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Apostila de Endodontia Profa Dra Alessandra Timponi Cruz Profa Karine Frasquetti 2024.2 TRATAMENTO ENDODÔNTICO Abertura Primeira fase do tratamento onde teremos o acesso ao canal radicular. Para realizar a abertura você irá precisar de: espelho, sonda clínica, sonda reta ou lima #30, broca esférica diamantada (1012-1013), broca tronco-cônica diamantada de ponta inativa (3080- 3082) e broca CA 877 em baixa rotação. Fases da abertura: • Ponto de eleição: onde iremos iniciar a abertura do dente. Cada grupo dentário apresenta um ponto específico para iniciar a abertura: Dente Ponto de eleição Incisivos e caninos 2mm acima-abaixo do cíngulo Pré-molares superiores, pré- molares inferiores, molares superiores e molares inferiores Centro do sulco central • Direção de trepanação: Direção que iremos utilizar a broca esférica diamantada (1011, 1012) para acessar a câmara pulpar, “cair no vazio”. Cada dente possui uma direção que permite o acesso a câmara pulpar com maior segurança. Para isto devemos sempre levar em conta a inclinação do dente na arcada. Nos dentes anteriores entramos com a broca paralela ao longo eixo do dente, já nos dentes posteriores inclinamos a broca para o canal de maior volume: Dente Direção de Trepanação Incisivos, caninos, pré-molares inferiores Paralelo ao longo eixo do dente Pré-molares e Molares superiores Paralelo ao longo eixo do dente, levemente inclinado para PALATINO Molares inferiores Paralelo ao longo eixo do dente, levemente inclinado para DISTAL Quando acessarmos a câmara pulpar, sentiremos a “sensação de cair no vazio”. Após, iremos utilizar a sonda reta ou uma lima #30 para nos certificarmos que realizamos o acesso. Acesso confirmado, seguiremos para a próxima fase do tratamento. • Forma de contorno: A forma de contorno da abertura irá seguir a forma externa do dente, mas com menores proporções. Nesta fase buscamos remover todo o teto da câmara pulpar. Para tanto, utilizamos a broca tronco-cônica diamantada de ponta inativa (3080-3082). Dente Forma de Contorno Incisivos Triangular com base maior para Incisal Caninos e Pré-molares Oval (sentido VP-VL) Molares inferiores Trapezoidal com base maior para Mesial Molares superiores Triangular com base maior para Vestibular Para nos certificarmos da remoção completa do teto, testamos utilizando a parte angulada da sonda clínica. • Forma de Conveniência: Alguns grupos dentários possuem projeções de dentina que podem atrapalhar durante o tratamento endodôntico. A forma de conveniência consiste em realizar o desgaste dessas áreas afim de facilitar o tratamento. Dente Forma de conveniência Incisivos e caninos Remoção do ombro palatino Pré-molares A remoção do teto é suficiente Molares Remoção do ombro dentinário Para realizar a forma de conveniência utilizamos a broca CA-877 em baixa rotação. Exploração-Esvaziamento Fase do tratamento em que iremos explorar, “sentir” o canal e suas particularidades. Ao mesmo tempo, iniciamos o esvaziamento, removendo a polpa ou os restos pulpares. Para isto, iremos utilizar um instrumento fino de ponta fina, uma lima #15. Como ainda estamos iniciando o tratamento e não definimos nosso comprimento de trabalho, iremos trabalhar essa lima calibrada no CTP (comprimento de trabalho provisório) em movimento de alargamento (1-4 e 1-2 de volta). Para definir esta medida devemos: Com a radiografia inicial em mãos, devemos medir do ápice radiográfico até a incisal- oclusal do dente que será tratado e definir o Comprimento Aparente do Dente (CAD). A partir desta medida definimos nosso CTP (Comprimento de Trabalho Provisório) diminuído 