Os procedimentos radiológicos e fluoroscópico para um 
enema baritado com contraste duplo são um pouco 
diferentes porque devem ser introduzidos ar e bário no 
intestino grosso. Nas figuras a direita é uma radiografia 
de um EB com contraste duplo feita em decúbito lateral 
direito. É essencial o intestino grosso absolutamente 
limpo para o estudo com contraste duplo, e é necessário 
uma mistura de bário muito mais espessa. Embora as 
proporçõesexatas dependam das preparações 
comerciais utilizadas, a proporção aproxima-se de uma 
mistura um para um, de forma que o produto final 
assemelhe-se a um creme espesso. 
Procedimento em dois estados: um método 
preferido para revestimento do intestino é utilizar 
um procedimento com contraste duplo, em dois 
estados. Inicialmente, permite-se que o bário 
espesso encha o lado esquerdo do intestino. (o 
objetivo da mistura de bário espesso é facilitar a 
adesão da mucosa). A seguir, é instalado ar no 
intestino, empurrando a coluna de bário através do 
lado direito. Permite-se então que o paciente 
evacue o Maximo de bário possível. 
O segundo estado consiste em 
insulflar o intestino com uma grande quantidade de 
ar e que desloca a principal coluna de bário para a 
frente, deixando apenas o bário aderido a mucosa. Estas etapas são realizadas sob controle do 
fluoroscopio, pois não se pode permitir que a coluna de ar entre na frente da coluna de bário. 
Este procedimento demonstra neoplasias na parede interna do intestino, que se 
projetam para a luz. Estas geralmente não seriam 
visíveis durante o estudo com o enema baritado de 
coluna cheia com contraste simples. 
Procedimento em Estágio Único: também pode ser 
usado um procedimento com contraste duplo em 
estagio único no qual o bário e o ar são instilados em 
um único procedimento, o que reduz o tempo e a 
exposição do paciente à radiação. Com esse método 
inicialmente instila-se pequena quantidade de bário de 
alta densidade no reto com o paciente em uma posição 
de Trendelenburg leve. O tubo de bário é então 
clampeado, e, com a mesa de uma posição horizontal, o 
paciente é colocado nas varias posições oblíqua e lateral após 
a adição de varias quantidades de ar com procedimento de 
contraste duplo. 
Seriografias (Durante Fluoroscopia): tanto nos estudos de 
contaste simples quanto nos estudos de contraste duplo, são 
obtidas seriografias para documentar qualquer área suspeita. 
Pode se solicitar ao paciente que rode varias vezes para 
distribuir melhor o ar e o bário com procedimento de contaste 
duplo. 
Radiografias pós-fluoroscopia: após fluoroscopia e antes de 
se permitir que o paciente esvazie o intestino grosso, deve ser 
obtidas uma ou mais radiografias do intestino cheio para 
procedimentos com contraste simples ou duplo. A sonda de 
enema padrão pode ser removida entes destas radiografias, 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
50 
pois isso pode tornar mais fácil manter o enema. Entretanto, algumas rotina de departamento 
mantém a sonda de enema durante o procedimento de imagem em mesa Bucky. A sonda do 
tipo retenção geralmente não é removida ate que o intestino grosso esteja pronto para ser 
esvaziado quando o paciente é colocado sobre um urinol ou sobre o sanitário. 
As Figuras demonstram a posição mais comum para o enema baritado de rotina. 
Esta é a incidência PA com um chassi 35x43cm 
centralizado em relação a crista ilíaca. A incidência PA 
com paciente em decúbito ventral é preferida em 
relação a um AP em decúbito dorsal, porque a 
compressão do abdome em decúbito ventral resulta em 
uma densidade radiológica mais uniforme de todo o 
abdome. 
O filme e o chassi devem estar 
centralizados para incluir a ampola retal na parte inferior 
da radiografia. Este posicionamento geralmente incluirá 
todo o intestino grosso com a exceção da flexura cólica 
esquerda. Pode ser aceitável cortar a flexura cólica 
esquerda nas radiografias se esta área for bem 
demonstrada em uma seriografia obtida previamente, 
entretanto, algumas rotinas de departamento podem 
incluir uma segunda imagem centralizada mais alta para 
incluir esta área em pacientes maiores. 
Também são realizadas outras incidências 
entes da evacuação do bário. Os procedimentos com 
contraste duplo geralmente exigem incidências em decúbito lateral e esquerdo com feixe de 
raios-x horizontal para demonstrar melhor as porções superiores ou cheias de ar do intestino 
grosso. Todas as radiografias pós-fluoroscopia devem ser obtidas o mais rapidamente 
possível, pois o paciente pode ter dificuldade em reter o bário. 
Uma vez obtido as radiografias pré-evacuação de rotina e quaisquer outras 
suplementares permiti-se que o bário seja expelido. Para o paciente que teve a sonda de 
enema removida, é necessária uma rápida ida ate um banheiro próximo. Para aquele que não 
pode ir ate o banheiro, deve ser fornecido um urinol. Para o que ainda esta conectado a um 
sistema fechado, é útil o simples abaixamento da bolsa plástica ate o nível do chão, permitindo-
se que a maior parte do bário retorne a bolsa. O protocolo do departamento determina como 
deve ser removida a sonda de retenção. Uma forma é primeiro plantear a sonda de retenção a 
seguir desconectá-la do tubo e recipiente de enema. Quando o paciente estiver seguro sobre 
um urinol ou vaso sanitário, o ar é liberado do balão, e a sonda é removida. 
Radiografia pós-evacuação: após a expulsão da maior parte do bário é obtida uma 
radiografia pós-evacuação. A radiografia pós-evacuação geralmente é feita em decúbito 
ventral, mais pode ser realizado em decúbito dorsal se necessário. A maior parte do bário deve 
ter sido eliminada se for retida muito bário, espera-se mais para que o paciente evacue e faz-se 
uma segunda imagem pós-evacuação. 
Sumario dos Aspectos de Segurança Durante o Procedimento de Enema Baritado 
A segurança durante o enema baritado é extrema importância. Cinco destes importantes 
aspectos de segurança incluem: 
(1) Rever o prontuário do paciente. Observar qualquer história clinica pertinente na 
requisição do exame e informar ao radiologista se o paciente foi submetido a uma 
sigmoidoscopia ou colonoscopia anterior ao enema baritado, principalmente se foi 
realizada biópsia. 
(2) Nunca forçar a entrada da sonda de enema no reto. Isso pode causar perfuração 
do reto. O radiologista introduzira a sonda de enema sob orientação fluoroscopica, se 
necessário. 
(3) A altura da bolsa de enema não deve exceder 60cm acima da mesa. Esta 
distância deve ser mantida antes do inicio do procedimento. O radiologista pode 
desejar aumentar a altura da bolsa durante o procedimento com a/base na velocidade 
de fluxo do contraste. 
(4) Verificar a temperatura da água do contraste. A água muito quente ou muito fria 
pode causar dano ao paciente ou comprometer o procedimento. 
(5) Acompanhar o paciente ate o banheiro após a conclusão. Um enema baritado 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
51 
pode ser muito estressante para determinados pacientes. Há casos de pacientes que 
desmaiam durante ou após a evacuação. 
 
Seriografia do Intestino Delgado 
 
Enema Baritado 
Incidência PA e/ou AP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Básicas 
• PA (a cada 15 a 30 min) 
Especiais 
• Enteróclise 
• Intubação 
Estruturas mais Bem Demonstradas 
Intestino delgado cheio de contraste. 
Posição do Paciente 
• Decúbito ventral (ou decúbito dorsal se o paciente não puder ficar em decúbito ventral), 
travesseiro para a cabeça. 
Respiração: Interromper a respiração e expor em expiração. 
Nota: A contagem do tempo começa a ingestão de bário. 
Os intervalos das radiografias dependem do tempo de transito do preparo de bário 
especifico usado e do protocolo do departamento. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
52 
Primeira radiografia em 30 minutos: Centralizar alto para incluir todo o estômago. 
(Algumas rotinas de departamento incluem a primeira radiografia aos 15 minutos, a seguir a 
cada 30 minutos.) 
Radiografias a intervalos de 30 minutos até que o bário grosso (geralmente 2 
horas). Se isso ultrapassar 2 horas, então as radiografias geralmente são feitas a intervalos de 
1 hora. 
O estudo geralmente é concluído quando o contraste atinge o ceco e/ou o cólon 
ascendente. 
A fluoroscopia e a seriografia da válvula ileocecal e do íleo terminal após o bário 
chegar a esta área são partes da rotina na seriografia do intestino delgado. Entretanto, isso é 
determinado pela preferência do radiologista e pelas rotinas do departamento.Critérios de Avaliação 
• Todo o intestino delgado é denominado em cada radiografia com o estômago incluído 
na primeira radiografia aos 15 e/ou 30 minutos. 
• Ausência de rotação evidenciada por simetria das asas ilíacas e vértebras lombares. 
• Técnica apropriada empregada para visualizar o intestino delgado cheio de contraste 
sem superexposição daquelas partes apenas parcialmente preenchidas com bário. 
• Identificação do paciente, marcadores de intervalo de tempo e marcador D ou E visíveis 
sem superposição da anatomia essencial. 
 
 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Todo o intestino grosso cheio de contraste. (A exceção pode ser a flexura cólica 
esquerda; ver notas adiante.) Tanto a PA quanto a AP geralmente são feitas com estudo de 
contraste duplo. 
Posição do Paciente 
• Decúbito ventral ou dorsal, travesseiro para a cabeça. 
Nota: Proceder o mais rapidamente possível. 
 Na maioria dos pacientes, a sonda do enema pode ser removida antes da imagem na 
mesa Bucky, exceto se estiver sendo usada uma sonda do tipo retenção, que geralmente não 
deve ser removida antes que o paciente esteja pronto para evacuar. 
 Incluir a ampola retal na margem inferior da radiografia. Determinar a política de 
departamento quanto à inclusão da flexura cólica esquerda em todos os pacientes se esta área 
for adequadamente incluída em seriografias durante a fluoroscopia (a maioria dos pacientes 
adultos requer 2 filmes para a inclusão desta área). 
 No paciente hiperrestênico, usar 2 filmes de 35x43 cm cada um, em sentido 
transversal, para incluir todo o intestino grosso. 
Critérios de avaliação 
• O cólon transverso deve estar primariamente cheio de bário na PA, e cheio de ar na AP em 
um estudo com contraste duplo. 
• Todo o intestino grosso deve ser demonstrado com a possível exceção da flexura cólica 
esquerda. (ver notas anteriormente.) 
• Ausência de rotação evidenciada por simetria dos quadris e asas ilíacas. 
• A técnica apropriada deve permitir a visualização de todo o intestino grosso cheio de ar e 
bário sem superexposição dos contornos da mucosa daquelas partes de intestino 
basicamente cheias de ar em um estudo com contraste duplo. 
 
Posição OAD 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
53 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Demonstra melhor a flexura cólica direta (hepática). O ceco e o cólon 
ascendente e sigmóide. 
Posição do Paciente 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
54 
• Semidecúbito ventral, rodado em uma oblíqua anterior direita a 35º a 45º. 
• Fornecer travesseiro para a cabeça. 
Notas: Proceder o mais rapidamente possível. 
Assegurar a inclusão da ampla retal na margem inferior do filme. Isso pode exigir 
centralização de uma segunda radiografia centralizada a 5 a 10 cm acima. Da crista para incluir 
a flexura cólica direita. 
Um paciente hiperestênico pode exigir dois filmes em sentido transversal para 
incluir todo o intestino grosso. 
Se o paciente não puder ficar em decúbito ventral, também pode-se fazer como 
OPE para visualizar a flexura cólica direita. 
Critérios de avaliação 
• A flexura cólica direita e os cólons ascendente e sigmóide são observados “abertos” 
sem superposição significativa. 
• Todo o intestino grosso está incluído com a possível exceção da flexura cólica esquerda 
que é mais bem demonstrada em posição OAE. 
• A ampola retal deve estar incluída na margem inferior da radiografia. 
• A técnica apropriada deve permitir a visualização do intestino grosso cheio de contraste 
sem significativa superexposição de qualquer porção. 
 
Posição OAE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
55 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Demonstrar melhor a flexura cólica esquerda (esplênica) e o cólon descedente. 
Posição do Paciente 
• Semidecúbito ventral, rodado em uma oblíqua anterior esquerda a 35º a 45º. 
• Fornecer travesseiro para a cabeça. 
Nota: Proceder o mais rápido possível. 
A maioria dos pacientes adultos requer centralização aproximadamente 5 cm mais 
alta para incluir a flexura cólica esquerda, o que geralmente cortará a parte inferior do 
intestino grosso; a seguir, é necessário um segundo filme centralizado a 5 a 7,5 cm mais baixo 
para incluir a área retal. 
Se o paciente não puder ficar em decúbito ventral, também pode ser feita uma 
OPD para visualizar a flexura cólica esquerda. 
Critérios de avaliação 
• Flexura cólica esquerda deve ser observada aberta sem superposição significativa. 
• O cólon descedente deve ser bem demonstrado. 
• Todo o intestino grosso deve estar incluído. (ver notas.) 
• A técnica apropriada deve permitir a visualização do intestino grosso cheio de contraste 
sem superposição significativa de qualquer porção. 
 
Posição OPE OD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
56 
 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Intestino grosso cheio de contraste. 
OPE: Demonstra melhor flexura cólica direita (hepática), porções ascedente, do ceco e do 
sigmóide (semelhante à posição OAD). 
OPD: Demonstra melhor a flexura cólica direita (esplênica) e a porção descedente 
(semelhante à posição OAE). 
Posição do Paciente 
• Semidecúbito dorsal, rodado em 35º a 45º para as obliquas posteriores direita e esquerda. 
• Fornecer travesseiro para a cabeça. 
Notas: Proceder o mais rapidamente possível . 
Assegurar a inclusão da ampola retal. 
A maioria dos pacientes adultos requer um segundo filme centralizado a 5 a 7,5 
cm mais alto na OPD para a inclusão da flexura cólica esquerda (esplênica). 
Um paciente hiperestênico pode necessitar de dois filmes transversais para incluir todo o 
intestino grosso. 
Critérios de avaliação 
OPE: A flexura cólica direita (hepática) e as porções ascedente e retossigmóide devem 
apresentar-se “abertas” sem superposição significativa. 
• Deve ser incluído todo o intestino grosso cheio de contraste incluindo a ampola retal. (ver 
notas.) 
• A técnica apropriada deve permitir a visualização do intestino grosso cheio de contraste 
sem superexposição significativa de qualquer porção. 
OPD: A flexura cólica esquerda (esplênica) e as porções descedentes devem apresentar-se 
“abertas” sem superposição significativa. (É necessária uma segunda radiografia centralizada 
mais baixa para incluir a área retal na maioria dos pacientes adultos a fim de que esta área seja 
incluída nestas radiografias pós-fluoroscopia na mesa Bucky, ver notas.) 
 
Posição Lateral do Reto – Decúbito Lateral ou Ventral 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
57 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Vista lateral da regiao retossigmóide. Pode ser feita uma lateral esquerda ou direita 
para demonstrar esta área. Laterais em decpubito ventral também podem demonstrar esta 
região, principlamente com estudo contrastado duplo. 
Critérios de avaliação 
• A região retossigmóide cheia de contraste é demonstrada centralizada no filme. 
• A ausência de rotação evidenciada por quadris superpostos. 
• Técnica apropriada empregada para demonstrar estas áreas atraves da pelve e quadris 
supepostos. 
 
Posição de Decúbito Lateral Direito(AP) 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
58 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enema Baritado 
Básicasde incisura cardíaca. Esta porção abdominal distal 
do esôfago curva-se subitamente em uma porção levemente 
expandida do esôfago denominada antro cardíaco. 
A abertura ou o orifício que deixa a porção distal 
do estômago e designada óstio pilórico, algumas vezes 
chamado apenas de piloro. O esfíncter pilórico neste orifício 
muscular espesso que relaxa periodicamente durante a 
digestão para permitir que o conteúdo gástrico passe para a 
primeira parte do intestino delgado, o duodeno. 
A pequena curvatura, que se estende ao longo 
da borda direita ou medial do estômago, forma uma borda 
côncava à a medida que se situa entre as aberturas cardíacas 
e pilórica. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
5 
A grande curvatura estende-se ao longo da borda 
direita ou medial do estômago. A grande curvatura é quatro a 
cinco vezes mais longa que a pequena. 
Subdivisões do Estômago. 
O estômago é composta de três subdivisões 
principais: o fundo, o corpo, porção pilórica. O fundo é aquela 
porção alargada situada ao lado e acima do óstio cardíaco. A 
porção superior do estômago, incluindo o antro cardíaco do 
esôfago, está relativamente fixada ao diafragma e tende a 
deslocar-se com o movimento do diafragma. Na posição 
ortostática, o fundo é geralmente preenchido de ar deglutido. 
A extremidade inferior do corpo gástrico tem uma 
área parcialmente contraída que separa o corpo da porção 
pilórica do estômago. Esta incisura ou área anular contraída é 
denominada incisura angular. 
A porção terminal menor do estômago à direita ou 
medial à incisura angular é a região pilórica do estômago que 
termina no esfíncter ou óstio pilórico. 
A porção pilórica do estômago é freqüentemente 
dividida em duas partes, (1) o antro pilórico, mostrado como uma 
pequena dilatação imediatamente distal à incisura angular, e (2) 
o canal pilórico estreitado, que termina no esfíncter pilórico. 
 
Pregas Gástricas - Rugas 
Quando o estômago esta vazio, o revestimento 
interno forma numerosas pregas longitudinais denominadas 
pregas gástricas, comumente chamadas de rugas. Acredita-se 
que o canal gástrico, formado por rugas ao longo da pequena 
curvatura, conduza os líquidos diretamente para o piloro. 
 Posição do Estômago 
 A ilustração ao lado mostra a orientação típica do 
estômago médio, vazio na incidência frontal e lateral. O fundo, 
além de ser a porção mais superior do estômago, está localizado 
posterior ao corpo do estômago. O corpo pode ser observado 
curvando-se inferior do corpo gástrico. 
 
Distribuição de Ar-Bário no Estômago 
Se um indivíduo bebesse uma mistura de sulfato de 
bário e água, juntamente com algum ar, a posição do corpo da 
pessoa determinaria a distribuição do bário e do ar dentro do 
estômago. As ilustrações mostram o ar como preto e a mistura 
de sulfato de bário como branco. 
O desenho à direita representa o estômago de uma 
pessoa em decúbito dorsal. Nesta posição, o bário seguirá para 
o fundo e as porções superiores do estômago, enquanto o ar 
ascenderá até a extremidade distal do estômago incluindo a 
porção pilórica. 
Ao se estudarem radiografias do estômago que 
contém ar e sulfato de bário em decúbito, pode-se determinar a 
posição do paciente pelas localizações relativas de ar em 
relação ao bário. 
O desenho do meio mostra o estômago de uma pessoa em decúbito ventral. 
Como o fundo sita-se mais posterior que a porção inferior do corpo do estômago, o ar será 
encontrado basicamente no fundo,enquanto o bário descerá para a parte inferior do corpo e 
para a porção pilórica do estômago. 
O desenho à esquerda representa o estômago de uma pessoa em posição 
ortostática. Nesta posição, o ar ascenderá para ocupar o fundo, enquanto o bário descerá pela 
ação da gravidade para ocupar a porção pilórica do estômago. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
6 
O revestimento de ar-bário tenderá a ser uma linha reta na posição ortostática em 
comparação com as posições de decúbito ventral e dorsal. 
 
 
DUODENO 
A quinta e ultima parte do Sistema GI alto a ser 
estudada é o duodeno, a primeira porção do intestino delgado. 
Como o duodeno é examinado radiologicamente durante a 
seriografia GI alta de rotina, será estudado, enquanto o restante 
do intestino delgado será estudado com o sistema GI baixo. 
O duodeno tem cerca de 25 cm de comprimento e é 
porção mais curta, mais larga e mais fixa do intestino delgado. 
O desenho na figura ao lado demonstra que o 
duodeno em forma de C está intimamente relacionado à cabeça 
do pâncreas. A cabeça do pâncreas, aninhada na alça em C do 
duodeno, foi afetuosamente denominada por determinados 
autores o “romance do abdome”. 
O duodeno e o pâncreas são estruturas 
retroperitoneais, isto é, estão localizados atrás do peritônio 
parietal, conforme descrito e ilustrado no próximo capitulo sobre o 
sistema GI baixo. 
 
Quatro Partes do Duodeno 
O duodeno tem o formato de uma letra C e consiste 
em quatro partes. A primeira porção (superior) começa no piloro. 
A primeira parte da porção superior é denominada bulbo 
duodenal. Tem formato algo semelhante ao da ponta de uma 
seta. O bulbo duodenal é facilmente localizado durante estudos 
com bário de trato GI alto e deve ser cuidadosamente estudado, 
pois esta área é um local comum de úlcera. 
A segunda parte do duodeno é a segunda porção 
(descendente), o segmento mais longo. A porção descendente do 
duodeno recebe o ducto colédoco e o ducto pancreático principal. 
A terceira parte do duodeno é chamada de terceira 
porção (horizontal). Esta porção curva-sede volta para a 
esquerda a fim de unir-se ao segmento final, designado quarta 
porção (ascendente). A junção do duodeno com a segunda 
porção de intestino delgado, o jejuno, é denominada flexura 
duodenojejunal (ãngulo de Treitz). Esta porção é relativamente 
fixa e mantida no lugar por uma faixa muscular fibrosa, o 
ligamento de Treitz. Este é um ponto de referência importante em 
determinados estudos radiológicos do intestino delgado. 
 
 
REVISÃO DE ANATOMIA 
Radiografia do Estômago e Duodeno 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
7 
Esta radiografia PA do estômago e duodeno 
proporciona boa revisão de importante anatomia radiológica. 
Identificar as estruturas legendadas na radiografia da figura ao 
lado e comparar suas respostas com aquelas relacionadas a 
seguir: 
A. Esôfago distal. 
B. Arca da junção esofagogástrica (óstio cardíaco) 
C. Pequena curvatura do estômago. 
D. Incisura angular do estômago. 
E. Porção pilórica do estômago. 
F. Válvula ou esfíncter pilórico. 
G. Bulbo duodenal. 
H. Segunda porção (descendente) do duodeno. 
I. Corpo do estômago. 
J. Grande curvatura do estômago. 
K. Pregas gástricas ou rugas. 
L. Fundo do estômago. 
Nota: Uma constricção patológica denominada “anel de Schatzke” é evidente no esôfago distal 
(ver seta). (figura acima). Este é um tipo de hérnia de hiato no 
qual a junção esofagogástrica herniou através da abertura 
diafragmática. 
 
SEMELHANÇAS 
Os procedimentos ou exames radiológicos de todo 
o canal alimentar são semelhantes em três aspectos gerais. 
Em primeiro lugar, como a densidade do trato GI é comparável à 
dos tecidos que o circunda, deve ser adicionado algum tipo de 
meio de contraste para visualizar estas estruturas. Comumente, 
as únicas partes do canal alimentar que podem ser observadas 
em radiografias simples são o fundo do estômago (na posição 
ortostática) devido à bolha de ar gástrica, e as partes do 
intestino grosso devido à presença de ar e acúmulos de matéria 
fecal. 
A maior parte do canal alimentar simplesmente 
funde-se com as estruturas adjacentes e não pode ser 
visualizada sem o uso de contraste. Este fato é ilustrado ao se 
comparar uma radiografia simples do abdome a uma radiografia de seriografia GI alta utilizando 
sulfato de bário como contraste. Uma segunda semelhança é que o estágio inicial de cada 
exame radiológico do canal alimentar é realizado utilizando fluoroscopia. A fluoroscopia permite 
que o médico interessado observe o trato GI em movimento, 
faça radiografias• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Todo o intestino grosso cheio de contraste, particularmente útil na demonstração de 
pólipos. Demonstra melhor o lado de cima ou porções cheias ar de intestino grosso. 
 Tanto a posição de decúbito lateral direito quanto a de decúbito lateral esquerdo 
geralmente são feitas com contraste duplo (ver adiante). 
Nota: Proceder o mais rapidamente possível. 
 No paciente hiperestênico, usar 2 filmes de 35x43cm cada um, posicionados 
transversalmente para incluir todo o intestino grosso. 
Critérios de Avaliação 
• Todo o intestino grosso é de mostrado com a flexura cólica esquerda e o cólon 
descendente cheios de ar. 
• Ausência de rotação evidenciada por aparência simétrica da pelve e caixa torácica. 
• Técnica apropriada utilizada para visualizar as bordas de todo o intestino grosso, 
incluindo porções cheias de bário, mas sem penetração excessiva da porção cheia de 
ar do intestino grosso. Os padrões da mucosa do cólon cheio de ar devem estar 
claramente visíveis. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
59 
Posição de Decúbito Lateral Esquerdo(AP) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
Estruturas mais bem demonstradas 
 Todo o intestino grosso cheio de contraste, particularmente útil na demonstração de 
pólipos, demonstra melhor o lado de cima ou porções cheias de ar do intestino grosso. 
 Tanto a posição de decúbito lateral direito quanto a de decúbito lateral esquerdo 
geralmente são feitas com contraste duplo. 
Critérios de Avaliação 
• Todo o intestino grosso é de mostrado com a flexura cólica direita e o cólon ascendente 
e o ceco cheios de ar. 
• Ausência de rotação evidenciada por aparência simétrica da pelve e caixa torácica. 
• Técnica apropriada utilizada para visualizar as bordas de todo o intestino grosso, 
incluindo porções cheias de bário, mas sem penetração excessiva da porção cheia de 
ar do intestino grosso. Os padrões da mucosa do cólon cheio de ar devem estar 
claramente visíveis. 
 
Incidência PA(AP) – Pós-evacuação 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enema Baritado 
Básicas 
• PA e/ou AP 
• OAD 
• OAE 
• OPE e/ou OPD 
• Lateral do reto 
• Decúbito lateral D e E (contraste duplo) 
• PA pós-evacuação 
 
Estruturas mais bem demonstradas 
Padrão da mucosa do intestino grosso com contraste residual. 
Realizada mais comumente em decúbito ventral como PA, mas pode ser feita com 
o paciente em decúbito dorsal como AP, se necessário. 
Notas: Realizada após paciente ter tido tempo suficiente para evacuação adequada. 
Se a radiografia mostra evacuação insuficiente para permitir visualização clara do 
padrão da mucosa, o paciente pode beber chá ou café quente para estimular outra evacuação, 
após a qual esta radiografia deve ser repetida. 
Incluir a ampola retal na margem inferior da radiografia. 
É utilizada menor kVp para evitar penetração excessiva no contraste residual que 
permanece no intestino grosso. 
Critérios de Avaliação 
• Todo o intestino grosso deve ser visualizado com apenas um resíduo de contaste. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
61 
• Ausência de rotação evidenciada por aparência simétrica de asas do íleo e partes das 
vértebras lombares. 
• Técnica apropriada empregada para permitir a visualização do contorno de todo o 
padrão da mucosa do intestino grosso sem superexposição de quaisquer partes. 
 
Incidência Axial PA ou Obliqua Axial PA (OAD) – posição em “borboleta” 
 
 
 
 
 
 
Enema Baritado 
Especiais 
• Axial AP ou OPE 
• Axial PA ou OAD 
Estruturas mais bem demonstradas 
Incidências alongadas dos segmentos retossigmóides do intestino grosso. 
Nota: Proceder o mais rapidamente possível. 
Imagens semelhantes da região retossigmóide como AP e OPE com ângulo cefálico de 30° a 
40°, conforme descrito anteriormente. 
Critérios de Avaliação 
Axial PA: 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
62 
• Angulação adequada do RC evidenciada por alongamento de seguimentos 
retossigmóide do intestino grosso. 
• Ausência de rotação evidenciada por aparência simétrica da pelve. 
 
Axial OAD: 
• Angulação adequada do RC e obliqüidade do paciente evidenciada por alongamento e 
menor superposição dos segmentos retossigmóides do intestino grosso. 
• Técnica apropriada para a visualizar os contornos de todos os segmentos 
retossigmóides do intestino grosso. No estudo contrastado com ar, a kVp deve ser 
diminuída de forma a não causar penetração excessiva dos contornos cheios de ar 
destes segmentos do intestino grosso. 
 
