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Psicologia da Educação - Formatado

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UNIVERSIDADE DE VILA VELHA 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EVERTON CUZZOL 
LARISSA TÓFOLI 
PAULA CALASANS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O PROCESSO ARTÍSTICO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professora.: Maria Carolina de Andrade Frei 
 
 
 
 
 
 
Vila Velha 
Agosto 2018 
2 
 
EVERTON CUZZOL 
LARISSA TÓFOLI 
PAULA CALASANS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PROCESSO ARTÍSTICO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
 
 
Trabalho avaliativo de graduação em Artes 
Cênicas, apresentado na Universidade de 
Vila Velha, como requisito para avaliação 
bimestral da disciplina de Psicologia da 
Educação. Orientado pela professora: Maria 
Carolina de Andrade Frei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vila Velha 
Agosto 2018 
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SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 4 
O PROCESSO ARTÍSTICO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL ........................... 5 
DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E HUMANO.................................................. 6 
A BRINCADEIRA ....................................................................................................... 7 
NA TEORIA E NA PRÁTICA ...................................................................................... 8 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................... 10 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
De todas as fases da vida humana, a infância é a de maior aprendizado e a que nos 
rende os melhores frutos. Todos os ensinamentos nesta fase, se enraízam e vão conosco 
até os últimos dias. Os trabalhos artísticos, então, têm ainda mais importância, já que as 
crianças sentem a necessidade de se expressarem por diferentes meios e de acordo com 
as suas necessidades. Um desenho, uma pintura, uma colagem, uma apresentação 
escolar, é guardado pelo pai até a posterioridade. 
 
Mas a arte abrange muito mais que esses momentos de lazer para as crianças, ela tem 
um papel físico, social, afetivo e cognitivo em suas vidas, oferecendo recursos para que 
elas criem suas próprias maneiras de se expressar e compreendam o mundo que as 
cerca. Com a arte, as crianças têm incentivo para que consigam ordenar e dar sentido à 
experiência humana desde o começo da vida. 
 
A inserção das crianças no meio artístico, principalmente nos primeiros anos de sua vida, 
traz benefícios sólidos e duradouros. Além de ajudar a construir um indivíduo consciente, 
pensante e mais preparado para a vida. A melhor parte é que, por tomarem a atividade 
artística como brincadeira, devido ao aspecto lúdico, a evolução se dá de forma natural e 
gradativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://novosalunos.com.br/e-brincando-que-se-aprende-a-importancia-do-brincar-para-o-desenvolvimento-infantil/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost
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O Processo Artístico no Desenvolvimento Infantil 
 
O Processo Artístico é muito importante no desenvolvimento da criança, visto que é nessa 
fase da vida que absorvemos, em maior quantidade, tudo o que nos cerca, é um processo 
constantemente ativo do nosso desenvolvimento cognitivo. Então, se colocarmos a Arte 
como praxe, como instrumento de formação, notaremos que a absorção deste conteúdo 
irá contribuir em grande escala para um melhor desenvolvimento intelectual, cognitivo e 
afetivo da criança. A arte, deve ser utilizada como auxiliadora, principalmente nas escolas, 
já que é o meio regular de educação no qual a criança está inserida, mas também em 
quaisquer ambientes que faça parte da sua vida. 
 
É necessário entender que as culturas não são apenas produtos, mas também instituintes 
de esfera sociocultural; que as sensibilidades artísticas são historicamente constituídas e 
próprias de cada grupo cultural; que as artes são expressões de identidades e culturas e 
sua compreensão requer conhecimento dos parâmetros que regem e que transcendem o 
gosto pessoal [...]. (Ferreira, 2011: 16). 
 
