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1 Edy Victoria de Lima Fernandes Cirino | P6A | 2022.2 
ESTÁGIO 2 – AULA 12 
Odontologia Integrada da Infância e da 
adolescência – terapia pulpar em dentes 
decíduos 
Introdução 
Porque tratar dentes decíduos? 
• A manutenção dos dentes decíduos no arco 
até a época de sua esfoliação fisiológica é a 
base fundamental para a correta dentição 
permanente e oclusão. 
Considerações: 
• Diagnóstico do estado da polpa. 
• Tratamento conservador da polpa dentária. 
• Tratamento radical da polpa. 
 Diagnóstico do estado da polpa 
• Anamnese. 
• Exame clínico. 
• Exame clínico. 
Anamnese: 
• Durante a anamnese é muito importante que 
o responsável esteja junto para que consiga 
coletar o máximo de informações e fechar o 
diagnóstico. 
• Presença do responsável pela criança. 
• História médica. 
• História odontológica. 
• Dar atenção à criança. 
• Linguagem adequada ao nível de 
compreensão da criança e responsáveis. 
• Dor provocada: 
❖ Curta duração. 
❖ Intermitente. 
❖ Localizada. 
❖ Exacerbada com o frio. 
• Dor localizada: 
❖ Longa duração. 
❖ Contínua. 
❖ Difusa. 
❖ Exacerbada com calor. 
Exame clínico: 
• Para verificar qual a situação do dente em 
questão. 
• É extremamente importante. 
• Verificar toda a região, e não apenas o dente. 
• Em criança o teste térmico não vai ser feito, 
justamente para não induzir dor na criança. 
Exame radiográfico: 
• Para completar o diagnóstico os exames 
radiográficos são importantes. 
• Mostrar o aparelho. 
• Deixar a criança manipular o filme. 
• Falar-mostrar-fazer. 
• Utilizar posicionador radiográfico. 
• Auxílio do acompanhante. 
• Mais recomendada: periapical. 
• Algumas vezes pode ser preciso fazer 
radiografia interproximal. 
• Qual melhor técnica para verificar a 
profundidade da lesão de cárie? 
❖ Interproximal. É a técnica mais 
fidedigna. 
Quanto tempo esse dente decíduo permanecerá na 
cavidade bucal? 
• Tudo dependerá de como o dente decíduo 
está e também da idade do paciente. 
O procedimento consiste nas seguintes etapas: 
• Diagnóstico. 
• Planejamento. 
• Tratamento. 
 
 Condições que envolvem a polpa: 
 
2 Edy Victoria de Lima Fernandes Cirino | P6A | 2022.2 
 
 
• Vermelho escuro – polpa inflamada 
irreversivelmente. 
 
Tipos de tratamento pulpar 
Conservador: 
• Capeamento pulpar indireto – sem exposição 
pulpar. 
• Capeamento pulpar direto – com exposição 
pulpar 
• Pulpotomia – com exposição pulpar. 
Radical: 
• Pulpectomia. 
Pulpotomia 
• Remoção da polpa coronária e manutenção 
da polpa radicular diagnosticada como 
saudável ou com inflamação reversível. 
Condições prévias ao tratamento da pulpotomia: 
• Condição física do paciente. 
• Grau de colaboração do paciente. 
• Possibilidade de isolar o dente. 
• Estágio de reabsorção radicular. 
• Estágio de desenvolvimento do permanente. 
Técnica de pulpotomia: 
• Anestesia. 
• Isolamento absoluto. 
• Remoção de tecido cariado. 
• Abertura coronária: 
❖ Ponto de eleição. 
❖ Direção de trepanação. 
❖ Forma de contorno. 
❖ Forma de conveniência. 
• Remoção da polpa coronária com cureta 
afiada. 
• Irrigação com soro fisiológico 
estéril/aspiração. 
• Secagem. 
• Material na entrada dos condutos, sobre a 
polpa radicular. 
• Camada de 2 mm de OZE na câmara pulpar. 
• Selamento coronário. 
• Proservação. 
A ANESTESIA INTRAPULPAR, BEM COMO O USO DE 
QUALQUER OUTRO AGENTE HEMOSTÁTICO NA 
TENTATIVA DE PARALISAR O SANGRAMENTO 
PULPAR PERSISTENTE, ESTÁ CONTRAINDICADO POIS 
ELE É UM INDICATIVO CLÍNICO DA CONDIÇÃO DA 
POLPA RADICULAR. 
 Materiais a serem dispostos 
sobre a polpa radicular: 
• Tornar a polpa inerte = formocresol. 
• Estimular a regeneração tecidual e reparo = 
MTA e hidróxido de cálcio. 
 Formocresol diluído: 
• Formaldeído: 
❖ 19%. 
❖ Irritante, reage com substâncias 
orgânicas, precipitando proteínas e 
fixando a polpa (o que resulta em 
necrose por liquefação mediata). 
❖ Provoca trombose, resultando em 
área de isquemia. 
❖ Ação bactericida. 
• Cresol: 
❖ 35%. 
❖ Antisséptico, atenua o poder irritante 
do formol. 
• Glicerina: 
❖ 15%. 
❖ Solvente, conservante e edulcorante. 
 
