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Clínica Médica resumao Saúde do Adulto - Clínica Médica e Cirúrgica Avançadas (Universidade Brasil) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Clínica Médica resumao Saúde do Adulto - Clínica Médica e Cirúrgica Avançadas (Universidade Brasil) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 VALVOPATIAS A válvula mitral interpõe-se entre o AE e o VE. A válvula aórtica está ancorada entre o VE e a aorta. No coração direito, entre o AD e o VD encontra-se a válvula tricúspide, e a válvula pulmonar está entre o VD e a artéria pulmonar. O ciclo cardíaco possui duas fases (sístole e diástole). Na diástole abrem-se as válvulas AV (M e T) e fecham- se as válvulas Ao e P. Na sístole abrem-se as válvulas Ao e P e fecham-se as válvulas M e T. Estenose: restrição à abertura Insuficiência: fechamento inadequado Os focos de ausculta são fixos e consistem em: Foco tricúspide: borda esternal esquerda baixa Foco aórtico: 2º EICD Foco pulmonar: 2º EICE Foco mitral: não possui local fixo, localizando-se no ictus cordis do paciente (5º EICE) Os sons das bulhas cardíacas ocorrem pelo fechamento das válvulas: B1: fecham M e T B2: fecham Ao e P B3: sobrecarga de volume (ocorre no final de B2) B4: sobrecarga de pressão (ocorre antes de B1) o O sangue bate contra a parede ventricular dura (hipertrofiada) no final da diástole o B4 = “b quátrio” → depende da contração atrial para ocorrer o O paciente com FA não apresentará B4, pois não há contração atrial! Todo som auscultado entre B1 e B2 é sistólico. Todo som auscultado entre B2 e a B1 seguinte é diastólico. Como as provas de residência cobram mais as lesões valvares do coração esquerdo, serão as abordadas na aula... Estágios de Progressão das Valvopatias Estágio Definição A Fatores de risco para valvopatia B Valvopatia leve a moderada e assintomática (doença progressiva) C Valvopatia grave e assintomática D Valvopatia grave sintomática Indicação cirúrgica “classe I” (inquestionável): doença grave desde que sintomática (D) ou com ↓ FE (alguns C) Estenose Mitral Causas Reumática (95%) – lesão reumática crônica mais comum Quadro clínico ↑ AE: FA, rouquidão, disfagia Congestão pulmonar: dispneia (pior aos esforços – elevação da FC) Exames complementares ECG: onda P larga > 100ms (> 2,5 quadradinhos) o Índice de Morris: P (-) > 1 mm² (V1) Rx PA: sinal do duplo contorno à D / sinal da bailarina / ↑ arco médio à E Rx Perfil: deslocamento posterior do esôfago Eco: área valvar 5 min para recuperar o infra Déficit inotrópico (PAs ↓) Arritmia ventricular Distúrbio de condução Tratamento - Não Farmacológico: cessar tabagismo, exercício, ↓ peso, avaliar comorbidades - Farmacológico: 1. Antianginosos Betabloqueadores reduzir FC durante exercício IECA (se HAS, DM, DRC, FE ≤ 40%) Bloqueadores de Canal de Cálcio Nitratos de longa duração intervalo de 12h p/ evitar taquifilaxia 2. Vasculoprotetores AAS Estatinas – independe do nível lipêmico! 3. Resgate Nitrato SL Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 4. Vacinação Influenza e pneumococo Cateterismo – quando indicar? O CAT consegue evidenciar a lesão, mas não consegue determinar risco CV (não diferencia placas estáveis ou instáveis! Angina refratária ALTO RISCO Identificado a lesão, é necessário realizar intervenção! Cirurgia (CABG) ou angioplastia (PCI) Indicações de CABG Tronco de coronária esquerda (≥ 50%) Trivascular (≥ 70%) Lesões multivasculares em diabéticos CI ou refratariedade à angioplastia Safena x mamária Safena: maior facilidade Mamária: maior patência (tempo que o vaso permanece aberto) o As pontes de mamária permanecem abertas por mais tempo! Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Síndrome Coronariana Aguda O diagnóstico da SCA baseia-se no tripé: anamnese e exame físico, ECG e marcadores de necrose. 1. Anamnese e exame físico: podem estar normais, alterados ou morte súbita! O quadro pode ser silencioso em até 25% dos casos. o Mulheres, idosas, DM, DRC o Transplante cardíaco Aparelho CV o Irradiação da dor, PA e pulsos em MMSS, FC, B3, sopros Aparelho respiratório o Ruídos adventícios 2. ECG: evidenciar oclusão ou suboclusão! ECG no Diagnóstico de SCA Suboclusão Oclusão Infra ST Elevação ST Inversão onda T IAM c/ ST Angina instável Troponina (-) Troponina (+) IAM s/ ST Troponina (+) 3. Marcadores de Necrose Troponina: mais sensível e específico; determina risco CV Conduta Inicial Internação em CTI / UC Acesso venoso Oxímetro Monitorização Desfibrilador MONABCH Morfina: só em dor refratária! Oxímetro: O2 se SatO2 140 2) Aumento de Troponina 