A arte tem a capacidade de desenvolver os processos de pensamento e desenvolvimento 
perceptual e emocional do ser humano, construindo assim, a conscientização social e a 
criatividade da criança. O quadro emocional que as crianças desenvolvem, se forma a 
partir das milhares de experiências nos primeiros anos de sua vida, onde tudo é novo. À 
medida que a criança compreende o funcionamento do mundo, vai buscando mecanismos 
para se expressar em relação a ele, e um desses mecanismo, pode e deve, ser a arte. A 
partir dela, as crianças passam pelas fases do descobrimento e da experimentação, que 
possibilitam ainda mais a sua aprendizagem e o seu desenvolvimento. 
 
E quando falamos sobre o processo intelectual e de pensamento, estamos também, 
destacando a importância da linguagem para a criança, já que baseando-se nos 
pensamentos de Vygotsky, de que “a linguagem é o sistema simbólico básico de todos os 
grupos humanos” chegamos à conclusão de que a criança, ao entender o significado da 
linguagem, conseguirá se expressar com mais clareza, podendo despertar o lúdico com 
maior facilidade. 
 
Uma vez que, para a simbolização ser compreendida, a criança necessitará que suas 
habilidades de abstração e de assimilação de ideias já tenham sido desenvolvidas 
6 
 
parcialmente, juntamente com a capacidade de transformar suas ideias em outras 
completamente diferentes. 
 
Então, o que muitas vezes não consegue ser processado e comunicado pela criança pela 
fala vem à tona por meio da arte. O teatro, por exemplo, é de grande auxílio para crianças 
com dificuldades de dialogar e interagir com outras pessoas por timidez e falta de 
autoconfiança. Temos também outros exemplos que não deixam de ser importantes, 
como: desenhos, dança, pintura, colagem, leitura e brincadeiras. A melhor forma de inserir 
a arte, às crianças, de acordo com Vygotsky, seria então, brincando 
 
Desenvolvimento Intelectual e Humano 
 
“A arte segundo Vygotsky (2009), é o movimento da reflexão humana sobre o pensamento 
emotivo que nos move, é criação e recriação de todo contexto macrossocial que envolve 
o homem em sua complexidade, é instrumento pedagógico de percepção e aconchego da 
realidade e das frustações humanas. Segundo o autor, este movimento de compreender a 
arte como instrumento de construção humana, sinaliza para uma educação 
epistemológica e sensível no processo de construção psicointelectual da criança. [...]” 
(RODRIGUES, T. et. al) 
 
 Trazendo a Arte para este campo, podemos então nos basear nas teorias de 
aprendizagem segundo Vygotsky, onde dizem que o desenvolvimento cognitivo do aluno 
se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com 
o meio. 
 
• Para substancialidade, no mínimo duas pessoas devem estar envolvidas 
ativamente trocando experiência e ideias. 
• A interação entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências e 
conhecimento. 
• A aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumentos 
e signos, de acordo com os conceitos utilizados pelo próprio autor. 
• Um signo, dessa forma, seria algo que significaria alguma coisa para o indivíduo, 
como a linguagem falada e a escrita. 
• A aprendizagem é uma experiência social, a qual é mediada pela interação entre a 
linguagem e a ação. 
http://novosalunos.com.br/formacao-teatral-para-o-desenvolvimento-infantil-conheca-os-beneficios/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost
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• Para ocorrer a aprendizagem, a interação social deve acontecer dentro da zona de 
desenvolvimento proximal (ZDP), que seria a distância existente entre aquilo que o 
sujeito já sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidadepara aprender, seu conhecimento potencial. 
• Dessa forma, a aprendizagem ocorre no intervalo da ZDP, onde o conhecimento 
real é aquele que o sujeito é capaz de aplicar sozinho, e o potencial é aquele que 
ele necessita do auxílio de outros para aplicar. 
• O professor deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno 
a tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar 
uma nova ZDP a todo momento. 
• O professor pode fazer isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando 
técnicas para motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do 
aluno. 
• Mas este professor também deve estar atento para permitir que este aluno 
construa seu conhecimento em grupo com participação ativa e a cooperação de 
todos os envolvidos 
• Sua orientação deve possibilitar a criação de ambientes de participação, 
colaboração e constantes desafios. 
 
