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1 UNOPAR BACHAREL EM FARMÁCIA POSTAGEM DE TRABALHO NÃO PAGO ARAGUAÍNA-TO 2025 ATENÇÃO FARMACÊUTICA QUANTO AO PERÍGO DA AUTOMEDICAÇÃO DE REMÉDIOS PARA EMAGRECER 2 ARAGUAÍNA-TO 2025 ATENÇÃO FARMACÊUTICA QUANTO AO PERÍGO DA AUTOMEDICAÇÃO DE REMÉDIOS PARA EMAGRECER Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de farmacêutico em farmácia. Orientador: Carolina Saori Ishii Mauro POSTAGEM DE TRABALHO NÃO PAGO 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 4 1.1 PROBLEMA................................................................................................... ...5 2. JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 5 3. OBJETIVOS ......................................................................................................... 6 3.1 GERAL ........................................................... Erro! Indicador não definido. 3.1 ESPECÍFICOS ............................................... Erro! Indicador não definido. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................... 6Erro! Indicador não definido. 4.1 OBESIDADE.......................................................................................................6 4.2 PSICOTRÓPICOS ANOREXÍGENOS................................................................7 4.3 ATENÇÃO FAMACÊUTICA................................................................................8 5. METODOLOGIA DA PESQUISA ....................................................................... 10 6. CRONOGRAMA..................................................................................................10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 12 4 1. INTRODUÇÃO A luta pelo emagrecimento tem causado muitas discussões acerca do meio pelo qual as pessoas querem chegar a este objetivo. Tal comportamento está relacionado não apenas a um fator estético, mas também tem haver com a busca por uma melhor qualidade de vida. Existe, porém, por traz dessa busca pelo emagrecimento o mito dos milagrosos remédios para o emagrecimento sem a necessidade da mudança de vida, na alimentação, exercícios físicos, ou seja, sem que haja esforços por parte do indivíduo. A obesidade de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma doença crônica em que se tem o excesso de gordura corporal em quantidades que causam prejuízos a saúde. Segundo SANTOS, SILVA e MODESTO (2019, p.02) As principais ferramentas terapêuticas disponíveis para combater a obesidade são o tratamento dietético, a base indispensável da terapia, a educação e a modificação do comportamento, aumento da atividade física, luta contra o sedentarismo e a terapia farmacológica. A própria obesidade é um fator de risco para a saúde da população, o que influencia o desenvolvimento e a progressão de diversas doenças, contribuindo para reduzir a expectativa de vida em indivíduos obesos, o que piora a qualidade de vida o que limita em grande parte, a atividade físicas, autoestima, mobilidade, relações sociais, trabalhistas e sexuais. No Brasil de acordo com o Ministério da Saúde em 2022 o SUS (Sistema Único de Saúde) fez o acompanhamento com 4,4 milhões de adolescentes nos quais cerca de 1.4 milhões foram identificados com sobrepeso, obesidade ou obesidade grave. SANTOS, SILVA e MODESTO (2019) afirmam que houve um crescimento em mais de 300% na venda de medicamentos para o tratamento da obesidade, ou seja, é perceptível que as pessoas estão preferindo recorrer a medicações a muda seus hábitos. Existem muitos mitos a respeito de remédios para emagrecer, tanto para o bem quanto para o mal. Há quem ache que o remédio emagrece, já outros pensam ser um “veneno”. Porém o papel dos remédios no tratamento da obesidade é ajudar a pessoa que quer emagrecer ou que precisa emagrecer a fazer tudo que é necessário no papel do emagrecimento. 5 O presente trabalho será feito por meio da revisão de literatura através de autores como SANTOS (2019), SILVA (2019), MODESTO (2019), Pereira (2022), Sousa (2021), dentre outros. 