VESÍCULA BILIAR 
 
Anatomia radiológica 
 
FÍGADO 
O exame radiológico do sistema biliar 
envolve o estudo da produção, transporte e 
armazenamento de bile. A bile é produzida pelo fígado, 
transportada pelos vários ductos e armazenada na 
vesícula biliar, devem-se compreender a anatomia e a 
fisiologia básicas do fígado, da vesícula biliar e dos 
ductos de conexão. 
O fígado é o maior órgão solido do corpo 
humano e pesa 1,5Kg, ou um trinta e seis avos do peso corporal total em um adulto médio. 
Ocupa a maior parte do quadrante superior direito. 
Das nove régios abdominais, abrange quase todo o 
hipocôndrio direito, uma grande área do epigástrio e 
uma parte significativa do hipocôndrio esquerdo. 
 Visto de frente na (figura 16.1), o fígado tem 
formato triangular. A borda superior é a sua parte mais 
larga (aproximadamente 20 a 23cm), e ele é convexo 
para ajustar-se a superfície inferior do hemidiafragma 
direito. 
 A borda maior do fígado é sua maior dimensão 
vertical, aproximadamente 15 a 17,5cm. Na pessoa 
media, estende-se desde ligeiramente a baixo da 
porção lateral da décima costela, logo acima do rim direito. O fígado é muito bem protegido 
pela caixa torácica direita inferior. Como ele é 
altamente vascularizado e facilmente lacerado, a 
proteção pelas costelas é muito necessária. 
 A extremidade distal da vesícula biliar 
estende-se ligeiramente abaixo a margem ântero-
inferior do fígado. O restante da vesícula biliar 
estende-se ao longo da superfície inferior e posterior 
do fígado (Fig. 16.3) 
Lobos do Fígado 
O fígado é parcialmente dividido em dois 
lobos grandes e dois pequenos. Visto de frente na Fig. 
16.2, só podem ser observados os dois grandes. O 
lobo direito muito maior é separado do esquerdo 
menor pelo ligamento facilforme. 
Associados ao grande lobo direito posteriormente estão os dois lobos menores, 
que só podem ser vistos ao examinar a superfície visceral ou ínfero-posterior do fígado (Fig. 
16.3). O primeiro destes é o lobo quadrado localizado na superfície inferior do lobo direito 
entre a vesícula biliar e o ligamento facilforme. Imediatamente posterior ao lobo quadrado, está 
o segundo lobo menor, o lobo caudado, que se estende para cima ate a superfície 
diafragmática. A grande veia cava inferior é observada contornando sobre a superfície deste 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
63 
lobo caudado. As outras artérias e veias que conduzem o lobo caudado. As outras artérias e 
veias que conduzem o sangue que entra e sai do fígado são observados na superfície inferior 
media e também nos ductos biliares hepáticos que são descritos e ilustrados adiante. 
Função: o fígado é um órgão extremamente complexo e absolutamente essencial 
a vida. Ele realiza mais de 100 diferentes funções, mas a mais aplicável ao estudo radiológico 
é a produção de grandes quantidades de bile. Secreta de 800 a 1000ml de bile por dia. 
A principal função da bile é auxiliar na digestão de gorduras por meio de 
emulsificação ou rotura dos glóbulos de gordura, e a absorção de gordura após sua digestão. A 
bile também contém colesterol que se torna solúvel nela pelos sais biliares. 
VESÍCULA BILIAR E DUCTOS BILIARES 
A vesícula biliar e os ductos biliares 
localizados foradela são mostrados na Fig. 16.4. A bile é 
formada em pequenos lóbulos do fígado e prossegue por 
pequenos ductos até os ductos hepáticos direito ou 
esquerdo. Os ductos hepáticos direito e comum. A bile é 
transportada à vesícula biliar através do ducto cístico para 
armazenamento temporário, ou é enviada diretamente ao 
duodeno através do ducto colédoco, que se une ao ducto 
pancreático principal. 
Vesícula Biliar e Ducto Cístico 
A vesícula biliar e o ducto cístico são 
mostrados na Fig.16.5. A vesícula biliar (VB) é um saco 
piriforme composto de três partes: fundo, corpo e colo. O 
fundo é a extremidade distal e a parte é denominada 
corpo. A extremidade proximal estreita é chamada de colo, 
que se continua como o ducto cístico. O dueto cístico 
possui 3 a 4 centímetros de comprimento e contem varias 
pregas denominadas válvula espiral, que funciona para 
evitar a distensão ou colapso do dueto cístico. 
A vesícula biliar mede de 7 a 10cm de 
comprimento, cerca de 3cm de largura e normalmente 
contem 30 a 40cc de bile. 
 
Funções da Vesícula Biliar 
As três funções primárias da vesícula biliar são armazenar e concentrar a bile, e contrair-se 
quando estimulada. 
Primeira: se a bile não for necessária para fins digestivos, é armazenada para uso futuro na 
vesícula biliar. 
Segunda: a bile é concentrada dentro da vesícula em virtude da hidrolise (remoção de água). 
Na situação anormal, se for absorvida muita água ou se o colesterol for muito concentrado, 
podem formar-se cálculos biliares (colelitos) na vesícula biliar. (O colesterol que sai da solução 
forma cálculos) 
Terceira: A vesícula biliar normalmente se contrai 
quando alimentos, tais como gorduras ou ácidos 
graxos, estão do duodeno. Estes alimentos estimulam 
a mucosa duodenal a de CCK no sangue causa 
contração da vesícula biliar e a CCK provoca aumento 
da atividade exócrina pelo pâncreas. 
Ducto Colédoco 
O ducto hepático comum que drena o 
fígado une-se ao dueto cístico da vesícula biliar para 
formar o ducto colédoco. Este diâmetro interno 
aproximadamente do tamanho de um canudo de 
bebida. O dueto colédoco desce posterior a porção 
superior ou porção descendente do duodeno. 
A extremidade do ducto colédoco esta intimamente associada à extremidade do 
ducto principal do pâncreas (ducto de Wirsung), conforme mostrado na Fig. 16.6. 
Em cerca de 40% dos indivíduos, estes dois ductos permanecem separados por 
uma delgada membrana quando entram no duodeno. Nos 60% restantes, o ducto colédoco 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
64 
une-se imediatamente proximal à abertura terminal denominada ampola hepatopancreática 
(ampola Vater). Próximo a esta abertura chamada de esfíncter hepatopancreatica (esfíncter de 
Oddi). Este esfíncter relaxa-se quando há níveis aumentados de CCK uma protrusão párea a 
luz do duodeno. Esta protrusão é denominada papila duodenal, que é a parte mais estreita 
desta passagem, e, portanto, um local comum para impactação de cálculos biliares. 
Vesícula Biliar e Ductos Biliares 
O desenho lateral simplificado na Fig. 16.7 ilustra o arranjo do fígado, da vesícula 
biliar e dos ductos biliares observado pelo lado 
direito. A vesícula biliar é anterior ao plano 
mediocoronal, enquanto o sistema ductal esta 
aproximadamente a meio caminho entre a frente e o 
dorso. Esta relação espacial influencia o 
posicionamento ideal da vesícula biliar ou dos 
ductos biliares. Se fosse necessário colocar a 
vesícula biliar o mais próximo possível da superfície 
do filme, a posição do decúbito ventral seria muito 
melhor do que a de decúbito dorsal. Se o objetivo 
primário é drenar a vesícula biliar para o sistema 
ductal, o paciente seria colocado em decúbito 
dorsal para auxiliar esta drenagem. 
Variação da Localização da Vesícula Biliar 
A posição habitual da vesícula biliar varia de acordo com a constituição corporal 
do paciente. No biótipo hiperestênico a vesícula biliar geralmente esta localizada mais alta e 
mais lateral que a média. 
No biótipo mais próximo a média, que inclui os tipos estênico e hipoestênico, ela 
geralmente está localizada a meio caminho entre a extremidade xifóide e a margem costal 
lateral inferior. 
No biótipo astênico, esta muito mais baixa e próxima da linha média. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REVISÃO DA ANATOMIA 
Radiografias da Vesícula Biliar 
Esta incidência PA da vesícula biliar na Fig.16.9 demonstra o ducto cístico e as três principais 
divisões da vesícula biliar identificadas: 
A. Ducto cístico. 
B. Colo. 
C. Corpo. 
D. Fundo. 
Radiografias dos Ductos Biliares 
A radiografia da Fig.IV demonstra as varias divisões e componentes do tracto biliar. Esta foi 
obtida durante um procedimento cirúrgico no qual foi injetado contraste através de um cateter 
diretamente nos ductos biliares. Não representa posições normais do ducto, mas permite a 
visualização de determinados componentes identificáveis do ducto e demonstra a 
complexidade do sistema biliar, como pode-se observar em radiografias feitas durante a 
colangiografia operatória. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
65 
A. Ducto hepático direito. 
B. Ducto hepático esquerdo. 
C. Ducto hepático comum. 
D. Ducto pancreático (ducto de Wirsung). Neste caso há uma alça incomum e muito longa 
deste ducto. 
Nota: O ducto colédoco e a ampola hepatopancreática (ampola de Vater) não podem ser 
determinados por esta radiografia isolada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RADIOGRAFIA DA VESÍCULA BILIAR E DOS DUCTOS BILIARES 
Como o fígado é um órgão grande e solido, pode ser facilmente localizado no 
quadrante superior direito em radiografias abdominais. Entretanto, a vesícula biliar e os ductos 
biliares misturam-se com outros tecidos moles abdominais e, na maioria dos casos, não podem 
ser visualizados sem a adição de contraste. Apenas cerca de 15% de todos os cálculos biliares 
contem cálcio suficiente para serem visualizados na radiografia simples do abdome. 
Terminologia 
O exame radiológico da vesícula biliar e dos ductos biliares recebe diferentes 
denominações. É importante identificar um exame especifico pelo termo correto. 
O exame radiológico especificamente da vesícula biliar é denominado 
colecistografia. Cole - é um prefixo que designa uma relação com a bile. Cisto – significa saco 
ou vesícula. Portanto, cole combinado a cisto literalmente significa um saco biliar ou vesícula 
biliar. 
A colangiografia é um exame radiológico dos ductos biliares. Há varias técnicas 
para o estudo dos ductos biliares, e estas técnicas serão discutidas em uma secção posterior. 
Um estudo da vesícula biliar e dos ducto biliares é denominado 
colescistocolangiografia. Através do uso 
de contraste, ambos os componentes 
são demonstrados. 
 
COLECISTOGRAMA ORAL 
Como o contraste é 
administrado por via oral para o 
colecistograma este procedimento é 
ColecistoGrama Oral, abreviado, CGO 
(Fig.16.11). 
Uma forma comum de introduzir 
contraste no sistema biliar é por via oral 
(pela boca). A colecistograma deste tipo 
é realizada após a ingestão de quatro a 
seis comprimidos ou cápsulas durante a 
noite anterior ao exame. Estes contraste 
orais para a visualização da vesícula 
biliar são chamados de colecistopacos. 
Nota: o número do colecistograma orais 
solicitado diminui muito devido ao 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
66 
aumento de exames de ultra-sonografia. Entretanto, ainda estão sendo realizados em numero 
suficiente para que os tecnólogos conheçam este procedimento. 
Objetivo 
O objetivo do colecistograma oral é estudar radiologicamente a anatomia e a 
função do sistema biliar. O colecistograma oral mede: (1) a capacidade funcional do fígado de 
remover o meio de contraste administrado por via oral da corrente sanguínea e excretá-lo 
juntamente com a bile, (2) a perviedade e a condição dos ductos biliares e (3) a capacidade de 
concentração e de contração da vesícula biliar. 
Contra-indicações 
A contra-indicações à colecistograma são poucas, mas incluem (1) doença 
hepatorrenal avançada, principalmente aquelascom comprometimento renal; (2) doença 
gastrointestinal ativa, tal como vomito ou diarréia, que impediria a absorção de meio de 
contraste oral e (3) hipersensibilidade a compostos que tenham iodo. 
Indicações Clínicas e Possíveis Achados Radiológicos 
As indicações clinicas de colecistograma oral incluem náusea, pirose e vômito. 
Varias condiçes anormais podem ser demonstradas durante o colecistograma oral. Estas 
incluem: 
Colelitiase ou Cálculos Biliares: a colelitíase é a condição de ser portador de cálculos 
bilares. A colelitíase é a anormalidade mais comum diagnosticada durante um CGO. Níveis 
aumentados de bilirrubina, cálcio ou colesterol podem levar a formação de cálculos biliares. 
Pacientes do sexo feminino e obesos correm maior risco de desenvolver cálculos biliares. 
Noventa por cento de todos os distúrbios da vesícula e ductos biliares são devido à colelitíase. 
Os sintomas desta doença incluem dor no quadrante superior direito geralmente pós-prandial, 
náuseas e possivelmente vômitos. 
 Embora tenham sido desenvolvidas drogas que dissolverão estes cálculos, a 
maioria dos pacientes será submetida à remoção da vesícula biliar. Uma nova técnica 
laparoscópica para remover a vesícula biliar (colecistectomia) reduziu muito a convalescença 
do paciente. 
Colecistite: A colecistite, aguda ou crônica, é a inflamação da vesícula biliar, na colecistite 
aguda, um bloqueio do ducto cístico restringe o fluxo de bile para o ducto colédoco. Após um 
período de tempo, a bile começa a irritar o revestimento interno da vesícula biliar e torna-se 
inflamada. Bactérias produtoras de gás podem levar uma gangrena da vesícula biliar. A 
vesícula biliar com celecistite aguda raramente torna-se radiopaca durante um CGO. A 
estenose do ducto cístico impede a entrada do contraste na vesícula biliar. 
A colecistite crônica esta qua se sempre associada a cálculos biliares, mas pode 
ser resultante de pancreatite ou de carcionoma da vesícula biliar. Os sintomas de dor no 
quadrante superior direito, pirose e náuseas podem surgir após as refeições. 
Neoplasias: as neoplasias podem ser benignas ou malignas. Os tumores malignos ou 
cancerosos da vesícula biliar podem ser agressivos e propagar-se para o fígado, pâncreas ou 
trato GI. 
Estenose Biliar: A estenose biliar é um estreitamento de um dos ductos biliares. No caso de 
cálculos biliares, a obstrução pode impedir a passagem dos pequenos cálculos biliares para o 
duodeno, levando à obstrução dos ductos. A colecistite pode resultar de obstrução biliar. 
Anomalias Congênitas: As anomalias congênitas da vesícula biliar são condições que o 
paciente apresenta desde o nascimento. Embora a maioria seja benigna, algumas pode afetar 
a produção, armazenamento ou liberação de bile. 
PROCEDIMENTOS NO COLECISTOGRAMA ORAL 
Preparo do Paciente 
O preparo do paciente para o colecistograma oral correlaciona-se bem com os 
preparos para uma seriografia GI alta, de forma que estes exames geralmente são marcados 
para a mesma manha. Se o paciente esteve em dieta sem gordura, ele deve comer gorduras 
por um ou dois dias antes do exame da vesícula biliar. Certificando-se de que a vesícula biliar 
esvaziou-se antes da administração do contraste, serão maiores as chances de a bile 
recentemente formada, com acréscimo de contraste, ser armazenada na vesícula biliar. 
Os laxativos devem ser evitados durante o período de 24 horas antes do exame. A 
refeição noturna anterior ao exame deve ser leve e sem conter quaisquer gorduras ou 
alimentos fritos. Quando associada a uma seriografia GI alta, o paciente deve estar em dieta 
zero (que significa nada por via oral) durante no mínimo oito horas, deve evitar mascar 
chiclete ou fumar antes do fim dos exames. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
67 
Dependendo do meio de contraste usado, são ingeridos quatro ou seis 
comprimidos ou cápsulas após a refeição noturna, mas antes da 21:00h. Os colecistopacos 
habituais são mais eficazes quando tomados 10 a 12 horas do exame. Não é permitido 
desjejum, e o paciente é encaminhado à radiologia no inicio da manhã. O preparo exato do 
paciente e a quantidade de contraste utilizado variarão de acordo com o hospital. 
Quando o paciente chega ao departamento de radiologia para colecistograma oral, 
deve ser instruído a remover toda a roupa do tórax e abdome e a colocar um roupão hospitalar. 
Entrevista do Paciente 
Antes da radiografia exploradora, 
o paciente deve ser questionado quanto à 
ingestão de contraste. Primeiro, deve-se 
perguntar ao paciente quantos comprimidos 
foram tomados e a que horas. Pode ser 
necessário solicitar que ele descreva as 
cápsulas ou comprimidos para se confirmar se 
foram os corretos. 
Segundo, o paciente deve ser 
questionado quanto a qualquer reação aos 
comprimidos. Náuseas seguidas por vômitos 
impediriam a absorção adequada, bem como 
a diarréia ativa. Quaisquer reações anafilactóides ou de hipersensibilidade devem ser 
observadas. 
Terceiro, deve-se determinar que o paciente não tenha feito desjejum. 
Quarto, certificar-se de que o paciente ainda possui a vesícula biliar. Não há 
necessidade de fazer o colecistograma naquelas ocasiões raras em que o paciente já foi 
submetido à remoção cirúrgica da vesícula biliar. 
Quinto, a paciente do sexo feminino em idade fértil deve ser questionada quanto a 
uma possível gravidez, e devem-se tomar precauções como para outros exames radiológicos 
abdominais. 
Colecistograma 
Após questionamento apropriado, é feita 
uma radiografia simles em um filme de 24x30cm ou 
35x43cm, dependendo das rotinas do departamento. A 
radiografia simples é feita com o paciente em decúbito 
ventral, como mostrado na Figura ao lado. Como o iodo 
é o principal componente de absorção de radiação do 
meio de contraste, deve ser usada uma 
quilovoltagem de 70 a 76. A radiografia deve ser 
avaliada para determinar a presença ou ausência da 
vesícula biliar opacificada. 
Se a imagem da vesícula biliar esta presente, o tecnólogo em radiologia deve 
determinar (1) sua localização exata, (2) se há superposição por intestino ou osso, (3) se há 
concentração suficiente para estudos adicionais e (4) se os fatores de exposição foram ideais. 
Se a vesícula biliar não se opacificou adequadamente, o paciente deve ser questionado 
novamente em detalhes quanto ao seu preparo e, principalmente, quanto à sua dieta nas 
ultimas 24 horas. 
A não-vizualização no primeiro dia pode resultar em um estudo em dois dias com 
uma segunda dose de contraste ou, talvez, um encaminhamento ao departamento de ultra-
sonografia para colecistossonografia. 
Procedimentos Gerais de Rotina 
Pode(m) ser utilizada(s) uma ou 
mais posição(ões) se a vesícula biliar for 
visualizada adequadamente na radiografia 
simples. É essencial no mínimo uma posição 
ortostática ou em decúbito utilizando um 
feixe horizontal. Uma grande variação tanto 
da localização quanto na patologia da 
vesícula biliar torna a colecistografia um 
exame individual. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
68 
A posição de decúbito lateral direito, mostrada na Figura ou a posição ortostática é 
utilizada para estratificar ou acomodar em camadas os cálculos biliares. Dependendo da 
densidade dos cálculos em relação à densidade 
especifica da bile, os cálculos podem descer, subir ou 
acomodar-se nestas duas posições. Alem disso, estas 
posições permitem que a vesícula biliar assuma uma 
posição diferente no abdome e, talvez, permitam melhor 
visualização. 
Método de Imagem 
Muitos radiologistas solicitam fluoroscopias 
e seriografia da vesícula biliar na posição ortostática, 
alem de varias radiografias convencionais. A seriografia 
permite o uso de compressão e pequenas alterações da 
posição para visualizar de forma ideal a vesícula biliar. 
Na Figura16.15, é mostrado um modelo em posição 
para fluoroscopia ortotástica da vesícula biliar. Se 
estiver marcada uma seriografia GI alta alem do 
colecistograma oral, o paciente estaria então em 
posição para ingestão de bário. 
Com Refeição Gordurosaou CCk 
Ocasionalmente, após estudo adequado da vesícula biliar cheia, o radiologista 
pode desejar testar a função da vesícula biliar (capacidade de contração) e estudar os ductos 
biliares extra-hepáticos. 
A administração de uma “refeição gordurosa” estimulará a mucosa duodenal a 
produzir CCK (colecistocinina) que, por sua vez, causara contração da vesícula biliar. 
Substituídos da refeição gordurosa, é colocado na posição OPD após a refeição gordurosa, de 
forma que a vesícula biliar possa drenar melhor. As radiografias são obtidas na mesma posição 
OPD a cada 15 minutos, ate que seja obtida visualização satisfatória do sistema ductal. 
Um segundo método para estimulação e contração da vesícula biliar é muito mais 
rápido e mais direito. Injeta-se colecisticinina (CCK) ou um substituto sintético no sistema 
venoso do paciente. Isso geralmente causa contração da vesícula biliar em 5 a 10 minutos. 
Este método para visualização raramente é realizado hoje devido aos avanços da ultra-
sonografia na avaliação do sistema biliar. 
ULTRA-SONOGRAFIA 
O número de colecistograma orais (CGOs) solicitamos em geral diminuiu muito 
devido ao aumento do uso de ultra-sonografia diagnostica. A ultra-sonografia da vesícula biliar 
proporciona um meio não-invasivo para estudar a 
vesícula biliar e os ductos biliares. 
Quatro vantagens da ultra-sonografia sobre o CGO 
convencional são: 
1. Ausência de Radiação Ionizante. A ultra-
sonografia é uma modalidade de imagem 
que não utiliza radiação ionizante, 
eliminando a exposição à radiação do 
paciente, do radiologista e do tecnólogo (se 
for realizada fluoroscopia com CGC) 
convencional. 
2. Detecção de Pequenos Cálculos. A ultra-
sonografia pode detectar pequenos cálculos 
na vesícula biliar e ductos biliares que 
geralmente não são visualizados durante 
um CGO. 
3. Ausência do Meio de Contraste. Não é necessário meio de contraste na ultra-
sonografia. Portanto esta é uma alternativa ideal para os pacientes sensíveis a 
contastes iodados. 
4. Procedimentos Menos Demorado. O preparo do paciente na ultra-sonografia é muito 
reduzido em comparação com o CGO. Na ultra-sonografia, o paciente deve estar em 
dieta zero 4 horas ante do exame, enquanto o preparo do paciente e a administração 
de contraste para um CGO podem exigir dois ou mais dias. Portanto, a ultra-sonografia 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
69 
proporciona um diagnostico rápido para doença da vesícula biliar, e o medico pode 
tomar uma decisão cirúrgica em horas em vez de dias. 
 
 
COLANGIOGRAFIA OPERATÓRIA (OU 
IMEDIATA) 
A colangiografia operatória ou 
imediata é realizada durante cirurgia, 
geralmente durante colecistectomia. O 
cirurgião pode suspeitar de que há cálculos 
residuais localizados em um dos ductos 
biliares. Após a remoção da vesícula biliar, um 
pequeno cateter é introduzido na porção 
remanescente do ducto cístico. É inujetado 
meio de contaste iodado, e são feitas 
radiografias convencionais. A maioria das 
colangiografias operatórias exige o uso de 
uma unidade de raios X portátil com elevado 
mA e chassis com grade. 
Alguns cirurgiões preferem usar uma unidade de fluoroscopia móvel (braço C) para produzir 
uma imagem em tempo real dos ductos durante a injeção. Também podem ser produzidas 
copias das imagens (radiografias), se 
solicitadas pelo cirurgião. 
 
Objetivo 
As colangiografias operatórias são 
realizadas para: 
(1) Revelar quaisquer colelitos não 
detectados previamente (objetivo 
primário) 
(2) Investigar a perviedade do trato 
biliar. 
(3) Determinar o estado funcional da 
ampola hepatopancreática. 
(4) Demonstrar pequenas lesões, 
estreitamentos ou dilatações dentro dos ductos biliares. 
Procedimento 
O planejamento e o preparo apropriados são essenciais para a colangiografia 
bem-sucedida. Porem, muitas colangiografias operatórias podem ser solicitadas no ultimo 
momento e o tecnólogo não tem a oportunidade de fazer nem mesmo uma radiografia simples. 
Nestas situações, ele deve ser habilidoso para produzir radiografias de qualidade. 
Na situação real, devem ser seguidas as seguintes etapas: 
(1) O tecnólogo veste o roupão de cirurgia e certifica-se de que a unidade portátil ou braço 
C esta funcionando e limpa. 
(2) Antes de o paciente estar cirurgicamente preparado, fazer uma radiografia simples. 
Notar a distancia de avanço do filme a partir da cabeceira da mesa. Pode-se usar um 
dispositivo ou bandeja especial no posicionamento do chassi. 
(3) Revelar a radiografia e ajustar a técnica e a localização do filme de acordo. 
(4) Com o cateter no local, o cirurgião injetará 6 a 8 cc de contaste. 
(5) As radiografias são obtidas com a cooperação e sincronização do cirurgião, do 
anestesiologista e do tecnólogo em radiografia. O anestesiologista controla a 
respiração do paciente. 
(6) As radiografias são reveladas, e pode ser necessária a revisão de um radiologista. O 
tecnólogo pode transmitir um laudo escrito ou oal do radiologista ao cirurgião. 
(7) São realizadas no mínimo duas, e preferencialmente, três radiografias em posição 
ligeiramente diferentes. Cada exposição é precedida por uma injeção fracionada de 
contraste. As posições podem incluir uma AP, uma OPD leve e uma OPE leve. A OPD 
é útil na projeção dos ductos biliares de coluna vertebral, principalmente no paciente 
hipoestênico. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
70 
Notas: 
(1) Devem ser fornecidos aventais de proteção as pessoas que permanecem na sala. 
(2) Alguns cirurgiões diluirão o contraste com soro fisiológico para reduzir o risco de 
espasmo dos ductos biliares. O espasmo do ducto biliar pode assemelhar-se à 
estenose ou obstrução biliar. Também, um contraste muito denso pode encobrir 
pequenos cálculos. 
(3) Se a mesa OR for inclinada para as incidências 
obliquas, colocar o chassi de grade transversal 
para evitar corte da grade. 
Ponto de Centralização 
O cirurgião deve indicar o ponto de 
centralização apropriado sobre o lençol estéril que cobre a 
incisão ou, menos, indicar pontos de reparo apropriados, 
como a extremidade xifóide. Na Figura, o cirurgião torceu o 
campo estéril para identificar o ponto de centralização. 
Cada injeção fracionada consiste em 6 a 8 cc do 
meio de contraste. A exposição é feita depois da injeção, 
após o cirurgião recuar e o anestesiologista interromper a 
respiração do paciente. 
 
COLANGIOGRAFIA LAPAROSCÓPICA 
Novo Procedimento Cirúrgico 
Nos últimos anos, foi desenvolvida uma nova técnica que simplificou a remoção de 
vesículas biliares. O cirurgião fará uma pequena abertura no umbigo e introduzira um 
endoscópio na cavidade abdominal. Este tipo de procedimento foi usado por anos na avaliação 
do abdome para detectar sinais de patologia ou trauma. Ele é denominado procedimento 
laparoscópico. Esta técnica foi modificada para realizar colecisectomia e colangiografia com 
um pequeno traumatismo cirúrgico do paciente. 
Colecistectomia 
O endoscópio é inserido no umbigo, e o cirurgião o avança ate a região da 
vesícula biliar. Após a vesícula biliar ser visualizada, o cirurgião pode suar instrumentos 
endoscópicos especiais para seccioná-la, aspirá-la e cauterizar (remoção de tecido com um 
instrumento quente) o ducto cístico remanescente. Também podem ser necessárias outras 
aberturas a fim de permitir aspiração e a introdução de outros instrumentos na cavidade 
abdominal. 
Colangiografia 
Se houver suspeita de cálculos nos ductos biliares, o cirurgião, então pode 
introduzir um cateter e injetar meio de contraste em um ducto. O tecnólogo realiza, então, o 
mesmo procedimento citado na colangiografia operatória ou imediata. 
Vantagens da Laparoscopia: Há três vantagens laparoscopia: 
(1) Pode ser realizada como um procedimento ambulatorial. (2) e um procedimento menos 
invasivo. Técnicas cirúrgicas anteriores exigiam a criação de grande abertura para remover a 
vesícula biliar. Este grau de cirurgia invasiva exigia que o paciente permanecesse no grau de 
cirurgia invasiva exigia que o paciente permanecesse no hospitalpor no mínimo 2 dias. (3) 
como uma terceira vantagem, pode ser considerado o menor tempo de hospitalização (custo 
reduzido). Muitos pacientes submetidos à técnica laparoscópica determinados casos, retornar 
ao trabalho em 2 ou 3 dias. 
Entretanto, a colecistectomia laparoscópica não é adequada para todo paciente. 
Processos patológicos mais complexos ou procedimentos envolvidos podem exigir a conduta 
cirúrgica mais tradicional. 
COLANGIOGRAFIA PELO TUBO T (PÓS-OPERATÓRIA OU TARDIA) 
 A colangiografia pelo tubo T, também denominada colangiografia pós-operatória 
ou tardia, geralmente é realizada no departamento de radiologia após a colecistectomia. O 
cirurgião pode estar preocupado com cálculos residuais nos ductos biliares não detectados 
durante a cirurgia. Se estas preocupações existirem, o cirurgião colocara um cateter em tubo T 
especial dentro do ducto colédoco. O cateter estende-se para fora do corpo e é clampeado. 
Objetivo 
As colangiografias pelo tubo T são realizadas para: 
(1) Visualizar quaisquer colelitos ou previamente não detectados. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
71 
(2) Avaliar o estado do sistema ductal biliar. 
(3) Demonstrar pequenas lesões, estenoses ou 
dilatações dentro dos ductos biliares. 
Procedimento 
Em media, a colangiografia pelo tubo T é realizada 1 a 3 
dias após a cirurgia. Em determinados casos, o paciente 
pode receber alta hospitalar e ser trazido de volta para 
estudo como paciente ambulatorial. O procedimento requer 
o uso fluoroscopia. Geralmente, também são realizadas 
seriografias localizadas. Podem ser feitas radiografias 
convencionais durante o estudo. 
As etapas subseqüentes são seguidas na realização de 
uma colangiografia pelo tubo T: 
(1) Preparar a sala de fluoroscopia. 
(2) Arrumar a bandeja de exame. 
(3) Selecionar e preparar o meio de contraste. 
Determinar se o pciente é hipersensível ao contraste 
iodado. 
(4) Realizar a radiografia apropriada para verificar a posição e a técnica. 
(5) Fornecer aventais de chumbo para aquelas pessoas que permanecerem na sala 
durante o procedimento. 
(6) Monitorizar o paciente durante o procedimento. 
(7) Trocar os filmes do seriógrafo, quando necessário 
(8) Produzir radiografias convencionais, quando solicitado. 
Como o cateter com tubo T foi clampeado, a drenagem do excesso de bile é realizado no inicio 
do procedimento. Para esta tarefa, deve ser fornecido um recipiente para vômito. Seguir as 
precauções universais ao manusear a bile. 
Após drenagem do ducto e sob controle fluoroscópico, o contraste iodado é 
injetado fracionadamente e são feitas radiografias por fluoroscopia. 
Se forem detectar cálculos residuais, o radiologista pode resolver removê-lo. Semelhante à 
CTP, um cateter com cesta pode ser repassado sobre o fio-guia e os cálculos são removidos. 
COLANGIOGRAFIA TRANSEPÁTICA PERCUTÂNEA (CTP) 
A Colangiografia Transepática Percutânea (CTP) é outro tipo de colangiografia 
que demonstra os ductos biliares. Também geralmente realiza-se no departamento de 
radiologista e é mais invasiva que outras formas de colangiografia. Entretanto, dá ao 
radiologista mais opções no diagnostico e 
tratamento de condições biliares. 
A CTP envolve uma punção direta 
dos ductos biliares com uma agulha que 
atravessa ao fígado. Uma vez dentro de um ducto, 
o contraste iodado é injetado sob controle 
fluoroscópico. Seriografias e radiografias 
convencionais são feitas durante o procedimento. 
Objetivo 
A CTP tem varias indicações clínica; as duas mais 
comuns são: 
(1) Icterícia Obstrutiva: Se o paciente está 
ictérico e há suspeita de dilatação dos 
ductos, uma obstrução dos ductos biliares pode se a causa. A obstrução pode ser 
devida a cálculos ou estenose biliar. 
(2) Extração de Cálculos e Drenagem Biliar: A CTP permite que o radiologista faça o 
diagnostico da condição e, com o uso de equipamentos especializado, remova o 
calculo ou dilate a porção estenosada do trato biliar. O excesso de bile pode ser 
drenado durante a CTP para descomprimir os ductos biliares. 
Procedimento 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
72 
Há um certo grau de risco associado à CTP 
devido à punção por agulha do tecido hepático. O fígado pode 
apresentar hemorragia interna ou pode haver extravasamento 
de bile para a cavidade peritoneal. Portanto, após o 
procedimento, pode ser solicitada uma radiografia do tórax. 
Como o fígado esta próximo do hemidiafragma direto, a 
punção por agulha pode ressaltar em penumotorax. Tanto 
durante quanto após o procedimento, os sinais vitais do 
paciente são rigorosamente monitorizados para detectar 
deterioração. 
Enquanto a punção transépatica percutânea é 
realizada pelo radiologista, o tecnólogo em radiologia tem 
responsabilidades especificas. Estas responsabilidades 
incluem: 
(1) Preparar a sala de fluoroscopia. 
(2) Obter a bandeja estéril e incluir a agulha longa e de 
paredes finas usada para a punção. (A agulha é do tipo Chiba ou “Skinny”. Possui uma 
haste flexível que permite fácil manipulação da agulha durante a punção). 
(3) Selecionar e preparar o contraste. Determinar se o paciente é hipersensível ao meio de 
contraste iodado. 
(4) Fornecer aventais de chumbo para aquelas pessoas que permanecem na sala durante 
a exposição. 
(5) Realizar as radiografias apropriadas para verificar a posição e a técnica. 
(6) Monitorizar o paciente durante o procedimento. 
(7) Trocar filmes do seriografo, quando necessário. 
O local da punção é preparado cirurgicamente. Após administração de anestésico local, o 
radiologista introduz uma agulha no fígado na topografia dos ductos biliares. Pode ser 
necessária mais de uma punção para localizar o dueto apropriado. Sob orientação 
fluoroscópica, o radiologista ajusta a agulha, enquanto injeta lentamente o meio de contraste. 
Uma vez preenchidos os ductos, são feitas seriografias e radiografias convencionais. 
 Alem de estudar os ductos biliares, a CTP pode servir como um procedimento 
terapêutico para extrair cálculos ou descomprimir ductos dilatados. 
 Uma agulha maior pode ser introduzida em um dueto que contem um calculo. Um 
cateter especial com cesta é introduzido sobre um fio-guia e posicionado próximo ao calculo. 
Sob controle fluoroscópico, o calculo pode ser extraído do dueto. 
Sumário de riscos associados à CTP 
1. Possível hemorragia hepática. 
2. Possível desenvolvimento de peneumotórax. 
3. A bile pode extravasar para a cavidade periotenal causando inflamação do tecido 
adjacente. 
SUMÁRIO DOS PROCEDIMENTOS RADIOLÓGICOS 
Radiografia da Vesícula Biliar e do Sistema Biliar 
Em resumo, a colecistografia e a colangiografia podem ser classificadas pelo método de 
administração do meio de contraste. Este meio é geralmente administrado por via oral para 
colecistografia (exame da vesícula biliar). Na colangiografia, os ductos biliares ou os vários 
métodos de injeção direta do meio de contraste. 
 
