Logo Passei Direto
Buscar

CITOPATOLOGIA

Folheto sobre citopatologia ginecológica: anatomia e características citológicas do ectocérvice, endocérvice e vagina, descrevendo células basais, parabasais, intermediárias (e naviculares), superficiais, efeitos hormonais e feições das células colunares endocervicais.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Citopatologia ginecológica 
 ● ANATOMIA GINECOLÓGICA 
 A citologia, na rotina, estuda as regiões do 
 colo do útero (ectocérvice e endocérvice) 
 e as células da vagina. 
 No ectorcérvice e na vagina, estuda-se a 
 presença e nível de maturação das 
 células epiteliais escamosas do epitélio 
 estratificado não queratinizado. 
 Nos níveis de maturação, encontramos: 
 - Células basais: que são células 
 com intensa atividade metabólica, 
 responsáveis pela replicação 
 celular (únicas que fazem mitose). 
 Raramente vistas no esfregaço, 
 exceto em casos de atrofia intensa 
 ou ulceração da mucosa. São 
 redondas ou ovais, com citoplasma 
 escasso corando de roxo ou verde. 
 O núcleo é redondo, de localização 
 central, com cromatina 
 uniformemente distribuída, às 
 vezes com um pequeno nucléolo. 
 Essas células descamam 
 isoladamente ou representando 
 pequenos agrupamentos. Ficam 
 alinhadas em uma fileira só. 
 - Parabasais: Predominam em 
 condições fisiológicas associadas 
 à deficiência estrogênica, como na 
 infância, lactação e menopausa 
 (epitélio atrófico). Apresentam 
 tamanho variado entre 15 e 25 um 
 e são arredondadas. O citoplasma 
 é ligeiramente basofílico 
 (cianofílico), com uma tonalidade 
 menos intensa que aquela vista 
 nas células basais. O núcleo é 
 redondo ou oval, um pouco menor 
 em relação ao das células basais e 
 contêm grânulos de cromatina ou 
 cromocentros (núcleo vesicular). 
 - Intermediárias: Mais comuns em 
 esfregaços no período pós 
 ovulatório do ciclo menstrual, 
 durante a gravidez e na 
 menopausa precoce. O seu 
 predomínio é relacionado à ação 
 da progesterona ou aos hormônios 
 adrenocorticais. Elas exibem 
 citoplasma geralmente basofílico, 
 poligonal, com tendência a 
 pregueamento das suas bordas 
 (célula navicular). O núcleo da 
 célula intermediária é vesicular, ou 
 seja, redondo ou oval, medindo 
 cerca de 8um, com cromatina 
 delicada, uniformemente 
 distribuída e cromocentros visíveis. 
 A abundância do citoplasma e o 
 núcleo de tamanho menor 
 diferenciam as células 
 intermediárias das parabasais. As 
 células naviculares representam 
 um subtipo das células 
 intermediárias e são um pouco 
 menores, com abundante 
 glicogênio citoplasmático, que 
 pode corar amarelado ou 
 acastanhado. As bordas 
 citoplasmáticas são espessas e o 
 núcleo é excêntrico. Essas células 
 são mais comuns na gravidez, 
 refletem o hormônio luteinizante, a 
 partir do segundo mês, mas 
 podem ser vistas em outras 
 situações, como na segunda 
 metade do ciclo menstrual e na 
 fase inicial da menopausa. 
 - Superficiais: Mais comum em 
 esfregaços no período ovulatório 
 do ciclo menstrual (primeira fase 
 do ciclo em mulheres jovens), 
 refletem a ação estrogênica. Elas 
 são aproximadamente do mesmo 
 tamanho das células 
 intermediárias, também são 
 poligonais, porém o citoplasma é 
 mais aplanado e transparente, 
 geralmente eosinofílico e o núcleo 
 picnótico é caracterizado pela 
 condensação da cromatina, que se 
 torna escura com grânulos 
 indistintos. O diâmetro nuclear 
 raramente excede 5um. Não há 
 evidências de queratinização nas 
 células superficiais em condições 
 normais, porém podem ocorrer 
 estágios precursores da sua 
 produção com o aparecimento de 
 grânulos querato-hialinos que se 
 mostram pequenos e escuros no 
 citoplasma. Desde que a completa 
 maturação do epitélio ocorreu 
 como resultado da atuação dos 
 estrógenos, o predomínio de 
 células escamosas maduras com 
 núcleo picnótico representa uma 
 evidência morfológica excelente da 
 atividade estrogênica. A 
 diferenciação entre uma células 
 superficial e uma intermediária se 
 fundamenta na análise da 
 estrutura nuclear. 
 A maturação dessas células é 
 consequência da produção de hormônios 
 ovarianos, principalmente estrogênio, que 
 estimula a maturação celular para receber 
 o embrião. 
 Já no endocérvice e no endométrio o 
 epitélio é predominado por células 
 colunares simples. 
