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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Modelos de Organização Processual
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250430541721
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Assessora no MP-RJ. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Modelos de Organização Processual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Formação, Suspensão e Extinção do Processo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Petição Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Funções da Petição Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Requisitos da Petição Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Destaques sobre os Requisitos da Petição Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Pedido (Art. 319, IV) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Cumulação de Pedidos (Art. 327 do CPC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Espécies de Cumulação de Pedidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Ampliação, Redução e Alteração da Demanda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Indeferimento da Petição Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Improcedência Liminar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Audiência de Conciliação e ou de Mediação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Respostas do Réu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Contestação (Art. 335 do CPC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Reconvenção (Art. 343 do CPC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Questões de concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
 
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Aline Oliveira
aPreseNtaÇÃOaPreseNtaÇÃO
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de 
Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, mas já fui Assessora no MPRJ. Sou pós-graduada 
em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito 
Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE RJ quanto da PGM RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex: Procurador da UNICAMP, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado(a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Galera, não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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MODELOS DE MODELOS DE ORGANIZAÇÃO PROCESSUALORGANIZAÇÃO PROCESSUAL
FOrMaÇÃO, susPeNsÃO e eXtiNÇÃO DO PrOcessOFOrMaÇÃO, susPeNsÃO e eXtiNÇÃO DO PrOcessO
Toda ação judicial, necessariamente, terá seu início, meio e fim, ou seja, a formação, o 
trâmite, com a possibilidade de suspensão, e a extinção.
Formação. A máquina judiciária se mantém inerte, até o marco inaugural do processo, 
através do ato do demandante. Assim, a formação do processo se inicia por iniciativa da 
parte, através da chamada petição inicial, e se desenvolve por impulso oficial, conforme 
preceitua o Art. 2º c/c 312, ambos do CPC.
Art. 2º O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as 
exceções previstas em lei.
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a 
propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240 depois que 
for validamente citado.
A partir do protocolo da petição inicial, inicia-se o estado de pendência da ação, até 
que ocorra a citação válida do demandado epor ela alegados, o juiz deverá indeferir imediatamente 
a inicial.
032. 032. (2019/CEV-URCA/PREFEITURA DE MAURITI – CE/ADVOGADO) É caso de indeferimento 
da petição inicial, EXCETO:
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a) Falta de legitimidade.
b) Quando o autor carecer de interesse processual.
c) Faltar-lhe pedido ou causa de pedir.
d) Quando a narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão.
e) Quando não estiver presente o valor da causa.
033. 033. (2023/FGV/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) João ajuizou ação buscando a revisão do 
contrato de financiamento firmado com o banco ABC. Na petição inicial, João não especificou 
as obrigações contratuais controvertidas, tampouco indicou o valor incontroverso do débito. 
Ao receber a petição inicial, o juiz determinou a intimação de João para indicar/especificar 
as questões acima, o que não foi cumprido no prazo legal, ensejando o indeferimento da 
petição inicial por inépcia.
Diante dessa situação hipotética, é correto afirmar que interposta apelação cível, é facultado 
ao juiz, no prazo de cinco dias, retratar-se.
034. 034. (2023/FGV/PGM – NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Ajuizada em face da Fazenda 
Pública demanda envolvendo direito que admite autocomposição, e não sendo o caso de 
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido, o juiz da causa 
determinou a citação da pessoa jurídica de direito público e designou audiência de conciliação, 
por entender que era possível a resolução do conflito por autocomposição.
Nesse quadro, é correto afirmar que o juiz da causa atuou corretamente, uma vez que a 
Fazenda Pública pode resolver o conflito por autocomposição.
035. 035. (2021/FGV/DPE-RJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA/ADAPTADA) Alberto ingressou com Ação 
Indenizatória em face de Pedro, alegando ter sido este o responsável por acidente de 
trânsito envolvendo as partes, tendo o autor pleiteado, de forma genérica, a reparação pelos 
danos materiais e morais sofridos. Após distribuída a exordial, os autos foram de imediato 
encaminhados para o juízo competente que indeferiu a petição inicial por considerá-la inepta. 
Na condição de Defensor Público do autor, ao ser intimado da Decisão de indeferimento da 
inicial, o recurso cabível, afastada a hipótese de cabimento de Embargos de Declaração, é 
apelação, podendo ser exercido juízo de retratação pelo prolator da decisão no prazo de 5 dias.
036. 036. (2023/FGV/TJ-RN/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) Recebendo uma 
petição inicial, em que o pedido do autor consiste em um reajuste salarial já considerado 
indevido, por força de enunciado de súmula do tribunal de justiça, e sabendo-se que a questão 
é exclusivamente de direito, deverá o juiz julgar extinto o processo, sem resolução do mérito.
037. 037. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Joana ajuizou ação ordinária 
em face do Estado Alfa. Sua pretensão é contrária a entendimento firmado em incidente 
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de resolução de demandas repetitivas julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado Alfa, com 
decisão transitada em julgado. Não há necessidade de produção de qualquer prova além 
das que já instruem a petição inicial.
Em tal hipótese, caberá ao juiz julgar liminarmente improcedente o pedido, independentemente 
de citação do réu.
038. 038. (2024/FGV/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ESPECIALIDADE – ÁREA JUDICIÁRIA) Maria, ao 
ser citada em uma ação de cobrança proposta por Teresa, não só contestou o pedido formulado, 
ao argumento de que a dívida já havia sido paga, mas também ofereceu reconvenção para 
postular um crédito que alegava ter contra a autora. O juiz julgou liminarmente improcedente 
a reconvenção, uma vez que entendeu tratar-se de cobrança de dívida oriunda de ato ilícito. 
Outrossim, determinou que a autora se manifestasse em réplica.
Nesse cenário, a extinção da reconvenção configura uma:
a) sentença terminativa, impugnável por apelação;
b) sentença parcial de mérito, impugnável por apelação;
c) decisão interlocutória de mérito, impugnável por agravo de instrumento;
d) decisão interlocutória de mérito, impugnável por apelação;
e) decisão monocrática, impugnável por agravo interno.
039. 039. (2019/FGV/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Sobre a substituição processual, é correto afirmar que em caso de reconvenção, se o autor 
for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do 
substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade 
de substituto processual.
040. 040. (2024/FGV/ENAM/EXAME NACIONAL DE MAGISTRATURA (REAPLICAÇÃO)/ADAPTADA) 
Sobre a contestação, a reconvenção, as providências preliminares e o saneamento do 
processo, julgue o item:
Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar a litispendência, conexão ou coisa julgada.
041. 041. (2022/FGV/TJ-GO/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) Relativamente às faculdades processuais 
do réu nos processos de competência dos Juizados Especiais Cíveis, é correto afirmar que, 
na contestação, o réu poderá formular reconvenção em face do autor, desde que fundado 
nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia.
042. 042. (2020/FGV/MPE-RJ/ESTÁGIO FORENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE 
JANEIRO) Distribuída petição inicial de ação de despejo a uma vara de família da comarca 
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da capital fluminense, procedeu-se ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, 
determinando-se a citação do réu.
Nesse cenário, o juízo de família é absolutamente incompetente, devendo o réu suscitar o 
vício com a arguição de preliminar em contestação.
043. 043. (2021/FGV/DPE-RJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA/ADAPTADA) Sobre o processo de conhecimento, 
julgue o item:
No procedimento comum, em sendo designada audiência de conciliação ou sessão de 
mediação, não obtida a autocomposição, a contestação deverá ser apresentada pelo réu 
na própria audiência, sob pena de revelia.
044. 044. (2024/FGV/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) Sobre a mediação, é correto afirmar que é 
irrecorrível a decisão que suspende o processo nos termos requeridos de comum acordo 
pelas partes.
045. 045. (2022/FGV/TJ-AP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma demanda judicial 
proposta por um único autor em face de dois réus, em litisconsórcio passivo comum, apenas 
um deles ofereceu contestação, não obstante ter o revel constituído procurador distinto 
e de outro escritório de advocacia.
Tratando-se de autos eletrônicos, e sabendo-se que o juízo julgou procedente o pedido, 
é correto afirmar que o prazo para o réu contestante oferecer o recurso de apelação não 
será contado em dobro;
046. 046. (2024/FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/42º EXAME) Ana Carolina procurou você, como 
advogado(a), para elaborar sua defesa em demanda pelo procedimento comum movida por 
Eduardoperante Vara Cível com o objetivo de obter indenização em virtude de suposto 
inadimplemento de Ana Carolina, qual seja, ter entregado uma quantidade de soja menor 
do que a que fora acordada contratualmente.
Nessa reunião, Ana Carolina relatou que a indenização não era devida, porque ela havia 
entregado a quantidade de soja prevista no contrato. Ana Carolina relatou ainda que, na 
realidade, Eduardo não tinha realizado o pagamento integral previsto em contrato.
Sobre a demanda movida por Eduardo visando ao pagamento da quantia que lhe é devida, 
assinale a opção que apresenta a medida cabível que você, na condição de advogado(a) de 
Ana Carolina, indicou.
a) Ana Carolina terá que ajuizar uma nova demanda autônoma visando ao pagamento da 
quantia devida por Eduardo.
b) Ana Carolina poderá apresentar reconvenção para cobrar a quantia que lhe é devida por 
Eduardo, sendo que essa medida deverá ser formulada na contestação.
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c) Ana Carolina poderá apresentar reconvenção para cobrar a quantia que lhe é devida por 
Eduardo, sendo que essa medida deverá ser formulada em petição apartada da contestação.
d) Ana Carolina poderá formular pedido contraposto para cobrar a quantia que lhe é 
devida por Eduardo, sendo que essa medida deverá ser formulada em petição apartada 
da contestação.
047. 047. (2024/FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/42º EXAME) As irmãs Alessandra, Antônia, Alba 
e Aline foram dispensadas de seus empregos em 2024, e cada qual contratou uma advogada 
de sua confiança para ajuizar reclamação trabalhista visando postular horas extras.
Alessandra tem 58 anos de idade; Antônia, 65 anos de idade; Alba, 50 anos de idade; e Aline, 
61 anos de idade.
