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Tributos
O OBJETIVO DESTE TÓPICO É APRESENTAR OS DIVERSOS TRIBUTOS INCIDENTES NO COMÉRCIO
INTERNACIONAL
AUTOR(A): PROF. LUCIANA CARNEIRO MONTONI
26/06/2025, 21:16 AVA UNINOVE
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A Constituição Federal (CF) estabelece competências tributárias, limitações ao poder de tributar e a
repartição das receitas tributárias. Os tributos são instituídos mediante lei, mas não poderão ser
cobrados no mesmo exercício que forem instituídos. Os tributos poderão ser instituídos pela União,
pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.
Os tributos existem devido a  necessidade de recursos financeiros para  que as atividades a cargo do poder
público e as  atividades de  interesse público sejam mantidas, mesmo que  sejam desenvolvidas por outros
entes. Uma obrigação que não seja pecuniária não é um tributo. Sanção de ato ilícito, por exemplo, não é
tributo.
Tributo é a prestação compulsória  em dinheiro com ou sem promessa de devolução, exigida de pessoas
físicas ou jurídicas pelos entes políticos ou por outras pessoas jurídicas de direito público, na ocorrência de
fato gerador ou situação estabelecida por lei que institua  capacidade contributiva visando obtenção de
recursos para o financiamento geral do Estado ou de fins específicos realizados e promovidos pelo Estado
ou por terceiros em benefício do interesse público.
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Conceito de tributo de acordo com o Código
Tributário Nacional (CTN)
Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir,
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada. Tributos são: impostos, taxas e contribuições de melhoria.
Imposto: é um tributo que incide sobre um fato gerador. Sempre que possível os impostos terão caráter
pessoal e serão graduados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte, respeitando os direitos
individuais, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuintenos nos termos da
lei. 
Taxas:  é uma obrigação decorrente de atividade estatal que,  mesmo sem requerimento ou vantagem ao
contribuinte, esteja relacionada ao contribuinte. Incide em razão do exercício do poder de polícia ou pela
utilização de serviços públicos específicos e divisíveis, que são prestados ou colocados à disposição do
contribuinte. As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. Está prevista na CF que a taxa
pode incidir somente na prestação de serviço público, por exemplo: taxa de iluminação pública e no
exercício do poder de polícia, por exemplo: taxa de alvará.
Contribuição de melhoria: decorrente de obras públicas que valorizam imóveis próximos.
Os tributos possuem sua descrição na lei. Em regra, toda norma tributária  tem duas partes: a hipótese de
incidência e a consequência jurídica.
Hipótese de incidência é a descrição normativa de um fato, é a formulação prévia, genérica e hipotética que
caso se concretize gerará a obrigação tributária, por isso é chamado de fato gerador.
Consequência jurídica é a confirmação da hipótese de incidência.
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Tributos incidentes em operações de comércio exterior são aqueles que incidem sobre a importação
e exportação. Na importação incidem os seguintes impostos: II, IPI, ICMS, PIS e COFINS. Por
imunidade constitucional há suspensão de tributos incidentes sobre as exportações como IE
(Imposto de Exportação), IPI, ICMS, PIS e COFINS.
Tributos Federais de competência da União
Imposto de Importação (II): previsto na CF, no RA (Regulamento Aduaneiro), no CTN,  no Decreto Lei nº
37/1966 e em outros dispositivos legais. Na incidência do II  são observados os dispositivos legais
brasileiros, os acordos, os tratados e as convenções internacionais. A entrada de mercadoria estrangeiro em
território aduaneiro brasileiro é o  fato gerador do II. A alíquota do II é  determinada pelo  Sistema
Harmonizado (SH),  classificação da mercadoria  em códigos numéricos de seis dígitos. A obrigadação
tributária surge assim que ocorre o preenchimento da DI no SISCOMEX, o imposto é gerado e recolhido via
débito em conta corrente.
Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI): previsto na Constituição Federal, no RA, no CTN, na Lei nº
6.759/2009 e em outros dispositivos legais. O desembaraço aduaneiro de produto estrangeiro
industrializado  é fato gerador do IPI. O IPI não incide na importação de produto não industrializado.  A
alíquota do IPI será determinada de acordo com o SH, quanto mais supérfluo for o produto, maior será a
alíquota. Assim que é preenchida a DI no SISCOMEX o imposto é gerado e recolhido via débito em conta
corrente.
