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1 
PRÉ-HISTÓRIA 
 
 Por volta de 40 mil anos atrás começava a história da humanidade: estava 
nascendo a arte. 
 Cavernas do sudoeste da França e Norte da Espanha. 
 Os homens se organizaram naturalmente: caçadores e mulheres. 
 Foi a partir de observação, instigação, curiosidade que o homem primitivo 
deixou para nós suas marcas. 
 Arte Xamanista. 
 No Paleolítico superior encontramos as primeiras manifestações artísticas. 
 Peleolítico (do grego) paleo = velho; lithos = pedra. 
 
Estamos na era glacial, o homem entra na caverna para se proteger do frio. Ele 
observa que ao encostar-se nas paredes das cavernas, que elas são úmidas e um 
pouco mole na camada superior. Espontaneamente ele escorre os dedos sobre 
esta superfície e deixa ali sua marca. 
Percebendo este feito ele o faz repetidas vezes em diferentes direções, vertical, 
horizontal, diagonal em forma de circulo, deixando assim impressões com figuras 
geométricas. Estes gestos são conhecidos pela história da arte como 
“macarrones”. 
Neste período o homem é nômade. 
 
O homem primitivo não para por aí, descobre que ao colocar sua mão sobre uma 
superfície e soprando pó de carvão, ou o pó do sangue ressecado, que ele havia 
raspado, sobre ela, ele consegue deixar a marca de sua mão naquela superfície, 
criando assim o efeito de positivo negativo que conhecemos hoje 
 
 
Entrando um pouco mais para o fundo das cavernas, lugares de difícil acesso, 
este mesmo homem elaborou pinturas de animais, que são chamadas de pinturas 
rupestres. Estes animais eram representados de várias maneiras: sendo 
flechados, agonizando, correndo, ou seja, sempre de forma naturalista. 
 
A pintura primitiva “Franco Cantábrica”: 
 
Acredita-se que o sentido dado a estas representações era o de magia. 
O homem pré-histórico acreditava que ao pintar o animal dominado antes de ir 
caçar, ela teria mais sucesso na caça. 
 
Quem fazia o “ritual” da caça era o Xamã. Por isso esta arte é conhecida como 
arte “xamanista”. Alguns estudiosos acreditam que estes “bruxos” na tinham um 
físico muito desenvolvido, eles usavam muito os seus poderes mentais. 
 
Suas tintas eram obtidas a partir de material de origem mineral, vegetal, carvão de 
ossos (preto), sangue seco, fezes de aves (branco), que eram misturados à 
gordura de animais. 
 2 
Cores usadas: vermelhos escuros até os tons de marrom passando pelo ocre. 
O pincel era um bastão vegetal esmagado em uma extremidade, e mais tarde, o 
pincel propriamente dito, com pelo de animais em uma das extremidades. 
 
Normalmente estas pinturas aparecem em tamanho natural, e as vezes até maior 
chegando a ter de 4m a 5m. 
 
A arte Franco Cantábrica foi dividida em 3 períodos: 
Aurinhacense: atividades – caça e pesca, fabricação de armas e instrumentos de 
osso e sílex.(Lascaux) 
Solutrense: manifestações artísticas – ritos mágicos (Altamira) 
Madaleniense: manifestações artísticas – esculturas, baixos-relevos, desenhos e 
pinturas rupestres. (Altamira) 
 
Altamira caverna localizada na Espanha, foi a primeira gruta a ser descoberta, e 
foi uma criança que a descobriu em 1879. A gruta é baixa e seu teto está 
recoberto por centenas de figuras e “mãos em negativo”. Altamira é também 
chamada a “Capela Sistina da Pré-História”, pois pelo grande número de pinturas 
que a recobre, lembra, desta forma, a famosa capela do Vaticano. 
 
As pinturas da Caverna de Lascaux, França, também foram crianças os primeiros 
a entrar em 1940. Nela encontramos henas, touros, bisontes e mamutes. 
A “Sala dos Touros” é uma das pinturas rupestres mais conhecidas da Pré-
História. Um dos animais representados tem cinco metros de comprimento. As 
cores são firmes, apesar de a pintura ter estado fechada na gruta por 30 mil anos. 
Em Lascaux as representações se sobrepõem umas as outras, originando um 
emaranhado de figuras de diferentes tamanhos e de épocas diversas. 
 
 
Escultura e relevo: 
 
Na escultura da arte Franco Cantábrica as mulheres eram muito representadas. 
Nestas representações eles valorizavam os seios, as nádegas e o ventre das 
mulheres. Acredita-se que a gravidez era algo inexplicável, algo mágico. Estas 
pequenas estátuas (10cm a 20cm), são chamadas de “Vênus Esteatopigias”. 
Não só mulheres foram representadas, os animais apareciam brigando, 
descansando, lutando e etc. 
Os relevos eram incisões feitas nas rochas ou pedaços de pedras soltos, também 
contavam com os mesmos temas das esculturas. 
Material usado para estas esculturas: madeira, marfim e pedra. 
 
Grutas mais conhecidas: 
França – Le Fourneau du Diadle 
 Solutré 
 Péchialet 
 Lascaux 
 La Magdeleine 
 3 
 Pech-Merle 
 Cougnac 
Espanha - Altamira 
 
Mesolítico e Neolítico: 
Artes do Levante Espanhol. 
 
Arte Ibero-africana era feita por um povo denominado Grimaldi da raça negra, 
eles tinham predominância por representações de pessoas e animais domésticos. 
A diferença que percebemos nestas representações é a presença da figura 
humana com seus afazeres domésticos. Percebemos agora então que o homem 
não é mais nômade, ele já se estabeleceu em só lugar desenvolveu a agricultura, 
domesticou animais e já sabe fazer tramas com fibras vegetais. As figuras agora 
são representadas de forma estilizadas, quase que geometrizadas. 
Esta arte que representava o homem em suas atividades é chamada de “Pleno 
Sol”, por que era feita nas partes externas das cavernas. A pintura não tem mais 
sentido de ritual mágico, e sim narrativo e didático. Os animais e as pessoas são 
representados em tamanho menor e estilizados. 
 
Arte Franco Cantábrica – Período Paleolítico Superior. 
Arte desenvolvida dentro das cavernas para rituais de caça. 
Pinturas em lugares difíceis. 
Tinham preferências por animais de caça. 
Os animais eram pintados em tamanho maior que o normal. 
 
Arte do Levante Espanhol – Período Mesolítico e Neolítico. 
A cerâmica começa a ser desenvolvida no período Neolítico. 
A figura humana começa a ser representada. 
A agricultura e animais domésticos também. 
 
Arquitetura: 
 
Os monumentos megalíticos: estão em geral associados ao culto dos mortos, 
podiam ser erigidos em memória de um morto ou constituir câmaras funerárias. 
Distinguem-se dois tipos principais: o menir e o dólmen. 
 
O menir é um monolíto de dimensões variáveis; este bloco de pedra é colocado 
verticalmente sobre uma sepultura ou perto dela. Certos menires são pedras não 
trabalhadas, em forma de lajes; outros são talhados em ponta, no alto, alguns 
destes megalitos estão ornados com motivos geométricos. Menires são pedras 
grandes em alinhamento. O mais famoso é o de Carnac na Bretanha. 
 
Os Dolmens, quer dizer mesa. Ele se compõe de duas pedras na vertical com 
uma terceira horizontal, chamada de lintel em cima ligando uma a outra. Temos o 
Dólmen da Ile-aux-Moines, Bretanha. 
 
 4 
Cromelech – uma série de menires agrupados em circulo com um dolmen no 
centro. 
Stonehenge – é o cromelech mais famoso encontrado perto de Salisburg na 
Inglaterra. Parece Ter sido erigido entre 1700 a 1500 a.C., dataria, portanto, de 
pouco depois do fim do Neolítico. 
Estes monumentos podem ser encontrados em numerosas regiões da Espanha e 
no Oeste da França e parte da Bretanha. 
 
 
 
MESOPOTÂMIA (aprox. 9000 a.C. a 300 a.C.) 
 
A Mesopotâmia (palavra que significa “região entre rios”) é na realidade uma área 
geográfica, onde encontramos diversas manifestações artísticas deixadas pelas 
populações que por ali se misturaram através dos milênios. 
Situada entre os rios Tigre e Eufrates, Oriente Médio, hoje é a região que 
compreende: Turquia, Síria e Iraque. 
Região árida e seca, exceto entre os rios. 
 
Ao leste = Mar Cáspio 
Ao Oeste = Mar Mediterrâneo 
Ao Norte = Mar Negro e antiga União Soviética 
Ao Sul = Mar Vermelhoe Golfo Pérsico 
 
 
CIVILIZAÇÃO: 
Os sumérios, vindos das regiões situadas além do Mar Cáspio, foram os primeiros 
povos que aí se estabeleceram, e trouxeram com eles o sentido de organização 
de “cidades estado”, comércio e artesanato. 
Os sumérios são povos de origem semita que são árabes e hebreus. A 
designação vem da Bíblia que menciona povos descendentes dos filhos de Sem. 
Em conseqüência das grandes migrações, não se pode falar de um grupo físico 
homogêneo semita. 
Traços físicos: estatura média, olhos e cabelos escuros e nariz adunco. 
Povos inicialmente nômades, posteriormente pastoreiros e agricultores. 
 
Um povo de grandes contribuições: 
 Eles inventaram a escrita cuneiforme, que mais tarde se transformou em 
um alfabeto que serviu a todas as línguas ocidentais. 
 Os primeiros veículos sobre rodas. 
 Os primeiros tornos de cerâmica. 
 Devido a constantes enchentes eles desenvolveram o estudo da 
astronomia. 
 Os nossos sistemas, cronológico e astronômico, tiveram origem na 
Mesopotâmia. 
 5 
 Sabemos que provem destes povos também as religiões: judaísmo, 
cristianismo e o islamismo. 
 A grande revolução neolítica –9000 a .C.- ocorreu supostamente na antiga 
Mesopotâmia e no Egito, que são regiões povoadas pelos semitas. 
 
Na Mesopotâmia surgiu também por volta de 5500 a.C., sociedades organizadas 
com estrutura estatal e diversificação das atividades econômicas, conhecida como 
a primeira “revolução urbana”, à qual se seguiu com o surgimento dos grandes 
Impérios da Assíria e da Babilônia. 
 
Assírios, Caldeus e Acádios, povos semitas da antiguidade, moradores da Baixa 
Mesopotâmia, ficavam em lutas constantes pelo domínio territorial. Criaram 
grande número de cidades e se distinguiram pela capacidade guerreira e espírito 
expansionista. 
Sumérios e Babilônios, também povos semitas da antiguidade se destacaram 
por serem povos religiosos. 
 
A produção artística dos mesopotâmios estava ligada a religião, assim como 
também o estudo dos astros, a educação do povo, o saber e a política. 
Eles acreditavam na vida após a morte, e poderemos observar este fato à medida 
que conhecemos as suas produções artísticas. 
 
Curiosidade: 
Os povos semitas atuais Árabes e Judeus israelitas (hebreus), ficavam 
percorrendo pelas áreas das terras férteis entre os rios da Mesopotâmia até o 
Egito através da Síria e da Palestina. 
A habilidade dos judeus para o comércio e para as finanças levou-os a adquirir 
grande poder econômico nos países onde se fixaram, o que causou grande 
intolerância dos povos nativos, conduzindo com freqüência a cruéis perseguições, 
o genocídio mais brutal foi cometido pelo regime nazista na Alemanha, cuja 
perseguição levou ao extermínio de mais de 6.000.000 de judeus. 
Diáspora – dispersão dos judeus no decorrer dos séculos. Eles partiram para 
Ásia, África, Europa e Américas. 
 
 
A ARQUITETURA DA MESOPOTÂMIA. 
CARACTERÍSTICAS: 
O vale inferior de Tigre e do Eufrates não fornecia madeira nem pedra. Estes 
materiais tinham que ser trazidos de longe; mas por outro lado encontrava-se 
muita argila, surgindo daí uma arquitetura feita de tijolos (adobe=argila+palha). 
A Mesopotâmia era uma região plana sujeita a constantes inundações, por isto 
algumas cidades eram construídas sobre plataformas, que chegavam a medir de 
15m a 25m de altura. 
Grandes números de cidades foram construídas sobre estas plataformas, criando 
verdadeiras montanhas; que eram chamadas de Tell (cidades construídas sobre 
plataforma). Ex.: Tell-Aviv. 
 6 
Nesse sentido, grandes muralhas também foram construídas visando à proteção 
das cidades contra as constantes enchentes. 
Nas estruturas das construções não foram usadas colunas, pois se sabe que o 
tijolo seco ao sol não é suficientemente resistente. Uma construção em argila 
exige paredes espessas com poucas aberturas. Sabe-se também que a argila 
não pode servir de viga, obrigando aos construtores ao uso do arco e da 
abóbada. 
Como exemplo do conhecimento do uso de arcos e abóbadas nos telhados com 
plataformas e vários terraços temos os Jardins Suspensos da Babilônia. 
 
Tipos de construções: 
 
Casas: possuíam três ou quatro cômodos, e esses em torno de um pátio. Na 
maioria das vezes no subsolo encontravam-se tumbas. 
Palácios: eram construídos tanto para fins militares como domésticos, possuíam 
sala de trono, áreas sagradas, e áreas para fins militares, muralhas, estábulos, 
seleiros pátios e os templos que eram os Zigurates. Foram encontradas algumas 
tumbas também nos palácios. 
Os Zigurates eram “templos torres”, com vários andares sobre uma planta 
retangular e no alto havia um santuário. 
Ex.: Palácio de Sargão II em Corsabade e Palácio de Assurbanipal em Nínive. 
 
ESCULTURA: 
Estatuária: Foram encontradas figuras de orantes de 20 a 70 cm, feitos de 
alabastro (pedra porosa).Era a representação de figuras humanas, sentadas ou de 
pé, com as mãos em posição de oração. Olhos grandes e arregalados, que eram 
evidenciados com incrustações de conchas ou pedras. Nariz grande e 
sobrancelhas juntas. Bocas pequenas e cabelos esquematizados. 
A massa cilíndrica formada por suas vestimentas criava um efeito escultórico que 
resultava na simplificação das formas, o que não interferia no aspecto realista 
destas estátuas. 
Existia hierarquia por tamanho, sendo a maior mais importante, estas estátuas 
substituíam as pessoas nos templos (poder da imagem), quando não podiam ir ao 
templo orar, eles colocavam as imagens. 
As mais conhecidas são as estátuas de Gudéia, um grande estadista que abdicou 
seus direitos de glória, de governo, de rei para ser sacerdote. 
Estátuas de Assurnazirpal: barba ornamentada com caracóis e ziguezague, 
suas feições conservavam as características semíticas. 
Algumas cabeças também foram encontradas. 
 
Relevos: 
Estelas: são placas ou pedras com inscrições, às vezes comemorativas outras 
vezes funerárias. Essas estelas contêm relevos e textos com escritas cuneiformes 
para esclarecer fatos reais. Estelas são documentos. 
“Estelas de vitórias”: são relevos sobre finas lajes de pedras que representavam 
votos e vitórias dos reis. 
 7 
“Pedras demarcatórias de fronteiras”: que também são estelas, mas com 
função de demarcar fronteiras chamadas Kudurru. 
“Estela de Hamurabi”: 1o. código da história escrita em cuneiforme. 
 
OBJETOS: 
Jarros, capacetes, perucas de ouro, jóias e cilindro sinete. 
 
PINTURA: 
Existiam os afrescos, que é uma técnica de pintura mural, onde antes de pintar 
passa-se argamassa e enquanto está molhada aplica-se a pintura com tinta a 
base de água e quando a argamassa secar a tinta se fixa. 
 
ESMALTAÇÃO: 
Foram encontrados muitos painéis com tijolos esmaltados de variadas cores, que 
ornamentavam os palácios. A técnica também foi usada para fazer objetos e jóias. 
 
 
 
O EGITO (c. 4000 a. C.) 
 
Localização: a leste do mar Mediterrâneo, no vale do rio Nilo. 
 
Civilização: 
Entre as culturas da Mesopotâmia e do Egito existe pouca diferença de idade, 
sendo que o Egito foi uma região autônoma durante a maior parte de sua história, 
mas apesar deste isolamento, sabe-se de suas relações comerciais com outras 
localidades. A exemplo disto temos a cerâmicas originárias do vale do Nilo que 
foram encontradas em Creta. 
 
“-O Egito é uma dádiva do Nilo”, famosa frase de Heródoto. 
 
As enchentes complicavam bastante a vida dos egípcios, que logo era superada 
com a baixa das águas. O solo ficava mais fértil, e a abundância de argila para as 
construções de casas ou sepulturas das classes inferiores. 
Madeira de boa qualidade era rara, só havia palmeira. Usavam o caule de lótus e 
de papiro nas construções. 
A pedra foi muito utilizada. 
As cheias do Nilo fazia desaparecer os limites dos campos, dando freqüentemente 
origem a discussões, foi, portanto, necessário criar muitocedo uma legislação 
para regularizar estes litígios. 
 
Foi então que surgiram os quatro regimes: 
Antigo Império (capital- Menfis) – c. 2900 a. C. a 2500 a. C.(construção das 
pirâmides) 
Médio Império (capital- Tebas) – c. 2150 a. C. a 1780 a. C.(melhora da economia) 
Novo Império (capital- Tebas) – c. 1580 a. C. a 1100 a.C. (terminam sob o domínio 
da Assíria) 
 8 
Império Saíta (capital- Saís) - c. 663 a. C. a 525 a. C.(Expulsão dos semitas e a 
volta da arte para os egípcios) 
 
No começo da civilização havia o Alto Egito e o Baixo Egito, seguindo as 
extremidades do rio Nilo, mas depois houve a unificação. 
 
O sistema de governo era a monarquia. 
Hierarquia de poder: 
Faraó e sua família (nobreza) 
Sacerdote 
Escribas 
Povo/escravos 
 
O Faraó é o representante do Deus na terra, com poderes políticos e religiosos. 
Viviam em função da morte e acreditavam numa vida futura. Acreditavam na 
reencarnação, porém no mesmo corpo, no mesmo espírito e na mesma família. 
Apesar de o Faraó representar o Deus na terra, ele não era livre, era um fantoche 
nas mãos do clero. 
Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). 
 
Acreditavam também que o ser humano era composto por quatro elementos: 
 O ka- ou duplo,réplica imaterial do corpo 
 O ba- comparável à alma das religiões cristãs 
 O khu- chispa do fogo divino 
 O corpo. 
 
Esses quatro elementos deveriam ser conservados depois da morte: o Ba e o Khu 
– eram elementos espirituais, exigindo apenas orações. Não exercendo influências 
nas representações artísticas. 
O corpo, como era habitação do Ka, deveria ser mumificado e depois protegido. 
Os egípcios fizeram de tudo para conservar intactas suas réplicas, afinal eram 
habitadas pelo Ka. 
 
Curiosidades da civilização egípcia: 
 
Sua escrita: hieróglifo, onde encontramos registros, instruções de procedimentos 
e a história de seu povo descrita. 
Há também registros de poemas, contos, ensaios e narrações, formando e 
literatura egípcia. 
Métodos de calcular seguiram o ritmo da escrita, foi necessário pois eles tinham o 
comércio ativo. 
Foi possível fixar impostos com exatidão, a partir dos cálculos matemáticos, fazer 
levantamentos topográficos da terra, pesar as coisas, calcular distâncias e marcar 
o tempo. 
Pode-se dizer que a medicina começou no Egito. Muito embora dispusessem às 
vezes de conhecimentos impregnado de magia. 
 9 
Obras de irrigação em grande escala que levava água até os campos mais 
afastados e também os sistemas de diques foram encontrados. 
Todo este avanço se transforma em riqueza material, ou seja, vendiam bem sues 
inventos. 
Por volta de 2600 a.C., barcos de comércio egípcio, com cargas de: lentilhas, 
tecidos, papiro e outros produtos do país aventuravam-se regularmente pelo Mar 
Vermelho e pelo Mediterrâneo. 
O comércio por terra era feito com a Núbia, África e o Oriente Antigo. 
Constavam também no seu comércio mercadorias como: cobre. Ouro, prata, 
marfim, madeiras raras, lápis-lazúli, turquesa, mirra, especiarias, peles de animais 
exóticos e plumas de avestruz. 
 
Arquitetura: 
Como moravam os egípcios: 
As casas de moradia eram construídas de argila (adobe). 
As casas do povo em geral modestas e de tamanho também modesto. Feitas de 
tijolos com madeira, similares as da Mesopotâmia. Já as casas (os palácios) dos 
faraós eram dotadas de todo o conforto necessário, havendo a mistura de 
materiais: pedra, tijolo e madeira. 
As mastabas que eram túmulos do Antigo Império, feitos de pedras, assim como 
também as pirâmides e os templos. 
Temos nos palácios o uso de degraus para entrada, poucas aberturas ou quase 
nenhuma, muitas esculturas e o uso de colunas que tinham a função de 
sustentação. 
Os capitéis das colunas egípcias foram inspirados em flores ou folhas de certas 
plantas: 
Capitel lotiforme: representava várias flores fechadas sobre os caules da coluna 
em feixe, ou uma só flor fechada com o fuste cilíndrico. 
Capitel papireforme: inspirado em um feixe de papiro amarrado. 
Capitel campaniforme: inspirado na flor de lótus aberta, que se assemelha a uma 
campainha invertida, decorada com pétalas. 
Capitel palmiforme: ornado por folhas que se afastam do fuste, e geralmente 
mais recente. 
No Antigo Império as colunas se apresentavam fazendo parte da parede da 
construção e eram chamadas de colunas em feixe. Sem ornamentação como as 
mais recentes. 
O gosto pela decoração, pó vezes, chega a enfraquecer a intensidade do sentido 
religioso. 
Todas as suas construções seguiam as orientações dos pontos cardeais. 
As paredes de suas construções eram inclinadas para que dessa forma fossem 
mais bem conservadas. 
Suas construções, por vezes, aproveitavam as encostas como temos o Templo de 
Ramisés II em Abu Simbel (séc. XIII a.C.). 
 
O desejo ardente de sobrevivência nos egípcios se manifestava principalmente na 
arquitetura sacra. Para as divindades imortais era preciso residências 
indestrutíveis, por acreditarem numa outra vida mais longa do que a permanência 
 10 
do homem na terra, exigindo sepulturas inalteráveis. Por outro lado os palácios 
reais tinham um caráter temporário. 
As dimensões e as formas geométricas da arquitetura egípcia conferem-lhe um 
caráter tão imponente como austero. 
 
Escultura: 
Material: madeira, pedras duras como o basalto, o diorito e o granito que foi mais 
utilizado. 
Antigo Império: realista nas representações de pessoas comuns e idealizadas, 
como as dos faraós, para marcar seu caráter semidivino. 
Médio Império: estilizada e convencional. 
As estátuas dos faraós são idealizadas, seu caráter particular está atenuado, 
devendo os seus traços evocar, antes de tudo, o poder e a imortalidade. 
O desejo de imortalidade comanda a escolha dos materiais e as proporções das 
obras (muito grande). 
Seguiam também a lei da frontalidade, as peças eram feitas para serem vistas 
de frente, no caso da pintura isto fica mais evidenciado. Esta característica confere 
a obra certa ausência de dinamismo. 
Muitos de suas esculturas continha também à presença de pintura. 
Relevos: 
Três métodos: 
Baixo-relevo: esculpir as figuras com ligeira saliência. 
Alto relevo: as figuras são esculpidas, mas o último plano não é talhado em 
profundidade, de modo que o trabalho não se desprega da superfície da pedra. 
Gravura: consiste em gravar unicamente os contornos das figuras nas pedras. 
 
Os relevos ornamentam as paredes dos templos e dos santuários. A sua 
finalidade era contar os altos dos reis, as atividades humanas necessárias à vida 
futura. São verdadeiros filmes, fáceis de ser compreendidos, conferindo-lhes um 
caráter didático. 
Muitas vezes os egípcios chegavam a escrever hieróglifos nos espaços vazios, 
devido ao desejo de registrar o maior número de fatos. 
 
Pintura: 
A pintura egípcia não conhecia a sombra. 
As cores usadas eram muito reduzidas: 
O vermelho tijolo: é para a pele dos homens. 
Ocre amarelado: para a pele das mulheres 
Preto: cabelos e olhos. 
Outras cores eram usadas para os adornos e os ornamentos. 
A fim de chamar a atenção para uma determinada figura, desenha-se esta com 
uma escala maior. 
Não representavam a perspectiva. 
Obedeciam as leis da frontalidade. 
Contavam histórias, feitos dos reis, cenas domésticas, cerimônias e etc. 
Havia muitas regras e convenções a serem seguidas. 
 11 
O artista não tinha o reconhecimento que tem hoje, não existia esta classe 
separada, e sabe-se que grandes obras artísticas foram construídas sobre coação 
e sobre o regime de escravidão. 
 
 
 
A ARTE DO MAR EGEU – ILHA DE CRETA 
 
Situada no Mediterrâneo, a ilha de Creta nos revela um mundo diferente do que 
estávamos acostumados nestes períodos que compõem os povos da antiguidade. 
A história de Creta, a partir de aproximadamente 2800 a. C., costuma ser dividida 
em três grandes fases: 
Minóco Antigo2800 - 2100 
Mnóico Médio 2100 - 1580 
Minóico recente 1580 - 1100. 
Deteremos-nos na época da reconstrução dos palácios, onde começa o grande 
esplendor da civilização cretense, a partir de 1700 a.C. 
 
CIVILIZAÇÃO: 
 
A posição central no Mediterrâneo, por certo favorecia o intenso comércio que 
Creta fazia com: Egito, Síria, Mesopotâmia e os povos das Cíclades (Grécia). 
 
Sabe-se através de estudos que por volta de 1400 a.C. houve um colapso da 
civilização minóica, possivelmente em razão de um maremoto causado pela 
erupção de um vulcão que fez desaparecer quase totalmente a ilha de Thera, hoje 
Santorim. 
Pelo número significativo de estatuetas femininas encontradas em Creta, percebe-
se a importância da figura feminina na formação social. 
Sociedade monárquica-Rei Minos, de onde se originou o termo “civilização 
minoica”. 
 
Religiosamente, a supremacia da mulher cretense é inegável e 
óbvia; é a sacerdotisa: os sacerdotes surgiram mais tarde e 
apenas como acólitos. Afinal, a augusta divindade de Creta é a 
Grande Mãe... Não foi por ironia que Plutarco afirmou que os 
cretenses chamavam a seu país não de pátria (de patér, pai), 
mas de mátria (de máter, mãe). Na ilha de Minos a mulher não 
governava, mas reinava. 
(Junito de Souza Brandão, Mitologia grega, 1991, p. 61). 
 
CURIOSIDADE: 
 
Nas escavações feitas em Creta foi encontrada uma oficina de fiar e tecer, 
provavelmente uma pequena indústria têxtil, que trabalhava para o povo em geral. 
 12 
Grandes depósitos de moluscos foram encontrados em Creta de onde se extraía a 
púrpura para tingir tecidos. As outras tinturas feitas com pigmentos vegetais e 
minerais. 
Os homens cretenses, bem como as mulheres, exibiam uma cintura 
extremamente fina, o que somente poderia ser conseguido com o uso de um cinto 
rígido desde a infância. 
 
ARQUITETURA: 
 
Palácios com salas amplas, e com soluções mais evoluídas em questão de 
aproveitamento de espaço. 
Um pátio ao centro, que servia também para iluminação, com diferentes 
elementos dispostos ao redor deste pátio. 
Dois ou mais andares, o que exigia conhecimento arquitetônico além do 
rudimentar. 
Uma sala principal chamada de mégaron, salas das mulheres ou thálamos que 
se comunicava com o mégaron por meio de corredores sinuosos fáceis de vigiar. 
Usaram muita madeira na construção destes palácios, e por isso desapareceram, 
sabemos de sua existência através da pintura. 
A madeira era usada na elaboração das escadas, dos pisos, tetos, vigas e das 
colunas. 
As colunas tinham aparência de tronco de cone, e capitel eqüino (design comum 
aos ouriços-do-mar, encontrados no Atlântico e no Mediterrâneo, com forma 
discóide), característica da arquitetura cretense. 
Os palácios de Cnosso e Tirinte são os mais conhecidos. 
Túmulos, como o “Tesouro de Atreu”, também foram encontrados em Creta. O 
material usado para estes túmulos era a pedra, e o elemento arquitetônico era a 
abóbada. Os túmulos eram feitos em encostas. 
 
ESCULTURA: 
 
Uma única escultura de monumental foi encontrada que é a “Porta das Leoas”, na 
Acrópole de Micenas. 
As outras esculturas de pequenas dimensões são estatuas de deusas que 
seguram serpentes nas mãos, com seios expostos, pequenas estatuas de touro, 
acrobatas. 
O material variava: ouro, marfim, madeira e cerâmica esmaltada. 
Outros objetos como: os dois copos de ouro de Váfio, são verdadeiras obras 
primas, máscaras funerárias. 
Nas tumbas foram encontrados: anéis, braceletes, golas, presilhas de cabelo, 
colares de lápis-lazúli, ágata, ametista e cristal de rocha intercalados com pérolas. 
A cerâmica aparece com elevado nível de desenvolvimento. Na gruta de Camares 
foram encontrados vasos de mesmo nome. Sua cerâmica é de fina espessura, 
chamada de casca de ovo, decorados com figuras marinhas. 
Tinha também os “ritones”, vasos em forma de touro de cerâmica rústica ou 
vitrificada, certamente com valor ritual, por ser encontrado nas grutas. 
 
 13 
PINTURA: 
 
Técnica do afresco em murais nas paredes dos palácios, com influência da pintura 
egípcia pela presença da lei da frontalidade (não é contudo tão generalizada) e o 
uso das cores chapadas. Contudo em Creta, uma ligeira modulação da cor 
aparece por vezes no limite das zonas, de modo que estes afrescos são menos 
severos do que os egípcios. 
O homem com a cor avermelhada e as mulheres amareladas, também nos 
remetem a cores usadas no Vale do Nilo. 
Sintetização das formas, ritmo linear, as silhuetas parecem se animar. 
É freqüente a presença de touros nas pinturas. 
As faixas ornamentais em torno das pinturas, com formas estilizadas. 
Os principais temas: desfiles, atividades da vida cotidiana, representação da fauna 
e da flora, sobretudo da marinha. 
 
 
 
GRÉCIA 
 
Resumo dos períodos da Arte Grega: 
 
Períodos Arte Épocas aproximadas 
Pré-helênico Cicládica ou egéia 2700 a 1600 a.C. 
 Minóica ou cretense 
 Micênica 1600 a 1150 a.C. 
 
Helênico Idade das Trevas 1000 a 700 a.C. 
 Arcaico 700 a 480 a.C. 
 Clássico 480 a 323 a. C. 
 
