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DIREITO ADMINISTRATIVO
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.
Livro Eletrônico
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Nilton Carlos de Almeida Coutinho
Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
Módulo II - Atividade e Estrutura Administrativa .............................................................4
1. Organização Administrativa ........................................................................................4
1.1. Aspectos Iniciais .......................................................................................................4
1.2. Administração Pública: Sentido Subjetivo e Objetivo ................................................5
1.3. Desconcentração e Descentralização Administrativa ...............................................5
1.4. Administração Pública: Direta e Indireta...................................................................8
2. Órgãos Públicos ....................................................................................................... 10
2.1. Aspectos Iniciais .................................................................................................... 10
2.2. Teorias dos Órgãos Públicos................................................................................... 11
2.3. Capacidade Contratual .......................................................................................... 12
2.4. Personalidade Judiciária/Capacidade Processual ................................................... 13
2.5. Criação e extinção dos Órgãos Públicos ................................................................ 14
2.6. Classificações dos Órgãos Públicos ...................................................................... 14
3. Autarquias................................................................................................................ 16
3.1. Aspectos Iniciais .................................................................................................... 16
3.2. Responsabilidade Civil e Regime Tributário ............................................................ 18
3.3. Regime Processual, Foro e Bens Autárquicos ........................................................ 19
3.4. Regime de Pessoal ................................................................................................ 21
3.5. Autarquias e Qualificações Especiais ..................................................................... 21
4. Fundações Públicas ..................................................................................................24
4.1. Aspectos Iniciais ....................................................................................................24
4.2. Responsabilidade Civil, Regime de Pessoal e Regime Tributário .............................25
4.3. Regime Processual, Foro e Bens Fundacionais ......................................................25
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Organização Administrativa
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4.4. Regime Contratual e Controle Administrativo ........................................................26
5. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista ................................................26
5.1. Aspectos Iniciais ....................................................................................................26
5.2. Objeto .................................................................................................................. 28
5.3. Semelhanças e Diferenças ....................................................................................29
5.4. Responsabilidade Civil, Regime de Pessoal e Regime Tributário .............................29
5.5. Licitação, Contratos e Bens ................................................................................... 31
5.6. Falência e Controle Administrativo ........................................................................ 31
6. Terceiro Setor ..........................................................................................................32
6.1. Entidades Paraestatais ou Terceiro Setor ...............................................................32
Questões de Concurso ..................................................................................................38
Gabarito .......................................................................................................................47
Gabarito Comentado .................................................................................................... 48
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Organização Administrativa
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MÓDULO II - ATIVIDADE E ESTRUTURA 
ADMINISTRATIVA
1. OrganizaçãO administrativa
1.1. aspectOs iniciais
Para um melhor entendimento da organização administrativa, é indispensável que passe-
mos por alguns pontos, que facilitarão demasiadamente a compreensão do leitor.
A máquina estatal, por séculos e séculos, sempre foi extremamente complexa, o que difi-
cultou em vários ramos, a efetividade do Estado1.
Com a evolução, e o surgimento dos direitos fundamentais – sejam eles, de primeira, se-
gunda ou terceira geração – a sociedade foi se expandindo de tal forma, que a organização 
administrativa burocrática, então reinante, teve que dar espaço a outra forma, a chamada 
Administração Pública gerencial2.
Em nosso ordenamento jurídico, o espírito de mudança se materializou com a EC 19/1998, 
que transformou a Administração Pública, pois se antes a burocracia imperava - a forma era 
mais valorizada que o fim – após tal reforma, os fins do Estado passaram a ser mais impor-
tantes que os meios, os processos. Obviamente, que não se trata de uma Administração in-
formal, mas desburocratizada, menos formal, com o único e legítimo objetivo, qual seja, o de 
obter resultados eficientes.
1 É como nos aponta Urlich Beck [...] a sociedade industrial, caracterizada pela produção e distribuição de bens entre as 
classes sociais, é substituída pela sociedade de risco, na qual os riscos são globalizados e independem das diferenças 
sociais, econômicas e geográficas, bem como o desenvolvimento tecnológico não é capaz de prever as consequências 
que os diversos riscos (ecológicos, econômicos, nucleares etc. (BECK, Urlich. La société du risque: sur la voie d’une autre 
modernité. Paris: Flammarion, 2008).
2 De acordo com Rafael Carvalho Rezendo Oliveira, [...] a organização administrativa, na atualidade, deve ser repensada e 
modernizada, pois ela representa o aparato instrumental para que sejam promovidos os fins estatais. A necessidade de 
diálogo entre as entidades administrativas e entre estas e os particulares demonstra que a organização estatal concen-
trada e burocratizada não responde aos anseios da atualidade. Não se concebe mais o Estado como uma organização 
piramidal, fundada exclusivamente na hierarquia. Em razão da pluralidade da sociedade contemporânea e da aproximação 
entre o Estado e a sociedade, a organização administrativa liberal, marcada pelo unitarismo (centralização) e pela impera-
tividade, é substituída por uma administração pluricêntrica ou multiorganizativa [...]. (OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. 
Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
O conteúdo deste livroa edição de atos privados 
e a celebração dos chamados “contratos privados da Administração Pública”.
O controle das fundações (de direito público e de direito privado) fica por conta, do res-
pectivo Ente federativo, bem como pelo Tribunal de Contas, consoante o disposto no art. 71, 
inc. II da Constituição Federal.
5. empresas públicas e sOciedades de ecOnOmia mista
5.1. aspectOs iniciais
Antes de adentrarmos ao conceito de empresa pública e sociedade de economia mista, é 
importante ressaltar que, estas são espécies do gênero “empresas estatais”.
A expressão “empresas estatais” está ligada a qualquer entidade, civil ou empresarial, que 
esteja sob o comando acionário do Estado, englobando assim, as empresas públicas e socie-
dades de economia mista – espécies do gênero: empresas estatais. Podemos afirmar então, 
que existem “empresas estatais” que não são necessariamente, empresas públicas ou so-
ciedades de economia mista, e mesmo assim, pertencerão à Administração Pública Indireta.
Dessa forma, as empresas públicas e sociedades de economia mista, conforme veremos, 
precedem de autorização legal, o que não ocorre, quando o Estado, por exemplo, passa a ser 
acionista de uma empresa privada – neste último caso, a lei é dispensável.
37 Art. 183 da Lei 13.105/2015.
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Prevalece na doutrina, que se o Estado tiver participação minoritária em uma determina-
da entidade privada, esta não fará parte da Administração Pública Indireta, por consectário 
lógico, ela estará excluída do gênero “empresas estatais”, porque como afirmado anterior-
mente, só estão abarcadas por esta expressão, as entidades que estejam sob o comando 
acionário do Estado38.
A empresa pública39 pode ser conceituada como, pessoa jurídica de direito privado com 
capital exclusivamente público, autorizada por lei, constituída para a prestação de serviços 
públicos ou exploração de atividade econômica, sob qualquer forma empresarial40.
A sociedade de economia mista, por sua vez, é conceituada como pessoa jurídica de di-
reito privado, de capital misto – parte do capital deve ser público, e parte do capital deve ser 
privado –, autorizada por lei, com controle acionário do Estado, para a prestação de serviços 
públicos ou exploração de atividade econômica, sob a forma de Sociedade Anônima41.
A criação das empresas públicas e sociedades de economia mista, de acordo com o dis-
posto no art. 37, inc. XIX da Constituição Federal dependem de lei específica, que autorizará 
a sua criação. Vejamos que, a lei apenas autoriza a criação, ela não cria a empresa estatal 
respectiva. A criação da empresa pública ou sociedade de economia mista ocorrerá com a 
inscrição dos atos constitutivos no respectivo registro – se for empresa pública ou sociedade 
de economia mista prestadoras de serviços públicos, o respectivo registro se dará no Cartório 
de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, por outro lado, caso sejam criadas, para a exploração 
de atividades econômicas, o registro será feito na Junta Comercial.
Com relação às subsidiárias, que são empresas controladas pelas respectivas empresas 
públicas ou sociedades de economia mista, não se faz necessária lei específica para sua 
criação. É suficiente a mera autorização genérica na lei que autorizou a criação da empresa 
pública ou sociedade de economia mista.
Com base no paralelismo das formas, como já adiantamos quando tratamos das autar-
quias, a extinção das empresas estatais – e aqui utilizamos a expressão se referindo ao gê-
nero – também depende de lei autorizadora.
38 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
39 ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 74
40 Podemos ter, por exemplo, uma empresa pública sob o tipo empresarial LTDA, Sociedade Anônima, dentre outros.
41 ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 74.
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5.2. ObjetO
As empresas públicas ou sociedades de economia mista podem ter duas finalidades: i) 
prestação de serviços públicos; ou ii) exploração de atividades econômicas.
Se a “empresa estatal” – e aqui, mais uma vez, utilizamos a expressão como gênero – for 
prestadora de serviço público, seu regime será mais público, do que privado. Haverá aqui, o 
que se denomina no direito, de derrogação da maioria das regras do regime privado, prevale-
cendo, as normas de direito público.
As empresas estatais podem ser criadas para a prestação de serviços públicos, dos mais 
variados. Uma vez que, incumbe ao Poder Público diretamente ou sob regime de concessão 
ou permissão, a prestação de serviços públicos, consoante o disposto no art. 175 da Cons-
tituição Federal, este tem amplos poderes, para autorizar mediante lei, a criação de uma em-
presa pública ou sociedade de economia mista, para a prestação de tais serviços.
Já se a “empresa estatal” for exploradora de atividade econômica, seu regime será mais 
privado, do que público – opera-se o inverso.
De acordo com o art. 173 da “Lei Maior”, o Estado, não intervirá em regra, na atividade eco-
nômica, mas excepcionalmente sim. Dessa forma, é possível que o Estado explore atividade 
econômica, de forma excepcional, através de empresa pública ou sociedade de economia mista.
Para que o Estado explore atividade econômica, são fundamentais dois requisitos: i) o 
primeiro, é que a intervenção seja necessária, aos imperativos de segurança nacional ou re-
levante interesse coletivo, nos termos da lei; ii) o segundo, é a criação de empresa pública ou 
sociedade de economia mista para tais fins.
Há séria controvérsia entre os doutrinadores, no que concerne à natureza da lei, que irá 
definir o objeto da empresa estatal – se ordinária ou complementar. Como referido anterior-
mente, cabe à lei complementar fixar o objeto das fundações, mas não das empresas públicas 
ou sociedades de economia mista, para estas, basta a existência de lei ordinária – inclusive, 
o objeto pode ser definido na própria lei que autoriza a criação42.
42 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 27.ed. São Paulo: Atlas, 2014.
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5.3. semelhanças e diferenças
Para facilitar a compreensão do tema, se faz necessária, a abordagem das principais se-
melhanças e diferenças, entre as empresas públicas e sociedades de economia mista.
Semelhanças: i) são pessoas jurídicas de direito privado; ii) ambas seguem o chamado 
regime híbrido – parte público, parte privado; iii) podem ser constituídas para a prestação de 
serviços públicosou exploração de atividades econômicas;
Diferenças: i) em relação ao capital, a empresa pública tem capital exclusivamente pú-
blico, por outro lado, a sociedade de economia mista tem capital misto; ii) a empresa públi-
ca pode ser constituída sob qualquer modalidade empresarial; já a sociedade de economia 
mista deve ser necessariamente Sociedade Anônima; iii) compete â Justiça Federal julgar as 
causas envolvendo, autarquias, fundações e empresas públicas federais, por outro lado, as 
sociedades de economia mista de nível federal43, estadual e municipal, serão julgadas pela 
Justiça Estadual.
QUADRO - RESUMO
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA EMPRESAS PÚBLICAS
Sempre constituídas como sociedades anônimas Assumem qualquer forma empresarial
A maioria do capital com direito a voto deverá ser 
público
Possuem capital exclusivamente público
Foro na Justiça Estadual mesmo quando vincula-
das à União
Quando vinculadas à União possuem 
como foro a Justiça Federal
Ex: Banco do Brasil e a Petrobras Ex: Caixa Econômica Federal
5.4. respOnsabilidade civil, regime de pessOal e regime tributáriO
No que diz respeito à responsabilidade civil, o art. 37, § 6º, da Constituição Federal, fala 
em: “pessoas jurídicas de direito público e de direito privado ‘prestadoras de serviços públi-
cos’”. Nada diz, portanto, em relação às pessoas jurídicas de direito privado, que exploram 
atividades econômicas.
43 A Constituição Federal, no art. 109, é silente em relação às sociedades de economia mista de nível federal. No silêncio, pelo 
critério residual, a competência será da Justiça Estadual – Comum.
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O raciocínio só pode ser um. Se a empresa pública ou sociedade de economia mista – 
pessoa jurídica de direito privado – for prestador de serviços públicos, a responsabilidade 
civil será de natureza objetiva, de acordo com o disposto no art. 37, § 6º da “Lei Maior”. Inclu-
sive, caso a empresa estatal, não tenha bens suficientes, para arcar com o débito, resta con-
cluir que haverá responsabilidade subsidiária do Estado, uma vez que a prestação de serviços 
públicos é dever deste.
Pela via oposta, se a empresa estatal for exploradora de atividade econômica, a responsa-
bilidade civil será regida pelas regras gerais do Código Civil, e será de natureza subjetiva, não 
havendo, portanto, responsabilidade subsidiária do Estado.
O regime pessoal dos empregados, das empresas estatais será o celetista, pois tais em-
pregados estão sujeitos ao regime jurídico das empresas privadas, consoante o disposto no 
art. 173, § 1º, inc. II da Constituição Federal. Aqui os empregados são titulares de emprego, e 
não de cargo público. Ressalta-se que, embora não sejam considerados servidores públicos, 
são enquadrados na categoria dos agentes públicos e, portanto, há certa equiparação para 
algumas situações: i) concurso público; ii) impossibilidade de acumulação de empregos públi-
cos com outros empregos públicos ou funções; iii) são submetidos ao teto remuneratório; iv) 
são agentes públicos para fins penais; v) submetem-se à Lei de Improbidade Administrativa44.
Eventuais ações trabalhistas devem ser julgadas pela Justiça do Trabalho, de acordo com 
o art. 114 da “Lei Maior”, por ser a justiça competente para resolver os litígios, envolvendo os 
empregados públicos das estatais.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, caminha no sentido de não permitir, a de-
missão dos empregados públicos, de forma livre, também conhecida como demissão ad nu-
tum45. Segundo o STF, como a escolha do empregado público não é feita de forma livre, sua 
demissão também não pode ser46.
44 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
45 Que significa: decisão sem motivação.
46 No julgamento do recurso extraordinário, a maioria dos ministros do STF seguiu o voto do relator, ministro Ricardo Lewa-
ndowski. O resultado final foi no sentido de dar provimento parcial ao apelo para deixar explícito que a necessidade de 
motivação não implica o reconhecimento do direito à estabilidade. O Plenário afastou também a necessidade de instaura-
ção de processo administrativo disciplinar para fins de motivação da dispensa. Disponível em: . Acesso em: 24 
de março de 2016.
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http://tst.jusbrasil.com.br/noticias/100408663/stf-julga-repercussao-geral-sobre-dispensa-imotivada-em-empresa-publica
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Em relação ao regime tributário, se a empresa estatal – empresa pública ou sociedade de 
economia mista – explorar atividade econômica, os benefícios tributários serão os mesmos 
extensíveis à iniciativa privada. Se prestadora de serviços públicos, haverá imunidade recí-
proca, nos termos do art. 150, inc. VI, “a” da Constituição Federal, não se aplicando o art.173 
da “Lei Maior”. Tal imunidade, também se estende às estatais que exploram atividades mo-
nopolizadas, como é o caso, por exemplo, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos47.
5.5. licitaçãO, cOntratOs e bens
O dever de licitar para as empresas estatais – empresas públicas ou sociedades de eco-
nomia mista – deve ser observado, somente nos casos em que a contratação tenha por ob-
jeto a atividade-meio, não havendo o dever de licitar, quando a contratação tiver por objeto a 
atividade-fim da empresa48.
A natureza jurídica, dos contratos administrativos irá depender da atividade realizada pela 
empresa estatal. Se prestadora de serviços públicos, estaremos diante de típicos contratos 
administrativos, por outro lado, caso seja a empresa estatal, exploradora de atividade econô-
mica, os contratos terão natureza jurídica privada.