COLANGIOPANCREATOGRAFIA RETROGRADA ENDOSCÓPICA (CPRE) 
Outro procedimento para exame dos ductos biliares e pancreáticos principais, que esta sendo 
realizado com maior freqüência é a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica ou, 
simplesmente CPRE 
Endoscopia 
A endoscopia é a inspeção de qualquer cavidade do corpo através de um 
endoscópio, um instrumento que permite iluminação do revestimento interno de um órgão. 
Existem vários endoscópios de fibra óptica disponíveis para examinar o revestimento interno do 
estomago, duodeno e cólon. Endoscópios mais antigos permitem apenas observação 
individual, mas os novos videoendoscópios projetam a imagem em monitores de vídeo para 
observação múltipla. Também um tipo especial de endoscópio de fibra óptica, denominado 
duodenoscópio, é comumente usado para uma CPRE. Este instrumento quando inserido no 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
73 
duodeno através da boca; do esôfago e do estomago, proporciona uma vista lateral de amplo 
ângulo que é útil para a inserção do cateter ou cânula na pequena abertura do esfíncter 
hepatopancreático (esfíncter de Oddi) que segue doduodeno ate o ducto colédoco e os ductos 
pancreáticos principais. 
Diagnostica ou Terapêutica 
A CPRE pode ser um procedimento diagnostico ou terapêutico. Terapeuticamente, ela pode 
ser realizada para aliviar determinadas condições 
patológicas. Pode ser feita para remover colelitos 
ou pequenas lesões, ou para outros fins como 
reparo de uma estenose (estreitamento ou 
bloqueio de um ducto ou canal) do esfíncter 
hepatopancreático ou ductos associados. 
 Para fins diagnósticos gerais, o 
procedimento de CPRE inclui a inserção 
endoscópica, do cateter ou cânula de injeção no 
ducto colédoco pancreático principal sob controle 
fluoroscopico, seguido por injeção retrógrada 
(direção retrógrada ou invertida) de meio de 
contraste nos ductos biliares. O procedimento 
geralmente é realizado por um gastroenterologista auxiliado por uma equipe composta pelo 
tecnólogo em radiologia, um ou mais enfermeiros e talvez 
um radiologista. 
 Objetivo da CPRE Diagnostica 
A CPRE diagnóstica é realizada para: 
(8) Investigar a perviedade dos ductos 
biliares/pancreáticos. 
(9) Revelar quaisquer colelitos não detectados 
previamente. 
(10) Demonstrar pequenas lesões, estenoses ou dilatações 
dentro dos ductos biliares/pancreáticos. 
Procedimento 
A CPRE é basicamente um procedimento fluoroscópico que 
geralmente sucede um colecistograma oral ou uma ultra-
sonografia da vesícula biliar em que os resultados foram 
inconclusivos. A fluoroscopia, opera pelo radiologista ou 
tecnolgo em radiologia, é necessária para auxiliar na 
canulação da ampola hepatopancreática e para fornecer imagens de detalhes da anatomia 
relevante. 
A CPRE pode envolver as seguintes etapas: 
(1) Preparar a sala fluoroscopia. 
(2) Arrumar a bandeja de exame. 
(3) Selecionar e preparar o meio de contraste. Determinar se o paciente é hipersensível ao 
meio de contraste iodado. 
(4) Fazer radiografias apropriadas para verificar a posição técnica. 
(5) Auxiliar o gastroenterologista com fluoroscopia para o posicionamento do cateter ou cânula 
de injeção. 
(6) Monitorizar o paciente durante o procedimento. 
(7) Trocar os filmes do seriógrafo, quando necessário 
(8) Produzir radiografias convencionais, quando solicitado. 
O tecnólogo pode ser solicitado a realizar fluoroscopia durante o procedimento 
para identificar a extremidade do endoscópio em ralação à ampola. Um radiologista pode estar 
presente para fazer as seriografias durante a injeção do meio de contraste. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Vesícula Biliar (Colecistograma oral) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Estudo geral da vesícula biliar opacificada. A 
PA simples é feita para determinar a presença e 
localização da vesícula biliar, concentração adequada 
de meio de contraste e adequação dos fatores de 
exposição. 
Exceção: Algumas rotinas de departamentos incluem 
uma radiografia panorâmica do abdome em um filme 
de 35x43cm, com posicionamento como para uma incidência PA do abdome centralizada ao 
nível da crista ilíaca ou ligeiramente acima. 
 
Posição do Paciente 
• Paciente em decúbito ventral, travesseiro para a cabeça, braços para cima ao lado da 
cabeça, pernas estendidas com apoio sob os tornozelos. 
Notas: variação do biótipo: Hiperestênico (largo) – Vesícula biliar mais horizontal, 5cm mais 
alta e mais lateral. 
 Astênico (magro) – Vesícula biliar vertical, 5cm mais baixa, próxima da linha 
media. 
Critérios de avaliação 
• São demonstradas toda a vesícula biliar e a área do dueto cístico opacificadas. 
• Não há evidencia de movimento da vesícula biliar ou do conteúdo abdominal. 
• Técnica apropriada com contraste d escala curta para permitir visualização clara da 
vesícula biliar, mesmo através de costela sobrejacente. Colelitos (cálculos biliares) 
podem ser visíveis como indicados por setas na Fig.16.28. 
 
 
 
 
Básicas 
• PA simples 
• OAE 
Especiais 
• Decúbito lateral direito (PA) 
• PA ortotástica 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Vesícula biliar opacificada projetada distante 
da coluna vertebral. 
Posição do Paciente 
• Paciente em semidecúbito ventral, lado 
anterior esquerdo para baixo. 
• Travesseiro para a cabeça, braço direito para 
cima, braço esquerdo para baixo, joelho 
direito parcialmente fletido para manter a posição. 
Notas: A centralização e a colimação precisas devem ser possíveis com marcação cutânea a 
partir da radiografia simples previa. 
 Pode ser realizada uma OPD se o paciente não for capaz de colocar-se em decúbito 
ventral ou semidecúbito ventral. 
Critérios de avaliação 
• A vesícula biliar opacificada e a área do ducto cístico são incluídas centralizadas no 
filme. 
• A vesícula biliar é observada em perfil sem auto-superposição, e não é superposta à 
coluna vertebral, o que indicaria obliqüidade insuficiente. 
• Não há evidencia de movimento. 
• Técnica apropriada usada com contraste em escala curta para permitir clara 
visualização da vesícula 
biliar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vesícula Biliar (Colecistograma 
oral) 
Básicas 
• PA simples 
• OAE 
Especiais 
• Decúbito lateral direito (PA) 
• PA ortotástica 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Vesícula biliar opacificada projetada 
distante da coluna vertebral com estratificação de 
possíveis colelitos (cálculos biliares). 
Pode ser realizada quando o 
paciente não pode ficar de pé. 
 
 
 
Posição do Paciente 
• Paciente sobre almofadas radiotransparentes, deitado sobre o lado direito de frente 
para a mesa e/ou porta-filme. (Almofadas separadas para quadris e ombros permitem 
que a vesícula biliar afaste-se livremente das vértebras). 
• Travesseiro para a cabeça, braços levantados acima da cabeça, joelhos fletidos um 
sobre outro. 
• Prender as rodas da maca para que o paciente não caia. 
Notas: Para ser feita como uma AP se necessário, mas é preferida uma incidência PA devido à 
localização mais anterior da VB. 
 A posição de decúbito produz uma “queda” da VB afastando-se da coluna, e 
estratificação dos cálculos na qual os cálculos mais pesados depositam-se ou separam-se dos 
biliares mais leves (Fig.. Estes cálculos podem não ser visíveis em outras incidências. 
Critérios de avaliação 
• A vesícula biliar opacificada e a área do ducto cístico são incluídas centralizadas no 
filme. 
• A vesícula biliar é observada sem movimento, localizada abaixo da coluna vertebral. 
• Linhas de estratificação de colelitos devem ser visíveis, se presentes. 
• Técnica apropriada usada com contraste de escala curta para visualizar claramente a 
vesícula biliar sem penetração excessiva e apagamento de possíveis colelitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vesícula Biliar (Colecistograma oral) 
Básicas 
• PA simples 
• OAE 
Especiais 
• Decúbito lateral direito (PA) 
• PA ortotástica 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Vesícula biliar opacificada com 
estratificação de possíveis colelitos (cálculos biliares). 
Posição do Paciente 
• Paciente em ortostatismo, de frente para a 
mesa e/ou Bucky mural. 
• Braços ao lado do corpo. 
Notas: Pode ser feita como uma AP se necessário, 
mas é preferida uma incidência PA devido à localização mais anterior da VB. 
Modificar a centralização, conforme a necessidade, em casos de extremos de 
biótipo. 
A posição ortostática com feixe horizontal produz estratificação de possíveis 
cálculos biliares, semelhante aquela da posição de decúbito. (Se o paciente não puder 
levantar, pode-se fazer em decúbito.) 
Pode ser feita como uma seriografia como mostra a figura acima. 
Critérios de avaliação 
• A vesícula biliar opacificada e a área do ducto cístico são incluídas centralizadas no 
filme. 
• A vesícula biliar é observada sem 
movimento, localizada a 2,5 a 5cmmais 
baixa que na posição de decúbito. 
• Linhas de estratificação de colelitos devem 
ser visíveis, se presentes. 
• Técnica apropriada usada com contraste de 
escala curta para visualizar claramente a 
vesícula biliar sem penetração excessiva e 
apagamento de possíveis colelitos. 
 
Ductos biliares (colangiografia OR) 
Vesícula Biliar (Colecistograma oral) 
Básicas 
• PA simples 
• OAE 
Especiais 
• Decúbito lateral direito (PA) 
• PA ortotástica 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Sistema de ductos biliares, drenagem 
para o duodeno e quaisquer cálculos biliares 
residuais. 
 
Posição do paciente e da parte 
• Paciente em decúbito dorsal sobre a mesa de cirurgia. 
• A mesa é ligeiramente inclinada para cada posição oblíqua. 
• Comunicar-se coma equipe cirúrgica sobre posição do paciente, posicionamento do filme e 
localização do RC. 
Raio Central 
• Centralizar a meio caminho entre a margem inferior direita da caixa torácica e a 
extremidade xifóide, ou no local indicado pelo cirurgião. 
• DFoFi mínima de 102 cm. 
OPD Opcional: Esta não é especificamente demonstrada, mais a centralização é 
semelhante á da incidência AP. O paciente é colocado em uma posição OPD a 15ª 20º, 
mediante inclinação da mesa, para afastar os ductos biliares da coluna vertebral. A grade 
deve ser colocada transversal a fim de evitar corte na grade. O cirurgião instruirá quando 
está oblíqua deve ser feita e inclinará a mesa e o paciente, conforme necessário, para esta 
posição oblíqua. 
Nota: Quando possível, realizar uma radiografia simples antes do inicio da cirurgia. 
Critérios de avaliação 
• É demonstrado todo o sistema de ductos biliares 
preenchidos por mero de contraste. 
• Não há evidência de movimento na radiografia. 
• Emprego de técnica apropriada para visualizar o 
sistema de ductos biliares. 
 
UROGRAFIA EXCRETORA, CISTOGRAFIA E 
URETROCISTOGRAFIA 
 
ANATOMIA RADIOLOGICA 
SISTEMA URINÁRIO 
Os exames radiológicos do sistema urinário 
entre os procedimentos contrastados mais comuns 
realizados em departamentos de radiologia. O sistema 
urinário consiste em dois rins, dos ureteres, uma 
bexiga e uma uretra. 
Os dois rins e os ureteres são órgãos 
situados no espaço retroperitoneal. Estes dois órgãos 
em forma de feijão situam-se a cada lado da coluna 
Ductos biliares (colangiografia OR) 
• PA e/ou OPD 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
79 
vertebral na parte mais posterior da cavidade abdominal. O rim direito geralmente está um 
pouco mais baixo que o esquerdo devido à presença do fígado. Próximo a parte medial 
superior de cada rim, há uma glândula supra-renal. Estas importantes glândulas do sistema 
endócrino estão localizadas na cápsula adiposa que circunda cada rim. 
Cada rim conecta-se à bexiga única por 
seu próprio ureter. O material eliminado, na forma de 
urina, vai dos rins para a bexiga através destes dois 
tubos estreitos, denominados ureteres. A bexiga 
semelhante a um saco serve como um reservatório 
para armazenar urina ate que possa ser eliminada do 
corpo através da uretra. 
A designação latina para rim é ren, e renal 
é um adjetivo comum que se refere ao rim. 
Rins 
Os vários órgãos do sistema urinário e sua 
relação com o esqueleto ósseo são mostrados numa 
vista superior na Fig.17.2, e pelo lado esquerdo na 
Fig.17.3. Os rins posicionados e posteriormente 
situam-se de cada lado da coluna vertebral na parte 
superior do abdome. A caixa técnica inferior forma 
assim um revestimento protetor para os rins. 
Ureteres 
A maior parte de cada ureter situa-se anterior a seu respectivo rim. Os ureteres 
seguem a curvatura natural da coluna vertebral. Cada ureter inicialmente curva-se para frente, 
seguindo a curvatura lordótica lombar e depois curva-se para trás após entrar na pelve. Depois 
d entrar na pelve, cada ureter segue a curva sacrococcígea antes de ingressar na face póstero-
lateral da bexiga. 
 
Uretra 
A uretra conecta a bexiga ao exterior. A porção 
externa da uretra situa-se inferiormente à sínfise púbica. 
Todo o sistema urinário situa-se posterior ou 
abaixo do peritônio. Os rins e os uretere são estruturas 
retroperitoneais, enquanto a bexiga e a uretra são 
infraperitoneais. 
Localização Normal do Rim 
A maioria das radiografias do abdome, inclusive 
urografias, é realizada em expiração com o paciente em 
decúbito dorsal. O efeito combinado de expiração e uma 
posição de decúbito dorsal permite que os rins se situem 
bastante 
altos na 
cavidade 
abdominal. 
Nestas 
condições, os 
rins 
normalmente 
localizam-se aproximadamente a meio caminho 
entre o processo xifóide e a crista ilíaca. O 
rim esquerdo normalmente esta a cerca de 1cm 
acima do direito. O topo do rim esquerdo 
geralmente encontra-se ao nível do espaço 
intervertebral T11-T12. A parte inferior do rim 
direito esta na maioria das vezes ao nível da 
parte superior de L3. 
Movimento do Rim: Como os rins estão apenas frouxamente fixados dentro de sua cápsula 
adiposa, tendem a mover-se para cima e para baixo com movimentos do diafragma e com as 
mudanças de posição. Quando um indivíduo inspira profundamente ou coloca-se em posição 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
80 
ortostática, os rins normalmente abaixam-se cerca de uma vértebra lombar ou 5 cm. Se eles 
tendem a abaixar-se mais que isso, diz-se que existe uma condição denominada nefroptose. 
Em alguns pacientes muito magros, em particular, os rins podem cair enormemente e terminam 
dentro da pelve, o que pode criar problemas de uma “dobra” ou torção dos ureteres. 
Funções do Sistema Urinário 
A função primaria do sistema urinário é a produção de urina e sua eliminação do corpo. 
Durante a produção de urina, os rins: 
(1) Removem escórias nitrogenadas. 
(2) Regulam os níveis de água no corpo. 
(3) Regulam o equilíbrio ácido-básico e os níveis de 
eletrólitos do sangue. 
As escórias nitrogenadas como a uréia e a 
creatina são formadas durante o metabolismo normal 
das proteínas. O acúmulo destas escórias nitrogenadas 
no sangue resulta na condição clínica chamada de 
uremia. 
Vasos Sanguíneos Renais 
São necessários grandes vasos 
sanguíneos para lidar com as grandes quantidades de 
sangue que fluem através dos rins diariamente. Em 
repouso, cerca de 25% do sangue bombeado para fora 
do coração a cada batimento atravessam os rins. O sangue arterial é recebido pelos rins 
diretamente da aorta abdominal através das artérias renais esquerda e direita. Cada artéria 
renal ramifica-se várias vezes até que seja formada uma vasta rede capilar em cada rim. 
Como a maior parte do volume sanguíneo que entra nos rins é devolvida ao 
sistema circulatório, as veias renais também devem ser grandes vasos. Estas veias conectam-
se diretamente a grande veia cava inferior a fim de devolver o sangue para o lado direito do 
coração. 
 Ao longo da borda medial de cada rim, há uma fissura longitudinal, de 
localização central, denominada hilo. Este serve para dar passagem a artéria e veia renais, 
linfáticos, nervos e ureter. 
Cada rim é arbitrariamente dividido em uma 
parte superior e outra inferior, chamadas de pólo superior 
e pólo inferior. 
PRODUÇÃO DE URINA 
A ingestão média de água para homens 
durante cada período de 24 horas é de aproximadamente 
2,5 litros. Esta água provém de líquidos e alimentos 
ingeridos, e dos produtos finais do metabolismo. Estes 
2,5 litros finalmente terminam na corrente sanguínea. 
Grandes quantidades de líquido são filtradas a cada 24 
horas. Em repouso, mais de um litro de sangue flui 
através dos rins a cada minuto do dia, o que resulta em remoção de cerca de 180 litros de 
filtrado do sangue do sangue a cada 24 horas. Mais de 99% deste volume de filtrado são 
reabsorvidos pelos rins e devolvidos à corrente 
sanguínea. Durante o processo de reabsorção, são 
regulados o pH do sangue e as quantidades de vários 
eletrólitos, tais como sódio, potássio e cloro. 
A partir da grande quantidade de sangue que 
flui através dos rins diariamente, são formados cercade 
1,5 litro ou 1.500 cc de urina. Esta é uma quantidade 
media que varia muito dependendo de ingestão de 
liquido, quantidade de transpiração e outros fatores. 
URETERES 
Os ureteres conduzem urina dos rins para a 
bexiga. Ondas peristálticas lentas juntamente com a 
gravidade forçam a passagem da urina pelos ureteres. A 
pelve renal deixa cada rim no hilo para tornar-se o ureter. 
Os ureteres variam em comprimento de 28 a 34 cm e o 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
81 
direito é ligeiramente mais curto que o esquerdo. À medida que eles seguem para baixo, 
situam-se sobre a superfície anterior de cada músculo psoas maior. Continuando a seguir 
a curvatura da coluna vertebral, os ureteres finalmente entram na porção póstero-lateral de 
cada lado da bexiga. 
 Antes de qualquer cirurgia pélvica, o trajeto exato dos ureteres pode ser 
determinado radiologicamente. Como eles são tubos 
muito estreitos e bem semelhantes ao tecido 
circundante, deve-se ter cuidado durante a cirurgia 
para deixá-los intactos. Isso é particularmente 
verdadeiro durante histerectomias, PIS os ureteres 
estão localizados próximos do útero. 
Tamanho do Ureter e Pontos de Constricção 
 Os ureteres variam em diâmetro de um milímetro a 
quase um centímetro. Normalmente, há três pontos 
de constricção ao longo do trajeto de cada ureter. 
Se um cálculo renal tentasse passar do rim para a 
bexiga, teria problemas em atravessar estes pontos. 
 O primeiro ponto é a junção ureteropélvica; 
o segundo está próximo à borda da pelve onde os 
vasos sanguíneos ilíacos cruzam sobre os uretres; terceiro é onde o ureter se une à bexiga e é 
denominado junção ureterovesical, ou junção UV. A maioria dos cálculos renais que descem 
pelo ureter tende a ter dificuldade na junção UV, mas, após o calculo ultrapassar este ponto, 
terá pouco problema em atravessar a bexiga e a uretra ate o exterior. 
 
 
BEXIGA 
A bexiga é um saco musculomembranáceo 
que serve como reservatório para urina. A bexiga vazia 
é um pouco achatada e só assume o formato mais oval 
como nesta figura quando parcial ou totalmente 
distendida. 
A porção triangular da bexiga ao longo da 
superfície interna, posterior e chamada de trígono – a 
área muscular formada pela entrada dos dois ureteres 
por trás e o local de saída da uretra. O trígono está 
firmemente fixado ao assoalho da pelve. À medida que 
a bexiga se enche, seu topo expande-se para cima e 
para frente em direção à cavidade abdominal. 
A glândula que circunda a porção proximal 
da uretra é a próstata. Apenas os homens possuem 
próstata, de forma que a figura acima representa uma bexiga masculina, embora a estrutura 
interna da bexiga em ambos os sexos seja 
semelhante. 
Funções da bexiga 
A bexiga funciona como um 
reservatório de urina e, auxiliada pela uretra, 
expele a urina do corpo. Normalmente, sempre há 
alguma quantidade de urina na bexiga, mas, 
quando se alcançam 250 ml, há o desejo de urinar. 
O ato de urinar é denominado micção. 
Normalmente, a micção ocorre sob controle 
voluntario, e o desejo de urinar pode passar se a 
bexiga não puder ser esvaziada imediatamente. A 
capacidade total da bexiga varia de 350 ml a 500 
ml. À medida que a bexiga vai se enchendo, o 
desejo de urinar torna-se cada vez mais urgente. 
Se a pressão vesical interna se elevar muito, 
ocorrerá micção involuntária. A micção 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
82 
involuntária, tanto devida à pressão excessiva quanto a problemas orgânicos é chamada de 
incontinência. 
A retenção é a capacidade de urinar, que pode ser causada por uma obstrução na 
uretra ou ausência da sensibilidade para urinar. 
Tamanho e Posição da Bexiga: O tamanho, a posição e o estado funcional da bexiga 
dependem um pouco dos órgãos adjacentes e da plenitude da bexiga. Quando o reto contém 
material fecal, a bexiga é empurrada para cima e para 
frente. Uma gravidez a termo, como mostrado na figura 
acima, exerce enorme pressão sobre ela. 
Nota: Este desenho é apenas para mostrar a anatomia 
e a localização da bexiga em relação com o feto. 
Lembra-se de que não existem exames ou 
procedimentos radiológicos do sistema urinário 
realizados durante a gravidez, exceto em casos 
especiais nos quais os benefícios superam os riscos, 
conforme determinação médica. 
Órgãos Pélvicos Masculinos 
Os órgãos pélvicos masculinos são 
mostrados em corte mediossagital na figura ao lado. 
Quando a bexiga está vazia, sua maior parte situa-se diretamente posterior à margem superior 
da sínfise pública. À medida que ela se distende, como ocorreria durante um cistograma ou 
estudo radiológico da bexiga, uma parte cada vez maior localizar-se-á acima do nível da sínfise 
pública. 
A uretra masculina estende-se do óstio 
uretral interno até o externo na extremidade do pênis. 
Ela estende-se através da próstata e do 
comprimento do pênis. Possui em média 17,5 a 20 
cm de comprimento e tem duas funções. Não apenas 
serve como porção distal do trato urinário, que ajuda 
a eliminar a urina armazenada na bexiga, mas 
também é a porção terminal do sistema reprodutivo, 
que serve como uma passagem para o sêmen. 
Órgãos Pélvicos Femininos 
Os órgãos pélvicos femininos são mostrados em 
corte mediossagital. A bexiga situa-se atrás ou 
acima da margem superior da sínfise pública, 
dependendo do grau de distensão vesical. A uretra 
feminina é um canal estreito, com cerca de 4 cm de 
comprimento, que vai do óstio uretral interno até o 
externo. A sua única função é dar passagem de urina 
para o exterior. 
Há uma íntima relação entre uretra e bexiga, 
e útero e vagina. A uretra está incrustada na parede 
anterior da vagina. A relação espacial das três 
aberturas externas torna-se importante durante 
determinados procedimentos radiológicos. A abertura 
anal é mais posterior, a uretral, mais anterior, e a 
vagina está situada entre as duas. 
 
