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Métodos de Contenção A correta contenção de animais é importante, pois garante a integridade física do Médico Veterinário, bem como a preservação do paciente, evitando danos físicos aos animais durante as intervenções médicas. Dentre os principais objetivos, podemos citar a facilidade do exame físico e a obtenção de informações para diagnóstico do paciente, evitar fugas e acidentes e permitir a realização de procedimentos, como administração de medicação injetável. Cão: O uso de mordaças é necessário quando o animal tem o comportamento muito bravo, pois ela envolve o focinho do cão e limita a abertura da boca, é mais indicada para uso rápido e momentâneo. É necessário verificar se há dificuldade respiratória após a colocação da mordaça, em caso afirmativo, ela deve ser retirada. Deve-se utilizar um cordão de algodão ou uma tira de gaze resistente com aproximadamente 125cm de comprimento, depois é feito uma laçada de duplo nó com o dobro do diâmetro do focinho do animal antes de sua aproximação. A laçada é colocada ao redor do focinho, posicionando o nó duplo, que é apertado e cruzado as extremidades sob o queixo do cão, em seguida as pontas são deslocadas da mordaça para que elas permaneçam atrás das orelhas e amarradas com firmeza; caso contrário, o animal conseguirá tirá-la com as patas dos membros anteriores. Fonte: MST, 2014. A imobilização manual do animal em posição quadrupedal e o seu decúbito lateral deve ser feita para exames físicos e a realização de vários outros procedimentos, como a coleta de sangue, raspado de pele. Para realizar a contenção em posição quadrupedal é preciso colocar o braço sob o pescoço, preenchendo-o com o antebraço, depois é preciso passar o outro braço sob o abdome do animal, segurando o membro anterior que se encontra do mesmo lado de quem executa a contenção. Fonte: FEITOSA, 2014. Para realizar o derrubamento, em posição de decúbito, é preciso posicionar os dois braços sobre o dorso do animal, leva-lo em direção às regiões ventrais dos membros anterior e posterior, próximos ao corpo de quem executa o derrubamento. Depois o animal é puxado de encontro ao corpo do executor, durante a queda, o animal deve ser amparado pelo corpo da pessoa executora. Com animal posicionado em decúbito lateral, prenda os membros anteriores e posteriores com as mãos, e prenda a cabeça do animal com o antebraço mais próximo a ela, mantendo os membros posteriores estendidos. Fonte: FEITOSA, 2014. O Cambão, espécie de bastão no qual se prende uma longa tira de couro ou uma corda, que deslizará por um anel, alargando-se ou estreitando-se em torno do pescoço do animal, de acordo com a necessidade do executor. Esse instrumento é indicado para a contenção de cães agressivos ou em situações de risco, sendo amplamente utilizado em resgates de animais abandonados ou em perigo, na captura de cães agressivos para evitar mordidas, em procedimentos veterinários com cães reativos e no controle de zoonoses e manejo de animais de rua. Fonte: FEITOSA, 2014. Gatos: Contenção manual é indicada para gatos dóceis ou levemente inquietos e pode ser feita segurando o gato com uma mão firme na nuca e a outra apoiando o corpo. Em procedimentos mais rápidos, como aplicação de medicamentos, segurar o gato envolto em um braço pode ser suficiente. Fonte: MST, 2014. O método da toalha ou cobertor é ideal para gatos agitados ou medrosos, em que o animal é enrolado em uma toalha ou cobertor, deixando apenas a cabeça exposta. Reduzindo o estresse e impedindo os movimentos bruscos. Fonte: FEITOSA, 2014. Equinos: O cabresto é o método mais comum e básico, utilizado para controle diário. Ele deve estar bem ajustado para evitar que o cavalo escape ou se machuque. Os cabrestos com uma corrente na porção do meio do focinho potencializam o método de contenção já que em animais mais agressivos vai provocar dor quando forçado, pois o focinho é um dos pontos mais sensíveis dos equídeos. Fonte: MST, 2014. A técnica popularmente conhecida como cachimbo ou pito, consiste em um bastão de madeira com um laço de corda na extremidade, sendo normalmente fixado por torção, entre o lábio superior e abaixo das narinas dos equinos. A utilização desta contenção causa redução da reação à estímulos dolorosos, mas não deve ser muito apertada. É utilizada em procedimentos veterinários ou de ferrageamento. Fonte: FEITOSA, 2014. O trinco é um equipamento fixo que imobiliza parcialmente o equino, muito utilizado para conter aqueles animais que se afastam do examinador ou são muito violentos, ele restringe a atividade do animal tornando o exame clínico mais seguro. Fonte: FEITOSA, 2014. O rosário ou colar de equinos é utilizado para pós cirúrgicos, para evitar lambeduras do local, de soluções aplicadas ou retiradas de suturas. Fonte: FEITOSA, 2014. Na contenção manual de equinos é preciso prender uma dobra de pele em região de escápula e uma das orelhas do animal com as mãos. É método utilizado para acalmar temporariamente o cavalo, principalmente em exames rápidos. Fonte: FEITOSA, 2014. A maneia é uma forma de contenção de equídeos, que consiste em atar os dois membros anteriores com uma maneia normalmente feita de couro para não machucar o animal. É utilizada em animais mais inquietos e agressivos, para potencializar ainda mais a técnica é possível atar um dos membros posteriores a maneia com uma corda. Fonte: Imagens tiradas da internet. O buçal em equinos é utilizado para animais