Os bens que compõem o acervo patrimonial, das empresas estatais são de natureza privada 
– são bens privados. Porém, há certas regras do direito público, que são aplicadas aos bens das 
empresas estatais, como por exemplo, o disposto no art. 17 da Lei 8.666/93, que dispõe sobre a 
alienação de bens públicos – quando essenciais para a prestação de serviços públicos49.
5.6. falência e cOntrOle administrativO
Sobre a possibilidade de uma empresa pública ou sociedade de economia mista falir, ins-
taura-se imensa discussão doutrinária. Como não podemos aprofundar o tema, pelo próprio 
47 STF, RExt: 601392, Relator: Ministro Gilmar Mendes, ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, (DJ: 05/06/2013).
48 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 27.ed. São Paulo: Atlas, 2014.
49 Ainda dispõe Rafael Carvalho Rezende Oliveira que: “Penhora – em regra, os bens das empresas estatais podem ser 
penhorados, pois são bens privados, despidos das prerrogativas inerentes aos bens públicos [...] os bens das empresas 
estatais, prestadoras de serviços públicos, podem ser afastados, excepcionalmente da penhora, quando estiverem afeta-
dos aos serviços públicos e forem necessários à sua continuidade. (OLIVEIRA,Rafael Carvalho de. Curso de Direito Admi-
nistrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014).
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objetivo do trabalho, prevalece que as empresas estatais, não estão sujeitas à falência, nos 
termos do art. 2, inc. I, da Lei n. 11.105/200550.
As empresas estatais podem ser controladas pelo Tribunal de Contas. Este é o enten-
dimento do Supremo Tribunal Federal, dando uma nova interpretação do art. 71, inc. II, da 
Constituição Federal.
6. terceirO setOr
6.1. entidades paraestatais Ou terceirO setOr
As entidades paraestatais, também chamadas de terceiro setor, são pessoas jurídicas de 
direito privado, sem fins lucrativos, que colaboram com o Estado ao executar atividade de in-
teresse público, mas não integram a Administração Pública. Mesmo sem tal vinculação, cola-
boram com o Estado ao executar atividade de interesse público recebendo, em contrapartida, 
alguma espécie de incentivo.
São entidades paraestatais:
a) Serviços sociais autônomos:
Os serviços sociais autônomos são instituídos por lei, na forma de fundações, sociedades 
civis ou associações e possuem administração e patrimônio próprios. São incumbidos de 
ministrar assistência ou ensino a categorias sociais ou grupos profissionais e mantidos por 
dotações orçamentárias ou contribuições parafiscais dos associados. São exemplos de ser-
viços sociais autônomos o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SESI (Servi-
ço Social da Indústria), SESC (Serviço Social do Comércio), entre outros.
b) Entidades de apoio:
Maria Sylvia Zanella DI PIETRO define as entidades de apoio como “pessoas jurídicas 
de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por servidores públicos, porém em nome 
próprio, sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, para a prestação, em caráter 
50 Como salientado, o tema é extremamente polêmico. Há quem entenda, que o art. 2, inc. I da Lei 11.101/2005 deve ser inter-
pretado de acordo com a Constituição, e assim permitir que as empresas estatais, que explorem atividades econômicas 
entrem no regime de falência; Já outra interpretação, pugna que as empresas públicas e sociedades de economia mista 
não podem se sujeitar à falência.
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privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado” 51, como a saúde e ensino. Para o 
desempenho de suas funções, as entidades de apoio celebram convênios com pessoas ju-
rídicas da Administração direta ou indireta, nos quais são delimitadas as atividades a serem 
desempenhadas e, em contrapartida, previstos os benefícios a serem concedidos a tais enti-
dades. Tais benefícios são de várias ordens, abrangendo a utilização de bens móveis, imóveis 
e servidores públicos52. A contratação de entidades de apoio pela administração pública é 
dispensada de licitação, conforme dispõe o art. 24, XIII da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993.
São exemplos de entidades de apoio a FUSP (Fundação de Apoio à Universidade de São 
Paulo) e a Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência 
da Tecnologia e da Cultura (FUNPAR).
c) Organizações Sociais:
As Organizações Sociais (ou “OS”) são reguladas pela Lei n. 9.637, de 15 de maio de 1998. 
Não se tratam de nova modalidade societária, mas sim de uma qualificação que pode ser 
conferida pelo Poder Público às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas 
atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à 
proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde.
Para tanto, as entidades deverão: a) comprovar o registro de seu ato constitutivo, conten-
do os requisitos indicados na lei; b) haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade 
de sua qualificação como organização social, do Ministro ou titular de órgão supervisor ou 
regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado 
da Administração Federal e Reforma do Estado. Daí se conclui que o ato de qualificação de 
uma determinada entidade como OS é discricionário, não havendo direito subjetivo destas em 
pleitearem tal qualificação ainda que cumpram os requisitos exigidos em lei.
As entidades qualificadas como OS deverão firmar um contrato de gestão com o Poder 
Público no qual serão discriminadas as atribuições, responsabilidades e obrigações de am-
bos. Após aprovação pelo Conselho de Administração da entidade, o contrato de gestão deve 
51 DI PIETRO, 2011, 476.
52 Daí a crítica enfática a estas entidades, feita por alguns autores como Maria Sylvia Zanella DI PIETRO para quem tais enti-
dades seriam apenas uma forma de prestação de atividades incumbidas ao Estado, com utilização de recursos materiais 
e humanos deste, sem a submissão às regras de direito público.
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ser submetido ao Ministro de Estado ou autoridade supervisora da área correspondente à 
atividade fomentada.
A execução do contrato de gestão celebrado por organização social será fiscalizada pelo 
órgão ou entidade supervisora da área de atuação correspondente à atividade fomentada. 
A fim de viabilizar este acompanhamento, a entidade qualificada apresentará ao término de 
cada exercício ou a qualquer momento, conforme recomende o interesse público, relatório 
pertinente à execução do contrato de gestão. Constatado o descumprimento das obrigações 
assumidas, o Poder Executivo poderá desqualificar a entidade como organização social, me-
diante prévio processo administrativo, assegurado o direito de ampla defesa. Na hipótese de 
o descumprimento das obrigações redundarem em prejuízos, os dirigentes da organização 
social responderão individual e solidariamente.
Em contrapartida às obrigações assumidas, a Lei n. 9.637/98 faz expressa menção à pos-
sibilidade de as OS receberem recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cum-
primento do contrato de gestão, estes independentemente de licitação (arts. 12, caput, e § 
3º), além de servidores públicos, com ônus para a origem. Ademais, a contratação das OS por 
parte da administração pública é hipótese de dispensa de licitação, conforme dispõe o art. 24, 
XXIX da Lei n. 8.666/93.
É exemplo de instituição qualificada como organização social a Associação das Pioneiras 
Sociais, gestora da Rede Sarah de Hospitais.
d) Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público:
As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (ou “OSCIP”) são reguladas pela 
Lei n. 9.790, de 23 de março de 1999.
Tal qual as ocorre com as OS, poderão ser qualificadas como OSCIP as pessoas jurídicas 
de direito privado, sem fins lucrativos. Todavia, o legislador preocupou-se em indicar quais en-
tidadesnão poderão ser qualificadas como OSCIP53 e exigir que o objeto social das entidades 
53 São elas: as sociedades comerciais; os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissio-
nal; as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confes-
sionais; as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; as entidades de benefício mútuo des-
tinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios; as entidades e empresas que 
comercializam planos de saúde e assemelhados; as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantene-
doras; as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; as organizações sociais; as 
cooperativas; as fundações públicas; as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão 
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
guarde pertinência temática com a atividade a ser desenvolvida54. Veja-se que a pertinência 
temática não é meramente formal, devendo ser comprovada mediante a execução direta de 
projetos, programas, planos de ações correlatas, por meio da doação de recursos físicos, 
humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras 
organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins.
Ademais, para que as entidades possam ser qualificadas como OSCIP, deverão constar 
de seus estatutos normas dispondo sobre a observância dos princípios da legalidade, impes-
soalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e a adoção de práticas de 
gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou 
coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo 
processo decisório, dentre outras que visam a assegurar a idoneidade de sua atuação.
Cumpridos os requisitos estabelecidos em lei, a entidade submeterá seu pedido de qua-
lificação ao Ministério da Justiça que, no prazo de trinta dias, deferirá ou não o pedido. Veja-
-se que o pedido somente será indeferido quando a entidade estiver dentre aquelas que não 
podem ser qualificadas como OSCIP, não forem atendidos os requisitos de qualificação, ou 
a documentação apresentada estiver incompleta. Assim, ao contrário do que ocorre com as 
OS, o ato de qualificação das OSCIP é vinculado, havendo direito subjetivo das entidades à 
concessão do título quando cumpridos os requisitos legais55. Por conseguinte, fica sanado o 
problema relativo à discriminação infundada das entidades quando de sua qualificação.
público ou por fundações públicas; as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema 
financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal.
54 Quais sejam, a promoção da assistência social; promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e 
artístico; promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que 
trata esta Lei; promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de 
que trata esta Lei; promoção da segurança alimentar e nutricional; defesa, preservação e conservação do meio ambiente 
e promoção do desenvolvimento sustentável; promoção do voluntariado; promoção do desenvolvimento econômico e 
social e combate à pobreza; experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos 
de produção, comércio, emprego e crédito; promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria 
jurídica gratuita de interesse suplementar; promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia 
e de outros valores universais; estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação 
de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades antes mencionadas.
55 O que é reforçado pelo art. 1º, § 2º da Lei: “A outorga da qualificação prevista neste artigo é ato vinculado ao cumprimento 
dos requisitos instituídos por esta Lei”.
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
A perda da qualificação de OSCIP se dará a pedido ou mediante decisão proferida em pro-
cesso administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no qual serão 
assegurados a ampla defesa e o devido contraditório.
Após a qualificação como OSCIP, a entidade deverá firmar Termo de Parceria com o Poder 
Público no qual serão discriminados os direitos, responsabilidades e obrigações das partes 
signatárias. A execução do objeto do Termo de Parceria será acompanhada e fiscalizada por 
órgão do Poder Público da área de atuação correspondente à atividade fomentada e pelos 
Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, em cada 
nível de governo.
Enfim, caso a organização adquira bem imóvel com recursos provenientes da celebração 
do Termo de Parceria, este será gravado com cláusula de inalienabilidade.
São exemplos de instituições qualificadas como OSCIP o Instituto de Tecnologia para o 
Desenvolvimento (LACTEC) e a Sociedade dos Amigos do MON que administra o Museu Oscar 
Niemeyer em Curitiba, Paraná.
ATENÇÃO! DIFERENÇAS
OS OSCIP
QUALIFICAÇÃO Ato discricionário Ato vinculado
VÍNCULO COM ESTADO Contrato de gestão Termo de parceria
QUEM SE QUALIFICA? Qualquer entidade A lei indica entidades que não podem ser 
qualificadas como OSCIP (como é o caso 
dos sindicatos, cooperativas, organizações 
partidárias entre outros)
COMPROVAÇÃO DE 
EXPERIÊNCIA
Feita pelos atos constitutivos Feita pela sua efetiva atuação
OBS Pode ser contratada pela Admi-
nistração Pública sem licitação
e) Organizações da Sociedade Civil:
As Organizações da Sociedade Civil (ou “OSC”) são entidades privadas sem fins lucrati-
vos, sociedades cooperativas e organizações religiosas que celebram termo de colaboração, 
termo de fomento ou acordo de colaboração com a administração pública para a execução 
de atividades de interesse de toda a coletividade. O termo de colaboração é adotado para 
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
a execução de planos de trabalho de iniciativa da administração pública, que envolvam a 
transferência de recursos financeiros. O termo de fomento é adotado para a execução de 
propostas das organizações da sociedade civil, que envolvam a transferência de recursos 
financeiros. A celebração de termo de colaboração ou de fomento será precedida de chama-
mento público voltado a selecionar organizações da sociedade civil que tornem mais eficaz a 
execução do objeto. Já o acordo de cooperaçãoé utilizado quando não houver transferência 
de recursos financeiros.
PARA CONCURSO PÚBLICO – Qual o instrumento que liga o ente do terceiro setor ao po-
der público?
Resposta: depende do ente do terceiro setor. Veja:
1) Serviço social autônomo: autorização legislativa (LEI);
2) Entidade de apoio: convênio;
3) Organizações sociais: contrato de gestão;
4) Organizações da sociedade civil de interesse público: termo de parceria;
5) Organizações da sociedade civil (OSC): acordo de cooperação, termo de colaboração, 
termo de fomento,
O Termo de colaboraAÇÃO é proposto pela AdministrAÇÃO e há transferência de recursos. Já 
o Termo de fomento é proposto pela OSC e há transferência de recursos.
Sobre OS e OSCIP.
ASPECTOS COMUNS: são Pessoas Jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que 
são habilitadas pelo Poder Público para serviços de Ensino, pesquisa científ, desenvolv tec-
nológ, saúde, meio amb etc.; NÃO precisam LICITAR.
CARACTERÍSTICAS DIFERENTES:
OS: Poder Público (QUALQUER Ministério) faz contrato de geStão com a entidade / NÃO 
pode Assistência Social / Estado CEDE servidores
OSCIP: Poder Público (Ministério da JUSTIÇA) faz termo de Parceria / *PODE Assistência 
Social / Estado NÃO CEDE servidores
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Organização Administrativa
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QUESTÕES DE CONCURSO
questãO 1 (FGV/2018/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXVII/PRIMEIRA FASE) No ano 
corrente, a União decidiu criar uma nova empresa pública, para a realização de atividades de 
relevante interesse econômico. Para tanto, fez editar a respectiva lei autorizativa e promoveu 
a inscrição dos respectivos atos constitutivos no registro competente. Após a devida estrutu-
ração, tal entidade administrativa está em vias de iniciar suas atividades.
Acerca dessa situação hipotética, na qualidade de advogado(a), assinale a afirmativa correta.
a) A participação de outras pessoas de direito público interno, na constituição do capital so-
cial da entidade administrativa, é permitida, desde que a maioria do capital votante permane-
ça em propriedade da União.
b) A União não poderia ter promovido a inscrição dos atos constitutivos no registro compe-
tente, na medida em que a criação de tal entidade administrativa decorre diretamente da lei.
c) A entidade administrativa em análise constitui uma pessoa jurídica de direito público, que 
não poderá contar com privilégios fiscais e trabalhistas.
d) Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços para a entidade administra-
tiva, em regra, não precisam ser precedidos de licitação.
questãO 2 (FGV/2018/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXV/PRIMEIRA FASE) A or-
ganização religiosa Tenhafé, além dos fins exclusivamente religiosos, também se dedica a 
atividades de interesse público, notadamente à educação e à socialização de crianças em 
situação de risco. Ela não está qualificada como Organização Social (OS), nem como Organi-
zação da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), mas pretende obter verbas da União 
para a promoção de projetos incluídos no plano de Governo Federal, propostos pela própria 
Administração Pública.
Sobre a pretensão da organização religiosa Tenhafé, assinale a afirmativa correta.
a) Por ser uma organização religiosa, Tenhafé não poderá receber verbas da União.
b) A transferência de verbas da União para a organização religiosa Tenhafé somente poderá 
ser formalizada por meio de contrato administrativo, mediante a realização de licitação na 
modalidade concorrência.
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c) Para receber verbas da União para a finalidade em apreço, a organização religiosa Tenhafé 
deverá qualificar-se como OS ou OSCIP.
d) Uma vez selecionada por meio de chamamento público, a organização religiosa Tenhafé 
poderá obter a transferência de recursos da União por meio de termo de colaboração.
questãO 3 (FGV/2017/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXIII/PRIMEIRA FASE) 
Obs.: � QUESTÃO ABORDANDO O TEMA SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA BEM COMO O 
TEMA AGENTES PÚBLICOS)
O Estado Alfa, mediante a respectiva autorização legislativa, constituiu uma sociedade de 
economia mista para o desenvolvimento de certa atividade econômica de relevante interes-
se coletivo.
