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Faculdade de Minas
Curso de pós graduação de enfermagem em UTI
JULIANA BOIATO DE AZEREDO
PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM E OS DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA HUMANIZAÇÃO AO PACIENTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
RIO DE JANEIRO 2024
JULIANA BOIATO DE AZEREDO
PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM E OS DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA HUMANIZAÇÃO AO PACIENTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Trabalho de conclusão de curso, referente à disciplina: Trabalho de Conclusão de Curso de pós Graduação Enfermagem em Uti da Faculdade de Minas.
RIO DE JANEIRO
2024
Em primeiro lugar, а Deus que fez com que meus objetivos fossem alcançados, durante todos os meus anos de estudos,Aos meus pais , que me incentivaram nos momentos difíceis e compreenderam a minha ausência enquanto eu me dedicava à realização deste trabalho, À instituição de ensino faculdade de minas , essencial no meu processo de formação profissional, pela dedicação, e por tudo o que aprendi ao longo dos anos do curso.
AGRADECIMENTOS
A preocupação com a humanização na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), considerando o cenário repleto de tecnologias duras. O estudo teve como objetivo identificar as principais dificuldades enfrentadas pela equipe de enfermagem ao oferecer uma assistência humanizada aos pacientes internados na UTI.
O objetivo do trabalho é apresentar, por meio da análise da literatura, a assistência de enfermagem em UTI e os desafios para proporcionar um cuidado humanizado onde destaca-se que os profissionais de enfermagem desempenham diversas atividades na UTI, desde as mais simples até as mais complexas. Enfrentam desafios diários para alcançar a humanização do cuidado, visando a recuperação e o bem-estar do paciente.
RESUMO
Tendo visto a importância da humanização nos encontros nacionais e internacionais na área da saúde, com uma ênfase especial na atuação dos enfermeiros nas unidades de terapia intensiva (UTI). O estudo em questão busca compreender, reconhecer e entender como o comportamento humanizado reflete nos pacientes, além de identificar a percepção da equipe de enfermagem sobre o processo de humanização. A humanização é apresentada como uma prática contínua, sem uma data ou momento específico para acontecer, e deve estar presente em todas as ações dos profissionais no cuidado ao paciente, superando as barreiras encontradas. A educação permanente é apontada como uma aliada essencial que pode contribuir de forma positiva para uma assistência humanizada.
 
INTRODUÇÃO __________________________________________________ 6
OBJETIVO ______________________________________________________ 8
DESENVOLVIMENTO ______________________________________________ 9
CONCLUSÃO _____________________________________________________ 12
Sumario
REFERENCIA ______________________________________________________ 14
 INTRODUÇÃO
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ambiente hospitalar projetado para fornecer suporte de alta complexidade a pacientes em estado crítico. A UTI é caracterizada por sua sistematização para monitorar as funções corporais vitais, sendo destinada a pessoas em debilitação extrema, com risco iminente de morte ou grande dependência de cuidados de enfermagem. A UTI tornou-se ainda mais crucial durante a pandemia de COVID-19, exigindo adaptações a um contexto inédito.
Devido à alta demanda e ao nível de atenção necessário, os pacientes muitas vezes recebem uma assistência sem humanização. A humanização na assistência à saúde é abordada nos aspectos éticos, estéticos e políticos. No campo ético, destaca-se o comprometimento e responsabilidade dos usuários, profissionais de saúde e gestores. Na estética, a humanização refere-se à promoção da saúde e da subjetividade autônoma, enquanto no campo político está relacionada à organização institucional e social das práticas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).A compreensão da assistência de enfermagem humanizada na UTI abrange práticas, conhecimentos e tomadas de decisões que visam a promoção e recuperação da saúde dos pacientes. Destaca-se a importância do respeito ao cliente por meio de ações como empatia, acolhimento e manutenção da dignidade humana.
Apesar dos avanços científicos e tecnológicos na terapia intensiva, o texto ressalta que os pacientes na UTI podem enfrentar experiências desconfortáveis e perda de controle, gerando debates sobre a humanização desse cenário. A humanização do cuidado na UTI é definida como um cuidado holístico, abrangendo atitudes gerais dos profissionais em relação a pacientes e familiares, além de ser um ideal organizacional.A humanização no contexto intensivo é discutida na literatura, destacando desafios decorrentes do aumento dos recursos tecnológicos, que podem dificultar as relações humanas. O texto menciona uma revisão de escopo sobre a humanização da assistência em terapia intensiva, evidenciando o crescente interesse em países como Espanha e Brasil, mas ressaltando a escassez de publicações em outras partes do mundo.