Helenístico Império Grego 323 a 30a . C. 
 (Magna Grécia) 
 
 
ARTE GREGA: 
Complementação da Arte Egeia (Estuda na parte de Creta) 
 
Arte Pré-Helênica: 
Quando o Egito estava se desenvolvendo a Grécia estava surgindo. 
Os dóricos que habitavam todas as ilhas, principalmente a Península Balcã, onde 
a fica Grécia. 
 
ARTE CICLÁDICA: 
Tem esse nome por ter se desenvolvido nas ilhas Cíclades, também conhecida 
como arte Egéa, porque as ilhas Cíclades estão situadas no Mar Egeu. 
 
As produções artísticas mais importantes das ilhas foram: 
 14 
Os Ídolos Cicládicos com 70cm a no máximo100cm de altura, formas bem 
simplificadas, nariz triangular, ombros com ligeira inclinação, geometria cilíndrica. 
Estes ídolos estão as vezes de pé, outras vezes sentados tocando instrumentos. 
 
As panelas Cicládicas, com formas circulares e ornamentadas com espirais, feitas 
de cerâmica. 
 
ARTE MICÊNICA: 
 
As cidades mais importantes onde se desenvolveu a arte Micênica foram Micenas 
e Tirinto, que eram habitadas por povos guerreiros que dominaram todo o 
mediterrâneo. Sua arte é voltada para a representação da guerra ou da caça. 
A arquitetura da arte Micênica era como a de Creta no que diz respeito aos 
palácios. As casas foram destruídas pelo tipo de material que eram feitas (madeira 
e argila). 
A escultura teve destaque pela monumental porta dos leões, que fica na entrada 
da cidade de Micenas. 
As artes menores são: máscaras funerárias em ouro, os canecos também em 
ouro e o vaso dos “semeadores” feito de pedra esculpida. Este material foram 
encontrados nas tumbas. A principal tumba é a “Tesouro dos Atreus”, que tem 
forma circulas uma passagem com um corredor estreito e coberto por uma falsa 
cúpula. 
 
A pintura mural e a cerâmica tinham características da pintura de Creta. 
 
ARTE GREGA: 
 
 Período Helênico – 1000 a 323a.C. 
 
 Idade das trevas – 1000 a 700a.C. 
 Arcaico- 700 a 480 a.C. 
 Clássico – 480 a 323a.C. 
 
 ARQUITETURA: 
 
 Na idade das trevas é desconhecida, nesse período já existiam os templos 
que eram feitos em madeira. 
 No período arcaico o templo era feito em pedra e já apareciam duas 
ordens: 
1o. Ordem Dórica – considerada com forma masculina pela estrutura sinuosae 
forte dos capteis. 
2o. Ordem Jônica – considerada com forma feminina pela delicadeza das volutas 
dos capitéis. 
 
 Uma ordem arquitetônica é composta de: base, coluna e entablamento ou 
piso, sustentação e cobertura. 
 
 15 
Acrópole – colina das cidades gregas onde abrigavam os edifícios sagrados dos 
deuses. Na acrópole havia o propileu que era o portão de entrada do templo e o 
temeno que também era um espaço sagrado como um altar. 
 
 As cerimônias religiosas eram feitas fora dos templos, essas cerimônias 
eram feitas com animais, que depois de mortos eram examinados pelo oráculo, 
tiravam suas vísceras e com o resto fazia-se um grande churrasco. 
 Na frente dos templos dóricos eram colocadas colunas em números 
pares. Nas laterais eram o dobro das colunas da frente mais uma. 
 Ex.: Parthenon (oito colunas na frente e dezessete em cada lateral). 
 O Parthenon é um templo períptero, ou seja, rodeado de colunas. 
 
 Nos templos jônicos eram colocadas colunas na frente e atrás e as 
laterais eram formadas por grossas paredes. 
 Ex.: Erecteion 
 
Cariátides são colunas em forma de figuras de mulheres, o Erecteion que fica na 
Acrópoles de Atenas, é o único templo que possui Cariátides. 
 
 
 
TEATROS GREGOS: 
 
 Os gregos gostavam da vida ao ar livre, e as construções de seus teatros 
não fugiram a regra, eles eram construídos nas encostas das colinas onde havia o 
aproveitamento da acústica natural. 
 A planta sempre semicircular e dividida em três partes principais: 
arquibancadas em pedras, com sistema de escoamento de água nas laterais, no 
centro uma parte circular chamada de orkestra, onde havia no centro a imagem 
do deus Dionísio. Por fim havia o palco de forma retangular com uma parede atrás 
onde ficavam dezenas de compartimentos (camarins). 
 
ESCULTURA GREGA: 
 
1a. fase (idade das trevas) 
A escultura é considerada como arte por excelência grega, quer dizer, os gregos 
chegaram ao máximo de conhecimento técnico e estético sobre esta arte. 
 
 Começa na idade das trevas no período arcaico com um estilo dedálico, de 
aspecto muito simples, feitas em série e o material utilizado era a terracota. As 
formas eram simplificadas, as mulheres sempre vestidas e os homens sempre 
nus, suas cabeças eram de forma oval. Eram imagens dedicadas aos deuses e às 
vezes eram os próprios deuses. Elas mediam cerca de 1,20m de altura. 
 
 
 
 
 16 
2a. fase (período arcaico). 
 Fase dos couros e das coris. Couros eram figuras masculinas nuas, em 
posição de passo aberto, anatomia esquematizada. Imagens com aspecto 
bastante rígido. 
 As coris, figuras femininas, vestidas com seus peplos, no início com 
drapeamento moderado, mais tarde bastante drapeado e detalhes como pregas, 
também com aspecto rígido. 
 Os materiais são, sobretudo o mármore e o bronze. 
Tanto os couros quanto as coris eram de função religiosa, e os dois têm como 
característica o sorriso “arcaico”.‟ 1 
 As esculturas do 1o. período, até o clássico, eram idealizadas, só no 
período helenístico que elas tomaram o aspecto realista. 
 
 Na 3a. fase, no período austero já existia alguns elementos como a figura 
composta no eixo vertical; uma perna fixa e a outra mais à frente. O ombro com 
uma leve inclinação, rosto sereno, sem o sorriso, o nariz reto se alongando na 
linha da testa. Também temos a anatomia mais detalhada com rosto 
compenetrado. 
 
 
ESCULTURA DO PERIODO CLÁSSICO: (período helênico) 
 
 O período clássico foi marcado pela escultura com o ideal de beleza, 
atingindo o máximo no século Va.C., século de ouro, do período de Péricles, com 
as esculturas de Fídias. Fídias usava “o número de ouro”, era uma proporção que 
dava o máximo de equilíbrio visual à escultura. 
 O que caracteriza o período clássico é a proporção ideal. Havia uma 
predominância nas representações de jovens atletas e deuses, e o corpo sempre 
em movimento. 
 Os materiais mais utilizados foram o mármore e o bronze. 
 A maior parte das obras de arte só chegou aos nossos tempos devido as 
cópias romanas, se perdendo as originais nas guerras, que eram derretidas para 
fabricação de armas. 
 Sabemos através de historiadores que as esculturas originais da Grécia 
eram pintadas, tinham vestes coloridas e detalhes em ouro e pedras preciosas, já 
as cópias romanas não eram pintadas. 
 
 A partir deste período o artista deixa de ser anônimo, onde podemos 
destacar os artistas da primeira fase: 
 Fídias: fez o frontão e o friso completo do Parthenon. Foi o escultor mais 
importante desta fase, fez a estatuía da deusa Atena. 
 
 Policleto: Fez o “cânon de sete cabeças”. Significava que a escultura da 
figura humana tinha a altura proporcional à sete vezes a medida da cabeça. O pé 
seria três vezes o tamanho da palma da mão, uma de suas obras: “ o Dorifo”. 
 
 17 
 Miron: suas esculturas estão sempre em ação, por isso fazia muitos 
atletas, como exemplo tem “o Discóbolo”. 
 
 Escopas: No século IV a.C. através da obra de Escopas temos vestígios de 
emoções representadas nas expressões faciais de suas esculturas, o que 
confirma o seu grande interesse pela figura humana e não divina.Suas 
representações quase sempre têm aparência atormentada. Suas obras: “Demeter 
de Cnido” e “Hermes de Olímpia”. 
 
 Praxíteles: foi o primeiro escultor a esculpir figuras femininas nuas. Suas 
obras: “Hermes com Dionísio menino”. Praxíteles usava uma técnica de disfarçar 
os suportes das estátuas, cobrindo-os com o próprio material criando às vezes um 
panejamento ou uma vegetação. 
 
 Lisíppo: último dos escultores do período clássico. Esculpiu “Alexandre 
Magno”. Lisíppo implantou o cânon de oito cabeças, por isso suas esculturas são 
maiores. 
 
PERÍODO HELENÍSTICO: 
 
 Caracterizado pelo grande império grego, quando começa a Grécia começa 
a conquistar territórios. 
 O mundo helenístico vai além das fronteiras, com a presença de mistura de 
tendências: clássicas, helênicas, e regionais, sofrendo influências de culturas 
muito amplas. 
 
ARQUITETURA: 
 
 Acréscimo de mais uma ordem arquitetônica: a ordem Corinthia, que é uma 
evolução da ordem jônica, caracterizada pelo capitel com volutas simples e folhas 
de acanto, adquirindo um aspecto mais decorativo. 
 Nesse momento também se encontra a utilização de plantas de base 
circular, bem como construções com a utilização de ordens arquitetônicas 
misturas: dórica com corinthia, jônica e conrinthia, etc. 
 
ESCULTURA: 
 
 Continua no caminho da escultura clássica. Na “Grécia clássica” foram 
iniciadas a valorização do homem com sua capacidade intelectual. 
 
As quatro tendências da escultura: 
 
1a: Equilíbrio entre a forma perfeita e a real: 
“Colosso de Rhodes” – feito por um aluno de Lisippo era de bronze, 
considerado como uma das sete maravilhas do mundo, representava o deus sol. 
Localizava-se na entrada do porto, onde os navios, para entrarem, deveriam 
passar por baixo da escultura. 
 18 
 É do período helenístico, se apresenta de forma idealista e realista. 
 “Vênus de Milo” – Mede 2,03m de altura, está no museu do Louvre, é de 
mármore e de autor desconhecido. 
 “Vitória da Samotrácia” – mede 2,45m de altura, feita para ser colocada na 
proa de uma embarcação, para comemorar uma vitória naval dos gregos sobre 
forças invasoras. A guerra da Samotrácia. Feita em mármore cor de rosa. 
 
2a. Tentativa de realismo: 
 Os artistas mostram velhos embriagados, crianças com seus animais, etc, 
sempre com a tentativa de tornar a escultura com aparência realista, produzindo 
trabalhos inspirados em cenas reais. 
 O período helenístico era a busca do aperfeiçoamento técnico e real, 
valorizando o tamanho real, e não ideal como no clássico. Os artistas usavam 
modelos para fazer seus trabalhos. 
 
3a. Grupos escultóricos: 
 “Grupo do Laoconte e seus filhos” – são três figuras esculpidas 
aparentando ar de 
desespero. Ogrupo do Laoconte faz parte de duas tendências de grupos 
escultóricos e cenas dramáticas. 
 
4a. Cenas dramáticas: 
 Esculturas de um chefe gaulês que mata a mulher e se suicida. A escultura 
é dotada de toda dramaticidade que pede uma situação de assassinato seguido 
de suicídio. 
 
 
RELEVOS: 
 
*Helênico 
*Helenístico 
 São usados nos túmulos, nas ornamentações dos templos, santuários e 
fazem parte da arquitetura, ocupando todo o espaço deixado pela arquitetura. Os 
frontões são bens exemplos. 
 A temática é representada com agrupamento de pessoas e animais 
(cavalos), atingindo movimentos mais livres e rompendo convenções. 
 A arte do relevo é uma arte narrativa com cenas do cotidiano, jogos, lutas, 
procissões e festividades. 
 Os dois tipos de relevos são: 
Alto relevo – quando sai da placa mais da metade da figura. 
Baixo relevo – quando fica próximo da placa. 
Incisão – é quando se faz apenas sulcos na placa. 
 Os relevos aparecem sobretudos nas estelas funerárias. 
No período arcaico os relevos são compostos de figuras rígidas. Normalmente 
representadas em passo fechado. 
No período clássico, as figuras são mais elaboradas e dotadas certa leveza. Há a 
busca da forma perfeita, esculturas com braços em movimentos e passos abertos. 
 19 
No período helenístico são mais dramáticas e movimentadas. Há também 
valorização da técnica, contraste de texturas da pele e da roupa. 
 Hermes e Dionísio são do período helenístico, eles apresentam expressão 
de angustia. 
 “A procissão das panatenéias”, baixo relevo do período clássico, encontra-
se no Parthenon. 
 
Pintura Grega 
 
Da pintura grega antiga não resta hoje mais do que reduzidos vestígios, e dela 
pouco se sabe com segurança. 
Isso não significa que não houve produção. Fontes literárias da época nos trazem 
a identificação do cultivo da pintura em várias técnicas desde o período arcaico, 
com o desenvolvimento de várias escolas distintas, com artistas que foram 
celebrados por seus contemporâneos e cuja fama chegou aos nossos dias, como 
Polignoto, Zeuxis e Apeles. Mas devido à fragilidade dos materiais quase tudo se 
perdeu, exceto alguns notáveis murais em tumbas dos séculos IV e III a.C., 
especialmente em Vergina, na Macedônia. Sobrevive, por outro lado, expressiva 
produção de pintura aplicada à decoração de objetos utilitários, como os vasos. 
 
 
PINTURA GREGA: (período helenístico). 
 
 O que temos de demonstrativo da pintura mural grega é o que foi 
encontrado em Pompéia, pois sabemos que a arte romana usou a arte grega 
como modelo. E a partir da pintura de Pompéia podemos ver que o grego já 
representava de maneira simplificada a perspectiva. 
 
Pintura na cerâmica: 
 
 Os originais gregos existem até hoje, podemos vê-los espalhados em 
muitos museus pelo mundo afora. 
Existiam três técnicas de pintar a cerâmica: 
 
1a.- Figura negra: pintava-se a figura de negro, contornando a silhueta com buril 
fazendo sulcos e preenchendo com outras cores. O traço desta produção é rígido. 
 
2a.- Figura vermelha: a figura fica da cor natural da cerâmica (vermelha), e o 
resto eles pintavam de negro dando possibilidades maiores ao artista, não 
precisando fazer o sulco na cerâmica, o que facilitava o trabalho. 
 
 
 
ARTE ETRUSCA 
(séc.: X a III d.C.) 
 
 20 
 A chegada do Oriente civilizado ao Ocidente fez-se por duas vias: através 
das regiões danubianas da Europa Central e Marítima, ao longo das costas 
do Mediterrâneo. 
 Com a chegada do metal (o cobre e depois o bronze), a evolução do 
Ocidente acelera e desenvolve com isto potentes civilizações como: 
Cartago, Celtas e os Etruscos. 
 Bronze – em Sardenha –(civilização sarda). Encontramos figurinhas de 
guerreiros armados. Suas representações apresentam características 
modernas como: formas alongadas (filiforme) semelhantes a obras de 
Giacometti e Richier. 
 Ferro – Europa Ocidental em Hallstatt (tribo) (Áustria), descoberta de uma 
grande necrópoli. 
 Etruscos – Itália Central. 
 Gauleses –(Celtas) – Alemanha, França e Suíça – grande fabricação de 
objetos em metal com extremo domínio de técnica. 
 La Tène (tribo) na Gália – escultura em bronze – uma “dançarina” e uma 
Vênus “helenística”. 
 A Gália e conquistada por Roma e deixa que a arte romana a influencie, 
mas contudo conserva o aspecto geometrizado de suas figuras humanas. 
 Cartago – ao sul da bacia do mediterrâneo, elo entre o mundo Egeu e o 
Próximo Oriente. Fundada por fenícios que estavam em dificuldades pelo 
crescente poder dos Assírios. 
 Pelo seu posicionamento estratégico, manteve comércio com a Sicília, 
Sardenha, Espanha e Tunísia. 
 Roma, sua grande rival, empreendeu as Guerras Púnicas, onde Cartago foi 
vencida e seus habitantes foram chacinados. 
 Púnico – relativo a Cartago e também a traidor. 
 Quase nada restou depois das Guerras Púnicas. Somente em algumas 
partes subterrâneas dos túmulos foram encontradas: esculturas, máscaras 
funerárias e outros objetos em barro e pasta de vidro. 
 Arte muito influenciada pelos gregos e pelos egípcios (formas arcaicas). 
EX.: Tampa do Sarcófago “da Sacerdotisa” representava talvez a “Deusa 
TaniT”. 
 “A Dama de Elche”. 
 
 Etruscos – não sabemos ao certo sua origem – Norte? Ásia? Mediterrâneo 
Ocidental? Situado entre o mar Tirreno, o Arno e o tibre. 
 Exímios metalúrgicos, os etruscos alimentam o comércio exterior com suas 
produções. 
 No fim do século VII a.C. os etruscos estendem-se para o sul e fundam 
Roma . Mais tarde, no séc VI a.C. ocupam a Campânia e fundam Cápua. 
No fim do séc. VI a.C. atravessam os Apeninos e se espalham para o norte. 
Repelidos pelos povos itálicos principalmente os gauleses, acontece sua 
decadência. A Etruria então é reduzida a sua própria fronteira e cai em 
hegemonia romana. 
 Em sua arte temos a pedra reservada para os túmulos e as fortificações. 
 21 
 Para a arquitetura os etruscos usaram a madeira e o tijolo cru ou cozido. 
Razão pela qual nada temos, a não ser através de textos romanos ou 
através de modelos reduzidos de terracota para uso votivo. 
 Templos – planta retangular, pórtico com dois pares de colunas ... 
 Coluna toscana e o uso do arco. 
 Arquitetura funerária: havia a intenção de entregar o morto a terra. 
 Túmulos hipogeus, ou seja, subterrâneos, assinalado ao nível do solo. 
 A parte interna do túmulo apresentava uma cobertura horizontal sustentada 
por pilares ou as vezes por cúpulas. 
 Crença: através do aspecto do túmulo o defunto continua a viver para além 
da morte, (presença de mobiliário – bancos, poltronas de pedras, etc.). 
 Cenas de banquetes, festas e de danças são pintadas nas paredes, e 
também cenas domésticas. 
 A pintura não é decorativa exclusivamente, tem a função de recriar a vida 
do morto pelo significado das imagens (magia). 
 Temas – paisagens, animais e sobretudo cenas da vida cotidiana. 
 Séc. V a.C. – desenhos coloridos e mais bem elaborados. Ex.: Túmulo dos 
leopardos. 
 A crise política e econômica dos séculos IV e III, aparecem nas pinturas. 
Agora não há mais pinturas de festas, e aparecerem rostos desolados e 
pensativos nos banquetes fúnebres, como se estivessem meditando sobre 
a morte. Ex. o túmulo dos escudos que pertencia a família dos Velcha e 
retratam a melancolia da aristocracia decadente. 
 Escultura – material – argila e bronze. Seu aspecto e parecido com a 
escultura arcaica grega. Ex. Apolo de Veies. 
 Interesse pelo rosto humano que acabaram por inventar o retrato, através 
da escultura funerária. 
 Os canopos – vasos cinerários antropomorfos – o corpo do defunto é 
reduzido à forma do vaso e a cabeça é a tampa. 
 Tampas de sarcófagos – corpos deitados, os rostosrecebem destaque de 
acabamentos. 
 Bronze – objetos, vasos de formas elegantes e requintadas. 
 Loba e quimera de Arezzo, animal trabalhado de forma sintética. 
 Cabeças de bronze – realismo característico desta arte. 
 
 
ROMA 
(c. de 753 a.C. até 476 dc.) 
 
Roma foi criada entre sete colinas, duas dessas habitadas por Latinos e Sabinos 
que eram povos pastores e religiosos. 
Os Etruscos eram povos guerreiros e tinham comércio expressivo com a Grécia, 
fundando a cidade de Roma com um acordo feito entre os Sabinos e os Latinos. 
 
Períodos: 
 22 
1o.- Período da monarquia: vai de 753 a 509 a.C. Era uma dinastia de reis. 
Rômulo foi o primeiro rei. Roma foi fundada nesse período. Com a derrota dos 
Tarquinos, acabou o poderio Etrusco, foi então proclamada a república. 
 
2o.- Período republicano: vai de 509 a.C. a 27 d.C. O governo passa a ser 
público. 
Otaviano recebe do senado o titulo de augusto, chefe do estado = 1o. ministro, 
supremo do governo. Era eleito por voto dos cidadãos. 
Cristo nasce no período republicano. 
 
3o.- Período do Império: vai de 27 a 476 d. C. É nesse período que o império 
romano do ocidente cai em decadência. 
 
CIVILIZAÇÃO: 
 
Existia a devoção a deusa Vesta – protetora dos lares. 
O pai era uma figura muito importante, dominador. 
A religião em Roma não era muito sólida, a classe dominante assumiu a religião 
grega, só que modificaram os nomes dos deuses. 
Ex.: Dionísio = Baco 
 
 
ARQUITETURA: 
 
Principais características: 
Uso do arco 
A cúpula 
Ordens arquitetônicas sobrepostas: dóricas, jônicas e por vezes a compósita; que 
é uma criação romana. 
A falsa coluna, não utilizada para sustentação, só é usada de forma decorativa. 
A abóbada de berço. 
Frisos 
Elementos geométricos na abóbada que serviam para dar mais leveza visual, com 
função de embelezar. 
Os romanos usavam sobretudo tijolos de vários tamanhos e formas de acordo 
com o tipo de construção. 
O tijolo de forma retangular servia para as partes mais arredondadas das 
abóbadas. 
Usavam madeira para andaimes, portas e janelas. 
A pedra de cantaria, também era uma pedra que poderia ser trabalhada assim 
como o mármore e o granito. 
As construções eram feitas com um material chamado de tufo, que era pulverizado 
e depois de molhado se tornava um tipo de concreto. 
As paredes eram feitas com a técnica do “ a sacco”, que consistia na construção 
de duas paredes de tijolos e entre elas jogavam pedras, tijolos e por último o tufo. 
O tufo também é chamado de “pozzolana”. 
 
 23 
Roma tem uma arquitetura muito ampla. 
Os romanos não se preocupavam em juntar naturezas e arquitetura, por exemplo 
as arquibancadas dos teatros eram construídas por altas paredes, diferente da 
arquitetura grega, que aproveitava a inclinação das colinas para a construção das 
arquibancadas. 
 
Alguns tipos de arquitetura em Roma: 
 
Odeons – pequenos teatros para música. 
 
Termas – salas para banhos, massagens, bibliotecas, ginástica. Era como um 
clube. A construção era muito grande chegava a medir 400x240 m de área, 
exemplo temos as “Termas de Caracala”. 
 
Templos – estavam sobre um podium, sua arquitetura era parecida com a dos 
gregos. Suas bases variavam de retangulares, redondas e poligonais, sendo esta 
última inventada pelos romanos. 
Usavam também as ordens arquitetônicas... 
Exemplo: “Templo do Panteon”, que era o templo de todos os deuses. 
 
O templo não era um lugar de cerimônias religiosas, e só entravam nos templos os 
sacerdotes. 
 
Anfiteatros – são dois teatros de forma oval. 
 
O “Coliseu” é o mais importante, e depois o de “Arena” que se encontra em 
Verona. 
 
 
Colunas votivas – de caráter narrativo, tinham a função de ornamentar a cidade e 
lembrar as pessoas os feitos dos imperadores, era narrada toda a história de 
guerras, era esculpida em relevos. 
 
Arcos de triunfo – Ornamentavam as cidades e narravam também os feitos dos 
imperadores. 
Exemplo: Arco de Tito, arco de Constantino e Arco de VII Severo. 
 
Fontes – as águas eram trazidas para as cidades, canalizadas pelos aquedutos 
Ornamentavam as cidades, serviam também de estradas. A população se 
abastecia de água através das fontes. 
 
Estradas – “Via Ápia”, ligava Roma até Cápua. 
 
Circo – tinha a forma oval, com uma espina (servia para dividir a estrada). Tinha 
600m de comprimento, com tribuna do imperados e arquibancadas, esses circos 
eram destinados as corridas de carros (bigas). Tinham portas e arcos na entrada. 
 
 24 
Hipódromo – destinados a corridas de cavalos. 
 
Tumbas – podiam ser em forma de pirâmides, monumentais ou em forma de 
templo. O povo de uma forma geral era cremado. Os cristãos por se negarem a 
cremar os corpos, eram enterrados nas “coemetrias” – que são galerias 
subterrâneas. A terra tirada para fazer estas tumbas servia para fazer a 
“pozzolana”, hoje estas “coemetrias” são cemitérios. 
Exemplo de tumbas: “Caio IV” – piramidal, “cecília Metela” – monumental. 
 
Basílica – tribunal de justiça ligado ao comércio, tribunal de pequenas causas. 
 
Cúria – sede do senado romano destinado a pessoas idosas. 
 
Fórum – praça onde ficavam os edifícios públicos mais importantes da cidade. 
Sua forma era retangular. 
 
Comidium – podium (lugar alto) serviam para fazer comícios. 
 
Casa Romana: 
 
Domus – as casas mais importantes foram as da cidade de Pompéia e as casas 
da classe média, que eram de pequenos comerciantes. 
De uma forma geral as casas romanas não tinham janelas com vista para fora, as 
janelas estavam voltadas para o pátio interno. 
Tinham apenas uma porta de entrada que dava acesso ao vestíbulo e chegava até 
ao pátio, chamado de atrium, este pátio tinha um peristilo (varanda com um pátio 
ao centro contronado por colunas). 
Todo pátio tinha um tanque onde era coletada a água da chuva, chamado de 
impluvium. 
O atrium era a parte mais importante da casa, tinha estátuas, máscaras mortuárias 
do patriarca. Este atrium dava acesso a outras partes da casa como: dormitórios, 
tablinio, (sala de recepção para receber visitas), bibliotecas, geneceu 
(lugar onde as crianças brincavam) e o triclínio (sala de almoço). 
 
Características das casas: 
 
 Fechada por fora e aberta para dentro. 
 Jardins internos. 
 Não tinha pé direito alto. 
 Cômodos pequenos. 
 Pisos normalmente de mosaico, sobretudo mos espaços nobres como o 
atrium. 
 Pinturas nas paredes, principalmente no peristilo. 
 Sauna interna para banho quente. 
 Quando a casa era de um comerciante, tinha uma porta exclusiva para o 
comércio. 
 25 
 A família era formada por: pai, mãe, filhos, agregados, escravos e etc., por 
isso que as casas tinham tantos compartimentos. 
 
Vila –casa de campo romana que quase desapareceu. A vila renascentista se 
inspirou na vila romana. 
 
Insulae - casa de aluguel, chegando a ter cinco unidades, com vários cômodos, 
cozinha comum a todos, sem higiene adequada. 
 
Palácios – residências dos imperadores tinham nesses palácios: templos, 
guardas, termas, parte para visitas, apartamentos de mulheres, salas de 
recepções, templo de Júpter, atrium e etc. era todo murado, com grandes portões 
de entrada. 
Exemplo: “Palácio de Deucleciano”. 
 
Escultura Romana: 
 
De caráter urbano, político e para perpetuar o nome dos imperadores. 
Suas representações eram feitas com suas roupas militares, muitas medalhas, 
conferindo assim mais importância. 
Todos os traços eram individuais, bem realistas. 
O busto retrato foi uma criação romana, sendo muito difundida em cera e depois 
em bronze. 
Nas esculturas romanas o lado físico e o rosto expressivo eram bastante captados 
pelo artista. 
Praxíteles (primeiro grego a representar uma mulher nua) foi muito copiado por 
Roma, suas estátuas enfeitavam os peristilos os atriuns nas fontes das casas. 
 
Esculturas tipicamente romanas:Estatuas eqüestres – monumentos de esculturas nas praças das cidades para 
enfeitar. 
Exemplo: Estátua Eqüestre de Marco Aurélio. 
 
Estátuas dos deuses – são cópias gregas e os romanos não davam tanta 
importância. 
 
Relevos – os baixos-relevos nos altares e ara paces-altar construído em honra a 
Augusto, todo ele é coberto de relevo. 
 
Retratos dos imperadores – os relevos tem caráter histórico e narrativo. Nas 
tumbas e nos sarcófagos tinham relevos funerários, sobretudo o casal que era 
enterrado junto, mostrando um busto retrato com algumas figuras da mitologia 
romana. 
 
 26 
As ornamentações em relevo – tinham as guirlandas, que eram usadas nas festas 
pagãs esculpidos com flores e frutos. Usavam também nos frisos elementos 
estilizados bem coloridos. 
 
 
Pintura romana: 
 
Foram encontradas nas casas de Pompéia e Herculano: 
Pintura mural com a técnica do afresco. 
Esta pintura cobre quase que totalmente as paredes das casas. 
Faziam o “trompe-l’oeil”. 
 
São quatro os estilos da pintura: 
 
1- Estilo de incrustação – consiste na imitação de material de acabamento – 
imitando mármore, madeira. 
2- Estilo arquitetônico – consiste na imitação de elementos da arquitetura – 
colunas, frisos, capitéis, molduras. 
Estes dois estilos têm como base uma valorização da parede. 
3- Estilo ornamental – consiste numa evolução do 2o. estilo, consiste na 
imitação de elementos da arquitetura mais decorado com elementos da 
flora. 
4- Estilo ilusionista ou cenográfico – é uma síntese dos três estilos anteriores, 
com a presença da perspectiva com a finalidade de ampliar o espaço local. 
Estes dois últimos estilos anulam a parede e ampliam os espaços. 
 
Temas usados na pintura são: 
 
 Paisagens urbanas 
 Paisagens com ruínas 
 Paisagens campestres 
 Paisagens com imagens do cotidiano 
 Retratos de forma bem realistas 
 Cenas mitológicas, principalmente as proezas heróicas inspiradas na Ilíada 
e na Odisséia 
 Cenas dramáticas 
 Natureza morta (composição com frutas, legumes, flores e as vezes 
animais de caça). 
 
Pintura para decoração: 
 Candelabros 
 Pequenos gênios 
 Arabescos 
 Elementos da flora 
 Molduras e frisos 
 
 27 
A pintura romana tinha um aspecto impressionista, quando o artista fazia 
pinceladas rápidas e a utilização do claro escuro. 
 
 
 
INICIO DA ARTE CRISTÃ 
(C. DE 100 d.C. até 476 d.C.) 
 
Arte Paleocristã arte primitiva dos cristãos = arte dos 1º cristãos 
A cultura romana foi adaptada pela cultura helenística, mas com o decorrer do 
tempo outras religiões foram surgindo como religiões vindas do Egito e da Índia. 
 