Para Vygotsky, o professor é figura essencial do saber por representar um elo 
intermediário entre o aluno e o conhecimento disponível no ambiente, de acordo com ele, 
a interação (principalmente a realizada entre indivíduos face a face) tem uma função 
central no processo de internalização. No livro A Formação Social da Mente: O 
Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores, afirma que "o caminho do 
objeto até a criança e desta até o objeto passa por outra pessoa". Por isso, o conceito de 
aprendizagem mediada confere um papel privilegiado ao professor. 
 
A Brincadeira 
 
Para as crianças, o brincar faz parte de sua infância, é o momento onde elas criam um 
imenso repertório de desenvolvimentos, principalmente social e afetivo. Brincando, as 
crianças encontram prazer e satisfação, além de se socializar e aprender, expressando 
sua realidade através da imaginação. Podemos evocar que essa imaginação a partir de 
diversas formas, mas notamos que ela tem conexão direta com a ludicidade dos jogos 
teatrais. 
8 
 
O lúdico faz parte do mundo infantil, principalmente através do teatro, onde as crianças 
contam com o faz de conta para fugirem da realidade que as cercam, experimentando 
novos mundos e possibilidades. Por isso “[...] Vygotsky (2009) adentra neste processo de 
criança artístico, enfatizando que, o fazer artístico na educação infantil, é uma das 
principais táticas da práxis pedagógica que trabalha a elaboração e a construção das 
emoções cognoscitivas da criança, uma vez que, é através do fazer artístico que “a 
criança encarna em ações, imagens vivas, tudo o que pensa e sente” (VYGOTSKY, 2009, 
p. 87) [...]” (RODRIGUES, T. et. al) 
 
Os jogos teatrais são um ponto direto e comum entre a imaginação e a arte e devem ser 
uma prática comum, principalmente hoje em dia, onde o interesse e a criatividade infantil 
podem ficar adormecidos em meio às tecnologias e comodidades atuais. Os jogos teatrais 
visam, assim, reaproximar as crianças do manual, artesanal ou imaginativo, sendo que o 
mesmo é abordado por diversos processos mentais. Podendo ser utilizado os conceitos 
de associação, dissociação e sobrestimação, processos compreendidos dentro da teoria 
de Vygotsky. Este trabalho também possibilita que as crianças possam, posteriormente, 
começar a entender melhor qual é o seu papel na sociedade. 
 
A brincadeira pode ser abordada de diversas formas, respeitando e entendendo o tempo 
e espaço das crianças e sem que proporcione insatisfação para a criança. Veremos 
melhor sobre esses procedimentos, quando entendermos a diferença da teoria para a 
prática. 
 
Na Teoria e na Prática 
 
Nem sempre a teoria condiz com a prática e, neste caso, encontramos alguns obstáculos 
na tentativa de aplicarmos essa teoria em nossas escolas. O primeiro grande obstáculo é 
o processo mecanizado presente na educação infantil, onde não existe o interesse dos 
responsáveis em provocar o desenvolvimento e a criatividade espontânea nas crianças. 
“[...]” As crianças não desenham livremente, não pintam com exatidão emocionais nem ou 
menos representam sua realidade inerente, o que nos leva a pensar que, nestes 
parâmetros de ensino seu desenvolvimento como ser sociocultural está sendo 
comprometido, pois, a escola e os centros de educação infantil em sua grande 
complexidade apenas reproduzem desenhos midiáticos e pinturas prontas. [...]” 
(RODRIGUES, T. et. al) 
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Esse processo mecanizado, nos leva para o segundo grande problema, que é a falta de 
oportunidade para tal autonomia. Quem vivência a realidade de estagiar em escolas, 
introduzindo a arte, sabe como é difícil ter liberdade para abordar as práticas estudadas. 
Como profissionais, temos uma “[...] necessidade em desenvolver atividades que 
vinculadas à arte, passem a desenvolver os processos criativos e críticos da criança 
sobre si mesma e sobre o mundo.” (RODRIGUES, T. et. al ) mas nem sempre dispomos 
de espaço, tempo ou da boa vontade dos superiores. 
 
