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PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA DO TRABALHO: HIPER COMBO SGI/ESG 2.3 REGULAMENTAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA DO TRABALHO No período de 1973 a 1986, a Fundacentro ministrou, diretamente ou em convênio com diversas instituições de ensino, cursos intensivos de qualificação profissional e cursos de especialização, em cumprimento a portarias emitidas pelo Ministério do Trabalho. O objetivo era suprir a crescente demanda em prol de melhores condições de saúde e segurança dos trabalhadores nas empresas e repartições públicas, diante de um cenário de desenvolvimento industrial e crescimento econômico que, nos termos do modelo adotado, levou os índices de Acidentes de Trabalho a níveis altíssimos. Desse modo, a Fundacentro contribuiu ativamente na qualificação formal dos primeiros profissionais da área , até que tal atribuição passou a ficar a cargo do Ministério da Educação. Os cursos ministrados durante esse período foram: Inspetor de Segurança do Trabalho – (Portarias Ministeriais n.º 3.237/72; 3.089/73) Supervisor de Segurança do Trabalho (Portarias n.º 3.442/74; 3.460/75; 3.214/78) Auxiliar de Enfermagem do Trabalho (Portarias n.º 3.237/72; 3.089/73; 3.442/74; 3.460/75; 3.214/78) Especialização (Nível de Pós Graduação): Engenharia de Segurança do Trabalho (Portarias .º 3.237/72; 3.089/73; 3.442/74; 3.460/75; 3.214/78) Medicina do Trabalho (Portarias n.º 3.237/72; 3.089/73; 3.442/74; 3.460/75; 3.214/78) Enfermagem do Trabalho (Portarias n.º 3.442/74; 3.460/75; 3.214/78) Para a realização de esses cursos, a Fundacentro e as instituições conveniadas seguiram currículos mínimos aprovados e estabelecidos (até então) pelo Ministério do Trabalho. Para a matrícula nos cursos de qualificação profissional era exigida a conclusão do 1º grau (atual Ensino Fundamental). Após a publicação da Portaria n.º 3.460 de 31/12/1975, passou-se a exigir 2º grau (atual Ensino Médio) para o curso de Supervisor. Para o curso de Auxiliar de Enfermagem do Trabalho era exigido, também, habilitação em Auxiliar ou Técnico de Enfermagem (registro no COREN). Para os cursos de especialização, era exigida formação superior de acordo com a área do curso (engenheiros, médicos e enfermeiros). A partir de 1985 surgem os profissionais regulamentados para atuarem na área de segurança, como o engenheiro e técnico em segurança do trabalho. Com a promulgação da LEI N o 7.410, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1985 que dispõe sobre a especialização de engenheiros e técnicos segurança do trabalho. Com a vigência da Lei n.º 7.410 de 27/11/1985 , que foi regulamentada pelo Decreto n.° 92.530 de 30/04/1986 , a Fundacentro encerrou a realização de novas turmas, seja diretamente ou em convênio, cumprindo a determinação da lei para a extinção dos cursos nos formatos ministrados. Com a nova regulamentação, o portador de certificado de conclusão de curso e de registro profissional de Supervisor de Segurança do Trabalho passa a exercer a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho, cujo curso de formação passou a ter o currículo fixado pelo Ministério da Educação. O curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho passou a ter o currículo fixado pelo Conselho Federal de Educação. Ainda, segundo a lei, o exercício da atividade de Engenheiros e Arquitetos na especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho dependerá de registro em Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e o de Técnico de Segurança do Trabalho, após o registro no Ministério do Trabalho. Art. 1º - O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho será permitido exclusivamente: I - ao Engenheiro ou Arquiteto, portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País, em nível de pós-graduação; II - ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário, pelo Ministério do Trabalho; III - ao possuidor de registro de Engenheiro de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho, até a data fixada na regulamentação desta Lei. Parágrafo único - O curso previsto no inciso I deste artigo terá o currículo fixado pelo Conselho Federal de Educação, por proposta do Ministério do Trabalho, e seu funcionamento determinará a extinção dos cursos de que trata o inciso II, na forma da regulamentação a ser expedida. Art. 2º - O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho será permitido, exclusivamente: I - ao portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País em estabelecimentos de ensino de 2º grau; II - ao Portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho; III - ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho, até a data fixada na regulamentação desta Lei. Com essa lei a NR-4 começa a ter mais força para manter os ambientes de trabalhos mais seguros, com as atribuições e dimensionamento dos profissionais da área de segurança de acordo com o CNAE - Código de atividade econômica e o grau de risco das empresas. O técnico e o engenheiro de segurança do trabalho foram e são as únicas profissões regulamentadas para a atuação nas áreas de segurança do trabalho. Como a segurança do trabalho está em todas as áreas de conhecimento e ramos de atividade, como boa prática as empresas e planos de cargos e salários estão ampliando a área de atuação desses profissionais. Como base nessas duas profissões regulamentadas, as empresas estão criaram as funções de analista, auditor, supervisor e gerente de segurança do trabalho. Algumas empresas integram as áreas de segurança do trabalho com qualidade, meio ambiente e responsabilidade social e esses profissionais são vinculados a setores chamados de EHS, SHE, EHS, QSMS, SGI que são nomenclaturas vinculados aos sistemas de gestão integrado. 