Considerando a norma de regência, assinale a opção que indica o(s) processo(s) que terá(ão) 
prioridade na tramitação.
a) O de Antônia, somente.
b) Os de Antônia e Aline, somente.
c) Os de Alessandra e Aline, somente.
d) Os das quatro irmãs, em condições iguais.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. E
3. C
4. C
5. C
6. C
7. C
8. a
9. C
10. b
11. C
12. E
13. E
14. C
15. E
16. C
17. C
18. C
19. b
20. a
21. d
22. C
23. C
24. C
25. a
26. C
27. C
28. E
29. C
30. a
31. E
32. e
33. a
34. C
35. C
36. E
37. C
38. c
39. C
40. C
41. E
42. C
43. E
44. C
45. C
46. b
47. b
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (2023/FGV/PGM – NITERÓI/TÉCNICO DE PROCURADORIA) O procedimento comum terá 
início pela distribuição da petição inicial, que é a peça inaugural do processo. Nesse sentido, 
é necessária a indicação de vários requisitos essenciais para que esta seja apta a ensejar o 
exame do pedido. Assim, é prescindível na referida petição inicial a indicação:
a) do juízo a que é dirigida;
b) do valor da causa;
c) do nome da ação;
d) das provas com que o autor pretende demonstrar a verdade;
e) da opção do autor pela realização da audiência de mediação.
A questão versa sobre o que é dispensável na indicação da petição inicial. Assim, como os 
incisos do art. 319 do CPC não mencionam o nome da ação, a opção correta é a letra “c”.
Letra c.
002. 002. (2022/FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO – DIREITO CIVIL, PROCESSUAL 
CIVIL E AGRÁRIO/ADAPTADA) O valor da causa e o pedido são dois requisitos da petição 
inicial, como o Art. 319 do CPC dispõe.
O juiz pode corrigir o valor da causa, apenas mediante requerimento do réu formulado em 
contestação, quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão 
ou ao proveito econômico perseguido pelo autor.
O valor da causa pode ser corrigido pelo juiz de ofício e por arbitramento (art. 292; § 3º 
do CPC), de modo que não existe a necessidade de requerimento do réu na contestação.
Errado.
003. 003. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) A petição inicial é o veículo da 
demanda. Outrossim, por se tratar de ato solene, a petição inicial exige o preenchimento de 
requisitos, dentre os quais podemos indicar a causa de pedir, o pedido e o valor da causa.
Eventual desatendimento em relação a quaisquer dos requisitos da petição inicial poderá 
ensejar o seu indeferimento, após ser oportunizada a emenda.
Julgue o item:
A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações para qualificação 
do réu, for possível realizar sua citação.
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Na forma do art. 319, § 2º do CPC, o qual menciona que a petição inicial não será indeferida 
se, a despeito da falta de informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu.
Certo.
004. 004. (2024/FGV/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE – 
EXECUÇÃO DE MANDADOS/ADAPTADA) Depois de ter sido regularmente citado, pretende 
o réu apresentar peça contestatória na qual, sem prejuízo da defesa de mérito que reputar 
pertinente, suscite o descabimento da gratuidade de justiça deferida à parte autora e o 
equívoco do valor atribuído à causa na petição inicial.
Para tanto, caberá ao demandado arguir ambos os temas como questões preliminares em 
sua contestação.
Na forma do art. 337, III e XIII, do CPC, incube ao réu, na peça de defesa, antes de discutir 
o mérito, alegar em preliminar a incorreção do valor da causa e a concessão da gratuidade 
de justiça.
Certo.
005. 005. (2024/FGV/TJ-SC/TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR/ADAPTADA) Determinado servidor 
intentou demanda em que pleiteava a condenação do ente público a lhe pagar uma quantia, 
decorrente de um expurgo inflacionário que não lhe fora concedido administrativamente. 
Sabendo-se que a questão é exclusivamente de direito e que já há enunciado de Súmula do 
Supremo Tribunal Federal no sentido contrário à pretensão autoral, o juiz, sem determinar 
a citação do réu, adentrou ao mérito e julgou improcedente o pedido autoral.
Nesse sentido, o juiz agiu de forma correta, uma vez que não há violação ao princípio do 
devido processo legal.
A questão se refere a improcedência liminar do pedido. Assim, a alternativa é correta, na 
forma do art. 332, I do CPC.
Certo.
006. 006. (2024/FGV/AL-TO/PROCURADOR JURÍDICO/ADAPTADA) Clara da Gema é ré em ação de 
cobrança proposta por Pedro Sapateiro. Ele propôs esta ação, exigindo seu crédito, muitos 
e muitos anos depois de sofrer a lesão pelo não pagamento, já tendo havido a passagem 
do prazo prescricional.
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Julgue o item:
Clara da Gema não será citada, pois o juiz poderá julgar liminarmente improcedente o pedido 
por verificar a prescrição.
A prescrição é uma das causas que autoriza o juiz a julgar liminarmente improcedente o 
pedido, conforme preceitua a Art. 332, §1º do CPC.
Na forma do inciso IV do art. 332 do CPC, a alternativa é CORRETA, pois em causas que dispensem 
a fase instrutória, quando contrariar enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito 
local, o juiz julgará liminarmente improcedente o pedido, independente da citação do réu.
Certo.
007. 007. (2024/FGV/TJ-RJ/PROGRAMA DE RESIDÊNCIA – DIREITO/ADAPTADA) O juiz em exercício 
na X Vara de Fazenda Pública da Comarca Alpha, ao realizar o juízo de admissibilidade de 
petição inicial, identificou que o pedido formulado contraria enunciado de súmula do 
tribunal de justiça sobre direito local.
Nesse caso, é cabível nesse momento processual a improcedência liminar do pedido, sendo 
dispensada a fase instrutória e a citação do réu para a prolação da sentença.
Na forma do inciso IV do art. 332 do CPC, a alternativa é CORRETA, pois em causas que dispensem 
a fase instrutória, quando contrariar enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito 
local, o juiz julgará liminarmente improcedente o pedido, independente da citação do réu.
Certo.
008. 008. (2024/FGV/AL-SC/ANALISTA LEGISLATIVO III – DIREITO) A contestação é a peça de 
defesa por excelência para o réu. Das matérias a seguir, assinale a que não é alegável como 
preliminar de contestação.
a) Nulidade da dívida.
b) Perempção.
c) Litispendência.
d) Convenção de arbitragem.
e) Conexão.
Nulidade da dívida não se insere nas possibilidades que o réu pode alegar na contestação, 
em preliminar, antes de discutir o mérito, vide art. 337 e seus incisos do CPC.
Letra a.
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009. 009. (2022/FGV/MPE-BA/ESTAGIÁRIO DE DIREITO – EDITAL N. 01/ADAPTADA) José reconhece 
a procedência do pedido de cobrança de R$ 100.000,00 formulado por Paulo. Porém, 
no mesmo processo, como fundamento de sua defesa, propõe reconvenção pedindo a 
condenação de Paulo na quantia de R$ 200.000,00.
Nesse cenário, é correto afirmar que é possível ao réu apresentar reconvenção 
independentemente de oferecer contestação.
A reconvenção pode ser proposta independente da contestação (art. 343, § 6º do CPC).
Certo.
010. 010. (2021/FGV/CÂMARA DE ARACAJU – SE – PROCURADOR JUDICIAL) Luiz propôs em face 
de Carlos ação pelo rito comum, em que postulava a declaração judicial da inexistência de 
uma obrigação contratual.
Regularmente citado, Carlos não apenas pretende demonstrar a existência do vínculo 
obrigacional, como também tem a intenção de receber o crédito que reputa titularizar.
Quanto à sua pretensão de cobrança, Carlos deverá deduzi-la, no mesmo feito, por meio de:
a) exceção;
b) reconvenção;
c) questão preliminar de contestação;
d) ação autônoma, a ser distribuída por dependência aos autos da demanda primitiva;
e) ação autônoma, a ser distribuída somente após o advento do trânsito em julgado nos 
autos da demanda primitiva.
Opção correta é a letra “b”, na forma do Art. 343 CPC: Na contestação, e lícito ao réu propor 
reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com a. Ação principal ou com o 
fundamento da defesa.
Letra b.
011. 011. (2019/FGV/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PROCESSUAL/ADAPTADA) De 
acordo com o art. 3º, §3º, do Código de Processo Civil, “a conciliação, a mediação e outros 
métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, 
defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial”.
Sobre a temática, é correto afirmar que o não comparecimento injustificado do autor ou réu 
à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e ensejará 
a aplicação de multa, revertida em favor da União ou do Estado.
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Alternativa correta, na forma do art. 334, § 8º, o qual menciona: “ O não comparecimento 
injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório 
à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem 
econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado”.
Certo.
012. 012. (2023/CESPE/CEBRASPE/PGE-RJ/PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO) De acordo 
com as regras que regem a função jurisdicional, o procedimento comum e a intervenção 
de terceiros no direito processual civil, julgue o item que se segue.
Quando o autor da ação cível for pessoa natural, a intimação para a audiência de conciliação 
deverá ser feita pessoalmente, sendo, nesse caso, vedada a intimação por intermédio de 
advogado, em razão das consequências jurídicas decorrentes de eventual ausência na 
audiência.
Na forma do Art. 334, § 3º do CPC, a intimação do Autor para a audiência será feita na 
pessoa de seu advogado.
Errado.
013. 013. (2022/CESPE/CEBRASPE/PGE-RJ/TÉCNICO PROCESSUAL) Considerando que o processo 
judicial é composto pelas fases postulatória, instrutória, decisória, recursal e de cumprimento 
de sentença, julgue o item a seguir.
A audiência de conciliação, quando realizada, ocorre na fase instrutória do processo judicial.
De acordo com as fases do procedimento comum, a audiência se insere na fase postulatória 
(do ajuizamento da ação até a contestação), pois ocorre logo após o ajuizamento da ação 
e antes da contestação.
Errado.
014. 014. (2022/FGV/MPE-GO/ANALISTA JURÍDICO/ADAPTADA) Joana, irresignada com sucessivos 
atrasos no pagamento de encargos que deveriam ser realizados com Augusto, em sede de 
contrato de prestação de serviços, decide ingressar com ação de cobrança. Interposta a 
petição inicial e sem qualquer indicação do desinteresse na autocomposição, o juízo agenda 
de forma automática a audiência de mediação. Intimados, Joana e Augusto mantêm-se 
inertes quanto à manifestação.
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Chegado o dia da realização da audiência, Joana decide não comparecer, pois permanece 
muito incomodada com as atitudes anteriores de Augusto e não deseja adentrar em qualquer 
tratativa de solução.
Diante dessa circunstância, a ausência injustificada de Joana é considerada ato atentatório 
à dignidade da justiça, podendo resultar em aplicação de multa de até 2% a vantagem 
econômica pretendida ou do valor da causa, em favor do Estado ou da União.
