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IMUNOLOGIA
EXPERT 2.0
@BIOMEDGABRIEL
Produzido por Gabriel Oliveira
Brenda Gonçalves - brendalorraynealves@hotmail.com.br - IP: 177.131.175.181
INTRODUÇÃO
IMUNIDADE
IMUNIDADE INATA
IMUNIDADE ADAPTATIVA
APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENO
HIPERSENSIBILIDADE
DIAPEDESE
IMUNODEFICIÊNCIA
IMUNODIAGNÓSTICOS
REFERÊNCIAS
SUMÁRIO
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4
5
16
25
26
31
32
34
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ATENÇÃO!!!
Este conteúdo é destinado apenas para o uso privado da pessoa que o obteve. Por
conseguinte, é estritamente proibido compartilhá-lo e/ou comercializá-lo, pois tal ato
constitui uma violação do artigo 184 do Código Penal Brasileiro. Essa transgressão
pode resultar em uma pena de prisão de 3 meses a 4 anos, além da imposição de uma
multa.
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SISTEMA IMUNE: Conjunto de fatores que medeiam a resistência contra
infecções
IMUNIDADE : Resistencia a doenças infecciosas
RESPOSTA IMUNOLÓGICA: Reação coordenada dos fatores do sistema
imune aos microrganismos infecciosos
IMUNIDADE INATA: Refere-se a imunidade nativa, ou
natural, ela é a primeira linha de defesa e tem resposta
rápida
IMUNIDADE ADQUIRIDA: chamada de imunidade
específica ou imunidade adaptativa ela se adapta na
presença de agentes patológicos
INTRODUÇÃO
O sistema imune está divididos em dois tipos de imunidade
IMUNIDADE INATA E IMUNIDADE ADQUIRIDA
Barreiras epiteliais Células NK
Células
Dendríticas
Fagócitos
Sistema
Complemento
Linfócitos Anticorpos
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IMUNIDADE
IMUNIDADE ATIVA
É quando o individuo produz os anticorpos, possui
memória de longo prazo e pode ser adquirida de duas
formas:
Natural ( Após entrar em contato com o patógeno)
Artificial( Vacinas)
IMUNIDADE PASSIVA
É quando o individuo recebe os anticorpos, não possui memória e é de curto
prazo e pode ser adquirida de duas formas:
Natural ( Anticorpos são passados de mãe para o bebe através da placenta ou
do leite materno)
Artificial(soro hiperimune ; soro antiofídico..)
SORO X VACINA
Possui anticorpos
resposta rápida
imunidade de curto prazo
Possui antígenos desativados
resposta lenta
imunidade de longo prazo
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IMUNIDADE INATA
A primeira linha de defesa da imunidade inata são as barreiras
epiteliais, células e antibióticos naturais
COMPONENTES
BARREIRAS EPITELIAIS
epitélio que fornece barreiras físicas e químicas contra as infecções
Saliva Suor Lagrima Pele
Suco GástricoMuco Cílios
NEUTRÓFILOS
Associado a infecções bacterianas e fungos
Leucócitos mais abundantes no sangue
Associados a fagocitose
A produção de neutrófilos é estimulada pelas citocinas,
conhecidas como fatores estimulantes de colônias
função de captura e apresentação de antígenos
ela é como uma ponte entre a imunidade inata para a
adaptativa, pois ela que faz a apresentação de antígenos aos
linfócitos T
CÉLULAS DENDRÍTICAS
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Ingerem microrganismos no sangue (Monócitos ) e nos tecidos
(Macrófagos)
Atua na apresentação de antígenos
Produzem citocinas
MONÓCITOS
Associados a alergias
Essa célula libera heparina evitando a formação de coágulos
Libera histamina, o que permite a vasodilatação no local da
inflamação, possibilitando um acesso facilitado de outros
soldadinhos de defesa
Fator de ativação das plaquetas
BASÓFILOS
Associados a infecções parasitárias e alergias
Não são especializados em fagocitose
Realizam sua função de defesa liberando para o meio
extracelular o conteúdo dos seus grânulos
EOSINÓFILOS
estão presentes na pele e no epitélio mucoso
São derivadas da medula óssea
grânulos citoplasmáticos abundantes
Os mastócitos estimulam a inflamação produzindo e
secretando mediadores lipídicos e citocinas
Responsável pela defesa contra helmintos ( parasita) e
doenças alérgicas
Os mastócitos possuem em seus grânulos aminas
vasoativas, como a histamina, que causam vasodilatação
e aumento da permeabilidade dos capilares
MASTÓCITOS
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Nome Local
micróglia sistema nervoso central
células de Kupffer Fígado
macrófagos alveolares Pulmões
osteoclastos Ossos
Função de fagocitose
Produzem quimiotaxia
No sangue são chamados de monócitos
formas morfológicas em diferentes tecidos
MACRÓFAGOS
produzem uma citocina que ativa os macrófagos, o IFN-g
São um tipo de linfócito
Reconhecem células infectadas por vírus e bactérias
intracelulares
Destruição de células tumorais e células infectadas
Induzem apoptose nas células infectadas
São células citotóxicas da imunidade inata
CÉLULAS NK
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INFLAMAÇÃO
A inflamação é uma resposta do corpo a agressões que podem causar lesões. Foi
descrita por Aurélio Cornélio Celso na Roma Antiga e posteriormente estudada por
Rudolf Virchow no século XIX. A inflamação é a principal defesa do organismo e
envolve a produção de substâncias por células danificadas e do sistema imunológico
próximo à área afetada.
As células fagocíticas, incluindo principalmente os leucócitos polimorfonucleares,
desempenham um papel essencial na inflamação. Elas se acumulam na área afetada
em 30 a 60 minutos, fagocitam invasores ou tecido danificado e liberam enzimas
lisossomais para destruir o invasor. Se a resposta inflamatória persistir após cerca de
56 horas, células mononucleares, como macrófagos e monócitos, entram na área
para reforçar a defesa. Os sinais clássicos da inflamação, conhecidos como "sinais
cardinais", são observados nesse processo.
