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TRIBUTOS SOBRE O PATRIMÔNIO

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Tributos sobre patrimônio
Principais espécies tributárias incidentes sobre o patrimônio previstas pelo Sistema Tributário Nacional.
Origem desses tributos, fundamentação legislativa e elementos, como fato gerador, base de cálculos,
sujeitos ativos e passivos e alíquotas.
Marcília Oliveira
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer os principais tributos que incidem sobre o patrimônio, com ênfase nos impostos, é fundamental para
o trabalho do profissional da contabilidade.
Objetivos
Identificar os conceitos e os procedimentos básicos relacionados aos principais tributos incidentes 
sobre o patrimônio.
Descrever os procedimentos contábeis previstos na legislação tributária aplicáveis aos tributos 
incidentes sobre o patrimônio.
Introdução
O presente conteúdo objetiva explicar quais tributos – especificamente os impostos – que, conforme previsto
pelo Sistema Tributário Nacional, incidem sobre o patrimônio. Você será capaz de identificar e contrastar as
espécies tributárias sobre o patrimônio para, assim, utilizá-las na prática contábil a partir dos procedimentos
tratados.
 
A tributação sobre o patrimônio é realizada principalmente a partir do lançamento e recolhimento de três
importantes impostos: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, de competência da União; Imposto sobre
a Propriedade de Veículos Automotores, a cargo dos estados e do Distrito Federal; Imposto sobre Propriedade
Predial e Territorial Urbana, de competência dos municípios e do Distrito Federal.
 