Temos também o surgimento do cristianismo em Roma, e com o seu crescimento, 
os cristãos passaram a ser perseguidos, principalmente as classes mais pobres. 
 
Os romanos justificavam as perseguições aos cristãos pela nova filosofia de vida 
que transformava o comportamento das pessoas. 
 
A participação das mulheres foi de grande importância para a expansão do 
cristianismo, principalmente na classe dominante. 
Com a expansão do cristianismo nas classes dominantes, e a falta de um espaço 
para os cultos, as famílias doavam suas casas, que eram reformadas para se 
transformar em batistérios. 
 
Períodos da arte paleocristã: 
 
1º Período – Catacumbário: 
Cerca de 200 d.C. até 313 d.C. – as reuniões eram feitas nas catacumbas ou 
galerias abandonadas. 
O período catacumbário só chegou ao fim quando Deucleciano (Imperador 
Romano) fez uma matança geral com os cristãos, colocando todos eles no Coliseu 
para serem devorados pelos leões, foi um verdadeiro massacre, uma covardia. 
 
A religião cristã passou a ser permitida depois da reunião do Edito de Milão, 
organizada pelos dirigentes romanos em 313 d.C., no governo de Constantino. A 
partir desse período passaram a ser construídas as Basílicas. 
 
2º Período – Basilical: 
 
Cerca de 310 d.C. até 476 d.C. – Fim do período paleocristão. Com a queda do 
Império Romano do Ocidente houve uma dissociação com a invasão dos 
bárbaros. 
A partir desse período os cristãos puderam construir suas basílicas. 
Com o número de grandes seguidores, os templos deveriam ser grandes para se 
reunirem e discutir sobre a bíblia. 
 28 
Os cristãos buscavam seus modelos nas basílicas romanas, como adaptação 
também da casa romana. A única coisa que se relacionava com a basílica era a 
sua construção, sua função eram totalmente diferentes. 
 
 
PERÍODO CATACUMBÁRIO 
 
ARQUITETURA: 
I que restou deste período foram algumas casas na cidade de Dura-Europos, que 
se mantém conservadas até hoje. As outras foram destruídas ou construídas 
outras igrejas por cima. 
 
ESCULTURA: 
Os cristãos eram contra os pagãos por eles representarem seus deuses através 
da escultura, por isso no início os cristãos eram contra a representação através de 
imagens, sendo assim neste período praticamente não existem esculturas. O que 
existe são relevos em sarcófagos, muito parecidos com os relevos romanos 
pagãos, apenas o que mudava era o tema: O Bom Pastor, e em cima do 
sarcófago tinha a imagem do morto. 
 
PINTURA: 
Ao contrário da escultura a pintura foi muito difundida, era uma forma de passar 
aos fiéis as mensagens do antigo testamento. Suas técnicas eram simples, assim 
como os próprios cristãos, eles mesmos eram os pintores (amadores e escravos). 
Técnica: de traços rápidos figura sugeridas mais do que representadas. 
Composição: com enquadramento geométrico ou enquadramento com elementos 
geométricos. Pintadas nos tetos de círculos. 
 
Principais temas: 
 História de Jonas na baleia, representando o poder de Deus para salvar os 
fiéis, das garras da morte. 
 Os três hebreus na fornalha em posição de prece de braços abertos. 
 A pomba que representavam a paz e o Espírito Santo. 
 A cruz – martírio de Cristo. 
 O cálice – o santo graal. 
 O anjo. 
 A ressurreição de Lázaro. 
 
Na arte dos primeiros cristãos não havia a representação do inferno, pecado, 
castigo e do demônio. 
 
Entre os símbolos: o homem e a mulher entre flores que representavam o paraíso. 
A filosofia cristã era de esperança, paz e fé na vida eterna. 
 
PERÍODO BASILICAL 
 
 29 
ARQUITETURA: 
Arte sempre ligada ao cristianismo. As basílicas paleocristãs foram adaptadas das 
basílicas e das casas romanas. 
Muitos dos nomes dados às basílicas eram de pessoas que faziam grandes 
doações. 
 
ESCULTURA: 
São relevos encontrados nos sarcófagos e alguns objetos de culto (cálice de 
prata, ouro e bronze) que receberam relevos. 
 
PINTURA: 
Vista de uma forma importante para as mensagens do Antigo e do Novo 
Testamento, com finalidade didática para difundir a doutrina, sempre de caráter 
narrativo simbólico. 
 
 
 
ARTE BIZANTINA 
476 d.C. – 1453 d.C. 
 
Com a queda do Império Romano do Ocidente, começa o Império Bizantino. 
Bizâncio é a capital do Império Romano com todos os monumentos da arte 
romana. 
Bizâncio que hoje é a Turquia possuía arte romana. 
Constantino mudou o nome da cidade de Bizâncio para Constantinopla, e com a 
invasão dos turcos passou a se chamar Istambul. 
 
Nas igrejas bizantinas, o cristianismo foi muito importante, passando a ser a 
religião oficial sofrendo influências orientais. 
As igrejas bizantinas eram muito ricas nas suas construções e ornamentações, se 
repetindo muito a estética oriental com influência helenística. 
Ravena se tornou um grande centro bizantino apesar de se localizar na Itália. 
 
Os três centros mais importantes da Arte Bizantina são: 
 Bizâncio 
 Ravena 
 Veneza 
 
A arte bizantina é uma arte totalmente vinculada ao Império, oficialmente dirigida 
pela igreja que detém o poder do Império Romano do Oriente, mostra o triunfo da 
igreja. Uma arte voltada para a propagação da fé. 
 
 
Os períodos são divididos em três:30 
1ª idade de ouro: de 476 d.C. até 867 d.C. – marca a mudança da cidade de 
Bizâncio para Constantinopla, é a divisão da arte Paleocristã para a arte Bizantina. 
Marca o fim da crise da Querela dos Iconoclastas. Crise da igreja devido a 
pensamentos diferenciados. 
Um grupo era a favor da representação através de imagens – os monges. 
Outro grupo não era a favor da representação através de imagens – papa e 
imperadores. 
 
Iconoclastas = destruidores de imagens. 
 
As imagens feitas neste período eram dotadas de certo realismo, diferentes das 
imagens rígidas da escultura romana. 
O receio dos imperadores era a proximidade dos monges com o povo para a 
elaboração das imagens. 
A querela durou mais ou menos cem anos. Quebraram muitas imagens, não 
restando praticamente nada. 
Finalmente a querela chega ao fim com a vitória dos monges, que foi comemorada 
com uma grande festa na igreja de Santa Sofia. 
Durante o período da crise foram feitas várias figuras ligadas a flora e a fauna – 
abstratas, e surge também uma pintura mais forte, bem no estilo helenístico. 
 
 
2ª idade de ouro: - 867 d.C. até 1204 d.C. – No fim da crise, o imperador era 
Basílio I, ele fazia parte da dinastia da Macedônia. 
Cruzadas – era um exército formado pelo povo, para lutar a favor da igreja do 
Ocidente. 
A partir de 1050 começa o conflito entre Ocidente e Oriente. 
Em 1204, é quando surge a 4ª cruzada que domina Bizâncio. Os venezianos 
iniciam um período de luta. 
O ocidente era a favor do celibato, acredita-se que surge este movimento para que 
os padres não se casassem, não dividindo assim os bens da igreja, acumulando 
desta maneira mais bens para que pudessem construir novas igrejas, e se 
impondo diante dos senhores feudais. Surge deste modo uma nova crise na igreja. 
Logo depois desse conflito o Império Romano do Oriente se perde e é preciso 
gastar muito recurso, é então que é preciso buscar o apoio do Ocidente. 
O papa organiza uma cruzada para buscar a Terra Santa. Bizâncio que não 
aceitou ajuda na 1ª, 2ª, 3ª cruzadas, se viu obrigado agora a aceitar, na 4ª 
cruzada, dando fim a idade do Ouro. 
 
3ª Arte Bizantina Tardia – Nessa época a arte sofre uma decadência, e perde todo 
o seu poder. 
1453 com a tomada de Constantinopla, Constantino Dragasés, o último Imperador 
cristão do Oriente é vencido por Maomé II. 
 
ARQUITETURA BIZANTINA 
 
 31 
Nas duas idades do Ouro a marca mais importante da arquitetura bizantina é a 
cúpula, com características de representar a cúpula celeste. 
Era uma cúpula estruturada na vertical e não na horizontal como no Panteon. 
Abriam-se janelas em toda a volta como a Igreja de Santa Sofia, com 55m de 
altura. 
“Desce do céu por correntes de ouro”. Assim era conhecida a cúpula de Santa 
Sofia. 
As igrejas na tinham só uma cúpula central, como também outras em sua volta. 
Toda igreja bizantina tem cúpula. 
 
A característica mais forte é a planta centralizada com uma cúpula no centro, onde 
é o espaço principal. 
A Santa Sofia tem uma planta retangular centralizada com espaços que indicam 
uma cruz grega, ou seja, os quatro braços do mesmo tamanho. 
 
A Igreja dos Santos Apóstolos tem uma planta em forma de cruz latina, três braços 
do mesmo tamanho e um mais alongado. 
As plantas podem ser: 
 Cruz grega 
 Quadrada 
 Quadrada com cruz grega 
 Octogonal 
 Circular 
 Cruz latina 
 
As características são: 
 Muitos ângulos externos. 
 Formas arredondadas internas. 
 Interior rico em ornamentação. 
 Exterior simples e rude. 
 Uso de contrafortes nas laterais com arco de meio ponto. 
Contrafortes = paredes grossas nas laterais para sustentar os arcos de 
meio ponto. 
 Rica decoração de relevos com símbolos cristãos. 
 Decoração interna com revestimentos em vários tipos de mármores. 
 Mosaicos que revestem partes importantes da igreja. 
 Capitéis decorados com aparência Islâmica, com rendilhados e formas 
abstratas. 
 Uso do arco pleno e arco de meio ponto. 
 Os materiais empregados variavam com a região, inclusive o material dos 
mosaicos e os mármores. 
 O altar não podia ficar no centro da cúpula, foi então construído a abside 
para colocar o altar sempre para o leste. 
 
Os símbolos usados nos mosaicos: 
 Os quatro evangelistas: 
 32 
 São Marcos = leão 
 São João = anjo 
 São Mateus = águia 
 São Lucas = boi 
 
 O Cristo sobre o globo terrestre, chamado também de Cristo Pantocrato, 
sempre se apresentando como salvador. 
 Os apóstolos. 
 Os anciãos do apocalipse. 
 Algumas cenas do Antigo e do Novo Testamento. 
 As representações dos milagres de Cristo. 
 Cristo em posição central envolto com anjos. 
 
Estes mosaicos não passavam nada de negativo. Não há evidências de 
representações do demônio, de penitências, traição de Judas e nem a negação de 
São Pedro. 
 
As três igrejas mais importantes: 
 Santa Sofia (Constantinopla) 
 Santos Apóstolos (Constantinopla) 
 São Sergio (Constantinopla) 
 
Em Ravena as igrejas mais importantes: 
 Santo Apolinário o Novo 
 Santo Apolinário In Classe 
 São Vital 
 
Em Veneza 
 São Marcos – estilo bizantino da 2ª idade de ouro, igreja de mesmo modelo 
de Santos Apóstolos, como cinco cúpulas com planta em cruz grega. 
 São Salvador – é do período tardio com três cúpulas com abside (espaço 
circular na extremidade da igreja). 
 
MOSAICOS BIZANTINOS 
Arte por excelência bizantina. São formados por tesselas - 
(peças que compõem um mosaico). 
O mosaico bizantino tem sempre uma linha circulando as figuras. Suas 
características são: 
 
 Presença de contorno 
 Posição estática e simbólica 
 Várias situações numa mesma cena 
 Ausência de perspectiva 
 Ausência de anatomia 
 Deformação da figura e 
 33 
 Cores simbólicas 
o O branco – verdade, usado na veste de Cristo. 
o O vermelho – o sol, o fogo, o sangue, usado nas asas do anjo 
Serafim e o manto de Cristo. 
o O azul – a noite, a lua, o céu. Usado mais tarde para o manto de 
Nossa Senhora. 
o O verde – esperança, vegetação. 
 
A pintura e o mosaico em termos de temas são os mesmos. 
É no mosaico que existe um triunfo da estética Oriental e Ocidental helenística. 
Mosaico quer dizer: artes das musas, uma arte que precisa ter paciência para 
desenvolvê-la. 
 
ESCULTURA BIZANTINA: 
 Quase toda escultura desapareceu com a crise dos iconoclastas, o que restou 
são poucos exemplares: 
 
 Uma cabeça de um imperador Acádio, como olhos grandes, cabelos 
estilizados, olhar de contemplação. É um busto retrato. 
 Pequenos objetos dedicados ao culto, na maior parte das vezes em ouro, 
prata e com algumas pedras preciosas. 
 A cadeira do arcebispo Maximiniano de Ravena, em madeira e marfim com 
símbolos cristãos esculpidos. (pode ser considerada uma escultura). 
 
PINTURA BIZANTINA: 
 
Temos duas tendências: 
1ª Tendência helenística 
 Caráter naturalista 
 Movimento das vestes 
 
2ª Tendência oriental: 
 Lei da frontalidade 
 Ausência de perspectiva 
 Caráter simbólico 
 Figuras estáticas. 
 
Tipos de pinturas: 
 
 Afrescos nas igrejas 
 Iluminuras de manuscritos ou miniaturas são ilustrações dos textos. 
 
Toda pintura era de caráter narrativo. 
Os temas eram bíblicos com iconografia cristã. 
Não havia preocupação em mostrar uma narração em ordem e sim dois ou três 
momentos diferente, sem seqüência. 
 34 
Observa-se certa simetria e um equilíbrio nos desenhos. 
O artista bizantino é anônimo. 
 
 
 
ARTE ROMÂNICA 
(aprox. séculos XI e XII) 
 
Período da história da arte na Europa ocidental que abrange basicamente 
os séculos XI e XII, caracterizado pelo auge do feudalismo, pela variedade 
regional de estilos, predominância da arquitetura religiosa, rica decoração de 
fachadas e capitéis de colunas, usode arcos plenos, abóbadas de berço e 
arestas, espigões e contrafortes, e pela criação de abundante imaginária. 
 
Feudalismo – sistema econômico, político e social que se fundamenta 
basicamente sobre a propriedade da terra, cedida pelo senhor feudal ao vassalo 
em troca de serviços mútuos (proteção por parte do senhor e servidão por parte 
do vassalo) e que caracteriza a sociedade feudal (surgida após as invasões 
germânicas na Europa, a sociedade feudal desenvolveu-se do período que vai do 
século IX ao XIII). 
 
Sobre a influência do apocalipse no ano 1000d.C. a igreja passou a 
organizar as cruzadas para a Terra Santa para a reconquista de Jerusalém e o 
túmulo de Cristo. Surge neste período uma série de rotas de peregrinações que 
saía da Itália e da França com destino a Santiago de Compostela na Espanha. As 
cruzadas influenciaram positivamente todo o comércio da região. Traziam também 
recursos para toda a rota de peregrinação e com isso a igreja foi conseguindo 
posses, terras. etc... 
 
As doações de terras e de bens eram feitas em troca da salvação quando 
chegasse o juízo final. 
 
No período medieval não havia muitos horizontes. As perspectivas de vida 
para os filhos conseqüentemente eram muito pequenas, a maioria ia para os 
mosteiros ou trabalhavam em profissões menos valorizadas: cozinheiros, 
carpinteiros, sapateiros, ferreiros, etc... 
 
Essa dificuldade fez com que os mosteiros de multiplicassem na Europa, e 
dentro dos mosteiros houve uma diversidade de cultura bastante expressiva. Foi 
observada também a necessidade de uma constante manutenção nos mosteiros 
aumentando o número de pedreiros que atuavam inclusiva na elaboração de 
esculturas, que mais tarde estes pedreiros se uniram numa confraria dando 
origem às marcenarias. 
 
A arte nesse período continua a ser anônima, mas a mão-de-obra começa a 
ser valorizada, fazendo com que esses profissionais (escultores e pintores), 
começassem a ter fama. 
 35 
 
Em todo o período medieval sente-se a presença da opressão e da 
autoflagelação, e mesmo depois do ano 1000, que não houve o apocalipse, ainda 
existia a autoflagelação, é a partir daí que começa a aparecer o demônio, as 
trevas, o castigo, o inferno e a inquisição. 
 
Dentro deste aspecto da sociedade medieval a arte seria opressiva, rígida e 
controlada. Na arquitetura todos os ambientes seriam escuros, com galerias no 
alto das construções, de onde os monges passavam e observavam os que 
estavam presentes na igreja. 
É nesta época que surgiu a ordem dos beneditinos, hoje onde originalmente 
foi sua sede existe a maior biblioteca da Europa. Com esta ordem foi criado o 
mosteiro de Cluny, Borgonha (França), que se tornou o modelo para outros 
mosteiros e o berço da reforma. 
 
Dentro do sistema de hierarquia nesse período temos: os nobres, a 
cavalaria, o clero, os burgueses e os camponeses. 
 
A arte românica é uma arte heterogenia onde as origens étnicas da 
diferentes populações interferem nas soluções arquitetônicas. 
 
Os mosteiros são inseridos em ambientes rurais, deferente do gótico que é 
uma arte das cidades. 
 
Os períodos da arte românica se dividem em: 
 
Românico primitivo – 1000 a 1100 
 
Alto românico – 1100 a 1180 
 
Românico tardio – 1180 a 1240 
 
ARQUITETURA ROMÂNICA: 
 
Tipos:Religiosa – mosteiros e igrejas 
 Civil – castelos, fortificações e casas 
 
 
A ARQUITETURA NOS MOSTEIROS: 
 
As partes dos mosteiros são: 
 Biblioteca 
 Campo santo (cemitério) 
 Oficina (pinturas dos livros, iluminuras ou miniaturas) 
 Despensa 
 Cozinha 
 36 
 Sala capitular (sala de reuniões) 
 Refeitório 
 Atrium 
 Pátio 
 Pocilga 
 Estábulo 
 As celas (cômodo muito fechado, eram os quartos, muito simples, 
despojado de qualquer coisa que se refere à riqueza, um ambiente 
opressor e escuro) 
 Instalações sanitárias 
 Farmácia 
 Ferraria 
 Igreja, com uma cripta subterrânea sob o altar (catacumba) 
Era uma construção auto-suficiente, fácil de entrar, difícil de sair. Construídos 
no alto do morro, ambiente rural. 
 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ARQUITETURA ROMÂNICA: 
 
 Pequenas aberturas 
 Construções muito sólidas e fechadas 
 Predominância do cheio sobre o vazio 
 Abóbada de berço 
 Arco pleno ou arco de meio ponto 
 Abóbada de arestas 
 Paredes grossas 
 Uso de contrafortes 
 
Os materiais variavam de região para região 
 
CARACTERÍSTICAS DAS IGREJAS ROMÂNICAS: 
 
 Localizada, sobretudo nas aldeias, é uma evolução da basílica cristã. 
 Tem planta em forma de cruz latina 
 Com o desenvolvimento românico nas rotas de peregrinação as relíquias 
foram colocadas nas capelas radiais e na abside. Fizeram o deambulatório, 
uma espécie de corredor atrás do altar para que pessoas caminhassem e 
não se aproximassem muito das imagens. 
 Na igreja românica há a presença da torre sineira, que varia de aspecto de 
região para região: 
o Na França ela sempre faz parte da fachada ou do cruzeiro 
o Na Itália, sempre separada da igreja 
 
 A cripta sob o altar 
 Galerias no alto formavam alguns espaços vazios 
 
 37 
ALGUNS ELEMENTOS DA ARQUITETURA: 
O portal da igreja: 
Mainel; (d) 
Lintel – (b) 
Tímpano ou mandorla (a) 
Arquivioltas – (c) 
Umbrais (e) 
Porta (f) 
 
 
ESCULTURA ROMÂNICA: 
 
 Diretamente vinculada à arquitetura e a representação transmitindo um forte 
sentimento religioso, recriando a imagem da igreja triunfante. 
 Tem caráter didático e simbólico. 
 
 
 OS TEMAS SÃO: 
 
 Sagrada escritura 
 Cultura popular 
 Alegorias das estações 
 Representação de fábulas populares 
 Atividades dos camponeses 
 O céu 
 E o inferno 
 A virtude e o vício 
 Temas vinculados a Virgem Maria, porém mais freqüentes no período 
gótico. 
 O Cristo envolto numa mandala sentado sobre um trono na parte do 
tímpano 
 38 
 Apocalipse e o juízo final 
 
Algumas ornamentações variam de lugar para lugar, assim como a arquitetura. 
As ornamentações dos tímpanos são mais importantes. 
Na Borgonha existe uma predominância de temas ligados ao demônio, mostrando 
a divergência entre o bem e o mal. 
“O Cristo de Autum” feito pelo escultor Gilesbertus, serviu de modelo para todos 
os outros, por isso seu escultor ficou famoso. 
 
Os espaços destinados à escultura deixados pela arquitetura são: 
 
 Portais tímpanos 
 As bases dos altares 
 Os capitéis 
 Lintéis 
 
 
PRINCÍPIOS DA ORGANIZAÇÃO DA ESCULTURA ROMÂNICA: 
 
1o. A lei de domínio da arquitetura: essa decoração da escultura se localiza em 
pontos estratégicos da arquitetura como altares, portais etc. 
 
2o. A lei do enquadramento: as figuras se enquadram em um espaço determinado 
no tímpano se ajeitando de modo que caiba e ocupe todo o espaço. 
 
3o. A lei do maior número de contatos: encosta-se o máximo possível de uma 
escultura na outra e mesmo nas bordas, como se na escultura houvesse um 
horror de espaços vazios. Todo o espaço devia ser preenchido tendo o máximo de 
contato com as margens criando figuras tortas. 
 
4o. A lei do formalismo interno: consiste em que algumas formas primordiais 
passem a gerar outras figuras com semelhança a ela. Era uma metamorfose feita 
com formas análogas. 
 
CARACTERÍSTICAS DA ESCULTURA ROMÂNICA: 
 
 Maior número de contatos com as margens 
 A maior parte das esculturas em alto e baixo relevo 
 São figuras atarracadas 
 Forma rígida com contorno simbólico 
 Cabeça grande em relação ao corpo 
 Não existe a escultura plena como no período romano 
 Toda escultura era de caráter simbólico e didático, com diferenças 
regionais, sobretudo nos materiais. 
 
PINTURA MURAL: 
 39 
 
Técnica do afresco com detalhes de encáustica que é o pigmento misturado 
comcera. 
Os artistas orientais viajavam muito havendo uma troca, sobretudo nas 
técnicas. 
Os temas tanto da pintura mural ou sobre madeira são de caráter educativo, 
didático e simbólico. 
São feitos três ou quatro composições num mesmo quadro. 
TEMAS: 
 
 Vida de Cristo 
 Virgem Maria 
 Antigo e novo testamento 
 
 
Pintura sobre madeira: 
 
 Era um quadro pequeno onde havia pinturas douradas, às vezes se 
apresentavam como díptico e outras como trípticos, que eram feitas com madeiras 
lado a lado e juntas por tiras de couro, e serviam para serem levadas nas 
procissões. 
 
As iluminuras ou miniaturas: 
 
São ornamentações feitas nos livros, na bíblia. Nestas pinturas temos a 
presença quase que constante da fauna e da flora. A primeira letra do texto 
também sempre é trabalhada. 
 
A pintura mural quase desapareceu. 
 
OS VITRAIS: 
 
Começa no período românico e se desenvolve no período gótico. 
O vitral é formado por pedaços de vidro incrustados com um perfil de 
chumbo. O vidro nesta época ainda tinha um aspecto rudimentar, eram bastante 
grossos. Ainda com o vidro quente se joga o pigmento. Percebe-se uma 
tonalidade amarelada nos vidros do período românico, provavelmente ao tipo de 
areia usada. 
A moldura e a estrutura dos vitrais no início do período românico eram 
feitos de madeira. Só a partir de 1200 que as estruturas passaram a ser de ferro 
fazendo ligações e estruturando a janela. 
Eles costumavam colocar muitos vidros brancos e alguns coloridos, e o 
contorno do chumbo fornecia uma linha de contorno. 
 
O esmalte era usado em pequenos objetos de culto com: candelabros, 
taças e etc... 
 40 
O mosaico também teve seus momentos de utilização. 
 
 
ARTE GÓTICA 
(aprox. séc. XIII e XVI) 
 
Para a maioria dos historiadores a arte medieval é, desde muito, sinônimo 
de arte gótica. Esta concepção, que ignora as artes bizantinas e românicas, é em 
parte justificável pelo fato de a arte gótica ser a mais espetacular da Idade Média. 
A sua arquitetura é particularmente ousada e marca, de certo modo, no Ocidente, 
o apogeu de um período que os historiadores situam entre 395 d.C. e 1453 d.C. 
com a queda de Constantinopla. 
O termo gótico vem do nome “godos”, povo bárbaro, árabes, que invadiu o 
Império Romano. 
Essa revolução do estilo gótico começa quando um abade chamando 
Surger resolve fazer uma reforma na igreja Abadia de Saint-Denis. Percebendo o 
aspecto estrutural do arco de meio ponto ser limitado e exigindo paredes muito 
largas, ele resolve quebrar esse arco e retirar as paredes que o sustentava, 
colocando no lugar das paredes colunas que serviam agora de sustentação. 
Dessa maneira os espaços ficaram mais livres, e foram deixadas grandes 
aberturas que eram cobertas de vitrais. 
Em torno de 1140 começou o desenvolvimento do gótico e o 
desenvolvimento das cidades, consequentemente aumentando as profissões. As 
pequenas aldeias foram aumentando. A classe burguesa sentia necessidade de 
ter suas próprias catedrais, que foram construídas devido ao sentimento religioso 
e de união da comunidade. 
De 1145 a 1220 é construída a catedral de Chartres e em 1163, logo em 
seguida a catedral de Notre-Dame de Paris. 
As construções dessas catedrais foram se expandindo da França para 
Alemanha, Grã-Bretanha, Áustria e Norte da Itália. Cada lugar assimila o gótico de 
acordo com sua nacionalidade. 
O aspecto formal da catedral de Notre-Dame é simples: dividido em três 
partes na horizontal e três na vertical. 
Assim como a igreja romana, a igreja gótica tem seu eixo da nave principal 
leste-oeste, representando Jerusalém. A sua abside é voltada para o nascer do 
sol. 
 
CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA GÓTICA: 
 
 Arco ogival 
 Grandes janelas (aberturas com vitrais) 
 A rosácea nas fachadas e muitas vezes nas laterais (também aparece no 
românico, mas é do estilo gótico). 
 Abóbada de arestas. 
 O verticalismo (a catedral sobressai nas cidades, as torres são altas). 
 Torres na fachada e às vezes no cruzeiro. 
 41 
 As ornamentações da arquitetura são com elementos derivados da 
natureza, sobretudo os pináculos, pequenas folhas que enfeitam arcos e 
flechas, que são elementos decorativos. 
 As abóbadas de nervura cruzadas ou cruzadas de ogivas. 
 As colunas adoçadas no interior das construções. 
 Planta em cruz latina com três ou cinco naves. 
 Capelas radiais. 
 Deambulatório 
 Cruzeiro 
 Transepto 
 Abside com capela-mor 
 Cripta sob o altar 
 Galeria 
 Cleristório 
 Telhado em duas águas normalmente com telhas de ardósia. 
 
Na França o gótico é mais clássico. Na Alemanha e na Inglaterra é mais 
decorativo. Na Itália ele aparece mais ao sul como elemento decorativo e a torre 
sineira era separada da igreja. 
 
ESCULTURA GÓTICA 
É uma arte independente, valorizando a arquitetura. Nos portais os temas mais 
importantes preenchem os tímpanos. 
 O juízo final com o Cristo dentro da mandala, de um lado o céu e do outro o 
inferno com os apóstolos e anjos em volta. 
 A virgem está sempre coroada como rainha mostrando a nobreza e a igreja. 
 Os temas estão sempre ligados a nobreza. 
 A verticalidade nos sarcófagos sempre decorados que ficavam e alguns 
nichos e capelas dentro das igrejas, com cenas da vida do morto. 
 No mainel, umbrais e arquivoltas. 
 No período gótico sempre vão existir esculturas nas partes dos portais. 
 O bem sempre vence o mal. 
 As esculturas são feitas fora e colocadas nos nichos com garras metálicas 
na parte de trás. 
 O rosto da virgem é sempre “afetado” (expressão de piedade). 
 Gestos nobres e expressões parecidas. 
 A valorização do Novo Testamento, da vida de Cristo. 
 A escultura se associa à arquitetura entrando em toda a parte, nos portais, 
nos altares, coberturas, etc. 
 As gárgulas são elementos de arquitetura esculpidos em pedra, usados 
para canalizar as águas das chuvas que descem dos telhados. 
 Baldaquino é uma cobertura que fica sobre o altar. 
 Os nobres também ganharam suas esculturas nas igrejas, a medida que 
doavam grandes quantias. 
 As armas e os cavaleiros também são representados nas esculturas. 
 42 
 As catedrais eram uma verdadeira Bíblia de pedra. 
 A escultura assim como a arquitetura apresentava diferenças de acordo 
com a região. 
 O púlpito, lugar onde o padre sobe para falar aos fiéis, todo esculpido, 
aparecendo sempre a figura do leão que representava a força. 
 Em Veneza há muita presença do gótico com influência mourisca. 
 O gótico que vai para Espanha também é de influência dos mouros. 
 
PINTURA GÓTICA: 
 
 Pintura mural 
 Pintura sobre madeira 
 Iluminuras. 
 
A partir do século XII a pintura passa a ter um desenvolvimento muito grande onde 
foram acrescentados alguns elementos novos. 
O gótico na Itália não chegou a se expandir tanto, porque a escultura era muito 
cara. Na Itália a pintura começou desde o período românico com as sobras de 
paredes deixadas pela arquitetura. 
O gótico valorizava as esculturas como na França e nos países nórdicos. 
Foi a partir do século XIII que os artistas passaram a ser reconhecidos. 
 
TEMAS DA PINTURA: 
 Valorização do Novo Testamento assim como na escultura. 
 
CARACTERÍSITCAS DA PINTURA: 
 Hierarquia por tamanho 
 Verticalismo 
 Hierarquia por composição (a pessoa mais importante no centro da pintura) 
 Não existia movimento (eram contidos) 
 Gestos nobres 
 Simetria 
 Fundo dourado 
 Representação de elementos da arquitetura gótica, sobretudo das molduras 
em forma de arco ogival, muitas vezes em flechas. 
 Uma composição em dois ou três momentos simultâneos (diferentes 
momentos numa mesma composição). 
 Aspecto simbólico 
 Contraste entre o bem e o mal (anjos e demônios).A partir do século XIII começa com Giotto (pintor) elementos da perspectiva com 
ponto de vista central figurando as cenas, transformando o fundo dourado em 
azul, representando a paisagem não se distanciando do aspecto simbólico. 
 
