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CONECTORES MAIORES E MENORES 
 
 
Resumo elaborado por Daniela Haubman Pereira em 18 de março de 2023 para disciplina de UPD II. 
Utilizando como referência: áudio e slides da aula ministrada pelo Profª. Guilherme Camacho em 13 
de março de 2023. Juntamente com o livro Mccracken 13º Ed., 2021, Cap. 5. Todos os parágrafos 
sinalizados com ⁂ serão conteúdos adicionais não citados/aprofundados pelo professor, sem objetivo 
de passar na prova, mas de aprender. 
 
 
 
Partes componentes da PPR 
 
1. Conexão maior 
2. Conexões menores 
3. Apoios 
4. Retentores diretos 
5. Componentes estabilizadores ou oposição 
6. Retentores indiretos 
7. Grade metálica (conector menor) que 
receberá a base acrílica de suporte aos dentes 
 
 
 
 
 
 
Conectores Maiores 
 
Tem como função unir os componentes 
localizados de um lado do arco com a porção 
localizada no lado oposto. É a parte a qual direta 
ou indiretamente estão ligadas as outras partes. 
 Permite a distribuição da força aplicada 
através do arco dentário para os dentes 
selecionados e tecidos (área chapeável) e a 
minimização do torque em dentes isolados 
 Distribui as forças pela arcada e atua 
reduzindo as cargas em todas as partes 
2 
 
enquanto controla o movimento da prótese 
de forma eficiente 
 Contribui para evitar o deslocamento 
provocado por tensões funcionais 
 Promove estabilidade cruzada do arco 
A fundação/alicerce da prótese é o conector 
maior e ele deve ser rígido para que possa 
distribuir efetivamente as forças por todo o arco 
e atuar reduzindo a carga em áreas isoladas, 
enquanto controla o movimento da prótese de 
maneira eficaz. ⁂ 
Um conector maior rígido limita as possibilidades 
de movimento, atuando como um limitador do 
movimento de alavanca. Este fenômento é 
chamado de estabilidade cruzada. ⁂ 
Se o conector maior fosse flexível, a ineficácia dos 
componentes comprometeria as estruturas orais 
e prejudicaria o conforto do paciente. A falha do 
conector maior em promover a rigidez desejada 
pode se manifestar como traumas ao periodonto 
de sustentação dos pilares, injúria ao rebordo 
remanescente ou em impactos sobre os tecidos 
subjacentes. ⁂ 
 
 
Cuidados na localização e desenho 
Todo conector maior deve ser construído levando 
em consideração: 
 Estar livre de tecidos móveis 
 Deve ser evitado choque com os tecidos 
gengivais 
 Devem ser evitadas proeminências ósseas e 
de tecido mole durante a inserção e remoção 
da prótese 
 Deve existir alivío entre ele e a a superfície 
chapeável em locais de possível interferência, 
como um tórus inoperável ou uma junção 
palatina mediana elevada, ou cruzamento 
com gengiva marginal. 
 Deve estar situado ou aliviado de maneira a 
evitar choques com os tecidos que ocorrem 
devido à rotação funcional das selas em 
extermidades livres da prótese durante a 
função. 
 
Características 
Rigidez 
É necessário rigidez para que os eforços possam 
ser distribuídos por toda a área de sustentação, 
resistindo ao torque durante a mastigação, 
evitando assim que sejam transmitidos aos 
dentes suporte. 
Possibilita desta forma a eficiência dos demais 
elementos da PPR. 
Evita desconforto e possíveis traumas às 
estruturas adjacentes. 
 
Posição favorável 
Aos tecidos móveis e deve impedir traumatismos 
aos tecidos gengivais 
Áreas proeminentes como osso e outros tecidos 
devem ser evitados durante inserção/remoção da 
PPR. Todos os tecidos retentivos devem ser 
avaliados durante o planejamento para que não 
se tornem um empecilho. 
 
Alívio 
Impedindo que se apoio em áreas consistentes 
(tórus inoperável, linha mediana palatina elevada) 
evitando-se traumatismos. Evitar desgastes 
posteriores na armação. 
 