 São predominantemente secretoras e 
 algumas são ciliadas. Na pós-menopausa, 
 devido ao deficit de estrogênio, as células 
 são mais baixas e carecem da atividade 
 secretória. Durante o ciclo menstrual, sob 
 as influências hormonais, as células 
 endocervicais também revelam algumas 
 modificações, como citoplasma mais alto 
 e tumefeito na última metade do ciclo. Nos 
 esfregaços, as células endocervicais 
 apresentam citoplasma relativamente 
 abundante, delicado, semitransparente, 
 que coram fracamente em azul, às vezes 
 com vacúolos. Os núcleos são redondos 
 ou ovais, com alguma variação do 
 tamanho, cromatina finamente granular 
 exibindo cromocentros ou nucléolo. 
 Quando as células são vistas 
 lateralmente, assumem a forma colunar 
 alta, com núcleo oval, localizado na região 
 basal. Nessa perspectiva, quando em 
 conjuntos, constituem os arranjos 
 conhecidos como “fila” ou “paliçada”. 
 Quando as células são vistas de frente, 
 elas se agrupam em conjuntos 
 monoestratificados, perdem a sua forma 
 colunar e apresentam, às vezes, bordas 
 citoplasmáticas bem definidas, lembrando 
 um “favo de mel”. Os núcleos 
 arredondados mostram polaridade 
 conservada (a distância entre os núcleos 
 é relativamente constante, não ocorrendo 
 sobreposição nuclear). As células 
 endocervicais nos esfregaços raramente 
 exibem cílios, e nesse caso o seu 
 citoplasma cora mais intensamente que 
 aquele das células endocervicais 
 mucossecretoras. Estas últimas mostram 
 citoplasma distendido por vacúolo único 
 ou múltiplo e são mais comuns em 
 situações de irritação crônica, como 
 gravidez, pólipos endocervicais, ou em 
 resposta à terapia hormonal, inclusive 
 associada ao uso de pílulas 
 anticoncepcionais. Por causa da 
 fragilidade do seu citoplasma, as células 
 endocervicais podem se apresentar sob a 
 forma de núcleos desnudos. Em algumas 
 ocasiões durante a colheita da 
 endocérvice com a escovinha, pode 
 ocorrer o desgarramento de grandes 
 agrupamentos celulares, verdadeiros 
 microfragmentos de tecido. Ai as células 
 endocervicais podem representar arranjos 
 papilares e glandulares. É importante 
 observar que não há estratificação nuclear 
 nesses arranjos em condição normal. 
 Entre a região do endocérvice e o 
 ectocérvice existe a junção que 
 chamamos de JEC 
 A junção escamo-colunar (JEC) é a área 
 de transição no colo do útero onde o 
 epitélio escamoso estratificado da 
 ectocérvice encontra o epitélio colunar 
 simples da endocérvice. Esta é uma zona 
 dinâmica, onde as células podem sofrer 
 metaplasia, tem susceptibilidade maior a 
 desenvolver câncer quando em contato 
 com vírus do HPV. 
 A presença de JEC na citopatologia indica 
 que a coleta foi adequada. No exame 
 citológico, as células da Zona de 
 Transformação aparecem como 
 agrupamentos ou isoladas, com um 
 aspecto mais homogêneo e citoplasma 
 que pode variar de claro a azul intenso, 
 dependendo do grau de maturação. Elas 
 refletem o processo de metaplasia, onde 
 células glandulares se transformam em 
 células escamosas, processo normal e 
 importante para a proteção do colo 
 uterino. A presença dessas células na 
 amostra é um indicador de que a zona de 
 transformação foi adequadamente 
 coletada, o que é fundamental para um 
 examede Papanicolau satisfatório, pois 
 essa região é onde a maioria das 
 alterações precursoras do câncer cervical 
 ocorrem. 
 As células do endométrio, também 
 chamadas de glandulares, descamam 
 aproximadamente no 12º dia do ciclo. 
 Essas células também descamam por 
 ocasião de aborto, no pós-parto imediato 
 e em mulheres menopausadas na 
 vigência de reposição hormonal. Em 
 usuárias de DIU, as células endometriais 
 podem ser encontradas na segunda 
 metade do ciclo menstrual e às vezes são 
 atípicas. Em qualquer outro período, o 
 encontro das células endometriais é 
 anormal, podendo se associar a 
 endometriose, pólipos, hiperplasia ou 
 mesmo adenocarcinoma endometrial. As 
 células glandulares endometriais esfoliam 
 sob forma de pequenos conjuntos 
 tridimensionais. O citoplasma é escasso, 
 delicado e, às vezes, vacuolizado, com 
 bordas mal definidas. Os núcleos são 
 pequenos, redondos, hipercromáticos com 
 cromatina grosseiramente granular 
 uniformemente distribuída. Em condições 
 normais, não se identifica nucléolo. As 
 células do estroma superficial lembram 
 pequenos histiócitos e revelam citoplasma 
 vacuolizado, cianofílico, com limites 
 indistintos e um núcleo excêntrico com 
 cromatina granular. No período entre o 4º 
 e o 8º dia do ciclo menstrual, há um 
 padrão muito característico de 
 descamação endometrial nos esfregaços, 
 conhecido como êxodo. Este quadro é 
 representado por numerosas células 
 glandulares endometriais em 
 agrupamentos redondos ou ovais, 
 algumas vezes com uma área central 
 escura correspondente às células 
 estromais profundas, pequenas, 
 alongadas e amontoadas. Ao lado desses 
 conjuntos há numerosas células do 
 estroma endometrial superficial. 