Podemos dizer que Giotto foi o precursor do renascimento. 
 43 
Na Itália começa a surgir as escolas de pintura. 
A escola de Florença foi a mais importante. 
 
Alguns pintores importantes da escola de Florença: 
 
Cimabue - (1249 - 1302), ele pintou São Francisco colocando no seu rosto uma 
tristeza humana (figuras com sentimentos humanos, valorizando a doutrina da 
vida de São Francisco). 
Giotto – (1276 - 1337) foi aluno de Cimabue, grande mestre gótico e precursor do 
renascimento. 
Fez duas obras importantes: 
 Todo afresco da igreja de São Francisco. 
 E as pinturas com toda a vida de Cristo na capela de Scrovegni, em Pádua. 
 
Alguns pintores da escola de Siena: 
 Simone Martini 
 Pietro Lorenzetti 
Todos esses artistas fizeram pintura em afresco, só no final do gótico que 
passaram a fazer detalhes dos afrescos em pintura a óleo. 
 
Na pintura sobre madeira usaram duas técnicas. 
 
 Têmpera: mistura com gema para resultado fosco e mistura com clara para 
resultado brilhante. 
 Encáustica: pigmento com cera. 
 Detalhes a óleo. 
As iluminuras deixam de ser exclusivas da religião, os nobres começam a usar 
esses manuscritos para escreverem suas histórias. 
 
TEMAS: 
 Vida de Cristo 
 Virgem Maria 
 Antigo e Novo Testamento 
 
Pintura sobre madeira: 
 
Era um quadro pequeno onde havia pintura dourada, as vezes se apresentavam 
como dípticos e outras como trípticos, que eram feitas com madeira lado a lado e 
juntas por tiras de couro (como dobradiças), e serviam para serem levadas nas 
procissões. 
 
As iluminuras ou miniaturas: 
 
São ornamentações feitas nos livros. Nestas pinturas temos a presença quase que 
constante da fauna e da flora. A primeira letra do texto também é sempre 
trabalhada. 
 44 
 
Os Vitrais: 
 
Começa no românico e se desenvolve no período gótico. O vitral é formado por 
pedaços de vidro incrustados com perfil de chumbo. O vidro nesta época ainda 
tinha aspecto rudimentar, eram bastante grossos. Ainda com o período românico, 
provavelmente pelo tipo de areia. 
A moldura e a estrutura dos vitrais no início do período românico eram feitos de 
madeira. Só a partir de 1200 que as estruturas passaram a ser de ferro fazendo 
ligações e estruturando a janela. 
Eles costumavam colocar muitos vidros brancos e alguns coloridos, e o contorno 
do chumbo fornecia uma linha de contorno. 
 
O esmalte era usado em pequenos objetos de culto como: candelabros, taças etc. 
O mosaico também teve sés momentos de utilização. 
 
 
RENASCIMENTO 
(abrange os séculos XV e XVI) 
 
 Renascimento significa “renascer”. O renascer das formas, ou pelo menos, 
do espírito, mostrando que a arte assim como a ciência, tinha as suas próprias leis 
e que essas leis já tinham sido descobertas pelos artistas gregos e romanos. 
Teve início nas primeiras décadas do século XV, com a redescoberta da 
literatura do mundo antigo, principalmente de Roma e Grécia, onde foi encontrada 
uma grande valorização da natureza, do corpo humano e do mérito pessoal, 
surgindo assim o humanismo, onde agora o homem é o centro e a medida de 
todas as coisas. 
 Foi um período de grandes transformações na religião, nas idéias e no 
comportamento, que acabou por refletir nas produções artísticas. 
 Foi o mais novo espírito que transformou as artes, as ciências, a literatura, 
a filosofia, a política, a educação, a religião e todos os modos de pensamento. 
 O Renascimento se mostrou menos superficial, estudou mais os princípios 
do que as aparências da antiguidade. As figuras ficaram mais idealizadas, as 
formas mais monumentais e organizadas segundo composições geométricas. 
 O Renascimento também incorporou certo número de idéias e atitudes que 
marcaram o mundo moderno, como: o otimismo, os interesses terreno, hedonismo 
(doutrina moral que considera o prazer à finalidade da vida), o naturalismo, o 
individualismo e o humanismo. 
João de Salisbury e Dante Aliguieri, dentre outros, foram os que se 
inspiraram na literatura grega e romana. 
 As causas do Renascimento: 
 Influência da civilização sarraceno (mouro, árabe, mourisco) principalmente 
bizantina. 
 O florescimento do comércio. 
 O crescente das cidades. 
 45 
 A revolução do interesse pelos estudos clássicos nas escolas dos 
mosteiros e das catedrais. 
 A negação ao misticismo da Idade Média. 
 O interesse pela intelectualidade (surgindo as universidades de direito e 
medicina). 
 O desenvolvimento de um espírito de pesquisa científica. 
 “Revival” dos estudos gregos e romanos. 
 
As famílias mais importantes: 
 Médicis = Florença 
 Sforza = Milão 
 Ferrara = Nápoles 
 
Patronos eclesiásticos (alguns papas): 
 Nicolau V 
 Pio II 
 Julio II 
 Leão X 
Estes papas foram detentores das artes e das letras, protegendo os artistas. 
 Os portos de: Veneza, Nápoles, Gênova e Pisa foram os portos mais 
importantes da Itália que se beneficiaram do comércio com o oriente. 
 
Na literatura temos: 
 Francisco Petrarca (1304 – 74) 
o Pai da literatura italiana renascentista – pai do humanismo. 
o Sua escrita era semelhante a de Dante (Divina Comédia). 
o Acreditava no cristianismo como caminho da salvação do homem. 
 
 Giovanni Boccaccio (contemporâneo de Petrarca) 
o Escreveu Decameron – centenas de histórias contadas por sete 
jovens mulheres e três rapazes – este grupo de pessoas tinha a 
finalidade de passar o tempo numa estada forçada, numa vivenda 
dos arredores de Florença para escaparem às devastações da peste 
negra. 
 
 No teatro: 
o Temas ligeiros e alegres. 
o Comédias satíricas. 
o Nicolau Maquiáveal – Mandrágora e o Príncipe. 
 
Quattrocento (Alto Renascimento-século XV – 1400-1499) 
Período de paixão pelos estudos gregos. 
Centro de desenvolvimento em Florença 
A pintura foi a última de todas as artes a se afastar do modelo bizantino. 
Mas foi no quattrocento que a pintura atingiu sua maioridade. 
 46 
A igreja no quattrocento deixa de ser a única protetora dos artistas, 
embora os assuntos bíblicos fossem bastante utilizados. 
Tornou-se mais popular a pintura de retratos que já havia começado na 
Idade Média. 
As pinturas tinham uma grande inspiração religiosa. 
Utilizavam a perspectiva matemática, ou seja, a tridimensionalidade 
representada no plano. 
A finalidade da pintura era: deleitar a vista com a opulência das cores e a 
beleza das formas. 
Introdução da pintura à óleo – importada dos Flandres (norte da Béligica), 
onde o pintor podia trabalhar mais devagar, fazendo correções. 
A maioria dos pintores era florentino. 
Na arquitetura Renascentista deste período as proporções são bem 
equilibradas. Percebemos isto nas construções onde a altura dos andares 
diminui progressivamente de baixo para cima e as paredes se tornam mais 
rugosas à medida que se aproxima do chão. 
 
Alguns pintores: 
 Massacio; pintou - “A expulsão de Adão do paraíso” e a “Moeda do tributo”. 
 Fra Lippo Lippi – pintor de uma irmandade religiosa. 
 Botticelli – influenciado pelo neoplatonismo e sonhava com uma 
reconciliação dos pensamentos cristãos e pagãos.Pintou “A Alegoria da 
Primavera” e “ O Nascimento de Vênus”. 
 Leonardo as Vinci – foi aluno de Verocchio, trabalhou para a família Médici 
e depois para a Sforza em Milão onde produziu suas melhores obras. 
“A Virgem das Rochas”, “A Última Ceia” e “Monalisa”. 
Luz e sombras e a técnica do sfumato são suas grandes característica de 
sua obra. 
Surge também nesse período a escola de pintura italiana – “Escola 
Venezziana” – onde encontramos: Ticiano, Giorgione, Tintoreto, as abras dessespintores reflete a vida luxuosa e o amor ao prazer. 
Não tinham preocupação com os temas filosóficos e psicológicos típicos 
dos trabalhos das escolas florentina. 
 
O Cinquecento:(Renascimento Pleno-1a. metade- século XVI –1500/1550). 
Alcançou a igualdade dos gregos chegando a originalidade tanto da forma 
como do conteúdo, atingiu o seu auge e surgiram também os primeiros sinais de 
decadência. 
Foi nesse período que se deu o início da construção da Basílica de São 
Pedro. 
A perspectiva surge com mais intensidade, começando a fase do 
Renascimento Clássico, que se desenvolveu em Roma. 
Na arquitetura aparecem ornamentações mais detalhadas em janelas e 
fachadas. 
Grandes pintores do apogeu na renascença viveram no cinquecento. 
Roma agora é o grande centro da Renascença. 
 47 
 
Artistas: 
 Rafael Sanzio (1483/1520) 
Artista mais popular do cinquecento, admirados de Leonardo da Vinci, 
desprezava o sentido intelectual. Algumas de suas obras: “Escola da 
Atenas” e “Madona Sixtina”. 
 Michelangelo (1475/1564). 
Maior pintor do cinquecento. Obras mais conhecidas: “Capela Sixtina” 
(teto), quatro anos e meio, 560 metros quadrados de teto, cerca de 400 
figuras, algumas medindo até 3m. Temos também obras como “ O juízo 
Final” e “Pietá”. 
 
Renascimento Tardio – século XVI – segunda metade. 
Consta de certo desequilíbrio temático e decomposição. 
Monumentalismo na escultura. 
Os itens anteriores levam as produções renascentistas deste período para o 
Maneirismo e para o Barroco perdendo a forte ligação com o homem. 
 
 
 
Renascimento em Veneza: 
 
Enquanto pintores e escultores trabalhavam em Florença e em Roma, o 
Renascimento desenvolveu-se de maneira diferente em Veneza. Era uma 
cidade enriquecida pelo comércio com o oriente, adquirindo um caráter exótico, 
único na Itália. 
 
Arquitetura renascentista: 
 
 A Renascença européia não foi somente a redescoberta da arte e da 
arquitetura clássica da Grécia e de Roma antigas, mas também um período de 
grande expansão da filosofia, ciência e literatura e da abertura para um mundo 
novo em preparação para o mundo moderno que hoje conhecemos. 
 Os três estados republicanos de maior força eram: Veneza, Florença e 
Roma. 
 Florença era dominada pela família Médici, seus negócios mais importantes 
eram o comércio, bancos e política. Como outras famílias bem sucedidas de 
Florença, os Médicis foram patrocinadores das artes e das ciências. Entre seus 
amigos encontravam-se: pintores, escultores, estudantes, astrônomos e 
matemáticos. 
 Os escultores e pintores voltaram a incluir a forma humana nua em sua 
arte, porém de uma maneira mais iluminada. 
 Esse tipo de trabalho veio refletir quando os escritos de Vitrúvio, um 
engenheiro militar romano do século I a.C., sobre a arquitetura veio a ser 
totalmente absorvido, por se basear na arquitetura da figura humana; no circulo 
e na esfera, ou seja, para Vitrúvio a proporção era o símbolo da beleza em 
qualquer forma, que levou e,fim a um novo estilo de arquitetura. 
 48 
 Um dos fundadores da Renascença foi Brunelleschi. Ele projetou a cúpula 
da Catedral de Florença (1420), “Santa Maria Del Fiori”, “O Hospital dos 
Inocentes” dentro outros. 
 
 
 Características da arquitetura renascentista: 
 
 Utilização de elementos clássicos (ordens arquitetônicas, sobretudo as 
romanas), como a dórica, Jônica, Corinthia, toscana e Compósita. 
 Utilização do arco romano de 180o. busca da simetria absoluta como a 
Igreja de Santo Antônio. 
 Simplificação no aspecto construtivo. 
 Racionalização das cidades e dos edifícios. 
 No século XV, utilização das ordens corinthia e Compósita. 
 Arquitetura elitista (principais construções: palácios e vilas). 
 
Arquitetura Religiosa: 
 
Planta: 
No início foi mantida a cruz latina (com certa modificação nos interiores). 
 
Depois cruz grega (típica do renascimento) com centro coberto por uma cúpula 
(ponto mais importante da igreja, tinha a função prejudicada mas a estética 
perfeita). 
Tinha também a planta circular como a Igreja de S. Andréa Del Quirinale com o 
diâmetro de 24m. 
Geralmente todo cruzeiro tinha uma cúpula. 
As Igrejas possuíam: nave principal, transepto, cruzeiro, coro, naves laterais e 
claustro. 
Tinham também pilastras nas fachadas, que foi muito usado no período da 
Renascença Tardia e no período barroco. 
No interior das igrejas geralmente o teto da nave central é plano com rebaixo 
onde linhas convergem para um plano de fuga (perspectiva). 
Nas fachadas encontramos s presença das ordens arquitetônicas: corinthia, 
dórica e jônica, que articulam as partes (inferior e superior). 
 
Construção da Basílica de São Pedro: 
 
 Com as desordens políticas em Florença, os Médicis foram derrubados e o 
poder do papado ganhou força. Roma recebeu influência da arquitetura de 
Florença seguindo-se assim o período da Alta Renascença. 
 Neste período deu-se o início da construção da Igreja de São Pedro. 
Bramante foi um dos maiores arquitetos em Roma, ganhando um concurso 
para a construção desta basílica. 
 49 
 Julio II, grande papa patriota desejava uma igreja que servisse para sua 
própria tumba, e a partir da demolição da velha igreja de São Pedro em 1506 
com o projeto de Bramante dá-se início a construção da maior obra religiosa. 
 Foi uma obra que demorou 120 anos para ficar pronta (1506-1626), 
passando por modificações no decorrer do tempo pelos arquitetos que eram 
nomeados como: 
 Giuliano de Sangallo 
 Francesco Giocondo 
 Rafael 
 Baldassare Peruzzi 
 Antônio de Sangallo e 
 Por último Michelangelo que também modificou o projeto de Bramante. 
Michelangelo foi nomeado aos 72 anos, e grande parte da igreja é trabalhjo 
seu, principalmente a cúpula. 
 Na planta de Bramante para São Pedro, tinha um clássico exemplo 
de proporção e ritmo, era em cruz grega inscrita, completamente simétrica, 
com absides nas extremidades. 
 Michelangelo reduziu o número de nichos e fez o deambulatório ao 
redor de sua enorme cúpula central, dentro de mais um quadrado. 
 Carlos Moderna estendeu a nave principal na direção oeste 
transformando a planta em cruz latina acrescentando o enorme pórtico de 
entrada e a imponente fachada oeste. 
 Só em 1655 e 1667 foi construída a praça em frente a igreja com 
colunatas formadas por colunas da ordem toscana do arquiteto barroco Gian 
Lorenzo Bernini, e foi ele também que fez o mais famoso trabalho para a igreja 
que foi o grande baldaquino barroco. Feito em bronze dourado sobre o altar 
principal. As colunatas torcidas do baldaquino com esculturas altamente 
decorativas, incluindo inscrições heráldicas. A altura do baldaquino é de 3,05m. 
 O baldaquino e o altar-mor ficam no cruzeiro, onde se tornam 
pequenos pela grande dimensão da grande cúpula acima, cujo interior é 
decorado com afrescos e mosaicos. 
 A cúpula foi obra prima de Michelangelo. Ela tem a distância do chão 
até o nível da base de 76m. O peso da cúpula e transmitido através de 
pendentes e arcos dos quatro gigantescos pilares de ordem corinthia com 
influência barroca. 
 O exterior da igreja é acabado com pedra travertina. 
 
Arquitetura civil (privada): 
 
Palácios: 
 Planta – forma de cubo com pátio central 
 3 pavimentos 
 Arcada com série de janelas em arco no pavimento superior virada 
para o pátio. 
Fachada: 
 50 
 Cobertura irregular com pedras que diminuem o tamanho e a 
irregularidade à media que sobem. 
 Sobreposição de ordens. 
 Janelas sobrepostas (ordens nas janelas) 
 Construção feita em pedra 
 Tendência para a horizontalidade. 
 
Villa: 
 Principal construção civil feita no campo. 
 Cômoda e aberta para a natureza (para repouso). 
 Construção aberta para o exterior e para o interior. 
 Casa de minoria, bem luxuosa. Possuía pátio interno, arquitetura sólida, janelas e portas se abrindo 
para a natureza (com objetivo de repouso). 
 Andréa Palladio que atuou nas construções de villas para pessoas 
abastadas, foi muito copiado. Este estilo era conhecido como estilo 
Palladiano. 
 As plantas têm forma simétrica com pórticos e colunatas. 
 
Arquitetura civil (pública): 
Edifícios públicos 
Itália (casa e edifícios públicos) 
 As construções seguiam certos regulamentos municipais como: proibição 
de saliências que poderiam obstruir a rua e prescrições de prevenção de incêndio. 
Havia também exigências de se manter a linearidade das ruas, o que exprime 
certa sistematização de planejamento urbano. 
 Na decoração observa-se influência árabe devido a presença de elementos 
exóticos advindos dos descobrimentos (navegações), e do comércio. 
 As praças são de grande importância na frente dos edifícios. 
 Exemplos de edifícios públicos: câmaras municipais, mercados, teatros, 
hospitais, casas da moeda, universidades, edifícios administrativos das cidades 
mais ricas, biblioteca de São Marcos em Veneza. 
 
 
 
 
Donatello (1386/1466). 
Produziu a primeira estatua eqüestre monumental em bronze – “condotiere 
Gatamelata”. 
 
Arquitetura elitista – palácios e villas. 
Arquitetura religiosa: 
No início a planta das igrejas era em cruz latina com algumas modificações 
no seu interior, depois a cruz grega que se tornou típica do Renascimento. 
O centro era coberto com uma cúpula. 
Pilastras nas fachadas. 
 51 
Teto da nave plano. 
Na fachada ordens arquitetônicas (coríntia, dórica e jônica). 
As igrejas possuíam: nave principal, transépto, cruzeiro, coro naves laterais 
e claustro. 
 
Arquitetura civil (privada). 
Palácios: 
Forma em cubo com pátio central. 
Três pavimentos. 
Arcada com séries de janelas viradas para o pátio. 
Na fachada: cobertura irregular com pedras que dividem o tamanho. E a 
irregularidade a medida que sobem. 
Sobreposição de ordens. 
Janelas sobrepostas. 
Horizontalidade. 
 
 
Villas: 
Principal construção civil no campo. 
Todos os cômodos abertos para a natureza. 
Casa de minoria bem luxuosa. 
Possuía pátios internos. 
 
Edifícios públicos: 
Câmaras municipais. 
Mercados. 
Teatros. 
Hospitais. 
Casa da moeda. 
Universidades. 
Edifícios administrativos. 
Bibliotecas. 
 
As praças em frente aos edifícios, no período romano eram fechadas 
impossibilitando o trânsito local. Agora elas são elementos fundamentais e 
funcionais da arquitetura urbana, serviam como ponto de encontro da 
burguesia e era palco de manifestações públicas, de mercado, mas em 
especial de espaços livres dando harmonia a todos os ângulos de visão 
com o objetivo de mostrar a beleza dos mesmos. 
A sua importância é tal que em Veneza só se pode chamar de 
“piazza” a praça de são Marcos. 
Arquitetura militar: 
Fortalezas: 
Função exclusivamente militar. 
Projetada para resistir às armas de fogo. 
Construídas com pedras, paredes grossas com poucas aberturas. 
 52 
Torres redondas com alturas variadas, ou seja, eram altas e baixas para se 
enxergar de vários ângulos e evitar a destruição do todas as torres e quanto mais 
alta mais difícil de ser atingida. 
Presença de saliência que tem a função de defesa (ameias e merlões). 
 
Alguns nomes de arquitetos: 
 Século XV (1a. metade) 
 Brunelleschi: fundador do Renascimento 
 Projetou a cúpula da Catedral de Florença (Santa Maria Dell Fiori-1420). 
 Projetou o “Hospital dos Inocentes”, usado de modelo para orfanatos e 
asilos em várias cidades italianas (modelo estético e funcional). 
 
 Alberti: projetou a igreja Santa Maria Novella. 
 Projetou a igreja de Santo Andrés em Mântua que serviu de modelo para 
muitas igrejas. 
 Templo Malatesta (Rimini) – utilizou neste templo muita ornamentação que 
significava teoricamente a arte renascentista. 
 
 Século XV (2a. metade). 
 Um dos motivos dessa época era participar da construção da basílica de 
São Pedro, dando status ao artista. 
 
 Giuliano de Sangallo: 
 Criação das villas. 
 Criação da 1a. igreja com cúpula sobre a parte central (Santa Maria Della 
Carceri). 
 Participou da construção de São Pedro em Roma, ganhando assim status. 
 
 Bramante: 
 Destacou-se como arquiteto, mas também foi pintor. 
 Ex.: “Cristo na coluna”, “Templeto de São Pedro” (Roma), no suposto lugar 
da crucificação de São Pedro. 
 Cúpula de “Santa Maria Della Gracie”. 
 Recebeu título de arquiteto do Vaticano (1o. arquiteto). 
 
 Século XVI. 
 Antônio de Sangallo: 
 Arquiteto do Vaticano. 
 Claustro de São Pedro (Vaticano) –m lugar reservado somente aos papas. 
 
 Andréa Palladio: 
 Utilizou o pórtico clássico, geralmente em arco, colunas laterais e 
sustentando o frontão e o tímpano. 
Escreveu quatro livros sobre arquitetura dando base ao Neoclassicismo, que 
falava sobre elementos arquitetônicos estruturais e decorativos. 
Utilizou regras de Vitrúvius Pollio. 
Criou a Villa Rotonda ou Capra – estilo palladiano perto de Vicenza. 
 53 
 
 Giacomo Della Vignolla: 
 Escreveu o livro “Cinco Disposições de Colunas”. 
 Arquitetou a igreja “Il Gesú”, em Roma, que serviu de modelo para igrejas 
jesuítas no mundo inteiro, com uma só nave com capelas laterais dentro da igreja. 
 Projetou a Villa Farnesi. 
 
 Giacomo Della Porta: 
 Aluno de Vignolla. 
Terminou “Il Gesú” e a cúpula de São Pedro. 
 Obs.: Também trabalharam como arquitetos em São Pedro: Michelangelo e 
Leonardo Da Vinci. 
 
 Escultura renascentista: 
 
 Características: século XV 
 Forma naturalística realística, ou seja, a busca do realismo. 
 Temas religiosos, mundanos (temas pagãos) ou retratos (quem pagava a 
obra que escolhia os temas). 
 Proporção correta e padrão de figura jovem (mais tarde pessoas de meia 
idade). 
 Interesse pelo homem (humanismo). 
 Século XVI: 
 As características citadas acima e mais: 
 
 Aspiração a monumentalidade (esculturas grandes). 
 Utilização de esquemas compositivos geometricamente simples (vai de 
encontro à questão do equilíbrio, proporcionalidade). 
 Utilização de linhas curvas e sinuosas. 
 Estrutura piramidal. 
 Caráter maciço na base. 
 Rigor na composição. 
 
Materiais: diversos – mármore, bronze, barro esmaltado. 
 
Principais escultores: 
Século XV: 
 Família Della Robia – Florença: 
 Produziram peças em faiança que é o barro cozido e esmaltado. 
 Produziam bustos jovens de preferência feitos de faiança. 
 Madonas com menino Jesus. 
 
 Ghiberti: 
 
 Produzia peças em mármore e bronze. 
 
 54 
 “Cantoria” é o nome de um de suas obras (Florença). 
 
 Esculpiu as portas do Batistério de Florença (porta do paraíso norte, 
representa Abraão oferecendo o filho ao sacrifício). 
 
 Verrochio: 
 
 Fez a 2a. figura de Davi, e era mais velho que Donatello. 
 
 Fez a 2a. estátua eqüestre do Renascimento: “Condottiere Colleone” 
Veneza. 
 
 Tinha uma ornamentação rica. 
 
 Arte sofisticada e elegante. 
 
 Criou a 1a. escultura em grupo de bronze: “Jesus e São Tomé” 
 
 Donattello: 
 
 Esculpiu a “maior” obra em bronze “Davi”, que foi o 1o. corpo representado 
desde o Império Romano. 
 
 Foi atribuído a ele a 1a. estátua eqüestre desde a época do Império 
Romano, “Condottiere Gattamelata”. 
 
 Usou o processo de esmagamento ou achatamento no baixo relevo. 
 
 
 Século XVI: 
 Michelangelo: 
 Dominou a escultura, pintura, arquitetura e a poesia. 
 Estudou a escultura na coleção dos Médicis. 
 Esculpiu a “Pietá” (São Pedro – Vaticano). 
 “Pietá Rondanini” (última obra), é chamado de tema da deposição. 
 “Davi” com 4,10m de altura. 
 Suas esculturas eram monumentais. 
 Tinha preferência pelo mármore. 
 Contraponto (certas partes do corpo em rotação). 
 Conhecia bem a anatomia definindomuito os músculos em suas obras, 
com certos, volumes para dar melhor expressão e naturalidade. 
 
 
 
 
 55 
 Leonardo Da Vinci: 
 Era considerado no seu tempo engenheiro e sábio. 
 Fez pesquisas notáveis em hidráulica, aerodinâmica, geometria, botânica, 
zoologia, anatomia, física, matemática e astronomia. 
 Tinha um ideal moderno que era: atingir a verdade por experiências 
objetivas. 
 Produziu uma grande estátua eqüestre para o Duque de Sforza (Milão), 
com técnicas de fundição totalmente nova, ainda hoje em uso para peças 
grandes (essa estátua foi derretida para fazer armas). 
 
Pintura: 
Características: 
 Utilização de projetos (cartões) serve para planejar a pintura. 
 Busca da tridimensionalidade nas figuras humanas, 
 Construção segundo esquemas geométricos (alguns são padrões – 
triangulo). 
 Importância dos desenhos. 
 Proporcionalidade. 
 Humanismo (importância do homem como tema). 
 Grande inspiração religiosa. 
 Utilização da perspectiva. 
 Liberdade contra os esquemas rígidos do Gótico. 
 
 Temas mais pintados: 
 O homem e seu meio. 
 Retratos. 
 Paisagens (urbanas, arquitetônicas, ilusionistas). 
 Religiosos. 
 
 Fatos importantes: 
 Introdução de novas técnicas e métodos expressivos. 
 Introdução da pintura a óleo que era mais eficaz que a têmpera. 
 Introdução do uso da tela como suporte (durabilidade e mais facilidade no 
transporte). 
 Novos processos de desenho como a sanguínea que é um pigmento de 
coloração avermelhada que é misturado com um aglutinante: cera ou 
gesso. 
 Utilização de cartões (“spolvero”), para os afrescos. 
 
 Principais pintores: 
 
 Pré-renascimento: 
 Simone Martini: 
 Pintor religioso. 
 Rigidez ainda gótica. 
 56 
 Madonas e anjos. 
 
 Giotto: (transição do Gótico para o Renascimento) 
 Pintava paisagens e começou a usar perspectiva. 
 Afrescos em Florença, Pádua e Roma. 
 
 Fra Angélico: 
 Caráter mais linear. 
 Pintura elegante. 
 Usava duas diferentes técnicas: retábulo – pintura sobre madeira e com 
características da pintura gótica de pequenas dimensões, com a técnica da 
encáustica – pintura feita com cera de abelha misturada ao pigmento. E a 
técnica do afresco. 
 
 Alto renascimento: 
 Masaccio: 
 Obra monumental, aspecto maciço. 
 Figuras colocadas em espaço arquitetônico. 
 Ex.: “A trindade” Igreja de santa Maria Novella, onde existe a presença da 
perspectiva matemática perfeita. 
 Paollo Ucello: 
 Aplicação da perspectiva matemática. 
 Deformação dos corpos pela geometrização. 
 Ex.: “Batalha de San Romano”. 
 
 Pietro Della Francesca: 
 Naturalismo nos afrescos. 
 Contrastes de luz e sombra. 
 Representação de pessoas da época. 
 Escreveu e teoria da perspectiva. 
 Ex.: “A sala dos esposos” – castelo de Urbino. 
 Sua técnica de perspectiva leva à criação de uma nova forma de afresco. 
No Barroco recebe o nome de “Ilusionista”. 
 
 Luca Signorelli: 
 Afrescos. 
 Um dos pintores mais dramáticos. 
 Ex.: “Juízo Final” – Catedral de Orvieto. “Feitos e Morte de Moisés” – lateral 
da Capela Sixtina. 
 
 Ghirlandaio: 
 Mestre de Michelangelo. 
 Estilo narrativo. 
 Retábulos com composição rítmica. 
 Mosaicos. 
 57 
 Pintava a sociedade florentina (retratos da época). 
 
 Sandro Botticelli; 
 Mais lírico. 
 Temas mitológicos. 
 Ex.: “Nascimento de Vênus”. 
 Sensualidade e elegância. 
 Flores e folhas como ornamento sobre planos leves. 
 Caráter linear. 
 Figuras em grupos harmoniosos. 
 Figuras principais um pouco fora do centro. 
 
 Leonardo Da Vinci: 
 Utiliza no fundo de suas pinturas uma paisagem distante. 
 Ex.: “Monalisa” e “Madona dos Rochedos”. 
 Um dos maiores gênios da época 
 “Sfumato” - tipo de técnica para sombreamento das figuras. 
 Ex.: “A Última Ceia” (Santa Maria Della Gracie – Milão). 
 
 
 
 Pleno Renascimento: 
 Michelangelo: 
 Aspecto escultórico (todas suas pinturas tinham aspectos robustos e 
volumosos como se fosse uma escultura). 
 Utilizava as cores para obter volume. 
 Utilização do contraponto (parte de uma mesma representação tomada de 
direção diferente). 
 Escorço forte. 
 Ex.: Capela Sixtina (344 figuras no teto). 
 
 Rafael Sanzio: 
 Cores sobre fundo distante para dar a impressão de perspectiva. 
 Pintor de madonas. 
 Ex.: “Madona da Pradaria”, “Madona Sixtina”. 
 Inovação na pintura e nuvens que formam figuras de anjos (quase Barroco). 
 Foi um precursor do Maneirismo e do Barroco. 
 Inovou na pintura colocando cortinas na tela. 
 
