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ÍNDICE GERAL 
 
Direitos Humanos Pag. 1 
 A) Introdução 
 B) Conceito 
 C) Constituição Federal 
 Due Process Law Pag. 2 
 Bibliografia 
Patrulhamento Tático Pag. 3 
 Procedimentos Operacionais 
 Procedimentos Básicos de Patrulhamento Tático 
 Procedimentos Operacionais Individuais Pag. 4 
Funções da Equipe Pag. 6 
O que todos devem observar no Patrulhamento Pag. 7 
 01) Em Transeuntes 
 02) Em Veículos 
 03) Em estabelecimentos comerciais e bancários Pag. 8 
 04) Em Caixas Eletrônicos 
 05) Em Residências 
Procedimentos Operacionais em Paradas e Estacionamentos Pag. 9 
 Geral 
 Em Estabelecimentos Comerciais 
 Em Hospitais e prontos-socorros Pag. 10 
 Em outros Estabelecimentos Públicos 
Apresentação das Ocorrências no DP ou PPJM Pag. 11 
 Observações Gerais 
Procedimentos Operacionais e Acompanhamento e Cercos Pag. 12 
 Considerações Gerais 
 Fatores 
 Condições do Terreno Pag. 13 
 Comandantes 
 Método 
 Lei Moral 
Procedimentos Básicos Pag. 13 
 Fuga em Veículos 
 Fuga de Pessoa a Pé Pag. 14 
Durante o Patrulhamento a Equipe Deve Ter Também como 
 Doutrina Pag. 15 
Abordagem Policial Pag. 15 
 01) Fundamento Legal da Abordagem e Busca Policial 
Procedimentos de Abordagem à Indivíduo em Atitudes Suspeitas e 
Realização de Busca Pessoal Pag. 16 
Procedimento do PM na Busca Preliminar 
Procedimentos em Busca Minuciosa 
Fundamento Legal do Uso de Algema (Decreto 19.903/50) Pag. 17 
 Uso de Algema 
 Bibliografia Pag. 18 
Procedimentos Operacionais em Ocorrências de 
Grande Vulto Pag. 19 
 Normas em Vigor 
 Procedimentos Operacionais 
Planejamento de Operações e Ações de Patrulha Tática Pag. 21 
 01) Oficiais 
 02) Não Oficiais Pag. 22 
O Planejamento no Crime Organizado Pag. 22 
As 12 Regras do Bom Bandido Pag. 23 
O Patrulhamento Tático da ROTA Pag. 24 
 História da ROTA 
 O Perfil do Homem Pag. 25 
 Do Comandante do Pelotão 
 Do Comandante de Equipe 
 Do Motorista Pag. 26 
 Dos Seguranças 
 O Treinamento 
 Formação 
 Manutenção Pag. 28 
A viatura é tão importante que sem ela não existiria a ROTA Pag. 29 
 Estágio 
 Estágio de Observação 
 Estágio de Participação Pag. 30 
Policiamento Tático Pag. 31 
 Abordagem Pag. 32 
 Abordagem e Busca Pessoal no Indivíduo em Estado de 
 Suspeição Pag. 33 
 Uso Crescente de Força 
Abordagens Pag. 35 
 Abordagens de Caminhões 
 Caminhões Produtos de Ilícito 
Abordagem de Rotina Pag. 36 
Abordagem de Caminhão (figura) Pag. 37 
Automóveis Pag. 38 
Considerações Gerais Pag. 40 
Abordagem de Veículo “Fase I” (figura) Pag. 42 
Abordagem de Veículo “Fase II” (figura) Pag. 43 
Abordagem de Coletivos (Ônibus) Pag. 44 
Abordagem de Ônibus (figura 1) Pag. 45 
Abordagem de Ônibus (figura 2) Pag. 46 
Conceito de Operação Policial Militar Pag. 47 
 Tempo de Duração de Bloqueio 
Bloqueio Relâmpago Pag. 47 
Esquema de Bloqueio (figura) Pag. 50 
Vistoria no Veículo Pag. 51 
Liberação dos Indivíduos e do Veículo Pag. 52 
Abordagem e Vistoria de Veículos de Passeio em 
Bloqueio (fig) Pag. 53 
Abordagens de Caminhões Pag. 54 
 Caminhões Produtos de Ilícito 
 Abordagens de Rotina em Caminhões 
Abordagem e Vistoria de Caminhão em Bloqueio Pag. 56 
Abordagem e Vistoria de Coletivos (Ônibus) Pag. 57 
Curso de Patrulhamento Tático Pag. 58 
 Táticas Policiais Avançadas 
1. Apresentação 
 Seleção 
 Treinamento 
 
 
 
2. Princípios Táticos Pag. 58 
 Uso de Força Letal 
 Busca em áreas edificadas Pag. 59 
 Trabalho em Equipe 
 Proteção de 360º Pag. 61 
 Disciplina de Luz e Ruídos 
 Proteções 
 Cobertura 
 Abrigo 
 Perigo Imediato 
 Cone da Morte 
3. Equipamento 
 Uniforme 
 Equipamento de Proteção individual Pag. 62 
 Equipamentos Coletivos 
 Equipamentos de Observação 
 Equipamento de Arrombamento 
 Equipamento de Altura 
 Equipamento de Comunicação 
4. Posições de Arma 
 Posição Isósceles 
 Posição Weaver 
 Posição SAS Pag. 63 
 Uso de Bandeirola 
 Técnica do Terceiro Olho 
5. Formas de Deslocamento 
 Composição da Equipe 
 Formação em Fila Pag. 64 
 Formação em Diamante 
6. Varreduras 
 Definição 
 Cobertura 
 Olhada Rápida 
 Tomada de ângulo 
 Uso de Espelhos 
 Verbalização Pag. 65 
7. Formas de Entrada 
 Hook 
 Cross 
 Limitada 
8. Entrada Coberta 
9. Entrada Dinâmica 
 Comunicação pôr Gesto 
Curso de Patrulhamento Tático Pag. 66 
 Noções de Criminalística 
 Criminalística 
 Histórico 
 Conceito 
 Elementos do Conceito 
Relações com outras Ciências 
 Direito Penal e Processual Penal 
 Criminologia 
 Sociologia Criminal 
 Identificação Criminal 
 Estatística Criminal Pag. 66 
 Medicina Legal 
 Vitimologia 
 Antropologia 
Balística Forense Pag. 67 
 Conceito 
 As Armas de Fogo 
 Identificação pelo Calibre 
 Identificação pelas Raias 
 Identificação pelas Deformidade do Projétil 
 a. Normais 
 b. Acidentais 
 c. Periódicas 
 d. Propositais 
Lesões Provocadas pôr Arma de Fogo 
 Dos Orifícios 
1. De Entrada 
2. De Saída Pag. 68 
O Estudo do Trajeto 
Exame Residuográfico 
 Como é Feito? 
 Sua Validade 
 Onde é Feito? 
Local do Crime Pag. 69 
Local da Infração 
 Conceito 
 Importância 
Isolamento do Local de Infração Pag. 70 
Exame do Local 
Levantamento Pericial 
 Finalidade 
 a. Descrição 
 b. Desenho 
 c. Fotografia e/ou Filmagem 
 Comentários Pag. 71 
 Observações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIREITOS HUMANOS 
 
 
A) INTRODUÇÃO 
 
Hoje em dia, não se questiona mais a justificativa filosófica da existência dos 
Direitos Humanos. A sua presença é certa e irreversível na sociedade mundial e, da 
mesma forma, na sociedade brasileira. O que se discute é apenas como aplicá-lo, e 
quais os instrumentos necessários para a sua difusão e aplicação. 
 
B) CONCEITO 
 
São os Direitos Fundamentais da pessoa humana, arendidos através da 
satisfação de outros direitos, tais como os sociais, políticos, religiosos, econômicos, 
culturais etc. 
Os Direitos Fundamentais são consagrados na Constituição Federal como 
cláusulas pétreas, ou seja, não passíveis de supressão, redução ou alteração de seu 
conteúdo. 
 
C) CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
 
Há vários direitos e garantias fundamentais inseridos na Constituição Federal, 
mormente em seu artigo 5º, dentre os quais destacamos: 
 
“Caput” 
• III, XLIII, XLIX – Tortura (Lei 9.455/97) vide Lei de Abuso de Autoridade (Lei 
4.898/65) 
• IV, IX Veda o anonimato (Lei Complementar 826/97 – Cria a Ouvidoria – 
Inconstitucional) 
• XI – Casa (Artigo 150, CPB) 
• XII – Correspondência 
• XV, LXVIII – Liberdade de locomoção, HC, Cabimento nas punições 
administrativas (Artigo 142, parágrafo 2º, CF). A existência de recursos deve 
suspender o cumprimento da pena, pois, se acolhido, não haverá prejuízo. A 
informação de HC é pessoal por parte da autoridade coatora. 
• XXXIII, XXXIV – Acesso a informações, direito de petição a qualquer tempo. 
Cabe Mandado de Segurança em caso não apreciação da Petição (Bol G 
236/96 – Questionável, pois, ato nulo pode ser revisto a qualquer tempo pela 
Administração ou pelo Judiciário. 
• XXXV – Apreciação do Judiciário. 
• XXXVIII – Júri. 
• XXXIX – Princípios da legalidade e anterioridade (Cópia da Lei) 
• XL – Irretroatividade daquem olha e dá maior prazer em 
dirigir. Evite usar produtos muito abrasivos ou derivados de petróleo, pois, causam 
desgaste na pintura e danificam borrachas. 
 Não fazer reparos elétricos ou mecânicos dos quais não tenha conhecimento 
técnico., você pode causar uma avaria maior ou colocar em risco sua vida e a dos 
ocupantes do veículo. 
 
A viatura é tão importante que sem ela não existiria a ROTA 
 
 É nela que transportamos criminosos, socorremos enfermos, salvamos vidas, 
fazemos partos, passamos momentos alegres e angustiosos. 
 Todos os policiais que exercem a atividade de patrulheiro devem conhecer um 
pouco de seu funcionamento, capacidade de atuação e limitações, mas cabe 
principalmente ao motorista desenvolver seu conhecimento técnico, prático e funcional, 
tais como; 
 Painel de controle – relógios e lâmpadas piloto que indicam o funcionamento do 
veículo; ex.: nível de óleo, água, carga de bateria, temperatura etc. 
 Instrumentos de controle; Folga de embreagem, volante com trepidação ou 
folga, freios etc. 
 Verificação periódica do sistema de iluminação e luzes de emergência; ex.: luz 
de freio, seta, faróis, ray ligth etc. 
 Verificação dos vidros e portas; uma porta que não se fecha adequadamente 
pode custar a vida de um policial, um vidro que não se fecha pode durante uma chuva 
intensa molhar e danificar materiais e equipamentos. 
 Calibragem de pneus; é aconselhável seguir as recomendações do fabricante 
(manual do proprietário), pneus descalibrados reduzem a vida útil do pneu e aumentam 
o risco de derrapagem em curvas e freadas. 
 Não submeter a Vtr a trabalhos “forçados” sem que isso seja extremamente 
necessário. 
 
ESTÄGIO 
 
 O quinto homem da equipe em regra é um PM estagiário, podendo ser Sd PM, 
Cb PM ou Sgt PM, esse PM é recém chegado a unidade, e irá receber toda uma carga 
de informações relativas ao serviço de policiamento executado pela ROTA, pois, é 
direito do estagiário ser orientado e assistido e dever dos PM’s veteranos adestra-los 
profissionalmente. O Estagiário visa preparar o policial militar tática e tecnicamente 
para exercer as atividades de patrulhamento ostensivo motorizado nas “RONDAS 
OSTENSIVAS TOBIAS DE AGUIAR” (ROTA), tendo em vista as peculiaridades 
inerentes ao policiamento executado pela ROTA, o estágio é ministrado na forma que 
segue; 
 Considerando que o estágio visa o preparo psicológico e o adestramento do PM 
recém-chegado na unidade, o mesmo foi dividido em estágios de observação e estágio 
de participação, sendo que todos os estagiários serão acompanhados por um 
preceptor, em regra um PM veterano, podendo ser um Sd PM ou Cb PM e Sgt PM se o 
estagiário for também um Sgt PM. 
 
ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO 
 
 Tem duração em média de 45 dias aproximadamente e tem como objetivo dar 
ao PM as linhas mestras do policiamento executado pela ROTA. Neste período, o PM 
estagiário não participa diretamente das ocorrências e apenas observa atentamente 
como os PM’s veteranos executam suas atividades relativas ao policiamento. Nesta 
fase, o estagiário participa de visitas, tais como; PMRG, Casa de Detenção, 
Penitenciária do Estado, Instituto de Criminalística, Delegacias Especializadas (Roubo 
a Banco, Denarc e outros). Museu do Crime da Polícia Civil, IML e dentro das 
possibilidades, estagiar pelo menos dois dias no GRPA (Grupamento de policiamento 
aéreo da PM), sendo ainda incluso em ambos os períodos do estágio, instrução e 
adestramento relativos ao controle de distúrbios civis e matérias correlatas. 
 É nesta fase que o estagiário é muito exigido no aspecto administrativo; 
manuseio do Guia da Cidade, preenchimento de Talões de ocorrências e demais 
documentações referentes ao policiamento de ROTA. 
 
ESTÁGIO DE PARTICIPAÇÃO 
 
 Após a primeira fase do estágio (estágio de observação), inicia-se o estágio de 
participação, que tem seu início após 45 dias e se estende por aproximadamente 90 
dias, incluindo o estágio de observação. 
 
 Obedece os seguintes critérios; 
 
01) Neste período o PM estagiário começa a ter participação nas atividades 
diárias do policiamento e executar as funções inerentes aos seguranças da 
equipe de ROTA, isto é, fazer buscas ligeiras e minuciosas, vistorias em 
autos suspeitos, verificação e localização dos chassis de todos os tipos de 
autos como se portar como condutor de ocorrências nos distritos policiais, e 
postura e compostura diante de uma autoridade durante depoimento, 
julgamento e outras condutas que se fazem necessárias durante o 
desenrolar das ocorrências em que se envolve. 
02) No final do estágio, dependendo da evolução profissional do PM estagiário, 
a critério dos comandantes de pelotão, o mesmo poderá assumir o lugar do 
4º homem da equipe (item 9) a fim de ser testada a sua capacidade 
profissional, tirocínio, perspicácia e outras qualidades, físicas, morais, 
psicológicas e emocionais. 
03) Durante o estágio, o recém-chegado trabalha dois dias de serviço com cada 
equipe, começando com o Sgt mais antigo até o mais moderno, passando 
pela equipe do comando, repetindo este rodízio até o final do estágio. 
04) Após concluída a fase do estágio, será marcada uma reunião pelo 
comandante do pelotão, e os comandantes de equipe e demais 
componentes do pelotão. É nesta feita, uma avaliação final da adaptação do 
estagiário para receber o Braçal de ROTA. 
05) O estagiário deverá trazer consigo, do início até o final do estágio a ficha de 
avaliação profissional e da conduta do estagiário. 
06) Uma vez o PM estando apto a receber o Braçal, o comandante da 
companhia deverá ser cientificado a respeito e então será marcada uma 
data para tal; 
07) A entrega do Braçal será feita ao agraciado por outro PM, cuja a escolha 
será feita pelo PM que vai recebê-lo, em regra o preceptor; 
 
A partir deste momento o PM passará a integrar o efetivo do pel como 4º 
homem, continuando ainda a ser observado, até se definir como bom patrulheiro de 
ROTA. 
 
POLICIAMENTO TÁTICO 
 
 A maioria das ocorrências atendidas pela ROTA são as deparadas durante o 
patrulhamento. As ocorrências passadas via COPOM são as de maior gravidade, onde 
há a necessidade do emprego imediato do maior efetivo, armamento e treinamento da 
ROTA. 
 Em ocorrências simples deparadas no patrulhamento (como desinteligência ou 
acidente de trânsito sem vítimas), as partes são orientadas a dirigirem-se a repartição 
competente (DP ou Cia CPTran). A equipe de ROTA nunca se desfaz, age sempre 
como unidade, mesmo em ocorrências com outras Vtr’s e desembarcados, cautelando-
se primeiramente com a segurança da equipe. 
 Em perseguição a pé, o PM nunca fica em inferioridade numérica, se os 
indivíduos fugitivos se dividirem, imediatamente escolhe-se um deles. Este sendo 
detido pode levar os PM’s aos demais. 
 Quando o COPOM passa uma ocorrência ao comando, este, analisando as 
variáveis, determina ou não que a Vtr mais próxima atenda. Assim que a ocorrência é 
passada as equipes, usando o guia da cidade, conferem suas posições; se alguma 
estiver próximo informa o comando e aguarda autorização para o deslocamento. 
Mesmo outra equipe que esteja também próxima deve solicitar autorização do 
comando para apoiar a primeira Vtr. 
 Tudo que não puder ser legalmente resolvido no local dever ser conduzido ao 
DP da área para confecção do BO ou auto de prisão em flagrante delito, caso o 
comandante da equipe vislumbre essa situação, quando então dará a voz de prisão 
aos envolvidos. A equipe nunca se envolve na ocorrência. 
 Se alguma das partes causar problemas, simplesmente é detida e conduzida 
presa, ou por desacato, ou desobediência ou resistência. 
 Em ocorrências violentas, o primeiro dever da equipe é a defesa própria e de 
terceiros, posteriormente o socorro às vítimas e detenção dos delinqüentes. 
 O PM ao atirar, atitude esta a ser utilizada como último recurso, e mesmo em 
momento de extrema tensão, deve revestir-se de cuidados especiais para não atingir 
um inocente que possa estar próximo. Nessa situação é preferível procurarabrigo e 
melhor posicionar-se, mesmo que implique em fuga momentânea do agressor. 
 Havendo ferimento em PM da equipe, este será socorrido ao PS mais próximo. 
Caso haja necessidade de internação, jamais ficará sozinho até sua remoção ao HPM 
ou Cruz Azul. Em necessitando preservação do local para perícia, o comandante do 
pelotão é acionado e determina outra equipe para este encargo, enquanto que a 
primeira apresenta os dados e partes no DP. 
 Ocorrências que necessitem de diligências serão coordenadas pelo comandante 
do pelotão. É sempre importante a coleta de provas, testemunhas e preservação do 
local do crime. 
 Em toda ocorrência que houver condução ao DP é confeccionado o BO PM. Nas 
demais, consta-se os dados detalhadamente em relatório de serviço. 
 Toda pessoa necessitando de cuidados médicos urgentes é imediatamente 
socorrida ao PS mais próximo. 
 Até em ocorrência, toda pessoa que entrar na Vtr será revistada por PM da 
própria equipe, mesmo que ele já tenha sido feito por outro PM, participante. 
 Sempre que uma equipe deixa o patrulhamento para o atendimento de 
ocorrência o comando é imediatamente cientificado pelo comandante da equipe, que 
informa, cia rádio, a natureza, local e destino. 
 Sempre, ao se aproximar de local de ocorrência deve-se atentar para suas 
proximidades, e não apenas seguir cegamente para o local, pois, os meliantes podem 
já estar evadindo-se, e atitudes suspeitas revelarão o ato. Neste caso, dois seguranças 
podem deter os suspeitos enquanto o restante da equipe averigua o local. Por isso, é 
importante a cobrança junto ao COPOM das características, roupas e veículos dos 
indivíduos. No local da ocorrência cuidado com as imediações, pois, podem haver 
delinqüentes na escolta e proteção dos demais que estão praticando o crime. quando 
se entra em residência, firma ou qualquer estabelecimento onde suspeita-se homiziar-
se criminosos, sempre se usa o colete a prova de balas. 
 Toda ocorrência conduzida ao DP e acompanhada pelo comandante de pelotão. 
Por diferenças operacionais e para evitar problemas de comandante, se Vtr’s da área já 
estiverem no local de ocorrência, equipes de ROTA não se intrometem, a não ser se 
solicitado seu apoio. Neste caso, mediante ordem do comandante do pelotão, as 
equipes de ROTA assumem e a tropa da área se afasta. 
 Mesmo no calor das partes, em uma ocorrência a postura da equipe é sempre 
correta, isenta e tranqüila. Após a chegada da ROTA cessam-se discussões, brigas e 
palavreado de baixo calão. É a importância da equipe que impede tais situações. O 
comandante da equipe é quem conversa com as partes e decide o procedimento a 
tomar. O motorista permanece próximo a Vtr e atento ao rádio, o 3º homem assume a 
segurança geral, o 4º homem acompanha o comandante de equipe e faz as anotações 
necessárias. 
 Inclusive o comandante de equipe e o 4º homem estão sempre atentos a todas 
as pessoas e detalhes, e não apenas aos elementos da ocorrência. No DP é o 
comandante da equipe é quem apresenta a ocorrência ao delegado plantonista. A 
postura da equipe é a mesma que em qualquer outra situação. Se o tempo de 
permanência no DP for longo a equipe pode revezar-se para descansar na Vtr, pois, o 
PM de ROTA não se senta nem descansa em local público. Havendo indivíduo detido, 
mesmo já apresentado ao delegado de polícia, continuará sob guarda da equipe até o 
término do procedimento ou seu recolhimento a carceragem. 
 Na apresentação de qualquer ocorrência ao DP é importante a discriminação 
correta dos elementos. Ex. : Qual indivíduo portava qual arma; qual dos detidos que 
agrediu a vítima; qual dos detidos que carregava o produto do roubo etc. 
 Mesmo no DP não há relaxamento da segurança, pois, havendo tentativa de 
fuga de presos, ou de resgate (invasão do DP), a equipe estará pronta para ação. 
 Dependendo do horário de término da ocorrência e condições das testemunhas 
e vítimas, a equipe de ROTA pode conduzi-las para suas residências, mediante 
autorização do comando. Assim que encerrada a ocorrência, o comandante da equipe 
informa o comandante de pelotão de retorno ao patrulhamento. Quando a ocorrência 
ultrapassa o tempo de serviço, o comandante da equipe pode liberar para retorno ao 
BTA as equipes desempenhadas, e continua acompanhando a que permanece. O 
comandante de pelotão sempre recolhe à Base Aguiar com a última equipe. 
 