REVISÃO DA ANATOMIA (RADIOLÓGICA) 
Urografia Excretora 
Uma radiografia AP de uma urografia excretora ou 
intravenosa (UIV) é demonstrada abaixo, com 
determinada anatomia do sistema urinário identificada 
de A a H. o meio de contraste injetado por via 
intravenosa permite que estas partes do sistema 
urinário sejam visualizadas na radiografia. 
A. Pequenos cálices 
B. Grandes cálices 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
83 
C. Pelve renal 
D. Junção ureteropélvica (JUP) 
E. Ureter proximal 
F. Ureter distal 
G. Junção ureterovesical (JUV). 
H. Bexiga 
Peilegrafia Retrógrada 
A anatomia também é identificada nesta pielgrafia 
retrógada na qual o meio de contraste está sendo injetado 
através de um cateter inserido para cima (retrógado) 
através da uretra, da bexiga e do ureter até o nível da pelve 
renal. 
Cistouretrografia Miccional 
A anatomia é identificada nesta radiografia da bexiga e 
uretra feita enquanto o paciente jovem do sexo masculino 
estava urinando o meio de contraste. 
A. Ureteres distais 
B. Bexiga 
C. O trígono da bexiga 
D. Área da próstata 
E. Uretra 
 
RIM, URETER E BEXIGA (RUB) 
A radiografia simples do abdome ou RUB apresentada na fig. I pág. 258 mostra 
muito pouco do sistema urinário. Os contornos grosseiros dos rins geralmente são 
demonstrados devido à cápsula de gordura que os circunda. Em geral, o sistema urinário 
funde-se às outras estruturas de tecidos moles da cavidade abdominal, assim exigindo meio de 
contraste para visualizar radiologicamente a porção interna, cheia de líquido, do sistema 
urinário. 
UROGRAFIA 
O exame radiológico do sistema 
urinário é, em geral, denominado urografia. O 
prefixo uro designa uma relação com a urina ou 
o trato urinário. Os meios de contraste para 
visualizar o trato urinário são utilizados de duas 
formas. Primeira, o meio de contraste pode ser 
introduzido na corrente sanguínea por injeção 
intravenosa. 
A segunda requer algum 
cateterismo, de forma que o meio de contraste 
possa ser administrado diretamente dentro da 
estrutura a ser estudada radiologicamente. 
Exames radiológicos do sistema urinário que 
utilizam estas duas formas de administração demeios de contraste são discutidos no restante 
deste capítulo. 
MEIOS DE CONTRASTE 
Os dois principais tipos de meios de contraste iodados usados em urologia são os 
iônicos e os aniônicos. As estruturas químicas dos dois tipos diferem-se um pouco e 
comportam-se de forma distinta no corpo como descrito a seguir. 
Iodetos Orgânicos Iônicos 
Durante muitos anos, os pacientes receberam um tipo de meio de contraste 
iodado, orgânico, denominado iônico. Este agente de contraste contém iodo como o 
elemento opacificante, e outros componentes químicos para criar uma molécula complexa. O 
composto original da molécula é um grupo carboxil, na forma de ácido benzóico ao qual outros 
componentes químicos (cadeias laterais) são ligados. Os meios de contraste iodados, iônicos 
contêm um elemento de cadeia lateral positivamente carregado chamado de cátion, que é um 
sal, geralmente sódio ou meglumina, ou uma combinação de ambos. Estes sais aumentam a 
solubilidade dos meios de contraste. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
84 
O cátion é combinado a um componente negativamente carregado denominado 
ânion. O diatrizoato e o iotalamato são ânions comuns, que ajudam a estabilizar o meio de 
contraste. O cátion e o ânion são cadeias laterais que se fixam ao anel ácido benzóico. 
Original, juntamente com três átomos de iodo. Estes meios de contraste são chamados de 
meios de contraste triiodados. 
Maior Osmolidade e Maior Alteração da Homeostasia: Uma vez injetado, o cátion se 
dissociará da substância original ou ânion, criando assim dois íons distintos no sangue. Isso 
provoca uma condição hipertônica, ou um aumento da osmolidade plasmática sanguínea. 
Este aumento da osmolidade pode causar espasmo venenoso, dor no local da injeção e 
retenção de liquido. Mais importante, os agentes de contraste iônicos podem aumentar a 
probabilidade de que um paciente apresente uma reação ao meio de contraste. Qualquer 
ruptura do delicado equilíbrio das funções fisiológicas orgânicas pode resultar em uma reação. 
Esta é a base da Teoria Quimiotóxica, que afirma que qualquer ruptura daquele equilíbrio 
fisiológico, denominado homeostasia. Pode levar à reação. O aumento do número de íons no 
plasma torna-o hipertônico. Os agentes hipertônicos no sangue podem perturbar o nível de 
liquido corporal normal, o que pode romper a homeostasia e criar uma reação. 
Iodeto Orgânico Aniônico 
No final da década de 1960, foi desenvolvida uma nova geração de meios de 
contraste que também possui iodo necessário para a opacidade, mas que não contém cátions 
positivamente carregados. O grupo carboxil ionizante é substituído por um grupo não 
dissociado como o amido ou glicose. Quando dissolvido em água, forma-se um composto 
aniônico com cada molécula que tem três átomos de iodo. Portanto, quando injetado no 
sangue ou em outras cavidades corporais, o meio de contraste não se dissocia em dois íons 
distintos, mas permanece intacto. O termo aniônico foi cunhado para descrever este tipo de 
meio de contraste baseado em sua característica não-ionizante. 
Baixa Osmolidade e Menor Alteração da Homeostasia: devido à sua natureza não-
ionizante, estes agentes de contraste possuem baixa 
osmolidade do plasma sanguíneo. Assim, os meios de 
contraste aniônicos são quase isotônicos e são mais 
bem tolerados pelo corpo. A pesquisa indica que os 
pacientes são menos propensos a apresentarem 
reações ao meio de contraste, ou possuem reações ou 
efeitos colaterais menos intensos quando se usam 
agentes de contraste aniônicos. Entretanto, o custo dos 
meios de contraste aniônicos é muito maior que o dos 
iônicos. Portanto, enquanto muitos departamentos de 
radiologia usam exclusivamente meios de contraste 
aniônicos, outros basearão suas decisões de usar meio 
de contraste aniônico na historia do paciente e no potencial de reações. 
Efeitos Colaterais Comuns 
Os efeitos colaterais ocorrem em muitos 
pacientes como um resultado esperado ao meio de 
contraste iodado injetado. São breves e auto-limitados. 
Dois efeitos colaterais comuns após a 
injeção intravenosa de meio de contraste iodado são 
calor temporário e gosto metálico na boca. Tanto o 
primeiro, particularmente na face, quanto o segundo 
geralmente cessam logo. A discussão destes possíveis 
efeitos e a explicação cuidadosa do exame ajudarão a 
reduzir a ansiedade do paciente e a prepará-lo 
psicologicamente. 
Anamnese do Paciente: Uma anamnese cuidadosa 
pode servir para alertar a equipe médica para uma possível reação. Pacientes com uma 
história de alergia possuem maior tendência a apresentarem reações adversas ao meio de 
contraste que aqueles que não são alérgicos, as perguntas feitas ao paciente devem incluir: 
1. Você é alérgico a algo? 
2. Já apresentou febre do feno, asma ou urticária? 
3. É alérgico a quaisquer drogas ou medicamentos? 
4. É alérgico a iodo? 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
85 
5. É alérgico a frutos do mar ou mexilhões? 
6. É alérgico a outros alimentos? 
7. Já foi submetido a exame radiológico que exigisse 
uma injeção em uma artéria ou veia? 
Uma resposta positiva a qualquer uma dessas perguntas 
alertará a equipe para uma maior probabilidade de reação. 
Seleção e Preparo do Meio de Contraste 
A seleção e o preparo do meio de contraste 
correto são etapas importantes antes da injeção. Como os 
rótulos em vários recipientes de meio de contraste são 
semelhantes, você sempre deve ler o rótulo três vezes. 
Além disso, o recipiente vazio deve ser mostrado ao 
radiologista ou à outra pessoa que esteja injetando. 
Sempre que o contraste for retirado para uma seringa, 
certifica-se de manter a esterilidade do meio, da seringa e 
da agulha. 
Preparo para Possível Reação 
Como a reação ao meio de contraste é possível e imprevisível, deve haver um 
carrinho de emergência totalmente abastecido facilmente disponível sempre que for feita uma 
injeção intravenosa. Além das drogas de emergência, o carrinho deve conter equipamento de 
ressuscitação cardiopulmonar, oxigênio portátil, aparelho de aspiração e de pressão arterial, e 
possivelmente um desfibrilador e monitor. 
REAÇÕES AO MEIO DE CONTRASTE 
 A pesquisa e as experiências passadas indicam que os pacientes estão sob um maior risco de 
reações ao meio de contraste se houver uma história de uma das seguintes condições: 
1. Hipersensibilidade ao meio de contraste iodado 
2. Diabetes mellitus 
3. Asma ou outros distúrbios respiratórios 
4. Mieloma múltiplo 
5. Desidratação acentuada 
6. Doença renal ou hepática aguda ou crônica 
Uma teoria sugere que os pacientes de tez clara e cabelos ruivos podem ser mais 
propensos à reação ao meio de contraste que outros indivíduos de nossa população. Embora 
nenhuma das condições mencionadas anteriormente indique que estes pacientes sofrerão uma 
reação ao meio de contraste, eles estão sob maior risco. O meio de contraste aniônico, descrito 
anteriormente, pode minimizar este risco para estes pacientes. 
 A maioria das reações ao meio de contraste ocorre rapidamente se tiverem que 
ocorrer, mas ocasionalmente pode haver uma reação tardia. As reações ao contraste podem 
ser classificadas como leves, moderadas ou graves. As leves geralmente são autolimitadas e 
não exigem medicação para alivio dos sintomas. As moderadas são aquelas que exigem 
tratamento dos sintomas e para o conforto do paciente. Qualquer reação que produza sintomas 
ameaçadores à vidas e exija tratamento ativo, vigoroso é classificada como grave. Qualquer 
reação, independentemente de quão pequena possa parecer, merece observação cuidadosa. 
Reações leves algumas vezes indicam uma reação mai grave adiante. 
O paciente nunca deve ser deixado sozinho 
após uma injeção intravenosa. Enquanto são feitas as 
radiografias necessárias, observar o paciente e perguntar 
sobre quaisquer alterações. O radiologista ou outro médico 
responsável deve permanecer ao alcance imediato durante 5 
minutos após uma injeção, e dentro de alcance fácil durante 
uma hora. O médico deve ser chamado imediatamente no 
caso de qualquerreação moderada ou intensa. 
Reações Leves 
A maioria das reações ao contraste é leve e não 
exige tratamento alem de suporte e tranqüilizarão verbal. 
Reações leves, como náuseas e vômitos, são bastante 
comuns. Entretanto, não se deve avisar antecipadamente o 
paciente sobre sua possível ocorrência. Algumas vezes, a 
força da sugestão é suficiente para causar este tipo de reação. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
86 
Manter uma bacia para vômito à mão e uma toalha fria para a frente, se houver náuseas. 
Cuidar para que o paciente não vomite em decúbito dorsal. Sentá-lo ou virá-lo sobre o lado 
direito. 
Outras reações leves incluem urticária, prurindo e espirros. Estas reações 
causam preocupação porque podem indicar resposta mais intensa. 
Também podem surgir reações leves no local da injeção, particularmente se parte 
do contraste vazar da veia para o tecido adjacente. Este vazamento é chamado de 
extravasamento. Há possibilidade de ocorrerem dor, queimação ou dormência quando há 
extravasamento. Uma toalha morna sobre o local da injeção pode acelerar a absorção do 
material de contraste. 
Outra reação leve é uma resposta ao medo denominada resposta vasovagal. 
Algumas vezes, ao se ver uma agulha ou ter a sensação de sua picada, pode-se deflagrar 
reação vasovagal. Os sintomas incluem fraqueza ou tonteira, sudorese e a sensação que 
procede o desmaio. A explicação do procedimento e uma equipe de injeção confiante 
freqüentemente impedem este tipo de reação. A pressão arterial do paciente deve ser medida 
durante uma reação vasovagal, já que uma diminuição acentuada da pressão indica uma 
reação mais grave. 
Responsabilidades do Tecnólogo: 
1. Monitorizar e confortar o paciente 
2. Fornecer toalha morna em caso de extravasamento 
3. Documentar a reação do paciente 
Reações Moderadas 
As reações moderadas exigem administração de algum tipo de medicação 
enquanto o paciente ainda está na radiologia. Estas reações incluem urticária excessiva, 
taquicardia ou aceleração dos batimentos cardíacos, urticária gigante e muito vômito. Estes 
sintomas geralmente respondem de forma rápida e completa à medicação apropriada. 
Responsabilidades do Tecnólogo: 
1. Solicitar assistência médica (enfermeiro, radiologista etc.). 
2. Monitorizar e confortar o paciente 
3. Documentar a reação dele 
Reações Graves 
As reações graves ameaçam a vida e exigem tratamento intensivo, imediato. 
São exemplos: pressão arterial muito baixa, parada cardíaca ou respiratória, perda da 
consciência, convulsões, edema da laringe, cianose, dificuldade respiratória e choque 
profundo. O tratamento tardio ou impróprio de qualquer destes sintomas ou condições poderia 
resultar na morte do paciente. Se houver suspeita de uma reação moderada ou grave, obter 
ajuda e chamar o médico imediatamente. 
Responsabilidades do Tecnólogo: 
1. Solicitar assistência médica imediata 
2. Remover quaisquer obstáculos físicos (tubo, monitores etc.) que possam impedir a 
atuação da equipe médica. 
3. Auxiliar a equipe médica no tratamento do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reações leves 
Exemplos de reação 
- Náuseas e vômitos 
- Urticária 
- Prurido 
- Espirros 
- Extravasamento: queimação ou dormência no local da injeção 
- Resposta vasovagal (medo): fraqueza, tonteira, sudorese, sensação de desmaio 
Reações moderadas 
Exige medicação 
Exemplo de reação 
- Urticária excessiva 
- Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos) 
- Urticária gigante 
- Muito vômito 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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UROGRAFIA EXCRETORA – 
UROGRAFIA INTRAVENOSA (UIV) 
A urografia excretora ou intravenosa 
(UIV) é o exame radiológico mais comum do 
sistema urinário. Este exame foi freqüentemente 
chamado de PIV ou pielografia intravenosa. 
Entretanto, pielo refere-se apenas as pelves 
renais. Como a urografia excretora normalmente 
visualiza mais a anatomia que apenas a pelve 
renal; o termo PIV não deve ser usado. A urografia 
excretora (intravenosa) ou UIV, como será 
comumente denominada neste texto, visualiza os 
pequenos e grandes cálices, pelves renais, 
ureteres e bexiga após uma injeção intravenosa 
de meio de contraste. 
 A UIV é um teste funcional 
verdadeiro, pois as moléculas do meio de 
contraste são rapidamente removidas da corrente 
sanguínea e excretoras por completo pelo rim 
normal. 
Objetivo 
O objetivo duplo de uma urografia excretora (UIV) é: 
1. Visualizar a porção coletora do sistema urinário. 
2. Avaliar a capacidade funcional dos rins. 
Indicações Clínicas 
A UIV é um dos exames contrastados mais comuns realizados no departamento de radiologia. 
As principais indicações clínicas da UIV incluem: 
1. Massa abdominal ou pélvica. 
2. Cálculos renais ou ureterais. 
3. Traumatismo renal. 
4. Dor no flanco. 
5. Hematúrica no sangue na urina. 
6. Hipertensão. 
7. Insuficiência renal. 
8. Infecções no trato urinário (ITU) 
A relação anterior inclui determinadas condições como (2) cálculos renais ou 
ureterais, que constituem uma indicação muito comum de UIV. Os cálculos renais são cálculos 
insolúveis formados a partir de cristais de sais encontrados na urina. Eles resultam de 
condições como a ingestão excessiva de sais minerais associados a hiperatividade das 
glândulas paratireóides. Geralmente, formam-se na pelve renal onde causam dor intensa à 
medida que tentam entrar no ureter, ou atravessá-lo, onde podem alojar-se. Esta é uma 
condição muito dolorosa que pode exigir cirurgia ou outros procedimentos invasivos para 
remover a obstrução. 
(6)Hipertensão ou, mais especificamente, hipertensão renal freqüentemente 
exigirá uma alteração de rotina normal da UIV. A seqüência de imagens para estudo permitirá 
menores intervalos de tempo entre elas. Este procedimento será explicado de forma mais 
completa em uma secção posterior. 
Reações Graves 
Ameaçam a vida – Exigem tratamento IMEDIATO! 
Exemplos de reação 
- Pressão arterial muito baixa 
- Parada cardíaca ou respiratória 
- Perda da consciência 
- Convulsões 
- Edema laríngeo 
- Cianose 
- Dificuldade respiratória 
- Choque profundo 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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(8) Infecção ou trato urinário ou ITU pode ser uma condição aguda ou crônica. 
As bactérias que entram no sistema urinário normalmente estéril podem ser de difícil controle e 
eliminação. A bactéria mais comum é a Escherichia coli ou E. coli. Ela entra de forma 
retrógrada através da bexiga e pode envolver os ureteres e o rim. A pielonefrite é a inflamação 
do sistema coletor devido à invasão bacteriana. Durante a urografia intravenosa, os cálices 
tornam-se aumentados e assimétricos na pielonefrite crônica. 
Uma UIV antes da cirurgia pélvica confirmará a localização das estruturas do 
sistema urinário. 
Contra-indicações 
Embora os meios de contraste atuais sejam considerados relativamente seguros, 
o tecnólogo deve ter cuidado adicional em obter a anamnese do paciente. Através dela, ele 
pode tomar conhecimentos de determinadas condições eu impedirão o paciente de submeter-
se a uma UIV. As principais contra-indicações incluem: 
1. Hipersensibilidade ao meio de contraste iodado. 
2. Anúria ou ausência de excreção de urina. 
3. Mieloma múltipla 
4. Diabetes, principalmente mellitus. 
5. Doença hepática ou renal grave. 
6. Insuficiência cardíaca congestiva. 
7. Feocromocitoma 
8. Anemia facilforme. 
Esta relação inclui determinadas condições como (3) mieloma múltiplo e (7) 
feocromocitoma. O mieloma múltiplo é uma condição maligna dos plasmócitos da medula 
óssea; e um feocromocitoma é um tumor raro das adrenais. A pesquisa indica que Estes 
pacientes correm maior risco durante a UIV. Como (8) a anemia facilforme pode comprometer a 
função renal, estes pacientes também correm maior risco. 
É importante entrevistar completamente o paciente antes do procedimento. Alguns 
departamentos exigem que o tecnólogo reveja o prontuário do paciente internado e registre os 
níveis de uréia e creatina. Ambos são indicadores da função renal. 
O paciente comdurante o decorrer do exame e determine o 
curso de ação mais apropriado para realizar o exame radiológico 
completo. E absolutamente essencial para o exame radiológico 
do trato GI alto que seja possível visualizar órgãos em 
movimento e isolar estruturas anatômicas. As estruturas nesta 
área assumem grande variedade de formatos e tamanhos 
dependendo do biótipo, da idade e de outras diferenças 
individuais. 
Além disso, a atividade funcional do canal alimentar 
exibe grande variedade de diferenças consideradas dentro dos 
limites normais. Alem destas variações, existe um grande 
numero de condições anormais que tronam importante que 
estes órgãos sejam visualizados diretamente por fluoroscopia. 
Uma terceira semelhança é que são realizadas 
radiografias durante e após o exame fluoroscópico de quaisquer 
partes especificas do canal alimentar para fornecer um registro 
permanente dos achados normais ou anormais. 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
8 
MEIOS DE CONTRASTE 
Meios de contraste radiotransparentes 
e radiopacos são utilizados para tomar o trato GI 
visível radiologicamente. Meios de contraste 
radiotransparentes ou negativos incluem ar 
deglutido, cristais de CO2, e a bolha de gás 
normalmente presente no estômago. Os cristais de 
carbono citrato de cálcio e magnésio são usados 
mais comumente na produção de CO2. 
Nota: Os meios de contraste radiopacos absorvem 
mais raios X, e os meios radiotrasparentes 
absorvem menos, tornando as estruturas 
preenchidas por estes meios de contraste mais 
visíveis que os tecidos adjacentes. 
Sulfato de Bário (Bário) 
O meio de contraste positivo ou 
radiopaco mais comum usado para visualizar o 
sistema gastrointestinal é o sulfato de bário, 
(BaSO4), comumente denominado apenas bário. 
Como ilustrado na figura acima, o sulfato de bário 
é uma substância pulverizada, semelhante a giz. 
Em pó e misturado à água antes de ser ingerido 
pelo paciente. Esta substância especifica, que é um 
sal de bário, é relativamente inerte em virtude de 
sua extrema insolubilidade em água e outras 
soluções aquosas tais como ácidos. Todos os 
outros sais de bário tendem a ser tóxicos ou venenosos para o sistema humano. Portanto, o 
sulfato de bário usado em departamentos de radiologia deve 
ser quimicamente puro. 
Uma mistura de sulfato de bário e água forma 
uma suspensão coloidal, não uma solução. Para ser uma 
solução, as moléculas da substância adicionadas à água 
devem realmente dissolver-se nela. 
O sulfato de bário nunca se dissolve em água. 
Entretanto na suspensão coloidal (como sulfato de bário e 
água), as partículas suspensas na água podem tender a 
precipitar quando permanecem em repouso por um período. 
A radiografia da figura ao lado mostra copos de 
quatro marcas diferentes de bário que foram misturados nas 
mesmas proporções de água e sulfato de bário (1:1) e 
depois ficaram em repouso por 24 horas. Como foram 
usadas diferentes marcas de sulfato de bário, 
alguns copos mostram maior precipitação que os 
outros. Isso demonstra que quando o sulfato de 
bário e a água são misturados antes do necessário, 
cada copo deve ser bem agitado antes do uso. 
Existem muitas preparações 
comerciais especiais de sulfato de bário. A maioria 
contém esta substância finamente dividida em um 
agente de suspensão especial, de forma que estas 
preparações tendem a resistir à precipitação e, 
portanto, permanecem mais tempo em suspensão. 
Entretanto, cada uma destas suspensões deve ser 
bem misturada antes do uso. Várias marcas 
possuem diferentes odores e sabores, como chocolate, chocolate maltado, baunilha, limão, 
lima ou morango. 
 
 
BÁRIO FINO 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
9 
O sulfato de bário pode ser preparado ou comprado em uma mistura relativamente 
fina ou espessa: A mistura de sulfato de bário fino e água, ilustrada na figura abaixo) contém 
uma parte de BaSO4 para uma parte de água. O bário fino tem a consistência de um milk shake 
fino e usado para estudar todo o trato GI. 
A mortalidade, ou velocidade com que o sulfato de bário atravessa o trato GI, 
depende do meio de suspensão e de aditivos, da temperatura e da consistência da preparação, 
bem como da condição geral do paciente e do trato GI. É mais importante misturara 
preparação exatamente de acordo com as preferências do radiologista e o protocolo do 
departamento. Quando a mistura está fria, o sabor de giz é muito menos desagradável. 
 
Bário Espesso 
O bário espesso contém três ou quatro partes de BaSO4 para uma parte de água e 
deve ter consistência de cereal cozido. O bário espesso e mais difícil de ser engolido, mas é 
bem adequado para uso no esôfago. Pois desce lentamente e tende a revestir a mucosa. 
 
Contra-indicações ao sulfato de Bário 
As misturas de sulfato de bário são contra-indicadas 
se houver qualquer chance de que elas possam escapar para a 
cavidade peritoneal. Isso pode ocorrer através de uma víscera 
perfurada ou no ato cirúrgico se este suceder o procedimento 
radiológico. Em qualquer destes dois casos, deve ser usado 
contraste iodado, hidrossolúvel. Um exemplo deste tipo é o MD-
Gastroview®, mostrado na figura ao lado em um frasco de 240 ml. 
Outros exemplos são o Gastrogranfin® ou Hypaque Oral®, todos 
os quais podem ser facilmente removidos por aspiração antes da 
cirugia ou durante esta. Se qualquer uma destas substâncias 
hidrossolúveis passar para a cavidade peritoneal, o corpo pode 
absorvê-la facilmente. Por outro lado, o sulfato de bário não será 
absorvido e deverá ser removido pelo cirurgião de qualquer lugar 
em que seja encontrado fora do canal alimentar. 
Uma desvantagem dos materiais hidrossolúveis é seu 
sabor amargo. Embora estes meios de contraste iodados algumas 
vezes sejam misturados a refrigerantes para mascarar o sabor, freqüentemente são usados da 
forma natural ou diluídos com água. O paciente deve ser advertido de que o sabor pode ser 
ligeiramente amargo. 
Advertência: O contraste iodado hidrossolúvel não deve ser usado se o paciente for sensível 
ao iodo. 
Também foi descrito que um pequeno número de pacientes é hipersensível ao 
sulfato de bário. Embora isso seja raro, o paciente deve ser observado quanto a quaisquer 
sinais de reação alérgica. 
 
Duplo Contraste 
O uso de técnicas de duplo 
contraste foi amplamente empregado para 
auxiliar no diagnostico de determinadas 
doenças. Alguns departamentos também 
estão realizando esofagografias com duplo 
contraste. O uso de técnicas de duplo 
contraste que empregam meios de 
contraste radiotransparentes e radiopacos 
foi desenvolvido no Japão, onde há 
elevada incidência de carcinoma de 
estômago. 
O meio de contraste radiopaco 
é o sulfato de bário. É usado bário de alta 
densidade para proporcionar bom 
revestimento da mucosa gástrica. 
Freqüentemente o departamento fornece 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
10 
um corpo de sulfato de bário. Pré-medido, comercialmente produzido, no qual o tecnológico 
necessita apenas acrescentar água e misturar bem. 
O meio de contraste radiotransparente é o ar ambiente ou dióxido de carbono. 
Para introduzir o ar ambiente, são feitos pequenos orifícios com alfinete no canudo usado pelo 
paciente. À medida que ele bebe a mistura de bário, o ar entra. 
O dióxido de carbono é criado quando o paciente ingere cristais produtores de 
gás. Duas formas comuns destes cristais são citrato de cálcio e magnésio. Após chegar ao 
estômago, estes cristais formam uma grande bolha de gás. O gás força o sulfato de bário 
contra a mucosa gástrica, proporcionando melhor revestimento e visibilidade da mucosa e seus 
padrões (figura ao lado, pag.195, fig.2). Possíveis pólipos, divertículos e úlceras serão mais 
bem demonstrados com a técnica de duplo contraste. 
 
Eliminação Pós-exame (Defecação) 
Uma das funções normais do intestino grosso é a absorção de água. Qualquer mistura de 
sulfato de bário que permaneça nele após uma seriografia GI alta ou um enema baritado pode 
endurecer e tornar-se algo solidificada no intestino grosso, e, conseqüentemente,uma das contra-indicações anteriores pode exigir exame que 
utilize alguma outra modalidade de imagem. 
Determinados pacientes de alto risco ainda podem ser 
submetidos à UIV após uma série de pré-medicação ou 
tratamento. 
Os pacientes com suspeita de 
sensibilidade ao meio de contraste podem receber 
esteróides, benadryl, ou diuréticos antes do 
procedimento. Enquanto muitos departamentos 
enfatizam a desidratação antes do procedimento. 
Enquanto muitos departamentos enfatizam a 
desidratação antes do procedimento, há relatos que 
uma terapia de hidratação de um gotejamento com 
solução salina IV e diurética antes do procedimento pode reduzir o risco em pacientes com 
mieloma múltiplo, diabetes mellitus e outras condições. 
Preparo do Paciente 
O preparo do paciente para a UIV e o enema baritado é semelhante. O trato 
intestinal deve estar livre de gás e material fecal para os 
dois exames. Se ambos forem realizados no mesmo 
paciente, podem ser feitos no mesmo dia. A UIV é 
realizada primeiro e o EB a seguir. 
O preparo geral do paciente para a UIV inclui: 
1. Refeição leve na noite anterior ao procedimento. 
2. Catártico para limpeza intestinal. 
3. Dieta zero após a meia-noite (mínimo 8 horas) 
4. Enema na manha do exame. 
Existem muitas rotinas de preparo do paciente entre os 
departamentos. Alguns pacientes pediátricos e pacientes 
adultos em situação de emergência podem não receber 
preparo intestinal. Conhecer o protocolo de seu 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
89 
departamento. 
Antes da urografia excretora, deve ser removida toda a roupa, exceto sapatos e 
meias, e vestido um roupão hospitalar de mangas curtas. A abertura e as fitas para amarrar 
devem estar nas costas. Sempre certificar-se de que o paciente marcado para este exame ou 
qualquer outro procedimento radiológico é o paciente correto. Verificar duas vezes a fita de 
identificação do pciente internado e verificar o paciente ambulatorial com perguntas 
apropriadas. O paciente deve urinar imediatamente antes do exame por duas razões: 
1. A bexiga cheia demais poderia romper-se principalmente se for aplicada compressão 
no inicio de exame. 
2. A urina já presente na bexiga dilui o meio de contraste. 
Precauções na Gravidez 
Se o paciente for do sexo feminino, deve ser acolhida a historia menstrual. A irradiação na 
gravidez inicial é uma das situações mais perigosas em radiologia diagnostica. 
Exames de raios X como a UIV, que incluem a pelve e o útero no feixe primário, 
só devem ser realizados em gestantes quando absolutamente necessários e quando os 
benefícios superam o risco. 
Em qualquer exame radiológico do abdome de uma mulher potencialmente 
grávida, deve ser usada “regra dos 11 dias”. Qualquer mulher em idade fértil só deve ser 
submetida a procedimentos radiológicos durante o período de 10 dias após o inicio da 
menstruarão. Este é o único período em que pode ser excluída gravidez. As radiologias do 
abdome de uma gravidez conhecida devem ser adiadas no mínimo ate o terceiro trimestre. 
Preparo da Sala de Radiologia 
Os equipamentos necessários para urografia além da sala de radiologia, são: 
1. Tipo e quantidade corretos de contaste em urna seringa apropriada. 
2. O recipiente vazio do meio de contraste para mostrar ao médico ou assistente que 
realizar a injeção. 
3. Uma seleção de agulhas estéreis incluindo escalpe calibre 19. 
4. Esponjas ou compressas como álcool. 
5. Torniquete. 
6. Toalha ou esponja para apoiar o cotovelo. 
7. Escudo gonadal masculino. 
8. Bacia para vômito. 
9. Números, marcador de minuto e marcadores D ou E de chumbo. 
10. Carrinho de emergência à mão. 
11. Adrenalina ou benadryl prontos para injeção 
de emergência. 
12. Dispositivo de compressão uretérica (se 
usado pelo departamento). 
13. Uma toalha fria para a fronte ou uma morna 
para o local da injeção, se necessário. 
Estes itens devem estar reunidos e prontos antes de o 
paciente entrar na sala de exame. Certifica-se de que 
a sala esteja limpa e arrumada para cada paciente, e 
assegurar-se de que o paciente urinou antes de 
colocá-lo sobre a mesa de raios X. 
Compressão Ureteral 
Um método utilizado para estimular o enchimento do sistema pelvicaliceal e dos ureteres 
proximais é a compressão ureteral. Além disso, esta compressão permite que o sistema coletor 
renal retenha o meio de contraste por mais tempo para um estudo mais completo. Um destes 
dispositivos de compressão é mostrado no modelo na Fig.II (pag.262). É uma faixa de velcro 
envolvida ao redor de duas espátulas pneumáticas 
infláveis. 
Antes da injeção do meio de contraste, o 
dispositivo é colocado sobre o paciente com as 
espátulas desinsufladas. É fundamental que as 
espátulas sejam colocadas na borda pélvica para 
permitir a compressão dos ureteres. Sem o 
posicionamento apropriado delas, o meio de contraste 
será excretado em sua velocidade normal. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
90 
Uma vez introduzido o meio de contraste, as espátulas são infladas e 
permanecerão no lugar até que o radiologista ordene a liberação da compressão. 
Contra-indicações à Compressão Ureteral 
Existem determinadas condições que contra-indicarão o uso da compressão ureteral elas 
incluem: 
1. Possíveis cálculos ureterais. Pode ser difícil distinguir os efeitos da compressão da 
dilatação uretral devido à presença de calculo. 
2. Massa abdominal. A massa também pode determinar a dilatação ureteral semelhante 
àquela determinada pela compressão. 
3. Aneurisma da aorta abdominal. O dispositivo de compressão pode levar a 
extravasamento ou rotura do aneurisma. 
4. Cirurgia abdominal recente. 
5. Dor abdominal intensa. 
6. Traumatismo agudo do abdome. 
Trendelemburg Alternativa: A posição de Trendelemburg (na qual a cabeceira da mesa é 
abaixada em cerca de 15º) fornecerá alguns dos mesmos resultados que o procedimento de 
compressão sem tanto risco para o paciente com aqueles sintomas que contra-indicação a 
compressão ureteral. 
PROCEDIMENTOS GERAIS DA UIV 
A rotina de departamento variará para urografia intravenosa. Esta seção 
introduzirá o procedimento geral da UIV. O supervisor de departamento deve ser consultado 
quanto as diferenças especificas a partir da descrição ureteral. 
Raios X Simples e Injeção 
A história clínica do paciente e doutras informações pertinentes são discutidas 
com radiologista antes da injeção. As radiografias devem ser avaliadas quanto a técnica, 
localização dos rins e sinais de movimento. Estas radiografias simples devem ser mostradas ao 
radiologista antes da injeção. Se o paciente tem um cateter, este deve ser clampeado antes da 
injeção. 
Quando a injeção é feita, devem se registrar o horário exato de inicio e a duração 
da injeção. Os intervalos de tempo para toda a serie baseiam-se no inicio da injeção, não em 
seu final. A injeção geralmente leva de 30 segundos ao minuto para ser concluída. À medida 
que o exame prosseguir, observar cuidadosamente o paciente quando a quaisquer alterações 
físicas. Anotar no prontuário a quantidade e o tipo de contraste administrado ao paciente. 
Após a injeção completa do contraste, são feitas radiografias a intervalos de 
tempo específicos. Cada imagem deve ser marcada com o numero de chumbo que indica 
intervalo de tempo em que a radiografia foi feita. 
Rotina Básica de Imagens 
Uma rotina básica comum para a UIV poderia incluir: 
1. Nefrograma ou nesfrotomograma: Realizado imediatamente após o término da 
injeção (ou minuto depois do inicio da injeção) para capturar os estágios iniciais no 
meio de contraste que entra no sistema coletor. (Descrição adicional adiante). 
2. Cinco minutos: Uma RUB panorâmica para incluir todo o sistema urinário. A posição 
de decúbito dorsal (AP) é a preferida. 
3. Quinze minutos: Uma RUB panorâmica para incluir todo o sistema urinário. 
Novamente, a posição de decúbito dorsal (AP) é a mais comumente solicitada. 
4. Oblíquas em 20 minutos: O posicionamento em OPE e OPD fornecerá uma diferente 
perspectiva dos rins e removerá os ureteres da colunavertebral. 
5. Pós-miccional: A radiografia pós-miccional é feita após o paciente ter urinado. As 
posições de escolha podem ser o decúbito da inclusão da bexiga nesta radiografia 
final. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
91 
 