 
No decorrer do século XVI a cultura renascentista expandiu-se para outros países 
da Europa Ocidental e para que isso ocorresse contribuíram as guerras e invasões 
vividas pela Itália. As ocupações francesa e espanhola determinaram um 
conhecimento melhor sobre as obras renascentistas e a expansão em direção a 
 58 
outros países, cada um adaptando-o segundo suas peculiaridades, numa época 
de formação do absolutismo e de início do movimento de Reforma Religiosa. 
 
O século XVI foi marcado pelas grandes navegações, num primeiro momento 
estavam vinculadas ao comércio oriental e posteriormente à exploração da 
América. As navegações pelo Atlântico reforçaram o capitalismo de Portugal, 
Espanha e Holanda e em segundo plano da Inglaterra e França. Nesses "países 
atlânticos" desenvolveu-se então a burguesia e a mentalidade renascentista. 
 
Esse movimento de difusão do Renascimento coincidiu com a decadência do 
Renascimento Italiano, motivado pela crise econômica das cidades, provocada 
pela perda do monopólio sobre o comércio de especiarias. 
 
A mudança do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico determinou a 
decadência italiana e ao mesmo tempo impulsionou o desenvolvimento dos 
demais países, promovendo reflexos na produção cultural. 
 
 
O Renascimento no Norte da França. 
 O renascimento Francês nasceu na Região do Loire, buscando 
inspiração na arte italiana. 
 Francisco I convidou artistas da península como Leonardo da Vinci. 
 Na arquitetura uma das características é que cada pavilhão possui 
um telhado independente, como se o edifício fosse construído de elementos 
separados, um ao lado do outro. 
 No Louvre Pierre Lescot construiu de quatro em quatro janelas uma 
coluna adoçada, uma cimalha em relevo, um vão profundo e rica 
decoração. 
 Elementos utilizados: 
 Varias janelas sobrepostas. 
 Frontões, colunas, arcos, ordens arquitetônicas. 
 Relevos como losangos, conchas, arabescos, guirlandas, emblemas 
e arcos. 
 
 Características: 
 Gosto pela ornamentação. 
 Presença de lucarnas (várias janelas no telhado para iluminação). 
 Simetria e utilização de elementos clássicos. 
 Edifícios religiosos com estrutura gótica e com ornamentação 
renascentista. 
 Espelho d‟água. 
 Jardins na frente dos palácios. 
 Exemplos: Ala Lescot do Louvre, castelos da região do Loire, Castelo 
de Chambord, etc. 
 
 A arquitetura assim como a escultura no Norte da França também é 
marcada na sua evolução, pela influência da Itália. 
 59 
 *Era uma arte Maneirista, nas proporções, nos temas e nas atitudes. 
Em todos os países europeus a escultura evoluiu da mesma maneira, 
partindo de ligeiras modificações do Gótico para chegar a uma aceitação 
cada vez mais completa do Renascimento e do estilo italiano. 
 
O Renascimento na Espanha: 
 
Enquanto o Renascimento se estendia por toda a Europa, a Espanha 
continuava medieval. 
Na conhecia como a Itália ou a França, a vida luxuosa das cortes 
principescas, nem a aristocracia intelectual. 
A Espanha ainda acreditava que o rei e a igreja eram as únicas potências 
sociais, e se tornou pilar do catolicismo e o centroautêntico da Contra-
Reforma. 
Na Espanha o Renascimento se deu ao estilo “Plateresco”, do século XV, 
onde traduzia a mesma exuberância dos castelos franceses. 
Havia uma mistura de elementos góticos, mouriscos e italianos. 
No século XVI na Espanha começa a se instalar o “Classicismo” que é 
oposto aos elementos exagerados do estilo “Plateresco”. É um estilo mais 
austero. 
Exemplo: O Escorial – (palácio/convento). 
 
Escultura na renascentista na Espanha: 
Evoluiu à partir do Gótico e evoluiu com influências do Renascimento 
italiano. 
Estava freqüentemente ligada a arquitetura. 
Uma característica peculiar é de que a Espanha tinha inspiração italiana 
com formas maneiristas. 
Recebeu influência da França. 
 
 
Pinturas renascentistas na Espanha: 
Tinham características peculiares à parte, mas eram de origem comum. 
Foi muito importante a técnica da pintura a óleo. 
 
 El Greco (Doménikos Theotokópoulos) – grego, mas passou maior parte de 
sua vida na Espanha - formação artística em Veneza. Teve influência 
maneirista (figuras alongadas, misticismo, dinamismo com movimento 
ascendente). Trabalhou na maior parte com temas religiosos, mas também 
fez paisagens e retratos. 
Exemplo: “Vista de Toledo” e “O Enterro do Conde Orgaz”. 
 
O Renascimento na Alemanha: 
 
 Teve influência do norte da Itália. 
 A ornamentação era pesada. 
 60 
 Pintura a óleo de inspiração flamenga. 
 
Pintores Alemães 
 Albert Dürer – pintor e gravador teve sua obra marcada pelo humanismo. 
Em seu trabalho constatamos as minúcias do Gótico com a distribuição da 
cena em espaço renascentista. Dürer levou o renascimento para o norte e o 
centro da Europa. Exemplo: “A adoração dos reis magos”. 
 
 Matias Grünewala – apresenta características góticas e maneiristas. 
Exemplo: “Retábulo de Isenhein” – tom esverdeado, caráter fúnebre e 
fantástico. 
 
 Lucas Cranach, o velho – usava temas religiosos ligeiramente maneiristas. 
Fez também temas mitológicos. 
Exemplo: “Vênus e o amor” 
 Hans Holbein, o novo – Pintor da classe mercantil (retratista). Em seus 
trabalhos havia objetividade de representação e grande observação. 
Exemplo: “George Gisze”. 
 
Renascimento nos Países Baixos: 
 
Origem: contato inicial através do Renascimento Francês, depois adquire seu 
próprio estilo. 
Teve contato com as publicações dos tratados de arquitetura de Vignola e 
Palladio, onde temos como bom exemplo da arquitetura renascentista 
paladiana a “Câmara Municipal de Antuérpia”. 
 
Pintor Flamengo – (Flandres) Países Baixos - Holanda 
 Peter Brueguel – teve pouca influência do renascimento. Foi um grande 
pintor de cenas populares. Também utilizou temas mitológicos, religiosos e 
representação da vida cotidiana. 
Exemplo: “A queda de Ícaro” e “Caçadores na Neve”. 
 
 Hubert e Jan Van Eych – Obra normalmente religiosa, 
Exemplo: “O Cordeiro Místico” – é um tríptico, sua obra mais importante. 
 
 
 O Renascimento na Grã-Bretanha. 
 
 Origem: alguns artistas italianos que foram para lá. 
 Aplicação de ornamentações renascentistas com arquitetura Gótica. 
 Impossibilidade de melhor assimilação devido à ruptura com Roma. 
 
Renascimento em Portugal: 
 
 61 
O Gótico floral evoluiu em contato com certos elementos estruturais do 
Renascimento italiano, vindo dar uma espécie de resistência a estes, que foi 
chamado de “estilo Manuelino”. De aspecto muito decorativo e inspirado na 
temática marinha muito de acordo com a época dos descobrimentos. 
Exemplo: “torre de Belém”. 
 
MANEIRISMO 
 (1520 – 1600) 
 
Roma e Florença. 
Estilo de arte italiana. 
Caracterizado por figuras distorcidas, alongadas e serpententes. 
Composição pouca clara. 
Cores fortes. 
Exagero e uma impressão geral de tensão e discordância. 
Opõe-se às características da arte renascentista. 
É uma arte de “protesto” em relação ao renascimento. 
O maneirismo quebra a estrutura do espaço na renascença. O 
cenário passa a ser representado em separado. Diferentes valores 
espaciais, diferentes padrões, diferentes possibilidades de movimento, 
descontinuidade da unidade espacial. Você não sabe quem é o “ator 
principal”. 
No fim do maneirismo ele se mistura com as tendências barrocas. 
 
Pintores: 
 
Rosso Fiorentino – “Adescida da Cruz”. 
Pontorno – “Estudo de Uma Jovem”. 
Bronzino – “Eleonora e Teodora”. 
 
Pintores da escola veneziana: 
 
Tintiretto – “Cristo Perante Pilatos”. 
El Greco – “Enterro do Conde de Orgaz”. 
 
No norte da planície lombarda – em Bréscia e Verona – aparecem 
alguns artistas influenciados por Ticiano e GiorGione – tinham maior 
interesse pela realidade de os dias. 
 
Pintores: 
 
Savoldo - -“São Mateus”. 
Veronese - -“Cristo na Casa de Levi”. 
 
Escultores: 
Cellini - “Saleiro” 
Primáticcio – “figuras de estuque” 
 62 
Giovanni Bolgna – “O Rapto das Sabinas” 
 
Arquitetura: 
 
Giorgio Vasari _ Edifício dos Uffizi” – em Florença. 
Andréa Palladio – “Rotonda” – pensa como Alberti – para ele a 
arquitetura deve reger-se pela razão e por certas regras universais. O seu 
tratado de arquitetura tem um caráter mais prático do que o de Alberti. 
 
Giacomo Vighnola –“Planta de Il Gesú” 
Giacomo Della Porta – “fachada de Il Gesú”. 
 
 
 
BARROCO 
(séc. XVII) 
 
O barroco tem suas primeiras manifestações na Itália, sendo Roma seu grande 
centro. O barroco é por excelência uma arte de propaganda religiosa. Podemos 
dizer também que o barroco é o fruto da Contra-reforma do século XVI, mesmo 
que só tenha se firmado no século XVII se prolongando até o século XVIII com o 
nome de Rococó. 
 -A Reforma Protestante, teve início na Alemanha, de caráter religioso com o 
objetivo de que o povo se libertasse da submissão do Papa. 
 -Com o objetivo de propagar o catolicismo e ampliar a sua influência a 
igreja se organiza na Contra-reforma no século XVI. Com a convocação do 
Concílio de Trento começam a surgir às ordens religiosas, entre elas a Companhia 
de Jesus que expandiu o catolicismo. 
 -Não foram todos os países que assimilaram bem o barroco, cada um se 
desenvolveu de maneira diferente. 
 -Um exemplo disso é a arte barroca do século XVII na Itália diferente da 
que se desenvolveu na Holanda nesse mesmo século. 
 -Devido a luta da igreja pela sua supremacia contra os heréticos, a mesma 
começa e se fortalecer e acabou sendo o primeiro cliente dos arquitetos, 
escultores e pintores do século XVII e XVIII. 
 -A fé deveria ser atingida mais pela emoção dos sentidos do que pelo 
pensamento. 
 -A arte barroca tinha como objetivo provocar o fervor, criar a surpresa, o 
encantamento, com tendências para o espetáculo. 
 -Era uma arte que combinava alguns meios de expressão artística: a 
arquitetura, a escultura e pintura, sugerindo a ilusão para o “além”, desligando-se 
do real para cair no mundo sobrenatural, onde tudo se torna mistério do além, 
onde a razão dá lugar a mística. 
 -Comparando o Renascimento e o Barroco, o Renascimento era equilíbrio 
sobriedade, racionalismo e lógica, o Barroco foi um movimento que envolveu a 
ânsia da novidade, o amor pelo infinito, pelos contrastes, pelo fascínio, pelo 
dinamismo do movimento com o triunfo das linhas curvas e pela mistura 
 63 
audaciosa de todas as artes. O Barroco foi dramático, exuberante, teatral e 
abusou dos ornamentos. 
 -Barroco significa pérola de formato anômalo. Exprime a idéia de 
irregularidade, grandiosidade, solenidade, luxo, extravagância, luminosidade e 
colorido. 
 -Os artistas foram exímios contadores de histórias, despertavam emoções. 
Cada um representava um mesmo tema de maneira própria, onde o espectador 
tinha a impressão de estar lendo um livro. 
 -Além de trabalhar para a igreja os artistas também recebiam encomendas 
dos palácios e das vilas (a burguesia). 
 
CARASTERÍSTICAS DA ARTE BARROCA 
 
 Uso da profundidade espacial:é o uso dos primeiros planos utilizando 
formas maiores do que o tamanho natural, de figuras reveladas trazidas 
para o alcance do observador, e de uma súbita redução de proporção dos 
motivos de fundo. 
 O Barroco buscava a profundidade e o volume, diferente do Renascimento 
que buscava os planos e as superfícies. Um procurava a emoção e o outro 
a harmonia. 
 O ponto de vista é cinemático, os acontecimentos parecem ter sido 
surpreendidos. 
 A improvisação está relacionada com a falta de claridade na composição 
barroca. 
 Diferença de tamanho dos objetos vistos em perspectiva. 
 Composição rica e complicada. 
 Impetuosas diagonais, luzes exageradas, efeitos de sombra, sendo isso a 
expressão do infinito. 
 
CARACTERÍSTICAS DA ARQUITETURA BARROCA 
 
 Edifícios grandiosos e ornamentados de maneira complicada. 
 Gosto cenográfico, adaptado do estilo renascentista. 
 A parte central das igrejas tem importância maior que a lateral. 
 Não renega a forma clássica mas transforma-as de uma maneira fantasiosa 
e subjetiva. 
 Os frontões em geral triangulares ou em arco de círculo eram quebrados 
com partes diretas, curvas ou angulares em todo seu conjunto. 
 Fachada com movimento ondulado. 
 Cúpulas sobre plantas octogonais ou circulares. 
 Uso das volutas. 
 Grandes contrafortes com volutas chamadas “orelhões”. 
 Valorização das fachadas através dos avanços e das curvas, dando maior 
destaque ao edifício (côncavo e convexo). 
 Importância da luz para dar uma certa dramatização a atmosfera. 
 As esculturas misturadas a arquitetura por toda a parte. 
 64 
 As escadas com o Barroco se tornam um dos elementos mais importantes 
de um edifício. Eram complicadas e movimentadas, mas unem-se para dar 
vida a imponentes máquinas arquitetônicas. 
 
Os arquitetos barrocos também decoradores, abusavam na decoração no uso 
das cores, misturas de materiais, empregos de mármores coloridos, bronze, 
dourados, lápis-lazúli, etc. 
 
ARQUITETOS BARROCOS ITALIANOS 
 
BERNINI, Giovanni Lorenzo. 
 
-Foi arquiteto e escultor. 
-Fez obras monumentais que exaltaram o poderio e a autoridade do papado. 
 
Suas obras foram: 
 Palácio Barberini. 
 O baldaquino em São Pedro (Roma – 1624 – 1623). 
 A colunata na Praça de São Pedro. 
 A escada régia do Vaticano. 
 Santa Andréa Al Quirinal. 
 Palácio Montecitório. 
 O Êxtase de Santa Tereza se Ávila. 
 
BORROMINI, Francisco Castello. 
 
-Rival de Bernini. 
-Suas estruturas são complexas e extravagantes. 
 
Suas obras foram: 
 Igreja de San Carlo Alle Quatro Fontane. 
 Oratório dos Filippini – Roma. 
 São Ivo na Sapienza. 
 Igreja de Sant Agnese na Piazza Navona – Roma. 
 Igreja de Sant Ivo Allá Sapienza – Roma. 
 
GUARINO, Guarini. 
 
-Sucessor de Borromini. 
-Estuda os monumentos árabes. 
-Antes de morrer deixa um manuscrito de “Arquitetura Civil”, onde professa que 
o arquiteto deve ser adaptar ao uso de seu tempo e do país em que constrói e, 
por conseguinte, cumprir as regras antigas e inventar novas. 
 
Suas obras foram: 
 
 65 
 Palácio Carignano. 
 Igreja de São Lourenço. 
 Cúpula da Capela do Santo Sudário. 
 Igreja da Santa Maria da Saúde. 
 
ESCULTURA BARROCA NA ITÁLIA 
 
 Na escultura barroca desaparece o equilíbrio, dando lugar a exaltação dos 
sentimentos. Propunha-se freqüentemente a contar uma história inteira, 
mostrando apenas o momento culminante, característica que marca as obras de 
Bernini. 
 
 Efeito teatral, decorativo e com dinamismo único marcam todas as obras do 
Barroco. 
 As linhas curvas, os drapeados das vestes e o uso do dourado são muito 
usados. 
 Panejamento pesado, volumoso, flutuante, inflado e descomposto pelo 
vento, dando ideal dos violentos jogos de luz e sombra características do 
Barroco. 
 Os materiais empregados são: o mármore, bronze, estuque, madeira e 
terracota. 
 
 
ESCULTORES BARROCOS ITALIANOS 
 
 BERNINI 
 
 -Foi o mais solicitado de Roma, enchendo a cidade de igrejas, praças e 
palácios para cardeais e papas. 
 
 Suas obras: 
 
 Êxtase de Santa Tereza na Capela de Santa Maria Della Vitória. 
 Baldaquino. 
 David matando Golias. 
 O anjo com a inscrição. 
 Estátua funerária da Beata Ludovica Albertoni. 
 Escultura de São Atanásio. 
 
Esculturas e grupos mitológicos: 
 A Cabra Amaltéia com o Bebê Jupter e um Fauno. 
 Plutão e Perséfone. 
 Apolo e Dáfne. 
 
Túmulos papais: 
 Túmulo de Urbano VIII. 
 66 
 Túmulo de Alexandre VII. 
 
Retratos em busto: 
 Busto de Thomas Baker. 
 Busto de Luis XIV. 
 Busto de Francesco D‟Este. 
 
PINTURA BARROCA NA ITÁLIA 
 
No início a pintura barroca se desenvolveu favorecida pela arquitetura. 
As cúpulas, grandes abóbadas internas com as naves alongadas nas igrejas, os 
grandes salões e longas galerias nos palácios favoreceram o uso da pintura. 
 
CARACTERÍSTICAS DA PINTURA BARROCA 
 
 Utilização de recursos ilusionistas trompe l’oeil, buscando um caráter 
cenográfico e de infinito. 
 Composição diagonal formada pela disposição dos elementos nos quadros. 
 Uso de luz e sombra, causando um forte contraste. 
 
Temas: 
 
 Religiosos. 
 Vida dos reis e rainhas e do povo também. 
A pintura barroca não é só mural, mas, sobretudo óleo sobre tela. 
 
PINTORES BARROCOS DA ITÁLIA 
 
 CARACCI, Annibale. 
 
- Fascínio pelas obras de Rafael. 
- Suas obras: 
- Pietá. 
- Domine, Quo Vadis? 
- Teto Farnese. 
- A escolha de Hércules. 
- A fuga para o Egito. 
 
CARAVAGGIO. 
 
- Não se interessou pela beleza clássica. 
- era pintor de cenas populares. 
- Suas obras: 
- São Tomé, o Incrédulo. 
 
 
 67 
 
ROCOCÓ 
(séc. XVIII) 
 
 Surge na França no século XVIII e na época chamado de “o gosto francês”. 
Mais tarde foi imitado por outras cortes e aristocracias européias, como 
aconteceu na corte barroca de Luís XIV, e agora na corte rococó de Luís 
XV. 
 No decorrer do século as artes francesas se libertaram das convenções e 
abandonaram os modelos italianos. O Rococó é uma arte 
caracteristicamente decorativa e ornamental. 
 Enquanto o Barroco era uma arte que expressava realismo e de inspiração 
popular, o Rococó manifestava os interesses da burguesia mercantil que 
evoluía para o capitalismo e para a conquista do poder. Assim não era 
possível adaptar o Barroco à classe burguesa que agora era o cliente maior 
das artes e deu-se então o inicio do Rococó. 
 Na arte marca o retorno dos temas pequenos, paisagens estilizadas, cenas 
bucólicas de campo, temática mundana e erótica. 
 Esta arte não se presta à religião e era feita para a decoração das casas 
dos burgueses. 
 O que se desenvolveu nesse período foi à pintura, escultura e 
principalmente o mobiliário. A arquitetura era renascentista ou barroca e o 
interior era ornamentado com o estilo Rococó. 
 Esta arte está vinculada aos “Luíses” e vai desaparecer com a Revolução 
Francesa. 
 Era uma arte que não contava com o apoio da igreja. 
 O Rococó é um atraente movimento artístico e suas qualidades estão 
ligadas a fantasia, ao espírito e a sensibilidade. 
 A ornamentação Rococó reflete qualidades sedutoras e sutis visando a 
graça, a elegância, o requinte, a fantasia, a alegria, o bizarro, o fantástico, o 
exótico, o pitoresco enfim seu objetivo é dar prazer ao fruidor. 
 O termo Rococó surge dos ateliês dos artistas de Paris, trata-se uma 
criação jocosa a partir de rocaille „estilo decorativo em voga sob Luís XV na 
França (Séc. XVIII) caracterizado pela representação de elementos da 
natureza (rochedos, conchas, grutas, folhagens...) em formas com 
contornos‟. 
 Na ornamentação Rococó o colorido grave do Barroco clareia gradualmente 
predominando os tons pastéis, dourados e prateados, branco,marfim, rosa 
e seus vários matizes. 
 
 
ARQUITETURA ROCOCÓ: 
 
 Na arquitetura o Rococó não pode se considerado a rigor um estilo, pelo 
fato de não interferir na planta e na estrutura que se conservam nas 
tradições renascentistas ou barrocas. 
 68 
 O Rococó manifesta-se principalmente na decoração de interiores, com as 
liberdades ornamentais que lhe são peculiares. 
 Os interiores se transformam totalmente, com a profusa e delicada 
ornamentação. Os salões e as salas tornam-se ovais. Os ângulos retos 
formados pelas paredes e tetos também desaparecem porque se encurvam 
sob os ornamentos. As paredes se cobrem de espelhos, de ornamentos 
florais, de treliças ou pinturas de cores claras e suaves que representam 
episódios mitológicos, cenas de alegorias e paisagens. Algumas vezes 
salões com paredes revestidas de porcelana (gosto exótico e raro). 
 Nos baixos-relevos, nas molduras e nos filetes, toda a decoração é 
espontânea e livre com predominância de curvas e contra curvas, motivos 
florais e também a representação da concha. 
 Pela delicadeza e preciosismo os ambientes parecem de inspiração 
feminina, que são criados para a convivência e galanteria da mulher. 
 
 
AS FACHADAS: 
 
 Permanecem com simplicidade do gosto clássico ou Barroco simplificado, 
característica da elegância própria do francês. 
 Na época, entre os franceses não era de bom tom das mostras de riqueza 
do dono da casa nas fachadas das residências, evitava-se a ostentação. 
 O Rococó define-se na arquitetura pela decoração e alguns tipos de 
construção civil que são: hotel particular, Maison de plaisance. 
 Esse “hotel particular” é uma residência rica, afastada do alinhamento da 
rua, planta geralmente retangular, pátio na frente e jardins nos fundos. 
Grandes terraços e escadarias. A fachada simples e o interior ricamente 
decorado. 
 O nome hotel surgiu quando Luís XV transferiu a corte para Paris e as 
pessoas que moravam em Versalhes sentiam a necessidade de fazer em 
Paris suas residências que eram consideradas não fixas, pois queriam 
voltar à Versalhes. 
 Como Paris não tinha espaço para construir “hotel”, os arquitetos 
reformavam as casas ao gosto francês. 
 
ARQUITETOS: 
 
 Boffrand: arquiteto e decorados fez o salão oval do Hotel Soubise, Palácio 
Ducal de Nancy, Maison de Plaisance, dentre outros. 
 
ESCULTURA ROCOCÓ: 
 
 Surgiu para embelezar e dar graça às construções barrocas. 
 O tema mundano começa a aparecer e o retrato surge por todas as partes. 
 69 
 As esculturas de porcelana são típicas do Rococó eram peças pequenas, 
frágeis inspirados geralmente em temas mitológicos, campestres e 
mundanos, tratados com requinte e delicadeza. 
 Eram criados os modelos e depois, produzidos industrialmente. 
 Aparece o sorriso, o homem e a mulher entrelaçados, êxtase, sensualidade, 
erótico considerado, as vezes, atrevido. 
 
 
ESCULTORES: 
 
 Clodion: 
 Escultor de pequenas peças elaboradas dentro da idéias barrocas. 
 Fazia estátuas de homens e mulheres entrelaçados, objetos pequenos, 
sensuais e eróticos. 
 
 Falconet: 
 Criador de modelos para manufatura de porcelana de Sèvres, como a 
mulher banhando-se, de galante sensualidade e ao mesmo tempo de 
composições monumentais como: Pedro o grande. 
 As grandes esculturas que Falconet criou mais tarde foram utilizadas como 
modelos para a manufatura das miniaturas em porcelana. Seus temas 
favoritos: banhistas e ninfas. 
 
PINTURA ROCOCÓ: 
 
 Desaparece a pintura religiosa agora os temas são mundanos e elegantes. 
 Cenas de alcova, de salão ou de interiores luxuosos, festas e reuniões em 
parques e jardins e, sobretudo o nu feminino. Tudo vai falar quase que 
exclusivamente das graças da mulher, em suma o cotidiano da aristocracia 
com o galanteio à mulher como nunca tinha acontecido até então. 
 A técnica também se transforma na pintura, não são mais pinceladas 
impulsivas e pastosas do Barroco, nem os contrastes de claro-escuro para 
surgir dramas, são pinceladas rápidas, curtas e leves. O desenho é 
decorativo, tonalidades claras e luminosas que predominam os rosas, os 
verdes, os azuis e os lilases. 
 Os pintores tornam-se exímios na representação dos tecidos finos, sedas, 
brocados, tapetes, veludos, gazes e musselinas. 
 Uma característica da época é o aparecimento de retratistas femininos. 
 Outra técnica é o pastel (giz colorido pastoso e aderente, feito com terra 
bem moída). 
 
PINTORES: 
 
 Watteau: 
 Foi o maior realizador da pintura no espírito Rococó. 
 Membro da academia real da escultura e pintura. 
 70 
 Estudou Rubens e Ticiano. 
 Criou um estilo pessoal e inimitável, sobretudo na leveza transparente do 
colorido e na elegância decorativa dos desenhos. 
 Pintou cenas de paisagens idealizadas, piqueniques, frescor juvenil, 
ninfetas em jogos eróticos. Arte voltada para a classe média baixa que ficou 
rica e quer assumir sua posição. 
 
 
 Obras: 
 Embarque para cítera. 
 Pequeno concerto. 
 Amor desarmado. 
 
 Fragonard: 
 Pintor de galanteria erótica, mas sem inclinações para o obsceno. 
 Coloridos vaporosos, luminosos e musicais, desenho ágil. 
 Temas: 
 Pastoral edílica, que são momentos de galanteria em jardins embelezados 
de obras de arte. 
 Episódios da mitologia, flagrantes sentimentais e amorosos. 
 Obras: 
 A bela adormecida e a ponte do amor. 
 O doce bilhete. 
 O balanço. 
 
 Chardin: 
 
 Gosto pelas cenas domésticas estabelece relação de forma e cores, 
organizados de modo pessoal nas naturezas mortas, pela modulação das 
tonalidades, impregnam de poesia e lirismo os utensílios mais 
insignificantes. 
 Obra: 
 O desenhista e o passeio. 
 
 Vigee-Lebrum: 
 Mulher tornou-se retratista oficial da rainha Maria Antonieta e da nobreza, 
da corte de Luís XVI. 
 Criou padrão de beleza feminina idealizada, onde os retratos eram 
carregados na temática erótica. 
 Obras: 
 “Lê chapeau de paille”. 
 “Ma. Antonieta e la rose”. 
 
 
 
 71 
NEOCLÁSSICO 
(Fim do século XVIII e início do século XIX) 
 
 
Chama-se Neoclássico o estilo artístico que substituiu o Rococó nas artes 
européias no fim do século XVIII e início do século XIX. 
 
Se o Rococó havia sido a expressão artística da mentalidade e dos hábitos da 
aristocracia, o Neoclássico expressou os interesses e os hábitos da burguesia 
manufatureira e mercantilista. 
 
A estética que representada no Neoclássico é na verdade a restauração das artes 
da antiguidade clássica greco-romana por entender as mudanças do mundo 
contemporâneo, e pela busca de uma seriedade moral o que lhe deu fortes 
ligações com o Academicismo. 
 
Com as mudanças políticas a Inglaterra se torna o centro cultural da Europa. A 
revolução intelectual inglesa leva a racionalidade. Desta maneira há a valorização 
da razão e não da emoção, levando às abordagens do racionalismo dos romanos 
renascentistas e se aproximando das formas gregas pela beleza, perfeição e 
simplicidade. Foi um movimento racionalista contra o Barroco. 
 
O ressurgimento do interesse pelas artes clássicas evoca um mundo idealizado, o 
esplendor de uma civilização perdida: a liberdade da Grécia ou a dignidade de 
Roma? 
 
O Neoclassicismo tem ligações estreitas com o Iluminismo1 do século XVIII e com 
a Revolução Francesa. O Iluminismo foi um amplo movimento intelectual 
caracterizado pela ênfase dada à razão e ao racional. Os pensadores iluministas 
tendiam a procurar regras universais, padrões e objetivos em relação aos quais os 
valores e as práticas sociais deviam ser avaliados, e recursos objetivos e materiais 
pelos quais os seus benefícios ou desvantagens podiam ser medidos. 
 
Roma torna-se o centro de pesquisa dos artistas, por sero centro cultural desde o 
Renascimento. Foram feitas escavações que contribuíram para descobertas 
importantes de Herculano e Pompéia intensificando ainda mais a busca pelas 
referências estéticas das artes clássicas. 
 
Os neoclassicistas na se limitavam a reviver os estilos passados, pretendiam sim 
usar a arte para criar uma sociedade em simultâneo moderna e virtuosa. 
 
1 Iluminismo foi o movimento cultural e intelectual europeu que, herdeiro do humanismo do Renascimento, 
fundava-se no uso e na exaltação da razão. Considerava que os objetivos do homem eram o conhecimento, a 
liberdade e a felicidade. O iluminismo avaliou com otimismo o poder e as realizações da razão humana, e a 
crença na possibilidade de reorganizar a sociedade segundo princípios racionais. Não ignorou a história, mas a 
encarou de modo crítico, sem aceitar a idéia de que a evolução da humanidade fosse determinada pelo 
passado. John Locke, inglês, de certo modo o primeiro iluminista, temos também Voltaire e jean-Jacques 
Rousseau. 
 72 
 
Os neoclassicistas eram propensos a uma elevada seriedade moral com 
tendência para a austeridade. David é o mais importante pintor neoclássico do 
período. 
 
 
ARQUITETURA 
 
Nas construções de igrejas, palácios, alfândegas, quartéis ou escolas os edifícios 
são imitações ou adaptações de templos gregos e romanos ou mesmo edificações 
renascentistas italianas. 
 
A arte Neoclássica aparece com maior influência na arquitetura, pois na forma 
arquitetônica era mais evidente a tentativa de negar o exuberante, a falta de lógica 
e o apelo emocional das formas. 
 
Os jardins teriam que parecerem naturais. Tentavam recriar a natureza com os 
caminhos tortuosos, cenas idílicas, inclusiva com a presença de estatuas e 
templos. Colocavam templos e ruínas artificiais para despertar as dolorosas 
reflexões da alma. 
 
