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Infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST parte 1 e 2 Saúde do Adulto - Clínica Médica e Cirúrgica Avançadas (Universidade Brasil) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST parte 1 e 2 Saúde do Adulto - Clínica Médica e Cirúrgica Avançadas (Universidade Brasil) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Clinica Medica e Cirúrgica Avançadas Infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST – part. 1 Caso clinico Quais os sinais e sintomas de maior relevância neste caso? Qual o diagnostico mais provável? Como deveria ser conduzida a abordagem inicial na UE? Quais exames complementares poderiam ser solicitados? Com diagnostico estabelecido, qual a conduta terapêutica estaria preconizada? Em um paciente com IAM com elevação do segmento ST já temos que pensar na recanalização do miocárdio Divisão • SCA com elevação do segmento ST – infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST o O ponto J está elevado – é onde fazemos o diagnostico de SCA com elevação de ST (é a mesma coisa que IAM com supra de ST) • SCA sem elevação do segmento ST o Angina instável – sem elevação de biomarcadores de necrose miocárdica o Infarto agudo do miocárdio sem elevação do segmento ST – com elevação de biomarcadores Definição • Caracterizado por elevação do segmento ST no ECG • Causado por um processo aterotrombótico → Interrupção completa do fluxo sanguíneo miocárdico regional → Isquemia transmural aguda (acomete toda parede ventricular) Epidemiologia • DAC responsável por 1 em cada 7 mortes • 360.000 mortes anuais • 580.000 são diagnosticados com primeiro IAM • 210.000 – IAM recorrente • 160.000 – IAM silencioso • IAMSST – 25% das SCA A mortalidade de SCA vem diminuindo cada vez mais com o passar dos anos, girando em torno de 6-7% Patobiologia • Causada por oclusão coronariana trombótica Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes • Mecanismo inicial – erosão, fissura ou ruptura de placa aterosclerótica (devido a inflamação desta) • Mais comum em placas com camada lipídica com capa endotelial delgada-colagenase (metaloproteinase/macrófagos) – são placas instáveis • Elementos do sangue são expostos ao core – altamente trombogênico • Ocorre adesão, ativação e agregação plaquetária • Geração de trombina e formação de fibrina e trombo, o que vai ocluir a coronária (no tratamento usaremos medicamentos antiagregantes, antiplaquetários e fibrinogênio) • Oclusão coronária – elevação do segmento ST – IAM c/EST • Necrose miocárdica – 15-20min • Morte de miócitos – disfunção ventricular e arritmias (sendo a mais temível a fibrilação ventricular – neste caso aplicamos o DEA) A placa aterosclerótica em um determinado momento instabiliza, inflama e se rompendo o subendotelio que é altamente trombogênico, faz com que haja adesão de plaquetas, desencadeia cascata da coagulação que leva a formação de fibrina, aprisionamento de células vermelhas e forma o trombo que obstrui a artéria coronária. Fatores de risco • Sexo • Perfil lipídico • Hipertensão arterial • DM • Tabagismo • História familiar • ETNI • Obesidade • Dieta • Inatividade física • Consumo de álcool • Fatores psicossociais Teste Manifestações clinicas • Diagnostico o Desconforto torácico o Anormalidades eletrocardiográficas (elevação do segmento ST/ponto J) o Elevação sérica de biomarcadores de necrose cardíaca (troponina) • A presença de dois desses já permite fechar diagnostico de IAM Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Manifestação clínica – história • Desconforto torácico tipo isquêmico é o sintoma mais proeminente – é uma dor visceral e por conta disso não é bem localizada • Referido como peso, pressão, aperto, constrição ou queimação – raramente pontada ou facada • Localização – retroesternal, precordial ou por todo tórax anterior – pode ser confundida com dispepsia • Ocasionalmente na face anterior do espaço mandíbula, braços ou epigástrio • Dor acima da mandíbula ou abaixo do