Alternativas à Rotina 
Existem muitas variações ou alternativas à 
rotina básica, e o radiologista pode solicitar 
posições especificas a qualquer momento 
durante o estudo. Algumas variações comuns 
incluem: 
1. Procedimento Pós-compressão 
Ureteral: É feita uma radiografia em 
tamanho total após a liberação da 
compressão. Explicar ao paciente o 
que será feito: a seguir, liberar a 
pressão de ar conforme ilustrado na 
Figura. Esta radiografia ou qualquer 
outra imagem tardia geralmente é 
realizada em decúbito dorsal. 
Para avaliar a função renal assimétrica, deve ser aplicada compressão 
imediatamente após a radiografia de 5 minutos (exceto se contra-indicado) e a seguir retirar a 
compressão imediatamente antes da radiografia dos 15 minutos. 
2. Estudo da Bexiga em Ortostatismo: Se o paciente possui uma história de prolapso 
da bexiga ou aumento da próstata, o exame da bexiga em ortostatismo feito antes da 
micção pode confirmar tais condições. 
3. Radiografias Tardias: Freqüentemente, no caso de cálculos urinários, a opacificação 
do ureter envolvido é lenta. O paciente pode ser trazido de volta ao departamento em 
uma ou duas horas. Certifica-se de que a equipe de radiologia saiba como será 
realizada a próxima radiografia antes de deixar o departamento. 
Após a conclusão da série habitual da UIV freqüentemente é realizada uma radiografia 
pós-miccional obtida em decúbito ventral ou em posição ortostática. Ao esvaziamento da 
bexiga, podem ser detectadas pequenas anormalidades nela. A posição ortostática 
demonstrará qualquer movimento incomum dos 
rins. 
Mostrar todas as radiografias ao radiologista 
antes de liberar o paciente do departamento. 
Nefrograma ou Nefrotomograma 
Radiografias feitas muito no inicio da série são 
denominadas nefroframas. O parênquima renal ou 
porção funcional do rim consiste em muitos 
milhares de néfrons. Como os néfrons individuais 
são microscópicos, a fase do néfron é um blush de 
toda a substância renal. Este blush resulta da 
presença da presença de contraste por todos os 
muitos néfrons, mas não ainda nos túbulos 
coletores. O nefrograma habitual é obtido com uma 
radiografia em um minuto após o inicio da injeção. 
A compressão ureteral, se usada tende a prolongar 
a fase do néfron para até cinco minutos no rim 
Rotina Básica para UIV 
1. Coleta de anamnese 
2. Radiografia simples 
3. Injeção no meio de contraste 
(Observar o horário de inicio da injeção, assim como o tipo e a quantidade de meios 
de contraste injetados.) 
4. Rotinas básicas 
- Nefrograma ou Nefrotomograma em 1 minuto 
- AP em decúbito dorsal em 5 minutos 
- AP em decúbito em 15 minutos 
- Oblíquos posteriores em 20 minutos 
- Pós-miccional (decúbito ventral ou ortostatismo) 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
92 
normal. 
 Em um nefrotomograma (Figura), comumente são feitos três níveis focais separados 
durante esta fase do estudo. 
 Como o interesse primário na nefrografia está nos dois rins, a centralização e o 
tamanho do filme devem estar restritos aos rins. Centralizar a meio caminho entre a crista ilíaca 
e o processo xifóide, exceto se for determinado um melhor ponto de centralização após ver a 
radiografia simples. 
 O termo é fundamental nesta radiografia; portanto, certifica-se de que a exposição seja 
feita exatamente 60 segundos após o inicio da injeção. A mesa, o filme e o painel de controle 
devem estar prontos mesmo antes do inicio da injeção, pois esta algumas vezes levará quase 
60 segundos para ser concluída. 
UIV HIPERTENSIVA 
Objetivo 
Um tipo especial de urografia intravenosa é a urografia hipertensiva. Este exame é realizado 
em pacientes com pressão arterial elevada (hipertensão) para determinar se os rins são a 
causa da hipertensão. Há um período muito menor entre as incidências para a UIV hipertensiva 
em comparação com os procedimentos de UIV padrão. 
Procedimento 
Durante a urografia hipertensiva, devem ser realizadas varias radiografias precoces. É 
importante que todos os chassis estejam disponíveis e marcados com números de chumbos 
para refletir a seqüência temporal de cada imagem. Uma vez iniciado o procedimento, as 
radiografias devem ser feitas a um intervalo fixo. 
O estudo hipertensivo incluirá, no mínimo, radiografias em 1,2 e 3 minutos com 
a possibilidade de outras adicionais a cada trinta segundos. Na maioria dos casos, a contagem 
de tempo começa no inicio da injeção. Após as primeiras radiografias, a seqüência de imagens 
pode ser semelhante a uma UIV padrão com estudo dos ureteres e bexiga. 
 
UROGRAFIA RETRÓGRADA 
Objetivo 
A urografia retrógrada é um exame não-
funcional do sistema urinário, durante o qual o meio 
de contraste é introduzido diretamente no sistema 
pelvicaliceal através de cateterização, por urologista 
durante uma pequena cirurgia. A urografia retrógrada 
é não-funcional pois os processos fisiológicos normais 
do paciente não estão envolvidos no procedimento. 
Procedimento 
 A equipe de cirurgia coloca o paciente 
sobre a mesa de cistoscopia-radiografia geralmente 
localizada no departamento de cirurgia. O paciente é 
colocado na posição de litotomia modificada, o que 
exige que as pernas sejam colocas em estribos como 
ilustrado na Figura ao lado o paciente geralmente é 
sedado ou anestesiado para este exame. O urologista introduz um cistoscopio através da 
uretra até a bexiga. Após examinar o interior da bexiga, o urologista introduz cateteres ureterais 
em um ou ambos ureteres. O ideal é que a ponta de cada cateter ureteral esteja posicionada 
ao nível da pelve renal. 
Após o cateterismo é feita uma radiografia simples. Tal radiografia permite não 
só que o tecnólogo em radiologia verifique a técnica e o posicionamento, como também que o 
urologista cheque o posicionamento do cateter. A segunda radiografia na série de urografia 
retrógrada é um pielograma. O urologista injeta 3 a 5 cc de qualquer dos meios de contraste 
urográficos diretamente na pelve renal de um dos rins ou de ambos. Interrompe-se a 
respiração imediatamente após a injeção e faz-se a exposição. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
93 
A terceira e última radiografia na 
série habitual é um ureterograma. A cabeceira da 
massa pode ser da mesa pode ser elevada para 
esta radiografia final. O urologista retira os 
cateteres e simultaneamente injeta contraste em 
um dos ureteres ou em ambos. O urologista indica 
quando fazer a exposição. Este exame é usado 
para visualizar diretamente as estruturas internas 
de um dos rins e ureteres ou de ambos. 
Um cateter é mostrado no lugar na 
Figura a direita, com meio de contrate sendo 
injetado no rim direito. O esquerdo e o ureter 
proximal também mostram presença de meio de 
contraste residual. 
 
CISTOGRAFIA RETRÓGRADA (CITOGRAMA) 
Objetivo 
A cistografia retrógrada é outro exame não-
funcional do sistema urinário. O cistograma é o 
exame radiológico da bexiga após instilação, 
através de cateter uretral, de um meio de contraste 
iodado. 
Procedimento 
Não há preparo do paciente para 
este exame, embora a bexiga deva ser esvaziada 
antes do cateterismo. Depois de cateterismo 
vesical de rotina sob condições assépticas, é 
drenada qualquer urina residual na bexiga. A 
bexiga é então cheia com contraste diluído 
conforme ilustrado na Figura permite-se que o 
material diluído de contraste flua apenas pela 
ação da gravidade. Nunca se deve ter pressa 
tentar introduzir o contraste sob pressão. Houve 
casos de ruptura da bexiga com o uso de pressão 
desnecessário. 
Após a bexiga estar cheia, o que 
pode exigir 150 a 500 cc, são feitas radiografias 
localizadas no seriógrafo pelo radiologista, ao varias posições na mesa pelo tecnólogo. 
O posicionamento de rotina para um cistograma inclui uma AP com um ângulo 
caudal de 15º e ambas as oblíquas posteriores.CISTOURETROGRAFIA MICCIONAL 
 Objetivo 
As radiografias miccionais podem ser feitas após o cistograma de rotina. Quando associados 
desta forma, o exame seria denominado cistouretrografia ou cistouretrografia miccional (CUM). 
Proporcionará um estudo da uretra e avaliará a 
capacidade de urinar do paciente; portanto, é um 
estudo funcional da bexiga e uretra. 
O traumatismo ou a perda involuntária 
de urina são indicações clínicas comuns. A fase 
miccional do exame é mais bem realizada se forem 
usados controles flouroscopiscos e uma câmera de 
filmagem. 
Procedimento 
O procedimento algumas vezes PE realizado com o 
paciente em decúbito dorsal, embora a posição 
ortostática torne mais fácil a micção. A base para um 
bom estudo miccional é remover com delicadeza o 
cateter da bexiga e da uretra. Em primeiro lugar, retirar 
qualquer liquido do balão do cateter, se foi usado este 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
94 
tipo de cateter, e muito lentamente fazer delicadamente a sua remoção. A uretra pode ser 
traumatizada se não houver cuidado. 
A mulher geralmente é examinada na posição AP ou oblíqua leve, como mostrado 
na radiografia na Figura o homem é mais bem examinado em uma posição oblíqua posterior 
direita há 30º. Deve ser fornecido um receptáculo adequado ou um absorvente para o paciente. 
Após o fim da micção, pode ser pedida uma AP pós-miccional. 
 
URETROGRAFIA RETRÓGRADA 
Objetivo 
A uretrografia retrógrada é realizada algumas vezes no paciente do sexo masculino para 
demonstrar todo o comprimento da uretra. O meio de contraste é injetado na uretra distal ate 
que toda ela esteja opacificada de forma retrógrada. Este não é um procedimento comumente 
realizado na atualidade, mas os tecnólogos devem no mínimo conhecê-lo no caso de ser 
solicitado. 
Procedimento 
A injeção do material de contraste é facilitada 
algumas vezes pelo dispositivo especial denominado 
clampe de Brodney, que é fixado ao pênis distal. 
Uma obliqua posterior direita a 30º é a posição de 
escolha; e a centralização se dá na sínfise publica. 
Introduz-se a ponta da seringa na uretra distal e 
procede-se a injeção. É usado contraste amplo para 
encher toda a uretra e são feitas exposições. Uma 
urografia retrógrada OPD em um paciente do sexo 
masculino é apresentado na figura o ideal é que a 
uretra esteja superposta aos tecidos moles da coxa 
direita. Isso impede superposição de quaisquer 
estruturas ósseas, exceto a pelve inferior. 
Como é raro este procedimento ser realizado 
atualmente, ele não é incluído na seção sobre 
posicionamento deste capítulo. Entretanto há 
cistouretrografia miccional, descrita anteriormente, 
fornece em grande parte a mesma informação 
diagnostica, e é descrita e demonstrada na seção adiante sobre o posicionamento. 
 
SUMARIO DOS PROCEDIMENTOS DO SISTEMA URINÁRIO 
Os procedimentos orográficos podem ser classificados pelo método de administração no meio 
de contraste. O meio de contraste é introduzido (1) no sistema circulatório ou (2) diretamente 
na estrutura a ser estudada. 
 
1. Na corrente sanguínea (geralmente injeção intravenosa): 
- urografia intravenosa (excretora) (UIV) 
2. Diretamente na estrutura a ser estudada (exige cateterização) 
- Urografia retrógrada 
- Cistografia (cistograma) retrógrada 
- Cistouretrografia miccional 
- Uretrografia retrógrada (raramente realizada na atualidade) 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Sistema coletor dos rins, 
ureteres e bexiga opacificados pelo contraste. 
 A radiografia simples verifica o 
preparo do paciente e os fatores de exposição 
corretos, e detecta quaisquer calcificações 
anormais antes da injeção do meio de 
contraste. 
 
 
Posição do Paciente 
• Paciente em decúbito dorsal, travesseiro para a cabeça, braços ao lado e afastados do 
corpo. 
Notas: Fazer o paciente esvaziar a bexiga imediatamente antes de começar o exame. 
 Explicar o procedimento e colher anamese antes da injeção de meio de contraste. 
Estar preparado para possível reação ao meio de contraste. 
Critérios de avaliação 
• Todo o sistema urinário é visualizado desde as imagens renais superiores até a bexiga 
distal. A sínfise púbica deve estar incluída na margem inferior do filme. 
• Apenas uma porção do sistema urinário pode ser opacificada na radiografia especifica na 
série. 
• Ausência de rotação evidenciada por simetria das asas ilíacas e da caixa torácica. 
• Ausência de movimentação devida a respiração ou a movimento. 
• Técnica apropriada com contraste de escala curta deve permitir que o sistema urinário seja 
visualizado. 
• Os marcadores de minuto juntamente com os marcadores D ou E devem ser visíveis em 
todas as radiografias da série. 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
Básicas 
• PA (radiografia simples e série) 
• Nefrotomografia 
• OPD e OPE (30º) 
• AP – Pós-miccional 
Especial 
• AP com compressão uretral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
96 
 
 
Est
rut
ura
s 
Mai
s 
Be
m 
Demonstradas 
Parênquima renal durante os estágios 
iniciais da UIV. 
O neufrograma envolve uma única radiografia AP feita da região renal dentro de 
60 segundos após a injeção )feita como radiografia AP convencional centralizada nos rins, não 
como uma tomografia). 
Posição do Paciente 
• Paciente em decúbito dorsal, travesseiro para a cabeça, braços ao lado e afastados do 
corpo. 
Notas: Explicar o procedimento tomográfico para reduzir a ansiedade do paciente. Obter 
anamnese antes da injeção do meio de contraste. 
 Lembrar ao paciente que permaneça imóvel entre as exposições. 
 Observar a radiografia simples para verificar o nível de foco, a técnica ideal e a posição dos 
rins. 
Critérios de avaliação 
• Todo o parênquima renal é visualizado com algum enchimento do sistema coletor com 
meio de contraste. 
• Ausência de movimentação devida a respiração ou a movimento. 
• Técnica apropriada com contraste de escala curta deve permitir que o sistema urinário seja 
visualizado. 
• Os marcadores de minuto juntamente com os marcadores D ou E devem ser visíveis em 
todas as radiografias da série. 
 
Urografia Intravenosa (excretora) – UIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
Básicas 
• PA (radiografia simples e série) 
• Nefrotomografia 
• OPD e OPE (30º) 
• AP – Pós-miccional 
Especial 
• AP com compressão uretral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
97 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
O rim do lado elevado é colocado 
em perfil ou paralelo ao filme, sendo mais bem 
demonstrado com cada obliqua. 
Posição do Paciente 
• Paciente em decúbito dorsal parcialmente 
rodado para o lado posterior direito ou 
esquerdo. 
Notas: algumas rotinas de departamento 
incluem um filme menor colocado em sentido transversal para incluir os rins e ureteres 
proximais, assim permitindo proteção gonadal para homens e mulheres. A centralização estaria 
a meio caminho entre o xifóide e as cristas ilíacas. 
Critérios de avaliação 
• O lado do rim elevado está paralelo ao plano do filme, não superposto pela coluna 
vertebral. 
• O ureter do lado inferior está livre de superposição da coluna. 
• Todo sistema urinário é visualizado. 
• A margem superior dos rins deve ser incluída, be como a bexiga e os ureteres inferiores 
se o tamanho o permitir. (Ver exceção na Nota.) 
• Ausência de movimentação devida a respiração ou a movimento. 
• Técnica apropriada com contraste de escala curta deve permitir que o sistema urinário seja 
visualizado. 
• Os marcadores de minuto juntamente com os marcadores D ou E devem ser visíveis em 
todas as radiografias da série. 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urografia intravenosa(excretora) – UIV 
Básicas 
• PA (radiografia simples e série) 
• Nefrotomografia 
• OPD e OPE (30º) 
• AP – Pós-miccional 
Especial• AP com compressão uretral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
98 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Rins (alteração postural) e 
bexiga quase vazia. 
 A posição ortostática 
demonstrará nefroptose (alteração postural dos 
rins. 
 A posição ortostática pós-
miccional também pode ajudar a demonstrar 
uma próstata aumentada, empurrada o 
assoalho da bexiga para cima. 
 
Posição do Paciente 
• Paciente em ortostatismo, dorso contra a mesa ou decúbito ventral. 
PA alternativa em decúbito ventral ou AP em decúbito: Esta também pode ser feita como 
uma incidência PA ou AP na posição de decúbito como centralização semelhante aquela 
descrita anteriormente. 
Critérios de avaliação 
• Todo o sistema urinário está incluído apenas com meio de contraste residual visível. 
• Toda a sínfise púbica (para incluir a área da próstata em homens) esta incluída na 
radiografia. 
• Ausência de rotação evidenciada por simetria das asas ilíacas. 
• Ausência de movimentação devida à respiração ou a movimento. 
• Técnica apropriada com empregada para permitir a visualização do meio de contraste 
residual no sistema urinário. 
• Os marcadores de minuto ortostatismo e/ou pós-micção juntamente com os marcadores D 
ou E devem ser visíveis. 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
Básicas 
• PA (radiografia simples e série) 
• Nefrotomografia 
• OPD e OPE (30º) 
• AP – Pós-miccional 
Especial 
• AP com compressão uretral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
99 
 
 
 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Pelve e cálices renais com ênfase 
pielocalicial e enchimento do ureter proximal. 
Advertência: Não deve ser usada 
compreensão em problemas agudos, massas 
abdominais ou cirurgia recente. (A posição de 
Trendelenburg com inclinação de 15°, que tem 
aproximadamente o mesmo efeito, pode ser 
usada nestes pacientes.) 
Posição do Paciente 
• Paciente em decúbito dorsal com dispositivo 
de compreensão sobre a parte inferior do abdome. 
Notas: A centralização alternativa com um filme menor posicionado transversalmente é a meio 
caminho entre o processo xifóide e as cristas ilíacas para centralizar os rins e ureteres 
proximais. (Isso permite proteção gonadal e colimação mais rigorosa para homens e mulheres, 
que também resulta em melhor qualidade de imagem.) 
 Colocar pás de compreensão ao nível das EIAS. 
Critérios de avaliação 
• Todo o sistema urinário é visualizado com ênfase do enchimento pielocalicial. 
• Ausência de rotação evidenciada por simetria das asas ilíacas. 
• Ausência de movimentação devida à respiração ou ao movimento. 
• Técnica apropriada com contraste de escala curta empregada para permitir que o sistema 
urinário seja visualizado. 
 
Urografia retrógada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urografia intravenosa (excretora) – UIV 
Básicas 
• PA (radiografia simples e série) 
• Nefrotomografia 
• OPD e OPE (30º) 
• AP – Pós-miccional 
Especial 
• AP com compressão uretral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
100 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
Pelve renal opacificada pelo contraste, grandes e pequenos cálices, e ureter (es). 
Este procedimento cirúrgico é considerado como realizado por um urologista em 
condições assépticas. 
Posição do Paciente 
• Posição de litotomia modificada com joelhos fletidos sobre suportes ajustáveis para pernas. 
Nota: Realizar radiografia simples após a introdução dos cateteres, mas antes da injeção do 
meio de contraste. 
 O pielograma demonstra a pelve renal, grandes e pequenos cálices. 
 O ureterograma demonstra o ureter. 
 Ureterograma exposto quando os cateteres são removidos. 
Critérios de avaliação 
• Visualização da pelve renal, grandes e pequenos cálices, e ureteres opacificados pelo 
contraste. 
• Ausência da rotação evidente por simetria das asas ilíacas e caixa torácica. 
• Ausência de movimentação devida à respiração ou ao movimento. 
• Técnica apropriada com contraste de escala curta empregada para permitir que o sistema 
urinário seja visualizado. 
Cistografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urografia retrógada 
Básicas 
• AP (radiografia simples) 
• AP (pielografia) 
• AP (ureterografia) 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
101 
 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Bexiga e ureteres distais opacificados 
pelo contraste, estes últimos quando há refluxo; 
próstata e uretra masculina proximal. 
Notas: Desclampear e drenar a bexiga antes do 
enchimento com meio de contraste. 
 O meio de contraste nunca deve ser 
injetado sob pressão, mas deve-se permitir que encha 
lentamente por gravidade em presença de um auxiliar. 
 Incluir a área de próstata imediatamente distal ao púbis em homens idosos. 
Critérios de avaliação 
• Em homens devem ser incluídos os ureteres distais, a bexiga e a uretra proximal. 
• Técnica apropriada empregada para permitir visualização da bexiga. 
AP: 
• A bexiga não esta superposta pelos púbis. 
Oblíquas Posteriores: 
• A bexiga não é superposta pela perna do lado elevado parcialmente fletida. 
Lateral: 
• Os quadris e os fêmures estão superpostos. 
Cistouretrografia miccional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cistografia 
Básicas 
• AP (10° - 15° caudal) 
• Ambas as oblíquas (45° - 60°) 
Especial 
• Lateral 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
102 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 
Estudo funcional da bexiga e da uretra, com possível 
refluxo ureteral. 
Posição do Paciente 
• Pode ser feita em decúbito ou ortostatismo. 
Posição da Parte 
Homem: 
• Corpo oblíquo 30° para a direita (OPD). 
• Superpor a uretra sobre os tecidos moles da coxa direita. 
Mulher: 
• Decúbito dorsal ou ortotastimo. 
• Centralizar o plano mediossagital na mesa ou porta-filme. 
• Estender e separar ligeiramente as pernas. 
Notas: Fluoroscopia e seriografia são melhores para este procedimento. 
 O cateter deve ser delicadamente removido antes do procedimento miccional. 
 Fornecer para o paciente receptáculo radiotransparente ou absorvente. 
 Após o fim da micção, pode ser solicitada uma incidência AP pós-miccional. 
Critérios de avaliação 
• São visualizadas a bexiga e a uretra opacificadas pelo contraste. 
• Técnica apropriada empregada para permitir a visualização da bexiga sem superexposição 
da área da próstata masculina e a uretra do homem ou da mulher. 
OPD: A uretra masculina que contém meio de contraste é superposta sobre os tecidos moles 
da coxa direita. 
AP: A uretra feminina que contem contraste é demonstrada abaixo da sínfise púbica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cistouretrografia miccional 
Básicas 
• Homem – OPD (30°) 
• Mulher – AP 
Nota: 
URETROCISTOGRAFIA RETRÓGRADA 
A uretrocistografia retrógrada é efetuada pelo urologista com o objetivo de 
mostrar toda extensão da uretra até a bexiga com radiografia em Antero-posterior e obliqua 
na posição de Braasch. 
Existe também a cisto-uretografia miccional com a técnica de Hodkinson para 
verificar a possibilidade de refluxo vesicouretral. 
O especialista introduz o material necessário para a realização do exame, 
efetuando-se radiografias em Antero-posterior e perfil na posição ortostática para os adultos. 
Nas crianças em geral o exame é realizado na posição horizontal com intensificador de 
imagem para verificar se existe refluxo durante a micção. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
103 
 
CAPITULO 21 
HISTERO E SIALO 
HISTEROSSALPINGOGRAFIA – HISTERO 
 
 
 
Histero 
Preparo: 
Paciente não deve estar 
nem grávida nem menstruada. Este 
exame é sempre realizado pelo 
medico radiologista ou obstetra e 
ginecologista para injetar o contraste. 
Histero 
Material: 
Gases 
Povidine 
Telebrix de histero 
Pozi 
Espectro 
Seringa de 10 
Aparelho Reprodutor 
Partes do Sistema Reprodutor da Mulher 
1. Ovários (2) 
2. Trompas falopianas (2) 
3. Útero 
4. Vagina 
 
 
Estudo do AparelhoDigital Feminino 
1. Os ovários: São dois órgãos ovais de forma achatada situados em cada lado pelve. 
Cada um mede cerca de 4 a 5 centímetros de comprimento. Muitos agrupamentos de 
células ficam abaixo da cobertura epitelial de cada ovário. Cada agrupamento contém 
um óvulo e um circulo de outras células. 
2. As trompas Falopianas: São dois tubos ocos cada um passando dos ângulos 
superiores do útero até cada ovário. Depois da puberdade, um óvulo é expelido por um 
dos ovários. A trompa falopiana recebe este óvulo e o conduz até o útero. Seo o óvulo 
é fertilizado, ele desce pela trompa falopiana e fica preso (enterrado) na parede do 
útero. Se não ocorre a fertilização, o óvulo é expelido do útero e da vagina 
(mentruação). 
3. O Útero: Um órgão em forma de pêra, fica na dobra do ligamento largo na pelve 
feminina. O útero é o órgão no qual se desenvolve o ovo fertilizado. Ele aumenta de 
tamanho acompanhando o feto. 
4. A Vagina: É a passagem do útero ao meio external. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
104 
 
Histero 
Básicas 
• AP (simples da pequena pelves) 
• AP (com 5 a 10 cc de contraste) 
• Obliqua direita e esquerda com contraste 
• Perfil com contraste 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
AP da pequena pelves. 
Critérios de avaliação 
• Bom preparo intestinal bem feito. (sem gases ou massa fecal no intestino). 
• Posição para injetar contraste: como se fora para sacro em AP, com as pernas na mesma 
posição e os pés afastados um do outro (posição ginecológica). 
Nota: Os raios-x são disparados na hora que o médico especialista comandar (na hora que 
injeta o contraste). 
Histero 
Básicas 
• AP (simples da pequena pelves) 
• AP (com 5 a 10 cc de contraste) 
• Obliqua direita e esquerda com contraste 
• Perfil com contraste 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Visualizar útero e trompas bem opacificadas (bem contrastadas) 
Critérios de avaliação 
• Representações das cavidades do útero e das trompas uterinas por instalação de um 
contraste positivo. 
• Através de um instrumento especial. 
• Também se destina ao controle da permeabilidade das vias de ligação das trompas e do 
útero. 
AP de histero com 10 a 20 cc de contraste (fig. I pág. 276) 
Notas: Em alguns casos no dia seguinte, é feito um radiografia da pequena pelve em AP, que 
tem por finalidade verificar se o contraste passou a cavidade uterina. Esta radiografia 
denomina-se, nome (prova de Cottico). Se houver permeabilidade das trompas o contraste 
ultrapassa-as no momento de sua introdução. 
SALIOGRAFIA – GLÂNDULAS SALIVARES 
 As glândulas salivares são órgãos acessórios da 
digestão associados á boca. Os dentes e a língua cooperam 
nos movimentos de mastigação para reduzir o tamanho das 
partículas de alimento e misturar o alimento com a saliva. 
Estes movimentos, denominados de mastigação, iniciam a 
parte mecânica da digestão. 
 Três pares de glândulas secretam a maior parte da 
saliva na cavidade oral na figura. Estes são (1) parótidas. Que 
significa próximo ao ouvido, (2) submandibulares, algumas 
vezes denominadas submaxilares (abaixo da mandíbula ou 
maxila) e (3) sublinguais, abaixo da língua. 
A saliva é composta de 99,5% de água e 0,5% de solutos ou 
sais de determinadas enzimas digestivas. Diariamente as 
glândulas salivares secretam entre 1.000 e 1.500ml de saliva, 
que dissolvem o alimento afim de a digestão poder ser 
iniciada. 
Também contêm uma enzima para começar a digestão do amido. 
Glândulas salivares especificas secretam um liquido espesso que possui muco. Este lubrifica o 
alimento mastigado de forma a transformá-lo em uma bola ou bolo para deglutição. O ato de 
engolir é denominado deglutição. 
Notas: As glândulas salivares podem ser sitio de infecção, principalmente as glândulas 
parótidas. A caxumba consiste em inflamação e aumento das glândulas parótidas causadas 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
105 
pelo vírus da doença, que cerca de 30% dos homens após a puberdade também resulta em 
inflamação dos testículos. 
 