A partir da exposição das espécies tributárias mencionadas, dirigiremos o estudo de tais tributos em relação a
seus aspectos normativos e históricos, abordando ainda a hipótese da incidência e do fato gerador, assim
como dos sujeitos da relação tributária (passivo e ativo, da base de cálculo, da alíquota e das hipóteses de
imunidade e isenção. Na sequência, apresentaremos os procedimentos contábeis aplicáveis no
processamento, no lançamento e no pagamento desses tributos.
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1. Conceitos e apurações dos tributos sobre o patrimônio
Tributo federal: ITR - Imposto sobre a Propriedade
Territorial Rural (União)
Neste vídeo, vamos conhecer o ITR, um tributo federal sobre propriedades rurais, sua função extrafiscal, base
de cálculo, alíquotas e hipóteses de imunidade e isenção. Assista!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Introdução e aspectos históricos
O ITR é um tributo de competência da União previsto no inciso VI do artigo 153 da Constituição Federal (CF).
Ele é disciplinado pela Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e regulado pelo Decreto Federal nº 4.382, de
19 de setembro de 2002.
Ao contrário do IPTU, o ITR tem como prioridade a função extrafiscal, já que busca auxiliar o disciplinamento
da propriedade rural em atenção ao princípio da função social da propriedade e, com isso (dentro do
possível), mitigar os latifúndios improdutivos. Dessa maneira, o ITR:
Assíduos e produtivos
Arrecada normalmente de proprietários
assíduos e produtivos.
Oneração progressiva
Onera progressivamente aqueles que não
conferem o devido proveito às suas terras
rurais.
O ITR, portanto, é um imposto que, a depender das condições da propriedade rural, assume o caráter
progressivo (inciso I do §4º do artigo 153 da CF) com alíquotas crescentes em função da improdutividade.
A despeito de se tratar de um imposto de competência da União, compete ao município em que se situa a
sede da propriedade do imóvel rural, caso assim escolha, fiscalizar e cobrar o tributo desde que isso não
implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. A norma que regulamenta tal
dispositivo é a Lei Federal nº 11.250, de 27 de dezembro de 2005.
Essa norma prevê que a União, por intermédio da Secretaria da Receita Federal, pode celebrar – para fins do
disposto no inciso III do §4º do artigo 153 da CF – convênios com o Distrito Federal e os municípios que assim
optarem a fim de delegar, sem prejuízo da competência supletiva da Secretaria da Receita Federal, as
atribuições de:
Fiscalização
Inclusive a de lançamento dos créditos
tributários.
Cobrança do ITR
Que trata o inciso VI do artigo 153 da CF.
Uma vez instituído o convênio, o valor recolhido pertencerá ao município que o arrecadar. Essa previsão,
conforme se observa, reforça que o objetivo do tributo não é propriamente arrecadar receita tributária
(natureza fiscal), mas promover e estimular políticas agrárias que estejam de acordo com as diretrizes da
Constituição – em especial, com a função social da propriedade.
Hipótese de incidência e fato gerador
Apurado anualmente (elemento temporal), o ITR pode ter como fato gerador:
A propriedade.
O domínio útil.
A posse de imóvel por natureza localizado fora da zona urbana do município (elemento espacial) em 1º
de janeiro de cada ano.
Pode haver tratamento diferenciado para as áreas rurais que se encontram na zona de expansão urbana. O
município, por meio da legislação própria, é capaz de considerar “urbanas” as áreas urbanizáveis ou de
expansão urbana, mesmo que elas estejam localizadas fora da zona urbana definida pela lei municipal e não
preencham os dois requisitos mínimos conforme o mandamento inserto no §1º do artigo 32 do Código
Tributário Nacional (CTN) - vide Súmula nº 626 do STJ. Com efeito, o tributo aplicável a essas áreas é o IPTU.
Sujeito passivo da obrigação tributária
São sujeitos passivos do ITR (contribuinte):
Proprietário de imóvel rural (pleno, de domínio exclusivo ou na condição de coproprietário).
Titular do domínio útil (enfiteuta e usufrutuário).
Possuidor (ad usucapionem) a qualquer título: Refere-se à “posse” com possibilidade de aquisição do
domínio ou à propriedade por meio da usucapião (posse com animus domini).
Base de cálculo
De acordo com o artigo 30 do CTN, combinado com o 8º da Lei nº 9.393, de 1996, e o 32 do Decreto Federal
nº 4.382, de 2002, a base de cálculo é o valor fundiário do imóvel. Nos termos do artigo 32 desse decreto, tal
valor corresponde ao valor da terra nua (VTN).
O VTN é o valor de mercado do imóvel após a exclusão dos valores de mercado relativos a construções,
instalações e benfeitorias; culturas permanentes e temporárias; pastagens cultivadas e melhoradas; e
florestas plantadas.
Construções, instalações e benfeitorias
Incluem-se no conceito de construções, instalações e benfeitorias, os prédios, depósitos, galpões, casas
de trabalhadores, estábulos, currais, mangueiras, aviários, pocilgas e outras instalações para abrigo ou
tratamento de animais, terreiros e similares para secagem de produtos agrícolas, eletricidade rural,
colocação de água subterrânea, abastecimento ou distribuição de águas, barragens, represas, tanques,
cercas e, ainda, as benfeitorias não relacionadas com a atividade rural.
O VTN reflete o preço de mercado de terras apurado em 1º de janeiro do ano de ocorrência do fato gerador,
sendo considerado autoavaliação da terra nua a preço de mercado.
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Alíquota e exemplos de legislações estaduais
Prevista no artigo 34 do Decreto Federal nº 4.382, de 2002, a alíquota utilizada para cálculo do ITR é
estabelecida para cada imóvel rural com base em sua área total e no respectivo grau de utilização. Observe a
tabela a seguir:
ÁREA TOTAL DO
IMÓVEL (em hectares) GRAU DE UTILIZAÇÃO (em %)
 Maior
que 80
Maior que
65 até 80
Maior que
50 até 65
Maior que
30 até 50
Até
30
Até 50 0,03 0,20 0,40 0,70 1,00
Maior que 50 até 200 0,07 0,40 0,80 1,40 2,00
Maior que 200 até 500 0,10 0,60 1,30 2,30 3,30
Maior que 500 até 1000 0,15 0,85 1,90 3,30 4,70
Maior que 1000 até
5000 0,30 1,60 3,40 6,00 8,60
Acima de 5000 0,45 3,00 6,40 12,00 20,00
Tabela: Alíquota para cálculo de ITR.
Brasil, 2002.
Imunidade
Nos termos da legislação tributária consolidada por intermédio do artigo 3º do Decreto Federal nº 4.382, de