O Programa de Integração Social (PIS)  e o Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público
(PASEP) e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS): previstos na CF e na
Lei nº 10.865/2004 que tornou devida a hipótese de incidência dessas contribuições nas importações. O fato
gerador é a entrada de produto estrangeiro em território aduaneiro brasileiro. Assim que é preenchida a DI
no SISCOMEX surge a obrigação tributária, o imposto é gerado e recolhido via débito em conta corrente. A
alíquota dessas contribuições é determinada pela Lei nº 10.865/2004 com a forma de cálculo estabelecida
pela IN nº 575/2005.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): previsto na CF, no CTN e na Lei nº 8.894/1994. Na
exportação e importação o IOF incide sobre as operações câmbio.
Taxa de Utilização do SISCOMEX: é vinculada à atividade estatal em benefício do contribuinte, usuário do
sistema. Cobrada em valor fixo pela utilização do sistema. Assim que é preenchida a DI no SISCOMEX a
taxa é gerada e recolhida via débito em conta corrente.
Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM):  instituído pelo Decreto-lei nº
2.404/1987 e disciplinado pela Lei nº 10.893/2004.incide na contratação de frete marítimo. A União tem o
objetivo de apoiar o desenvolvimento da marinha mercante, construção e reparação naval no Brasil com
esse tributo. AFRMM constitui fonte básica do Fundo da Marinha Mercante (FMM).
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Cide-combustíveis: instituído pela Lei nº 10.336, de 19 de dezembro de 2001. É a contribuição de
intervenção no domínio econômico incidente sobre a importação e a comercialização de gasolina e suas
correntes, diesel e suas correntes, querosene de aviação e outros querosenes, óleos combustíveis (fuel-oil),
gás liquefeito de petróleo (GLP), inclusive o derivado de gás natural e de nafta, e álcool etílico combustível.
A entrada de mercadoria estrangeiro em território aduaneiro brasileiro é o  fato gerador. A  obrigadação
tributária surge com a entrada do produto no país, assim que ocorre o preenchimento da DI no SISCOMEX,
o imposto é gerado e recolhido via débito em conta corrente.
Tributo Estadual de competência do Estado
Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): previsto na Constituição Federal e na Lei
Complementar nº 87/96 e em leis estaduais. A alíquota do ICMS varia de Estado para Estado. O ICMS incide
sobre a importação. O fato gerador do ICMS é o desembaraço aduaneiro. O ICMS não pode ser cobrado na
exportação, porque existe imunidade prevista em lei.
ATIVIDADE FINAL
Sobre os tributos é correto afirmar:
A. Impostos, taxas e contribuições de melhoria não são tributos.
B. Tributo é uma sanção de ato ilícito.
C. Tributo também pode ser uma obrigação não pecuniária.
D. Os tributos são instituídos mediante lei.
Sobre as taxas é correto afirmar:
A. A taxa é uma obrigação decorrente de atividade estatal que esteja relacionada ao contribuinte
mesmo sem requerimento ou vantagem ao contribuinte.
B. A taxa incidesomente pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.
C. As taxas poderão ter base de cálculo própria como impostos.
D. A Constituição Federal prevê que a taxa pode incidir somente na prestação de serviço privado.
Sobre os tibutos incidentes em operações de comércio exterior, é
correto afirmar:
A. O Imposto de Importação (II) é um tributo estadual de competência da União.
B. O Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um tributo estadual e sua alíquota
varia de Estado para Estado.
C. O Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) é um tributo de competência do Município. 
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D. O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público
(PASEP) e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) são tributos
que incidem sobre empresas importadoras com mais de 500 funcioonários.
REFERÊNCIA
BARROSO, Luís Roberto. Curso de direito constitucional contemporâneo. Saraiva, 2017
BROGINI, Gilvan Damiani. Tributação e benefícios fiscais no comércio exterior. Editora Intersaberes, 2013
BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de Direito Constitucional, 5 ed., São Paulo: Saraiva, 2012
CAVUSGIL, Tamer; KNIGHT, Gary; RIESENBERGER, John. Negócios Internacionais - Estratégia, Gestão e
Novas Realidades. Pearson Universidades, 2010
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 18 ed . São Paulo: Saraiva, 2014
MENDES, Gilmar Ferreira; COELHO, Inocêncio Mártires; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito
Constitucional. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2013
MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 26 ed. São Paulo, 2010
NYEGRAY, João Alfredo Lopes. Legislação aduaneira, comércio exterior e negócios internacionais: Curitiba.
InterSaberes, 2016
PAULSEN, Leandro. Curso de direito tributário completo. Saraiva, 2017
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo, 34 ed., São Paulo: Malheiros, 2011
TAVARES, André Ramos. Curso de Direito Constitucional, 8 ed., São Paulo: Saraiva, 2013
TRIPOLI, Angela Cristina Kochinski; PRATES, Rodolfo Coelho. Comércio Internacional: teoria e prática.
Curitiba: Intersaberes, 2016
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