 
 
 Sialografia – Glândula Salivares 
Material: 
Agulhas de sialo 
Seringa – 10cc 
Bico de metal 
Pacote de curativo 
Luvas esterelizadas 
Contraste – Lipodol U.F 
Um limão 
 
Processo: O medico dilata o ducto comum, pingando de 
três a cinco gotas de limão na boca do paciente para 
melhor visualização do orifício (canal) para poder 
conectar a agulha. E na seqüência injetar o contraste. 
 
Sialografia 
Básicas: 
• AP (simples sem contraste) 
• Oblíqua a 15º na cabeça com raio tangencial na 
parótida 
• Perfil de mandíbula 
• Oblíqua de mandíbula (bellot) 
Especial 
• Semi-axial Hirtz 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
PA: 
Ramos mandibulares e porção lateral do corpo. 
Critérios de avaliação 
• A mandíbula é demonstrada sem rotação quando: 
Os ramos da mandíbula são visualizados simetricamente de cada lado da coluna cervical. 
• A porção média do corpo e o mento são fracamente visualizados, superpondo-se à coluna 
cervical. 
• Penetração e exposição suficientes, sem movimento, para visualizar o corpo e os ramos da 
mandíbula. 
 
Sialografia 
Básicas: 
• AP (simples sem contraste) 
• Oblíqua a 15º na cabeça com raio tangencial na parótida 
• Perfil de mandíbula 
• Oblíqua de mandíbula (bellot) 
Especial 
• Semi-axial Hirtz 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Os ductos salivares com contraste tangenciado de 
cima do côndilo da mandíbula (glândula parótida). 
 
Critérios de avaliação 
• É o exame radiológico dos canais excretores das 
glândulas salivares com prévia repleção por uma 
substancia contraste. 
• A glândula que se presta a examinar é a parótida, 
sendo o contraste injetado no seu canal excretor (C. De Stenon) por um especialista, mo 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
106 
serviç0o de radiologia ou odontologia que tem aparelho de raio-x, este procedimento é feito 
com uso de agulha de ponto romba ou agulhas de sialo. 
 
Sialografia 
Básicas: 
• AP (simples sem contraste) 
• Oblíqua a 15º na cabeça com raio tangencial na parótida 
• Perfil de mandíbula 
• Oblíqua de mandíbula (bellot) 
Especial 
• Semi-axial Hirtz 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Ducto de Stensen’s e glândula parótida bem contrastadas atrás de sobreposto ao 
ângulo da mandíbula. 
 
Critérios de avaliação 
• Perfil verdadeiro, corpo sobre corpo da mandíbula. 
• Fazer a radiografia no momento de injetar contraste para visualizar todo ducto e glândula 
parótida, bem contrastados. 
Notas: essa radiografia dos ductos e glândulas salivares SAP (pequenas estenóides) e 
cálculos. 
 
Sialografia 
Básicas: 
• AP (simples sem contraste) 
• Oblíqua a 15º na cabeça com raio tangencial na parótida 
• Perfil de mandíbula 
• Oblíqua de mandíbula (bellot) 
Especial 
• Semi-axial Hirtz 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Ducto de Wharton’s e glândula sublingual e submaxilar. 
 
Critérios de avaliação 
• Ramo de mandíbula em obliqua para dissociar o ducto sublingual e maxilar. 
• Radiografias feita na hora que se injeta o contraste para ter boa visão do ducto e glândula 
sublingual e maxilar, bem cheios de contraste. 
Sialografia 
Básicas: 
• AP (simples sem contraste) 
• Oblíqua a 15º na cabeça com raio tangencial na parótida 
• Perfil de mandíbula 
• Oblíqua de mandíbula (bellot) 
Especial 
• Semi-axial Hirtz 
 
 
Estruturas Mais Bem Demonstradas 
 Posicionamento perfeito para dissociar (distender todo os ductos, ductos de Stensen’s 
e ductos de Wharton’s). 
 
Critérios de avaliação 
• Para descobrir pedras (cálculos), nos ductos salivares ou obstruções (estenoides). 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
107 
ARTROGRAFIA E MIELOGRAFIA 
PROCEDIMENTOS DE ARTROGRAFIA 
 
INTRODUÇÃO 
A artrografia é o estudo contrastado das 
articulações sinoviais e estruturas de tecidos moles 
relacionadas. As articulações que podem ser examinadas 
por este procedimento incluem as do quadril, joelho, 
tornozelo, ombro, cotovelo, punho e temporomandibular. 
Deve ser observado que, embora alguns 
médicos recomendem a artrografia como o método de 
escolha para exame da articulação do joelhoou do ombro, 
outros preferem a ressonância magnética (RM) para avaliar 
estas articulações. 
ARTROGRAFIA DO JOELHO 
Objetivo 
A artrografia do joelho é realizada para 
demonstrar e avaliar as patologias da articulação do 
joelho e estrituras de tecidos moles associadas. As 
estruturas de maior interesse incluem a cápsula articular 
meniscos, os ligamentos colaterais e cruzados 
basicamente. Estas estruturas são visualizadas através da 
introdução de um meio de contraste na cápsula articular com 
seriografia fluoroscópica e/ou imagens radiológicas de rotina, 
utilizadas para registrar uma imagem permanente. 
Indicações 
A artrografia do joelho é indicada quando há 
suspeita de rupturas da cápsula articular, dos meniscos 
ou dos ligamentos. O joelho é uma articulação submetida a 
considerável estresse, principalmente durante as atividades 
esportivas. Portanto, grande parte da patologia observada 
nele é causada por traumatismo. Um exemplo de patologia 
atraumática que indica artrografia é o cisto de Baker, que se 
comunica com a cápsula articular na área poplítea. 
Contra – indicações 
Em geral, a artrografia de qualquer articulação é 
contra-indicada quando se sabe que o paciente é alérgico ao 
meio de contraste iodado ou anestésicos locais. 
Preparo do Paciente 
Qualquer procedimento artrográfico deve ser 
completamente explicado antes do prosseguimento do exame 
para evitar ansiedade desnecessária por parte do paciente. O 
paciente deve ser advertido sobre quaisquer complicações e 
deve assinar um consentimento esclarecido 
Equipamento Acessório e Opcional 
Bandeja de Artrografia: Geralmente, é usada 
uma bandeja descartável, para do local da 
punção, que é um procedimento asséptico. Esta 
bandeja deve conter esponjas preparadas, 
esponjas de gaze, um campo fenestrado, uma 
seringa de 50 cc e duas de 10 cc, um conector 
flexível, varias agulhas hipodérmicas 
(geralmente calibres 18, 20, 21 e 25) e uma 
ampola de 5 ml de anestésico local, como 
xilocaína. Além disso, são necessários luvas e 
solução anti-séptica (como betadina), um 
aparelho de barbear e o meio de contraste. Para 
artrografia do joelho, também é necessária uma bandagem com 5 a 7,5 cm de largura. 
Punção 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
108 
Pode ser usada uma abordagem retropatelar, 
lateral ou medial durante o posicionamento 
da agulha. O local de injeção é o preferido 
pelo médico. 
 Com o local preparado, coberto e 
anestesiado, o médico introduz agulha de 
calibre 20, montada em uma seringa de 10 
cc, através da pele e tecidos subjacentes até 
o espaço articular. Todo o liquido articular é 
aspirado. Se tiver aparência normal (isto é, 
límpido e tingido de amarelo), pode ser 
desprezado. Se a aparência for anormal 
(turvo), deve ser enviado ao laboratório para 
avaliação. 
 Com todo o liquido aspirado, o meio de contraste positivo (colhido anteriormente) é 
injetado na articulação através da agulha de calibre 20, que foi deixado no lugar do duplo, a 
seringa de 50 cc é usada para injetar o meio de contraste negativo. 
 Uma vez injetado o meio de contraste, a agulha é removida e a bandagem é passada 
ao redor do fêmur distal para obliterar a área da busca suprapatelar. 
Meio de Contraste 
A artografia do joelho pode ser realizada 
utilizando-se um meio radiotransparente 
(negativo), um meio radiopaco (positivo) ou 
uma associação de ambos (contraste duplo). 
O estudo com duplo contraste parece ser um 
método de escolha. Para este estudo, é 
usada uma quantidade muito pequena 
(aproximadamente 5cc) de um meio positivo 
de densidade relativamente baixa (por 
exemplo, nome comercial: Renographin M 
60) juntamente com 80 a 100cc de um meio 
negativo, tal como dióxido de carbono, 
oxigênio ou o ar ambiente. 
 Com o meio injetado, o joelho é 
delicadamente fletido, o que produz um 
revestimento fino, uniforme das estruturas de tecidos moles pelo meio positivo. 
 
Rotinas de posicionamento 
Rotinas radiológicas 
O pocisionamento e o procedimento rotineiros 
para artrografia do joelho variam com método 
de exame, isto é, fluoroscopia, radiografia 
convencional ou a combinação de ambos. 
Fluoroscopia e seriografia 
Durante a fluoroscopia, o radiologista 
geralmente faz uma serie de indecências 
rigorosamente colimadas de cada menisco, 
rodando a perna cerca de 20 graus entre 
cada exposição. O resultado é um seriografia 
com nove exposições de cada menisco, o 
que demonstra o menisco em perfil em todo o 
seu diâmetro. 
Critérios de Avaliação 
• Cada menisco deve ser claramente visualizado em perfis variáveis em cada uma das nove 
áreas de expostas do filme. Podem ser necessárias outras exposições para demonstrar 
patologia. 
• O menisco visualizado deve estar no centro do campo colimado. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
109 
• A exposição correta e a penetração devem 
ser evidentes para visualizar o menisco e o 
meio de contraste. 
• O menisco em exame deve ser 
apropriadamente marcada como M (medial) 
ou L (lateral) usando pequenos marcadores 
de chumbo (menores que os marcadores 
habituais de direita e esquerda para reduzir a 
chance de encobrir a anatomia). 
• O marcador de identificação do paciente 
deve estar nítido, e o marcador D ou E deve 
ser visualizado sem superpor-se a anatomia. 
Incidências Convencionais na Mesa 
Alem das seriografias, geralmente são incluídas 
imagens AP e a lateral de rotina de todo o joelho, 
utilizando o tubo radiológico. Estas radiografias 
sãfiao feitas após remover a bandagem do fêmur 
distal. 
Critérios de Avaliação 
• As radiografias AP e lateral 
devem demonstrar toda a cápsula articular 
delineada pela combinação de meios de 
contraste negativo e positivo. 
• Os critérios de posicionamento 
devem ser semelhantes aos das radiografias 
AP e lateral do joelho convencionais. 
• O marcador de identificação do paciente deve estar nítido, e o marcador D ou 
E deve ser visualizado sem superpor-se a anatomia. 
Incidências com Feixe Horizontal 
A radiografia com feixe horizontal é outro método 
comum de imagem para artrografia do joelho e 
requer algum equipamento especial. Isso inclui: 
• Um chassi de 17x42cm divido 
para permitir seis exposições. 
• Diafragma de chumbo 
fornecendo uma abertura limitada ao 
tamanho dos locais de exposição marcados 
sobre o chassi. 
• Mesa pequena, baixa ou 
suporte usado ao radiografar o menisco 
lateral; um travesseiro filme. 
• Saco de areia de 2.250g. 
Estes dois últimos itens são usados para 
explorar a área apropriada do espaço articular, a 
fim de visualizar os meniscos lateral e medial. 
Cada menisco é radiográfico em um filme com a 
perna do paciente rodada 30º entre cada 
exposição. A radiográfica resultante demonstra 
seis incidências de cada menisco, em perfil, 
através de seu diâmetro. 
Critérios de Avaliação 
• Cada menisco deve ser demonstrado em um 
perfil diferente em seis exposições no filme 
de 17x42cm. 
• Os campos colimados não devem se 
superpor. 
• A articulação/menisco deve estar 
centralizada no campo colimado. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
110 
• A exposição correta e a penetração devem ser evidentes para visualizar o menisco e o 
meio de contraste. 
• O menisco em exame deve ser apropriadamente marcada como M (medial) ou L (lateral). 
• O marcador de identificação do paciente deve estar nítido, e o marcador D ou E deve ser 
visualizado sem superpor-se a anatomia. 
 
ARTROGRAFIA DO CHUMBO 
Objetivo 
A artrografia cdo ombro utiliza 
uma injeção simples ou dupla de meio de 
contraste para demonstrar a cápsula 
articular, o manguito rotador (formado pelos 
tendões de quatro músculos principais do 
ombro). O tendão da cabeça longa do bíceps 
e a cartilagem articular. 
Equipamento e Procedimento 
É necessária uma sala de 
radiologia/fluoroscopia para o procedimento, 
semelhante aquela para artrografia do joelho. A 
injeção de contraste é motorizada sob controle 
fluoroscópico, e o estudo convencional é 
realizado utilizando o tubo de raios X sobre a 
mesa. O equipamento e os suprimentos 
necessáriosincluem uma bandeja de artrografia 
descartável, padronizada, e uma agulha de 
punção lombar de 6 a 9 cm. 
Punção 
O local da injeção, diretamente 
sobre a articulação, é preparado como em 
qualquer procedimento artrográfico. Uma vez 
anestesiada a área o medico utiliza fluoroscopia 
para guiar a agulha ate o espaço articular. 
Como a articulação esta muito profunda, deve 
ser usada uma agulha de punção lombar. E 
injetada uma pequena quantidade de meio de 
contraste para determinar se a bursa foi 
penetrada. Uma vez totalmente instilada o meio 
de contraste, é iniciado o exame radiográfico. 
Meio de Contraste 
A artrografia do ombro pode ser 
realizada utilizando-se um meio de contraste 
positivo, único, ou uma combinação de meios de 
contraste positivo e negativo (duplo). Para um 
estudo com contraste simples são usados 10 a 
12cc de um meio positivo como o Renographin 
M-60. Para estudo com contraste duplo são 
usados 3 a 4 cc do meio positivo e 10 s 12 cc de 
um meio negativo (por exemplo ar ambiente). 
O estudo com contraste duplo é 
considerado melhor por alguns; para demonstrar 
áreas especificas como a porção inferior do 
manguitor rotador, quando as incidências são feitas com o paciente em posição ortostática. 
Rotinas de Posicionamento e Seqüência de Imagem 
A rotina radiográfica varia e o exame pode ser feito com paciente em posicao 
ortostática ou em decúbito. Uma seqüência de imagem sugerida pode incluir incidências AP 
simples, com rotação interna e externa como padrão e uma incidência da fossa glenoide 
transaxilar ou do sulco bicipital (por rotina de departamento ou conforme indicado). 
Uma vez injetado o meio de contraste, as incidências são repetidas. Se as 
radiografias parecem normais, o paciente é orientado a exercitar o ombro, e as radiografias são 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
111 
repetidas. Pode ser usado angulação caudal de 15º a 23º nas incidências AP por rotinas de 
departamento especificas. 
Objetivo 
A mielografia é o estudo radiológico 
da medula espinhal e de suas raízes 
nervosas que utiliza um meio de 
contraste. 
A medula espinhal e as 
raízes nervosas são delimitadas 
injetando-se um meio de contraste no 
espaço subaracnóide. O formato e o 
contorno do meio de contraste são 
avaliados para detectar possível 
patologia. Como a maioria das 
patologias demonstradas por este 
procedimento ocorre nas regiões lombar 
ou cervical, a mielografia destas áreas da coluna é mais comum. 
Indicações 
A mielografia é realizada quando os sintomas do paciente indicam a presença de 
uma lesão que pode estar presente dentro de cada medular ou salientando-se para o 
interior do canal. Se a patologia invadir a medula espinhal, os sintomas podem incluir dor e 
dormência, freqüentemente nos membros superiores e inferiores. As lesões mais comuns 
demonstradas por mielografia incluem núcleo herniado (NPH), tumores cancerosos ou 
benugnos, cistos e (no caso de traumatismo) possíveis fragmentos ósseos. Se houver uma 
lesão, a mielografia serve para identificar a extensão, o tamanho e o nível da mielografia é 
NPH (herniação do núcleo pulposo do disco invertebrado. 
Contra-indicações 
A mileografia é contra-indicada quando há sangue no liquido cerebroespinhal 
(LCE), aracnoidite (inflamação da membrana aracnóide), aumento da pressão intracraniana, 
ou uma punção lombar recente (realizada dentro de duas semanas antes do exame atual). 
A presença de sangue no LCE indica provável irritação no canal medular quando 
pode ser agravada pelo meio de contraste. A mielografia é conta-indicada no caso de 
aracnoidite porque o meio de contraste pode aumentar a intensidade desta. Em casos de 
elevação da pressão intracraniana, a punção do espaço subaracnoide durante o 
posicionamento da agulha pode causar complicações graves para o paciente quando a 
pressão iguala-se entre as áreas do cérebro e da medula espinhal. A realização de mielografia 
em um paciente submetido a uma lombar recente pode resultar no extravasamento do meio de 
contaste para fora do espaço através do orifício deixado pela punção previa. 
Preparo do paciente 
Os pacientes que serão submetidos à mielografia podem ser apreensivos em 
relação ao exame. Para reduzir a sua ansiedade e relaxá-los, geralmente é administrado, uma 
hora antes do exame, um sedativo/relaxante muscular injetável. O tipo e a quantidade de pré-
medicação usada são determinadas pelo radiologista que realiza o procedimento. 
Antes do exame, o procedimento e possíveis complicações devem ser explicados 
ao paciente pelo médico, e o paciente deve assinar um consentimento informado. 
Equipamento Principal 
O equipamento principal para mielografia a sala de radiografia/fluoroscopia com 
uma mesa basculante a 90º/15º, suporte para os ombros e um apoio para os pés com “botas” 
de mielografia. Os suportes para os ombros e as “botas” são usados a fim de segurara o 
paciente durante o procedimento, que pode exigir inclinação do paciente na posição de 
Trendelenburg (cabeça mais baixa que os pés). É aconselhável usar os suportes para ombros 
e as botas, em lugar de um ou outro separadamente. O apoio para os pés é utilizado para 
apoiar o paciente quando a mesa é colocada em posição vertical. 
Equipamento Acessório e Opcional 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
112 
O equipamento acessório para a mielografia inclui chassis com grade com 
porta-filmes apropriados para uma radiografia 
com feixe horizontal, uma bandeja de 
mielografia, luvas estéreis, uma solução 
anti-séptica, requisições laboratoriais 
apropriadas e uma grande esponja ou 
travesseiro para posicionamento. O numero 
e os tamanhos dos chassis com grade 
utilizados dependem do segmento do canal 
medular examinado. 
 A bandeja de mielografia 
geralmente é uma unidade descartável, 
esterilizada, pré-acondicionada, preparada por 
uma companhia comercial. A bandeja típica 
deve conter o descartável, bacia e esponjas 
preparadas: compressas estéreis; gaze 
estéril; seringas de 5cc e 20cc; agulhas de 
calibres 25 e 22; agulha de punção lombar 
de calibre 18; um frasco em dose única de 
anestesio local; e três tubos de ensaio. 
Punção 
A introdução do meio de contraste 
para mielografia é realizada através de uma 
punção do espaço subracnoide. Geralmente há 
duas localizações para o local da punção; as 
áreas lombar (L3-4) e cervical (C1-2). Das 
duas localizações, a áreas lombar é a mais 
segura, mais fácil e mais comumente usada 
para o procedimento. A punção cervical é 
indicada se a área lombar for contra-indicada, ou 
se a patologia indicar um bloqueio completo do 
canal vertebral acima da área lombar que obstruía 
o fluxo do meio de contraste para a região medular 
superior. 
Meio de Contraste 
O melhor tipo de meio de contraste 
para mielografia é aquele que se mistura bem com 
o liquido cerebroespinhal, facilmente absorvido 
atóxico, inerte (não-reativo), e tem boa 
radiopacidade. Nenhum tipo de meio de contraste 
atende a todos os critérios anteriores. No passado, 
foram usados ar ou gás (radiopaco) para 
mielografia. Atualmente, entretanto, são usados 
meios iodados hidrossolúveis, iônicos ou 
aniônicos. Devido à sua osmolalidade 
relativamente baixa, o meio de contraste 
hidrossolúvel aniônico pode ser usado para reduzir 
as chances de reações do paciente. 
Os meios de contraste hidrossolúveis 
proporcionam excelente visualização das raízes 
da cauda eqüina, são facilmente absorvidos pelo 
sistema vascular; e são excretados pelos rins. A absorção começa aproximadamente 30 
minutos após a injeção com boa radiopacoidade ate cerca de 1 hoa depois da injeção. Após 4 
a 5 horas, o meio de contraste apresentará um efeito radiológico turvio, e é radiologicamente 
indetectável após 24 horas. 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
113 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTINAS DE POSICIONAMENTO 
Fluoroscopia e Seriografia 
Durante a fluoroscopia, a mesa (e o 
paciente) é inclinada para a posição de 
Trendelenburg. Isso facilita o fluxo de meio de 
contraste a arca examinada.Rotinas de Mielografia Radiologica 
Convencionais (Após Fluoroscopia) 
Embora as rotinas radiológicas e 
departamento para mielografia possam variar 
significativamente, as seguintes 
posições/incidências descritas representam rotinas 
básicas sugeridas para os diferentes níveis da 
coluna vertebral. Também são relacionadas outras 
posições/incidências que podem ser consideradas 
de rotina. 
Antes do inicio da radiografia de rotina, 
o radiologista ajusta a inclinação da mesa, quando 
necessário, para concentrar o meio de contraste no 
nível da medula espinhal radiografado. 
Nota: Outras posições podem incluir oblíquas 
anteriores em decúbito ventral com um feixe 
horizontal. 
Notas: uma incidência AP em decúbito dorsal e uma lateral com feixe horizontal geralmente 
não são recomendados, pois, na posição de decúbito dorsal, ocorre acumulo do meio de 
contraste na região torácica media devido à curvatura na torácica habitual. É obvio que isso 
tem maior proeminência em alguns pacientes. Portanto, para melhor demonstrar todo o canal 
medula na região torácica, devem ser feitas incidências AP e PA em decúbito lateral direito 
e esquerdo, alem da posição lateral com feixe vertical, conforme descrito e ilustrado. 
RADIOGRAFIAS 
Critérios de Avaliação 
(para todos os níveis da coluna vertebral) 
• Deve ser demonstrado o nível apropriado da coluna vertebral, com contraste presente. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
114 
• Exposição correta e penetração adequada para demonstrar a anatomia e o meio de 
contaste. 
• Os marcadores de identificação do paciente e os marcadores anatômicos (direito ou 
esquerdo) devem ser claramente visualizados sem superporem-se a anatomia. 
• A colimação deve ser evidente. 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
115 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANGIOGRAFIA 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Definição 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
116 
As angiografias refere-se ao exame radiológico dos vasos sanguíneos após a injeção de 
um meio de contraste positivo. Como os vários tecidos moles 
do corpo possuem densidades radiológicas semelhantes, deve 
ser adicionado um meio de contraste positivo a fim de estudar a 
distribuição normal e anormal do sistema circulatório. Por 
exemplo, a radiografia de crânio lateral de rotina não demonstra 
nenhum dos vasos do sistema circulatório craniano, enquanto a 
arteriografia carotídea lateral mostra claramente os vasos 
sanguíneos. Isso também é verdadeiro para o sistema 
circulatório de outras regiões do corpo como tórax, abdome e 
membros superiores e inferiores (periféricos). Neste capitulo 
também será estudada a angiografia destas partes do corpo na 
qual o meio de contaste é injetado em vasos específicos de 
cada uma destas regiões. 
Uma boa compreensão da anatomia envolvida, 
abordada neste capitulo, é essencial para a realização da 
angiografia de qualquer região do corpo. 
Funções: As funções do sistema cardiovascular incluem: 
1. Transporte de oxigênio, nutrientes, hormônios e 
substancias químicas necessárias para atividade 
corporal normal. 
2. Remoção de escorias através dos rins e pulmões. 
3. Manutenção da temperatura corporal e do equilíbrio 
hidrelétrico. Estas funções são realizadas pelos 
seguintes componentes sanguíneos: hemácias, 
leucócitos e plaquetas suspensos no plasma. 
Circulação Sistêmica 
Artérias: Os vasos que transportam sangue oxigenado do 
coração para os tecidos são denominados artérias. As que 
se originam diretamente no coração medem cerca de 3 
centímetros de diâmetro. 
Estas artérias então subdividem-se e diminuem 
de tamanho a medida que se estendem do coração para as 
varias partes do corpo. As artérias menores são chamadas 
de arteríolas. A medida que o sangue atravessa as 
arteríolas, entra nos tecidos através da menor subdivisão 
destes vasos, conhecida como capilares. 
Veias: O sangue desoxigenado retorna ao coração através 
do sistema venoso, que se estende dos capilares venosos 
parta as vênulas e daí para as veias, aumentando de 
tamanho a medida que se aproxima do coração. 
ARTÉRIAS CEREBRAIS 
Suprimento Sanguíneos Encefálico 
O encéfalo é irrigado por grandes artérias da circulação 
sistêmica. As quatro grandes artérias que irrigam o cérebro 
são: 
1. Artéria carótida comum direita 
2. Artéria carótida comum esquerda 
3. Artéria vertebral direita 
4. Artéria vertebral esuqerda 
Os principais ramos das duas carótidas comuns 
suprem a circulação anterior do encéfalo, enquanto as duas 
vertebrais, a circulação posterior. O exame radiológico dos 
vasos do pescoço e de toda a circulação encefálica é 
denominado “angiografia dos quatro vasos”, pois estes 
quatro vasos recebem injeção coletiva e seletiva de meio de 
contraste. Outra rotina comum é a angiografia dos três 
vasos” na qual são estudadas as duas carotídeas e apenas 
uma artéria vertebral. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
117 
Ramos do Arco Aórtico 
A aorta é a grande artéria que sai do ventrículo 
esquerdo do coração. Há três grandes ramos que 
se originam do arco da aorta. Estes são: 
1. Artéria branquiocefalica 
2. Artéria carótida comum esquerda 
3. Artéria subclávia esquerda 
Artérias da Cabeça e do Pescoço 
A artéria do tronco branquiocefálico 
bifurca-se na artéria carótida comum direita e na 
artéria subclávia direita. 
 
Ramos da Artéria Carótida Externa 
Os quatro ramos principais da artéria externa: 
1. Artéria facial 
2. Artéria maxilar 
3. Artéria temporal superficial 
4. Artéria occipital 
 
 
 
 
 
 
 
 
Artéria cerebral Média 
A artéria média é o maior ramo de cada artéria carótida interna. Ela supre as faces 
laterais da circulação cerebral anterior. A medida que a artéria cerebral média segue em 
direção a periferia do cérebro, os ramos estendem-se para cima ao longo da porção lateral da 
insula ou lobo central do cérebro. Estes pequenos ramos irrigam o tecido cerebral profundo 
dentro do cérebro. 
 
 
 
 
SISTEMA LINFÁTICO 
Drenagem Linfática 
O sistema linfático serve para drenar o liquido intersticial (liquido entre as células) 
e conduzi-lo ao sistema venoso, o liquido proveniente do lado esquerdo do corpo, dos 
membros inferiores, da pelve e do abdome entra no sistema venoso através do ducto 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
118 
torácico (maior vaso linfático do coro) que drena para a veia 
subclávia esquerda próximo de sua junção com a veia jugular 
esquerda. 
O lado direito superior do corpo, o membro 
superior, a cabeça e a região do pescoço drenam liquido 
linfático para o sistema venoso na junção das veias jugular 
direita e subclávia direita através do ducto linfático direito. 
Funções 
As funções do sistema linfático são: 
1. Combater a doença mediante a produção de linfócitos e 
macrófagos. 
2. Reconduzir proteínas e outras substancias para o 
sangue. 
3. Filtrar a linfa nos linfonodos. 
4. Transferir gorduras do intestino para o ducto torácico e 
daí para o sangue. 
Linfografia 
Linfografia é o termo geral que descreve o exame 
radiológico dos vasos e nodos linfáticos após a injeção de um 
meio de contraste. O termo linfangiografia frequentemente é o 
usado para o estudo radiológico dos vasos linfáticos após 
injeção do meio de contraste. Isso é realizado por injeção de um 
meio de contraste oleoso em um vaso linfático (geralmente nos 
pés ou nas mãos), e a seguir acompanhamento de seu trajeto 
realizando-se radiografias a intervalos determinados. 
Como a velocidade de circulação do sistema 
linfático; é muito lenta, as seqüência de imagem no período 
oportuno também são muito lentas. Os vasos linfáticos 
geralmente são visualizados na primeira hora após a injeção e 
os linfonodos, 24 horas depois. 
Com o advento da tomografia computadorizada e 
outras modalidades de imagem mais recentes que podem 
facilmente visualizar linfonodos aumentados, estão sendo 
realizadas cada vez menos linfografias. 
A primeira parte deste capitulo discutiu a anatomia 
do sistema circulatório que pode ser visualizada 
radiologicamentepor angiografia após a injeção de um meio de 
contraste positivo. 
A segunda parte deste capitulo agora discute o 
procedimento geral e o posicionamento especifico necessário 
para angiografia das quatro regiões anatômicas, cerebral, 
torácica, abdominal e periférica (membros superiores e/ou 
inferiores). Como os procedimentos angiográficos em todas 
estas quatro regiões do corpo exigem a injeção de meio de3 
contrate, é necessária a introdução de uma agulha e/ou cateter 
no vaso sanguíneo. Um método comum para isso é denominado 
técnica de Seldinger 
Tenica de Seldinger 
A introdução de um cateter em um vaso exige 
punção através da pele, do músculo tecido ate que o vaso de interesse seja atingido. Há vários 
métodos que podem ser usados para realizar a punção dos vasos, mas o mais segura e o mais 
comum é a técnica de Seldinger. Esta técnica foi desenvolvida por Sven seldinger na década 
de 1950 e envolve o uso de cateteres específicos e fios condutores. Os cateteres possuem 
diferentes formatos na extremidade distal para permitir acesso mais fácil aos vários vasos. O 
tecnólogo em radiologia deve conhecer as varias dimensões, tipos, construção, desenho da 
ponta e radiopacidade dos cateteres e fios condutores em uso no departamento. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
119 
A seguir é fornecida uma descrição 
passo a passo da técnica de Seldinger: 
Etapa 1 – Introdução da Agulha: A agulha é 
colocada em uma pequena incisão e introduzida 
de forma que puncione as paredes do vaso. 
Etapa 2 – Posicionamento da Agulha na Luz do 
Vaso: O posicionamento da agulha na luz do vaso 
é atingido por retirada lenta da agulha ate que um 
fluxo sanguíneos constante retorne através dela. 
Etapa 3 – Introdução do Fio Condutor: Quando 
o fluxo sanguíneos desejado retorne através da 
agulha, a extremidade flexível de um fio condutor é 
inserida através da agulha e 
avançada cerca de 10cm dentro do 
vaso. 
Etapa 4 – Remoção da Agulha: 
Após o fio condutor estar em 
posição, à agulha é removida 
retirando-a sobre aquela porção do 
fio condutor que permanece fora do 
paciente. 
Etapa 5 – introdução do Cateter 
ate a Área de interesse: O cateter 
é então introduzido sobre o fio 
condutor e posicionado na área de 
interesse sob o controle 
fluoroscópico. 
Etapa 6 – Remoção do Fio 
Condutor: Quando o cateter está 
localizado na área desejada, o fio 
condutor é removido do interior 
dele. O cateter então permanece 
como uma conexão entre o exterior 
do corpo e a área de interesse. 
 