2002, algumas propriedades são imunes ao ITR. São elas:
A pequena gleba rural
Desde que o seu proprietário a explore só ou com sua família, e não possua outro imóvel (vide § 4º do
art. 153 daCR/88).
Os imóveis rurais da administração direta
Pertecentes à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (vide alínea “a” do inciso VI do
art. 150 da CR/88).
Os imóveis rurais da administração indireta
Os imóveis rurais de autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, desde que
vinculados às suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes (vide alínea “a” do inciso VI do art.
150 da CR/88 c/c § 2º).
Os imóveis rurais educacionais e assistenciais
Os imóveis rurais de instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos,
relacionados às suas finalidades essenciais (vide alínea “a” do inciso VI do art. 150 da CR/88 c/c § 4º).
É importante observar a definição de pequena propriedade rural. Segundo especifica o parágrafo único do
artigo 2º da Lei nº 9.393, de 1996, ela é o imóvel com área igual ou inferior a:
Cem hectares (se localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou no Pantanal mato-
grossense e sul-mato-grossense).
Cinquenta hectares (em município compreendido no Polígono das Secas ou na Amazônia Oriental).
Trinta hectares (em qualquer outro município).
Isenção
Quanto às hipóteses de isenção previstas pela União, o artigo 3º da Lei Federal nº 9.393, de 1996, prevê que
as seguintes propriedades são isentas do ITR:
Imóvel rural incluído em programa oficial
de reforma agrária
Quando devidamente tipificado como
assentamento explorado por associação ou
cooperativa de produção, com área dentro dos
limites legais e que o assentado não possua
outro imóvel.
Conjunto de imóveis rurais de um mesmo
proprietário
Quando a área total não ultrapassa o limite de
enquadramento em “pequena propriedade”,
explorando só com mão de obra familiar e cujo
proprietário não possua imóvel urbano.
Tributo estadual: IPVA - Imposto sobre a Propriedade de
Veículos Automotores (estados e DF)
Neste vídeo, vamos ver o funcionamento do IPVA, tributo estadual sobre veículos, entender sua base de
cálculo, alíquotas, isenções, função arrecadatória e extrafiscal. Veja!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Introdução e aspectos históricos
O IPVA foi criado para substituir, na legislação brasileira, a Taxa Rodoviária Única (TRU), um tributo de
competência da União. Nos termos do Decreto-Lei nº 999, de 21 de outubro de 1969, a TRU seria devida
pelos proprietários de veículos automotores registrados e licenciados em todo o território nacional, sendo
cobrada previamente ao registro do veículo ou à renovação anual da licença para circular.
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Por se tratar de uma taxa, o valor arrecadado, nesse caso, estava vinculado a gastos com o sistema de
transportes. Por se tratar de um imposto, o IPVA, porém, surge como uma fonte de receita não vinculada cujos
valores decorrentes podem ser utilizados pelos entes federados para o custeio de qualquer política pública (e
não apenas aquelas relacionadas ao transporte).
A TRU foi oficialmente extinta em 1º de janeiro de 1986 nos termos do artigo 5º da Emenda Constitucional nº
27, de 1985. Essa emenda atribuiu aos estados a competência para cobrar o IPVA e fixou ainda que 50% do
valor arrecadado deve ser repassado ao município onde o veículo esteja licenciado.
Em seu artigo 155 (com atualização dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993), a CF/1988 manteve essa
dinâmica, prevendo expressamente a seguinte divisão:
Impostos sobre a propriedade
Compete aos estados e ao Distrito Federal
instituir impostos sobre a propriedade de
veículos automotores.
Arrecadação do imposto estadual
Pertence aos municípios 50% do produto da
arrecadação do imposto do estado sobre a
propriedade de veículos automotores
licenciados em seus territórios (artigo 158 da
CF/1988).
O IPVA é um imposto de caráter prioritariamente arrecadatório, embora ele também possua função extrafiscal.
Um exemplo disso ocorre quando o estado isenta ou reduz as alíquotas para veículos elétricos ou híbridos.
Com essa redução, busca-se incentivar a utilização de tais veículos que, por possuírem menos potencial
poluente, contribuem para a preservação do meio ambiente e da qualidade de vida da população em geral.
Hipótese de incidência e fato gerador
Conceitos
Devido anualmente, o IPVA tem como fato gerador a propriedade de veículo automotor. O primeiro elemento
jurídico/contábil a ser explicado aqui é a propriedade, definida como direito real por excelência. Trata-se do
direito mais amplo, envolvendo as prerrogativas de usar e dispor. 
É preciso lembrar que, mesmo que consista em bem móvel, seu
proprietário é identificado a partir do registro do veículo automotor, ou
seja, no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). A
norma não prescreve que o possuidor do veículo seja o contribuinte, e
sim quem, segundo as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB),
tem a propriedade do veículo automotor.
O conceito de veículos automotores
(são aqueles que não precisam de
tração humana, como uma bicicleta,
ou de um animal, como uma charrete)
compreende as coisas movidas a
motor de propulsão que, por esse
motivo, circulam por meios próprios e
servem normalmente para o
transporte viário de pessoas ou
coisas, conforme o anexo I do CTB.
Além disso, tal conceito não abrange,
segundo o STF, as embarcações e as
aeronaves.
 O IPVA, portanto, é um imposto
real (incide sobre um direito real)
que, para fins de cálculo do
crédito, considera isoladamente
a riqueza correspondente à
propriedade do veículo sem
nenhuma subjetivação. Por outro
lado, conforme demonstraremos
a seguir, as características
próprias do proprietário
precisam ser consideradas para
fins de imunidade, isenção ou
desconto.
Elementos espaciais e temporais
O IPVA, atendendo às regras do CTB, é exigível no local onde o veículo está registrado e licenciado. Desse
modo, caso o proprietário tenha licenciado o veículo no município de Belo Horizonte/MG e, por razões
profissionais, venha a se mudar para Rio Branco/AC, onde o utiliza com frequência, ele terá de recolher o
tributo perante a Secretaria de Estado de Fazenda mineira, cujo valor será distribuído tanto aos cofres do
estado de Minas Gerais (50%) quanto aos do município de Belo Horizonte (50%).
 