O autor deverá indicar na petição o seu interesse ou desinteressena realização da audiência, 
não o fazendo se encontra vinculado ao ato e, o não comparecimento injustificado, será 
considerado ato atentatório a dignidade da justiça, com aplicação de multa. (art. 334, §§ 
§ 4º, 5º e 8º, do CPC).
Certo.
015. 015. (2024/FGV/AL-PR/PROCURADOR/ADAPTADA) Baden Bacon propôs ação indenizatória 
contra o Estado do Paraná, postulando R$350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) 
por danos materiais e morais que alega ter sofrido no carnaval de 2024, por abordagem 
indevida da Polícia Militar em ação durante bloco de rua.
Se a petição inicial for recebida, o juiz não haverá prazo diferenciado para a prática de 
qualquer ato processual pela fazenda pública, inclusive para a interposição de recursos.
Há prazo diferenciado sim, na forma do art. 183:
Art. 183. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias 
e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal.
§ 1º A intimação pessoal far-se-á por carga, remessa ou meio eletrônico.
§ 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma expressa, 
prazo próprio para o ente público.
Além disso, segundo o art. 334 do CPC:
Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar 
do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima 
de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência.
Errado.
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016. 016. (2023/FGV/TJ-BA/CONCILIADOR/ADAPTADA) Bento foi vencedor em uma demanda 
judicial, razão pela qual Francisco foi condenado a pagar-lhe indenização de oito mil reais.
Intimado para cumprir a sentença, Francisco pede a designação de audiência de conciliação.
Nesse caso, a tentativa de conciliação será possível e poderá abranger qualquer matéria, 
porque se trata de direito patrimonial da parte sobre o qual ela pode dispor conforme 
preferir, podendo a audiência ser presidida por conciliador ou por juiz.
A conciliação é um ato de autocomposição que, apesar de designada na fase postulatória, 
como regra, poderá ser designada em qualquer fase do processo, pois seu intuito é a 
resolução da lide de forma benéfica para as partes, assim, na forma do Art. 139, V do CPC, 
a audiência de conciliação poderá ser designada após a sentença.
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
V – promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de conciliadores 
e mediadores judiciais;
Certo.
017. 017. (2023/FGV/TJ-BA/CONCILIADOR/ADAPTADA) Sobre a audiência de conciliação, é correto 
afirmar que pode ser realizada por meio eletrônico, nos termos da lei.
Alternativa está correta, na forma do §7º do art. 334 do CPC: “A audiência de conciliação 
ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, nos termos da lei”.
Certo.
018. 018. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Carine ajuizou ação de divórcio 
em face de Rafael, cumulada com fixação de guarda e alimentos em favor de seus filhos 
menores, valendo-se do procedimento especial previsto no Código de Processo Civil. Carine 
manifestou desinteresse expresso na realização de audiência de mediação.
Conforme as disposições do Código de Processo Civil, ao receber a petição inicial, o juiz 
ordenará a citação de Rafael para comparecer à audiência de conciliação e mediação, cuja 
realização é obrigatória.
Atente-se que a questão se refere ao procedimento especial, ação de alimentos, na qual é 
regida pela Lei n.: 5.478/68, sendo a audiência de conciliação um ato obrigatório, inclusive, 
o STJ já se manifestou sobre o tema:
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JURISPRUDÊNCIA
1. A Lei n. 5.478/68 dispõe objetivamente que autor e réu devem comparecer à audiência 
de conciliação e instrução independente de intimação e do comparecimento de seus 
representantes (Art. 6º) e que a proposta de conciliação deve ser realizada havendo ou 
não resposta (contestação) por parte do réu (art. 9º). 2. Na ação de alimentos, portanto, 
a tentativa de conciliação é cogente e está em consonância com os princípios gerais 
do direito processual, no qual sempre se deve buscar a composição das partes. 3. A 
ausência de advogado não obsta e nem invalida a realização do acordo (Precedentes: 
Acórdão n.1010723 do TJDFT e REsp 1584503/SP do STJ).
(Acórdão 1176175, 07050444220188070006, Relator Designado: LEILA ARLANCH, 7ª 
Turma Cível, data de julgamento: 05/06/2019, publicado no PJe: 10/06/2019).
Certo.
019. 019. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) O Código de Processo Civil traz 
disposições relevantes acerca da conciliação, da mediação e dos centos judiciários de solução 
consensual de conflitos.
As partes podem escolher, de comum acordo, o conciliador, o mediador ou a câmara privada 
de conciliação e de mediação.
Art. 168 do CPC. As partes podem escolher, de comum acordo, o conciliador, o mediador ou a 
câmara privada de conciliação e de mediação.
Certo.
020. 020. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO) Landelina e Ursulino, respectivamente, 
conciliador e mediador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, debatiam sobre 
as funções exercidas no estímulo à solução consensual de conflitos.
Landelina afirmou que, enquanto conciliadora, sua atuação é preferencial para os casos 
em que não houver vínculo anterior entre as partes. Ursulino, por sua vez, indicou que 
conciliadores e mediadores devem observar o dever de sigilo, inerente às suas funções.
Sobre o caso acima, assinale a afirmativa correta.
a) Landelina e Ursulino estão corretos em suas colocações.
b) Landelina está correta, enquanto Ursulino está incorreto em sua colocação.
c) Landelina e Ursulino estão incorretos em suas colocações.
d) Landelina está incorreta, enquanto Ursulino está correto em suas colocações.
e) Landelina está correta e Ursulino está parcialmente correto em sua colocação.
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O conciliador, atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre 
as partes (§ 2º do art. 165 do CPC), já o mediador atuará preferencialmente nos casos em 
que houver vínculo anterior entre as partes (§ 3º do art. 165 do CPC). Os atos de conciliação 
e mediação são regidos por vários princípios, dentre os quais se encontra o dever de sigilo 
dos conciliadores e mediadores (§ 2º do Art. 166 do CPC).
Letra a.
021. 021. (2023/FGV/PGM – NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Após o trânsito em julgado de 
uma sentença que reconheceu o direito subjetivo do autor, foi ajuizada ação rescisória fundada 
em prova cuja falsidade se apurara em processo criminal, e que servira de fundamento para 
o acolhimento do pedidono âmbito civil. Desse modo, pediu-se a rescisão da sentença e, 
ainda, que se procedesse ao rejulgamento da causa originária sem a utilização da referida 
prova. No tocante aos pedidos formulados na ação rescisória, é correto afirmar que se 
trata de uma cumulação:
a) subsidiária;
b) alternativa;
c) ulterior;
d) sucessiva;
e) simples.
A questão se refere as espécies de cumulação de pedidos. Assim, para o caso em apreço 
tem-se a espécie sucessiva aquela que o segundo pedido só pode ser analisado se o primeiro 
pedido for julgado procedente.
a) Errada. Cumulação subsidiária – há preferência entre os pedidos.
b) Errada. Cumulação alternativa – não há preferência entre os pedidos.
c) Errada. Cumulação ulterior – aquela que ocorre após o ajuizamento da demanda.
e) Errada. Cumulação simples – as pretensões não possuem relação de precedência. Exemplo: 
danos materiais e danos morais.
Letra d.
022. 022. (2024/FGV/SES-MT/ADVOGADO/ADAPTADA) Paulo ajuizou ação de reintegração de posse 
em face de João. Nessa, sustentou que João esbulhou parte do terreno de sua fazenda, 
localizada no Município de Sinop (MT), há cerca de dois meses, razão pela qual requereu a 
concessão de medida liminar e, no mérito, a confirmação da referida medida, bem como 
indenização a título de danos materiais.
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Em contestação, João afirmou que não esbulhou o terreno, mas tão apenas informou Paulo 
que iria ocupar tal parte do terreno com seu gado. Outrossim, João requereu a proteção 
possessória em seu favor, sustentando que é proprietário da área litigiosa.
É lícita a cumulação de pedidos formulada por Paulo, pois as ações possessórias admitem 
a cumulação de pedido possessório com o de condenação em perdas e danos.
Na forma do Art. 554 do CPC, nas ações possessórias, como a reintegração de posse, é 
permitida a cumulação de pedidos possessórios com o de perdas e danos.
Certo.
023. 023. (2022/FGV/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – DIREITO/ADAPTADA) Ao analisar uma petição inicial, 
o juiz percebeu que o autor atribuiu um valor da causa somando o valor do pedido subsidiário 
com o do pedido principal. Assim, sem integrar o réu ao processo, corrigiu, de ofício, o valor 
atribuído à causa, para estabelecer que este deveria ser apenas o valor do pedido principal.
Diante desse cenário, o juiz agiu de forma correta, pois ele pode controlar, ex officio, o valor 
atribuído à causa nas hipóteses legais.
Em ações que houver pedido subsidiário, o valor da causa será o valor do pedido principal 
(VIII, do art. 292 do CPC). Outrossim, tendo sido atribuído pelo Autor o valor da causa de 
maneira incorreta, pode o juiz corrigir de ofício e por arbitramento (§ 3º do art. 292 d CPC).
Certo.
024. 024. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Regina foi citada em ação pelo 
procedimento comum, movida por Saulo. Em contestação, Regina alegou, de início, a 
incompetência absoluta do juízo e indevida concessão do benefício da gratuidade de justiça.
Adicionalmente, Regina argumentou não ser parte legítima para figurar no polo passivo, 
indicando que João é que deveria figurar como réu.
Em relação à matéria de fato alegada por Saulo em sua petição inicial, Regina nada argumentou em defesa.
Sobre o caso acima, é correto afirmar que caso superadas as preliminares, serão presumidas 
verdadeiras as alegações de fato constantes da petição inicial e não impugnadas por Regina, 
ressalvadas as exceções legais.
Cabe ao réu não só manifestar suas preliminares, deverá ele também arguir precisamente 
sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não 
impugnadas, salvo exceções legais. (Art. 341, I, II e III do CPC).
Certo.
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025. 025. (2019/GUALIMP/PREFEITURA DE PORCIÚNCULA – RJ/PROCURADOR ADJUNTO) São 
requisitos da petição inicial, de acordo com o CPC/2015:
a) A indicação do juízo competente.
b) A indicação dos fundamentos jurídicos, sem a necessidade de descrever os fatos 
constitutivos do direito do autor.
c) A indicação dos pedidos, apenas na hipótese de cumulação.
d) A facultatividade de atribuição de um valor à causa.