ROTINA DE POSICIONAMENTO E PROCEDIMENTO DE EXAME. 
Posicionamento para Angiografia da Carótida Interna 
(Circulação Interior) 
Assim que o paciente é colocado sobre a mesa radiográfica, 
e antes do procedimento de cateterização, são realizadas 
radiografias simples. As radiografias são necessárias sempre 
que é injetado meio de contraste. Se o interesse primário for 
na artéria carótida interna, ou na circulação cerebral anterior, 
são realizadas uma axial AP e uma lateral. 
Incidência axial AP: O posicionamento preciso é essencial, 
e, para a incidência axial, o plano mediossagital esta 
perpendicular ao 
trocador frontal e 
paralelo ao 
trocador lateral. A 
linha orbitomeatal (LOM) é posicionada 
perpendicular ao trocador frontal ou receptor de 
imagem. O objetivo primário para a incidência 
frontal; é superior a crista petrosa e a lamina 
orbitaria de cada lado. Este posicionamento projeta 
as artérias cerebrais anterior e media acima 
assoalho da fossa anterior. O raio central é 
angulado 10º a 15º caudal e centralizado para 
atravessar o nível do MAE e sair no forame 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
120 
magno. 
Centralização para Posição Lateral: O raio central do feixes é centralizado a cerca de 2,5cm 
acima do MAE. Ambos os feixes são rigorosamente 
colimados. 
Posicionamento para Angiografia Vertebrobasilar 
(Circulação Posterior) 
Se o interesse primário for à circulação posterior ou o 
sistema vertebrobasilar, são utilizados então métodos de 
posicionamento ligeiramente diferentes. O mesencéfalo e 
o rombencéfalon devem ser visualizados no estudo 
radiológico vertebrobasilar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANGIOGRAFIA DA CAROTIDA INTERNA 
Procedimento e Posição para Angiografia da Carótida Interna 
Se não for realizada angiografia da carótida comum, deve ser feita uma injeção no arco aórtico 
para determinar o numero e o tipo de ramos emitidos pela aorta. Após determinar os ramos do 
arco aórtico, o cateter é introduzido até a artéria carótida interna. A injeção manual de meio 
de contraste sob controle fluoroscópico assegura ao radiologista o posicionamento correto do 
cateter. A circulação cerebral anterior é estudada com uma exposição suficientemente longa 
para visualizar as fases arterial, capilar e venosa da circulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
121 
ARTERIOGRAFIA DO ANEURISMA 
Posições Oblíquas Especiais 
Ocasionalmente, são necessárias posições obliquas especiais para avaliar completamente os 
aneurismas. Um local comum de aneurisma na circulação anterior é próximo a bifurcação da 
artéria carótida interna em artérias cerebrais anterior e media. A posição obliqua posterior 
supra-orbitária, é idêntica a incidência frontal para a arteria carótida interna, exceto por a 
cabeça estar rodada 30º em relação ao plano meiossagital. 
Posição Obliqua para carótida interna e Ramos 
A posição para uma vista obliqua da artéria carótida interna esquerda e seus ramos é 
demonstrada na Fig. II (Pag. 302). Esta ilustração poderia representar qualquer posição obliqua 
supra-orbitária ou transorbitária, dependendo da angulação cefálica a 20º produziria a posição 
trasorbitária. Esta posição obliqua geralmente é radiografada nos planos frontal e lateral. Como 
é necessário visualizar apenas a fase arterial, geralmente é adequada uma exposição de 3 a 4 
segundos. 
 
ROTINA DE POSICIONAMENTO E PROCEDIMENTO DE FILMAGEM 
Angiografia Abdominal 
A obtenção de imagem para angiografia é realizada com o paciente em decúbito dorsal 
utilizando uma incidência ântero-posterior. A área de interesse determina o tamanho do campo 
a ser irradiado. 
Freqüência e Seqüência de Imagens com Trocador de Filme Seriado: Uma de 2 
imagens/segundo durante 4 segundos, seguida por 1 
imagem/segundo durante 2 segundos; e finalmente 1 
imagem em segundos alternados durante 7 segundos. 
Angiografia Renal 
A angiografia renal utiliza a posição de decúbito dorsal 
(incidência AP ou PA), que demonstra o rim na posição 
obliqua. A Fig.II (Pag. 304) demonstra a incidência PA 
com posicionamento para imagem digital, o que elimina 
a necessidade do trocador de filme. 
Nesta posição de decúbito dorsal, os rins são rodados 
cerca de 30º posteriormente ao plano mediocoronal. O 
campo irradiado na angiografia renal é diferente 
daquele na angiografia abdominal, visto que o campo é 
limitado ao quadrante superior direito ou esquerdo do 
abdome que contem o rim de interesse. 
Freqüência de Imagem: A freqüência imagem é de 2 a 
3 imagens/segundos durante a injeção, seguida por 1 
imagem/segundo durante 2 segundos e 1 imagem em 
segundos alterados durante 6 segundos. 
Esplenoportografia 
 A incidência AP ou PA também demonstra melhor o 
fígado e o baço. Esta incidência deve incluir as regiões 
torácica inferior e abdominal superior durante o meio da 
inspiração. 
Freqüência de Imagem: A freqüência de imagem é 2 imagens/segundo durante 4 segundos e 
1 imagem/segundo durante 16 a 20 segundos. 
É feita uma radiografia pós-injeção para determinar se há quaisquer depósitos de meio de 
contraste extra-esplenicos. 
 
ARTERIOGRAFIA DOS MEMBROS INFERIORES 
Após cateterismo e posicionamento do cateter no vaso apropriado para arteriografia, são feitas 
radiografias em incidência ântero-posterior. A freqüência de imagens e a centralização para 
arteriografia dos membros inferiores envolvendo a aorta abdominal são iguais as da angiografia 
abdominal. Ao radiografar os membros inferiores, para assegurar uma incidência ântero-posterior verdadeira, os pés do paciente são rodados internamente em 15-20 graus. Os pés 
podem ser unidos com fita adesiva ou apoiados de outra forma para evitar movimento durante 
a obtenção da imagem. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
122 
Seqüência de Imagens 
O verdadeiro estudo das artérias dos membros inferiores envolve a seqüência de movimento 
do tampo da mesa, alterações da técnica radiológica e sincronização apropriada da exposição. 
A grande variação da espessura da perna exige o uso correto do efeito anódico. Assim a 
extremidade catódica do tudo de raios X deve ser posicionada próxima da parte mais espessa, 
a coxa. 
Mesa Graduada 
São feitas exposições das coxas, dos joelhos e das pernas. Isso é obtido por ativação do 
tampo da mesa graduada, que movimenta automaticamente as partes individuais do paciente 
sobre o trocador do filme seriado rápido. 
Outros métodos que podem ser usados para manter a mesma densidade através do membro 
inferior são filtros em cunha, cones especiais, ou chassis especiais com écrans de 
intensificação de velocidade variável. 
ARTERIOGRAFIA DOS MEMBROS SUPERIORES 
A arteriografia dos membros superiores também é realizada com incidências ântero-
posteriores. O baço do paciente é colocado diagonalmente sobre o trocador de filme seriado 
rápido. 
Freqüência de Imagem: A freqüência de imagem depende da área de interesse. A freqüência 
para a porção proximal é de 1 imagem/segundo durante 20 segundos. 
 
VENOGRAFIA DOS MEMBROS INFERIORES 
A venografia dos membros inferior é o estudo contrastado das veias profundas do tornozelo ate 
a área pélvica. Quando o meio de contraste é injetado, são feitas radiografias AP e lateral do 
membro. A imagem é obtida por utilização de seriografia fluoroscopica em chassi de 35x35 cm 
ou por câmeras de alta velocidade empregando um rolo de 105mm de filme pré-cortado de 
100mm. 
Seqüência de Imagem: O procedimento de obtenção de imagem típico incluiria: 
- AP e lateral da panturrilha para incluir o joelho. 
- AP e lateral centralizadas no joelho. 
- AP e lateral da coxa. 
- AP do quadril para incluir a crista ilíaca. 
 
Equipamento e Procedimento 
Alem da unidade fluoroscopica com capacidade de documentação das imagens, é necessário 
uma mesa com inclinação de 90 graus com um suporte para os pés, e um pequeno bloco. O 
meio de contraste é introduzido através de uma veia superficial no dorso ou na superfície 
anterior do pé. A injeção começa com a mesa e o paciente em posição semi-ortostatica 
(aproximadamente 60º). O paciente fica de pé sobre o bloco (apoiado sobre o suporte para os 
pés) com uma perna não afetada. A perna afetada fica pendente (distante do bloco) de forma 
que não sustente peso. 
 Quando o meio de contraste é injetado, é realizada a imagem da face distal do 
membro. A mesa é lentamente abaixada em estágios (para diminuir o efeito da gravidade e 
permitir o fluxo do contraste para cima) e são feitas imagens das porções média e proximal do 
membro. 
 A obtenção de imagem da área do quadril é realizada com a mesa horizontal. Quando o 
exame é concluído, é usada uma solução de irrigação (por exemplo, salina ou dextrose a 5% 
em água) para forçar a saída do contraste sobre o revestimento das veias. 
Meio de Contraste 
Aproximadamente 50 a 100 cc de um meio de contraste iodado hidrossolúvel de densidade 
relativamente baixa são usadas para venografia. Como a injeção é feita em uma veia 
superficial distal, são aplicados um ou dois torniquetes logo acima do tornozelo para comprimir 
o sistema superficial e direcionar o meio de contraste para o sistema profundo através de 
comunidades.pode tornar-
se difícil de ser eliminada. Alguns pacientes podem necessitar de um laxativo após estes 
exames para ajudar a remover o sulfato de bário. S eos laxativos são contra-indicados, o 
paciente deve ingerir líquidos ou usar óleo mineral até que as fezes estejam livres de todos os 
resíduos de branco. 
 
EQUIPAMENTO DE RADIOGRAFIA-FLUOROGRAFIA 
Unidade de Fluoroscopia Geral 
 
Durante a fluoroscopia, o observador é 
capaz de posicionar uma parte de forma que a anatomia 
em questão possa ser mais bem observada isolando-a 
de imagens sobrejacentes indesejáveis. A unidade 
fluoroscópica é equipada com um dispositivo para 
seriografias a fim de registrar de forma permanente 
imagens ótimas. Chassis de vários tamanhos podem ser 
deslocados para a posição no intuito de permitir uma 
exposição radiológica convencional, fotocronometrada. 
Quando está sendo realizada fluoroscopia, estes 
chassis estão em uma posição estacionada protegida 
por chumbo dentro da unidade fluroscópica. 
Uma unidade convencional de associação 
radiografia-fluorografia (R/F) é ilustrada ao lado. O tubo 
de fluoro raios x está localizado sob a mesa. A sala de fluoroscopia moderna para fins gerais é 
equipada com vários dispositivos eletrônicos. Estes 
incluem um intensificador de imagem e dispositivo para 
imagem de detalhes que se movem á medida que a 
mesa é inclinada para cima ou para baixo. A imagem 
eletronicamente realçada pode ser vista com um sistema 
óptico de espelhos de visualização direta ou com um 
monitor de televisão. 
Fluoroscopia por televisão: o equipamento 
mostrado ao lado inclui sistema de monitor por televisão. 
O tubo de captura de imagem (câmera de televisão) 
geralmente está localizado na torre da unidade de 
fluoroscopia em combinação com intensificador de 
imagem. O sistema de televisão é muito mais versátil e 
mais aceito que a visualização direta com o sistema de 
espelhos. Como estes sistema de televisão são sempre 
de circuito fechado, também podem ser colocados monitores fora da sala de fluoroscopia para 
observação simultânea durante o exame. 
Seriografias ou Cinefluorografia: Alguns sistemas fluoroscópicos também utilizam uma 
câmera de seriografias para seriografias (pequenas radiografias de detalhes fixas feitas em 
filme de 105 mm) ou cineflurografias (múltiplas imagens expostas em sucessão vistas como 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
11 
filme). Estas seriografias ou cinefluorografias 
são gravadas pela câmera de detalhes no lado 
de saída do intensificador de imagens, 
enquanto os filmes de detalhes convencionais 
feitos em chassis de 18 x 24 cm ou de tamanho 
semelhante são imagens diretas obtidas do 
lado de entrada do intensificador de imagens 
(figura acima). Portanto, as seriografias não 
usam o intensificador de imagens e não 
possuem o brilho do filme de detalhes e 
imagens em filme. 
 As câmeras de detalhes são 
semelhantes às de cinema, mas a freqüência 
de imagens é menor e o tamanho do filme é 
maior. Estas câmeras de detalhes geralmente são de 16 mm ou 35 mm, ou com um filme de 
70, 90 ou 105 mm (largura do filme).* Os quadros podem ser ajustados de uma única 
exposição (fotos) a 6 ou 12 quadros por segundo (filme). A obtenção de imagens com câmeras 
de detalhes tornou-se possível fluoroscópicas mais brilhantes resultantes do uso de 
intensificação de imagem. 
 
Intensificação de Imagem 
A fluoroscopia convencional inicial possuía duas grandes limitações: (1) a imagem 
era inferior e (2) a quantidade de luz emitida impedia o uso de visão à luz do dia ou fotópica. 
Isso exigia o uso de óculos coloridos pelo radiologista antes do inicio da fluoroscopia a fim de 
adaptar os olhos para a imagem de baixo nível de iluminação. No inicio da década de 1950, a 
invenção do intensificador de imagem revolucionou a fluoroscopia. 
O intensificador de imagem utiliza a radiação que atravessa o paciente e realça a 
imagem resultante por tornar, eletronicamente, esta imagem 1.000 a 6.000 vezes mais 
brilhante que as antigas técnicas de fluoroscopia. A imagem produzida através de 
intensificação de imagem é suficientemente brilhante para ser observada com visão fotópica na 
diurna. As luzes da sala são diminuídas e o exame fluroscópico é realizado em um ambiente 
confortavelmente iluminado. 
O intensificador de imagem está localizado na torre de fluoroscopia acima do 
tampo da mesa, enquanto o tubo de raio x está localizado sob o da mesa (figura acima). 
 
PROTEÇÃO PROFISSIONAL DURANTE A FLUOROSCOPIA 
 
Padrões de Exposição Os padrões de exposição e as doses 
relacionadas aos procedimentos fluoroscópicos.Indicando onde 
o técnico, ou o radiologista, deve ou não ficar dentro da sala. 
A Figura demonstra esses padrões de exposição, 
que chamam a atenção do técnico assistente para que não 
fique próximo à mesa em nenhum dos lados do radiologista, 
mas que fique atrás do campo de maior radiação a maior parte 
do tempo possível durante o procedimento fluoroscópico. 
O Escudo Protetor de Chumbo Um escudo (placa) protetor de 
chumbo flexível. preso à frente do equipamento fluoroscópico, é 
muito importante e deve ser inspecionado regularmente, para 
garantir que não esteja danificado ou malposicionado. 
O Protetor da Abertura Bucky O técnico deverá garantir que o Bucky esteja na extremidade 
distal da mesa, que então prepara o protetor da abertura Bucky para cobrir o espaço de cerca 
de 2 polegadas (5 cm) embaixo das laterais da mesa. Essa proteção reduz bastante a 
dispersão de radiação da válvula de raios X localizada sob a mesa. 
A radiação poderá escapar através da abertura Bucky se o protetor de abertura 
não estiver acoplado ao sistema em funcionamento. 
Esse requisito da abertura Bucky na extremidade da mesa durante a fluoroscopia é importante 
não somente para proteção do profissional, mas é também necessário para manter o 
mecanismo Bucky na direção do tubo de fluoroscopia que se situa sob a mesa. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
12 
Avental de Chumbo Aventais de proteção com 
o equivalente a 0,5 mm de chumbo devem 
sempre ser usados durante a fluoroscopia. 
Alguns radiologistas também usam lentes que 
equivalem ao chumbo e escudos tireoidianos de 
chumbo. 
Antes que o técnico ou radiologista 
dirija a mão para o feixe fluoroscópico, uma luva 
de chumbo deve sempre ser calçada e o feixe 
deve ser sempre atenuado pelo corpo do 
paciente em exame. O uso de um é a melhor 
alternativa para colocar as mãos, mesmo que 
com luvas, diretamente sobre o feixe primário 
do fluoroscópio quando se necessita comprimir 
partes abdominais do paciente durante o exame. 
 
 
PROTEÇÃO DO FUNCIONÁRIO E SUMÁRIO DE BENEFICIOS 
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) E 
COLETIVA (EPC) 
BENEFICIO 
Campo de fluoroscopia com chumbo Reduz bastante a exposição da equipe de 
fluoroscopia 
Avental de chumbo (0,5 mm Pb) Reduz a exposição do tronco 
Luvas de chumbo Reduz a exposição dos punhos e das mãos 
Escudo de Bucky Reduz a exposição da região gonadal 
Óculos de proteção com chumbo Reduz a exposição do cristalino 
Escudo tireoidiano Reduz a exposição da tireóide 
Compressor Reduz a exposição do braço e da mão do 
profissional que faz a fluoroscopia 
 
 
FLUOROSCOPIA DIGITAL (FD) 
Com o uso crescente de computadores e 
de imagem digital, a utilização da fluoroscopia digital 
está se tornando mais comum. Uma unidade de 
fluoroscopia digital com braço C é mostrada na 
Figura. Nessa posição, a válvula de raios X se 
encontra na porção inferior do braço C, e o 
intensificador de imagem está na porção superior. 
Esse tipo de unidade digital é bastante flexível e pode 
girar em torno do paciente em qualquer posição para 
vários tipos de procedimentos especiais, incluído 
estudos angiográficos evasivos. 
Radiografia-fluoroscopia Digital (RjF) 
Um sistema de R/F é mostrado na 
Figura. Esse tipo de combinação radiografia-fluoroscopia é usado comumente para 
procedimentos do TGI. O sistema incorpora as vantagens da fluoroscopia digital com o raios-X 
de mesa convencional, tendo a válvulasob a mesa. O sistema também inclui uma válvula 
adicional que pode ser acoplada sobre o paciente, como na radiografia convencional. 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
13 
A fluoroscopia digital é similar ao 
sistema de fluoroscopia por televisão descrito na 
página anterior, com a adição do conversor digital e 
de um computador para manipulação e/ou 
armazenamento da imagem. Um conversor 
analógico-digital é incorporado na torre de 
fluoroscopia, captando a imagem que sai do 
intensificador. Daí a informação da imagem é 
transmitida ao computador para manipulação e/ou 
armazenamento. 
O disco rígido do computador 
armazena as imagens produzidas durante o estudo. 
Devido ao limitado espaço em disco, as imagens 
são mantidas gravadas por um período de tempo 
limitado antes de serem transferidas para disco ou 
magnético ou óptico para armazenamento em longo prazo. Uma estação de trabalho de 
computador fornece um teclado e também um mouse, ou outro dispositivo, para manipulação 
da imagem. 
As imagens podem ser exibidas em monitores de alta resolução na sala de exame, 
bem como em monitores em outros locais do centro radiográfico. O uso de fluoroscopia digital 
permite que estudos do TGI permaneçam em formato digital e possam ser mandados para 
vários lugares dentro do hospital e fora dele. A técnica levou ao uso crescente dos PACS - 
Patient Archiving and Communications Systems (Sistema de Arquivamento e Comunicação de 
Dados do Paciente), que é uma rede de imagens digitais em que é possível armazenar, 
recuperar, manipular e imprimir exames específicos em vários lugares. 
Os PACS conectam todas as modalidades de imagem digital, como ultra-som, 
medicina nuclear, ressonância magnética e radiografia computadorizada, em uma unidade 
digital que permite a radiologistas, médicos solicitantes e outros a visualização dessas 
imagens. O conceito de "sala de filmes" com negatoscópio está se tornando obsoleto com os 
PACS, já que, com a imagem digital, o manuseio e a armazenagem das radiografias não são 
mais necessários. 
 
VANTAGENS DA FLUOROSCOPIA DIGITAL SOBRE A FLUOROSCOPIA CONVENCIONAL 
Não Necessita de Porta-filmes As imagens radiológicas podem ser registradas durante a 
fluoroscopia similarmente aos spot filmes, sem precisar de porta-filmes. As imagens são 
capturadas sob a forma digital e exibidas em monitores de alta resolução, ou para 
armazenamento e manipulação, conforme a necessidade, sendo transformado em filme se 
desejado. Desse modo, essas imagens digitais substituem os filmes convencionais e a captura 
de imagens nos porta-filmes antes da passagem dessa imagem pelo intensificador. As imagens 
digitais também substituem as imagens em spot e os filmes dinâmicos obtidos durante um 
estudo do TGI. Isso economiza tempo e dose de radiação ao paciente. 
 
Imagens Opcionais Convencionais Pós-fluoroscopia O uso dessas imagens é determinado 
pelo radiologista ou pelos protocolos do departamento. Quase sempre são registradas imagens 
suficientes de todo o TGI em várias posições durante a fluoroscopia, fazendo com que imagens 
convencionais não sejam necessárias. Isso resulta em significativa economia de filme e de 
tempo durante os estudos do TGI alto e baixo. 
 
Formatação com Múltiplas Imagens em um 
Filme - Múltiplas imagens podem ser formatadas e 
transformadas em um único filme. O formato pode 
ser quatro em um (Fig. 14.50), seis em um, nove 
em um ou mesmo 12 em um. Uma cópia do filme 
pode ser obtida a qualquer hora, sempre que for 
necessário. Assim, se uma radiografia se perder 
ou estiver em lugar de difícil acesso, ou mesmo se 
se desejam duplicatas, as imagens originais 
podem ser novamente transformadas em filme. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
14 
Geração de Imagens Dinâmicas - As imagens individuais podem ser registra das em rápida 
sucessão e, então, exibidas como imagens dinâmicas, uma após a outra. Isso é benéfico em 
certos estudos, como a esofagografia, na pesquisa de um possível refluxo esofágico ou de me-
canismos anormaisde deglutição. Isso acaba com a necessidade de câmeras de vídeo e 
registro de imagens. Uma vez o estudo estando completo, o técnico pode exibir as imagens 
registradas, demonstrando o fluxo dinâmico do bário através do esôfago ou estômago. O 
radiologista pode ainda interpretar o estudo através de um monitor localizado na sala de 
interpretação de exames. 
Manipulação e Melhoria das Imagens - As 
imagens por fluoroscopia digital podem ser 
trabalhadas e/ou manipuladas com o uso de filtros de 
equalização (Figs. 14.51 e 14.52). Essas melhorias 
incluem acentuação de bordas, controle geral de 
brilho e contraste, máscaras e subtração digital. 
Outras opções incluem a geração de uma imagem 
positiva ou negativa, controle de artefato de 
movimento e acentuação das bordas da imagem. 
Com o estudo gravado em disco rígido, o radiologista 
ou o técnico tem a capacidade de alterar vários 
padrões de imagem, conforme desejar. 
Exposição Reduzida do Paciente - A técnica 
fluoroscópica digital pode reduzir a exposição do 
paciente em 30 a 50%, comparada com a 
fluoroscopia convencional, graças à grande 
sensibilidade dos receptores de imagem, resultando 
num processo pulsado progressivo de aquisição de 
imagens.* Essa é uma consideração importante em 
aplicações pediátricas.O "mapeamento" é também 
possível com a fluoroscopia digital, meio pelo qual 
uma imagem fluoroscópica específica pode ser 
colocada num monitor em combinação com uma 
imagem contínua em um segundo monitor ou em 
diferentes partes do mesmo monitor. Essa 
característica é uma vantagem em certos 
procedimentos intervencionistas que requerem a 
colocação de cateteres e fios-guia. Esse tipo de 
mapeamento intermitente ou fixação de imagem 
também diminui a exposição do paciente, 
reduzindo a necessidade de exposição contínua 
ao raios-X durante o procedimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESOFAGOGRAFIA 
Dois procedimentos radiológicos 
comum do sistema gastrointestinal alto que envolve 
a administração de contraste são a esofagografia 
ou deglutição de bário, como é denominada algumas 
vezes, é a seriografia Gl alta. Cada um destes 
procedimentos será descrito em detalhes, 
começando com a esofagografia. 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
15 
Definição 
A esofagografia ou deglutição de bário é o procedimento ou exame radiológico 
comum da faringe e do esôfago, que utiliza o contraste radiopaco. Ocasionalmente pode ser 
usado um contraste negativo ou radio transparente. 
 Objetivo 
O objetivo de uma esofagografia é estudar radiologicamente a forma a função doa aspectos da 
deglutição da faringe e do esôfago. 
Indicações 
Algumas indicações clínica para a esofagografia incluem: 
• Anomalias anatômicas 
• Comprometimento dos mecanismos de deglutição 
• Obstrução Por corpo estranho 
• Refluxo esofágico 
As anomalias anatômicas podem ser congênitas ou adquiridas em virtude do estilo de vida ou 
de doença, como o câncer que envolve o esôfago. Os pacientes que sofrem acidente vascular 
cerebral freqüentemente desenvolvem comprometimento de deglutição. 
Os pacientes podem ingerir vários corpos estranhos que incluem um bolo de 
alimento, objetos metálicos e outros materiais. Sua localização e dimensões podem ser 
determinadas durante a esofagografia. Corpos estranhos radiotransparentes como ossos de 
peixe podem exigir o uso de outros materiais e técnicas para detectá-los. 
O refluxo esofágico é descrito como pirose por muitos pacientes. Conteúdo 
gástrico retornará através do óstio gástrico e irritará o revestimento do esôfago. 
As varizes esofágicas são a dilatação das veias na porção distal esôfago. Esta 
condição freqüentemente na hepatoparia aguda como a cirrose. Em casos avançados, as veias 
podem começar a sangrar. 
Contra-indicações 
Não há grandes contra-indicações paras as 
esofagografias, exceto possível sensibilidade ao 
contraste usado. O técnico ou tecnólogo em 
radiologia deve determinar se o paciente possui 
uma historia de sensibilidade ao sulfato de bário,ou 
ao contraste hidrossolúvel, se este for utilizado. 
Preparo do Paciente 
O exame radiológico de qualquer parte 
do canal alimentar exige que a porção do trato a ser 
estudado esteja vazio. Como o esôfago está vazio 
na maior parte do tempo, não há preparo do 
paciente para uma esofagografia, exceto se 
sucedida por uma seriografia GI alta. 
Quando associada a uma GI alta, ou 
se o interesse básico for a porção inferior do 
esôfago, o preparo para a GI alta tem precedência. 
Para uma esofagografia apenas, 
devem-se remover toda a roupa e objetos metálicos 
entre a boca e a cintura, e o paciente deve usar um 
roupão hospitalar. Antes da fluoroscopia, a 
anamnese pertinente deve ser feita e o exame deve ser cuidadosamente explicado ao 
paciente. 
 
Preparo da Sala 
A primeira parte da esofagografia envolve fluoroscopia com um contraste positivo. 
A sala de exame deve estar limpa e arrumada, e apropriadamente abastecida antes do inicio 
do exame. A quantidade e o tipo apropriados de contraste devem estar prontos. As 
esofagografias utilizam bário fino e espesso. Outros itens na detecção de corpo estranho 
radiotransparente são (1) bolas de algodão embebidas em bário fino, (2) comprimidos de bário 
ou cápsulas gelatinosas cheias com BaSO4 e (3) marshmallows seguidos por bário fino 
O painel de controle deve ser ajustado para fluoroscopia com os fatores técnicos 
apropriados selecionados. O temporizador de fluoroscopia dever ser ajustado para seu 
máximo, geralmente 5 minutos. O mecanismo do seriógrafo deve estar em ordem de trabalho 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
16 
apropriado e deve haver um suprimento de chassis acessível. Devem ser fornecidos o número 
e o tamanho apropriado de chassis convencionais. A câmera de filmagem deve estar carregada 
e na condição operacional. 
Como a esofagografia começa com a mesa em posição vertical, o suporte para os 
pés deve estar no lugar, e sua segurança deve ser testada. Devem ser fornecidos ao 
radiologista aventais e luvas de chumbo, bem como aventais de chumbo para o restante da 
equipe que permanecerá na sala. Devem ser observados métodos de proteção radiológica 
apropriado em todo o tempo durante a fluoroscopia. 
Na maioria das unidades de fluoroscopia, a bandeja Buckuy deve ser posicionada 
na extremidade da mesa. Colocar apropriadamente o pedal e fornecer um banco ao 
radiologista, exceto quando o exame é controlado a distancia. Lençóis, toalhas, bacia para 
vômito, colheres, canudos e uma lixeira devem estar facilmente acessíveis. 
 