3mm do valor do CAD, ou seja: CTP = CAD -3mm. Diminuímos este valor porque podemos ter distorções radiográficas, e desta forma evitamos ultrapassar o ápice do dente com o instrumento durante a fase de exploração-esvaziamento do canal. Exemplo: CAD = 23mm CTP = 23 -3mm = 20mm Para realizar o esvaziamento, devemos levar em consideração o estado da polpa: - Em biopulpectomia (quando temos uma polpa viva em estado irreversível) podemos realizar a exploração e a esvaziamento de uma vez só, pois não há uma contaminação total da polpa. - Em necropulpectomia (onde a polpa está morta) temos uma grande contaminação deste canal, então o esvaziamento deve ser realizado por terços com objetivo de evitar levar a contaminação da parte mais cervical para a parte mais apical. EM NECROPULPECTOMIA REALIZAMOS O ESVAZIAMENTO POR TERÇOS! Acesso Cervical • Lima M: Calibrar com 2/3 do CAD em movimentos de rotação para a direita. • Broca de Gates: Utilizada apenas na parte reta do canal! Colocar uma lima #35 dentro do canal, sem forçar, e ver o quanto ela entra: - Se entrar 19mm ou mais: canal amplo; não precisa realizar o acesso. - Se entrar 18mm ou menos: realizar o acesso cervical! *Gates 2 – medida que a lima #35 entrou (X) *Gates 3: X-1mm CAD Odontometria O objetivo da odontometria é determinar o Comprimento real do dente (CRD). Para tanto, em nossa disciplina, utilizamos a Técnica de Ingle Modificada. Iremos utilizar uma lima fina, #15 calibrada no CTP. Colocamos esta lima dentro do canal e realizamos uma radiografia. ** Em dentes onde temos raízes-canais que se sobrepõem (como nos pré-molares superiores, molares inferiores e superiores), devemos utilizar a Técnica de Clark afim de dissociar as raízes e canais e poder medi-los separadamente. Bramante e Berbet, 1991. Esta técnica consiste em alterar o ângulo horizontal do raio x, fazendo com que os canais- raízes se dissociem na radiografia. Técnica de Clark Tudo que está por lingual-palatino aparece na radiografia do mesmo lado em que estava posicionado o canhão de RX. Para termos uma boa visualização, devemos utilizar as seguintes angulações: Dente Angulação Pré-molares superiores Mesiorradial Molares Superiores Ortorradial – 3 canais Distorradial - 4 canais Molares inferiores Distorradial Após revelada a radiografia, iremos medir da ponta do instrumento até o ápice radicular. Poderemos obter 3 situações: • A lima coincidir com o ápice radiográfico, ou seja o CRD = CTP. • A lima não chegar no ápice, ficar aquém - neste caso iremos somar essa distância com o CTP, ou seja: CRD = CTP + X • A lima pode ultrapassar o ápice – neste caso iremos diminuir o quanto a lima ultrapassou do valor do CTP, ou seja: CRD = CTP - X Lima ultrapassando o ápice: medir o quanto passou, recuar a lima (CTP-X), refazer o RX Lima coincidindo com o ápice: CTP=CRD X Lima aquém do ápice: medir o quanto faltou e determinar o CRD (CRD= CTP + X) ** **888 ** X A partir da determinação do CRD, iremos determinar o nosso Comprimento de Trabalho (CT): A instrumentação do canal deve ser limitada ao canal dentinário, até o limite CDC, que na maioria dos dentes está localizado há mais ou menos 1mm do ápice radiográfico. Por isso: CT = CRD -1mm Preparo químico-mecânico (PQM) PREPARO MANUAL O preparo do canal consiste em duas partes: uma MECÂNICA que é realizado com os instrumentos endodônticos (limas) e uma parte QUÍMICA que se dá pelo uso e a ação de uma substância química (irrigante). **Na nossa instituição preconizamos o uso do HIPOCLORITO DE SÓDIO 2,5%. A irrigação deve ser realizada SEMPRE, em todas as etapas do tratamento endodôntico, mas principalmente entre