2.3.1 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO(SESMT) O SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), é constituído por profissionais da área da saúde e segurança do trabalho, que têm como função principal proteger a integridade física dos trabalhadores dentro das empresas. Previsto na Consolidação das Leis do Trabalho criada em seu artigo 162, devido ao aumento de acidentes com trabalhadores, possui função de assegurar a integridade física dos operários, mas também de alertar a equipe contra novas doenças e ajudar a tomar precauções contra acidentes de pequeno porte, que podem atrapalhar o andamento da empresa e prejudicar os funcionários. O seu objetivo é garantir um ambiente de trabalho mais seguro aos colaboradores, além de prevenir doenças ocupacionais. De acordo com a NR4, devem fazer parte do SESMT os seguintes profissionais: - Médico do Trabalho: pós-graduado em Medicina do Trabalho, ou que porte o certificado de residência médica que tenha relação com saúde ocupacional; - Engenheiro de Segurança do Trabalho: pós-graduado na área; - Enfermeiro do Trabalho: pós-graduado em Enfermagem do Trabalho; - Técnico em Segurança do Trabalho: com formação técnica e registro no Ministério do Trabalho; - Auxiliar de Enfermagem do Trabalho: com certificado de qualificação reconhecido pelo Ministério da Educação, proveniente de instituições habilitadas. De acordo com a NR-4 a equipe do SESMT, tem atribuições para o cumprimento dos requisitos legais e atendimento aos requisitos das normas regulamentadoras, de acordo com a sua atuação profissional e formação acadêmica . - Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador;- Determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir, mesmo reduzido, medidas administrativas e a utilização, pelo trabalhador, de Equipamentos de Proteção Individual - EPI, ade acordo com a concentração, a intensidade ou característica do agente assim o exija; - Colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa, exercendo a competência disposta na alínea "a"; - Responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos; - Manter permanente relacionamento com a CIPA , valendo-se ao máximo de suas observações, além de apoiá-la, treiná-la e atendê-la, conforme dispõe a NR 5; - Promover a realização de atividades de conscientização, educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente; - Esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais , estimulando-os em favor da prevenção; - Analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento, com ou sem vítima, e todos os casos de doença ocupacional, descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional, os fatores ambientais, as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s); - As atividades dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho são essencialmente prevencionistas , embora não seja vedado o atendimento de emergência, quando se tornar necessário. Entretanto, a elaboração de planos de controle de efeitos de catástrofes, de disponibilidade de meios que visem ao combate a incêndios e ao salvamento e de imediata atenção à vítima deste ou de qualquer outro tipo de acidente estão incluídos em suas atividades. 2. 3.2 NR-4 - GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA NO AMBIENTE DE TRABALHO Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão manter entrosamento permanente com a CIPA, dela valendo-se como agente multiplicador, e deverão estudar suas observações e solicitações, propondo soluções corretivas e preventivas. a) elaborar ou participar da elaboração do inventário de riscos; b) acompanhar a implementação do plano de ação do Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR; c) implementar medidas de prevenção de acordo com a classificação de risco do PGR e na ordem de prioridade estabelecida na NR-01 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais; d) elaborar plano de trabalho e monitorar metas, indicadores e resultados de segurança e saúde no trabalho; e) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela organização; f) manter permanente interação com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, quando existente; g) promover a realização de atividades de orientação, informação e conscientização dos trabalhadores para a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho; h) propor, imediatamente, a interrupção das atividades e a adoção de medidas corretivas e/ou de controle quando constatar condições ou situações de trabalho que estejam associadas a grave e iminente risco para a segurança ou a saúde dos trabalhadores; i) conduzir ou acompanhar as investigações dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, em conformidade com o previsto no PGR; j) compartilhar informações relevantes para a prevenção de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho com outros SESMT de uma mesma organização, assim como a CIPA, quando por esta solicitado. k) acompanhar e participar nas ações do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, nos termos da Norma Regulamentadora nº 07 (NR-07). 