O acesso aos serviços de saúde e bens de saúde é discutido, destacando desigualdades socioeconômicas e lacunas que precisam de mudanças. O texto aborda a desvalorização dos trabalhadores de saúde, a precarização das relações de trabalho e a importância da educação permanente desses profissionais. 
A importância das condições de trabalho para a humanização do cuidado é enfatizada, com a necessidade de investir na melhoria do atendimento. A falta de materiais essenciais, como luvas, seringas e agulhas, é mencionada como um desafio no ambiente hospitalar.
A necessidade de preparação desde a escolha da profissão até o momento da atuação profissional é abordada, enfatizando a importância de atenção, cuidado e apoio por parte dos profissionais de saúde. O texto destaca a preocupação constante com o processo de humanização nas UTIs, especialmente à medida que novas tecnologias são incorporadas, exigindo qualificação dos profissionais para operá-las mantendo os valores éticos e humanísticos.
OBJETIVO
Descrever as competências profissionais atribuídas por enfermeiros para atuação dentro da UT
1
DESENVOLVIMENTO
A UTI é descrita como um ambiente predominantemente equipado com tecnologia avançada, mas também associado a dor e sofrimento. Enfrenta-se o desafio de conciliar a tecnologia com os valores humanitários, destacando que o cuidado em UTI deve ser holístico e singular, tratando o paciente como um todo.
Os profissionais de enfermagem são instados a conciliar o conhecimento técnico-científico com a humanização, utilizando a tecnologia como aliada, não como vilã. Há uma chamada para a conscientização sobre a importância do cuidado humanizado, superando a mecanização das ações e a sobrecarga de trabalho. UTI, é crucial que o enfermeiro tenha senso crítico em relação ao uso da tecnologia, supervisionando constantemente sua equipe. Enfatiza-se a importância da educação permanente como aliada para uma assistência humanizada.
As dificuldades na implementação da PNH na UTI incluem o desrespeito à individualidade dos pacientes, problemas na ambiência, exposição do corpo, falta de consideração às vontades dos pacientes e sobrecarga de trabalho. Destaca-se a necessidade de diálogo entre a equipe de enfermagem e as famílias, reconhecendo a influência direta dessas relações na recuperação do paciente. Para alguns enfermeiros, o conceito de humanização não deve se restringir a situações de doença ou saúde, mas deve abranger o cuidado a um ser humano cheio de potencial a ser desvelado.
A concepção dos enfermeiros sobre humanização mostra variações nas respostas, refletindo a polissemia do termo. As definições foram pouco precisas e abrangeram desde aspectos relacionados à postura do profissional perante o usuário até questões sobre a formação profissional insuficiente para compreender e desenvolver essa perspectiva. Observa-se que o termo "humanização" tornou-se recorrente nos documentos do Ministério e Secretarias de Saúde, assim como em publicações na área dasaúde, sendo caracterizado como um conjunto de ações voltadas para a qualificação da atenção à pessoa. Ainda assim, a compreensão e a aplicação desse conceito pelos profissionais de enfermagem mostram-se variadas e, em alguns casos, imprecisas. Isso sugere a necessidade de uma abordagem mais clara e uniforme em relação à humanização no contexto da prática profissional em saúde.
O cuidado é enfatizado como uma especialidade da Enfermagem, sendo fundamental para a existência humana. O processo de cuidar é descrito como holístico, considerando valores humanos como sensibilidade, crença e confiança. Atender às necessidades dos pacientes e de suas famílias é uma preocupação central do Enfermeiro, visando proporcionar um tratamento efetivo. No que diz respeito ao entendimento sobre cuidado humanizado, os resultados sugerem que os profissionais são atenciosos, e o ato de cuidar é destacado pelo comprometimento, segurança e acessibilidade. 
Além disso, aponta-se que estressores podem ser minimizados pela enfermagem. Outro estudo analisado destacou que os familiares expressam expectativas positivas em relação à internação do cliente, baseando-se no acolhimento e nas informações fornecidas pela enfermagem. Acredita-se que, com a orientação e o acolhimento adequados, as expectativas dos familiares podem ser superadas, promovendo seu crescimento individual e a aquisição de habilidades em qualidades humanas.