ABORDAGEM 
 
 Pelo preparo e doutrina transmitidas as milicianos da ROTA, é certo e sabido 
que quaisquer pessoas que se enquadrem nos motivos abaixo serão abordadas e 
submetidas a busca pessoal, a saber; 
 
 Pessoas que ao avistarem a Vtr se evadem; 
 Pessoas que ao avistarem a Vtr procuram se desfazer de algum objeto. 
 Pessoas que, estando agrupadas, permanecem em logradouros, escadarias que 
ligam uma rua a outra, becos sem saída, passagens sobre córregos, comum nas 
periferias da Capital e Grande São Paulo. 
 Pessoas que permanecem juntas a pontos comerciais em horários de 
fechamento. 
Pessoas que estando caminhando, ao perceberam a presença da Vtr, adentram em 
qualquer portão de quintal que estejam abertos; 
 Pessoas que, pela temperatura local, não estejam adequadas para o uso de 
blusas. 
 
ABORDAGEM E BUSCA PESSOAL NO INDIVÍDUO EM ESTADO DE SUSPEIÇÃO 
 
 A Vtr para sempre que possível, a uma distância de três metros da pessoa ou 
grupo de pessoas a serem abordadas, quando então o comandante da equipe avaliará 
a situação, antecedentes, local e quadro probatório, e após acurada avaliação de risco 
extremado, poderá determinar as pessoas para que permaneçam com as mãos de 
modo visível podendo, até permitir apoio destas em obstáculos verticais; tais como 
muros, paredes de comércios ou até mesmo na lateral da própria Vtr. A posição do 
corpo será levemente inclinada para a frente com as pernas afastadas lateralmente. 
 A ordem de permanecer com as mãos ou coloca-las apoiadas em quaisquer 
obstáculos, deverá vir acompanhada de recomendações no sentido de que pessoas 
que porventura estiverem empunhando qualquer objeto ou volume deverão colocá-lo 
no chão. 
 Após todas as pessoas estarem na posição de segurança para a busca pessoal, 
o comandante da equipe fiscaliza a busca, o motorista permanece junto à Vtr, na 
escuta do rádio, pesquisas, se for o caso, os nomes dos abordados junto ao COPOM 
ou Base Aguiar e faz as anotações, um dos policiais do banco traseiro se posiciona em 
ponto estratégico para fazer a segurança dos demais, enquanto o outro PM inicia a 
busca pessoal. 
 
 Os tipos de busca dependendo da situação podem ser; 
 
Preliminar, é aquela busca que geralmente o patrulhamento de ROTA aplica em 
pessoas freqüentadoras de locais onde índice de criminalidade é elevado (rotina). 
Minuciosa, é aquela busca que geralmente o patrulheiro de ROTA tam fundadas 
suspeitas sobre a pessoa. Nesse tipo de busca os policiais, em princípio, procuram 
armas e posteriormente outros tipos de coisas ligadas a qualquer tipo de crime, tais 
como; entorpecentes, objetos de procedência duvidosa, chave micha (usada para abrir 
veículos) e até mesmo documentos não pertencentes à pessoa submetida a busca. 
 
Em seguida, a busca pessoal será feita nas vestes da pessoa suspeita, onde os 
patrulheiros vasculham todo tipo de costuras, remendos, bolsos, meias, sapatos e até 
mesmo curativos e ataduras existentes no corpo do suspeito. 
Também deve-se fazer uma varredura próximo ao local da abordagem, pois, é comum 
o delinqüente “dispensar coisas ou objetos que possam incriminá-los.”. 
 
Obs. : O patrulheiro de ROTA deve atentar para que em casos de encontrar uma arma 
na cintura da pessoa suspeita, (local mais apropriado), atentar para a possibilidade de 
uma segunda arma que poderá estar na perna junto à barra da calça e acondicionada 
em coldre apropriado, ou então uma segunda arma no coldre de axila, e se tal falha 
ocorrer, a equipe está expondo ao risco de morte, pois, a pessoa foi encontrada 
portanto uma arma, logo será colocado no compartimento de presos da Vtr. 
 
USO CRESCENTE DEFORÇA 
 
A atividade de policiamento de ROTA é orientada no sentido de prevenir e reprimir as 
infrações penais nos exatos ditames da lei. A força será utilizada em ordem crescente, 
iniciando-se pela persuasão através de ordens verbais e claras no sentido de 
conscientizar aquele surpreendido em estado de suspeição de que qualquer conduta 
reativa está anulada pela presença da equipe. 
A moderação deve ser o valor indispensável para que a equipe possa controlar a crise 
e evitar qualquer ato de precipitação, intolerância e justificar a prática do delito (legítima 
defesa, estrito cumprimento do dever legal, estado de necessidade), e ainda, outras, 
que excluem a culpabilidade (menoridade do agente, doença mental ou 
desenvolvimento incompleto ou retardado, embriagues fortuita ou completa, erro e 
inexigibilidade de conduta diversa); porém o policial militar de ROTA, por sua técnica e 
preparo só deverá invocar as autorizantes acima descritas em defesa judicial, jamais 
como uma causa pré-existente à solução de uma ocorrência. 
Nesse contexto, a força maior a ser empregada, o uso de arma com moderação, 
somente será cabível quando se constituir em um último instrumento de defesa de 
direito próprio ou de terceiros. Devido a sua natureza de policiamento “pesado”, isto é, 
agindo principalmente em ocorrências graves, e por poder realizar um patrulhamento 
mais eficiente por não ter o encargo de atendimento de ocorrências rotineiras passadas 
pelo COPOM, tem uma incidência maior que as demais unidades em deparar-se com 
resistência de meliantes perigosos. 
No cumprimento do dever legal de agir em caso de flagrância de crime ou 
contravenção, em ocorrendo a resistência à voz de prisão, a agressão por parte do 
criminoso, o PM tem o dever de ofício de proteger o cidadão, seus companheiros e, por 
instinto primário, sua própria vida. 
Ocorrendo, ou na iminência de ocorrer resistência ativa e violenta, a reação da equipe 
de ROTA é a necessária para conter o agressor e impossibilitar nova tentativa. A 
primeira providência é o socorro as vítimas, PM e o próprio agressor. 
Também, em todos os feridos civis a serem socorridos, é feita rápida revista pessoal, 
principalmente nos agressores, pois, podem ocultar outras armas. Os feridos são 
socorridos o mais rápido possível ao PS do hospital mais próximo do local dos fatos, 
pelo motorista e comandante da equipe. Os seguranças da equipe ficam no local com a 
missão de preservarem todos os detalhes do sítio da ocorrência para perícia, e impedir 
a dispersão de testemunhas e vítimas do crime que estava sendo praticado quando da 
tentativa de prisão. 
A caminho do hospital, o comandante da equipe informa sucintamente o 
comandante do pelotão, via rádio, sobre a ocorrência, local dos fatos e PS para onde 
está indo. Neste momento todas as demais Vtr’s do pelotão, exceto uma designada 
pelo comando, desloca-se para o local da ocorrência. A Vtr é determinada pelo 
comandante, e este próprio, dirigem-se para o PS. No PS, o comandante de pelotão 
recebe do comandante da equipe envolvida, faz um relato detalhado da ocorrência e 
partem para o local dos fatos. A equipe em apoio permanece no hospital para receber 
as papeletas de possíveis mortos ou internados, providenciam a silhueta com os 
pontos de entrada, e saída dos projéteis que atingiram os feridos, informa o 
comandante sobre o estado dos feridos e conduz os liberados ao DP. 
No local dos fatos, o comandante da equipe verifica ou sinais do confronto em 
conformidade com o relato das testemunhas, juntamente com a equipe envolvida. 
Todos os dados da ocorrência (dados das armas usadas, qualificação de testemunhas, 
vítimas e detidos, horários, logradouros etc), já devem ter sido anotados pelo 4º 
homem da equipe envolvida, e que permanecei no local apoiado por uma outra equipe 
do pelotão. 
A equipe do comando e toda a equipe envolvida conduze, as partes e dados da 
ocorrência ao DP da área . Uma equipe é destacada pelo comando para permanecer 
no local, preservando-o e aguardando a presença dos peritos do IC, ou a liberação do 
local pela autoridade competente. As demais equipes apoiam na condução de partes, 
ou outra tarefa determinada pelo comando. A Base Aguiar, logo após a liberação da 
rede de comunicações (se foi pedido prioridade pela equipe envolvida), aciona os 
Supervisores do CPChq e BTA. 
O comandante da equipe via COPOM, solicita ciência dos fatos ao comandantes 
de cia da área (ou Supervisor Regional), Cmt F Ptr, Correg. PM, e a presença do 
plantão PPJM no local de apresentação da ocorrência. 
O comandante da equipe juntamente com o comandante de equipe envolvida 
apresentam a ocorrência ao oficial PPJM e delegado de plantão de área. O BO PM é 
confeccionado pela própria equipe envolvida, cujo comandante ainda consta tudo em 
relatório e, posteriormente encaminha uma parte circunstanciada a respeito. A 
ocorrência somente se encerra após o término dos procedimentos de polícia judiciária 
e liberação do local da ocorrência. 
 
ABORDAGENS 
 
ABORDAGENS DE CAMINHÕES 
 
Pelas dimensões desse tipo de veículo e também pela diversidade de 
compartimentos, onde é possível dissimular irregularidades, faz-se necessário sugerir 
aspectos gerais de segurança, uma vez que, pormenorizar possibilidades, implicaria 
em um novo tratado. 
 
CAMINHÕES PRODUTOS DE ILÍCITO 
 
 Neste caso, devemos sempre nos lembrar que invariavelmente existe escolta 
realizada por marginais “protegendo” o caminhão. Caso o motorista do caminhão 
obedeça a ordem de parada da Vtr, a equipe deverá inicialmente redobrar a atenção 
sobre uma possível escolta de marginais. 
 O comandante de equipe posiciona-se um pouco mais afastado da carroceria do 
caminhão, pois, isso possibilitará ao mesmo que visualize melhor o interior da boleia. 
 Os seguranças “abrem” seu campo de visão no lado oposto ao do comandante 
da equipe de tal forma que também possam visualizar o interior da cabina. O motorista 
da Vtr para a Vtr totalmente ao lado esquerdo do caminhão, de forma que se este soltar 
o freio do mesmo em uma ladeira, não venha a chocar-se contra a Vtr. O comandante 
da equipe ordena que todos os ocupantes desçam da boléia pelo lado mais próximo da 
calçada, onde estarão realizando a segurança o 3º e 4º homens. O motorista de Vtr é 
o responsável pela segurança à retaguarda dos policiais, o que impedirá ações de 
quem transita pela via e/ou calçada. Caso o caminhão possua compartimento para que 
o motorista durma, este deverá acompanhar o comandante da equipe até a boléia e 
com cautela abrir as cortinas para visualização e vistoria desse local. Tal local é 
freqüentemente utilizado para esconder pessoas ou produtos de ilícito. 
 Após as buscas pessoais, deve-se realizar buscas no interior da boléia e na 
carroceria ou baú do caminhão, pedindo nesse momento para que um dos ocupantes 
do caminhão abra as portas do baú (houve caso em que durante este procedimento, 
marginais que se encontravam no interior do baú, ao se abrir as portas, atiraram contra 
a Vtr da PM), portanto, durante esse procedimento, deve-se dobrar a cautela. No caso 
de tratar-se de produto de roubo ou furto, tanto da carga como do caminhão, o 
procedimento é o mesmo que ocorre na detenção de indivíduos que praticarem roubo 
ou furto de um veículo pequeno 
 
Obs.: Lembrar-se sempre que a cautela, a utilização de energia necessária e o 
trabalho em conjunto da equipe, cada um realizando seriamente sua função, evitam 
reações e ou possíveis entreveros desnecessários e perigosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM DE ROTINA 
 
 São inicialmente os mesmos procedimentos anteriores, sendo que, ao final, 
deve-se conferir documentos normais do condutor, pessoas envolvidas, caminhão e a 
carga (nota fiscal com descriminação dos objetos transportados). 
 
Obs.: Caso o veículo de carga não obedeça a ordem policial de parada, 
empreendendo fuga, deve-se iniciar o cerco e a parada forçada do caminhão mediante 
a criação decongestionamentos em faróis e ruas. Com a parada do caminhão deve-se 
proceder como já foi descrito anteriormente, lembrando-se sempre que existe a 
freqüente possibilidade de haver escolta, logo, toda a equipe deve atuar com cautela e 
atenção para esse fato. 
 
 
ABORDAGEM DE CAMINHÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM DE VEÍCULOS 
 
 A análise operacional dos fatores de criminalidade apontam o automóvel como 
meio de transporte mais utilizado para prática de crime ou garantia de impunidade. 
Decorre, então, a necessidade premente das abordagens realizadas terem como objeto 
tal meio de locomoção e, por tal, constituem a grande parte da atividade operacional. 
 
1
 
S 
3
 
4
 
2
 
Suspeito 
Cmt Equipe 
Motorista 
Segurança 
Segurança 
2º 
3º 4º 
1º 
rota 
1º 4º 
3º 
S S 
LEGENDA 
AUTOMÓVEIS 
 
 Ao avistar o veículo suspeito em sentido contrário, tentar manobrar a Vtr fora 
das vistas dos suspeitos para não alertá-los, sendo que os seguranças devem 
acompanhar visualmente o auto, orientando o 2º homem da equipe sobre o trajeto que 
aquele seguiu. Acompanhar o veículo até um local apropriado para abordagem, 
(evitando parar próximo a pedestres, bares, favelas, escolas, pontos de ônibus, trânsito 
intenso, sobre viadutos etc.). 
 Durante este acompanhamento atentar para a reação dos suspeitos, objetos 
jogados para fora do auto, atenção a possíveis veículos de escolta, conferir relação de 
alerta geral e se houver tempo, pesquisar a placa com o COPOM. O momento da 
abordagem de um veículo é um momento crítico, pois, o suspeito geralmente (se for 
infrator) tentará fuga ou reação. 
 O motorista da Vtr deve analisar acionando “high ligth”, piscando faróis altos e 
acionando a seta indicando qual lado da via o auto deverá parar, sempre que possível 
o lado direito, evitando-se prejuízo ao trânsito. 
 Os 3º e 4º homens deverão atentar para a retaguarda e laterais, sinalizando por 
gestos para evitar que, neste momento, outros condutores acidentalmente se 
interponham entre a viatura e o veículo suspeito, ou atrapalhem o estacionamento. 
Com o veículo suspeito estacionado, o motorista da Vtr deve pará-la poucos metros 
atrás, ligeiramente à esquerda proporcionando melhor visão ao comandante da equipe 
e protegendo o auto com sua porta aberta para evitar que outros condutores incautos, 
que venham por trás, colidam contra o auto alvo, ou atropelem o PM que fará a vistoria. 
Se a abordagem, por motivos excepcionais, se der do lado esquerdo da via, a posição 
é inversa. 
Os PM’s devem estar prontos para enfrentarem uma reação dos ocupantes, evitar de 
se apontar a arma diretamente aos ocupantes (mantê-las para baixo a não ser que haja 
certeza ou indícios muito fortes de prática de crime e possível reação). 
 O comandante da equipe deverá estar com a atenção voltada ao veículo, e 
suspeitos, motorista no trânsito e à frente. Os seguranças observam a retaguarda e 
laterais, pois, suspeitos podem ter “escolhido” o local para pararem. Com calma e 
educadamente, mas com energia, num tom de voz suficiente para ser ouvido, o 
comandante da equipe determina que o condutor desligue o motor do veículo, para 
evitar tentativa de fuga. Solicita também que todos desembarquem e coloquem-se na 
parte traseira do veículo (entre o auto e a Vtr), com as mãos sobre ele, costas voltadas 
para a Vtr, sem que nada peguem do interior do auto. 
 Enquanto, os suspeitos não se posicionarem e se ter completo controle sobre 
suas mãos a equipe permanece semi desembarcada, abrigada pelas portas e lataria da 
Vtr. Pode haver reação neste momento’o veículo pode arrancar, deixando os PM’s 
desembarcados para trás, ou podem atingir algum PM para cessar a perseguição, pois, 
então a prioridade será socorrer o ferido. 
 Se houver, comprovadamente, crime envolvendo os suspeitos, estes, ao 
desembarcarem, imediatamente devem deitar-se de frente, para o solo, braços e 
pernas estendidos. quando todos estiverem em posição, a equipe aproxima-se, algema 
todos, e estando os indivíduos sob o controle da equipe, realiza-se a revista pessoal e 
no veículo, se houver refém, somente após a revista pessoal, e completa certeza de 
sua condição, é que será desalgemado e tratado como vítima (um delinqüente pode 
tentar passar-se por vítima, iludindo os PM’s e tentar reagir libertando a si e os 
demais). 
 Quando os suspeitos estiverem posicionados, a equipe deixa a proteção da Vtr. 
Os seguranças rapidamente iniciam as revistas pessoais, após o comandante da 
equipe ter rapidamente verificado o interior do veículo (pois pode haver alguém 
escondido), e ter-se posicionado na segurança. No primeiro momento, a revista 
pessoal deve ser rápida e visar a localização de armamento em todas as partes do 
corpo. Nunca empurrar ou chutar os suspeitos, sempre pedir com educação e firmeza. 
Em seguida, solicitar aos suspeitos que se coloquem sobre a calçada, voltados para a 
rua, mãos para trás, alinhados ao lado do comandante da equipe, o 3º homem assume 
a segurança geral, e o 4º homem, de frente para os suspeitos, inicia uma revista mais 
minuciosa, procurando objetos ilegais ou entorpecentes em bolsos ou escondidos nas 
roupas. O 2º homem sempre permanece próximo a Vtr atento ao rádio e pronto para 
pedir apoio se for o caso. 
 O comandante da equipe com o motorista do auto ao seu lado, solicita 
documentação pessoal e as do veículo, também pergunta se está tudo em ordem ou há 
irregularidade no veículo ou em seu interior, ou , ainda objetos de valor. 
 Neste momento o comandante de equipe e o 4º homem devem conversar com 
os suspeitos, fazendo perguntas (nome, endereço, local de trabalho, problemas com a 
justiça etc), para detectar algum detalhe e distrair os suspeitos, não permitindo a 
possibilidade de pensarem e planejarem individualmente uma reação. 
 Não deve haver conversa entre os suspeitos. Havendo dúvidas, separar os 
suspeitos para conversarem separadamente e posterior confrontação das alegações. 
Atenção às cicatrizes e tatuagens existentes, pois, podem indicar algum ex detento ou 
foragido da justiça. Verificar também a boca do suspeito, que pode ocultar pequenas 
porções de entorpecentes. depois da revista pessoal o comandante da equipe autoriza 
o 4º homem a iniciar a revista no auto, que se inicia pelo lado em que estão os 
suspeitos. O condutor ou proprietário do auto deve ter plena visão da revista, e alertado 
a acompanhar visualmente todos os procedimentos. O rádio do veículo deve ser 
sempre desligado, para que os PM’s possam ficar atentos ao que ocorre no exterior e 
não serem pegos de surpresa numa reação. 
 O 4º homem verifica a porta (espaço entre a lateral e a lata), e todo um lado 
interno do auto (porta-luvas, palade sol, sob tapetes, carpetes descolados, bancos, 
laterais soltas, painel, console e teto), ao passar para o outro lado, dá a volta 
externamente, deixando a porta aberta para que a visão do proprietário continue plena. 
Terminando o interior, verificar motor e porta-malas com os mesmos cuidados e 
detalhes. É o proprietário quem deve abrir o porta-malas, pois, pode haver um indivíduo 
lá escondido, armado e aguardando a oportunidade para agir e atirar no PM quando ele 
abrir a porta. 
 O 2º homem na Vtr, de posse dos documentos dos abordados e do auto, que o 
4º homem lhe entregou antes do início da revista no veículo, anota tudo o necessário 
para o relatório de serviço e, junto ao COPOM, faz as devidas pesquisas se for o caso 
(falta de documentos do auto, ou em nome de 3ª pessoa, suspeita de indivíduos 
procurados pela justiça etc). 
 Qualquer objeto ilegal, ou entorpecentes encontrado no auto, deve permanecer 
onde está, e dado ciência ao comandante da equipe. Objetos de valor e dinheiro são 
imediatamente entregues ao comandante da equipe que os repassa ao proprietário, 
que deve conferi-los. Em toda situação, a iniciativa e comunicação com os suspeitos 
sempre parte do comandante da equipe. Se localizada uma arma, deve esta ser 
deixada ondeestá, e prossegue-se na revista com a mesma cautela, e, assim que 
encerrada, esta arma, com toda a descrição possível, imperceptivelmente a todos, 
deve ser levada para a viatura, onde será fiscalizada com sua documentação. Tal 
discrição com armamento é essencial por: 
 