umbigo – não típica de IAM • Sintomas acompanhantes – náusea, vomito, diaforese, fraqueza, dispneia, inquietude e apreensão • Duração maior que na angina (>20min) • Usualmente não relacionada ao exercício ou outros fatores precipitantes • IAM sem dor (silenciosos) ou dor atípica – 20% dos pacientes o Mais comum – idosos, mulheres, diabéticos, insuficientes renais ou portadores de doenças neurológicas o Dispneia súbita, tonturas, náuseas, vômitos, confusão, perda da consciência, arritmias e hipotensão • Diagnostico diferencial o Distúrbio gastrointestinais – DRGE o Dor de origem musculoesquelética o Ansiedade e ataques de pânico o Pleurisia o Tromboembolismo pulmonar o Dissecção aórtica o Hipercalemia Manifestações clinicas exame físico • Frequentemente normal • Presença de B4 o Quando tem obstrução da coronária o relaxamento diastólico fica alterado o que leva ao aparecimento de B4 • Pressão arterial elevada, normal ou baixa (em infartos mais extensos ou de VD) • Hiperatividade simpática – IAM parede anterior o Esses pacientes comumente tem aumento do tônus simpático com isso chegam com FC elevada • Hiperatividade parassimpática – IAM parede inferior o Existe a estimulação de determinados receptores nessa parede que desencadeia determinados reflexos levando a aumento do tônus vagal – paciente fica bradicárdico • Sinais de falência cardíaca esquerda ou direita o Pacientes mais graves, temos que levar para angiografia com possível angioplastia posteriormente • Arritmias o Grande parte das pessoas que morrem por IAM é por conta de arritmia (fibrilação ventricular) • Má perfusão – hipovolemia, falência VE ou VD o Extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, sudorético e baixa PA Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Teste Diagnostico eletrocardiograma • Deve ser obtido imediatamente • Papel importante na estratificação, triagem e manuseio • Realizado em até 10 minutos da chegada de UE • Elevação do segmento ST (ponto J) o V2 e V3 – 2mm (0,2mV) no homem e 1,5 mm (0,15mV) na mulher – na ausência de HVE (hipertrofia ventricular esquerda) o Outras derivações – 1mm (0,1mV) – 2 ou mais derivações contiguas (veem a mesma parede – D2, D3 e AVF veem parede inferior; V5 e V6 veem a parede posterior) o Ondas T hiperagudas – fase inicial Antes mesmo de ser feito o ECG pode-se administrar AAS vigente na suspeita de IAM!!! Paciente que chega na UE com dor torácica irradiada para braços, pescoço, mandíbula e sudoreico, vamos colocar na sala de emergência, pega um acesso, medir o pulso e a oximetria, dar AAS e fazer ECG com emergência No ECG vemos um ritmo sinusal, nas derivações V1, V2, V3 e V4 tem elevação do ponto J, o que fecha diagnostico de IAM Diagnostico – evolução eletrocardiográfica • Inicial em minutos ondas T de alta amplitude e largas – (T hiperaguda), caracterizando a fase precoce do infarto • ST se torna convexo • Depressão de ST em derivações opostas – alteração reciproca (imagem em espelho) – infarto extenso/ pior prognostico Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada– Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Nas derivações V2, V3, V4 e V5 temos supradesnivelamento com ondas T muito altas, caracterizando um infarto de parede anterior com elevação do segmento ST. Se vemos nas derivações D3 e AVF vemos que o paciente tem um infradesnivelamento do segmento ST. Quando tem uma isquemia aguda o vetor de repolarização ventricular se dirige em direção a parede externa do coração, então se está acometendo a parede anterior isso gera um vetor de repolarização que vai em direção aos eletrodos da parede anterior (estão nas derivações precordiais), os eletrodos na parede posterior estão vendo a “cauda” desse vetor e por conta disso há um segmento ST para baixo, como vemos em D3 e AVF. podemos notar que o paciente tem um infarto de parede inferior (D2, D3 e AVF), que indica oclusão da artéria coronária direita, isso gera um vetor de repolarização que vai em direção aos polos positivos dessas derivações, e