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teorias de piaget na pre escola
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Resumo sobre a Autonomia na Educação Infantil segundo Constance Kamii e Jean Piaget Constance Kamii, em suas pesquisas, destaca a importância dos princípios da teoria de Jean Piaget na prática pedagógica, especialmente no contexto da educação infantil. A autora argumenta que o ambiente e as situações criadas pelo professor são cruciais para o desenvolvimento das crianças, enfatizando a necessidade de um espaço que promova a autonomia , a diferenciação entre os conhecimentos físicos, lógico-matemáticos e sociais, e a valorização dos processos de aprendizagem. O artigo busca discutir as contribuições de Kamii para o trabalho com crianças em idade pré-escolar, com base em sua obra "Piaget para a educação escolar". A proposta é que o planejamento de programas educacionais fundamentados na teoria piagetiana deve incluir atividades que provoquem desequilíbrios cognitivos, mobilizando as estruturas de pensamento das crianças, utilizando objetivos claros, experiências enriquecedoras e materiais que desafiem os pequenos. O Conceito de Autonomia em Kamii Kamii define a autonomia como a capacidade das crianças de tomar decisões por si mesmas, um conceito que se alinha com a visão de Piaget sobre o desenvolvimento moral. Para Piaget, a autonomia emerge do desenvolvimento moral, que é composto por regras e pela legitimação dessas regras pelas crianças. A autora explica que, inicialmente, as crianças são heterônomas, ou seja, governadas por outros, devido à influência dos adultos. No entanto, à medida que crescem, elas se tornam progressivamente mais autônomas, reduzindo a dependência da heteronomia. Kamii enfatiza que pais e educadores devem entender como as crianças podem se tornar moralmente autônomas, e que o uso de recompensas e punições por parte dos adultos tende a reforçar a heteronomia, enquanto a troca de pontos de vista estimula a autonomia. Kamii também discute a importância de um ambiente que favoreça a autonomia moral e intelectual. A autonomia moral é entendida como a capacidade de ponderar e considerar diferentes perspectivas antes de agir, enquanto a autonomia intelectual está relacionada ao autogoverno e à construção do conhecimento. A autora argumenta que as crianças devem ser encorajadas a pensar de forma crítica e autônoma, sem a interferência constante dos adultos. Para isso, é fundamental que os educadores promovam um ambiente de respeito e afeto, onde as crianças se sintam seguras para expressar suas opiniões e tomar decisões. A Autonomia como Finalidade da Educação Kamii propõe que a autonomia deve ser uma das finalidades da educação, desafiando a ênfase excessiva na memorização e na obediência às regras impostas pelos adultos. Ela critica o sistema educacional que prioriza a memorização em detrimento da reflexão crítica, o que resulta em estudantes incapazes de pensar de forma autônoma. A autora sugere que a educação deve se concentrar em desenvolver a capacidade de reflexão e a autonomia moral das crianças, permitindo que elas construam seus próprios valores e regras. Kamii argumenta que a verdadeira autonomia se manifesta quando as crianças respeitam as regras que elas mesmas estabelecem, o que as motiva a trabalhar com mais empenho para alcançar suas metas. Além disso, Kamii e Piaget concordam que o desenvolvimento da autonomia é um processo contínuo e complexo que se estende por toda a vida. A imposição de rotinas fixas nas instituições educativas não é vista como benéfica para o desenvolvimento da autonomia, pois a autonomia deve ser cultivada através da liberdade de escolha e da internalização das regras. A construção da moralidade e da autonomia deve ser um esforço conjunto entre adultos e crianças, onde o encorajamento e a redução da intervenção adulta são essenciais para que as crianças possam se desenvolver plenamente. Destaques Constance Kamii aplica os princípios da teoria de Jean Piaget na educação infantil, enfatizando a importância do ambiente e das situações criadas pelo professor. A autonomia é definida como a capacidade das crianças de tomar decisões por si mesmas, um processo que se desenvolve ao longo da vida. A troca de pontos de vista entre adultos e crianças é fundamental para o desenvolvimento da autonomia moral, enquanto recompensas e punições tendem a reforçar a heteronomia. A educação deve priorizar o desenvolvimento da reflexão crítica e da autonomia, em vez de se concentrar apenas na memorização. A construção da moralidade e da autonomia deve ser um esforço conjunto, onde a liberdade de escolha e o encorajamento são essenciais para o crescimento das crianças.

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