4.3.2 O SESMT deve ser composto por médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, técnico de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho e auxiliar/técnico em enfermagem do trabalho, obedecido o Anexo II. 4.3.3 Os profissionais integrantes do SESMT devem possuir formação e registro profissional em conformidade com o disposto na regulamentação da profissão e nos instrumentos normativos emitidos pelo respectivo conselho profissional, quando existente. 4.3.4 O SESMT deve ser coordenado por um dos profissionais integrantes deste serviço. 4.3.5 O técnico de segurança do trabalho e o auxiliar/técnico de enfermagem do trabalho devem dedicar quarenta e quatro horas por semana para as atividades do SESMT. No caso a organização possua mais de um técnico de segurança do trabalho, conforme dimensionamento previsto nesta NR, a s escalas de trabalho devem ser estabelecidas de forma a garantir o atendimento por pelo menos um desses profissionais em cada turno que atingir cento e um ou mais trabalhadores, para a atividade de grau de risco 3, e cinquenta ou mais trabalhadores, para a atividade de grau de risco 4. 4.3.7 O engenheiro de segurança do trabalho, o médico do trabalho e o enfermeiro do trabalho devem dedicar, no mínimo, quinze horas (tempo parcial) ou trinta horas (tempo integral) por semana , para as atividades do SESMT, respeitada a legislação pertinente em vigor, durante o horário de expediente do estabelecimento. 4.3.8 Aos profissionais do SESMT é vedado o exercício de atividades que não façam parte das atribuições de saúde e segurança do trabalho durante o horário de atuação neste serviço. 4.3.9 A organização deve garantir os meios e recursos necessários para o cumprimento dos objetivos e atribuições do SESMT. Além das atividades previstas na NR-4 e lei 7410/1985 o Engenheiro de Segurança do trabalho tem uma legislação especifica do CONFEA/CREA que define suas atribuições e responsabilidades como profissional de engenharia de segurança do trabalho. Artigo 4° da Resolução 359/91 do Confea define as atribuições do Engenheiro de Segurança do Trabalho - Supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente os serviços de Engenharia de Segurança do Trabalho; - Estudar as condições de segurança dos locais de trabalho e das instalações e equipamentos, com vistas especialmente aos problemas de controle de risco, controle de poluição, higiene do trabalho, ergonomia, proteção contra incêndio e saneamento; - Planejar e desenvolver a implantação de técnicas relativas a gerenciamento e controle de riscos; - Vistoriar, avaliar, realizar perícias, arbitrar, emitir parecer, laudos técnicos e indicar medidas de controle sobre grau de exposição a agentes agressivos de riscos físicos, químicos e biológicos, tais como poluentes atmosféricos, ruídos, calor, radiação em geral e pressões anormais, caracterizando as atividades, operações e locais insalubres e perigosos; - Analisar riscos, acidentes e falhas, investigando causas, propondo medidas preventivas e corretivas e orientando trabalhos estatísticos, inclusive com respeito a custo; - Propor políticas, programas, normas e regulamentos de Segurança do Trabalho, zelando pela sua observância; - Elaborar projetos de sistemas de segurança e assessorar a elaboração de projetos de obras, instalação e equipamentos, opinando do ponto de vista da Engenharia de Segurança; - Estudar instalações, máquinas e equipamentos, identificando seus pontos de risco e projetando dispositivos de segurança; - Projetar sistemas de proteção contra incêndios, coordenar atividades de combate a incêndio e de salvamento e elaborar planos para emergência e catástrofes; - Inspecionar locais de trabalho no que se relaciona com a Segurança do Trabalho, delimitando áreas de periculosidade; - Especificar, controlar e fiscalizar sistemas de proteção coletiva e equipamentos de segurança, inclusive os de proteção individual e os de proteção contra incêndio, assegurando-se de sua qualidade e eficiência; - Opinar e participar da especificaçãopara aquisição de substâncias e equipamentos cuja manipulação, armazenamento, transporte ou funcionamento possam apresentar riscos, acompanhando o controle do recebimento e da expedição; - Elaborar planos destinados a criar e desenvolver a prevenção de acidentes, promovendo a instalação de comissões e assessorando-lhes o funcionamento; - Orientar o treinamento específico de Segurança do Trabalho e assessorar a elaboração de programas de treinamento geral, no que diz respeito à Segurança do Trabalho; - Acompanhar a execução de obras e serviços decorrentes da adoção de medidas de segurança, quando a complexidade dos trabalhos a executar assim o exigir; - Colaborar na fixação de requisitos de aptidão para o exercício de funções, apontando os riscos decorrentes desses exercícios; - Propor medidas preventivas no campo da Segurança do Trabalho, em face do conhecimento da natureza e gravidade das lesões provenientes do acidente de trabalho, incluídas as doenças do trabalho; - Informar aos trabalhadores e à comunidade, diretamente ou por meio de seus representantes, as condições que possam trazer danos a sua integridade e as medidas que eliminam ou atenuam estes riscos e que deverão ser tomadas. - Existem vários serviços de engenharia de segurança