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1ª Atividade Remota 
 
O doping esportivo é a utilização, por um atleta, de substâncias não naturais ao 
corpo para melhorar seu desempenho de forma artificial. Atualmente, durante 
competições esportivas internacionais, os jornais publicam escândalos envolvendo 
técnicos e atletas pegos no exame antidoping. A notícia mais recente desse tipo foi no 
Mundial de Atletismo da Alemanha, no início de agosto, envolvendo esportistas brasileiros. 
O uso ilícito de substâncias - medicamentos e hormônios - como artifício para 
ganhar competições esportivas é muito antigo. Já nos Jogos Olímpicos da Grécia, cerca 
de três séculos antes de Cristo, havia uma regulamentação para evitar que os 
competidores tivessem o baço arrancado. Acreditava-se que com o esforço físico dos 
maratonistas, este órgão poderia endurecer e prejudicar o resultado. 
Ao longo dos anos, esse tipo de artimanha tem se sofisticado. Ao mesmo tempo 
em que as substâncias e os fármacos são aprimorados para passarem despercebidos nos 
exames de urina e de sangue feitos nos atletas, os próprios métodos de detecção também 
se sofisticam. 
Assim, é difícil haver dúvida nos resultados, conforme explica Jair Rodrigues Garcia 
Junior, professor do curso de Educação Física da Universidade do Oeste Paulista (Uno 
este), ainda que algumas substâncias sejam parecidas com as produzidas pelo corpo 
humano. "As mulheres, por exemplo, também produzem hormônios masculinos, porém, 
em pequenas quantidades. Quando elas usam esteroides para aumentar a força 
muscular, os exames detectam a quantidade de hormônio artificial no corpo, porque a 
excreção na urina é diferente da natural", afirma o professor. 
O que complica para determinar se um atleta usou ou não doping, é que muitos 
trocam a urina a ser examinada por a de outra pessoa, sem resquícios dos medicamentos 
ou drogas. Por isso, os comitês esportivos internacionais agora também pedem DNA da 
urina, quando necessário. 
Para o doping não deixar traços, muitos atletas deixam de usar as drogas no 
período de competição, mas já foram "beneficiados" por seus efeitos. "Agora alguns 
campeonatos começam a realizar os testes ainda no período de treinamento para evitar 
isso", diz o professor Jair. 
Como o doping é mais comum em competições importantes, geralmente 
internacionais, os envolvidos são esportistas de muita experiência. "Dificilmente um atleta 
Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Leandro Pinheiro 
Disciplina: Educação Física 
Professora: Bianca Soeiro 
Aluno(a) 
8º Ano Turma: Turno: 
Data: 
desse nível profissional não sabe que as substâncias são ilícitas, especialmente porque a 
maioria delas é injetável e é preciso a concordância dele para a aplicação. Por isso, não 
se pode culpar somente os treinadores", afirma. 
A dificuldade em combater o doping se dá também porque praticamente todas as 
substâncias utilizadas são de uso médico, vendidas com receitas controladas. "Um 
paciente com câncer, por exemplo, usa hormônios para recuperar a força muscular", 
explica Jair. Isso significa que por trás do doping, há sempre alguém que está 
descumprindo a lei e vendendo esses medicamentos sem o controle médico devido. 
É importante fazer uma reflexão em relação a algumas práticas presentes no 
mundo esportivo, no qual atletas na busca pela superação de recordes e pela constituição 
de um corpo atlético ideal com desempenhos extraordinários. Para atingir esses objetivos 
alguns atletas utilizam medicamentos que podem desencadear uma série de prejuízos na 
sua saúde e, pode abreviar sua carreira esportiva. É também interessante refletir se essa 
prática é correta, pensando no que ela significa para o atleta e para à sociedade/mundo 
esportivo. 
O Comitê Olímpico Internacional criou uma lista com cinco categorias de 
substâncias proibidas: anabolizantes, diuréticos, hormônios, analgésicos narcóticos 
e estimulantes. Todas elas melhoram o desempenho do atleta, mas têm efeitos colaterais 
prejudiciais à saúde. Essa lista é constantemente atualizada para incluir drogas novas. 
Os atletas que fazem uso dessas substâncias são punidos pelos órgãos 
desportivos, assim como seus médicos e treinadores. Muitos atletas famosos foram 
suspensos da prática esportiva em competições e perderam títulos e medalhas 
conquistados. 
No Brasil, já ocorreram casos de doping 
no futebol, vôlei, natação, atletismo e judô, entre outros. 
Um dos casos mais famosos de doping da história esportiva foi o do velocista 
canadense, nascido na Jamaica, Ben Johnson, que quebrou o recorde mundial dos 100 
metros rasos duas vezes e foi considerado o homem mais veloz do mundo na década de 
1980. Em 1988, nas Olimpíadas de Seul, Johnson perdeu a medalha de ouro após ser 
flagrado no exame antidoping pelo uso de uma substância chamada anabolizante. 
 
Atividade de Fixação 
1- O que é doping de acordo com seu entendimento? 
 
 
2- Quais os efeitos ou resultados o atleta busca obter com o doping? 
 
 
3- Por que o doping é uma prática proibida, ilícita? 
 
 
4- Vale a pena o doping nos esportes? Por quê? 
 
 
5- O que complica para saber se um atleta usou ou não um doping? 
 
 
6- Como os atletas agem para não deixar traços de doping? 
 
 
 
https://escola.britannica.com.br/artigo/futebol/482528
https://escola.britannica.com.br/artigo/v%C3%B4lei/482819
https://escola.britannica.com.br/artigo/nata%C3%A7%C3%A3o/482615
https://escola.britannica.com.br/artigo/atletismo/482699
https://escola.britannica.com.br/artigo/jud%C3%B4/483327
https://escola.britannica.com.br/artigo/Jamaica/481605
https://escola.britannica.com.br/artigo/Jogos-Ol%C3%ADmpicos/482102

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