1.1 PROBLEMA Qual o perigo do uso de medicamentos para emagrecer sem que se tenha a atenção de um profissional? E qual a importância da atenção farmacêutica? 2. JUSTIFICATIVA Os medicamentos para emagrecer podem funcionar de maneiras diferentes em cada organismo, para uns podem ser bons, já para outros é possível que venha afetar a pressão arterial e até mesmo causar uma parada cardíaca. A constante busca pelo emagrecimento é uma luta de inúmeras pessoas em todo o mundo, algumas por conta de se ter uma melhor qualidade de vida, já outras por estética, pela beleza do corpo. Segundo Carvalho et al (2020) a sociedade está marcada pela busca de um corpo perfeito dentro dos padrões de beleza que são considerados os adequados, o que faz com que as pessoas se sintam frustradas por não se encaixar em tal padrão. A luta entre o corpo perfeito imposto pela mídia e o corpo real faz com que se procure soluções principalmente no que diz respeito as mulheres que optam por plásticas e dietas estravagantes que podem prejudicar sua saúde física e mental (SECCHI; CAMARGO; BERTOLDO, 2009). Em uma sociedade que a magreza é considerada estereótipo ideal o sobrepeso pode trazer consequências como problemas físicos e também emocionais. De acordo com Alves et al (2009) situação inevitavelmente gera uma busca frenética por drogas de ação mais rápida, consideradas "milagrosas", vistas pelo indivíduo como essenciais para ter um corpo esguio e ser aceito pela sociedade. A presente pesquisa se justifica por meio da análise de como os remédios para emagrecer prejudicam a saúde do individuo quando não prescrito por um profissional qualificado e qual a importância da atenção farmacêutica e farmacoterapêutica na identificação de problemas e riscos relacionados com a 6 segurança, eficácia e desvios de qualidade dos medicamentos, através da vigilância e monitorização. 3. OBJETIVOS 3.1 GERAL Conhecer os riscos do uso de medicamentos para emagrecer sem prescrição e acompanhamento médico, bem como a importância da atenção farmacêutica na identificação dos riscos e na prevenção de possíveis problemas de saúde. 3.2 ESPECÍFICOS • Entender o conceito de obesidade e os problemas físicos e psicológicos causados pela mesma; • Analisar sobre o conceito de tempo e a importância da sua gestão para uma melhor qualidade de vida. • Conhecer os perigos dos remédios anorexígenos e quais os danos que podem causar na vida do indivíduo; • Abordar sobre a importância da atenção farmacêutica para identificar e prevenir os possíveis riscos à saúde do paciente; 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.1 OBESIDADE A obesidade é uma enfermidade metabólica de ocorrência mundial. Segundo Mancini (2018) ela é uma doença crônica associada ao excesso de gordura corporal, com etiologia complexa e multifatorial, resultando da interação de estilo de vida, genes e fatores emocionais. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) (2016), cerca de 39% das mulheres e 40% dos homens acima de 18 anos estão no sobrepeso, tal porcentagem equivale a 1,9 bilhões de pessoas em todo o mundo. Vale ressaltar que o sobrepeso é umaetapa que antecede a obesidade. A OMS (2016) destaca também que 13 % da população mundial é obesa e que 340 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos têm sobrepeso ou obesidade. A maior parte da 7 população mundial vive em um país no qual a obesidade mata mais que a desnutrição. No Brasil, a obesidade como problema de Saúde Pública é um evento recente. Apesar da existência de relatos a partir da Era Paleolítica sobre “homens corpulentos”, a prevalência de obesidade nunca se apresentou em grau epidêmico como na atualidade (PINHEIRO; FREITAS; CORSO, 2004, p. 3). Tal entendimento se dava porque até então a obesidade era considerada uma doença de países desenvolvidos e no Brasil a maior preocupação era com a fome e desnutrição. Para se saber se a pessoa chegou a obesidade ou se está próxima no século 19 o matemático Lambert Quételet criou o IMC (Índice de Massa Corporal) que é classificado