A questão se refere aos requisitos da petição inicial, sendo a indicação do juízo uma delas, 
conforme preceitua o Art. 319, I do CPC.
b) Errada. A indicação dos fundamentos jurídicos, sem a necessidade de descrever os 
fatos constitutivos do direito do autor.
c) Errada. A indicação dos pedidos, apenas na hipótese de cumulação.
d) Errada. A facultatividade de atribuição de um valor à causa.
Art. 319. A petição inicial indicará:
I – o juízo a que é dirigida;
II – os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de 
inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço 
eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;
III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
IV – o pedido com as suas especificações;
V – o valor da causa;
VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;
VII – a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.
Letra a.
026. 026. (2020/VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/
ADAPTADA) O ordenamento jurídico brasileiro é claro no sentido de que a petição inicial deve 
indicar o pedido com as suas especificações. Quanto ao mencionado requisito da petição 
inicial, é correto afirmar que é permitida a cumulação de pedidos, mesmo quando, para 
cada pedido, corresponder procedimento diverso, devendo para tanto o autor empregar 
o procedimento comum, sendo-lhe permitido inclusive adotar as técnicas processuais 
diferenciadas previstas nos procedimentos especiais respectivos, desde que não sejam 
incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
Alternativa correta na forma do Art. 327, § 2º, do CPC:
Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a cumulação 
se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das técnicas processuais 
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diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam um ou mais pedidos 
cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
Certo.
027. 027. (2023/IBADE/PREFEITURA DE RIO BRANCO – AC/PROCURADOR MUNICIPAL) Acerca da 
petição inicial e seus requisitos previstos no Código de Processo Civil, julgue o item:
É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de que o juiz conheça do 
posterior, quando não acolher o anterior.
A questão versa sobre cumulação de pedidos e, na forma do Art. 326 do CPC, a alternativa 
está correta. “É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de que o 
juiz conheça do posterior, quando não acolher o anterior”.
Certo.
028.028. (2019/VUNESP/ESEF – SP/PROCURADOR JURÍDICO/ADAPTADA) O valor da causa é um 
dos requisitos necessários da petição inicial. A respeito do tema, julgue o item:
O réu deverá impugnar, em autos apartados, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena 
de preclusão.
A impugnação é nos mesmos autos, na contestação e antes de discutir o mérito.
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
I – inexistência ou nulidade da citação;
II – incompetência absoluta e relativa;
III – incorreção do valor da causa;
IV – inépcia da petição inicial;
V – perempção;
VI – litispendência;
VII – coisa julgada;
VIII – conexão;
IX – incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;
X – convenção de arbitragem;
XI – ausência de legitimidade ou de interesse processual;
XII – falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
XIII – indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.
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029. 029. (2023/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP/PROCURADOR DO 
MUNICÍPIO/ADAPTADA) Marcos propôs ação de indenização por danos morais em face de 
João. Apresentou a petição inicial indicando todos os requisitos necessários, no entanto, 
deixou de instruir a petição inicial com os documentos indispensáveis à propositura da ação.
Diante da situação hipotética, é correto afirmar que o juiz determinará que Marcos, no 
prazo de 15 (quinze) dias, emende ou complete a petição inicial, indicando com precisão o 
que deve ser corrigido ou completado, sob pena de indeferimento da petição inicial.
Art. 321 do CPC – O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 
e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com 
precisão o que deve ser corrigido ou completado.
Certo.
030. 030. (2019/INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO OFICIAL CRIMINAL – ÁREA 8) Segundo o Código 
de Processo Civil em vigor, assinale a alternativa que NÃO apresenta um requisito da 
petição inicial.
a) Número do Registro Geral (RG) do autor e do réu.
b) Estado civil do autor e do réu.
c) A opção ou não do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.
d) Número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa 
Jurídica do autor e do réu.
e) As provas com que o autor pretende demonstrar o pedido e suas especificações.
Não é requisito da petição inicial o número do RG, os requisitos constam do Art. 319 e seus 
incisos do CPC.
Letra a.
031. 031. (2019/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO DE PROCURADORIA)
teXtO assOciaDO
Em razão de uma colisão de veículos, Roberta, motorista e proprietária de um dos 
veículos, firmou acordo para reparação de danos com Hugo e Eduardo, respectivamente, 
motorista e proprietário do outro veículo envolvido no acidente. No entanto, por ter sido 
descumprido o referido pacto, Roberta ajuizou ação em desfavor deles. Hugo apresentou 
a sua contestação no prazo legal, e Eduardo não realizou esse ato processual.
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Considerando essa situação hipotética e as disposições do Código de Processo Civil, 
julgue o item seguinte.
Se, na petição inicial apresentada por Roberta, faltarem provas indispensáveis à demonstração 
da verdade dos fatos por ela alegados, o juiz deverá indeferir imediatamente a inicial.
Não se trata de indeferimento, mas, sim, de determinação de emenda, na forma do Art. 321 
do CPC. Outrossim, se não houver a apresentação da emenda no prazo estipulado, ocorrerá 
o indeferimento, conforme prevê o parágrafo único do art. 321 do CPC.
Errado.
032. 032. (2019/CEV-URCA/PREFEITURA DE MAURITI – CE/ADVOGADO) É caso de indeferimento 
da petição inicial, EXCETO:
a) Falta de legitimidade.
b) Quando o autor carecer de interesse processual.
c) Faltar-lhe pedido ou causa de pedir.
d) Quando a narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão.
e) Quando não estiver presente o valor da causa.
A opção correta é a letra “e” na forma do inciso I, do § 1ª, do Art. 330 do CPC.
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I – for inepta; (letra C e D)
II – a parte for manifestamente ilegítima; (letra A)
III – o autor carecer de interesse processual; (letra B)
IV – não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321 .
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
I – lhe faltar pedido ou causa de pedir;(letra C)
II – o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido 
genérico;
III – da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; (letra D)
IV – contiver pedidos incompatíveis entre si.
§ 2º Nas ações que tenham por objeto a revisão de obrigação decorrente de empréstimo, de 
financiamento ou de alienação de bens, o autor terá de, sob pena de inépcia, discriminar na 
petição inicial, dentre as obrigações contratuais, aquelas que pretende controverter, além de 
quantificar o valor incontroverso do débito.
§ 3º Na hipótese do § 2º, o valor incontroverso deverá continuar a ser pago no tempo e modo 
contratados.
Letra e.
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033. 033. (2023/FGV/TJ-GO/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) João ajuizou ação buscando a revisão do 
contrato de financiamento firmado com o banco ABC. Na petição inicial, João não especificou 
as obrigações contratuais controvertidas, tampouco indicou o valor incontroverso do débito. 
Ao receber a petição inicial, o juiz determinou a intimação de João para indicar/especificar 
as questões acima, o que não foi cumprido no prazo legal, ensejando o indeferimento da 
petição inicial por inépcia.
Diante dessa situação hipotética, é correto afirmar que interposta apelação cível, é facultado 
ao juiz, no prazo de cinco dias, retratar-se.
Alternativa é correta, na forma do art. 331 do CPC.
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 
(cinco) dias, retratar-se.
Certo.
034. 034. (2023/FGV/PGM – NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Ajuizada em face da Fazenda 
Pública demanda envolvendo direito que admite autocomposição, e não sendo o caso de 
indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido, o juiz da causa 
determinou a citação da pessoa jurídica de direito público e designou audiência de conciliação, 
por entender que era possível a resolução do conflito por autocomposição.
Nesse quadro, é correto afirmar que o juiz da causa atuou corretamente, uma vez que a 
Fazenda Pública pode resolver o conflito por autocomposição.
Correta, na forma do art. 334 do CPC. Ademais, o mencionado artigo não veda a realização 
da audiência de conciliação quando a Fazenda for parte.
Certo.
035. 035. (2021/FGV/DPE-RJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA/ADAPTADA)Alberto ingressou com Ação 
Indenizatória em face de Pedro, alegando ter sido este o responsável por acidente de 
trânsito envolvendo as partes, tendo o autor pleiteado, de forma genérica, a reparação pelos 
danos materiais e morais sofridos. Após distribuída a exordial, os autos foram de imediato 
encaminhados para o juízo competente que indeferiu a petição inicial por considerá-la inepta. 
Na condição de Defensor Público do autor, ao ser intimado da Decisão de indeferimento da 
inicial, o recurso cabível, afastada a hipótese de cabimento de Embargos de Declaração, é 
apelação, podendo ser exercido juízo de retratação pelo prolator da decisão no prazo de 5 dias.
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Alternativa correta, na forma do art. 331 do CPC.
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 
(cinco) dias, retratar-se.
Certo.
036. 036. (2023/FGV/TJ-RN/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/ADAPTADA) Recebendo uma 
petição inicial, em que o pedido do autor consiste em um reajuste salarial já considerado 
indevido, por força de enunciado de súmula do tribunal de justiça, e sabendo-se que a 
questão é exclusivamente de direito, deverá o juiz julgar extinto o processo, sem resolução 
do mérito.
A questão versa sobre improcedência liminar do pedido, de modo que, na forma do art. 
332, IV do CPC, a alternativa está errada.
Errado.
037. 037. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Joana ajuizou ação ordinária 
em face do Estado Alfa. Sua pretensão é contrária a entendimento firmado em incidente 
de resolução de demandas repetitivas julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado Alfa, com 
decisão transitada em julgado. Não há necessidade de produção de qualquer prova além 
das que já instruem a petição inicial.
Em tal hipótese, caberá ao juiz julgar liminarmente improcedente o pedido, independentemente 
de citação do réu.
A alternativa é correta, na forma do art. 332, III, do CPC.
Art. 332, III do CPC – Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente 
da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: entendimento 
firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência.
Certo.
038. 038. (2024/FGV/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ESPECIALIDADE – ÁREA JUDICIÁRIA) Maria, ao 
ser citada em uma ação de cobrança proposta por Teresa, não só contestou o pedido formulado, 
ao argumento de que a dívida já havia sido paga, mas também ofereceu reconvenção para 
postular um crédito que alegava ter contra a autora. O juiz julgou liminarmente improcedente 
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a reconvenção, uma vez que entendeu tratar-se de cobrança de dívida oriunda de ato ilícito. 
Outrossim, determinou que a autora se manifestasse em réplica.