 Endometriais a esquerda e endocervicais 
 a direita. 
 Fora as células de evolução normal do 
 epitélio, nós temos também as células de 
 reserva ou as chamadas metaplásicas 
 escamosas. Nosso corpo sofre agressões 
 constantemente e necessita realizar o 
 reparo e a resistência no tecido para 
 modular a função normal dele - 
 mecanismo protetor que protege contra 
 chances de malignidade. É uma ação 
 protetora contra processos fisiológicos 
 decorrentes de alterações hormonais em 
 adolescentes, por exemplo. Ele pode 
 ocorrer por metaplasia epidermóide 
 indireta (hipertrofia das células de reserva 
 > Metaplasia imatura > metaplasia madura 
 > cura) ou por epitelização (células basais 
 do epitélio escamoso adjacente a lesão) 
 As células de reserva são raramente 
 vistas em esfregaços e quando isoladas 
 são indistinguíveis de histiócitos e células 
 do estroma endometrial superficial. São 
 pequenas, menores que as células 
 parabasais, com elevada relação 
 nucleocitoplasmática, exibindo citoplasma 
 escasso, delicado, finamente vacuolizado, 
 com limites mal definidos. Os núcleos são 
 redondos ou ovais, centrais, com 
 cromatina finamente granular 
 ocasionalmente com cromocentros, 
 fendas e, às vezes, pequeno nucléolo. 
 Essas células se mostram isoladas ou 
 dispostas em pequenos conjuntos, às 
 vezes ligadas às células endocervicais, 
 podendo se associar também às células 
 metaplásicas imaturas. 
 Células metaplásicas imaturas: São do 
 tamanho aproximado das células 
 escamosas parabasais. Podem ser 
 redondas, ovais, triangulares, estreladas 
 ou causadas, com citoplasma delicado ou 
 denso, eventualmente com coloração 
 bifásica (ectoplasma/endoplasma) ou 
 vacúolos. Os núcleos são um pouco 
 maiores que aqueles das células 
 intermediárias, redondas ou ovais, 
 paracentrais ou centrais, com cromatina 
 finamente granular regularmente 
 distribuída e às vezes nucléolo. Essas 
 células se dispõem frequentemente em 
 agrupamentos frouxos, como um 
 “calçamento de pedras”. 
 Células metaplásicas maduras: Lembram 
 as células escamosas maduras originais, 
 porém as primeiras apresentam 
 citoplasma levemente mais denso e 
 bordas citoplasmáticas mais 
 arredondadas. As células metaplásicas 
 maduras também podem reproduzir um 
 “calçamento de pedras”. 
 Além das células pertencentes ao epitélio 
 ginecológico, nós temos também as 
 células não epiteliais, como: Hemácias, 
 Leucócitos, Células ovarianas e Células 
 mesenquimais. 
 As células mesenquimais têm a função de 
 sustentação, ficam localizadas em todos 
 os órgãos para dar suporte ao epitélio de 
 revestimento e são basicamente 
 constituídas por fibroblastos. 
 Quando vários macrófagos se fundem, 
 eles formam uma célula gigante contendo 
 vários núcleos, é conhecido como célula 
 gigante multinucleada ou célula gigante de 
 corpo estranho. 
 Tais células podem ser encontradas em 
 certos estados inflamatórios e em 
 esfregaços de mulheres há muito tempo 
 em menopausa, sendo comum o achado 
 de detritos em seu citoplasma. 
 ● Ciclo Hormonal do epitélio vaginal 
 escamoso estratificado. 
 - Em um recém nascido, as células 
 epiteliais da vagina refletem o ciclo 
 hormonal da mãe até as primeiras 
 4 semanas de vida. Ou seja, vão 
 apresentar um grande número de 
 células intermediárias, com a 
 presença de algumas naviculares. 
 - Na infância, o padrão celular 
 vaginal e do colo do útero é 
 atrófico, sendo comum encontrar 
 com predomínio a presença de 
 células parabasais, isso ocorre 
 porque os ovários estão inativos, o 
 estrógeno e a progesterona são 
 escassos. 
 - Por volta da pré-menarca, a 
 maturação vai acontecer, 
 passando de um epitélio atrófico 
 para um epitélio trófico, refletindo a 
 funcionalidade. 