conforma a imagem abaixo: Fonte: Dr. Roger, 2020. A formula usada para calcular o IMC é a seguinte: IMC = Peso______ Altura x Altura O resultado irá classificar se o indivíduo estar entre abaixo do peso até a obesidade III. 4.2 PSICOTRÓPICOS ANOREXÍGENOS São chamados de anorexígenas aquelas substâncias que diminuem a vontade de comer. Tais medicamentos são usados a partir de prescrição médica e servem para auxiliar no combate a obesidade (Murer, 2015). De acordo com dados da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) (2005), no Brasil entre 1997 e 2004 houve um crescimento em cerca de 500% no uso de anorexígenos. Usar inúmeras substâncias como laxantes, diuréticos, sedativos como método 8 de emagrecimento não tem nenhum respaldo científico e tal método não tem benefícios a longo prazo, fazendo com que a pessoa retorne ao seu peso ou então ganhe até mais peso (Sousa et al, 2021). Anorexígenos utilizados sem supervisão podem ser altamente prejudiciais e perigosos, pois podem causar aceleração cardíaca, aumento da pressão arterial, risco cardiovascular, fadiga entre outros. O trânsito intestinal pode sofrer com esses produtos, especialmente se quem os consome sofre de constipação (DIAS; DE LINO; SILVA, 2021, p.3). De acordo com o mesmo autor no ano de 2010 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária encontrou inúmeras irregularidades em todo o Brasil na prescrição de medicamentos para emagrecer. Na maioria das vezes quem consome psicotrópicos anorexígenos não sabe como é feito o processo de controle de qualidade de medicamentos ou até mesmo qual é o órgão responsável por tal monitoramento (BRUNING; MOSEGUI; VIANA, 2012). De acordo com Martins et al (2012) Os representantes mais importantes dos fármacos do combate a anorexia acessíveis no Brasil são decorrentes da β- fenetilamina como bupropiona, a sibutramina e o femproporex. Boa parte das pessoas faz uso destes medicamentos sem o devido acompanhamento de um profissional da saúde assumindo assim os riscos de vida. 4.3 ATENÇÃO FARMACÊUTICA De acordo com a Organização Mundial da Saúde (1990) só é possível só é possível exercer a medicina de forma eficaz quando for aceito que o farmacêutico é um membro essencial na área da saúde. Existe um grande erro ao colocar a Assistência e a Atenção a saúde como tento o mesmo conceito, segundo a Política Nacional de medicamentos (2001, p.14): ... a assistência farmacêutica englobará as atividades de seleção, programação, aquisição, armazenamento e distribuição, controle da qualidade e utilização – nesta compreendida a prescrição e a dispensação – o que deverá favorecer a permanente disponibilidade dos produtos segundo as necessidades da população, identificadas com base em critérios epidemiológicos. Ou seja, a assistência farmacêutica consiste em um aglomerado de atividades relacionadas aos remédios em apoio as ações de saúde para a sociedade. O farmacêutico participa de todas as fases das atividades, desde a análise do novo 9 medicamento até sua chegada aos usuários. A Atenção farmacêutica por outro lado, consiste no conjunto de atividades do farmacêutico na orientação e acompanhamento do paciente em relação a maneira correta de se usar o medicamento. Segundo Mikael et al (1975, p.03) “a atenção que um dado paciente requer e recebe com garantias do uso seguro e racional dos medicamentos”. Abaixo estão as fases do método clínico da atenção farmacêutica. Fonte: Cassyano Jr, 2013 A imagem acima está dividida em quatro tópicos que tem os seguintes significados cada um: • O primeiro está relacionado a coleta de dados do paciente, seu histórico clinico e histórico de medicações; • O segundo tópico é a revisão da farmacoterapia e identificação dos problemas presentes e potenciais; • No terceiro tópico são definidas as metas terapêuticas, fazer intervenções e agendar o retorno e seguimento; • No quarto e ultimo tópico é trago o resultado e progresso do paciente, feito o alcance de metas terapêuticas e também a identificação de novos problemas; A atenção farmacêutica é fundamental para que o paciente faça o uso dos medicamentos de forma orientada, receba as devidas informações na dispensação, em relação ao seu uso, administração e também duração do tratamento. 