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Tristana Cezaretto Anna Freud Anna Freud (Viena, Áustria, 3/12/1895, Londres, 9/10/1982. Era a sexta filha de Sigmund Freud. Pedagoga de formação, exerceu essa profissão nos anos de 1914 a 1920. E por um curto período de tempo foi professora infantil, e logo se juntou ao circulo de discípulos de Freud, e então se tornou Psicanalista, com o seu tratamento voltado para crianças, sendo a pioneira nesta área, e estabeleceu clínicas e berçários para crianças que eram vítimas da guerra, sobreviventes do holocausto, ou que estavam sendo atormentadas pelas suas vidas. Obras Na área da analise infantil Anna Freud aprofundou-se definitivamente nos anos de 1926 e 1927, com o seu livro, O tratamento psicanalítico de crianças, considerada sua obra principal. Mesmo se deslocando da pratica pedagógica para a analítica, Anna Freud continuou a dar importância para a observação direta do comportamento, entretanto passando a ser o tratamento com crianças. Foi a primeira a dar ênfase ao ego na personalidade. Não rejeitando as forças do id e as restrições do superego, Anna Freud concebeu o ego humano com certa funcionalidade pró-ativa e independente. Ela também é responsável pelo estudo dos mecanismos de defesa, tema sobre o qual ela estudou mais a fundo. Mecanismos de defesa do EGO Os mecanismos de defesa do ego constituem operações de proteção postas em jogo pelo Ego ou pelo self (Si-mesmo) para assegurar sua própria segurança. Os mecanismos de defesa não representam apenas o conflito e a patologia, eles são também uma forma de adaptação. O que torna essas defesas um aspecto doentio é sua utilização ineficaz ou sua não adaptação às realidades internas ou externas. (Bergeret, 2006). Os mecanismos de defesa fazem parte dos procedimentos utilizados pelo Eu (Ego) para desempenhar sua função principal, que em termos gerais consiste em evitar o perigo, a ansiedade e o desprazer. Lacan Jacques-Marie Émile Lacan (Paris, 13 de abril de 1901 Paris, 9 de setembro de 1981) foi um psicanalista francês. Depois dos estudos em Medicina, Lacan se orientou em direção à Psiquiatria e fez seu doutorado em 1932. 2 cisões com psicanálise da França- 1953/1963. 1964 – funda a Escola psicanalítica da França e sua teoria Lacaniana. O ensino era ministrado semanalmente em forma de seminário em mais ou menos 30 anos, com Auditório de 500/600 pessoas. Nunca se opôs a obra de Freud - “Um retorno a Freud”. Teoria Na psicanálise, o inconsciente é tido como fonte dos fenômenos patológicos. Sendo assim, conforme também defendido por outros psicanalistas, é uma tarefa descobrir as leis pelas quais se rege o inconsciente. Leis que são descobertas pelas manifestações do inconsciente, e assim, pode-se tratar essas patologias. A Psicanálise Lacaniana constitui como um sistema de pensamento que promoveu diversas alterações em relação à doutrina e clinica propostas por Freud. Lacan criou novos conceitos, além de ter criado uma técnica de análise própria. Sua técnica diferenciada surgiu a partir de uma metodologia diferente de análise do trabalho do Freud. Principalmente, em comparação a outros psicanalistas cujas teorias divergiram de seu predecessor. Pensamentos Sua referencia ao ID, EGO E SUPEREGO se da com a conceituação do: o imaginário, o simbólico e, às vezes, o real. O pensamento de Lacan introduziu a fenomenologia à teoria de Freud. Isso com base em filósofos alemães, dentre eles Hegel, Husserl e Heidegger. Lacan, assim, acaba introduzindo a psicanálise ao campo da filosofia. Pensamento Sua primeira intervenção na psicanálise é para situar o Eu como instância de desconhecimento, de ilusão, de alienação, sede do narcisismo. É o momento do Estádio do Espelho. O Eu é situado no registro do Imaginário, juntamente com fenômenos como amor e ódio. É o lugar das identificações e das relações duais. Distingue-se do Sujeito do Inconsciente, instância simbólica. Lacan