3) Infra de ST 1) TIMI ≥ 2 até 5 ou GRACE ≥ 109 a 140 2) DM ou DRC ou FE 1 cm) o Víbices Na prova de residência, a púrpura sugere uma plaquetopenia ou uma vasculite! - Pigmentares Melanodérmicas (hipercrômicas) o Sardas Leucodérmicas (hipocrômicas) o Vitiligo SÓLIDAS Pápula ( 3 cm) Placa (platô) LÍQUIDAS Vesícula ( 0,5 cm) → áreas de atrito Pústula ( 1 cm) Hematoma(sangue) ESPESSURA Ceratose (camada córnea) → mais comum em palmas e planta dos pés Liquenificação: espessamento com aumento dos sulcos Esclerose: endurecimento com aumento do colágeno CONTINUIDADE Erosão (epiderme) Ulceração (derme) Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR L. braziliensis / amazonensis / guyanensi Transmissão vetorial: flebotomíneos (Lutzomyia) Clínica: pápula → úlcera → vegetação o A lesão inicia-se como ulcerada e/ou vegetante. A leishmaniose tegumentar difusa é muito parecida com a hanseníase virchowiana Diagnóstico: exame direto / cultura (NNN) / sorologia DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL P ParacocoL Leishmania E Esporotricose C Cromomicose / CEC T Tuberculose Sorologia: REAÇÃO DE MONTENEGRO (+) → exceto na forma difusa Tratamento Antimonial Pentavalente (Glucantime) Anfotericina B Pentamidina MICOSES PTIRÍASE VERSICOLOR Causada pela Malassezia furfur – não inflama a pele Mácula confluente com descamação fina (unha / sinal de Zileri) Associada a áreas de maior produção sebácea → face, pescoço, MMSS o Poupa mucosas e palmas/plantas dos pés Diagnóstico Clínico KOH 10% + lâmpada de Wood Tratamento Imidazólicos (tio / iso / ceto) TINEA Microscoporum, Trichophyton, Epidermophyton → são queratinolíticos Tinea capitis: alopecia focal e descamativa (pelo quebradiço) Tratamento: griseofulvina VO Tinea corporis: eritema circinado, elevado e descamativo, prurido Atinge locais úmidos do corpo Tratamento: antifúngico (imidazólico / terbinafina) MICOSES SUBCUTÂNEAS E SISTÊMICAS Esporotricose: relacionada ao jardineiro, terra, gatos... Linfangite de rosário Tratamento: iodeto de potássio / itraconazol Cromomicose: causada pelo Fonsecae pedrosoi Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Aspecto verrucoso Tratamento: itraconazol + cirurgia Paracoco: associado ao meio rural (BK rural) Microscopia: aspecto de roda de leme Tratamento: itraconazol / anfotericina B ECTOPARASITOSES ESCABIOSE Sarcoptes scabiei → escava a epiderme e põe ovos Túnel / pápula / escoriação com crostícula → área quente Prurido em abdome, nádegas, axila, mama, interdigitais Lactentes: cabeça, palma/planta (poupa áreas de fralda) Tratamento Permetrina Benzoato de benzila Ivermectina Tratar a família / higiene das roupas Escabiose crostosa (Sarna Norueguesa) Imunodeprimidos → acometimento disseminado DERMATOVIROSES MOLUSCO CONTAGIOSO Causado pelo Poxivírus (DNA) Acomete mais crianças Clínica: pápulas agrupadas com umbilicação central Tratamento Curetagem Atenção! Doença frequentemente associada à dermatite atópica! Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 TIREOIDE HIPERTIREOIDISMO Hipotireoidismo Primário Hipertireoidismo primário Hipertireoidismo secundário TSH alto TSH baixo TSH alto T4L normal / baixo T4L alto T4L alto Bócio TSH sempre baixo (ex.: Dça de Graves) Ex.: tumor hipofisário produtor de TSH → adenoma Tireotoxicose Cursa com insônia, nervosismo, confusão, sudorese excessiva, intolerância ao calor, pele quente e úmida, perda de peso, polifagia, hiperdefecação, tremores e taquicardia. São sintomas adrenérgicos, e a tireotoxicose pode ser confundida com feocromocitoma (tumor endócrino produtor de adrenalina). Pode ocorrer HAS divergente e fibrilação atrial, pois há um hiperefeito em receptores β1 e aumento de receptores β2 (dilatação periférica). O tratamento é com propranolol – controla a clínica do excesso hormonal! Pode ser associado o propiltiouracil! Doença de Graves (Bócio Difuso Tóxico) Doença autoimune que causa hiperestimulação da tireoide pelo TRAb (Anticorpo Antirreceptor de TSH). Possui achados específicos: Bócio difuso, elástico (não há nódulos) Exoftalmia (esclera presente em toda a circunferência da íris; presente em 40% dos pacientes) Edema periorbitário Mixedema pré-tibial (edema duro) Baqueteamento digital Diagnóstico Laboratorial (Função tireoidiana) TSH baixo ou suprimido ( 20% Tratamento 1. Medicamentos 2. Radioablação com iodo 3. Cirurgia * No Brasil, inicia-se com medicação; caso não funcione, realiza-se ablação, e apenas em último caso a cirurgia! Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Medicamentos Betabloqueadores → reduzir sintomas adrenérgicos PTU / MMI Após atingir o alvo de T4 livre (0,9 a 2 ng), geralmente 1 mês após, suspende-se o propranolol (paciente já está assintomático) e mantém Metimazol por 1 ano. Após 1 ano suspende-se a medicação e a doença resolve-se. Principais efeitos colaterais: hepatite medicamentosa e agranulocitose. Caso ocorra efeito colateral durante o tratamento, parte-se para radioablação com iodo. Radioablação Caso recidiva medicamentosa ou reações tóxicas as DATs Contraindicações: gravidez, grandes bócios, exoftalmia grave Cirurgia Grávidas não controladas com medicação (DAT) Doença com bócio volumoso Pacientes com exoftalmia e recidiva após DAT Deve haver um preparo cirúrgico: internação 6 semanas antes, para reduzir o tamanho do bócio e causar o efeito de Wolff-Chaikoff, secando a glândula e reduzindo sua vascularização e produção hormonal. PTU ou Metimazol → 6 semanas Iodo (Lugol) → 2 semanas antes da cirurgia HIPOTIREOIDISMO Apesar de produzirmos mais T4, o hormônio biologicamente ativo é o T3. A conversão periférica é feita pela Desiodase tipo 1. O hipotireoidismo pode ser primário (tireoide), secundário (hipófise) e terciário (hipotálamo; raro). Pode haver bócio no hipotireoidismo primário, uma vez que o TSH estimula as células foliculares e acúmulo de coloide, apesar da baixa produção de T3 e T4, logo pode haver aumento da glândula. Também pode ocorrer hiperprolactinemia, pois o TRH estimula a produção de prolactina, cursando com galactorreia e amenorreia. Hipotireoidismo primário (Hashimoto) ⇩ T4L ⇧ TSH Hipotireoidismo secundário (central) (Hipopituitarismo) ⇩ T4L ⇩ TSH Hipotireoidismo subclínico (Estágio inicial de um hipo primário) ⇧ TSH T4L (N) TIREOIDITES INFLAMAÇÃO TIREOTOXICOSE HIPOTIREODISMO A tireoidite é uma inflamação da tireoide. No momento do diagnóstico, o paciente pode estar em tireotoxicose ou em hipotireoidismo: No primeiro momento da inflamação há escape de coloide (rico em T3/T4), levando ao quadro de tireotoxicose. Em seguida, há diminuição da função tireoidiana, levando ao hipotireoidismo clínico/subclínico. Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 AGUDA Infecciosa (S. aureus) – dor + febre + flogose + supuração - Tratamento: drenagem + ATB Induzida por drogas: amiodarona/lítio/ interferon-alfa SUBAGUDA Linfocítica Indolor Granulomatosa subaguda (de Quervain) Dolorosa, pós-viral, ⇧ VHS CRÔNICA Doença de Hashimoto (Linfocítica crônica) Principal causa de hipotireoidismo em nosso meio Autoimune (ANTI-TPO 95-100%) Clínica: - Tireotoxicose (Hashtoxicose) - Hipotireoidismo com bócio (maioria) - Risco de linfoma de tireoide Tireoidite Crônica de Riedel - Idiopática, fibrosante Tireoidite Subaguda 1ª fase: tireotoxicose → pelo escape de coloide contendo T3/T4 2ª fase: hipotireoidismo → depleção dos hormônios tireoidianos 3ª fase: eutireoidismo CINTILOGRAFIA RAIU-24H (Normal 5 – 20%) TIREOIDITE SUBAGUDA Baixa captação 20% TIREOIDITE SUBAGUDA Granulomatosa Dolorosa de Quervain Tireoidite Indolor Inflamação (pós-viral) + dor Tireotoxicose VHS aumentado Leucocitose Tratamento: AINE / prednisona Variante leve e autolimitada de HASHIMOTO Anti-TPO (50%) Não há tratamento específico Resolução espontânea Tireoidite de Hashimoto Doença autoimune o Anti-TPO: 100% o Anti-Tg o Antirreceptor TSH bloqueador tireoide atrófica Linfócitos T auto-reativos o Células de Askanazy células foliculares fibrosadas Patognomônico de Hashimoto Quadro clínico Bócio (80%) Se antirreceptor TSH bloqueador (+) (10-20%): tireoide atrófica Downloadedby Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Hashtoxicose 5% clínica de tireotoxicose Hipotireoidismo Bradipsiquismo / depressão / ganho de peso / intolerância ao frio / pele seca / bradicardia Hiperprolactinemia ↑ Prolactina: galactorreia / amenorreia Dislipidemia ↓ da degradação dos lipídios Mixedema Edema duro sem cacifo (↑ glicosaminoglicanos) DIAGNÓSTICO ↑ TSH ↓ T4L Anti-TPO + Células de ASKANAZY: patognomônico TRATAMENTO Levotiroxina (T4): 1 – 2 µg/kg/dia (manhã) Atenção: Hashimoto aumenta o risco de linfoma de Hodgkin! Hipotireoidismo Subclínico ↑TSH com T4L normal Tendência a evoluir para hipotireoidismo clínico Tratamento se: TSH ≥ 10 µg/ml Gravidez Depressão Dislipidemia Anti-TPO alto NÓDULOS DE TIREOIDE Iniciar pela anamnese e exame físico, com a palpação da tireoide. O próximo passo é sempre avaliar a função tireoidiana com dosagem de TSH para definir se está normal ou suprimido (VR 0,5 - 5 µU/ml). Investigação nódulo de tireoide TSH SUPRIMIDO CINTILOGRAFIA ‘QUENTE’ ADENOMA TOXICO CIRURGIA/ RADIODO TSH NORMAL USG >1 CM OU SUSPEITO PAFF 45anos, obesos Sintomático + outras doenças (Hashimoto, doença celíaca) Assintomático + complicações tardias (macro e microvasculares) DM Gestacional Outros tipos (drogas, Cushing...) (*) A insulina é muito instável na circulação, assim, dosa-se um peptídeo que é liberado em conjunto com a insulina – peptídeo C (**) A concordância entre gêmeos monozigóticos é de 80-90% (enquanto que no tipo 1 é de cerca de 50%) - DIABETES TIPO 1 Caracteriza-se por hipoinsulinismo absoluto (peptídeo C indetectável ouperiférica à insulina Fadiga pancreática secretória Doença genética e ambiental Pacientes > 45 anos e obesos Assintomático durante anos → abre o quadro com complicações: o Macrovasculares: IAM, DAP, AVE o Microvasculares: retinopatia, neuropatia, nefropatia O pâncreas aumenta a produção frente à resistência insulínica, ocorrendo um equilíbrio entre as forças, mantendo o paciente normoglicêmico. Eventualmente, o pâncreas falha em secretar insulina e o paciente torna-se hiperglicêmico. O fator genético é muito mais importante na diabetes tipo 2 → possui forte hereditariedade! Apesar disso, é uma doença evitável, bastando manter dieta e atividade física. Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 DIAGNÓSTICO Um paciente diabético pode ter insulina elevada, normal ou baixa, impossibilitando o diagnóstico pela dosagem de insulina. Assim, dosa-se a glicose sérica! DIABETES Glicemia de jejum¹ ≥ 126 mg/gL Glicemia 2h pós-TOTG (75g)¹ ≥ 200 mg/dL HbA1c¹ ≥ 6,5% Glicemia ≥ 200 com sintomas de DM PRÉ - DM Glicemia de jejum alterada = 100- 125 mg/gL Intolerância à glicose (glicemia 2h pós-TOTG) = 140 - 199 mg/dL HbA1c = 5,7 - 6,4% (¹) Necessário 2 exames positivos → 2 testes glicêmicos alterados (podendo ser 2 testes diferentes na mesma ocasião). Em caso de testes discordantes, valoriza-se o alterado e repete-se para confirmar o diagnóstico. Glicemia capilar → não serve para diagnóstico (apenas para acompanhamento); deve-se usar o sangue periférico. É importante lembrar que o paciente que apresenta glicemia de jejum alterada (100-125) não pode ser imediatamente classificado como pré-diabético; devemos realizar um TOTG, uma vez que este paciente pode já ser diabético! RASTREAMENTO POPULACIONAL Realizado para DM tipo 2, de 3 em 3 anos, em pacientes: Idade > 45 anos IMC > 25 + 1 fator de risco para DM o HAS, sedentarismo, dislipidemia o HMF de DM (1º grau) o DM gestacional Crianças e adolescentes com sobrepeso + 2 fatores de risco para DM TRATAMENTO ALVO TERAPÊUTICO HbA1C (mais importante) 45 mg/dL Triglicerídeos 250 Cetonemia / cetonúria (3+/4+) pH 7,3 HCO3 > 18 Glicemia↓ insulina / ↓ pH K+ plasma K+ urina K+ (3,3 – 5,0): repor K+ (20-30mEq/L) se estiver urinando ↑ K+ (> 5,0): não repôr K+ ↓ K+ ( 600 Osmolaridade > 320 pH > 7,3 e HCO3 > 18 Tratamento Igual à cetoacidose: volume / insulina / potássio Hepatites Virais Agudas e Crônicas A veia porta adentra o fígado, sendo formada pela união da veia esplênica com a veia mesentérica superior. A veia mesentérica inferior drena para a veia esplênica. A veia umbilical drena para a veia porta durante o período fetal. A veia gástrica esquerda drena o sangue da pequena curvatura do estômago e do Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 esôfago distal, enquanto que as veias gástricas curtas drenam o fundo do estômago. A artéria hepática representa menos de 30% do fluxo sanguíneo hepático, sendo a veia porta a principal fonte sanguínea do fígado. Parte do intestino grosso é drenado pela VMI e chega ao fígado, bem como a outra parte é drenada pela VMS. Os alimentos, nutrientes, toxinas, etc., recém absorvidos, passam pelo fígado antes de atingir a circulação sistêmica. As duas funções básicas do fígado são a depuração e síntese: O fígado realiza captação e conjugação da bilirrubina indireta, excretando pelo sistema biliar. Também realiza transformação de produtos nitrogenados como a amônia (tóxica ao organismo, responsável pela encefalopatia hepática) em ureia, para que seja eliminada pelos rins. Produz albumina, a principal proteína plasmática; também produz todos os fatores de coagulação. O paciente cirrótico fica ictérico, pode evoluir com EH, evolui com hipoalbuminemia e ascite e sangra! O fígado faz parte do metabolismo intermediário, armazenando glicose na forma de glicogênio; também realiza gliconeogênese. A unidade funcional do fígado é o lóbulo hepático: O sangue chega pela periferia dos hepatócitos, através dos ramos terminais da veia porta e artéria hepática. Passa através dos hepatócitos pelos sinusóides hepáticos e chega nas veias centrais (ou centrolobulares). Após as veias