10 4. METODOLOGIA DA PESQUISA A metodologia de pesquisa é uma das fases mais importantes para a definição de um trabalho cientifico, por meio dela o pesquisador irá direcionar de que maneira seu projeto será desenvolvido e qual o passo a passo a ser seguido. Para o presente trabalho metodologia escolhida foi pesquisa bibliográfica, os critérios de inclusão dos artigos para revisão bibliográfica foram os seguintes: foram artigos de pesquisa publicados em periódicos nacionais de língua portuguesa, indexados em bases de dados publicadas entre 1975 e 2022, encontrados em sites, livros, artigos científicos e teses. As bases de dados informatizadas foram consultadas: sites, livros, revistas e portal SCIELO (Scientific Electronic Library Online). Durante a coleta e análise dos artigos, foram encontrados artigos e selecionadas publicações que atendiam aos objetivos propostos, excluindo artigos que não eram relevantes ao tema de pesquisa no momento da leitura do resumo. 5. CRONOGRAMA Cronograma de atividades DATAS Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez. Escolha do tema X Levantamento Bibliográfico X Construção Textual X X Revisão X X 11 Entrega Final Organização da monografia X Construção da revisão X Fonte: o autor, 2023 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Dina et al. Cultura e imagem corporal. Motricidade,v. 5, n. 1, p. 1-20, jan. 2009. BRUNING, Maria Cecilia Ribeiro; MOSEGUI, Gabriela Bittencourt Gonzalez; VIANNA, Cid Manso de Melo. A utilização da fitoterapia e de plantas medicinais em unidades básicas de saúde nos municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu-Paraná: a visão dos profissionais de saúde. Ciência & saúde coletiva, v. 17, p. 2675-2685, 2012. CARVALHO, Giulia Xavier de et al. Insatisfação com a imagem corporal e fatores associados em adolescentes. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, p. 2769-2782, 2020. DIAS, Nayara Horrana De Oliveira; DE LINO, Sebastiana Souza; SILVA, Priscila Naiara Araújo Cunha Zucov. Revisão de literatura: riscos potenciais dos anorexígenos alopáticos no tratamento da obesidade.NATIVA-Revista de Ciências, Tecnologia e Inovação, v. 1, n. 1, p. 77-88, 2021. MANCINI, Marcio Cercato et al. Genética molecular da obesidade. In: Tratado de obesidade [2ed.]. Guanabara, 2015. MARTINS, Eduardo Luiz Mendonça et al. Dispensações de psicotrópicos anorexígenos no município de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, p. 3331-3342, 2012. MIKEAL, R. L.; BROWN, T. R.; LAZARUS, H. L.; VINSON, M. C. Qualidade de Assistência Farmacêutica em Hospitais. Sou. J. Hosp. Pharm., v.32, n.6, p.567-574, 1975. MURER, Evandro. Remédios para emagrecer. Diagnóstico da Alimentação Saudável e Atividade Física na Fundação de Desenvolvimento da Unicamp, p. 59, 2015. 13 Organização Mundial de Saúde (OMS),2016. Organização Mundial de Saúde (OMS),1990. PINHEIRO, Anelise; FREITAS, Sérgio; CORSO, Arlete. Uma abordagem epidemiológica da obesidade. Revista de Nutrição, [S. l.], p. 1-11, 15 dez. 2004. DOI https://doi.org/10.1590/S1415-52732004000400012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rn/a/yb5FgzvgCVPZVsxtsNp384t/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 20 abr. 2023. Política nacional de medicamentos 2001/Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2001. SANTOS, K. P. dos; SILVA, G. E. da; MODESTO, K. R. Perigo dos medicamentos para emagrecer. Revista de Iniciação Científica e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 37–45, 2019. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/140. Acesso em: 16 abr. 2023. SECCHI, Kenny; CAMARGO, Brigido Vizeu; BERTOLDO, Raquel Bohn. Percepção da imagem corporal e representações sociais do corpo. Psicologia: teoria e pesquisa, v. 25, p. 229-236, 2009. SOUZA, Aparecida Cleusa de et al. Perigos nos remédios para emagrecer. 2021.