 - Durante a idade reprodutiva 
 juvenil, o epitélio vai refletir em 
 fases o ciclo menstrual da 
 menina/mulher. Desde o primeiro 
 dia de sangramento, temos o 
 período menstrual, com a 
 presença de células sanguíneas 
 no esfregaço, com predomínio de 
 células intermediárias agrupadas e 
 presença de células endometriais 
 devido a descamação do 
 endométrio, com leucócitos 
 (polimorfonucleares) abundantes 
 para a função de lise das 
 hemácias presentes e fagocitose 
 dos restos celulares, também há 
 presença de histiócitos 
 (macrófagos inativos naturais da 
 região vaginal) e muco em grande 
 quantidade. 
 - Na segunda fase, do 6º ao 12º dia, 
 é chamada a fase estrogênica, 
 com referência aos ovários que 
 vão fazer a secreção de estrógeno, 
 enquanto na região do útero está 
 na fase proliferativa em que as 
 células do útero vão aumentar. 
 Esse período tem muita influência 
 do estrogênio, havendo a presença 
 de muitas células intermediárias e 
 superficiais, com maior predomínio 
 de células intermediárias 
 agrupadas. E as células 
 superficiais com características 
 cianofílicas (azuladas), por 
 estarem recém maturadas. 
 Hemácia, leucócitos e histiócitos 
 raros. As células endometriais 
 podem persistir, muco abundante e 
 comum encontrar uma microbiota 
 lactobacilar frequente. 
 - Fase pré-ovulatória (12º ao 13º 
 dias), às células superficiais se 
 tornam predominantes, células 
 endocervicais em aspectos favo de 
 mel. Hemácias, leucócitos e 
 histiócitos raros. Muco mais 
 abundante e espesso. Comum 
 encontrar uma microbiota 
 lactobacilar frequente. 
 - Fase ovulatória (14º ao 15º dia), as 
 células superficiais eosinofílicas 
 estão em predomínio total, as 
 células endocervicais estão 
 presentes geralmente já em 
 formato paliçadas.Muco 
 característico espesso, aparenta 
 no esfregaço a característica de 
 muco samambaia. 
 - Segunda fase do ciclo menstrual 
 (fase secretora ou lutea), atividade 
 secretora do endométrio do útero, 
 ou fase em que os ovários estão 
 em excreção de progesterona, 
 havendo queda de células 
 superficiais e aumento de células 
 intermediárias. Durante o período 
 em que o corpo lúteo está ativo, 
 pode haver o encontro de células 
 naviculares (células intermediárias 
 com a borda dobrada), devido a 
 resposta ao estímulo do corpo 
 lúteo Leucócitos e Histiócitos 
 aumentam, porque ocorre o caso 
 de citólise e para isso a presença 
 de células fagociticas. Muco ainda 
 espesso. 
 A partir da segunda fase recomeça o ciclo, 
 salvo em casos de gravidez. 
 - Gravidez: No primeiro trimestre há 
 predomínio de células 
 intermediárias naviculares, 
 quantidade de leucócitos e mucos 
 são pequenas. No segundo e 
 terceiro trimestre, predomínio de 
 células naviculares e agrupadas. 
 Nas duas últimas semanas de 
 gravidez, as células naviculares 
 permanecem agrupadas, mas 
 começam a diminuir havendo 
 aumento das células superficiais, 
 microbiota tem diminuição dos 
 lactobacilos e citólise. A 
 quantidade de glicogênio presente 
 no citoplasma das células 
 intermediárias depende da 
 situação hormonal da paciente. 
 Durante a gravidez, a quantidade 
 de glicogênio se torna muito 
 grande e pode levar ao 
 deslocamento do núcleo em 
 direção à periferia da célula. Os 
 depósitos de glicogênio coram-se 
 em amarelo quando é utilizada a 
 coloração de papanicolau. Essas 
 células ricas em glicogênio 
 possuem a forma de um barco, dai 
 decorre o nome de células 
 naviculares. 
 As células naviculares também podem ser 
 chamadas de pérola córnea, por serem 
 compostas por várias camadas de células 
 intermediárias, arranjadas de modo 
 circunferencial. 
 - Pós parto: de imediato, tem células 
 intermediárias e superficiais numa 
 proporção razoável. Depois, 
 predomínio de células parabasais, 
 porque durante um período 
 aquelas células vaginais e colo do 
 útero vão ficando atrofiadas. De 45 
 a 60 dias, vai depender do 
 aleitamento materno, se sim, o 
 epitélio continua atrófico com o 
 predomínio de células parabasais, 
 se não, a mulher entra no ciclo 
 menstrual novamente e se torna 
 trófico. 
 - No climatério (pré menopausa) a 
 citologia vai evoluir do esfregaço 
 trófico com predomínio de células 
 intermediárias para o esfregaço 
 atrófico leve com aumento de 
 células parabasais. Lactobacilos 
 diminuem bastante, a flora vai ser 
 substituída pela microbiota cocoide 
 - Na menopausa, a microbiota 
 cocoide prevalece, e o epitélio se 
 torna atrófico completamente. 
 A citólise que é causada nas células em 
 algumas fases do ciclo é decorrência da 
 fermentação do glicogênio por 
 lactobacilos. Uma vez que as células 
 intermediárias são ricas em glicogênio, se 
 tornam os maiores alvos dessas bactérias. 
