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ÉTICA E BIOÉTICA EM SAÚDE ÉTICA E BIOÉTICA EM SAÚDE AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ÉTICA E BIOÉTICA ÉTICA Conjunto de princípios e normas que orientam a conduta humana, especialmente na medicina, para garantir respeito à dignidade, ao bem-estar e aos direitos do paciente. BIOÉTICA Aplicação da ética no contexto da saúde e biotecnologia, tratando dilemas morais e decisões difíceis geradas pelo avanço científico e médico. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA BIOÉTICA ● Autonomia: direito do paciente tomar decisões informadas sobre seu tratamento. ● Beneficência: ação médica em prol do bem-estar do paciente. ● Não maleficência: princípio de evitar causar danos ao paciente. ● Justiça: garantir igualdade no acesso ao tratamento e nos cuidados médicos. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) Documento legal que formaliza a decisão consciente do paciente sobre um tratamento. ● Deve incluir: identificação, descrição do procedimento, riscos, benefícios, alternativas e direito de recusa. ● Exceções: emergências ou incapacidade do paciente sem representante legal. SIGILO MÉDICO Obrigação ética de manter a confidencialidade das informações do paciente. ● Pode ser quebrado em casos específicos, como com o consentimento do paciente, proteção de terceiros, ordem judicial, ou notificações compulsórias. ● Consequências da violação: sanções éticas e legais, além de prejuízos à confiança do paciente. PRONTUÁRIO O prontuário médico é um documento obrigatório que registra informações sobre o paciente, como histórico clínico, exames, diagnósticos, tratamentos, prescrições e evoluções durante o atendimento. Ele tem como objetivo garantir o acompanhamento e continuidade do tratamento de forma segura e organizada. Quem tem acesso ao prontuário: ● Profissionais de saúde que estão diretamente envolvidos no cuidado do paciente, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. ● Paciente ou seu responsável tem o direito de acessar seu próprio prontuário, conforme a legislação vigente. ● Outros profissionais da saúde, mediante autorização do paciente, se necessário para o tratamento. ● Autoridades judiciais ou administrativas, quando solicitados de forma legal, como em casos de investigações ou auditorias. É importante que o acesso ao prontuário seja controlado, garantindo a privacidade e confidencialidade das informações, conforme a EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA ÉTICA E BIOÉTICA EM SAÚDE legislação de proteção de dados (como a LGPD no Brasil). ABORTO ● Tipos: espontâneo, induzido (legal/ilegal), terapêutico, eugênico, seletivo. ● No Brasil: permitido nos casos de estupro, risco para a mãe e anencefalia (ausência de cérebro). ● Dilemas éticos: conflito entre a autonomia da mulher e a legislação restritiva. ● Médico não é obrigado a realizar o aborto, mas deve indicar outro profissional. REPRODUÇÃO ASSISTIDA ● Técnicas: fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial, doação de gametas, barriga de aluguel. ● Dilemas: descarte de embriões, seleção genética de características e desigualdade de acesso aos tratamentos. ● Possui limite de idade, número de embriões e a criança tem direito de conhecer os doadores. CLONAGEM ● Terapêutica: uso de células-tronco para tratar doenças, com dilemas relacionados ao descarte de embriões. ● Reprodutiva: criação de cópias humanas, levantando questões sobre identidade, direitos humanos e diversidade genética. CUIDADOS PALIATIVOS Focam no alívio do sofrimento do paciente, priorizando a qualidade de vida e o conforto durante o fim da vida. MORTE ENCEFÁLICA E LEGISLAÇÃO ● Morte encefálica: critério legal para a morte no Brasil. A Lei nº 9.434/1997 e o Decreto nº 9.175/2017 regulam a remoção de órgãos, com diagnóstico estabelecido pela Resolução CFM nº 2.173/2017. ● Eutanásia: morte provocada pelo profissional, com alívio de sofrimento. Legalizada em alguns países, mas considerada homicídio no Brasil. ○ Eutanásia voluntária e involuntária: a eutanásia pode ser solicitada pelo paciente (voluntária) ou ocorrer quando o paciente não pode consentir (involuntária), como em casos de doenças graves ou demência avançada. ○ Eutanásia ativa e passiva: pode ser ativa, com uma ação direta para causar a morte, ou passiva, quando se interrompem tratamentos ou suporte vital para permitir que a morte ocorra naturalmente ● Ortotanásia: morte natural, com suspensão de tratamentos fúteis para pacientes terminais, respeitando a vontade do paciente ou da família. ● Distanásia: prolongamento intencional e desnecessário da vida com tratamentos invasivos que não têm chance de melhorar a condição do paciente, resultando em sofrimento adicional. ● Suicídio assistido: assistência de profissionais de saúde para que o paciente cometa suicídio. Permite-se em países onde é legal, com critérios rigorosos. ● Mistanásia: prolongamento acidental ou involuntário do sofrimento devido a falhas no julgamento médico ou decisões erradas. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA ÉTICA E BIOÉTICA EM SAÚDE QUESTÕES ÉTICAS NO FIM DA VIDA ● Dilemas éticos: a eutanásia e o suicídio assistido apresentam desafios éticos sobre a autonomia do paciente versus as responsabilidades médicas e legais. ● Testamento vital: documento que registra a vontade do paciente sobre os tratamentos médicos em caso de incapacidade. RESOLUÇÕES A resolução CFM nº 1.995/2012 trata da definição de morte encefálica, especificando critérios e normas para o diagnóstico. Ela estabelece as condições clínicas e os exames necessários para confirmar a morte encefálica, destacando a necessidade de dois testes clínicos realizados por médicos diferentes, entre outras orientações. ● Objetivo: determinar o que constitui a morte encefálica para efeitos legais e médicos. ● Pontos principais: ○ Define os testes clínicos e exames que devem ser realizados. ○ Exige uma observação clínica mínima de 6 horas para o diagnóstico de morte encefálica. ○ Determina a necessidade de confirmação por equipe médica especializada. EDUARDA SAMPAIO - ACADÊMICA DE MEDICINA