Distância gengival 
As margens dos conectores maiores adjacentes 
ao tecido gengival devem estar localizadas longe 
o bastante do tecido de modo que impeçam 
qualquer possível esmagamento. Para cumprir 
essa regra, é recomendado que a borda superior 
de um conector maior esteja localizado no 
mínimo 4 mm abaixo da margem gengival. ⁂ 
3 
 
 
 Mandíbula: 4 mm ou mais da gengiva marginal 
 Maxila: 6 mm 
No arco superior, como nenhum tecido com 
movimento está presente no palato, as margens 
dos conectores maiores podem ser colocadas 
mais distantes do tecido gengival. O tecido 
gengival precisa ter um suporte sasnguíneo 
superficial irrestrito para manter-se saudável. 
Para que se cumpra isso, é recomendado que as 
margens do conector do palato fiquem 
localizadas pelo menos 6 mm distantes das 
margens gengivais e paralelas a sua linha de 
curvatura. Porém, a regra segue a mesma e o 
mínimo para as duas arcadas continua sendo 4 
mm abaixo da margem gengival. ⁂ 
 
Os conectores menores que precisem cruzar o 
tecido gengival, devem fazê-lo abruptamente, 
unindo-se ao conector maior formando um 
ângulo próximo de 90º graus. ⁂ 
O fator limitante no arco inferior é a altura de 
inserção dos tecidos móveis do assoalho da boca⁂ 
 
Conforto 
São características dos conectores maiores que 
contribuem para a saúde e o bem-estar: 
 Não deve ser excessivamente volumoso, 
evitar desconforto ou irritação à língua, aos 
seus movimentos e à fonação 
 Construídos em liga compatível com os 
tecidos orais 
 Serem rígidos e fornecem estabilidade 
cruzada no arco (princípio da ampla 
distribuição de forças/tensões) 
 Respeito possível ao contorno natural da 
superfície lingual do rebordo alveolar inferior 
ou da abóbada palatina 
 Não traumatizar os tecidos orais durante 
inserção e remoção da prótese ou quando ela 
estiver rotacionando durante a função 
 Recobrimento mínimo de tecidos, somente o 
necessário 
 Não promover retenção ou aprisionamento 
de restos alimentares 
 Promover suporte para os outros elementos 
da armação para minimizar as tendências de 
rotação durante a função 
 Auxiliar o suporte da prótese 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Conexões Maiores Mandibulares 
 
Há seis tipos de conectores maiores para o arco 
inferior: 
 Barra Lingual 
 Placa lingual 
 Barra lingual com grampo contínuo de 
Kennedy (barra contínua) 
 Grampo contínuo de Kennedy (barra 
contínua) 
 Barra vestibular) 
Dentre eles, as mais usadas são a barra lingual e a 
placa lingual. 
 
 
 
 
 
 
Barra Lingual 
Forma básica de perfil em meia pera com porção 
mais volumosa situada 
adjacente ao assoalho 
bucal, bordas arredondadas 
e intimamente relacionadas 
ao tecido alveolar, sem 
interferir na língua e mais 
longe possível da gengiva 
marginal. 
 
Limite superior: a distância da gengiva marginal 
livre até a barra lingual deve ser de 4 mm 
Limite inferior: a barra lingual é o assoalho da boca 
(deve evitar encontrar os tecidos do assoalho na 
medida que estes movimenta-se durante as 
atividades normais de deglutição, fonação e etc) 
 
 
 A espessura da barra lingual deve ser no 
mínimo de 4 mm 
 Padrão de cera calibre 06 
Geralmente é confeccionado com padrão em cera 
com secção transversal de meia-pera reforçado, 
com seis milímetros de diâmetro. ⁂ 
5 
 
O conector maior tipo barra deve ir se afilando 
gradualmente em direção a margem gengival com 
o seu maior volume na borda inferior, resultando 
em um contorno em meia-pera. ⁂ 
 
Altura do assoalho da boca⁂ 
Podemos verificar a altura do assolho da boca de 
duas formar. 
 