como está indo contrários os eletrodos da parede anterior podemos notar um infradesnivelamento (depressão do ponto J) em V2, V2, V3 e V4. Isso é chamado de imagem em espelho ou alteração reciproca. ➔ Ritmo sinusal, onda P positiva em D2. D2, D3 e AVF temos supradesnivelamento do segmento ST, o que mostra um infarto de parede inferior. Como vai contra os eletros da parede anterior tem um infra em V1, V2, V3 e V4. D2, D3 e AVF temos um ritmo sinusal com ondas positivas e quando chegamos na parede anterior tem um supra que vai de V2 até V6, mostrando IAM de parede anterior. Nas derivações que veem a parede inferior temos um infra de ST (imagem em espelho). çã • Elevação do segmento ST começa a regredir • Inversão de ondas T • Aparecimento de ondas Q ou QS- (duração > 0,03seg ou amplitude >% da onda R Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes ô • Resolução do segmento ST é variável • Usualmente completa após 2 semanas • Inversão de T pode persistir por semanas, meses ou indefinidamente • Ondas Q persistem após IAM anterior e podem desaparecer após IAM inferior Quando se tem o supra desnivelamento que pega V1 e V2 isso mostra que a pessoa teve um infarto septal. Quando pega V5, V6, D1 e aVL significa que o infarto pegou a parede lateral. Se tiver supra em V3 e V4 é um infarto de parede anterior e caso o supra for D2, e AVF o infarto pegou parede inferior. Temos também o infarto de parede extensa que pena V1, V2, V3, V4, V5, V6, D1 e AVL Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes • Infradesnivelamento do segmento ST em parede anterior • Elevação do segmento ST em V7, V8 e V9 • Fase crônica – aumento de onda R em precordiais direitas • Neste caso nas derivações com o passar do tempo nas ondas V1 e V2 não vai aparecer ondas Q proeminentes, e sim ondas R, que nada mais são do que ondas correspondentes das ondas Q proeminentes posteriores í • 30% dos infartos e parede inferior • Diagnostico – pega os eletrodos V3, V4, V5 e V6 que eram colocados no hemitórax esquerdo e transferimos para posições homologas contralaterais, se o ECG mostrar um supra de ST se faz um diagnostico de IAM de VD • Tratamento diferente – não cabe o uso de medicamentos vasodilatadores (nitrato e morfina) • IAM parede inferior – derivações precordiais – V4R- V6R • Elevação de ST>1mm e/ou aparecimento de ondas Q-sensibilidade e especificidade>90% Bloqueio de ramo esquerdo • Presença de BRE (bloqueio de ramo esquerdo) obscurece a análise do segmento ST em pacientes com suspeita de IAM – vamos procurar saber se é novo ou antigo, se for novo tratamos como um supra de ST. • BRE + IAM – mortalidade alta • Pacientes com BRE novo + quadro clinico de IAM – terapia de reperfusão Biomarcadores séricos de necrose miocárdica Troponina l e troponina T • Não são normalmente detectados no sangue • Troponina convencional – detectável em 1-4 horas do inicio dos sintomas • Troponina alta sensibilidade 1-2 horas • Máxima sensibilidade 8-12 horas • Pico – 10 a 24 horas • Persistem por 5-14 dias o Se essa pessoa tem um infarto em um determinado dia, esse é tratado porem no 3ª dia a artéria volta a se obstruir, a Troponina não vai servir neste momento pois ela naturalmente já estaria aumentada neste momento (neste caso usamos CKMB). • Diagnostico de reinfarto – isoenzima da creatinoquinase – CKMB o Se a pessoa depois de um AIM tem uma nova obstrução arterial, neste caso utilizamos CKMB. • Troponinas – maior sensibilidade/especificidade – gold standard Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes • Se 1ª exame normal – repetir o Troponina convencional 3-6h o Troponina alta sensibilidade 1-2h • Tratamento de reperfusão imediata – baseado na história clínica e ECG (não precisa esperar o resultado das troponinas neste caso) Várias outras entidades podem levar a elevação de troponina, ou seja, aumento de troponina não significa IAM, significa injuria cardíaca. Outros exames laboratoriais • Hemograma completo – o IAM pode levar a uma leucocitose leve (12000 a 15000 