Acerca do Regime de Pessoal de tal entidade, integrante da Administração Indireta, assinale 
a afirmativa correta.
a) Por se tratar de entidade administrativa que realiza atividade econômica, não será neces-
sária a realização de concurso público para a admissão de pessoal, bastando processo sele-
tivo simplificado, mediante análise de currículo.
b) É imprescindível a realização de concurso público para o provimento de cargos e empregos 
em tal entidade administrativa, certo que os servidores ou empregados regularmente nomea-
dos poderão alcançar a estabilidade mediante o preenchimento dos requisitos estabelecidos 
na Constituição da República.
c) Deve ser realizado concurso público para a contratação de pessoal por tal entidade admi-
nistrativa, e a remuneração a ser paga aos respectivos empregados não pode ultrapassar o 
teto remuneratório estabelecido na Constituição da República, caso sejam recebidos recur-
sos do Estado Alfa para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
d) A entidade administrativa poderá optar entre o regime estatutário e o regime de emprego 
público para a admissão de pessoal, mas, em qualquer dos casos, deverá realizar concurso 
público para a seleção de pessoal.
questãO 4 (FGV/2017/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXII/PRIMEIRA FASE) A Asso-
ciação Delta se dedica à promoção do voluntariado e foi qualificada como Organização da 
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Sociedade Civil sem fins lucrativos – OSCIP, após o que formalizou termo de parceria com a 
União, por meio do qual recebeu recursos que aplicou integralmente na realização de suas 
atividades, inclusive na aquisição de um imóvel, que passou a ser a sede da entidade. Com 
base nessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.
a) A Associação não poderia ter sido qualificada como OSCIP, considerando que o seu objeto 
é a promoção do voluntariado.
b) A qualificação como OSCIP é ato discricionário da Administração Pública, que poderia in-
deferi-lo, mesmo que preenchidos os requisitos legais.
c) A qualificação como OSCIP não autoriza o recebimento de recursos financeiros por meio de 
termo de parceria, mas somente mediante contrato de gestão.
d) A Associação não tem liberdade para alienar livremente os bens adquiridos com recursos 
públicos provenientes de termo de parceria.
questãO 5 (FGV/2016/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXI/PRIMEIRA FASE) A socie-
dade “Limpatudo” S/A é empresa pública estadual destinada à prestação de serviços públi-
cos de competência do respectivo ente federativo.Tal entidade administrativa foi condenada 
em vultosa quantia em dinheiro, por sentença transitada em julgado, em fase de cumprimento 
de sentença.
Para que se cumpra o título condenatório, considerar-se-á que os bens da empresa pú-
blica são
a) impenhoráveis, certo que são bens públicos, de acordo com o ordenamento jurídico pátrio.
b) privados, de modo que, em qualquer caso, estão sujeitos à penhora.
c) privados, mas, se necessários à prestação de serviços públicos, não podem ser penhorados.
d) privados, mas são impenhoráveis em decorrência da submissão ao regime de precatórios.
questãO 6 (FGV/2015/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XVIII/PRIMEIRA FASE) O Esta-
do XYZ pretende criar uma nova universidade estadual sob a forma de fundação pública. 
Considerando que é intenção do Estado atribuir personalidade jurídica de direito público a tal 
fundação, assinale a afirmativa correta.
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a) Tal fundação há de ser criada com o registro de seus atos constitutivos, após a edição de 
lei ordinária autorizando sua instituição.
b) Tal fundação há de ser criada por lei ordinária específica.
c) Não é possível a criação de uma fundação pública com personalidade jurídica de di-
reito público.
d) Tal fundação há de ser criada por lei complementar específica.
questãO 7 (FGV/2015/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XVII/PRIMEIRA FASE) Após au-
torização em lei, o Estado X constituiu empresa pública para atuação no setor bancário e 
creditício. Por não possuir, ainda, quadro de pessoal, foi iniciado concurso público com vistas 
à seleção de 150 empregados, entre economistas, administradores e advogados.
A respeito da situação descrita, assinale a afirmativa correta.
a) Não é possível a constituição de empresa pública para exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado.
b) A lei que autorizou a instituição da empresa pública é, obrigatoriamente, uma lei comple-
mentar, por exigência do texto constitucional.
c) Após a Constituição de 1988, cabe às empresas públicas a prestação de serviços públicos 
e às sociedades de economia mista cabe a exploração de atividade econômica.
d) A empresa pública que explora atividade econômica sujeita-se ao regime trabalhista pró-
prio das empresas privadas, o que não afasta a exigência de concurso público.
questãO 8 (FGV/2015/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XVII/ PRIMEIRA FASE) O Go-
vernador do Estado Y criticou, por meio da imprensa, o Diretor-Presidente da Agência Regu-
ladora de Serviços Delegados de Transportes do Estado, autarquia estadual criada pela Lei 
n. 1.234, alegando que aquela entidade, ao aplicar multas às empresas concessionárias por 
supostas falhas na prestação do serviço, “não estimula o empresário a investir no Estado”. 
Ainda, por essa razão, o Governador ameaçou, também pela imprensa, substituir o Diretor-
-Presidente da agência antes de expirado o prazo do mandato daquele dirigente.
Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
a) A adoção do mandato fixo para os dirigentes de agências reguladoras contribui para a ne-
cessária autonomia da entidade, impedindo a livre exoneração pelo chefe do Poder Executivo.
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b) A agência reguladora, como órgão da Administração Direta, submete-se ao poder discipli-
nar do chefe do Poder Executivo estadual.
c) A agência reguladora possui personalidade jurídica própria, mas está sujeita, obrigatoria-
mente, ao poder hierárquico do chefe do Poder Executivo.
d) Ainda que os dirigentes da agência reguladora exerçam mandato fixo, pode o chefe do 
Poder Executivo exonerá- los, por razões políticas não ligadas ao interesse público, caso dis-
corde das decisões tomadas pela entidade.
questãO 9 (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XV/TIPO 1/BRANCA) No Esta-
do X, foi constituída autarquia para a gestão do regime próprio de previdência dos servidores 
estaduais. A lei de constituição da entidade prevê a possibilidade de apresentação de recurso 
em face das decisões da autarquia, a ser dirigido à Secretaria de Administração do Estado 
(órgão ao qual a autarquia está vinculada).
Sobre a situação descrita, assinale a opção correta.
a) Não é possível a criação de autarquia para a gestão da previdência dos servidores, uma vez 
que se trata de atividade típica da Administração Pública
b) Não cabe recurso hierárquico impróprio em face das decisões da autarquia, uma vez que 
ela goza de autonomia técnica, administrativa e financeira
c) A previsão de recurso dirigido à Secretaria de Administração do Estado (órgão ao qual a 
autarquia está vinculada) configura exemplo de recurso hierárquico próprio.
d) São válidas tanto a constituição da autarquia para a gestão do regime previdenciário quan-
to a previsão de cabimento do recurso ao órgão ao qual a autarquia está vinculada
questãO 10 (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XIV/PRIMEIRA FASE) Numero-
sos professores, em recente reunião da categoria, queixaram-se da falta de interesse dos alu-
nos pela cultura nacional. O Sindicato dos Professores de Colégios Particulares do Município 
X apresentou, então, um plano para ampliar o acesso à cultura dos alunos com idade entre 
10 e 18 anos, obter a qualificação de “Organização da Sociedade Civil de Interesse Público” 
(OSCIP) e celebrar um termo de parceria com a União, a fim de unir esforços no sentido de 
promover a cultura nacional.
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Considerando a proposta apresentada e a disciplina existente sobre o tema, assinale a afir-
mativa correta.
a) O sindicato não pode se qualificar como Organização da Sociedade Civil de Interesse Públi-
co, uma vez que tal qualificação, de origem doutrinária, não tem amparo legal.
b) O sindicato não pode se qualificar como OSCIP, em virtude de vedação expressa da lei fe-
deral sobre o tema.
c) O sindicato pode se qualificar como OSCIP, uma vez que é uma entidade sem fins lucrativos 
e o objetivo pretendido é a promoção da cultura nacional.
d) O sindicato pode se qualificar como OSCIP, mas deve celebrar um contrato de gestão e não 
um termo de parceria com o poder público.
questãO 11 (FGV/2013/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XII/PRIMEIRA FASE) O Estado 
ABCD, com vistas à interiorização e ao incremento das atividades econômicas, constituiu 
empresa pública para implantar distritos industriais, elaborar planos de ocupação e auxiliar 
empresas interessadas na aquisição dessas áreas. Considerando que esse objeto significa a 
exploração de atividade econômica pelo Estado, assinale a afirmativa correta.
a) Não é possível a exploração de atividade econômica por pessoa jurídica integrante da Ad-
ministração direta ou indireta.
b) As pessoas jurídicas integrantes da Administração indireta nãopodem explorar atividade 
econômica.
c) Dentre as figuras da Administração Pública indireta, apenas a autarquia pode desempenhar 
atividade econômica, na qualidade de agência reguladora.
d) A constituição de empresa pública para exercer atividade econômica é permitida quando 
necessária ao atendimento de relevante interesse coletivo.
questãO 12 (FGV/2013/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XI/PRIMEIRA FASE) Determi-
nada entidade de formação profissional, integrante dos chamados Serviços Sociais Autô-
nomos (também conhecidos como “Sistema S”), foi, recentemente, questionada sobre a re-
alização de uma compra sem prévia licitação. Assinale a alternativa que indica a razão do 
questionamento.
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a) Tais entidades, vinculadas aos chamados serviços sociais autônomos, integram a Admi-
nistração Pública.
b) Tais entidades, apesar de não integrarem a Administração Pública, são dotadas de perso-
nalidade jurídica de direito público.
c) Tais entidades desempenham, por concessão, serviço público de interesse coletivo.
d) Tais entidades são custeadas, em parte, com contribuições compulsórias cobradas sobre 
a folha de salários.
questãO 13 (FGV/2012/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/VIII/PRIMEIRA FASE) O Presi-
dente da República, considerando necessária a realização de diversas obras de infraestru-
tura, decide pela criação de uma nova Sociedade de Economia Federal e envia projeto de lei 
para o Congresso Nacional. Após a sua regular tramitação, o Congresso aprova a criação 
da Companhia “X”.
Considerando a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) A Companhia “X” poderá editar os decretos de utilidade pública das áreas que necessitam 
ser desapropriadas para consecução do objeto que justificou sua criação.
b) A Companhia “X” está sujeita à licitação e à contratação de obras, serviços, compras e alie-
nações, observados os princípios da administração.
c) A Companhia “X” será necessariamente uma sociedade de propósito específico (SPE) e a 
maioria do capital social deverá sempre pertencer à União.
d) A Companhia “X” possui foro privilegiado e eventuais demandas judiciais correrão perante 
a Justiça Federal.
questãO 14 (FGV/2012/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/VIII/PRIMEIRA FASE) Quanto 
às pessoas jurídicas que compõem a Administração Indireta, assinale a afirmativa correta.
a) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei.
b) As autarquias são pessoas jurídicas de direito privado, autorizadas por lei.
c) As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei.
d) As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, criadas para o exercício de 
atividades típicas do Estado.
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questãO 15 (FGV/2012/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/IX/PRIMEIRA FASE) Atento à 
crescente especulação imobiliária, e ciente do sucesso econômico obtido pelas construtoras 
do País com a construção de imóveis destinados ao público de alta renda, o Estado “X” decide 
ingressar nesse lucrativo mercado. Assim, edita uma lei autorizando a criação de uma empre-
sa pública e, no mesmo ano, promove a inscrição dos seus atos constitutivos no registro das 
pessoas jurídicas.
Assinale a alternativa que apresenta a alegação que as construtoras privadas, incomodadas 
pela concorrência de uma empresa pública, poderiam apresentar.
a) A nulidade da constituição daquela pessoa jurídica, uma vez que as pessoas jurídicas es-
tatais só podem ser criadas por lei específica.
b) O objeto social daquela empresa só poderia ser atribuído a uma sociedade de economia 
mista e não a uma empresa pública.
c) Os pressupostos de segurança nacional ou de relevante interesse coletivo na exploração 
daquela atividade econômica não estão presentes.
d) A criação da empresa pública não poderia ter ocorrido no mesmo ano em que foi editada a 
lei autorizativa.
questãO 16 (CESPE/2007/OAB/EXAME DE ORDEM/1/PRIMEIRA FASE) Acerca das entidades 
paraestatais e do terceiro setor, assinale a opção correta.
a) As entidades do denominado sistema S (SESI, SESC, SENAI, SENAC) não se submetem à 
regra da licitação nem a controle pelo TCU.
b) As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor.
c) As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, insti-
tuídas por iniciativa de particulares, para desempenhar atividade típica de Estado.
d) As organizações da sociedade civil de interesse público celebram contrato de gestão, ao 
passo que as organizações sociais celebram termo de parceria.
questãO 17 (FGV/2011/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/V/PRIMEIRA FASE) A estrutu-
ração da Administração traz a presença, necessária, de centros de competências denomina-
dos Órgãos Públicos ou, simplesmente, Órgãos. Quanto a estes, é correto afirmar que
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a) possuem personalidade jurídica própria, respondendo diretamente por seus atos.
b) suas atuações são imputadas às pessoas jurídicas a que pertencem.
c) não possuem cargos, apenas funções, e estas são criadas por atos normativos do ocupan-
te do respectivo órgão.
d) não possuem cargos nem funções.
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GABARITO
1. a
2. d
3. c
4. d
5. c
6. b
7. d
8. a
9. d
10. b
11. d
12. d
13. b
14. a
15. c
16. b
17. b
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GABARITO COMENTADO
questãO 1 (FGV/2018/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXVII/PRIMEIRA FASE) No ano 
corrente, a União decidiu criar uma nova empresa pública, para a realização de atividades de 
relevante interesse econômico. Para tanto, fez editar a respectiva lei autorizativa e promoveu 
a inscrição dos respectivos atos constitutivos no registro competente. Após a devida estrutu-
ração, tal entidade administrativa está em vias de iniciar suas atividades.
Acerca dessa situação hipotética, na qualidade de advogado(a),assinale a afirmativa correta.
a) A participação de outras pessoas de direito público interno, na constituição do capital so-
cial da entidade administrativa, é permitida, desde que a maioria do capital votante permane-
ça em propriedade da União.
b) A União não poderia ter promovido a inscrição dos atos constitutivos no registro compe-
tente, na medida em que a criação de tal entidade administrativa decorre diretamente da lei.
c) A entidade administrativa em análise constitui uma pessoa jurídica de direito público, que 
não poderá contar com privilégios fiscais e trabalhistas.
d) Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços para a entidade administra-
tiva, em regra, não precisam ser precedidos de licitação.
Letra a.
a) Certa. O conceito de Empresa Pública aparece no art.3º da Lei 13.303/2016 que é a entida-
de dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com 
patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo 
Distrito Federal ou pelos Municípios.
Parágrafo único. Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, 
do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa pública, 
a participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades 
da administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
SOBRE AS DEMAIS ALTERNATIVAS:
b) Errada. CF, Art. 37, XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada 
a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à 
lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
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c) Errada. CF, Art. 173:
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista (...) 
dispondo sobre:
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios 
fiscais não extensivos às do setor privado.
d) Errada. CF, Art. 37, XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, ser-
viços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública (...).
CF, Art. 173, § 1º A lei estabelecerá (...) dispondo sobre
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da 
administração pública;
Lei 8.666/93, Art. 1º Subordinam-se ao regime desta Lei (...)
questãO 2 (FGV/2018/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXV/PRIMEIRA FASE) A or-
ganização religiosa Tenhafé, além dos fins exclusivamente religiosos, também se dedica a 
atividades de interesse público, notadamente à educação e à socialização de crianças em 
situação de risco. Ela não está qualificada como Organização Social (OS), nem como Organi-
zação da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), mas pretende obter verbas da União 
para a promoção de projetos incluídos no plano de Governo Federal, propostos pela própria 
Administração Pública.
Sobre a pretensão da organização religiosa Tenhafé, assinale a afirmativa correta.
a) Por ser uma organização religiosa, Tenhafé não poderá receber verbas da União.
b) A transferência de verbas da União para a organização religiosa Tenhafé somente poderá 
ser formalizada por meio de contrato administrativo, mediante a realização de licitação na 
modalidade concorrência.
c) Para receber verbas da União para a finalidade em apreço, a organização religiosa Tenhafé 
deverá qualificar-se como OS ou OSCIP.
d) Uma vez selecionada por meio de chamamento público, a organização religiosa Tenhafé 
poderá obter a transferência de recursos da União por meio de termo de colaboração.
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Letra d.
Respostas com base na Lei n. 13019/2014.
a) Errada. Art. 2 Para os fins desta Lei, considera-se:
I – organização da sociedade civil:
(...)
c) as organizações religiosas que se dediquem a atividades ou a projetos de interesse público e de 
cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos;
VII – termo de colaboração: instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabe-
lecidas pela administração pública com organizações da sociedade civil para a consecução de 
finalidades de interesse público e recíproco propostas pela administração pública que envolvam a 
transferência de recursos financeiros;
(...)