Sinais cardinais da inflamação e suas consequências. (Adaptado de: )
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Ativação, quimiotaxia e diapedese de neutrófilos para o sítio inflamatório.
(Adaptado de: MAYER, 2010).
Fagocito
Ativação histamina e trombina
Quimiotaxia, leucotrieno D4,
C5s, N-formil-metionina
Diapedese
Inflamação
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A inflamação aguda é uma resposta rápida do corpo, geralmente desencadeada por
lesões súbitas, como acidentes. Pode ser difícil remover suas causas e dura de 8 a 10
dias. Geralmente não deixa sequelas e seus sintomas são localizados onde as células
polimorfonucleares predominam.
INFLAMAÇÃO AGUDA
INFLAMAÇÃO CRONICA
A inflamação crônica é um processo que se estende por aproximadamente duas
semanas e tem potencial para causar sequelas, como cicatrizes e perda de função.
Geralmente, ela se origina a partir de uma inflamação aguda e envolve a participação
de células como macrófagos e linfócitos, resultando em fibrose como uma forma de
cicatriz. Esse tipo de inflamação se desenvolve de forma gradual e muitas vezes
silenciosa, sendo comum em condições como doenças reumatológicas, tuberculose,
glomerulonefrite e doenças autoimunes.
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ÓRGÃOS LINFOIDES
Os órgãos linfóides são estruturas específicas do sistema imunológico que produzem,
armazenam e distribuem células do sistema imune, como os linfócitos. Os principais
órgãos linfóides são:
Timo: é um órgão localizado na região superior do tórax e é
responsável pela produção de células T, um tipo de linfócito
importante para o sistema imunológico.
1.
2.Medula óssea: é o tecido esponjoso que preenche o interior dos
ossos e é responsável pela produção de células sanguíneas, incluindo
linfócitos e outras células do sistema imunológico.
3. Gânglios linfáticos: esses órgãos estão localizados em várias
partes do corpo, como as axilas, virilha, pescoço e região
abdominal, e são responsáveis por filtrar o linfócito antes de entrar
na corrente sanguínea, eles também são importantes para o
sistema imunológico.
4. Baço: é um órgão localizado na região superior esquerda do
abdômen e é responsávelpela filtragem do sangue, eliminando
células velhas, infecciosas ou danificadas.
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SISTEMA COMPLEMENTO
O sistema complemento é um conjunto de proteínas presentes no sangue que atuam
em conjunto com o sistema imune para combater infecções e outras ameaças ao
organismo. Ele é composto por uma série de proteínas que se activam umas as outras
em cascata, cada uma com uma função específica. Ele pode ser dividido em três
cascatas complementares: a via da cascata clássica, a via alternativa e a via da
lectina.
A via clássica do sistema complemento é acionada pela presença de
anticorpos IgM e IgG nas superfícies de microorganismos e outras
partículas estranhas. Isso desencadeia a formação de complexos de
ativação de complemento, que por sua vez, ativam outras proteínas
complementares. Essa via é considerada um componente da imunidade
adaptativa, pois é desencadeada pela ligação de C1 e anticorpos aos
microrganismos.
A via alternativa do sistema complemento é considerada um componente
da imunidade inata, pois não depende de anticorpos específicos. Ela se
inicia com a quebra da proteína C3, devido à presença de substâncias
estranhas na superfície celular dos microrganismos. Algumas proteínas de
complemento são ativadas na superfície do microrganismo, mas outras
proteínas reguladoras de complemento só estão presentes na célula do
hospedeiro. Isso significa que não há controle sobre a ativação do sistema
complemento quando os patógenos não possuem essas proteínas
reguladoras na sua superfície.
A via da lectina é um componente da imunidade inata, pois é iniciada
quando a Lectina Ligadora de Manose (MBL, em inglês) se liga a resíduos de
manose e outros carboidratos presentes na superfície dos patógenos.
Essa via é ativada quando a MBL se liga à manose terminal nas
glicoproteínas da superfície dos microrganismos, estimulando a ativação
das proteínas complementares e ajudando na defesa do organismo contra
os patógenos
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https://portal.cursaueducacao.com.br/25527-curso-completo-de-imunologia-basica-e-clinica/575446-orgaos-linfoides-a-casa-onde-os-linfocitos-se-tornam-super-herois
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Então você deve esta se perguntando, como nosso corpo
sabe que um patógeno invadiu meu corpo?
RECONHECIMENTO DE ANTÍGENO
para começarmos a ver como todo funcionamento do sistema imune inato
precisamos ver cada etapa
Então é agora que entra a primeira fase que é de reconhecimento
Eu sei que
você é um
patógeno
Como?
Os leucócitos
identificaram
você
Como você notou nessa pequena charge não tão boa, os leucócitos são os
responsáveis por identificar esses patógenos
Mas.. como eles fazem essa identificação?