leuc/uL); • Eletrólitos – dosar sódio, potássio e magnésio; • Glicose; • Função renal – dosar ureia, creatinina; • Perfil lipídico – se o indivíduo chegar na emergência e não estiver em jejum então não devemos pedir o perfil lipídico neste momento; • Coagulograma; • BNP – peptídeo natriurético cerebral. Radiografia de tórax • Deve ser realizado somente se tiver o Rx portátil, se o paciente tiver que ser transportado para fazer o exame é melhor que não seja feito pois se o paciente apresentar fibrilação ventricular na unidade de Rx podemos perder o paciente • Único exame de imagem que deve ser obtido logo na admissão • Frequentemente normal • Pode mostrar sinais de congestão pulmonar, cardiomegalia ou alargamento de mediastino Ecocardiografia • Avaliação da função cardíaca regional e global • Usualmente feito nas primeiras 24-48h • Diagnostico de complicação do IAM • Causa da falência circulatória com hipotensão-hipovolemia, falência de VE/VD e complicações mecânicas do IAM • Diagnostico diferencial – pericardite e perimiocardite • Avaliação da recuperação miocárdica pós-reperfusão – miocárdio “stunned” • Disfunção cardíaca residual • Presença de aneurisma e trombo – principalmente de VE ECO imagem – Disfunção da parede anteroseptal (comprometimento coronariano) Teste Qual dos biomarcadores de necrose miocárdica citados tem a maior acurácia no diagnóstico do IAMcST? a) Criatinofosfoquinase – fração MB (CKMB b) Mioglobina c) Crestinofosfoquinase (CPK) d) Troponina I ou T Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Tratamento Atendimento pré hospitalar • Reconhecer os sintomas rapidamente, pois 50% das pessoas que morrem por infarto é por fibrilação atrial na primeira hora, é interessante que esse paciente seja monitorado com as pás do desfibrilador na transferência até o hospital; • Sistema médico de emergência: monitorização, desfibrilação e ressuscitação; • Realizar um tratamento médico de emergência; • No transporte para hospital pode ser realizado terapia de reperfusão (é menos utilizado); • Administrar Aspirina (162 a 325 mg – pede para o paciente mastigar e não engolir, deixar na boca para que seja absorvido), que é uma droga antiplaquetária, e Nitroglicerina (0,4 mg a cada 5 min – 3 doses) ou Dinitrato de Isossorbida, que são vasodilatadores. o Nitrato – Se a pessoa continuar comdor podemos dar mais um comprimido, se depois de 5mim ainda tiver dor podemos dar o 3º (tem uma ação venodilatadora muito pronunciada e pode levar o paciente que tenha IAM de VD o choque). Sala de emergência • Coletar a história e o exame físico, fazer uma identificação rápida do IAM com supra de ST e realizar ECG (monitorização) – história e exame físico (palpar pulso); • Após o diagnóstico de IAM realizar a administração de drogas fibrinolíticas ou fazer angioplastia primaria; • É necessário verificar se há contraindicações para a fibrinólise e angiografia; Nitratos • Começa o tratamento geralmente pelos Nitratos, que são indicados para a maioria dos pacientes com SCA; • Mecanismo de ação: aumenta o fluxo sanguíneo coronário e diminui a pré-carga ventricular (causa venodilatação); • Não diminuem mortalidade; • É contraindicado na suspeita de IAM de VD (depende de uma boa pré-carga) e na hipotensão arterial (≤90 mmHg); • No exterior é utilizado a Nitroglicerina sublingual e no Brasil Dinitrato de Isossorbida, Mononitrato de Isossorbida e Propatilnitrato; • Se a dor persistir, entrar com Nitroglicerina EV (começa com 10mg/mim e vai aumentando a cada 5mim até atingir o objetivo) Morfina • Analgésico; • Dose: 4 a 8 mg em bolus EV; • Repetir 2 a 8 mg a cada 5 a 15 minutos (dose máxima 25mg); • Mecanismo de ação: diminui o tônus simpático e aumenta o tônus vagal, diminuindo o consumo de O2 pelo miocárdio; • Cuidados: a Morfina causa depressão respiratória, hipotensão (principalmente paciente com infarto de VD) e vômitos. Terapia de reperfusão • Com essa reperfusão a mortalidade declinou de 20 a 30% para 5 a 10%. • Selecionar a estratégia de reperfusão: o