 Se a arma for ilegal, os suspeitos, que podem ainda ter esperança de “enganar” 
os PM’s, podem tentar alguma reação, ao verem esse esperançar ruir; 
 A arma tem que ser retirada do lugar, pois, os suspeitos, em rápida reação, 
podem tentar alcança-la ao se verem acuados por qualquer motivo; 
 Uma abordagem atrai a atenção de pessoas ao redor, e um delinqüente nas 
proximidades, ao ver esta arma (se tiver regularizada será devolvida ao término a seu 
proprietário) poderá tentar acompanhar os indivíduos após sua liberação, para tentar 
roubá-la, portanto, a devolução desta arma também deve ser feita com toda a 
descrição. Para se manter a citada esperança aos suspeitos, e para comunicação entre 
os PM’s devem ser convencionados sinais discretos entre a equipe, para que todos os 
PM’s fiquem a par da situação, e tomem a cautela necessária. No decorrer da revista, o 
4º homem deve conferir o lacre da placa e o número do chassi, verificando se confere 
com a documentação, e se não há irregularidade com os caracteres. Em qualquer 
momento da revista, se constatado indício de crime, todos os suspeitos deitam-se no 
solo e são algemados para condução ao DP da área. 
 O 4º homem deve tomar toda precaução para não causar qualquer dano no 
veículo (portas que não se abrem facilmente devem ser acionadas pelo proprietário, 
cuidado com estofamento e pintura do auto em contato com o equipamento do PM etc). 
Tudo deve ser recolocado exatamente no local em que estava, e as portas fechadas ao 
término da revista. O comandante da equipe terá cuidado ao manusear os documentos 
sobre poças d'água ou bueiros, pois, podem cair. O próprio suspeito deve retirar os 
documentos de plásticos protetores, pois, podem estar colados e rasgar. 
 Nada constatado, estando tudo em ordem, os documentos são devolvidos e 
seus proprietários que devem conferi-los. Armas legalizadas são recolocadas no auto 
com todos os cuidados com que foram retiradas, e os proprietários avisados e conferi-
las ao embarcarem. 
 Também alerta-se o responsável pelo veículo para verificar se está tudo em 
ordem. Não se pede desculpas por estar trabalhando na própria segurança dos 
indivíduos, mas agradecer a colaboração prestada, e despedir-se cordialmente. 
Aguardando o embarque de todos os civis, e a partida do auto antes de reiniciar o 
patrulhamento. 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
 Nenhum transeunte deve cruzar o sítio da abordagem, excetuando-se quando 
for impossível contornar (sempre há a possibilidade do “inocente pedestre” ser 
companheiro dos suspeitos, ou ainda, se apenas “inocente”, ser agarrado como refém), 
neste caso, após rápida revista superficial a procura de armas, realizada pelo 
comandante da equipe ou 3º homem (dependendo da direção de onde venha) deve 
passar o mais longe possível. 
 A boa educação é fundamental, pois, este tipo de ação, por mais bem realizada 
e discreta, causa constrangimento ao cidadão honesto, mas a energia é sempre 
necessária, pois, uma atitude firme, bem coordenada e treinada, pode inibir uma 
possível reação que seria tentada se os PM’s agissem displicentemente. 
 Também é fundamental a postura de cada componente da equipe. Os PM’s 
devem sempre estar com o corpo ereto, cabeça erguida e pernas afastadas. Os que 
não estiverem ocupados com vistorias devem manter as mãos para trás (segurando o 
revólver se estiver na segurança). O semblante sério e a voz calma e firme. Uma 
equipe bem treinada e com boa postura, por si só desestimula reações e demonstração 
de contrariedade à abordagem e à revista, por transmitir alto profissionalismo, 
conhecimento e adestramento. 
 Se surgirem situações em que um suspeito alegar impossibilidade física de 
desembarcar, o comandante da equipe manda-o colocar as mãos para fora do veículo, 
pela janela, e assim permanecer até que a equipe se aproxime e verifique a 
veracidade. Mesmo assim, dentro das possibilidades, deve ser revistado, bem como o 
local que ocupa no veículo. Algumas abordagens podem ser menos “rigorosas”, 
dependendo da situação (pessoas idosas, mulheres e crianças, por exemplo, por 
despertarem menos suspeitas são utilizadas para transporte de material ilícito, produto 
de crime, ou, mesmo ainda, serem reféns). Também neste caso podem permanecer no 
veículo, com o controle de suas mãos. Se algo for constatado, então desembarcam 
para uma revista completa. 
 No local da revista fica-se apenas o tempo necessário, mas sem pressa para 
nenhum detalhe importante escapar a atenção. Em constatando-se ilícito arrolar 
testemunhas, se houver, e conduzir ao DP da área sem perda de tempo. 
 
 Para condução; 
 
01) Se o ilícito for leve e não houver risco para a equipe ou populares, o próprio 
responsável pelo auto o conduz ao DP ou Cia CPTran, acompanhado de 
dois PM’s, demais indivíduos na Vtr. 
02) Caso contrário os indivíduos são todos conduzidos algemados na Vtr, e um 
PM habilitado conduz o auto. 
03) É comum os suspeitos perguntarem o motivo da abordagem neste caso o 
comandante da equipe deve explicar o serviço e atitude da equipe, inclusive 
os motivos que fundamentaram a suspeita e conseqüente vistoria, 
mostrando aos civis o grau de profissionalismo da equipe. 
04) Cuidado com suspeitos agressivos que se recusam submeter à revista e 
ameaçam a equipe, podem ser simples ignorantes da atividade policial, ou 
estarem tentando intimidar os PM’s ou desviar sua atenção de algo para os 
crimes de desobediência, desacato e resistência, por se oporem ao 
exercício discricionário do Poder de Polícia, e a vistoria realizada. 
05) Em locais abertos, um dos PM’s deve estar sempre voltado para a 
segurança da Vtr. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM DE VEÍCULO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1
 
S 
3
 
4
 
2
 
Suspeito 
Cmt Equipe 
Motorista 
Segurança 
Segurança 
LEGENDA 
S S 
FASE 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3º 
1º 
S S 
4º 
rota 
2º 
FASE 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM DE COLETIVOS (ÔNIBUS) 
 
 Para realizarmos este tipo de abordagem devemos primeiramente posicionar a 
Vtr de forma com que o farol dianteiro direito fique na mesma linha que a lanterna 
traseira esquerda do ônibus, assim como à abordagem de veículos pequenos. O 
comandante da equipe desembarca, posiciona-se rente à lateral esquerda do ônibus, 
dirigindo-se até o motorista, ordenando ao mesmo que abra a porta dianteira e, em 
seguida desloca-se pela frente do ônibus e entra, ordenando que os homens que se 
encontram após a “roleta” desçam, e posteriormente àqueles da parte frontal do ônibus. 
 Os seguranças da Vtr posicionam-se próximos à porta traseira do ônibus, isto 
simultaneamente ao deslocamento do comandante da equipe em direção ao motorista, 
de tal forma que possam visualizar os passageiros e suas reações à chegada da 
polícia. Após à ordem de desembarque (dada pelo Cmt da Equipe) aos homens do 
interior do ônibus, os seguranças direcionam os mesmos para a letral do ônibus, 
permanecendo em posição de controle das ações e/ou reações possíveis. 
 O motorista da Vtr faz a segurança da equipe com relação às pessoas que 
transitam pela via e/ou calçada. 
 Após estarem todos os homens desembarcados, será dada pelo comandante da 
equipe ordem para que as mulheres sentem-se todas ao lado oposto ao que está 
sendo realizada a abordagem além de manterem suas mãos sobre a barra de ferro do 
banco à frente das mesmas. O procedimento é o mesmo para idosos e deficientes 
físicos que possam se locomover sozinhos (cegos, pessoas idosas e pessoas com 
muletas etc). Tal procedimento visa impedir que haja reação por parte das mulheres, 
visualizar as mãos de que, fica no interior do ônibuse resguardar os mesmo de um 
possível entrevero entre os PM’s e quem esteja sendo revistado fora do ônibus. Após 
estas medidas de segurança, proceder-se-á à revista pessoal normalmente em quem 
está fora, tomando as providencias normais caso encontre algo irregular. Ao final da 
abordagem, caso nada seja encontrado, os policiais devem agradecer a colaboração a 
aguardar que todos retornem aos seus respectivos lugares de início, liberando o ônibus 
logo após. 
 
Obs. : O policial militar deve ter sempre em mente que demonstrações de força, por 
vezes, desestimulam possíveis reações, como por exemplo; imposição de voz, uso de 
armas “pesadas”, grande número de policiais etc,; um tiroteio dentro de um coletivo 
pode gerar graves conseqüências, além de ofender a integridade física de terceiros 
inocentes. 
 
“Ter educação não é sinal de fraqueza, mas sim uma demonstração de que o 
policial está preparado para o tratamento com a comunidade”. 
 
 Neste tipo de abordagem poderão ocorrer variações de acordo com o local e o 
tipo de situação que se apresente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM DE ÔNIBUS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3º 4º 
1º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM DE ÔNIBUS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º 
3º 
4º 
1º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito de Operação Policial Militar 
 
 É a conjugação de ações, executada por fração de tropa constituída que exige 
planejamento específico. 
 A análise operacional dos fatores de criminalidade apontam a automóvel como 
meio de transporte mais utilizado para a prática de crime ou garantia de impunidade. 
Decorre. então, a necessidade premente das abordagens realizadas terem como objeto 
tal meio de locomoção e, por tal constituem a grande parte da atividade operacional. 
 
Tempo de Duração do Bloqueio 
 
 A experi6encia nos mostra que normalmente um bloqueio policial tem efetivo 
resultado durante um período aproximado de no máximo 01h30, já computados o 
tempo de montagem e desmontagem do mesmo, isso em razão de que a notícia da 
ação policial naquele local específico é amplamente difundida, sendo assim, os 
indivíduos cientes de que poderão ser detidos desviarão e procurarão caminhos 
alternativos. Disso decorre também que o tempo de montagem do bloqueio deve ser o 
menor possível para assim ampliar o período de efetiva duração do mesmo e 
simultaneamente proporcionar o fator surpresa que pode levar a operação ao sucesso 
ou insucesso. 
 Em bloqueios realizados especialmente por Vtr’s de ROTA o que se objetiva 
principalmente é a localização de veículos produtos de furto ou de roubo e a detenção 
dos meliantes que os estiverem ocupando, bem como indivíduos armados, porém 
pode-se destinar a realização do mesmo visando inúmeras outras infrações (Operação 
Taxi, Operação Ônibus, Operação Carga, Infratores de Trânsito etc). 
 
BLOQUEIO RELÂMPAGO 
 
Neste tipo de operação deve-se efetuar um planejamento prévio, se providenciando o 
material necessário à realização do mesmo, como por exemplo veículo para transporte 
de tropa, cones, cordas para isolamento, lanternas, latas com material combustível 
para com sua queima identificar aos ocupantes dos veículos onde devem entrar ou 
para apenas sinalizar o bloqueio, formulários em abundância para serem preenchidos 
com os dados dos veículos e das pessoas vistoriadas, o número necessário de Vtr’s, 
devidamente guarnecidas e equipadas, o armamento necessário à segurança da tropa 
empregada, coletes à prova de balas, HT’s para comunicação entre os homens etc. 
 Deve-se ter preocupação com o local escolhido para a realização do mesmo, 
procurando executar no mais adequado, que favoreça para que os ocupantes dos 
veículos não tenham visão das Vtr’s, a mais de duzentos metros a fim de evitar que 
delinqüentes, ocupando um veículo, se utilizem de vias secundárias para a fuga. Em 
princípio o local que mais favorece a ação policial é uma via larga bastante, que 
favoreça a colocação de obstáculos que limitem o trajeto dos veículos selecionados 
formando um “funil” para que os mesmo entrem sendo que este local deve ser 
preferencialmente após uma curva, com ângulo razoavelmente fechado que 
obrigatoriamente force os veículos a entrarem no local propriamente dito do bloqueio 
em velocidade reduzida. Uma Vtr deverá se possível, ficar parada aproximadamente 
cem metros antes do local de bloqueio propriamente dito, com os policiais da Equipe 
embarcados, a Vtr com o motor ligado, a fim de que possam agir imediatamente em 
caso de tentativa de fuga e assim executar a perseguição ao veículo. 
 Uma outra Vtr deverá se posicionar aproximadamente cem metros após o local 
propriamente dito do bloqueio, a fim de que possa agir imediatamente em caso de 
algum veículo desobedecer a ordem de parada e “furar” o bloqueio, sendo que também 
esta Equipe permanecerá embarcada com a Vtr ligada. As equipes dessas duas Vtr’s 
não são empregadas de forma alguma na execução propriamente dita do bloqueio 
(vistoria de autos e indivíduos), ficando exclusivamente ali para se deslocarem em 
busca de veículos em fuga apenas. 
 No bloqueio propriamente dito, devem permanecer pelo menos duas Vtr’s, com 
os respectivos motoristas embarcados. 
O número ideal de homens empregados na operação deve ser entre 18 e 20, já que 
menos que isso possibilita a não observância de todos os fatores necessários para a 
realização, principalmente no aspecto da segurança, e mais desenvolver as seguintes 
missões; 
• Um Oficial responsável pela Operação; 
• Um Sargento que auxiliará o Oficial; 
• Dois PM’s para executarem a segurança coletiva da tropa empregada; 
• Um PM selecionador; 
• Um PM segurança do PM selecionador; 
• Um PM Anotador; 
• Dois PM’s para execução da vistoria; 
 
Os selecionadores devem escolher corretamente os autos para a vistoria, 
devendo preocupar-se com aqueles realmente suspeitos, que são facilmente 
observados pelas características das pessoas que os ocupam. A ordem de entrada no 
“funil” do bloqueio deve, durante o dia, ser feita através de gestos e durante a noite 
através do uso de lanterna, de forma que não dê margem a que o condutor interprete 
de maneira errada o que deve fazer sendo que o selecionador deve ter sempre em 
mente que deve antes de mais nada captar a atenção do condutor, depois dar-lhe 
tempo e espaço para que realize a manobra necessária que se está ordenando, 
lembrando que tanto o PM selecionador como o seu segurança devem, além do colete 
à prova de balas, usar também coletes refletivos, caso o bloqueio se realize à noite, 
para serem facilmente avistados. Se usar gestos, deve erguer um braço para o alto, a 
mão espalmada e a outra apontada para o local onde o veículo deve entrar, se usar 
lanterna, deve manter um braço estendido para o alto, com a mão espalmada e a mão 
do outro braço fazendo movimentos com a lanterna indicando o local onde o veículo 
deve entrar até este ser parado por um PM de vistoria. 
 Após ser dada determinação aos ocupantes para que saiam do veículo e 
se postem à retaguarda do mesmo e após ser realizada a busca pessoal pelos PM’s 
vistoriadores, estes devem verificar todas as partes do auto, com vistas a objetos 
furtados ou roubados, armas, entorpecentes ou qualquer material que indique suspeita 
de ação delituosa por parte dos ocupantes do veículo. Cabe ressaltar a situação de 
extremo risco no momento da saída dos indivíduos do veículo, sendo que caso se trate 
de marginais, estes neste momento poderão reagir contra os Policiais Militares. Daí a 
importância de todos usarem coletes à prova de balas. 
 Por questões de segurança é preferencial que se vistorie um veículo por 
vez, devendo se evitar acumular mais de um veículo no local do bloqueio, a não ser 
que se trate de local maior e com efetivo em maior número que possibilite acúmulo de 
veículos e ocupantes. 
 O PM anotador deve após a documentação ser conferida pelo Cmt da 
operação, relacionar todos os dados do veículoe de seu condutor, para fins de relatório 
e preenchimento de demais impressos da Corporação, e devolver os documentos ao 
Oficial após seu uso, lembrando que são documentos de porte obrigatório por qualquer 
condutor de veículo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) o Certificado de Registro 
e Licenciamento do Veículo (CRLV) e um Documento de Identidade. 
Os PM’s encarregados da segurança devem estar atentos a todos os autos e, 
principalmente aos PM’s desembarcados que efetuem seleção, vistoria e anotação, a 
fim de se evitar surpresas por parte dos delinqüentes que estacionam o auto na 
barreira e o abandonam fazendo uso de armas de fogo contra a tropa empregada. 
Lembrar que no caso de o veículo selecionado ser um táxi, ocupado por passageiros, o 
PM vistoriador deve antes de qualquer coisa verificar no táximetro o valor apresentado, 
para que após a liberação o motorista abata a diferença do valor final da corrida. 
Se for possível, deve-se também ter presente no local, do bloqueio uma Vtr 
guarnecida do Trânsito ou pelo menos um policial militar daquela especialidade a fim 
de confeccionar os Autos de Infração de Trânsito e Autos de Recolhimento necessários 
e também pelo menos duas policiais femininas a fim de que se possa fazer a busca 
pessoal em mulheres, se for o caso. Em um bloqueio valem todas as regras e técnicas 
aplicadas em abordagens e vistorias de veículos, de todos os tipos, com as 
peculiaridades de cada tipo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esquema de Bloqueio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
B 
L 
O 
Q 
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I 
O 
 ROTA 
ROTA 
ROTA 
R 
O 
T 
A 
 
 
 
 
 
 
 