Esse imposto é anual. Assim, com início em 1º de janeiro, atende à previsão legislativa estadual. Nesse
contexto, os veículos automotores novos têm-se na data que são adquiridos o fato gerador, já aqueles que
são importados no momento do desembaraço aduaneiro.
Sujeito passivo da obrigação tributária
O sujeito passivo da obrigação tributária decorrente do IPVA é o proprietário do veículo, ou seja, quem possui
um veículo automotor (propulsão própria) em seu nome (registrado e licenciado nos termos do CRLV).
Segundo o CTB, seu dono pode ser pessoa natural ou jurídica.
Base de cálculo
A base de cálculo do IPVA é a grandeza econômica sobre a qual se aplica a alíquota para calcular a quantia a
pagar. No caso, cabe ao estado responsável pela instituição, regulamentação e cobrança do tributo identificar
qual é a base de cálculo.
O IPVA certamente submete-se às limitações constitucionais, ao poder de tributar previstas no artigo 150 do
CTN e aplicáveis e aos tributos em geral. 
Exemplo
A legalidade, a isonomia, a irretroatividade, as anterioridades, a vedação do confisco e as imunidades
genéricas a impostos. 
No entanto, o §1º do artigo 150 da CF/1988 (com redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19 de
dezembro de 2003) excepciona o IPVA da necessidade de observar o princípio da anterioridade nonagesimal
no que diz respeito “à fixação da base de cálculo”. Desse modo, as tabelas utilizadas para a definição do valor
dos veículos poderão ser alteradas ao final de um ano para a aplicação do fato gerador que se considerar
ocorrido já no início do ano subsequente, ainda que os 90 dias não tenham decorrido.
A base de cálculo do IPVA, portanto, é o valor venal do veículo, considerado o valor de mercado divulgado
pelo Poder Executivo estadual por meio de tabela. São consideradas na sua elaboração a marca,o modelo, a
espécie e o ano de fabricação.
Alíquota e exemplos de legislações estaduais
O §6º do artigo 155 determina que o IPVA terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal. Contudo, não
há regras constitucionais no sentido da fixação de alíquotas máximas.
Comentário
Apesar dessa previsão constitucional (incluída pela Emenda Constitucional nº 42, de 2003) e da
existência de diversos projetos de resolução do Senado nesse particular, ainda não foi aprovada
nenhuma norma em tal sentido. 
As alíquotas do IPVA são fixadas por cada estado. Atualmente, elas, em média, variam entre as porcentagens:
2%
Acre, Espírito Santo e Mato Grosso.
4%
São Paulo e Rio de Janeiro.
As alíquotas ainda podem ser distintas em função das características dos veículos ou dos contribuintes
(eventuais isenções serão tratadas a seguir).
Imunidade
A imunidade tributária é uma proteção constitucional conferida aos contribuintes. Sua função é impedir que os
entes federativos (União, estados, municípios e Distrito Federal) criem e cobrem tributos sobre determinados
bens e direitos.
Essa imunidade faz com que os contribuintes e os bens por ela alcançados não sejam tributados. Entretanto,
ela somente alcança a obrigação principal. As demais obrigações tributárias acessórias ainda devem ser
cumpridas, uma vez que a imunidade não dispensa os contribuintes da entrega de declarações.
Nos termos da legislação tributária, podem ser dispensadas de pagar o IPVA, usufruindo o benefício da
imunidade, determinadas:
Instituições governamentais, religiosas, de educação e assistência social.
Entidades sindicais e partidos políticos.
Entidades que possuam veículos utilizados com finalidades específicas previstas na legislação.
Por fim, a CF/1988 determina que todos os entes federados possuem imunidade tributária entre si (vide o
artigo 150, inciso VI, alínea “a”).
Isenção
Quanto às isenções de IPVA, o regulamento varia de acordo com o estado. Entretanto, é comum, a título de
exemplo, a instituição dar isenção para condutores com deficiência e veículos com determinado tempo de
fabricação. 
Exemplo
Dez anos no Amapá, 15 em Sergipe ou 30 em Santa Catarina. 
Descontos
A despeito de se tratar de um imposto real que considera os aspectos objetivos em relação ao veículo, é
possível que o legislador institua políticas de desconto que considerem características subjetivas do
proprietário. O STF admite que o legislador conceda descontos para o “bom condutor”, isto é, o proprietário de
automóvel que não apresenta infrações de trânsito.
 