Nesse cenário, a extinção da reconvenção configura uma:
a) sentença terminativa, impugnável por apelação;
b) sentença parcial de mérito, impugnável por apelação;
c) decisão interlocutória de mérito, impugnável por agravo de instrumento;
d) decisão interlocutória de mérito, impugnável por apelação;
e) decisão monocrática, impugnável por agravo interno.
A questão é resolvida com a literalidade do art. 1015 do CPC. Vejamos:
Art. 1.015, II do CPC – Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que 
versarem sobre: mérito do processo.
Letra c.
039. 039. (2019/FGV/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PROCESSUAL/ADAPTADA) 
Sobre a substituição processual, é correto afirmar que em caso de reconvenção, se o autor 
for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do 
substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade 
de substituto processual.
Art. 343, § 5º, do CPC: Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão 
própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. § 5º Se o autor for substituto 
processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção 
deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual.
Certo.
040. 040. (2024/FGV/ENAM/EXAME NACIONAL DE MAGISTRATURA (REAPLICAÇÃO)/ADAPTADA) 
Sobre a contestação, a reconvenção, as providências preliminares e o saneamento do 
processo, julgue o item:
Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar a litispendência, conexão ou coisa julgada.
Conforme o Art. 337, CPC: “Incumbe ao RÉU, antes de discutir o mérito, alegar: [...] VI – 
litispendência; VII – coisa julgada; VIII – conexão”.
Certo.
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041. 041. (2022/FGV/TJ-GO/JUIZ LEIGO/ADAPTADA) Relativamente às faculdades processuais 
do réu nos processos de competência dos Juizados Especiais Cíveis, é correto afirmar que, 
na contestação, o réu poderá formular reconvenção em face do autor, desde que fundado 
nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia.
No juizado não cabe reconvenção.
Art. 31 da Lei n. 9.099/95 – Não se admitirá a reconvenção. É lícito ao réu, na contestação, 
formular pedido em seu favor, nos limites do art. 3º desta Lei, desde que fundado nos mesmos 
fatos que constituem objeto da controvérsia.
Errado.
042. 042. (2020/FGV/MPE-RJ/ESTÁGIO FORENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE 
JANEIRO) Distribuída petição inicial de ação de despejo a uma vara de família da comarca 
da capital fluminense, procedeu-se ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, 
determinando-se a citação do réu.
Nesse cenário, o juízo de família é absolutamente incompetente, devendo o réu suscitar o 
vício com a arguição de preliminar em contestação.
Art. 38 do CPC – Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável 
pelo prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição 
inicial para substituição do réu.
Certo.
043. 043. (2021/FGV/DPE-RJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA/ADAPTADA) Sobre o processo de conhecimento, 
julgue o item:
No procedimento comum, em sendo designada audiência de conciliação ou sessão de 
mediação, não obtida a autocomposição, a contestação deverá ser apresentada pelo réu 
na própria audiência, sob pena de revelia.
Não é na própria audiência.
Art. 335, CPC – O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, 
cujo termo inicial será a data:
I – da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando 
qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição.
Errado.
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044. 044. (2024/FGV/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) Sobre a mediação, é correto afirmar que é 
irrecorrível a decisão que suspende o processo nos termos requeridos de comum acordo 
pelas partes.
Lei 13.140/2015
 Art. 16, §6º É irrecorrível a decisão que suspende o processo nos termos requeridos de comum 
acordo pelas partes.
Certo.
045. 045. (2022/FGV/TJ-AP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/ADAPTADA) Em uma demanda judicial 
proposta por um único autor em face de dois réus, em litisconsórcio passivo comum, apenas 
um deles ofereceu contestação, não obstante ter o revel constituído procurador distinto 
e de outro escritório de advocacia.
Tratando-se de autos eletrônicos, e sabendo-se que o juízo julgou procedente o pedido, 
é correto afirmar que o prazo para o réu contestante oferecer o recurso de apelação não 
será contado em dobro;
O item está de acordo com o art. 229, §1, do CPC.
Art. 229, § 1º c/c 344 e 345, I, todos do CPC “Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes 
procuradores, de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas 
as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento.
§ 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida defesa 
por apenas um deles.
Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as 
alegações de fato formuladas pelo autor.
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: I – havendo pluralidade de 
réus, algum deles contestar a ação.
Certo.
046. 046. (2024/FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/42º EXAME) Ana Carolina procurou você, como 
advogado(a), para elaborar sua defesa em demanda pelo procedimento comum movida por 
Eduardo perante Vara Cível com o objetivo de obter indenização em virtude de suposto 
inadimplemento de Ana Carolina, qual seja, ter entregado uma quantidade de soja menor 
do que a que fora acordada contratualmente.
Nessa reunião, Ana Carolina relatou que a indenização não era devida, porque ela havia 
entregado a quantidade de soja prevista no contrato. Ana Carolina relatou ainda que, na 
realidade, Eduardo não tinha realizado o pagamento integral previsto em contrato.
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Sobre a demanda movida por Eduardo visando ao pagamento da quantia que lhe é devida, 
assinale a opção que apresenta a medida cabível que você, na condição de advogado(a) de 
Ana Carolina, indicou.
a) Ana Carolina terá que ajuizar uma nova demanda autônoma visando ao pagamento da 
quantia devida por Eduardo.
b) Ana Carolina poderá apresentar reconvenção para cobrar a quantia que lhe é devida por 
Eduardo, sendo que essa medida deverá ser formulada na contestação.
c) Ana Carolina poderá apresentar reconvenção para cobrar a quantia que lhe é devida por 
Eduardo, sendo que essa medida deverá ser formulada em petição apartada da contestação.
d) Ana Carolina poderá formular pedido contraposto para cobrar a quantia que lhe é 
devida por Eduardo, sendo que essa medida deverá ser formulada em petição apartada 
da contestação.
a) Errada. Como vimos, deverá apresentar reconvenção na contestação. Não se exige 
portanto o ajuizamento de demanda autônoma.
b) Certa. De fato, a medida cabível é a reconvenção que deve ser apresentada na contestação, 
na forma do art. 343 do CPC.
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, 
conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
c) Errada. A reconvenção deve ser pleiteada na contestação.
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, 
conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
d) Errada. Por se tratar de ação de indenização pelo procedimento comum não é cabível 
o pedido contraposto, mas sim a reconvenção. E a reconvenção deve ser proposta na 
contestação.
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, 
conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
Letra b.
047. 047. (2024/FGV/NACIONAL UNIFICADO (OAB)/42º EXAME) As irmãs Alessandra, Antônia, Alba 
e Aline foram dispensadas de seus empregos em 2024, e cada qual contratou uma advogada 
de sua confiança para ajuizar reclamação trabalhista visando postular horas extras.
Alessandra tem 58 anos de idade; Antônia, 65 anos de idade; Alba, 50 anos de idade; e Aline, 
61 anos de idade.
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Considerando a norma de regência, assinale a opção que indica o(s) processo(s) que terá(ão) 
prioridade na tramitação.
a) O de Antônia, somente.
b) Os de Antônia e Aline, somente.
c) Os de Alessandra e Aline, somente.
d) Os das quatro irmãs, em condições iguais.
Repare que a questão aborda um processo trabalhista, mas a fundamentação é encontrada 
no CPC.
Art. 1.048. Terão prioridade de tramitação, em qualquer juízo ou tribunal, os procedimentos 
judiciais:
I – em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) 
anos ou portadora de doença grave, assim compreendida qualquer das enumeradas no art. 6º, 
inciso XIV, da Lei n. 7.713, de 22 de dezembro de 1988;
Alessandra Antônia Alba Aline
58 anos de idade 65 anos de idade 50 anos de idade 61 anos de idade
Não tem prioridade Tem prioridade Não tem prioridade Tem prioridade
Logo, somente Antônia e Aline possuem prioridade pelo fato de ser pessoas com mais de 
60 anos.
Letra b.
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	Sumário
	Apresentação
	Modelos de Organização Processual
	Formação, Suspensão e Extinção do Processo
	Petição Inicial
	Funções da Petição Inicial
	Requisitos da Petição Inicial
	Destaques sobre os Requisitos da Petição Inicial
	Pedido (Art. 319, IV)
	Cumulação de Pedidos (Art. 327 do CPC)
	Espécies de Cumulação de Pedidos
	Ampliação, Redução e Alteração da Demanda
	Indeferimento da Petição Inicial
	Improcedência Liminar
	Audiência de Conciliação e ou de Mediação
	Respostas do Réu
	Contestação (Art. 335 do CPC)
	Reconvenção (Art. 343 do CPC)
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadose forme a relação processual com o tripé 
Estado-juiz, autor e réu.
Suspensão. Um processo fica suspenso quando ocorre uma paralisação total ou temporária 
do curso da demanda (Art. 313 do CPC), findada a suspensão, o processo retorna ao seu 
fluxo normal.
Em regra, durante a suspensão do processo, nenhum ato processual pode ser validamente 
praticado, exceto os atos considerados urgentes, aqueles destinados a evitar um dano 
irreparável, como por exemplo deferir-se uma medida cautelar ou determinar-se a citação 
de um demandado para se evitar a consumação de um prazo decadencial. (art. 314 do CPC).
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, 
todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso 
de arguição de impedimento e de suspeição.
Extinção do Processo. Nos termos do Art. 316 do CPC, a extinção do processo ocorre 
pelo ato do juiz que põe fim ao processo de conhecimento (fase cognitiva do processo) 
quando se tem prolatada uma sentença.
Ressalta-se que, caso se identifique vício no processo, antes de prolatar a sentença, o juiz 
irá conceder a parte oportunidade para sanar o vício, caso seja possível. (Art. 317 do CPC).
PROCESSO E PROCEDIMENTO
Procedimento comum – art. 318 ao 368 do CPC. O procedimento comum é utilizado 
como regra geral e regulado pela lei processual. Os demais procedimentos, os conhecidos 
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como especiais, são exceção e regulados apenas naquilo que tenham de diferente do 
procedimento comum.
Nesta ótica, nos exatos termos do parágrafo único do art. 318 do CPC, o “procedimento 
comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de 
execução”.
O procedimento comum se divide em fases, sendo: postulatória, saneamento, instrutória 
e decisória.
Postulatória – É a fase que vai do ajuizamento da ação até a contestação;
Saneamento – Momento de organização do processo, no qual o juiz resolve questões e 
toma providências para prepará-lo para a fase de produção de provas (instrução) necessária 
para o julgamento (sentença);
Instrutória – Fase de produção de provas;
Decisória – É a fase na qual no magistrado profere a sentença ou outra decisão.
