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Focus Concursos 
www.focusconcursos.com.br | 4 | 
3 Conteúdo Programático 
1 Apresentação ....................................................................................................................... 2 
2 Roteiro do PDF FOCADO ....................................................................................................... 3 
4 Tecidos Humano .................................................................................................................. 5 
4.1 Tecido Epitelial ........................................................................................................................... 5 
4.1.1.1 Tecido Epitelial De Revestimento .......................................................................................................... 6 
4.2 Tecido Epitelial De Glandular ....................................................................................................... 9 
4.2.1.1 Glândulas exócrinas ............................................................................................................................... 9 
4.2.1.2 Glândulas endócrinas ........................................................................................................................... 10 
4.2.1.3 Glândulas mistas .................................................................................................................................. 10 
4.3 Tecido Conjuntivo ..................................................................................................................... 11 
4.3.1.1 Tipos de Fibras dos Tecidos Conjuntivos ............................................................................................. 11 
4.3.1.2 Células do tecido conjuntivo ................................................................................................................ 11 
4.3.1.3 Funções do Tecido Conjuntivo ............................................................................................................. 12 
4.3.1.4 Tecido Conjuntivo Propriamente Dito ................................................................................................. 12 
4.3.1.5 Tecido Conjuntivo Hemocitopoietico (Sangue) ................................................................................... 14 
4.4 Tecido Conjuntivo Ósseo ........................................................................................................... 18 
4.4.1.1 Tecido Conjuntivo Cartilaginoso .......................................................................................................... 19 
4.5 Tecido Muscular........................................................................................................................ 20 
4.6 Tecido Nervoso ......................................................................................................................... 23 
4.7 Sinapse ..................................................................................................................................... 26 
 
 
 
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4 Tecidos Humano 
Os tecidos constituem um nível de organização acima das células e, em conjunto, 
formam os órgãos. Grupos de órgãos interligados e relacionados formarão os sistemas 
do corpo dos seres vivos. Os tecidos animais são classificados em epitelial, muscular, 
nervoso e conjuntivo. 
 
O tecido epitelial possui células justapostas, com pouca substância entre elas e 
apresenta função de revestimento e secreção (glandular). O tecido conjuntivo é bem 
mais complexo com vários tipos celulares e fibras protéicas mergulhadas em uma 
substância intercelular amorfa, a matriz ou substância fundamental. O tecido 
muscular apresenta apenas células alongadas, as fibras musculares, com a capacidade 
de contração e, portanto, responsável pelos movimentos corporais e dos órgãos 
(bexiga, intestino, etc.). O tecido nervoso tem apenas dois tipos de células, os 
neurônios, condutores do impulso nervoso, e as células glia. 
 
4.1 Tecido Epitelial 
Apresenta funções de revestimento, absorção de substâncias e proteção de diversas 
estruturas do organismo (a pele por exemplo é formada por tecido epitelial de 
revestimento- a epiderme) e função de secreção de substâncias (glandular), podendo 
ser endócrinas (tireoide, por exemplo) ou exócrinas (glândula sebácea, por exemplo). 
Há ainda epitélios muito especializados, como os que fazem a percepção de estímulos 
ambientais (epitélio sensorial), permitindo reações adaptativas do animal. 
 
As células do tecido epitelial apresentam-se unidas e com pouco ou nenhum espaço 
entre elas e são conectadas pelo glicocálix, mas existem também especializações de 
suas membranas que exercem essa função. Os epitélios não são atravessados por 
vasos sanguíneos, sendo alimentados por difusão a partir dos capilares do tecido 
conjuntivo próximo aos epitélios. Os epitélios apresentam uma nítida polaridade, pois 
mostram dois pólos: um livre e outro preso a uma membrana basal, uma fina rede de 
fibrilas associada a glicoproteínas. Observe abaixo os diferentes tipos de tecido 
epitelial: 
 
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4.1.1.1 Tecido Epitelial De Revestimento 
A epiderme, camada mais externa da nossa pele, é um exemplo de tecido epitelial. O 
endotélio que reveste internamente os nossos vasos sanguíneos também é um tecido 
epitelial. A função de revestimento é garantida pela união entre as células epiteliais, 
formando uma espécie de “parede”. Abaixo o esquema apresenta a pele e suas 
principais estruturas. 
 
 
A pele humana: 
 
Na epiderme da nossa pele encontramos um estrato formado por queratina (camada 
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córnea), uma proteína abundante na pele de muitos animais (como os répteis). Os 
melanócitos estão na camada germinativa, com atividade mitótica intensa. Já na 
derme temos tecido conjuntivo com gordura (hipoderme, na base), glândulas 
sebáceas, glândulas sudoríparas e terminações nervosas. 
 
Tipos de epitélios de revestimento: 
Os epitélios são classificados de acordo com a forma das células, número das células 
e função. 
 
 
Exemplos de epitélios de revestimento: 
 
 
Os epitélios podem ser formados por uma única camada de células (uniestratificado) 
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ou por várias camadas (poliestratificado), há uma grande variedade de formas e 
função desses epitélios. 
 
Observe abaixo a tabela: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação Característica Função Ocorrência 
FORMA: 
*Pavimentoso 
Células achatadas Facilitar trocas Alvéolos pulmonares 
*Endotélio Células achatadas 
(Espessura variável) 
Facilitar trocas Capilares sanguíneos 
*Cúbico Células cúbicas Revestimento Canais de glândulas 
Cristalino 
*Prismático 
(cilíndrico) 
Células prismáticas 
(altas) 
Revestimento Intestino 
NÚMERO: 
*Simples 
Uma camada celular Troca de substâncias 
Absorção 
Alvéolos pulmonares 
*Estratificado Várias camadas Proteção Epiderme 
Esôfago 
*Pseudo-estratificado Aparenta várias 
Camadas 
Revestimento Traquéia 
*Transição (misto) Poucas camadas com 
Células diferentes 
Mudança de forma 
do órgão 
Bexiga urinária 
FUNÇÃO: 
*Protetor 
Estratificado com 
camada córnea e 
queratina 
Proteção contra 
fatores ambientais 
 
Epiderme 
*Sensorial 
Com célula sensorial 
Percepção de 
substâncias e fatores 
externos 
 
Epitélio olfativo 
*Ciliado Com célula ciliada Movimento de 
substâncias em 
canais 
Traquéia 
*Secretor (glandular) Células secretoras Produz substâncias Glândulas 
sudoríparas 
Pâncreas 
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4.2 Tecido Epitelial De Glandular 
As células desse epitélio são especializadas na produção e eliminação de substâncias 
úteis ao organismo, as secreções. Quanto à forma de secretar, as glândulas podem 
ser classificadas em exócrinas (secreção liberadade zero. 
( )CERTO ( )ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 Questões Para Treinar 
QUESTÃO 01 - O tecido epitelial é composto por células justapostas (muito unidas), 
com pouca matriz extracelular entre elas. Partindo deste princípio, analise as 
afirmativas a seguir: 
Absorção e secreção de moléculas é uma das funções do tecido epitelial. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Cílios e microvilosidades são exemplos de especializações das células epiteliais. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Simples, Estratificado e Pseudoestratificado são tipos de tecido epitelial de 
revestimento. 
Certo ( ) Errado ( ) 
A célula caliciforme, presente no epitélio da traqueia e no intestino, é um exemplo de 
glândula unicelular, sendo responsável pela síntese e secreção de muco. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 02 - O tecido epitelial é caracterizado por possuir pouca quantidade de 
material intercelular, apresentando, portanto, células justapostas. Sabendo que a 
imagem a seguir representa um tipo de tecido epitelial retirado do trato respiratório, 
podemos classificá-lo, segundo a forma e o arranjo, como: 
 
Imagem associada para resolução da questão 
(http://mol.icb.usp.br/wp-content/uploads/2-28.jpg Data de acesso: 11 de abril de 
2019) 
A) De transição. 
B) Pavimentoso. 
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C) Cúbico. 
D) Estratificado. 
E) Pseudo-estratificado. 
 
QUESTÃO 03 - Em relação ao tecido conjuntivo sanguíneo, avalie os itens: 
Os agranulócitos, cujo núcleo tem forma irregular, ovalada, são representados pelos 
eosinófilos e basófilos. 
Certo ( ) Errado ( ) 
As células sanguíneas são produzidas pelos tecidos linfoides. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Os leucócitos originam os macrófagos, cuja função principal é participar dos processos 
inflamatórios 
Certo ( ) Errado ( ) 
Os monócitos e os linfócitos são leucócitos pertencentes do grupo dos granulócitos, 
que tem núcleos com formas irregulares e muitos grânulos. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 04 - O professor Fábio deu uma aula expositiva com o auxílio de slides 
sobre os tecidos do corpo humano. Como atividade, pediu à turma que desenhasse 
as células do tecido conjuntivo. 
São células do tecido conjuntivo propriamente dito: 
A) fibroblastos, células de Schamm e condrócitos 
B) osteoclastos, condrócitos e osteócitos 
C) plasmócitos, fibroblastos e células adiposas 
D) células de Schamm, astrócios e oligodendrócitos 
 
 
QUESTÃO 05 - Com relação a tecido conjuntivo, julgue os itens seguintes. 
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O tecido conjuntivo cartilaginoso é constituído por condrócitos. 
Certo ( ) Errado ( ) 
O tecido conjuntivo ósseo é formado por eritrócitos que atuam na circulação de 
oxigênio pelo corpo humano. 
Certo ( ) Errado ( ) 
O tecido conjuntivo adiposo armazena grande quantidade de energia do organismo 
na forma de triglicerídios. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 06 - A respeito do músculo cardíaco e do sangue humanos, julgue o item 
subsequente. 
O tipo de contração do tecido muscular cardíaco é semelhante ao do tecido muscular 
liso da parede do estômago. 
Certo ( ) Errado ( ) 
As células do tecido muscular cardíaco possuem baixa quantidade de mitocôndrias. 
Certo ( ) Errado ( ) 
O músculo cardíaco, propenso a ser lesionado devido a infarto, é constituído de tecido 
estriado. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 07 - A microfotografia a seguir representa uma seção de um músculo 
estriado, seguida de um esquema indicativo das seções visíveis na foto. 
Durante a contração do muscular, é correto afirmar que 
 
A) as duas linhas Z se aproximam e a banda H desaparece, devido ao deslizamento 
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das moléculas de actina entre as de miosina. 
B) as duas linhas Z se aproximam, ao mesmo tempo que a banda A encolhe. 
C) as moléculas de actina (banda I) encolhem, forçando a aproximação das duas linhas 
Z. 
D) as moléculas de actina se ligam às de miosina e ambas encolhem, aproximando as 
duas linhas Z, até o desaparecimento da banda H. 
E) a linha M atrai as moléculas de actina fazendo a banda H desaparecer, reduzindo o 
espaço entre as duas linhas Z. 
 
QUESTÃO 08 - Em animais multicelulares as células nervosas, chamadas de neurônios, 
são especializadas para receber, codificar e transmitir as informações para outras 
células. A maioria dos neurônios tem quatro regiões – um corpo celular, um dendrito, 
um axônio e terminais axonais – sobre a função do corpo celular, é correto afirmar 
que: 
A) Integra a informação coletada e inicia os impulsos nervosos. 
B) Fazem sinapse com a célula-alvo. 
C) Conduz os impulsos nervosos. 
D) Recebem informações de outros neurônios. 
 
QUESTÃO 09 - O sistema nervoso controla a maior parte das funções corporais, 
incluindo as involuntárias, como o crescimento do corpo. Diante do exposto, analise 
as afirmativas a seguir. 
O sistema nervoso central é constituído por encéfalo e medula espinhal, composto 
por nervos aferentes, eferentes e motores. 
Certo ( ) Errado ( ) 
O sistema nervoso periférico é constituído por nervos e gânglios e sua divisão 
autônoma pode ser separada entre via simpática e via parassimpática. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
O tecido nervoso que compõe o sistema nervoso é formado por neurônios e células 
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de Leydig 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 10 - Grandes células gliais são chamadas de macróglia e as pequenas de 
micróglia. A função da micróglia é 
A) funcionar como sinalizadores celulares. 
B) funcionar como fagócitos e limpar o ambiente neural. 
C) formar a bainha de mielina e fornecer sustentação aos neurônios. 
D) possibilitar sinapses com a macróglia. 
E) formar a bainha de mielina e limpar o ambiente neural. 
 
QUESTÃO 11 - O sistema esquelético é composto de ossos e cartilagens, e 
desenvolvem funções essenciais no organismo, como sustentação, proteção de 
estruturas vitais, base mecânica para o movimento, além do armazenamento de sais 
e suprimento contínuo de células sanguíneas. Acerca da divisão do esqueleto (axial e 
apendicular) e das relações entre eles, avalie o item: 
As cinturas escapular e pélvica unem o esqueleto apendicular ao axial. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 12 - Os ossos constituem aproximadamente 20% do peso corporal, 
formando estruturalmente o esqueleto, que está associado ao suporte de tecidos 
moles, participando da coordenação de movimentos voluntários, e à proteção 
anatômica do sistema nervoso central e de órgãos internos da caixa torácica. Sobre 
os ossos, é INCORRETO afirmar: 
A) Alguns ossos contêm o tecido mieloide com função hemocitopoiética controlada 
por hormônios e outros fatores, podendo também apresentar tecido adiposo. 
B) As células do tecido ósseo provêm da célula indiferenciada do mesênquima 
embrionário capaz de originar também o conjuntivo propriamente dito, o 
cartilaginoso, o adiposo, o muscular e o hematopoiético. 
C) Cartilagens presentes nos ossos longos podem estar envolvidas com a articulação 
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e a redução de atrito entre duas superfícies ósseas, e com o crescimento longitudinal 
do osso. 
D) Os ossos não compactos podem apresentar em suas cavidades internas medula 
óssea vermelha e medula espinhal, composta por tecido nervoso. 
E) Os osteoclastos realizam reabsorção da matriz orgânica, pela produção de 
colagenases, e da porção mineral via produção de ácidos, com reaproveitamento de 
aminoácidos e, através da reabsorção iônica, participa da manutenção da 
normocalcemia. 
 
QUESTÃO 13 - O corpo humano é formado por três tipos musculares diferentes: 
estriado esquelético; estriado cardíaco; e, não estriado. Relacione adequadamente os 
tipos musculares como tipo de contração que realizam. 
1. Voluntária. 2. Involuntária. ( ) Músculo estriado esquelético. ( ) Músculo estriado 
cardíaco. ( ) Músculo não estriado. 
A sequência está correta em 
A) 1, 2, 2. 
B) 1, 2, 1. 
C) 2, 2, 1. 
D) 2, 1, 2. 
E) 1, 1, 2. 
 
QUESTÃO 14 - A respeito do músculo cardíaco e do sangue humanos, julgue o item 
subsequente. 
As células do tecido muscular cardíaco possuem baixa quantidade de mitocôndrias. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 15 - A contração do músculo cardíaco é involuntária, e as células possuem 
um ritmo essencial e sincronizado. Quais são as células musculares cardíacas 
modificadas que coordenam essa contração? 
A) Fibras de Purkinje 
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B) Discos intercalares 
C) Sarcoplasmas 
D) Sarcossomos 
E) Perimísios 
 
QUESTÃO 16 - Sendo o maior órgão do corpo humano, a pele requer cuidados 
específicos quando é acometida por ruptura de sua integridade. A propósito da pele 
e dos cuidados relacionados a ela, julgue a proposição seguinte: 
Epiderme, derme e tecido subcutâneo são as três camadas da pele. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 17 - As lesões simples causadas por instrumentos externos, como no atrito 
por deslizamento, que lesa a superfície da pele removendo camadas da epiderme (1º 
grau), epiderme e derme (2º grau) ou toda a espessura da pele (3º grau), usualmente 
vistas em quedas, atropelamentos, etc, caracterizam a: 
A) Ferida incisa. 
B) Ferida punctória. 
C) Ferida contusa tipo equimose. 
D) Ferida contusa tipo escoriação. 
E) Ferida contusa tipo bossas e hematomas. 
 
QUESTÃO 18 - Avalie o item: 
Numa aula sobre anatomia do olho humano, os alunos comentaram acerca da 
variedade de cor dos olhos na espécie humana. A professora explicou aos alunos que 
essa variedade se deve à pigmentação diferenciada da íris 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 19 - A aprendizagem de movimentos depende de uma série de processos 
fisiológicos que envolvem o sistema nervoso. É o sistema que sente, pensa e controla 
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nosso organismo. Para realizar essas funções, o organismo reúne as informações 
sensoriais vindas de todas as partes do corpo, e as transmite pelas terminações 
nervosas, para a medula e o encéfalo. Estes podem reagir de forma imediata, 
produzindo um movimento, ou não, e a informação sensorial é armazenada em 
bancos de memória do encéfalo. Dentre as funções do sistema nervoso, a função 
sensorial é responsável por: 
A) realizar combinações com outras informações. 
B) elaborar novos engramas. 
C) receber os sinais do meio ambiente. 
D) produzir respostas motoras. 
E) comparar outras informações. 
 
QUESTÃO 20 - O tubo digestivo, juntamente com suas glândulas anexas, formam o 
sistema digestivo, que tem como uma de suas principais funções retirar dos alimentos 
ingeridos os nutrientes necessários para a manutenção e o bom desenvolvimento do 
organismo. Tendo como base o funcionamento do sistema digestivo e as associações 
histológicas relacionadas a esse sistema, analise as alternativas: 
Proteínas produzidas pelos hepatócitos são sintetizadas no retículo endoplasmático 
granuloso, o que explica por que lesões em hepatócitos ou jejum prolongado levam 
a uma diminuição na quantidade de albumina, fibrinogênio e protrombina no sangue. 
O bloqueio dessa função gera diversas complicações, já que muitas dessas proteínas 
são carreadoras, importantes para a pressão osmótica do sangue e para a coagulação. 
Certo ( ) Errado ( ) 
O hepatócito frequentemente contém glicogênio. Este polissacarídeo aparece ao 
microscópio eletrônico na forma de agregados elétron-densos no citosol, geralmente 
associados ao retículo endoplasmático liso. 
Certo ( ) Errado ( ) 
O pâncreas produz bicarbonato e várias enzimas digestivas que são liberadas no 
duodeno. 
Certo ( ) Errado ( ) 
QUESTÃO 21 - A insulina, hormônio ligado ao controle da glicemia, é produzida no: 
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A) fígado 
B) pâncreas 
C) baço 
D) bulbo 
 
QUESTÃO 22 - Na fisiologia do sistema urinário humano, durante a formação da 
urina, a filtração, a reabsorção e a secreção ocorrem respectivamente: 
A) no glomérulo de Malpighi, no túbulo contorcido proximal e na alça néfrica 
B) na cápsula de Bowman, na alça de Henle e na bexiga 
C) no corpúsculo renal, na alça néfrica e no túbulo contorcido distal 
D) no túbulo contorcido proximal, na alça néfrica e no túbulo contorcido distal 
E) na cápsula renal, no túbulo contorcido proximal e no ducto coletor 
 
QUESTÃO 23 - Além de obter recursos necessários à manutenção do metabolismo, 
para manter seu equilíbrio, o corpo humano elimina diversas substâncias tóxicas ou 
em excesso no organismo. Sobre o sistema urinário, avalie os itens: 
Cada rim contém cerca de 1 milhão de microfiltros denominados adrenais. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Em cada néfron há um capilar sanguíneo enrolado, o glomérulo. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Sobre os rins, ficam as glândulas da tireoide, que produzem diversos hormônios, entre 
eles a aldosterona, cuja função é aumentar a reabsorção de sódio nos túbulos renais. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 24 - O sistema reprodutor masculino humano é formado por testículo ou 
gônadas, vias espermáticas, pênis, escroto e glândulas anexas. Dentre as glândulas 
anexas, existe a glândula bulbo uretral. Assinale a alternativa que apresenta 
corretamente a função específica desta glândula. 
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A) Produzir uma secreção transparente que é lançada dentro da uretra para limpá-la 
e preparar a passagem dos espermatozoides 
B) Secretar substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativam os 
espermatozoides 
C) Produzir um líquido constituído principalmente por frutose, que será liberado no 
ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozoides, 
entrarão na composição do sêmem 
D) Produzir espermatozoides 
E) Produzir um líquido constituído, principalmente por glicose, que será liberado no 
ducto ejaculatório juntamente com o líquido prostático 
 
QUESTÃO 25 - Um dos métodos anticoncepcionais é o do coito interrompido. Esse 
método é muito falho, uma vez que apresenta altas taxas de gravidez. Isso ocorre 
porque, antes da ejaculação, há liberação de espermatozoides residuais de uma 
atividade sexual anterior, que estão presentes no líquido 
A) urinário. 
B) seminal. 
C) prostático. 
D) bulbouretral. 
 
QUESTÃO 26 - No homem, a maturação e o início das atividades do sistema 
reprodutor dependem inicialmente da secreção de um hormônio produzido pela 
glândula hipófise. A produção desse hormônio inicia-se aproximadamente aos doze 
ou treze anos de idade, quando começa a puberdade. 
Acerca desse assunto, julgue o item subsequente, com base na figura que corresponde 
ao gráfico da secreção de testosterona em função da idade. 
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A figura ilustra os níveis do hormônio que, além de estimular a produção dos 
espermatozoides, é responsável pelo desencadeamento e pela manutenção dos 
caracteres sexuais secundários masculinos. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 27 - Considerando aspectos fisiológicos do sistema reprodutor feminino e 
seus componentes, bem como do ciclo menstrual em humanos, assinale a opção 
correta. 
A) Hormônios ovarianos apresentam atividade biológica exclusivamente sobre órgãos 
e tecidos diretamente relacionados com as funções reprodutoras. 
B) O estradiol não é capaz de promover a proliferação do endométrio. 
C) O corpo lúteo, assim como a placenta, é considerado uma glândula endócrina 
efêmera. 
D) Durante a fase folicular do ciclo menstrual, os folículos ovarianos começam a se 
desenvolver em resposta à secreção de progesterona pelo corpo lúteo. 
 
QUESTÃO 28 - Os estudos de fisiologia podem auxiliarna explicação de fatores físicos 
e químicos responsáveis pela origem, pelo desenvolvimento e pela progressão da 
vida. Com relação à fisiologia humana, julgue o item seguinte. 
A menopausa é o período durante o qual o ciclo sexual para e os hormônios femininos 
reduzem a quase zero, com a diminuição da produção de estrogênio pelos ovários 
diminuindo à medida que o número de folículos primordiais se aproxima de zero. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
 
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QUESTÃO 29 - Observe a imagem que ilustra os movimentos de inspiração e 
expiração humana e avalie: 
 
Com base na análise das imagens, o diafragma contrai no movimento de inspiração e 
relaxa no de expiração. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 30 - Das funções abaixo, assinale a que não é atribuída a zona condutora 
do sistema respiratório do ser humano: 
A) umidificar o ar 
B) aquecer o ar 
C) troca de gases entre sistema respiratório e o sangue 
D) secreção de muco 
 
QUESTÃO 31 - Em um experimento, o nervo vago para o coração foi seccionado. 
Observou-se que a frequência cardíaca aumentou. Pode-se concluir que: 
A) O nervo tem fibras parassimpáticas que reduzem a frequência cardíaca. 
B) O nervo tem fibras parassimpáticas que aceleram o coração. 
C) O nervo tem fibras simpáticas que aceleram o coração. 
D) O nervo tem fibras simpáticas que reduzem a frequência cardíaca. 
 
QUESTÃO 32 – A inter-relação entre os sistemas nervoso e endócrino humano foi 
uma das grandes descobertas da ciência, mostrando a existência de um “diálogo” 
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entre esses dois sistemas mediado por substâncias biológicas, como 
neurotransmissores e hormônios. Esse conhecimento vem mobilizando grupos de 
cientistas de diversos países a investigar a relação entre o eixo hipotálamo-hipófise-
adrenal (HHA), estresse e doenças, como ansiedade e depressão. Acerca desse 
assunto, julgue o item subsequente. 
O aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da chamada “adrenalina no 
sangue”, momentos antes de uma pessoa saltar com paraquedas de um avião a uma 
altitude de 12.000 pés, são exemplos do quanto esse hormônio exerce efeitos danosos 
no organismo humano. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 33 – Os capilares são os vasos sanguíneos mais finos existentes no nosso 
organismo. Eles chegam a medir 0,008 mm de diâmetro enquanto as grandes artérias 
e veias podem chegar até 3 cm. A principal função dos capilares é: 
A) permitir a passagem do gás carbônico e dos nutrientes do sangue para os tecidos 
e a passagem do oxigênio e de outros resíduos dos tecidos para o sangue 
B) permitir a passagem do oxigênio e dos nutrientes do sangue para os tecidos e a 
passagem do gás carbônico e de outros resíduos dos tecidos para o sangue 
C) drenar e devolver ao sangue parte do líquido intercelular, levando gorduras do 
intestino para o sangue 
D) drenar e devolver aos tecidos parte do líquido intercelular, levando gorduras do 
sangue para o intestino 
E) comprimir, juntamente com a contração dos músculos esqueléticos, as veias e as 
artérias, impulsionando o sangue de volta ao coração 
 
QUESTÃO 34 – Sabemos que o sistema cardiovascular é formado pelos vasos 
sanguíneos e o coração, sendo este responsável pela circulação sanguínea, 
transportando oxigênio e nutrientes por todo o corpo. O coração humano apresenta 
uma série de peculiaridades para que a circulação sanguínea se dê de forma eficiente. 
Sobre o tema avalie os itens: 
O sangue oxigenado nos pulmões entra no coração pela veia pulmonar, e o sangue 
rico em gás carbônico entra nos pulmões pela artéria pulmonar. 
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Certo ( ) Errado ( ) 
A musculatura mais espessa do ventrículo esquerdo é necessária para aumentar a 
pressão do sangue venoso. 
Certo ( ) Errado ( ) 
As válvulas do coração têm por função permitir o refluxo do sangue para a cavidade 
anterior durante o processo de diástole. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 35 – Em relação aos hormônios e suas funções, assinale a alternativa 
incorreta. 
A) Aldosterona aumenta a retenção de íons sódio pelos rins, com aumento da pressão 
sanguínea. 
B) Estrógeno é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais 
femininas. 
C) Glucagon aumenta a taxa de glicose no sangue. 
D) Paratormônio diminui a taxa de cálcio no sangue. 
E) Tiroxina aumenta a atividade metabólica das células. 
 
QUESTÃO 36 – Em abril de 2019, foi noticiado um levantamento apontando a 
presença de 15 agrotóxicos na água que abastece o município de Vacaria, cinco deles 
relacionados a doenças como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos. 
Devido ao papel crítico do sistema endócrino em várias funções biológicas e 
fisiológicas do organismo, deficiências em seu funcionamento podem levar a doenças 
ou mesmo à morte. Sobre o sistema endócrino e os distúrbios associados a ele, avalie 
os itens. 
A hipófise produz, entre outros, o Hormônio do Crescimento (GH), que tem como 
principal função a promoção do crescimento e do desenvolvimento corporal. Em 
crianças e adolescentes, os principais sinais clínicos da deficiência de GH são baixa 
estatura e a redução da velocidade de crescimento. 
Certo ( ) Errado ( ) 
A prolactina é um hormônio hipofisário, responsável pela produção do leite materno, 
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sendo sintetizada e liberada apenas em mulheres que estejam amamentando. Uma 
alteração frequente, que pode ter origem fisiológica ou farmacológica, é caracterizada 
pelo excesso na produção de prolactina, a hiperprolactinemia. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 37 – A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-
2. Geralmente, causa tosse, febre e dificuldade para respirar, mas os sintomas podem 
variar amplamente. Às vezes, a covid-19 também pode causar gânglios linfáticos 
inchados. Outros sintomas que podem aparecer incluem a perda do olfato e do 
paladar. 
Internet: (com adaptações). 
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a respeito de virologia e 
fisiologia humana. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Tecidos edemaciados, como o citado no texto, são um sinal de que há alteração no 
fluxo do sistema linfático e(ou) circulatório. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
QUESTÃO 38 – “A vacinação é uma forma simples, segura e eficaz de proteger as 
pessoas contra doenças nocivas, antes que entrem em contato com elas. Ele usa as 
defesas naturais do seu corpo para criar resistência a infecções específicas e tornar o 
sistema imunológico mais forte.” (OMS, 2021). Quando você recebe uma vacina, seu 
sistema imunológico responde: 
A) Não reconhecendo o germe invasor, como o vírus ou a bactéria. 
B) Produzindo anticorpos, que são proteínas produzidas artificialmente pelo sistema 
imunológico para combater doenças. 
C) Quando exposto ao germe no futuro, podendo destruí-lo rapidamente antes que 
você adoeça. 
D) Projetando o sistema imunológico para não lembrar o germe invasor. 
E) Atacando o próprio sistema imunológico. 
 
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QUESTÃO 39 – Analise as afirmativas a seguir sobre o sistema imunológico humano. 
Um dos mecanismos de defesa imunológica dos seres humanos são células que 
fagocitam antígenos, que porventura entrem em contato com o nosso organismo. 
Entre essas células pode-se citar os neutrófilos, os macrófagos e os linfócitos 
“assassinos naturais” (linfócitos NK). 
Certo ( ) Errado ( ) 
A resposta imunológica é ativada quando os linfócitos B e T identificam uma proteína 
ou um polissacarídeo estranho ao corpo humano. 
Certo ( ) Errado ( ) 
Uma outra forma de atuação do sistema imune é a produção de substâncias chamadas 
de interferons. Essas proteínas proporcionam uma forma de defesa inata contra 
infecções virais. 
Certo ( ) Errado () 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5.1 Gabarito: 
01 Certo, Certo, Certo, Certo | 02 E | 03 Errado, Errado, Errado, Errado | 04 C | 05 Certo, 
Errado, Certo | 06 Certo, Errado, Certo | 07 A | 08 | 09 Errado, Certo, Errado | 10 B | 11 
Certo | 12 D | 13 A | 14 Errado | 15 A | 16 Errado | 17 D | 18 Certo | 19 C | 20 Certo, 
Certo, Certo | 21 B | 22 C | 23 Errado, Certo, Certo | 24 A | 25 D | 26 Certo | 27 C | 28 
Certo | 29 Certo | 30 C | 31 A | 32 Errado | 33 B | 34 Certo, Errado, Errado | 35 D | 36 
Certo, Certo | 37 Certo | 38 C | 39 Errado, Certo, Certo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bons estudos! 
Lembre-se de que o futuro pertence aqueles que acreditam 
na beleza de seus sonhos. (Eleanor Roosevelt). 
 
Nós acreditamos e apostamos na realização dos seus objetivos. 
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BIOLOGIA 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR ....................................................................................... 4 
1 Roteiro do PDF FOCADO ............................................................................................. 5 
TEORIA CELULAR ............................................................................................................... 6 
CONCEITO ............................................................................................................................................ 6 
HISTÓRICO ........................................................................................................................................... 6 
POSTULADOS DA TEORIA CELULAR ....................................................................................................... 7 
TIPOS CELULARES .............................................................................................................. 7 
CÉLULA PROCARIONTE ......................................................................................................................... 7 
ESTRUTURA CELULAR: ................................................................................................................................................. 8 
EXEMPLOS: .................................................................................................................................................................. 8 
CÉLULA EUCARIONTE ........................................................................................................................... 8 
ESTRUTURA CELULAR: ................................................................................................................................................. 9 
EXEMPLOS: .................................................................................................................................................................. 9 
RESUMO DAS DIFERENÇAS PROCARIOTOS E EUCARIOTOS ................................................................... 10 
CÉLULA ANIMAL X VEGETAL ............................................................................................................... 10 
PAREDE CELULAR: ..................................................................................................................................................... 10 
CLOROPLASTOS: ........................................................................................................................................................ 11 
ORGANELAS CELULARES: ........................................................................................................................................... 12 
ORGANELAS CELULARES .................................................................................................. 13 
MEMBRANA CELULAR ........................................................................................................................ 13 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 13 
ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO: .................................................................................................................................... 13 
FUNÇÕES: .................................................................................................................................................................. 14 
LISOSSOMOS ..................................................................................................................................... 18 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 18 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 18 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 19 
PEROXISSOMOS ................................................................................................................................. 20 
COMPLEXO DE GOLGI ......................................................................................................................... 20 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 20 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 20 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 21 
RIBOSSOMOS ..................................................................................................................................... 22 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 22 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 22 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 24 
MITOCÔNDRIA ................................................................................................................................... 24 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 24 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 24 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 26 
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APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR 
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TEORIA DA ENDOSSIMBIOSE: .................................................................................................................................... 26 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO ............................................................................................................. 27 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 27 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO: ...................................................................................................................27 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO: .......................................................................................................................... 28 
NÚCLEO ............................................................................................................................................. 29 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 29 
CARACTERÍSTICAS:..................................................................................................................................................... 30 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 30 
DIVISÃO CELULAR: ..................................................................................................................................................... 31 
VACÚOLO .......................................................................................................................................... 32 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 32 
TIPOS DE VACÚOLOS: ................................................................................................................................................ 32 
CENTRÍOLO ........................................................................................................................................ 34 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 34 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 34 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 35 
CITOPLASMA ..................................................................................................................................... 35 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 35 
CARACTERÍSTICAS:..................................................................................................................................................... 36 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 38 
CLOROPLASTO ................................................................................................................................... 38 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 38 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 38 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 40 
ORIGEM: .................................................................................................................................................................... 42 
PAREDE CELULAR ............................................................................................................................... 43 
CONCEITO: ................................................................................................................................................................. 43 
ESTRUTURA: .............................................................................................................................................................. 43 
TIPOS: ........................................................................................................................................................................ 44 
FUNÇÃO:.................................................................................................................................................................... 45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Citologia | 
TEORIA CELULAR 
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TEORIA CELULAR 
CONCEITO 
 A teoria celular moderna estabelece quatro postulados. Um deles afirma que as células 
são as unidades morfológicas e funcionais dos seres vivos e que elas se originam apenas 
de outra célula preexistente. 
 Foi criada por Mathias Scheiden e Theodor Schwann e afirma que todos os seres 
vivos são formados por células. O estabelecimento da Teoria Celular foi possível graças ao 
desenvolvimento da microscopia. 
HISTÓRICO 
1665: ROBERT HOOKE analisou fatias de cortiça ao microscópio e observou que eram 
formadas por cavidades microscópicas, as quais denominou de células. A palavra célula é 
originária do latim, cellula, diminutivo de cella, pequeno compartimento. Hooke não 
percebeu nesse estudo que as células apresentam outros componentes. Isso ocorreu 
porque sua análise foi feita em um material biológico com células vegetais mortas, por isso, 
ele conseguiu observar apenas as paredes celulares. 
1674: O microscopista holandês ANTONI VAN LEEUWENHOEK foi o primeiro a 
registrar células livres. Relatou a descoberta do protozoário. Em 1677, do espermatozoide 
humano e em 1683, da bactéria. 
1833: Com o aprimoramento da microscopia, ROBERTO BROWN descobriu o núcleo 
da célula. 
1838: MATHIAS SCHLEIDEN formulou o princípio de que todos os vegetais são 
constituídos de células. Em 1839, esse princípio foi estendido para os animais por 
THEODOR SCHWANN. 
 1882: WALTHER FLEMMING, observou o aparecimento de filamentos no núcleo da 
célula em divisão. Esses estudos e descobertas foram fundamentais para que a Teoria 
Celular fosse estabelecida. 
 