 
VISTORIA NO VEÍCULO 
 
 O comandante da Operação com o motorista do auto ao seu lado, solicita a 
documentação pessoal e a do veículo, também pergunta se está tudo em ordem ou se 
há irregularidade com o veículo ou em seu interior ou ainda, se há objetos de valor 
(jóias, dinheiro, telefone celular etc), sendo que isso se deve para evitar quaisquer 
reclamações posteriores por parte dos ocupantes no sentido de que algo foi “subtraído” 
do interior do auto, sendo que caso a resposta do condutor seja positiva ele deve dizer 
qual é o objeto de valor e exatamente onde se encontra, sendo este imediatamente 
retirado do auto sob suas vistas por um dos vistoriadores e entregue ao Cmt da 
Operação que o repassará ao seu proprietário. 
 Nesse momento, o Comandante da operação e o Sgt auxiliar devem conversar 
com os indivíduos, fazendo perguntas (nome, endereço, local de trabalho, problemas 
com a justiça, para onde está indo, de onde está vindo etc), para detectar algum 
detalhe e distrair os suspeitos não permitindo a possibilidade de pensarem e 
planejarem individualmente uma reação. 
 Havendo dúvidas, separar os abordados para se conversar separadamente e 
posterior confrontação das alegações. Atenção à cicatrizes e tatuagens existentes, 
pois, podem indicar algum ex-detento ou foragido da justiça. Verificar também a 
ocultação de pequenas porções de entorpecentes na boca. 
 Depois da revista pessoal p Cmt da operação autoriza o vistoriador a iniciar a 
revista no auto, que se inicia pelo lado em que estão os suspeitos (direito), sendo que 
também poderá a vistoria ser feita simultaneamente pelos dois vistoriadores a fim de 
agilizá-la. 
 O condutor ou proprietário do auto deve ter plena visão da revista e alertado a 
acompanhar visualmente todos os procedimentos, isso se fazendo através da porta do 
passageiro que estará sempre aberta. O rádio do veículo deve ser sempre desligado, 
se for o caso para que o vistoriador fique atento ao que ocorre no exterior, e não seja 
pego de surpresa numa reação. 
 O vistoriador verifica a porta (espaço entre a lateral e a lata), e todo um lado 
interno do auto, (porta-luvas, pala de sol, sob tapetes, carpetes descolados, bancos, 
laterais soltas, painel, console, teto), ao passar para o outro lado, da a volta 
externamente, deixando a porta aberta para que a visão do proprietário continue plena. 
 Terminado o interior, verifica motor e porta-malas com os mesmos cuidados e 
detalhes. É o condutor quem deve abrir o porta-malas, pois, pode haver um indivíduo lá 
escondido armado, aguardando oportunidade para agir, e atirar no PM, que ele espera 
abrir a tampa. 
 O anotador de posse dos documentos dos suspeitos e do auto que lhe foram 
entregues antes do início da revista no veículo, anote tudo que for necessário para o 
relatório de serviço, e, junto ao COPOM, faz as devidas pesquisas, se for o caso (falta 
de documentos do auto, ou em nome de 3ª pessoa, suspeita de indivíduos procurados 
pela justiça, etc). Qualquer objeto ilegal, ou entorpecente encontrado no auto, deve 
permanecer onde está e dada ciência ao Cmt Operação. Objetos de valor e dinheiro 
são imediatamente entregues ao Cmt da Operação, que os repassa ao proprietário, 
que deve conferir. 
 Em toda situação a iniciativa e comunicação com os suspeitos sempre parte do 
Cmt da operação. 
 Se localizada uma arma, deve esta ser deixada onde está e prossegue-se na 
revista com a mesma cautela, e assim, que encerradas esta arma, com toda a discrição 
possível, imperceptivelmente a todos deve ser levada para a Vtr, onde será fiscalizada 
com sua documentação. Tal discrição com armamento é essencial por: 
 
a. Se a arma for ilegal, os suspeitos, que podem ainda ter esperança de 
“enganar” os PM’s, podem tentar alguma reação, ao verem essa esperança 
ruir; 
b. A arma tem que ser retirada do lugar, pois, os suspeitos em rápida reação, 
podem tentar alcançá-la ao se verem acuados por qualquer motivo; 
c. Uma ação policial atrai a atenção de pessoas ao redor e um delinqüente nas 
proximidades, ao ver esta arma (se tiver regularizada será devolvida ao 
término a seu proprietário) poderá tentar acompanhar os indivíduos após sua 
liberação, para tentar roubá-la, portanto, a devolução desta arma também 
deve ser feita com toda a discrição. 
 
Para se manter a citada esperança aos suspeitos, e para comunicação entre os 
PM’s, devem ser convencionados sinais discretos, para que todos os policiais fiquem a 
par da situação e tomem a cautela necessária. No decorrer da revista o vistoriador 
deve conferir o lacre da placa e o número do chassis, verificando se confere com a 
documentação, e se não há irregularidade com os caracteres. 
 Em qualquer momento da revista se constatado indício de crime, todos os 
suspeitos são imediatamente algemados, ou se for o caso deitados no solo antes, para 
condução ao DP da área. 
 O vistoriador deve tomar toda precaução para não causar qualquer dano no 
veículo (portas que não se abrem ou fecha, facilmente devem ser acionadas pelo 
proprietário, cuidado com estofamento e pintura do auto em contato com o 
equipamento do PM etc). 
 Todo deve ser recolocado exatamente no local em que estava, e as portas 
fechadas ao término da revista. 
 O Cmt da Operação deve tomar cuidado ao manusear documentos sobre poças 
d'água ou bueiros, pois, podem cair, o próprio suspeito deve retirar os documentos de 
plásticos protetores, pois, podem estar colados e rasgar. 
 
LIBERAÇÃO DOS INDIVÍDUOS E DO VEÍCULO 
 
 Nada constatado, estando tudo em ordem os documentos são devolvidos a seus 
proprietários que devem conferi-los. 
 Armas legalizadas são recolocadas no auto com todos os cuidados com que 
foram retiradas, e os proprietários avisados a conferi-las ao embarcarem. 
 Também alerta-se o responsável pelo veículo para verificar se está tudo em 
ordem. 
 Não se pede desculpas por estar trabalhando na própria segurança dos 
indivíduos, mas se agradece a colaboração prestada e despede-se cordialmente. 
 
 
ABORDAGEM E VISTORIA DE VEÍCULO DE PASSEIO EM BLOQUEIO 
 
ABORDAGENS DE CAMINHÕES 
 
 Pelas dimensões desse tipo de veículo e também pela diversidade de 
compartimentos, onde à possível dissimular irregularidades, faz-se necessário sugerir 
aspectos de segurança, uma vez que, pormenorizar possibilidade implicará em um 
novo tratado.CAMINHÕES PRODUTOS DE ILÍCITO 
 
 Neste caso, devemos sempre nos lembrar que invariavelmente existe escolta 
realizada por marginais protegendo o caminhão. Caso o motorista do caminhão não 
obedeça a ordem de parada do selecionador, deve-se redobrar a atenção sobre uma 
possível escolta de marginais. 
 O comandante da operação e o Sgt auxiliar procuram se posicionar da melhor 
forma possível, de maneira que consigam visualizar ao máximo o interior da boléia, já 
que os ocupantes deste se encontram em um nível mais elevado do chão se 
comparados com os ocupantes de um veículo de passeio. Os vistoriadores “abrem” seu 
campo de visão no lado oposto ao do Comandante da operação e do Sgt auxiliar de tal 
forma que também possam visualizar o interior da cabina, sendo que os seguranças 
devem ter sua atenção redobrada para a possível escolta como dito anteriormente. 
 O Comandante da operação ordena que todos os ocupantes desçam da boléia 
pelo lado mais próximo da calçada, onde há mais segurança. 
 Os seguranças deverão atentar principalmente para a retaguarda, o que 
impedirá ações de quem transita pela via e/ou pela calçada. 
 Caso o caminhão possua compartimento para que o motorista durma, este 
deverá acompanhar o vistoriador até a boléia e, com cautela, abrir as cortinas para 
visualização e vistoria desse local. Tal compartimento é freqüentemente utilizado para 
esconder pessoas ou produtos de ilícito. 
 Após as buscas pessoais, deve-se realizar buscas no interior da boléia e na 
carroçaria ou no baú do caminhão, sendo que no caso desse último, pede-se nesse 
momento para que um dos ocupantes do caminhão abra as portas do mesmo (houve 
caso em que durante este procedimento, marginais que se encontravam no interior do 
baú, ao se abrir as portas, atiraram contra a Vtr da PM), sendo que durante esse 
procedimento deve-se redobrar a cautela. No caso de tratar-se de produto de roubo ou 
furto, tanto de carga como do caminhão, o procedimento é o mesmo que ocorre na 
detenção de indivíduos que praticam roubo ou furto de um veículo pequeno. 
 
Obs.: Lembrar-se sempre que a cautela, a utilização de energia necessária e o trabalho 
em conjunto dos policiais, cada um realizando seriamente sua função, evitam reações 
e/ou possíveis entreveros desnecessários e perigosos. 
 
ABORDAGENS DE ROTINA EM CAMINHÕES 
 
 São inicialmente os mesmos procedimentos anteriores, sendo que, ao final, 
deve-se conferir documentos normais do condutor, das pessoas envolvidas, do 
caminhão e da carga (nota fiscal com discriminação dos objetos transportados). 
 
Obs.: Caso o veículo de carga não obedeça à ordem policial de parada, empreendendo 
fuga, deve-se imediatamente iniciar-se o acompanhamento do mesmo, o cerco e a 
parada forçada do caminhão mediante a criação de congestionamento em faróis e 
ruas. 
 Com a parada do caminhão deve-se proceder como já descrito anteriormente, 
lembrando-se sempre que existe a freqüente possibilidade de haver escolta, logo, 
todos os policiais devem atuar com cautela e atenção para essa possibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM E VISTORIA DE CAMINHÃO EM BLOQUEIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEGENDA 
 
 
CMT OPERAÇÃO : 
 
 
 
OCUPANTES : 
 
 
 
SGT AUXILIAR : 
 
 
 
VISTORIADORES : 
 
FASE I FASE II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGEM E VISTORIA DE COLETIVOS (ÔNIBUS) 
 
 O comandante da operação, posiciona-se rente à lateral do ônibus, dirigindo-se 
até o motorista, ordenando ao mesmo que abra a porta dianteira e, em seguida 
desloca-se pela frente do ônibus e entra ordenando que o motorista abra a porta 
traseira e que os homens que se encontram após a roleta desçam, e após todos 
saírem determina o desembarque daqueles que estão na parte frontal do ônibus. 
 Os vistoriadores posicionam-se próximos à porta traseira do ônibus e o Sgt 
Auxiliar próximo à porta dianteira, isto simultaneamente ao deslocamento do 
Comandante da operação em direção ao motorista, de tal forma que possam visualizar 
os passageiros e suas reações à chegada da polícia. Após a ordem de desembarque 
aos homens do interior do ônibus, os vistoriadores e o Sgt auxiliar direcionam os 
mesmos para a lateral do coletivo, permanecendo em posição de controle das ações 
e/ou reações possíveis. 
 Os seguranças fazem a proteção dos policiais com relação às pessoas que 
transitam pela via e/ou calçada. Após estarem todos os homens desembarcados será 
dada pelo Comandante da operação ordem para que as mulheres sentem-se todas ao 
lado oposto ao que está sendo realizada a abordagem além de manterem suas mãos 
sobre a barra de ferro do banco à frente das mesmas. O procedimento é o mesmo para 
os idosos e deficientes físicos que possam se locomover sozinhos (cegos, pessoas 
idosas, pessoas com muletas etc). Tal procedimento visa impedir que haja reação por 
parte das mulheres, visualizar as mão de quem fica no interior do ônibus e resguardar 
os mesmos de um possível entrevero entre quem está sendo revistado fora do ônibus e 
os PM’s. 
 Após estas medidas de segurança, proceder-se-á à revista pessoal normalmente 
em quem está fora, tomando as providências normais caso se encontre algo irregular. 
 Após as revistas pessoais realizar vistoria no interior do ônibus, procurando 
objetos que possivelmente possam ter sido abandonados pelas pessoas assim que 
perceberam a presença da polícia militar. 
 Aqui se permite um complemento a fim de evitar que não se saiba exatamente 
quem abandonou objetos ilícitos no interior do coletivo. Pode-se utilizar dois ou três 
policiais à paisana, se revezando entre si, a fim de que um ou dois pontos de ônibus 
antes, embarquem no coletivo já selecionado, que será parado e vistoriado no 
bloqueio, sendo que dessa forma esse policial poderá ver a reação dos passageiros ao 
tomarem conhecimento da ação policial e caso alguém dispense alguma coisa ele 
saberá quem foi a fim de avisar o Cmt da Operação, sendo que quando de seu 
embarque no coletivo outro policial também à paisana discretamente avisará através de 
rádio o Cmt da Operação sobre o nome da Empresa de Ônibus e o prefixo do mesmo a 
fim de que o selecionador determine sua entrada no local do bloqueio. 
 Ao final da vistoria, caso nada seja encontrado os policiais devem agradecer a 
colaboração e aguardar que todos retornem aos seus respectivos lugares de início 
liberando o ônibus logo após. 
 
Obs.: O Policial Militar deve ter sempre em mente que demonstrações de força, por 
vezes desestimulam possíveis reações, como por exemplo: imposição de voz, uso de 
armas “pesadas”, grande número de policiais etc, sendo que uma troca de tiros dentro 
de um coletivo pode gerar graves conseqüências além de ofender a integridade física 
de terceiros inocentes. 
 “Ter educação não é sinal de fraqueza, mas sim uma demonstração de que o 
policial está preparado para o tratamento com a comunidade”. 
 Nesse tipo de abordagem (ônibus) poderão ocorrer algumas variações de 
acordo com o local, terreno e o tipo de situação que se apresente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE PATRULHAMENTO TÁTICO 
 
TÁTICAS POLICIAS AVANÇADAS 
 
1. Apresentação 
 
 O aumento da criminalidade, principalmente em relação à audácia, organização 
e à sofisticação do armamento empregado pelos criminosos exige uma resposta à 
altura por parte das forças da lei, que protegem nossas sociedade. O policial comum, 
encarregado de patrulhar diariamente as ruas pode deparar-se com situações 
extremamente violentas e perigosas, onde o seu equipamento e o seu treinamento não 
são adequados para atender de maneira segura e eficiente àquela ocorrência. A força 
de Patrulha Tática deve ter condições de da apoio e suporte para as guarnições de 
Polícia Comunitária, nas missões e situações em que for necessário. 
 A Força de Patrulha Tática, é formada através do seguinte trinômio: Pessoal, 
Equipamento e Treinamento. É necessário selecionar realmente o pessoal,treiná-los 
constantemente, sempre manter suas técnicas atualizadas, e equipá-los com todo o 
equipamento necessário para cumprir as missões de forma eficaz e segura. 
 
Seleção 
 
 Os critérios para a seleção do pessoal de uma Força de Patrulha Tática 
baseiam-se no voluntariado, no preparo físico adequado às missões que lhes serão 
atribuídas, no preparo psicológico, onde o homem deve já ter um perfil psicológico 
apropriado, preparo profissional, com experiência policial de trabalho de patrulhamento 
nas ruas de no mínimo 02 anos, capacidade moral, com elevado senso de 
responsabilidade, dedicação ao serviço, lealdade e honestidade. Deve ser avaliado 
freqüentemente, tanto física, psicológica quanto tecnicamente, com um padrão de 
qualidade pré-definido, a fim de se verificar se ele deve permanecer ou não no grupo. 
 
Treinamento 
 
 O treinamento deve ser iniciado com um curso básico onde o pessoal irá 
aprender os fundamentos, técnicas e táticas individuais e de ações em equipe. Este 
será o treinamento de formação. O treinamento de manutenção será periódico, 
seguindo um programa onde todos os tópicos serão abordados. O homem deve ser 
treinado tanto individualmente quanto em grupo. O treinamento deve ser o mais 
próximo do real, submetendo o homem á situações de stress. A atualização constante 
é essencial, devendo haver troca de informações e intercâmbio para cursos com outras 
polícias, tanto no Brasil quanto no exterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Princípios Táticos 
 
 Uso de força letal (triângulo do perigo), responsabilidades, trabalho de 
equipe, proteção de 360º, disciplina de som e de luzes, proteções, perigo 
imediato, cone da morte. 
 
Uso de força letal: 
 
 Uma das principais obrigações da polícia é preservar vidas, devendo ser 
legalista, respondendo com a força necessária e proporcional contra à agressão 
injusta, real ou iminente. Só deve ser usada a arma de fogo quando os outros meios 
disponíveis não puderam surtir efeito. Para atirar, o policial deve encontrar três fatores; 
o perigo, a capacidade e a intenção, que formam o chamado triângulo do tiro. A 
capacidade é a disponibilidade de meios (uma arma de fogo carregada, por exemplo), 
nas mãos do agressor e a intenção e a vontade do agressor de fazer mal à alguém. 
Ò objetivo principal dos policiais deve ser o de neutralizar o criminoso armado. 
Neutralizar significa retirar a capacidade desse criminoso de ferir alguém, isto pode 
ocorrer desde a rendição do indivíduo perante a simples presença da polícia ou até 
mesmo o uso de armas de fogo contra o marginal, se não houver outra alternativa. 
 O policial deve sempre se preocupar em preservar vidas, sejam elas do público 
(transeuntes, moradores, curiosos etc), dos próprios policiais e sempre que possível, 
até mesmo a vida dos criminosos. Para minimizar o perigo a polícia deve ter, em uma 
situação de risco, superioridade de efetivo, devidamente treinado e comandado, 
superioridade de armas e equipamentos, tirar proveito do terreno e utilizar se possível o 
elemento surpresa. O criminoso deve ser convencido que resistir poderá custar-lha a 
vida, e não há possibilidade de fuga sendo único caminho, render-se e ser preso. 
 
Busca em áreas edificadas: 
 
 A realização de buscas em locais edificados é uma atividade rotineira da 
atividade policial militar, sendo também uma das que mais trazem riscos à sua 
integridade física. Motivo pelo qual se faz necessário o emprego de técnicas 
específicas para minimizar tais riscos. 
 Definição : Podemos definir áreas edificadas como sendo aquela ocupada por 
construções, exemplo: casas, prédios, estacionamentos comerciais etc. 
 
 Acionamento: A ação em locais edificados pode se iniciar por iniciativa do 
próprio policial, no caso de suspeitar que algo anormal está acontecendo no local; por 
acionamento direto de algum cidadão ou por acionamento através da central de 
comunicações. Em qualquer dos casos, o patrulheiro deve procurar obter o maior 
número possível de informações, tais como: 
 * Endereço exato (bairro, rua, número, apartamento etc); 
 * Ponto de referência; 
 * Situação (pessoas utilizando entorpecentes, suspeita de ladrão em residência, 
ocorrência de ladrão em residência confirmada, tomada de reféns etc); 
 * Número e características dos suspeitos; 
 * Número e características das vítimas; 
 * Uso de armas pelos suspeitos; 
 * veículos utilizados pelos suspeitos; 
 * características do local; 
 * vias de acesso; 
 * vias de fuga; 
 * Outras informações que possam auxiliar no atendimento da ocorrência. 
 Esses dados deverão ser colhidos do solicitante central de comunicações e 
passadas ao patrulheiro ou diretamente por estes no local da ocorrência. Sendo 
importante confirmá-los com mais de uma pessoa. 
 Chegada ao local: Caso haja necessidade de um deslocamento rápido ao local, 
as Vtr’s deverão se deslocar com os sinais luminosos e sirene acionados, entretanto, 
deverão desligá-los quando estiverem próximas, a fim de manter a vantagem da 
surpresa e evitar a tomada de reféns. 
 As Vtr’s não poderão parar em frente ao local da ocorrência ou passar em frente. 
Devendo estacionar em local que os suspeitos não possam vê-las, permanecendo sob 
vigilância de patrulheiros designados para tal fim. 
 Ao chegar no local, os policiais não devem entrar de imediato no local edificado, 
devem cercar a área e isolá-la, não se permitindo a entrada de pessoas não 
autorizadas e mantendo a vigilância sobre os locais onde possa haver fuga dos 
suspeitos. Nessa fase o patrulheiro confirma as informações que possui com o 
solicitante e com outras pessoas, bem como as complementa. Essas informações 
devem ser repassadas ao comandante imediato e à central de operações. 
 O policial militar mais graduado assumirá o comando da situação e tomará as 
seguintes providências; 
 * recolher todas a informações disponíveis; 
* Identificar todos os patrulheiros presentes no local; dividindo-o em grupos de 
isolamento, vigilância, entrada e outros que se fizerem necessário; 
 * Escolher o local por onde se fará a entrada, que deve ser apenas um, a fim de 
se evitar um possível fogo cruzado; 
 * Providenciar vigilância para os locais onde possa haver fuga dos suspeitos; 
 * Realizar a entrada e busca no local; 
 
 Entrada : Para se efetuar a entrada em locais edificados, deve-se observar os 
seguintes conceitos: 
 
 01) Equipamento : Todos os patrulheiros envolvidos na ação devem estar 
utilizando colete balístico, podendo o grupo de entrada usar outros equipamentos de 
proteção, como escudos, capacetes etc. É importante que o grupo de entrada utilize 
equipamentos portáteis de comunicação, para manter contato com os demais 
patrulheiros e com o centro de operações; 
 
 02) Basicamente teremos cinco fases da operação; 
 * Cerco e isolamento. Cercar os criminosos para que eles não fujam ou 
façam nova vítima. Isolar o local permitindo apenas a entrada de pessoal autorizado 
dentro do perímetro primário para facilitar a ação da Polícia. 
 * Planejamento e preparação. Colher todas as informações, planejar a 
operação e providenciar os meios de execução e apoio. 
 * Organização e Proteção. Estabelecer quem faz o que, e como e 
quando deve ser feito. Explicar a todos os envolvidos como será executada a 
operação, e se possível, realizar um treinamento o mais próximo possível do real, antes 
da execução. 
 * Assalto. Executar a operação; 
 * Reorganização. Reunir a tropa empregada e colher todos os dados 
sobre a operação. Quantos detidos, quantas armas apreendidas, se foi disparado 
algum tiro etc. 
 