Nessa hipótese, no entanto, considera-se a finalidade extrafiscal do IPVA e da política tributária, que visa a
estimular a observância das leis de trânsito e a segurança de condutores e pedestres. Tal finalidade justifica,
dessa forma, a distinção de tratamento, não caracterizando uma violação à isonomia.
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Tributo municipal: IPTU - Imposto sobre Propriedade
Predial e Territorial Urbana (municípios)
Neste vídeo, vamos compreender o IPTU, tributo municipal que incide sobre imóveis urbanos. Vamos ver sua
base de cálculo, alíquotas, isenções, função fiscal e extrafiscal. Confira!
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Introdução e aspectos históricos
O IPTU possui, nos termos da legislação tributária, natureza fiscal e extrafiscal. Assim, esse imposto serve, ao
mesmo tempo, como importante modalidade de receita tributária não vinculada para os entes federados
(natureza fiscal) e relevante instrumento de estímulo e promoção da função social da propriedade (natureza
extrafiscal).
Saiba mais
É antiga no país a cobrança em virtude da seguinte hipótese de incidência: “ser proprietário de imóvel
urbano”. Ela, aliás, remete ao período colonial: em 1808, foi instituída, como importante forma de
arrecadação municipal, a chamada “décima urbana”. A décima urbana não recaía sobre qualquer imóvel
urbano, e sim sobre os considerados habitáveis. Após inúmeras mudanças anteriores, foi a Emenda
Constitucional nº 11, de 1965, a responsável por ajustar o nome do tributo (que já passara por diversas
alterações anteriores) para aquele utilizado atualmente pelo CTN: Imposto sobre Propriedade Predial e
Territorial Urbana. 
Hipótese de incidência e fato gerador
O imposto de competência dos municípios tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de
bem imóvel localizado em zona urbana do município e se consubstancia – medicante ficção jurídica – no
primeiro dia do ano civil (1º de janeiro).
O fato gerador do IPTU, portanto, é norteado por dois elementos: 
Espacial, ou seja, o território urbano do município.• 
Temporal, isto é, a cobrança anual (1º de janeiro de cada ano, mediante ficção jurídica).
Dessa explicação, surge a necessidade de se compreender outro importante elemento inerente ao tributo (e
que o distingue do ITR, de competência da União): a zona urbana.
Segundo os §1º e 2º do artigo 32 do CTN (BRASIL, 1966), “entende-se como zona urbana a definida em lei
municipal”, bem como aquela em que haja a constatação de ao menos dois itens da seguinte lista de
melhoramentos construídos ou mantidos pelo poder público:
Abastecimento de água;
Sistema de esgotos sanitários;
Meio-fio ou calçamento com canalização de águas pluviais;
Rede de iluminação pública com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
Escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do imóvel considerado.
O CTN prevê, além disso, que a lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis (ou de expansão
urbana) constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes que estejam destinados à
habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo aqueles localizados fora das zonas definidas nos termos do
parágrafo anterior.
Atenção
Em 2018, o STJ, a partir da aprovação da Súmula nº 626, reconheceu o seguinte: “A incidência do IPTU
sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável ou de expansão urbana não
está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no artigo 32, parágrafo 1º, do CTN”. 
Sujeito passivo da obrigação tributária
Os sujeitos passivos do IPTU são os titulares de qualquer direito inerente à propriedade de imóvel urbana.
Citemos, como exemplo, o proprietário, o titular de domínio útil e o possuidor com animus domini, isto é, quem
exerce a posse com a manifesta intenção de ser dono. Aos olhos do Fisco, os três serão respectivamente
contribuintes nos seguintes casos:
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• 
• 
• 
Pessoa natural ou jurídica
Conta como proprietária na escritura do imóvel.
Titular de domínio útil
Possui o direito de uso do imóvel, embora não
seja proprietário.
Pessoas utilitárias do bem
Como se dona fosse, desconhece o real
proprietário e está desguarnecida de um justo
título.
E o locatário? Em 2018, o STJ aprovou a Súmula nº 614, segundo a qual “o locatário não possui legitimidade
ativa para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para
repetir indébito desses tributos”.
Apesar da situação fática de posse do imóvel, o locatário não é considerado contribuinte, já que ele possui
uma relação pessoal, e não de direito real, com o imóvel. Sabe-se, porém, que é comum os contratos
locatícios atribuírem tal responsabilidade ao locatário; em casos do tipo, são fixados uma obrigação acessória
e um novo ônus pecuniário no contrato de aluguel a fim de que surte efeitos apenas entre as partes.
Atenção
Para o Fisco, a obrigação continua sobre o locador, contra quem incidirá uma eventual execução fiscal
em caso de não pagamento, independentemente do que está previsto no contrato de aluguel.
Base de cálculo
A base do cálculo do IPTU é, nos termos
do artigo 33 do CTN, o valor venal do
imóvel. Na determinação dessa base, não
se considera o valor dos bens móveis
mantidos – em caráter permanente ou
temporário – no imóvel para efeitos de sua
utilização, exploração, aformoseamento
ou comodidade.
 Quanto à base de cálculo, o
STJ entende que, conforme
apontaa Súmula nº 160, “é
defeso ao município atualizar
o IPTU, mediante decreto,
em percentual superior ao
índice oficial de correção
monetária”.
Alíquota
O IPTU é um imposto que, dada a sua natureza fiscal e extrafiscal, adota o modelo de alíquotas progressivas,
uma vez que a CF as admite tanto expressa quanto explicitamente nos incisos I e II do §1º do artigo 156 e no
inciso II do §4º do artigo 182.
No âmbito da natureza fiscal, a
progressividade tem como
objetivo ampliar a arrecadação
considerando a capacidade
contributiva do contribuinte.
Desse modo, a alíquota é
ampliada de acordo com o valor
venal do imóvel (vide o §1º do
artigo 145 da CF/1988).
 Já a progressividade do tributo se
ampara na natureza extrafiscal do
IPTU, que autoriza o município a
ampliar a alíquota sobre propriedades
abandonadas ou sem uso adequado
para dar cumprimento à função social
da propriedade (vide o inciso XXIII do
artigo 5º combinado com o III do artigo
170 e o §2º do 182).
Imunidade e isenção
A imunidade tributária, conforme delineamos nos tópicos anteriores, é a proteção constitucional conferida aos
contribuintes por meio da qual se impede que os entes federativos (União, estados, municípios e Distrito
Federal) criem e cobrem tributos sobre determinados bens e direitos. Nos termos da legislação tributária, os
municípios competentes para instituir o IPTU, além da instituição obrigatória das imunidades de que trata a
Constituição (inciso III do artigo 150), podem criar os casos de isenções e as consequentes regras de
concessão.
Entre as variadas hipóteses de isenções tributárias no âmbito do IPTU, podemos citar:
Contribuintes aposentados
Com idade superior a 60 anos.
Empreendimentos
Seja comerciais ou industriais, desde que
observados os critérios fixados.
Imóveis
Cujo valor venal ou área está classificado na lei
como simples ou modesto.
Destinação de impostos
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Vem que eu te explico!
ITR - Introdução e aspectos históricos
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IPVA - Hipótese de incidência e fato gerador
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IPTU - Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A tributação sobre a propriedade rural tem como espécie o ITR, que é de competência da União. Ela é
considerada fundamental para o desenvolvimento agrário e a promoção da função social da propriedade. A
respeito das características desse imposto, assinale a opção correta.
AO ITR é um imposto progressivo: a alíquota incidente varia de acordo com características próprias do
imóvel (área total e respectivo grau de utilização), resultando em diferentes ônus para o contribuinte.
B O contribuinte do imposto será sempre e apenas o real proprietário do imóvel rural; assim, quem for
apenas o possuidor dele não será considerado contribuinte do imposto.
C O ITR pode ser classificado como um imposto proporcional, ou seja, a alíquota é constante, preservando-
se sempre a mesma proporção entre a base de cálculo e o resultado.
D
Embora seja competência da União instituir o ITR, o município poderá optar por fiscalizá-lo, cobrá-lo e até
mesmo reduzi-lo de forma discricionária, conforme a política agrária local e independente da realização de
qualquer convênio.
E O ITR é um tributo de natureza preponderantemente fiscal, isto é, tem como principal finalidade
arrecadar receita tributária.
A alternativa A está correta.
Conforme a tabela prevista no artigo 34 do Decreto Federal nº 4.382, de 2002, que prevê uma variação da
alíquota de acordo com o valor do imóvel, a alíquota utilizada para o cálculo do ITR é estabelecida para
cada imóvel rural com base em sua área total e no respectivo grau de utilização.
Questão 2
Certo município considera como urbanizáveis determinadas áreas que, mesmo localizadas em espaço rural,
encontram-se em loteamentos aprovados pelos órgãos competentes e estão destinados à habitação, à
indústria e ao comércio. O município resolve cobrar IPTU dos proprietários de imóveis citados nas referidas
áreas urbanizáveis sem que quaisquer melhoramentos tenham sido implantados nelas. Diante dessa situação
hipotética, é correto afirmar que a cobrança do IPTU nas mencionadas áreas é:
A Ilegal, pois o Código Tributário Nacional condiciona a cobrança do IPTU à, no mínimo, existência de
meio-fio ou calçamento com canalização de águas pluviais.
B Ilegal, já que o Código Tributário Nacional condiciona a cobrança do IPTU à, no mínimo, existência de
uma rede de iluminação pública com ou sem posteamento para distribuição domiciliar.
C
Legítima, porque a incidência do imposto sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como
urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no
Código Tributário Nacional.
D Inconstitucional, uma vez que, por se tratar de área rural, apenas a União, em qualquer caso, poderia
cobrar imposto – no caso, ITR.
EInconstitucional, porque, no caso, inexiste a contraprestação do município relativamente aos contribuintes
das referidas áreas, ainda que não específicas, constituindo, assim, uma hipótese de imunidade tributária.
A alternativa C está correta.
O município pode, por intermédio de legislação própria, considerar "urbanas" as áreas urbanizáveis ou de
expansão urbana, mesmo que tais áreas estejam localizadas fora da zona urbana definida pela lei municipal
e não preencham os dois requisitos mínimos, conforme o mandamento inserto no §1º do artigo 32 do CTN
(vide Súmula nº 626 do STJ). Com efeito, o tributo aplicável a essas áreas é o IPTU.
2. Procedimentos contábeis dos tributos sobre o patrimônio 
Contabilização dos tributos sobre o patrimônio
Divulgação dos tributos sobre o patrimônio nas demonstrações contábeis
Neste vídeo, vamos aprender como contabilizar tributos sobre o patrimônio, incluindo ITBI, IPVA e IPTU, e
como esses impostos impactam o custo dos bens e as demonstrações contábeis das empresas. Não perca!
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Tributos e a composição do preço de aquisição
Quando adquirimos um veículo ou um imóvel, sabemos que vamos ter alguns gastos no momento da aquisição
de tais bens. Um desses gastos é o chamado pagamento de tributos, como o Imposto sobre Transmissão de
Bens Imóveis (ITBI).
 