PetiÇÃO iNicialPetiÇÃO iNicial
A petição inicial é o primeiro ato para se iniciar o procedimento comum. Através da inicial 
se instaura o processo e se busca a tutela jurisdicional pretendida. É um documento escrito 
e assinado por patrono devidamente instruído, é um elemento de extrema importância que 
leva ao processo os elementos que identificam a demanda que será apreciada.
Elucida-se que, em alguns casos, a legislação admite a postulação oral, sendo:
• Nos Juizados Especiais Cíveis (art. 14 da Lei n. 9.099/1999);
• Em pedido de concessão de medidas protetivas de urgência em favor da mulher que 
se afirma vítima de violência doméstica ou familiar (art. 12, Lei 11.340/2006);
• No procedimento especial da ação de alimentos (art. 3º, § 1 °, Lei n. 5.478/1 968).
Todavia, a petição inicial, ainda que oral, de alguma maneira sempre acaba por reduzir-
se a termo por escrito.
Neste compasso, a petição inicial é um documento que precisa preencher uma série 
de requisitos formais e, na ausência de tais requisitos, não se pode ter o válido e regular 
desenvolvimento do processo.
FuNÇÕes Da PetiÇÃO iNicialFuNÇÕes Da PetiÇÃO iNicial
Instaura o processo.
Indica os limites objetivos e subjetivos da sentença.
Permite a verificação de eventual litispendência, coisa julgada ou conexão.
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Qual a diferença entre litispendência e coisa julgada?
Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente 
ajuizada. Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de 
pedir e o mesmo pedido.
Há litispendência quando se repete ação que está em curso. Há coisa julgada, por sua vez, 
quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado.
E o que é conexão?
Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de 
pedir. Via de regra, os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta. A 
exceção é verificada quando um desses processos já estiver sentenciado.
Fornece elementos para a fixação de competência.
Indica ao juiz a ausência de alguma das condições da ação.
reQuisitOs Da PetiÇÃO iNicialreQuisitOs Da PetiÇÃO iNicial
A indicação do juízo a que é dirigida (art. 319, I do CPC) – incumbe ao demandante 
direcionar o processo ao órgão jurisdicional que entende cabível ao processamento da 
ação judicial;
A indicação das partes com suas qualificações (art. 319, II, do CPC) – Por exigência legal 
a petição inicial deve conter a indicação dos nomes completos, estado civil, a profissão, 
o número do CPF ou do CNPJ, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência de ambos;
A indicação dos fatos e fundamentos jurídicos (art. 319, III, do CPC) – A peça inaugural 
(petição inicial) deve conter a descrição dos fatos que compõem a causa de pedir. O 
demandante precisa também colocar na petição inicial os fundamentos jurídicos, se trata 
do raciocínio jurídico desenvolvido para afirmar que, dos fatos narrados, chegou à conclusão 
por ele apresentada. Os fundamentos jurídicos não vinculam o juiz;
A peça inaugural (petição inicial) deve conter a formulação do pedido com suas 
especificações (art. 319, IV, do CPC) – No pedido o demandante demonstra sua intenção 
com a propositura daquela demanda, no pedido, se declara perante o juízo, o resultado que 
pretende obter com o processo. Registra-se que, o pedido se divide em imediato (provimento 
jurisdicional postulado) e mediato (o bem da vida que através do processo pretende obter);
A indicação do valor da causa (art. 319, V, do CPC) – Significa a correspondência do 
benefício econômico ao qual se pretende adquirir com a ação judicial. Deve-se indicar o 
valor da causa, ainda que esta não tenha conteúdo econômico imediatamente aferível (art. 
291 do CPC);
A indicação das provas (art. 319, VI, do CPC) – As provas na petição inicial servem para 
demonstrar a verdade dos fatos descritos na peça inaugural. As provas auxiliam o magistrado 
a formar sua decisão. As provas devem respeitar a legislação e devem conceder espaço ao 
contraditório e ampla defesa das partes;
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A indicação da pretensão da realização ou não da audiência de conciliação ou de mediação 
(art. 319, VII, do CPC) – O autor da ação tem a opção de não querer tais audiências e, se 
assim for, o juiz não as designará.
Nos termos do art. 320 do CPC, a petição inicial também deverá ser apresentada com 
todos os documentos indispensáveis à propositura da ação judicial;
E, por fim, o art. 106, I, do CPC, indica outro requisito estrutural essencialpara a 
regularidade da petição inicial: o endereço do patrono que a subscreve.
DestaQues sOBre Os reQuisitOs Da PetiÇÃO iNicialDestaQues sOBre Os reQuisitOs Da PetiÇÃO iNicial
A indicação do valor da causa, além de requisito da petição inicial, é de suma importância, 
pois através do valor declarado pelo demandante, poderá se aferir vários outros valores, 
para situações específicas, como por exemplo:
• Determinação de competência do juízo segundo as leis de organização judiciária;
• Recolhimento de taxa judiciária;
• Fixação do valor para fins de aplicação de multas;
• Fixação do depósito prévio na ação rescisória;
• Nos inventários e partilhas o valor da causa influi sobre a adoção do rito procedimental.
Destaca-se, ainda, julgado do Superior Tribunal de Justiça – STJ com o tema valor da 
causa, in verbis:
JURISPRUDÊNCIA
STJ: Se o autor indica, na petição inicial, valor da causa incompatível com o proveito 
econômico pretendido, não pode, após a procedência, pedir a alteração da quantia 
por ele mesmo fixada, com o objetivo de aumentar os honorários de sucumbência
Caso hipotético: na recuperação judicial, uma Cooperativa habilitou seu crédito dizendo 
que a empresa recuperanda estava lhe devendo R$ 39 milhões. A recuperanda apresentou 
ao juiz impugnação do crédito e atribuiu R$ 1 mil como sendo o valor da causa.
O Tribunal de Justiça concordou com os argumentos da Usina e excluiu a Cooperativa 
do rol de credores da recuperação judicial. Como consequência, o TJ condenou a 
Cooperativa a pagar honorários advocatícios arbitrados em 10% sobre o valor da causa.
A Usina opôs embargos de declaração pedindo que o TJ alterasse o valor da causa 
indicado na impugnação de crédito da recuperação judicial e assim majorasse a incidência 
dos honorários de sucumbência. O pedido não deve ser acolhido.
Se a parte autora indica, na petição inicial, valor da causa incompatível com o proveito 
econômico pretendido, não pode, após o acolhimento do pedido em sentença, postular 
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a alteração da quantia por ela mesmo alegada, com o fim de majorar a base de cálculos 
de honorários de sucumbência.
STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1.901.349-GO, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 21/8/2023 
(Info 785)”.1
PEDIDO (ART. 319, IV)PEDIDO (ART. 319, IV)
Pode-se dizer que o pedido é a chave principal da petição inicial, pois é através dele que 
o demandante irá manifestar sua pretensão com aquele processo perante o judiciário. É 
por meio do pedido que o processo terá suas limitações, de forma a vincular o juiz, como 
regra, tendo em vista que ao proferir a sentença deverá o magistrado se limitar aos pedidos 
contidos na petição inicial.
Conforme já mencionado acima, existem dois tipos de pedidos, o imediato (pedido de 
decisão, o pedido para que o juiz julgue a causa) e mediato (é o bem da vida que se busca 
fruir com a decisão).
O pedido tem como características ser certo e determinado.
• Certo (art. 322 do CPC) – Se trata da indicação, com precisão, do provimento 
jurisdicional que o demandante pretende obter, bem com a exata natureza do bem 
jurídico postulado;
• Determinado (art. 324 do CPC) – A demonstração da exata quantidade pretendida, 
quando o bem jurídico é quantificável.
Nesta ótica, por exemplo, em uma ação de cobrança de dívida, deverá o demandante 
afirmar que pretende receber o dinheiro (pedido certo), bem como indicar a quantidade 
que espera receber (pedido determinado).
Tem-se por força da Lei (art. 322, § 1º, do CPC) os pedidos considerados implícitos ( juros 
legais, correção monetária, verbas de sucumbência, inclusive, honorários advocatícios). 
Contudo, não se tratam de pedidos, mas, sim, de objetos do processo, cabendo ao juiz se 
pronunciar sobre eles, independentemente de pedido.
Na interpretação do pedido, necessário se faz levar em consideração o princípio da 
boa-fé (arts. 5º e 322, §2º, do CPC).
Da mesma forma, também é objeto do processo, independente de pedido, as prestações 
sucessivas (art. 323 do CPC). Exemplo: os alimentos devidos ao incapaz no curso do 
procedimento e não pagos ou consignados serão somados às parcelas devidas quando da 
propositura da demanda, independentemente de pedido expresso do autor.
1 https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/172188c0dacb487075bdc0c9afd757b2>. Acesso 
em: 18/08/2024
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A legislação, em caráter excepcional, admite a formulação do pedido genérico, aquele 
expresso pelo demandante sem determinar o quanto pretendido, na forma do § 1º do 
art. 324 do CPC). São as exceções a determinação do pedido:
• Nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados, por 
exemplo, uma ação de petição de herança, aquela na qual se pretende receber um 
quinhão hereditário (I, §1º do Art. 324);
• Quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato, 
por exemplo, em uma ação de reparação por danos resultantes de um acidente, 
pretende o demandante receber os valores decorrentes um tratamento médico para 
eliminar as sequelas resultantes do ocorrido (II, §1º do Art. 324);
• Quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva 
ser praticado pelo réu, por exemplo, na ação de exigir contas, em que o demandante 
afirma pretender que o demandado seja condenado a prestar contas e lhe restituir 
o saldo favorável que seja apurado (III, §1º do Art. 324).
O Código do Processo Civil orienta em seu art. 326 a licitude na formulação de mais 
de um pedido e, quando se tem mais dois ou mais pedidos, se tem o fenômeno conhecido 
como cumulação de pedidos.
CUMULAÇÃO DE PEDIDOS (ART. 327 DO CPC)CUMULAÇÃO DE PEDIDOS (ART. 327 DO CPC)
Para que ocorra a cumulação de pedidos, necessário se faz atender aos requisitos: 
compatibilidade entre os pedidos (dispensada para pedidos subsidiários e alternativos); 
a competência do juízo para o conhecimento de todos e a adequação do procedimento 
adotado (art. 327, §1º, I, II e III).
esPÉcies De cuMulaÇÃO De PeDiDOsesPÉcies De cuMulaÇÃO De PeDiDOs
A cumulação de pedidos pode ser simples, sucessiva, eventual ou alternativa.