Destaca-se a importância do enfermeiro em manter a homeostasia do paciente e o bom funcionamento da unidade, indo além dos aspectos técnicos para focar nos aspectos psíquicos, espirituais e emocionais do ser humano. O enfermeiro é visto como o profissional que, mais do que qualquer outro, tem tempo e preparo para demonstrar conhecimento pelos direitos e dignidade do paciente. A comunicação eficaz com pacientes, especialmente aqueles que estão intubados na UTI, é ressaltada como um desafio, e são sugeridas práticas que visam resgatar a dignidade do paciente, como chamar pelo nome, utilizar um tom de voz calmo e estabelecer contato respeitoso.
A importância da família no contexto da UTI é destacada, com a necessidade de fornecer informações e apoio aos familiares, que muitas vezes enfrentam ansiedade e medo em relação ao estado do paciente. A abordagem bioética é mencionada como uma ferramenta que orienta o enfermeiro no cuidado ao paciente, baseada em princípios como autonomia, beneficência, justiça e não-maleficência. O texto enfatiza a importância de respeitar a autonomia do paciente, promover a justiça na distribuição de cuidados, e agir para prevenir danos e promover o bem.
A Política Nacional de Humanização busca formar profissionais capazes de articular ações de eficiência técnica e científica, postura ética e respeito à necessidade e singularidade de cada usuário. Destaca-se a compreensão de que a convivência é imprevisível e geradora de inovação nas práticas de saúde. Os desafios na formação dos alunos de graduação em enfermagem e medicina são apontados, incluindo o pluralismo do termo humanização, destaca a necessidade de articular conteúdos das ciências humanas com os conteúdos clínicos, bem como a importância de espaços de formação que possibilitem o compartilhamento de saberes entre serviços e instituição formadora.
Para os acadêmicos, a aprendizagem sobre humanização ocorre na prática, mas essa aprendizagem é influenciada diretamente pela academia. Há desafios quando o processo de ensino-aprendizagem em sala de aula não se articula efetivamente com a execução nos espaços da prática. Os estudos ressaltam a importância de articular teoria e prática na formação profissional, destacando que a atuação do professor e o trabalho em equipe são elementos que influenciam a humanização, permitindo o compartilhamento de saberes entre serviços e instituição formadora, e gerando novas relações entre professores, alunos e profissionais de saúde.
O estudo posterior enfatiza a importância da escuta, observação e respeito à subjetividade do cliente como elementos fundamentais que expressam a humanização no cuidado. Esse estudo destaca que o relacionamento entre os profissionais de saúde e a família deve considerar esses aspectos para promover a humanização no ambiente de assistência.
Conclui-se que, apesar dos desafios, é possível promover a humanização na UTI, considerando o cuidado holístico, o diálogo efetivo e a conscientização dos profissionais sobre a importância do cuidado humanizado
CONCLUSÃO
A análise dos artigos revela que alguns profissionais de enfermagem desconhecem a Política Nacional de Humanização, e mesmo entre aqueles que a conhecem, algumas dificuldades foram identificadas, como sobrecarga de trabalho, baixa remuneração, falta de recursos, ausência de educação continuada e desafios no relacionamento com os familiares. No entanto, há uma percepção positiva de que o cuidado humanizado contribui significativamente para a recuperação do paciente.
Muitos estudos apontam a falta de uma reflexão mais ampla sobre a humanização em saúde desde a formação profissional como um dos principais fatores dessa problemática. A Política Nacional de Humanização destaca a importância de formar profissionais capazes de integrar eficiência técnica, científica e humana em sua prática, com uma postura ética que respeite as necessidades específicas de cada paciente e adote uma abordagem holística.
É ressaltada a necessidade de a enfermagem resgatar a dimensão do cuidado humanizado em sua prática, incluindo o respeito e a dignidade do ser humano em todas as fases da vida, utilizando estratégias de comunicação para proporcionar conforto e consolo. A literatura evidencia que, na prática, os profissionais são atenciosos, comprometidos, seguros e acessíveis no ato de cuidar.
Diante dessa realidade, destaca-se a importância da orientação para a humanização no cuidado ao paciente em situações críticas de forma sistemática desde a graduação. Valorizar o desenvolvimento de competências ético-morais é proposto como uma abordagem essencial para orientar práticas futuras. Recomenda-se a realização de mais estudos sobre o tema, incentivando os profissionais de enfermagem a reconhecer a importância das ações de cuidado integral e a valorizar as nuances e subjetividades do ser humano e da família.