Mas será que o valor gasto na aquisição de tais bens compõe o preço deles? Como esses tributos devem ser
contabilizados?
 
Para facilitar seu entendimento, observe o exemplo a seguir:
Exemplo
Uma empresa adquire um veículo no valor de R$300.000,00 no mês de julho do ano X1. Para tê-lo
circulando conforme determina a regulamentação, a empresa também precisa quitar o IPVA dele no valor
de R$6.000,00. O desembolso total dessa empresa é de R$306.000,00.Como será o registro desse
veículo no ativo da empresa? O valor do IPVA é somado ao de compra do bem? Se o bem adquirido fosse
um imóvel, o ITBI da transmissão do bem teria o mesmo reconhecimento?Para responder a essas
perguntas, é preciso observar as diretrizes do CPC 27 - Ativo imobilizado emitido pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis. 
Para o CPC 27, um item do ativo imobilizado deve ser mensurado pelo seu custo. Tal custo compreende:
Preço de compra
Acrescido de impostos de importação e daqueles não recuperáveis sobre a compra após a dedução
dos descontos comerciais e dos abatimentos.
Custos diretamente atribuíveis
Com a finalidade de colocar o ativo imobilizado no local e na condição necessários para ele ser capaz
de funcionar da forma pretendida pela administração.
Estimativa dos custos
O valor estimado inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local
(sítio) no qual ele está localizado.
Em síntese, observamos que os impostos não recuperáveis e as demais despesas geradas para colocar o bem
em condições normais de uso devem serregistrados como custo de aquisição, somando-se ao valor do bem
para compor o custo que será ativado.
Dentro desse grupo, destacamos o valor do ITBI pago pelo alienante na aquisição do imóvel alienado. O valor
dispendido com o ITBI compõe o custo de aquisição do imóvel, mesmo que o pagamento ocorra
posteriormente.
Exemplo
Na aquisição de um imóvel por R$5 milhões, há um ITBI de R$50 mil que deve compor o valor total do
bem. 
Algo diferente ocorre com os gastos com IPVA e IPTU. As diferenças de custo dos impostos são:
Contabilização do IPVA
As empresas adquirem veículos por diversos motivos. Listaremos três deles a seguir:
Composição de frota para entregas;
Utilização de seus funcionários;
Exploração do seu uso como transportadora ou empresa de ônibus.
Independentemente do uso, a simples propriedade dos veículos é fato gerador do IPVA. Do ponto de vista
contábil, esse imposto é um gasto anual necessário para a utilização legal dos veículos.
Esse gasto pode ser lançado como um custo ou uma despesa operacional. Tal lançamento depende da
finalidade e da utilização do veículo. Tal gasto, portanto, pode ser lançado como:
ITBI 
O valor dispendido com o ITBI deve vir
integrado ao custo de aquisição do imóvel,
mesmo que o pagamento ocorra
posteriormente.
IPVA E IPTU 
Ambos são necessários para a
regularização situacional daquele bem
durante exercício e não devem ser
acrescentados ao custo de bens
aquisitivos.
• 
• 
• 
Custo de produção
O IPVA é reconhecido como custo de produção
quando os veículos são utilizados na produção
de bens ou serviços. Exemplos: veículos de
empresas transportadoras, locadoras de
veículos e empresas transporte de passageiros.
Despesa operacional
O IPVA é reconhecido como despesa
operacional quando eles são empregados em
áreas administrativas e comerciais. Exemplos:
veículos utilizados pela diretoria administrativa
e outros funcionários, assim como pelo setor de
vendas.
O pagamento do IPVA é exigido no início do ano, mas o tributo é considerado um gasto antecipado e seu
dispêndio precisa ser distribuído uniformemente durante o exercício, evidenciando o seu custo mensal. Desse
modo, ao quitarmos o IPVA, pagamos o tributo de um exercício fiscal. Nesse caso, o lançamento contábil tem
de ser feito em uma conta do grupo do ativo circulante, IPVA a apropriar.
Vamos supor que a Cia. Beta, uma indústria do ramo alimentício, possua 10 veículos utilizados para entregas
de seus produtos. Em janeiro do ano X1, a Cia. Beta emite a guia de pagamento do IPVA de cada um dos seus
veículos, o que totaliza R$30.000,00 (R$3.000,00 de cada veículo).
Esse imposto será quitado em três quotas com vencimentos em janeiro, fevereiro e março do ano X1. Nesse
caso, a Cia. Beta terá de fazer os seguintes lançamentos contábeis:
Pelo reconhecimento do IPVA a pagar
Débito ativo circulante - IPVA a apropriar: R$30.000,00
Crédito passivo circulante - IPVA a pagar: R$30.000,00
Pelo pagamento do IPVA
Débito passivo circulante - IPVA a pagar: R$30.000,00
Crédito ativo circulante - caixa:
Janeiro: R$10.000,00
Fevereiro: R$10.000,00
Março: R$10.000,00
Pela apropriação mensal do IPVA, como custo ou despesa operacional
Débito contas de resultado - IPVA: R$2.500,00
Crédito ativo circulante - IPVA a apropriar: R$2.500,00
Contabilização do IPTU
Para a contabilização do IPTU nas organizações, devemos observar primeiramente o tipo do negócio. Em
grande parte das organizações, esse imposto precisa ser registrado dentro do grupo de despesas
operacionais simplesmente como uma despesa tributária. Em empresas de atividades industriais, porém, o
IPTU referente às instalações de produção, por exemplo, tem de ser contabilizado como uma parte do custo
do produto.
Exemplo
Se uma indústria de calçados paga um valor total de R$1.000,00 mensais de IPTU referente ao galpão de
produção, esse valor é rateado pelo número de calçados produzidos e faz parte da composição do custo
de produção desses calçados. 
Mesmo sendo um imposto com fato gerador no início do ano, o IPTU refere-se a todo o exercício; por isso,
compreende-se que a despesa com o tributo deve ser distribuída mensalmente. Quando for pago
antecipadamente, ele deverá ter o seu registro em tributos a apropriar no ativo.
Para uma melhor compreensão, imaginemos que a Cia. Alfa, uma empresa de varejo, efetua o pagamento do
IPTU do ano X1 no mês de janeiro, em cota única, no valor de R$ 1.500,00. A opção de pagamento em cota
única proporciona um desconto de 5% no valor do tributo (R$ 75,00). O valor desembolsado pela Cia. Alfa,
então, é de R$ 1.425,00. Seu registro contábil precisa ser feito da seguinte forma:
Mês de janeiro
Débito de R$ 1425,00: IPTU a apropriar (ativo).
Crédito de R$ 1425,00: IPTU a pagar.
Débito de R$ 1425,00: IPTU a pagar.
Crédito de R$ 1425,00: caixa.
Registro mensal
Débito de R$ 118,78 (valor mensal do IPTU):
Despesas administrativas – IPTU.
Crédito de R$118,78: IPTU a apropriar (ativo).
Divulgação dos tributos sobre o patrimônio nas
demonstrações contábeis
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
A DMPL evidencia a movimentação das contas que compõem o patrimônio líquido durante um exercício social,
destacando a formação e a utilização das reservas de capital. Essa demonstração não tem destaque na
divulgação dos tributos sobre o patrimônio. Confira!
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O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações úteis sobre a posição patrimonial e financeira
de uma entidade para auxiliar no processo de decisão dos usuários da contabilidade. Cada demonstração
contábil representa a estrutura da entidade enfatizando determinado tipo de informação.
 
O conjunto completo das demonstrações proporciona a visão geral necessária para o entendimento da
posição patrimonial e financeira da organização. Fundamentais na evidenciação dos tributos, as
demonstrações contábeis exercem as respectivas ações:
Apurar
São utilizadas para apurações de alguns tributos.
Evidenciar
São aplicadas para evidenciar o contexto fiscal em que as empresas operam.
Demonstrar
São usadas para demonstrar os impactos dos tributos nos resultados presentes e futuros das
empresas.
Até 2008 não havia instruções especificas para a evidenciação de tributos no Brasil. Após a adoção das
normas internacionais de contabilidade no Brasil, já existem normas contábeis que disciplinam a evidenciação
contábil de tributos.
A maior parte dessa normatização está dedicada aos tributos sobre o lucro e àqueles sobre o consumo. As
demais informações sobre os tributos estão distribuídas pelas demonstrações contábeis.
Saiba mais
O tratamento contábil dos tributos sobre o lucro está estabelecido na NBC TG 32 – Tributos sobre o
lucro. 
De forma complementar, outros pronunciamentos da NBC regulam a evidenciação das informações tributárias
– nesses casos, não somente os tributos sobre o lucro, mas também as provisões de natureza fiscal
relacionadas a diversos tributos, as subvenções e as assistências governamentais. Eis alguns exemplos:
1
NBC TG 25
Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes.
 