 03) Durante a operação deve haver comando, controle, coordenação e 
comunicação entre os policias; 
 
Trabalho em equipe: 
 
 Todo o integrante de uma Força de Patrulha Tática tem responsabilidades 
individuais que devem ser cumpridas, para a segurança e eficiência do trabalho de todo 
o grupo. Durante uma situação de risco que envolva marginais armados deve haver 
uma padronização de táticas e de procedimentos para minimizar os riscos. 
 Paratanto é necessário bom senso dos policiais e trabalho de grupo/ 
 
Proteção de 360º: 
 
 Durante a ação é responsabilidade de cada integrante da equipe de cobrir um 
ponto ou uma direção que não está sendo coberta por outro homem do grupo, de forma 
que todas as direções (360º) estejam protegidas. 
 
Disciplina de luz e ruídos; 
 
 Nenhum barulho pode ser feito ou luz deve ser acesa se não for estritamente 
necessário, pois, isso pode denunciar prematuramente a presença ou a posição da 
equipe. 
 
Proteções; 
 
 O policial durante o seu deslocamento ou durante a própria ação deve sempre 
procurar estar protegido, utilizando cobertura ou um abrigo. 
 
 Cobertura: É qualquer coisa que proteja o policial do campo de visão do 
oponente, mas não o protege de possíveis disparos efetuados contra ele. 
 
 Abrigo: Protege do campo de visão e dos disparos efetuados, dependendo do 
calibre de arma usada contra o policial. 
 
Perigo Imediato: 
 
 Durante o deslocamento por um corredor, uma escada ou quando adentrar a um 
cômodo o perigo imediato é qualquer ameaça à integridade física do policial ou de 
pessoas inocentes, podendo ser um indivíduo ou um local onde uma pessoa possa 
estar escondida ou de onde possa sair. Uma porta, uma janela ou um corredor podem 
ser locais de onde algum marginal pode aparecer. 
 
 
 
 
 
Cone da Morte: 
 
 O policial deve evitar expor-se diante da aberta de uma janela ou de uma porta, 
e permanecer o mínimo de tempo possível na entrada do cômodo, pois, torna-se um 
alvo fácil. 
 
3. Equipamento 
 
 Equipamento de uso individual, uniforme, equipamento de proteção 
individual, acessórios, armamento. Equipamentos de uso coletivo, equipamento 
de proteção coletiva, de observação, de arrombamento, de altura, de 
comunicação e de primeiros socorros. 
 
Equipamentos de uso individual. 
Uniforme: 
 
O uniforme deve ser de duas peças, resistente, folgado e leve, com vários bolsos. Pode 
ser todo preto ou camuflado conforme o local onde vai ser empregada a equipe. O cinto 
de equipamentos deve ter um coldre apropriado, sendo aconselhável também a 
utilização de um colete com vários bolsos (colete utilitário). 
 
Equipamento de proteção individual. 
 
 O equipamento de proteção individual é obrigatório, pois, irá proteger o policial 
contra acidentes ou ferimentos provocados por armas de fogo, o que pode 
comprometer a eficácia da equipe durante a ação. 
 Os principais itens de proteção individual são; Colete à prova de balas, 
capacete, óculos, balaclava de Nomex (tecido resistente a chamas), luvas 
também de Nomex, cotoveleira e joelheira. 
 
Equipamentos de uso coletivo. 
 
 Um equipamento essencial de proteção coletiva é o escudo à prova de balas. 
 Pode ser usado tanto em um deslocamento quanto em uma invasão, para 
proteção da equipe contra disparos de armas de fogo. 
 
Equipamentos de observação. 
 
 São os equipamentos utilizados para verificar a presença ou movimentação de 
indivíduos hostis. Como exemplos temos o espelho, o binóculo e os vários tipos de 
luneta, bem como equipamentos de visão noturna. 
 
Equipamentos de arrombamento. 
 
 Para arrombar portas ou janelas trancadas para realizar-se a invasão são 
necessários certas ferramentas como o aríete, o pé de cabra, a marreta e o alicate. 
 
 
Equipamentos de altura. 
 
 Os equipamentos mais utilizados para trabalhos em altura são o cinto para rapel, 
o mosquetão e o freio oito e os diverso tipos de cabos. 
 
Equipamentos de Comunicação. 
 
 Cada integrante de equipe deve possuir individualmente um rádio-transmissor 
portátil (HT), de preferência que possua um sistema de fone de ouvido e microfone, 
para deixar as mãos livres. 
 
4. Posições de Arma. 
 
Posição Isósceles, posição Weaver, posição SAS, uso de bandoleira, técnica do 
terceiro olho, tiro ajoelhado, tiro deitado. 
 
Posição Isósceles 
 
 Os dois braços estão estendidos e as duas pernas estão paralelas, formando um 
triângulo isósceles. 
 
Posição Weaver. 
 
 Criado por um policial americano chamado Jack Weaver, nos anos 60, 
caracteriza-se por estar o atirador com o braço que segura a arma estendido e o braço 
de apoio flexionado, bem como o atirador deve estar com uma das pernas em posição 
à frente da outra. Esta posição é mais prática e dinâmica do que a posição isósceles. 
 
 
 
Posição SAS. 
 
 Posição de arma criada pela força de elite inglesa, o Special Air Service - SAS, 
principalmente usada com as armas longas. Basicamente divide-se em três situações; 
posição de pronto alto (high ready position), posição de pronto baixo (low ready 
position) e posição de pronto (ready position). 
 
Uso de Bandoleira. 
 
 Toda arma deve ser usada apoiada no ombro e com bandoleira, que facilita o 
transporte da arma, auxilia na firmeza da posição do armamento e no caso de o policial 
ter que utilizar ambas as mãos para, por exemplo, pular um muro, é só deixar a arma 
em bandoleira, No caso também de se fazer a chamada “transição, isto é, se houver 
algum problema com a arma longa, é só solta-la, pois, estará presa pela bandoleira e 
passar a usar a arma que está no coldre. 
 
 
 
 
 
Técnica do terceiro olho. 
 
 Quando o policial está na situação de possibilidade de um confronto, deve estar 
com a arma em posição de tiro, apontando a arma para a direção que ele está olhando, 
fazendo uma busca no ambiente à procura do perigo. 
 
Posição Ajoelhado e Posição Deitado. 
 
 Quando for necessário aproveitar uma proteção ou diminuir a exposição do 
corpo é necessário o policial ajoelhar-se ou deitar-se rapidamente e estar em 
condições de atirar com precisão. 
 
5. FORMAS DE DESLOCAMENTO 
 
Composição da equipe, formação em fila, em linha, em diamante, velocidades de 
deslocamento, comunicação por gestos. 
 
Composição da Equipe: 
 
 O número de componentes da equipe irá variar e depender de necessidade da 
situação tática ou da disponibilidade de pessoal. O mínimo de componentes de um 
equipe de assalto é de três homens. 
 Atualmente um equipe de assalto não utiliza mais os componentes com funções 
fixas, como o ponta, o ala, o full, o volante e o piloto, mas sim de acordo com a posição 
que qualquer um dos homens esteja dentro da formação no momento do 
deslocamento. O homem que está na frente é o ponta com a responsabilidade de fazer 
a exploração e esclarecimento do que se encontra à frente no sentido de deslocamento 
da equipe, bem como deve prover a segurança naquela direção. O cobertura, é o 
policial que vem atrás do ponta, variando seu número de acordo com o número de 
homens que compõe a equipe, sendo sua obrigação prover a cobertura ao ponta 
quando este estiver executando o esclarecimento, além de fazerem a segurança das 
laterais da equipe. O retaguarda, ;e o último homem na formação, devendo fazer a 
segurança da retaguarda da equipe. 
 A função de líder é do policial de maior posto ou graduação que fizer parte da 
equipe de assalto, sendo ele que irá determinar a direção do deslocamento ou o recinto 
a ser invadido. Cabe a ele também a responsabilidade de controlar todas as novidades 
relativas às condições dos reféns e dos marginais, verificando se há feridos, mortos ou 
detidos e se houve armas ou objetos apreendidos, devendo transmitir e manter 
informado o comandante da equipe tática. O sub-líder é o segundo mais antigo, 
cabendo a ele assumir as funções do líder no caso de impedimento deste ou no caso 
de sub divisão da equipe de assalto. 
 
Formação em Fila: 
 
 Utilizada para deslocamentos curtos da equipe por um local aberto, como uma 
rua ou para realizar uma varredura dentro de um grande recinto em uma área edificada 
(um galpão por exemplo) ou um terreno. 
 
Formação em Diamante: 
 
 Utilizada para deslocamento em áreas abertas onde seja necessária uma 
cobertura de 360º. 
 
6. VARREDURAS 
 
Definição, cobertura, olhada rápida, tomada de ângulo, uso de espelhos, 
verbalização. 
 
Definição: 
 
 Varreduras são procedimentos adotados pelo grupo tático para detectar a 
presença de elementos hostis durante o deslocamento ou antes de adentrarLei Penal (Cópia da Lei) 
• XLI, XLII – Racismo (Lei 7.716/89 e Lei 9.459/97 – Injúria Qualificada) 
• XLV, XLVI e XLVII – Princípio da individualização das penas (há 
inconstitucionalidade na lei de crimes hediondos por ferir este princípio 
constitucional). 
• XLVIII, XLIX, L, XLI, III – Direitos de Preso (APAC – Associação de Proteção 
a Assistência aos Condenados). 
• LIV, LV, LVI – Princípio do Devido Processo Legal, Ampla Defesa e 
Contraditório. 
 
 
O “Due Process Of Law” significa: 
 
• Direito à citação válida 
• Direito ao arrolamento de testemunhas 
• Direito à instrução contraditória 
• Admissão somente de provas legalmente constituídas 
• Privilégio contra a auto-incriminação 
• Indeclinabilidade de acesso ao PJ 
• Direito de recurso 
• Proteção à coisa julgada 
 
LVII – Presunção de inocência 
LXI, LXII, LXIII, LXIV, LXV, LXVI – Prisão Cautelar. 
 Prisão no Artigo 36 do R-2-PM foi recepcionada pela CF. 
 Regras para comunicação de prisão no artigo 36 – Bol G 103/95 
 Mandado de Prisão – Validade 2 anos 
LXIX – HD (Lei 9.507/97). Ante de interpretar HD, deve haver pedido anterior à 
Administração. 
 Administração 2 dias para informar sobre a concessão e 10 dias para o 
fornecimento. 
 
Bibliografia 
 
• Constituição Federal; 
• Revista Direito Militar (Ano I, nº 10 e 11); 
• Revista Literária do Direito (Ano IV, nº 19); 
• Apostila “Os Direito Humanos e o Ordenamento Jurídico Brasileiro”. CEO 
PJM-1/98; 
• Código Penal Brasileiro; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PATRULHAMENTO TÁTICO 
PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS 
 
PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE PATRULHAMENTO TÁTICO 
 
 
Funções dos componentes de uma equipe de patrulhamento tático. 
 
1º Homem (Cmt Equipe) – deve ser no mínimo um 3º Sargento e possuir as seguintes 
atribuições; 
a. Gerenciador (coordena, disciplina, fiscaliza e soluciona problemas) das 
atividades administrativas e operacionais da Equipe; 
b. Responsável pela comunicação via rádio; 
c. Responsável pela apresentação das ocorrências atendidas a seu superior 
imediato e outras autoridades; 
d. Responsável por toda documentação de Sv produzida pela Equipe; 
e. Nada é feito sem o seu consentimento; 
f. Responsável pelo destino dada às ocorrências; 
g. Responsável por dar dinâmica ao Sv (Sempre cientificando Cmt Pel); 
 
2º Homem (Motorista) – Cb ou Sd com as seguintes atribuições; 
 
a. Providenciar a manutenção e a limpeza completa da Vtr; 
b. Respeitar e legislação de trânsito e as regras de direção defensiva; 
c. Cientificar ao Cmt da Equipe as novidades apresentadas pela Vtr; 
d. Procurar sempre se atualizar quanto ao conhecimento do local de atuação 
(Vias principais, Ps, DP e pontos referenciais). 
 
3º Homem (segurança) – Cb ou Sd experiente com as seguintes atribuições; 
 
a. Auxiliar na coordenação e fiscalização dos atos do 4º e 5º homem; 
b. Coordenar a equipagem (armamento, munições, e equipamentos 
operacionais) da Vtr; 
c. Ao final do Sv coordenar a desequipagem; 
 
4º Homem (Segurança/Anotador) – Cb ou Sd com menos experiência que tem como 
atribuições; 
 
a. Providenciar toda a escrituração básica de patrulhamento; 
b. Responsável pela localização de logradouros no Guia da Cidade e a 
indicação do itinerário, em caso de necessidade; 
c. Anotar todos os dados necessários de ocorrências atendidas (Local, Horário, 
Apoios, Partes etc.); 
d. Auxiliar todos os componentes da Equipe com relação ao material do Sv; 
 
5º Homem (Segurança/Anotador/estagiário) – pode ser um PM que esteja 
estagiando no Sv e, quando houver necessidade assume as atribuições do 4º Homem. 
 
 
 
 
 
 
Procedimentos Operacionais Individuais 
 
1º Homem (Cmt Equipe) 
 
a. Possui amplo campo de visão à frente e lateral direita (nada rígido); 
buscando olhar bem à frente para depois ir aproximando o campo visual 
(estabelecimentos comerciais, transeuntes, veículos à direita etc.); 
b. É quem efetua o acionamento da sirene e giroflex, quando necessário; 
c. Nas abordagens permanece na segurança observando a ocorrência como 
um todo; 
d. Em princípio, é quem emana as ordens dadas aos suspeitos, sem, como 
tudo, tolher a iniciativa necessária dos demais componentes da equipe; 
e. Faz uso do farolete no patrulhamento noturno. 
 
2º Homem (Motorista) 
 
a. No patrulhamento, o seu campo de visão é à frente e à direita (principalmente 
veículos contra-fluxo). 
b. Também faz uso dos espelhos retrovisores externos e inter para auxiliar no 
patrulhamento de retaguarda. 
c. Fica sempre no QAP do rádio e, em caso de desembarque da Equipe, fica 
sempre próximo à Vtr também para fazer a sua segurança (às vezes de 
forma ostensiva, outras de forma coberta), e em condições de pronto 
conduzi-la. 
d. Durante as abordagens faz a segurança, próximo à \vtr; 
 
3º Homem (Segurança) 
 
a. Posiciona-se atrás do banco do motorista; tendo como campo visual a lateral 
esquerda (estabelecimento comerciais, transeuntes, veículos que 
ultrapassam a Vtr, vias transversais) e o contra-fluxo de trânsito; 
b. Nas abordagens é quem executa as buscas, com o auxílio do 4º Homem 
quando necessário; 
c. Em uma emergência onde haja a necessidade de dividir a equipe, ele será o 
parceiro do 2º Homem (Motorista); 
 
4º Homem (Segurança/Anotador) 
 
a. Posiciona-se atrás do banco do 1º Homem (Cmt Equipe), e patrulha atento a 
toda lateral direita e à retaguarda (veículos e indivíduos em atitudes 
suspeitas que se aproximem, ou afastam ou desviam em relação a Vtr); 
b. Nas abordagens em que haja mais de um suspeito, auxilia o 3º Homem, 
efetuando as buscas necessárias, caso contrário auxilia na segurança. 
c. Faz a pesquisa dos alertas gerais constantes da relação, com ou sem a 
solicitação dos demais componentes da Equipe; 
d. Em uma emergência em que haja a necessidade de dividir a Equipe ele será 
o parceiro do 1º homem (Cmt Equipe); 
 
 
 
 
 
 
5º Homem (Segurança/Anotador/Estagiário) 
 
a. Posiciona-se entre o 3º e 4º Homem – somente em Vtr de maior porte 
(Veraneio ou Similar) – e, devido a isso, nunca patrulha com a arma fora do 
coldre; 
b. Tem campo de visão privilegiado de 360º, porém atenta principalmente à 
retaguarda onde a Equipe pode se tornar mais vulnerável; 
c. No caso de divisão da Equipe é o parceiro do 3º Homem; 
d. Assume todas as funções do 4º Homem; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º 
5º 3º 4º 
1º Cmt Equipe 
Segurança (Anotador) 
Motorista 
Segurança 
2º 1º 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que todos devem observar no Patrulhamento? 
 
3º 4º 
5º 
 
01) Em Transeuntes; 
 
a. Mudança repentina de comportamento (mudança de direção, param em casas 
batendo palmas ou fingem chamar alguém, quando há mais de um e se 
separam, agacham, correm Tc); 
b. Uso inadequado de tipos de roupas (uso de blusa no calor, moleton mas por 
baixo short justo que segura a arma etc); 
c. Casais abraçados, parados ou andando (olhar as reações da mulher, se está 
assustada, pode estar sendo vítima de algum crime e atentar as mãos do 
homem); 
d. Homens portanto bolsas de mulher; 
e. Tatuagens típicas de cadeias e outros aspectos físicos (sangramentos, marcas 
de tiro, roupas sujas, lesões que possam indicar escaladas de muros ou 
rastejamentos, etc); 
f. Volumes na cintura, tornozelos e em objetos que portam (pochete, jornal, 
revistas, embrulho etc); 
g. Pessoas que olham a Vtr por trás após a sua passagem; 
h. Pessoas que ajeitam algo na cintura; 
i. Pequenos volumes dispensados quando a Vtr está se aproximando. 
 
Obs. : Sempre observar as mãos dos suspeitos, principalmente quando da 
aproximação dos patrulheiros, pois, é com as mãos que aqueles podem reagir contra o 
policial (sacando alguma arma) ou dispensar algum objeto ou instrumento de crime 
(porções de entorpecentes ou a própria arma); 
 
 
02) Em Veículos; 
 
a. Placas velhas em veículos novos; 
b. Veículos sem placas; 
c. Veículos novos em péssimo estado dea um 
recinto, evitando de expor desnecessariamente os policiais. 
 
Cobertura: 
 
 Quando a ponta for realizar uma varredura o restante da equipe deve estar 
posicionada para fornecer a cobertura necessária. 
 
Olhada Rápida: 
 
 Na olhada rápida o policial irá olhar para dentro do cômodo ou do corredor 
rapidamente, expondo-se o mínimo possível, verificando a existência de um possível 
perigo ou local onde poderia estar uma ameaça, só entrando após verificar se é 
seguro. 
 
 
Tomada de ângulo: 
 
 Na tomada de ângulo o policial irá distanciar da esquina da parede ou do vão da 
porta e através disso terá um ângulo de visão privilegiado, vendo o interior antes 
mesmo de ser visto, sem se expor. 
 
Uso de Espelhos: 
 
 Com o uso de equipamento apropriado o policial poderá ver o interior do cômodo 
de forma mais completa e segura. 
 
Verbalização: 
 
 No caso de achar uma pessoa suspeita, deve ser usada uma voz de comando 
firme, clara e enérgica para fazer o suspeito sair do local. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. FORMAS DE ENTRADA 
 
Entrada em Hook, Entrada em Cross, Entrada Limitada: 
 
 Para realizar a entrada de maneira segura, rápida e eficaz e evitar o perigo de 
cone da morte existem formas de entrada apropriadas. São elas em Hook, em Cross e 
Limitada. 
 
8. ENTRADA COBERTA 
 
 Dependendo da situação tática será realizada a entrada coberta para ocultar a 
presença da equipe, e onde há tempo disponível e a velocidade não é essencial. Deve 
haver disciplina de luzes e ruídos e a comunicação será feita por gestos. A localização 
dos alvos é desconhecida e a progressão deve se feita usando constantemente abrigos 
e coberturas. A busca e a varredura serão detalhadas e sistemáticas. A proteção é de 
360º, usando sempre espelho e escudo. 
 
