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A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA PÉLVICA NA TERCEIRA IDADE Geórgia Vital dos Santos Rocha1 Ana Carolina Almeida Frigerio2 Débora dos Santos Figueiredo3 Iarleis Henrique Ferreira4 Raiani Santos Silva5 Márcia Simões dos Santos6 INTRODUÇÃO: O aumento da expectativa de vida da população idosa é uma realidade atual no Brasil, contudo, junto a isso nota-se também o crescimento das chamadas síndromes geriátricas, que são condições que tende a manifestar - se mais frequentemente com o avançar da idade, dentre elas, podemos citar a disfunção erétil, falta de libido, incontinência fecal e incontinência urinária, condição associada a diversas causas, que pode repercutir na independência, mobilidade e qualidade de vida dos idosos (KESSLER, et al., 2018). O conhecimento dos fatores associados à diminuição da força e capacidade de controle dos músculos do assoalho pélvico é essencial para o melhor entendimento desse problema, principalmente pelo fato de a incontinência urinária ser comumente relatada pela falta de esclarecimentos sobre a existência de tratamento e por ser encarada como parte do processo natural do envelhecimento (CARLSON, et al., 2015). OBJETIVO: Avaliar os benefícios da abordagem fisioterapêutica voltada para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico em idosos. Informar sobre as possíveis complicações da incontinência urinária para proporcionar conhecimento 2 1 ¹Docente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:georgia.rocha@estacio.br ²Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:anacarolinafrigerio17@gmail.com ³Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:debora.figueiredo@aluno.edu.es.gov.br ⁴Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:iarleys@gmail.com ⁵Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:raianisantoss1@gmail.com ⁶Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:marciasimoes.contato@gmail.com mailto:georgia.rocha@estacio.br mailto:anacarolinafrigerio17@gmail.com mailto:debora.figueiredo@aluno.edu.es.gov.br mailto:iarleys@gmail.com mailto:raianisantoss1@gmail.com mailto:marciasimoes.contato@gmail.com sobre o bom funcionamento destes músculos, sobretudo na terceira idade, para que assim possam ter uma boa qualidade de vida. REFERENCIAL TEÓRICO: Segundo a Sociedade Internacional de Continência (ICS), a incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina, pode variar desde um escape ocasional até a incapacidade total para segurar qualquer quantidade de urina, trata-se de um dos mais comuns problemas de saúde pública com alta prevalência diante do envelhecimento (ABRAMS. et al., 2010). Embora não seja uma condição potencialmente letal, a incontinência urinária pode levar ao isolamento social devido ao constrangimento, redução da auto-estima, ansiedade, depressão, aumento de risco de quedas e fraturas, oferecendo grandes prejuízos à qualidade de vida (HONÓRIO, et al., 2009). Uma revisão realizada por Pereira, Escobar e Driusso em 2012(colocar o ano), demonstra que, apesar das alterações no envelhecimento que levam a incontinência urinária, elas podem ser parcialmente contornadas por meio do tratamento fisioterapêutico, promovendo então a melhora dos sintomas miccionais (PEREIRA, et al., 2012). METODOLOGIA: Para captar o conhecimento que os idosos têm em relação a esse tipo de tratamento, elaboramos um questionário (Google Forms) com quinze perguntas, assim o estudo nos trouxe a qual realidade o público da terceira idade está inserido. Buscando uma forma eficaz para obter as respostas, decidimos ir em feiras livres dentro da Grande Vitória e grupos de encontros, desta forma abordamos as pessoas que fazem parte dos grupos da terceira idade e ao mesmo tempo entregamos um panfleto com algumas informações sobre a importância da Fisioterapia Pélvica. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A amostra da pesquisa contou com 52 idosos, dos quais 34 eram mulheres (65,4%), e 18 homens (34,6%). A idade predominante para ambos os gêneros foi de 60 a 70 anos. Dos entrevistados, 67,3% ou seja 35 idosos, já tiveram perda involuntária de urina. Verificou-se que as idosas costumam ser as mais afetadas, isso advém de efeitos da gestação, do parto e de alterações hormonais. Outro ponto a ser destacado, são as alterações de mobilidade ou uso de auxílio (ex. bengalas) dificultam o acesso desses idosos ao banheiro e, dessa forma predispor à perda involuntária de urina. CONCLUSÃO: A importância deste tema não se dá somente pela alta ocorrência de incontinência urinária entre a população idosa, mas também devido às consequências nos aspectos físicos, psicológicos e sociais (MARKLAND. et al., 2011). Apesar de toda tecnologia e vida ativa a qual o público da terceira idade está inserido, percebemos, que a Fisioterapia Pélvica tem pouca divulgação, e que poucos idosos buscam ajuda ou recorrem a esta alternativa para tratar as alterações ou distúrbios relacionados aos músculos do assoalho pélvico. Palavras chaves: Incontinência urinária; fisioterapia pélvica; Idosos. REFERÊNCIAS: ° Abrams P, Andersson KE, Birder L, Brubaker L, Chapp 2010;29(1):213-40.https://www.scielo.br/j/rbfis/a/m6hcBtMgSYnX8mkpQYtCjjF/?lang =pt ° Carlson C, et al. Geriatric syndromes 2015 Linha Guia da Saúde do Idoso 2018 - 12.09.2018 (saude.pr.gov.br) °HonórioMo,2009.https://www.scielo.br/j/reben/a/cJJ5GzMRSCtSfbnnhqnYZhq/?form at=pdf&lang=pt ° Kessler M. et al. Prevalência de incontinência urinária em idosos 2018 https://doi.org/10.1590/1981-22562018021.180015 ° Pereira Vs,. SciELO - Brasil - Abordagem fisioterapêutica da incontinência urinária em idosos na atenção primária em saúde Abordagem fisioterapêutica da incontinência urinária em idosos na atenção primária em saúde ¹Docente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:georgia.rocha@estacio.br ²Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:anacarolinafrigerio17@gmail.com ³Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:debora.figueiredo@aluno.edu.es.gov.br ⁴Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:iarleys@gmail.com ⁵Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:raianisantoss1@gmail.com ⁶Discente do curso de Fisioterapia da FESV. E-mail:marciasimoes.contato@gmail.com https://www.scielo.br/j/rbfis/a/m6hcBtMgSYnX8mkpQYtCjjF/?lang=pt https://www.scielo.br/j/rbfis/a/m6hcBtMgSYnX8mkpQYtCjjF/?lang=pt https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/linhaguiasaudeidoso_2018_atualiz.pdf https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/linhaguiasaudeidoso_2018_atualiz.pdf https://www.scielo.br/j/reben/a/cJJ5GzMRSCtSfbnnhqnYZhq/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/reben/a/cJJ5GzMRSCtSfbnnhqnYZhq/?format=pdf&lang=pt https://doi.org/10.1590/1981-22562018021.180015 https://www.scielo.br/j/fp/a/5yLyrcHYzZVTDBHt6MvVSHj/# https://www.scielo.br/j/fp/a/5yLyrcHYzZVTDBHt6MvVSHj/# https://www.scielo.br/j/fp/a/5yLyrcHYzZVTDBHt6MvVSHj/# mailto:georgia.rocha@estacio.br mailto:anacarolinafrigerio17@gmail.com mailto:debora.figueiredo@aluno.edu.es.gov.br mailto:iarleys@gmail.com mailto:raianisantoss1@gmail.com mailto:marciasimoes.contato@gmail.com