XII – chamamento público: procedimento destinado a selecionar organização da sociedade civil 
para firmar parceria por meio de termo de colaboração ou de fomento, no qual se garanta a obser-
vância dos princípios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, 
da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julga-
mento objetivo e dos que lhes são correlatos;
(...).
Com base nas permissões acima mencionadas, tem-se que é possível que a organização re-
ligiosa “Tenhafé” receba verbas da União.
b) Errada. A transferência de verbas da União para a organização religiosa Tenhafé poderá ser 
formalizada por meio de chamamento público.
�c) Errada. Segundo estabelece a Lei n. 9790/1999, em seu art. 2 tem-se que não são passíveis 
de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se de-
diquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3 desta Lei: (...) III - as instituições 
religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e 
confessionais; e (...) IX - as organizações sociais;
questãO 3 (FGV/2017/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXIII/PRIMEIRA FASE) 
Obs.: � QUESTÃO ABORDANDO O TEMA SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA BEM COMO O 
TEMA AGENTES PÚBLICOS)
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O Estado Alfa, mediante a respectiva autorização legislativa, constituiu uma sociedade de 
economia mista para o desenvolvimento de certa atividade econômica de relevante inte-
resse coletivo.
Acerca do Regime de Pessoal de tal entidade, integrante da Administração Indireta, assinale 
a afirmativa correta.
a) Por se tratar de entidade administrativa que realiza atividade econômica, não será neces-
sária a realização de concurso público para a admissão de pessoal, bastando processo sele-
tivo simplificado, mediante análise de currículo.
b) É imprescindível a realização de concurso público para o provimento de cargos e empregos 
em tal entidade administrativa, certo que os servidores ou empregados regularmente nomea-
dos poderão alcançar a estabilidade mediante o preenchimento dos requisitos estabelecidosna Constituição da República.
c) Deve ser realizado concurso público para a contratação de pessoal por tal entidade admi-
nistrativa, e a remuneração a ser paga aos respectivos empregados não pode ultrapassar o 
teto remuneratório estabelecido na Constituição da República, caso sejam recebidos recur-
sos do Estado Alfa para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
d) A entidade administrativa poderá optar entre o regime estatutário e o regime de emprego 
público para a admissão de pessoal, mas, em qualquer dos casos, deverá realizar concurso 
público para a seleção de pessoal.
Letra c.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
a) Errada. De acordo com o art. 37, II da CF, que estabelece a obrigatoriedade de aprovação 
previa em concurso público para o preenchimento de cargos de provimento efetivo bem como 
para os empregos públicos.
VEJA-SE: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, im-
pessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
(...)
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II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público 
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, 
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de 
livre nomeação e exoneração;
(...).
b) Errada. Segundo estabelece o art. 41 da CRFB são estáveis após três anos de efetivo exercí-
cio os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.
c) Certa. Nos termos do art. 37, II, da CRFB/88.
Art. 37. XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da 
administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais 
agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumula-
tivamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão 
exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se 
como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio 
mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Dis-
tritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, 
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, 
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos 
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
d) Errada. As pessoas integrantes da Administração Pública dotados de personalidade jurí-
dica de direito privado (sociedades de economia mista e empresas públicas, basicamente) 
apenas podem constituir agentes sob regime de direito privado. Sobre o tema, veja-se:
Art. 40 da CRFB: Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Fe-
deral e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência 
de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servido-
res ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro 
e atuarial e o disposto neste artigo.
Lei n. 9717/98, Art. 1º. Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal 
deverão ser organizados, baseados em normas gerais de contabilidade e atuária, de modo a garan-
tir o seu equilíbrio financeiro e atuarial
questãO 4 (FGV/2017/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXII/PRIMEIRA FASE) A Asso-
ciação Delta se dedica à promoção do voluntariado e foi qualificada como Organização da 
Sociedade Civil sem fins lucrativos – OSCIP, após o que formalizou termo de parceria com a 
União, por meio do qual recebeu recursos que aplicou integralmente na realização de suas 
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atividades, inclusive na aquisição de um imóvel, que passou a ser a sede da entidade. Com 
base nessa situação hipotética, assinale a afirmativa correta.
a) A Associação não poderia ter sido qualificada como OSCIP, considerando que o seu objeto 
é a promoção do voluntariado.
b) A qualificação como OSCIP é ato discricionário da Administração Pública, que poderia in-
deferi-lo, mesmo que preenchidos os requisitos legais.
c) A qualificação como OSCIP não autoriza o recebimento de recursos financeiros por meio de 
termo de parceria, mas somente mediante contrato de gestão.
d) A Associação não tem liberdade para alienar livremente os bens adquiridos com recursos 
públicos provenientes de termo de parceria.
Letra d.
Os bens imóveis adquiridos com recursos oriundos do Termo de Parceria devem ser grava-
dos com cláusula de inalienabilidade, de maneira que, por óbvio, não podem ser livremente 
alienados pelas respectivas OSCIP’s para maiores detalhes vide lei no 9.790, de 23 de março 
de 1999, a qual dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins 
lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, institui e disciplina o 
Termo de Parceria, e dá outras providências.
Art. 3º A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universa-
lização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida 
às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo 
menos uma das seguintes finalidades:
(...)
Art. 15. Caso a organização adquira bem imóvel com recursos provenientes da celebração do Ter-
mo de Parceria, este será gravado com cláusula de inalienabilidade.
SOBRE AS DEMAIS ALTERNATIVAS, VEJA-SE:
a) Errada.
Art. 3 A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universa-
lização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida 
às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo 
menos uma das seguintes finalidades:
(...)
VII – promoção do voluntariado;
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(...)
b) Errada.
Art. 6º Recebido o requerimento previsto no artigo anterior, o Ministério da Justiça decidirá, no 
prazo de trinta dias, deferindo ou não o pedido.
(...)
§ 3º O pedido de qualificação somente será indeferido quando:
I – a requerenteenquadrar-se nas hipóteses previstas no art. 2º desta Lei;
II – a requerente não atender aos requisitos descritos nos arts. 3º e 4º desta Lei;
III – a documentação apresentada estiver incompleta.
c) Errada.
Art. 9º Fica instituído o Termo de Parceria, assim considerado o instrumento passível de ser fir-
mado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento 
e a execução das atividades de interesse público previstas no art. 3 desta Lei.
questãO 5 (FGV/2016/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXI/PRIMEIRA FASE) A socie-
dade “Limpatudo” S/A é empresa pública estadual destinada à prestação de serviços públi-
cos de competência do respectivo ente federativo. Tal entidade administrativa foi condenada 
em vultosa quantia em dinheiro, por sentença transitada em julgado, em fase de cumprimento 
de sentença.
Para que se cumpra o título condenatório, considerar-se-á que os bens da empresa pública são
a) impenhoráveis, certo que são bens públicos, de acordo com o ordenamento jurídico pátrio.
b) privados, de modo que, em qualquer caso, estão sujeitos à penhora.
c) privados, mas, se necessários à prestação de serviços públicos, não podem ser penhorados.
d) privados, mas são impenhoráveis em decorrência da submissão ao regime de precatórios.
Letra c.
Empresa pública → pessoa jurídica de direito privado.
CC, Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de di-
reito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.
PARA MAIORES DETALHES SOBRE O TEMA, VIDE:
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Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e 
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens 
ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (...)
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da 
administração pública; (...)
§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios 
fiscais não extensivos às do setor privado.
questãO 6 (FGV/2015/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XVIII/PRIMEIRA FASE) O Esta-
do XYZ pretende criar uma nova universidade estadual sob a forma de fundação pública. 
Considerando que é intenção do Estado atribuir personalidade jurídica de direito público a tal 
fundação, assinale a afirmativa correta.
a) Tal fundação há de ser criada com o registro de seus atos constitutivos, após a edição de 
lei ordinária autorizando sua instituição.
b) Tal fundação há de ser criada por lei ordinária específica.
c) Não é possível a criação de uma fundação pública com personalidade jurídica de direito 
público.
d) Tal fundação há de ser criada por lei complementar específica.
Letra b.
VIDE ART. 37, XIX da CRFB: somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autoriza-
da a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo 
à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
Sobre as demais alternativas:
a) Errada. Este é o mecanismo próprio de criação das pessoas jurídicas de direito privado (CF, 
art. 37, XIX, parte final). Contudo, como na hipótese a fundação seria de direito público, sua 
criação opera-se mediante lei ordinária específica.
c) Errada. Doutrina e jurisprudência majoritárias admitem, sim, a criação de fundações públi-
cas de direito público. Exemplo: Fundação Nacional de Saúde - FNS.
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�d) Errada. A criação se dá por lei ordinária específica, e não por meio de lei complementar. A 
Constituição prevê, tão somente, que as “áreas de atuação” das fundações públicas devem 
ser estabelecidas em lei complementar (art. 37, XIX). Todavia, referido diploma complementar 
ainda não foi editado.
questãO 7 (FGV/2015/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XVII/PRIMEIRA FASE) Após au-
torização em lei, o Estado X constituiu empresa pública para atuação no setor bancário e 
creditício. Por não possuir, ainda, quadro de pessoal, foi iniciado concurso público com vistas 
à seleção de 150 empregados, entre economistas, administradores e advogados.
A respeito da situação descrita, assinale a afirmativa correta.
a) Não é possível a constituição de empresa pública para exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado.
b) A lei que autorizou a instituição da empresa pública é, obrigatoriamente, uma lei comple-
mentar, por exigência do texto constitucional.
c) Após a Constituição de 1988, cabe às empresas públicas a prestação de serviços públicos 
e às sociedades de economia mista cabe a exploração de atividade econômica.
d) A empresa pública que explora atividade econômica sujeita-se ao regime trabalhista pró-
prio das empresas privadas, o que não afasta a exigência de concurso público.
Letra d.
a) Errada. Nada impede que seja instituída uma empresa pública, em ordem a que desenvolva 
uma dada atividade econômica, como expressamente autoriza o art. 173, caput e § 1º, CF/88, 
que assim preceituam: “ Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a ex-
ploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos 
imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em 
lei. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia 
mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercia-
lização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:(...)” Refira-se, por fim, que a 
Caixa Econômica Federal é uma empresa pública federal, atuante, precisamente, no ramo em-
presarial referido nesta questão, o que corrobora o acima afirmado.
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b) Errada. A criação de empresas públicas está regulada no art. 37, XIX, CF/88, que se limita a 
exigir autorização em lei específica, mas não em lei complementar.
c) Errada. Tanto as empresas públicas quanto as sociedades de economia mista podem de-
senvolver atividades econômicas ou podem prestar serviços públicos, a depender de simples 
opção administrativa e legislativa (art. 173, caput e § 1º c/c art. 175, CF/88).eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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1.2. administraçãO pública: sentidO subjetivO e ObjetivO
A expressão “Administração Pública” é consagrada pela doutrina, em dois sentidos dife-
rentes. Um denominado orgânico ou subjetivo, e outro que leva em consideração o aspecto 
objetivo, material ou funcional.
Em relação ao aspecto subjetivo ou orgânico, a “Administração Pública”, é escrita com as 
iniciais maiúsculas, pois diz respeito às pessoas jurídicas, agentes, e órgãos, que realizam a 
função administrativa.
Por outro lado, seu aspecto objetivo, material, ou funcional, é representado pela expressão 
“administração pública”, com as iniciais minúsculas. Aqui, a referência é a própria função, o 
exercício da das atividades administrativa3.
1.3. descOncentraçãO e descentralizaçãO administrativa
A atividade administrativa pode ser realizada de forma centralizada ou descentralizada. O 
Estado, como Ente central, por uma questão lógica, não pode realizar sozinho, todas as ativi-
dades insculpidas pela Constituição Federal, e leis ordinárias.
Sendo assim, por uma questão de organização, é que existem os institutos da desconcen-
tração e descentralização administrativa.
Na desconcentração, há um deslocamento de atividades, dentro da mesma pessoa jurí-
dica. Ocorre uma especialização de funções dentro da própria estrutura estatal, sem que isso 
implique na criação de outra pessoa jurídica.
Criam-se aqui, os denominados centros de competência, ou seja, os órgãos públicos, do-
tados de especialização para o exercício das mais diversas funções, estabelecendo-se entre 
eles, por decorrência de sua própria natureza, a chamada hierarquia (ex: criação de uma nova 
Secretaria Municipal; criação de um novo Ministério).
Do lado oposto, a descentralização, também é o deslocamento da atividade administra-
tiva, porém agora, com a transferência para outra pessoa, física ou jurídica, pertencente ou 
não à estrutura estatal, com o objetivo de realizar uma função específica4 (ex: criação de uma 
3 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 20.ed. São Paulo: Atlas, 2007; MEIRELLES, Hely Lopes, Direito 
administrativo brasileiro. 23. Ed. São Paulo: Malheiros, 1998.
4 MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Curso de Direito Administrativo. 14.ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p. 24.
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Autarquia; criação de uma empresa pública para serviços de construção e engenharia do Mu-
nicípio – ou até mesmo para particulares – nos casos de concessão e permissão de serviços 
públicos)5.
Como mencionado acima, a descentralização pode ser para pessoa física ou jurídica, por 
meio de concessão ou permissão de serviços públicos. Neste último caso, pode ser tanto 
para pessoa jurídica, quanto para pessoa física, uma vez que, na concessão, a execução do 
serviço público, só pode ser transferida à pessoa jurídica. É o que dispõe o art. 2º, da Lei n. 
8.987/1995.
Nos casos de descentralização, existe o chamado controle ou tutela administrativa, pois 
conforme veremos adiante, não há subordinação entre o Ente federativo e a entidade admi-
nistrativa, mas mero controle e fiscalização.
A descentralização é dita política, quando feita entre os entes que compõem a Federação 
(União, Estados, Municípios e Distrito Federal), na forma prevista na Constituição Federal. Na 
descentralização política, os entes administrativos possuem competências originárias (esta-
belecidas na Constituição Federal) que não decorrem de delegação de um ente central.
A seu turno, a descentralização administrativa é aquela na qual há delegação de atribui-
ções por parte de um ente central, podendo ser de três espécies:
a) por território: quando a descentralização acarreta a criação de uma entidade local geo-
graficamente delimitada. O ente criado terá personalidade jurídica de direito privado e capaci-
dade de autoadministração, mas estará ainda sujeito ao controle do poder central. É o modelo 
adotado para a criação de Territórios Federais no Brasil.
b) por serviços: envolve a criação de uma pessoa jurídica de direito público ou de direito 
privado e a atribuição da titularidade e da execução de determinada atividade. Estes entes 
serão dotados de capacidade de autoadministração e patrimônio próprio, mas sujeitam-se 
ao controle ou tutela do ente que as criou. É o que ocorre, por exemplo, com as autarquias.
c) por colaboração: quando se verifica a presença de contrato ou ato administrativo uni-
lateral de transferência da execução de uma atividade pública. Exemplo desta modalidade de 
descentralização são as parcerias firmadas com as concessionárias de serviços públicos.
5 No mesmo sentido: (OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São 
Paulo: Método, 2014).
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Outros autores, utilizando critérios diversos, dividem a descentralização administrativa 
em duas formas:
a) Outorga: nesta forma de descentralização, há a transferência da titularidade e da exe-
cução de uma atividade ou função à entidade administrativa. Esta transferência é instrumen-
talizada por lei. Como a titularidade das funções/atividades/serviços públicos, não podem 
sair das “mãos” do Estado, esta transferência só pode ter como destinatárias, as entidades 
da Administração Pública Indireta - e há quem diga, que somente as de direito público, o que 
excluiria as fundações públicas de direito privado.
b) Delegação: nesta outra forma, temos a transferência da execução de uma atividade 
administrativa. A pessoa descentralizada não recebe a titularidade da atividade, mas tão so-
mente a sua execução.
A delegação pode ser por meio de lei – nesse caso teremos a delegação legal, concedida 
às pessoas jurídicas da Administração Indireta; por contrato administrativo com os particula-
res – e assim teríamos as concessionárias e permissionárias de serviços públicos; ou ainda, 
por ato administrativo, também denominada, autorização de serviço – como nos casos dos 
serviços de taxi e despachante6.
RESUMINDO:
Desconcentração e descentralização são técnicas de distribuição de competências na 
Administração Pública.
A desconcentração se dá no interior das pessoas jurídicas e sua adoção importa na cria-
ção de diferentes órgãos.