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TIPOS CELULARES 
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POSTULADOS DA TEORIA CELULAR 
 
TIPOS CELULARES 
As células são classificadas basicamente em eucariontes e procariontes. A principal 
diferença entre esses dois tipos está na estrutura celular. A célula procariótica caracteriza-
se pela ausência de núcleo definido e estrutura simples. Já a célula eucariótica tem 
núcleo definido e estrutura mais complexa. 
Há mais de 3,5 bilhões de anos acredita-se que surgiu a primeira célula procariótica. 
Durante muito tempo os organismos existentes foram formados por esse tipo celular até 
que a EVOLUÇÃO fez surgir a célula eucariótica há 1,7 bilhão de anos. 
CÉLULA PROCARIONTE 
A célula procariótica é a célula primitiva. O significado do nome vem do grego pro 
(antes, primeiro) e karyon (núcleo). Sendo assim, definição é "antes do núcleo". 
A RESPIRAÇÃO CELULAR é realizada no citoplasma com o auxílio de enzimas 
localizadas na membrana plasmática (ausência de mitocôndria). 
A REPRODUÇÃO ocorre por meio de um processo chamado de bipartição, onde a 
divisão do DNA circular, seguida de um aumento da célula e um processo de dobra da 
membrana celular para o interior da célula ocasiona a fissão e formação de duas células. 
POSTULADOS
Todos os seres vivos são 
constituídos por células
Novas células se formam pela 
divisão de células 
preexistentes através da divisão 
celular;
As atividades essenciais que 
caracterizam a vida ocorrem no 
interior das células;
A célula é a menor unidade da 
vida.
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TIPOS CELULARES 
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ESTRUTURA CELULAR: 
 
 
 
EXEMPLOS: 
Seres procariontes são unicelulares, ou seja, possuem uma única célula. Os domínios 
Archaea e Bacteria são constituídosde organismos procariotos. Sendo assim, bactérias e 
cianobactérias são formadas por células procariontes. 
 
CÉLULA EUCARIONTE 
A célula eucariótica é uma célula mais complexa que a célula procariótica. O 
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TIPOS CELULARES 
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significado do nome vem do grego eu (verdadeiro) e karyon (núcleo). Sendo assim, sua 
definição é "núcleo verdadeiro". 
Por ser ter uma estrutura mais complexa, a célula eucariota possui muitas organelas 
membranosas que além de fazerem parte da constituição celular possuem diferentes 
funções. 
A dimensão de uma célula eucariótica pode ser até 10 vezes maior que uma célula 
procariótica. Este tipo celular é capaz de originar órgãos e tecidos. Sua estrutura permite a 
produção de diversos produtos necessários às atividades celulares. 
ESTRUTURA CELULAR: 
 
 
EXEMPLOS: 
Seres eucariontes podem ser: 
• UNICELULARES: como amebas e paramécios 
• PLURICELULARES: como plantas e animais, pois ambos são formados por células 
eucariontes 
 
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TIPOS CELULARES 
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RESUMO DAS DIFERENÇAS PROCARIOTOS E EUCARIOTOS 
 
CÉLULA ANIMAL X VEGETAL 
 As células animais e vegetais são eucariontes, ou seja, pertencem ao tipo celular 
mais complexo e que constituem a maior parte dos seres vivos. Apresentam diferenças 
quanto à estrutura, formato e componentes celulares. 
 A célula animal possui formato irregular, enquanto a célula vegetal apresenta 
uma forma fixa. 
 As células animais podem apresentar cílios e flagelos, o que não ocorre na célula 
vegetal. 
 Na célula vegetal podemos observar um grande vacúolo na célula vegetal, que 
ocupa grande parte do seu citoplasma. Isso se deve a função da célula de armazenar seiva 
e realizar o controle da entrada e saída de água. 
PAREDE CELULAR: 
É uma estrutura exclusiva das células vegetais. Ela corresponde a um envoltório 
externo à membrana plasmática, formado pelo polissacarídeo celulose. 
A função da parede celular é oferecer sustentação, resistência e proteção contra 
patógenos externos. Além disso, ela realiza a troca de substâncias entre células vizinhas e 
controla a entrada de água na célula 
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TIPOS CELULARES 
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CLOROPLASTOS: 
Presentes apenas nas células vegetais. Responsáveis pela realização da 
fotossíntese. É importante destacar que os plastos apresentam três tipos: leucoplastos, 
cromoplastos e cloroplastos. 
• LEUCOPLASTOS: Sem pigmento e armazenam amido como forma de reserva 
energética. 
• CROMOPLASTOS: Responsáveis pela cor de frutos, flores e folhas. 
• CLOROPLASTOS: De coloração verde por conta da clorofila, são responsáveis pela 
fotossíntese. 
 
 
 
 
 
 
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TIPOS CELULARES 
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ORGANELAS CELULARES: 
As organelas celulares são estruturas que realizam as funções essenciais para o 
funcionamento das células. As células animal e vegetal apresentam algumas organelas 
específicas, conforme a atividade que realizam. 
 
 
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ORGANELAS CELULARES 
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ORGANELAS CELULARES 
 
MEMBRANA CELULAR 
CONCEITO: 
A membrana plasmática ou membrana celular é uma categoria de organela 
celular. Trata-se de um envoltório fino, poroso e microscópico. 
Ela reveste por fora as células dos seres procariontes (bactérias) e os eucariontes 
(animais, vegetais, fungos e protozoários). 
É uma estrutura SEMIPERMEÁVEL, responsável pelo transporte e seleção de 
substâncias que entram e saem da célula. Por isso ela é de extrema importância para o 
metabolismo celular. 
ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO: 
A membrana plasmática é quimicamente constituída por: 
• LIPÍDIOS: glicolipídeos, colesterol e os fosfolipídeos 
• PROTEÍNAS: glicoproteínas, proteínas de membrana, proteínas de canal 
Os fosfolipídios apresentam duas porções: 
• POLAR é hidrofílica (tem afinidade com a água) e volta-se para o exterior. 
• APOLAR é hidrofóbica (repele a água) e voltada para o interior da 
membrana. 
 
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ORGANELAS CELULARES 
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MOSAICO FLUÍDO: os fosfolipídios estão dispostos em uma camada dupla, a 
chamada bicamada. Devido a sua natureza química, eles movem-se como em trilhos, sem 
perder o contato. Isso permite a flexibilidade e elasticidade da membrana. O nome 
"mosaico fluido" deve-se pela presença de estruturas flexíveis e fluidas, com grande poder 
de regeneração. 
Além da bicamada de fosfolipídeos, existem outras gorduras e proteínas que 
compõem as membranas celulares que garantem seu funcionamento. Apenas nas células 
dos animais há o COLESTEROL que compõe e estabiliza sua estrutura. A vantagem 
adaptativa do colesterol é manter a membrana fluida e sem congelar mesmo em baixas 
temperaturas. Apenas as células animais que possuem colesterol, os outros grupos de seres 
vivos não o sintetizam 
As proteínas presentes na membrana podem ser de grupos diferentes como: 
enzimas, glicoproteínas, proteínas transportadoras e antígenos. Nesse sentido, podemos 
dividi-las em dois grupos principais: 
PROTEÍNAS TRANSMEMBRANAS: atravessam a bicamada lipídica lado a lado. 
PROTEÍNAS PERIFÉRICAS: situam-se em apenas um dos lados da bicamada. 
FUNÇÕES: 
Denominamos funções as vantagens adaptativas que a membrana plasmática 
garante aos seres vivos. 
PERMEABILIDADE OSMÓTICA: A membrana plasmática tem a capacidade de controlar a 
entrada e saída de água das células. O controle da quantidade de água que entra e sai das 
células é muito importante para a sobrevivência da célula. A membrana deixa a água entrar 
e sair livremente por pressão osmótica que tende a equilibrar com o meio externo. Mas em 
alguns casos, como seres que vivem no mar, proteínas de membrana específicas puxam 
água para dentro e fora das células. 
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ORGANELAS CELULARES 
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PERMEABILIDADE SELETIVA: A membrana plasmática permite e controla da entrada e saída 
de outras substâncias Algumas células tem que trocar substâncias de modo rápido. Tanto 
para liberar hormônios e transmissores para outras células. Mas também bombas de íons 
que são proteínas transmembrana. 
 
 
PROTEÇÃO DAS ORGANELAS CELULARES: Todas as estruturas e demais organelas celulares 
estão contidas internamente a membrana, nada chega a elas que não tenha passado pela 
membrana (barreira física). O núcleo celular possui sua própria membrana chamada 
CARIOTECA. Mas ela tem uma composição diferente da membrana celular em relação à 
proteína transmembrana, poros, etc. 
 
DELIMITAÇÃO DO CONTEÚDO EXTRA E INTRACELULAR: A capacidade da membrana 
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plasmática de delimitar o que fica dentro da célula e o que está fora, garante a integridade 
da célula. Com isso, garante o metabolismo, o equilíbrio químico e a sobrevivência da célula 
 
RECONHECIMENTO DE SUBSTÂNCIAS: Consegue reconhecer substâncias específicas 
devido à presença de receptores específicos na membrana. Hormônios, neurotransmissores 
e medicamentos, tem afinidade com proteínas de membrana. Ao reconhecer essas 
substâncias começam cascatas de reações no interior das células 
 
RESPOSTA IMUNOLÓGICA: Começa com o reconhecimento das proteínas de membrana 
plasmática nas células. As células do sistema imunológico, LINFÓCITOS, por exemplo, tem 
proteínas de membrana que funcionam como sensores para reconhecer invasões de 
parasitas, células ou substâncias estranhas. 
 
 
TRANSPORTE PELA MEMBRANA: Uma das funções da membrana plasmática é selecionar 
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o que entra e o que sai da célula. O transporte pela membrana, no entanto, não é um 
trabalho simples, sendo, em alguns casos, necessário o gasto de energia. 
• TRANSPORTE PASSIVO: quando não envolve gasto de energia 
o DIFUSÃO SIMPLES: Na difusão simples, observa-se o movimentode uma 
substância do meio mais concentrado para o meio menos concentrado 
o OSMOSE: Na osmose, o que se observa é a difusão do solvente pela 
membrana permeável do meio menos concentrado para o meio mais 
concentrado 
o DIFUSÃO FACILITADA: Nesse processo, a transferência de substâncias 
acontece com a ajuda de proteínas carreadoras 
• TRANSPORTE ATIVO: quando ocorre o gasto de energia. 
o BOMBA DE SÓDIO-POTÁSSIO: Nesse processo, ocorre o bombeamento 
de íons contra o gradiente de concentração. Na bomba de sódio-
potássio, ocorre o bombeamento de sódio para fora da célula e potássio 
para o seu interior 
 
ENTRADA E SAÍDA DE PARTÍCULAS 
Macromoléculas e partículas maiores entram em saem das células por processo mais 
complexos, como a endocitose e exocitose. 
• ENDOCITOSE é um processo que garante a entrada de substância por meio da 
formação de vesículas que se invaginam e posteriormente se destacam da 
membrana plasmática. 
• EXOCITOSE: ocorre a liberação de um conteúdo que está dentro da célula. 
Nesse processo, as vesículas migram até a membrana, fusionam-se a ela e 
liberam o conteúdo para fora da célula 
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LISOSSOMOS 
CONCEITO: 
É uma organela membranosa presente nas células eucariontes. Sua função é 
digerir substâncias para a célula, processo que ocorre graças às inúmeras enzimas 
digestivas que contem. 
ESTRUTURA: 
São estruturas esféricas delimitadas pela membrana formada por uma camada 
lipoproteica. Essas organelas contêm muitas enzimas que lhes permite degradar um 
grande número de substâncias. 
As enzimas são peptidases (digerem aminoácidos), nucleases (digerem ácidos 
nucleicos), lipases (digerem lipídios), entre outras. Como essas enzimas hidrolases 
funcionam em ambiente ácido, a digestão ocorre dentro dos lisossomos para não 
prejudicar a célula 
No Complexo de Golgi são formadas vesículas que se soltam originando os 
LISOSSOMOS PRIMÁRIOS. Esses lisossomos ficam no citoplasma até que a célula realize 
endocitose (fagocitose ou pinocitose) e englobe alguma partícula externa. 
 Nesse processo, a partícula é interiorizada dentro de uma vesícula, chamada 
endossomo, que se funde com o lisossomo primário formando o LISOSSOMO 
SECUNDÁRIO, que é uma espécie de vacúolo digestivo. 
 
Citologia | 
ORGANELAS CELULARES 
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FUNÇÃO: 
A função dos lisossomos é fazer a digestão intracelular, que pode ser por 
FAGOCITOSE ou AUTOFAGIA. 
Quando a célula precisa digerir substâncias vindas do meio externo, ela 
realiza fagocitose. Por exemplo, no caso das células do sistema imunitário humano que 
atacam células inimigas chamadas antígenos. 
FAGOCITOSE: 
• A célula inimiga (uma bactéria, por exemplo) é capturada por uma célula APC 
(célula apresentadora de antígeno, que pode ser um macrófago ou um linfócito) 
através da fagocitose. 
• Ela é então envolvida pela membrana plasmática do macrófago e forma uma 
vesícula chamada fagossomo, que vai para o citoplasma. 
• Dentro da célula, o fagossomo se funde ao lisossomo, e em seguida, as enzimas 
digestivas do lisossomo começam a agir. 
• O microrganismo invasor é quebrado em partes menores e eliminado para fora 
da célula. 
 
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ORGANELAS CELULARES 
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AUTOFAGIA: 
Quando as organelas se tornam envelhecidas, a célula passa por uma 
reciclagem, ela realiza o processo de autofagia, através do qual digere algumas das suas 
organelas que já não funcionam bem. Isso também pode acontecer em situações com 
poucos nutrientes, em que a célula realiza a autofagia para manter a homeostase (equilíbrio 
interno). 
 
PEROXISSOMOS 
São organelas celulares semelhantes aos lisossomos quanto à sua função. São 
estruturas responsáveis por digerir diversas substâncias, visto a quantidade de enzimas que 
contém. O que os difere dos lisossomos é o tipo de enzima que apresentam (ENZIMAS 
OXIDASES). 
 
COMPLEXO DE GOLGI 
CONCEITO: 
O Complexo de Golgi ou Aparelho de Golgi, ou ainda Complexo Golgiense, é uma 
organela de células eucariontes, composta de discos membranosos achatados e 
empilhados. Suas funções são: modificar, armazenar e exportar PROTEÍNAS sintetizadas no 
retículo endoplasmático rugoso e além disso, origina os lisossomos e os acrossomos dos 
espermatozoides. 
ESTRUTURA: 
É composto de estruturas chamadas DICTIOSSOMAS. Cada uma dessas estruturas é 
constituída por dobras de membrana que formam pequenos sacos achatados e empilhados 
chamados cisternas. 
 As cisternas possuem duas faces: cis e trans. 
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A FACE TRANS é côncava e direcionada para a membrana plasmática. Está ligada ao 
Retículo Liso (REL), de quem recebe membranas para a formação de vesículas de secreção 
que contém as substâncias armazenadas. Essas vesículas saem da célula e atuam em 
diferentes locais do organismo. Por exemplo, enzimas usadas na digestão, hormônios e 
muco são secretadas no Aparelho de Golgi. 
A FACE CIS é convexa e está associada com o Retículo Rugoso (RER), de quem recebe 
vesículas de transição ou transferência contendo proteínas. 
 
FUNÇÃO: 
Na FACE CIS da cisterna as vesículas recebidas do RER contém proteínas (produzidas 
pelos ribossomos associados ao retículo) que serão modificadas e dobradas. 
Algumas dessas proteínas são glicosiladas, ou seja, sofrem reação de adição de um 
açúcar no RER. Esse processo é completado no Golgi, caso contrário, essas proteínas 
podem se tornar inativas. 
Na FACE TRANS as proteínas são "empacotadas" em vesículas membranosas. Desse 
modo, são originadas muitas enzimas, bem como os lisossomos primários e os 
peroxissomos. Enquanto essas organelas ficam no citoplasma da célula, as proteínas são 
muitas vezes enviadas para fora da célula. 
Uma outra função do Complexo de Golgi é a FORMAÇÃO DO ACROSSOMO que se 
localiza na cabeça do espermatozoide. O acrossomo é o resultado da fusão de vários 
lisossomos formando uma grande vesícula, que contém enzimas digestivas para auxiliar na 
perfuração da membrana do óvulo. 
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RIBOSSOMOS 
CONCEITO: 
Os Ribossomos, também chamados de Ribossomas, são pequenas estruturas em 
forma de grânulos que estão presentes nas células procariontes e eucariontes. Eles são 
fundamentais para o crescimento, a regeneração celular e o controle metabólico. 
Estas organelas não possuem membrana, e, por esse motivo, não são considerados 
organelas celulares citoplasmáticas por muitos estudiosos do tema. Para outros, os 
ribossomos podem ser considerados organelas celulares não membranosas de forma que 
permanecem livres no citoplasma (hialoplasma) das células. 
ESTRUTURA: 
A estrutura dos ribossomos assemelha-se a um grânulo, por isso possui uma forma 
arredondada. É formado por moléculas de RNA ribossômico dobrado, associado às 
proteínas. Assim, são formados por proteínas (mais de 80 tipos) e ácido ribonucleico (RNA). 
Os ribossomos são formados por duas subunidades: subunidade maior e 
subunidade menor. Essas saem do núcleo separadas, mas se unem no citoplasma. Um 
ribossomo funcional é formado por ambas unidas e ligadas a uma molécula de RNA 
mensageiro (RNAm). 
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Esse ribossomo funcional é responsável por garantir a síntese de proteínas, e, quando 
o complexo é formado, podemos observar quatro sítios de ligação distintos, um sítio na 
unidade menor e três sítios na unidade maior (sítios P, A e E) 
• Sítio P: Nesse local observa-se uma molécula de RNA transportador (RNAt) 
ligada à cadeia polipeptídica que está se formando. 
• Sítio A: Nesse local observa-se a presença de RNA transportador carregando o 
próximo aminoácido, que será ligado à cadeia polipeptídica. 
• Sítio E: Nesse local de saída, os RNA transportadores descarregadosdeixam o 
ribossomo 
Eles estão presentes em grande parte no citoplasma (ribossomos livres). No entanto, 
podem ser encontrados nas mitocôndrias, nos cloroplastos e no retículo 
endoplasmático (RER). 
 
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Os ribossomos dos eucariotos são maiores que aqueles presentes em organismos 
procariontes. Além disso, observa-se uma pequena diferença no que diz respeito à 
composição, sendo os ribossomos dos eucariotos mais complexos 
FUNÇÃO: 
A função dos ribossomos é auxiliar na produção e na SÍNTESE DAS PROTEÍNAS nas 
células. Além dele, participam desse processo as moléculas de DNA e RNA. Os ribossomos 
reúnem diversos aminoácidos durante a síntese proteica através de uma ligação química 
chamada de ligação peptídica. 
 
MITOCÔNDRIA 
CONCEITO: 
As mitocôndrias são organelas complexas presentes apenas em células eucarióticas. 
A sua função é produzir a maior parte da energia das células, através do processo 
chamado de respiração celular. 
ESTRUTURA: 
As mitocôndrias são formadas por duas membranas lipoproteicas, sendo uma 
externa e outra interna: 
• MEMBRANA EXTERNA: semelhante a de outras organelas, lisa e composta de 
lipídeos e proteínas chamadas deporinas, que controlam a entrada de 
moléculas, permitindo a passagem de algumas relativamente grandes. 
• MEMBRANA INTERNA: é menos permeável e apresenta numerosas dobras, 
chamadas de cristas mitocondriais. 
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As CRISTAS MITOCONDRIAIS se projetam para a parte interna da mitocôndria, um 
espaço central chamado matriz mitocondrial, que é preenchida por uma substância viscosa 
onde estão enzimas respiratórias que participam do processo de produção de energia. 
Mitocôndrias com mais cristas produzem mais energia. 
Na MATRIZ MITOCONDRIAL são encontrados os ribossomos, organelas que 
produzem proteínas necessárias à mitocôndria. Eles são diferentes daqueles encontrados 
no citoplasma celular e mais parecidos com o das bactérias. Outra característica comum a 
bactérias e mitocôndrias é a presença de moléculas circulares de DNA. 
 
DNA MITOCONDRIAL: 
• Menor 
• Circular 
• Muitas cópias por célula 
 
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FUNÇÃO: 
RESPIRAÇÃO CELULAR: É um processo de oxidação de moléculas orgânicas, 
tais como ácidos graxos e glicídeos, em especial a glicose, que é a principal fonte de energia 
utilizada pelos organismos heterotróficos 
A glicose é proveniente da alimentação (sendo produzida pelos organismos autotróficos 
através da fotossíntese) e convertida em gás carbônico e água, produzindo moléculas de 
ATP (adenosina trifosfato), as quais são usadas em diversas atividades celulares. Esse modo 
de produção de energia é muito eficiente, pois se tem um saldo de 38 ATP, por cada 
molécula de glicose, ao fim do processo. 
 
TEORIA DA ENDOSSIMBIOSE: 
A origem das mitocôndrias, e dos cloroplastos, é explicada por meio da teoria 
endossimbionte. De acordo com essa teoria, um ancestral das células eucariontes 
fagocitou um pequeno procarionte ancestral aeróbio (utilizava oxigênio para 
metabolizar as moléculas orgânicas), que começou a viver em seu interior 
Evidências da Endossimbiose: presença de duas membranas, a capacidade de se 
dividir como alguns procariontes, a presença de DNA circular e a presença de ribossomos 
semelhantes aos de procariotos 
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RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO 
CONCEITO: 
O retículo endoplasmático é um sistema de membranas que percorre o citoplasma 
das células eucariontes e está em continuidade com o envoltório nuclear. 
Organela membranosa é constituída por túbulos e cisternas (sacos achatados) 
interligados. A membrana do retículo endoplasmático, em alguns locais, apresenta uma 
série de ribossomos aderidos, e, em outros, essas estruturas estão ausentes. Devido a essa 
característica, é possível distinguir duas regiões: o retículo endoplasmático rugoso e o liso 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO: 
Caracteriza-se por apresentar RIBOSSOMOS (na forma de polirribossomos) aderidos 
à superfície externa da sua membrana. 
Apresenta-se como uma série de sacos achatados, também chamados de cisternas. 
A membrana do retículo endoplasmático rugoso (RER) é contínua com a membrana 
externa do envoltório nuclear. 
Os ribossomos presentes na membrana do retículo endoplasmático rugoso 
sintetizam proteínas que são lançadas no interior da organela, a qual tem o papel de 
garantir que elas fiquem separadas das proteínas produzidas no citoplasma e sejam 
posteriormente enviadas para outras partes das células ou ainda para fora delas. 
Grande parte dessas proteínas é transportada para o complexo golgiense, no qual 
sofrem algumas modificações e são empacotadas em vesículas que são levadas para 
locais específicos. Células especializadas na secreção de proteínas, como as células do 
pâncreas e plasmócitos, apresentam um RER bem desenvolvido 
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Além da segregação de proteínas, o RER participa de processos como produção de 
fosfolipídios, síntese de proteínas de membrana, GLICOSILAÇÃO (adição de açúcares às 
proteínas) inicial das glicoproteínas. 
 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO: 
Apresenta membrana sem ribossomos aderidos e, geralmente, membrana disposta 
em um formato tubular. O retículo endoplasmático liso está em continuidade com o 
retículo endoplasmático rugoso. 
Está relacionado com diferentes processos, a depender da célula na qual se encontra. 
Em células produtoras de hormônios esteroides, como as células das glândulas 
suprarrenais, o REL apresenta papel essencial na síntese desses hormônios. 
Bem desenvolvido também em células do fígado, uma vez que apresentam 
importante papel na inativação (desintoxicação) de substâncias nocivas e tóxicas ao 
organismo. Algumas substâncias, como o álcool, promovem a proliferação do retículo 
endoplasmático liso nesse órgão, garantindo, desse modo, maior desintoxicação. 
Participa também do metabolismo de carboidratos, sendo fundamental na formação 
de glicose por meio da hidrólise do glicogênio. Além disso, outra função atribuída a essa 
organela é a capacidade de armazenar íons de cálcio, sendo esse papel importante no 
processo de regulação da contração muscular. Nos músculos, o retículo endoplasmático 
recebe a denominação de retículo sarcoplasmático. 
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NÚCLEO 
CONCEITO: 
Ele é responsável por controlar todas as atividades celulares e armazenar 
informação genética. 
É a região da célula onde se encontra o DNA dos organismos eucariontes, tanto 
unicelulares como pluricelulares. 
É considerado uma organela celular membranosa, ou seja, possui um envoltório 
similar a membrana plasmática. 
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CARACTERÍSTICAS: 
A existência do envelope (carioteca) faz com que o material genético fique guardado 
em seu interior. Essa é, justamente, a diferença entre organismos procariontes e 
eucariontes. 
 Somente os eucariontes possuem essa membrana ao redor do DNA. 
 
Uma célula eucarionte possui, normalmente, um núcleo, entretanto, algumas células 
podem apresentar vários núcleos, como é o caso das do TECIDO MUSCULAR ESTRIADO 
ESQUELÉTICO. 
Além disso, algumas células não apresentam núcleo, como é o caso das HEMÁCIAS, 
que o perdem durante seu amadurecimento 
 
 
ESTRUTURA: 
O núcleo contém NUCLEOPLASMA, substância onde fica mergulhado o material 
genético, e as estruturas importantes para desempenhar suas funções, como OS 
NUCLÉOLOS. E há a CARIOTECA ou membrana nuclear, que delimita o núcleo e envolve o 
material genético. 
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NUCLEOPLASMA: É uma espéciede gel proteico que possui propriedades 
semelhantes às do citoplasma. É no nucleoplasma que encontramos a cromatina, definida 
como DNA associado a proteínas histonas. 
CARIOTECA: É a membrana que envolve o núcleo, ou seja, é o seu envelope. Ela 
possui natureza química semelhante às demais membranas da célula, dupla camada 
fosfolipídica. A membrana mais externa está ligada ao retículo endoplasmático, que, 
geralmente, possui ribossomos aderidos. Os poros existentes na carioteca são importantes 
no controle da entrada e saída de substâncias. 
CROMATINA: As moléculas de DNA associadas às proteínas histonas, compõem a 
cromatina. A cromatina pode estar mais densa, ou seja, mais enrolada, sendo chamada 
heterocromatina, ou de consistência frouxa, pouco enovelada, a eucromatina. O conjunto 
dos cromossomos de uma espécie é denominado CARIÓTIPO (Humano: 22 + XX ou XY) 
NUCLÉOLO: São corpos densos e arredondados compostos de proteínas, com RNA 
e DNA associados. É nessa região do núcleo onde são fabricadas as moléculas de RNA 
ribossômico que se associam a certas proteínas para formar as subunidades que compõem 
os ribossomos. Essas subunidades ribossômicas ficam armazenadas no nucléolo e saem no 
momento de realização da síntese proteica. 
DIVISÃO CELULAR: 
 
 
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VACÚOLO 
CONCEITO: 
Os vacúolos são estruturas celulares envolvidas por membrana, saculiformes, muito 
comuns em plantas e presentes também em protozoários e animais. Tem diferentes 
FUNÇÕES como: regular pH, controlar a entrada e saída de água por osmorregulação, 
armazenar substâncias, fazer a digestão e excretar os resíduos. 
TIPOS DE VACÚOLOS: 
VACÚOLO DE SUCO CELULAR: Chamados somente vacúolos, são muito comuns, sendo 
menores e mais numerosos na planta jovem, se tornam único e grande nas plantas 
maduras. 
 Tem função de reserva de substâncias, como amido e pigmentos, e atuam no mecanismo 
de pressão osmótica que regula a entrada e saída de água. Controlam a turgidez ou 
flacidez da célula. A turgidez da célula confere rigidez aos tecidos vegetais tornando a 
planta ereta, por exemplo. 
 
 
VACÚOLOS DIGESTIVOS: Esses vacúolos realizam a digestão intracelular e estão presentes 
em protozoários e em células animais e humanas como os macrófagos. 
Nas amebas, por exemplo, o alimento é capturado por fagocitose e parte da membrana 
celular envolve a partícula, formando um fagossomo. Em seguida, esse fagossomo se une 
ao lisossomo formando o vacúolo digestivo. No interior do vacúolo digestivo as enzimas 
do lisossomo farão a digestão e depois os restos serão eliminados para fora da célula. 
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Nas células de defesa do corpo humano ocorre também a ação dos vacúolos 
digestivos. Os agentes invasores, por exemplo bactérias ou vírus, são fagocitados e 
digeridos dentro dos vacúolos digestivos. 
 
Um tipo especial de vacúolo digestivo é o VACÚOLO AUTOFÁGICO. Ele recebe essa 
denominação porque sua função é digerir estruturas da própria célula. Normalmente essas 
estruturas são organelas velhas que terão seus componentes reaproveitados 
 
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VACÚOLO CONTRÁTIL: Nos protozoários (paramécios e euglenas) e em alguns organismos 
mais simples como os poríferos os vacúolos também estão presentes. São chamados 
vacúolos contráteis ou pulsáteis e controlam a entrada e saída de água da célula por 
osmose. Eles também realizam o armazenamento de substâncias 
 
CENTRÍOLO 
CONCEITO: 
Os centríolos são pequenas estruturas cilíndricas que estão presentes nas células 
eucarióticas. Trata-se de um tipo de organela citoplasmática que exerce uma função muito 
importante nas células animais e em células de vegetais inferiores (musgos e samambaias). 
ESTRUTURA: 
Tem uma estrutura simples de formato cilíndrico não revestida de membrana. São 
formados por nove microtúbulos triplos ocos. Eles são constituídos de proteínas e estão 
localizados perto do núcleo, local denominado centrossomo ou centro celular. 
 
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FUNÇÃO: 
Os centríolos são estruturas celulares que auxiliam na divisão celular (mitose e 
meiose). Possuem, portanto, a capacidade de duplicação durante o ciclo da divisão celular, 
organizando o fuso acromático. 
Após o processo de duplicação, os centríolos migram em direção aos polos da célula. 
 
 
 
Nos protozoários (ciliados e flagelados), os centríolos auxiliam na formação de dois 
filamentos chamados cílios e flagelos 
CÍLIO: são estruturas filamentosas curtas e numerosas que auxiliam na locomoção dos 
organismos unicelulares. No corpo humano, os cílios estão presentes na traqueia e têm o 
objetivo de captar e remover as impurezas advindas da respiração. 
 
FLAGELO: Os flagelos auxiliam na locomoção e ainda na alimentação de alguns 
protozoários (flagelados). No entanto, eles são menos numerosos que os cílios. Possuem 
uma forma alongada, que se assemelha a um chicote. No corpo humano, os gametas 
masculinos (ESPERMATOZOIDES) são formados por flagelos. 
CITOPLASMA 
CONCEITO: 
O citoplasma é a região da célula onde se encontra o núcleo e as organelas, além de 
outras estruturas com funções específicas. É constituído de substância fluida denominada 
citosol. 
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CARACTERÍSTICAS: 
Atualmente, com a evolução da biologia molecular, já se sabe que o citoplasma de 
células eucariontes pode conter diversas estruturas com funções específicas. Desse modo, 
sabemos que há duas regiões no citoplasma: o CITOSOL e o CITOESQUELETO. 
CITOSOL: A região que é mais fluida chamada HIALOPLASMA/CITOSOL, é onde ficam 
mergulhadas muitas estruturas membranosas chamadas organelas citoplasmáticas, além 
de grânulos compostos de RNA e proteínas, os ribossomos. 
Em células eucariontes, o hialoplasma ocupa 50-80% do volume total da célula. É 
constituído de 70-80% de água. Os demais elementos encontrados são íons, aminoácidos 
e carboidratos. 
 
 
 
Conforme a quantidade de água, o hialoplasma pode ser encontrado em dois estados: 
• ESTADO SOL: apresenta consistência fluída; 
• ESTADO GEL: apresenta consistência viscosa. 
A região mais externa do citoplasma tende a ser mais viscosa e denomina-se 
ECTOPLASMA ou citogel. Enquanto a região mais interna tende a ser mais fluída e 
denomina-se ENDOPLASMA ou citosol. 
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CITOESQUELETO: Complexa estrutura de redes formadas por microtúbulos e 
microfilamentos, que podem ser compostos de moléculas de proteína. Os filamentos do 
citoesqueleto são uma espécie de armação ou esqueleto que tem como funções dar forma 
à célula e permitir movimentos tanto de organelas como da célula como um todo. 
 
Composição do citoesqueleto: 
• Nos MICROTÚBULOS encontramos a proteína chamada de tubulina. Essas 
estruturas são as maiores e mais grossas que formam o citoesqueleto, sendo 
longas, firmes e ocas. 
• Nos FILAMENTOS DE ACTINA (ou microfilamentos), encontramos a própria 
actina e outras proteínas que estão ligadas a ela. São estruturas mais finas e 
flexíveis que atuam nos movimentos celulares. 
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• Nos FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS encontramos algumas proteínas fibrosas 
responsáveis pela estabilidade do tecido celular. 
 
FUNÇÃO: 
• Regula o pH intracelular; 
• É o espaço onde ocorrem as reações químicas vitais para a célula, como a 
glicólise anaeróbia e a síntese proteica; 
• Contribui na movimentação celular por meio da ciclose. A ciclose é uma 
corrente citoplasmática orientada em determinado sentido, capaz de deslocar 
organelas celulares; 
• Armazena substâncias de reserva das células animais, como as gorduras e o 
glicogênio.CLOROPLASTO 
CONCEITO: 
Os cloroplastos são organelas presentes apenas em células de plantas e algas, 
nas regiões que ficam iluminadas. Possuem cor verde devido à presença de CLOROFILA e 
são responsáveis pela realização da fotossíntese. 
Podem ter formas, quantidade e tamanhos diferentes. Na célula pode haver 
apenas um ou uma grande quantidade deles, isso varia de acordo com o tipo de planta. 
ESTRUTURA: 
Geralmente a forma do cloroplasto é arredondada e alongada, mas pode ter outros 
formatos. Possui membrana lipoproteica dupla, sendo que a mais interna das membranas 
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forma lamelas, compostas por pilhas lamelares menores, cada uma como se fosse uma 
pequena bolsa achatada, chamada tilacoide. 
Os tilacoides são interligados e ficam empilhados, sendo o conjunto chamado 
granum (do latim,granum= grão). 
 
A etapa clara da Fotossíntese (conversão da luz em energia) acontece na região das 
membranas dos TILACOIDES, onde está concentrada a clorofila. Entre as membranas dos 
tilacoides há um espaço preenchido por um fluido e enzimas, DNA, RNA e ribossomos, 
sendo denominado estroma. É no estroma que acontece a etapa escura de produção dos 
açucares. 
 