 Os esfregaços se caracterizam pela 
 presença de numerosos núcleos isolados 
 e detritos celulares. Esses núcleos “nus” 
 são observados principalmente, durante a 
 fase pré-menstrual do ciclo e durante a 
 gravidez. A citólise deve ser diferenciada 
 da morte celular (apoptose), que se 
 caracteriza por condensação (picnose), ou 
 fragmentação (cariorrexe ou apoptose) 
 nucleares. 
 O índice de Frost - Índice de maturação. 
 O Índice de Frost é um parâmetro utilizado 
 na citologia hormonal vaginal para avaliar 
 o estado hormonal da mulher, 
 especialmente em relação à produção de 
 estrogênio e progesterona. Ele é baseado 
 na observação das células epiteliais do 
 revestimento vaginal, que sofrem 
 alterações conforme o estímulo hormonal. 
 Esse índice expressa a proporção entre 
 três tipos de células: células superficiais, 
 intermediárias e parabasais. A quantidade 
 relativa de cada uma delas indica o nível 
 de atividade hormonal: 
 ● As células superficiais aparecem 
 em maior quantidade quando há 
 predominância de estrogênio. 
 ● As células intermediárias 
 aumentam quando há influência da 
 progesterona, como na fase lútea 
 ou na gravidez. 
 ● As células parabasais predominam 
 quando há falta de hormônios 
 sexuais, como na menopausa, 
 pós-parto ou crianças. 
 O índice é apresentado como uma 
 sequência numérica, indicando a 
 porcentagem de cada tipo celular, sempre 
 na mesma ordem: superficiais : 
 intermediárias : parabasais. Por exemplo, 
 um índice 70:30:0 indica um predomínio 
 de estrogênio, enquanto um índice 
 0:20:80 revela um quadro de 
 hipoestrogenismo. 
 Quando ocorre lesão epitelial, tem-se o 
 processo reparativo das células para 
 suprir a lesão e aumentar a resistência do 
 tecido. Essa lesão pode se dar por 
 irritação crônica, inflamação e mudanças 
 endócrinas fisiológicas. De acordo com 
 cada lesão o corpo tem uma resposta 
 específica, ou epitelização ou metaplasia. 
 A epitelização é oriunda de células basais 
 do epitélio escamoso adjacente à lesão. 
 A metaplasia epidermóide indireta é 
 oriunda de células de reserva 
 subcolunares. 
 1. Hiperplasia das células de reserva: 
 Células em lençol, pequenas, 
 irregulares e poligonais, com 
 bordas pouco definidas, citoplasma 
 eosinofílico, agregadas, núcleo 
 pequeno e uniforme, cromatina 
 finamente granular, nucléolo 
 ausente, pouco visualizada na 
 citologia cérvico vaginal. 
 2. Metaplasia escamosa imatura: A 
 maioria é redonda, ovalada, com 
 número de células poligonais 
 aumentando com a maturação, 
 citoplasma denso e homogêneo, 
 com tendência a cinofilia, com 
 prolongamentos típicos, taxa 
 núcleo citoplasmática aumentada, 
 nucléolos evidentes. 
 3. Metaplasia escamosa madura: 
 Células isoladas ou agrupadas 
 com bordas distintas, 
 arredondadas ou poliédricas, 
 núcleo pequeno, arredondado, 
 central, tamanho uniforme e 
 cromatina granular. 
 Durante esse processo, pode ocorrer 
 interferência de fatores que possam levar 
 a alguns carcinomas 
 - A coleta é chamada de tríplice, pois a 
 coleta é realizada em 3 regiões: canal 
 vaginal, colo do útero (ectocérvice) e 
 orifício do colo do útero (endocérvice). 
 - A coleta dupla não pega material de 
 parede vaginal, que podem avaliar 
 atividade hormonal e flora vaginal. 
 - O fixador úmido mais utilizado é o álcool 
 etílico 95% que vai 
 Corantes: 
 - O lugol penetra em células 
 saudáveis por causa do nitrogênio, 
 já o iodo tem afinidade pelo 
 glicogênio presente no citoplasma 
 das células epiteliais maduras, 
 corando-as de marrom-escuro. 
 Células com pouca ou nenhuma 
 quantidade de glicogênio — como 
 as células imaturas, atróficas ou 
 alteradas — não fixam bem o iodo, 
 permanecendo pouco coradas ou 
 incolores. 
 Na flora vaginal normal predominam os 
 lactobacilos, também conhecidos como 
 bacilos de doderlein. 
 Com o auxílio da cultura, pode-se 
 descobrir a presença de numerosos 
 outros organismos, tanto aeróbios como 
 anaeróbios, os quais são saprófitas, 
 porém podem se tornar patogênicos. Os 
 lactobacilos são bastonetes gram 
 positivos imóveis e não capsulados. São 
 capazes de fermentar glicogênio, 
 transformando-o em ácido lático 
 mantendo o pH vaginal de 4,0. Além 
 disso, a fermentação do glicogênio produz 
 citólise das células intermediárias.A 
 citólise intensa pode ser acompanhada de 
 secreção vaginal exagerada. A alteração 
 da flora vaginal normal pode levar a 
 quadros infecciosos multi bacterianos 
 (vaginose bacteriana). 