Já a descentralização de funções ocorre entre pessoas jurídicas diversas, em um mesmo 
nível federativo.
IMPORTANTE: o traço distintivo entre DESCONCETRAÇÃO e DESCENTRALIZAÇÃO é que a 
desconcentração se dá no interior da pessoa jurídica, enquanto a descentralização sempre 
importará na transferência de competências para outra pessoa jurídica, dotada de capacida-
de genérica para adquirir direitos e obrigações.
6 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo.d) Certa. De fato, a submissão ao regime trabalhista próprio das empresas privadas é uma 
imposição constitucional (art. 173, § 1º, II, CF/88).
CF.88 Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade 
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacio-
nal ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e 
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens 
ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação da EC 19/1998)
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
�No que pertine à necessidade de realizar prévio concurso público para recrutamento de pes-
soal, isto deriva do fato de que toda a Administração Pública, seja a direta, seja a indireta (no 
que se incluem as empresas públicas), submete-se às normas do art. 37, CF/88, inclusive ao 
disposto em seu inciso II, que consagra o princípio do concurso público.
questãO 8 (FGV/2015/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XVII/ PRIMEIRA FASE) O Go-
vernador do Estado Y criticou, por meio da imprensa, o Diretor-Presidente da Agência Regu-
ladora de Serviços Delegados de Transportes do Estado, autarquia estadual criada pela Lei 
n. 1.234, alegando que aquela entidade, ao aplicar multas às empresas concessionárias por 
supostas falhas na prestação do serviço, “não estimula o empresário a investir no Estado”. 
Ainda, por essa razão, o Governador ameaçou, também pela imprensa, substituir o Diretor-
-Presidente da agência antes de expirado o prazo do mandato daquele dirigente.
Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
a) A adoção do mandato fixo para os dirigentes de agências reguladoras contribui para a ne-
cessária autonomia da entidade, impedindo a livre exoneração pelo chefe do Poder Executivo.
b) A agência reguladora, como órgão da Administração Direta, submete-se ao poder discipli-
nar do chefe do Poder Executivo estadual.
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c) A agência reguladora possui personalidade jurídica própria, mas está sujeita, obrigatoria-
mente, ao poder hierárquico do chefe do Poder Executivo.
d) Ainda que os dirigentes da agência reguladora exerçam mandato fixo, pode o chefe do 
Poder Executivo exonerá- los, por razões políticas não ligadas ao interesse público, caso dis-
corde das decisões tomadas pela entidade.
Letra a.
Atenção, a Lei n. 13.848, de 2019 aumentou o período de quarentena para 6 meses,
Art. 8º Os membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada ficam impedidos de exercer ati-
vidade ou de prestar qualquer serviço no setor regulado pela respectiva agência, por período de 6 
(seis) meses, contados da exoneração ou do término de seu mandato, assegurada a remuneração 
compensatória. (Redação dada pela Lei n. 13.848, de 2019)
b) Errada. A agência reguladora, como órgão da Administração INDIRETA submete-se ao po-
der disciplinar do chefe do Poder Executivo estadual.
c) Errada. Não há poder hierárquico do Chefe do Poder Executivo sobre a agência reguladora
�d) Errada. Segundo estabelece a Lei n. 9.986/2000 em seu art. 9º, os Conselheiros e os Dire-
tores somente perderão o mandato em caso de renúncia, de condenação judicial transitada 
em julgado ou de processo administrativo disciplinar.
questãO 9 (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XV/TIPO 1/BRANCA) No Esta-
do X, foi constituída autarquia para a gestão do regime próprio de previdência dos servidores 
estaduais. A lei de constituição da entidade prevê a possibilidade de apresentação de recurso 
em face das decisões da autarquia, a ser dirigido à Secretaria de Administração do Estado 
(órgão ao qual a autarquia está vinculada).
Sobre a situação descrita, assinale a opção correta.
a) Não é possível a criação de autarquia para a gestão da previdência dos servidores, uma vez 
que se trata de atividade típica da Administração Pública
b) Não cabe recurso hierárquico impróprio em face das decisões da autarquia, uma vez que 
ela goza de autonomia técnica, administrativa e financeira
c) A previsão de recurso dirigido à Secretaria de Administração do Estado (órgão ao qual a 
autarquia está vinculada) configura exemplo de recurso hierárquico próprio.
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d) São válidas tanto a constituição da autarquia para a gestão do regime previdenciário quan-
to a previsão de cabimento do recurso ao órgão ao qual a autarquia está vinculada
Letra d.
No caso em tela ocorreu a descentralização. A administração pública criou outra pessoa ju-
rídica para desempenhar uma atribuição que lhe pertencia. Logo, não há hierarquia, mas sim 
um controle de finalidade, derivado do princípio da tutela.
a) Errada. Nada impede a criação da autarquia com o objeto descrito no enunciado (gestão da 
previdência dos servidores estaduais), uma vez que as autarquias são instituídas justamente 
para desenvolverem atividades típicas de Administração Pública. Aliás, a definição contida no 
art. 5º, I, do Decreto-lei n. 200/67 é expressa nesse sentido: “o serviço autônomo, criado por 
lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas 
da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão adminis-
trativa e financeira descentralizada.”
b) Errada. A despeito da autonomia administrativa, financeira e técnica de que possa gozar a 
autarquia, nada obsta que se estabeleça recurso hierárquico impróprio para o ministério ao 
qual estiver vinculada, desde que assim disponha a lei de sua instituição.
�c) Errada. Não se trata de recurso hierárquico próprio, porquanto não existe hierarquia genuí-
na entre a autarquia e a Administração Direta (no caso, ao Ministério ao qual está, tão somen-
te, vinculada). O recurso em questão classifica-se como hierárquico impróprio.
questãO 10 (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XIV/PRIMEIRA FASE) Numero-
sos professores, em recente reunião da categoria, queixaram-se da falta de interesse dos alu-
nos pela cultura nacional. O Sindicato dos Professores de Colégios Particulares do Município 
X apresentou, então, um plano para ampliar o acesso à cultura dos alunos com idade entre 
10 e 18 anos, obter a qualificação de “Organização da Sociedade Civil de Interesse Público” 
(OSCIP) e celebrar um termo de parceria com a União, a fim de unir esforços no sentido de 
promover a cultura nacional.
Considerando a proposta apresentada e a disciplina existente sobre o tema, assinale a afir-
mativa correta.
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DIREITO ADMINISTRATIVOa) O sindicato não pode se qualificar como Organização da Sociedade Civil de Interesse Públi-
co, uma vez que tal qualificação, de origem doutrinária, não tem amparo legal.
b) O sindicato não pode se qualificar como OSCIP, em virtude de vedação expressa da lei fe-
deral sobre o tema.
c) O sindicato pode se qualificar como OSCIP, uma vez que é uma entidade sem fins lucrativos 
e o objetivo pretendido é a promoção da cultura nacional.
d) O sindicato pode se qualificar como OSCIP, mas deve celebrar um contrato de gestão e não 
um termo de parceria com o poder público.
Letra b.
A primeira coisa que o candidato precisa saber para acertar a questão é se o sindicado pode 
(ou não) se qualificar como OSCIP.
Sobre o tema, veja-se:
Lei n. 9.790, de 23 de março de 1999.
Dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, institui e disciplina o Termo de Parce-
ria, e dá outras providências.
Art. 2º Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Pú-
blico, ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3º desta Lei:
I – as sociedades comerciais;
II – os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional;
III – as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões 
devocionais e confessionais;
IV – as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações;
V – as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo res-
trito de associados ou sócios;
VI – as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados;
VII – as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;
VIII – as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras;
IX – as organizações sociais;
X – as cooperativas;
XI – as fundações públicas;
XII – as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público 
ou por fundações públicas;
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XIII – as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema finan-
ceiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal.
Art. 3º A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universa-
lização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida 
às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo 
menos uma das seguintes finalidades:
I – promoção da assistência social;
II – promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
III – promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das 
organizações de que trata esta Lei;
IV – promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das orga-
nizações de que trata esta Lei;
V – promoção da segurança alimentar e nutricional;
VI – defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sus-
tentável;
VII – promoção do voluntariado;
�Logo, segundo o art. 2º da Lei n. 9.790/99, não são passíveis de qualificação como OSCIP, 
ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3º desta Lei.
questãO 11 (FGV/2013/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XII/PRIMEIRA FASE) O Estado 
ABCD, com vistas à interiorização e ao incremento das atividades econômicas, constituiu 
empresa pública para implantar distritos industriais, elaborar planos de ocupação e auxiliar 
empresas interessadas na aquisição dessas áreas. Considerando que esse objeto significa a 
exploração de atividade econômica pelo Estado, assinale a afirmativa correta.
a) Não é possível a exploração de atividade econômica por pessoa jurídica integrante da Ad-
ministração direta ou indireta.
b) As pessoas jurídicas integrantes da Administração indireta não podem explorar atividade 
econômica.
c) Dentre as figuras da Administração Pública indireta, apenas a autarquia pode desempenhar 
atividade econômica, na qualidade de agência reguladora.
d) A constituição de empresa pública para exercer atividade econômica é permitida quando 
necessária ao atendimento de relevante interesse coletivo.
Letra d.
Vide art. 173 da CRFB:
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Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A empresa pública, a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem ativida-
de econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto às 
obrigações trabalhistas e tributárias.
questãO 12 (FGV/2013/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XI/PRIMEIRA FASE) Determi-
nada entidade de formação profissional, integrante dos chamados Serviços Sociais Autô-
nomos (também conhecidos como “Sistema S”), foi, recentemente, questionada sobre a re-
alização de uma compra sem prévia licitação. Assinale a alternativa que indica a razão do 
questionamento.
a) Tais entidades, vinculadas aos chamados serviços sociais autônomos, integram a Admi-
nistração Pública.
b) Tais entidades, apesar de não integrarem a Administração Pública, são dotadas de perso-
nalidade jurídica de direito público.
c) Tais entidades desempenham, por concessão, serviço público de interesse coletivo.
d) Tais entidades são custeadas, em parte, com contribuições compulsórias cobradas sobre 
a folha de salários.
Letra d.
a) Errada. Tais entidades não integram a Administração Direta e Indireta; são entidades não 
estatais, que, por colaborarem com o Estado, recebem o nome de paraestatais;
b) Errada. São pessoas jurídicas de direito privado;
c) Errada. Tais entidades não recebem concessões de serviço público, atuando em atividades 
de utilidade pública que não requerem concessão estatal para tanto, como na área de lazer, 
educação, dentre outras;
d) Certa. O fato de tais entidades serem custeadas, em parte, com contribuições compulsó-
rias (contribuições parafiscais), ou seja, com tributos (que são próprios do Estado), faz com 
que haja uma reclamo no sentido de que esse dinheiro seja gasto com respeito aos princípios 
da Administração Pública, já que, em última análise, trata-se de dinheiro público.
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�Contudo, apesar de tais entidades estarem obrigadas a usarem o direito respeitando a isono-
mia, a moralidade e a economicidade (o que reclama que se faça, por exemplo, pesquisas de 
preço), não há lei determinando queelas promovam licitação pública, na forma prevista para 
a Administração (Lei n. 8.666/1993).
questãO 13 (FGV/2012/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/VIII/PRIMEIRA FASE) O Presi-
dente da República, considerando necessária a realização de diversas obras de infraestru-
tura, decide pela criação de uma nova Sociedade de Economia Federal e envia projeto de lei 
para o Congresso Nacional. Após a sua regular tramitação, o Congresso aprova a criação 
da Companhia “X”.
Considerando a situação apresentada, assinale a afirmativa correta.
a) A Companhia “X” poderá editar os decretos de utilidade pública das áreas que necessitam 
ser desapropriadas para consecução do objeto que justificou sua criação.
b) A Companhia “X” está sujeita à licitação e à contratação de obras, serviços, compras e alie-
nações, observados os princípios da administração.
c) A Companhia “X” será necessariamente uma sociedade de propósito específico (SPE) e a 
maioria do capital social deverá sempre pertencer à União.
d) A Companhia “X” possui foro privilegiado e eventuais demandas judiciais correrão perante 
a Justiça Federal.
Letra b.
a) Errada. Quando o tema é desapropriação, temos que apenas as pessoas políticas que inte-
gra, a República Federativa do Brasil (União, estados, DF e municípios) pode editar os decre-
tos de declaram a desapropriação. Apesar disso, há duas interessantes exceções, que são hi-
póteses em que a lei autorizou duas autarquias a declararem a desapropriação: são os casos 
da ANATEL e do DNIT, pois o próprio Decreto-Lei n. 3.365/1941 fala da hipótese de delegação 
da competência executória da desapropriação.
b) Certa. Quem são as entidades sujeitas à licitação? Todas as da administração indireta 
e a própria administração indireta. Portanto, seja a “Sociedade de Economia Federal” uma 
empresa pública ou uma sociedade de economia mista, ela está obrigada a licitar, na forma 
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da previsão constitucional e consoante o parágrafo único do art. 1º a lei de licitações (lei 
8.666/93): “Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os 
fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades 
de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Esta-
dos, Distrito Federal e Municípios”. Portanto, essa alternativa pode seguramente ser apontada 
como correta.
c) Errada. O Direito Administrativo trata das sociedades de propósito específico apenas na Lei 
das Parcerias Público-privadas, sendo constituídas tais sociedades quando for o caso. Não 
há, porém, nenhuma informação que indique a colaboração entre o poder público e a iniciativa 
privada na questão, estando esta alternativa incorreta.
A sociedade de propósito específico, sociedade constituída com o objetivo de viabilizar a PPP, 
está prevista no art. 9º da Lei n. 11.079/2004, que dispõe:
Art. 9º Antes da celebração do contrato, deverá ser constituída sociedade de propósito específico, 
incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria.
§ 1º A transferência do controle da sociedade de propósito específico estará condicionada à au-
torização expressa da Administração Pública, nos termos do edital e do contrato, observado o 
disposto no parágrafo único do art. 27 da Lei n. 8.987, de 13 de fevereiro de 1995.
§ 2º A sociedade de propósito específico poderá assumir a forma de companhia aberta, com valo-
res mobiliários admitidos a negociação no mercado.
§ 3º A sociedade de propósito específico deverá obedecer a padrões de governança corporativa e 
adotar contabilidade e demonstrações financeiras padronizadas, conforme regulamento.
§ 4º Fica vedado à Administração Pública ser titular da maioria do capital votante das sociedades 
de que trata este Capítulo.
§ 5º A vedação prevista no § 4º deste artigo não se aplica à eventual aquisição da maioria do ca-
pital votante da sociedade de propósito específico por instituição financeira controlada pelo Poder 
Público em caso de inadimplemento de contratos de financiamento.
d) Errada. Como se sabe, apenas as empresas públicas, e não as sociedades de economia 
mista, possuem foro na justiça federal, consoante o art. 109, I da CRFB/88. Mas, como vimos, 
não há informações para definir se o enunciado trata de uma empresa pública ou de uma so-
ciedade de economia mista, razão pela qual não é possível chegar à conclusão proposta por 
esta alternativa.
BASE LEGAL:
Estatuto das Estatais - Lei n. 13.303/2016:
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Art. 28. Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços às empresas públicas e às 
sociedades de economia mista, inclusive de engenharia e de publicidade, à aquisição e à locação de 
bens, à alienação de bens e ativos integrantes do respectivo patrimônio ou à execução de obras a 
serem integradas a esse patrimônio, bem como à implementação de ônus real sobre tais bens, serão 
precedidos de licitação nos termos desta Lei, ressalvadas as hipóteses previstas nos arts. 29 e 30.
LEI N. 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993.
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contra-
tos da Administração Pública e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a se-
guinte Lei:
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Seção I 
Dos Princípios
Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes 
a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, 
os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades 
de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios.
Art. 2º As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões 
e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente 
precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos 
ou entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a 
formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utili-
zada.
Art. 173 da CF/88. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de ati-
vidade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança 
nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e 
de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens 
ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
III – licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da 
administração pública;
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questãO 14 (FGV/2012/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/VIII/PRIMEIRA FASE) Quanto 
às pessoas jurídicas que compõem a Administração Indireta, assinale a afirmativa correta.
a) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei.
b) As autarquias são pessoas jurídicas de direito privado, autorizadas por lei.
c) As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei.
d) As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, criadas para o exercício de 
atividades típicas do Estado.
Letra a.