 
Existem 2 tipos de plastos: os LEUCOPLASTOS que são incolores e armazenam amido 
e os CROMOPLASTOS cuja cor é determinada pelo pigmento que possuem, são eles que 
colorem folhas, frutas e flores. Dentre os cromoplastos há os xantoplastos (amarelos), os 
eritroplastos (vermelhos) e os cloroplastos (verdes). 
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Os cloroplastos são um tipo de plastos, organelas citoplasmáticas presentes nas 
células das plantas e algas. São originados nos proplastos ou proplastídios, células 
embrionárias vegetais. Todos são capazes de se autoduplicar, bem como um pode se 
transformar no outro, ou seja, um cloroplasto pode se tornar um leucoplasto e vice-versa 
 
FUNÇÃO: 
Nos cloroplastos acontece a FOTOSSÍNTESE, processo responsável pela produção de 
energia e de substâncias orgânicas. Além disso, os cloroplastos são capazes de sintetizar 
aminoácidos e lipídeos, que constituem a sua membrana. Sintetizam também ácidos 
graxos com enzimas do estroma. 
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ETAPA FOTOQUÍMICA ou das reações de claro: como indicado pelo nome na primeira 
etapa é necessário que haja a luz do sol, que é absorvida pela clorofila para a 
fotofosforilação (produção de ATP) e fotólise da água (decomposição da água em gás 
oxigênio e íons de hidrogênio). 
ETAPA QUÍMICA ou das reações de escuro: ocorrem diversas reações em que são 
produzidos glicídeos a partir de moléculas de CO2 (do ar), de hidrogênio e da energia 
fornecida pelo ATP (ambos provenientes da primeira etapa). 
 
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ORIGEM: 
A origem dos cloroplastos é atribuída também a Teoria da Endossimbiose. Onde uma 
célula ancestral eucarionte teria englobado uma célula procarionte autotrófica (capaz de 
realizar fotossíntese) e estabelecido uma relação simbiótica com a mesma. 
 
 
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PAREDE CELULAR 
CONCEITO: 
A parede celular, também conhecida por parede celulósica, é uma estrutura feita de 
CELULOSE. A celulose confere à célula, resistência, flexibilidade e ajuda na proteção da 
unidade celular. 
ESTRUTURA: 
A parede celular é uma estrutura muito resistente composta por microfibrilas do 
polissacarídeo chamado celulose. Ela envolve a membrana plasmática e em sua estrutura 
POSSUI POROS que funcionam como filtros em relação ao meio externo. 
 
PAREDE CELULAR PRIMÁRIA: são formadas basicamente de celulose, hemicelulose e 
pectinas. Apesar de fina, ela é resistente e flexível, permitindo assim, o crescimento celular. 
Possui um teor de água elevado, com cerca de 70%. Nas paredes primárias, as pontes de 
hidrogênio proporcionam maior elasticidade à estrutura. 
 
PAREDE CELULAR SECUNDÁRIA: são formadas basicamente de celulose e hemicelulose. 
Nem todos os organismos vegetais apresentam esse tipo de estrutura. Ela é mais espessa 
que a primária, além de ser bem resistente uma vez que é composta de lignina. Possui um 
teor de água menor que a primária, ou seja, de 20%. As paredes secundárias limitam o 
espaço e conferem maior rigidez. 
 
 
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A LAMELA MÉDIA é uma estrutura formada por pectina e polissacarídeos e sua principal 
função é manter as células vegetais unidas. 
TIPOS: 
A parede celular está presente em: plantas, algas, fungos e bactérias. Contudo, as 
composições variam segundo o tipo de organismo. 
• PAREDE CELULAR DAS PLANTAS: formada por microfibrilas de celulose, a parede 
celular das plantas possui geralmente uma parede primária e outra secundária. 
• PAREDE CELULAR DAS ALGAS: formada por diferentes tipos de celulose como as 
paredes de glicoproteínas e polissacarídeos. 
• PAREDE CELULAR DOS FUNGOS: formada por quitina, e nalguns casos, por 
celulose, a parede celular dos fungos protege esses organizamos contra os 
invasores. 
• PAREDE CELULAR BACTERIANA: formada por peptidoglicano (açúcares ligados a 
aminoácidos), a parede celular bacteriana é classificada em Gram Positiva e Gram 
Negativa. 
 
 
 
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FUNÇÃO: 
Proporcionar sustentação, resistência e proteção contra patógenos externos. Sendo 
assim, ela colabora com a absorção, transporte e secreção de substâncias. 
Funciona como um filtro das células vegetais, já que permite a troca de substâncias entre outras 
células vizinhas. 
Protege contra a entrada excessiva de água, evitando a lise osmótica, ou seja, a ruptura 
da célula. 
Outra importante função é que a parede celular confere forma as diversas células 
vegetais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÃO 01 - Sobre as premissas fundamentais da teoria celular, analisar os 
itens abaixo: 
As células têm origem em outras células preexistentes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
As células constituem toda a matéria orgânica do planeta Terra. 
( ) Certo 
( ) Errado 
As células são unidades funcionais e morfológicas dos seres vivos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
As células são formadas por membrana plasmática, citosol e núcleo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 02 - Dois pesquisadores alemães, Mathias Schleiden e Theodor 
Schwann formularam a Teoria Celular, segundo a qual: 
I. Todos os seres vivos são constituídos por células; 
II. A célula é uma espécie de “fábrica química” na qual se realizam todos os 
processos necessários à vida do organismo; 
III. Cada célula deriva de uma outra pré-existente; 
IV. As células são classificadas em dois tipos procarióticas e carióticas. 
Estão corretas as afirmativas: 
A) I e II. 
B) II e III 
C) I, II e III. 
D) I, II e IV. 
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QUESTÃO 03 - Apesar das diferenças encontradas entre células procarionte e 
eucariontes, pode-se citar também algumas semelhanças, incluindo a presença 
de estruturas celulares. Assinale a alternativa que apresenta a estrutura correta 
presente nos eucariontes e procariontes. 
A) Lisossomos 
B) Retículo Endoplasmático 
C) Mitocôndrias 
D) Ribossomos 
E) Cloroplastos 
QUESTÃO 04 - Do ponto de vista evolutivo, considera-se que os procariontes 
antecedem os eucariontes. Os fósseis com data de três bilhões de anos 
manifestam-se unicamente como procariontes, pois os eucariontes apareceram, 
provavelmente, há um bilhão de anos. Sobre eucariontes e procariontes, avalie: 
O envoltório nuclear é presente em procariontes e ausente em eucariontes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A divisão celular é por fissão binária emem um ducto) e endócrinas (secreção 
diretamente no sangue). 
 
 
4.2.1.1 Glândulas exócrinas 
Eliminam suas secreções para fora do corpo ou cavidades internas dos órgãos, através 
de um canal ou ducto. As glândulas sudoríparas eliminam suor por um ducto que se 
abre na superfície externa da pele, enquanto as glândulas salivares eliminam a saliva 
por ductos que se abrem na cavidade bucal. Podem ser classificadas com base em 
diferentes critérios. Um deles é a forma da porção secretora: se ela é tubular a glândula 
é chamada de tubulosa; se é arredondada, a glândula é considerada alveolar ou 
acinosa; se a glândula contém longos ductos tubulares com porções secretoras 
arredondadas nas extremidades, ela é denominada túbulo-alveolar ou túbulo-acinosa. 
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Quanto ao tipo de ducto, uma glândula pode ter o ducto sem ramificações (simples) 
ou ser ramificado (composta). 
 
Quanto à maneira de secretar, podem liberar apenas a secreção, mantendo o 
citoplasma intacto (glândula merócrina- ex.salivar); liberar a secreção junto a uma 
quantidade de citoplasma da célula (glândula apócrina- ex.mamária) ou liberar a célula 
como um todo após a sua morte (glândula holócrina- ex.sebácea). 
 
OBS: As mucosas revestem internamente as cavidades do organismo, como por 
exemplo a mucosa bucal, anal e gástrica. já as serosas revestem externamente alguns 
órgãos do tórax e abdômen, como por exemplo a do estômago (peritônio), do 
intestino (mesentério), dos pulmões (pleura) e do coração (pericárdio). 
 
4.2.1.2 Glândulas endócrinas 
São aquelas que não possuem ductos e liberam suas secreções, genericamente 
chamadas de hormônios, diretamente no sangue. A glândula tiróide, por exemplo, 
localizada na região do pescoço, é uma glândula que libera seu produto de secreção 
(o hormônio tiroxina – iodo + aminoácido tirosina) na corrente sanguínea. 
 
4.2.1.3 Glândulas mistas 
Quando a glândula desempenha simultaneamente funções endócrinas e exócrinas, 
chamamos de glândula mista ou anfícrina (secreção dupla). O pâncreas apresenta uma 
porção secretora exócrina localizada nos ácinos pancreáticos (com lipases, amilases e 
outras substâncias) e uma porção endócrina localizada nas ilhotas pancreáticas (com 
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os hormônios insulina e glucagon). 
 
4.3 Tecido Conjuntivo 
São constituídos predominantemente por material intercelular (matriz extracelular) 
que mantém as células conjuntivas separadas umas das outras e cuja composição 
caracteriza os diversos tipos de tecidos conjuntivos. Essa matriz consiste, em geral, de 
uma rede de fibras de proteínas mergulhadas em um material cuja consistência pode 
variar desde líquida até relativamente sólida, a substância fundamental amorfa. 
 
4.3.1.1 Tipos de Fibras dos Tecidos Conjuntivos 
✓ Fibras colágenas: as fibras colágenas são esbranquiçadas. Muitas vezes suas 
moléculas estão dispostas paralelas umas às outras. O colágeno representa boa 
porção do total de proteínas do corpo humano. 
 
✓ Fibras elásticas: fibras protéicas mais delgadas que o colágeno, muito 
ramificadas e formam malhas irregulares. Seu principal componente é a 
proteína elastina. 
 
✓ Fibras reticulares: são fibras delicadas, dispostas em rede. São encontradas 
abundantemente nas tramas internas de numerosos órgãos, como o baço e os 
gânglios linfáticos. Também são encontradas nas cápsulas externas dos órgãos 
 
4.3.1.2 Células do tecido conjuntivo 
Fibroblastos: Produzem fibras e substância amorfa da matriz extracelular. 
Macrófagos: Fagocitam agentes invasores e alertam o sistema imunológico. São 
oriundos dos monócitos (um tipo de leucócito) 
Mastócitos: São ricos na produção de heparina (anticoagulante) e histamina 
(vasodilatadora). 
Plasmócitos: Rico em RE granuloso. Produzem anticorpos (imunoglobulinas) que 
combatem agentes invasores. 
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Adipócitos: Armazenam substâncias energéticas para momentos de necessidade. 
Mesenquimatosas: São as células capazes de originar diversas células do tecido 
conjuntivo. 
Condroblastos: Produzem fibras e a substância amorfa da matriz cartilaginosa. 
Transformam-se em condrócitos quando adultas. 
Condroclastos: São células ricas em lisossomos e responsáveis pela remodelagem da 
matriz. 
Osteoblastos: Produzem as fibras e substância amorfa da matriz óssea. Transformam-
se em osteócitos. 
Osteoclastos: São multinucleados. Degradam a matriz óssea, promovendo a 
reciclagem do tecido ósseo. 
 
4.3.1.3 Funções do Tecido Conjuntivo 
As funções dos tecidos conjuntivos variam conforme o tipo celular podendo ser 
energética, de sustentação, de nutrição, de preenchimento, de transporte de 
substâncias, participa de processos de regeneração em diferentes órgãos, faz conexão 
entre os tecidos e órgãos e proteja contra infecções. 
 
Observe abaixo os tipos de tecidos conjuntivos: 
 
4.3.1.4 Tecido Conjuntivo Propriamente Dito 
Tecido conjuntivo frouxo: Consiste de uma rede de fibras elásticas e finas fibras 
colágenas dispostas em todas as direções. Os espaços são preenchidos por uma 
matriz e por células conjuntivas. A principal função desse tecido é unir estruturas 
corporais. Um exemplo típico é a capada papilar da derme, localizada imediatamente 
abaixo da lâmina basal da epiderme (lembre-se da figura da pele). 
Um tipo especial de tecido conjuntivo frouxo é o Tecido adiposo, em que se 
encontram as células adiposas, ou adipócitos, especializadas no armazenamento de 
substâncias lipídicas (triglicerídeos). Essas células originam-se de células 
indiferenciadas, conhecidas como mesenquimatosas. 
 
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O principal tipo de tecido adiposo é a tela subcutânea (ou hipoderme), localizada sob 
a pele. Outros tecidos adiposos preenchem espaços entre órgãos internos, como o 
espaço em torno dos rins, são reserva energética, isolante térmico e também proteção 
contra choques mecânicos. 
 
Tecido conjuntivo denso: Dividido em não modelado e modelado. O tecido 
conjuntivo denso não modelado é também chamado fibroso ou irregular e é pobre 
em células e rico em fibras colágenas entrelaçadas em três direções. Isso lhe dá 
resistência e elasticidade. Presente nas cápsulas protetoras que envolvem órgãos 
internos, como rins, baço e fígado. Também é um dos constituintes da derme. O tecido 
conjuntivo denso modelado é também chamado de tendinoso e apresenta grande 
quantidade de fibras colágenas orientadas paralelamente e em algo grau de 
compactação, o que lhe confere alta resistência e pouca elasticidade. É o caso dos 
tendões (que ligam músculos aos ossos) e dos ligamentos (que ligam os ossos entre 
si). 
 
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4.3.1.5 Tecido Conjuntivo Hemocitopoietico (Sangue) 
Dá origem as células sanguíneas. Contém duas linhagens de células: a linfoide, que 
origina os linfócitos e a mieloide, que origina os demais leucócitos e também as 
hemácias (eritrócitos ou glóbulos vermelhos). Esse tecido se encontra na medula óssea 
vermelha, na extremidade (cabeça) dos ossos longos e no osso esterno. Observe 
abaixo a figura que apresenta a hematopoiese ou hemocitopoiese (formação das 
células sanguíneas). 
 
 
Os leucócitos (glóbulos brancos) 
Tem a propriedade de atravessar as paredes dos capilares sanguíneos (diapedese) e 
deslocam-se em diferentes tecidos, emitindo pseudópodes, com os quais podem fazer 
fagocitose de corpos estranhos de várias naturezas, incluindo microorganismos. 
Grandes variações no número dessas células podem ocorrer em curtos períodos de 
tempo, muitas vezes revelando processos infecciosos e alérgicos no organismo. Um 
pequeno aumento no número de leucócitos é chamado de leucocitose; na leucemia, 
o número é exageradamente alto, de dezenas de milhares por milímetro cúbico, 
enquanto o normal é de 7 aprocariontes e mitose ou meiose em 
eucariontes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Quanto às mitocôndrias, estão presentes em procariontes e eucariontes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Em relação ao citoesqueleto, é uma organela presente apenas em procariontes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
No caso dos cromossomos, estes são únicos em eucariontes e múltiplos em 
procariontes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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QUESTÃO 05 - Em comum, o que podemos encontrar entre uma célula 
procariótica com célula eucariótica vegetal e animal? 
 A) Mitocôndria, centríolos e flagelos. 
 B) Membrana plasmática, ribossomos e cromatina. 
 C) Membrana esquelética, ribossomos e cromatina. 
 D) Parede celular celulósica, membrana plasmática e lisossomos. 
QUESTÃO 06 - As principais diferenças entre uma célula animal e uma vegetal, 
no contexto morfológico, podem ser resumidas como: 
A) somente as células vegetais contêm parede celular, cloroplastos e um vacúolo 
central. 
B) somente as células animais contêm plasmodesmos e núcleos. 
C) as células animais apresentam mitocôndrias que estão ausentes nas células 
vegetais. 
D) as células vegetais são as únicas a apresentar lisossomos e centrossomos com 
centríolos. 
E) a maioria das células vegetais exibe flagelos. 
QUESTÃO 07 - Todos os seres vivos são formados por células, estruturas 
consideradas a unidade fundamental. Nos seres eucariontes, podemos destacar 
dois tipos principais: a célula animal e a célula vegetal. Esses dois tipos celulares 
apresentam várias características que permitem sua diferenciação. Sobre 
características celulares animais e vegetais, analise as afirmativas abaixo. 
Os plastos são organelas exclusivas das plantas, formadas por dupla membrana e que 
apresentam DNA próprio. Entre os plastos conhecidos, destaca-se o cloroplasto, que, 
por sua vez, está relacionado com a fotossíntese. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
O glioxissoma está relacionado com a síntese de carboidrato e está em maior 
quantidade nas células das sementes. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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QUESTÃO 08 - “As moléculas lipídicas constituem cerca de 50% da massa da 
maioria das membranas das células animais, e quase todo o restante são 
proteínas.” 
(ALBERTS, B. et al. Biologia Molecular da Célula. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed, 
2004.) 
Todas as moléculas lipídicas da membrana plasmática são totalmente: 
 A) hidrófobas, e o tipo predominante é o colesterol. 
B) hidrófobas, e o tipo predominante é o fosfoglicídeo. 
C) anfifílicas, e o tipo predominante é o colesterol. 
D) hidrófilas, e o tipo predominante é o fosfoglicerídeo. 
E) anfifílicas, e o tipo predominante é o fosfoglicerídeo. 
QUESTÃO 09 - Com relação às estruturas, processos e funções dos constituintes 
celulares, julgue os itens subsequentes. 
A membrana plasmática e a membrana mitocondrial apresentam constituição 
bioquímica semelhante, sendo proteínas e lipídios as moléculas orgânicas 
predominantes. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
Em relação à principal diferença entre a membrana citoplasmática das células 
eucarióticas e procarióticas, podemos afirmar que as últimas não possuem esteróis 
em sua composição 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 10 - A membrana plasmática é a fronteira que separa a célula viva de 
seu ambiente e controla o tráfego de dentro para fora e de fora para dentro da 
célula. Analise as afirmativas que tratam sobre a estrutura da membrana celular: 
O modelo de mosaico fluido é atualmente o mais aceito para a organização das 
moléculas na membrana plasmática. Nesse modelo, a membrana é uma estrutura 
fluida com um “mosaico” de várias proteínas incrustadas em uma bicamada de 
fosfolipídeos. 
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 ( ) Certo 
( ) Errado 
O fosfolipídeo é uma molécula anfipática, isto é, possui uma região hidrofílica e uma 
região hidrofóbica. A bicamada fosfolipídica pode formar uma fronteira estável entre 
dois compartimentos aquosos devido ao arranjo molecular que protege a cauda 
hidrofóbica dos fosfolipídeos da água, ao mesmo tempo em que expõe as cabeças 
hidrofílicas à água. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 11 - A membrana plasmática desempenha diversas funções na célula, 
entre as quais a capacidade seletiva. Em relação a essa função, assinale a 
alternativa correta. 
A) Na difusão facilitada, ocorre passagem de soluto sem gasto de energia, pois ele vai 
do meio hipotônico para o hipertônico. 
B) Osmose é a passagem do soluto sem gasto de energia, pois ele vai do meio 
hipertônico para o hipotônico. 
C) A exocitose é a passagem de partículas sólidas do meio exterior para o interior da 
célula. 
D) No transporte ativo, ocorre passagem de substâncias com gasto de energia, pois 
elas vão contra o gradiente de concentração. 
E) A pinocitose é a passagem de partículas líquidas do meio interior para o exterior da 
célula 
QUESTÃO 12 - Leia as afirmativas a seguir e avalie: 
A membrana plasmática é uma estrutura celular grossa e lisa, responsável por isolar o 
DNA das demais organelas da célula. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A membrana plasmática possui a função de proteger o núcleo da célula, apenas. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
A membrana plasmática não participa do metabolismo celular, pois sua função é 
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impedir que substâncias entrem na célula. 
orção iônica, participa da manutenção da normocalcemia. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 13 - Os principais componentes da membrana plasmática são os 
fosfolipídios e as proteínas. Essa mesma constituição ocorre nas membranas de 
algumas organelas celulares, mas NÃO ocorre em 
A) mitocôndrias. 
B) ribossomos. 
C) complexo de Golgi. 
D) lisossomos. 
QUESTÃO 14 - Os Lisossomos são estruturas que 
A) têm a sua origem no retículo endoplasmático rugoso. 
B) realizam a síntese e o transporte de proteínas. 
C) possuem ribossomos aderidos a sua superfície. 
D) sintetizam peróxido de hidrogênio. 
E) contêm lisoenzimas e enzimas que atuam em processos de degradação. 
QUESTÃO 15 - Qual é o tipo de processo de digestão enzimática que pode ocorrer 
por lisossomos na necrose? 
A) Cariolise. 
B) Endólise. 
C) Hemólise. 
D) Autólise. 
QUESTÃO 16 - As células eucarióticas possuem um complexo sistema de 
endomembranas que originam compartimentos com funções específicas, 
denominados organelas. A respeito da função e da estrutura das organelas 
celulares, julgue os itens subsecutivos. 
Os lisossomos são organelas que contêm ácido e diferentes enzimas hidrolíticas 
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responsáveis pela digestão de moléculas introduzidas na célula por meio de 
fagocitose. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Os lisossomos caracterizam-se pela presença de nove túbulos triplos ligados entre si, 
formando um tipo de cilindro. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 17 - A célula eucarionte tem diversas organelas que possuem funções 
distintas, mas que juntas formam um complexo sistema. Uma dessas organelas 
é o Complexo de Golgi. Quanto a melhor descrição das funções do Complexo de 
Golgi, assinale a alternativa correta. 
A) O Complexo de Golgi exerce uma importante função nas células: são responsáveis 
pelo processo de respiração celular 
B) O Complexo de Golgi é um sistema de túneis responsável pela síntese proteica e 
secreção de hormônios esteroides 
C) O Complexo de Golgi é uma organela constituída por vesículas esféricas, com 
múltiplas funções, tem muita importância na separação e endereçamento das 
moléculas sintetizadas nas células, encaminhando-as para as vesículas de secreção 
D) O Complexo de Golgi tem tamanho muito variável, frequentemente medindo 0,5-
3,0µm de diâmetro. Possui o interior ácido e contém diversas enzimas hidrolíticasque 
possuem atividade em pH ácido. O Complexo de Golgi é um depósito de enzimas 
utilizadas pelas células para digerir moléculas introduzidas por fagocitose 
QUESTÃO 18 - Com relação às estruturas, processos e funções dos constituintes 
celulares, julgue os itens subsequentes. 
O complexo de golgi executa a secreção celular, além de formar o acrossoma e o 
lisossomo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
As vesículas transportadoras destinadas à superfície celular são oriundas do complexo 
de Golgi e descarregam seu conteúdo fora da célula mediante processo de fagocitose. 
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( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 19 - A presença de células caliciformes é característica distintiva do 
epitélio de revestimento de superfícies mucosas, como as de órgãos do trato 
respiratório e intestinal. Essas células têm como principal atividade metabólica a 
produção de secreção, composta por uma mistura de proteínas altamente 
glicosiladas, chamadas mucinas, bem como de proteoglicanos e eletrólitos. Na 
base dessas células pode-se encontrar o compartimento de síntese de 
componentes proteicos, e o ápice é quase totalmente preenchido por vesículas 
que acumulam temporariamente produtos de secreção. Uma região 
intermediária onde ocorrem o processamento pós-traducional das cadeias 
polipeptídicas e o direcionamento das moléculas recém-formadas contém uma 
organela bastante desenvolvida com cisternas dilatadas em associação com as 
vesículas de secreção. Essa organela é denominada 
A) lisossomo. 
B) hidrogenossomo. 
C) complexo de Golgi. 
D) retículo endoplasmático rugoso. 
E) nucléolo. 
QUESTÃO 20 - O cloranfenicol é um antibiótico de largo espectro, sendo eficaz 
contra bactérias gram-negativas, gram-positivas e riquétsias. Seu efeito é inibir 
a síntese de substâncias pelos ribossomos. Considerando essas informações, 
assinale a alternativa que apresenta a única substância sintetizada pelos 
ribossomos. 
A) glicolipídio 
B) RNA mensageiro 
C) ATP 
D) DNA 
E) proteína 
QUESTÃO 21 - Todas as células têm em comum a membrana plasmática, o 
citosol, um ou mais cromossomos e ribossomos. Em relação aos ribossomos, 
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avalie as afirmativas a seguir. 
São essenciais à transcrição. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
São formados por moléculas de RNA e proteínas. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
Ligam-se a moléculas de RNAm para exercer sua função. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 22 - Um estudante compara a função das mitocôndrias das células 
humanas a um motor à combustão de um veículo. 
Essa comparação é pertinente, pois nas mitocôndrias ocorre o fenômeno da 
A) respiração celular, que consiste na queima da glicose para liberar energia para as 
funções do organismo. 
B) fotossíntese, que consiste na produção de glicose a partir de lipídeos. 
C) respiração celular, que consiste na produção de glicose a partir de lipídeos. 
D) fotossíntese, que consiste na queima da glicose para liberar energia para as funções 
do organismo. 
QUESTÃO 23 - Com relação à produção de energia pelo corpo humano, pode-se 
afirmar que a quantidade de mitocôndrias por célula, bem como o número de 
cristas por mitocôndria, pode variar de acordo com: 
A) A exigência energética do tecido em questão. 
B) A estação do ano em que a análise foi realizada. 
C) A disponibilidade de nutrientes. 
D) A presença de vitaminas do complexo B. 
E) A hidratação do tecido estudado. 
QUESTÃO 24 - De acordo com a teoria da endossimbiose, há estruturas 
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eucarióticas que, em algum momento de sua história filogenética, foram células 
bacterianas de vida livre. Sobre o tema avalie o item: 
A característica de estrutura eucariótica que justifica essa teoria é o fato do DNA dos 
cloroplastos e das mitocôndrias serem circulares 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 25 - O nucléolo é uma massa densa presente no interior do núcleo 
constituído por proteínas e ácidos nucleicos. Sua formação é controlada por 
certos cromossomos que possuem a região organizadora de nucléolo (RON). Leia 
com atenção os itens abaixo e marque a opção correta sobre o nucléolo: 
A) É o local de produção das proteínas ribossômicas. 
B) É o local de produção do RNA ribossômico e das subunidades ribossômicas. 
C) Não pode ser visto do núcleo interfásico. 
D) É uma estrutura intranuclear envolvida por membrana. 
QUESTÃO 26 - Avalie os itens: 
Todas as células são formadas por membrana, citoplasma e núcleo delimitando o 
material genético por membrana nuclear. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
As células que possuem núcleo delimitado pela carioteca são chamadas de 
eucarióticas. Aquelas que possuem material genético disperso no citoplasma recebem 
o nome de procarióticas. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
Além do núcleo, o material genético pode ser encontrado em duas organelas 
celulares: os cloroplastos e as mitocôndrias. Os cloroplastos são encontrados 
exclusivamente nas células fotossintetizantes, e as mitocôndrias encontram-se em 
todas as células eucarióticas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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QUESTÃO 27 - Os vacúolos são organelas celulares responsáveis pelo balanço 
hídrico celular, no entanto, possuem outras funções e propriedades dependendo 
do tipo de célula em que ele ocorre. Assinale a alternativa que não corresponde 
a uma destas funções: 
A) Em células em crescimento, muitos compostos orgânicos e inorgânicos acumulam 
nos vacúolos criando uma pressão osmótica que é responsável pela pressão de 
turgescência necessária para o crescimento e manutenção da forma dos tecidos 
B) Têm importante papel na homeostase de íons, mantendo as concentrações de 
alguns íons constantes e em níveis adequados no citosol 
C) São também ricos em enzimas hidrolíticas (proteases etc) que participam da 
degradação das macromoléculas celulares durante o processo de senescência 
D) Sintetizam e acumulam grandes quantidades de triacilgliceróis durante o 
desenvolvimento da semente 
QUESTÃO 28 - Considerando a figura abaixo, que ilustra uma célula vegetal 
típica, julgue os itens a seguir, a respeito das características morfológicas e 
funcionais das organelas e das estruturas celulares indicadas pelos números de 
1 a 8. 
 
A estrutura celular indicada pelo número 4 é um vacúolo de suco celular cuja função 
é manter a pressão hidrostática no interior da célula vegetal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 29 - Em livro de Biologia a descrição morfológica de uma organela 
dizia: “é constituído por um material amorfo no qual estão colocados 27 
microtúbulos. Esses microtúbulos dispõem-se em 9 feixes, cada um deles com 3 
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microtúbulos paralelos. Os 3 microtúbulos de cada feixe são presos entre si.” 
Essa descrição refere-se a qual organela? 
A) Fuso mitótico. 
B) Centríolo. 
C) Cílio. 
D) Flagelo. 
 
QUESTÃO 30 - A célula vegetal, típica de seres vivos fotossintetizantes apresenta 
características celulares básicas comuns às células animais. Mas também, se 
caracteriza por apresentar especificidades e características exclusivas. Sobre as 
células vegetais que constituem as angiospermas, todas as estruturas abaixo 
estarão presentes, exceto: 
A) Núcleo individualizado 
B) Parede celular 
C) Mitocôndrias 
D) Vacúolos 
E) Centríolos 
QUESTÃO 31 - Considerando a figura abaixo, que ilustra uma célula vegetal 
típica, julgue os itens a seguir, a respeito das características morfológicas e 
funcionais das organelas e das estruturas celulares indicadas pelos números de 
1 a 8. 
 
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Os centríolos são organelas citoplasmáticas responsáveis pelo processo de divisão 
celular; na figura, correspondem à estruturaindicada pelo número 2. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 32 - O citoesqueleto tem importante papel nas células eucarióticas. 
Assinale a alternativa que não está relacionado às funções do citoesqueleto nas 
células. 
A) Integridade estrutural 
B) Aquisição da forma 
C) Respiração celular 
D) Movimentação celular 
E) Transporte de organelas 
QUESTÃO 33 - Nas células, o citoesqueleto exerce variadas e importantes 
funções. Considerando o tema, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Os principais elementos do citoesqueleto são os microtúbulos, filamentos de actina 
e filamentos intermediários. 
B) Os microtúbulos e os microfilamentos de actina presentes no citoesqueleto, com a 
cooperação das proteínas motoras, participam dos movimentos celulares e dos 
deslocamentos de partículas dentro das células. 
C) O citoesqueleto é responsável também pelos movimentos celulares como 
contração, formação de pseudópodos e deslocamentos intracelulares de organelas, 
cromossomos, vesículas e grânulos diversos. 
D) Os filamentos de actina, ou microfilamentos, são estruturas dinâmicas que se 
organizam em feixes ou redes, ao contrário dos microtúbulos que são filamentos 
isolados. 
E) O citoesqueleto é formado por corpúsculos tetraédricos visíveis nas células vivas 
quando examinadas ao microscópio óptico, sem a necessidade de qualquer coloração. 
QUESTÃO 34 - Avalie os itens: 
As células do corpo humano apresentam alto grau de organização. Nas células 
humanas, o citoesqueleto é um arcabouço complexo de sustentação, formado por 
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microtúbulos, microfilamentos e filamentos de proteínas, os quais definem a forma da 
célula e permitem que a célula realize movimentos 
( ) Certo 
( ) Errado 
Na célula eucariótica, o citosol é a porção do citoplasma na qual estão imersas as 
organelas e as inclusões. Ele é formado principalmente de água, onde encontramos 
componentes inorgânicos e orgânicos dispersos. Também é chamado de substância 
fundamental ou matriz citoplasmática. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 35 - Os vegetais possuem uma organela intracelular especializada 
chamada cloroplasto. Existem evidências de que essas estruturas são 
descendentes de bactérias fotossintetizantes. Além da fotossíntese, os 
cloroplastos atuam na célula vegetal: 
A) sintetizando ácidos graxos com as enzimas do estroma. 
B) criando todos os aminoácidos desses organismos. 
C) acumulando grandes quantidades de água. 
D) sintetizando seiva bruta. 
E) criando meristemas primários. 
QUESTÃO 36 - A respeito da célula vegetal e seus componentes, analise as 
afirmativas. 
Vacúolos e cloroplastos destacam-se nas células vegetais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Cloroplastos, vacúolos, retículo endoplasmático e Complexo de Golgi são estruturas 
exclusivas de células vegetais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
No cloroplasto ocorrem pequenos discos denominados tilacoides, organizados em 
pilhas denominadas granum. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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ORGANELAS CELULARES 
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QUESTÃO 37 - A parede celular típica é uma estrutura que envolve as células de 
muitos seres vivos, conferindo rigidez, forma e proteção, porém, ela é ausente 
em 
A) vegetais, algas e fungos. 
B) animais, protozoários e espécies de Mycoplasma. 
C) vegetais, algas e maioria das bactérias. 
D) animais, fungos e maioria das bactérias. 
E) protozoários, fungos e espécies de Mycoplasma. 
QUESTÃO 38 - As células vegetais apresentam como uma de suas características 
a ocorrência da parede celular. Sobre a parede celular das células vegetais, 
avalie: 
Embora muitas células apresentem somente a parede primária, em outras o 
protoplasto deposita uma parede secundária. A parede celular secundária é 
depositada internamente à parede primária, após a parede primária ter cessado seu 
crescimento e não aumentar mais em superfície. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A lamela mediana consiste em uma camada rica em substâncias pécticas depositada 
entre as duas paredes celulares primárias de células adjacentes, sendo atravessada 
pelos plasmodesmos que conectam os protoplastos destas células. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A celulose é o principal componente das paredes celulares dos vegetais. Além de 
celulose, são encontrados em quantidades variáveis moléculas como as 
hemiceluloses, pectinas, lignina, cutina e suberina, entre outras. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
Citologia | 
ORGANELAS CELULARES 
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Gabarito: 01 Certo, Errado, Certo, Errado | 02 C | 03 D | 04 Errado, Certo, Errado, 
Errado | 05 C | 06 A | 07 Certo, Certo| 08 E | 09 Certo, Certo | 10 Certo, Certo | 11 
D | 12 Errado, Errado, Errado | 13 B | 14 E | 15 D | 16 Certo, Errado | 17 C | 18 
Certo, Errado | 19 C | 20 E | 21 Errado, Certo, Certo| 22 A | 23 A | 24 Certo | 25 
B | 26 Errado, Certo, Certo | 27 D | 28 Certo | 29 B | 30 E | 31 Errado | 32 C | 33 
E | 34 Certo, Certo | 35 A | 36 Certo, Errado, Certo | 37 B | 38 Certo, Certo, 
Certo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meus caros e minhas caras, chegamos ao final das considerações deste bloco! Foi 
uma jornada muito proveitosa que, tenho certeza, renderá um bom aproveitamento. 
 