Este movimento se alastrou pelo continente principalmente pela França. Nas 
classes ricas e cultas havia na época verdadeira paixão pela arquitetura e o mãos 
pela Grécia. 
 
A aristocracia com o tempo passou a financiar aos arquitetos viagens até a Itália 
para que estudassem no local. 
 
Nas classes superiores era sinal de sensibilidade e bom nível cultural entenderem 
de arquitetura, especialmente a greco-romana que era considerada perfeita, 
incomparável e insubstituível. 
 
Seu maior cliente era a aristocracia que migrou para assumir os cargos de poder 
nas indústrias. 
 
Lord Burlington arquiteto e aristocrata ilustre era fanático pela arquitetura, 
construía pelo prazer. 
 
OBRAS E ARQUITETOS 
 
 Chiswich house – Lord Burlington e Willian Kente. 
 O panteão – no início de sua construção foi a igreja de Santa Genoveva. 
Hoje é a morada (onde estão sepultados) dos grandes homens que fizeram 
a história da França. Sua cúpula é baseada na igreja de São Paulo de 
Londres, seu pórtico é inspirado nos templos romanos e tem planta em cruz 
grega. 
 73 
 Universidade de Edimburgo – Adam - ocupa posição de destaque na arte 
Neoclássica, apesar da graciosa elegância de suas composições possuir 
sentimentos do Rococó. Adam morou muitos anos em Roma. 
 Somerset house – Chambers – foi também jardinista e decorador, nas suas 
composições decorativas encontram-se elementos orientais e identifica-se 
também uma afinidade com o paladianismo (Andréa Paládio). 
 
ESCULTURA NEOCLÁSSICA 
 
Reflete o interesse da época pelo mundo clássico, manifestando as mesmas 
atitudes, tendências e características da escultura clássica. Mas identifica-se um 
esforço para alcançar a pureza dos contornos na tentativa de atingir um estilo 
sóbrio e equilibrado, capaz de comunicar solidez e simplicidade. 
 
ESCULTORES E OBRAS 
 
 Antônio Canova: 1757 -1822 – Monumento de Clemente XIV, Modelo para 
monumento de Ticinano, Perseu, Paulina Borguese como Vênus e Cupido 
e Psique. 
 HENRI-Joseph Ruxthiel – Zéfiro e Psique. 
 Lorenzo Bartolini – Monumento fúnebre da condessa Sofia Zamoyska. 
 
PINTURA NEOCLÁSSICA 
 
Na ausência de originais da pintura clássica dos gregos, os pintores se inspiraram 
na estatuária grega e, sobretudo nos mestres do Renascimento italiano, de modo 
especial em Rafael, pelo equilíbrio da composição, harmonia do colorido e 
idealização da realidade. 
 
O Neoclássico estabelecia convenções dos temas, geralmente os da mitologia 
grega, da história da Grécia e Roma antiga, sentimentos grandes e heróicos. Os 
temas históricos e contemporâneos inclusive os retratos obedecem a mesma 
orientação. Os temas do cotidiano sem prestígio do passado foram praticamente 
excluídos. 
 
Na pintura o Neoclássico substitui o Barroco, agora se sente uma busca mais 
austera e séria, diferente do Barroco. É uma ruptura Britânica do Barroco, tudo 
que é supérfluo e sem função vai ser eliminado. Essa negação do Neoclássico ao 
Barroco é devido a revolução industrial, onde não há lugar para o Barroco. 
 
PINTORES E OBRAS 
 
 Americanos: West – pintou heróis romantizados. 
 - foi o primeiro pintor americano que reproduziu a pintura 
Neoclássica. Pintou “cenas de um naufrágio”. 
 Copley – heróico e romantizado – pintou “Morte”. 
 74 
 
 Italino: Giovani Antônio Canal (Canaletto) “Os canais de Veneza” 
 
 Francês: Jacques Louis David – “A morte de Sócrates”. 
 
 Inglês: Joshua Reynlods – 
 
 
 
ROMANTISMO 
(Meados do século XVIII até meados do século XIX) 
 
O Romantismo surgiu como um movimento que privilegiava a subjetividade 
individual, em oposição à estética racionalista clássica, e representou a 
exaltação do homem, da natureza e do belo. 
 
Dá-se o nome de Romantismo à tendência estética e filosófica que dominou 
todas as áreas de pensamento e criação artística de meados do século XVIII 
até meados do século XIX. Como expressão do espírito de rebeldia, liberdade 
e independência, o Romantismo propôs-se a descortinar o misterioso, o 
irracional e o imaginativo na vida humana, assim como explorar domínios 
desconhecidos para libertar a fantasia e a emoção, reencontrar a natureza e o 
passado. 
 
Os românticos foram buscar suas inspirações nos romances medievais e nos 
contos e baladas que floresceram na Europa nos séculos XI e XII. 
 
 
ARQUITETURA 
 
A arquitetura romântica abandonou os ideais clássicos e recriou estilos da 
Idade Média, principalmente o Gótico, por sua exaltação espiritual, pois 
acreditava que este tipo de arquitetura proporcionava um mergulho às 
emoções. Partindo deste principio as referências arquitetônicas do Barroco 
também serviram de grandes inspirações. Construíram-se edifícios neogóticos, 
neo-românicos, neobarrocos, neobizantinos, e mesclaram-se estilos, numa 
reprodução dos cenários dos romances históricos. O neogótico desenvolveu-se 
principalmente no Reino Unido, onde se transformou em estilo oficial. 
 
ARQUITETOS E OBRAS 
 Sir Charles Barry e Augustus Pugin – Parlamento de Westminter. 
 Jean-Luis Charles Garnier – Ópera de Paris. 
 Também de importância são as construções das catedrais neogóticas 
de Estrasburgo e Colônia na Alemanha. 
 
 
 75 
 
 
PINTURA 
 
A visualização dos sentimentos dos personagens retratados e a expressividades 
das paisagens foram a tônica da pintura romântica, que exaltou o passado a morte 
e a loucura como fatal destino do homem. Priorizou a intimidade do individuo e o 
confronto com o desconhecido e o misterioso na busca do sentido da vida. A visão 
trágica do homem imerso na natureza poderosa e importante trouxe a idéia do 
sublime. 
 
PINTORES E OBRAS: 
 
 John Constable – pintou paisagens com cores vívidas –obra- “A represa de 
Flatford”. 
 Willian Turner – antecipou o impressionismo em seu trabalho coma s cores 
–obra- “Mar em tempestade”. 
 Eugène Delacroix – cores fortese vivas, pinceladas livres e pastosas, 
Delacroix criou tonalidades até então desconhecidas e retratou com vívido 
realismo episódios literários e históricos de sua época –obra- “A liberdade 
guia o povo”. 
 Théodore Géricault – chocou o público parisiense com “A balsa da 
Medusa”, que retratava os sobreviventes de um naufrágio ocorrido em 
1816, à deriva e a mingua. Realizou também retratos de loucos. 
 
 
 
 
ESCULTURA 
 
A curva ascendente que na pintura vai do Romantismo ao Realismo e ao 
Impressionismo, corresponde, na escultura, a curva descendente que, de Canova, 
vai ao mais insosso e esquálido academicismo. Nunca de espalharam tantas 
estátuas nas praças, parques públicos, palácios governamentais e municipais 
quanto no século passado (e no atual), à grande quantidade, porém, geralmente 
corresponde puçá qualidade. A escultura permanece alheia à pesquisa artística da 
segunda metade do século: responde a demandas oficiais, mas a nenhuma 
exigência cultural. 
 
 
 
ESCULTOR E OBRA: 
 
 François Rude – Relevo do Arco do Triunfo. 
 
 
 76 
REALISMO 
(1850 a 1880) 
 
Realismo é um estilo artístico baseado na reprodução da realidade. Um artigo 
publicado em 1826 no Mercure Français du XIX ème Siecle apresentou a doutrina 
estética chamada realista. O movimento foi o primeiro a retratar a vida, problemas 
e costumes da classe média baixa, com seus fatos ordinários e banais. 
 
Em sentido amplo, o termo designa toda atividade artística baseada na 
reprodução da realidade. Assim compreendido o realismo se encontra, por 
exemplo, nas artes plásticas de diferentes períodos, como na obra de pintores do 
século XVII, como Caravaggio, Velázquez. Em sentido estrito, realismo é o 
movimento cultural predominante na França entre 1850 e 1880, mas estendido a 
toda Europa e a outros continentes, que adotou pela primeira vez a reprodução da 
realidade com programa estético, em substituição à arte inspirada em modelos do 
passado. 
 
Os teóricos franceses do realismo manifestavam seu repúdio à artificialidade do 
Classicismo e do Romantismo, e enfatizavam a necessidade de conferir verdade e 
contemporaneidade ao trabalho artístico. Os artistas integrantes do movimento 
propunham-se conscientemente a retratar aspectos até então ignorados da 
sociedade e da vida contemporâneas, no que diz respeito a atitudes mentais, 
condições materiais e ambientes físicos. 
 
O realismo foi estimulado por várias manifestações intelectuais da primeira 
metade do século XIX, entre as quais o movimento alemão anti-romântico, com 
sua ênfase no homem comum como objeto da obra de arte, o positivismo de 
Comte, que enfatizava a importância da sociologia como estudo científico da 
sociedade. o surgimento do jornalismo profissional, com sua propostas de um 
registro isento dos eventos contemporâneos, e o advento da fotografia, capaz de 
reproduzir mecanicamente e com extrema precisão as informações visuais. 
 
No início da década de 1830, um grupo de pintores, entre os quais Théodore 
Rousseau, Charles-François Daubigny e Jean-Fraçois Millet, estabeleceu-se no 
povoado francês de Barbizom com a intenção de reproduzir as características da 
paisagem local. Cada um com seu estilo enfatizaram em seus trabalhos o simples 
e ordinário, ao invés dos aspectos grandiosos da natureza. 
 
Millet foi o primeiro dos artistas a pintar camponeses dando-lhes um destaque ate 
então reservado a figuras de alto nível social. Outro importante artista francês 
freqüentemente associado ao Realismo foi Honoré Daumier, ardente democrata 
que usou a habilidade como caricatura a favor de suas posições políticas. 
 
O primeiro pintor a enunciar e praticar deliberadamente a estética realista foi 
Gustave Coubert. Como a enorme tela “O estúdio”, que foi rejeitada pela 
Exposition Universelle de 1855, o artista decidiu expor esse e outros trabalhos 
num pavilhão especialmente montado e deu à mostra o nome de “Realismo, G. 
 77 
Coubert”. Adversário da arte idealista incitou outros artistas a fazer da vida comum 
e contemporânea motivo de suas obras, no que considerava uma arte 
verdadeiramente democrática. Coubert chocou o público e a crítica com a rude 
franqueza de seus retratos de operários e camponeses em cenas da vida diária. 
 
O Realismo socialista, adotado como estética oficial na União Soviética a partir 
dos primeiros anos da década de 1930, foi pouco fiel às características originais 
do movimento. Embora se propusesse também a ser um espelho da vida, sua 
veracidade deveria estar de acordo com a ideologia marxista e as necessidades 
da construção do socialismo. 
 
O maior teórico do Realismo socialista foi o húngaro Gyögy Lukács, para quem o 
Realismo não se limita à descrição do que existe, mas se estende à participação 
ativa do artista na representação das novas formas da realidade. Essa doutrina foi 
implementada na União Soviética pó Andrei Jdanov. Em pintura, destacou-se 
entre os soviéticos Aleksandr Gherassimov. Os retratos de intrépidos 
trabalhadores produzidos dentro da linha do Realismo socialista, no entanto, 
deixam transparecer um positivismo heróico, mas a ambição realista perde-se na 
idealização de uma organização social perfeita. 
 
No Brasil temos um grande representante da arte realista o pintor Almeida Junior 
(1851-1899). Cursou a Academia Imperial de Belas Artes, viajando após para 
Europa incentivado e financiado por D. Pedro II, tendo estudado durante três anos 
em Paris. Infelizmente teve more trágica, foi apunhalado por um desafeto, no Hotel 
Central, em Piracicaba. 
 
 
 
 
FOTOGRAFIA 
(aprox. 1826) 
 
A fotografia nasceu de muitas experiências de alquimistas e químicos quanto à 
ação da luz. Desde 1525 sabia-se do escurecimento dos sais de prata. O 
trabalhos do físico alemão Johann Henrich Schulze, em 1727, e do químico suíço 
Carl Wolhelm Scheele, em 1777, comprovou que e enegrecimento dos sais se 
deve à ação da luz. Após inventar o “fisionotraço” e a litografia, o francês Joseph-
Nicéphore Niepce obteve, em 1817, imagens com cloreto de prata sobre o papel. 
Em 1822, ele fixou uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica: as 
partes claras em betume-da-judéia (insolúvel sob a ação da luz) e as sombras na 
base metálica. Quatro anos depois, Niepce produziu a primeira fotografia 
conseguida no mundo, tirada da janela de sua casa e preservada até hoje. 
 
O DAGUERREÓTIPO 
 
Louis-Jacques Mande Daguerre pesquisou com Niepce desde 1829 e dez anos 
mais tarde lançou a daguerriótipo, em que uma placa de cobre prateada e polida, 
 78 
submetida a vapores de iodo, formava sobre si uma camada de iodeto de prata. 
Exposta à luz numa câmara escura (de quatro a dez minutos, conforme iluminação 
do objeto), essa placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, que aderia às 
partes onde a luz incidia e mostrava as imagens, fixadas por uma solução de 
tiossulfato de sódio. Este sistema foi muito difundido em todo o mundo, e as 
pesquisas também avançaram rapidamente, reveladores, fixadores etc. Pela 
dificuldade encontrada pelos inventores de patentear sua descoberta, foi preciso a 
intervenção do estado que depois de indenizá-los, colocou em domínio público 
com isso cria-se condições para um desenvolvimento contínuo. 
 
Houve muita divergência de posicionamento a respeito da grande descoberta. 
Inúmeros debates foram realizados sobre o tema, uns espantados a ponto de nem 
querer olhar para as fotografias, pois a nitidez das fisionomias assustava, e tinha-
se a impressão de enxergarem. Um outro fotógrafo criou uma regra com seus 
modelos, “não olhem jamais para a Câmara”. 
 
Os pintores também mostraram resistência. De início, eles se sentiram 
ameaçados, pois o momento em Daguerre conseguiu fixar as imagens da câmara 
obscura, os técnicos substituíram nesse ponto os pintores, principalmente os 
retratistas, já que nesta época os retratoseram os principais temas das pinturas. 
Eles não se achavam capazes de fazer reproduções como a “câmara obscura”. 
Alguns pintores abrem mão em favor da fotografia o que causou no crescimento 
da mesma. A função dos retratos, que revelava o talento artístico de seu autor, 
estava resolvida de outra maneira senão a pintura. A pintura ao ar livre estava 
começando a abrir perspectivas inteiramente novas aos pintores mais 
progressistas. A realidade de suas pinturas era ligada a uma difusão de cores e 
imagens, e muitas vezes eles utilizavam materiais fotográficos para as suas 
produções como é o caso de Taulouse Lautrec e Degas. 
 
Mesmo com toda essa resistência o fascínio foi maior, a possibilidade de procurar 
nessa imagem a pequena centelha do acaso, do aqui e agora, com a qual a 
realidade impregnou a imagem, envolve o observador que começa a consumir 
essa imagem e também a produzir essa imagem, já que os aproveitadores se 
apoderam da nova técnica com fins lucrativos e facilitavam a compra das 
máquinas fotográficas. 
 
Muitas fronteiras foram rompidas com a invenção da fotografia, podemos falar, por 
exemplo, na difusão do conhecimento, foi a essa tarefa que se dedicou desde seu 
início. Os primeiros fotógrafos europeus saíram pelo mundo afora, quando o 
universo visual das pessoas ainda não passava da esquina mais próxima, 
regressando com imagens inéditas das Américas, África e da Ásia. Foi uma 
sensação e tanto. Ainda hoje esse papel perdura na reprodução das obras de arte, 
na documentação da arquitetura e dos monumentos importantes. Quem ainda 
hoje não conhece o museu Guggenheim de Bilbao? 
 
Dessa maneira o avanço do invento foi inevitável, a pessoa adquiria um 
equipamento, e logo ele se tornava obsoleto, assim como hoje temos os 
 79 
computadores e as próprias câmaras fotográficas. Com tantas câmaras nas mãos, 
muitas produções passaram a existir e a fotografia foi construindo seu caminho, 
várias tendências foram surgindo e consequentemente grandes nomes como: 
Nadar, Hill, Julia Margaret Cameron, Alfred Stieglitz, André Kertèzs, Lê Gray, Man 
Ray, Claude Lév-Strauss, Cartier-Bresson, Duncan, Denise Colombo e Sabastião 
Salgado. 
 
No decorrer da história da fotografia, nos deparamos com o impacto causado pela 
reprodução, a partir de um negativo podia se reproduzir inúmeras cópias, que 
levou a arte a pressentir a proximidade de uma crise, levantando a discussão da 
“autenticidade das obras”, embora sabemos que em sua essência, a obra de arte 
sempre foi reprodutível. O que os homens faziam sempre podia ser imitado por 
outros homens. Ainda sobre a história da fotografia muito se escreveu, inclusive 
em torno da questão se a fotografia era ou não arte, sem que se colocasse a 
questão prévia de saber se a invenção da fotografia não havia alterado a própria 
natureza da arte. Andy Warhol nos mostrou essa alteração com muita 
propriedade. 
 
Dentro da evolução da fotografia chega-se ao cinema, onde se tem hoje a 
seqüência de vinte e quatro fotos por segundo, para dar “vida” aos atores e as 
cenas. Vale citar o filme “Sonhos” de Akira Kurossawa. Ele nos conta histórias que 
começam com cenas de reproduções de pinturas conhecidas, que tomam “vida” e 
assim se desenrolam as histórias. Kurossawa utiliza pintura, fotografia e cinema 
em perfeita harmonia. 
 
Como última evolução tecnológica tem a câmara digital, onde existe a 
possibilidade de interação com a fotografia, não com montagens ou alterações em 
negativos, mas com interferências diretas sobre as imagens, alterando-as de 
maneira radical antes da impressão, com auxílio de softwares. Entretanto, cria 
uma realidade subjetiva diferente daquela que tanto impressionou na época da 
invenção da fotografia. Temos que temer até que possa provocar uma involução, 
diante de muitas imagens deficientes, os profissionais não hesitam em declarar: “o 
Photoshop corrige!”. Não será apagando um poste inconveniente, trocando o céu 
(!) e tudo o mais que esse fantástico programa será capaz de fazer com que 
estejamos corrigindo um pensamento equivocado, um olhar insensível e 
enviesado. 
 
Antes de encerrar vale ressaltarmos uma questão primordial na fotografia, o olhar 
do fotógrafo, o enquadramento, a escolha, onde esta atitude aliada as técnicas 
nos faz mergulhar em um mundo mágico, capaz de transformar cenas tristes em 
belas, como é o caso da fotografia de Sebastião Salgado. Salgado consegue 
superar a tristeza do tema, com o recurso técnico aliado a percepção de seu olhar. 
Quando nos deparamos com uma fotografia de baixa qualidade, ou seja, 
enquadramento ruim, não se tem vontade de olhar para ela, mesmo que trate de 
um tema interessante. 
 
 
 80 
IMPRESSIONISMO 
(1874 a 1886) 
 
O termo “impressionismo” surgiu num comentário jornalístico sobre primeira 
exposição de um grupo de jovens pintores realizada em Paris em 1874. O título de 
um quadro de Monet, “Impressão, sol nascente”, que mostrava reflexos solares 
sobre a água, sugeriu ao crítico Louis Leroy essa denominação para o grupo, em 
tom de zombaria. 
 
Os pintores impressionistas procuraram, a partir da observação direta do efeito da 
luz solar sobre os objetos, registrar em suas telas as constantes alterações que 
essa luz provoca nas cores da natureza. 
 
Na realidade, o impressionismo não era um movimento organizado, nem 
apresentava delineamento teórico particular. Constituía-se de um grupo de 
pintores que tinham em comum o desejo de reproduzir os aspectos instantâneos e 
mutantes da realidade em termos de pura luz. Mas seguiam algumas 
considerações que podem ser resumidas em: 
 
 A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a 
luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se 
modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol. 
 As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do 
ser humano para representar as imagens. 
 As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão 
visual que nos causam, e não escuras e pretas, como os pintores 
costumavam representá-las no passado. 
 Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das 
cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz 
uma impressão de luz e sombra muito mais real do que o claro-escuro tão 
valorizado pelos pintores barrocos. 
 As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na 
paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos 
quadros, em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a 
pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, 
portanto, de ser técnica para ser ótica. 
 
Os pintores impressionistas, rejeitados ou duramente criticados nos salões oficiais, 
realizaram oitos exposições conjuntas de 1874 a 1886 e se reuniam com 
freqüência para pintar no campo ou para conversar nos cafés parisienses. Os 
principais expoentes dessa tendência foram Édouard Manet, Claude Monet, 
Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley (inglês) e Edgar Degas. 
 
Conhecida a proposta impressionista, é fácil entender que um de seus temas 
prediletos fosse a água, com seu movimento contínuo e seu jogo de reflexos. Os 
pintores buscavam muitas vezes ambientes dos arredores de Paris, onde o Sena 
 81 
ganhava a beleza adicional dos barcos a vela. As figuras humanas, as paisagens 
e os cafés também eram constantemente representados nas telas impressionistas. 
 
Édouard Manet, morto em 1883, havia levado sua pintura a um terreno que 
antecipava o impressionismo: libertou o artista da tradicional necessidade de um 
tema convencional para empenhar-se na busca da luz e da cor nas formas. Seus 
retratos e figuras “Almoço na relva” (1883), serviam-lhe de pretexto para criar 
formas com massas de cor, usando tons que atenuavam o efeito de profundidade.Manet que não participou de nenhuma das oito exposições do Impressionismo, foi, 
no entanto, uma figura fundamental na configuração de sua estética. 
 
Claude Monet (1840-1926) levou o Impressionismo as últimas conseqüências e, 
depois de realizar diversas séries denominadas “Catedral de Rouen” (1892-1894), 
que estudavam as variações da luz em diversos momentos e situações, 
desintegrou totalmente as formas nos quadros de luz e cor de sua última etapa, 
como a série das “Ninfeias”. 
 
Renoir foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou 
mesmo a ter o reconhecimento da crítica ainda em vida. Seus quadros 
manifestavam otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do 
fim do século XIX. Exemplo disso é o famoso “Baile no Moulin de la Galette”, em 
que as pessoas movimentam-se numa atmosfera feliz de cores e sorrisos. 
 
Degas (1834-1917) fez parte do grupo, mas apresentou uma característica muito 
particular. Sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que 
valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do 
Impressionismo. Os ambientes de seus quadros são de interiores e a luz é 
artificial. Sua grande paixão era flagrar um instante da vida das pessoas, 
apreender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. 
Ficou conhecido como o pintor das bailarinas, pela série que desenvolveu de 
pinturas com este tema. 
 
A evolução do Impressionismo: o Pontilhismo – Em 1886 realizou-se a última 
exposição coletiva do grupo de artistas impressionistas. Dessa exposição dosi 
pintores que dariam uma nova tendência ao movimento: Georges Seurat (1859-
1892) e Paul Signac (1863-1935). 
 
Basicamente, o trabalho desses dois artistas aprofundou as pesquisas que os 
impressionistas realizaram quanto à percepção ótica. Seurat, principalmente, 
acabou reduzindo as pinceladas a um sistema de pontos uniformes que, no seu 
conjunto, dão ao observador a percepção de uma cena. Essa técnica foi chamada 
de Pontilhismo ou Divisionismo, porque as figuras, nas telas, são representadas 
em minúsculos fragmentos ou pontos, cabendo ao observador percebe-las como 
um todo plenamente organizado. 
 
 
 82 
 
PÓS-IMPRESSIONISMO 
(a partir de 1886) 
 
Pós-Impressionismo é o nome que se dá a diferentes estilos e tendências 
artísticas cuja origem encontra-se no Impressionismo como uma reação contrária 
a ele como visando um desenvolvimento maior da escola. 
A maioria dos artistas considerados pós-impressionistas participou das exibições 
impressionistas, mas acabaram por tomar outros rumos na realização de sua arte. 
A forma das pinturas, o tratamento das cores ou a linha podiam ser objetos de 
discordância com os impressionistas. 
Tendências como o simbolismo até o expressionismo já se encontram nas obras 
de alguns desses pintores pós-impressionistas. 
As divergências dos principais nomes considerados pós-impressionistas com os 
impressionistas normalmente se concentravam na momentaneidade e extrema 
subjetividade enevoada em que os últimos baseavam seus trabalhos ou as 
tendências naturalistas do impressionismo. 
Essas divergências, entretanto, manifestavam-se de maneiras e intensidades 
diferentes nos vários estilos pós-impressionistas. 
Os movimentos modernistas, também, devem muito ao pós-impressionismo, 
principalmente pela figura de Paul Cézanne (1839 - 1906) e sua obstinação em 
alcançar a natureza real atrás das aparências, criar uma arte com vida própria, 
“concretizar“ suas impressões pessoais e “realizar o motivo“. 
Acredita-se que de uma forma ou de outra, como por, exemplo, a compreensão 
considerada errônea realizada pelo cubismo da pintura do artista, todos os artistas 
e movimentos expressivos do Século 20 tenham sido influenciados por Cèzanne. 
O Neo-Impressionismo de Seuraut e sua extrema valorização das cores também 
estão inseridos dentro dessa tendência maior pós-impressionista. 
Gauguin e a proximidade de sua obra com o movimento poético simbolista, 
sobrevalorizando as idéias e desprezando o naturalismo, também é considerado 
um pós-impressionista. 
 Van Gogh, e seu mundo atormentado foi outro artista de extrema importância da 
pintura do Século 19, considerado um dos precursores do expressionismo que 
pode ser encaixado dentro dessas tendências pós-impressionistas. 
 83 
 Até mesmo Toulouse-Lautrec, conhecido pela particularidade de seu estilo, que 
se desenvolveu independentemente de escolas ou movimentos, pode ser visto 
como um artista afinado com as tendências pós-impressionistas. 
 
 
 
FAUVISMO 
(a partir de 1892) 
 
 
 Movimento artístico de vanguarda do século XX. Ficou conhecido pelo seu 
desprezo ao realismo imediato e como precursor do abstracionismo. 
 
 O Fauvismo foi um movimento pictórico onde os artistas integrantes 
desejavam libertar a cor das regras tradicionais da pintura registradas pelos 
ditos “intelectuais” da arte e do próprio condicionamento imposto pela 
natureza. 
 
 Outro principio deste movimento artístico é a simplificação das formas. As 
figuras das composições fauvistas são apenas sugeridas, não são 
representadas realisticamente. 
 
 O nome fauve (feras) foi dado pelo crítico de arte Louis Vauxcelles devido a 
violência com que estes artistas usavam as cores puras e de forma 
arbitrária do jeito que elas vinham nos tubos de tinta sem fazer gradações 
de tons. 
 
 Os primeiros contatos entre os fauvistas têm registro em 1892, quando 
Henri Matisse conhece um grupo de artistas na Escola de Belas Artes: 
Albert Marquet, Henri Manguin e Charles Camoin, mais tarde também se 
junta a este grupo André Derain e Maurice Vlaminck, Othon Friesz, Raoul 
Dufy. 
 
 Os artistas que mais se sobressaíram foram Matisse, considerado o “rei das 
feras”, (1869-1954), Derain (1880-1954) e Vlaminck (1876-1958). 
 
 Os temas do fauvismo iam desde figuras humanas até paisagens, o mais 
importante era o registro da capacidade expressiva da cor uma de suas 
características. 
 
 A primeira exposição dos fauvistas: Salão de Outono de Paris, em 1905. O 
grupo era diversificado, não tinha orientação teórica, mas tinha em comum 
apenas o uso agressivo e arbitrário das cores, que os artistas preferiam 
usar puras e quentes. 
 
 84 
 Alguns artistas ligados a outros movimentos influenciaram o fauvismo: Van 
Gogh, Gauguin e Cézanne. 
 
 Em 1908 há um desmembramento do grupo, havendo uma diversificação 
maior da estética fauvista e a violência cromática da fase inicial aos poucos 
se perderam. 
 
 Henri Matisse considerado pelos historiadores de arte como a maior 
expressão da pintura fauvista tem como forte característica de sua obra o 
descompromisso com o realismo, tanto em relação à forma como à cor. 
 Matisse confessou certa vez que sempre que ia fazer um trabalho pensava 
primeiro na cor, depois na composição. 
 Algumas obras de Matisse: Retrato de risca verde, 1905, 40,5 x 32,5cm. 
 A conversação, 1909, 177 x 217cm. 
 A dança, 1910, 2,60 x 3,90m. 
 
 
 
FUTURISMO 
(Começo do século XX) 
 
 Surgiu na Itália no começo do século XX. 
 
 No início este movimento é essencialmente literário, mas logo outras 
formas de expressão artística aderiram a linguagem do Futurismo como: 
pintura, escultura e até a música. 
 
 O Futurismo tinha como referência: exaltação a beleza, a velocidade e a 
energia da vida moderna seus adeptos mostravam deslumbramento diante 
das novas máquinas criadas pela revolução industrial. 
 
 Filippo Tommaso Marinetti, escritor, foi seu fundador, ele publica em 1909, 
um manifesto no jornal Le Figaro, alguns postulados que fundamentaram o 
Futurismo, onde ele desafiava os artistas a mostrarem “coragem, audácia e 
revolta” para comemorar “uma nova beleza, a beleza da velocidade”. 
 
 O termo expressavauma rejeição da cultura tradicional e propunha a 
transformação da sociedade. 
 
 A tecnologia, a velocidade, o movimento, a vida urbana, a máquina e a 
guerra foram elementos permanentemente exaltados pelos futuristas. 
 
 Para os futuristas, os objetos não se esgotam no contorno aparente e seus 
aspectos se interpenetram continuamente devido à nossa visão, que é 
dinâmica e vê vários espaços a um só tempo, ou vários tempos num só 
espaço. 
 85 
 
 Os futuristas recusaram toda representação realista e usara, além de linhas 
retas e curvas, cores que sugerissem a velocidade.Ex: “O carro passou”, de 
Giacomo Balla e “Formas únicas de continuidade no espaço” de Boccioni. 
 
 Em seu desejo de renovação total, Marinetti chegou a dizer: frases que 
ficaram na história: “Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as 
academias...”, “...um automóvel em movimento é mais belo que a Vitória da 
Samotrácia”. 
 