as trocas dos instrumentos. O PQM é composto por 3 etapas: Escalonamento Progressivo/Ampliação Reversa, Confecção do STOP e Escalonamento Regressivo. • Escalonamento Progressivo/Ampliação Reversa O objetivo do Escalonamento Progressivo é descobrir o DiâmetroAnatômico (DA) do dente. Para isto devemos: - Calibrar todas as limas de 1 e 2 série no CT; - Iniciar com as limas de MAIOR calibre para as de MENOR calibre: colocar a lima sem forçar no canal, até onde for, instrumentar um pouco. Pegar a lima imediatamente de menor calibre e fazer o mesmo. - Movimento de alargamento; - Entre cada instrumento irrigar e aspirar e realizar a patência com a lima #15 no CRD; - A primeira lima que chegar no CT, será chamada de DA. Exemplo: CT = 20mm #80 (até onde chegar, com movimento de alargamento) Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #70 (vai entrar um pouco mais que a #80, movimento de alargamento) Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #60 (vai entrar um pouco mais que a #70, movimento de alargamento) Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #55 (vai entrar um pouco mais que a #60, movimento de alargamento) Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #50 (vai entrar um pouco mais que a #55, movimento de alargamento) Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #45---- chegou em 20mm (CT) = DA ** Lembrar de calibrar a agulha de irrigação em CT-3mm!!! • Confecção do STOP – Diâmetro Cirúrgico (DC) O STOP apical ou DC tem como objetivo formar um anteparo para a obturação. - Para realizar o STOP devemos aumentar o preparo apical em mais 2 ou 3 instrumentos a partir do DA. - Estes instrumentos DEVEM ENTRAR NO CT. - Entre cada instrumento devemos irrigar e aspirar e realizar a patência com a lima #15 no CRD; - Movimento de alargamento. Exemplo: DA = #45 e CT = 20mm #45 no CT Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #50 no CT Irrigar e aspirar , patência com #15 em 21mm (CRD) #55 no CT = DC • Escalonamento Regressivo O objetivo desta etapa é dar conicidade para o canal. - Movimentos de LIMAGEM; - A partir da lima do DC iremos AUMENTAR o calibre dos instrumentos e RECUAR 1mm. ***Realizar este procedimento com pelo menos mais 3 instrumentos. - Entre cada instrumento, irrigar e aspirar e fazer a RECAPTULAÇÃO com a lima do DC. A lima do DC pode ser chamada de INTRUMENTO MEMÓRIA. Exemplo: DC = 55 e CT = 20mm #60 em 19mm (CT -1mm) Irrigar e aspirar, recapitulação com lima #55 em 20mm (CT) #70 em 18mm (CT-2mm) Irrigar e aspirar, recapitulação com lima #55 em 20mm (CT) #80 em 17mm (CT-3mm) Irrigar e aspirar, recapitulação com lima #55 em 20mm (CT) PREPARO MECANIZADO Utilize, na sequência, os instrumentos X1 (cor amarela), X2 (cor vermelha) e X3 (cor azul), no comprimento de trabalho. Irrigar abundantemente entre um instrumento e outro e mantém patência com lima 15 no CRD. Irrigação Final Antes de realizar os passos para a obturação do canal, é importante realizar uma boa lavagem-limpeza. Para isto realizamos a Irrigação final. Para esta etapa iremos utilizar, além do hipoclorito de sódio 2,5%, o EDTA 17%. - O Hipoclorito age na matéria ORGÂNICA do canal - O EDTA irá agir na matéria INORGÂNICA, removendo raspas de dentina (smear layer) que se acumulam durante o preparo do canal radicular. Para uma melhor limpeza, realizamos a agitação da solução irrigadora. Para isto utilizamos a EASY CLEAN em baixa rotação, calibrada no CT – 3mm. Protocolo de irrigação final: - Hipoclorito de Sódio 2,5%: 3 ciclos de 20 segundos de agitação - EDTA 17%: 3 ciclos de 20 segundos de agitação - 5ml de Hipoclorito de Sódio 2,5% sem agitar Este protocolo deve