Abaixo deixo meus contatos para dúvidas: 
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BIOLOGIA 
Virologia 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR .......................................................................................... 5 
1 Roteiro do PDF FOCADO................................................................................................ 6 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS .................................................................................. 7 
CONCEITO ............................................................................................................................................ 7 
DESCOBERTA ....................................................................................................................................... 7 
ESTRUTURA ......................................................................................................................................... 8 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................... 9 
OUTRAS CARACTERÍSTICAS................................................................................................................. 10 
REPRODUÇÃO .................................................................................................................................... 11 
AIDS ................................................................................................................................... 12 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 12 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 12 
FISIOPATOLOGIA ................................................................................................................................ 13 
CICLO DE VIDA ................................................................................................................................... 14 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 14 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 15 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 16 
PREVENÇÃO .......................................................................................................................................17 
HEPATITES VIRAIS .............................................................................................................. 17 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 17 
AGENTES CAUSADORES ...................................................................................................................... 17 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 19 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 19 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 20 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 20 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL ........................................................................................................... 20 
DENGUE ............................................................................................................................. 21 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 21 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 22 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 22 
FORMAS CLÍNICAS.............................................................................................................................. 23 
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PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 24 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 24 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 25 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 25 
EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................................................ 25 
FEBRE AMARELA ................................................................................................................ 26 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 26 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 27 
EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................................................ 27 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 27 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 28 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 29 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 29 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 29 
COVID 19 ............................................................................................................................ 30 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 30 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 31 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 31 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 32 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 33 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 33 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 34 
INFLUENZA ......................................................................................................................... 34 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 34 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 34 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 35 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 36 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 36 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 36 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 36 
GRIPE X RESFRIADO ........................................................................................................................... 37 
SARAMPO .......................................................................................................................... 37 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 37 
Virologia | 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR 
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AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 38 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 38 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 38 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 40 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 40 
HERPES............................................................................................................................... 40 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 40 
AGENTE CAUSADOR ...........................................................................................................................41 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 41 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 43 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 43 
VARÍOLA ............................................................................................................................ 44 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 44 
HISTÓRIA ........................................................................................................................................... 44 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 45 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 45 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 45 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 47 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 47 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 47 
VARÍOLA DOS MACACOS .................................................................................................................... 47 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS 
CONCEITO 
Os vírus são organismos pequenos e bastante simples que são considerados seres 
vivos por alguns autores e não vivos por outros. 
São conhecidos, principalmente, por causarem várias doenças e serem considerados 
parasitas intracelulares obrigatórios. 
 
DESCOBERTA 
LOUIS PASTEUR (1822 – 1895) foi o primeiro a utilizar o termo vírus para explicar o 
que seria o agente causador da doença raiva 
A técnica de filtração foi sua aliada nessa descoberta, pois o filtro utilizado retia 
bactérias e deixava passar seres ainda menores 
 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS 
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ESTRUTURA 
Para se ter ideia da dimensão desses organismos, o menor vírus de que se tem registro 
possui apenas 20 nm de diâmetro, sendo ele, portanto, menor que um ribossomo. 
 
Os vírus são formados por ácidos nucleicos, RNA (ácido ribonucleico) ou DNA (ácido 
desoxirribonucleico), envolvidos por uma capa proteica chamada de capsídeo. 
 Além desses componentes, alguns vírus ainda podem ser revestidos por uma película 
de gordura e proteína (envelope). 
 
 
ÁCIDOS NUCLEICOS (RNA E DNA): são as informações contidas no vírus que deverão ser 
utilizadas para sintetizar proteínas na célula invadida; 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS 
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CAPSÍDEO: envolve e protege o ácido nucleico viral da digestão por enzimas. Além disso, 
possui regiões que permitem a passagem do ácido nucleico para injetar no citoplasma da 
célula hospedeira; 
 
ENVELOPE DE GLICOPROTEÍNAS: revestimento formado por lipídios e proteínas ao redor 
do capsídeo, que são utilizadas para invadir a membrana celular e se ligar a ela, facilitando 
a fixação do vírus. 
 
O genoma dos vírus é bastante diferenciado, existindo organismos com DNA de 
dupla fita, DNA de fita simples, RNA de dupla fita ou RNA de fita simples. 
Independentemente do tipo de material genético observado, o genoma é 
organizado, geralmente, na forma de uma única molécula linear ou circular. 
CLASSIFICAÇÃO 
ADENOVÍRUS: formados por DNA, por exemplo o vírus da pneumonia. 
RETROVÍRUS: formados por RNA, por exemplo o vírus HIV. 
ARBOVÍRUS: transmitidos por insetos, por exemplo o vírus da dengue. 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS 
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BACTERIÓFAGOS: vírus que infectam bactérias. 
MICÓFAGOS: vírus que infectam fungos. 
 
OUTRAS CARACTERÍSTICAS 
• São seres acelulares, ou seja, não possuem células; 
• São microscópicos; 
• São seres diversificados e, portanto, não possuem um padrão; 
• São capazes de sofrer mutações; 
• Fora de um organismo hospedeiro cristalizam-se como os minerais; 
• Não possuem metabolismo próprio e, por isso, a reprodução ocorre em uma 
célula viva. 
O material genético de um vírus pode mudar geneticamente, produzindo 
variabilidade genética, através de mutação ou recombinação. 
Na MUTAÇÃO de um vírus ocorre a alteração de sua sequência de ácido nucleico, 
DNA ou RNA. Já a RECOMBINAÇÃO é resultado da troca de trechos do material genético. 
 
Quando um vírus não se encontra dentro de uma célula de um organismo vivo, a 
partícula viral recebe o nome de VÍRION. O vírion é a forma completa e isolada de um 
vírus, que pode se cristalizar por tempo indeterminado. 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS 
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Afinal, os vírus são ou não são SERES VIVOS? 
NÃO: não possuem metabolismo fora de uma célula, muitos autores não admitem que eles 
sejam considerados seres vivos. 
SIM: podem duplicar-se, apresentam variabilidade 
REPRODUÇÃO 
No processo de reprodução dos vírus há a duplicação do material genético viral e a 
síntese das proteínas na medida em que ele inibe o funcionamento normal da célula. 
Os vírus utilizam os ribossomos das células eucarióticas para traduzir o RNA mensageiro 
viral e, assim, produzirem proteínas virais dentro da célula. 
 
Etapas de reprodução dos vírus: 
1. ADSORÇÃO: ocorre a interação entre a célula que será parasitada e os vírus, 
formando ligações entre os seres invasores e os receptores na membrana da 
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AIDS 
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célula. 
2. PENETRAÇÃO: acontece a entrada do vírus em sua totalidade ou parcialmente 
na célula. 
3. DESNUDAMENTO: o ácido nucleico do vírus é liberado no interior da célula, 
separando-se do seu capsídio. 
4. BIOSSÍNTESE: o material genético é duplicado e ocorre a síntese das proteínas 
necessárias para formar o capsídio. 
5. MORFOGÊNESE: acontece a organização das estruturas formadoras do 
capsídio e do material genético. 
6. LIBERAÇÃO: ocorre a lise da célula e a liberação dos vírus. No caso dos 
envelopados, ocorre o brotamento desses organismos. 
AIDS 
CONCEITO 
Conjunto de sintomas e infecções resultantes do dano do sistema imunológico 
ocasionado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), cujo principal alvo são os 
linfócitos T-CD4, fundamentais para coordenar as defesas do organismo. 
AIDS é o estágio mais avançado da doença causada pelo vírus HIV, que acomete o 
sistema imunológico. AIDS é a sigla em inglês para SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA 
ADQUIRIDA (Acquired Immunodeficiency Syndrome). 
AGENTE CAUSADOR 
O HIV (vírus da imunodeficiência humana) pertence ao grupo dos RETROVÍRUS e sua 
principal característica é ter a sua informação genética na forma de RNA e uma membrana 
lipídica circundando a cápside. 
Possui uma enzima denominada TRANSCRIPTASE REVERSA, cuja finalidade é 
transformar o código genético de RNA para DNA, facilitando assim a sua integração dentro 
do material genético da célula hospedeira. Uma vez inserido, o vírus condiciona essa célula 
a produzir mais células RNA virais. 
 
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AIDS 
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FISIOPATOLOGIA 
Como todos os vírus, o HIV precisa infectar uma célula para sobreviver e sereproduzir. 
No ser humano, o HIV infecta as células que apresentam em sua membrana uma 
molécula denominada LINFÓCITO CD4, que tem um receptor reconhecido pela 
glicoproteína 120 viral (GP120) 
 
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AIDS 
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CICLO DE VIDA 
1. A GP120 e a GP41 do HIV prendem-se à superfície da célula CD4 não infectada, 
fundindo-se com a membrana celular; 
2. O conteúdo do núcleo do vírus se esvazia na célula hospedeira; 
3. A enzima transcriptase reversa do HIV copia o material genético viral a partir do 
RNA de um DNA de filamento duplo; 
4. O DNA de filamento duplo é unido ao DNA celular pela ação da enzima 
integrase do HIV; 
5. Utilizando o DNA integrado ou provírus como uma cópia, a célula produz novas 
proteínas virais e RNA viral; 
6. Juntam-se ao RNA viral e formam novas partículas virais; 
7. A novas partículas virais brotam da célula e iniciam o processo em outras 
células. 
TRANSMISSÃO 
• Transmissão sexual (DST); 
• Transmissão sanguínea; 
• Uso de drogas injetáveis; 
• Transmissão vertical (da mãe para o filho durante a gravidez); 
• Transplantes de órgão; 
• Inseminação artificial. 
 
 
 
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AIDS 
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SINTOMAS INICIAIS: Febre persistente; Calafrios; Cefaleia; Dor de garganta; Dores 
musculares; Manchas na pele; Gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na 
virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. 
 À medida que a doença vai progredindo e o sistema imunológico vai sendo 
comprometido, começam a surgir doenças oportunistas como tuberculose, pneumonia, 
alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso como toxoplasmose e 
meningites. 
 
Classificação da AIDS quanto aos estágios dos sintomas: 
• GRUPO I: Infecção aguda. Caracteriza-se por sinais e sintomas transitórios 
(síndrome mononucleose-símile, rash cutâneo, linfadenopatia, mialgia, 
alteração neurológica tipo meningismo, febre e mal-estar); 
• GRUPO II: Infecção assintomática. Caracteriza-se pela ausência de sinais e 
sintomas específicos da infecção pelo HIV em indivíduos soropositivos; 
• GRUPO III: Linfadenopatia persistente generalizada. Em indivíduos soropositivos 
para HIV, apresenta linfadenopatia envolvendo duas ou mais regiões extra-
inguinais, com duração de pelo menos 3 meses, desde que sejam excluídas 
outras causas de aumento dos gânglios linfáticos. O estado geral do paciente 
geralmente é bom, raramente se observando hepatoesplenomegalia; 
• GRUPO IV: Engloba outras doenças como doença constitucional (linfadenopatia 
generalizada, astenia, diarreia, febre, sudorese noturna e emagrecimento 
superior a 10% do peso corporal anterior), doença neurológica, doenças 
infecciosas secundárias, neoplasias secundárias. 
DIAGNÓSTICO 
A DETECÇÃO LABORATORIAL DO HIV é realizada por meio de técnicas que pesquisam 
ou quantificam anticorpos, antígenos, material genético por técnicas de biologia molecular 
(carga viral) ou isolamento direto do vírus (cultura). 
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AIDS 
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TRATAMENTO 
Ainda não existe cura para a AIDS, uma vez que não há um tratamento específico 
capaz de erradicar o vírus do corpo humano. No entanto, já existem várias drogas capazes 
de retardar a manifestação da doença. 
Para o tratamento, existem muitos tipos de medicamentos chamados de 
ANTIRRETROVIRAIS, os quais podem ser utilizados de forma combinada, conforme 
indicação médica. O mecanismo de ação do medicamento age ao impedir a formação de 
novos vírus e ao impossibilitar que as células de defesa do organismo sejam destruídas. 
 
ECONOMIA VERDE: Economia que encontra caminhos para reduzir suas cotas de 
emissão de poluentes na atmosfera. É uma economia de baixo carbono, a qual emprega 
tecnologia sustentável. Ou seja, o sistema de produção segue etapas que atendem a 
processos justos, economicamente viáveis e ambientalmente adequados. 
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HEPATITES VIRAIS 
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PREVENÇÃO 
Praticar sexo com uso de preservativos; 
Não compartilhar seringas, agulhas, alicates ou outros objetos cortantes e perfurantes; 
 Mulheres grávidas e portadoras do vírus HIV devem realizar tratamento para evitar a 
transmissão ao filho. 
 
 
HEPATITES VIRAIS 
CONCEITO 
Hepatites virais são infecções provocadas por vírus que atingem o fígado. Essas 
infecções podem promover alterações leves a graves. Geralmente, a doença é silenciosa, 
não apresentando sintomas nas fases iniciais. 
AGENTES CAUSADORES 
Os vírus causadores de hepatite são denominados utilizando-se as letras do alfabeto, 
sendo os vírus causadores da doença chamados de vírus da hepatite A (HAV), vírus da 
hepatite B (HBV), vírus da hepatite C (HCV), vírus da hepatite D (HDV) e vírus da hepatite E 
(HEV). Outros vírus podem desencadear a doença, entretanto, o impacto epidemiológico 
deles é menor. 
 
Virologia | 
HEPATITES VIRAIS 
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Virologia | 
HEPATITES VIRAIS 
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TRANSMISSÃO 
HEPATITE A e HEPATITE E: ocorre por via fecal-oral, estando, portanto, relacionada 
com a higiene pessoal e a disponibilidade de saneamento básico 
HEPATITES B, C e D: podem ser transmitidas da mãe para o bebê, por meio de 
objetos perfurocortantes contaminados, pela via sexual e pela transfusão de sangue 
 
SINTOMAS 
Em alguns casos, a pessoa pode apresentar-se assintomática ou com sintomas leves. 
Podem surgir os SINTOMAS TÍPICOS de hepatite, os quais incluem febre, icterícia (pele e 
olhos amarelados) e colúria (urina escura). 
As hepatites B, C e D podem provocar o desenvolvimento de formas crônicas, o que 
favorece o desenvolvimento de cirrose e câncer no fígado 
 
Virologia | 
HEPATITES VIRAIS 
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TRATAMENTO 
As hepatites A e E não apresentam tratamentos específicos. 
No caso das hepatites B e D, o tratamento não visa à cura da doença, sendo realizado, 
principalmente, para evitar o grande comprometimento do fígado. 
 A hepatite C, por sua vez, apresenta alta taxa de cura, sendo o tratamento com 
antivirais responsável pela cura em cerca de 95% dos casos 
 
PREVENÇÃO 
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como alicates de unha, lâminas de 
barbear e escovas de dente. 
• Observar, ao fazer uma tatuagem ou colocar piercing, se o local obedece às 
normas de segurança. 
• Não compartilhar agulhas e seringas. 
• Utilizar camisinha em todas as relações sexuais. 
• Vacinar-se contra as hepatites para as quais existe vacinação (hepatite A e B). 
• Lavar sempre as mãos. 
• Higienizar bem os alimentos, em especial aqueles que serão ingeridos crus. 
• Ingerir apenas água tratada. 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
MARCADORES BIOQUÍMICOS INESPECÍFICOS (TGO/TGP, bilirrubinas, fosfatase 
alcalina etc.) 
TESTES SOROLÓGICOS (Detectar o anticorpo ou antígeno) Testes rápidos: 
imunoensaios cromatográficos; ELISA; IgM-fase aguda. IgG-marcador de infecção 
passada ou resposta vacinal. 
Virologia | 
DENGUE 
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 BIOLOGIA MOLECULAR (Detecção do ácido nucleico viral) 
 
 
DENGUE 
CONCEITO 
A dengue é uma doença viral causada por um ARBOVÍRUS transmitido pela picada 
do mosquito Aedes aegypti. 
Entre seus principais sintomas, destacam-se a febre, dores no corpo e manchas 
vermelhas. 
 
Virologia | 
DENGUE 
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AGENTE CAUSADOR 
Causada por um ARBOVÍRUS, que é um vírus transmitido por meio de picada de 
insetos, sendo esse o caso do vírus causador da dengue e também do vírus causador da 
zika e da chikungunya. 
 O vírus da dengue apresenta quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4. Pertencente ao gênero 
Flavivírus e família Flaviviridae. 
 
TRANSMISSÃO 
A dengue é uma doença transmitida, nas Américas, pela picada do mosquito chamado 
Aedes aegypti. 
 Vale salientar que o mosquito Aedes albopictus é um vetor importante na Ásia,porém 
no Brasil, apesar de presente, não está comprovadamente relacionado com a transmissão 
da dengue. 
 
 
Virologia | 
DENGUE 
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A FÊMEA DO MOSQUITO necessita de sangue para conseguir produzir seus ovos, 
portanto, é ela a responsável por picar os seres humanos. 
Para transmitir o vírus, o Aedes aegypti deve alimentar-se do sangue de uma pessoa 
doente. 
Após se alimentar desse sangue, o vírus, depois de alguns dias, invade a glândula 
salivar do mosquito e o torna infectante de maneira permanente. 
Quando a fêmea do mosquito pica uma pessoa, o vírus é transmitido por meio da 
saliva. 
O mosquito transmissor da dengue apresenta HÁBITO DIURNO, sendo encontrado 
com frequência em ambientes urbanos e dentro dos domicílios. 
 Ele NECESSITA DE ÁGUA PARADA para sua reprodução, uma vez que após a eclosão 
dos ovos, as larvas do mosquito desenvolvem-se no meio aquático. Em média, o tempo 
entre a eclosão do ovo e o mosquito tornar-se adulto é de 10 dias 
 
Larvas do mosquito da Dengue em água parada 
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais 
velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm 
maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte. 
FORMAS CLÍNICAS 
DENGUE CLÁSSICA: caracteriza-se pela presença de sintomas clássicos da doença, 
como febre alta, dor no corpo, mal estar, dor de cabeça, manchas na pele e coceira. 
Virologia | 
DENGUE 
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Geralmente, a doença tem duração de uma semana. 
 
 FEBRE HEMORRÁGICA DA DENGUE: nessa forma clínica, observa-se os sintomas 
semelhantes àqueles apresentados na dengue clássica, entretanto, há uma evolução rápida 
para quadros mais graves. Na febre hemorrágica da dengue, verifica-se a presença de 
fenômenos hemorrágicos e aumento do tamanho do fígado. Essa forma da doença é grave. 
 
PREVENÇÃO 
Por necessitar da água para seu ciclo de vida, o número de mosquito aumenta nos 
meses chuvosos, o que também aumenta os casos da doença. 
 Para evitar a transmissão da dengue, portanto, é importante cuidar para evitar a 
proliferação do mosquito. 
DIAGNÓSTICO 
• MÉTODOS DIRETOS 
Pesquisa de vírus (isolamento viral por inoculação em células); 
Pesquisa de genoma do vírus da dengue por transcrição reversa seguida de reação 
em cadeia da polimerase (RT-PCR). 
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DENGUE 
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• MÉTODOS INDIRETOS 
Pesquisa de anticorpos IgM por testes sorológicos (ensaio imunoenzimático – ELISA, 
imunocromatografia); 
Teste de neutralização por redução de placas (PRNT); 
Inibição da hemaglutinação (IH); 
Pesquisa de antígeno NS1 (ensaio imunoenzimático – ELISA); 
Patologia: estudo anatomopatológico seguido de pesquisa de antígenos virais por 
imuno-histoquímica (IHQ). 
• EXAMES INESPECÍFICOS: 
O hematócrito, a contagem de plaquetas e a dosagem de albumina auxiliam na 
avaliação e no monitoramento dos pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de 
dengue, especialmente os que apresentarem sinais de alarme ou gravidade. 
TRATAMENTO 
A dengue é uma doença que possui cura, sendo o nosso corpo responsável por 
combater o problema. Geralmente, a cura ocorre de maneira espontânea após 10 dias. 
 Não existe um tratamento específico para dengue, sendo medicamentos utilizados 
apenas para tratar sintomas, como febre e dor no corpo. 
Algumas medidas, no entanto, são recomendadas para pacientes que apresentam a 
doença. Entre as principais recomendações estão hidratar-se bem e repousar 
PREVENÇÃO 
• Não deixar água parada em garrafas, vasos de planta e pneus; 
• Manter lixeiras tampadas e protegidas da chuva; 
• Limpar os vasinhos de planta e vasilhas usadas para colocar água para animais; 
• Retirar água de plantas que acumulam água, como as bromélias; 
• Manter as piscinas sempre limpas; 
• Limpar as calhas; 
• Manter caixas de água e cisternas tampadas; 
• Descartar adequadamente objetos que acumulam água. 
EPIDEMIOLOGIA 
Por ser uma doença de notificação compulsória no Brasil, todo caso suspeito deve ser 
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FEBRE AMARELA 
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comunicado, pela via mais rápida, ao Serviço de Vigilância Epidemiológica mais próximo. 
 
Sério PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA NO MUNDO, especialmente nos países tropicais, 
onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do 
Vetor 
O vírus circula sob a forma de EPIDEMIA de grande magnitude, e sob a forma 
hiperendêmica, nos lugares onde um ou mais sorotipos circularam anteriormente 
 
FEBRE AMARELA 
CONCEITO 
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus 
transmitido por mosquitos vetores. 
 
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FEBRE AMARELA 
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AGENTE CAUSADOR 
ÉO vírus da Febre Amarela é um tipo de Flavivírus , um pequeno vírus com envelope 
cujo diâmetro varia de 40 a 60 nm . 
 RNA de fita simples 
EPIDEMIOLOGIA 
Atualmente, a febre amarela silvestre (FA) é uma DOENÇA ENDÊMICA NO BRASIL 
(REGIÃO AMAZÔNICA) 
 É uma doença de notificação compulsória imediata, ou seja, todo evento suspeito 
(tanto morte de primatas não humanos, quanto casos humanos com sintomatologia 
compatível) deve ser prontamente comunicado 
 
 
TRANSMISSÃO 
Essa doença pode ser classificada em FEBRE AMARELA SILVESTRE e FEBRE 
AMARELA URBANA, sendo a principal diferença entre as duas o vetor 
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FEBRE AMARELA 
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Nas áreas silvestres, a transmissão é feita pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus 
e Sabethes; na área urbana, a transmissão é feita pelo mosquito Aedes aegypti 
 
 
A febre amarela urbana não é registrada no país desde 1942. Enquanto o Aedes aegypti 
encontrava-se erradicado, havia uma relativa segurança quanto à não possibilidade de 
reurbanização do vírus amarílico. 
 Entretanto, a reinfestação de extensas áreas do nosso território por este vetor, já 
presente em quase todos os municípios do país, traz a possibilidade de reestabelecimento 
deste ciclo de transmissão do vírus. 
Outros animais também podem desenvolver a doença, como é o caso de MACACOS, 
que são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus em ambientes silvestres. 
 A transmissão de uma pessoa para a outra não é possível. 
SINTOMAS 
A febre amarela, assim como o nome sugere, causa febre e, em casos graves, o 
surgimento de ICTERÍCIA, ou seja, olhos e pele ficam amarelados. As manifestações iniciais 
são calafrios, prostração, dores musculares e de cabeça, enjoo e vômitos. 
Depois de alguns dias, podem surgir problemas renais e hepáticos, assim como 
manifestações hemorrágicas, que podem afetar a gengiva, nariz, estômago e intestino. 
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FEBRE AMARELA 
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O período de incubação do vírus varia de 3 a 6 dias e geralmente os sintomas duram, 
no máximo, 10 dias. A gravidade dessa doença varia muito de indivíduo para outro, 
podendo levar à morte em uma semana caso o tratamento não se realize a tempo 
DIAGNÓSTICO 
Os médicos suspeitam de febre amarela quando as pessoas que vivem em uma área 
em que a infecção é comum possuem os SINTOMAS TÍPICOS. 
 LABORATORIAL: através da cultura do vírus ou pela detecção dos anticorpos contra 
o vírus no sangue. Ou podem ser usadas técnicas de reação em cadeia da polimerase (PCR) 
para fazer muitas cópias do material genético do vírus. 
TRATAMENTO 
É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, 
deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando 
indicado. 
Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva 
(UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. 
Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode 
favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.PREVENÇÃO 
A VACINAÇÃO contra febre amarela é gratuita e está disponível nos postos de saúde. 
Ela deve ser administrava após os seis meses de idade. 
 Combate ao mosquito vetor e uso de repelentes. 
 
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COVID 19 
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COVID 19 
CONCEITO 
A COVID-19 (Coronavirus disease – 2019) é uma doença causada por um vírus 
da família do coronavírus, o SARS-CoV-2. Esse vírus, assim como outros dessa família, é 
capaz de provocar infecções que afetam o sistema respiratório. 
Pode facilmente ser confundida com uma gripe ou resfriado. 
HISTÓRICO: Os primeiros casos da doença ficaram conhecidos no final de 2019, 
quando a Organização Mundial da Saúde foi comunicada sobre vários casos de pneumonia, 
sem causa definida, ocorrendo na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China. 
No dia 7 de janeiro de 2020, as autoridades identificaram o agente causador da 
doença. 
 
PANDEMIA: Rapidamente a COVID-19 espalhou-se por vários locais do planeta, 
levando a Organização Mundial de Saúde a classificar a doença como uma pandemia 
(todos os continentes). 
 
 
Virologia | 
COVID 19 
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AGENTE CAUSADOR 
• SARS-COV-2 é um vírus zoonótico 
(Severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) 
É um vírus RNA de cadeia simples positiva (+ssRNA 
 
TRANSMISSÃO 
Pode ser transmitida de uma pessoa para outra por meio de gotículas respiratórias 
eliminadas pelo doente ao espirrar ou tossir. 
Essas gotículas podem também contaminar superfícies, assim, uma pessoa pode 
adquirir a infecção ao tocar nessas superfícies contaminadas, pois corre o risco de transferir 
o vírus para os olhos, nariz ou boca. 
 
 
 
Virologia | 
COVID 19 
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Pode permanecer vários dias sobre superfícies, sendo esse tempo variável a 
depender das características do ambiente e da superfície em que ele se encontra 
 
SINTOMAS 
É uma doença que afeta o sistema respiratório, seus sintomas estão, principalmente, 
relacionados a esse sistema, o que a torna semelhante, muitas vezes, a uma gripe ou 
resfriado. 
 Entre os sintomas mais frequentes, estão a febre, tosse seca e cansaço. OUTROS: 
Coriza, dor de garganta, perda ou redução do olfato e paladar, dificuldade respiratória, 
náuseas, vômitos e diarreia. Algumas pessoas contaminadas podem ser assintomáticas. 
Forma grave acontece em pessoas idosas e naquelas que possuem outros problemas 
de saúde, como hipertensão, problemas cardíacos, diabetes, baixa imunidade etc. 
 
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COVID 19 
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DIAGNÓSTICO 
Como os sintomas são semelhantes a outras doenças respiratórias é necessário 
realizar TESTES LABORATORIAIS 
Os exames laboratoriais podem ser: detecção do antígeno (imunocromatografia) e 
Biologia Molecular (RT-PCR) 
 
Como grande parte da população já foi infectada ou vacinada os testes sorológicos 
(detecção dos anticorpos) não tem grande utilidade. 
TRATAMENTO 
A COVID-19, até o momento, não apresenta tratamento específico comprovado 
cientificamente, assim como a maioria das doenças virais. A recomendação é o repouso e 
hidratação nos casos leves da doença 
Os sintomas, como febre e dor, são tratados com uso de medicamentos antitérmicos 
e analgésicos. 
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INFLUENZA 
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PREVENÇÃO 
• Hábitos de higiene e isolamento do doente 
• Vacinação 
 
INFLUENZA 
CONCEITO 
A gripe, GRIPE COMUM ou influenza é uma doença causada por vírus que gera uma 
inflamação no sistema respiratório. O nome científico do vírus da gripe 
é Myxovirus influenzae 
Ela é a doença respiratória mais comum nos seres humanos, a qual afeta anualmente 
grande parte da população mundial. 
AGENTE CAUSADOR 
RNA vírus da Família Orthomyxoviridae, altamente contagioso e com grande 
capacidade de mutação. Existem três tipos de vírus Influenza: A, B e C. 
Os dois últimos acometem apenas a nossa espécie, sendo o do tipo C o mais brando 
e menos frequente. Já o Influenza A, é capaz de infectar diversas espécies animais, sendo 
também o responsável pelas epidemias e pandemias gripais. 
 
 
 
 
Virologia | 
INFLUENZA 
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O vírus Influenza A é classificado em subtipos, de acordo com o arranjo das moléculas 
de sua superfície. 
Nos séculos XX e XXI ocorreram três PANDEMIAS: a gripe espanhola, entre 1918 e 
1919, causada pelo H1N1; a gripe asiática, 1957 – 1958, pelo H2N2; e a gripe A 
(anteriormente denominada gripe suína), em 2009, sendo o H1N1 responsável por ela. 
SINTOMAS 
• Febre alta (mais de 38º) 
• Tosse 
• Coriza 
• Congestão nasal 
• Dores no corpo (cabeça, músculos, etc.) 
• Inflamação na garganta 
• Cansaço 
• Calafrios 
Crianças entre 6 e 23 meses de idade, idosos, portadores de doenças crônicas e 
indivíduos imunodeprimidos geralmente estão mais suscetíveis a este vírus, uma vez que 
tendem a ter o sistema imunológico mais frágil e, por isso, os riscos de desenvolver 
complicações, como pneumonias bacterianas, são maiores 
Virologia | 
INFLUENZA 
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DIAGNÓSTICO 
É clínico ou seja, sem auxílio de exames laboratoriais. É possível fazer testes 
sorológicos para detecção dos anticorpos e detecção do antígeno por Biologia 
Molecular. 
TRANSMISSÃO 
Uma pessoa que esteja com o vírus pode transmitir a doença pelo CONTATO DIRETO, 
ou mesmo pelo compartilhamento de objetos. 
Esse vírus circula na corrente sanguínea e, em pouco tempo, é possível sentir seus 
sintomas. 
 
PREVENÇÃO 
Ainda que seja uma doença que pode se espalhar facilmente em locais com grandes 
aglomerados, visto ser transmitida por vírus, a gripe pode ser evitada com uma boa 
alimentação, rica em vitaminas, atividade física etc. 
Pode-se tomar uma vez por ano a VACINA contra a gripe. 
TRATAMENTO 
Não existe tratamento específico para a Gripe. Os medicamentos visam combater os 
sintomas ou infecções secundárias. 
Facilidade e acesso aos medicamentos favorecem a automedicação nos casos de 
gripe. 
Virologia | 
SARAMPO 
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GRIPE X RESFRIADO 
A gripe é causada pelo vírus influenza, enquanto o resfriado é pelo RINOVÍRUS. Vale 
ressaltar que o resfriado é uma doença que ocorre com mais frequência que a gripe. 
Os sintomas do resfriado costumam ser mais leves 
 
SARAMPO 
CONCEITO 
O sarampo é uma doença infectocontagiosa (transmitida pelo contato direto) 
causada por um vírus do gênero Morbillivirus 
Essa doença é grave e pode causar a morte. 
 
 
Virologia | 
SARAMPO 
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AGENTE CAUSADOR 
RNA vírus que pertence ao gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae 
O ser humano é o único reservatório conhecido desse vírus 
 
TRANSMISSÃO 
O sarampo é uma doença que é transmitida por meio do contato direto com 
secreção contendo o vírus que é eliminada pelo doente ao falar, tossir ou mesmo respirar. 
O modo de transmissão dessa doença favorece o contágio. 
O Brasil recebeu em 2016 o certificado de eliminação do sarampo concedido pela 
Organização Pan-Americana da Saúde. 
Infelizmente, o país enfrenta, desde fevereiro de 2018, um surto de sarampo e o vírus 
contina a circular 
SINTOMAS 
O sarampo é responsável por desencadear uma série de manifestações clínicas, sendo 
seu período de incubação cerca de 10 dias. 
• Febre alta (geralmente acima de 38,5 ºC) 
• Tosse 
• Coriza 
• Dores de cabeça 
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SARAMPO 
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• Conjuntivite 
• Manchas vermelhas no corpo 
• Manchas brancas nas mucosas (sinais de Koplik) 
Os sintomas do sarampo são divididos, segundo o Ministério da Saúde, em três 
períodos: 
PERÍODO DE INFECÇÃO: quando surgem os principais sintomas da doença, como 
febre, tosse, coriza, conjuntivite e sensibilidade à luz (fotofobia). Esse período dura, 
aproximadamente, sete dias, sendo que, do segundo ao quarto dia, inicia-se o 
surgimento de manchas pelo corpo. Um pontoimportante a ser destacado é a 
necessidade de alerta, caso observe-se a presença de febre por mais de três dias 
após o surgimento de manchas no corpo, podendo ser isso um sinal de 
complicações. 
REMISSÃO: quando, como o nome indica, ocorre uma redução dos sintomas da 
doença. As erupções na pele escurecem-se, e, em algumas pessoas, observa-se a 
presença de uma descamação fina. 
PERÍODO TOXÊMICO: quando se observa um comprometimento da resistência 
do organismo humano, sendo favorecida a superinfecção viral ou bacteriana. 
O sarampo é uma doença grave capaz de evoluir para complicações que podem até 
mesmo levar à morte. Dentre as complicações, podemos citar a pneumonia e a encefalite. 
Vale destacar que essas podem também deixar sequelas, como surdez, redução da 
capacidade mental, cegueira e retardo no crescimento. 
Não podemos nos esquecer de que a doença pode matar tanto adultos quanto 
crianças, sendo essa uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças 
menores de cinco anos 
 
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HERPES 
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TRATAMENTO 
Não possui um tratamento específico, ou seja, não há medicamentos que visam 
curá-lo. Os medicamentos utilizados nos pacientes com a doença visam apenas controlar 
os sintomas ou tratar uma complicação 
PREVENÇÃO 
No caso do sarampo, a única forma de prevenção é a vacinação. 
Atualmente, é recomendado que a criança tome uma dose de vacina tríplice viral 
(subcutânea) aos 12 meses de idade e uma dose da vacina tetra viral (atenuada – vírus 
vivos enfraquecidos) aos 15 meses de idade. 
 
HERPES 
CONCEITO 
Herpes é o nome dado à infecção provocada pelos herpesvírus humano 1 e 2, dois 
vírus da família Herpesviridae. 
 
 
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HERPES 
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AGENTE CAUSADOR 
Essa família viral engloba oito tipos de vírus, os quais têm o homem como seu único 
hospedeiro e se destacam por permanecerem no organismo, mesmo após o fim das 
manifestações clínicas. 
 
TRANSMISSÃO 
Oito tipos de herpes-vírus infectam seres humanos. 
Após a infecção inicial, todos os herpes-vírus permanecem latentes dentro das 
células específicas do hospedeiro e podem subsequentemente se reativar. 
• Herpesvírus humano 1 (HHV-1) ou vírus HERPES SIMPLEX TIPO 1 (HSV-1) é 
transmitido, principalmente, por contato oral-oral, causando, geralmente, o 
chamado herpes labial. Pode ser transmitido também via contato oral-genital, 
provocando lesões nos órgãos genitais e áreas próximas 
• Herpesvírus humano 2 (HHV-2) ou vírus HERPES SIMPLEX TIPO 2 (HSV-2) é 
quase exclusivamente transmitido pelo contato genital-genital e é responsável 
pelo herpes genital 
HERPES LABIAL 
Caracteriza-se por provocar lesões na região da boca. É causado, na maioria das vezes, 
pelo HSV-1, e a grande maioria das infecções é adquirida ainda na infância. Geralmente a 
infecção é assintomática, e os sintomas, quando surgem, incluem o surgimento de bolhas 
e feridas abertas dentro ou ao redor da boca. 
O indivíduo com herpes labial pode sentir ainda coceira, sensação de formigamento 
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HERPES 
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e queimação ao redor da boca. Essas sensações são percebidas antes do surgimento das 
feridas. 
 