�A autarquia é uma entidade administrativa, significa dizer, é uma pessoa jurídica, distinta do 
ente federativo que a criou. É, portanto, titular de direitos e obrigações próprios, que não ser 
confundem dom os direitos e obrigações da pessoa política instituidora.
questãO 15 (FGV/2012/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/IX/PRIMEIRA FASE) Atento à 
crescente especulação imobiliária, e ciente do sucesso econômico obtido pelas construtoras 
do País com a construção de imóveis destinados ao público de alta renda, o Estado “X” decide 
ingressar nesse lucrativo mercado. Assim, edita uma lei autorizando a criação de uma empre-
sa pública e, no mesmo ano, promove a inscrição dos seus atos constitutivos no registro das 
pessoas jurídicas.
Assinale a alternativa que apresenta a alegação que as construtoras privadas, incomodadas 
pela concorrência de uma empresa pública, poderiam apresentar.
a) A nulidade da constituição daquela pessoa jurídica, uma vez que as pessoas jurídicas es-
tatais só podem ser criadas por lei específica.
b) O objeto social daquela empresa só poderia ser atribuído a uma sociedade de economia 
mista e não a uma empresa pública.
c) Os pressupostos de segurança nacional ou de relevante interesse coletivo na exploração 
daquela atividade econômica não estão presentes.
d) A criação da empresa pública não poderia ter ocorrido no mesmo ano em que foi editada a 
lei autorizativa.
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
Letra c.
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade eco-
nômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
CF-88: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoali-
dade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último 
caso, definir as áreas de sua atuação;
questãO 16 (CESPE/2007/OAB/EXAME DE ORDEM/1/PRIMEIRA FASE) Acerca das entidades 
paraestatais e do terceiro setor, assinale a opção correta.
a) As entidades do denominado sistema S (SESI, SESC, SENAI, SENAC) não se submetem à 
regra da licitação nem a controle pelo TCU.
b) As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor.
c) As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, insti-
tuídas por iniciativa de particulares, para desempenhar atividade típica de Estado.
d) As organizações da sociedade civil de interesse público celebram contrato de gestão, ao 
passo que as organizações sociais celebram termo de parceria.
Letra b.
a) Errada. Os entes do sistema s (serviço social autônomo), são pessoas jurídicas de direito 
privado, não prestam serviços públicos propriamente ditos, não tem fins lucrativos, mas se 
submetem às regras da licitação e são controladas pelo TCU e ainda não possuem privilégios 
tributários, processuais e o regime dos empregados é CLT.
b) Certa. As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor;
c) Errada. As organizações sociais nascem da extinção de uma estrutura da administração 
pública, que recebe um contrato de gestão, tem dotação orçamentária, utilizam bens públicos 
e os servidores públicos são transferidos (Lei n. 9.637/1998).
�d) Errada. As OSCIP celebram um termo de parceria e as os o contrato de gestão.
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
questãO 17 (FGV/2011/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/V/PRIMEIRA FASE) A estrutu-
ração da Administração traz a presença, necessária, de centros de competências denomina-
dos Órgãos Públicos ou, simplesmente, Órgãos. Quanto a estes, é correto afirmar que
a) possuem personalidade jurídica própria, respondendo diretamente por seus atos.
b) suas atuações são imputadas às pessoas jurídicas a que pertencem.
c) não possuem cargos, apenas funções, e estas são criadas por atos normativos do ocupan-
te do respectivo órgão.
d) não possuem cargos nem funções.
Letra b.
a) Errada. Órgãos não possuem personalidade jurídica. Somente a pessoa jurídica (entidade 
– Lei n. 9.784/1999) que possui personalidade jurídica, ou seja, a União possui personalidade 
jurídica, mas os Ministérios, que são órgãos da administração direta federal, são centros de 
competência despersonalizados. Quem responde são os agentes públicos.
b) Certa. Segundo Hely L. Meirelles órgãos públicos “são centros de competência instituídos 
para o desempenho de funções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada a 
pessoa jurídica a que pertencem
Atenção!!! O art. 1º, § 1º, I, da Lei n. 9.784/1999 define órgão como “a unidade de atuação in-
tegrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta.”
c) Errada. Possuem cargos e funções. Todas criadas por lei.
�d) Errada. Possuem cargos e funções. Todas criadas por lei.
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	Módulo II - Atividade e Estrutura Administrativa
	1. Organização Administrativa
	1.1. Aspectos Iniciais
	1.2. Administração Pública: Sentido Subjetivo e Objetivo
	1.3. Desconcentração e Descentralização Administrativa
	1.4. Administração Pública: Direta e Indireta
	2. Órgãos Públicos
	2.1. Aspectos Iniciais
	2.2. Teorias dos Órgãos Públicos
	2.3. Capacidade Contratual
	2.4. Personalidade Judiciária/Capacidade Processual
	2.5. Criação e extinção dos Órgãos Públicos
	2.6. Classificações dos Órgãos Públicos
	3. Autarquias
	3.1. Aspectos Iniciais
	3.2. Responsabilidade Civil e Regime Tributário
	3.3. Regime Processual, Foro e Bens Autárquicos
	3.4. Regime de Pessoal
	3.5. Autarquias e Qualificações Especiais
	4. Fundações Públicas
	4.1. Aspectos Iniciais
	4.2. Responsabilidade Civil, Regime de Pessoal e Regime Tributário
	4.3. Regime Processual, Foro e Bens Fundacionais
	4.4. Regime Contratual e Controle Administrativo
	5. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista
	5.1. Aspectos Iniciais
	5.2. Objeto
	5.3. Semelhanças e Diferenças
	5.4. Responsabilidade Civil, Regime de Pessoal e Regime Tributário
	5.5. Licitação, Contratos e Bens
	5.6. Falência e Controle Administrativo
	6. Terceiro Setor
	6.1. Entidades Paraestatais ou Terceiro Setor
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 71:18.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007, p.306.
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
1.4. administraçãO pública: direta e indireta
Neste capítulo analisaremos precipuamente, a “Administração Pública”, em seu sentido 
orgânico/subjetivo, que compreende as pessoas jurídicas e seus órgãos, que desempenham 
a atividade administrativa. É salutar verificar, que a própria Constituição Federal, em seu art. 
37, § 6º, nos trouxe a diferença entre a Administração Pública Direta e Indireta7.
O Estado pode exercer suas atividades de forma centralizada ou descentralizada. Quando 
há a prestação da atividade pelo próprio núcleo do Estado, ou seja, pelos Entes federativos 
(União, Estados, DF e Municípios) e seus respectivos órgãos, nós temos a denominada Admi-
nistração Direta.
Porém, como já dito acima, o Estado não tem condições de exercer sozinho todas as 
funções que lhes são imputadas. Diante disso, como há este dever constitucional, se faz ne-
cessária a descentralização. Em outras palavras, é preciso tirar do centro algumas atividades. 
Surge então, a chamada descentralização do serviço/atividade, que pode ser feita aos parti-
culares, ou para a própria Administração Pública, neste caso, chamada de Administração Pú-
blica Indireta – tais como as autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e 
as fundações de direito público e de direito privado8.
1.4.1. Controle e Fiscalização das Entidades Administrativas
As pessoas jurídicas e os órgãos da Administração Pública Indireta se encontram vincu-
lados, aos seus respectivos Entes federativos.
7 Art. 37, §6º da Constituição Federal: “as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de servi-
ços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.
8 No mesmo sentido, Rafael Carvalho de Oliveira: “A administração Pública Indireta é composta por entidades administra-
tivas, criadas por descentralização legal e vinculadas ao respectivo Ente federado. São entidades da Administração Indi-
reta: autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas (estatais). Esse rol encontra-se 
previsto no art. 37, XIX, da CRFB [...] Cada Ente federado possui autonomia para tratar da sua respectiva Administração 
Pública Indireta, desde que respeitados os limites impostos pela Constituição [...] Registre-se que o rol constitucional e 
legal da Administração Indireta é imperfeito, pois, se a expressão pretende abranger todas as pessoas que prestam ser-
viços públicos descentralizados, deveria ela compreender as concessionárias e as permissionárias de serviços públicos. 
(OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014).
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Organização Administrativa
DIREITO ADMINISTRATIVO
Seria até mesmo problemático e sem sentido, o Estado criar uma entidade administrativa, 
numa linguagem bem simplória, “solta por ai”. É fundamental para o bom desempenho da 
função pública, e do próprio interesse da coletividade, a vinculação das entidades adminis-
trativas, ao respectivo Ente que a criou. Conforme veremos, o controle do Ente federativo em 
face da entidade criada pode ser exercido de diversas formas.
a) controle político: A Administração Direta, por meio da autoridade competente, tem o 
poder de escolher e nomear os dirigentes das entidades administrativas, claro que há exce-
ções, como por exemplo, no caso das agências reguladoras – pois neste caso há um proce-
dimento específico.
b) controle administrativo e finalístico: Toda entidade administrativa quando criada, tem 
um objetivo, uma finalidade. A respectiva legislação que trata da entidade já elenca em seu 
bojo as finalidades cogitadas pelo Ente criador, que deve ser fiscalizada pelo próprio Poder 
Público, através de seus órgãos, e por toda a população.
c) controle financeiro: os gastos e as contas das entidades administrativas criadas, serão 
controladas pelos órgãos competentes, e pelo respectivo Tribunal de Contas. Uma pergunta 
interessante sobre este tema é a seguinte: A entidade administrativa está subordinada ao 
Ente federativo que a criou? Só podemos responder negativamente.
A existência de controle por parte do Ente, não quer dizer em hipótese alguma, que a en-
tidade administrativa está a ele subordinada. Uma coisa é o controle da entidade, que como 
vimos é perfeitamente possível, outra bem diferente é a subordinação, inexistente aqui.
A subordinação pressupõe a existência de hierarquia, ou seja, só há subordinação en-
tre órgãos da mesma pessoa jurídica. Vejamos um exemplo: Há relação hierárquica, entre 
a Prefeitura de um determinado Município, e a Secretaria Municipal de Educação. Temos de 
um lado, um órgão (independente – comandando o Poder Executivo Municipal) e do outro 
lado, um órgão (autônomo – subordinado ao órgão independente). Não há dúvidas, de que o 
Secretário de Educação (que ocupa um cargo em um órgão autônomo), está subordinado ao 
Prefeito Municipal (autoridade que representa um órgão independente). Constata-se que no 
exemplo referido, a Prefeitura, bem como a Secretaria Municipal, são órgãos da mesma pes-
soa jurídica, qual seja, o Município (Ente federativo).
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DIREITO ADMINISTRATIVO
Quando falamos em pessoas jurídicas distintas (ex: União e INSS) não há que se falar em 
subordinação, e sim em controle. Como já ressaltado, entre pessoas jurídicas distintas não 
há hierarquia9.
2. ÓrgãOs públicOs
2.1. aspectOs iniciais
A Administração Pública é dividida em vários órgãos, que são conceituados como centros 
especializados de competência. Quando ocorre a desconcentração administrativa, abre-se a 
possibilidade para a criação de diversos órgãos públicos, ou seja, repartições internas de uma 
mesma pessoa jurídica10.
Esse núcleo com competências específicas, denominado órgão público, pode ser encon-
trado não só na Administração Pública Direta, mas também na Indireta, conforme o disposto 
no art. 1º, § 2º, inc. I da Lei n. 9.784/1999. Podemos dar como exemplo, uma empresa pública, 
ente da Administração Pública Indireta, que pode ter sem sua estrutura interna, diversos ór-
gãos administrativos.
9 Corroborando o entendimento explanado: (DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 20.ed. São Paulo: Atlas, 
2007); E aqui que se faz importante, a diferenciação entre tutela e hierarquia. De acordo com Rafael Carvalho Rezende 
Oliveira: “ [...]em consequência, não existe hierarquia na descentralização administrativa, mas apenas instrumentos de 
vinculação (controle ou tutela). A tutela e a hierarquia, espécies de controles administrativos,possuem três diferenças 
básicas: a) a tutela não se presume (depende de previsão legal); a hierarquia é inerente à organização interna dos Entes 
federados e entidades administrativas (não depende de previsão legal); b) a tutela pressupõe a existência de duas pes-
soas jurídicas, onde uma exerce o controle sobre a outra (fruto da descentralização administrativa); a hierarquia existe 
no interior de uma mesma pessoa jurídica (relaciona-se com a ideia de desconcentração); c) a tutela é condicionada pela 
lei, só admitindo os instrumentos de controle expressamente previstos em lei; a hierarquia é incondicionada, sendo-lhe 
inerente uma série de poderes administrativos (ex: dar ordens, rever os atos dos subordinados, avocar ou delegar funções 
– (OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014).
10 É o que dispõe Hely: “órgãos públicos são centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais, 
através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. São unidades de ação com atribui-
ções específicas na organização estatal. Cada órgão, como centro de competência governamental ou administrativa, tem 
necessariamente funções, cargos e agentes, mas é distinto desses elementos, que podem ser modificados, substituídos 
ou retirados sem supressão da unidade orgânica. Isto explica por que a alteração de funções, ou a vacância dos cargos, ou 
a mudança de seus titulares, não acarreta a extinção do órgão” (MEIRELLES, Hely Lopes, Direito administrativo brasileiro. 
23. Ed. São Paulo: Malheiros, 1998).
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DIREITO ADMINISTRATIVO
Aqui, uma afirmação é preciosa: os órgãos públicos são desprovidos de personalidade 
jurídica. O órgão público é apenas um compartimento, que se encontra dentro de uma pessoa 
jurídica, esta sim dotada de personalidade jurídica (ex: A Delegacia de Polícia é um órgão pú-
blico, podendo dependendo do caso se tratar de um órgão da estrutura interna da União – e 
nesse caso teremos a Polícia Federal – ou ainda, se tratar de um órgão da estrutura interna 
do Estado-membro – e assim, teremos a Polícia Civil.
Perceba que, no primeiro caso quem tem personalidade jurídica é a União (Ente federativo), 
e não o órgão “Polícia Federal”. No segundo caso, quem tem personalidade jurídica é o Estado-
-membro (Ente federativo), e não a Polícia Civil. Tanto é verdade, caso haja qualquer ato prati-
cado por um agente da Polícia Federal, que desague em uma responsabilidade civil, eventual 
ação judicial será movida em face da União, e não da Polícia Federal, pois como já afirmado, 
esta não tem personalidade jurídica, logo não pode ser sujeito de direitos e obrigações.
É importante lembrar, que por ser componente de um “todo maior”, o órgão público atua 
por meio de seus agentes, detentores de cargos públicos, para o desempenho de funções 
administrativas. Desse modo, temos como características dos órgãos públicos: i) agentes; ii) 
cargo público e iii) funções administrativas.
Os órgãos públicos, por consectário lógico da desconcentração, são ligados entre si por 
uma relação de hierarquia e subordinação, o que como visto não se aplica na descentrali-
zação, pois entre o Ente federativo e a entidade administrativa, a relação é de fiscalização e 
controle, e não de subordinação.
2.2. teOrias dOs ÓrgãOs públicOs
A atuação do Estado se dá por meio dos agentes públicos, uma vez que o Estado em si, é 
uma criação jurídica, pois desprovido de vontade própria. Sendo verdade o que se afirmou, no 
decorrer do tempo, várias teorias buscaram explicar esta relação existente entre o Estado e 
os agentes públicos, integrantes dos órgãos estatais.
a) Teoria do mandato: por esta teoria, o agente público seria mandatário do Estado. A 
questão que fica no ar é a seguinte: Se o agente público é mandatário do Estado, quem lhe 
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conferiu tais poderes? Em outras palavras, quem teria lhe outorgado uma procuração, se o 
Estado é desprovido de vontade? Por tais críticas, tal teoria não prosperou.
b) Teoria da representação: por esta teoria, o agente público seria representante do Esta-
do. Aqui mais uma crítica, pois tal teoria equipara o Estado ao incapaz, que necessita de re-
presentação. Outra questão a ser posta é: Como o Estado pode ser incapaz? Se assim o fosse, 
não poderia em hipótese alguma, ser responsabilizado civilmente, consoante o disposto no 
art. 37, § 6º, da Constituição Federal.
c) Teoria do órgão/imputação: por esta teoria, que é a prevalente, o Estado atua por meio 
de órgãos, e toda relação entre o Estado e os agentes que compõe os órgãos públicos decorre 
de imputação legal, porque seus poderes e responsabilidades emanam da lei. Quando o agen-
te atua no exercício da função pública, a relação não é de mandato ou de representação, mas 
sim de presentação, ou seja, a vontade do Estado se confunde com a do agente, é dizer que: o 
agente é o próprio Estado11.