Para facilitar vamos usar um exemplo simples
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Para exemplificar, você provavelmente sabe que isso são duas bolas, e você também
sabe qual é a de basquete e a de futebol e sabe pq? porque elas tem padrões e a
mesma coisa acontece com os antígenos
Então podemos encontrar no antígeno, exatamente
na membrana do antígeno padrões moleculares
associados ao patógeno ( PAMPs)
Mas como no exemplo da bolas, não só as bolas precisam de padrões, imagina que
você não tivesse olhos, logo você não conseguiria identificar esses padrões
Os leucócitos por sua vez precisam também de algo para identificar os PAMPs ! e são
os receptores de reconhecimento de padrões , e com esses receptores é possível
que eles identifiquem os agentes patológicos
Logo se apresenta PAMPs o sistema imune já entende que aquilo é um patógeno
Mas não acabou por aqui
Se uma célula estiver danificada ou necrótica elas
também liberam moléculas que podem ser
identificadas pelo sistema inato
Essas moléculas são chamadas de padrões moleculares associados ao dano
(DAMP)
E as resposta ao DAMP tem como objetivo eliminar
essas células e fazer o reparo tecidual
Dentre os PAMPS podemos ser citar os ácidos nucleicos ( RNA de fita dupla,
presentes nos vírus) , proteínas, lipídeos de parede celular ( LPS - bactérias Gram
negativas) e carboidratos
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Agora vamos ver a segunda etapa, após a identificação, os leucócitos vão precisar
de mais ajuda não é? então é hora de recrutar alguns fagócitos visto anteriormente
( Neutrófilos e Monócitos)
Mas como eles fazem esse recrutamento? por um alto
falante ou será que o osso rádio serve para isso? kkkk
nenhuma das opções
Então sabe os macrófagos que vimos anteriormente eles são atraídos por algumas
coisas, que podem ser toxinas provenientes do agente patológico ou tecidual, e os
fagócitos encontram o alvo através desses estímulos químicos
Depois que esta todo mundo lá qual é o próximo passo? Hora da refeição
E quando essas células chegam no locam elas liberam ainda mais estímulos químicos
atraindo mais fagócitos
Como assim Gabriel? hora da refeição ?
Então, é hora de fagocitar
Lembra que no inicio eu te falei de duas coisinhas encontradas nos antígenos e nos
leucócitos? se não lembra vou te relembrar: São os PAMPs ( encontrados nos
antigenos) e os PRRs ( encontradas nos leucócitos)
As PRRs
ligam-se aos
PAMPs
Depois o
patógeno é
envolvido pelo
fagócito
fagossomos se
fundem aos
lisossomos para
formar
fagolisossomo
Kabum, o
patógeno
é
destruído
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Agora vou usar uma referência de "What If " quem é fã da MARVEL vai entender
Sem dar spoiler , " what if "é uma série que busca contar uma narrativa do que
aconteceria se algo não desse certo ou se tivesse um desfecho diferente na historia
dos personagens da Marvel
Ok Gabriel, mas o que isso tem a ver com o sistema imune?
Então eu vou te mostrar o que acontece se o sistema imune não conseguir identificar
o patogeno?
Existem bactérias que são como ninjas, mas ao invés de usar um aquelas roupas
pretas para ficar oculta, elas tem uma capsula ao redor da membrana que dificulta a
identificação desse antígeno
O sistema imune produz anticorpos chamados de opsoninas, esses
anticorpos vão se ligar a esse patógeno através de seus receptores,
depois disso os fagócitos encontram esses antígenos, se ligam neles
e Kabum, fagocita esse antígeno
Mas para isso o nosso sistema imune já tem
uma solução
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Imunidade adquirida após o contato com o patógeno ela é especifica ao
patógeno que entrou em conato e ela possui memoria
IMUNIDADE ADAPTATIVA
DIVIDIDA EM
RESPOSTA IMUNE HUMOTRAL
Mediada por linfócitos B
RESPOSTA IMUNE CELULAR
Mediada por linfócitos T
LINFÓCITOS T
Formação na medula óssea
Maturação no Timo
As células T são diferenciadas em 3 tipos
T CD4+
chamadas de células T auxiliares
ajudam os linfócitos B a produzir anticorpos
ajudam as células fagocitárias a ingerir os microrganismos
T CD8+
chamados de linfócitos T citotóxicos
Eles destroem as células infectadas por microrganismos
intracelulares
LINFÓCITOS T REGULADORES
Controle da resposta imune
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IMUNIDADE CELULAR
Mediada por linfócitos T
Defesa contra microrganismos intracelulares
APC's
APCs apresentam aos Linfócitos T, as APCs são macrofagos, células
dendriticas e linfócitos B, elas apresentam os antígenos aos linfócitos T
T CD4+
chamadas de células T auxiliares
reconhecem os antígenos na superfície das células por meio do complexo MHC
classe II
1.
Secretam citocinas { interleucina 2 (IL-2)} que promovem na expansão clonal2.
estimulam a produção de anticorpos IgE e ativam eosinófilos, os quais atuam
principalmente na defesa contra parasitas helmintos
3.
Mas afinal o que é citocina?
Citocinas são proteínas que regulam a resposta imunológica
As células T auxiliares CD4+ podem diferenciar-se em subgrupos de células efetoras,as quais realizam funções diferentes, pois produzem grupos diferentes de citocina
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Th1: Estimula a citocina (INF-γ), ela estimula a ativação dos macrófagos, e a produção
de IgG e defesa contra microrganismos intracelulares
Th2: Estimula as citocinas IL-4, IL-5, e IL-13, ela estimula a ativação dos eosinófilos,
e a produção de IgE através de mastócitos e eosinófilos e defesa contra parasitas
helmintos
Th17: Estimula as citocinas IL-17A, IL-17F, e IL-22, ela estimula a inflamação a
eosinófilos, defesa contra bactérias extracelulares e fungos, e atua em doenças
autoimunes e inflamatórias
T CD8+
Chamados de linfócitos T citotóxicos
reconhecem o complexo MHC classe I1.
Eles destroem as células infectadas por microrganismos intracelulares2.