HERPES GENITAL 
Atinge os órgãos genitais e é quase que exclusivamente transmitido por via sexual, 
sendo, portanto, uma infecção sexualmente transmissível (IST). 
O herpes genital merece atenção especial por aumentar o risco de adquirir e também 
de transmitir o HIV. 
 
HERPES ZOSTER 
Popularmente chamada de cobreiro 
O herpes-zóster não é resultado da infecção pelos herpesvírus humano 1 e 2 e sim de 
uma reativação do vírus causador da VARICELA (CATAPORA), o vírus da varicela-zóster 
(VVZ) 
 
Virologia | 
HERPES 
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Após provocar catapora durante a infecção primária, o VVZ torna-se latente no 
organismo. Situações como queda na imunidade, traumas e câncer, no entanto, podem 
fazer com que ocorra a REATIVAÇÃO DA REPLICAÇÃO DO VÍRUS. É nesse momento que 
se manifesta o herpes-zóster. 
PREVENÇÃO 
Como a transmissão do vírus causador do herpes ocorre pelo contato direto com uma 
pessoa doente pelas vias oral-oral, oral-genital e genital-genital. Para se prevenir, algumas 
ações podem ser adotadas, como: 
• evitar o contato com lesões evidentes, 
• não beijando ou mantendo relação sexual com pessoas doentes; 
• usar preservativos em todas as relações sexuais; 
• reduzir o número de parceiros; 
• não compartilhar objetos de uso pessoal 
TRATAMENTO 
Os vírus causadores do herpes permanecem no organismo mesmo após o 
desaparecimento dos sintomas. 
Isso significa que o herpes pode ser tratado, entretanto, não é possível eliminar o 
vírus do organismo. 
O tratamento inclui o uso de medicamentos antivirais. Esses medicamentos podem 
ser recomendados para uso oral ou local, na forma de cremes, por exemplo. 
CUIDADOS: não furar as vesículas formadas e lavar sempre as mãos após manipulá-
las. Não é recomendado também beijar e manter relações sexuais enquanto as lesões estão 
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VARÍOLA 
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ativas. 
 
VARÍOLA 
CONCEITO 
A varíola é uma doença INFECTOCONTAGIOSA causada por um vírus e que se 
destaca como uma das doenças que mais causou mortes na história da humanidade 
 
HISTÓRIA 
Ela teria surgido na Índia, existindo descrições na Ásia e África antes mesmo da era 
cristã. No Brasil, a doença foi descrita pela primeira vez em 1563, na Bahia. 
O médico Osvaldo Cruz (1872-1917), Diretor da Saúde Pública da época, foi 
contratado para combater a varíola. Assim, foi imposta a vacinação obrigatória contra a 
doença para todo brasileiro com mais de seis meses de idade. 
A população se recusava a tomar a vacina e, portanto, a campanha foi realizada contra 
a vontade do povo (REVOLTA DA VACINA) 
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VARÍOLA 
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a erradicação da doença em 8 de 
maio de 1980, durante a 33ª Assembleia Mundial da Saúde. Antes da vacina, a varíola era 
responsável por um grande número de mortes. 
AGENTE CAUSADOR 
A varíola é uma doença causada pelo vírus Orthopoxvirus variolae, da família 
Poxviridae e do gênero Orthopoxvírus. 
O vírus é de DNA e pode permanecer viável por vários meses no meio ambiente 
 
TRANSMISSÃO 
Inalação de gotículas contendo o vírus, as quais são eliminadas pelo doente ao falar, 
tossir ou espirrar. 
Apesar de menos comum, a varíola pode ser contraída ao manusear-se roupas, lençóis 
ou outros objetos contaminados pelo doente, por exemplo 
SINTOMAS 
O período de incubação médio da varíola é de 12 dias. Após isso, os sintomas 
surgem de maneira abrupta, sendo marcados pelo surgimento de febre alta, dores de 
cabeça, dores no corpo, abatimento e calafrios. 
Esses sintomas tem uma duração de cerca de quatro dias, e, após esse período, a 
doença progride para a forma mais grave, com redução da febre e surgimento de 
erupções na pele. 
As lesões iniciam-se como MÁCULAS (lesão sem relevo), depois tornam-se 
PÁPULAS (elevação sólida), e, posteriormente, tornam-se vesículas contendo líquido e 
Virologia | 
VARÍOLA 
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cercadas por um halo eritematoso regular. As vesículas evoluem para PÚSTULAS 
(pequenas bolhas cheias de pus). As lesões evoluem, posteriormente, para CROSTAS e a 
febre regride. As crostas caem cerca de 10 dias após sua formação. Ao caírem, elas podem 
deixar cicatrizes permanentes na pele. 
 
As mortes em decorrência da varíola ocorriam, geralmente, devido a uma resposta 
inflamatória massiva que provocava choque e desencadeava a falência múltipla dos 
órgãos. 
Por causa da facilidade de transmissão e das características das lesões (feias) é um dos 
vírus que tem potencial de ser usado como ARMA BIOLÓGICA no BIOTERRORISMO. 
 
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VARÍOLA 
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DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico davaríola é basicamente CLÍNICO. O exame laboratorial para 
diagnosticar-se a doença é feito, por exemplo, por meio do cultivo do vírus do sangue ou 
de lesões na pele. 
TRATAMENTO 
Quando a doença ainda ocorria no planeta, nenhum tratamento era efetivo. O 
tratamento indicado tentava amenizar a coceira e a dor causada pelas lesões, era, portanto, 
exclusivamente sintomático e não curativo 
PREVENÇÃO 
Visto não ter cura, a VACINA contra a varíola é a única forma de prevenção contra o 
vírus da doença. 
 
VARÍOLA DOS MACACOS 
• Doença causada por vírus do mesmo gênero e família que o vírus da Varíola 
comum (Monkeypox vírus) 
• É classificada como ZOONOSE. Vírus isolado em macacos e outros animais 
(África) 
• No surto de 2022,começou-se a investigar se a transmissão também ocorria via 
contato sexual 
 
 
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VARÍOLA 
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Virologia | 
VARÍOLA 
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QUESTÃO 01 - Sobre as características gerais e estruturais dos vírus avalie os 
itens: 
Os vírus não apresentam organização celular, não possuem citoplasma, organelas ou 
núcleo. Não realizam atividades metabólicas, nem se multiplicam fora das células 
hospedeiras. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Os vírus são constituídos por um cerne de ácido nucleico e por um revestimento 
proteico denominado núcleo, no qual é possível encontrar enzimas virais (protômeros) 
que, em grupos, formam os vírions. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Os vírus contêm somente um tipo de ácido nucleico, DNA ou RNA, ou seja, não são 
encontrados os dois tipos ao mesmo tempo. Os vírus que possuem RNA são 
chamados de retrovírus 
( ) Certo 
( ) Errado 
São exemplos de doenças virais: gripe, rubéola, varíola e hidrofobia. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 02 - Os vírus são basicamente constituídos por ácido nucleico (DNA 
ou RNA) envolvido por uma capa proteica e, às vezes, lipoproteica. 
Devido a esses dados estruturais, dentro do sistema de classificação de cinco 
reinos, os vírus: 
A) são incluídos dentro do reino protistas. 
B) são incluídos dentro do reino monera. 
C) são classificados como bactérias primitivas. 
D) são classificados num reino à parte dos cinco considerados. 
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VARÍOLA 
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E) ainda não têm definida sua posição sistemática. 
QUESTÃO 03 - No que refere à transmissão do Vírus da Imunodeficiência 
Humana, assinale a alternativa correta. 
A) É de transmissão exclusivamente sexual. 
B) Somente é transmitido entre indivíduos do mesmo sexo ou usuários de drogas. 
C) A fase aguda corresponde ao período em que são identificadas as diversas 
infecções oportunistas. 
D) O tratamento para o HIV deve ser iniciado apenas após o início das co-infecções. 
E) O aparecimento de infecções oportunistas e neoplasias é definidor da Síndrome da 
Imunodeficiência Adquirida (aids) 
QUESTÃO 04 - Pesquisadores dizem que um homem de Londres parece estar livre 
do vírus da AIDS após um transplante de células tronco. É o segundo caso de 
sucesso, depois que o "paciente de Berlin", Timothy Ray Brown, foi curado há 
quase 12 anos. 
Tais transplantes são perigosos e falharam em outros pacientes. As novas 
descobertas foram publicadas online na segunda-feira 04/03/2019 pela revista 
Nature. Os detalhes serão divulgados em uma conferência sobre Retrovírus e 
Infecções Oportunistas em Seattle. 
Adaptado de:em 04 mai. 2019. 
Sobre os retrovírus avalie os itens. 
Por possuírem RNAm, RNAr e a enzima transcriptase reversa, são capazes de produzir 
DNA a partir do RNA. O HIV é um exemplo desse tipo viral; 
( ) Certo 
( ) Errado 
Fazem a transcrição reversa com a ajuda da enzima transcriptase reversa, formando 
um DNA molde que se liga ao DNA da célula hospedeira durante o ciclo lisogênico. 
( ) Certo 
( ) Errado 
São denominados retrovírus pois conseguem, a partir de aminoácidos constituintes 
de suas proteínas, determinar os códons para uma nova produção proteica. 
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VARÍOLA 
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( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 05 - No Brasil e no mundo, o comportamento das hepatites virais tem 
apresentado grandes mudanças nos últimos anos. A melhoria das condições de 
higiene e de saneamento básico das populações, a vacinação contra a hepatite B 
e as novas técnicas moleculares de diagnóstico do vírus da hepatite C constituem 
fatores importantes que se vinculam às transformações no perfil dessas doenças. 
(Ministério da Saúde, 2017) 
Sobre as Hepatites virais, é INCORRETO afirmar que: 
A) Apesar de não haver forma crônica da Hepatite A, há a possibilidade de formas 
prolongadas e recorrentes, com manutenção das aminotransferases em níveis 
elevados, por vários meses. 
B) As aminotransferases (transaminases)transferase são marcadores de agressão 
hepatocelular. 
C) Nos casos crônicos das hepatites B, D e E pode ocorrer cirrose hepática e suas 
complicações, além de carcinoma hepatocelular. 
D) A fisiopatologia da hepatite fulminante está relacionada à degeneração e necrose 
maciça dos hepatócitos. O quadro neurológico progride para o coma ao longo de 
poucos dias após a apresentação inicial. 
QUESTÃO 06 - Em relação às hepatites virais, analise os itens: 
 As hepatites virais A e E são transmitidas pela via fecal-oral e estão relacionadas às 
condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. 
 ( ) Certo 
( ) Errado 
As hepatites virais B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea e 
vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual). 
( ) Certo 
( ) Errado 
A imunidade para a hepatite D pode ser conferida indiretamente pela vacina contra a 
hepatite B. 
( ) Certo 
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VARÍOLA 
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( ) Errado 
QUESTÃO 07 - A transmissão da Dengue se faz pela picada do mosquito Aedes 
Aegypti, no ciclo: 
A) Cão - aedes aegypti - humano - aedes aegypti – cão. 
B) Aedes aegypti - humano - aedes aegypti. 
C) Febre alta variando de 39°c a 40°c, seguida de cefaleia, mialgia, prostração, artralgia, 
anorexia, astenia, dor abdominal, náuseas, vômitos, com duração de cerca de 5 a 7 
dias. 
D) Ovo, larva, pupa e adulto. 
E) Humano – aedes aegypti – humano. 
QUESTÃO 08 - Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus da dengue 
causa doença febril aguda. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e 
autolimitados. Contudo, uma pequena parcela dos infectados evolui para doença 
grave. Sobre o vírus da dengue, avalie os itens: 
 A infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. No entanto, uma 
segunda infecção - por um outro sorotipo - é um fator de risco para o 
desenvolvimento da forma grave da doença. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A infecção por dengue é sempre sintomática, por isso deve-se observar os sinais, 
tendo em vista que a infecção pode causar doença grave, levando à morte. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos 
persistentes e sangramento de mucosas, entre outros sintomas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
O período de incubação no homem varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 
dias. Após este período, surgem os sintomas da doença. 
( ) Certo 
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( ) Errado 
QUESTÃO 09 - A doença imunoprevenível na área urbana, cuja vacina consta no 
Calendário de Vacinação do Ministério da Saúde, e é transmitida pelo mosquito 
Aedes aegypti, é a 
A) dengue. 
B) difteria. 
C) pneumoconiose. 
D) febre amarela. 
E) hepatite B. 
QUESTÃO 10 - Avalie os itens: 
Febre Amarela é uma doença febril aguda, contagiosa, de curta duração (no máximo 
12 dias), que apresenta alta morbidade e letalidade.9 mil. Uma diminuição desse número é chamado de 
leucopenia. 
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O sangue: 
Também é um tecido conjuntivo especial, que, pelo fato de ser líquido, revela uma de 
suas importantes funções, a de transportar substâncias no interior do organismo. Isso 
é feito pelas hemáceas e pelo plasma (substância fundamental). O plasma é um líquido 
incolor, de composição complexa no qual estão dissolvidos sais e muitas substâncias 
orgânicas. O sangue também participa ativamente da regulação hídrica ácido-básica 
(constância do pH) e osmótica, mantendo-se em isotonia com os demais tecidos. 
Também distribui o calor atuando como um mecanismo interno regulador. Assim 
mantém a homeostase. 
 
A hemoglobina 
É um pigmento formado por um radical “Heme” contendo ferro, responsável pela cor 
vermelha e pela globina, uma proteína. As moléculas de hemoglobina ficam 
distribuídas homogeneamente por todo o citoplasma de uma hemácia, que pode, 
assim, captar os gases respiratórios que atravessam sua delicada membrana 
plasmática. Observe os compostos formados abaixo formados pela hemoglobina e os 
gases respiratórios. 
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As plaquetas (trombócitos) e a coagulação 
 
 
OBS: O ácido acetilsalicílico é importante no tratamento de pessoas com riscos de 
apresentar problemas circulatórios, especialmente formação de trombos (coágulos) 
com o consequente entupimento dos vasos sanguíneos. Essa substância, nesses casos, 
bloqueia a agregação das plaquetas, que é o primeiro passo na formação de um 
coágulo. Isso reduz o risco de infarto. No entanto, esse medicamento deve ser usado 
sob controle médico, pois em doses altas pode causar graves lesões gastrointestinais, 
com ulcerações e hemorragias, devido ao bloqueio da ação das plaquetas. 
 
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4.4 Tecido Conjuntivo Ósseo 
O tecido ósseo tem a função de sustentação e ocorre nos ossos do esqueleto dos 
vertebrados. É um tecido rígido graças à presença de matriz rica em sais de cálcio 
(carbonato de cálcio), fósforo (fosfato). Além desses elementos, a matriz é rica em 
fibras colágenas, que fornecem certa flexibilidade ao osso além de 
mucopolissacarídeos. Os ossos são órgãos ricos em vasos sanguíneos. Além do tecido 
ósseo, apresentam outros tipos de tecido: reticular, adiposo, nervoso e cartilaginoso. 
Por ser uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam sensibilidade, alto 
metabolismo e capacidade de regeneração. Os ossos também fazem a hemocitopoese 
(na medula óssea vermelha) e constituem reserva de gordura na medula óssea 
amarela, promovem a troca contínua de cálcio e fósforo com o plasma sanguíneo, 
protegem o encéfalo, a medula espinhal, o coração e os pulmões. Um osso é dividido 
em duas regiões: osso compacto e osso esponjoso. 
 
 
As células ósseas ficam localizadas em pequenas cavidades existentes nas camadas 
concêntricas de matriz mineralizada. Quando jovens, elas são chamadas osteoblastos 
(do grego osteon, osso, e blastos, “célula jovem”) e apresentam longas projeções 
citoplasmáticas, que tocam os osteoblastos vizinhos. Ao secretarem a matriz 
intercelular ao seu redor, os osteoblastos ficam presos dentro de pequenas câmaras, 
das quais partem canais que contêm as projeções citoplasmáticas. Quando a célula 
óssea se torna madura, transforma-se em osteócito (do grego osteon, osso, e kyton, 
célula), e seus prolongamentos citoplasmáticos se retraem, de forma que ela passa a 
ocupar apenas a lacuna central. Os canalículos onde ficavam os prolongamentos 
servem de comunicação entre uma lacuna e outra para trocas. Além dos osteoblastos 
e dos osteócitos, existem outras células importantes no tecido ósseo: os osteoclastos, 
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ativas na destruição de áreas lesadas ou envelhecidas do osso, abrindo caminho para 
a regeneração do tecido pelos osteoblastos. 
 
Etapas da ossificação após uma fratura: 
1- Remoção de células mortas e restos da matriz óssea por fagocitose 
2- Proliferação do periósteo 
3- Ossificação do tecido regenerado 
4- Formação de calo ósseo com tecido ósseo primário 
 
4.4.1.1 Tecido Conjuntivo Cartilaginoso 
Apresenta função de sustentação mecânica e proteção de algumas partes do 
organismo. Apresenta boa resistência a trações e pressões e uma boa flexibilidade. Na 
fase embrionária e durante o crescimento, o processo de ossificação dos ossos longos 
ocorre a partir de um molde prévio de tecido cartilaginoso, que vai sendo substituído 
por tecido ósseo. Chamamos essa ossificação de endocondral (endo = interno, condro 
= cartilagem) 
 
A cartilagem é encontrada no nariz, nos anéis da traqueia e dos brônquios, na orelha 
externa (pavilhão auditivo), na epiglote e em algumas partes da laringe. Além disso, 
existem discos cartilaginosos entre as vértebras, que amortecem o impacto dos 
movimentos sobre a coluna vertebral. No feto, o tecido cartilaginoso é muito 
abundante, pois o esqueleto é inicialmente formado por esse tecido, que depois é em 
grande parte substituído pelo tecido ósseo. Há dois tipos principais de células nas 
cartilagens: os condroblastos, que produzem as fibras colágenas e a matriz. Após a 
formação da cartilagem, a atividade dos condroblastos diminui e eles sofrem uma 
pequena retração de volume, quando passam a ser chamados de condrócitos. No 
tecido cartilaginoso não há vasos sanguíneos nem nervos, e a nutrição é feita pela 
difusão lenta de substâncias a partir de vasos sanguíneos periféricos. Isso explica seu 
baixo nível metabólico e sua dificuldade de regeneração. Temos a cartilagem hialina 
(cabeça dos ossos e anéis da traqueia); a elástica (epiglote e orelha) e a cartilagem 
fibrosa (discos intervertebrais). 
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4.5 Tecido Muscular 
É composto pelas fibras musculares (miócitos). A fibra é uma célula completa, 
diferente das fibras do tecido conjuntivo, que são apenas filamentos proteicos, 
produzidos pelos fibroblastos. São especializadas com a propriedade de contração. 
Por estímulo nervoso elas se encurtam, proporcionando o movimento dos órgãos e 
do corpo como um todo. Em seu citoplasma, são ricas em dois tipos de filamentos 
proteicos: os de actina e os de miosina, responsáveis pela grande capacidade de 
contração e distensão dessas células. Quando um músculo é estimulado a se contrair, 
os filamentos de actina deslizam entre os filamentos de miosina. A célula diminui em 
tamanho, caracterizando a contração. 
Três diferentes tipos de fibras musculares formam os tecidos musculares dos animais 
músculo: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco. 
 
 
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 Liso Estriado esquelético Estriado cardíaco 
Forma Fusiforme Filamentar Filamentar ramificada 
(anastomosada) 
Estrias transversais Não há Sim Sim 
Núcleo 1 central Muitos periféricos 
(sincício) 
1 ou 2 central 
Discos intercalares Não há Não há Sim 
Contração Lenta, involuntária Rápida voluntária Rápida, involuntária 
Apresentação Forma camadas que 
envolvem os órgãos 
(tubo digestivo, 
bexiga 
útero, vasos sang.) 
Forma pacotes bem 
definidos, os 
músculos 
Esqueléticos. 
Forma o miocárdio 
 
A fibra muscular estriada 
 
A contração muscular 
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A fosfocreatina e o mecanismo de ATP 
 
 
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4.6 Tecido Nervoso 
Nesse tecido a substância intercelular praticamente não existe e apresenta dois 
componentes celulares: os neurônios e as células da glia. 
Os neurônios, ou células nervosas, têm a propriedade de receber e transmitir 
estímulos nervosos, permitindo ao organismo responder a alteração do meio. Os 
neurônios são alongados, podendo atingir, em alguns( ) Certo 
( ) Errado 
A Febre Amarela é causada por um arbovírus da família Flaviviridae, e do gênero 
Flavivirus. O termo arbovírus é utilizado para classificar os vírus que são transmitidos 
por artrópodes, como os mosquitos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Os mosquitos, além de serem transmissores, são os reservatórios do vírus, 
responsáveis pela manutenção da cadeia de transmissão, pois uma vez infectados 
permanecem transmitindo o vírus por toda a vida. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A suscetibilidade é universal, desconhecendo-se maior ou menor resistência ao vírus 
da Febre Amarela em relação à raça, cor ou faixa etária. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 11 - O SARS-CoV-2 é um vírus da família dos coronavírus que, ao 
infectar humanos, causa uma doença chamada Covid-19. Assinale a opção 
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correta, acerca das características gerais dos vírus, em especial do SARS-CoV-2. 
A) Os vírus são parasitas que fusionam suas membranas plasmáticas com as 
membranas do hospedeiro e, ao penetrarem na célula, inativam a síntese de 
proteínas. 
B) Os vírus utilizam seu próprio metabolismo para produzir toxinas e destruir as 
células. 
C) O SARS-CoV-2 é um vírus de DNA que infecta as células e insere seu material 
genético no núcleo das células hospedeiras. 
D) Os vírus apresentam material genético constituído de DNA ou RNA, possuindo, no 
caso dos vírus de RNA, a enzima transcriptase reversa. 
E) Os vírus podem se reproduzir por meio do ciclo lisogênico, no qual, após invadir a 
célula, o vírus se multiplica até rompê-la. 
QUESTÃO 12 - Em dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) 
foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, na República 
Popular da China. Tratava-se de uma nova cepa de coronavírus que não havia 
sido identificada antes em seres humanos, sendo denominado SARS-CoV-2. 
Sobre a Covid-19, doença causada pelo SARS-CoV-2, avalie os itens: 
A transmissão por via aérea é a transmissão da infecção por meio de gotículas 
respiratórias contendo vírus, composta por gotículas e partículas menores (aerossóis) 
que podem permanecer suspensas no ar, por distâncias maiores que 1 metro e por 
períodos mais longos (geralmente horas). 
( ) Certo 
( ) Errado 
As variantes do vírus SARS-CoV-2 apresentam as mesmas características genéticas e 
de transmissibilidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Por critério laboratorial, em indivíduo vacinado contra a Covid-19, é considerado caso 
confirmado de Covid-19: resultado DETECTÁVEL para SARS-CoV-2 realizado pelo 
método RT-PCR em tempo real ou RT-LAMP ou resultado REAGENTE para IgM, IgA 
e/ou IgG. 
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( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 13 - O Influenzavirus pode sofrer mutação, resultando em gripes com 
sintomas mais graves que uma gripe comum, como, por exemplo, o vírus H1N1. 
A esse respeito, é correto afirmar que o agente etiológico da gripe se caracteriza 
por 
A) ser sensível ao uso de antibióticos. 
B) ser parasita intracelular obrigatório. 
C) apresentar parede celular de quitina. 
D) possuir DNA ou RNA dentro da célula. 
QUESTÃO 14 - Todos os anos é realizada no Brasil, durante os meses mais frios, 
a campanha de vacinação contra a gripe, que visa imunizar os grupos mais 
vulneráveis (idosos e crianças) contra esta doença. Assinale a alternativa correta 
sobre a vacinação contra a gripe. 
A) A vacina não é sempre efetiva, porque, por se tratar de uma doença bacteriana 
infecciosa, a gripe tem alta taxa de transmissão. 
B) A vacina não é sempre efetiva, porque existem diferentes cepas do vírus causador 
da doença, e a vacina previne contra os mais comuns e conhecidos, apenas. 
C) A vacinação contra a gripe, assim como qualquer vacinação, carece de base 
científica, não se sabendo realmente se é eficaz. 
D) A vacina se baseia em uma mistura de antibióticos de amplo espectro que 
permanecem estáveis e ativos por longos períodos no corpo humano. 
QUESTÃO 15 - Com relação à gripe, avalie os itens: 
O período de incubação do vírus Influenza é em média de 2 dias, variando entre 1 e 4 
dias. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A gripe é uma doença viral respiratória febril aguda que geralmente ocorre em surtos 
anuais de gravidade variável e, por vezes, em epidemias mundiais (pandemias). 
( ) Certo 
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( ) Errado 
As pandemias de Influenza A resultam do surgimento de um novo vírus capaz de 
transmissão sustentada de pessoa para pessoa e para o qual a população não tem 
imunidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Encontram-se entre os grupos de risco aumentado para complicações da infecção por 
Influenza: pessoas com hipertensão arterial sistêmica, crianças acima de 5 anos de 
idade e adultos jovens. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 16 - O Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, 
que pode ser fatal. O vírus causador do Sarampo é: 
A) Togavirus. 
B) Lyssavirus. 
C) Morbillivirus. 
D) Varicela zoster. 
QUESTÃO 17 - No fim do ano de 2018, foram confirmados 10.262 casos de 
sarampo no Brasil. Atualmente o País enfrenta surtos de sarampo, 
principalmente na Região Norte, onde só no Estado do Amazonas foram 9.772 
casos confirmados. 
(Fonte: Ministério da Saúde, 12 de dezembro de 2018). 
Sobre o sarampo, avalie os itens: 
Como medida de isolamento, são aplicadas as precauções padrão e aerossóis. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Em relação à vacinação, trata-se de vacina atenuada, contendo vírus inativos 
“enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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A via de aplicação da vacina é subcutânea. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Vacinas contra o sarampo são contraindicadas na gestação. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 18 - O Herpes-Zoster, clinicamente, ocorre após a reativação do vírus. 
Esse vírus causa uma doença comum na infância, conhecida como 
A) catapora. 
B) gengivo-estomatite herpética. 
C) sarampo. 
D) rubéola. 
E) caxumba. 
QUESTÃO 19 - Com relação a Herpes, avalie os itens: 
Os sintomas são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado, com mau cheiro, 
dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. 
( ) Certo 
( ) Errado 
É causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae que pode causar ou não sintomas. Nos 
homens pode causar ardência na hora de urinar e surgimento de corrimento. Nas 
mulheres pode causar sangramento fora do período menstrual, corrimento e dor ao 
urinar. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa 
da vagina e na ponta do pênis, além disso, essas bolhas podem arder e causar coceira 
intensa. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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É um vírus que infecta pele ou mucosas, tanto de homens quanto de mulheres, 
provocando verrugas anogenitais e câncer, a depender do tipo de vírus. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 20 - Em 1980, após longo processo para certificar a interrupção da 
transmissão humana do varíola vírus de pessoa a pessoa, foi declarada a 
erradicação mundial da varíola, e, no Brasil, ficou estabelecido que a vacina 
contra varíola seria 
A) aplicada, com recomendação médica, nos infectados pelo Mycobacterium leprae. 
B) facultativa, apenas, nas regiões norte e nordeste. 
C) não obrigatória. 
D) recomendada para crianças portadoras do vírus HIV. 
E) obrigatória para crianças menores de 12 meses, residentes no Brasil, porém nascidas 
em outro país. 
QUESTÃO 21 - Analise os itens: 
A varíola dos macacos é classificada como zoonose. 
( ) Certo 
( ) Errado 
O vírus da varíola tem RNA como material genético, necessitando de tratamento com 
antirretroviral. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A vacinação contra varíola é eficaz tambémpara a varíola dos macacos (monkeypox). 
( ) Certo 
( ) Errado 
A transmissão do vírus da varíola dos macacos ocorre de pessoa para pessoa por meio 
do contato com lesões, fluídos corporais, gotículas respiratórias de alguém infectado. 
( ) Certo 
( ) Errado 
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Gabarito: 01 Certo, Errado, Certo, Certo | 02 E | 03 E | 04 Errado, Certo, Errado | 
05 C | 06 Certo, Certo, Certo | 07 E | 08 Certo, Errado, Certo, Certo | 09 D | 10 
Errado, Certo, Certo, Certo | 11 D | 12 Certo, Errado, Errado | 13 B | 14 B | 15 
Certo, Certo, Certo, Errado | 16 C | 17 Certo, Errado, Certo, Certo | 18 A | 19 
Errado, Errado, Certo, Errado | 20 C | 21 Certo, Errado, Certo, Certo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bacteriologia | 
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Biologia 
Bacteriologia 
Bacteriologia | 
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR ....................................................................................... 5 
1 Roteiro do PDF FOCADO ............................................................................................. 6 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS ........................................................................ 7 
CONCEITO ............................................................................................................................................ 7 
IMPORTÂNCIA ..................................................................................................................................... 7 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................... 7 
ESTRUTURA ......................................................................................................................................... 8 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................. 11 
CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................................. 12 
REPRODUÇÃO .................................................................................................................................... 13 
RECOMBINAÇÃO GENÉTICA ................................................................................................................ 13 
METABOLISMO BACTERIANO ............................................................................................................. 14 
CÓLERA ........................................................................................................................... 14 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 14 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 15 
CAUSA ............................................................................................................................................... 15 
EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................................................ 16 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 16 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 17 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 17 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 18 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 19 
GASTROENTERITE BACTERIANA ....................................................................................... 19 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 19 
CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................................. 20 
AGENTES CAUSADORES ...................................................................................................................... 20 
INTOXICAÇÃO ALIMENTAR ................................................................................................................. 20 
ENTEROBACTÉRIAS ............................................................................................................................ 21 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 21 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 22 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 22 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 23 
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LEPTOSPIROSE ................................................................................................................ 23 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 23 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 24 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 24 
CARATERÍSTICAS ................................................................................................................................ 25 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 25 
PROFILAXIA ....................................................................................................................................... 25 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 26 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 26 
INFECÇÃO URINÁRIA ....................................................................................................... 27 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 27 
CARACTERÍSTICAS .............................................................................................................................. 27 
ENTEROBACTERIAS ............................................................................................................................ 28 
QUALIDADE DAS ÁGUAS E ALIMENTOS ............................................................................................... 29 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 29 
FATORES DE RISCO .............................................................................................................................30 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 30 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 30 
TUBERCULOSE ................................................................................................................. 30 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 30 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 31 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 31 
EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................................................ 32 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 33 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 33 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 34 
HANSENÍASE ................................................................................................................... 35 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 35 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 35 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 36 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 37 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................. 38 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 38 
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TRATAMENTO .................................................................................................................................... 39 
BOTULISMO .................................................................................................................... 40 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 40 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 40 
FORMAS DA DOENÇA ......................................................................................................................... 41 
BOTULISMO ALIMENTAR ........................................................................................................................................... 41 
BOTULISMO INTESTINAL ........................................................................................................................................... 41 
BOTULISMO DE FERIMENTOS ................................................................................................................................... 42 
BOTULISMO INFANTIL ............................................................................................................................................... 42 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 42 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 42 
PREVENÇÃO ....................................................................................................................................... 42 
TRATAMENTO ESTÉTICO..................................................................................................................... 43 
SÍFILIS ............................................................................................................................. 43 
CONCEITO .......................................................................................................................................... 43 
AGENTE CAUSADOR ........................................................................................................................... 43 
TRANSMISSÃO ................................................................................................................................... 44 
SINTOMAS ......................................................................................................................................... 45 
CLASSIFICAÇÃO .................................................................................................................................. 45 
SÍFILIS PRIMÁRIA ....................................................................................................................................................... 46 
SÍFILIS SECUNDÁRIA .................................................................................................................................................. 46 
SÍFILIS LATENTE ......................................................................................................................................................... 47 
SÍFILIS TERCIÁRIA ....................................................................................................................................................... 47 
DIAGNÓSTICO .................................................................................................................................... 47 
TRATAMENTO .................................................................................................................................... 47 
SÍFILIS CONGÊNITA ............................................................................................................................. 48 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
CONCEITO 
Bactérias são organismos UNICELULARES que não possuem núcleo definido nem 
organelas membranosas (PROCARIOTAS). 
Existem milhares de espécies conhecidas que apresentam formas, habitats e 
metabolismo diferentes. 
 
Diferença entre célula procariota e eucariota 
IMPORTÂNCIA 
RENOVAÇÃO DE NITROGÊNIO NO AMBIENTE. Na natureza, as bactérias participam 
do Ciclo do Nitrogênio, ajudando em diversas etapas. 
PRODUÇÃO DE ALIMENTOS. As bactérias são utilizadas na fabricação de iogurtes, 
queijos e coalhadas, em que se utiliza os lactobacilos. 
PRODUÇÃO DE REMÉDIOS E SUPLEMENTOS. Na indústria farmacêutica, são 
produzidos antibióticos e vitaminas a partir de bactérias. 
DESENVOLVIMENTO DA ENGENHARIA GENÉTICA. É possível usar bactérias 
geneticamente modificadas para produzir proteínas humanas, como hormônio do 
crescimento e insulina. 
BIORREMEDIAÇÃO DE AMBIENTES. É possível introduzir bactérias do gênero 
Pseudomonas em ambientes poluídos para descontaminação. Esse processo recebe o 
nome de biorremediação, pois as bactérias agem oxidando compostos orgânicos nocivos 
e tornando-os inofensivos. 
CLASSIFICAÇÃO 
Eram classificadas no Reino Monera 
A classificação dos TRÊS DOMÍNIOS proposta por Woese, em 1977, divide os seres vivos 
Bacteriologia |CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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em três grupos: Archaea (quimiotróficos e procariontes, que não possuem membrana 
nuclear, parede celular sem peptideoglicano), Bacteria e Eukarya (eucariontes). 
 
ESTRUTURA 
A célula da bactéria é formada basicamente por: 
• material genético, 
• citoplasma, 
• ribossomos, 
• membrana plasmática, 
• parede celular e, em alguns casos, cápsula. 
 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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Estrutura da célula bacteriana 
 
Não possuem núcleo definido, e seu material genético está concentrado em uma 
região que não é envolta por membrana 
 Podem ser observadas moléculas circulares de DNA pequenas — chamadas de 
PLASMÍDEOS —, as quais se replicam independentemente. 
 