9. ENTRADA DINÂMICA 
 
 Quando for necessário a localização do alvo e se tem informações prévias e 
houver a necessidade de controlar pessoas e oportunidades de reação através da 
velocidade, surpresa e ação de choque usando verbalização e vozes de comando 
enérgicas, necessitando agressividade. 
 
Comunicação por Gestos: 
 
 Enquanto a disciplina de ruídos tiver de ser respeitada é necessário evitar ao 
máximo conversas entre a equipe, devendo todas as ordens serem transmitidas 
através de comandos por gestos, previamente definidos. 
 
	INTRODUÇÃO
	CONCEITO
	CONSTITUIÇÃO FEDERAL
	LVII – Presunção de inocência
	Bibliografia
	PATRULHAMENTO TÁTICO
	Procedimentos Operacionais Individuais
	LEGENDA
	LEGENDAconservação; 
d. Arrancadas bruscas; 
e. Excesso de velocidade e outras infrações de natureza grave; 
f. Faróis apagados à noite; 
g. Casal no banco traseiro do veículo e o banco do passageiro vazio (Não sendo 
TÁXI); 
h. Homem conduzindo e um ou mais homens no banco traseiro; 
i. Condutores que sinalizam com farol alto ao cruzar com a Vtr; 
j. Táxi com passageiro e luminoso aceso; 
k. Veículos à frente da Vtr que fazem uso constante de freios (luz de freio), sem 
necessidade aparente; 
l. Táxi com casal de passageiros em que a mulher vai no banco de passageiros 
dianteiro e o homem atrás; 
m. Veículo com um passageiro apenas que está sentado atrás do motorista; 
n. Pessoa com dificuldade de conduzir o veículo; 
o. Em ônibus observar sempre a atitude de pessoas próximas ao cobrador e ao 
motorista; 
p. Incluir, nos veículos, tudo que possa ser observado em relação aos transeuntes, 
já citado anteriormente; 
 
03) Em estabelecimentos comerciais e bancários; 
 
a. Atentar para as cercanias sempre com, pelo menos, algumas dezenas de 
metros de antecedência (veículos mal estacionados com as portas abertas, 
indivíduos em motocicletas, pessoas paradas à entrada do estabelecimento ou 
do outro lado da via pública, pessoas que saem correndo de dentro do 
estabelecimento, gritos e estampidos vindos do interior do local etc); 
b. Ao passar pelo estabelecimento observar o local onde fica o caixa; 
c. Observar o fundo do estabelecimento (balcões, portas, entradas), atentando 
para atitudes e expressões das pessoas; 
d. Estabelecimentos vazios (especialmente à noite), quando ainda em 
funcionamento; 
e. Portas abaixadas parcialmente ou totalmente em horário anormal; 
f. Pessoas carregando materiais, principalmente de madrugada; 
g. Pessoas no caixa e outras aguardando em veículos; 
h. Pessoas próximas ao vigia do estabelecimento; 
i. Os vigias do banco com os coldres vazios ou todos juntos em um dos cantos do 
local; 
 
Obs. : Em caso de averiguação nunca se deve parar a Vtr à frente do estabelecimento, 
pois, deve-se evitar deixar a Equipe sem abrigo. 
 
04) Em Caixas Eletrônicos; 
 
a. Número excessivo de pessoas em seu interior; 
b. Os mesmos procedimentos referentes aos estabelecimentos; 
 
0055)) EEmm RReessiiddêênncciiaass;; 
 
a. Veículos parados de forma suspeita (mal estacionados, com portas abertas, 
condutor aguardando ao volante); 
b. Portões e portas abertas; 
c. Pessoas carregando objetos (aparelhos eletrônicos como TV, Som, 
Computadores etc), para veículos ou mesmo a pé para fora da casa (ou para 
dentro); 
d. Gritos e outros sons suspeitos vindos de dentro da própria casa; 
e. Pessoas paradas na entrada da casa ou próximo a ela; 
 
Obs. : As suspeições podem indicar qualquer tipo de crime que pode estar ocorrendo 
no interior da residência (roubo, furto, tráfico de entorpecentes, estupro, homicídio etc). 
 
 
 
 
 
 
Procedimentos Operacionais em Paradas e Estacionamentos; 
 
 
 Doutrina: conjunto de princípios que servem de base a um sistema filosófico, 
científico etc, .....ensinamento. 
 Todos os procedimentos operacionais serão melhor aplicados à medida que 
seus princípios tornam-se doutrinários, pois, as regras que mais funcionam são 
fiscalizadas pelos próprios companheiros do mesmo círculo funcional. Elas são 
tratadas como mero capricho, pois, fazem parte dos princípios do policiamento 
ostensivo trazendo maior segurança aos patrulheiros, aumentando a sua eficácia e 
eficiência , consequentemente, maior produtividade que ocasiona mais credibilidade à 
Instituição e seus componentes. 
 
• Geral – Nas paradas e estacionamento os princípios que nos auxiliam são os 
seguintes; 
 
a. Sempre atentar para a fiel observância às normas de trânsito, não parando 
sobre as calçadas e faixas de pedestres, na contra mão na via pública, em 
fila dupla etc.; 
b. A Vtr sempre para em condições de pronto deslocamento para em caso de 
emergência (com a frente voltada para a rua, ou, quando paralela a guia da 
calçada nunca entre dois veículos sem que haja espaço para manobras 
rápidas de saída); 
c. As janelas da Vtr voltadas para o lado da via pública devem ser fechadas; 
d. Sempre deve haver um componente da Equipe próximo à Vtr atento à 
segurança e na escuta do rádio; 
e. Assim que o Cmt da Equipe retornar à Vtr, o componente que havia 
permanecido na escuta do rádio deverá cientificá-lo das novidades, exceto se 
for urgente, que deverá ser cientificado de imediato; 
f. A Vtr efetua manobras (ré) com a Equipe desembarcada (1º, 3º e 4º Homem) 
fazendo a segurança e auxiliando o motorista para a agilização das mesmas 
(no máximo, o 4º homem também permanece na Vtr quando há necessidade 
de anotar a ocorrências irradiadas pelo COPOM); 
g. Não se desembarca da Vtr com a arma empunhada de forma ostensiva; 
h. Toda parada e estacionamento deve ser feita em locais que não impeçam ou 
atrapalhem a fluidez e segurança do trânsito, devendo estar devidamente 
sinalizado quando necessário; 
 
• Em Estabelecimentos Comerciais – Se não for para o atendimento de 
ocorrências, é o período suficiente para os patrulheiros satisfazerem suas 
necessidades biológicas (alimentação e WC); 
 
a. Antes de efetuar a parada no local, observar a movimentação do local 
próximo e no interior do estabelecimento; 
b. A Equipe (1º, 3º e 4º Homens) desembarcam antes do local, abrindo em 
“leque” e se posicionando em pontos estratégicos antes da Vtr estacionar no 
local; 
c. Após o estacionamento da Vtr, o Cmt da Equipe e o 4º Homem adentram o 
estabelecimento (para lanchar se for o motivo da parada); 
d. Ao retornar do 1º e 4º homens, o 2º e o 3º homens adentram o local, ficando 
agora aqueles encarregados da segurança e na escuta do rádio; 
e. O PM não senta, não tira a cobertura e se posiciona, preferencialmente ao 
fundo do estabelecimento, desde que tenha visão de pelo menos um dos 
componentes da Equipe que efetuam a segurança; 
f. Observar todos os princípios básicos de boas maneiras; 
g. Somente adentra ao estabelecimento, em que for lanchar, se possuir a 
quantidade de dinheiro suficiente para tal consumo; 
h. As paradas só devem ocorrer em locais compatíveis com à função Policial 
Militar; 
i. Mesmo no interior do estabelecimento, estar com a atenção voltada à 
segurança e sem o distanciamento excessivo da Vtr; 
j. Evitar parar mais de uma viatura em um mesmo estabelecimento particular; 
 
• Em hospitais e pronto-socorros – principalmente quando se socorre 
marginal ferido em tiroteio, pode ocorrer de um número excessivo de viaturas 
acorrerem ao local; 
 
a. Ao chegar no local e for observado o número excessivo de Vtr’s, o Cmt da 
Equipe deve apenas verificar se há necessidade de algum tipo de apoio pela 
outra Equipe e se retirar do local em seguida (arrolamento de testemunhas, 
localização de vítimas, preservação do local do fato etc); 
b. Não se aglomeram policiais no PS (atrapalham as equipes médicas, os PM’s 
passam a conversar alto sobre outros assuntos, começam a dar gargalhadas, 
passam a parabenizar os colegas pela ocorrência – são atitudes que 
chamam a atenção dos civis); 
 
• Em outros estabelecimentos públicos; 
 
a. Não para em local que possa atrapalhar a entrada e saída de outros veículos 
e pedestres; 
b. O Cmt da Equipe deve sempre procurar a autoridade ou seus agentes 
responsáveis pelo local; 
c. O relacionamento com os funcionários deve ser o de camaradagem 
profissional e amistoso. 
 
Obs. : Em qualquer local público, os patrulheiros devem sempre evitar as brincadeiras 
entre si, as gargalhadas desmedidas, as olhadelas indiscretas para mulheres e 
qualquer outro ato de falta de postura e compostura. 
 
Apresentação das Ocorrências no DP ou PPJM 
 
a. Todas as ocorrências atendidas pela Equipe e que irão decorre condução de partes 
(DP, PPJM, PS, CPTran etc), deve ser de imediato comunicado ao Cmt Pel. 
b. Nas ocorrências de maior complexidade (por exemplo flagrante delito), em que não 
haja extrema urgência na condução das partes, oCmt Pel deverá comparecer ao 
local para apoiar a Equipe; 
c. Antes da apresentação no DP e PPJM, analisar o tipo penal e ter certeza de que o 
fato é crime ou contravenção; 
d. Analisar quais órgãos e autoridades deverão ser necessariamente acionados (DP, 
PPJM, Corregedoria Civil ou Militar, Cmt Cia, Coord. reg., Perícia etc); 
e. Chegando ao DP, antes das partes serem ouvidas com mais detalhes, o Cmt da 
Equipe fará ao delegado de plantão uma explanação breve do fato e citará o local 
da ocorrência, para que este certifique-se da existência de um fato delituoso, de 
pessoas detidas e confirme que o mesmo ocorreu em sua circunscrição; 
f. Organizar toda a ocorrência analisando seus aspectos legais e técnicos, como: que 
irá figurar como condutor, onde estava a arma e com quem, o que cada testemunha 
presenciou , relacionar e qualificar os objetos que serão apreendidos, etc; 
g. Ao narrar a ocorrência evitar o uso de termos não técnicos, como: “cano, malaco, 
sapecou, desovou, pinote etc; 
h. Definir com precisão o local, descrever o crime cometido (Não citar o artigo), a 
participação de cada um dos envolvidos (armas, michas etc), e fatos atenuantes e 
agravantes (tráfico de drogas em frente a escola, crime contra criança etc.); 
i. Se houver sido empregado força física pela Equipe, justificá-la legalmente; 
j. Jamais descuidar da segurança do preso enquanto não for recolhido à carceragem, 
e, ainda assim, atentar para tentativas de fuga dos presos do distrito policial, não se 
descuidando dos possíveis pontos de fuga; 
k. Solicitar ao delegado cópia do Auto de Exibição e Apreensão, desde que haja 
objetos a serem apreendidos; 
l. Após a elaboração dos autos, efetuar a leitura do seu depoimento e estando de 
acordo assinar, caso contrário alertar o delegado solicitando correção; 
 
• Observações Gerais; 
 
a. Quando da apresentação de ocorrências, evitar que a Vtr fique estacionada 
em local que irá atrapalhar a entrada e saída de outros veículos e pedestres; 
b. Nunca descuidar da segurança do preso, da Equipe, da Vtr e dos 
equipamentos; 
c. Não entregar os instrumentos e objetos a serem apreendidos, sem antes 
relacioná-los; 
d. Sempre elaborar o BOPM, independentemente dos procedimentos adotados 
pela Polícia Civil; 
e. Observar a norma Constitucional quanto à voz de prisão em flagrante delito; 
f. Se o Cmt Pel não puder contactar com a Equipe no local da ocorrência 
deverá fazê-lo no DP quando da apresentação, para prestar os apoios 
necessários; 
g. Feita a apresentação, o encaminhamento de pessoas ou coisas para exame 
ou coleta de dados de cunho investigatório (legitimação, constatação), é de 
competência do delegado que deve valer-se de recursos próprios de sua 
unidade ou outra da Polícia Civil, sendo-lhe vedado utilizar guarnições da 
Polícia Militar, exceto em casos de comprovada urgência desde que 
solicitados aos oficiais encarregados do serviço operacional (Resolução SSP 
nº 21 de 04 de Abril de 1978 e Despacho nº PM-001/02/1997); 
h. Nas ocorrências de crime militar, as partes serão apresentadas à autoridade 
policial militar competente que tomará as medidas de PJM. O oficial 
presidente do feito cientificará o delegado de plantão da área do fato, 
fornecendo cópia dos autos (Portaria nº Correg. PM – 1/130 de 08 de 
Setembro de 1992); 
i. Deve ser permitido, na delegacia, sempre que solicitado, o contato reservado 
do preso com seu advogado (Artigo 7º, III, da Lei 8.906 de 04 de Julho de 
1994 – Estatuto da OAB); 
j. A ocorrência para a Equipe se encerra assim que todas as partes ouvidas 
assinam o Auto de Prisão em Flagrante, e deve ser dado ciência ao Cmt Pel, 
através do Cmt Equipe; 
k. A prisão não implica obrigatoriamente na lavratura do auto, podendo a 
autoridade policial, por falta de dados que embasem a existência de infração 
penal ou por entender que não houve situação de flagrância, dispensar a 
lavratura do auto e determinar a instauração de inquérito policial, ou apenas 
registrá-lo em BO, e providenciar a soltura do preso (TACRESP – RT 
679/351); 
l. A lei não fixa prazo para a lavratura do auto de prisão em flagrante. Todavia, 
o seu caráter de urgência levou os Tribunais a optar por um prazo limite de 
24 horas, a contar da prisão, tempo em que será fornecida anota de culpa ao 
indiciado (TJSP – RT 567/286 e TACRS – RT 713/354); 
m. A primeira pessoa a ser ouvida no auto de prisão em flagrante é o condutor 
(Não necessariamente quem efetuou a prisão, mas quem irá apresentar o 
preso ao delegado de plantão), seguido das testemunhas, da vítima e, por 
fim do indiciado (Norma Processual Penal); 
 
Procedimentos Operacionais em Acompanhamentos e Cercos; 
 
• Considerações Gerais; 
 
O acompanhamento é ocorrência de prioridade? 
Para a natureza desse estudo, sim. O acompanhamento que estamos tratando é 
a perseguição de natureza policial em que ocorre uma tentativa de fuga (recusa da 
ordem de parada). Normalmente, a pessoa que foge de um acompanhamento policial 
empreende altíssima velocidade e suas manobras e reações são imprevisíveis. Todo 
acompanhamento traz vários pontos sucessivos (dependendo da extensão da tentativa 
de fuga). Portanto, quanto mais se estende o acompanhamento, mais ele exige o cerco 
para o seu desfecho e conseqüente fiscalização das situações de risco. 
As ocorrências de acompanhamento e cerco, geralmente, envolvem todo o 
pelotão de patrulha tática e, não raro, necessitam apoio de outros setores (GRPAer, 
COE etc). 
 
• Fatores; 
 
Para a realização eficiente do acompanhamento e cerco há de se considerar 
cinco fatores principais que influem neste tipo de atendimento de ocorrência; 
 
 
01) Condições do Tempo – as suas variáveis como: noite – dia, chuva – neblina, verão 
(época que as pessoas saem mais às ruas) etc; 
02) Condições do Terreno – fatores físicos da área de atuação: tamanho, se é 
planificado, desfiladeiros, pontos e vias de fuga (estradas, favelas e matagais etc); 
03) Comandantes – a personalidade dos Cmt Pel e Cmt Equipe. Ex. : se é alguém que 
instrui corretamente e dá exemplo, se sabe cobrar o cumprimento das 
determinações ou não. Disto vai depender a correta execução das planos 
estratégicos; 
04) Método – A existência prévia de planos estratégicos, com linhas de ação gerais e 
específicas. Ex. : onde atuará cada equipe, o que modular na rede de rádio etc; 
05) Lei Moral – Há de se ter no consciente os objetivos da atuação: proteção da 
comunidade e cumprimento da Lei. Ex. : Existem inocentes envolvidos em toda 
perseguição, que são os transeuntes, moradores ou mesmo refém, pois, quem 
foge não se preocupa com a segurança de terceiros, esta é uma obrigação de 
quem persegue (policial); 
 
• Obs. : A fuga, por si só, não é crime. Matar o fugitivo, por este fato, é 
crime! 
 
Exemplos negativos infelizmente não faltam: destroem a carreira e a vida 
pessoal dos policiais envolvidos e denigrem a Instituição, além das vidas barbaramente 
tiradas (menor sem habilitação, morte de refém, “balas” perdidas que acertam crianças 
na via pública e imediações). 
 
Procedimentos Básicos 
 
• Fuga em Veículos 
 
a. O Cmt Pel poderá fazer um croqui resumido da área de patrulhamento 
(incluindo vias de acessos principais, DP, PS, favelas e outros pontos de 
interesse como pontes e represas) onde se fará a distribuição estratégica das 
Vtr’s; 
b. Traçar o plano geral de cerco da área,. Recomenda-se analisar este plano 
com o Pelotão (principalmente Motorista e Cmt Equipes), pois, poderá surgir 
alguma idéia útil por alguém que conhecer determinadas peculiaridades da 
área; 
c. O cerco inicia-se antes das Vt’s saírem da Unidade, ou seja, elas devem 
estar distribuídas estrategicamente e os seus componentes instruídos 
(sempre ter Vtr’s próximas das vias de acesso da área); 
d. O Cmt Pelotão deve enumerar na instrução as causas possíveis de um 
acompanhamento; caráter geral, roubo com REFÉM, pessoa sem habilitação, 
embriagues, socorro de alguém ao PS etc); 
e. Combinar com os Cmt Equipesa correta verbalização na rede de rádio 
evitando-se gritos ininteligíveis e, quando do acompanhamento, modular 
características do veículo, local e sentido tomado, quantidade de ocupantes e 
motivo da fuga, se souber (caso contrário alertar com “RESERVA” na rede de 
rádio); 
f. A tentativa de fuga se constata quando, após todos os sinais de parada 
serem dados, houver a recusa de parada com o veículo aumentando a 
velocidade e tentando despistar a Equipe. Ocorrendo a insistência na fuga, 
deve-se solicitar o apoio para o cerco. 
g. A Vtr que acompanha transmite os dados, conforme o item “e” acima, e na 
pausa das suas transmissões, as demais Equipes deverão modular 
informando prefixo, local e rumo que estão tomando; 
h. O Cmt Pel, possuindo a disposição geral das Vtr’s, coordena o cerco através 
de rede de rádio, sempre promovendo a atualização das localizações das 
Vtr’s (inclusive a dele); 
i. Deve-se utilizar, também, o artifício de desvio, isto é, ainda que tenha partido 
depois do oponente, chegar ao objetivo antes dele, através do conhecimento 
que os patrulheiros devem ter da área; 
j. Se houver necessidade e possibilidade de outros tipos de apoio, o Cmt 
deverá acioná-los (GRPAer, COE etc); 
k. Se o veículo estiver em direção a outra área, cientificar o COPOM para 
alertar os patrulheiros da área vizinha, com antecedência; 
l. O mais importante num cerco não é a proximidade física da Vtr com o veículo 
perseguido e sim a sua visualização constante e o envio de informações 
precisas e atuais. A velocidade da Vtr tem como razão não perder de vista o 
fugitivo através de um deslocamento seguro à Equipe e demais usuários da 
via; 
m. Em se obtendo êxito na interceptação do veículo e dos fugitivos, proceder 
conforme os princípios de abordagem e vistoria de veículos, comunicando de 
imediato o fato através da rede de rádio; 
n. Ao se confirmar a interceptação do veículo através da rede de rádio, as 
demais estiverem muito distantes irão abortar o seu deslocamento para o 
local, se não houver determinação para o apoio; 
o. O Cmt Pel deverá comparecer ao local e orientar quanto à apresentação e 
finalização da ocorrência junto ao órgão competente. 
p. Jamais dispor a cabeça e o tronco do corpo para fora da Vtr, nem tampouco, 
bater com a mão na lataria da porta durante os acompanhamentos, pois, os 
sinais utilizados são a sirene, giroflex, farol alto, buzina, sinais por gestos 
com as mãos; 
 