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LINFÓCITOS B
Formação e maturação na medula óssea
Se tornam plasmócitos e secretam anticorpos que eliminam
microrganismos extracelulares
são as únicas células capazes de produzir anticorpos
Agora que você sabe quem são os linfócitos, vamos ver como ambos trabalham
Os linfócitos são os principais mediadores da imunidade adquirida, pois são
as únicas células que possuem receptores específicos para antígenos
diversos
Como você notou eles se originam no mesmo local, mas a maturação ocorre em
locais diferentes
Mas como ocorre essa maturação? Durante a maturação os linfócitos adquirem seus
receptores, e esse linfócito é o responsável pelo ataque aos invasores
Esses linfócitos ficam nos órgãos linfoides esperando para serem ativados, essa
ativação depende do patógeno, já que ele são específicos
A cada vez que um patógeno começa um ataque, um receptor é utilizado por causa da
sua especifidade
Após essa ativação, os linfócitos se multiplicam para enfrentar esses antígenos
Pensa no anime " Naruto " quando o Naruto vai enfrentar os inimigos, ele sempre usa o
o jutsu clones da sombra, e esses clones são iguais a ele, acontece a mesma coisa
com o linfócito, até os receptores específicos são iguais
os linfócitos específicos para o antígeno proliferam e depois se diferenciam em
células efetoras ( eliminam antígenos) e células de memória ( Iniciam a resposta
imunológica secundaria quando encontram o mesmo antígeno que induziu o seu
desenvolvimento
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A resposta imunológica do linfócito B é dividido em duas fases
PRIMÁRIA
Quando os linfócitos B encontram um antígeno pela primeira vez , os linfócitos B se
ligam aos receptores dos antígenos, logo depois algumas dessas células se
transformam em células de memoria e outras em plasmócitos, esses são
responsáveis pela produção de anticorpos, que vamos falar mais quando falarmos de
imunidade humoral, a primeira fase tem resposta lenta
Quando as células de memória encontram o antígeno pela segunda vez, essa resposta
é mais rápida, pois já é feita pelas células de memoria que se transforma em
plasmócitos que secretam e libera anticorpos nos tecidos
SECUNDÁRIA
Você novamente...
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Os plasmócitos são as células efetoras dos linfócitos B, e essa
célula é responsável pela produção de anticorpos
IMUNIDADE HUMORAL
Mediada por proteínas produzidas pelos linfócitos B:, os anticorpos
neutraliza e elimina os microrganismos e as toxinas microbianas extracelulares
ANTICORPOS
variável
Cadeialeve
Cadeia
pesada
co
ns
ta
nt
e
FAB
Fc
sitio
de
lig
açãopontes dissulfeto
ESTRUTURA DO ANTICORPO
Neutralizar e eliminar microrganismos e
toxinas
Ativação do sistema complemento
Opsonização
IMUNOGLOBULINAS
As imunoglobulinas (Ig) ou anticorpos são produzidas por linfócitos B
ativados , e secretadas no organismo em resposta à exposição ao
antígeno. Anticorpos tem diferentes classes ou isótipos, e são
denominados de acordo com a cadeia pesada ( IgM, IgD, IgG, IgE e IgA)
FUNÇÕES
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A IgG é a imunoglobulina mais comum no sangue, constituindo cerca de 15% das
proteínas do plasma. Ela possui uma meia-vida longa de aproximadamente 23 dias. A
IgG é eficaz na opsonização de patógenos, facilitando sua fagocitose por células
como macrófagos. Além disso, ativa o Sistema Complemento, aumentando a
eficiência na eliminação de patógenos.
A IgG pode atravessar a placenta, fornecendo imunidade ao feto nos primeiros meses
de vida, até que o bebê comece a produzir suas próprias IgG. Também possui a
capacidade de neutralizar toxinas bacterianas, venenos de animais e vírus, impedindo
que causem danos.
IMUNOGLOBULINAS
IgG
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IgE
A IgE, com a meia-vida mais curta entre as imunoglobulinas (dois dias), está presente
em níveis extremamente baixos no sangue e fluidos corporais, aumentando em
resposta a infecções por parasitas e em indivíduos com alergias.
Sua baixa concentração deve-se à síntese limitada e à afinidade da porção Fc da IgE
pelos mastócitos e basófilos, que podem retê-la por semanas ou meses, mesmo na
ausência do antígeno. A exposição subsequente ao antígeno ativa imediatamente
essas células, levando à liberação de substâncias que desencadeiam reações
alérgicas e choques anafiláticos.
Além disso, a IgE pode se ligar a eosinófilos, proporcionando proteção contra
parasitas e ativando uma resposta inflamatória aguda. Níveis elevados de IgE são
observados em infecções por parasitas, como as lombrigas (Ascaris)
IgD
A IgD é encontrada na superfície dos linfócitos B maduros juntamente com a IgM,
atuando como um marcador da maturidade dessas células. No entanto, sua função
funcional ainda é pouco compreendida. Ela é presente no soro em quantidades muito
baixas, principalmente porque não é secretada pelos plasmócitos e é facilmente
degradada por enzimas proteolíticas.
A principal função da IgD parece estar relacionada à eliminação de células B que
reagem com autoantígenos, tornando essas células B autorreativas inativas e levando
à sua posterior eliminação. Além disso, a IgD também atua como um receptor de
antígeno, sendo encontrada na superfície de células B imaturas, auxiliando no
processo de amadurecimento dessas células.
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A IgA é a segunda imunoglobulina mais abundante e desempenha um papel crucial na
defesa contra infecções locais nas secreções externas, como saliva, muco, urina,
suor e leite materno. Ela é especialmente importante nas áreas do trato respiratório e
gastrointestinal, oferecendo proteção contra patógenos.
A IgA assume uma forma dimérica nas secreções corporais, o que a torna resistente à
degradação e eficaz no transporte para as mucosas. Embora não ative o
complemento, a IgA possui atividade bactericida contra micro-organismos Gram-
negativos e inibe a adesão de bactérias ou toxinas às células epiteliais.
IgA
A IgM desempenha um papel essencial na resposta imune, sendo a primeira
imunoglobulina produzida pelos linfócitos B durante sua maturação. Inicialmente, ela
é encontrada na superfície das células como sIgM e, ao ser secretada pelos
plasmócitos, se transforma em um pentâmero com dez sítios para ligação a
antígenos, sendo altamente eficaz na ativação do sistema de complemento.