 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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Estão ausentes também as organelas celulares envolvidas por membranas. 
RIBOSSOMOS estão presentes nesse tipo celular, entretanto são diferentes daqueles 
observados nas células eucariontes, apresentando-se menores e com diferenças em relação 
ao conteúdo proteico e RNA 
As células bacterianas são dotadas de PAREDE CELULAR, uma estrutura localizada 
externamente à membrana plasmática. A função da parede celular é garantir a manutenção 
do formato da célula e protegê-la 
 
Muitas espécies de bactérias contam com FLAGELOS (locomoção). Essas estruturas podem 
ocorrer em toda a superfície da célula ou estarem concentradas nas extremidades. 
Podem apresentar também as chamadas FÍMBRIAS, que são estruturas filamentosas, 
semelhantes à pelos, utilizadas por esses organismos para se aderir ao substrato 
 
Outro apêndice encontrado nas bactérias são os PILI, que são estruturas que mantêm as 
células unidas durante a transferência de DNA. Alguns autores trazem pili e fímbria como 
sinônimos, indicando como pili sexuais os apêndices relacionados com a transferência de material 
genético. 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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CLASSIFICAÇÃO 
• Quanto à forma: 
COCOS: bactérias que apresentam formato esférico. Podem ocorrer isoladas ou em 
agrupamentos. Diplococos (aos pares); Cadeia (estreptococos); Cacho (estafilococos). 
BACILOS: bactérias que apresentam formato de bastão. 
ESPIRILOS: bactérias com formato helicoidal e rígidas. 
ESPIROQUETAS: bactérias com formato helicoidal e flexíveis. 
VIBRIÃO: bactérias que apresentam formato de vírgula 
 
• Quanto à coloração de GRAM: 
Quando submetida à coloração de Gram, a parede celular das bactérias pode 
adquirir coloração violeta ou vermelha. As bactérias coradas de violeta são chamadas de 
GRAM-POSITIVAS e se caracterizam por apresentar uma parede celular mais simples e 
rica em peptideoglicano. As bactérias GRAM-NEGATIVAS, por sua vez, coram-se em 
vermelho e apresentam uma estrutura mais complexa, com menos peptideoglicano 
Bacteriologia | 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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CARACTERÍSTICAS 
Bactérias são menores que as células eucariontes. Enquanto as bactérias apresentam, 
normalmente, um diâmetro compreendido entre 1 µm e 5 µm, as células eucariontes 
possuem diâmetro entre 10 µm e 100 µm. 
 
Diferença de tamanho das bactérias e células eucariotas 
 
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CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS BACTÉRIAS 
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REPRODUÇÃO 
A maioria das bactérias se reproduz por DIVISÃO BINÁRIA, um processo assexuado 
em que uma bactéria se divide em duas. As células-filhas são geneticamente iguais, sendo 
chamadas de clones. O processo é relativamente rápido (+/-20 minutos). 
 
Outro modo de reprodução é através da ESPORULAÇÃO, que acontece em condições 
adversas como falta de água e nutrientes, calor extremo, entre outras. Nesse caso, a célula 
sofre um espessamento do envoltório e interrompe o metabolismo, formando assim um 
esporo chamado endósporo. Esse endósporo é capaz de viver em completa inatividade por 
anos. 
 
RECOMBINAÇÃO GENÉTICA 
Por não realizar reprodução sexuada, obtém variabilidade genética de três formas: 
• CONJUGAÇÃO: duas bactérias se unem, e uma bactéria doa DNA para outra. 
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CÓLERA 
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• TRANSFORMAÇÃO: bactérias incorporam fragmentos de DNA que estão livres 
no meio. 
• TRANSDUÇÃO: bacteriófagos (vírus que infectam bactérias) carregam genes de 
uma bactéria para outra. 
 
METABOLISMO BACTERIANO 
BACTÉRIAS FOTOAUTOTRÓFICAS: são as bactérias capazes de produzir o próprio 
alimento pela fotossíntese, usando o gás carbônico (fonte de carbono) e a luz (fonte de 
energia). Ex. cianobactérias 
BACTÉRIAS FOTOHETEROTRÓFICAS: utilizam apenas a luz como fonte de energia, mas 
não são capazes de sintetizar moléculas orgânicas (não fazem fotossíntese), tendo que 
absorver do meio o seu alimento. Ex. bactérias anaeróbias. 
BACTÉRIAS QUIMIOAUTOTRÓFICAS: usam como fonte de energia as reações de 
oxidação de compostos inorgânicos, produzindo assim o próprio alimento através de 
quimiossíntese. Ex. Nitrobacter e Nitrossomonas que participam do Ciclo do Nitrogênio. 
BACTÉRIAS QUIMIOHETEROTRÓFICAS: as fontes de energia e também de carbono 
usadas são moléculas orgânicas que elas absorvem através do alimento. Ex. bactérias 
saprofágicas, que atuam como decompositoras de matéria orgânica morta (animais e 
vegetais mortos) e as parasitas que provocam doenças. 
CÓLERA 
CONCEITO 
A cólera é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Vibrio cholerae. Sua 
principal característica está relacionada com os problemas associados ao intestino delgado, 
Bacteriologia | 
CÓLERA 
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tal qual a diarreia. 
 
AGENTE CAUSADOR 
O Vibrio cholerae é uma bactéria Gram-negativa altamente móvel, com forma de 
vírgula, com um único flagelo polar 
 Existem centenas de sorogrupos que incluem cepas patogênicas e não patogênicas. 
Até recentemente, a doença era causada por apenas dois desses sorotipos, Inaba e Ogawa, 
e dois biótipos, o clássico e El Tor, do sorogrupo O1 toxigênico. 
CAUSA 
A cólera é causada pela AÇÃO DA TOXINA liberada por dois sorogrupos específicos 
da bactéria Vibrio cholerae (sorogrupos O1 e O139). A toxina se liga às paredes intestinais, 
alterando o fluxo normal de sódio e cloreto do organismo. 
 
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CÓLERA 
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EPIDEMIOLOGIA 
A cólera é uma doença que já foi diagnosticada na antiguidade. Os surtos de cólera 
têm diminuído cada vez mais no mundo. 
No entanto, países menos favorecidos (principalmente dos continentes africano e 
asiático) ainda sofrem com a doença, o que leva à morte de milhares de pessoas. Por outro 
lado, em países desenvolvidos a cólera é considerada uma doença rara. 
Nos últimos 200 anos, o mundo vivenciou 7 grandes PANDEMIAS de cólera, que juntas 
foram responsáveis por milhões de mortes. 
 A chamada 7ª pandemia de cólera iniciou-se na Indonésia em 1961 e persiste até os 
dias hoje. Segundo o Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo inteiro, a cólera 
ainda é responsável por cerca de 5 milhões de infecções e 100 mil mortes por ano. 
 
TRANSMISSÃO 
A cólera é transmitida por meio de alimentos mal lavados, malcozidos (sobretudo 
mariscos), água não tratada (doença de veiculação hídrica). Por isso, ela está intimamente 
relacionada com a falta de saneamento básico do local. 
 
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CÓLERA 
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Os assentamentos humanos, onde as condições de higiene são desfavoráveis para o 
ser humano, além da escassez de água potável favorecem o surgimento dos surtos. As 
pessoas infectadas podem transmitir às outras por meio das fezes 
 
 
O período de incubação é de aproximadamente cinco dias. Vencendo a acidez 
estomacal, multiplica-se no intestino delgado de forma bastante rápida e, em razão de seus 
sintomas, pode causar desidratação,perda de sais minerais e diminuição acentuada da 
pressão sanguínea em curto espaço de tempo, com possibilidades de causar a morte das 
pessoas afetadas. 
SINTOMAS 
• Diarreia intensa 
• Desidratação 
• Boca e pele seca 
• Sede excessiva 
• Perda de peso 
• Fraqueza 
• Taquicardia 
• Pressão baixa 
• Náuseas e vômitos 
• Cólicas abdominais 
• Câimbras musculares 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da cólera é feita através de isolamento do V. cholerae na cultura de 
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CÓLERA 
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fezes (COPROCULTURA). Tratamento precisa iniciar antes da confirmação. 
 
A confirmação do diagnóstico é mais importante do ponto de vista de vigilância 
epidemiológica do que para o tratamento do paciente. 
 
TRATAMENTO 
• Beber bastante líquido 
• Se alimentar bem 
• Fazer reposição de sais minerais (soro caseiro, isotônicos...) 
• Tomar suplementos de zinco 
• Usar antibióticos 
• Não usar antidiarreicos 
 
 
 
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GASTROENTERITE BACTERIANA 
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PREVENÇÃO 
Melhoria do sistema de esgoto, água e alimentação relacionados com as condições e 
hábitos de higiene. 
 Existe VACINA contra a cólera, administrada por via oral. Porém, essa vacina 
protege o indivíduo durante um curto período de tempo, de aproximadamente 6 meses 
 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
CONCEITO 
A gastroenterite é uma INFLAMAÇÃO DO TRATO DIGESTIVO que resulta em 
vômitos e/ou diarreia e, às vezes, é acompanhada por febre ou cólicas abdominais 
É geralmente causada por uma infecção viral, bacteriana ou parasítica 
 
Bacteriologia | 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
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CARACTERÍSTICAS 
Gastroenterite bacteriana tem muitas causas, pode variar de leve a grave, e geralmente 
se manifesta com sintomas de vômitos, diarreia e desconforto abdominal. Geralmente é 
AUTOLIMITADA, mas o manejo inadequado de uma infecção aguda pode levar a um curso 
prolongado. 
 
A gastroenterite pode ser causada também pela ingestão de toxinas químicas e 
medicamentos. EXEMPLO: toxinas podem ser encontradas em plantas, como cogumelos 
venenosos ou em alguns tipos de frutos do mar exóticos. Antibióticos, quimioterápicos 
 
AGENTES CAUSADORES 
As bactérias que causam gastroenterite com mais frequência incluem: 
• Campylobacter 
• Clostridioides difficile 
• Escherichia coli (E. coli) 
• Salmonella 
• Shigella 
• Estafilococos (causadores de intoxicação alimentar por estafilococos) 
• Yersinia 
INTOXICAÇÃO ALIMENTAR 
As bactérias podem crescer em muitos tipos de alimentos expostos e sem 
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GASTROENTERITE BACTERIANA 
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refrigeração 
Staphylococcus em alimentos contaminados podem secretar uma TOXINA que causa 
vômito e diarreia súbitos. A gastroenterite contraída da comida contendo microrganismos 
ou toxinas bacterianas é, às vezes, chamada de intoxicação alimentar 
ENTEROBACTÉRIAS 
A Escherichia coli (E. coli) compreende um grupo de bactérias Gram-negativas que 
residem normalmente no intestino de pessoas saudáveis (enterobactérias), mas algumas 
cepas podem causar infecção no trato digestivo, trato urinário ou muitas outras partes do 
corpo 
 
TRANSMISSÃO 
Se espalham pela ROTA ORAL-FECAL; ingerir água ou comida contaminada com 
fezes, contato pessoa a pessoa, ou exposição direta a fezes contaminadas. 
Crianças são particularmente vulneráveis a gastroenterite por conta da falta de 
imunidade. O risco é maior em países em desenvolvimento onde a transmissão é 
aumentada por causa da falta de higiene, condições de moradia lotadas, e nutrição pobre. 
 
Bacteriologia | 
GASTROENTERITE BACTERIANA 
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DIAGNÓSTICO 
• Geralmente é clínico 
• Pode ser utilizado exame laboratorial para confirmação diagnóstica: EPF (exame 
parasitológico de fezes) para afastar parasitose, Coprocultura e outros 
indiretos para afastar complicações 
 
TRATAMENTO 
• Líquidos e soluções de reidratação 
• Em casos raros, antibióticos para determinadas infecções 
• Em casos raros, medicamentos que limitam os vômitos ou a diarreia (não 
indicado em virtude da possibilidade de ser a toxina da bactéria e a não 
eliminação prejudica o tratamento) 
• Os PROBIÓTICOS são organismos, como as bactérias, que são naturalmente 
encontradas no organismo e promovem o crescimento de bactérias benignas. 
• Eles também são encontrados em alimentos e podem ser tomados na forma 
de suplementos. 
 
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LEPTOSPIROSE 
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PREVENÇÃO 
• Melhoria nos hábitos de higiene 
• Evitar automedicação 
• Melhoria de condições sanitárias 
 
LEPTOSPIROSE 
CONCEITO 
A Leptospirose é o nome genérico de um grupo de doenças infecciosas causadas por 
bactérias espiroquetas do gênero Leptospira. 
 
Leptospira interrogans é o nome do agente etiológico do conjunto 
de ZOONOSES conhecidas como leptospirose, que ocorrem em áreas rurais e urbanas de 
regiões temperadas e subtropicais do mundo. 
Ampla distribuição entre os países da Ásia, Oceania, Índia, América Latina e Caribe, 
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LEPTOSPIROSE 
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por isso representa um grande problema de saúde pública em todo o mundo. 
AGENTE CAUSADOR 
Leptospira interrogans é uma espiroqueta móvel (flagelo), de 6 a 20 μm de 
comprimento e 0,25 μm de largura, cujo corpo celular é enrolado helicoidalmente sobre si 
mesmo 
Tem uma morfologia muito particular, na qual suas extremidades em forma de 
gancho dão a ela uma forma que alguns autores compararam com um ponto de 
interrogação. 
 
TRANSMISSÃO 
O contágio se dá pelo contato direto com a urina dos animais infectados ou pela 
exposição à água (enchentes etc.) contaminada pela Leptospira, que penetra no 
organismo através das mucosas e da pele íntegra ou com pequenos ferimentos, e 
dissemina-se na corrente sanguínea. 
Transmitida por animais de diferentes espécies (roedores, suínos, caninos, bovinos) 
para os seres humanos. 
Pode sobreviver indefinidamente nos rins dos animais infectados sem provocar 
nenhum sintoma e, no meio ambiente, por até seis meses depois de ter sido excretado pela 
urina. 
 
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LEPTOSPIROSE 
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CARATERÍSTICAS 
No Brasil, os RATOS URBANOS (ratazanas, ratos de telhado e camundongos) são os 
principais transmissores da doença e o número de casos aumenta na estação das chuvas, 
por causa das enchentes e inundações. 
 Infelizmente, o risco não desaparece depois que o nível das águas baixa, pois a 
bactéria continua ativa nos resíduos úmidos durante bastante tempo. 
 
SINTOMAS 
• A doença pode ser assintomática 
• Quando se instalam, os sintomas são febre alta que começa de repente, mal-
estar, dor muscular (mialgias) especialmente na panturrilha, de cabeça e no 
tórax, olhos vermelhos (hiperemia conjuntival), tosse, cansaço, calafrios, 
náuseas, diarreia, desidratação, exantemas (manchas vermelhas no corpo), 
meningite 
• Icterícia, hemorragias, complicações renais, torpor e coma são sinais da 
forma grave da doença, também conhecida como DOENÇA DE WEIL 
PROFILAXIA 
O antibiótico DOXICICLINA pode prevenir a leptospirose. Ele é administrado por 
via oral uma vez por semana a pessoas que tenham probabilidade de ficar expostas à 
bactéria, por exemplo, pessoas que moram ou viajam para uma área em que esteja 
ocorrendo um surto de leptospirose. 
 
Bacteriologia | 
LEPTOSPIROSE 
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• Observe as medidas básicas de higiene. Embale bem o lixo, ferva a água ou 
coloque algumas gotas de hipoclorito de sódio ou de água sanitária antes de 
beber ou cozinhar; 
• Lave bem os alimentos, especialmente frutas e verduras que serão consumidas 
cruas; 
• Vacine seu animal e mantenha rigorosamente limpas as vasilhas em que são 
servidos alimentos e água; 
• Não deixe as caixas d’água destampadas; 
• Use luvas e botas de borracha se trabalharem ambientes que possam ser 
reservatórios da Leptospira; 
• Não se automedique, se suspeitar de infecção pela bactéria da leptospirose. 
DIAGNÓSTICO 
Cultura de amostras sangue e de urina ou, às vezes, de uma amostra de líquido 
cefalorraquidiano (obtida por punção lombar). Exames de sangue para detectar material 
genético ou anticorpos contra leptospirose. 
 
Imunocromatografia para detecção de anticorpos 
TRATAMENTO 
• Antibióticos 
• Para a síndrome de Weil, possivelmente transfusões de sangue e hemodiálise 
 
 
Bacteriologia | 
INFECÇÃO URINÁRIA 
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INFECÇÃO URINÁRIA 
CONCEITO 
A infecção urinária é uma infecção causada por microrganismos, 
principalmente bactérias e fungos, que pode ocorrer em qualquer lugar das vias urinárias, 
como uretra, bexiga, ureteres e rins. 
 
CARACTERÍSTICAS 
Mulheres também tem maior risco de infecção urinária em comparação aos homens 
por terem uma uretra menor e devido à proximidade da abertura da uretra com o ânus e 
interior da vagina. 
A infecção urinária pode ser classificada de acordo com o local em que a infecção 
ocorre nas vias urinárias em: 
• URETRITE: infecção que envolve apenas a uretra; 
• CISTITE: quando infecção envolve principalmente a bexiga; 
• PIELONEFRITE: quando a infecção afeta principalmente os rins. 
 
Bacteriologia | 
INFECÇÃO URINÁRIA 
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ENTEROBACTERIAS 
As enterobactérias são bactérias GRAM NEGATIVAS de vida livre, não formam 
esporos e tem tamanho intermediário, medindo de 0,3 a 6,0 µm de comprimento e 0,5 µm 
de diâmetro. 
A temperatura ideal para o seu crescimento é de 37°C. Eles são anaeróbicos 
facultativos, ou seja, podem viver em ambientes de oxigênio ou dispensá-los. 
Enterobacteriaceae são grupo complexa e diversa de microrganismos. Eles recebem 
esse nome por sua localização frequente no trato digestivo de mamíferos – incluindo 
humanos – e outros animais, como insetos 
Dentro da classificação e nomenclatura das enterobactérias, podem ser mencionados 
os gêneros mais destacados do grupo: 
• Escherichia, 
• Shigella, 
• Klebsiella, 
• Yersinia, 
• Enterobacter, 
• Serratia, 
• Hafnia, 
• Proteus, 
• Morganella, 
• Providencia, 
• Citrobacter, 
• Edwardsiella 
• Salmonella. 
Em tratos geniturinários relativamente normais, cepas de Escherichia coli com 
fatores de ligação específicos para epitélio transicional da bexiga e ureteres 
representam 75 a 95% dos casos. 
O restante dos patógenos gram-negativos urinários inclui normalmente outras 
Bacteriologia | 
INFECÇÃO URINÁRIA 
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enterobactérias, tipicamente Klebsiella, Proteus mirabilis e, às vezes, Pseudomonas 
aeruginosa. 
Entre as bactérias gram-positivas, Staphylococcus saprophyticus está presente em 5 
a 10% das infecções do trato urinário bacterianas. 
QUALIDADE DAS ÁGUAS E ALIMENTOS 
• COLIFORMES TOTAIS compõem os grupos de bactérias gram-negativas que 
podem ser aeróbicas ou anaeróbicas (isto dependerá do ambiente e da 
bactéria), não originam esporos e fermentam a lactose, produzindo ácido e gás 
à 35/37°C. 
• COLIFORMES FECAIS são também conhecidos como “termotolerantes” por 
suportarem uma temperatura superior à 40°C, convivem em simbiose com 
humanos, bois, gatos, porcos e outros animais de sangue quente. São 
excretados em grande quantidade nas fezes e normalmente não causam 
doenças (quando estão no trato digestivo). Escherichia coli. 
SINTOMAS 
Os sintomas mais comuns de infecção urinária incluem: 
• Necessidade de urinar várias vezes ao dia; 
• Desejo repentino para urinar; 
• Dor e ardor para urinar; 
• Sensação de pressão ou dor na bexiga; 
• Mal estar; 
• Perda de urina na roupa; 
• Urina com mal cheiro. 
 
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TUBERCULOSE 
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FATORES DE RISCO 
• Segurar a urina por muito tempo, falta de hidratação 
• Diabetes e outras doenças de natureza grave 
• Relação sexual, pois o pênis pode ajudar a levar as bactérias para a uretra 
(lembrando que a infecção urinária não é considerada uma doença sexualmente 
transmissível) 
• Higienização precária 
• Gravidez 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da infecção urinária é feito pelo médico por meio da avaliação dos 
sinais e sintomas apresentados pela pessoa. 
EXAMES LABORATORIAIS: EAS (elementos anormais do sedimento), Urocultura + 
Antibiograma. 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
O tratamento da infecção urinária deve ser indicado pelo médico e normalmente 
envolve o uso de antibióticos, como as quinolonas LEVOFLOXACINA ou 
CIPROFLOXACINO, para eliminar o microrganismo causador. 
 
TUBERCULOSE 
CONCEITO 
A tuberculose é uma doença infecciosa predominantemente pulmonar causada pela 
bactéria do tipo bacilo chamada Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch). 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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A bactéria foi descoberta por Robert Koch em 1882. 
 
Apesar de também acometer outras partes (forma extrapulmonar), essa doença 
infectocontagiosa geralmente afeta os pulmões (forma pulmonar). 
As formas extrapulmonares normalmente comprometem ossos, intestino, olhos, pele 
e sistema nervoso, por exemplo, e são mais comuns em pessoas com HIV, as quais 
apresentam seu sistema imune comprometido. 
 
SINTOMAS 
A tuberculose afeta, principalmente, os pulmões, desencadeando sintomas como 
tosse, a qual pode ser sem ou com catarro, sudorese noturna, febre vespertina, fadiga, 
perda de peso e dor torácica. 
 Quando afeta outras regiões do corpo, outros sintomas podem surgir a depender do 
órgão afetado. 
TRANSMISSÃO 
A transmissão da tuberculose acontece quando uma pessoa saudável inala gotículas 
com o bacilo de Koch provenientes de uma pessoa doente, que, ao tossir, espirrar ou 
mesmo falar, elimina os bacilos. 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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Nem todas as pessoas que são expostas à bactéria causadora da tuberculose se 
infectam. Fatores como o local onde a exposição ocorreu e o tempo de exposição podem 
afetar a transmissão da doença. 
A infecção pelos bacilos acontece quando eles passam pelo trato respiratório superior 
e atingem os alvéolos pulmonares, pequenas estruturas em forma de saco onde acontecem 
as trocas gasosas. Esses bacilos, então, multiplicam-se e uma parte dissemina-se pelo corpo 
via corrente sanguínea. O sistema imune, assim, tenta controlar a infecção. 
 
 
Quando o sistema imune não é mais capaz de controlar a doença, a tuberculose 
desenvolve-se. De acordo com o Manual Técnico para o Controle da Tuberculose do 
Ministério da Saúde, apenas em torno de 10% das pessoas infectadas adoecem, metade 
delas durante os dois primeiros anos após a infecção e a outra metade ao longo de sua 
vida. 
EPIDEMIOLOGIA 
Apesar de ser uma enfermidade antiga, a tuberculose continua sendo um importante 
problema de saúde pública. No mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas 
adoecem por tuberculose. A doença é responsável por mais de um milhão de óbitos anuais. 
 No Brasil são notificados aproximadamente 70 mil casos novos/ano e ocorrem cerca 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. 
DIAGNÓSTICO 
A tuberculose é diagnosticada por meio de exames bacteriológicos e exames de 
imagem, que são considerados exames complementares. 
 
A baciloscopia (coloração para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR)) e a cultura 
para micobactéria são exemplos de exames bacteriológicos que detectam a presença do 
agente causador da tuberculose. O exame de imagem é a radiografia do tórax. 
 
O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento, sendo necessário 
iniciar a medicação logo após a confirmação de um caso de tuberculose. 
PREVENÇÃO 
A vacina que garante essa prevenção é a BCG (Bacillus Calmette-Guérin), que é 
fornecida gratuitamente e deve ser aplicada em crianças ao nascer ou, no máximo, atéatingirem 4 anos, 11 meses e 29 dias. 
A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, 
Bacteriologia | 
TUBERCULOSE 
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mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a 
meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada). 
 
O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas 
infectantes. Por essa razão, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco 
de transmissão. 
TRATAMENTO 
O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível 
no Sistema Único de Saúde (SUS). 
São utilizados quatro medicamentos para o tratamento dos casos de tuberculose que 
utilizam o esquema básico: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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HANSENÍASE 
CONCEITO 
A hanseníase é uma das doenças mais antigas que conhecemos, sendo que alguns 
registros datam-na em 600 a.C. 
É uma doença crônica e infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada 
Mycobacterium leprae, que afeta pele e nervos periféricos. 
 
AGENTE CAUSADOR 
Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. 
Esse patógeno, identificado pelo médico norueguês Gerhard Henrik Armauer Hansen, 
pertence à ordem Actinomycetales e à família Mycobacteriaceae, e seu tamanho fica em 
torno de 1 µm a 8 µm de comprimento e 0,3 µm de diâmetro 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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SINTOMAS 
A hanseníase é uma doença que afeta pele e nervos periféricos, sendo assim, os seus 
sintomas estão relacionados com o comprometimento dessas áreas. 
Sem dúvida, uma das manifestações mais marcantes dela são as manchas na pele 
que apresentam sensibilidade alterada. 
 
Se não tratada inicialmente, pode evoluir para incapacitações físicas. Entre as sequelas 
deixadas pela doença, estão: 
• incapacidade de elevar o pé (“pé caído”); 
• incapacidade de extensão dos dedos e do punho (“mão caída”); 
• incapacidade de fechar os olhos (lagoftalmo); 
• necrose e ulceração da cartilagem do nariz (“nariz desabado”). 
 
 
Bacteriologia | 
HANSENÍASE 
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TRANSMISSÃO 
O bacilo de Hansen se destaca por ser capaz de infectar uma grande quantidade de 
indivíduos, entretanto, poucos dos infectados realmente adoecem, o que significa que 
ele apresenta baixa patogenicidade. 
 
A doença é transmitida, de uma pessoa para outra, quando o doente elimina o 
agente causador, principalmente, por meio das vias aéreas superiores. 
O contato com o doente deve ser direto e prolongado para que ocorra a transmissão. 
 
A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por meio dos pacientes chamados 
de multibacilares, os quais apresentam uma grande carga bacilar. Pacientes 
paucibacilares (com menor carga bacilar) não são considerados uma importante fonte de 
transmissão. Logo no início do tratamento, a pessoa para de transmitir a doença. 
 
 
 
 
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HANSENÍASE 
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CLASSIFICAÇÃO 
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia os tipos de hanseníase são: 
• INDETERMINADA: Pacientes possuem até cinco manchas de contornos 
imprecisos, e, nesse caso, não há comprometimento neural. É a fase inicial da 
doença. Paucibacilar. 
• TUBERCULOIDE: Paciente apresenta até cinco lesões bem definidas e um nervo 
comprometido. Paucibacilar. 
• DIMORFA: Paciente apresenta mais de cinco lesões, com bordos que podem 
estar bem ou pouco definidos, e o comprometimento de dois ou mais 
nervos. Multibacilar. 
• VIRCHOWIANA: Paciente apresenta a forma mais disseminada da doença, 
sendo observada grande parte da pele danificada e, algumas vezes, 
comprometimento de órgãos, como nariz e rins. Multibacilar. 
DIAGNÓSTICO 
• É feito basicamente analisando-se a manifestação clínica da doença. 
• O exame denominado baciloscopia do raspado intradérmico é utilizado a fim 
de confirmá-lo. Esse exame visa identificar a presença de bacilos. Vale destacar 
que o resultado negativo do exame não descarta a doença caso o paciente 
apresente sintomas. 
 
 
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HANSENÍASE 
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TRATAMENTO 
A hanseníase é uma doença que atualmente possui cura. 
No passado o doente era isolado da sociedade, e a doença, considerada um castigo, 
sendo associada ao pecado e à impureza. Hoje, no entanto, isso mudou e o paciente pode 
seguir seu tratamento em casa. 
 
Desde 1976, em nosso país, o termo lepra (denominação antiga para hanseníase) não 
deve mais ser utilizado. Essa medida foi adotada pelo fato de que o termo carrega uma 
triste história de preconceito. 
O tratamento é feito por meio da POLIQUIMIOTERAPIA (PQT), que consiste na 
associação de vários antimicrobianos. 
Esse tratamento é feito gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, e o paciente não 
fica internado. Ele garante a completa cura da doença. 
 
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BOTULISMO 
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BOTULISMO 
CONCEITO 
O BOTULISMO é uma infecção bacteriana (não contagiosa) que provoca um quadro 
de intoxicação grave, causado pelas toxinas da Clostridium botulinum dos tipos A, B, E e, 
em raras ocasiões, pelo tipo F 
 
AGENTE CAUSADOR 
Clostridium botulinum é um bacilo gram-positivo ANAERÓBIO que apresenta 
capacidade de formar esporos e destaca-se por produzir uma neurotoxina poderosa. 
A toxina produzida pela bactéria é responsável por desencadear uma doença chamada 
botulismo, a qual provoca a paralisia de músculos e pode ser fatal. 
A bactéria é encontrada frequentemente no solo, em vegetais, como verduras e frutas, 
em sedimentos aquáticos e em fezes humanas. 
Os esporos produzidos pelo Clostridium botulinum são bastante resistentes, 
destacando-se por serem capazes de sobreviver por mais de 30 anos em meio líquido. 
Além disso, toleram temperaturas de 100 °C por horas. 
 
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BOTULISMO 
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FORMAS DA DOENÇA 
O botulismo não é uma doença contagiosa e pode ser classificada em quatro formas: 
• botulismo alimentar; 
• botulismo intestinal; 
• botulismo por ferimentos; 
• botulismo infantil. 
BOTULISMO ALIMENTAR 
A doença é adquirida quando o indivíduo ingere a toxina da bactéria em alimentos 
contaminados e que foram produzidos ou conservados de forma imprópria. 
Dentre os alimentos mais relacionados com o problema, segundo o Ministério da 
Saúde, temos as conservas vegetais; produtos cárneos cozidos, curados e defumados 
artesanalmente; pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pasta de queijo; 
e, ocasionalmente, alimentos enlatados industrializados. 
 
BOTULISMO INTESTINAL 
A transmissão acontece quando o paciente ingere os esporos presentes no 
alimento e o agente se fixa e se multiplica no intestino do indivíduo. Nesse local, será 
produzida e absorvida a toxina botulínica. 
 
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BOTULISMO 
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BOTULISMO DE FERIMENTOS 
Uma das formas mais raras de botulismo, a transmissão ocorre quando a bactéria 
contamina lesões, como úlceras crônicas com tecido necrótico, fissuras e ferimentos 
profundos em áreas mal vascularizadas. 
BOTULISMO INFANTIL 
Se trata de uma forma de ocorrência intestinal e que apresenta como principal causa 
a ingestão de mel de abelha nas primeiras semanas do desenvolvimento da criança. 
SINTOMAS 
Tontura, visão dupla, boca seca, aversão à luz, queda da pálpebra e dificuldade para 
urinar e evacuar são os principais. 
Dependendo da quantidade de esporos ingeridos, dificuldades de falar, engolir e se 
locomover podem se manifestar; assim como paralisia dos músculos respiratórios, o que 
muitas vezes é fatal. Além disso, há o risco do paciente desenvolver pneumonia, o que 
também pode levar a óbito. 
TRATAMENTO 
O tratamento do botulismo deve ser feito em UTI e se baseia no uso do soroantibotulínico, antibióticos e medidas de suporte ao paciente. 
 
PREVENÇÃO 
• Não adquirir nem ingerir alimentos cuja lata ou tampa se apresentem estufadas 
ou enferrujadas; 
• Não adquirir nem ingerir alimentos cujo conteúdo líquido se apresente turvo; 
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SÍFILIS 
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• Não adquirir nem ingerir alimentos cujo vidro se apresente turvo; 
• Só consumir mel de procedência conhecida; 
• Ferver alimentos enlatados antes do consumo, principalmente o palmito, já que 
este é um dos alimentos mais relacionados aos casos de botulismo (a toxina é 
destruída à temperatura de 65 a 80º C por 30 minutos; ou à 100 º C por 5 
minutos). 
TRATAMENTO ESTÉTICO 
A toxina provoca paralisia grave, entretanto, se administrada em pequenas 
quantidades, pode ser usada para fins estéticos e também terapêuticos. 
No caso de tratamentos estéticos, o uso da toxina botulínica visa, principalmente, a 
amenizar as linhas de expressão e rugas profundas, bem como reposicionar as 
sobrancelhas. 
 
SÍFILIS 
CONCEITO 
É uma infecção sexualmente transmissível, de evolução lenta e causada por uma 
bactéria chamada Treponema pallidum. Pode tornar-se bastante grave caso não haja o 
tratamento adequado, podendo atingir até mesmo o sistema nervoso 
AGENTE CAUSADOR 
O Treponema pallidum é uma bactéria gram-negativa do grupo das ESPIROQUETAS, 
anaeróbia facultativa e catalase negativa, que possui forma espiral . 
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SÍFILIS 
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TRANSMISSÃO 
A sífilis é uma doença transmitida, principalmente, por meio da relação sexual 
desprotegida com uma pessoa que está com a doença. A transmissão ocorre com maior 
frequência em pessoas que apresentam a sífilis primária e secundária. 
 
Se a ferida da sífilis estiver presente na boca, essa doença pode também ser 
transmitida pelo beijo. 
Pode ser transmitida da mãe para a criança no momento do parto ou durante a 
gestação. 
A doença pode ainda ser transmitida por transfusão de sangue, sendo esse último 
caso mais raro, devido à série de testes realizados no sangue recebido na doação. 
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SÍFILIS 
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Não existe imunidade contra essa infecção, o que significa que uma pessoa pode 
pegar sífilis quantas vezes for exposta à bactéria. 
SINTOMAS 
• Presença de uma ferida única que não dói, não coça e não apresenta pus, a qual 
surge na região onde a bactéria penetrou no organismo. Essa ferida pode surgir, 
por exemplo, na vagina, no pênis, no ânus ou na boca. 
• Manchas no corpo que não coçam 
• Febre 
• Mal-estar 
• Dor de cabeça 
• Ínguas no corpo 
• Em fases avançadas, a doença pode causar lesões na pele e nos ossos e 
manifestações cardiovasculares e neurológicas. 
CLASSIFICAÇÃO 
A sífilis é uma doença que tem uma evolução caracterizada por períodos de atividade, 
quando é possível observar uma série de manifestações clínicas, e períodos de latência, 
quando sinais e sintomas não podem ser observados 
Estágios: 
1. Sífilis Primária 
2. Sífilis Secundária 
3. Sífilis Latente 
4. Sífilis Terciária 
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SÍFILIS 
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SÍFILIS PRIMÁRIA 
Surgimento de uma lesão única denominada CANCRO DURO OU 
PROTOSSIFILOMA. Geralmente a ferida aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa 
lesão surge no local onde a bactéria penetrou no organismo, como no pênis, vagina, ânus 
ou boca, e caracteriza-se por ter a base endurecida, apresentar uma secreção serosa e não 
causar dor. 
Essa ferida é rica em bactérias e rapidamente desaparece do organismo sem deixar 
cicatrizes, o que leva a uma sensação de falsa cura. 
 