Entender a humanização em ambientes de cuidados complexos implica acolher a interação dinâmica entre a unidade, a gestão, o trabalho dos profissionais e os usuários, todos contribuindo para as relações humanas e profissionais. Destaca-se a importância de uma assistência humanizada, que não apenas envolva conhecimento técnico, mas também exija um comportamento ético. Em ambientes de UTI, onde os pacientes frequentemente enfrentam condições graves, é crucial equilibrar a necessidade de intervenções técnicas com a importância do relacionamento interpessoal para a melhoria do quadro clínico.
Os profissionais de enfermagem são instados a rever e aprimorar suas condutas, tanto do ponto de vista técnico quanto científico, a fim de proporcionar um ambiente verdadeiramente humanizado aos pacientes em leitos de UTI. Este processo implica em uma abordagem mais holística, considerando não apenas a condição clínica, mas também as necessidades emocionais e psicossociais dos pacientes.
Os enfermeiros reconhecem a importância da humanização na UTI e acreditam que as atividades desenvolvidas nesse ambiente requerem uma assistência de qualidade. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha um papel fundamental na gestão do cuidado ao paciente, buscando garantir a qualidade da assistência em saúde. As ações devem se concentrar no atendimento integral às necessidades humanas básicas, destacando a importância de um conhecimento em constante evolução, abrangendo aspectos científicos, tecnológicos e humanos.
A pesquisa destaca a importância de preparar o enfermeiro desde a graduação, conscientizando-o de que, independentemente da tecnologia envolvida, o cuidado deve sempre ser humanizado. A reflexão proposta visa sensibilizar os profissionais de enfermagem,destacando que, em momentos de fragilidade e insegurança do paciente, são essenciais o amor, carinho, respeito, conforto, bem-estar e atenção. Os princípios da bioética são apontados como elementos indispensáveis para um tratamento humanizado.
É enfatizado que, apesar da presença de recursos tecnológicos avançados, o enfermeiro deve preservar a visão de que esses equipamentos não substituem o afeto, carinho e apoio, além da necessidade de uma supervisão contínua da equipe. Essa abordagem reforça a importância do cuidado humanizado, integrando aspectos técnicos e científicos com a dimensão humana, contribuindo para a qualidade do atendimento na UTI
REFERÊNCIAS:
CUIDADO HUMANIZADO AO PACIENTE CRÍTICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA, REVISTA SAÚDE & CIÊNCIA ONLINE ISSN 2317-8469, Maria do Carmo Clemente Marques Figueiredo , Terezinha Nunes Ferreira , Francisca das Chagas Alves de Almeida , Alisson Modesto Araújo4 , Paloma Evelin Araújo , Kesia Beserra de Souza, Gabrielle Porfirio Souza .
As dificuldades da equipe de enfermagem frente à assistência humanizada na unidade de terapia intensiva, Brazilian Journal of DevelopmenT Brazilian Journal.
HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA, Enfermagem, Volume 28 – Edição 129/DEZ 2023 SUMÁRIO / 12/12/2023
Cuidado humanizado na Unidade de Terapia Intensiva: discurso dos profissionais de enfermagem angolanos, Revista Brasileira de Enfermagem, Eurico Mateus SiliI ORCID: 0000-0002-0466-853X Eliane Regina Pereira do NascimentoII ORCID: 0000-0003-2215-4222 Luciana Bihain Hagemann de MalfussiII ORCID: 0000-0002-3199-9529 Patrícia Madalena Vieira HermidaIII ORCID: 0000-0002-7969-357X Ana Izabel Jatobá de SouzaII ORCID: 0000-0003-3843-6144 Daniele Delacanal LazzariII ORCID: 0000-0003-1788-866X Marisa da Silva MartinsII ORCID: 0000-0002-1495-1232
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E O CUIDADO HUMANIZADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA, (Danielle Maria da Silva, Anderson da Silva Moreira, Maria Clarisse Soares Carnaúba, Ítala Thassyelle Vasconcelos dos Santos, Amanda Kíssia Santos Lins de Carvalho).
Assistência de enfermagem humanizada ao paciente em UTI, Revista cientifica de enfermagem.
O PAPEL DO ENFERMEIRO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DIANTE DE NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE, Revista Saúde em foco Janaina Daniel Ouchi , Ana Paula Rodrigues Lupo, Bianca de Oliveira Alves, Renato Vasques Andrade, Michele Bueno Fogaça.

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