Elevados níveis de IgM no sangue indicam geralmente uma infecção recente ou
exposição a um antígeno recente. É importante ressaltar que a IgM não atravessa a
placenta. Além disso, a IgM é a única imunoglobulina produzida pelo feto a partir do
quinto mês de gestação, e níveis elevados no feto podem sugerir uma possível
infecção congênita.
Devido à sua estrutura pentamérica, a IgM aglutina eficazmente antígenos, facilitando
sua fagocitose por células fagocíticas. Também desempenha um papel importante
em reações de incompatibilidade sanguínea, como as relacionadas aosgrupos
sanguíneos ABO.
IgM
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APRESENTAÇÃO DE ANTIGENOS
A apresentação de antígenos requer proteínas especiais conhecidas como MHC (proteínas
de membrana que exibem peptídeos ligados firmemente na superfície das células). Essas
proteínas são expressas na superfície de células infectadas. Os receptores de células T
reconhecem estruturas semelhantes ao MHC e são divididos em dois tipos:
TCD8+ : MHCI --> intracelular
TCD4+ : MHCII --> extracelular.
Degradação de proteínas antigênicas: No citosol, as proteínas antigênicas são
degradadas por enzimas, como as proteasomas, gerando peptídeos.
1.
Ligamento a moléculas de MHC I: Os peptídeos têm capacidade de se ligar a moléculas
de MHC I.
2.
Transporte para o retículo endoplasmático: O transportador TAP (Transportador
associado ao peptídeo), que depende de ATP, libera os peptídeos do citoplasma para o
retículo endoplasmático.
3.
Complexo TAP e adição de peptídeos: No retículo, os dímeros de MHC I são colocados no
complexo TAP e recebem os peptídeos transportados no retículo.
4.
Movimento para a superfície celular: As moléculas de MHC I se movem através do
complexo de Golgi para fora do retículo até a superfície celular. Onde são expostas aos
receptores de células T do sistema imunológico para reconhecimento e resposta imune
adequada
5.
MHC I
Incorporação de antígenos: Os antígenos extracelulares são incorporados nos
endossomos e são clivados por enzimas que funcionam em um ambiente ácido.
1.
Transporte do RE para endossomo: As moléculas de MHC II associadas a Li são
transportadas do retículo endoplasmático para uma vesícula endossomica.
2.
Adição de peptídeos: A Li é clivada por enzimas e um pequeno peptídeo restante da Li,
chamado CLIP, é removido da fenda de ligação da MHC pelas moléculas DM. Em seguida,
os peptídeos gerados se ligam às fendas da molécula de MHC II.
3.
Exibição na superfície celular: O complexo formado de MHC II-peptídeo se desloca para a
superfície celular e é exibido, permitindo a identificação pelas células T do sistema
imunológico e a resposta imune adequada
4.
MHC II
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Exposição ao
antígeno
Células
APCs
Ativação da
células TCD4
Liberação
de
citocinas
A produção e
secreção de
anticorpos IgE
pelos
plasmócitos.
A IgE recém-produzida
liga-se com alta
afinidade à membrana de
mastócitos e basófilos
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HIPERSENSIBILIDADE
As reações de hipersensibilidade são reações
imunes prejudiciais ou patológicas
HIPERSENSIBILIDADE TIPO I
A hipersensibilidade do tipo I é uma reação alérgica rápida e intensa que ocorre quando o sistema
imunológico reage a antígenos que são normalmente inofensivos. Isso pode acontecer devido a uma
sensibilização anterior ao antígeno, como pólen, pelo qual o sistema imunológico produz anticorpos,
conhecidos como imunoglobulina E (IgE). Quando o antígeno é exposto novamente, as células imunes
sensibilizadas liberam substâncias químicas, como histamina, que causam sintomas como coceira,
vermelhidão, inchaço, tosse e dificuldade para respirar.
Tudo se inicia com a primeira exposição ao antígeno (alérgeno). As células apresentadoras
de antígeno (APCs) processam o antígeno, apresentando seus peptídeos aos linfócitos T
CD4+. Esses linfócitos T CD4+ liberam citocinas que estimulam os linfócitos B a produzirem
e liberarem anticorpos IgE específicos para o alérgeno.
Os anticorpos IgE recentemente formados conectam-se com alta afinidade à membrana de
mastócitos e basófilos, sensibilizando-os. Até este ponto, as reações são apenas
moleculares e celulares, não desencadeando sintomas.
Na fase aguda, a sintomatologia é principalmente causada pela histamina e pelos
mastócitos. A histamina atua como um potente mediador farmacológico, exercendo efeitos
vasculares e sobre a musculatura lisa, resultando em vasodilatação, broncoconstrição,
contração muscular lisa e edema. Em processos crônicos, os eosinófilos e mediadores
inflamatórios clássicos desempenham um papel predominante nos sintomas.
SÍNDROMES CLÍNICAS
Anafilaxia
Edema laríngeo
Rinite alérgica
Hipotensão
Asma Brônquica
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Anemia hemolítica autoimune
Anemia perniciosa
Doença reumática do coração
Púrpura trombocitopênica autoimune
Febre reumática
Miastenia gravis
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HIPERSENSIBILIDADE TIPO II
MEDIADAS POR ANTICORPOS
Acontece quando os anticorpos ( IgG e IgM) se ligam aos antígenos
presentes na membrana da célula
A hipersensibilidade do tipo II é uma reação imunológica anormal em que o sistema
imunológico ataca células ou tecidos saudáveis do próprio corpo. Pode ocorrer
devido a uma resposta imune desregulada contra antígenos próprios, como na
hemólise imune, em que as células sanguíneas são atacadas e destruídas. Além disso,
condições autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, podem desencadear a
hipersensibilidade tipo II, levando o sistema imunológico a atacar tecidos ou órgãos
saudáveis, resultando em inflamação e danos ao corpo.