SÍFILIS SECUNDÁRIA 
Surge após a primária, quando essa última não é tratada. Nessa fase o que se tem é o 
surgimento de várias erupções na pele, as quais não causam coceira. Essas lesões podem 
aparecer em diferentes partes do corpo, incluindo as mãos e os pés. 
 Além das erupções, a pessoa com sífilis pode ter dores de cabeça, mal-estar, febre e 
perceber a presença de ínguas pelo corpo. 
 
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SÍFILIS 
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SÍFILIS LATENTE 
É um estágio assintomático da infecção, ou seja, que não apresenta manifestação clínica. A 
sífilis latente pode ser classificada em recente ou tardia. A primeira apresenta menos de um ano 
de evolução, enquanto a segunda apresenta mais de um ano de evolução 
SÍFILIS TERCIÁRIA 
Pode demorar até décadas para manifestar-se. É uma forma grave que atinge 
diferentes tecidos do corpo. Nela temos a sífilis cardiovascular e a neurossífilis, em que 
observamos o acometimento, respectivamente, dos sistemas cardiovascular e nervoso. 
 Esse estágio da doença é grave e pode até mesmo levar uma pessoa à morte 
DIAGNÓSTICO 
Os testes não treponêmicos, como o VDRL, detectam anticorpos que não são 
específicos para Treponema pallidum, enquanto os treponêmicos, como o FTA-Abs, 
detectam anticorpos específicos. 
 Sozinhos os testes não treponêmicos não confirmam o diagnóstico de sífilis. 
 
TRATAMENTO 
Doença curável tratada com antibióticos. O antibiótico com melhores resultados no 
tratamento da sífilis é a penicilina benzatina (benzetacil), que apresenta uma taxa de cura 
acima de 95% quando tomada nas doses corretas. 
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SÍFILIS 
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SÍFILIS CONGÊNITA 
É a sífilis transmitida para a criança durante a gravidez. Essa modalidade da doença 
pode gerar uma série de complicações graves, que envolvem aborto, prematuridade, morte 
ao nascer, má-formação fetal e sequelas, como deficiência mental, cegueira e surdez. 
As manifestações podem ocorrer logo depois do nascimento da criança ou então nos 
seus primeiros anos de vida. 
 
 
 
 
 
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SÍFILIS 
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QUESTÃO 01 - Sobre as características gerais e estruturais das bactérias avalie os 
itens: 
A parede celular de algumas bactérias e arqueobactérias contém peptidoglicano, 
que é um heteropolissacarídeo ligado a peptídeos. As bactérias gram-positivas 
diferem das gram-negativas, por apresentarem uma parede espessa de 
peptidoglicano. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A recombinação genética em bactérias pode acontecer a partir dos mecanismos de 
conjugação, transdução e transformação. No mecanismo de transformação, os 
bacteriófagos carregam os genes de uma célula procariótica a outra, enquanto que 
na transdução algumas bactérias são capazes de captar o DNA exógeno, 
incorporando-o ao seu genoma 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 02 - São características gerais das bactérias, exceto: 
A) Tipo de Célula: Procariótica. 
B) Membrana Celular: Esteróis ausentes, com exceção do Mycoplasma. 
C) Parede Celular: Peptideoglicana. 
D)Esporos: Endósporos (não para reprodução); alguns esporos assexuais 
reprodutivos. 
E) Metabolismo: Limitado a heterotrófico; aeróbico, anaeróbico facultativo. 
QUESTÃO 03 - Cólera é uma infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina 
do bacilo da Cólera Vibrio cholerae, frequentemente assintomática, com diarreia 
leve. Cólera é uma doença de notificação compulsória. Sobre o assunto é correto 
afirmar, EXCETO: 
A) A transmissão da Cólera é pela ingesta de água ou alimentos contaminados por 
fezes ou vômitos de doente ou portador. 
B) Lavar as mãos é uma recomendação importante que a equipe de enfermagem deve 
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dar aos pacientes e familiares. 
C) A Cólera, mesmo na forma mais grave, não pode levar o paciente a óbito. 
D) A Cólera pode se apresentar de forma grave, com diarreia aquosa e profusa, com 
ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras 
E) Se o quadro grave de Cólera não for tratado prontamente, pode evoluir para 
desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico. 
QUESTÃO 04 - A cólera é uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela 
enterotoxina doVibrio cholerae O1 ou O139, com manifestações variadas. Sobre 
a cólera, assinale a alternativa correta. 
 O Vibrio cholerae é um bacilo gram positivo, aeróbio ou anaeróbio facultativo. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Frequentemente a infecção é assintomática ou oligossintomática, com diarreia leve. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A febre é uma manifestação frequente. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 05 - Em uma visão global pode ser considerado o principal causador 
de gastrenterites bacterianas em humanos. O cursar da infecção inclui água 
contaminada, leite e carne, sendo os frangos as principais fontes potenciais deste 
micro-organismo. Não consegue se multiplicar em temperaturas abaixo de 30° 
C e é sensível a pHs ácidos. Todavia, pode sobreviver em frutas e vegetais 
prontos para o consumo, por um período de tempo suficiente para se apresentar 
como um risco ao consumidor. Após contaminação por este micro-organismo, o 
indivíduo irá apresentar sintomas em cerca de 2 a 5 dias. Os sintomas agudos são 
marcados pela presença de dor abdominal, diarreia líquida (algumas vezes com 
sangue), febre, indisposição, vômito, e os sintomas crônicos por colite, síndrome 
de Guillain-Barré, síndrome de Reiter. De qual microrganismo a questão se 
refere: 
A) Shigella 
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B) Salmonella 
C) Campylobacter 
D) Bacillus 
E) Clostridium 
QUESTÃO 06 - Microrganismos causadores de toxinfecções são em geral 
divididos em dois grupos: 
 
I. Infecções; cepas de Salmonella, Campylobacter jejuni e Escherichia coli 
patogênicas. 
II. Intoxicações; Bacillus cereus, Staphylococcus aureus e Clostridium 
botulinum. 
 
Desta forma, avalie os itens, quanto à informação do processo da doença 
causada ou seus sintomas: 
 
Os microrganismos que causam infecções podem se multiplicar no trato intestinal 
humano 
( ) Certo 
( ) Errado 
Microrganismos que causam intoxicações produzem toxinas, tanto nos alimentos 
como durante a passagem pelo trato intestinal e causam vômito. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Infecções bacterianas causam gastroenterites 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 07 - A Leptospirose é uma zoonose de ampla distribuição, com 
significativo impacto social, econômico e sanitário. Sobre a Leptospirose, 
assinale a alternativa incorreta. 
A) A Leptospirose é uma doença que acomete exclusivamente humanos 
B) A doença é classicamente bifásica, a primeira fase é denominada septicêmica e a 
segunda imune 
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C) A infecção ocorre, na maioria das vezes, de maneira indireta através do contato 
com a água ou solo úmido contaminado, e subsequente penetração da leptospira 
D) A apresentação clínica pode variar desde casos assintomáticos e oligossintomáticos 
até formas graves e fatais 
QUESTÃO 08 - A leptospirose é uma doença endêmica no Brasil, com 
aproximadamente 3.600 casos anuais e letalidade geral de 10% no ser humano. 
Sobre a leptospirose avalie os itens: 
Mais de 200 sorovares de leptospira já foram identificados, dos quais 
o icterohaemorrhagiae e o copenhagi estão relacionados aos casos mais graves em 
seres humanos no Brasil. 
( ) Certo 
( ) Errado 
O microrganismo penetra através da pele com presença de lesões, através da pele 
íntegra imersa em água contaminada por longos períodos de tempo ou através do 
contato com mucosas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A imunidade adquirida pós-infecção é sorovar-específica, o que significa que um 
mesmo indivíduo pode apresentar a doença mais de uma vez, caso o agente 
etiológico em cada episódio seja de um sorovar diferente dos anteriores. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 09 - A infecção urinária pode ser definida como colonização bacteriana 
da urina, resultando em infecção das estruturas do aparelho urinário. Qual das 
classes de antibióticos a seguir é considerada como de primeira escolha para o 
tratamento de ITU? 
A) Aminoglicosídeos. 
B) Penicilina. 
C) Macrolídeos. 
D) Sulfonamida. 
E) Quinolonas. 
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QUESTÃO 10 - A ocorrência de infecção urinária ou bacteriúria aumenta com a 
idade e a incapacidade; e as mulheres são mais susceptíveis a essa condição que 
os homens. Essa infecção é a segunda mais comum no corpo; em pacientes com 
65 anos ou mais, é a causa mais comum de sepse por microrganismos gram-
negativos e está associada à taxa de mortalidade superior a 50%. 
Sobre a infecção urinária, avalie os itens: 
Sexo feminino, diabetes mellitus, gravidez, imunocomprometimento, 
comprometimento cognitivo, imobilidade e esvaziamento incompleto da bexiga são 
fatores de risco para sua ocorrência. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A realização de higiene íntima, no sentido póstero-anterior; o consumo frequente de 
chá e café, e a redução da ingestão hídrica, para evitar incontinência, são algumas 
orientações relacionadas à prevenção da recorrência desse mal. 
( ) Certo 
( ) Errado 
A causa mais comum de recorrências dessa infecção em homens idosos é a prostatite 
bacteriana crônica. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 11 - Febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e 
inapetência, acompanhados de tosse com duração de 03 semanas ou mais 
caracterizam clinicamente um caso suspeito de: 
A) pneumonia 
B) tuberculose pulmonar 
C) paracoccidioidomicose 
D) histoplasmose 
QUESTÃO 12 - O Mycobacterium tuberculosis é o agente etiológico da 
Tuberculose, doença infecciosa e transmissível que representa um importante 
problema de saúde pública. Sobre a tuberculose, avalie os itens: 
É uma doença de transmissão por via respiratória, a partir da inalação de aerossóis. 
Bacteriologia | 
SÍFILIS 
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( ) Certo 
( ) Errado 
A vacina BCG previne contra todos os tipos de tuberculose. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Todo indivíduo que inalar o bacilo da tuberculose desenvolverá a doença. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Dentre os sinais e sintomas da tuberculose estão: edema, ganho de peso, inapetência 
e hemoptise. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 13 - A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo 
agente etiológico é o Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente, 
fracamente gram-positivo, que infecta os nervos periféricos e, mais 
especificamente, as células de Schwann. Entre os principais sinais e sintomas da 
hanseníase, está: 
A) aumento nos níveis de glicemia capilar 
B) tosse persistente por mais de 3 semanas. 
C) perda de peso e fragilidade óssea. 
D) pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local. 
QUESTÃO 14 - A Hanseníase é uma doença infecciosa e crônico-degenerativa, 
causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta nervos e pele. Sobre essa 
patologia, analise os itens: 
As paucibacilares se subdividem em indeterminada e tuberculoide, e caracterizam-se 
por serem mais graves. 
( ) Certo 
( ) Errado 
As multibacilares são mais brandas, subdividindo-se em dimorfa e vivchowiana. 
( ) Certo 
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SÍFILIS 
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( ) Errado 
A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando 
espirramos, tossimos ou falamos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
O tratamento atual da hanseníase é realizado em hospitais, com muitas internações. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Não causa perda da sensibilidade. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 15 - Assinale a alternativa incorreta sobre o botulismo. 
A) a intoxicação é causada por neurotoxinas que podem ser letais, causando forte 
envenenamento por meio dos esporos. 
B) seu agente é o Clostridium botulinum. 
C) a bactéria causadora pode também atingir o corpo por meio de ferimentos. 
D) seu agente vive no solo e pode contaminar alimentos manuseados e 
industrializados em condições precárias de higiene. 
E) é doença contagiosa e pode ser transmitida entre pessoas. 
QUESTÃO 16 - O botulismoé considerado uma doença neuroparalítica grave, 
não contagiosa, resultante da ação de toxinas produzidas pela 
bactéria Clostridium botulinum e requer vigilância constante em termos de 
saúde pública. Apresenta-se nas formas de botulismo alimentar, botulismo por 
ferimentos e botulismo intestinal, caracteriza-se por manifestações neurológicas 
e/ou gastrointestinais. Em relação a esse importante agravo, avalie os itens: 
O agente etiológico é um bacilo gram-negativo, anaeróbio e esporulado. Em sua 
forma vegetativa, pode produzir pré-toxina botulínica. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Apesar de a toxina botulínica ser letal e apenas uma pequena quantidade causar 
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SÍFILIS 
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doença, as toxinas são termolábeis e podem ser destruídas se aquecidas a 80°C por, 
no mínimo, dez minutos. 
( ) Certo 
( ) Errado 
QUESTÃO 17 - A bactéria causadora da sífilis, Treponema pallidum, não pode 
ser cultivada. Assim, o diagnóstico dessa doença é realizado por microscopia e 
sorologia. O teste sorológico não treponêmico utilizado para o diagnóstico da 
sífilis é chamado de: 
A) ELISA. 
B) Western blot. 
C) FTA-ABS. 
D) VDRL. 
E) MIC 
QUESTÃO 18 - A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada 
pela bactéria Treponema pallidum. Os sinais e sintomas da sífilis variam de 
acordo com cada estágio da doença, que se divide em: sífilis primária, 
secundária, latente e terciária. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual 
sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação 
ou parto. Quanto aos sinais e sintomas da sífilis de acordo com cada estágio da 
doença, avalie os itens: 
Na sífilis primária, podem surgir manchas no corpo, que geralmente não coçam, 
incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias. 
 
Na sífilis primária, pode aparecer uma ferida única, no local de entrada da bactéria 
(pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), entre 10 e 90 
dias após o contágio. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Na sífilis secundária, as manchas desaparecem em algumas semanas, 
independentemente de tratamento, trazendo a falsa impressão de cura. 
( ) Certo 
Bacteriologia | 
SÍFILIS 
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( ) Errado 
A sífilis terciária costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, 
ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: 01 Errado, Errado | 02 E | 03 C | 04 Errado, Certo, Errado | 05 C | 06 
Certo, Certo, Certo | 07 A | 08 Certo, Certo, Certo | 09 E | 10 Certo, Errado, Certo 
| 11 B | 12 Certo, Errado, Errado, Errado | 13 D | 14 Errado, Errado, Certo, Errado, 
Errado | 15 E | 16 Errado, Certo | 17 D | 18 Errado, Certo, Certo, Certo | 19 | 20 | 
21 
PROTOZOOLOGIA
TOXOPLASMOSE
Professor Ian Marques
CONCEITO
É uma doença causada por um 
protozoário, o Toxoplasma gondii, o 
qual apresenta felinos como 
hospedeiro definitivo e o homem, 
além de alguns outros animais 
vertebrados, como hospedeiros 
intermediários.
CONCEITO
É uma doença com distribuição 
geográfica mundial, sendo uma 
ZOONOSE bastante difundida.
Geralmente, é uma doença 
assintomática em pacientes sem 
imunidade comprometida, entretanto, 
mostra-se especialmente perigosa 
em casos de gravidez.
CICLO DE VIDA
O Toxoplasma gondii é um protozoário 
que infecta diferentes tipos de animais 
homeotérmicos, incluindo aves e 
mamíferos.
Felinos, por exemplo, o gato 
doméstico, são seus únicos 
HOSPEDEIROS DEFINITIVOS, porém 
outras espécies de vertebrados podem 
atuar como hospedeiros intermediários, 
sendo esse o caso do homem.
CICLO DE VIDA
Observamos três estados infectantes: oocistos, taquizoítos e bradizoítos.
• Os OOCISTOS (1), que contêm os esporozoítos, são estágios formados no ciclo 
intestinal do protozoário que ocorre no trato intestinal dos felídeos.
• O estágio de TAQUIZOÍTO (2) é encontrado durante a fase aguda da infecção.
• Já o estágio de BRADIZOÍTOS (3) é encontrado dentro de cistos teciduais na 
fase crônica da doença.
CICLO DE VIDA
• Os felinos são infectados, geralmente, 
quando ingerem tecidos do hospedeiro 
intermediário, como roedores e aves, 
com bradizoítos ou ainda quando 
ingerem oocistos esporulados de 
ambientes contaminados.
• No tubo digestório dos felinos, os cistos 
teciduais são rompidos e os bradizoítos
liberados.
CICLO DE VIDA
• Os bradizoítos invadem a mucosa do 
intestino dos felinos, diferenciam-se e 
reproduzem-se. O oocisto é formado e 
eliminado de forma imatura nas fezes.
• Logo após eliminado, inicia-se o 
processo de esporulação, que resulta no 
OOCISTO INFECTANTE.
CICLO DE VIDA
• Os hospedeiros intermediários 
(HOMEM) infectam-se ao ingerir o oocisto 
o qual pode estar contaminando o solo ou 
alimento. Pode também ingerir tecido de 
hospedeiros intermediários contaminados.
• As formas parasitárias ingeridas 
rompem-se e liberam esporozoítos 
(quando foi ingerido oocisto) ou 
bradizoítos (quando foi ingerido tecido 
com cistos teciduais) que invadem células 
nucleadas.
CICLO DE VIDA
• Cada parasita no interior da célula é um 
taquizoíto.
• O taquizoíto, então, divide-se várias 
vezes de forma assexuada até ocasionar 
o rompimento da célula.
• Esse processo ocorre sucessivas vezes 
e os taquizoítos migram para vários 
órgãos pelo sistema vascular.
CICLO DE VIDA
• A formação dos bradizoítos ocorre 
quando o hospedeiro intermediário 
começa a desenvolver imunidade.
• Com o desenvolvimento da resposta 
imunológica, os taquizoítos transformam-
se em bradizoítos e apresentam uma 
divisão mais lenta e passam a formar os 
cistos teciduais.
TRANSMISSÃO
Ingestão de oocistos, os quais podem 
estar presentes no solo, água e alimentos 
de origem vegetal, ou por meio da 
ingestão de carne apresentando cistos 
teciduais.
No caso do homem, não podemos deixar 
de citar que a transmissão pode ser 
também congênita, ou seja, passada da 
mãe para o bebê durante a gestação.
SINTOMAS
Na maioria dos casos, a toxoplasmose é 
uma doença assintomática, ou seja, que 
não causa sintomas. 
Entretanto, em uma menor quantidade de 
indivíduos, podem ocorrer algumas 
manifestações clínicas importantes:
• TOXOPLASMOSE OCULAR
• TOXOPLASMOSE CONGÊNITA
TRATAMENTO
• A toxoplasmose não é tratada em pacientes que não apresentam a 
saúde debilitada.
• Em gestantes, faz-se o uso da ESPIRAMICINA, que reduz as chances 
de transmissão de toxoplasmose para o bebê. 
• Quando há a confirmação da infecção fetal, o tratamento é baseado no 
uso de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO
A toxoplasmose é uma doença causada pelo Toxoplama gondii e torna-se
especialmente relevante quando afeta uma mulher na fase de gestação, pois existe
risco de acometimento fetal. Avalie o item:
São medidas de controle da toxoplasmose: não ingerir carnes cruas, mal cozidas ou mal
passadas. Eliminar as fezes dos gatos infectados em recipientes e locais seguros.
CERTO
A Toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada por protozoário. Apesenta
quadro clínico variado, desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas
extremamente graves. Sobre a Toxoplasmose assinale a alternativa INCORRETA.
A) O período de incubação da doença é de 10 a 23 dias, quando a fonte de ingestão for
carne e de 5 a 20 dias, após a ingestão de oocistos de fezes de gatos.
B) A infecção, também conhecida como doença do gato, chega até o homem por três vias:
ingestão de oocistos provenientes de resíduos contaminados com fezes de gatos
infectados, ingestão de carne crua infectada com cisto e infecção transplacentária.
C) O agente etiológico é o protozoário coccídio intracelular Toxoplasma gondii. Seus
hospedeiros definitivos são os homens e aves e seu hospedeiro intermediário é o gato.
D) Apesarcasos, cerca de 1 metro de 
comprimento, como nos neurônios que se estendem desde nossas costas até o pé. 
São células formadas por um corpo celular, de onde partem dois tipos de 
prolongamentos: dendritos e axônio. Muitos neurônios são envolvidos por células 
especiais, as células de Schwann (enquadrada como célula glia por alguns autores). 
Essas células se enrolam dezenas de vezes em torno do axônio e formam uma capa 
membranosa de natureza lipídica, chamada bainha de mielina. A bainha de mielina 
atua como um isolamento elétrico e aumenta a velocidade de propagação do impulso 
nervoso ao longo do axônio. Na doença degenerativa conhecida como esclerose 
múltipla, por exemplo, ocorre uma deterioração gradual da bainha de mielina, 
resultando na perda progressiva da coordenação nervosa. As fibras mielínicas (com 
bainha de mielina) conduzem o impulso nervoso a uma velocidade de mais de 100 
m/s. Já as fibras amielínicas (sem bainha de mielina) conduzem o impulso muito 
lentamente. 
As células da glia (ou neuroglia) são vários tipos celulares relacionados com a 
sustentação e a nutrição dos neurônios, com a produção de mielina e com a 
fagocitose. 
 
As principais células glia: 
✓ Astrócitos - fazem a sustentação e suas ramificações ligam capilares a 
neurônios, transportando nutrientes. 
✓ Micróglia - fazem a fagocitose de corpos estranhos e restos celulares. 
✓ Oligodendrócitos e Células de Schwann - Formam bainhas de mielina de 
axônios, sendo os oligodendrócitos no sistema nervoso central e as células de 
Schwann no sistema nervoso periférico. 
 
 
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A condução do impulso nervoso 
Os estímulos se propagam sempre no mesmo sentido: são recebidos pelos dendritos, 
seguem pelo corpo celular, percorrem o axônio e, da extremidade deste, são passados 
à célula seguinte (dendrito – corpo celular – axônio). O impulso nervoso que se 
propaga através do neurônio é de origem elétrica e resulta de alterações nas cargas 
elétricas das superfícies externa e interna da membrana celular. Quando essa 
membrana se encontra em tal situação, diz-se que está polarizada. Essa diferença de 
cargas elétricas é mantida pela bomba de sódio e potássio. Assim separadas, as cargas 
elétricas estabelecem uma energia elétrica potencial através da membrana: o 
potencial de membrana ou potencial de repouso (diferença entre as cargas elétricas 
através da membrana). Quando um estímulo químico, mecânico ou elétrico chega ao 
neurônio, ocorre alteração da permeabilidade da membrana, permitindo grande 
entrada de sódio na célula e pequena saída de potássio dela. Com isso, ocorre uma 
inversão das cargas ao redor dessa membrana, que fica despolarizada gerando um 
potencial de ação. Essa despolarização propaga-se pelo neurônio caracterizando o 
impulso nervoso. Imediatamente após a passagem do impulso, a membrana sofre 
repolarização, recuperando seu estado de repouso, e a transmissão do impulso cessa. 
 
 
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OBS: a condução do impulso nervoso é um pouco diferente nas fibras mielínicas que 
inervam os músculos esqueléticos. Nelas, apenas há inversão de polaridade nas 
regiões dos nódulos de Ranvier. A onda, então, “salta” diretamente de um nódulo para 
outro, não acontecendo em toda a extensão da região mielinizada (a mielina é 
isolante). Fala-se então em condução saltatória e com isso há um bom aumento da 
velocidade do impulso nervoso quando comparado às fibras amielínicas. 
 
Quando ocorre a despolarização e a repolarização em um nó de Ranvier, na sequência, 
esses fenômenos passam para o nó seguinte, distante do anterior. Devido a isso, a 
velocidade de impulso no neurônio mielínico (com bainha de mielina) é maior. 
 
LEI DO TUDO OU NADA: Um neurônio só consegue enviar um impulso se a 
intensidade do impulso for acima de um determinado nível. Este valor mínimo que 
permite a transmissão do potencial de ação é conhecido como potencial limiar. Os 
valores abaixo do potencial limiar são conhecidos como sublimiares. Acima desse 
valor o potencial ocorrerá independentemente da intensidade. 
 
 
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4.7 Sinapse 
 
 
 
Uma sinapse pode ser química (maioria) ou elétrica (ex. em certas células cardíacas). 
*Os neurotransmissores são os mediadores da sinapse química (acetilcolina, 
noradrenalina, dopamina, entre outros). 
*À medida em que são liberados os neurotransmissores na fenda sináptica, eles ligam-
se a receptores específicos na membrana do neurônio pós-sináptico. Com isso abrem-
se canais de sódio e potássio, o que provoca a despolarização desse neurônio e a 
continuação do impulso nervoso nesse neurônio. 
 
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Bons estudos! 
Lembre-se de que o futuro pertence aqueles que acreditam 
na beleza de seus sonhos. (Eleanor Roosevelt). 
 
Nós acreditamos e apostamos na realização dos seus objetivos. 
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Biologia 
Histologia Humana 
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3 Conteúdo Programático 
1 Apresentação ....................................................................................................................... 2 
2 Roteiro do PDF FOCADO ....................................................................................................... 3 
4 Sistemas Humanos ............................................................................................................... 5 
4.1 Sistema Endócrino ...................................................................................................................... 5 
4.2 Sistema Nervoso ......................................................................................................................... 9 
4.2.1.1 Sistema Nervoso Central...................................................................................................................... 10 
4.2.1.2 Sistema Nervoso Periférico .................................................................................................................. 11 
4.2.1.3 Sistema Nervoso Autônomo (Sna) ....................................................................................................... 12 
4.3 Sistema Sensorial ...................................................................................................................... 13 
4.4 Sistema Digestivo ...................................................................................................................... 16 
4.5 Sistema Urinário ....................................................................................................................... 20 
4.6 Sistema Circulatório .................................................................................................................. 23 
4.7 Sistema Linfático ....................................................................................................................... 26 
4.8 Sistema Respiratório ................................................................................................................. 27 
4.9 Sistema Tegumentar ................................................................................................................. 30 
4.10 Papiloscopia Forense ............................................................................................................ 33 
4.11 Funções Do Tegumento ........................................................................................................ 33 
4.12 Doenças Da Pele ................................................................................................................... 36 
4.13 Como Cai Na Prova ............................................................................................................... 36 
4.14 Sistema Reprodutor Masculino .............................................................................................de ser uma doença que não é objeto de ações de vigilância epidemiológica,
estima-se que 70% a 95% da população mundial esteja infectada.
PROTOZOOLOGIA
TOXOPLASMOSE
Professor Ian Marques
CONCEITO
É uma doença causada por um 
protozoário, o Toxoplasma gondii, o 
qual apresenta felinos como 
hospedeiro definitivo e o homem, 
além de alguns outros animais 
vertebrados, como hospedeiros 
intermediários.
CONCEITO
É uma doença com distribuição 
geográfica mundial, sendo uma 
ZOONOSE bastante difundida.
Geralmente, é uma doença 
assintomática em pacientes sem 
imunidade comprometida, entretanto, 
mostra-se especialmente perigosa 
em casos de gravidez.
CICLO DE VIDA
O Toxoplasma gondii é um protozoário 
que infecta diferentes tipos de animais 
homeotérmicos, incluindo aves e 
mamíferos.
Felinos, por exemplo, o gato 
doméstico, são seus únicos 
HOSPEDEIROS DEFINITIVOS, porém 
outras espécies de vertebrados podem 
atuar como hospedeiros intermediários, 
sendo esse o caso do homem.
CICLO DE VIDA
Observamos três estados infectantes: oocistos, taquizoítos e bradizoítos.
• Os OOCISTOS (1), que contêm os esporozoítos, são estágios formados no ciclo 
intestinal do protozoário que ocorre no trato intestinal dos felídeos.
• O estágio de TAQUIZOÍTO (2) é encontrado durante a fase aguda da infecção.
• Já o estágio de BRADIZOÍTOS (3) é encontrado dentro de cistos teciduais na 
fase crônica da doença.
CICLO DE VIDA
• Os felinos são infectados, geralmente, 
quando ingerem tecidos do hospedeiro 
intermediário, como roedores e aves, 
com bradizoítos ou ainda quando 
ingerem oocistos esporulados de 
ambientes contaminados.
• No tubo digestório dos felinos, os cistos 
teciduais são rompidos e os bradizoítos
liberados.
CICLO DE VIDA
• Os bradizoítos invadem a mucosa do 
intestino dos felinos, diferenciam-se e 
reproduzem-se. O oocisto é formado e 
eliminado de forma imatura nas fezes.
• Logo após eliminado, inicia-se o 
processo de esporulação, que resulta no 
OOCISTO INFECTANTE.
CICLO DE VIDA
• Os hospedeiros intermediários 
(HOMEM) infectam-se ao ingerir o oocisto 
o qual pode estar contaminando o solo ou 
alimento. Pode também ingerir tecido de 
hospedeiros intermediários contaminados.
• As formas parasitárias ingeridas 
rompem-se e liberam esporozoítos 
(quando foi ingerido oocisto) ou 
bradizoítos (quando foi ingerido tecido 
com cistos teciduais) que invadem células 
nucleadas.
CICLO DE VIDA
• Cada parasita no interior da célula é um 
taquizoíto.
• O taquizoíto, então, divide-se várias 
vezes de forma assexuada até ocasionar 
o rompimento da célula.
• Esse processo ocorre sucessivas vezes 
e os taquizoítos migram para vários 
órgãos pelo sistema vascular.
CICLO DE VIDA
• A formação dos bradizoítos ocorre 
quando o hospedeiro intermediário 
começa a desenvolver imunidade.
• Com o desenvolvimento da resposta 
imunológica, os taquizoítos transformam-
se em bradizoítos e apresentam uma 
divisão mais lenta e passam a formar os 
cistos teciduais.
TRANSMISSÃO
Ingestão de oocistos, os quais podem 
estar presentes no solo, água e alimentos 
de origem vegetal, ou por meio da 
ingestão de carne apresentando cistos 
teciduais.
No caso do homem, não podemos deixar 
de citar que a transmissão pode ser 
também congênita, ou seja, passada da 
mãe para o bebê durante a gestação.
SINTOMAS
Na maioria dos casos, a toxoplasmose é 
uma doença assintomática, ou seja, que 
não causa sintomas. 
Entretanto, em uma menor quantidade de 
indivíduos, podem ocorrer algumas 
manifestações clínicas importantes:
• TOXOPLASMOSE OCULAR
• TOXOPLASMOSE CONGÊNITA
TRATAMENTO
• A toxoplasmose não é tratada em pacientes que não apresentam a 
saúde debilitada.
• Em gestantes, faz-se o uso da ESPIRAMICINA, que reduz as chances 
de transmissão de toxoplasmose para o bebê. 
• Quando há a confirmação da infecção fetal, o tratamento é baseado no 
uso de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO
A toxoplasmose é uma doença causada pelo Toxoplama gondii e torna-se
especialmente relevante quando afeta uma mulher na fase de gestação, pois existe
risco de acometimento fetal. Avalie o item:
São medidas de controle da toxoplasmose: não ingerir carnes cruas, mal cozidas ou mal
passadas. Eliminar as fezes dos gatos infectados em recipientes e locais seguros.
CERTO
A Toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada por protozoário. Apesenta
quadro clínico variado, desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas
extremamente graves. Sobre a Toxoplasmose assinale a alternativa INCORRETA.
A) O período de incubação da doença é de 10 a 23 dias, quando a fonte de ingestão for
carne e de 5 a 20 dias, após a ingestão de oocistos de fezes de gatos.
B) A infecção, também conhecida como doença do gato, chega até o homem por três vias:
ingestão de oocistos provenientes de resíduos contaminados com fezes de gatos
infectados, ingestão de carne crua infectada com cisto e infecção transplacentária.
C) O agente etiológico é o protozoário coccídio intracelular Toxoplasma gondii. Seus
hospedeiros definitivos são os homens e aves e seu hospedeiro intermediário é o gato.
D) Apesar de ser uma doença que não é objeto de ações de vigilância epidemiológica,
estima-se que 70% a 95% da população mundial esteja infectada.37 
4.14.1.1 Sistema Genital Masculino ............................................................................................................. 38 
4.15 Como Cai Na Prova ............................................................................................................... 44 
4.16 Sistema Reprodutor Feminino ............................................................................................... 45 
4.17 Como Cai Na Prova ............................................................................................................... 53 
5 Questões Para Treinar ........................................................................................................ 55 
5.1 Gabarito: .................................................................................................................................. 71 
 
 
 
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4 Sistemas Humanos 
Os diversos órgãos que compõem o Ser Humano são organizados em Sistemas. 
Fisiologia Humana o ramo da biologia que trata do estudo dos sistemas do organismo. 
Iremos nos basear na anatomia, biofísica e bioquímica para aprofundarmos os 
processos, atividades e fenômenos característicos que ocorrem nos humanos. Assim, 
entenderemos os processos químicos e físicos do nosso corpo como um todo. É 
importante ressaltarmos a relação existente entre diversos Sistemas, como por 
exemplo, a que existe entre o sistema endócrino e nervoso e entre o respiratório e 
circulatório. 
 
4.1 Sistema Endócrino 
As glândulas do corpo humano podem ser exócrinas (com seus produtos de secreção 
sendo lançados em um ducto) ou endócrinas (com seus produtos de secreção sendo 
lançados na corrente sanguínea). O sistema endócrino é responsável por liberar 
substâncias na circulação que atuam em diversas funções, como crescimento, 
transporte de substâncias, absorção de cálcio, produção do leite, estímulo do 
metabolismo, dentre outras. Esse mecanismo dá-se por um processo chamado 
retroalimentação (positiva ou negativa). 
 
*HIPÓFISE (PITUITÁRIA): Localizada na base do encéfalo na sela túrcica. Nos seres 
humanos tem o tamanho aproximado de um grão de ervilha e possui basicamente 
duas partes, o lobo anterior (adeno-hipófise) e o lobo posterior (neuro-hipófise). 
 
*Adeno hipófise: Nesta região destacam-se a prolactina, o hormônio do crescimento 
(somatotrofina ou STH - GH), o tireotrófico (TSH), os gonadotróficos (FSH e LH) e o 
adrenocorticotrófico (ACTH). 
 
*Neuro hipófise: Esta região da hipófise não produz seus hormônios, que são 
produzidos no hipotálamo. Logo, ela apenas armazena e secreta os hormônios 
vasopressina (ADH ou anti-diurético) e o hormônio oxitocina. 
 
 
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OBS: Há ainda a hipófise intermediária (lobo mediano) que secreta o hormônio MSH 
– hormônio estimulante dos melanócitos (intermedina) que em peixes, anfíbios e 
répteis tem relação com os cromatóforos que alteram a cor da pele. A hipófise 
localiza-se na sela túrcica, depressão do osso esfenoide. 
 
 
*GLÂNDULA PINEAL: Está relacionada aos ciclos circadianos (ritmos biológicos) 
como a atividade sexual e reprodutora dentre outras funções. Produz o hormônio 
melatonina com função de regular o sono nos humanos. 
 
*TIMO: É um órgão linfático com função de maturação das células de defesa 
(linfócitos T). Produz o hormônio timosina que auxilia nessa função. 
 