 A alteração da flora vaginal encontra-se 
 alterada com a queda ou ausência dos 
 bacilos de Doderlein. 
 A vaginose bacteriana é a substituição 
 dos lactobacilos por bactérias anaeróbias 
 ou facultativas como a Gardnerella 
 vaginalis, bacteroides, Mobiluncus sp e 
 Mycoplasma sp. Tem como sintomas o 
 corrimento fino-branco-acinzentado, 
 frequentemente com odor fétido (de 
 “peixe”) que se acentua após relação 
 sexual e no período menstrual. 
 A presença de clue cells são 
 patognomônicas da gardnerella vaginalis. 
 E além disso a ausência de neutrófilos. 
 Mascara a ação do HPV (identifcação de 
 coilócitos) porque faz o núcleo das células 
 ficar picnótico) 
 Candida ou Monília, é um fungo que 
 causa coceira desconfortável, devido a 
 umidade, o muco e do glicogênio, é um 
 ambiente mais propício à habitação. 
 Possui característica de hifa ou dos 
 esporos no esfregaço cérvico-vaginal. 
 Trichomonas vaginalis protozoário que 
 aparece nos esfregaços como estruturas 
 redondas ou ovais, O citoplasma 
 geralmente cora cinza-azulado e pode 
 conter grânulos vermelho-amarronzados. 
 O núcleo é excêntrico, semitransparente, 
 levemente basofílico, mal definido. 
 Sempre apresenta exsudato purulento 
 difuso, comum o acúmulo de neutrófilos 
 se sobrepondo às células epiteliais 
 degeneradas conhecidas como “balas de 
 canhão”. são parasitas que podem 
 aparecer também em conjunto com outra 
 bactéria. É mais comum em mulheres 
 idosas e está relacionada à falta de 
 higiene. Induz uma agressão bem intensa 
 ao epitélio vaginal. As alterações 
 geralmente visualizadas são 
 pseudoeosinofilias, halos perinucleares e 
 tumefação nuclear. Pode ocorrer também 
 necrose representada por cariorrexe e 
 cariólise. 
 Esfregaços que possuem agentes 
 etiológicos possuem um halo perinuclear 
 ao redor do núcleo. 
 Actinomyces - Esta bactéria é geralmente 
 associada ao uso de DIU, numa 
 frequência aproximada de 10%. No 
 esfregaço, esses micro-organismos se 
 apresentam como estruturas filamentosas, 
 ramificadas em ângulo agudo, basofílicas. 
 Os filamentos se irradiam a partir de um 
 centro denso e escuro. 
 Leptothrix vaginalis - São bactérias 
 filamentosas encurvadas em forma de S, 
 U ou se apresentam enoveladas. 
 Associam-se a Trichomonas em 75% a 
 80% dos casos. 
 Vírus Herpes simplex genitalis - É um 
 vírus que determina lesões cutâneas e 
 mucosas sob a forma de pápulas ou 
 vesículas que se rompem na sua 
 evolução, com consequente 
 desenvolvimento de erosões. Nos 
 esfregaços há características celulares 
 distintas. As alterações ocorrem nas 
 células escamosas parabasais, 
 metaplásicas imaturas e endocervicais. 
 Provocam inicialmente citomegalia 
 (aumento da célula como um todo) e 
 cariomegalia (aumento nuclear). Depois o 
 núcleo adquire um aspecto fosco, devido 
 a alterações da estrutura cromatínica. A 
 cromatina restante se amolda contra o 
 folheto interno da membrana nuclear, 
 determinando o espessamento da borda 
 nuclear. Encontramos também 
 multinucleação com amoldamento nuclear 
 e às vezes inclusões intranucleares. O 
 citoplasma das células acometidas é 
 denso, opaco, devido a alterações do 
 citoesqueleto e à necrose por coagulação. 
 Cervicite crônica Folicular - Representa 
 uma condição inflamatória caracterizada 
 pela proliferação de folículos linfoides com 
 centros germinativos no estroma do colo 
 uterino. Pode ocorrer em qualquer idade, 
 porém é mais comum em mulheres 
 pós-menopausadas. Aproximadamente 
 metade dos casos é associada com 
 infecção por Chlamydia trachomatis. A 
 cervicite folicular é diagnosticada em 
 cerca de 0,5% dos esfregaços cervicais. 
 Nas amostras citológicas há linfócitos em 
 diferentes estágios de maturação 
 predominantemente inativados. Esses 
 linfócitos podem apresentar ocasionais 
 mitoses. Identificam-se ainda macrófagos 
 de corpos tangíveis (contendo linfócitos 
 degenerados intracitoplasmáticos) e às 
 vezes capilares 
 Na citologia, as neoplasias do trato genital 
 feminino são classificadas conforme o 
 grau de comprometimento das células 
 epiteliais e sua capacidade de invasão. 