A hipersensibilidade tipo 2 refere-se a uma resposta imunológica em que os
anticorpos IgG ou IgM se conectam a antígenos na membrana celular, provocando
inflamação, disfunção ou morte celular. Três mecanismos principais podem
desencadear essa reação: opsonização e fagocitose, inflamação e desorganização
funcional.
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A hipersensibilidade do tipo III é uma resposta imunológica complexa que ocorre em
três etapas:
Formação de complexos antígeno-anticorpo: Ocorre a formação de complexos entre
antígenos e anticorpos na corrente sanguínea. Esses complexos podem ser
depositados em vários tecidos, incluindo pele, articulações, vasos sanguíneos e rins.
Deposição de complexos antígeno-anticorpo: Os complexos antígeno-anticorpo são
depositados nos tecidos, onde podem ser reconhecidos pelo sistema imunológico
como estranhos e invadentes. Isso leva à ativação de células imunes, como
macrófagos, que se unem aos complexos e os fagocitam.
Inflamacão: A fagocitose dos complexos antígeno-anticorpo pelos macrófagos libera
substâncias inflamatórias, como quimiocinas e óxido nítrico, que levam à inflamação
dos tecidos. Isso resulta em sintomas como vermelhidão, dor, edema e perda de
função.
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HIPERSENSIBILIDADE TIPO III
MEDIADA POR IMUNOCOMPLEXOS
Acontece quando imunocomplexos ficam depositadas em
locais inespecíficos levando a reação de inflamação
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HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV
MEDIADAS POR CÉLULAS
Essa reação, mediada por linfócitos T CD4+ (Th1, Th2 ou Th17), ou por linfócitos T
CD8+ citotóxicos, é caracterizada pela chegada de um grande número de linfócitos
específicos para o antígeno ao foco inflamatório, resultando na produção de
mediadores e atração de fagócitos. Denominada como Hipersensibilidade Tardia ou
Retardada, ocorre aproximadamente 24-72 horas após o contato com o antígeno.
Pode ser desencadeada pela re-inoculação do antígeno em um indivíduo imune ou
devido à persistência do agente. Essa resposta é mediada por células T em conjunto
com células dendríticas, fagócitos e citocinas.
DOENÇAS MAIS COMUM :
Tuberculose
Toxoplasmose
Lepra
Doença de Crohn
Artrite reumatoide
Diabete Melito Tipo I
Hepatite Viral ( HBV; HCV)
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DIAPEDESE
Diapedese é o processo pelo qual células do sistema imunológico, como leucócitos,
deixam os vasos sanguíneos e entram nos tecidos para combater infecções e
inflamações. É uma etapa crítica na resposta imunológica.
A diapedese geralmente ocorre em quatro fases:
ADESÃO
O leucócito se adere à parede dos vasos sanguíneos, usando proteínas de
adesão, como integrinas, para se ligar à superfície celular.
ROLAMENTO
O leucócito "rola" ao longo da parede dos vasos sanguíneos, mudando de
direção e ajustando sua posição.O leucócito se liga firmemente à parede dos vasos sanguíneos,
preparando-se para atravessá-la.
LIGAÇÃO
TRANSMIGRAÇÃO
O leucócito atravessa a parede dos vasos sanguíneos e entra nos tecidos,
onde pode combater infecções e inflamações. Durante a transmigração, o
leucócito muda de forma para passar através da parede dos vasos
sanguíneos e alcançar seu alvo.
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IMUNODEFICIÊNCIAS
Disturbios por falhas no sistema imune
IMUNODEFICIÊNCIAS CONGÊNITAS (OU PRIMÁRIAS)
Muitas imunodeficiências congênitas causam defeitos na maturação dos linfócitos T
ou linfócitos b ou em ambos, vamos ver agora algumas imunodeficiências
relacionadas aos linfócitos
DEFEITOS NA MATURAÇÃO DOS LINFÓCITOS
As imunodeficiências congênitas são de causa genética, na qual os componentes do
sistema imune sofrem bloqueio da sua maturação ou função, agora vamos ver alguns
tipos dessas imunodeficiências congênitas
imunodeficiência combinada grave( SCID): Partes dos casos é ligado defeitos
genéticos no cromossomo X , que afetam a maturação do linfócito T. Outra mutação
ocorre em uma enzima chamada adenosina desaminase (ADA), essa mutação é
conhecida como SCID autossômica
iagamaglobulinemia ligada ao X( SCID): síndrome clínica mais comum causada por
um bloqueio na maturação de células B, nesses distúrbio as células B só amadurecem
até certo estágio, pois eles não conseguem ir além do estagio da célula pré-B. A
causa da doença é uma mutação no gene tirosina cinase de Bruton (BTK), esse que
codifica a quinase, afetando a função desta enzima, este gene está localizado no
cromossomo X
síndrome de DiGeorge: alterações genéticas no cromossomo 22. Resultando no
desenvolvimento incompleto do timo, que é um órgão linfoide e falhas na maturação
dos linfócitos T
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síndrome da hiper-IgM ligada ao X : A doença é causada por mutações no ligante
CD40 (CD40L). Tem como característica com a troca de classe de cadeia pesada
defeituosa nos linfócitos B, assim a imunoglobulina IgM acaba sendo gerada em mais
quantidade, e imunoglobulinas IgA e IgG uma produção diminuida
Como vimos anteriormente, o sistema imune é algo bastante amplo, que envolve
ativações, liberações, células, citocinas, interleucinas e etc. Então vamos ver agora
algumas imunodeficiência que causa problemas na ativação e função dos linfócitos
imunodeficiência comum variável (CVID) : baixa produção de anticorpos IgG, IgA e,
com frequência, IgM devido a falhas na ativação dos linfócitosB
síndrome do linfócito desnudo : Redução profunda de células T CD4+, pois essa
doença causa falhas na expressão do MHC Classe II, e sem isso os linfócitos T não
conseguem fazer o reconhecimento, afetando sua maturação
doença granulomatosa crônica : A característica dessa doença é uma mutação na