do trabalho, tais como: - Elaborar projetos de combate a incêndio e pânico; - Elaborar projetos de sistemas de segurança; - Projetar sistemas de proteção contra incêndios; - Especificar, controlar e fiscalizar sistemas de proteção coletiva e equipamentos de segurança; - Elaborar Relatório de Impacto de Vizinhança Ambiental – RIVA; - Elaborar e executar Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na indústria da construção - PCMAT, previsto na NR 18; - Elaborar e executar programa de conservação auditiva; - Elaborar análise de avaliação ergonômica, prevista na NR 17; - Elaborar programa de proteção respiratória, previsto na NR 6; - Elaborar e executar programa de prevenção da exposição nos locais de trabalho ao benzeno – PPEOB, previsto na NR 15; -Elaborar Laudo Técnico das Condições Ambientais nos Locais de Trabalho – LTCAT; - Elaborar medidas técnicas para trabalho em espaços confinados, previsto na NR-33; -Elaborar e executar análise de riscos, como Análise Preliminar de Riscos - APR, Árvore de Falhas - AF e outras; - Elaborar e executar o Programa de Gerenciamento de Riscos nos locais de trabalho – PGR, previsto na NR 22; - Estudar e analisar as condições de vulnerabilidade das instalações e equipamentos (HAZOP), entre outros . Vide legislação citada no site www.confea.org.br . Além das atividades previstas na NR-4 e lei 7410/1985 o técnico em segurança do trabalho tem uma legislação especifica que define suas atribuições e responsabilidades como profissional de segurança do trabalho. Art. 1º As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são as seguintes: I - informar o empregador, através de parecer técnico, sobre os riscos existentes nos ambientes de trabalho, bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e neutralização; II - informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade , bem como as medidas de eliminação e neutralização; III - analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho , doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes ambientais agressivos ao trabalhador, propondo sua eliminação ou seu controle; IV - executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados, adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em uma planificação, beneficiando o trabalhador; V - executar programas de prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores, acompanhando e avaliando seus resultados, bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos; VI - promover debates, encontros, campanhas, seminários, palestras, reuniões, treinamentos e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as normas de segurança e higiene do trabalho, assuntos técnicos, administrativos e prevencionistas, visando evitar acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho; VII - executar as normas de segurança referentes a projetos de construção, ampliação, reforma, arranjos físicos e de fluxos, com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho, inclusive por terceiros; VIII - encaminhar aos setores e áreas competentes normas, regulamentos, documentação, dados estatísticos, resultados de análises e avaliações, materiais de apoio técnico, educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento do trabalhador; IX - indicar, solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio , recursos audio-visuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis, de acordo com a legislação vigente, dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas, avaliando seu desempenho; X - cooperar com as atividades do meio ambiente , orientando quanto ao tratamento e destinação dos resíduos industriais, incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida; XI - orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas , quanto aos procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviço; XII - executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas científicas , observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação, controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente, para preservar a integridade física e mental dos trabalhadores; XIII - levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho, calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas, normas, regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica, que permitam a proteção coletiva e individual; XIV - articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos, fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal; XV - informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres, perigosas e penosas existentes na empresa, seus riscos específicos, bem como as medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos; XVI - avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador; XVII - articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho(MTE/INSS/SINDICATOS); XVIII - participar de seminários, treinamentos, congressos e cursos visando o intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional. A gestão de sistema de gestão integrado, embora esteja ligada a atividades que exigem alta capacitação técnica, é um componente da administração em que o profissional gestor deve desenvolver habilidades acessórias igualmente importantes. Com o tempo, os especialistas em segurança e saúde laboral foram se aperfeiçoando, sendo, hoje, peças-chave em setores, como a engenharia e a indústria petrolífera.