 A Lesão Intraepitelial de Baixo Grau 
 (LSIL) é caracterizada por alterações 
 celulares associadas principalmente à 
 infecção pelo vírus HPV. Um dos 
 principais achados citológicos é a 
 coilocitose, que corresponde à presença 
 de vacúolos perinucleares nas células 
 escamosas. Essas alterações refletem um 
 processo viral ativo, geralmente restrito ao 
 terço inferior do epitélio, com menor risco 
 de progressão para câncer. 
 Já a Lesão Intraepitelial de Alto Grau 
 (HSIL) representa alterações celulares 
 mais significativas, que afetam camadas 
 mais profundas do epitélio e têm maior 
 potencial de evolução para neoplasia 
 maligna. Nesses casos, as células 
 apresentam atipias mais marcantes, com 
 núcleos aumentados, hipercromáticos e 
 desorganização da arquitetura celular. 
 Essa lesão pode corresponder, 
 histologicamente, ao carcinoma in situ, ou 
 seja, um câncer que ainda está limitado 
 ao epitélio de revestimento, sem 
 ultrapassar a lâmina basal. 
 Quando ocorre a ruptura da lâmina basal 
 e as células tumorais invadem os tecidos 
 subjacentes, caracteriza-se o carcinoma 
 invasor, que possui potencial para se 
 disseminar local ou sistemicamente. A 
 diferenciação entre uma lesão in situ e 
 uma lesão invasora é feita pela avaliação 
 da integridade da lâmina basal em 
 exames histológicos. No carcinoma in situ, 
 o epitélio apresenta uma perda da 
 estratificação normal (basal, parabasal, 
 intermediária e superficial), ficando 
 completamente desorganizado, mas sem 
 invasão. Já na lesão invasora, observa-se 
 a penetração das células neoplásicas para 
 além da lâmina basal, atingindo o tecido 
 conjuntivo. 
 Outro ponto importante na análise 
 citológica é a observação de células 
 escamosas na urina. Em mulheres, a 
 quantidade de células escamosas na urina 
 costuma ser maior do que nos homens, 
 devido à presença de uma área de 
 revestimento epitelial mais extensa no 
 trato genital feminino, especialmente na 
 vagina e uretra. Isso favorece o 
 desprendimento dessas células, que 
 acabam sendo eliminadas na urina. 
 Um fenômeno comum em esfregaços com 
 células parabasais, especialmente em 
 contextos inflamatórios, é a chamada 
 pseudo-eosinofilia. Trata-se da coloração 
 amarelada ou avermelhada que essas 
 células podem adquirir, em especial 
 quando coradas pelo método de 
 Papanicolaou. Essa alteração ocorre 
 devido ao processo inflamatório, que 
 modifica a composição e a afinidade 
 tintorial do citoplasma, interferindo na 
 forma como as células reagem ao corante. 
 Importante destacar que essa coloração 
 não representa eosinofilia verdadeira, mas 
 sim uma resposta celular ao ambiente 
 inflamatório. 
 Coilócitos são células escamosas 
 alteradas, geralmente observadas em 
 exames citopatológicos (como o 
 Papanicolau), e são fortemente sugestivas 
 de infecção pelo papilomavírus humano 
 (HPV). Essas alterações celulares incluem 
 aumento do volume nuclear, 
 hipercromasiae um halo perinuclear claro, 
 característicos da ação citopática do HPV. 
 Embora a presença de coilócitos indique 
 infecção por HPV, nem sempre está 
 associada a tipos carcinogênicos do vírus. 
 O HPV possui diferentes tipos, 
 classificados em baixo risco oncogênico 
 (como os tipos 6 e 11, geralmente 
 associados a verrugas genitais e lesões 
 benignas) e alto risco oncogênico (como 
 os tipos 16 e 18, mais frequentemente 
 relacionados a câncer cervical e outras 
 neoplasias anogenitais e orofaríngeas). 
 A capacidade oncogênica dos tipos de 
 alto risco está relacionada à sua 
 integração ao DNA da célula hospedeira. 
 Quando isso ocorre, os genes virais E6 e 
 E7 são expressos de forma desregulada, 
 levando à inibição dos genes supressores 
 tumorais p53 e Rb, o que favorece a 
 progressão para neoplasias. 
 Em resumo: 
 ● Coilócitos indicam infecção por 
 HPV, mas não especificam o tipo 
 (baixo ou alto risco). 
 ● A carcinogênese está relacionada 
 principalmente aos tipos 16 e 18, 
 que possuem maior propensão a 
 integrar seu DNA ao da célula 
 hospedeira e induzir alterações 
 malignas. 
 ● A presença de coilócitos pode ou 
 não estar associada à progressão 
 para câncer, dependendo do tipo 
 viral e da resposta imunológica do 
 hospedeiro. 
 ● A presença de coilócitos significa 
 que o vírus está se reproduzindo 
 dentro da célula. 