reafirma, então, a divisão do sujeito, pois o Inconsciente seria autônomo com relação ao Eu. E é no registro do Inconsciente que deveríamos situar a ação da psicanálise. Esse registro é o do Simbólico, é o campo da linguagem, do significante. Lévi-Strauss afirmava que "os símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e determina o significado", no que é seguido por Lacan. Marca-se aqui a autonomia da função simbólica. Este é o Grande Outro que antecede o sujeito, que só se constitui através deste - "o inconsciente é o discurso do Outro", "o desejo é o desejo do Outro”. Campo de ação Situa-se então na fala, onde o inconsciente se manifesta, através de atos falhos, esquecimentos, chistes e de relatos de sonhos, enfim, naqueles fenômenos que Lacan nomeia como "formações do inconsciente". A isto se refere o aforismo lacaniano "o inconsciente é estruturado como uma linguagem Foraclusão do Nome do Pai A teoria da foraclusão* do Nome-do-Pai que forma o pivô da doutrina lacaniana encontra seu fundamento no drama da paternidade de Lacan que reconheceu muito tardiamente sua filha Judith, a qual portou durante muito tempo o nome do primeiro marido de sua mulher Sylvia Bataille. A reflexão de Jacques Lacan provém da psicogênese da loucura. A loucura não é sem razão: “Não é louco quem quer”. Para elaborar essa clínica da psicose, Jacques Lacan se apoia sobre a lição dada para Sigmund Freud na qual “o que é foracluído do simbólico retorna no real”. *Conceito forjado por Jacques Lacan para designar um mecanismo específico da psicose, através do qual se produz a rejeição de um significante fundamental para fora do universo simbólico do sujeito. Quando essa rejeição se produz, o significante é foracluído. Nó Borromeano A seguinte definição ilustra o sentido que Lévi-Strauss dá ao termo “estrutura”: “Também elas [as instituições humanas] são estruturas em que o todo, isto é, o princípio regulador, pode ser dado antes das partes, isto é, este complexo conjunto constituído pela terminologia da instituição, por suas consequências e implicações, pelos costumes graças aos quais se exprime e as crenças a que dá lugar. Este princípio regulador pode possuir um valor racional sem ser concebido racionalmente. Pode exprimir-se em fórmulas arbitrárias sem ser privado de significação”. Dessa definição destaca-se que o “todo” da estrutura é o principio regulador, independentes das partes. A estrutura de Lévi-Strauss é uma estrutura lógica, um conjunto de relações e de termos intercambiáveis. Lacan observa a eficácia desse princípio regulador, a estrutura do sujeito, no desencadeamento do delírio ou, no caso de esquizofrenia, a ineficiência. Ele o reconhece, de forma mais geral, em toda manifestação do inconsciente, como um certo emaranhamento, em cada um dos momentos precisos da história do sujeito, de três registros: o Real, o Simbólico e o Imaginário (o que ele chamou de RSI). Lacan se rodeia a partir de 1972 de vários matemáticos jovens. Com a ajuda de Jean-Michel Vappereau, ex-estudante de matemática, representa esse intrincamento das três funções através de um nó borromeano. A estrutura do nó se dá de forma que não importa qual dos três anéis se rompa, o nó se desfaz. Esse “tripé R.S.I” marca o ponto culminante de sua pesquisa anterior, numa perspectiva topológica, juntamente com um novo paradigma. É um dos conceitos chave de sua obra. Bibliografia MOURA, Joviane Aparecida de. Os Mecanismos de Defesa do Ego. Psicologado, [S.l.]. (2008). Disponível em https://psicologado.com.br/abordagens/psicanalise/m ecanismos-de-defesa . Acesso em 30 Set 2020. https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacan Slide 1: Psicanálise além de Freud Slide 2: Anna Freud Slide 3: Obras Slide 4: Mecanismos de defesa do EGO Slide 5: Lacan Slide 6: Teoria Slide 7: Pensamentos Slide 8: Pensamento Slide 9: Campo de ação Slide 10: Foraclusão do Nome do Pai Slide 11: Nó Borromeano Slide 12: Bibliografia