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Resumo sobre a Alfabetização e o Papel da Criança no Aprendizado A discussão sobre a alfabetização nas salas de aula contemporâneas, conforme abordado por Emília Ferreiro, enfatiza a importância de transformar o ambiente escolar em um espaço que favoreça a construção do conhecimento. Ferreiro, uma renomada psicóloga e educadora argentina, argumenta que a alfabetização deve ser entendida não apenas como um processo mecânico de decodificação de letras e palavras, mas como uma forma de apropriação das funções sociais da escrita. Para isso, é fundamental que os educadores utilizem textos atuais e relevantes, que dialoguem com a realidade das crianças, promovendo assim um aprendizado mais significativo e contextualizado. Um dos pontos centrais da abordagem de Ferreiro é a recusa ao uso de cartilhas tradicionais, que muitas vezes limitam a criatividade e a capacidade crítica dos alunos. Em vez disso, a proposta é que as crianças assumam um papel ativo em seu processo de aprendizagem, onde elas não apenas recebem informações, mas também constroem seu próprio conhecimento de maneira construtivista. Essa perspectiva revolucionou a concepção de alfabetização no Brasil, influenciando até mesmo as diretrizes educacionais estabelecidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's). A ideia é que a alfabetização deve ser um processo dinâmico e interativo, onde a criança é vista como protagonista. Além disso, a abordagem de Ferreiro destaca a importância de compreender a função social da escrita, que vai além do simples ato de ler e escrever. A escrita é uma ferramenta de comunicação e expressão que deve ser explorada em suas diversas dimensões. Ao estimular a reflexão sobre a função social da escrita, os educadores podem ajudar as crianças a desenvolverem uma consciência crítica sobre o uso da linguagem em diferentes contextos. Essa compreensão é essencial para que os alunos se tornem não apenas leitores e escritores competentes, mas também cidadãos conscientes e engajados em sua sociedade. Destaques A alfabetização deve ser vista como uma apropriação das funções sociais da escrita. Emília Ferreiro defende a transformação da sala de aula em um ambiente que favoreça a construção do conhecimento. O uso de textos atuais é fundamental para um aprendizado significativo. A recusa ao uso de cartilhas tradicionais permite que as crianças sejam protagonistas em seu aprendizado. A abordagem de Ferreiro influenciou as diretrizes educacionais no Brasil, promovendo uma visão construtivista da alfabetização.