• Simples – Independência entre os pedidos – isso significa que um pedido pode ser julgado 
procedente e o outro improcedente, ou ainda, ambos procedentes ou improcedentes. 
Exemplo: A formulação de danos morais e materiais, com base no mesmo evento;
• Sucessiva – dependência – o segundo pedido só pode ser analisado se o primeiro 
pedido for julgado procedente. Exemplo: alguém vai a juízo com pedido de investigação 
de paternidade cumulada com pedido de alimentos. Nesse caso, o acolhimento do 
pedido de alimentos dependerá do resultado do pedido de investigação de paternidade.
• Eventual – ordem subsidiária – significa dizer que o segundo pedido só pode ser 
apreciado se o primeiro não for acolhido. Acolhido o pedido principal, o magistrado 
está dispensado de examinar o pedido subsidiário. Destarte, no caso de o juiz acolher 
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apenas algum dos pedidos subsidiários, haverá sucumbência recíproca, pois o autor 
teve seu pedido principal rejeitado (sucumbiu em parte). (art. 326 do CPC). Exemplo: 
aposentadoria por invalidez ou concessão de auxílio-doença.
• Alternativa – Indiferença – Na formulação de dois ou mais pedidos, é indiferente para 
o demandante qual deles será acolhido. (art. 326, parágrafo único). Exemplo: processo 
ao qual reclama o defeito de um eletrodoméstico. Nesse caso o demandante formula 
pedido de devolução do dinheiro ou a substituição do bem por outro sem defeito.
aMPliaÇÃO, reDuÇÃO e alteraÇÃO Da DeMaNDaaMPliaÇÃO, reDuÇÃO e alteraÇÃO Da DeMaNDa
Na forma do art. 329 do CPC, o demandante poderá aditar ou alterar o pedido ou a 
causa de pedir, após o protocolo da petição inicial.
Esse fenômeno se dá pela adição ou alteração, no qual adição seria acrescentar algo ao 
que já existia antes e, alteração, é a modificação do que existia antes.
Assim, até a citação do réu (demandado), o demandante terá o direito de aditar ou 
alterar o pedido, independentemente, do consentimento do réu, tendo em vista que este 
último ainda não tomou ciência do processo (art. 329,I, do CPC).
Outrossim, caso o réu já tenha ciência do processo, até o saneamento da ação, poderá 
o autor aditar ou alterar o pedido, desde que com o consentimento do demandado e com 
respeito ao contraditório e ampla defesa (art. 329, II, do CPC).
Se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo citação válida, deve ser 
facultada ao autor a emenda à petição inicial, para incluir no polo passivo o espólio ou 
os herdeiros, INF. 775 do STJ.
JURISPRUDÊNCIA
Se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo citação válida, deve ser facultada 
ao autor a emenda à petição inicial, para incluir no polo passivo o espólio ou os herdeiros, 
nos termos do art. 329, I, do CPC/2015 (Art. 329. O autor poderá: I – até a citação, aditar 
ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do réu).
Caso concreto: em 27/06/2011, o banco ajuizou ação monitória contra João. O juiz recebeu 
a petição inicial e determinou a citação. O Oficial de Justiça deixou de citar o requerido 
porque, segundo informações da viúva, ele teria falecido em 16/02/2001. À vista dessa 
certidão, o autor requereu a substituição do polo passivo da demanda para espólio de João.
STJ. 4ª Turma. REsp 2.025.757-SE, Rel. Min. Antônio Carlos Ferreira, julgado em 2/5/2023 
(Info 775)”.2
2 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo citação válida, deve ser 
facultada ao autor a emenda à petição inicial, para incluir no polo passivo o espólio ou os herdeiros. Buscador Dizer o Direito, 
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iNDeFeriMeNtO Da PetiÇÃO iNicialiNDeFeriMeNtO Da PetiÇÃO iNicial
De início, antes de indeferir a petição inicial, recebida a peça inaugural, detectados 
vícios, o juízo intimará a parte demandante para emendar a inicial no prazo de 15 (quinze) 
dias (art. 321 do CPC).
A emenda consiste em um direito, não podendo o juiz indeferir a petição inicial antes 
de oportunizar a emenda ao autor, se for possível ao caso concreto, segundo o Superior 
Tribunal de Justiça – STJ.
Quando a petição inicial for indeferida, poderá ocorrer a extinção do processo sem 
resolução do mérito (art. 485, I, do CPC). Todavia, a extinção sem resolução do mérito só 
será admitida caso seja impossível a correção do vício, tendo em vista o princípio da primazia 
da resolução do mérito.
São causas de indeferimento da petição inicial, conforme estabelece o Art. 330 do CPC.
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I – for inepta;
II – a parte for manifestamente ilegítima;
III – o autor carecer de interesse processual;
IV – não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321 .
A petição inicial é considerada inepta (I, do art. 330) quando faltar pedido ou causa 
de pedir (art. 330, §1º, I), quando o pedido for indeterminado, exceto nas possibilidades 
legais de pedido genérico (art. 330, §1º, II), quando da narração dos fatos não decorrer 
logicamente a conclusão (art. 330, §1, III) ou quando houver pedidos incompatíveis entre 
si (art. 330,§1, IV).
A inépcia da petição inicial também decorre da ausência de informação do contrato 
exato que pretende discutir, bem como a indicação do valor incontroverso do débito, em 
casos de ações que tenham por objeto a revisão de obrigação decorrente de empréstimo, 
financiamento ou alienação de bens (art. 330, §2º, do CPC).
A petição inicial também será indeferida quando detectada a ausência de algumas das 
condições da ação (art. 330, II e III).
Indeferida a petição inicial, o demandante poderá interpor recurso de apelação, de modo 
que ofertará ao juízo o direito do exercício de retratação, no prazo de cinco dias (art. 331). 
Se o juiz se retratar, a petição inicial seguirá seu fluxo normal com a citação do demandado.
Entretanto, se o juiz não se retratar, tendo sido mantida a decisão de indeferimento da 
inicial, o réu (demandado) será intimado para ofertar contrarrazões ao recurso de apelação 
(art. 331, § 1º).
Manaus. Disponível em: . Acesso em: 18/08/2024
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Poderá o tribunal reformar a sentença de indeferimento, de modo que o demandado 
deverá apresentar sua contestação a petição inicial (art. 331, § 2º).
Se não houver a interposição do recurso de apelação, o réu (demandado) será intimado 
do trânsito em julgado da sentença (art. 331, § 3º).
iMPrOceDÊNcia liMiNariMPrOceDÊNcia liMiNar
O julgamento de improcedência liminar é a possibilidade de julgamento de improcedência 
do pedido do autor antes da citação do réu (inaudita altera partes), conforme dispõe o 
art. 332, CPC.
A improcedência liminar do pedido só é possível para aquelas causas que dispensam a fase 
instrutória, ou seja, que não existe a necessidade de prova, pois inexistente a controvérsia 
dos fatos, bem como nos casos previstos nos incisos I ao IV do art. 332, e caso seja detectada 
a prescrição e a decadência (art. 332, §1º do CPC).
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação 
do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
I – enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;
II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
IV – enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
§ 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, 
a ocorrência de decadência ou de prescrição.
O juiz, antes de proferir a sentença de improcedência liminar do pedido, deverá 
oportunizar ao Autor que se manifeste, em respeito ao princípiodo contraditório. 
Sobre o tema assim menciona a Doutrina Majoritária:
...não poderá o juiz proferir a sentença de improcedência liminar sem antes dar ao autor a 
oportunidade de manifestar-se sobre ser ou não o caso de se rejeitar desde logo a demanda 
(art. 9º e 10). É que sempre que se pode admitir que o autor demonstre a distinção entre seu 
caso e os precedentes ou enunciados de súmula que ao juiz pareciam aplicáveis ao caso concreto, 
convencendo o juiz, então, de que o processo deve seguir regularmente. Só com essa prévia 
oitiva do autor, portanto, a qual deve ser específica sobre a possibilidade de aplicação da regra 
que autoriza a improcedência liminar, é que se terá por respeitado de forma plena e efetiva o 
princípio do contraditório, o qual exige um efetivo diálogo entre as partes e juiz na construção 
comparticipativa do resultado final do processo. (Câmara, Alexandre Freitas. O Novo Processo 
Civil Brasileira, 7. Ed. 2021, pg. 205).
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Proferida a sentença de improcedência da liminar, será cabível a interposição do recurso 
de apelação e, na ausência da apresentação do recurso, o réu deverá ser intimado do trânsito 
em julgado (art. 332, § 2º).
§ 2º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos 
termos do art. 241 .
Já tendo sido apresentado recurso de apelação, poderá o juiz se retratar no prazo de 
cinco dias (art. 332, § 3º).
§ 3º Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias.
Caso o juiz se retrate, o processo seguirá seu trâmite normal e o réu será citado, na 
forma do (art. 332, § 4º).
§ 4º Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do 
réu, e, se não houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, 
no prazo de 15 (quinze) dias.
auDiÊNcia De cONciliaÇÃO e Ou De MeDiaÇÃOauDiÊNcia De cONciliaÇÃO e Ou De MeDiaÇÃO
Após a análise da petição inicial, se não for detectada nenhuma causa de improcedência 
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou mediação, com antecedência 
mínima de 30 (trinta) dias, devendo o réu ser citado com antecedência mínima de 20 (vinte) 
dias (sob pena de violação ao princípio do contraditório e consequente nulidade) (art. 334 
do CPC c/c art. 27 da Lei n. 13.140/2015).
Todavia, se o autor declarar em sua petição inicial que não tem interesse na realização 
das audiências (conciliação / mediação), a audiência não será designada. (art. 334, § 5º c/c 
319, VII, ambos do CPC e art. 2º, § 2º da Lei n. 13.140/2015).
Os métodos consensuais de solução de conflito, mediação/conciliação, devem respeitar 
vários princípios, dos quais se destaca o princípio da voluntariedade, o qual prima pela 
vontade expressa de ambos os participantes em estarem presente naquele procedimento. 
Assim, se qualquer parte se manifestar em contrário, o juiz não irá marcar, de modo que 
o termo “ambos” do art. 334, § 4º, I do CPC, deve ser interpretado como uma das partes.
Quando as partes (autor e réu) se manifestam a favor da realização da audiência de 
mediação ou conciliação e, de modo injustificado, não comparecerem, será considerado 
um ato atentatório à dignidade da justiça e deve ser sancionado com multa de até dois por 
cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa.