qual os fagócitos não conseguem eliminar o microrganismo, pois a mutação ocorre
nos genes que codificam a enzima fagócito oxidase
deficiência na adesão leucocitária : tem como característica a dificuldade dos
fagócitos chegarem ao local da infecção, pois há uma deficiência de glicoproteínas de
adesão
Síndrome de Chédiak-Higashi : É uma imunodeficiência rara, na qual apresenta
defeitos nos grânulos presentes no citoplasma dos leucócitos, comprometendo sua
função nesse caso o individuo tem suscetibilidade aumentada à infecção bacteriana
DEFEITOS NA ATIVAÇÃO E NA FUNÇÃO DOS LINFÓCITOS
DEFEITOS NA IMUNIDADE INATA
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síndrome de Wiskott-Aldrich: Tem como característica uma inflamação cutânea,
plaquetopenia e imunodeficiência. Essa doença deixa as plaquetas e leucócitos
menores, pois ela causa uma mutação em um gene localizado no cromossomo X,
esse gene tem papel de codificar uma proteína que se liga a varias moléculas
adaptadoras e componentes citoesqueleticos nas células hematopoiéticas
Algumas doenças podem envolver vários sistemas do corpo, sendo o imunológico não
o principal podem ter característica de imunodeficiência
ataxia-telangiectasia) : Essa doença tem como característica imunodeficiência,
problemas de coordenação e equilíbrio e má formação vasculares, essa doença está
associado a uma mutação em um gene que a proteína pode está envolvido no reparo
do DNA, com a ausência dessa proteína o reparo é anormal resultando em uma
mutação linfocitária comprometida
SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS) : Causada pelo Vírus da
Imunodeficiência Humana ( HIV) em inglês Human Immunodeficiency Virus , é um
retrovírus que infecta as células de defesa, principalmente os linfócitos TCD4+,
causando destruição progressiva dessas células, o ciclo de vida do vírus possui as
seguintes fases : Infecção da célula do hospedeiro, produção de DNA vira, e sua
integração no genoma do hospedeiro e expressão de genes e partículas virais. A
infecção por HIV pode ser adquirida através de transfusão de sangue, agulhas
contaminadas, transferência placentária e através de relações sexuais com
indivíduos infectados sem uso de proteção
Como vimos anteriormente, as imunodeficiência primarias tem como característica
o fator genético, no caso das imunodeficiências secundarias elas são causadas por
neoplasias, infecções por vírus e outro fatores que veremos a seguir
ANORMALIDADES LINFOCITÁRIAS ASSOCIADAS A OUTRAS DOENÇAS
IMUNODEFICIÊNCIAS ADQUIRIDAS (SECUNDÁRIAS)
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Imunoblotting, conhecido também como Western blotting, é uma técnica de
laboratório utilizada para detectar proteínas específicas em uma amostra. Ele envolve
separar as proteínas por tamanho usando eletroforese em gel, transferir as proteínas
separadas para uma membrana e detectar a presença de uma proteína específica
usando um anticorpo que se liga especificamente a essa proteína. O anticorpo
geralmente é marcado com um agente de detecção, como um corante fluorescente
ou enzima, permitindo a visualização da proteína na membrana
Após a transferência das proteínas para a membrana de celulose, é realizada a
detecção através de anticorpos marcados com enzimas. A eletroforese em gel
permite separar as proteínas de acordo com seu peso molecular, onde as proteínas
mais pesadas tendem a se deslocar menos do que as mais leves. O gel de
poliacrilamida utilizado contém um detergente que confere carga negativa às
proteínas, favorecendo seu deslocamento do polo negativo para o polo positivo.
O imunoblotting é uma ferramenta poderosa para analisar a expressão de proteínas e
pode ser usado em uma variedade de aplicações de pesquisa, incluindo diagnóstico
de doenças (como a infecção pelo HIV) e desenvolvimento de drogas
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IMUNOBLOTING
Migração de proteínas através de
um gel Tris-Glicina SDS-PAGE.
Preparação de amostras,
eletroforese e transferência
IMUNODIAGNÓSTICOS
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https://portal.cursaueducacao.com.br/25527-curso-completo-de-imunologia-basica-e-clinica/575692-imunobloting
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ELISA
O Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay é um método de teste imunológico que
utiliza reações enzimáticas para detectar a presença de anticorpos ou antígenos. Ele
é realizado em placas de plástico com pocinhos, onde os reagentes são depositados.
Enzimas são conjugadas às moléculas de anticorpos ou antígenos, e quando se aplica
o substrato da enzima, junto com uma substância cromógena, ocorre uma mudança
na cor, que pode ser medida por espectrofotometria. Este método é altamente
sensível, específico e de baixo custo, e envolve a imobilização de um dos
componentes (anticorpos ou antígenos) na fase sólida. A enzima reconhece e reage
com o alvo pesquisado, levando a uma alteração na cor, dependendo da concentração
do antígeno ou anticorpo.
MÉTODO DIRETO
A amostra contendo o anticorpo primário é colocada sobre uma placa com antígeno
adsorvido e incubada por 30 minutos para permitir aligação dos anticorpos ao
antígeno. Em seguida, a placa é lavada para remover o anticorpo não ligado. Então,
um anticorpo secundário conjugado a enzima é adicionado e incubado por mais 30
minutos. Após nova lavagem, é adicionado um substrato para a enzima e cromógeno.
O resultado é medido em leitores de placa especializados que quantificam a
absorbância. Substrato
Anticorpo
primario
antígeno
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MÉTODO INDIRETO
Nesta técnica, o anticorpo é incubado com uma amostra que pode ou não conter o
antígeno. A mistura é então adicionada a uma placa pré-coberta com o antígeno.