Angioplastia primaria – tempo porta-balão – objetivo → 90 min o Terapia fibrinolítica – tempo porta-agulha – objetivo → 30min Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Teste Qual das complicações do IAMcST é a principal causa de morte nas primeiras horas e início dos sintomas? a) Falência ventricular esquerda b) Falência ventricular direita c) Bradicardias d) Fibrilação ventricular Angioplastia primaria/ Intervenção coronária percutânea primaria • Deve ser realizado em até 90 minutos do diagnóstico do paciente (tempo-porta-agulha); • Estratégia de reperfusão de escolha em pacientes com IAM c/SST e sintomas com menos de 12 horas • Menor mortalidade aguda, menor incidência de reinfarto e AVC hemorrágico • Geralmente inclui stents com ou sem eleição de medicamentos • STENTS com eluição de medicamentos, de última geração – melhores resultados do que o balão • Estudos randomizados respaldam a intervenção não somente na artéria culpada, mas em outras com estenoses significativas; • Pode ser realizada no procedimento inicial ou dentro de 1 mês; • Pacientes com IAM com SST e choque cardiogênico, insuficiência cardíaca aguda severa, independente do inicio dos sintomas; • Razoável em paciente entre 12 e 24 horas do inicio dos sintomas e que tenham sinais de isquemia persistente. Terapia fibrinolítica • Estreptoquinase – 150.000U em 30-60MIN • Ateplase (t-PA) – 100mg em 90min o 15mg em bolus+ 0,75mg/kg em 30min o +0,50mg/kg em 60min • Reteplase (r-PA) – 10U + 10U após 30mim • Tenecteplase (TNK-t-PA) – 30-50mg em 5seg • Indicada quando acesso ICP >120min (50% ou se desaparecer os sintomas) • Após fibrinólise – transferir pacientes de alto risco para hospital com disponibilidade de angiografia de ICP • Redução de complicações, reinfarto, choque cardiogênico e morte • Transferência imediata para ICP após fibrinólise o Choque cardiogênico, IC grave o Pacientes com insucesso na reperfusão o Reoclusão ▪ Paciente hemodinamicamente estável com sucesso na reperfusão o Angiografia + ICP entre 3 a 24h – diminui recorrência de isquemia, infarto, IC, choque e morte em 35% Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921 06/08 e 03/09/2021 Ministrada – Dr. Luiz Flavio Bévena Rodrigues Lopes Teste Os nitratos estão contraindicados em pacientes com: a) Infarto extensos b) Infartos de ventrículo direito c) Infartos acompanhados de hipertensão arterial d) Infartos de parede anterior Tratamento adjuvantes • Oxigênio em hipoxemia – Sat O2 ≤90% • Cânula nasal – 2-3L/min • Edema pulmonar – intubação • Traqueal e ventilação mecânica Betabloqueador • Tartarato de metoprolol – 12,5mg a cada 6g (reajustar para 25-50mg a cada 6h) • Paciente com hipotensão – metoprolol EV (3 bolus de 5mg) seguindo de VO • Esmolol – 50-250ug/kg/min Infarto de parede anterior com disfunção do VE ou IC • O tratamento deve-se iniciar nas primeiras 24 horas com a administração de: • IECA: Captopril: 6,25 mg a cada 8 hora ou Lisinopril 2,5 mg a cada 12 horas (aumentar a dose se houver tolerância); • BRA: Losartana: 12,5 mg a cada 12 ou 24 horas. Pacientes que tem FEInicial: manter a PAS ideal entre 110 e 140mmHg. Paciente deve ser transferido para uma unidade coronária ou UTI após fibrinolise ou ICP. Complicações • Dor torácica recorrente (pode ser porque o IAM está estendendo ou porque a artéria ta obstruída- fazer uma angiografia coronária e angioplastia primaria); • Arritmias ventriculares; • Fibrilação atrial e arritmias supraventriculares (monitorização do paciente é essencial); • Bradicardias, distúrbios de condução e bloqueios; • Insuficiência cardíaca; • Disfunção ventricular esquerda; • Depleção de volume: administrar volume (soro fisiológico 500 ml); • Infarto de ventrículo direito; • Choque cardiogênico (realizar angioplastia primaria); • Complicações mecânicas: regurgitação mitral aguda, defeito septal ventricular, ruptura da parede inferior livre do VE e aneurisma de VE; • Complicações tromboembólica. Downloaded by Edson Allan (dr.allanqueiroz9@gmail.com) lOMoARcPSD|8448921