2.3. capacidade cOntratual
A capacidade contratual dos órgãos públicos é uma grande polêmica do Direito Admi-
nistrativo, porque se o órgão público não tem personalidade jurídica, como pode contratar? 
Longe de ser pacífico o tema, prevalece que em regra o órgão não tem capacidade contratual, 
pois somente as pessoas possuem capacidade para adquirir direitos e obrigações.
É importante fazer aqui uma observação. Embora os órgãos não tenham personalidade 
jurídica, a lei de licitações (lei 8.666/93) em seu art. 2º, parágrafo único, ao tratar dos contra-
tos administrativos, traz como conceito de contrato: “o ajuste entre órgãos ou entidades da 
Administração Pública e particulares”.
11 Também o que defende Hely: “Não há entre a entidade e seus órgãos relação de representação ou de mandato, mas sim 
de imputação, porque a atividade dos órgãos identifica-se e confunde-se com a da pessoa jurídica. Daí por que os atos 
dos órgãos são havidos como da própria entidade que eles compõem. Assim, os órgãos do Estado são o próprio Estado 
compartimentado em centros de competência, destinados ao melhor desempenho das funções estatais. Por sua vez, a 
vontade psíquica do agente (pessoa física) expressa a vontade do órgão, que é a vontade do Estado, do Governo e da 
Administração (MEIRELLES, Hely Lopes, Direito administrativo brasileiro. 23. Ed. São Paulo: Malheiros, 1998).
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Outro dispositivo, muito debatido na doutrina - no que concerne à capacidade contratual 
dos órgãos - é o art. 37, § 8º, da Constituição Federal, que permite a celebração de contratos 
por órgãos públicos, os chamados contratos de gestão12.
Pode-se afirmar então, que a regra é a ausênciade capacidade contratual dos órgãos pú-
blicos, mas em algumas hipóteses, esta capacidade se faz presente, por força da Constituição 
Federal ou da lei – é o que alguns denominam de capacidade contratual excepcional.
2.4. persOnalidade judiciária/capacidade prOcessual
Como já afirmado, a ausência de personalidade jurídica do órgão público, por consequ-
ência lógica, o impede também de demandar e ser demandado em juízo. Conforme o Novo 
Código de Processo Civil, em seu art. 70: “Toda pessoa que se encontre no exercício de seus 
direitos tem capacidade para estar em juízo”.
Se os órgãos públicos não podem ser sujeitos de direitos e obrigações, logo não têm ca-
pacidade para estar em juízo. Vejamos o seguinte exemplo: Se uma criança é ferida dentro de 
uma escola municipal, e se verifica no caso, a presença da responsabilidade civil do Estado 
(lato sensu), eventual demanda será ajuizada contra quem? Escola? Prefeitura? ou Município? 
Claro que será contra o Município, pois este é dotado de personalidade jurídica, pois se en-
contra no exercício de seus direitos, e tem capacidade para estar em juízo.
Esta é a regra geral, mas há exceções.
A lei, e em alguns casos a jurisprudência, atribuem aos órgãos públicos de forma excep-
cional, a chamada capacidade processual, ou também denominada, personalidade judiciária. 
Nada mais são, do que hipóteses em que se permite um órgão público – que não tem perso-
nalidade jurídica – demandar em juízo para a preservação de suas prerrogativas.
É o que se permitiu, por exemplo, em alguns casos, em que a Prefeitura Municipal, não 
repassava à Câmara Municipal, o duodécimo – verba orçamentária para o custeio das des-
pesas da Câmara – ferindo desse modo sua independência funcional. O Superior Tribunal de 
12 Art. 37 [...] §8º da Constituição Federal: “A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da 
administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder 
público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: i- o 
prazo de duração do contrato; ii- os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabi-
lidade dos dirigentes; iii- a remuneração do pessoal”.
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Justiça, nesse caso, reconheceu a capacidade processual da Câmara dos Vereadores, para 
impetrar Mandado de Segurança, na defesa de suas prerrogativas institucionais13.
Ressalta-se, que o fato de um órgão público ter número de CNPJ,14 não quer dizer que 
este tenha personalidade jurídica. Quando um órgão público recebe recursos de algum Ente 
federativo, ele receberá um número de CNPJ, a despeito de não ser pessoa jurídica. A finali-
dade aqui é meramente fiscalizatória, e tal previsão se encontra na Instrução Normativa de n. 
1005/2010, da Receita Federal do Brasil.
2.5. criaçãO e extinçãO dOs ÓrgãOs públicOs
Os órgãos públicos podem ser criados e extintos de diversas formas. A regra é que os 
órgãos sejam criados por meio de lei, conforme dispõe os arts. 48, XI, e 84, VI, “a”15 da Consti-
tuição Federal. Em regra, a iniciativa para o projeto de criação, é do Chefe do Executivo, porém 
em alguns casos, tal iniciativa pode ser transferida a outro Poder, como por exemplo, ao Poder 
Judiciário, de acordo com o art. 96, inc. II, “c” da Constituição Federal. Já em se tratando da 
organização e do funcionamento dos órgãos públicos, tal matéria pode ser materializada por 
meio de decreto do Executivo, de acordo com o art. 84, inc. VI, “a” da “Lei Maior”.
Para concluir, de forma excepcional, a criação de órgãos públicos poderá ser instrumen-
talizada por ato administrativo, como por exemplo, a criação de órgãos no Poder Legislativo, 
consoante os arts. 51, VI, e 52, XIII, da Constituição Federal16.
2.6. classificações dOs ÓrgãOs públicOs
As classificações dos órgãos públicos são feitas de diversos modos. Qualquer classifica-
ção proposta ao leitor, não deve ser entendida como única e absoluta. As principais são:
13 (STJ, 2,º Turma, RMS 12068/MG, Min. Francisco Peçanha Martins, DJ 11.11.2002).
14 Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.
15 Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos 
arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: [...] XI- criação e extinção 
de Ministérios e órgãos da administração pública”. Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] VI- 
dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento 
de despesa nem criação ou extinção de órgãos.
16 Nesse sentido: (OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: 
Método, 2014).
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De acordo com a posição estatal dos órgãos temos:
a) órgãos independentes: são aqueles que gozam de independência e ampla liberdade, 
não sofrendo nenhuma espécie de subordinação, mas tão somente controle e fiscalização. 
Tais órgãos representam os Poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário). No Exe-
cutivo, por exemplo, temos a Presidência da República, Governadoria do Estado, Prefeitura 
Municipal. No Legislativo, podemos citar o Congresso Nacional, Câmaras Legislativas e Câ-
maras Municipais.
b) órgãos autônomos: são aqueles que gozam de autonomia e ampla liberdade, mas es-
tão subordinados aos órgãos independentes. Podemos citar como exemplo, os Ministérios, 
Secretarias Estaduais, Secretarias Municipais, entre outros.
c) órgãos superiores: são aqueles que gozam de poder de decisão, mas não têm auto-
nomia administrativa e financeira, e por consectário lógico, estão subordinados aos órgãos 
independentes e autônomos. Exemplificando, temos os Gabinetes, Secretarias-Gerais, Procu-
radorias Administrativas, Coordenadorias, Departamentos, Divisões, entre outros17.
d) órgãos subalternos: são aqueles que também não gozam de poder de decisão, são ór-
gãos cuja finalidade é a execução de atividades. Aqui encontramos as portarias e seções de 
expedientes.
De acordo com a composição dos órgãos temos:
a) órgãos simples ou unitário: é o órgão que não tem subdivisão, ou seja, ramificação. 
Ex: Gabinete.
b) órgão composto: é o órgão que tem ramificação, ou seja, tem vários órgãos agregados 
em sua estrutura. Podemos dar como exemplo, uma Secretaria de Educação, que tem em sua 
estrutura diversas unidades escolares, que são órgãos menores, com as mesmas finalidades18.
E por fim, de acordo com a atuação funcional do órgão temos:
a) órgão singular ou unipessoal: é o órgão em que suas deliberações, são realizadas por 
apenas um agente. Ex: Prefeitura Municipal.
b) órgão colegiado: é o órgão que tem mais de um agente, e assim sendo, a tomada de 
decisões se dá de forma coletiva. Ex: Casas Legislativas, Tribunais, Conselhos.
17 Tais classificações correspondem aos ensinamentos de Hely. (MEIRELLES, Hely Lopes, Direito administrativo brasileiro. 
23. Ed. São Paulo: Malheiros,1998).
18 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 18.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
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3. autarquias
3.1. aspectOs iniciais
Inicialmente cumpre destacar seu conceito, pois de acordo com a doutrina, a autarquia é 
uma pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração Pública Indireta, criada 
por lei, e que tem como finalidade o exercício de atividade típica de Estado. Exemplificativa-
mente, podemos citar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); INCRA (Instituto Nacional 
de Colonização e Reforma Agrária)19.
Do conceito exposto acima, extrai-se a necessidade de lei específica (ordinária) para a 
criação de uma autarquia. Diferentemente das empresas públicas e sociedades de economia 
mista, em que a lei autoriza a criação – por isso dependem de registro específico para sua 
constituiçã0 – o que não é necessário para a criação de uma autarquia, porque basta a exis-
tência de uma lei criadora, é dizer, a própria lei cria a autarquia, não sendo necessário nenhum 
ato posterior, posto que, já existente para todos os efeitos.
Em respeito ao paralelismo das formas, a extinção da autarquia, também dependerá de lei 
específica.
Outro ponto interessante a ser ressaltado, diz respeito à finalidade da autarquia. Como já 
adiantado, a criação de uma autarquia pelo Ente federativo, se dá com o escopo de realizar 
atividades típicas de Estado. São atividades que devem ser exercidas pelo respectivo Ente 
federativo, em outras palavras, são aquelas que não podem ser transferidas ao particular, 
posto que de titularidade do Estado, e como visto, a titularidade do serviço público não pode 
sair “das mãos” do Estado20.
Em relação à atividade de Estado, a ser desempenhada pela autarquia, é importante res-
saltar a impossibilidade de sua criação para a exploração de atividades econômicas. A explo-
ração de atividades econômicas pelo Estado é de caráter excepcional, consoante o disposto 
19 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
20 Segundo estabelece o art. 5º, I, do Dec. Lei 200/1967, a autarquia constitui-se como um serviço autônomo, criado por lei, 
com personalidade jurídica, patrimônio e receitas próprias, para executar atividades típicas da Administração Pública, que 
requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada.
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no art. 17321 da “Lei Maior”, e para tanto, o Estado constituirá, conforme o caso, empresas 
públicas ou sociedades de economia mista.
Sobre o tema, destaque-se que a lei 13.303, de 30 de junho de 2016, determinou que 
as empresas públicas e as sociedades de economia mista deverão observar, no mínimo, os 
seguintes requisitos de transparência: I - elaboração de carta anual, subscrita pelos mem-
bros do Conselho de Administração, com a explicitação dos compromissos de consecução 
de objetivos de políticas públicas pela empresa pública, pela sociedade de economia mista e 
por suas subsidiárias, em atendimento ao interesse coletivo ou ao imperativo de segurança 
nacional que justificou a autorização para suas respectivas criações, com definição clara dos 
recursos a serem empregados para esse fim, bem como dos impactos econômico-financeiros 
da consecução desses objetivos, mensuráveis por meio de indicadores objetivos; II - adequa-
ção de seu estatuto social à autorização legislativa de sua criação; III - divulgação tempestiva 
e atualizada de informações relevantes, em especial as relativas a atividades desenvolvidas, 
estrutura de controle, fatores de risco, dados econômico-financeiros, comentários dos admi-
nistradores sobre o desempenho, políticas e práticas de governança corporativa e descrição 
da composição e da remuneração da administração; IV - elaboração e divulgação de política 
de divulgação de informações, em conformidade com a legislação em vigor e com as me-
lhores práticas; V - elaboração de política de distribuição de dividendos, à luz do interesse 
público que justificou a criação da empresa pública ou da sociedade de economia mista; VI 
- divulgação, em nota explicativa às demonstrações financeiras, dos dados operacionais e 
financeiros das atividades relacionadas à consecução dos fins de interesse coletivo ou de se-
gurança nacional; VII - elaboração e divulgação da política de transações com partes relacio-
nadas, em conformidade com os requisitos de competitividade, conformidade, transparência, 
equidade e comutatividade, que deverá ser revista, no mínimo, anualmente e aprovada pelo 
Conselho de Administração; VIII - ampla divulgação, ao público em geral, de carta anual de 
governança corporativa, que consolide em um único documento escrito, em linguagem clara 
e direta, as informações de que trata o inciso III; IX - divulgação anual de relatório integrado 
21 Art. 173 da CF: “Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo 
Estado será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou relevante interesse coletivo, con-
forme definidos em lei”.
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ou de sustentabilidade. Trata-se de importante avanço na legislação brasileira, visando o 
combate à corrupção.22
3.2. respOnsabilidade civil e regime tributáriO
Aplicam-se às autarquias as regras de responsabilidade civil do Estado. Sendo assim, 
a responsabilidade das autarquias é de natureza objetiva – não se discute aqui o elemento 
culpa – quando decorrente de ação do agente estatal. É o que se extrai do disposto no art. 37, 
§ 6º da Constituição Federal, ao trazer a expressão: “pessoas jurídicas de direito público” – 
que se encaixam as autarquias. Conforme detalhado em capítulo próprio, em alguns casos, a 
responsabilidade civil do Estado, se dá de forma subjetiva.
Vejamos o seguinte: quando abordamos o tema órgãos públicos, insistentemente de-
monstramos ao leitor, a ausência de personalidade jurídica de tais centros de competências. 
Aqui não aplicamos a mesma regra. A autarquia, criada por lei, goza de personalidade jurídica 
própria, ou seja, tem responsabilidade, patrimônio e autonomia.
Nesse caso, qualquer dano causado por um agente público vinculado à autarquia Y, even-
tual ação movia pelo prejudicado, será em desfavor da própria autarquia. Ex: um agente públi-
co do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) imprudentemente cruza o farol vermelho, 
vindo a atingir o carro de João. Eventual ação judicial movida por João, não será em face do 
Ente federativo União, mas sim contra a própria autarquia IBAMA, pois esta goza de autono-
mia patrimonial.
Masnão é só. Caso a autarquia não tenha condições patrimoniais de arcar com a respon-
sabilidade que lhe foi imputada, haverá para todos os fins, responsabilidade subsidiária do 
Estado, pois a transferência de atividades para a autarquia, não implica em transferência de 
responsabilidades.
Podemos então afirmar que, a responsabilidade do Estado em tais situações, é subsidiária 
e também objetiva.
22 Cite-se, ainda, a obrigatoriedade dos administradores eleitos participarem de treinamentos específicos sobre legislação 
societária e de mercado de capitais, divulgação de informações, controle interno, código de conduta, a Lei no 12.846, de 1º 
de agosto de 2013 (Lei Anticorrupção), e demais temas relacionados às atividades da empresa pública ou da sociedade 
de economia mista. (art. 17, § 4º da lei 13.303/2016).
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No que concerne ao regime tributário, de acordo com o art. 150, § 2º, da Constituição 
Federal, haverá extensão da imunidade recíproca existente entre os Entes federativos – em 
relação aos impostos- às autarquias. É dizer: não pode incidir impostos sobre o patrimônio, 
a renda e os serviços das autarquias, claro que, desde que vinculados a suas finalidades pre-
cípuas23. Vale ressaltar, que a imunidade é em relação aos impostos, o que não abrange, por 
exemplo, as taxas24.
3.3. regime prOcessual, fOrO e bens autárquicOs
Sendo a autarquia, pessoa jurídica de direito público, ela recebe o mesmo tratamento con-
ferido à Fazenda Pública. Nesse sentido, de acordo com o atual Código de Processo Civil, em 
seu art. 183: “A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autar-
quias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifes-
tações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal”25. Encontra-se 
superado o art. 188 do antigo Código de Processo Civil, que trazia como regra à Fazenda 
Pública, o prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer26.