agressivos e mordedores, mas também para pós-cirúrgico, na tentativa de evitar lambeduras de soluções de continuidade ou retirada de suturas. Fonte: FEITOSA, 2014. Bovinos: Nos animais mansos, a cabeça pode ser mantida pela contenção manual, agarrando-se a base de um dos chifres ou uma das orelhas, com uma das mãos no septo nasal entre o polegar com dedo médio ou indicador da outra mão, exercendo uma considerável pressão. O tronco de contenção também é utilizado para bovinos. Fonte: FEITOSA, 2014. Os bovinos podem ser contidos por um instrumento metálico conhecido popularmente como formiga, que é colocado entre as narinas e seguro por um auxiliar. A formiga é útil principalmente nos animais bravios ou não cooperativos, os quais poderão, até certo ponto, ser mantidos imóveis, em virtude da dor na região nasal provocada por esse instrumento. Fonte: FEITOSA, 2014. Existem métodos de derrubamento, que devem ser escolhidos de acordo com o sexo e temperamento do animal. É preciso o uso de cordas compridas, colocação de peias, ajudando a tirar o equilíbrio dos membros posteriores, facilitando a queda e a manutenção do animal em decúbito. No método italiano é passado uma corda sobre o pescoço, deixando o mesmo comprimento da corda livre em ambos os lados, cruzando as extremidades abaixo do pescoço e passando-as por entre os membros anteriores em direção ao dorso. Já no dorso cruzam-se as pontas das cordas, passando-as por entre os membros posteriores, levando-as para trás do animal. Fonte: FEITOSA, 2014. A maca suspensa por um guincho comum é utilizada quando se tem uma fratura de membros, por exemplo, o animal fica permanência da posição quadrupedal. Fonte: FEITOSA, 2014. Suínos: Para a coleta de sangue, os suínos de até 30kg podem ser colocados em posição vertical com leve tração da cabeça para baixo. Já os suínos com mais de 30 kg em estação com a cabeça tracionada para cima em ângulo de 30. Fonte: GAVA, 2013. O cachimbo com haste de ferro é usado para os animais alojados em baia, já para os suínos nas gaiolas de gestação e de maternidade, deve-se utilizar o “cachimbo de corda”, pois é mais flexível e possibilita utilizar a ferragem da gaiola como apoio, facilitando muito a obtenção da melhor posição do animal para coleta de sangue, por exemplo. Animais adultos podem ser contidos com uma corda de 6 mm, colocada atrás dos dentes caninos e em torno do focinho, atados a um poste ou seguros por um auxiliar. Fonte: MORENO, 2010. Serpentes: Para serpentes geralmente utiliza-se o gancho, composto de um cabo de madeira ou ferro,que em uma de suas extremidades possui uma haste de metal resistente na forma de “L”. É utilizado para conter o crânio das serpentes sobre uma superfície sólida ou suspendê-los pela porção medial do corpo, fazendo com que a serpente perca o equilíbrio dificultando a investida do animal contra o operador. Fonte: Imagens tiradas da Internet. Os tubos são ser empregados na manipulação de serpentes, proporciona a manipulação da porção posterior do corpo do animal quando esses têm a região anterior contida no interior do tubo. Eles devem ser de materiais adequados, podem ser de diâmetros diversos, mas de fácil higienização. Fonte: Imagens tiradas da Internet. Aves: Pode ser usada toalhas de espessura significativa, em aves como os psitacídeos. É feito a imobilização com a toalha e com a outra mão segurar a cabeça do animal com indicadores e polegar, posteriormente solta-se a toalha e contem o restante do corpo pelas costas, imobilizando as patas, com um dos dedos entre elas, tomando cuidado para não comprimir o peito e abdômen da ave. Fonte: SILVA, 2020. A puçá é utilizada para animais com pouca agressividade e que apresentam dificuldades de serem capturados por aproximação. Sua confecção envolve um cabo de material resistente, e possuindo em uma extremidade uma rede de cordas ou saco de pano, preso a um aro de metal. As redes de malha fina, em geral de cor preta, são utilizadas como instrumento de captura de aves, sendo este um dos principais métodos empregados. Fonte: Martins, 2019. Referências Bibliográficas FEITOSA, Francisco Leydson F. Semiologia veterinária: a arte do diagnóstico. 3a. ed. São Paulo: Roca, 2014. FURTADO, Gil Dutra; DA SILVA SOBRAL, Felipe Eduardo. Contenção mecânica de animais: revisão bibliográfica. Environmental Smoke, v. 3, n. 3, p. 38-47, 2020. GAVA, Daniela. Métodos de contenção de suínos para colheita de sangue. 2013. MARTINS, Déborah. Métodos de contenção em diferentes espécies animais. 2019. MORENO, Micke Andréa. Colheita e processamento de amostras de sangue em suínos para fins de diagnóstico. EMBRAPA. 2010. MST. Contenção de animais. Manual de salvamento terrestre. 2014. NORONHA, Henrique dos Reis. Expressão comportamental de equinos em resposta a aplicação de quatro tipos de contenção física. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pelotas. 2020. SILVA, Dircineia Ferreira; RAUBER, Andressa. MÉTODOS DE CONTENÇÃO FÍSICA EM AVES E RÉPTEIS SILVESTRES. Revista Thêma et Scientia, v. 10, n. 2, p. 264-273, 2020. Vila, Laura Garcia. Midazolam no estresse por contenção em aves silvestres. Diss. Dissertação de Mestrado, Escola de Veterinária e Zootecnia, Campus Samambaia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO. 72p, 2015. image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.jpeg image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.jpeg image23.jpeg image24.png image25.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png