3 Edy Victoria de Lima Fernandes Cirino | P6A | 2022.2 
• Água destilada: 
❖ 100cc. 
 
• A intenção da pulpotomia com formocresol é 
que a polpa permaneça num estado estável 
até que o dente seja esfoliado. 
 Hidróxido de cálcio P.A.: 
Técnica: 
• Anestesia. 
• Isolamento absoluto. 
• Remoção de tecido cariado. 
• Remoção da polpa coronária com cureta 
afiada. 
• Irrigação com soro fisiológico 
estéril/aspiração/secagem. 
• Aplicação de pasta à base de hidróxido de 
cálcio PA + soro fisiológico ou água destilada 
estéril. 
• Camada de 2 mm de OZE na câmara pulpar. 
• Selamento da cavidade. 
• Proservação. 
Vantagens: 
• Não causa alteração de cor no dente decíduo. 
• Induz processo de mineralização. 
• Propriedades antibacterianas. 
Desvantagens: 
• Requer maior experiência clínica. 
• Bolhas de sangue entre o medicamento e o 
remanescente pulpar. 
• Reabsorção interna. 
• Insucesso. 
 
 MTA: 
Técnica: 
• Anestesia. 
• Isolamento absoluto. 
• Remoção de tecido cariado. 
• Remoção da polpa coronária com cureta 
afiada. 
• Irrigação com soro fisiológico 
estéril/aspiração/secagem. 
• Aplicação do MTA. 
• Camada de 2 mm de OZE na câmara pulpar. 
• Selamento da cavidade. 
• Proservação. 
Limitações: 
• Tempo de presa longo. 
• Dificuldade de manipulação. 
• Custo. 
 
Tratamento radical da polpa 
dentária 
Indicações clínicas: 
• Polpa com sinal de inflamação irreversível 
ou necrótica (lembrar do quadro dos 
sintomas de cada uma). 
• História de dor espontânea ou severa. 
• Sensibilidade térmica ao frio ou calor. 
• Sensibilidade a palpação ou percussão. 
• Mobilidade NÃO decorrente do processo de 
exfoliação. 
• Edema. Inflamação da mucosa. 
• Hemorragia excessiva não controlável 
quando a polpa coronária é removida numa 
pulpotomia. 
Indicações radiográficas: 
• Radioluscência de furca ou periapical. 
• Integridade da lâmina dura em torno do 
folículo do sucessor permanente. 
 
4 Edy Victoria de Lima Fernandes Cirino | P6A | 2022.2 
*se não estiver íntegra, indicação de 
exodontia. 
• Presença de reabsorção interna ou externa 
patológica. 
Contraindicações: 
• Saúde geral do paciente comprometida. 
• Falta de colaboração do paciente. 
• Impossibilidade de isolar o dente. 
• Lesões periapicais ou de furca envolvendo a 
cripta do sucessor permanente. 
• Grande destruição coronária. 
• Mais de 2/3 de raiz reabsorvida. 
Técnica da pulpectomia: 
• Radiografia de diagnóstico. 
• Anestesia. 
• Isolamento absoluto. 
• Remoção de tecido cariado. 
• Abertura coronária. 
• Odontometria: 
❖ Instrumentação: CAD – 2mm. 
• Instrumentação: 
❖ 3 limas tipo K de comprimento 
crescente (raramente chega na lima 
30). 
• Irrigação com hipoclorito de sódio 1% 
(atualmente 2,5%) e aspiração. 
• Secagem: 
❖ Cone de papel absorvente de acordo 
com a última lima utilizada. 
• Obturação do conduto com pastas: 
❖ Preparo da pasta obturadora (OZE). 
❖ Pasta com veículo líquido. 
• Inserção da pasta com a lima: 
❖ Girar no sentido horário (meia volta e 
puxar). 
❖ Ajudar a calcar com o calcador ou 
com uma bolinha de algodão estéril. 
• Camada de 2 mm de OZE/Cotosol/CIVMR na 
câmara pulpar. 
• Selamento da cavidade: 
❖ Restauração com ionômero de vidro. 
❖ Se usar OZE = CIV convencional. 
❖ Se usar cotosol = CIVMR. 
 Tipos de pastas obturadoras: 
Pasta à base de hidróxido de cálcio: 
• Callen + hidróxido de cálcio PA. 
❖ Callen: solubiliza rápido. 
❖ Hidróxido de cálcio:para espessar. 
• Para pacientes que vão perder o dente 
rápido, pois solubiliza rápido (máximo 2 
anos). 
• Vantagem: propriedade antimicrobiana. 
• Pastas prontas: radiopacidade, custo, 
vencimento. 
 
 
Pasta a base de hidróxido de cálcio e óxido de 
zinco: 
• Callen + oze (pra espessar). 
• Vantagens: Atividade antimicrobiana + 
radiopacidade (facilita a visualização). 
 
Pasta à base de óxido de zinco e eugenol: 
• Padrão ouro. 
• Desvantagem: diferença entre as taxas de 
reabsorção do OZE e da raiz. 
 
Características ideais da pasta 
obturadora 
 
5 Edy Victoria de Lima Fernandes Cirino | P6A | 2022.2 
• Reabsorver-se de forma similar a raiz do 
dente decíduo. 
• Não ser danoso aos tecidos periapicais e/ou 
dente permanente sucessor. 
• Obturar facilmente os canais. 
• Aderir as paredes. 
• Não sofrer contração. 
• Ser facilmente removido. 
• Ser radiopaco. 
• Não provocar alteração na cor do dente. 
Proservação: 
Sucesso clínico: 
• Ausência de: 
❖ Dor. 
❖ Edema. 
❖ Fistula. 
❖ Mobilidade patológica. 
Sucesso radiográfico: 
• Ausência de: 
❖ Reabsorção interna ou externa 
patológica. 
❖ Radioluscência periapical ou na 
região de furca. 
❖ Obliteração do canal. 
❖ Cripta envolvendo o folículo do dente 
sucessor intacta.