centrais, o sangue deixa o fígado pelas veias hepáticas direita e esquerda, chegando à VCI. Entre os sinusóides, há células de Kupffer, que são macrófagos residentes e tem função de defesa. Indo em direção ao ducto biliar, há 2 camadas de hepatócitos paralelas, formando um canalículo biliar, por onde escorre a bile! Os ductos biliares unem-se até formar os ductos hepáticos direito e esquerdo, que deixam o fígado e formam o ducto hepático comum, que se une ao ducto cístico e forma o ducto colédoco! As células que formam o ducto biliar são os colangiócitos! HEPATITES VIRAIS A diferença entre uma hepatite aguda e crônica é o tempo de 6 meses. Apenas o vírus B e C podem causar hepatite crônica, sendo que o vírus D pode participar da hepatite crônica, mas não a causar, gerando o risco de cirrose. A hepatite fulminante define-se pela presença de encefalopatia nas primeiras 8 semanas do início do quadro de hepatite; possui mortalidade de 30-50%! Todas as hepatites podem fazer hepatite fulminante, em tese, mas a que mais causa é a hepatite B. Se a hepatite está caminhando para hepatite fulminante, ela apresenta aumento de TAP, INR O que define o curso das hepatites é a resposta imunológica, determinando se a doença será aguda, crônica ou fulminante. Não é a agressividade dos vírus, é a capacidade de defesa a ele. A hepatite fulminante ocorre quando a resposta imunológica é exagerada, pois há uma resposta exacerbada aos vírus, que acaba por lesar mais intensamente os hepatócitos. Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Fases Clínicas - Inicia-se pela fase prodrômica, e o paciente apresenta sintomas. Segue a fase ictérica (que pode não ocorrer) e, por fim, a fase de convalescência. Incubação: variável (4-12 semanas) de acordo com o vírus. Acaba a incubação quando iniciam os sintomas. Fase prodrômica: sintomas constitucionais (febre, astenia, mal-estar, cefaleia, náuseas, vômitos) que se assemelham a outras doenças. Cursa com algum aumento de transaminases (ALT, mais específica para o fígado, e AST). Fase ictérica: melhora dos pródromos, icterícia, acolia fecal e colúria. A etapa limitante do processo de transformação da bilirrubina é a excreção de BD, sendo a primeira etapa que para de funcionar nas hepatites; logo, as hepatites virais cursam com icterícia à custa de BD! Aqui que os níveis de transaminases podem chegar a níveis altos (passam até 10x o valor da normalidade) pela agressão intensa. Fase de convalescência: melhora clínica e laboratorial – é o período de cura, se não melhorar, cronifica! A fase prodrômica, ictérica e de convalescência tem períodos variáveis (dias a semanas) Nas hepatites, as aminotransferases aumentam 10x seu valor (VR: AST 35 / ALT 40). Quando estes valores estão pouco aumentados devemos pensar em hepatites crônicas! O aumento de TGO sugere uso de álcool e hepatite crônica! Nas hepatites virais há predomínio de BD, e o TAP em geral está normal, se estiver alargado sugere hepatite fulminante! HEPATITE A Causada por um vírus de RNA. Geralmente acomete crianças (em torno de 5 anos de idade). A maior transmissibilidade (pico de viremia) é durante o período de incubação! Essa transmissão é fecal-oral. Após a entrada do vírus, o período de incubação dura cerca de 2 a 4 semanas. Surge o Anti-HAV (IgM) no início da fase prodrômica, aumentando ALT/AST. Aos poucos o IgM é trocado pelo IgG; quando o IgM negativa não há mais doença (passado de hepatite A, não cronifica, mesmo que a IgG sempre positive – é cicatriz)! A maioria dos casos são assintomáticos; a forma sintomática pode cursar com icterícia (10% das crianças). A forma fulminante ocorre em 0,35% dos casos, com mortalidade de 50%, e cursa com TAP alargado (INR > 1,5). O tratamento é sintomático e a pessoa deve se afastar das atividades por 2 semanas pelo risco de transmissão. Profilaxia: o MS: vacina em dose única aos 15 meses de vida – evitar surtos de hepatite o Profilaxia pós-exposição com vacina em não vacinado: até 14 dias pós-exposição o Pós exposição com Ig humana: criançasIgM continua sendo uma hepatite aguda! O Anti-HBc deve negativar em até 6 meses. A cura ocorre quando surge o Anti-HBs! O Anti-HBe positiva quando cessa a replicação viral. Aguda Crônica Cura Vacina HbsAg + + - - Anti HBc IgM + - - - Anti HBc IgG -/+ + + - Anti-HBs - - + + HBsAG – presença do vírus Anti- HBc – contato com o vírus (igM = contato recente) Anti – Hbs – cura ou vacinação previa (proteção) HBeAg- reaplicação viral Anti – Hbe – fase não replicativa Testes Rápidos: avaliam a presença de antígeno de superfície (HBsAg)! Mutante pré-core: falha