23 Já decidiu o Superior Tribunal de Justiça, que o Município, não pode instituir IPTU em prejuízo de autarquia criada por 
outro Ente federativo: (Resp 679373PR 2004/0100898-0 – Relator: Ministro Luiz Fux – Julgamento: 25/10/2005 – Pri-
meira Turma – DJ: 14/11/2005 - TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. COBRANÇA DE IPTU DE AUTARQUIA QUE GOZA DE 
IMUNIDADE TRIBUTÁRIA INTERGOVERNAMENTAL RECÍPROCA. ART. 150, IV, a, DA CF/88. 1.Pretensão do Município de 
Paranaguá cobrar IPTU da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina - APPA (entidade autárquica criada pela lei 
estadual 6.249/71, vinculada à Secretaria de Estado de Transportes). 2. Vedação constitucional prevista no art. 150, IV, a, 
§ 2º que institui a Imunidade Tributária Intergovernamental Recíproca. 3. É cediço que o Município, titular de competência 
privativa para instituir e cobrar IPTU, não pode tributar os terrenos e edifícios da União e dos Estados, nem dos perten-
centes às suas instrumentalidades autárquicas, se e quando afetadas à destinação específica destas.”(in Sasha Calmon 
Navarro, Comentários à Constituição de 1988 - Sistema Tributário, 5ª Ed., p. 346); e mais: o direito à imunidade é uma 
garantia fundamental, constitucionalmente assegurada ao contribuinte, que nenhuma lei, poder ou autoridade, podem 
anular. Criar tributos, só a lei pode; violar imunidades tributárias, nem a lei pode. No sistema constitucional tributário bra-
sileiro, a materialidade das normas ordinárias instituidoras das regras-matrizes de incidência já se encontram pré-qualifi-
cadas no próprio Texto Supremo. Em decorrência das regras imunizantes, a pessoa política não tem aptidão jurídica para 
tributar, por meio de imposto, determinados fatos, pessoas ou situações. Nesta medida, a imunidade é uma incontornável 
garantia constitucional do contribuinte, que ilide a própria ação legislativa das pessoas políticas.(in Roque Antônio Carra-
zza, Parecer proferido em consultoria à Paranaprevidência.) 4. Prejudicial de mérito consubstanciada no reconhecimento 
da executada como entidade autárquica, e, consectariamente, enquadrável na imunidade tributária recíproca do art. 150, 
IV, a, da CF/88. Matéria constitucional insindicável na via especial. 5. Recurso especial não conhecido.
24 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
25 Cf. art. 183 da Lei 13.105/2015.
26 Cf. art. 188 da Lei 5.869/1973.
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http://www.jusbrasil.com/topico/10670542/inciso-iv-do-artigo-150-da-constituição-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com/legislacao/1027008/constituição-da-republica-federativa-do-brasil-1988
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O § 2º do art. 183 da atual norma processual, ainda complementa, ao estabelecer que: 
“não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma expressa, 
prazo próprio para o ente público”.
Com relação ao foro competente, para o julgamento das causas envolvendo autarquias, 
algumas regras são importantes. Se a autarquia for federal, eventuais causas devem ser sub-
metidas à Justiça Federal, pela regra contida no art. 109, inc. I da Constituição Federal – com 
exceção das causas concernentes à falência, acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça 
Eleitoral e do Trabalho27.
Já em se tratando de autarquia estadual ou municipal, por consectário lógico, a compe-
tência será da Justiça Estadual, e o juízo será indicado pelas leis estaduais de organização 
judiciária28.
Por fim, o regime dos bens autárquicos, é o aplicado aos bens públicos em geral, de acor-
do com o art. 98 do Código Civil.
Não abordaremos de forma aprofundada o regime dos bens públicos neste capítulo, uma 
vez que tais estudos serão analisados em capítulo próprio.
Em relação aos bens autárquicos temos o seguinte regime: i) inalienabilidade condicio-
nada: significa dizer, que os bens públicos em regra, são inalienáveis, mas atendidas certas 
exigências legais (bem dominical, ter sido realizada avaliação prévia, entre outros requisitos), 
poderão ser objeto de alienação; ii) impenhorabilidade: os bens públicos não podem ser ob-
jeto de penhora, significa dizer, que os bens públicos não podem ser objeto de restrição ju-
dicial; iii) não oneração: os bens públicos não podem ser objeto dos chamados direitos reais 
de garantia, como por exemplo: hipoteca, anticrese e penhor; iv) imprescritibilidade: os bens 
públicos não podem ser objeto de prescrição aquisitiva – é dizer que os bens públicos não 
podem ser usucapidos29.
27 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
28 Complementa o raciocínio, José dos Santos CarvalhoFilho: “Nas comarcas maiores, haverá decerto varas próprias de 
competência fazendária, nelas tramitando os processos de interesse de autarquias; nas menores, porém, em que, por 
exemplo, haja um juízo único, é neste que correrá ação intentada contra autarquia municipal” (CARVALHO FILHO, José dos 
Santos. Manual de Direito Administrativo. 27.ed. São Paulo: Atlas, 2014).
29 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 27.ed. São Paulo: Atlas, 2014.
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3.4. regime de pessOal
Com a decisão liminar do STF na Adin 2135/DF, o Supremo Tribunal Federal concedeu li-
minar, com efeitos não retroativos, declarando inconstitucional a redação do art. 39 da Cons-
tituição, conferida pela Emenda Constitucional 19/1998 – que permitia mais de um regime 
jurídico de contratação de servidores dentro do mesmo Ente -, retornando assim, o denomi-
nado regime jurídico único30.
Conclui-se então, que após a decisão do Supremo Tribunal Federal, restabeleceu-se no 
Brasil o regime jurídico único, e o regime pessoal das autarquias deve ser o estatutário, com 
exceção das contratações realizadas antes da decisão da Suprema Corte.
3.5. autarquias e qualificações especiais
Algumas autarquias, por se diferenciarem das demais, são classificadas como especiais, 
em razão de suas funções e poderes.
a) Agências Reguladoras: são consideradas, autarquias em regime especial, aplicando-se 
basicamente tudo o que vimos até aqui, com algumas peculiaridades.
O surgimento, de acordo com a doutrina, remonta ao modelo de organização administrati-
va dos Estados Unidos, e o objetivo das agências reguladoras, é de facilitar o enxugamento da 
máquina estatal, o que se denominou em meados de 1990, no Brasil, de privatização estatal. O 
Estado por uma questão lógica não tem condições de realizar e promover todas as atividades 
e serviços que lhes são imputados.31.
Desse modo, o Estado busca fomentar a prática de certas atividades e serviços pelos 
particulares – quando possível, conforme já vimos – ficando tão somente, com o controle, 
fiscalização e normatização daquele serviço/atividade.
30 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
31 Segundo Rafael Carvalho de Oliveira: “As agências reguladoras sempre ocuparam papel de destaque no modelo de orga-
nização administrativa americana, especialmente após a Grande Depressão, iniciada em 1929, e que tem como uma das 
causas a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Evidencia-se, naquele momento, a incapacidade de o mercado se 
reerguer sozinho e a necessidade de uma maior regulação estatal, de modo a evitar a repetição dos fatos que levariam 
à crise, o que justificou a instituição pelo Presidente Franklin D Roosevelt de programas estatais de caráter intervencio-
nista (New Deal). Nesse contexto, a partir da década de 30, o Estado norte-americano utilizou-se do modelo das agências 
reguladoras para promover uma intervenção enérgica na ordem econômica e social, corrigindo as falhas do mercado” 
(OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014).
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Particularmente no Brasil o objetivo foi diminuir a alta estatização dos serviços, dando 
maior liberdade e possibilidade de investimentos, principalmente pela iniciativa privada.
O afastamento do Estado, no exercício de diversas atividades, fez com que surgissem os 
órgãos reguladores, constando tal intento, até mesmo em dispositivos constitucionais, como 
por exemplo, os arts. 21, inc. XI; 174; 177, § 2º, inc. III, dentre outros.
Podemos citar ao leitor, como exemplos de agências reguladoras, as seguintes: ANEEL – 
Agência Nacional de Energia Elétrica, instituída pela Lei n. 9.247/1996 e a ANATEL – Agência 
Nacional de Telecomunicações, instituída pela Lei n. 9.472/1997, e a ANP – Agência Nacional 
do Petróleo, instituída pela Lei n. 9.478/1997.
A fiscalização e o controle, por parte das agências reguladoras têm como finalidade, evitar 
o risco de que, principalmente os particulares, busquem objetivos ilícitos e abusem do poder 
econômico, tendo o Estado, neste caso, a função de coibir a dominação dos mercados.
As agências reguladoras, como espécie de autarquia, são criadas por lei, e é justamente 
esta lei criadora, que irá disciplinar o tipo de atividade a ser regulada pela respectiva agência, 
podendo ser um serviço público prestado pelo particular (Ex: ANEEL – que cuida dos serviços 
de energia elétrica) ou ainda, a regulação de uma atividade econômica (Ex: ANP - que cuida 
do mercado de petróleo, gás natural e biocombustíveis).
As agências reguladoras, ainda concentram de forma especial, alguns poderes: normati-
vos, administrativos e de resolução de conflitos. A atividade regulatória pode ter, por exemplo, 
o exercício do poder de polícia, a edição de atos normativos – com respeito à lei, ou até mes-
mo a resolução de conflitos entre os agentes regulados.
O que fundamenta a especialidade das agências reguladoras, são basicamente três coi-
sas: i) a agência reguladora tem mais autonomia e liberdade que as demais autarquias, de-
correntes, das suas próprias funções, que são de: regulamentar, disciplinar, normatizar, con-
trolar e fiscalizar, as diversas atividades; ii) a nomeação e destituição do dirigente de um 
agência reguladora, tem um procedimento mais complexo, que não encontramos nas demais 
autarquias. Aqui, o Presidente da República nomeia o dirigente, mas com prévia aprovação do 
Senado Federal (art. 52, inc. III, “f” da Constituição Federal); iii) o dirigente quando assume o 
cargo na agência reguladora, passa a exercer um mandato, com prazo determinado, depen-
dendo da estrutura e especificações legais da respectiva agência.
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Por fim, o poder normativo das agências reguladoras, é o mais debatido em sede dou-
trinária.
A própria legislação, ou em alguns casos a própria Constituição Federal32 concede às 
agências reguladoras, o poder para editar atos normativos, com conteúdo técnico e observa-
dos os preceitos legais. Há duas posições doutrinárias, sobre a constitucionalidade ou não, 
em permitir, indistintamente, a edição de atos normativos por tais agências.
Prevalece, que as agências reguladoras podem sim exercer o poder normativo, sempre em 
respeito à legislação. Os atos normativos emanados das agências reguladoras, não são nor-
mas autônomas, mas sim derivadas da legislação, que estabelece os parâmetros que devem 
ser observados pelo regulador.
b) Agências Executivas: A Lei n. 9.649/1998 e o Decreto n. 2.487/1998 qualificam como 
“agência executiva”,às autarquias e fundações, que celebrarem um contrato de gestão com 
a Administração Pública Direta, e tiverem também, um plano de reestruturação e desenvolvi-
mento institucional.
A inspiração do projeto foi a de permitir, que o Poder Público realizasse investimentos, em 
benefício de muitas autarquias e fundações, que se encontravam sucateadas e ineficientes. 
Desse modo, com a existência de um plano estratégico de reestruturação por parte da au-
tarquia, ou fundação, e ainda, a posterior celebração do contrato de gestão, o Estado poderá 
injetar recursos públicos, além de conceder maior autonomia e liberdade à autarquia ou fun-
dação beneficiária.
Cumprindo os requisitos impostos (plano estratégico de reestruturação + contrato de 
gestão), a formalização da qualificação da autarquia ou fundação, será implementada por 
decreto do Presidente da República, e a entidade beneficiária (autarquia ou fundação) deverá 
cumprir as metas e prazos estabelecidos no contrato de gestão.
É por isso, que a qualificação “agência executiva” é temporária, pois ela durará até en-
quanto durarem os efeitos do contrato de gestão.
O contrato de gestão está disciplinado no art. 37, § 8º da Constituição Federal, e poderá ser 
celebrado: i) entre entes da Administração; ii) entre órgãos públicos; iii) entre administradores.
32 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 22.ed. São Paulo: Atlas, 2009 – que cita, por exemplo, a ANATEL – 
art. 21, inc. XI e ANP – art. 177, §2º, inc. III, ambos da Constituição Federal.
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4. fundações públicas
4.1. aspectOs iniciais
Uma fundação é constituída pela afetação de um determinado patrimônio, para o desem-
penho de uma finalidade específica.
São pessoas jurídicas, sem fins lucrativos. A fundação utiliza seu patrimônio afetado para 
a realização de atividades sociais, de acordo com o seu objetivo. Elas podem ser instituídas 
pelo particular, e assim teremos uma fundação privada, regida pelo Código Civil, ou pode ain-
da, ser instituída pelo Poder Público, neste último caso, pertencerá à Administração Pública 
Indireta, e será regida pelo Direito Administrativo.
Com relação às fundações estatais, de acordo com a doutrina majoritária, inclusive a ju-
risprudência do Supremo Tribunal Federal, esta pode ser de direito público ou de direito pri-
vado. É dizer: podemos encontrar uma fundação pública de direito público, ou ainda, uma 
fundação pública de direito privado33.
As chamadas fundações públicas de direito público têm as mesmas características das 
autarquias, por tal motivo, tais fundações são criadas por lei específica – do mesmo modo 
que as autarquias. Aqui, o objeto das fundações de direito público, será definido pela própria 
lei de criação (ordinária).
Já as fundações públicas de direito privado, dependem de autorização para serem institu-
ídas, mas a personalidade jurídica só existirá com a inscrição dos atos no respectivo registro 
(art. 37, inc. XIX; art. 61, § 1º, inc. II, “b” e “e” da Constituição Federal)34.
Diferentemente das fundações de direito público, em que o objeto será delimitado por lei 
(ordinária), por interpretação do art. 37, inc. XIX da Constituição Federal caberá à lei comple-
mentar, definir o objeto das fundações de direito privado. É o que reza o artigo mencionado ao 
dispor: “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complemen-
tar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação”.
33 ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito administrativo descomplicado. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 56.
34 OLIVEIRA, Rafael Carvalho de. Curso de Direito Administrativo. 2.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2014.
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As fundações estatais não podem ter como objeto, a exploração de atividade econômica, 
pois o objetivo das fundações é o de realizar atividades de cunho social. É o que dispõe ao 
art. 62, em seu parágrafo único, analisado aqui supletivamente: “a fundação somente poderá 
constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência”35.
É importante ressaltar, que a ausência de finalidade lucrativa, não quer dizer, que a fun-
dação não possa ter créditos que superem seus débitos. Em tais situações, todo o valor – a 
título de acréscimo – deverá ser reinvestido na própria fundação, vedada, portanto, qualquer 
tipo de partilha entre os integrantes36.
4.2. respOnsabilidade civil, regime de pessOal e regime tributáriO
Para as fundações de direito público, aplicam-se as regras atinentes à responsabilidade 
civil de que tratamos. A responsabilidade das fundações é de natureza objetiva, consoante o 
disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal. Por outro lado, em relação às fundações de 
direito privado, quando prestadoras de serviços públicos, a responsabilidade também será de 
natureza objetiva.
Tudo o que dissemos em relação à aplicação do regime jurídico único, iremos aplicar em 
relação às fundações de direito público. Sendo assim, às fundações de direito público, apli-
cam-se as regras do regime estatutário, com fundamento no art. 39 da Constituição Federal. 
Quanto às fundações de direito privado, o regime será o celetista.
As fundações de direito público e de direito privado, que forem mantidas pelo Poder Pú-
blico, gozarão de imunidade tributária recíproca, conforme já abordamos no tópico referente 
às autarquias.
4.3. regime prOcessual, fOrO e bens fundaciOnais
O mesmo raciocínio utilizado para as autarquias, aplicaremos aqui. Se a fundação for 
federal de direito público, a competência será da Justiça Federal. Caso seja a fundação es-
35 TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. 5.ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2015.
36 SOUTO, Marcos Jurena Villela. As fundações públicas e o novo Código Civil. Direito administrativo em debate. Rio de 
Janeiro: Lumen Juris, 2004.
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tadual, municipal, ou de direito privado, por um critério de exclusão, a competência será da 
Justiça Estadual.
Sendo a fundação, pessoa jurídica de direito público, ela recebe o mesmo tratamento con-
ferido à Fazenda Pública. Vale aqui, tudo o que abordamos sobre o regime autárquico. As 
fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações37.
Já em relação às fundações de direito privado, não se aplicam as regras mencionadas.
4.4. regime cOntratual e cOntrOle administrativO
As fundações públicas de direito público celebram contratos administrativos, e editam 
atos administrativos.
Já em relação às fundações públicas de direito privado, temos

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