Para obtermos sucesso com tal abordagem, temos que estar munidos dos conhecimentos 
aqui citados e ter em mente que precisamos sempre viabilizar toda e qualquer situação 
“[...] Ostetto (2011) destaca que para consolidarmos esta prática pedagógica, devemos 
organizar o planejamento visando abranger os processos de cuidado e de educação, 
expressos em temáticas e atividades, de tal forma que elas abranjam movimentos, 
tempos e espaços adequados e compartilhados, podendo-se constituir possibilidades de 
aprendizagens significativas e novos níveis de domínio dos processos físicos, afetivos e 
psíquicos pela criança, preparando-a para assumir uma postura autoconfiante, autônoma, 
ética e crítica.” (RODRIGUES, T. et. al) 
 
É importante saber que as atividades devem sempre conectar a criatividade ao 
desenvolvimento intelectual, porque quando essas atividades têm apenas o intuito ou 
outro, regredimos e voltamos ao processo mecanizado citado anteriormente, ensinando 
as crianças apenas a repetir ao invés de criar. 
 
O objetivo é simples e claro, aguçar e exercitar o intelecto da criança, fazendo com que 
ela pense e crie por vontade própria, a partir daquilo que está inserido em seus 
conhecimentos prévios. “[...] Vygotsky (2009) exemplifica este processo, pelo fato de que, 
quando a atividade tem apenas um critério educativo e não de desenvolvimento 
intelectual cognoscitivo, ela transforma-se apenas em um processo de memorização de 
falas, gestos e emoções, transformando a criança em um porta-voz de frases alheias .” 
(RODRIGUES, T. et. al) 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Procuramos evidenciar ao logo dessa dissertação, a importância da inserção das artes na 
educação infantil, com o objetivo de um melhor desenvolvimento intelectual e emocional 
das crianças, comprovando os resultados a partir de teorias fundamentadas em aula e na 
prática. Pudemos notar esses resultados, de acordo com o trabalho realizado por 
RODRIGUES, T. et. al, que comprova a eficácia e as vantagens dessa inserção. 
 
Discorremos também, sobre os meios pelos quais podemos alcançar tais resultados e as 
teorias e as práticas que nos levam até eles. Além de deixar claro, os problemas 
comumente encontrados e as soluções que podemos obter, como profissionais da área, 
para melhor atendermos a demanda. 
 
Afirmamos, por fim, o papel que a educação escolar infantil, deve fornecer na formação 
de crianças. Tendo consciência que essa educação é a base na qual a criança desfruta, 
regularmente, visando o seu desenvolvimento e aprendizagem. Neste caso, lutar contra a 
alienação é essencial e nos da a possibilidade de conquistar ainda mais. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO 
HUMANO PSICOINTELECTUAL E EMOCIONAL NA INFÂNCIA. RODRIGUES, T. et. al 
 
A Formação Social da Mente: O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos 
Superiores, Lev Vygotsky, 224 págs., Ed. Martins Fontes. 
 
ALVES, R.Aprender para quê? Revista Época. Rio de Janeiro, Editora Globo, Edição 344, 2004. 
Disponível em ,2004. 
 
Vygotsky: Aprendizado e Desenvolvimento, um Processo Sócio-Histórico, Marta 
Kohl de Oliveira, 112 págs., Ed. Scipione. 
 
http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf. MOREIRA, 
Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995. 
 
METAgraphias: letra E (sobre errância e-Rancièrráticas) v.2 n.2 junho|2017 a 
importância do ensino das artes para o desenvolvimento infantil. Laura Martinez. 
http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf

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