• Fuga de Pessoas a pé; 
 
a. A Vtr poderá ser utilizada até onde for possível o seu deslocamento com 
segurança à Equipe; 
b. Em caso de desembarque em que haja necessidade de dividir a Equipe, 
observar especialmente o princípio da superioridade numérica (e jamais o 
policial pode perseguir sozinho) e, também, não permitir que a Vtr fique 
abandonada; 
c. O componente que permanecer na Vtr, normalmente o motorista, deverá 
estacionar a mesma em local seguro, retirar a chave do contato, fechar as 
portas e seus vidros, permanecendo coberto e abrigado em local que tenha 
ampla visão da Vtr e do local, se possível com uma arma de apoio (Ex.: 
Espingarda Cal. 12); 
d. Jamais executar o “disparo de advertência”, pois, na quase totalidade dos 
casos, o fugitivo tende a aumentar o seu pânico (Adrenalina) e, 
consequentemente a sua velocidade de fuga e desespero (além do risco do 
projétil atingir inocentes, o próprio parceiro ou o fugitivo sem situação de 
legítima defesa); 
e. Se a fuga ocorreu em matagal e se perdeu de vista o suspeito, deve-se 
acionar imediatamente os apoios necessários para o cerco e a busca; 
f. Havendo indícios de que o fugitivo tenha adentrado alguma moradia, procede 
o cerco do local e, devidamente abrigado, averiguar solicitando a presença 
de moradores e vizinhos; 
g. Na perseguição em favela e outros becos similares, atentar para o 
progressão com cautela, utilizando-se de cobertas e abrigos (cuidado 
também em relação a buracos, varais etc, principalmente à noite); 
h. Ocorrendo a captura do suspeito, deve-se averiguar as suas imediações e da 
rota de fuga com vistas a algum objeto por ele dispensado; 
 
Durante o Patrulhamento a Equipe Deve ter também como Doutrina 
 
a. Evitar brincadeiras físicas, bem como gargalhadas desmedidas; 
b. Não jogar lixo pela janela da Vtr; 
c. Evitar olhadelas indiscretas (Paquera) para mulheres; 
d. Estar ciente de todas ocorrências passadas pela rede de rádio; 
e. Ao atender qualquer solicitante, desembarcar da Vtr; 
f. Evitar permanecer com o rosto voltado para dentro da Vtr, mesmo para conversar 
com um companheiro; 
g. Manter todas as armas em posição de segurança (Não direcionada para ninguém e 
dedo fora do gatilho); 
h. Não ficar com o braço solto para fora da Vtr; 
i. Jamais aceitar qualquer tipo de retribuição material ou pecuniária ofertadas por 
civis, em virtude da função; 
j. Não fumar enquanto atende solicitantes; 
k. Desembarcar da Vtr quando for ser rondado; 
l. Apoiar os policiais de outras modalidades de patrulhamento que estejam 
necessitando de apoio, dentro de sua área de patrulhamento; 
m. Auxiliar as pessoas que necessitem, para prevenir situações de risco à segurança 
deles (idosos querendo atravessar ruas de grande movimento, pessoa com 
dificuldade para trocar o pneu de carro em local ermo etc); 
n. Estar sempre ciente de qual o local exato em que está atuando (observar placas de 
endereço e postes com siglas do município); 
o. Sempre estar em condições de executar um retorno ágil de mão dupla; 
p. Alertar toda a equipe quando qualquer dos componentes observar algo anormal; 
q. Estar preparada para atender todos os tipos de ocorrências, principalmente as de 
maior gravidade (roubo com refém, catástrofes, troca de tiros etc); 
 
 
ABORDAGEM POLICIAL 
 
01) FUNDAMENTO LEGAL DA ABORDAGEM E BUSCA POLICIAL; 
 
 
01) CPP – Artigos 244 e 249; 
02) CPPM – Artigos 180 à 183; 
03) BOL. GERAL – 111/99 
 
• IMPORTANTE SABER QUE: 
 
Não existem indivíduos suspeitos, mas sim atitudes suspeitas, ou seja, o 
comportamento ou a situação de alguém é que, de alguma forma, não se ajusta às 
circunstâncias determinadas pelo ambiente (horário, clima, local etc), o que torna 
possível de verificação policial. 
 
- Em toda abordagem a Polícia : “Ou ganha um amigo, ou prende um bandido”. 
 
PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM À INDIVÍDUO EM ATITUDES SUSPEITAS E 
REALIZAÇÃO DE BUSCA PESSOAL 
 
- Busca Pessoal – Divide-se, quanto à situação do PM, em busca preliminar e busca 
minuciosa. 
 
- Busca Preliminar – é a realizada em situação de rotina quando não há fundadas 
suspeitas sobre a pessoa a ser verificada, mas em razão do local e da hora de 
atuação; 
 
PROCEDIMENTO DO PM NA BUSCA PRELIMINAR 
 
01) Antes de iniciar a busca, evitar que o indivíduo fique de posse de quaisquer objetos 
(blusa, sacola, bolsa, pacote, guarda-chuva, jornal etc); 
02) Colocar o revistado em pé, com a frente voltada para uma parede ou outra 
superfície vertical e as costas para si; 
03) Se não houver superfície vertical no local preliminar (campo aberto) deve o policial 
ordenar que o revistado coloque as mãos na cabeça com os dedos entrelaçados; 
04) Proceder ao porte de armas por trás do revistado, mantendo sempre um braço 
apoiado nas costas do revistado e o outro realizando a busca, e ainda uma perna 
atrás da outra de acordo com as posições dos braços; 
05) Em acordo de reação, escorar ou desequilibrar o revistado; 
06) Durante a busca, observar a seguinte seqüência; 
 
a. Tirar a cobertura (corpo, chapéu etc), do revistado. Examiná-lo; 
b. Apalpar a garganta, o peito e a cintura, em toda a volta; 
c. Apalpar ao longo das costas, desde a área dos ombros até a cintura e daí a 
axila direita. A mesma coisa da axila esquerda; 
d. Apalpar firmemente ao longo de cada braço, até os dedos, sempre apertando; 
e. Apalpar a região pubiana e as nádegas; 
f. Examinar todos os bolsos da roupa; 
 
07) Examinar as partes interna e externa de cada perna até o calcanhar; 
08) Verificar se não há cheiro de tóxicos. Nas mãos ou picadasnos braços; 
09) Verificar todos os objetos e volumes em poder do revistado, inclusive cigarros, 
fósforos etc; 
10) Nada encontrado de ilegal, agradecer a colaboração, liberando o revistado; 
 
- Busca Minuciosa – é aquela realizada em pessoas altamente suspeitas ou em 
delinqüentes; 
 
PROCEDIMENTOS EM BUSCA MINUCIOSA 
 
01) Deverá ser feita, sempre que possível, na presença, no mínimo, uma testemunha 
e em local isolado do público; 
02) Adotar os procedimentos da busca preliminar e mais; 
 
- Tirar toda a roupa e os sapatos do revistado. Se estiver com ataduras ou gesso, 
verificar se não são falsos; 
- Verificar todo o corpo do revistado, inclusive orifícios externos. Indagar da 
procedência de cicatrizes e tatuagens. Se tiver cabelos muito grandes ou espessos, 
passar um pente; 
- Verificar a roupa do revistado; 
 
FUNDAMENTO LEGAL DO USO DE ALGEMA 
DECRETO – 19.903/50 
 
02) USO DE ALGEMA; 
 
a. Procedimentos do uso da algema; 
 
01) Para conduzir os delinqüentes presos em flagrante delito, desde que ofereçam 
resistência ou tentem fuga. 
02) Para conduzir os ébrios, os viciados e os turbulentos exaltados na prática de 
infração e que devam ser postos em custódia, desde que seu estado de extrema 
exaltação torne indispensável o emprego de força; 
03) Para transportar de uma dependência para outra, presos que, pela sua 
periculosidade, ou tenham tentado ou oferecido resistência, quando da prisão; 
 
b. O abuso no uso da algema, por parte da autoridade ou de seus agentes, 
acarretará responsabilidade penal. As dependências policiais devem manter 
livro especial. Para registro das diligências em que tenham sido empregadas 
algemas, lavrando-se o termo. 
 
c. Cautelas a adotar para algemas em preso; 
 
- Algemar sempre o detido com os braços para trás; 
- Partir da posição de busca pessoal; 
- Colocar a arma no coldre segurando as algemas com a mão direita; 
- Colocar o pé esquerdo apoiando o calcanhar direito do preso e simultaneamente a 
mão esquerdas costas do mesmo, pois, isso dará maior percepção dos movimentos 
caso haja uma tentativa de fuga, ou reação possibilitando ainda que o PM possa 
desequilibrá-lo e imobilizai-lo; 
- Aplicar a algema no pulso direito, mantendo-a voltada para fora de forma que o 
buraco da fechadura fique para cima; 
- Segurando firmemente o punho direito algemado, colocar o pé direito apoiando o 
calcanhar esquerdo do preso e simultaneamente segurar a mão do mesmo 
trazendo-a em seguida para trás, algemando de forma que o buraco da chave fique 
voltado para cima e o dorso das mãos do preso fiquem voltado para si; 
- Em seguida utilizar a trava de segurança da algema; 
- Ao conduzir o preso o PM deve preocupar-se em mantê-lo do lado oposto ao de sua 
arma; 
 
d. Retirada das algemas; 
 
- Deverá ser feita apenas após estar em local seguro; 
- Um PM deve fazer enquanto outro permanece dando cobertura; 
 
e. Uso de meios de fortuna – na falta de algema, poderá ser utilizado outro 
equipamento para algemar o indivíduo. Ex.: Cordão de segurança (fiel), Cinto 
etc.; 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
- Manual de Procedimento de Rota; 
- M – 14 – PM 
- Manual do CFP 
- Bol. Geral nº 111/99 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS EM OCORRÊNCIAS DE GRANDE VULTO 
 
 
 Os procedimentos operacionais em ocorrências de grande vulto, como roubos 
com reféns, roubos a bancos, rebeliões e ocorrência de confronto armado, que 
trataremos dessa unidade didática, dizem respeito ao comportamento de cada Policial 
componente de uma Força Tática no tocante ao cumprimento de regras que facilitem a 
administração da ocorrência e permitam que uma ocorrência onde sempre haverá a 
participação de vários policiais, não só da Polícia Militar, como também de outras 
forças como Polícia Civil, Guardas Municipais, Polícia Federal, imprensa, populares e 
outras autoridades, não tenha um desfecho com resultados negativos devido a 
desorganização e falta de coordenação. Os procedimentos que abordaremos não se 
referem as ações promovidas para a solução da ocorrência, pois, essa serão 
abordadas na Unidade didática que trata do gerenciamento de Crise, nos 
restringiremos as condutas mais simples, mas que no contexto geral se tornam 
extremamente importantes para o desfecho positivo das ocorrências. 
 Alguns procedimentos são regulados por normas e outros são estabelecidos 
através da experiência adquirida no atendimento das ocorrências. 
devemos nos lembrar sempre que, os objetivos principais dos Policiais nestas 
ocorrências são; Salvar vidas e Cumprir a Lei. 
 
 Normas em vigor; 
 Resolução SSP-22/90, BOL. G 74/90 – Ocorrências com reféns que disciplina a 
atuação do GER (Grupo Negociador) e GATE (Grupo Invasor). 
 NI PM 3-001/02/96 alterada pela ORDEM COMPLEMENTAR PM 3-003/02/99 
que tratam de Ocorrências de Grande Vulto e com reféns revogando em parte a 
DIPLAN-009/02/94 de Março de 1994 principalmente seu item 7.b que exigia 
autorização expressa da Autoridade do Poder Judiciário para a ocupação do 
estabelecimento prisional. 
 
 Procedimentos Fundamentais; 
a. Sempre que se chegar em uma ocorrência de grande vulto onde já se tenha 
sempre de outras Policias, deverá entrar no sítio da ocorrência apenas o de 
maior graduação ou posto acompanhado de um segurança, que fará um 
contato com a maior autoridade ali presente para e verificar a necessidade de 
apoio e traçar a ação em conjunto se for necessário. Os demais Policiais 
aguardam as ordens à distância, para se evitar acúmulo de Policiais que 
dificulta a coordenação. 
b. Quando deparar-se com uma ocorrência de vulto, tome como uma das 
primeiras medidas isolar o local delimitando a área onde não será permitida a 
entrada de populares, mídia e outras autoridades que não tenham 
competência para ali agir. 
c. Não permita p acúmulo de viaturas, mesmo sendo de sua unidade. 
d. Defina precisamente quem será o anotador que deverá estar atento a tudo 
que ocorre, anotando em ordem cronológica cada passo da ocorrência, 
autoridades presentes no local, prefixo de viaturas, testemunhas etc. 
e. Em caso da necessidade de medidas extremas como invasão de cadeias 
para conter rebelião ou de recintos para liberação de reféns, nunca faça em 
conjunto com outras forças, pois, não haverá unidade de comando e os 
procedimentos não são iguais. Ex. Caso seja necessário invadir uma cadeia, 
exija a retirada do local de carcereiros, investigadores etc. 
f. Não se desconcentre da ocorrência, designe um Policial capacitado para lidar 
com a mídia e para resolver problemas periféricos à ocorrência. 
g. Em ocorrências de roubo, principalmente a bancos, deverá ser designada a 
Vtr que irá para o local enquanto as demais deverão se posicionar em vias de 
fuga. 
h. Em ocorrências onde houver troca de tiro, deverá ser designada a Vtr que 
preservará o local, a Vtr que irá a procura de vítimas, a papeleta deverá ser 
feita por uma equipe de apoio e depois refeita pela equipe envolvida, a 
papeleta só é feita após a liberação do corpo (em caso de morte) ou a 
liberação do ferido por parte dos médicos, nunca permita o acúmulo de 
Policiais em hospitais onde foram socorridos os feridos, pois, acarreta 
prejuízo aos profissionais da saúde ou gera cenas estranhas ao público 
externo, como Policiais se parabenizando pela ocorrência ou fazendo 
brincadeiras, (devendo sempre lembrar que um ser humano morreu ou foi 
ferido), nos hospitais ou pronto socorros deverão permanecer apenas 
aquelas Vtr’s que estiverem no apoio se retirando imediatamente após o 
encerramento do apoio. 
i. No local dos fatos sempre deverá haver algum componente da equipe que 
tenha condição de narrar todo o ocorrido aos peritos que ali compareceram. 
j. Somente o comandante da equipe é autorizado a narrar o que aconteceu ou 
determinar que um outro Policial narre, a menos que haja determinação de 
alguma autoridade competente para ouvir algum componente da equipe em 
separado. 
k. Componente de outra equipe não deverá,em hipótese alguma narrar o fato 
ou tomar qualquer atitude que modifique os fatos acontecidos, suas atitudes 
se restringirão em apoiar a equipe envolvida. Ex. Ocorrência de tiroteio onde 
um estagiário que chegou em uma Vtr de apoio, jogou areia sobre o sangue 
que estava no local porque achou que uma cena muito forte para os 
populares verem. 
 
Todos esses procedimentos e os constantes nas normas citadas servem de 
preparação para a atuação do GERENCIADOR DA CRISE, que deverá agir dentro de 
um quadro organizado. 
 
 
PLANEJAMENTO DE OPERAÇÕES E AÇÕES DE PATRULHA TÁTICA – 
IMPORTÂNCIA DE INFORMAÇÕES E ESTATÍSTICAS 
 
 A importância de se realizar o policiamento ostensivo, operações e ações de 
patrulhamento tático com base em informações oficiais ou não e dados estatísticos, 
está no fato de que, assim agindo, saímos do empirismo, do “eu acho”, da situação 
onde o Policial inicia seu serviço sem metas e objetivos e o encerra sem saber o que 
ele realmente produziu. Para analisarmos se a produção de um Policial é feita com 
qualidade, devemos analisar a queda dos índices criminais de sua área de atuação ou 
analisarmos a quantidade de flagrantes, armas apreendidas, condenados capturados, 
veículos localizados etc e ainda analisarmos o resultado final, se houve condenação 
dos detidos ou se a ocorrência gerou a instauração de procedimento administrativo ou 
penal contra o Policial. Para se realizar um controle estatístico, pode se utilizar de 
programas de computador mas também pode-se utilizar de métodos simples, basta ter 
um mapa da área onde se atua e alfinetes de cores variadas para se demarcar o mapa, 
sempre separando as ocorrências por tipo e horário. 
 O Policial que trabalha com informações e estatística deve iniciar o seu trabalho 
com as seguintes perguntas respondidas; 
- O que Combater? Roubo, Furto, Homicídio, Tráfico. 
- Quando Combater? Dia da Semana, Dia do Mês, Horário. 
- Onde Combater? Ruas, Praças, interior de Transporte Coletivo, Bares, Taxi, Favela. 
- Como Combater e que Meio utilizar? Patrulhando, Realizando abordagens, à Pé, 
Motorizado, à Paisana, usando outros meios como Helicópteros, Cães, Cavalos e 
quantos Homens empregar. 
 
O Policial dispõe de várias fontes de informação tem tendência a não ser 
violento e arbitrário, pois, usa métodos científicos para checar informações e cumprir a 
lei. 
 
 As informações podem ser oficiais e não oficiais. 
 
01) OFICIAIS: 
 
a. PRODESP – Acesso a base de dados de veículos de toda frota nacional – 
RENAVAM; Antecedentes criminais de pessoas com processos no Estado de 
São Paulo, pessoas desaparecidas e registro nacional de Carteira de 
Habilitação – RENACH. 
b. INFOSEG – Banco de dados com antecedentes criminais de pessoas de 
todas as Unidades da Federação, RENAVAM e Registro de Armas; 
c. P/2 e P/3 dos batalhões e Policias Civil e Federal; 
d. CAP (Coordenadoria de analise e planejamento) que funciona junto à 
Secretaria de Segurança Pública. 
e. SIOPM – Banco de dados de veículos e pessoas alimentado apenas pela 
Policia Militar; 
f. PROCIC – Programa de orientação e controle de indicadores criminais, 
instalado nas Companhias da Capital, permite um acompanhamento diário 
pelo Cmt Geral e Secretário de Segurança dos índices criminais. 
 
 
02) NÃO OFICIAIS: 
 
a. Informações passadas por marginais ou cidadãos da comunidade; 
b. Álbuns fotográficos feitos no próprio Pelotão; 
c. Imprensa; 
d. Outros; 
 
As informações e dados estatísticos referentes a horário, local, tipo de crime e 
modus operandi dos infratores possibilitam a realização de um patrulhamento ostensivo 
racional, com uma distribuição coerente de homens e viaturas na área de atuação. As 
informações vindas de informantes (marginais ou cidadãos) e P/2 permitem uma 
atuação repressiva eficiente, pois, nos levam diretamente ao infrator. 
 
 
 
 
O PLANEJAMENTO NO CRIME ORGANIZADO 
 
O planejamento operacional é de tanta importância que até mesmo as grandes 
quadrilhas se utilizam de métodos padronizados e informações para realizar suas 
ações criminosas. Por isso, para combatê-los devemos também nos organizarmos. 
Vejamos alguns trechos extraídos do livro “COMANDO VERMELHO A HISTÓRIA 
SECRETA DO CRIME ORGANIZADO“, escrito pelo repórter CARLOS AMORIM, ED. 
RECORD, 1995 – Rio de Janeiro. 
 
“.....um grupo organizado de traficantes do Morro da Mineira tinha geralmente, 
até cinqüenta “soldados”, cinco “sargentos”, e um “capitão” ou “general” (chefe da 
segurança). O traficante ALTAIR DOMINGOS RAMOS, o NAIL, tinha 150 homens sob 
seu comando. Na eventualidade de um choque com a Polícia, o enfrentamento não 
dura mais do que dois minutos. Nem precisa durar mais. Um tiroteio desse calibre 
acontecem imediatamente duas coisas, a polícia para e chama reforços, que demoram 
de quinze a vinte minutos para chegar; a população corre pelas ruelas no maior 
tumulto, e os policiais ficam com a sensação de que alguns civis podem morrer no 
confronto, isso não interessa a nenhum policial, porque a seguir começam os protestos 
dos moradores, com ampla cobertura da imprensa. Morte de civil hoje em dia da 
inquérito e até cadeia. Sabendo disso, no morro DONA MARTA no bairro de Botafogo, 
os traficantes instalaram uma boca de fumo perto de uma creche.....”, página 22 e 23. 
 