 Moldeira 
Utilizando uma moldeira com a borda lingual 3 
mm aquém do assolaho da boca na posição 
elevada. 
 Sonda milimetrada 
Medir a altura do assolaho com uma sonda 
periodontal milimetrada, em relação às margens 
gengivais dos dentes adjacentes. Quando for 
realizar a medida, a ponta da língua do paciente 
deve tocar ligeiramente a borda do vermelhão do 
lábio superior. Após, transferimos os valores para 
o modelo de gesso, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Placa Lingual 
É indicada quando o freio lingual for alto ou 
quando o não houver o espaçodisponivel para 
uma barra lingual (4 mm de distância da margem 
e 4 mm de espessura = 8 mm). Quando a medida 
da gengiva livre até o assoalho for menor que 8 
mm está recomendada a placa lingual invés da 
barra lingual. 
Também é indicado em rebordos com reabsorção 
excessiva (rebordos achatados) e estabilização de 
dentes periodontalmente comprometido. 
A placa lingual deve ser confeccionada o mais fino 
quanto possível e deve ser contornada de 
maneira a seguir os contornos dos dentes e das 
ameias interproximais. 
A borda superior deve seguir a curvatura natural 
das superfícies acima dos cíngulos dos dentes e 
não deve se situar acima do terço médio da 
suérfície lingual, excerto para cobrir espaços 
interproximais até o ponto de contato. ⁂ 
O formato da borda inferior deve ser o mesmo em 
meia-pera da barra lingual. 
6 
 
Uma placa lingual bem desenhada envolve os 
dentes remanescentes para auxiliar a resistência 
a rotações horizontais. Porém, a placa lingual não 
serve por si só como um retentor, deve ter um 
apoio terminal de cada lado. Caso retentores 
indiretos sejam necessários, ester apoios podem 
servir também como apoios terminais. ⁂ 
 
Desvantagem 
 Faz uma grande cobertura dos tecidos 
 Maior acúmulo de alimentos 
 
 
 
Placa lingual associada ao contínuo de 
Kennedy 
 
É a forma básica da barra lingual com um 
componente adicional em forma de fita que 
contorna a face lingual dos anteriores até o limite 
dos pontos de contato. 
Quando uma placa lingual for o conector maior de 
escolha, mas o alinhamento axial dos dentes 
anteriores for tal que exija um bloqueio excessivo 
dos espaços interproximais, um grampo contínuo 
pode ser indicado. Um grampo contínuo de 
Kennedy situado sobre ou ligeiramente acima dos 
cíngulos dos dentes anteriores pode ser 
adicionado à barra lingual ou pode ser utilizado 
independentemente. 
 
 
 
Conexões Maiores Maxilares 
 
Seis tipos básicos de conectores maxilares 
maiores são considerados: 
 Barra palatina simples 
 Fita ou cinta palatina 
 Cinta combinada anterior e posterior 
 Barra anterior e posterior/barra dupla 
 Placa palatina (cobertura total ou parcial) 
 Barra palatina em forma de “U” 
7 
 
A barra palatina simples e a fita palatina tem a 
mesma indicação. A cinta combinada anterior e 
posterior e a barra dupla tem a mesma indicação 
e são as mais usadas em PPR. 
A placa platina (cobertura total ou parcial) e a 
barra palatina em forma de U (conector maior 
mais fléxivel da maxila) tem indicações próprias. 
 
 
Barra Palatina Simples 
 
 
 Indicação: pequenos espaços protéticos, 
principalmente a nível de região posterior 
 Posição: mais posterior possível 
 Conformação: de meia cana ou canoa 
 Desconforto: quanto mais para anterior 
colocar mais desconfortavél será 
 Flexibilidade: tem uma consideravél 
flexibilidade e não tem rigidez adequada para 
ser usado em grandes espaços protéticos 
Deve cruzar a linha média, igual todo grande 
conector. 
Uma PPR feita com uma barra palatina simples 
frequentemente é muito fina e muito flexível ou 
muito volumosa e desconfortável para lingua do 
paciente. ⁂ 
 
 
 
 
Cinta/Fita Palatina Simples ou Barra 
Palatina Larga 
 
Uma prótese bilateral, dentossuportada, com 
extensão curta pode ser unida com eficiência por 
uma cinta simples e amapla, principalmente 
quando as áreas desdentadas estão localizadas 
posteriormente. 
 