 O núcleo original do Futurismo era constituído, entre outros, por Marinetti e 
pelos artistas Umberto Boccioni, italiano (1882-1916), Carlo Carrà, italiano 
(1881-1966), Luigi Russolo, italiano (1885-1947), Giacomo Balla, italiano 
(1871-1958) e Gino Severini, italiano (1883-1966). 
 
 Em 1910 publicou-se em Milão o Manifesto dos pintores futuristas e, um 
ano depois, na mesma cidade, realizou-se a primeira exposição do 
movimento. 
 
 Em 1912 o movimento se projeta internacionalmente e acontece em Paris 
outra exposição, de onde o movimento logo se estendeu a vários países da 
Europa. 
 
 A pintura e a escultura futuristas se basearam na estética da velocidade e 
na sensação de dinamismo. Para isso empregou procedimentos 
semelhantes aos do Cubismo, como a representação simultânea dos 
objetos ou a decomposição das figuras em planos, combinado às cores 
fortes do Fauvismo. Às vezes os motivos se repetiam para descrever um 
movimento no espaço, de modo que objeto e ambiente criavam formas sem 
limites definidos. 
 
 Esse sistema de representação foi levado à escultura por Boccioni, autor de 
“Desenvolvimento de uma garrafa no espaço” e “Formas únicas de 
continuidade no espaço”. Boccioni se recusou a estudar a arte acadêmica: 
“Quero pintar o novo, os frutos da nossa idade industrial”. 
 
 Boccioni morreu em um acidente enquanto cavalgava, com a idade de 34 
anos e com a sua morte o Futurismo também desaparece de forma rápida. 
 
 Na pintura temos Carrà e Severini, ambos conseguiram plasmar o 
dinamismo mediante “linhas de força”, que simulavam o movimento geral 
da composição. 
 
 Balla, também pintor, procurou captar o dinamismo e a simultaneidade com 
pequenas pinceladas, que imitavam técnicas fotográficas, ex: “Dinamismo 
de um cão na coleira”. 
 86 
 
 
 
 
EXPRESSIONISMO 
(início do século XX) 
 
 Surge na Alemanha nos anos que precedem a primeira guerra mundial. 
 
 O Expressionismo surge como reação ao Impressionismo – não gostavam 
do seu caráter essencialmente sensorial. 
 
 Não queriam fixar os efeitos efêmeros da luz sobre as coisas. Os 
expressionistas buscavam através da cor e da deformação proposital da 
realidade, fazer com que os seres reais nos revelassem seu mundo interior. 
 
 A expressão do sentimento tem mais valor que a razão. 
 
 Esta arte não expressava o fato em si, mas o sentimento do artista em 
relação a este, logo, uma visualidade subjetiva, mórbida e dramática 
peculiar aos indivíduos que viviam momentos de tensão que precediam a 
guerra. 
 
 Os pintores deste movimento defendiam uma visão subjetiva, uma 
interpretação pessoal e apaixonada daquilo que a natureza lhes sugeria, 
portanto “expressão” se opunha a “impressão” e isto constituía a base da 
estética expressionista. 
 
 Os expressionistas rejeitavam os valores da sociedade burguesa e o 
conceito tradicional de beleza. 
 
 Os expressionistas fizeram de sua arte um instrumento de crítica político-
social deformando as figuras para delas extrair uma visão crua e pessoal da 
realidade. 
 
 Segundo o historiador e crítico de arte Giulio Carlo Argan o Impressionismo 
é um movimento do exterior para o interior: é a realidade (objeto) que se 
imprime na consciência (sujeito). O Expressionismo é um movimento 
inverso, do interior para o exterior: é o sujeito que por si imprime o objeto. 
 
 Os expressionistas davam ênfase na solidão, na dor e nos horrores da 
guerra. 
 
 Tiveram influência de alguns pintores pós-impressionistas como Vicente 
van Gogh e dos fauvistas. 
 
 87 
 Interessavam-se ainda pelos desenhos infantis e pela arte dos doentes 
mentais, por ser manifestações espontâneas sem interferência da 
academia. 
 
 O expressionismo tinha como característica marcantes ângulos acentuados 
com contornos sombrios e as cores contrastantes - puras e ácidas – 
verdes, vermelhos, amarelos e pretos. 
 
 
 Precursores do Expressionismo: Edvard Munch (1863-1944), James 
Ensor (1860-1949) e Georges Rouault (1871-1958). 
 
 Estes artistas não tinham nenhuma relação entre si, mas coincidiam na 
subjetiva e patética de expressar a realidade. 
 
 A primeira geração expressionista alemã foi formada por dois grupos: Die 
Brücke (a ponte) em Dresden, 1905 e o Der Blaue Reiter (o cavaleiro azul) 
em Munique, 1911. 
 
 O Die Brücke era formado por Ernest Ludwig Kirchner (1880-1938), 
considerado o coração do Die Brücke, Erich Heckel (1883-1970) e Karl 
Schmidt-Rottluf (1884-1976). 
 
 Todos estes artistas eram estudantes de arquitetura, abriram um ateliê 
onde trabalhavam a técnica da xilogravura e que mais tarde o traço da 
xilogravura influenciou a pintura: pinceladas incisivas e quebradas 
(interrompidas). 
 
 O termo Die Brücke simbolizava a idéia de uma ponte para a arte do 
futuro. 
 
 Em 1906 uniram-se ao grupo Emil Nolde (1867-1956) e Max Pechstein 
(1881-1955) e no mesmo ano se organizou a primeira exposição coletiva. 
Os quadros apresentavam geralmente: paisagens e figuras humanas. A 
técnica apresentada era óleo sobre tela com espesso empastamento de 
tinta. 
 
 O grupo se dissolveu em 1913 por divergências internas. 
 
 O Der Blaue Reiter fundado em 1911 era formado pela união dos russos 
Vassili Kandinsk (1866-1944), Alexei von Javlenski (1867-1941), dos 
alemães Grabriele Münter e Franz Marc (1880-1916) e do suíço Paul Klee 
(1879-1940). 
 
 O Der Blaue Reiter é um grupo mais restrito, sem um programa preciso, 
mas com orientação espiritualista. A primeira proposta do Cavaleiro Azul foi 
 88 
o lançamento do Almanach Der Blaue Reiter com gravuras e textos sobre 
estética. 
 
 1a. Exposição – 18/12/1911 – o internacionalismo – artistas alemães e 
estrangeiros deram à sua arte um teor puramente artístico, menos 
comprometido com a temática político-social. 
 
 
 A busca de conteúdos espiritual fundamenta a obra de Kandinski, que 
mais tarde inaugura a abstração pictórica. 
 
 Franz Marc trabalha a pureza das formas, cuja energia e natureza ele se 
propunha a captar através do simbolismo da cor. 
 Para Paul Klee a arte é operação estética, e a operação estética é 
comunicação intersubjetiva, com uma clara função formativa ou educativa. 
Toda sua obra e inspirada no conceito de educação para liberdade. Para 
Klee também era importante o recurso gráfico usado na infância. 
 
 Outros artistas que fizeram parte do movimento Expressionista: Max 
Beckmann (1884-1950) , Egon Schiele, austríaco (1890-1918), Osckar 
Kokoschka (1886-1980), Chaim Soutine (1893-1943). 
 
 Depois da primeira guerra mundial, um novo movimento, Neue 
Sachildchkeit (Nova Objetividade), retomou a estética expressionista, agora 
um pouco mais agressiva. 
 
 O Expressionismo aparece também em outras manifestações artísticas 
como na literatura,teatro, cinema e música. 
 
 “Arte Degenerada” – com Hitler no poder muitos artistas alemães são 
praticamente destruídos sendo preciso em alguns casos fugir de seu país 
ou eram aprisionados em campos de concentração. 
 
 O termo “arte degenerada” foi dado pelas autoridades para descrever obras 
artísticas que não apoiasse a ideologia nazista. Foram feitas exposições da 
“arte degenerada” onde atraiu milhares de visitantes. 
 
 Alguns artistas que fizeram parte destas exposições já vinham trabalhando 
no início do Expressionismo dentre eles temos: Kirchner, Dix, Grosz etc. 
 
 O expressionismo foi uma busca da expressão dos próprios conflitos e 
paixões de seus adeptos. Quase foi instinto pela perseguição dos nazistas, 
mas ainda assim marcou presença em manifestações artísticas posteriores. 
 
 
 
 89 
ART NOUVEAU 
(1880 –1905) 
 
 Com o florescimento da indústria na primeira metade do século XIX o 
governo britânico percebeu a necessidade de estabelecer uma colaboração 
entre as artes e a indústria artesanal visando o enriquecimento estético 
aliado a novos materiais. 
 
 A partir desta necessidade surge então neste período escolas oficiais de 
desenho com intuito de acompanhar o crescimento da indústria e o 
aprimoramento do que era produzido. 
 
 Um crítico de arte deste período chamado John Ruskin, que era professor 
nas escolas de design do governo inglês, acreditava também que a 
qualidade estética de novos produtos estava ligada a indústria artesanal, e 
afirmava isto relembrando a tradição artesanal da Idade Média. 
 
 Ruskin encontrou apoio de suas idéias com o arquiteto e sociólogo Willian 
Morris. 
 
 Morris como outros profissionais da época temia que o processo industrial 
vulgarizasse ou mesmo destruísse o conteúdo artístico dos objetos 
produzidos pela indústria, ou seja, 
 
 Era necessário ter o profissional adequado para lidar com a novidade 
(novos materiais) da indústria e manter a qualidade artística. 
 
 Morris com parceria de outro arquiteto monta uma firma de projetos de 
interiores e também projetos de outros produtos como: papel de parede, 
vitral, carpetes, tecidos, tapeçaria e móveis. 
 
 A firma não acompanha a demanda da clientela que agora quer 
acompanhar a rapidez da indústria, que acaba de criar uma nova cultura, 
dificultando a associação da técnica artesanal e as novas matérias primas. 
 
 Morris percebendo a necessidade de aceitar o trabalho artístico 
mecanizado constitui o Movimento das Artes e Ofícios (Arts and Crafts 
Moviments). Este movimento influenciou o desenho industrial e estabeleceu 
a possibilidade de objetos artísticos serem feitos pela indústria. 
 
 É quando no final da última década do século XIX surge um movimento que 
fundiu diferentes tendências – novidades da indústria, Arts and Crafts, arte 
oriental, artes decorativas e também das iluminuras medievais – o estilo Art 
Nouveau. 
 
 O Art Nouveau recebeu diferentes denominações pela Europa: 
 90 
França - Art Nouveau, o nome que ficou mais conhecido. 
 Alemanha – Jugendstil. 
 Itália – Stile Floreale ou Stile Liberty. 
 
 A essência do Art Nouveau é uma linha, uma extensa curva sinuosa que se 
encontra em cada design deste estilo. 
 
 O Art Nouveau rejeitava a ordem da linha reta e do ângulo reto, a favor de 
um movimento mais natural. 
 
 A natureza era a principal fonte de referência deste estilo, em particular o 
mundo das plantas: flores, caules, folhas, palmeiras, algas marinhas, 
insetos, pássaros coloridos e elegantes, cobras e galgos. A arte japonesa 
também era motivo de utilização. 
 
 Outra fonte de inspiração decorativa podia se desenvolver a partir das 
curvas do corpo feminino, em especial quando combinados com longas, 
soltas e flutuantes cabeleiras que se confundiam entre caracóis e ondas. A 
medida que o estilo evoluiu foi crescendo a procura de formas originais. 
 
 As cores eram pálidas, os tons frios e transparentes dando uma sensação 
de leveza principalmente quando associadas a sinuosidade das linhas. 
 
 No estilo Art Nouveau o elemento ornamental perde o caráter de ornamento 
e se torna parte estrutural. A funcionalidade está ligada ao belo. 
 
 O Art Nouveau foi o primeiro estilo aparentemente não possuir as suas 
raízes profundamente enterradas na história européia. Pelo contrário, 
parecia ser o verdadeiro primeiro novo estilo do século, apesar de apenas 
ter emergido nas últimas décadas. 
 
 O estilo Art Nouveau é um movimento tipicamente urbano, que nasce nas 
capitais e se difunde para o interior. 
 
 É o gosto da burguesia moderna: a alta burguesia consome os arquétipos 
deste estilo, a média e pequena consomem produtos do mesmo tipo, mas 
de qualidade inferior dos materiais. 
 
 Alguns nomes ligados ao estilo Art Nouveau: 
 
 Arquitetos: Hector Guimard – o portão do Castelo Béranger (1894-8), Paris. 
 - entrada do Metro de Paris 
 Victor Horta – Hotel Aubecq (1889-1903), Bruxelas, já 
destruído. 
 Henry van de Velde: Villa Bloemnwaf (1895/6), Bruxelas. 
 91 
 August Endell: Atelier Elvira (1897), Munique, destruído pelos 
nazistas em 1944, como exemplo de arte degenerada. 
 Antoni Gaudí – Parque Güell, Sagrada Família. 
 
 
 
 Artes aplicadas: Charles Mackintosh – salão de Chá Willow em Glasgow. 
 Alphonse Mucha – Vitrais. 
 Jacques Gruber - vitrais na escola médica de Nancy. 
 
 Vidros: Christopher Dresser 
 Émile Gallé 
 René Lalique 
 Louis Comfort Tiffany 
 
 Cerâmica: Ernest Chaplet 
 Auguste Delaherche 
 
 Grafismo: Eugène Grasset 
 Aubrey Beardsley 
 
 Joalheria: Archibald Knox 
 Georges Fouquet 
 Philippe Wolfers 
 
 Metaloplastia (grades e objetos): Mackintoosh. 
 Archibald Knox 
 Christopher Dresser. 
 
 Mobiliário: Émile Gallé habilidade em marchetaria. 
 Georges Hoentschel 
 Eugène Vallin 
 Josef Hoffmam 
 
 
O SIMBOLISMO 
(1885-1910) 
 
 O Simbolismo surge como movimento literário, onde seus representantes 
franceses: Mallarmé, Verlaine e Romboud viam na imaginação a mais 
importante fonte da criatividade. 
 
 O Simbolismo como tendência estética surge com um grupo de artistas 
trabalhando em reação ao limitado modo representação do Realismo e o 
Impressionismo. 
 
 92 
 Os simbolistas achavam que deveriam superar a visualidade dos 
Impressionistas no sentido espiritualista não científico. 
 
 Este grupo buscava o significado para suas representações por trás da 
realidade aparente das “coisas”. 
 
 Eles acreditavam que a arte não representa – revela por signos uma 
realidade que está aquém ou além da consciência. 
 
 Segundo este grupo era preciso estabelecer uma continuidade entre o 
mundo objetivo e subjetivo pela sua forma de representação onírica. 
 
 O Simbolismo antecipa a concepção surrealista do sonho como relação da 
realidade profunda do ser, ser da existência do inconsciente. 
 
 Os pintores desta tendência usavam cores emotivas e imagens estilizadas 
e pintavam às vezes cenas exóticas e oníricas. 
 
 Os Simbolistas cultivavam o gosto pelas superfícies planas e achatadas, 
propunham a simplificação do desenho e valorizavam a cor pelouso de 
largas pinceladas em áreas cromáticas rigorosamente planas, limitadas por 
linhas de cor preta, o resultado se afastava bastante das formas visuais da 
natureza, levando para o mundo dos sonhos e do mistério. 
 
 
 Alguns pintores: 
 
 Gustave Moreau – Francês, (1826-1898) Foi contemporâneo do Realismo, 
mas seguiu a vertente do Simbolismo. 
 
 Moreau misturava erotismo com mitologia e religiosidade. 
 
 Foi professor da escola de Belas Artes (Paris) e teve como importantes 
alunos os representantes do Fauvismo. 
 
 
 Algumas obras: 
 
 Salomé – c. 1876,143x103 cm. Uma alusão ao tema “a mulher que destrói 
o homem”. 
 
 A Aparição – c. 1875. Uma mistura de religiosidade e sensualidade. 
 
 Odilon Redon – Francês, (1840-1916). 
 
 93 
 Artista que sempre trabalhou sozinho, tinha como forte expressão e 
preferência o desenho, a aquarela e o pastel à pintura como os artistas 
contemporâneos, ele achava a tinta óleo muito brilhante. 
 
 Estudou muito a obra de Leonardo da Vinci e ia além de Leonardo quando 
indagava a estrutura secreta do ser humano, o mistério eterno da vida. 
 
 Ficou conhecido por suas flores e seus fantasmas. 
 
 Algumas obras: 
 
 Anêmonas e lilases em vaso azul – c. 1912, 74x60cm. 
 
 Nascimento de Vênus – c. 1912, 141x61cm. 
 
 A flor do pântano – c. 1885, litogravura, uma homenagem a Goya. 
 
 Orfeu – c. 1913. O mágico reino dos mortos. A pintura é uma alusão ao 
músico da mitologia grega – sua cabeça flutua ao lado de um fragmento da 
lira, ele perdeu sua amada Eurídice. 
 
 Henri Rousseau – Francês, (1844-1910). Foi autodidata, e ficou conhecido 
pela sua ingenuidade, dizem que os artistas de sua época se divertiam 
muito com sua ingenuidade. 
 
 Para entender sua obra e necessário consultar um dicionário de signos, 
pois para nós tudo parece sem sentido. 
 
 Rousseau produziu paisagens fantásticas e infantis cheias de bichos 
estranhos e flores imensas. 
 
 Suas representações eram limitadas por não ter passado pela academia. 
Dominava o material (pincel e tinta), mas suas figuras são chapadas sem 
proporção e a perspectiva é deformada. O que resulta para suas 
composições um ar de mistério de paisagem do ouro mundo. 
 
 
 
 Algumas obras: 
 
 A cigana adormecida, c. 1897. 
 
 A guerra, c. 1894, 113x193cm. 
 
 O pequeno cabriolé de pére Junier, 97x129cm. 
 
 94 
 Pierre-Cécile Puvios de Chavannes – Francês, (1824-1898). Alegoria e 
evocação clássica. 
 
 Em suas pinturas fazia muita alusão a arte grega, tanto na maneira de 
representar como o uso da simbologia através da mitologia. Suas figuras 
humanas são semelhantes às estátuas gregas. 
 
 
 
 Algumas obras: 
 
 O verão – c. de 1891, 350x507cm, museu d‟Orsay. 
 
 O verão – c. 1889/93, tela fixada na parede do Hôtel de Ville, Paris. 
 
 
 
 
OS NABIS 
(1888) 
 
 
 Em 1888 surge o movimento chamado de “os Nabis” que em hebraico quer 
dizer “profetas”. 
 
 O pintor e teórico de arte Paul Sérisier vai para Pont-Aven (Bretanha) ter 
algumas aulas com Gauguin – o objetivo nesse momento de Gauguin era o 
de superar o limite sensorial do Impressionismo. 
 
 Quando Sérisier volta à Paris ele traz uma tela pintada, com 
acompanhamento de Gauguin, que tem o nome de “Bois d‟Amour”, um 
bosque de Pont-Aven, que também ficou conhecida como “ O Talismã” por 
ter sido considerada o símbolo de uma nova liberdade e trazer novas 
possibilidades artísticas de representação. 
 
 Inspirados nesta tela os pintores Pierre Bonnard e Edouard Vuillard 
constituíra os Nabis. Outro Nabi bem conhecido era Maurice Denis. 
 
 Os Nabis também admiravam a arte japonesa e adotaram muitos aspectos 
do misticismo oriental, principalmente Pierre Bonnard que ficou conhecido 
como “Nabi japonês”. 
 
 Os Nabis tinham especial interesse nas cenas do cotidiano, era como se 
eles paralisassem um instante, gostavam também de registrar na pintura a 
intimidade de uma cena pessoal. 
 
 95 
 Os Nabis interessavam-se também pelas composições ritmadas, 
representações de texturas, cores vivas e infinitas possibilidades 
decorativas. 
 
 Os esboços japoneses que simplificavam as formas também eram de 
interesse dos Nabis. 
 
 Denis dá uma declaração dizendo que a partir daquele momento não existia 
mais significado subjetivo dos simbolistas e sim o quadro vale pelo que é, 
não por aquilo que parece ser. 
 
 Alguns artistas: 
 
 Paul Sérisier, francês, (1864-1927). 
 
 Obra: Bois b‟Amour, c. 1888, 27x22cm. 
 
 Paul Ranson, francês, (1862-1909). 
 
 Pierre Bonnard, francês, (1867-1947). 
 
 Obra: A Carta, c. 1906, 55x48cm. 
 
 O Banho, c. 1925, 85x120cm. 
 
 Escada no jardim do artista, c. 1942/44, 63x73cm. 
 
 Édouard Vuillard, francês, (1868-1940). 
 
 Obra: O vaso de flores sobre lareira, c. 1900, 36x30cm. 
 
 Maurice Denis, francês (1870-1945). 
 
 Obra: As Musas, c. 1893, 168x135cm. 
 
 Aristide Maillol, escultor francês, (1861-1944). Seu tema preferido era o nu 
feminino. 
 
 Obra: A noite, c. 1902, terracota, 18cm de altura. 
 
 
 
 
A ÉPOCA DO FUNCIONALISMO 
(Após a 1ª Guerra) 
 
 96 
 
 A primeira guerra determinou uma diminuição no ritmo da construção civil. 
 
 Na retomada os construtores se encontram diante de uma situação social, 
econômica e tecnológica profundamente modificada. 
 
 Crescimento das populações urbanas pelo apelo das industrias. 
 
 O problema urbanista, que antes da guerra se apresentava como uma 
situação que ocorreria só no futuro, agora se apresenta com extrema 
gravidade e urgência. 
 
 Agora a cidade possui um aspecto funcional: a cidade como organismo 
produtivo. Um aspecto social: a classe operária é, a partir de agora, o 
componente mais forte da comunidade urbana. Um aspecto higiênico, em 
sentido fisiológico e psicológico: a cidade fábrica é insalubre devido às 
emanações que a invadem e à densidade da população. Um aspecto 
político: para proporcionar à cidade certo coeficiente de agilidade e 
funcionalidade, isto é, para utiliza-la, é necessário tira-la das mãos de quem 
a explora simplesmente em benefício próprio. Objetivamente, o que impediu 
e ainda hoje impede a adequação da estrutura à função urbana, e é a 
causa primeira da desordem das cidades, é a especulação imobiliária. Um 
aspecto tecnológico: não só a tecnologia industrial substitui a técnica 
tradicional ou a artesanal das construções, como também, se o problema 
da arquitetura é colocado, como o é necessariamente, em escala urbanista 
e, portanto, de construção civil em série, tal problema não pode ter solução 
fora da tecnologia industrial. 
 
 Esse conjunto de fatores modifica radicalmente a figura profissional do 
arquiteto: antes de ser um construtor, deve ser um urbanista, projetar o 
espaço urbano. 
 
 A arquitetura moderna se desenvolveu, em todo o mundo, segundo alguns 
princípios gerais: 
 
1. A prioridade do planejamento urbano sobre o projeto arquitetônico. 
2. O máximo de economia na utilização do solo e na construção, a fim de 
resolver o problema da moradia. 
3. A rigorosa racionalidade das formas arquitetônicas. 
4. O recurso sistemático à tecnologia industrial, à padronização, à pré-
fabricação em série, isto é, a progressiva industrialização da produção de 
todo tipo de objetos relativos à vida cotidiana (desenho industrial). 
5. A concepção da arquitetura e da produção industrial qualificada como 
fatores condicionantes do progresso social e da educação democrática da 
comunidade.. 
 
 
 97 
 A arquitetura moderna cria então o que podemos chamar de ética 
fundamental, onde se distingui diversas formulações problemáticas e 
diversas orientações:1. Um racionalismo formal, que possui seu centro na França e tem à frente 
Le Corbusier. 
2. Um racionalismo metodológico-didático, que possui centro na 
Alemanha, na Bauhaus, e tem à frente W. Gropius. 
3. Um racionalismo ideológico, o do Construtivismo soviético. 
4. Um racionalismo formalista, o do Neoplasticismo holandês. 
5. Um racionalismo empírico dos países escandinavos, que tem seu 
expoente máximo em A. Aalto. 
6. Um racionalismo orgânico americano, com a personalidade dominante de 
F. L. Wright. 
 
 
 1) Le Corbusier (1887-1965) – “O urbanista-arquiteto tem o dever de 
fornecer à sociedade uma condição natural e ao mesmo tempo racional de 
existência”. 
 
 Le Corbusier encontrará a fórmula pitagórica: o homem como 
medida de todas as coisas, a medida humana, o Modulor. 
 
 O edifício para ele não atrapalhará a natureza aberta colocando-se 
como um bloco hermético. O espaço é continuo, a forma deve se inserir, 
como espaço da civilização, no espaço da natureza, a cidade que entra 
nas vias internas dos edifícios. Os apartamentos serão encaixados uns 
nos outros em múltiplos níveis. 
 
 Le Corbusier elaborou vários projetos urbanistas para várias cidades 
da Europa: (Genebra, Antuérpia, Barcelona< Marselha, Paris), da África 
(Argel), da América do Sul (Buenos Aires), Rio de Janeiro, Bogotá), da 
Índia (Chandigard, a única inteiramente realizada). Elaborou também 
vários projetos de móveis e as Capela Ronchamp, considerada uma 
escultura ao ar livre. 
 
 2) Walter Gropius (1883-1969) com sua escola democrática a 
Bauhaus que fundava-se sobre o princípio da colaboração, da pesquisa 
conjunta entre mestres e alunos. 1º diretor e fundador W. Gropius (1919-
1928 em Weimar), Hannes Meyer, intelectual e marxista, que com o 
afastamento de Gropius foi o 2o. diretor, mas agora com edifício novo em 
Dessau, que ficou até 1931. E por último Mies van der Rohe assume a 
direção da Bauhaus de 1932 a 1 933, com centro em Berlin, nesta data a 
escola foi fechada pelos nazistas, (assunto discutido em sala de aula). 
 
 3) Construtivismo soviético: as primeiras ações da vanguarda 
arquitetônica se enquadram no movimento construtivista, florescente nas 
artes plásticas que derrubava todas as barreiras tradicionais. 
 98 
 
 O grande representante deste movimento arquitetônico é o arquiteto 
que acredita nas possibilidades de técnicas modernas Mendelsohn que 
constrói uma grande fábrica em Leningrado (1925) . 
 
 A estética do Construtivismo pretende que todos os acréscimos que 
a rua da grande cidade traz à construção (placas, propagandas, relógios, 
alto-falantes e até os elevadores internos) sejam incluídos na composição 
como pontos de igual importância: exatamente como fazia Mendelsohn 
para expressar na forma o conteúdo do edifício. Numa sociedade 
revolucionária, as construções, com a precisão e os movimentos de suas 
formas, constituem o símbolo visível da edificação do socialismo. 
 
 A qualidade: a arquitetura é concebida como comunicação em ato. O 
limite: ainda que em sentido funcional e não representativo, a arquitetura 
tende a se tornar cenográfica e formalista, a responder a funções mais 
ideais e imaginárias do que raies. 
 
 Uma das causas do limite é também a dificuldade de inserir a 
pesquisa num planejamento urbano concreto, que o novo regime ainda 
não tem condições de implantar. Só mais tarde é implantado , mas o 
movimento de vanguarda já havia sido oficialmente prescrito. 
 
 O sucesso da vanguarda russa na Europa acontece em 1925, 
quando o pavilhão soviético executado por Melnikov para a Exposição 
Internacional das Artes Decorativas, em Paris, conquista o grande prêmio. 
 
 4) Racionalismo formalista, com o Neoplasticismo holandês – neste 
momento a Holanda possui uma escola arquitetônica entre as mais 
avançadas do mundo. Era dirigida por Berlage, uma escola aberta a todas 
as experiências européias e não-européias. 
 
 Assim como no Neoplasticismo das artes plásticas este movimento 
valoriza as formas geométricas simples, que são resultado das horizontais 
e verticais, e as cores primárias em suas construções. 
 
 Os holandeses encontram apoio intelectual na vanguarda russa, mas 
possui outras origens, e nasce da revolta moral contra a violência 
irracional da guerra que assolava a Europa. 
 
 Theo van Doesburg (1883-1931), Thomas Gerrit Rietveld (1888-
1964), Willem Dudok (1884-1974), Johannes Brinkman (1902-1949), 
grandes representantes deste movimento holandês . 
 
 Na poética neoplástica, o puro ato construtivo é estético: unir uma 
vertical e uma horizontal ou duas cores elementares já é construção. 
 
 99 
 
 
 
 
 5) Racionalismo empírico dos países escandinavos (Suécia, 
Noruega, Finlândia e Dinamarca): Seu grande expoente o arquiteto Alvar 
Aalto (1898-1976), pesquisava sobre os espaços internos não só como 
geradores das plantas, mas também da volumetria da construção. 
 
 Não projetava partindo do exterior, e sim do interior, do local da vida: 
o espaço interno conquista o exterior, e deles se apropria. 
 
 No seu discurso Aalto dizia que todo espaço é interno, mesmo os 
volumes externos do edifício estão envolvidos por um espaço concreto, que 
consiste em ar, luz, árvores, céu. 
 
 Aalto projeta a partir do objeto, ás vezes do móvel ou da lareira: e 
como objetos cujo desenho demanda cuidado para que se tornem 
instrumentos familiares da vida, ele projeta a sala de estar, a escada, os 
quartos de dormir, as sacadas para tomar sol. 
 
 Utiliza amplamente materiais locais, especialmente a madeira de 
bétula, mas não para estabelecer uma espécie de continuidade biológica 
entre a natureza e a casa, simplesmente porque têm qualidades de 
elasticidade e de textura que os tornam sensíveis à luz, quase congênitos 
ao espaço “empírico” da casa ou da natureza. 
 
 Os racionalistas escandinavos não estão preocupados no problema 
da construção civil no âmbito da grande indústria, mas em criar uma 
industria para a casa, isto é, para vida, 
 
 A Suécia contou com dois grandes arquitetos que trabalhavam junto 
a corrente do empirismo: G. Asplund (1885-1940) e S. Markelius (1889-
1972). 
 
 6) O racionalismo orgânico americano - para os mestres do 
racionalismo europeu, o problema central era urbanista: integrar o 
proletariado industrial à comunidade urbana. Não bastava dar-lhes 
moradias decentes, para que não permanecessem nos guetos, era preciso 
reformar toda a estrutura da cidade e da própria sociedade, transformando 
em unidade funcional a antiga estratificação de classe. 
 
 A situação americana era diferente. Não havia uma estratificação de 
classes antiga e sedimentada. No início do século, o problema dominante é 
diferenciar a cultura americana da cultura européia, anular qualquer 
resquício de colonialismo, também na arte opor os valores do Novo aos do 
Velho Mundo. 
 100 
 
 Assim enquanto na Europa declina, nos EUA nasce o mito da obra-
prima, do artista gênio – inaugurado por Frank Lloyd Wright (1869-1959). 
Ele propõe ao EUA uma arquitetura totalmente diferente, uma arquitetura 
ligada ao ideal de uma harmonia ou comunhão entre a natureza. 
 