2
NBC TG 07
Subvenção e assistências governamentais.
 
3
NBC TG 09
Demonstração do valor adicionado.
 
4
NBC TG 26
Apresentação das demonstrações contábeis.
 
Em seguida, destacaremos a divulgação de tributos sobre o patrimônio em algumas demonstrações
contábeis.
Demonstrações contábeis e os tributos
Neste vídeo, você entenderá como são apresentados os gastos com tributos no conjunto das demonstrações
contábeis, e a importância dessa evidenciação. 
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Balanço patrimonial (BP)
O BP é um relatório que demonstra a situação financeira de uma empresa por meio da descrição de bens,
direitos e obrigações dela. Exatamente pelo fato de evidenciar esses itens, tal balanço destaca os tributos
sobre o patrimônio, os quais, na maioria das vezes, são obrigações das entidades.
Descreveremos adiante as contas quedivulgam os tributos:
Passivo circulante: impostos, taxas e contribuições a recolher
São evidenciadas nele as obrigações das entidades quanto ao recolhimento dos tributos. Um exemplo
é a conta Impostos, taxas e contribuições a recolher. Nessa conta, existe o registro de IPTU e IPVA a
pagar.
Registro do IPTU: Conta com natureza credora e finalidade de registrar a obrigação da entidade
perante o município relativa ao Imposto Predial e Territorial Urbano de imóveis próprios ou alugados.
Registro do IPVA: Conta com natureza credora e finalidade de registrar a obrigação da entidade
perante o governo estadual relativa ao IPVA.
Ativo circulante: valores a apropriar
Devido à característica de tais tributos serem pagos antecipadamente e se referirem a todo um
exercício fiscal, é comum o registro de uma conta de Tributos a apropriar ser creditada mensalmente
até a finalização da apropriação.
Veja, a seguir, o exemplo de estrutura de balanço patrimonial.
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Não circulante Não circulante
Realizável a longo prazo
Investimentos
Imobilizado
Intangível
Patrimônio líquido
Tabela: a estrutura do balanço patrimonial.
Marcília Oliveira.
Demonstração do resultado (DRE)
A demonstração do resultado do exercício
(DRE) é o relatório financeiro que
evidencia o resultado econômico da
entidade. Essa demonstração apresenta
as receitas e as despesas ordenadas de
maneira dedutível (vertical), isto é, das
receitas subtraem-se as despesas até se
alcançar o resultado da entidade, que
pode ser lucro ou prejuízo.
 Os tributos são
evidenciados em diversos
itens da DRE, tendo
destaque somente aqueles
sobre o consumo e o lucro.
Já os tributos sobre o
patrimônio são divulgados
dentro dos itens de
despesas e podem ser
evidenciados em:
Despesas operacionais;• 
Despesas administrativas;
Resultados financeiros;
Custo de produtos ou serviços vendidos (em determinadas situações).
Para entender melhor, veja o exemplo.
Estrutura da DRE
Receita operacional bruta
Vendas de produtos
Prestação de serviços
(-) Deduções da receita bruta
Devoluções de vendas /abatimentos
Impostos e contribuições incidentes sobre vendas
= Receita operacional líquida
(-) Custos das vendas produtos e serviços
Custo dos produtos vendidos
Custo dos serviços prestados
= Resultado operacional bruto
(-) Despesas operacionais
Despesas com vendas
Despesas administrativas
(-) Despesas financeiras líquidas
Despesas financeiras
(-) Receitas financeiras
Outras receitas e despesas
= Resultado operacional antes do imposto de renda e da contribuição social e sobre o lucro
(-) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro
= Lucro líquido antes das participações
(-) Participações
(=) Resultado líquido do exercício
Demonstração de fluxo de caixa (DFC)
A DFC evidencia as saídas e as entradas de capital do caixa durante o período e o resultado desse fluxo de
movimentações. O relatório dessa demonstração é dividido em três áreas:
Atividades operacionais;
Atividades de investimento;
Atividades de financiamento.
Os tributos são destacados no grupo de atividades operacionais, incluindo aqueles sobre o patrimônio. Essas
atividades incluem a produção e a entrega de bens e serviços, relacionando-se normalmente com as
transações que aparecem na DRE.
 
No grupo dessas atividades, destaca-se a conta destinada aos registros de pagamentos aos governos federal,
estadual e municipal. Tais pagamentos são referentes a impostos, multas, alfândega e outros tributos e taxas.
Demonstração do valor adicionado (DVA)
A DVA é o relatório contábil que evidencia os valores correspondentes à formação da riqueza gerada pela
empresa em determinado período e à sua respectiva distribuição. A apuração dessa demonstração possibilita
a obtenção, no mesmo item, de todos os encargos com impostos, taxas e contribuições suportados pela
empresa.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Atenção
A DVA é a única demonstração em que ocorre essa segregação. 
Ao agrupar esses itens, seu objetivo é representar a parcela do valor adicionado distribuída ao governo.
 
Há algumas vantagens dessa visão de todos os encargos com impostos, taxas e contribuições em um único
item. Entre elas, está a possibilidade de avaliar a carga tributária que incide sobre a empresa, bem como
compará-la com a de outras empresas.
 
Veja a seguir um exemplo de estrutura de DVA.
Estrutura de DVA
1 - Receitas
Vendas de mercadoria, produtos e serviços
Provisão para devedores duvidosos – reversão/(constituição)
Não operacionais
2 - Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS E IPI)
Matérias-primas consumidas
Custos das mercadorias e serviços vendidos
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
Perda/recuperação de valores ativos
3 – Valor adicionado bruto (1-2)
4 – Retenções
Depreciação, amortização e exaustão
5 –Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4)
6 – Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial
Receitas financeiras
7 – Valor adicionado total a distribuir (5+6)
8 – Distribuição do valor adicionado
Pessoal e encargos
Impostos, taxas e contribuições
Juros e aluguéis
Juros sobre capital próprio e dividendos
Lucros retidos/ prejuízo do exercício
Vem que eu te explico!
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Diretrizes do CPC 27 - Ativo Imobilizado
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Contabilização do IPVA
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Contabilização do IPTU
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Em relação aos tributos cobrados sobre o patrimônio, analise as afirmativas a seguir:
I. O valor do IPVA é incorporado ao de aquisição do veículo.
II. O IPVA pode ser reconhecido como custo de produção, sendo componente do custo do produto.
III. O IPVA pode ser reconhecido como uma despesa operacional.
É possível afirmar que:
 
A Somente a afirmativa I está correta.
B Somente a afirmativa II está correta.
C Somente a afirmativa III está correta.
D As afirmativas I e II estão corretas.
E As afirmativas II e III estão corretas.
A alternativa E está correta.
O valor do IPVA não é reconhecido como parte da composição do custo de aquisição de um veículo.
Questão 2
Em relação aos tributos municipais e estaduais cobrados sobre o patrimônio, analise as seguintes afirmativas:
I. O IPVA tem alíquota uniforme em todas as 27 unidades da Federação.
 