Indicação: pequenos espaços protéticos, 
principalmente a nível de região posterior (pode 
ir até pré-molar). 
Confortável: Mais confortável, pois copia a 
anatomia do palato. É possível ter a rigidez 
adequada, sem interferir na língua e sem volume 
excessivo e incômodo.~ 
A única desvantagem em relação a barra palatina 
simples é que recobre mais tecido. Porém, no 
geral ela é melhor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
Barra Palatina em “U” 
Tanto do ponto de vista do paciente como do 
ponto de vista mecânico, o conector palatino em 
“U” é o menos desejável dos conectores maiores 
para a maxila. 
Indicação: em caso de tórus palatino inoperável 
 
 
 Uso condenável 
 Possui elevada flexibilidade 
A falta de rigidez pode possibilitar flexão lateral 
sob ação das forças oclusais, o que pode resultar 
em torque ou forças laterais diretas nos dentes 
pilares. 
 Desconforto 
O desenho do conector falha em fornecer boas 
características de suporte e pode possibilitar 
trauma aos tecidos subjacentes quando 
submetidos a cargas oclusais. 
 Tem ação sobre o rebordo, acelerando a 
reabsorção óssea 
 
 
 
Barra Anterior e Posterior 
 
Pode ser usada em quase todos os desenhos de 
PPR superior. 
Os conectores palatinos posteriores devem ser 
posicionados o mais posteriormente possível para 
evitar interferência com a língua, mas anteriores 
à linha de junção entre os palatos duro e mole. ⁂ 
 
 
 É o mais rígido dos conectores maiores 
palatinos 
 Conformação anterior: fita estreita e 
achatada, entre cristas 
 Conformação posterior: seção meio oval, mais 
posterior possível 
Podemos chamar de barra dupla esas barras 
anteriores e posteriores. 
 Deve ter pelo menos 8 mm de largura 
 Movimentos de flexão são praticamente 
inexistentes 
9 
 
Componentes anteriores e posteriores estão 
unidos por conectores longitudinais formando 
uma estrutura quadrada/retangular. Cada 
componente protege os demais e evita de 
possíveis flexões e torques. 
 
 
Placa Palatina 
Designa qualquer tipo de cobertura palatina, larga 
ou contoronada, utilizada como uma conexão 
maior palatina. 
Limites: rugosidades e palatos. Deve ser 
estendida até o limite do palato duro e mole. Caso 
não atinja esse local será uma fita palatina larga e 
não uma placa palatina. 
Tipos: cobertura parcial ou total 
Utilizamos a cobertura total quando quisermos 
fazer contenção dos dentes antero-superiores 
por possuirem perda de inserção, mobilidade ou 
prognóstico dúvidoso. 
 
 
 
 A largura é variável 
 Inteiriça 
 
Ela pode ser confeccionada mista: 
 Conexão anterior metálica mais base acrílica 
posterior 
 Somente metálica 
 
A região do palato é tecido adiposo e a mudança 
de peso do paciente pode influenciar na 
desadaptação. 
 
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Vantagens 
 Permite a confecção de uma placa fina, que 
reproduz os contornos anatômicos do palato 
(menor volume e condutibilidade têrmica) 
 As irregularidades da superfície são 
intencionais necessitando apenas o polimento 
eletrolítico 
 A réplica anatômica adiciona rigidez à peça, 
assim, uma peça mais fina e com rigidez 
adequada pode ser confeccionada 
 A tensão superifice entre o metal e os tecidos 
subjacentes proporciona maior retenção para 
a prótese

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