 Pseudoeosinofilia é um artefato citológico 
 observado principalmente em exames de 
 citologia ginecológica (como o 
 Papanicolau). Ocorre quando células 
 basais ou parabasais (frequentemente 
 presentes em inflamações ou reparos 
 epiteliais) assumem uma coloração 
 rosada intensa, semelhante à eosinofilia 
 verdadeira, ao serem coradas com eosina. 
 Essa coloração intensa, no entanto, não 
 reflete a presença de eosinófilos ou uma 
 resposta imune específica, mas sim uma 
 reação inespecífica à coloração. Ela está 
 relacionada a: 
 ● Processo inflamatório ou 
 regenerativo, que deixa a célula 
 mais vulnerável. 
 ● Sensibilização da célula causada 
 por alterações em sua 
 permeabilidade ou composição 
 citoplasmática. 
 ● Afinidade aumentada ao corante 
 ácido (eosina), resultando em 
 coloração mais intensa do 
 citoplasma. 
 Em resumo: 
 ● Pseudoeosinofilia não representa 
 eosinofilia verdadeira. 
 ● É observada em células basais e 
 parabasais submetidas a 
 inflamação, trauma ou 
 regeneração. 
 ● É um artefato da coloração e não 
 tem significado patológico 
 específico por si só, embora possa 
 indicar contexto inflamatório. 
 O HPV (Papilomavírus Humano) infecta 
 preferencialmente células da camada 
 basal do epitélio escamoso, geralmente 
 por meio de microlesões na mucosa. Após 
 a infecção, o vírus interfere no ciclo 
 normal de maturação e diferenciação 
 celular, levando a alterações morfológicas 
 e funcionais progressivas no epitélio. 
 Nos casos de lesões intraepiteliais de alto 
 grau (HSIL – High-grade Squamous 
 Intraepithelial Lesion), os efeitos do vírus 
 são mais profundos e extensos. O padrão 
 de maturação celular torna-se 
 desorganizado, e as células perdem suas 
 características típicas de diferenciação. 
 Há uma proliferação atípica desde as 
 camadas basais até as mais superficiais, 
 com presença de: 
 ● Hipercromasia nuclear 
 ● Aumento da relação 
 núcleo/citoplasma 
 ● Pleomorfismo nuclear 
 ● Mitose atípica, inclusive em 
 camadas superiores do epitélio 
 Nessa fase, o padrão celular pode ser 
 descrito como indeterminado ou imaturo, 
 pois as células já não seguem o ciclo de 
 maturação esperado para o epitélio 
 escamoso. Isso reflete o impacto direto da 
 atividade oncogênica dos genes virais E6 
 e E7, que inibem proteínas reguladoras do 
 ciclo celular como p53 e Rb. 
 Em resumo: 
 ● O HPV interfere na maturação e 
 diferenciação do epitélio, 
 principalmente em infecções 
 persistentes por tipos de alto risco. 
 ● Nas lesões de alto grau (HSIL), 
 observa-se desorganização do 
 epitélio e atipias celulares 
 marcantes, refletindo risco 
 aumentado de progressão para 
 carcinoma. 
 ● O padrão celular indeterminado 
 nesta fase expressa a perda de 
 identidade morfológica das células 
 pela interferência viral. 
 Proteínas oncogênicas bloqueiam as 
 antiangiogênicas e tomam a autonomia do 
 metabolismo celular em que está 
 habitado. 
 Verrugas e coilocitoses são mais comuns 
 em vírus HPV de baixo risco, porque 
 esses estão interessados em replicação. 
 Os de alto risco estão interessados em 
 integração de DNA. 
 NCI I 
 → Lesão de baixo grau, geralmente 
 relacionada à infecção por HPV de baixo 
 risco. 
 → Muitas vezes regride 
 espontaneamente, especialmente em 
 mulheres jovens. 
 NCI II e NCI III 
 → Lesões de alto grau, com maior risco 
 de progressão para carcinoma invasor se 
 não tratadas. 
 → Geralmente requerem 
 acompanhamento rigoroso e, muitas 
 vezes, tratamento cirúrgico (como a 
 conização). 
 As escamas córneas são células epiteliais 
 mortas, anucleadas, que fazem parte da 
 camada mais superficial do epitélio 
 pavimentoso estratificado queratinizado. 
 Essas células são o resultado do processo 
 de queratinização, no qual as células 
 epiteliais, à medida que se diferenciam e 
 migram em direção à superfície, passam 
 por alterações estruturais, perdem seus 
 núcleos e se tornam ricas em queratina, 
 uma proteína resistente e impermeável. 
 Na citologia vaginal, a presença de 
 escamas córneas não é um achado 
 comum em condições fisiológicas. Elas 
 podem surgir em situações de 
 hiperqueratinização do epitélio vaginal, o 
 que pode estar associado a alterações 
 hormonais, irritações crônicas, infecções 
 persistentes ou lesões associadas ao 
 HPV, especialmente em casos de 
 leucoplasia ou outras condições que 
 induzam a queratinização anormal da 
 mucosa vaginal.

Mais conteúdos dessa disciplina