ser realizado em CADA CANAL. Entre cada ciclo de agitação, a solução deve ser renovada. Obturação A obturação consiste no preenchimento do canal para um correto selamento do mesmo, evitando recontaminação. Após a irrigação final, devemos aspirar o conduto com uma capilary tip e terminar a secagem com cones de papel absorvente de mesmo calibre do DC. Seleção do cone: o cone principal deve ser do mesmo tamanho do DC. Após selecionado, este deve ser desinfectado utilizando a placa de petri em PVPI e depois 2 vezes em álcool, e seco em gaze estéril. • Provas do Cone Antes de realizar a obturação, realizamos a prova do cone, que consiste em 3 etapas: Visual, Tátil e Radiográfica. - Visual: Iremos pegar o cone principal, calibrar no CT e ver se ele entra na medida marcada. ** Se o cone não entrar no CT: verificar se o instrumento de memória (DC) está entrando no CT: se o instrumento entrar “justo” o cone não vai descer! ***Se o instrumento não estiver entrando no CT: pode ter acúmulo de raspas de dentina (irrigação e recapitulação), ou o problema pode ser o cone. Verificar o calibre do cone (régua calibradora). - Tátil: O cone deve “travar”, “encaixar” na parte apical do canal. **Se o cone não travar: pode ter realizado uma instrumentação excessiva do terço apical (testar com as limas qual trava), ou o cone pode não ter o calibre correto (usar régua calibradora). - Radiográfica: Realizar uma radiografia com o cone em posição. O cone deve estar a 1mm do ápice. **Se o cone estiver mais que 1mm aquém do ápice, no ápice ou ultrapassando o ápice: houve um erro na odontometria e determinação do CT - determinar um novo CT, realizar novo PQM e nova prova do cone. ***Em casos em que o cone está além do ápice, avaliar a necessidade de um tampão apical (arrombamento de forame). • Preparo do cimento endodôntico O cimento que utilizamos na disciplina é o óxido de zinco e eugenol. Para realizar o preparo do cimento devemos dispensar o pó e o líquido em uma placa de vidro despolida. Com uma espátula 24 devemos espatular vigorosamente na placa até o cimento obter o ponto de “fio de bala”. PVPI ALCOOL ALCOOL • Técnicas de obturação A obturação tem como objetivo o correto selamento do canal, com o objetivo de evitar recontaminações. Em nossa disciplina preconizamos o uso de 2 técnicas de obturação: - Condensação Lateral - Híbrida de Tagger • Técnica de Condensação Lateral Consiste na condensação a frio de cones dentro do canal, para realizar o correto preenchimento. - Realizar a desinfecção dos cones acessórios; - Selecionar o espaçador digital C (azul) e calibrar em CT – 1mm; - Passar o cone principal no cimento endodôntico e levar no canal; - Realizar o “bombeamento” para remoção de bolhas de ar; - Colocar o espaçador para abrir espaço, remove-lo e colocar o cone acessório no local; - Repetir este procedimento até não caber mais cones acessórios dentro do canal; - Fazer a radiografia de prova de obturação, para avaliar se o canal está bem preenchido; - Aquecer o calcador de Paiva (tamanho compatível com a entrada do canal), e realizar o corte do excesso dos cones; - Realizar a condensação vertical a frio da massa obturadora; - Realizar a limpeza da cavidade com bolinha de algodão e álcool; - Selamento provisório com Cimento de Ionômero de Vidro (CIV); - Radiografia final. • Técnica Híbrida de Tagger Nesta técnica temos a união da técnica de condensação lateral com a termoplastificação da guta percha. - Realizar a desinfecção dos cones acessórios; - Selecionar o espaçador digital C (azul) e calibrar em CT – 1mm; - Passar o cone principal no cimento endodôntico e levar no canal; - Realizar