“.....a força de choque dos traficante entra em ação para ganhar tempo e 
recolher a mercadoria nos pontos de venda da favela enquanto os mais visados 
desaparecem, tragados pelo labirinto de ruelas e favelas.....”, página 23. 
 
“.....O Secretário da Boca é uma espécie de relações públicas da quadrilha. 
Negocia pequenos desentendimentos. Trata também de empréstimos aos 
moradores.....”, página 28. 
“.....As ações armadas da esquerda eram cuidadosamente planejada. Num 
assalto a banco, por exemplo, o tempo que um sinal de trânsito levava para abrir e 
fechar era medido meticulosamente. O grupo ou comando entrava na agência bancária 
com o sinal aberto na rua e saia com o sinal aberto novamente. Você está diante de 
uma situação crítica se foge de um assalto e dá de cara com um sinal fechado e o 
tráfego parado. E dificilmente uma unidade de operações de guerrilha urbana seria 
surpreendida dentro de um banco, porque deixava do lado de fora uma força de 
choque. O grupo encarregado de conter a repressão na rua usava armamento de 
impacto, como as metralhadoras cal. 45 e os rifles cal. 20 ou 12, bombas incendiárias – 
tipo molotov – utilizados contra os carros da Polícia.....”, página 67. 
 
“.....Os comandos guerrilheiros usavam um personagem conhecido como “o 
crítico”, uma pessoa que não entrava na ação, mas a tudo assistia. Sua tarefa era 
apontar os erros na elaboração e execução do plano.....”, página 67. 
 
“.....Nas ações armadas, a esquerda sempre usava carros roubados horas 
antes, para que as placas ainda não contassem nos registros da Polícia. Muitas vezes 
não eram os automóveis mais potentes. Eram os mais discretos, como as Kombis. 
Apesar de não serem os mais velozes, passavam desapercebidos. Os carros eram 
sempre posicionados de modo que não houvesse testemunhas do grupo embarcando 
neles. Pequenos acidentes também eram provocados intencionalmente para 
congestionar o trânsito e retardar o deslocamento da Polícia. Além disso, quando 
usavam carros velozes para saírem dos bancos, logo os abandonavam. A mobilização 
da Polícia leva em torno de cinco a dez minutos, tempo mais que suficiente para a fuga 
se consumar. O que os bandidos comuns fazem hoje é uma paródia de técnicas de 
guerrilha urbana.....”, página 68. 
 
AS 12 REGRAS DO BOM BANDIDO 
 
 Documento encontrado em poder do bandido foragido do Instituto Penal Milton 
Dias Moreira, de nome EDMILSON CONCEIÇÃO; 
 
01) Não delatar; 
02) Não confiar em ninguém; 
03) Trazer sempre consigo uma arma limpa, carregada, sem demonstrar volume, mas 
com facilidade de saque, e munição sobressalente. 
04) Lembrar sempre que a Polícia é uma organização e não subestimá-la; 
05) Respeitar mulher, crianças e indefesos,mas abrir mão desse respeito, quando sua 
vida ou liberdade estiverem em jogo; 
06) Estar sempre que possível documentado (mesmo com documento falso) e com 
dinheiro; 
07) Não trazer consigo retratos ou endereços suspeitos, bem como não usar objetos 
com seu nome gravado ou objetos de valor; 
08) Andar bem apresentável, com barba feita, evitar falar gírias, evitar andar a pé, não 
freqüentar lugares suspeitos, não andar em companhia de “chave de cadeia”; 
09) Saber dirigir autos, motocicletas etc, conhecer alguma coisa de arrombamento, 
falsificação e noção de enfermagem; 
10) Lembrar-se sempre que roubar R$ 100,00 ou R$ 1.000.000,00 resulta na mesma 
coisa. 
11) Estar sempre em contato com o criminalista e; 
12) Não usar em hipótese nenhuma tatuagem. 
 
 
 
 
 
O PATRULHAMENTO TÁTICO DA ROTA 
 
HISTÓRIA DA ROTA 
 
 Nos albores de 1970, os índices de assaltos a estabelecimentos bancários e 
similares, bem como as ações terroristas por remanescentes e seguidores desde 1969 
de “Lamarca e Mariguela”, continuam a implantar o pânico, a intranqüilidade e a 
insegurança na Capital e Grande São Paulo. Ataques a quartéis e a sentinelas, 
assassinatos de civis e militares. Estava implantado o terror através de uma Guerrilha 
Urbana. 
 Mais uma vez dentro da história, o 1º Batalhão Policial Militar “TOBIAS DE 
AGUIAR”, sob o comando do Ten. Cel. PM SALVADOR DAQUINO, é chamado a dar 
seqüência a seu passado histórico, desta vez no combate à Guerrilha Urbana que ora 
atormentava o povo paulista. 
 Havia a necessidade de criação de um policiamento enérgico, reforçado e com 
mobilidade e eficácia de ação, diluídas por todo o Estado, principalmente na Capital. 
Para fazer frente a esta situação foi criada em 15 de Outubro de 1970, as Rondas 
Ostensivas “TOBIAS DE AGUIAR” – ROTA. 
 Mercê de uma doutrina de respeito à população, energia, firmeza e arrojo no 
combate aos criminosos e aos terroristas o novo tipo de policiamento passa a operar 
24 horas por dia e em todo o município da Capital e Grande São Paulo. 
 Assim surgiu a ROTA, um policiamento especializado para atender todo tipo de 
ocorrência e em especial as que o policiamento comum não tinha condições de fazê-la. 
Um policiamento com doutrina e características peculiares. Uma jornada até nossos 
dias por entre esta guerra diária nas ruas de São Paulo, em qualquer circunstância, em 
qualquer situação onde; matar ou morrer, se preciso for no cumprimento do dever, em 
legítima defesa própria ou de outrem. 
 Se não possuíam os equipamentos condizentes e necessários (rádios, viaturas 
etc), o lema dos policiais do Batalhão era o seguinte; “o bom desempenho profissional 
de cada homem tornando-se um todo, suprime qualquer falta de equipamento”, lema 
este ostentado até os dias de hoje. E foi assim que tudo começou, o investimento total 
de cada um em si mesmo em prol de um ideal. 
 Eram inacreditáveis a credibilidade, a ética, a perseverança, e a energia positiva 
que traziam e que até hoje perduram nesta nossa casa, que teve início em meados de 
1888 e concluída em 1892. Foi o terceiro quartel construído no então Corpo Policial 
Permanente que a partir desta data passou a denominar-se Força Pública. Projeto de 
autoria do notável arquiteto RAMOS DE AZEVEDO e inspirado na arquitetura militar 
francesa, teve como modelo um quartel das Forças Armadas Francesas no Marrocos. 
Em seu subsolo há uma rede de túneis que faziam ligações com os quartéis vizinhos e 
com estações ferroviárias. 
 O material para sua construção veio de diversas partes do mundo; telhas da 
França, tijolos da Itália e pinhos de Riga. Atualmente, o prédio é patrimônio histórico e 
está tombado pelo Condephaat. Além do túnel, há uma chaminé, situada do lado 
externo próximo ao prédio, que serviu de referencial, guia para os tiros de canhão, 
durante a Revolução de 1924. 
 Recebeu a denominação de “Quartel da Luz” devido ao fato de haver sido 
construído no bairro a primeira usina elétrica de São Paulo, que fornecia energia para 
toda a Capital. 
 O efetivo, apesar de insuficiente, demonstrava pela sua capacidade operacional 
grande eficiência. Eram homens usando fardas da Corporação, usando capacetes com 
coifas camufladas. Tinham como armamento as metralhadores Schemeisser e INA, 
Mosquetão e Revólver. Devido aos capacetes, estes homens eram chamados pela 
população de “os homens do capacete cor de tigre”. Eis a ROTA, um estado de 
espírito. Odiada pelos marginais, admirada pelos cidadãos e bem querida por nossas 
crianças. 
 No dia primeiro de Dezembro de 1970, data do aniversário de fundação do 
BATALHÃO TOBIAS DE AGUIAR, foi apresentado ao público uma inovação que viria 
caracterizar ainda mais os policiais da ROTA, “a boina negra”. 
 
 
 
 
O PERFIL DO HOMEM 
 
 De modo geral, todo integrante do 1º Batalhão de Polícia de Choque “TOBIAS 
DE AGUIAR” deve conhecer um pouco de sua história, pois, conhecendo o passado 
saberá orientar-se quanto a conduta a seguir em nossa unidade, como preservá-la e 
como transmiti-la aos que chegarem posteriormente. 
 Apresentação, disciplina e postura são qualidades básicas a todo aquele que 
deseja servir no BTA. 
 
DO COMANDANTE DO PELOTÃO 
 
01) Manter-se eqüidistante, evitando formar “grupos” dentro do pelotão, 
procurando fixar, sempre que possível os policiais mais experientes para 
compor sua equipe, pois, a missão principal do Comandante de pelotão é 
apoiar as equipes sob seu comando. 
02) Proporcionar constante aprimoramento de seus comandos através de 
exposições de ocorrências de serviços anteriores, analisando-as; exercícios 
de tiro e manejo das armas disponíveis; educação física voltada para a ação 
policial; bem como visitas periódicas a órgãos de utilidade pública ligados à 
profissão, tais como Museu da Polícia Civil, IML etc. 
03) Estimular o companheirismo, através de reuniões sociais extra-serviço; 
04) Cuidar constantemente da aparência e postura de seus subordinados; 
05) Delegar missões a seus graduados, comandante de equipe; 
06) Evitar a todo custo os “estrelismos”, pois, este é um fator importante de 
desagregação do pelotão; 
07) Lembrar sempre a seus comandados que BOM SENSO é a palavra-chave 
para o desempenho da missão policial; 
08) Lembrar a todos que a conduta de cada um será sempre alvo de 
observação, não só do superior para o subordinado mas também do 
subordinado para o superior. 
 
DO COMANDANTE DE EQUIPE 
 
01) Constante aprimoramento individual, bem como o cuidado com a instrução 
dos subordinados é primordial; 
02) Lembrar sempre que o exemplo, ou seja, a sua própria conduta será o norte 
de seus subordinados, portanto, suas atitudes devem ser baseadas no bom 
senso, disciplina e justiça. 
03) Auxiliar seu comandante, não só obedecendo e transmitindo suas ordens, 
bem como emitindo sua opinião profissional, desde que tal ato não fomente 
discórdia na tropa; 
04) Máxima atenção na orientação dos estagiários; 
05) Repetição diária da conduta e dos ideais que movem o patrulheiro da 
ROTA, pois, a doutrina sé se consegue com dedicação de todos e a 
lembrança constante de nossos ideais; 
06) Procurar fortalecer o companheirismo e o sentimento de irmandade entre os 
subordinados, tentando ajudá-los, não só profissionalmente mas também 
em sua vida pessoal, pois, é evidente que nenhum ser humano consegue 
separar sua vida pessoal da profissional; 
07) Evitar, desde que possível, a repetição dos seguranças em sua equipe, o 
que fatalmente formará “grupos” que tendem a criar a sua própria “doutrina”. 
 
DO MOTORISTA 
 
 O motorista da Vtr é, desde que possível, escolhido pelo comandante da equipe, 
pois, trabalharão fixos, portanto, devem se entender perfeitamente braço-direito deste 
comandante, essencial, sobre ele recai grande parte do serviço, normalmente chega 
antes dos demais a fim de verificar os cuidados de primeiro escalão com a Vtr e para 
maior eficácia e agilidade deve ser auxiliado pelos estagiários. 
 Porém, não se deve descuidar de seu preparo técnico e físico, não só naparte 
policial como também na parte técnica, com respeito a sua tarefa específica, ou seja, 
proporcionando-lhe reciclagens sobre direção defensiva e ofensiva. 
 
DOS SEGURANÇAS 
 
 Os Seguranças são os componentes do banco traseiro da Vtr e dividem-se em 
três tipos, a saber; 3º, 4º e 5º Homens; 
 O desempenho e comportamento desse homens devem ser observados não só 
pelo comandante de pelotão e comandante de equipe como também pelo seus próprios 
companheiros, para que possamos ter uma uniformidade de ações e pensamentos, 
fortalecendo assim a doutrina da ROTA. 
 O empenho no treinamento é fundamental. A disciplina tem de ser consciente e 
ter em mente os nossos ideais para que possa professá-los e transmiti-los aos 
estagiários. 
 Cabe a lembrança de que o desempenho dos seguranças depende do 
desenrolar da ação, portanto, quanto melhor for o seu treinamento e condições físicas, 
melhor será este desempenho. 
 
O TREINAMENTO 
 
 É esta a base solidificada que deve nortear constantemente a conduta dos 
comandantes e comandados, e será desenvolvida em qualquer hipótese. 
 Qualquer obstáculo, tais como; excesso de serviço ou falta de tampo hábil 
devem ser superados, para que ele não sofra solução de continuidade. 
 Seu desenvolvimento dar-se-á antes, durante e após o término do serviço. 
Compreende o treinamento aspectos técnicos, jurídicos administrativos, operacionais e 
aqueles decorrentes da experiência profissional, todos planejados, com o fito de 
permitir que o policial militar venha a exercitar sua atribuição com segurança e 
propriedade. 
 
 
FORMAÇÃO 
 
 O policiamento executado pelas Vtr’s das RONDAS OSTENSIVAS “TOBIAS DE 
AGUIAR” (ROTA), está operacionalmente subordinado ao Comandante do 
Policiamento de Choque, sendo executado por três companhias operacionais a saber; 
 
01) A 1º Cia (ROTA NOTURNA), atua no policiamento ostensivo motorizado 
das 16h00 às 04h00 da manhã. 
02) A 2º Cia (ROTA MATUTINA), atua no patrulhamento de ROTA no horário 
compreendido das 07h00 às 19h00; e 
03) A 3º Cia (ROTA VESPERTINA), cumpre sua atuação no trabalho de 
cobertura nos horários das 11h00 às 23h00. 
 
Cada Cia da ROTA conta com quatro pelotões (exceto a 2º que contém 06 Pelotões) 
sob o comando de 1º e 2º Ten PM. Cada pelotão é composto por 05 (cinco) Vtr’s, mais 
a Vtr do Oficial (ROTA COMANDO), num total de 06 (seis) Vtr’s. 
 O dispositivo acima, composto por 06 (seis) Vtr’s, forma um pelotão de choque, 
que é o comando mínimo de um Oficial-ROTA-Comando, também conhecido como 
Choque Ligeiro. 
 A Vtr de ROTA (equipe) é composta por 04 (quatro) ou 05 (cinco) homens, a 
saber; 
A equipe de ROTA sempre será comandada por um St PM ou Sub Ten PM. 
 
01) Um Sd PM ou Cb PM como Motorista; 
02) Um Sd PM ou CB PM como Segurança – 3º homem da Equipe; 
03) Um Sd PM ou Cb PM como Segurança – 4º homem da Equipe; 
04) Um Sd PM ou Cb PM ou Sgt PM Estagiário; 
 
Obs. : É norma da unidade, sempre que houver policias recém chegados à OPM, 
comporem equipes de ROTA, como 5º homem, sendo sua função a de aprendizado ou 
estagiário, porém, devido à frota atualmente ser tipo Blazer, torna-se inviável o 
emprego do 5º homem. 
Além dos deveres previstos nos regulamentos da corporação, atinentes aos Sgt e Sub 
Ten PM, compete ao comandante de equipe de ROTA. 
 
01) Velar pela postura e compostura de seus subordinados, dentro do quartel e 
principalmente durante o patrulhamento, ocasião em que o policial militar 
está diretamente em contato com o público, portanto, alvo de crítica que 
poderá denegrir o bom nome da ROTA e da corporação; 
02) Executar as missões emanadas do escalão superior, por ordem do 
comandante do pelotão; 
03) Fiscalizar as ações e atitudes dos componentes da equipe durante as 
ocorrências, orientando e apoiando seus subordinados em todos os 
aspectos; 
04) Coordenar e orientar os seus comandados por ocasião de depoimento nos 
distritos policiais, fórum, unidades e nos julgamentos no TJM ou na justiça 
comum; e 
05) Elaborar a documentação das ocorrências dentro do prazo regulamentar e 
outros; 
 
São deveres e atribuições do MOTORISTA de uma equipe ROTA; 
 
01) Especialmente, compete ao motorista verificar, no início de cada turno de 
serviço o 1º escalão da Vtr, isto é, nível de óleo, da água, calibragem dos 
pneus dentre outros; 
02) Durante o patrulhamento, procurar conciliar uma bilateralidade de função, ou 
seja, dirigir a Vtr e patrulhar com vistas principalmente a veículos em estado 
de suspeição; 
03) Dirigir defensivamente com cortesia e respeito aos demais profissionais do 
volante, aos transeuntes de modo geral, procurando com isto não transgredir 
as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro; 
04) Dirigir com segurança, mesmo quando a situação operacional ditar 
manobras mais bruscas, como em casos de acompanhamento a veículos 
roubados e socorro de vítimas acidentadas ou feridas a tiros, facadas ou por 
outros meios, e; 
05) O motorista de uma equipe ROTA deve ser um homem super equilibrado 
emocionalmente, pois, durante uma perseguição a autos roubados ou 
socorro de uma pessoa ferida, principalmente se esta pessoa for “policial 
militar”, os ânimos da equipe ficam exaltados e o condutor da Vtr passará, 
até de uma forma inconsciente, a receber pressões por parte dos integrantes 
da equipe, neste caso a solução é a de continuar com calma, sem deixar 
que a emoção sobreponha à razão. Somente obedecendo aos princípios 
legais e morais, é que então desempenhará suas funções com eficiência e 
eficácia; 
 
Compete aos Seguranças de uma Equipe de ROTA; 
 
01) Em geral os seguranças de uma equipe são dois ou três homens com 
funções harmônicas, e sempre trabalham em sintonia com os demais 
componentes; 
02) Terceiro homem da equipe é o segurança com maior experiência profissional 
e em regra com mais tempo de serviço na unidade. É aquele que em geral 
fica no banco traseiro da Vtr, sentado atrás do motorista e tem como função 
específica observar , a certa distância, os veículos que cruzam no sentido 
contrário com a Vtr policial, procurando detectar quaisquer tipo de 
anormalidades inerentes ao cotidiano do serviço de policiamento de ROTA. 
Considerando ser o PM mais experiente, tem a obrigação de passar para o 
outro segurança toda sua capacidade profissional e as experiências que o 
dia a dia lhe ensinou, e assim teremos uma passagem da cultura profissional 
de geração a geração; 
03) Quarto homem da equipe é o segurança com menos experiência 
profissional, em relação aos demais, e a ele compete; 
Elaborar toda documentação referente a ocorrência, ou seja, preenchimento 
do BO PM, relação de detidos, anotar e relacionar os materiais a serem 
apreendidos, velar pela guarda dos produtos que serão relacionados no Auto 
de Exibição e Apreensão e sempre que possível conduzir as pequenas 
ocorrências com objetivo de ir tomando contato com delegados da polícia, 
promotores, juízes e outros órgãos ligados a nossa profissão. 
Deve também aperfeiçoar seus conhecimentos no manuseio do Guia da 
Cidade, para auxiliar o comandante da equipe e o motorista por ocasião de 
deslocamento em caso de ocorrência de gravidade, tal adestramento o 
levará à condição de assumir as funções do terceiro homem da equipe, 
dependendo do seu grau de desenvolvimento no campo do tirocínio policial; 
e 
Todos os componentes da equipe são responsáveis pelos armamentos e 
equipamentos da Vtr, e os seguranças ao retirar o armamento na reserva de 
armas, devem observar se as armas e munições estão em condições de 
uso, e ao término do serviço, descarregar as armas com segurança, dando 
ciência, caso venha constatar qualquer tipo de irregularidade com o material; 
 
MANUTENÇÃO 
 
 Cabe ao motorista a manutenção de 1º escalão, bem como a limpeza da Vtr. 
 Seguir as orientações do fabricante quanto aos níveis de água, óleo, fluído de 
freios, tensão das correias etc, aumentam a vida útil do veículo e menos 
aborrecimentos durante o serviço. 
 Um veículo limpo causa boa impressão para

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