II. O IPTU de imóveis de entidades somente deverá ser registrado dentro do grupo de despesas operacionais
como uma despesa tributária.
III. As obrigações das entidades quanto ao recolhimento dos tributos são evidenciadas no passivo circulante.
IV. Os tributos sobre patrimônio são destacados na demonstração de fluxo de caixa (DFC) no grupo de
atividades operacionais.
É possível afirmar que:
 
A As afirmativas I e II estão corretas.
B As afirmativas I, II e III estão corretas.
C As afirmativas III e IV estão corretas.
D As afirmativas II, III e IV estão corretas.
E As afirmativas I e IV estão corretas.
A alternativa C está correta.
O IPTU não é registrado somente como despesa. Em casos de empresas de atividades industriais, por
exemplo, o IPTU referente às instalações de produção deve ser contabilizado como parte do custo do
produto. Já a alíquota do IPVA é definida por cada estado, podendo ser distinta ainda em função de
características dos veículos ou dos contribuintes.
3. Conclusão
Considerações finais
Apresentamos ao longo deste conteúdo os principais tributos que incidem sobre o patrimônio conforme
determina o Sistema Tributário Nacional. Essa exposição levou em consideração os principais elementos
envolvidos: aspectos normativos e históricos; hipótese de incidência e fato gerador; sujeitos da relação
tributária (passivo e ativo); base de cálculo; alíquota; e, por fim, hipóteses de imunidade e isenção.
Na sequência, descrevemos e ilustramos os procedimentos contábeis previstosna legislação tributária, como
o ITR, de competência da União; o IPVA, a cargo dos estados e do Distrito Federal; e o IPTU, de competência
dos municípios e do Distrito Federal.
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Ouça um resumo dos principais pontos abordados no tema.
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A Rede NAF (núcleo de apoio contábil e fiscal) é uma rede de aprendizagem social formada por estudantes e
professores de Ciências Contábeis e Comércio Exterior com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
Acesse a página dela no YouTube para:
 
a) Aprender como fazer a declaração do ITR:
REDE NAF. Treinamento - Imposto sobre a Propriedade Rural (ITR). Publicado em: 23 ago. 2021.
 
b) Saber mais sobre a declaração de ITR:
REDE NAF. Webinar: declaração do ITR. Publicado em: 19 ago. 2021.
 
Leia os artigos a seguir para:
 
a) Identificar os questionamentos em relação aos tributos sobre o patrimônio.
 
b) Verificar quais tributos mais contribuíram para o aumento da carga tributária brasileira.
 
c) Averiguar os principais benefícios estabelecidos pelo Código Florestal Brasileiro no que se refere ao ITR e à
contribuição das mudanças para a sustentabilidade rural.
LIMA, E. M.; REZENDE, A. J. Um estudo sobre a evolução da carga tributária no Brasil: uma análise a partir da
Curva de Laffer. Interações. v. 20. n. 1. jan.-mar. 2019.
 
CORÁ, E. F. A. et al. Código Florestal Brasileiro e os benefícios para o agricultor na declaração do Imposto
Territorial Rural. Orbis latina. v. 10. n. 3. 2020.
Referências
BRASIL. Decreto Federal nº 4.382, de 19 de setembro de 2002. Regulamenta a tributação, fiscalização,
arrecadação e administração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR. Brasília, 2002. Consultado
na internet em: 17 mar. 2025.
 
BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas
gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Brasília, 1966. Consultado na internet em:
17 mar. 2025.
 
FABRETTI, L. C. Contabilidade tributária. Rio de Janeiro: Atlas, 2017.
 
PÊGAS, P. H. Manual de contabilidade tributária. Rio de Janeiro: Grupo Gen-Atlas, 2017.
	Tributos sobre patrimônio
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Conceitos e apurações dos tributos sobre o patrimônio
	Tributo federal: ITR - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (União)
	Conteúdo interativo
	Introdução e aspectos históricos
	Assíduos e produtivos
	Oneração progressiva
	Fiscalização
	Cobrança do ITR
	Hipótese de incidência e fato gerador
	Sujeito passivo da obrigação tributária
	Base de cálculo
	Alíquota e exemplos de legislações estaduais
	Imunidade
	A pequena gleba rural
	Os imóveis rurais da administração direta
	Os imóveis rurais da administração indireta
	Os imóveis rurais educacionais e assistenciais
	Isenção
	Imóvel rural incluído em programa oficial de reforma agrária
	Conjunto de imóveis rurais de um mesmo proprietário
	Tributo estadual: IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (estados e DF)
	Conteúdo interativo
	Introdução e aspectos históricos
	Impostos sobre a propriedade
	Arrecadação do imposto estadual
	Hipótese de incidência e fato gerador
	Conceitos
	Elementos espaciais e temporais
	Sujeito passivo da obrigação tributária
	Base de cálculo
	Exemplo
	Alíquota e exemplos de legislações estaduais
	Comentário
	2%
	4%
	Imunidade
	Isenção
	Exemplo
	Descontos
	Tributo municipal: IPTU - Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (municípios)
	Conteúdo interativo
	Introdução e aspectos históricos
	Saiba mais
	Hipótese de incidência e fato gerador
	Atenção
	Sujeito passivo da obrigação tributária
	Pessoa natural ou jurídica
	Titular de domínio útil
	Pessoas utilitárias do bem
	Atenção
	Base de cálculo
	Alíquota
	Imunidade e isenção
	Contribuintes aposentados
	Empreendimentos
	Imóveis
	Destinação de impostos
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	ITR - Introdução e aspectos históricos
	Conteúdo interativo
	IPVA - Hipótese de incidência e fato gerador
	Conteúdo interativo
	IPTU - Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Procedimentos contábeis dos tributos sobre o patrimônio
	Contabilização dos tributos sobre o patrimônio
	Divulgação dos tributos sobre o patrimônio nas demonstrações contábeis
	Conteúdo interativo
	Tributos e a composição do preço de aquisição
	Exemplo
	Preço de compra
	Custos diretamente atribuíveis
	Estimativa dos custos
	Exemplo
	Contabilização do IPVA
	Custo de produção
	Despesa operacional
	Pelo reconhecimento do IPVA a pagar
	Pelo pagamento do IPVA
	Pela apropriação mensal do IPVA, como custo ou despesa operacional
	Contabilização do IPTU
	Exemplo
	Mês de janeiro
	Registro mensal
	Divulgação dos tributos sobre o patrimônio nas demonstrações contábeis
	Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
	Conteúdo interativo
	Apurar
	Evidenciar
	Demonstrar
	Saiba mais
	NBC TG 25
	NBC TG 07
	NBC TG 09
	NBC TG 26
	Demonstrações contábeis e os tributos
	Conteúdo interativo
	Balanço patrimonial (BP)
	Passivo circulante: impostos, taxas e contribuições a recolher
	Ativo circulante: valores a apropriar
	Demonstração do resultado (DRE)
	Estrutura da DRE
	Demonstração de fluxo de caixa (DFC)
	Demonstração do valor adicionado (DVA)
	Atenção
	Estrutura de DVA
	Vem que eu te explico!
	Diretrizes do CPC 27 - Ativo Imobilizado
	Conteúdo interativo
	Contabilização do IPVA
	Conteúdo interativo
	Contabilização do IPTU
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
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	Referências

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