o “bombeamento” para remoção de bolhas de ar; - Colocar o espaçador para abrir espaço, remove-lo e colocar o cone acessório no local; - Iremos realizar a condensação lateral dos 4mm finais do canal, então iremos utilizar de 2 a 3 cones acessórios; - Selecionar o compactador de McSpaddem: 2 diâmetros maiores que o DC; - Calibrar em CT-4mm; - Usar em baixa rotação no sentido horário; - Entrar e sair com o compactador acionado, para plastificar a guta percha; - Sair com o compactador raspando em uma das paredes do canal;- Fazer a radiografia de prova de obturação, para avaliar se o canal está bem preenchido; - Aquecer o calcador de Paiva (tamanho compatível com a entrada do canal), e realizar o corte do excesso dos cones; - Realizar a condensação vertical a frio da massa obturadora; - Realizar a limpeza da cavidade com bolinha de algodão e álcool; - Selamento provisório com Cimento de Ionômero de Vidro (CIV); - Remoção do Isolamento; - Radiografia final. Em dentes anteriores: corte dos cones 2mm abaixo da Cervical Em dentes posteriores: corte dos cones na entrada dos canais Medicação Intracanal Nem sempre conseguimos realizar todo o tratamento em uma única sessão ou alguns casos, como dentes com lesões, precisamos aumentar o potencial de limpeza e desinfecção, por isto devemos colocar uma medicação intracanal como curativo entre sessões. Dependendo da etapa do tratamento que paramos e da condição da polpa (bio ou necro), devemos utilizar uma medicação específica: ** Sempre que formos colocar o Hidróxido de Cálcio como medicação intracanal, devemos realizar o protocolo de IRRIGAÇÃO FINAL e SECAR O CANAL previamente a medicação O selamento provisório deve ser realizado com coltosol + CIV Fase do tratamento Biopulpectomia Necropulpectomia Após Abertura Otosporin: Bolinha embebida PMCC: Bolinha de algodão, remover excesso em gaze (só o “cheirinho”) Após esvaziamento ou odontometria Otosporin: preencher o canal com medicação – Seringa calibrada em CT-3mm PMCC: Bolinha de algodão remover excesso em gaze (só o “cheirinho”) Após o PQM Hidróxido de Cálcio: Ultracal – agulha navy tip calibrada em CT – 3mm, preecher todo o canal Hidróxido de Cálcio: Ultracal – agulha navy tip calibrada em CT – 3mm, preecher todo o canal GLOSSÁRIO Comprimento real do dente (CRD) – comprimento que o dente apresenta do ponto de eleição até a saída do forame apical Comprimento aparente do dente (CAD) - comprimento medido na radiografia inicial Comprimento provisório de trabalho (CPT) - comprimento que a lima será introduzida, durante a exploração e para fazer e odontometria. Será igual a CAD - 3mm Comprimento de trabalho (CT) – medida 1,0 mm menor que o comprimento do canal. Será o comprimento que faremos o preparo do canal radicular. Exploração do canal – primeira introdução de uma lima em toda a extensão do canal, geralmente feita com lima fina com a ponta encurvada. Cateterismo – movimento oscilatório com pressão apical para introduzir a lima durante a exploração do canal. Diâmetro anatômico (DA) - É o diâmetro que o dente terá no comprimento de trabalho antes de iniciar o preparo do canal radicular. Diâmetro cirúrgico (DC) - É o diâmetro que será produzido pela instrumentação no comprimento de trabalho. Corresponde ao último instrumento trabalhado no CT. Este instrumento será denominado de instrumento memória. Patência – com a finalidade de manter o canal desobstruído e ajudar a irrigação, introduz-se uma lima fina até o forame (CRD) ou um pouco além, agitando-a de maneira a suspender detritos. É realizada com uma lima fina (#10 ou #15) e é fundamental que o canal esteja cheio de líquido irrigador.