*TIREÓIDE: Localiza-se no pescoço, estando apoiada sobre as cartilagens da laringe 
e da traqueia. Seus dois hormônios, triiodotironina (T3) e tetraiodotironina (tiroxina - 
T4), aumentam a velocidade dos processos de oxidação e de liberação de energia nas 
 
 
 
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células do corpo, elevando a taxa metabólica e a geração de calor. Estimulam ainda a 
produção de RNA e a síntese de proteínas, estando relacionados ao crescimento, 
maturação e desenvolvimento. A calcitonina participa do controle da concentração 
sanguínea de cálcio, inibindo a remoção do cálcio dos ossos e a saída dele para o 
plasma sanguíneo, estimulando sua incorporação pelos ossos. 
 
*PARATIREOIDES: Secretam o paratormônio (ou paratireoidina), que estimula a 
remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sanguíneo), a absorção 
de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais, 
aumentando a concentração de cálcio no sangue. O cálcio circulante será importante 
para a contração muscular e coagulação, por exemplo. 
 
*ADRENAIS: São duas glândulas localizadas acima dos rins e divididas em duas partes 
independentes – a medula (parte interna) e o córtex (parte externa). Essas duas regiões 
secretam hormônios completamente diferentes e comportam-se como duas 
glândulas. O córtex secreta três tipos de hormônios: os glicocorticoides (cortisol), os 
mineralocorticoides (aldosterona) e os androgênios e a medula secreta as 
catecolaminas (adrenalina ou epinefrina e noradrenalina ou norepinefrina) 
 
 
*PÂNCREAS (Ilhotas Pancreáticas): É uma glândula mista ou anfícrina – apresenta 
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determinadas regiões endócrinas e determinadas regiões exócrinas (da porção 
secretora partem dutos que lançam as secreções para o interior da cavidade intestinal) 
ao mesmo tempo. As chamadas ilhotas de Langerhans são a porção endócrina, onde 
estão as células que secretam os dois hormônios: insulina (produzida nas células beta) 
e glucagon (produzido nas células alfa), que atuam no metabolismo da glicose. 
 
OBS: Alguns hormônios podem ter efeito diabetogênico (atuando no aumento da 
glicemia sanguínea). 
 
É o caso do hormônio cortisol, da somatotrofina, do glucagon, dentre outros. Nesta 
função esses hormônios são antagônicos da insulina. 
 
 
 
*GÔNADAS (OVÁRIOS E TESTÍCULOS): Os ovários produzem a progesterona e o 
estrogênio, ambos com muita influência no ciclo menstrual e os testículos produzem 
a testosterona. 
 
 
 
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4.2 Sistema Nervoso 
Tem por função receber, associar, armazenar ou emitir informações garantindo assim 
a homeostase e neurossecreção. É dividido didaticamente em dois, o Sistema 
Nervoso Central, destacando o hipotálamo, cérebro, cerebelo, ponte e bulbo; e o 
Sistema Nervoso Periférico, formado por gânglios nervosos e nervos, sendo 12 pares 
de nervos cranianos e 31 pares de nervos raquidianos. Os tipos celulares são os 
neurônios e as células glia, que compõem o tecido nervoso. Observe a divisão básica. 
 
 
 
 
 
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Origem do sistema nervoso: 
 
 
 
4.2.1.1 Sistema Nervoso Central 
A caixa craniana protege o encéfalo assim como a espinha dorsal protege a medula 
espinhal. Todo o sistema nervos é protegido por três membranas chamadas 
meninges (dura-máter – mais externa, aracnóide – mediana e pia-máter – mais 
interna). Nas meninges também há o líquido cefalorraquidiano ou líquor que protege 
o sistema de impactos. A análise desse líquido permite saber se há ou não meningite. 
 
ENCÉFALO 
É formado por cinco vesículas. A primeira e maior delas (telencéfalo) é o cérebro, a 
quarta (metencéfalo) é o cerebelo e a quinta (mielencéfalo) é o bulbo, do qual parte 
a medula espinhal protegida pelas vértebras. O cérebro e o cerebelo, ao longo do 
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desenvolvimento, crescem muito e recobrem as outras vesículas. 
 
✓ Cérebro - Substância cinzenta – córtex; Substância branca – central. É 
responsável pelo controle sensorial (audição e visão, por exemplo) e motor 
(movimentos do corpo e fala), inteligência e memória. 
✓ Cerebelo - massa cinzenta também externa. Coordena as atividades motoras 
evitando sobrecarga do cérebro. Também atua no equilíbrio e tônus muscular. 
✓ Ponte - Ligação entre o cérebro e o cerebelo 
✓ Bulbo- Atua no controle dos movimentos cardiorrespiratórios 
✓ 
 
 
MEDULA ESPINHAL 
Apresenta a massa cinzenta na região central, onde encontramos os corpos celulares 
dos neurônios (massa branca = periférica). Ao longo da medula, partem os 31 pares 
de nervos espinhais, que se ramificam lateralmente no corpo e estão ligados a duas 
cadeias de gânglios nervosos. 
 
4.2.1.2 Sistema Nervoso Periférico 
✓ *Gânglios - Formados por corpos celulares de neurônios concentrados. 
✓ *Nervos - Formados basicamente por axônios, dendritos ou ambos. São 
divididos em 3 tipos. 
• Nervos sensoriais - São formados por dendritos que levam o impulso 
nervoso aos centros nervosos. 
• Nervos motores - Formados por axônios que levam o impulso dos centros 
para os órgãos efetuadores (músculos e glândulas). 
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• Nervos mistos - Formados por feixes sensoriais e motores. 
 
4.2.1.3 Sistema Nervoso Autônomo (Sna) 
Todos os órgãos viscerais têm uma regulação autônoma, independente de um 
controle voluntário. Respiração e movimentos peristálticos, por exemplo, não 
dependem do sistema nervoso voluntário. São controlados pelo SNA. Os nervos e os 
gânglios do SNA estão reunidos em dois grupos: 
 
SNA simpático - formado por uma cadeia de gânglios situados dos dois lados da 
medula, ao longo das regiões torácica e lombar. Seu mediador químico 
(neurotransmissor) é a adrenalina/noradrenalina (fibras nervosas adrenérgicas). 
SNA parassimpático - parte do cérebro e da região sacra da medula. Suas fibras são 
longas (pré-ganglionares) chegam aos gânglios parassimpáticos que estão nas 
paredes dos órgãos viscerais. Seu neurotransmissor é a acetilcolina (fibras 
coligérgicas). 
 
 
 
Reflexo 
É um ato involuntário e rápido que visa uma proteção ou adaptação do organismo 
quando recebemos um estímulo periférico. Ocorre por estimulação física ou química 
e depende de uma série de estruturas para que se efetive a reação ou ação reflexa. 
Essas estruturas constituem o arco reflexo simples (que é o trajeto percorrido pelo 
impulso nervoso), são elas: 
✓ Receptores na pele, mucosas, tendões e músculos 
✓ Nervo aferente ou sensitivo, que leva o impulso nervoso até um centro nervoso 
✓ Centro nervoso, coordenador, que pode ser o encéfalo ou a medula espinhal 
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✓ Nervo eferente ou motor, que leva o impulso nervoso para um órgão efetuador 
✓ Órgão efetuador, glândula ou músculo, que reage, caracterizando o ato ou ação 
reflexa (que é a resposta) 
 
4.3 Sistema Sensorial 
Para que os processos de recepção a estímulos externos ocorram, necessitamos de 
receptores sensoriais, estruturas que têm a função de receber um estímulo e 
transformá-lo em impulso nervoso, que é processado nos centros nervosos cerebrais. 
Informado sobre as alterações do seu interior e as do ambiente, o corpo inicia as 
reações de adaptação às novas condições. 
 
VISÃO - Para atingir a retina, o feixe de luz inicia o trajeto pela córnea. Logo atrás da 
pupila está o cristalino, que é uma lente bixonvexa que torna o feixe de luz 
convergente, permitindo a formação da imagem na retina. Na retina existem os cones 
(responsáveis pela visão em cores) e os bastonetes (responsáveis pela visão na 
escuridão). Assim, a luz atravessa esse sistema de lentes até chegar à retina. 
 
Os principais 
neurotransmisso
res são 
Dopamina, 
Acetilcolina, 
Noradrenalina, , 
Endorfina, GABA 
e Serotonina 
 
 
 
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OBS: Outros defeitos relacionados à visão são presbiopia (vista cansada), glaucoma 
(aumento da pressão), conjutivites (irritações ou inflamações da conjuntiva), tracoma 
(infecção grave na conjuntiva) e catarata (perda da transparência do cristalino). 
 
*AUDIÇÃO (ORELHA = FONORRECEPÇÃO E EQUILÍBRIO) - As orelhas são 
mecanorreceptoras, pois percebem ondas sonoras que provocam deformações em 
suas estruturas. Apresenta três regiões: 
✓ Orelha externa - Pavilhão auditivo e meato acústico 
✓ Orelha média - Tímpano, tuba auditiva e ossículos (martelo, bigorna e estribo) 
✓ Orelha interna - Canais semicirculares e cóclea 
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O equilíbrio - O labirinto é uma região importante na orelha interna. Formado por 
uma câmara, o vestíbulo, ligada a três canais semicirculares. Na base de cada canal há 
uma dilatação, a ampola, e internamente a ela, grupos de neurônios, os neuromastos, 
semelhantes aos da linha lateral dos peixes. O labirinto é preenchido pela endolinfa, 
onde ficam dispersos grânulos de carbonato de cálcio, os otólitos, que são 
responsáveis pela estimulação dos neuromastos quando há uma corrente ou 
deslocamento de endolinfa. O ramo vestibular do nervo auditivo leva ao cérebro os 
impulsos nervosos que nos dão a percepção dos movimentos e da nossa posição em 
relação à força de gravidade possibilitando o equilíbrio e a postura. 
 
OLFATO - Para sentirmos o cheiro dos alimentos e das partículas presentes no ar 
devemos ter os seguintes eventos: 
1- As moléculas odoríferas penetram na cavidade nasal 
2- Os pelos olfatórios possuem receptores para tipos específicos de moléculas 
odoríferas 
3- Os potenciais de ação produzidos pela ligação entre as moléculas odoríferas e 
os receptores são transmitidos pelas células olfatórias até o bulbo olfatório 
4- Os interneurônios no bulbo olfatório integram a informação oriunda das células 
olfatórias 
A captação do som: 
 
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PALADAR: O gosto relaciona-se à percepção de soluções que entram em contato 
com as células sensoriais, de forma semelhante ao que ocorre com o olfato. Na língua, 
a células sensoriais que são estimuladas pelas substâncias que entram na boca, o que 
gera um impulso nervoso. De cada botão gustativo sai uma fibra nervosa, que é um 
ramo de um nervo craniano e, assim, o impulso nervoso chega ao cérebro, onde temos 
a consciência do gosto. 
 
4.4 Sistema Digestivo 
Tem por função tornar as macromoléculas, retiradas dos alimentos, em compostos 
aproveitáveis pelas células. Para tal processo são necessários dois mecanismos: 
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digestão mecânica (mastigação, deglutição e o peristaltismo exercido pelo sistema 
nervoso autônomo) e digestão química (processos enzimáticos exercidos pela 
produção da saliva- na boca; quimificação – processo estomacal e quilificação – 
processo intestinal). 
 
Para que ocorram todos os processos digestivos perfeitamente são necessárias 
diversas enzimas, hormônios, sais e diversas outras substâncias produzidas pelos 
órgãos do tubo digestivo. O pH ideal para cada enzima difere em cada região. A 
amilase salivar atua em pH neutro (6,8-7,0), a pepsina atua em pH ácido (2,0) e as 
enzimas que atuam do intestino em pH alcalino (8,0). A digestão inicia na boca com 
ação da amilase salivar e, após a deglutição, segue a digestão no estômago e intestino 
com auxílio do pâncreas e do fígado. 
 
Quanto aos nutrientes, existem os plásticos (ricos em proteínas – ovos, carnes, soja, 
feijão) e os energéticos (ricos em glicídios – mel, caldo-de-cana e lipídios – toucinho 
e carnes gordas). 
 
O tubo digestivo 
 
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Observe os órgãos com suas principais enzimas digestivas 
 
 
 
 
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Além da pepsina o suco gástrico contém também uma lipase fraca e renina, que 
coagula a proteína do leite (caseína), facilitando sua digestão. O HCl estomacal 
também tem função anti-séptica, pois evita putrefações causadas por bactérias 
ingeridas junto aos alimentos. Além disso, catalisa a conversão do pepsinogênio 
(inativo), produzido pelas glândulas da mucosa gástrica, em pepsina, e mantém um 
pH ótimo para essa enzima. 
 
Noduodeno desembocam os canais do pâncreas e do fígado (colédoco). O suco 
pancreático é rico em bicarbonato de sódio, que neutraliza a acidez do quimo, 
elevando o pH para perto de 8.0, valor ótimo para a ação das enzimas pancreáticas 
amilase, lipase e tripsinogênio. Este último é convertido em tripsina para ação da 
enteroquinase produzida na mucosa duodenal. Ao longo do intestino delgado 
ocorrem etapas finais do desdobramento das substâncias pela ação do suco entérico, 
que contém várias glucidases (lactase, maltase, sacarase) além das lipases e 
peptidases. Lembre que no duodeno existem as microvilosidades que aumentam a 
superfície de absorção dos alimentos. 
 
 
 
 
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4.5 Sistema Urinário 
Formado por dois rins, dois ureteres, bexiga e uretra. Apresenta um grande papel na 
manutenção de uma composição relativamente estável dos fluidos orgânicos. As 
principais funções são a eliminação de substâncias tóxicas resultantes do metabolismo 
das proteínas, especialmente a amônia, a uréia e o ácido úrico; eliminação de 
substâncias estranhas (como drogas, por exemplo); manutenção do equilíbrio 
hidrossalino (osmorregulação); regulação do volume sanguíneo; manutenção do 
equilíbrio ácido-básico, mantendo um pH por volta de 7,4 nos fluidos orgânicos. 
 
 
 
Os rins são órgãos pares e são protegidos externamente por uma resistente cápsula 
de tecido conjuntivo fibroso. Internamente podemos dividir o rim em uma zona 
cortical (córtex-periferia) e uma zona medular (centro). Suas unidades excretoras, na 
realidade microfiltros, são os néfrons (cerca de 1 milhão em cada rim). 
 
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Formação da urina 
É um processo de filtração-reabsorção seletiva (nem todas as substâncias filtradas 
são reabsorvidas), integrado com mecanismos reguladores neurormonais. 
 
Filtração 
O capilar de entrada no glomérulo apresenta alta pressão arterial, tornando eficiente 
a filtragem do plasma. O líquido filtrado (filtrado glomerular) contém água, sais, 
glicose, aminoácidos, vitaminas, uréia, etc. As proteínas, pelo grande peso molecular, 
não atravessam o endotélio capilar e o epitélio pavimentoso, portanto sua presença 
na urina indica lesões nos rins (nefrites). 
 
Reabsorção 
Ao longo dos túbulos do néfron, ocorre reabsorção de algumas substâncias que saem 
do capilar glomerular. Algumas delas são reabsorvidas por transporte ativo (glicose, 
aminoácidos, sódio e outros íons - eletrólitos), outras são arrastadas passivamente 
(osmose - água). Existe ainda o processo de secreção ativa (excreção ativa), feita do 
plasma para o interior dos túbulos distais, eliminando o íon H+, que deixa a urina 
ácida. 
 
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A urina apresenta 95% de água e 5% de substâncias orgânicas e inorgânicas 
dissolvidas. Em 1 litro de urina, cerca de 25g são de uréia, o restante são basicamente 
sais (9g de NaCl), creatinina, ácido úrico e amônia. Ela apresenta coloração amarelada 
pois há uma substância chamada urobilina, originada principalmente da degradação 
de hemoglobina de hemáceas velhas. Isso ocorre no baço e fígado que excretam 
bilirrubina para o sangue (produto da degradação da hemoglobina). A bilirrubina é 
extraída do sangue pelo fígado e excretada na bile. A bile é lançada no duodeno e 
bactérias intestinais transformam a bilirrubina em urobilinogênio, que permanece em 
80% no intestino sendo oxidada e originando a estercobilina (cor marrom das fezes). 
Cerca de 20% do urobilinogênio presente no intestino é reabsorvido pelas células 
intestinais e lançado no sangue. O fígado capta esse urobilinogênio, mas uma parte 
escapa e é absorvida pelos rins, lançada na urina e oxidada formando a urobilina. 
 
Regulação hormonal 
 
Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona 
 
 
Formação da uréia (ureogênese) 
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4.6 Sistema Circulatório 
É responsável, principalmente, pelo transporte de substâncias. Participa ativamente da 
distribuição de calor, hormônios, regulação osmótica, defesa, transporte de gases 
respiratórios e toxinas que serão eliminadas pelo organismo, dentre outras funções. 
 
O sistema circulatório humano apresenta artérias (que partem do coração para o 
corpo e suportam mais pressão) e veias (que chegam no coração trazendo sangue 
dos órgãos e suportam menos pressão). As artérias se ramificam em arteríolas e os 
capilares unem-se constituindo vênulas que encontram as veias. A parede dos 
capilares é muito fina, formada por epitélio simples pavimentoso (endotélio). Através 
dele ocorre contínua troca de substâncias por difusão, entre o plasma e os líquidos 
intercelulares. 
 
Observe a integração do sistema circulatório e a anatomia básica do coração humano. 
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A contração (sístole) do miocárdio determina uma pressão no sistema arterial ligado 
aos ventrículos. Essa pressão arterial é medida no momento da sístole (pressão 
sistólica) e é de aproximadamente 120 mmHg e cai para cerca de 80 mmHg no 
momento do relaxamento (diástole-pressão diastólica). O número de contrações por 
minuto é chamado de frequência cardíaca e a quantidade de sangue que metade do 
coração (um ventrículo) pode bombear em 1 minuto é chamado de débito cardíaco. 
 
Atenção: 
 
 
 
Circulação completa 
 
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O controle nervoso sobre o coração – Marcapasso (nodo sinoatrial) e nodo 
atrioventricular: 
A frequência dos batimentos cardíacos é controlada por uma região especial do 
coração denominada marcapasso, ou nó sinoatrial. Este é um aglomerado de células 
musculares especializadas, localizado perto da junção entre o átrio direito e a veia 
cava superior. Aproximadamente a cada segundo, as células do marca-passo emitem 
um sinal elétrico que se propaga diretamente para a musculatura dos átrios, 
provocando sua contração (sístole). Outra região é o nó atrioventricular, que distribui 
o sinal gerado pelo marcapasso, estimulando a musculatura dos ventrículos a entrar 
em sístole. 
 
OBS: Eletrodos colocados sobre a pele captam os sinais elétricos que coordenam os 
batimentos cardíacos, assim podemos registrar esses sinais na forma de um gráfico 
conhecido como eletrocardiograma. 
 
OBS: O hormônio ou peptídio natriurético atrial atua regulando a pressão sanguínea 
com ação renal. 
A grande circulação (sistêmica): 
VE – aorta – tecidos – veias cava - AD 
A pequena circulação (pulmonar): 
VD – artéria pulmonar – pulmões – veias 
pulmonares - AE 
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Ele promove a vasodilatação da arteríola aferente, vasoconstrição da arteríola eferente 
e, consequentemente a diurese. Isso promove a diminuição da pressão. 
 
4.7 Sistema Linfático 
É um sistema paralelo ao circulatório e é formado por uma série de vasos linfáticos 
(parecidos com as veias), que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido 
tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à 
circulação sanguínea. O sistema é formado pela linfa, vasos e órgãos linfáticos. Os 
capilares linfáticos estão presentes em quase todos os tecidos do corpo. Capilares 
mais finos vão se unindo em vasos linfáticos maiores, que terminam em dois grandes 
dutos principais: o duto torácico (recebe a linfa procedente da parte inferior do corpo, 
do lado esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e de partes do tórax) e o duto 
linfático (recebe a linfa procedente do lado direito da cabeça, do braço direito e de 
parte do tórax), que desembocam em veias próximas ao coração. 
 
A linfa é o líquido que circula nos vasos. Sua composição é semelhante à do sangue, 
mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos sendo a maiorialinfócitos. 
 
 
 
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4.8 Sistema Respiratório 
Constituído por um conjunto de canais, cujas últimas e finas ramificações, os 
bronquíolos, terminam em câmaras microscópicas, os alvéolos. Existem milhões deles 
e são responsáveis pelas trocas gasosas (hematose). 
 
Os pulmões são dois sacos infláveis, protegidos por pleuras. No inferior dos pulmões 
há o diafragma que separa o tórax do abdome. 
 
O objetivo geral do sistema é expulsar o gás carbônico proveniente da respiração 
celular e captar o oxigênio para que haja total degradação da glicose no meio 
intracelular. No ar a pressão parcial do oxigênio (PO2) é de 160 mmHg e a pressão 
parcial do gás carbônico (PCO2) é desprezível: apenas 0,2 mmHg. 
 
 
 
Os movimentos respiratórios são controlados pelo “bulbo”. Para equilíbrio do pH, uma 
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elevação da concentração de gás carbônico, diminuição da concentração de oxigênio 
e excesso de íons H+ no sangue (acidez) estimulam o bulbo. Já uma diminuição de 
gás carbônico, aumento da concentração de oxigênio e diminuição de íons H+ 
(alcalose) inibem o bulbo. 
 
Os movimentos respiratórios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A maior parte de oxigênio é transportada pela hemoglobina (oxiemoglobina) e o gás 
Principais fenômenos nos 
movimentos: 
Inspiração: Contração dos 
músculos intercostais e 
diafragma, diafragma desce; 
expande a caixa torácica. 
 
Expiração: Relaxamentos dos 
músculos, diafragma sobe, retrai 
a caixa torácica. 
 
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carbônico é transportado em sua maior parte na forma de bicarbonato, em parte pela 
hemoglobina (carboemoglobina) e uma pequena porção dissolvida no plasma. Pode 
formar-se a carboxiemoglobina na presença de CO (monóxido de carbono) que 
apresenta uma ligação estável com a hemoglobina. 
 
O transporte de CO2 
 
O CO2 pode ser transportado de 3 formas diferentes: 
✓ CO2 livre no plasma; 
✓ Junto à hemoglobina (como carboemoglobina); 
✓ Como HCO3- (bicarbonato) – maior parte do CO2 que sai de uma célula é 
conduzido dessa forma. Na imagem a seguir, podemos ver esse processo desde 
à saída de uma célula até a chegada no alvéolo pulmonar. 
 
 
 
 
 
 
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4.9 Sistema Tegumentar 
 
 
SISTEMA TEGUMENTAR é composto pela pele e anexos (glândulas, unhas, cabelos, 
pelos e receptores sensoriais) e tem importantes funções, sendo a principal agir como 
barreira, protegendo o corpo da invasão de microrganismos e evitando o 
ressecamento e perda de água para o meio externo. 
 
 
 
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EPIDERME: é a camada mais superficial da pele, em contato com o ambiente. Ela é 
formada por tecido epitelial estratificado pavimentoso e queratinizado. 
 
 
DERME: localizada logo abaixo da epiderme, sendo responsável por suportar e nutrir 
a camada mais superficial da pele. 
É formada por tecido conjuntivo denso, sendo constituída por colágeno, 
glicoproteínas e fibras do sistema elástico. É ainda formada por duas camadas: papilar 
e reticular. 
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HIPODERME (tecido subcutâneo): localiza-se abaixo da derme, portanto, é uma 
profunda camada de tegumento. 
Ela é formada por tecido adiposo e conjuntivo frouxo vascularizado. 
 
 
IMPRESSÃO DIGITAL: São desenhos formados pelas cristas papilares e sulcos 
interpapilares. Está demonstrado cientificamente, e comprovado pela experiência, que 
são perenes, imutáveis e únicos. 
 
 
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4.10 Papiloscopia Forense 
 
 
4.11 Funções Do Tegumento 
• Envolve e protege os tecidos e órgãos do corpo; 
• Protege contra a entrada de agentes infecciosos; 
• Evita que o organismo desidrate; 
• Controla a temperatura corporal, protegendo contra mudanças bruscas de 
temperatura; 
• Participa da eliminação de resíduos, agindo como sistema excretor também 
(suor); 
• Atua na relação do corpo com o meio externo através dos sentidos, 
trabalhando em conjunto com o sistema nervoso; 
• Armazena água e gordura nas suas células. 
 
 
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UNHAS: são placas de queratina localizadas nas pontas dos dedos que ajudam 
a agarrar os objetos. 
 
 
 
PELOS: são formados de queratina e restos de células epidérmicas mortas 
compactadas e se formam dentro do folículo piloso 
 
 
 
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RECEPTORES SENSORIAIS: são ramificações de fibras nervosas, algumas se 
encontram encapsuladas formando corpúsculos, outras estão soltas como as 
que se enrolam em torno do folículo piloso. Possuem função sensorial, sendo 
capazes de receber estímulos mecânicos, de pressão, de temperatura ou de dor. 
 
 
GLÂNDULAS: São exócrinas já que liberam suas secreções para fora do corpo. 
As glândulas sebáceas são bolsas que secretam o sebo (substância oleosa) 
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junto aos folículos pilosos para lubrifica-los. Já as glândulas sudoríparas tem 
forma tubular enovelada e secretam o suor. 
4.12 Doenças Da Pele 
 
 
CÂNCER DE PELE: É um tumor que atinge a pele, sendo o câncer mais frequente 
no Brasil e no mundo. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos e é 
considerado raro em crianças e pessoas negras. Causado principalmente pela 
exposição excessiva ao sol. 
O câncer de pele ocorre quando as células se multiplicam sem controle e pode 
ser classificado de duas formas: MELANOMA e não-MELANOMA. 
 
4.13 Como Cai Na Prova 
Sendo o maior órgão do corpo humano, a pele requer cuidados específicos 
quando é acometida por ruptura de sua integridade. A propósito da pele e dos 
cuidados relacionados a ela, julgue a proposição seguinte: 
Epiderme, derme e tecido subcutâneo são as três camadas da pele. 
( ) CERTO ( )ERRADO 
 
As lesões simples causadas por instrumentos externos, como no atrito por 
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deslizamento, que lesa a superfície da pele removendo camadas da epiderme (1º 
grau), epiderme e derme (2º grau) ou toda a espessura da pele (3º grau), 
usualmente vistas em quedas, atropelamentos, etc, caracterizam a: 
A) Ferida incisa. 
B) Ferida punctória. 
C) Ferida contusa tipo equimose. 
D) Ferida contusa tipo escoriação. 
E) Ferida contusa tipo bossas e hematomas. 
 
 
4.14 Sistema Reprodutor Masculino 
 
Tanto o sistema genital masculino quanto o feminino são responsáveis pela produção 
dos gametas, ou seja, pela produção das células que se unirão na fecundação e darão 
origem ao zigoto. 
 
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4.14.1.1 Sistema Genital Masculino 
ÓRGÃOS INTERNOS E EXTERNOS 
 
 
Os testículos são duas glândulas em formato oval, que estão situadas na bolsa 
escrotal. Na estrutura de cada testículo encontram-se tubos finos e enovelados 
chamados "tubos seminíferos". 
Nos testículos são produzidos os espermatozoides (células reprodutoras masculinas) 
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e alguns hormônios (testosterona). 
 
EPIDÍDIMOS: são canais alongados que se enrolam e recobrem posteriormente a 
superfície de cada testículo. Corresponde ao local onde os espermatozoides são 
armazenados, após serem produzidos. 
 
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CANAL DEFERENTE: é um tubo fino e longo que sai de cada epidídimo. 
Recebe o líquido seminal originado da vesícula seminal. Estes canais atravessam a 
próstata, para receber o líquido prostático, e desemborcam na uretra. 
 
 
GLÂNDULAS BULBOURETRAIS: Estão próximas do bulbo do pênis e envolvidas por 
fibras transversas do esfíncter uretral. Localizam-se inferiormente à próstata e drenam 
suas secreções para a parte esponjosa da uretra. Sua secreçãoé semelhante ao muco, 
entra na uretra durante a excitação sexual. 
 
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PRÓSTATA é uma glândula localizada abaixo da bexiga que produz o "líquido 
prostático", uma secreção clara e fluida que compõe o esperma. 
 
 
O CÂNCER DE PRÓSTATA é um dos tipos mais diagnosticados em homens a partir 
dos 40 anos. 
Os sintomas mais comuns são: ardência ao urinar, levantar-se várias vezes à noite para 
urinar, diminuição do jato urinário, sensação de não ter esvaziado completamente a 
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bexiga após urinar, presença de sangue na urina, entre outros. 
 
ESPERMATOGÊNESE 
 
 
 
 
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O principal hormônio é a TESTOSTERONA, responsável pelo aparecimento das 
características sexuais secundárias masculinas, como os pelos, modificações da voz, 
etc. 
Presente em uma quantidade menor também em mulheres. 
 
4.15 Como Cai Na Prova 
O sistema reprodutor masculino humano é formado por testículo ou gônadas, 
vias espermáticas, pênis, escroto e glândulas anexas. Dentre as glândulas anexas, 
existe a glândula bulbo uretral. Assinale a alternativa que apresenta 
corretamente a função específica desta glândula. 
A) Produzir uma secreção transparente que é lançada dentro da uretra para limpá-la 
e preparar a passagem dos espermatozoides 
B) Secretar substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativam os 
espermatozoides 
C) Produzir um líquido constituído principalmente por frutose, que será liberado no 
ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozoides, 
entrarão na composição do sêmem 
D) Produzir espermatozoides 
E) Produzir um líquido constituído, principalmente por glicose, que será liberado no 
ducto ejaculatório juntamente com o líquido prostático 
 
Um dos métodos anticoncepcionais é o do coito interrompido. Esse método é 
muito falho, uma vez que apresenta altas taxas de gravidez. Isso ocorre porque, 
antes da ejaculação, há liberação de espermatozoides residuais de uma atividade 
sexual anterior, que estão presentes no líquido 
A) urinário. 
B) seminal. 
C) prostático. 
D) bulbouretral. 
 
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No homem, a maturação e o início das atividades do sistema reprodutor 
dependem inicialmente da secreção de um hormônio produzido pela glândula 
hipófise. A produção desse hormônio inicia-se aproximadamente aos doze ou 
treze anos de idade, quando começa a puberdade. 
Acerca desse assunto, julgue o item subsequente , com base na figura que 
corresponde ao gráfico da secreção de testosterona em função da idade. 
A figura ilustra os níveis do hormônio que, além de estimular a produção dos 
espermatozoides, é responsável pelo desencadeamento e pela manutenção dos 
caracteres sexuais secundários masculinos. 
 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4.16 Sistema Reprodutor Feminino 
ÓRGÃOS INTERNOS E EXTERNOS 
 
 
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SISTEMA GENITAL FEMININO 
 
• produz os gametas femininos (óvulos); 
• fornece um local apropriado para a ocorrência da fecundação; 
• permite a implantação de embrião; 
• oferece ao embrião condições para seu desenvolvimento; 
• executa atividade motora suficiente para expelir o novo ser quando ele 
completa sua formação. 
 
 
 
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Os OVÁRIOS são dois órgãos de forma oval que medem de 3 a 4 cm de comprimento. 
Eles são responsáveis pela produção dos hormônios sexuais da mulher, o 
progesterona e o estrogênio. Nos ovários também são armazenadas as células sexuais 
femininas, os óvulos. 
Assim, durante a fase fértil da mulher, aproximadamente uma vez por mês, um dos 
ovários lança um óvulo na tuba uterina: é a chamada ovulação. 
 
 
TUBAS UTERINAS são dois tubos, com aproximadamente 10 cm de comprimento, 
que unem os ovários ao útero. A partir disso, o óvulo amadurecido sai do ovário e 
penetra na tuba. 
Se o óvulo for fecundado por um espermatozoide, forma-se uma célula-ovo ou zigoto, 
que se encaminha para o útero, local onde se fixa e desenvolve, originando um novo 
ser. 
 
 
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ÚTERO é um órgão muscular oco de grande elasticidade, do tamanho e forma 
semelhante a uma pera. Sua principal função é acomodar o feto até o nascimento do 
bebê. 
Na gravidez ele se expande, acomodando o embrião que se desenvolve até o 
nascimento. A mucosa uterina é chamada de endométrio, que passa por um processo 
de descamação durante o período da menstruação. 
 
OVULOGÊNESE 
 
 
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A OVOGÊNESE é o processo de desenvolvimento e maturação das células 
germinativas femininas, chamadas de óvulos. Diferente da espermatogênese, a 
ovogênese só é completa se houver a fecundação. 
 
 
 
O CICLO MENSTRUAL é o período entre o início de uma menstruação e outra. Esse 
período dura, em média, 28 dias, mas pode ser mais curto ou mais longo. 
A primeira menstruação chama-se “menarca” e na maioria das vezes, ocorre entre os 
12 e os 13 anos. Por volta dos 50 anos, fase é chamada de "menopausa", o óvulos se 
esgotam e cessam as menstruações e a fertilidade da mulher. 
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FSH - HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE. Produzido pela hipófise sua função é 
estimular a maturação do folículo ovariano. O FSH estimula a secreção de estrógeno 
(que é responsável pelo desenvolvimento e maturação dos folículos). 
LH - HORMÔNIO LUTEINIZANTE. Esse hormônio, assim como o FSH, também é 
produzido pela hipófise e, sua função é estimular a ovulação (liberar o ovócito II, pelo 
folículo ovariano). 
 
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ESTRÓGENO: produzido pelo folículo ovariano e é responsável pela preparação 
uterina para a gravidez (aumento da espessura e formação de novos vasos) e pelas 
características sexuais secundárias na mulher, como o crescimento das mamas 
PROGESTERONA: produzido pelo corpo lúteo (se forma através do folículo ovariano, 
na fase lútea). Responsável por manter o endométrio até o final do ciclo menstrual ou 
durante a gravidez. 
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SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS é uma alteração hormonal que causa 
aumento dos níveis de hormônios circulantes no sangue, o que favorece o 
aparecimento de cistos no ovário. 
Esta síndrome é mais comum no início da adolescência e pode levar ao aparecimento 
de sintomas como menstruação irregular, acne e dificuldade para engravidar, por 
exemplo. 
 
4.17 Como Cai Na Prova 
Considerando aspectos fisiológicos do sistema reprodutor feminino e seus 
componentes, bem como do ciclo menstrual em humanos, assinale a opção 
correta. 
A) Hormônios ovarianos apresentam atividade biológica exclusivamente sobre órgãos 
e tecidos diretamente relacionados com as funções reprodutoras. 
B) O estradiol não é capaz de promover a proliferação do endométrio. 
C) O corpo lúteo, assim como a placenta, é considerado uma glândula endócrina 
efêmera. 
D) Durante a fase folicular do ciclo menstrual, os folículos ovarianos começam a se 
desenvolver em resposta à secreção de progesterona pelo corpo lúteo. 
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Os estudos de fisiologia podem auxiliar na explicação de fatores físicos e 
químicos responsáveis pela origem, pelo desenvolvimento e pela progressão da 
vida. Com relação à fisiologia humana, julgue o item seguinte. 
A menopausa é o período durante o qual o ciclo sexual para e os hormônios femininos 
reduzem a quase zero, com a diminuição da produção de estrogênio pelos ovários 
diminuindo à medida que o número de folículos primordiais se aproxima

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