na síntese de HBeAg (HBsAg +/ HBeAg - / Anti-HBe + / Aumento transaminase/ confirma com HBVDNA alto) → replica sem demonstrar, variante mais agressiva – maior risco de hepatite fulminante, cirrose, câncer Manifestação extra-hepática: Poliarterite Nodosa (PAN) está associada a HbsAg+ História natural: É a hepatite aguda que mais fulmina (1%), e 5% tornam-se crônicas. Destes 5% que cronificam, 20-50% evoluem com cirrose, e, destes, 10% evoluem para Carcinoma Hepatocelular (CHC), sendo o vírus B o que mais leva ao CHC! Tratamento Indicações gerais: o Aguda: grave (coagulopatia) – fulminante o Crônica: HBeAg (+) + > 30 anos ou TGP > 2x HBeAg (-) + mutante pré core Esquemas (em geral, monoterapia): o 1a linha geral: tenofovir Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 o 1a linha para paciente em QT: entecavir o Alternativa para casos HBeAg (+): alfapeguinterferon HEPATITE C Vírus RNA. Possui 7 genótipos, sendo o genótipo 1 o mais presente no Brasil! A principal forma de contágio, são as drogas injetáveis, das formas que se descobre. Em 40% dos casos não se sabe a forma de contágio! No Brasil, a prevalência é de 1,38% da população! Associado à crioglobulinemia mista! Marcadores sorológicos Após a contaminação e incubação (7 semanas), surge o Anti-HCV, que pode significar doença em atividade (aguda ou crônica), curado (cicatriz sorológica), falso-positivo (álcool, doença autoimune...). A confirmação ocorre através do PCR quantitativo para RNA do vírus C → HCV-RNA. A positividade do PCR não diferencia infecção aguda e crônica. História natural: É a hepatite que menos fulmina, mas é a que mais cronifica (80%)! Das que cronificam, 30% tem cirrose e, destes, 10% de CHC Tratamento Todos os pacientes! Objetivo: resposta viral sustentada = vírus indetectável Esquemas (12-24 semanas): antivirais de ação direta + ribavirina o Para todos os genótipos: sofosbuvir + daclatasvir HEPATITE D Ocorre em coinfecção com hepatite B (necessita do vírus B para poder infectar – HBsAg +). Portador de hepatite B crônica que adquire o vírus D pode ter uma superinfecção, com risco de 20% de hepatite fulminante e cirrose! Diagnostico sorológico: HBsAg + Anti-Hbc IgM + Coinfecção Anti-HDV total + HbsAg + Anti-Hbc IgG + Superinfecção Anti-HDV total + Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Cirrose hepática e suas causas A unidade funcional do fígado é o lóbulo hepático, que possui formato hexagonal, e no centro existe a veia centrolobular. Na periferia (vértices do hexágono) estão os espaço-porta, com dois vasos e o canalículo biliar. Os sinusoides hepáticos são lesados na cirrose hepática. Entre o hepatócito e o sinusoide existe um espaço virtual chamado de espaço de Disse, que é onde inicia-se o processo de cirrose. No espaço de Disse encontram-se as células estreladas quiescentes, que se ativam em qualquer agressão crônica do fígado, causando fibrose hepática pela deposição de colágeno, fechando as fenestras dos sinusóides; desta forma, o hepatócito não consegue mais realizar sua função e perde suas microvilosidades. A fibrose “aperta” de fora para dentro o sinusóide hepático, aumentando sua pressão, que é transmitida retrogradamente, atingindo a veia porta. A fibrose forma “ilhas” de hepatócitos, que se tornam insuficientes. Como os hepatócitos tem grande capacidade de regeneração, a biópsia demonstra traves de fibrose com nódulos de regeneração hepática; apesar disso, estes nódulos não têm capacidade plena, pois continuam isolados pela fibrose. Cirrose = fibrose + nódulos de regeneração O processo de lesão-regeneração pode fazer com que ocorra um erro na divisão celular, levando à metaplasia. Logo, a cirrose hepática é um fator de risco para CHC (Carcinoma Hepatocelular). As principais funções hepáticas são: Metabolismo da bilirrubina Síntese de proteínas e fatores de coagulação Eliminação de toxinas Regulação hormonal Manifestações da Cirrose Hipertensão Porta Varizes Ascite Esplenomegalia Circulação colateral Insuficiência Hepática Icterícia (BD) ↓Albumina / coagulopatias Encefalopatia – acúmulo de amônia Hiperestrogenismo (ginecomastia, atrofia testicular, telangiectasias, eritema palmar) – fígado depura estrogênio Transaminases (ALT/TGP e AST/TGO): normais ou discretamente elevadas o A falta de hepatócitos faz com que as transaminases não se elevem muito Avaliação da Gravidade Child-Pugh → BEATA (Bilirrubina / Encefalopatia / Albumina / TAP (INR) / Ascite Varia de 5 a 25 pontos, cada item recebe pontuação de 1 a 3 Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 MELD → BIC (Bilirrubina / INR / Creatinina) BIC é caneta de MELDA Utilizado na classificação de pacientes em fila de transplante Causas de Cirrose Hepática V – Vírus: B e C I – Infiltração Gordurosa: álcool ou não-álcool D – Depósito: cobre (Wilson), ferro (hemocromatose) A – Autoimune: Colangite biliar primária, Hepatite AI Doença Hepática Gordurosa Alcoólica Os limites seguros de ingestão de álcool é de 21U e 14U por semana para homens e mulheres, respectivamente (1 lata = 1,7U). Acima destes limites o indivíduo está exposto à doença hepática. Alguns questionários detectam abusadores de álcool, como o CAGE e o AUDIT. CAGE: Cut-Down, Annoyed, Guilty, Eye-Opener Alguns exames laboratoriais podem detectar abusadores, como o aumento de GGT e de VCM. A ordem é esteatose alcoólica hepatite alcoólica cirrose alcoólica (abuso crônico) A hepatite alcoólica ocorre por uma libação em um bebedor crônico, tendo como culpado o acetaldeído. O paciente está acostumado a metabolizar bem o álcool, mas com a libação, a grande quantidade de álcool metabolizada rapidamente pelo fígado, produz o acetaldeído Hepatite: febre, icterícia, dor abdominal, TGO > TGP (AST > ALT, aumentado mais do que o dobro – é comum o alcoolismo existir concomitante com deficiências, inclusive de B6, fundamental para formação de TGP) Leucocitose: reação leucemoide – parece leucemia, mas não é (acetaldeído tem efeito quimiotático) Biópsia: corpúsculos de Mallory Tratamento: Se caso grave (índice de Maddrey > 32) = corticoide por 4 semanas → Prednisolona (40mg) A Prednisolona não necessita ser metabolizada (convertida) pelo fígado A prednisona é transformada em prednisolona pelo fígado para ter efeito, então, no fígado não funcionante, se faz prednisolona Alternativa: Pentoxifilina (400mg 3x/dia por 4 semanas) Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica Tem prevalência de 20% no mundo, e seu grande fator de risco é a síndrome metabólica. A fisiopatologia envolve a resistência insulínica, ocorrendo acúmulo de gordura no fígado pela deficiência de ação da insulina (triglicerídeos no fígado). Cada vez mais comum. Dos 20% com esteatose, 3-5% desenvolvem esteato-hepatite (NASH) e 1-3% evoluem para cirrose. Manifestações Assintomático Dor abdominal, principalmente na NASH Aumento de transaminases (TGP > TGO), mesmo que clinicamente assintomática Diagnóstico Imagem (em geral, USG): detecta esteatose Biópsia (raro): suspeita de cirrose Excluir álcool e outras causasde Esteatose (HCV, Wilson...) Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Tratamento: dieta + exercício (melhor efeito na resistência insulínica) / Glitazona / vitamina E As glitazonas reduzem a resistência insulínica; a metformina não teve benefício comprovado nesta doença A vitamina E reduz o estresse oxidativo, diminuindo a possibilidade de progressão da doença Doença de Wilson → cobre O cobre é necessário na fabricação de proteínas e enzimas. O excesso é excretado através do fígado. O indivíduo nasce com uma mutação genética (ATP7B) que atrapalha a excreção hepática de cobre na bile. O acúmulo inicia-se no fígado e posteriormente no organismo. O excesso de cobre liga-se à ceruloplasmina, responsável por eliminar o cobre em pessoas sem a doença, assim ocorre cobre aumentado e ceruloplasmina baixa (não é fabricada, pois não consegue excretar o cobre). Manifestações Doença hepática → aguda / crônica / cirrose Neurológicas: alteração de movimento (distonia, tremores... pelo cobre no SNC) Anéis de Kayser-Fleisher (99% com lesão SNC e 50% com hepatopatia) → ideal ver em lâmpada de fenda Diagnóstico: cobre urinário de 24h’ ou hepático (biópsia); redução da ceruloplasmina sugere a doença Tratamento: trientina (quelante) / transplante (cura) Hemocromatose Apesar de afetar geneticamente homens e mulheres, os homens apresentam a doença mais frequentemente, uma vez que as mulheres menstruam e eliminam ferro mensalmente. É uma doença genética causada pela alteração do gene HFE, levando ao aumento da absorção intestinal de ferro. Manifestações ↑ Saturação de transferrina / ↑ Ferritina 6H: hepatopatia / hiperglicemia / hiperpigmentação / heart / hipogonadismo / hartrite o Ocorre pela deposição de ferro nos tecidos o Heart = insuficiência cardíaca Diagnóstico Teste genético → mutação C282Y Tratamento: flebotomia (ferritina ~50ng/mL) / transplante (não cura → o defeito está na absorção intestinal) Colangite Biliar Primária Afeta principalmente mulheres entre 40-60 anos (90-95%). Trata-se de uma doença autoimune, apresentando grande quantidade de IgM (hipergamaglobulinemia M). Há lesão imune em ductos biliares no espaço- porta, e os componentes da bile acumulam-se, em especial os sais biliares, que são tóxicos. Manifestações Assintomático Fadiga / prurido (depósito de sais biliares na pele) Xantelasmas (hipercolesterolemia) / Icterícia Associação com Sjögren e Tireoidite de Hashimoto Diagnóstico: ↑Fosfatase alcalina / Ac antimitocôndria (AMA) Tratamento: ácido ursodesoxicólico / transplante O AU é um sal biliar sintético que substitui o sal biliar endógeno, sendo menos lesivo e retardando a progressão para cirrose Hepatite Autoimune Acomete mais mulheres, geralmente jovens. A fisiopatologia é autoimune, com anticorpos que atacam o fígado. Há aumento de IgG (hipergamaglobulinemia G). Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Tipo 1: FAN, Antimúsculo liso Tipo 2: Anti-LKM1 Manifestações Assintomático Doença hepática (aguda / crônica / cirrose) Tratamento: imunossupressão prednisona + azatioprina A associação permite uma dose menor de corticoide, diminuindo os efeitos colaterais HIPERTENSÃO PORTA Varizes esofagogástricas Esplenomegalia Varizes retais Cabeça de medusa – eficaz para tirar sangue da porta e colocar na cava Encefalopatia * A ascite necessita de hipertensão sinusoidal e hepática, então a pré-hepática pré-sinusoidal, não gera. CLASSIFICAÇÃO DA HIPERTENSÃO PORTAL Pré-hepática Intra-hepática Pré / sinusoidal / pós Pós-hepática Pré-Hepática Função hepática boa. Ascite não é esperada, mas pode ocorrer por outras causas associadas. Trombose da Veia Porta (+ comum da pré) Crianças (infecção de cateter umbilical), hipercoagulabilidade Trombose de Veia Esplênica (hipertensão porta segmentar) Varizes isoladas de fundo gástrico: pancreatite crônica Intra-Hepática 1) Pré-sinusoidal Esquistossomose: parasita fica no espaço porta; uma infestação importante pode fazer uma reação granulomatosa que invade os sinusoides e provoca hipertensão sinusoidal, gerando ascite, mas não é comum, como ter varizes esofagianas 2) Sinusoidal Cirrose → mais comum de todas! 3) Pós-sinusoidal: por oclusão da veia centrolobular (doença veno-oclusiva) Doença Enxerto-Hospedeiro Doença do Chá da Jamaica (Bush Tea Disease) → Chá de maria mole Pós-Hepática - Doenças cardíacas (mais comum da pós) ICC, pericardite constritiva - Obstrução da Veia hepática/cava Síndrome de Budd-Chiari Causas: policitemia vera + hipercoagulabilidade, ACO, neoplasia hepática Diagnóstico da Hipertensão Portal Endoscopia Digestiva Alta (EDA): varizes esôfago-gástricas USG com doppler: o Calibre da veia porta (n=12mm) e esplênica (n=9mm) Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 o Fluxo hepato-fugal (“fugindo do fígado”) – por isso se faz doppler Elastografia: > 21,1kPa Cateterização hepática → gradiente pressórico ≥ 6 fecha diagnóstico de HP o > 6: hipertensão porta o > 10: HP com varizes o > 12: aumento do risco de ascite e de ruptura de varizes Tratamento da Hipertensão Portal Cenário 1 → nunca sangrou Profilaxia primária: rastrear varizes com EDA Indicar profilaxia se: o Varizes de alto risco (médio calibre > 5mm ou grosso calibre > 20mm) o Cherry-red spots no cordão varicoso A profilaxia primária deve ser feita com β-bloqueador não-seletivo (propanolol, carvedilol na maior dose possível tolerada pelo paciente) ou ligadura elástica por EDA (é a escolha). Cenário 2 → está sangrando 1. Estabilizar a hemodinâmica Cristaloides Prazol Iniciar Terlipressina ou Octreotide (vasoconstrição esplâncnica) Antibiótico até 70% dos casos pode evoluir com PBE, iniciar mesmo antes de confirmar se o sangramento é varicoso (Ceftriaxone ou Norfloxacin por 7 dias) Transfusão de sangue: ± Hemácias (Hb 1,7) 2. Descobrir fonte e tratar EDA em até 12h o Ligadura elástica (escolha) / escleroterapia o Se varizes gástricas: cianoacrilato Balão: sangramento incontrolável por EDA + drogas o Sengstaken-Blakemore por 24-48h, desinsuflar a cada 12h para checar se parou o sangramento TIPS (Shunt Portossistêmico Intra-Hepático Transjugular) o Se hemorragia refratária ou no lugar da cirurgia o Vantagem: “ponte” para transplante o Desvantagem: encefalopatia (± 30% dos casos) o Contraindicação: IC direita / doença cística Cirurgias (urgência) o Shunts não seletivos (TL, LL, parcial) pouco utilizado hoje por conta do TIPS e inviabiliza o transplante Cenário 3: já sangrou (70% de ressangramento em 1 ano) Profilaxia secundária: β-bloqueador + Ligadura elástica Se não der certo: programar TIPS ou cirurgia eletiva (shunt seletivo esplenorrenal distal) o O shunt seletivo esplenorrenal distal acaba com as varizes, mas pode piorar a ascite Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921