Quanto mais antígeno na amostra, menos anticorpo ficará disponível para se ligar aos
antígenos na placa. Um anticorpo secundário conjugado a enzima pode ser usado
para quantificar a quantidade de anticorpos primários ligados na placa. No ensaio
competitivo, a concentração de antígeno na amostra é geralmente maior, resultando
em menos anticorpos disponíveis para se ligar aos antígenos na placa. Com a
lavagem, os antígenos da amostra original e os anticorpos primários ligados são
removidos. O anticorpo secundário conjugado a enzima também é removido,
resultando em um produto não colorido e, portanto, menor absorbância. A
concentração de antígeno na amostra é inversamente proporcional à cor produzida
no ensaio.
MÉTODO SANDUÍCHE
O anticorpo é fixado em uma placa de microtitulação e a amostra (com ou sem
antígeno) é adicionada. Após uma incubação para permitir a ligação do antígeno ao
anticorpo, a placa é lavada e um anticorpo específico ligado a enzima é adicionado
para reagir com o antígeno ligado. Após a remoção dos anticorpos secundários livres,
é adicionado substrato e cromógeno, e a reação é quantificada pelo produto colorido.
Esse ensaio detecta ou quantifica a presença do antígeno.
Substrato
antígeno
Anticorpo
secundario
Substrato
antígeno
Anticorpo de
captura
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IMUNOFLUORESCÊNCIA
A técnica de visualização por fluorescência baseia-se na habilidade dos anticorpos se
unirem a corantes chamados fluorocromos, Os fluorocromos são compostos que
podem ser ativados por luz de comprimento de onda específico, levando-os a um nível
de energia mais elevado. eles são capazes de absorver luz ultravioleta (UV) e emitir em
uma determinada comprimento de onda, tornando sua visualização possível com um
microscópio de fluorescência com luz UV.
A imunofluorescência é utilizada para identificar proteínas, células ou vírus
específicos por meio da ligação de anticorpos a corantes fluorescentes. Entre os
corantes mais comuns utilizados estão a Fluoresceína e a Rodamina. Sendo
classificada em direta e indireta.
IMUNOFLUOSCÊNCIA DIRETA: No teste de imunofluorescência direta, a marcação
com o fluorocromo é feita diretamente no anticorpo específico para o antígeno. Outra
opção é conjugar o fluorocromo ao antígeno para detectar anticorpos produzidos por
células ou tecidos. O material é incubado por 20 a 60 minutos com a marcação,
depois é lavado, secado e examinado ao microscópio de fluorescência. É usado para
identificar, por exemplo, linfócitos B, bacilo diftérico e sorotipos de leptospiras
IMUNOFLUOSCÊNCIA INDIRETA: Na imunofluorescência indireta, o antígeno é fixado
na lâmina antes de ser testado. O soro do paciente é aplicado na lâmina e incubado
por 30 min para permitir a reação entre o antígeno e o anticorpo. Em seguida, a
lâmina é lavada para remover as proteínas não fixadas. Em seguida, é adicionado um
anticorpo marcado com uma substância fluorescente e novamente incubado por 30
min. A lâmina é lavada e secada antes de ser analisada ao microscópio de
fluorescência. A técnica é usada para detectar anticorpos circulantes em doenças
como a toxoplasmose, sífilis, doença de Chagas, anti-DNA e anticorpos antitireoide.
Anticorpo primário
Antigeno Antigeno
Anticorpo primário
Flurophore
Direta Indireta
Flurophore
Anticorpo secundario
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IMUNOCROMATOGRAFIA
A imunocromatografia é uma técnica simples e rápida de detecção de antígenos ou
anticorpos em amostras biológicas. Uma tira revestida com anticorpos ou antígenos
é exposta à amostra, e se o antígeno ou anticorpo estiver presente, ele se liga ao
reagente na tira, produzindo uma linha colorida. É usada em testes rápidos como
diagnóstico de infecções virais e bacterianas, gravidez, drogas e alérgenos. A técnica
requer poucos reagentes e é adequada para uso em áreas com recursos limitados. O
teste inclui uma linha de controle para verificar sua validade, e se a linha de controle
não aparecer, o teste é inválido e deve ser repetido.
Negativo Positivo Invalido Invalido
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https://portal.cursaueducacao.com.br/25527-curso-completo-de-imunologia-basica-e-clinica/575697-aglutinacao
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CITOMETRIA DE FLUXO
A citometria de fluxo permite a identificação, a caracterização, a quantificação e a
seleção de células.
A citometria de fluxo utiliza anticorpos monoclonais ligados a fluorocromos para
detectar células ou outros componentes em meio líquido. É capaz de analisar
simultaneamente o tamanho, complexidade e outros componentes. O equipamento
usado, o citômetro, usa um laser para analisar uma célula por vez à medida que ela
passa por ele, emitindo sinais luminosos que são captados e convertidos em dados
eletrônicos, exibidos em um gráfico.
O citômetro é capaz de realizar a separação de células com base em seu tamanho
(FSC) e granulosidade (SSC). Em aplicações hematológicas, por exemplo, os linfócitos
são células menores e menos complexas, enquanto os neutrófilos são maiores e mais
complexos devido à presença de grânulos em seu interior.
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https://portal.cursaueducacao.com.br/25527-curso-completo-de-imunologia-basica-e-clinica/575697-aglutinacao
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REFERÊNCIAS
LINKS ACESSADOS
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Citometria de fluxo: o que é e suas aplicações para a saúde. Bioemfoco, 2020. Disponível em:
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Distúrbios de Hipersensibilidade: o que são e os tipos. Sanarmed, 2023. Disponível em:
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Acesso em: 6 de novembro de 2023.
Western blotting: uma técnica para identificar proteínas. Antibodies.com. Disponível em:
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