 Wright afirma que a arquitetura é pura criação, e enquanto tal não 
deriva da história. Ele nega a existência de uma relação entre a arte e a 
história, contesta o valor da história como ordem da experiência humana. 
Assim afirma, implicitamente, que apenas um povo como o americano, que 
não trazia nos ombros o peso de uma história, pode realizar uma arte 
plenamente criativa. 
 
 Para Wright a casa não deve ser um espaço dado e rigidamente 
subdividido, que condiciona a existência, deve ser o meio de um contato 
com a realidade, onde cada qual realiza a si mesmo. 
 
 Conseqüências disto no plano formal:eliminação da “caixa” espacial, 
redução das formas resultantes às horizontais e verticais e ao cruzamento 
de planos, planta livremente articulada, anulação das separações nítidas 
entre espaço interno e espaço externo, união entre o edifício e o ambiente 
natural entendido como local determinado, situado. 
 
 Wright tem muita atração pela arquitetura antiga do Extremo Oriente. 
(homem x natureza) – constrói em Tóquio o hotel Imperial. 
 
 Monta uma casa-escola: Taliesin, oposta ao da Bauhaus. Em sua 
escola Wright era tido como um sábio oriental e seus discípulos. 
 
 Wright acredita que o princípio fundamental da arquitetura orgânica é 
o de que a construção deve ser natural como um crescimento. 
 
 Para a arquitetura orgânica, dois pontos foram fundamentais: um 
deles é a integração do edifício na natureza, daí ter valorizado materiais 
como a madeira e a pedra; o outro, a humanização da arquitetura, 
principalmente como resposta ao utilitarismo excessivo. 
 
 A arquitetura orgânica deixou de lado o princípio “a forma segue a 
função” para seguir outro, proposto por Wright: “a forma deve ser baseada 
no espaço em movimento”. Por isso, as construções orgânicas mais 
famosas são residências individuais, pois permitiam ao arquiteto maior 
liberdade de criação, já que ele não precisava projetar uma série de 
espaços iguais, como nos grandes arranha-céus, mas podia criar espaços 
desiguais harmônicos e de linhas dinâmicas. 
 
 
 101 
 Obras mais conhecidas: Museu Guggenheim (NY), A Casa 
Kaufmann (Casa Cascata - Pensilvânia). 
 
 Muitos arquitetos europeus foram de mudanças para o EUA, os 
primeiros a escolher um país tecnologicamente mais avançado, como 
campo de trabalho foram: W. Lescaze, suiço (1896-1967), R. Neutra, 
austríaco (1892-1970) e E. Saarinen, finlandês (1910-1961). 
 
 A perseguição nazista causou a emigração para os EUA de 
arquitetos e artistas de primeira grandeza: Gropius, Mies van der Rohe, 
Breuer e Moholy-Nagy. Os quais se adaptaram a arquitetura racionalista 
orgânica capitalista sem grandes problemas, pelo contrário com grande 
classe. 
 
 
 
ABSTRACIONISMO GEOMÉTRICO 
 
 Arte abstrata é a denominação que se dá a uma série de estilos artísticos, 
desenvolvidos no século XX, que repudiam o tradicional conceito da arte 
como representação ou imitação da realidade. 
 
 No Abstracionismo geométrico as formas e as cores devem ser 
organizadas de tal maneira que a composição resultante seja apenas a 
expressão de uma concepção geométrica. 
 
 Pode se dizer que as pesquisas de Cézanne abriram caminho para o 
cubismo, movimento que reduziu a realidade a esquemas geométricos 
essenciais, ignorando as leis da perspectiva. Estes tipos de representação 
supõem um avançado grau de abstração. 
 
 Em 1912 inaugurou-se em Paris a exposição La Section d’Or, organizada 
por pintores cubistas que tiveram como expositores: Frantisek Kupka, com 
a obra “Planos Verticais”, nos quais formas geométricas e massas de cor 
eram ordenadas de acordo com as dimensões e tonalidades, e Robert 
Delunay, que pintou o “Disco simultâneo”, círculo dividido em outros 
círculos concêntricos, subdivididos em quatro segmentos pintados com 
diferentes cores, o que produz efeito de rotação. 
 
 Vladimir Tatlin, russo, (1885-1956) utilizou em suas esculturas materiais 
relacionados a indústria (vidro, metal e madeira), organizados de maneira 
linear e geométrica. Suas obras eram abstratas e foi à base para o 
movimento chamado Construtivismo. O movimento recebe este nome por 
que os artistas chamavam suas produções de “construções”. Antoine 
Pevsner (1886-1962) e Naum Gabo *(1890-1977) também fizeram parte 
deste movimento, onde o material mais utilizado era o metal. 
 
 102 
 Sob influência de Tatlin, Kazimir Malevitch, russo (1878-1935) desenvolve 
experiências onde tentava eliminar a linguagem do construtivismo e chegar 
à integração da arte com o desenho industrial, esta expressão foi 
denominada de suprematismo. 
 
 
 
 O movimento De Stijl (O Estilo) – Os holandeses Theo van Doesbur, Piet 
Mondrian e Bart van der Leck, contemporâneos da primeira guerra mundial, 
promoveram uma depuração estética do abstracionismo geométrico. Mais 
tarde nasceu em 1917 a revista com o mesmo nome do movimento – De 
Stijl. 
 
 Mondriam cria então o Neoplasticismo, usou exclusivamente linhas 
horizontais e verticais, cores primárias (vermelho, amarelo e azul) e não 
cores (preto, branco e cinza). 
 
 Nos últimos anos da década de 1920, a adesão de alguns mestres do 
cubismo ao abstracionismo geométrico deslocou para Paris o centro da arte 
abstrata. 
 
 O abstracionismo geométrico depois da segunda guerra mundial: Os 
movimentos que deram continuidade ao abstracionismo geométrico se 
multiplicaram depois da segunda guerra mundial, mas com algumas 
divergências de seus princípios originais, sendo assim surgiram novos 
movimentos – Op Art e minimalismo. 
 
 
 
 
 
CUBISMO 
(1907 e 1914) 
 
 
 Considerada uma das tendências mais revolucionárias instaladas nas artes 
plásticas, foi criada em Paris, entre 1907 e 1914, por dois artistas: Picasso 
e Braque. 
 
 O Cubismo destacou a superfície plana e bidimensional da pintura, rejeitou 
as técnicas tradicionais da perspectiva, do claro-escuro e da reprodução 
das formas e renegou a arte enquanto imitação do real. 
 
 Embora às vezes fundamentado na natureza, os pintores cubistas não se 
dispunham a copiar suas formas, texturas, espaços e cores. Estes artistas 
 103 
apresentaram uma nova visão do real em objetos totalmente fragmentados, 
cujos diferentes lados podem ser vistos simultaneamente. 
 
 O movimento originou-se de duas fontes: influência da escultura africana 
vinda de alguns artistas parisienses que tiveram contato com esta arte e a 
obra de Paul Cézanne que já em sua pintura reduzia os objetos reais a 
seus elementos geométricos como: cilindros, cones, cubos e esferas. 
 
 Os cubistas sugeriam as três dimensões apenas por meio de duas, e os 
diversos pontos de vista que temos de um objeto no espaço ao contorna-lo. 
O ponto de vista já não é único e fixo, mas móvel e múltiplo, apesar de ser 
traduzido por uma única imagem. Simultaneamente, profundidade e 
perspectiva perdem a importância que tinham para a criação do espaço 
pictórico. 
 
 O primeiro quadro cubista pintado por Picasso foi “Lês demoiselles 
d’Avignon”, 1907, 244x 234cm. Nesta pintura Picasso tentou representar o 
rosto humano simultaneamente de frente e de perfil e as silhuetas 
aparecem fraturadas. 
 
 Com o passar do tempo o Cubismo evoluiu em duas tendências chamadas: 
Cubismo analítico e Cubismo sintético. 
 
 
 
 A primeira fase deste estilo denomina-se Cubismo analítico, uma vez que 
se trata de uma dissociação das formas em figuras geométricas feitas por 
análise intelectual onde as figuras são fragmentadas pelo jogo de linhas e 
dos planos. 
 
 O Cubismo analítico teve como seus maiores representantes Picasso e 
Braque por volta de 1908 e 1911. 
 
 Os temas são geralmente paisagens, pessoas e naturezas-mortas 
compostas de objetos do cotidiano, como garrafas, copos e instrumentos de 
música. 
 
 No cubismo analítico, as linhas e os planos, muitas vezes transparentes, 
inclinados dão todos os aspectos de um objeto que o artista se lembra no 
momento em que pinta. 
 
 As produções deste período aparecem com poucas cores – preto, cinza e 
alguns tons de marrom e ocre, os artistas estavam preocupados com o 
tema e a possibilidade de apresentá-lo de todos os lados simultaneamente. 
Ex: Violino e Cântaro, Braque,1910, 117cm x 73,5cm. 
 
 104 
 O Cubismo analítico é levado às últimas conseqüências no que diz 
respeito à fragmentação dos seres e dosobjetos, tornando impossível o 
reconhecimento das figuras nas pinturas. Ex: O Poeta, Picasso, 1911, 
130cm x 89cm. 
 
 A segunda tendência denominada de Cubismo sintético percebe-se a 
presença de letras, números, colagens de pedaços de jornais, papeis, 
bilhetes postais, tecidos, etiquetas, cartas de baralho etc, nas telas. 
 
 Nesta fase a cor tem mais importância e volta as telas, as superfícies 
embora continuassem fragmentadas, eram mais amplas e decorativas. A 
novidade singular foi o uso de materiais não pictóricos. 
 
 No Cubismo sintético os artistas além de criar novos efeitos plásticos e de 
ultrapassar os limites visuais da pintura, despertaram também ao 
observador as sensações táteis. Ex: Natureza-morta de Braque, 1911. 
 
 Desdobramentos do Cubismo: Além dos dois mestres mencionados, houve 
uma série de artistas que praticaram um cubismo próximo ao de Picasso ou 
de Braque, mas com toques pessoais como: Juan Gris (1887-1927), 
Fernando Legér (1881-1955), Robert Delunay (1885-1914). 
 
 Vale ressaltar o Cubismo de Delunay pela sua forma particular de 
representação que foi chamado Cubismo órfico (formas e cores são 
expressivas por si próprias e devem-se organizar segundo ritmos e 
harmonias semelhantes aos da música). Ex: Formas circulares, 1912, 127 x 
192cm. 
 
 Pode-se dizer que, com a guerra de 1914, o Cubismo se desintegrou como 
vanguarda artística, embora sua influência tenha sido determinante ao 
longo do século XX. 
 
 
 
POP ARTE 
(décadas de 1950 e 1960) 
 
 
O termo pop arte foi usado pela primeira vez pelo crítico britânico Lawrence 
Alloway na década de 50. A pop arte teve início em Londres, mas suas obras 
sempre foram baseadas nos meios de comunicação de massa dos Estados 
Unidos, onde ela atingiu seu auge nos anos 60. 
De acordo com McCarthy (2002, p. 16), a arte pop tem grande influência dos 
movimentos dadaísta e surrealista. 
O dadaísmo protestava contra a civilização que dera origem à Primeira Guerra 
Mundial. Com atitude irreverente, aceitava quase tudo em relação à arte. 
 105 
Popularizou o uso do objeto achado (algo escolhido e exibido pelo artista sem sua 
interferência) e dos ready-mades (objetos manufaturados) que reforçavam a idéia 
de que a arte não era apenas manual, artesanal. Apesar de compartilhar destas 
idéias, os artistas pop, ao contrário dos dadaístas, não protestavam contra a 
civilização, nem atacavam a cultura comercial. Tampouco tinham a atitude 
agressiva dos dadaístas em relação à arte moderna e seus valores (JANSON, 
2001, p. 983). 
O surrealismo perpetuou o uso dos objetos achados em suas obras, e aliou a essa 
técnica o interesse pela fantasia e pelo desejo, encontrado na arte pop em sua 
fascinação pelo consumismo. 
Os artistas pop acreditavam que as diferenças sociais tradicionais – entre baixa e 
alta cultura, elevado e inferior – eram passado. Eram “em favor de uma arte que 
era visual e verbal, figurativa e abstrata, criada e apropriada, artesanal e produzida 
em massa, irônica e sincera” (MCCARTHY, 2002, p.14). Era a volta da arte 
figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato. 
A primeira obra inglesa reconhecida como pop foi „O que exatamente torna os 
lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?‟, uma colagem de Richard Hamilton, 
datada de 1956. Com esta obra, Hamilton sugeria a inclusão de imagens do meio 
de comunicação de massa nas Artes. 
FIGURA 1 - „O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão 
atraentes?‟ 
Segundo McCarthy (2002, p. 26), Richard Hamilton (1922) se comparava a um 
homem de negócios bem-sucedido. Ele se sentia “[...] à vontade no mundo da 
produção e do consumo do pós-guerra”. Em suas obras ele incentiva o consumo 
de produtos, incluindo sua própria arte. Em $he (1958-61), ele mistura aspirador 
de pó, porta de geladeira, torradeira e produtos enlatados, mostrando seu apelo 
pelo consumo. 
Hamilton pertencia ao Independent Group, um grupo de artistas e críticos 
britânicos jovens que surgiu no início dos anos 50. Desafiavam as idéias aceitas 
sobre a arte moderna. Acreditavam que a arte do pós-guerra deveria ser acessível 
e democrática e rejeitavam a dificuldade da arte moderna anterior. 
Nos Estados Unidos, o início da arte pop remete-se a Johns e Rauschenberg, 
ainda em 1955, considerados os precursores do movimento. 
Robert Rauschenberg (n. 1925) teve grande contribuição, no pós-guerra, na 
ruptura entre os artistas e o expressionismo abstrato. Queria livrá-los da 
compulsão de registrar as suas emoções. Criou sua forma própria de arte, 
reciclando lixo e sucata, fez algo como uma pintura-escultura ou assemblage2. Os 
temas de sua arte eram „multiplicidade, variedade e inclusão‟. De acordo com 
Strickland e Boswell (2004, p. 172), sua arte era baseada no risco. Para 
Rauschenberg, se não fosse surpresa, a arte não tinha significado. Numa manhã, 
sem dinheiro para comprar tela, pegou um velho edredom e criou „Cama‟ (1955). 
Afirmava ser uma de suas obras mais simpáticas. 
 
2 Assemblages são obras que reúnem características de teatro, escultura, colagem, pintura. O artista utiliza 
diversos tipos de materiais e técnicas para romper o espaço entre realidade e imagens. Algumas vezes, os 
assemblages vão além das telas e ocupam o espaço físico que os rodeia (JANSON, 2001, p. 990). 
 106 
Jasper Johns (n. 1930) utilizava objetos de duas dimensões e formatos simples, 
como alvos, mapas, bandeiras, números e letras („Alvo com quatro faces‟ – 1955 / 
„Três bandeiras‟ – 1958). Sua arte era intelectual fria e distanciada (ARCHER, 
2001, p. 7). Criticava o enfoque dado ao centro da tela pelo expressionismo 
abstrato. Usava a repetição de imagens em suas obras como uma forma de 
utilizar todo o espaço com igual importância. Segundo Argan (1992, p. 575), ao 
pintar imagens emblemáticas, com apuro na execução, Johns mostrava que a 
presença do artista, naquela “sociedade prática e atarefada”, era inútil. 
Nos EUA, a arte pop foi reconhecida como movimento apenas no início dos anos 
60. Ao contrário dos ingleses, os artistas americanos trabalhavam individualmente 
até o fim de 1962, quando algumas exposições (Arte 1963: um novo vocabulário – 
na Filadélfia – e Os novos realistas – em Nova York) revelaram vários artistas 
cujos trabalhos se identificavam (MCCARTHY, 2002, p. 13). Esses artistas eram: 
Roy Lichtenstein, Andy Warhol, Claes Oldenburg, Tom Wesselman, Robert 
Indiana e James Rosenquist. 
McCarthy (2004, p. 25) define bem as características da pop arte: 
 
“Essa nova sensibilidade, apesar de heterogênea, pode ser 
resumida através da atenção à forma e ao tema, assim como ao 
processo. A forma inclui, com freqüência, cores saturadas, falta de 
pinceladas pictóricas, formas simples, contorno e delineamento 
nítidos e supressão do espaço profundo. O tema freqüentemente 
deriva de fontes preexistentes e manufaturadas para consumo de 
massa. Entre essas fontes estão fotografias de jornais, anúncios 
coloridos, letreiros comerciais, histórias em quadrinhos e filmes. O 
processo pelo qual a arte é feita é às vezes abreviado no sentido de 
que os artistas abrem mão da preparação tradicional de esboços, 
estudos e acabamento, em favor de uma transferência direta de 
imagens através da colagem e da serigrafia”. 
 
Andy Warhol (1928) talvez seja o mais conhecido artista pop. Retratou mitos e 
objetos do cotidiano. Fez quadros de múltiplas imagens de Marilyn Monroe, 
Batman, Elvis Presley (Dois Elvis – 1963), garrafas de Coca-Cola, cenas de 
catástrofe, caixas de sabão, dinheiro e latas de sopa („100 latas‟ – 1962). Warhol 
utilizava a técnica da serigrafia para mostrar a impessoalidade do objeto produzido 
em massa e das personalidades públicas. Além disso, com essa técnica mais 
pessoas podiam comprar a mesma obra ou quase a mesma. 
Defendia que a artenão deveria ser apenas manual e que devia ser tratada como 
uma mercadoria. Para tanto, apelidou seu estúdio de „A Fábrica‟ e comparava a 
maneira como seus assistentes o ajudavam a uma espécie de linha de montagem 
(ARCHER, 2001, p. 11). Suas imagens populares levaram a arte para fora dos 
museus dando acesso à massa. Mas foi em 1962, com a morte de Marilyn 
Monroe, que Warhol encontrou o tema para sua reflexão sobre a fama. Escolheu 
uma imagem de Marilyn no auge da fama e fez uma série de telas com a estrela 
(Díptico de Marilyn, 1962 / Marilyn em azul, 1964). 
Andy Warhol fez mais de sessenta filmes, entre 1963 e 1968, usando técnicas fora 
dos padrões: câmera imóvel e ausência de roteiro, como no filme mudo „O Sono‟, 
em que grava seis horas de um homem dormindo. Warhol ficou famoso por suas 
 107 
frases cínicas como „Pinto isso porque eu queria ser uma máquina‟ ou „Acho que 
seria sensacional se todo mundo fosse idêntico‟ e a célebre „Cada cidadão terá 
direito aos seus 15 minutos de fama‟ (STRICKLAND; BOSWELL, 2004, p. 175). 
Roy Lichtenstein (n. 1923) dedicou-se às histórias em quadrinhos. Em suas obras, 
isolava uma tira da historieta, ampliava-a para o tamanho de cartazes 
reproduzindo à mão, com fidelidade, os processos gráficos. De acordo com Argan 
(1992, p. 582), o trabalho de Lichtenstein era “metodologicamente irrepreensível”. 
Em suas obras, cores vibrantes e contorno negro. Empregou a técnica pontilhista 
para obter os efeitos de luz e sombra e de meio tons da impressão. Lichtenstein 
mostrava a banalidade da cultura americana parodiando os romances melosos 
(Crying girl – 1964) e a violência desmedida dos quadrinhos (Whaam! – 1963). 
O que o fascinava mais nas histórias era a rigidez de tal estilo, que o distanciava 
por completo da vida real (JANSON, 2001, p. 989). A justificativa de Lichtenstein 
sobre seu trabalho: 
“[...] era difícil fazer um quadro suficientemente desprezível, a ponto 
de ninguém querer pendurá-lo. Todo mundo pendurava tudo. Até 
pendurar um trapo gotejante era aceitável. [Mas] a única coisa que 
todo mundo odiava era a arte comercial. Ao que parece não a 
odiavam tanto assim também” (STRICKLAND; BOSWELL, 2004, 
p.174). 
Segundo Argan (1992, p. 584), o principal questionamento seria onde estava a 
arte nas obras de Warhol e de Lichtenstein. O autor afirma que existia a arte em 
suas obras, mas era a última coisa com que eles se importavam. No caso de 
Lichtenstein, ela vem através do pontilhismo; já Andy Warhol utiliza o 
expressionismo para “definir os aspectos traumáticos de suas imagens”. 
Entretanto, nos dois casos, a arte é usada puramente como técnica. 
De acordo com Lucie-Smith (2000, p. 166), a arte pop era descartável. E um 
exemplo dessa tendência era o happening. Era um acontecimento abstrato, de 
contexto emocional, onde pessoas e coisas se interagiam em certo lugar. E 
“quando a catarse terminava a obra de arte também terminava. Tinha cumprido 
seu propósito e desaparecido”. 
Claes Oldenburg (n. 1929) era um „escultor‟ pop. No início de sua carreira, era 
pintor de cartazes e participou de muitos happenings sob o pseudônimo Ray Gun 
(ARCHER, 2001, p. 12). Então começou a produzir objetos do cotidiano 
tridimensionais e em ampla escala. Utilizava sempre material surpreendente como 
pregadores de roupa feitos de aço („Clothespin‟ – 1976) e máquina de escrever de 
vinil mole. Em sua exposição „O armazém‟, em 1961, vendeu comidas e roupas de 
gesso. Segundo Strickland e Boswell (2004, p. 176), as obras de Oldenburg fazem 
alusão a Dalí e seus relógios derretidos. O próprio artista afirmava que usava essa 
técnica para que a força do objeto fosse reconhecida, já que o espectador não a 
percebia por só focar em seu uso. E era a gravidade quem dava a forma final às 
suas obras. Uma de suas obras mais conhecidas é o „Toalete mole‟ (1966), o qual 
ao invés de limpo e rígido é bambo e anti-higiênico. 
Além das esculturas, Oldenburg também tinha projetos para monumentos cívicos: 
substituir soldados e canhões por colheres, cigarros e bananas descascadas. 
Projetos que ficaram no papel. 
 108 
Robert Indiana (n. 1928) se inspirou nos sinais de beira de estrada para criar sua 
linguagem pop (ARCHER, 2001, p. 16). Suas obras, de breves mensagens, 
serviam para expressar e questionar as atitudes e caráter americanos. Indiana, 
que utilizava o nome de seu estado natal era obcecado pelas imagens das 
palavras. Fez obras onde as representava em 3D, como „Love‟ (1966) e „Eat‟ 
(1962). Assim, mostra sua fé no poder da palavra (JANSON, 2001, p. 988). 
Como muitos outros artistas, Robert Indiana, no início de sua carreira, também 
reproduziu uma foto nua de Marilyn Monroe em „As metamorfoses de Norma Jean 
Mortenson‟ de 1967. 
Os primeiro trabalhos de Tom Wesselmann (n. 1931) lembravam a obra do inglês 
Richard Hamilton „O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão 
atraentes?‟. Eram colagens de figuras de propagandas de alimentos. Segundo 
McCarthy (2002, p. 31), as obras de Wesselmann, como „Natureza-morta nº 24‟ 
(1962), celebravam a fartura e a prosperidade dos anos 60, em oposição à 
carência do período da Depressão. Usando produtos comerciais, cores vibrantes e 
preenchimento total do espaço, Wesselmann, transformava os produtos 
descartáveis em arte. 
Depois de 1961, sua produção alternava entre “naturezas mortas” e “nus 
femininos”. Tom Wesselmann produziu uma série de obras intitulada „O grande nu 
americano‟, onde mostrava prazeres disponíveis aos homens da década de 60. Na 
obra „O grande nu americano nº 4‟ (1961), ele pinta um corpo nu feminino em rosa 
no interior de em quarto. Em algumas obras, Wesselmann dava vida às suas 
cenas incluindo, por exemplo, um rádio e um telefone tocando sem parar em „O 
grande nu americano nº 54 (1964). Já em „Caixa teta quarto‟ (1968-70), ele vai 
além e exige a presença do busto nu de uma modelo para compor a obra 
(ARCHER, 2001, p. 14). 
James Rosenquist (n. 1933) também começou sua carreira como pintor de 
cartazes, o que influenciou muito em sua arte. Enquanto pintava os cartazes, 
Rosenquist apenas conseguia ver um fragmento de todo o cartaz por vez. 
Percebeu também que um objeto comum poderia ter certa força visual se 
ampliado. Assim, James Rosenquist se especializou em se apropriar de imagens 
fragmentadas e desproporcionais e combiná-las, lado a lado ou sobrepostas, de 
modo a formar uma „estória‟. Ele usava imagens de objetos familiares e quase os 
transformava em abstratos, devido a sua técnica (SMITH, 2007). 
Segundo McCarthy (2002, p.29), a promessa da América e de seu novo 
presidente para os anos 60 era a abundância, foi então que Rosenquist criou 
„Presidente eleito‟ (1960-61), onde entrelaça uma imagem de Kennedy com parte 
de uma propaganda de bolo e de um Chevrolet. 
Rosenquist, assim como Hamilton, logo percebeu o apelo erótico dado ao 
automóvel, mercadoria altamente popular, e em 1961, fez „Eu te amo com meu 
Ford‟, que sugeria que os americanos faziam amor com e em seus carros. 
Em 1965, ele ficou conhecido internacionalmente com a obra „F-111‟, que 
comentava diretamente a guerra do Vietnã, enquanto a maioria dos artistas 
evitava fazê-lo. 
Apesar das obras desses artistas terem alguma relação, a arte pop não possui um 
estilo próprio, nem categorias. Não existe uma obra típica. Por exemplo, Andy 
Warhol usava a serigrafia em imagens de celebridades e objetos do dia-a-dia e 
 109 
queria que a arte deixasse de ser unicamente artesanal; Lichtenstein ampliava 
tiras de histórias em quadrinhos e usava o pontilhismo; Claes Oldenburg era um 
escultor de objetos sempre inusitado na escolha do material e do tamanho da 
obra; Indiana pintava palavras enormes e intimidadoras como „DIE‟ („MORRA‟); 
Wesselmann oscilava entre natureza-morta e nus femininos; James Rosenquist 
usava grandes imagens recortadas e unidas de forma a criar uma obra quase 
abstrata(LUCIE-SMITH, 2000, p. 162-3). 
Além de serem distintos entre si, os artistas pop americanos também se diferem 
dos britânicos. Segundo Archer (2001, p. 17), os britânicos também davam foco à 
cultura americana, porém de uma maneira mais fria, distanciada. 
De acordo com McCarthy (2002, p, 11), as escolas de arte britânicas ajudaram a 
impulsionar a arte pop. Eduardo Paolozzi e Richard Smith, bem como Richard 
Hamilton, lecionavam na Royal College of Art no fim dos anos 50. 
Paolozzi (n. 1924) fazia coleção de propagandas e revistas americanas e ajudou a 
formular a idéia relacionada aos meios de comunicação de massa da pop arte. 
Uma de suas primeiras colagens foi „Eu era o brinquedo de um ricaço‟ (1947), que 
mostrava o corpo feminino como um produto e tinha como destaque a capa de 
uma revista. Eduardo Paolozzi criava colagens, mesmo antes de Hamilton, como 
em „É um fato psicológico que o prazer melhora sua disposição‟ (1948). Depois 
começou a fazer esculturas consideradas pop apenas pela superfície brilhante do 
metal utilizado (LUCIE-SMITH, 2000, p. 163). Richard Smith (n. 1931) se inspirava 
em rótulos de embalagens de produtos para criar suas abstrações em cores 
vibrantes, como „Panatella‟ (1961). 
Já Peter Blake (n. 1932) estudou no Royal College of Art nos anos 50 
(MCCARTHY, 2002, p. 11-13). Fazia obras pop recheadas de objetos 
relacionados à cultura de massa: cigarros, revistas, comidas enlatadas, 
celebridades, como „Na sacada‟ (1955-57). Peter Blake também desenhou capas 
de discos como „Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band‟, dos Beatles. Incluiu 
fotos de Elvis e outros cantores pop da época em „Arranjei uma garota‟ (1960-61). 
Em suas obras, Blake focava a passagem de tempo e a nostalgia. Em „Loja de 
brinquedos‟ (1962), ele reúne objetos que lembram a infância gerando, segundo 
McCarthy (2002, p. 59), um sentimento romântico. 
Nos anos 60, surge uma nova geração na escola de arte britânica formada por 
Peter Phillips e David Hockney, entre outros. 
Phillips (n. 1939), em suas primeiras obras, pintava uma mistura de mundo real e 
fantasia, incluindo pin-ups e máquinas de caça-níquel (LUCIE-SMITH, 2000, p. 
163). Phillips demonstrava interesse pelo erotismo. Pintou estrelas de cinema e 
símbolos sexuais, como Marilyn Monroe e Brigitte Bardot. Em 62, pinta „Forças 
Armadas – Sincronizadas‟, e retrata corações e mulheres junto à fileira de 
estrelas, simbolizando a presença dos EUA na Grã-Bretanha durante a guerra 
(MCCARTHY, 2002, p. 49). Com freqüência, em suas obras, remete-se à música e 
às jukeboxes („A máquina de diversão‟ – 1961). 
David Hockney (n. 1937) mistura abstração e elementos figurativos. Segundo 
Archer (2001, p. 18), usa meio de comunicação das ruas da cidade (grafite) e 
linguagem adolescente em relação ao desejo e a sexualidade. Hockney é 
abertamente gay, e em „Homem no chuveiro em Beverly Hills‟ (1964) ele celebra a 
sedução do corpo masculino. 
 110 
Na Grã-Bretanha, a arte pop tinha várias finalidades: tanto podia ser direcionada 
para a cultura comercial, celebrando-a, quanto para as guerras (MCCARTHY, 
2002, p. 13). 
Segundo Ostrower (1983, p. 338-339), a arte pop pretendia ser uma arte de 
protesto contra a “banalidade da vida moderna” totalmente baseada na linguagem 
publicitária. Afirma ainda que, embora as obras fossem postas em museus, seu 
conteúdo não mudaria e nem se transformaria em mensagem de protesto. Porém, 
a arte pop não criticava nem protestava contra a cultura de massa ou o 
consumismo. De acordo com McCarthy (2002, p. 76), a arte pop foi parte do 
espírito de democracia que estava presente nas artes dos anos 60. As imagens 
familiares garantiam uma identificação do espectador com a obra, embora nem 
sempre fossem claramente compreendidas. Suas referências no dadá, 
surrealismo ou nas guerras mostrava que a arte pop queria entender o presente 
com base nos acontecimentos anteriores. Propunha a arte ao alcance de todos 
mostrando, assim, que havia uma necessidade de mudança no presente. 
Apesar de dúvidas e controvérsias, os artistas pop obtiveram sucesso. Suas obras 
foram aceitas pelo público e por colecionadores. A pop arte conquistou seu 
espaço e seus artistas “até ficaram ricos em um prazo de tempo espantosamente 
curto” (LUCIE-SMITH, 2000, p. 161).

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