Procedimento Geral 
Fluoroscopia: Com a sala preparada e o paciente pronto, este e o radiologista entram nela, e 
são discutidas a historia do paciente e o motivo do exame. O exame fluoroscópico geralmente 
começa com um estudo geral do tórax do paciente, que inclui coração, pulmões e diafragma, e 
do abdome. (figura abaixo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Durante a fluoroscopia, os deveres do tecnólogo em radiologia são, em geral, 
seguir as instruções do radiologista, auxiliar o paciente quando necessário e ajudar no 
procedimento de qualquer forma possível. Como o exame é iniciado em posição ortostástica, 
um copo de bário fino é colocado na mão esquerda do paciente próximo ao ombro esquerdo. O 
paciente é então instruído a seguir as instruções do radiologista sobre quanto e quando beber. 
O radiologista observará, com o fluoroscópio, o fluxo de bário. 
A deglutição de bário fino é observada com o paciente em várias posições frontais 
e obliquas. Podem ser utilizadas posições semelhantes, enquanto o paciente deglute o bário 
espesso. O uso de bário espesso permite melhor visualização dos padrões da mucosa e de 
qualquer lesão dentro do esôfago. Entretanto, o tipo de mistura de bário a ser usada será 
determinado pelo radiologista. 
Após os estudos em posição ortostática, podem seguir-se as posições horizontal e 
de Trendelenburg com bário espesso e fino. E mostrado um paciente em posição para a 
incidência OAD com um copo de bário fino (figura abaixo). A faringe e o esôfago cervical 
geralmente são estudados fluoroscopicamente com seriografias, enquanto a porção principal 
do esôfago até o estômago é estudada com fluoroscopia e com radiografias. As radiografias 
que utilizam o seriógrafo ou a câmera de filmagem são expostas para documentar quaisquer 
anormalidades ou áreas suspeitas. 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESOFAGOGRAFIA 
Refluxo Esofágico 
O diagnostico de possível refluxo esofágico ou regurgitação de conteúdo gástrico 
pode ocorrer durante a esofagografia. Pode-se solicitar ao paciente que realize um dos 
seguintes procedimentos para detectar refluxo esofágico. 
1. Exercício respiratório 
2. O teste da água 
3. Técnica da pá de compressão 
4. O teste de tocar os dedos dos pés 
 
1. Exercícios Respiratórios 
Os vários exercícios respiratórios são 
todos designados para aumentar as pressões 
intratorácica e intra-abdominal. O exercício 
respiratório mais comum é a manobra de 
valsalva. O paciente é instruído a inspirar 
profundamente e, enquanto prende a respiração, a 
fazer força para baixo como se tentasse defecar. 
Esta manobra força o ar contra a dote fechada. 
Uma manobra de valsava modificada é realizada 
fazendo-se o paciente prender o nariz, fechar a 
boca e tentar assoar o nariz. As bochechas devem 
expandir-se para fora como se o paciente 
estivesse enchendo um balão. 
A manobra de Muller também pode ser 
realizada fazendo-se o paciente expirar e a seguir 
tentar inspirar contra uma glote fechada. 
 
2. Teste da Água 
O teste da água é realizado com o 
paciente em decúbito dorsal e voltado 
ligeiramente para cima sobre seu lado 
esquerdo. Esta ligeira posição OPE encherá o 
fundo com bário. O paciente é instruído a 
engolir um gole de água através de um canudo. 
Sob fluoroscopia, o teste da água positivo 
ocorre quando grandes quantidades de bário 
refluem do estômago para o esôfago. 
 
3. Técnica de Compressão 
Uma pá de compressão pode ser colocada sob o paciente em decúbito ventral e 
insuflada, quando necessário, para pressionar a região do estômago. O radiologista pode 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
18 
encobrir a junção esofagogástrica durante este processo a fim de detectar possível refluxo 
esofágico. 
 
4. Manobra de Tocar os Dedos dos Pés 
A manobra de tocar os 
dedos dos pés também é realizada para 
estudar a possível regurgitação do 
estômago ao esôfago. Sob fluoroscopia, 
o óstio cardíaco é observado quando o 
paciente curva-se e toca os dedos dos 
pés. O refluxo e as hérnias de hiato são 
demonstrados algumas vezes utilizando-
se esta manobra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESOFAGOGRAFIA 
Imagem Pós-fluoroscopia 
Após a fluoroscopia da esofagografia, são realizadas radiografias de todo o 
esôfago cheio de bário. O posicionamento geral é semelhante ao da radiografia de tórax, 
porém com centralização mais alta. Deve ser visualizada a área da porção inferior do pescoço 
até o diafragma, exigindo centralização ao nível de T5 ou T6 (2,5 cm abaixo do ângulo 
esternal). 
São administradas ao paciente um a três colheres cheias de bário espesso antes 
de cada exposição. A colher final é mantida em sua boca até imediatamente antes da 
exposição, que é feita após a deglutição do bolo. Geralmente não é necessário que o paciente 
interrompa a respiração, visto que esta é suspensa por aproximadamente dois segundos após 
a deglutição. 
O paciente deve ser examinado em decúbito ou em ortostatismo. O bário espesso 
não descerá tão rapidamente quando o paciente está deitado, e será obtido enchimento mais 
completo do esôfago. 
Três incidências são consideradas rotineiras para a esofagografia ou deglutição de 
bário. Estas incluem: (1) OAD, (2) lateral esquerda e (3) AP. 
Algumas vezes, são necessárias variações da lateral de rotina. Uma variação é a 
posição lateral para tecidos moles. Quando moles. Quando há suspeita de corpo estranho alto 
nos tratos respiratório ou digestivo, uma radiografia lateral paratecidos moles é 
freqüentemente a radiografia inicial. O posicionamento é semelhante a uma lateral ortostática 
da coluna cervical , embora os fatores técnicos sejam ajustados de forma que se utilizem 
aproximadamente 10 kVp a menos. Corpos estranhos radiopacos e alguns não-opacos podem 
ser demonstrados com esta posição (uma menor kVp é usada para proporcionar maior 
contraste e não haver penetração excessiva de objetos estranhos pequenos, menos 
radiopacos). 
 
ROTINA CARDÍACA 
A rotina cardíaca é um exame radiológico muito semelhante à esofagografia. A 
rotina cardíaca consiste em quatro incidências do esôfago, bem cheio com uma mistura de 
bário espessa. Estas são (1) uma PA, (2) uma lateral esquerda, (3) uma OAD 45° e (4) uma 
OAE 60°. O esôfago cheio indica o tamanho e a configuração do coração, como observado 
nestas quatro radiografias. 
Entretanto, a rotina cardíaca raramente é realizada atualmente devido à maior 
precisão de outras modalidades de imagem. Um exemplo é a ecocardiografia, o uso de energia 
da onda de ultra-som para estudar o coração. Este método é considerado ideal para estudar o 
tamanho do coração e de seus componentes. Medirá com precisão os ventrículos e o septo 
interventricular e demonstrará as valvas cardíacas. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
19 
 
 
SERIOGRAFIA GI ALTA 
Além da esofagografia, o segundo e muito comum procedimento ou exame 
radiológico do sistema gastrointestinal alto que envolve contraste é a seriografia 
gastrointestinal alta (GIA). 
 
DEFINIÇÃO 
O exame radiológico do esôfago distal, estômago e duodeno é denominado 
seriografia GI alta (GIA). 
 
OBJETIVO 
O objetivo da seriografia GI alta é estudar radiologicamente a forma e a função do 
esôfago distal, estômago e duodeno, bem como detectar condições anatômicas e funcionais 
anormais. 
Indicações Clínicas 
Algumas indicações clínicas para a seriografia GI alta incluem: 
• Úlceras pépticas 
• Hérnia de hiato 
• Gastrite aguda ou crônica 
• Tumores benignos e carcinoma 
• Divertículos 
• Bezoar 
As úlceras pépticas, que incluem 
úlceras gástricas e duodenais, são erosões da 
mucosa gástrica ou duodenal, causadas por varias 
condições fisiológicas ou ambientais, tais como 
secreções gástricas excessivas, estresse, dieta e 
tabagismo. Alguns estudos mais recentes 
sugerem que as úlceras podem ser causadas por 
bactérias e, portanto, podem ser tratadas com 
antibióticos. Se não tratada, a úlcera pode levar a 
uma perfuração do estômago ou do duodeno. A 
úlcera da mucosa geralmente se encherá de 
sulfato de bário a seriografia GI alta. Uma 
pequena úlcera péptica é demonstrada na figura 
14.65. 
A hérnia de hiato é uma condição 
em que uma parte do estômago hérnia através da 
abertura diafragmática. Pode ser uma discreta 
herniação ou uma forma grave na qual a maior 
parte do estômago encontra-se dentro da 
cavidade torácica acima do diafragma. Uma hérnia 
de hiato moderada é mostrada na figura ao lado 
(figura 14.63). A gastrite é a inflamação da 
mucosa gástrica. Pode desenvolver-se em 
resposta e varias condições fisiológicas e 
ambientais. A gastrite aguda apresentará 
sintomas intensos de dor e desconforto. A gastrite 
crônica é uma condição intermitente que pode ser 
produzida por e rações na dieta, estresse ou 
outros fatores. 
Os tumores no estômago ou no 
duodeno podem ser carcinomas benignos. Um 
pólipo é uma pequena massa que cresce a partir 
da parede mucosa. Poderia ser maligno ou 
benigno. 
Os divertículos são enfraquecimento e saliência de uma porção da parede da 
mucosa. Embora benignos, podem causar perfuração, se não tratados. Uma seriografia GI alta 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
20 
com duplo contraste é melhor para diagnosticar quaisquer tumores ou divertículos. Um 
divertículo do dulbo duodenal em duplo contraste é mostrado na abaixo. 
 
 
 
 
 
O bezoar é uma massa não digerida que fica retida no estômago. Esta massa 
geralmente é constituída de pêlos, determinadas fibras vegetais ou farpas de madeira. O 
material acumula-se e pode formar uma obstrução com o decorrer do tempo. Embora uma 
condição rara, pode ser observado durante a seriografia GI alta. 
 
Contra-indicações 
As contra indicações à seriografia GI aplicam-se basicamente ao tipo de contraste 
usado. Se o paciente possui uma história de perfuração intestinal, laceração, ou de víscera, o 
uso de sulfato de bário pode ser contra-indicado. O contraste iodado hidrossolúvel oral pode 
ser usado no lugar do sulfato de bário. 
 
SERIOGRAFIA GI ALTA 
Preparo do Paciente 
O objetivo do preparo do paciente 
para uma seriografia GI alta é o paciente chegar 
ao departamento de radiologia com o estômago 
completamente vazio. Para um exame marcado 
pela manhã, ele deve ficar em dieta zero a partir 
da meia-noite até o horário do exame. Sólidos e 
líquidos ser suspensos durante, no mínimo, 8 
horas antes do exame. O paciente também é 
instruído a não fumar cigarros ou mascar 
chiclete durante o período de dieta zero. Estas 
atividades tendem a aumentar as secreções 
gástricas e a salivação, o que impede 
revestimento apropriado da mucosa gástrica 
pelo bário. 
 A seriografia GI alta 
freqüentemente é um processo demorado, de 
forma que o paciente, quando marcar o horário, 
deve ser advertido do tempo que o exame pode levar. Isso ocorre principalmente se a 
seriografia GIA for seguida do intestino delgado. A importância do estômago vazio também 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
21 
deve ser enfatizada quando é marcado o exame, de forma que o paciente chegue 
apropriadamente preparado física e psicologicamente. 
 
Precações na Gravidez 
Se o paciente é do sexo feminino, deve ser obtida a historia menstrual. A 
irradiação da gravidez inicial é uma das situações mais perigosas na radiologia diagnóstica. 
Os exames por raios X, como a seriografia GI alta, que incluem a pelve e o útero no feixe 
primário e que incluem fluoroscopia só devem ser realizados em mulheres grávidas quando 
absolutamente necessários. 
 Qualquer exame radiológico do abdome de uma mulher possivelmente grávida 
deve ser orientado pela “regra dos dez dias”, como descrito no capitulo de estudo radiológico 
do abdome, ou por uma política de registro eletiva na qual os benefícios devem superar o 
possível risco da radiação. Em geral, entretanto, as radiografias abdominais durante uma 
gravidez conhecida devem ser adiadas ao menos até o terceiro trimestre, ou se a condição da 
paciente permitir, o que deve ser determinado pelo médico, até após a gravidez. Isso é 
particularmente importante se a fluoroscopia, que aumenta a exposição do paciente, estiver 
envolvida. 
 
Preparo da Sala 
As responsabilidades do tecnólogo em radiologia antes da chegada do paciente 
incluem preparo da sala para fluoroscopia da sala para a seriografia GIA é muito semelhante 
ao da esofagografia. A mistura de sulfato de bário fino é o contraste habitual necessário para a 
seriografia GI alta. Ocasionalmente, pode ser usado bário espesso além de algum tipo de 
preparo formador de gás. Raramente, será usado contraste hidrossolúvel no lugar da mistura 
de sulfato de bário. 
A mesa de fluoroscopia é levantada até a posição vertical, embora em alguns 
pacientes muito enfermos o exame deva ser iniciado com a mesa horizontal. Portanto, o 
suporte para os pés deve estar colocado na extremidade da mesa. A sala deve estar limpa e 
arrumada, e o painel de controle deve ser ajustado para fluoroscopia. O mecanismo de 
seriografias e a câmera de filmagem devem estar adequadamente carregados e em condições 
de operação. Devem ser fornecidos todos os chassis para todo o exame. Devem ser opostos à 
disposição dos radiologistas aventais de chumbo, luvas de chumbo e pá compressora, bem 
como aventais de chumbo ao restante da equipe que permanecer na sala. Qualquer outro 
equipamento a ser utilizado durante o exame deve estar facilmente acessível. 
Antes da entrada do paciente e do radiologista, o procedimento do exame deve 
ser cuidadosamente explicado aopaciente, e sua anamnese deve ser feita. 
 
SERIOGRAFIA GI ALTA E/OU SERIOGRAFIA DO INTESTINO DELGADO 
Não comer, beber, fumar ou mascar chiclete após a meia-noite. Qualquer 
medicamento antiespasmódico deve ser preferencialmente interrompido no mínimo 24 horas 
antes do exame. O kit de preparo Fleete III pode ser comprado na maioria das farmácias. A 
Baptist Medical Center Pharmacy coloca este kit juntamente com as drogas Revco e Thrifty. 
Por favor, telefonar para sua farmácia se tiver quaisquer dúvidas. 
 
Procedimento de Rotina Geral 
Os deveres gerais durante 
fluoroscopia para a seriografia GI alta são 
semelhantes aqueles de uma esofagografia. 
O tecnólogo em radiologia deve seguir as 
instruções do radiologista, ajudar o paciente 
quando necessário e auxiliar no 
procedimento de qualquer forma possível. 
A rotina fluoroscópica seguida 
por radiologistas varia muito. A rotina geral 
de cada médico também pode variar, visto 
que cada paciente e cada exames são 
diferentes. A rotina de fluoroscopia 
geralmente é iniciada com o paciente na 
posição ortostática. Uma grande variedade 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
22 
de movimentos da mesa, movimentos do paciente e manobras especiais segui-se até a 
conclusão da fluoroscopia. 
 
Movimentos da Mesa 
Como são feitas muitas mudanças de posição durante o exame fluoroscópico, o 
tecnólogo em radiologia deve ajudar o paciente com o copo de bário, fornecer um travesseiro 
quando o paciente estiver deitado e manter o paciente adequadamente coberto durante todo o 
tempo. O copo de bário deve ser seguro pelo paciente na mão esquerda próximo ao ombro 
esquerdo sempre que estiver em posição ortostática. O copo deve ser retirado dele quando a 
mesa for inclinada para cima ou para baixo. 
Parte da responsabilidade do tecnólogo é observada as mãos e dedos do paciente 
durante os movimentos da mesa. Algumas vezes, o ato de segurar na borda da mesa pode 
resultar em pressão dos dedos. O radiologista está ocupado observado a tela de fluoroscopia 
no monitor durante estes movimentos e não vê as mãos do paciente . 
 
Movimento do Paciente 
São feitos vários movimentos 
do paciente combinados a movimentos da 
mesa durante a fluoroscopia. A posição 
oblíqua anterior direita, ilustrada na figura 
ao lado, permite que o bário migre para a 
porção pilórica ou porção distal do 
estômago, enquanto qualquer ar presente 
deslocar-se-á para o fundo. 
 
 
Rotinas Pós – fluoroscopia 
 
Após a fluoroscopia, são 
realizadas determinadas posições ou 
incidências de rotina para melhor 
documentar qualquer tentativa de 
diagnóstico concluído por fluoroscopia. 
Estas radiografias, como a OAD cujo 
posicionamento é mostrado na figura ao 
lado, devem ser realizadas imediatamente 
após a fluoroscopia, antes que grande 
parte do bário ingerido tenha passado para 
o jejuno (segunda parte do intestino 
delgado). 
 
 
 
SUMÁRIO DAS SUGESTOES DE POSICIONAMENTO PARA SERIOGRAFIA GI ALTA 
 
História Clínica 
A coleta da história clínica, ou sua recuperação a partir do prontuário, é importante 
para se determinar as indicações clínicas do exame e determinar a ocorrência de cirurgias 
antigas ou recentes envolvendo o TGI. A cirurgia ou a ressecção de segmentos gástricos e 
intestinais alteram suas posições originais. É importante estar atento ao monitor durante a 
fluoroscopia, podendo-se surpreender essas diferenças, " que pode afetar o posicionamento e 
a centralização na obtenção das imagens pós-fluoroscopla. 
A revisão do prontuário do paciente garante que o procedimento correto seja 
realizado, de acordo com a indicação clínica. Alergias específicas e outras alterações 
pertinentes também deverão ser avaliadas com base nos dados clínicos. 
Biotipo 
Deve-se considerar o biotipo do paciente. Deve-se lembrar que o estômago é 
elevado e transverso no paciente hiperestênico e rebaixado e vertical no paciente hipostênico. 
O paciente médio ou estênico apresenta o bulbo duodenal no nível de L2. Normalmente, L2 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
23 
está localizado 2,5 a 5 em acima do rebordo costal lateralmente. A centralização de pontos 
neste texto está designada pelas referências médias de pacientes estênicos. 
Fluoroscopia 
Durante a fluoroscopia, deve-se identificar o estômago no monitor fluoroscópico. 
Atentar para estruturas adjacentes para obter pistas quanto à localização do estômago e do 
duodeno. Por exemplo, se o corpo gástrico é adjacente à asa ilíaca, centralizar um pouco 
abaixo em relação à média ou ao paciente estênico. 
 
Alto Pico de Quilovoltagem (kVp) e Tempo de Exposição Curto 
Um kVp alto de 100 a 125 é necessário para uma boa penetração de raios, 
conseguindo-se um bom contraste das estruturas preenchidas pelo bário. Um tempo de 
exposição curto é necessário para evitar artefatos produzidos pelos movimentos peristálticos. 
Em estudos do TGI com duplo contraste, uma redução do kVp para uma faixa entre 80 e 90 é 
comum, garantindo imagens com maior contraste (dependendo da preferência de kVp de cada 
centro radiográfico). 
 
Modalidades e Procedimentos Alternativos 
 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (TC) 
A TC é um excelente exame para evidenciar tumores do TGI, fígado, baço e 
pâncreas. Com o uso de contraste oral diluído, podem ser visualizados divertículos, hérnia e 
perfuração intestinal. 
A TC tornou-se o exame de escolha para revelar lesões traumáticas do TGI e de 
órgãos acessórios. 
 
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM) 
Varizes de esôfago, doenças vasculares e tumores do fígado são visualizados 
pela RM com o uso de uma seqüência de pulso com flipangle curto, sensível a fluxo. 
A hemocromatose, ou sobrecarga de ferro, que pode ocorrer em pacientes que se 
submetem a múltiplas transfusões sangüíneas ou que pode ser devida a uma condição 
genética, é bem visualizada com a RM. Essa condição leva a uma quantidade excessiva de 
ferro depositada no parênquima hepático. Ferro excessivo depositado no tecido produz um 
forte sinal nas imagens por RM. 
 
ULTRA-SONOGRAFIA 
A US intra-esofágica para a visualização de varizes e carcinoma esofágicos está 
se tornando uma alternativa à esofagografia. Passando um pequeno transdutor pelo interior do 
esôfago pode-se obter imagens detalhadas da mucosa interna do órgão. Pequenas varizes e 
pólipos do esôfago e estômago superior podem ser vistos. 
A ultra-sonografia com Doppler pode ser usada para detectar fluxo vascular em 
órgãos acessórios específicos do TGI. 
 
MEDICINA NUCLEAR 
O uso de radionuclídeos específicos demonstra cirrose hepática, tumores 
esplênicos, sangramento gastrointestinal e estuda esvaziamento gástrico. Esses estudos de 
esvaziamento gástrico são realizados para se determinar a taxa de drenagem alimentar do 
estômago. 
O refluxo esofágico também pode ser diagnosticado pela adição de um 
radionuclídeo a uma bebida, como o leite. Com uma cinta de compressão colocada sobre o 
abdome superior, a câmera de medicina nuclear pode avaliar o retorno do conteúdo gástrico 
através da junção esofagogástrica. 
 
POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO 
Dados e Informações de Pesquisas 
Um levantamento sobre procedimentos radiográficos de rotina realizados em 
centros dos Estados Unidos e do Canadá foi realizado no ano de 1999. A informação do 
quadro à direita foi compilada a partir do levantamento, indicando uma rotina para as 
incidências básicas para as esofagografia e SEED. Os resultados do levantamento foram muito 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
24 
consistentes em todas as regiões dos Estados Unidos, mas diferiram significativamente entre 
Estados Unidos e Canadá. A diferença mais óbvia foi a exclusão do estudo pós-fluoroscopia 
com imagem convencional quando a fluoroscopia digital foi usada nos Estados Unidos (40%) 
em . comparação com o Canadá (72%). 
A técnica do duplo contraste durante a SEED é um procedimento comum, como 
indicam os números do levantamento realizado nos EUA em 1989 (62%). Essa pergunta não 
foi incluída nos levantamentos de 1995 e 1999, mas presume-se que os númerossejam 
similares, ou mesmo maiores. Geralmente, a rotina de posicionamento na técnica com duplo 
contraste é similar àquela da SEED, com a única diferença sendo o menor kVp durante a 
exposição, como já descrito. 
 
Incidências Pós-fluoroscópicas Básicas e Especiais 
Certas posições ou incidências básicas e especiais do esôfago, estômago e 
duodeno são descritas e demonstradas nas páginas a seguir. 
As três incidências pós-fluoroscópicas básicas para a esofagografia estão 
descritas na seção sobre posicionamento deste capítulo, juntamente com uma posição oblíqua 
especial. 
As cinco incidências para a SEED são listadas em ordem de utilidade clínica, 
quando incidências pós-fluoroscópicas são requeridas. Como indica o levantamento descrito 
acima, com o uso crescente da fluoroscopia digital, essas incidências convencionais pós-
fluoroscopia não são tão comuns como no passado, porém os radiologistas devem ser capazes 
de realizá-las quando solicitado, ou quando julgarem necessário. 
 
 
POSIÇÃO OAD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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Proteção Colocar escudo de chumbo sobre a região pélvica do paciente para proteger as 
gônadas. 
Posição do Paciente Posicionar o paciente em pé ou deitado. A posição deitada é preferida, 
pois permite um enchimento mais completo do esôfago (devido ao fator gravidade na posição 
ortostática). 
Posição da Parte 
Rodar 35° a 40° a partir da posição deitada, com a porção anterior direita do corpo apoiada 
sobre a mesa ou sobre o filme. 
Deixar o braço direito ao lado do corpo e flexionar o braço esquerdo no cotovelo, com a mão 
próxima à boca, segurando o copo com bário e o canudo à boca. Fletir o joelho esquerdo para 
apoiar o corpo. Alinhar a linha média do tórax na posição oblíqua em relação à linha da mesa 
e/ou do filme. Posicionar a parte superior do filme a cerca de 5 cm acima dos ombros, para 
coincidir o RC com o centro do filme. 
Raio Central 
RC perpendicular ao centro do filme 
RC no centro do chassis, ao nível de 15 ou 16 (2 a 3 polegadas ou 5 a 7,5 cm abaixo da 
incisura jugular) 
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) ou 72 polegadas (180 cm) se o paciente estiver em 
pé 
Colimação Colimar as bordas laterais para criar uma colimação bilateral de cerca de 5 ou 6 
polegadas (12 a 15 cm) de largura. Colimar as bordas laterais nas bordas do filme, com a 
esquerda ou a direita colocada dentro do campo de colimação. 
Respiração Prender a respiração e expor durante a expiração (veja Observações). 
Observações - Bário denso: Duas ou três colheres de sopa cheias de bário denso devem ser 
ingeri das, e a exposição é feita imediatamente após o último bário ser engolido. (O paciente 
geralmente não respira imediatamente após a deglutição.) 
Bário ralo: Para o completo enchimento do esôfago com o bário ralo, o paciente terá que 
beber pelo canudo, com deglutição contínua, e a exposição é feita após três ou quatro 
deglutições, sem parada da respiração (usando o menor tempo de exposição possível). 
Critérios Radiográficos 
Estruturas Mostradas: O esôfago deve ser visível entre a coluna vertebral e o coração. (A 
posição OAD fornece maior visibilidade anatômica entre as vértebras e o coração que a 
posição OAE.) 
Posição: A adequada rotação do corpo projeta o esôfago entre a coluna vertebral e o coração. 
Se o esôfago está situado sobre a coluna vertebral, maior rotação é necessária. O esôfago é 
inteiramente preenchido por contraste. Os membros superiores não devem se superpor ao 
esôfago. 
Colimação e RC: As margens de colimação são vistas lateralmente na radiografia. O RC 
atinge o nível de T5 ou T6 para incluir todo o esôfago. Critérios de Exposição: A técnica 
apropriada deve ser usada para visualizar claramente as bordas do esôfago preenchido pelo 
contraste; margens nítidas indicam ausência de movimento. 
 
Patologia Demonstrada 
Estreitamentos, corpos estranhos, anomalias 
anatômicas e neoplasias do esôfago. 
Esofagografia 
básica 
OAD (35° a 40") 
Lateral 
AP (PA) 
Fatores Técnicos 
Tamanho do filme - 35 x 43 cm (14 x 17 
polegadas), em sentido longitudinal 
Grade móvel ou estacionária 
Faixa de 100 - 110 kVp 
Técnica e dose' em kVp mAs Cur. LM 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
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POSIÇÃO LATERAL: ESOFAGOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Proteção Posicionar escudo de chumbo sobre a área gonadal. 
Posição do Paciente Posicionar o paciente deitado ou em pé (preferencialmente deitado). 
Posição da Parte 
Colocar os braços do paciente acima da cabeça, com os cotovelos fletidos e superpostos. 
Alinhar o plano médio-coronal à linha média do filme e/ou da mesa. 
Colocar ombros e quadril em posição lateral verdadeira. 
Posicionar a parte superior do filme cerca de 2 polegadas (5 cm) acima do nível dos ombros, 
para coincidir o RC com o centro do filme. 
Raio Central 
RC perpendicular ao centro do filme 
RC no nível de T5 - T6 (2 a 3 polegadas ou 5 a 7,5 cm abaixo da incisura jugular) 
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) ou 72 polegadas (180 cm) se o paciente estiver em 
pé 
Colimação Colimar nas bordas laterais para criar uma colimação bilateral de cerca de 5 ou 6 
polegadas (12 a 15 cm) de largura. 
Respiração Prender a respiração e expor à expiração. 
Observação: Veja página anterior para instruções quanto à deglutição do bário. 
 
 
 
Patologia Demonstrada 
POSIÇÃO LATERAL: ESOFAGOGRAFIA 
Estreitamentos, corpos estranhos, anomalias 
anatômicas e neoplasias do esôfago. 
 
Esofagografia 
BÁSICA 
OAD (35' a 40') 
Lateral 
AP (PA) 
 
Fatores Técnicos 
Tamanho do filme - 35 x 43 cm (14 x 
17polegadas), em sentido longitudinal 
Grade móvel ou estacionária 
Faixa de 100 - 1 10 kVp 
Técnica e dose' em kVp mAs Cur. LM. 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
27 
Posição opcional lateral do nadador (Fig. 14.75, acima) permite melhor visualização do esôfago 
superior sem a superposição dos braços e ombros. 
Posicionar ombros e quadris na posição lateral verdadeira e separar 05 ombros da região 
esofágica, colocando o ombro superior para trás e para baixo, com o braço por trás do corpo. 
Posicionar o ombro e o braço inferiores à frente do corpo, com a mão próxima à boca, 
segurando o copo de bário. 
 
Critérios Radiográficos 
Estruturas Mostradas: O esôfago inteiro é visto entre a coluna torácica e o coração. 
Posição: Uma posição lateral perfeita é indicada pela superposição direta das costelas 
posteriores. Os braços do paciente não devem se superpor ao esôfago. 
O esôfago deve ser preenchido por contraste. 
Colimação e RC: As margens de colimação são vistas lateralmente na radiografia. 
O RC atinge o nível de T5 ou T6 para incluir todo o esôfago. 
Critérios de Exposição: A técnica apropriada é usada para "Visualizar claramente as bordas 
do esôfago preenchido pelo contraste; margens nítidas indicam ausência de movimento. 
 
INCIDÊNCIA AP (PA): ESOFAGOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Proteção Colocar um escudo de chumbo sobre a região pélvica do paciente, a fim de proteger 
as gônadas. 
 
 
 
Patologia Demonstrada 
Estreitamentos, corpos estranhos, anomalias anatômicas 
e neoplasias do esôfago são demonstradas nessa 
incidência. Essa incidência pode não ser tão 
esclarecedora, do ponto de vista diagnóstico, quanto as 
incidências OAD e lateral. 
Esofagografia 
básica 
OAD (35° a 40°) 
Lateral 
AP (PA) 
Fatores Técnicos 
Tamanho do filme - 35 x 43 cm (14 X 17 polegadas), em 
sentido longitudinal 
Grade móvel ou estacionária 
Faixa de 100 - 110 kVp 
Técnica e dose: 
 
 
Técnicas Radiológicas II 
 
28 
Posição do Paciente: Posicionar o paciente em pé ou deitado (preferencialmente deitado). 
Posição da Parte 
Alinhar o plano mediossagital à linha média do filme e/ou da mesa. 
Garantir que os ombros e os quadris não estejam rodados. 
Posicionar o braço direito superiormente, a fim de segurar o copo de