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JURISPRUDÊNCIA
A parte tem o direito de se fazer representar na audiência de conciliação por advogado 
com poderes para negociar e transigir
Não cabe a aplicação de multa pelo não comparecimento pessoal à audiência de 
conciliação, por ato atentatório à dignidade da Justiça, quando a parte estiver 
representada por advogado com poderes específicos para transigir. Isso está 
expressamente previsto no § 10 do art. 334 do CPC/2015: Art. 334 (...) § 10. A parte 
poderá constituir representante, por meio de procuração específica, com poderes 
para negociar e transigir. STJ. 4ª Turma. AgInt no RMS 56.422-MS, Rel. Min. Raul Araújo, 
julgado em 08/06/2021 (Info 700).
Não cabe agravo de instrumento contra a decisão que aplica multa por ato atentatório 
à dignidade da justiça pelo não comparecimento à audiência de conciliação
A decisão que aplica a multa do art. 334, §8º, do CPC, à parte que deixa de comparecer 
à audiência de conciliação, sem apresentar justificativa adequada, não pode ser 
impugnada por agravo de instrumento, não se inserindo na hipótese prevista no art. 
1.015, II, do CPC. Tal decisão poderá, no futuro, ser objeto de recurso de apelação, na 
forma do art. 1.009, §1º, do CPC. STJ. 3ª Turma. REsp 1.762.957-MG, Rel. Min. Paulo 
de Tarso Sanseverino, julgado em 10/03/2020 (Info 668).
Se as partes alcançarem um acordo, este será reduzido a termo e homologado por 
sentença (art. 334, § 11 do CPC).
resPOstas DO rÉuresPOstas DO rÉu
O réu quando citado se apresentará no processo através do fenômeno conhecido como 
resposta do réu, duas são as respostas: contestação e reconvenção.
Frisa-se que contestação e reconvenção têm funções diferentes, razão pela qual, pode 
o réu apresentar ambas ou apenas uma delas. Se ofertar ambas, elas deverão constar na 
mesma peça.
Impende destacar que, o Código de Processo Civil acabou com a exceção de incompetência 
e suspeição em peças apartadas. Agora, eventual alegação de incompetência, suspeição, 
impedimento, impugnação ao valor da causa, por exemplo, deve ser formulada em contestação, 
via de regra.
CONTESTAÇÃO (ART. 335 DO CPC)CONTESTAÇÃO (ART. 335 DO CPC)
Considerada a principal peça do réu, pois é através dela que ele apresentará toda a 
matéria de defesa que tenha a seu favor (art. 336 do CPC). O prazo para a apresentação 
da contestação é de quinze dias, sendo o termo inicial definido conforme art. 335 do CPC.
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Outrossim, ainda é na contestação que o réu irá indicar todas as provas que pretende 
produzir, bem como é na contestação que deverá o réu impugnar a concessão do benefício 
da gratuidade de justiça.
São os princípios que regem a contestação:
• Impugnação específica dos fatos: segundo o art. 341, do CPC, serão presumidos 
verdadeiros os fatos que não sejam impugnados especificamente pelo réu em sua 
contestação. É o ônus do réu em rebater pontualmente os fatos narrados pelo autor 
com os quais discorda, sob pena de preclusão;
• Eventualidade: o réu deve expor todas as matérias de defesa de forma cumulada e 
alternativa na contestação. No entanto, há algumas matérias que podem ser alegadas 
após a contestação (art. 342, CPC):
− Matérias relativas a direito ou fato superveniente;
− Matérias que o juiz pode reconhecer de ofício;
− Matérias que por expressa previsão legal podem ser alegadas a qualquer momento 
e grau de jurisdição.
Réu devidamente citado que não apresenta contestação dentro do prazolegal é 
considerado revel, de modo a caracterizar o fenômeno da revelia, pelo qual os fatos narrados 
pelo autor serão presumidos como verdadeiros (art. 344 do CPC).
RECONVENÇÃO (ART. 343 DO CPC)RECONVENÇÃO (ART. 343 DO CPC)
Diferente da contestação, a reconvenção é meio pelo qual o réu manifesta pretensão 
própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
Apresentada a reconvenção, o autor deverá apresentar resposta no prazo de quinze 
dias (§ 1º do art. 343 do CPC).
Impende destacar que a reconvenção tem natureza de ação, razão pela qual, devem 
estar presentes as condições da ação.
São requisitos necessários para propor a reconvenção:
• Existência de causa pendente (ação do autor contra o réu).
• Obediência ao prazo de resposta (na mesma peça da contestação) – 15 dias.
• Competência do juízo para julgar a principal deve ser competente para a reconvenção.
• Compatibilidade entre os procedimentos; podendo tramitar todos pelo ordinário 
(se possível). Caso contrário, não será possível a reconvenção, devendo o réu propor 
nova ação.
• Conexão (afinidade de questões entre as ações).
• Interesse processual (condição da ação/reconvenção para algumas).
• Cabimento da propositura de reconvenção.
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• Pagamento das despesas (cabe ao tribunal disciplinar o pagamento de custas sobre 
reconvenção).
• Na reconvenção, o réu não só se defende, mas também formula novo pedido, de 
modo que passam a existir duas ações.
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RESUMORESUMO
Na aula de hoje você deve memorizar principalmente o seguinte:
• Procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais 
e ao processo de execução.
• O procedimento comum se divide em fases, sendo: Postulatória, saneamento, 
instrutória e decisória.
• Postulatória – É a fase que vai do ajuizamento da ação até a contestação;
• Saneamento – Momento de organização do processo, no qual o juiz resolve questões 
e toma providências para prepará-lo para a fase de produção de provas (instrução) 
necessária para o julgamento (sentença);
• Instrutória – Fase de produção de provas;
• Decisória – É a fase na qual no magistrado profere a sentença ou outra decisão.
• Requisitos da petição inicial:
− A indicação do juízo a que é dirigida (Art. 319,I do CPC)
− A indicação das partes com suas qualificações (Art. 319,II do CPC)
− A indicação dos fatos e fundamentos jurídicos (Art. 319, III do CPC)
− A peça inaugural (petição inicial) deve conter a formulação do pedido com suas 
especificações (Art. 319, IV do CPC)
− A indicação do valor da causa (Art. 319,V do CPC)
− A indicação das provas (Art. 319, VI do CPC)
− A indicação da pretensão da realização ou não da audiência de conciliação ou de 
mediação (Art. 319,VII, do CPC)
− Nos termos do Art. 320 do CPC, a petição inicial também deverá ser apresentada 
com todos os documentos indispensáveis à propositura da ação judicial;
− E, por fim, o Art. 106, I do CPC, indica outro requisito estrutural essencial para a 
regularidade da petição inicial: o endereço do patrono que a subscreve.
• Se o autor indica, na petição inicial, valor da causa incompatível com o proveito econômico 
pretendido, não pode, após a procedência, pedir a alteração da quantia por ele mesmo 
fixada, com o objetivo de aumentar os honorários de sucumbência STJ. 4ª Turma. AgInt 
no AREsp 1.901.349-GO, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 21/8/2023 (Info 785).
• O pedido tem como características ser certo e determinado.
− Certo (Art. 322 do CPC) – Se trata da indicação, com precisão, do provimento ju-
risdicional que o demandante pretende obter, bem com a exata natureza do bem 
jurídico postulado;
− Determinado (Art. 324 do CPC) – A demonstração da exata quantidade pretendida, 
quando o bem jurídico é quantificável.
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Tem-se por força da Lei (Art. 322, § 1º do CPC) os pedidos considerados implícitos ( juros 
legais, correção monetária, verbas de sucumbência, inclusive, honorários advocatícios). 
Contudo, não se tratam de pedidos, mas, sim, de objetos do processo, cabendo ao juiz se 
pronunciar sobre eles, independentemente de pedido.
• A legislação, em caráter excepcional, admite a formulação do pedido genérico, aquele 
expresso pelo demandante sem determinar o quanto pretendido. (§ 1º do Art. 
324 do CPC). São as exceções a determinação do pedido:
− Nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados, por 
exemplo, uma ação de petição de herança, aquela na qual se pretende receber um 
quinhão hereditário (I, §1º do Art. 324);
− Quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato, 
por exemplo, em uma ação de reparação por danos resultantes de um acidente, 
pretende o demandante receber os valores decorrentes um tratamento médico 
para eliminar as sequelas resultantes do ocorrido (II, §1º do Art. 324);
− Quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato 
que deva ser praticado pelo réu, por exemplo, na ação de exigir contas, em que o 
demandante afirma pretender que o demandado seja condenado a prestar contas 
e lhe restituir o saldo favorável que seja apurado (III, §1º do Art. 324).
• Espécies de Cumulação de Pedidos
− A cumulação de pedidos pode ser simples, sucessiva, eventual ou alternativa.
 ◦ Simples – Independência entre os pedidos – isso significa que um pedido pode 
ser julgado procedente e o outro improcedente, ou ainda, ambos procedentes 
ou improcedentes. Exemplo: A formulação de danos morais e materiais, com 
base no mesmo evento;
 ◦ Sucessiva – dependência – o segundo pedido só pode ser analisado se o primei-
ro pedido for julgado procedente. Exemplo: Alguém vai a juízo com pedido de 
investigação de paternidade cumulada com pedido de alimentos. Nesse caso, 
o acolhimento do pedido de alimentos dependerá do resultado do pedido de 
investigação de paternidade.
 ◦ Eventual – ordem subsidiária – significa dizer que segundo pedido só pode ser 
apreciado se o primeiro não for acolhido. Acolhido o pedido principal, o magistrado 
está dispensado de examinar o pedido subsidiário). Destarte, no caso de o juiz 
acolher apenas algum dos pedidos subsidiários, haverá sucumbência recíproca, 
pois o autor teve seu pedido principal rejeitado (sucumbiu em parte). (Art. 326 
do CPC). Exemplo: aposentadoria por invalidez ou concessão de auxílio doença.
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 ◦ Alternativa– Indiferença – Na formulação de dois ou mais pedidos, é indiferente para 
o demandante qual deles será acolhido. (Art. 326, parágrafo único). Exemplo: Processo 
ao qual reclama o defeito de um eletrodoméstico. Nesse caso o demandante formula 
pedido de devolução do dinheiro ou a substituição do bem por outro sem defeito.
• Até a citação do réu (demandado) o demandante terá o direito de aditar ou alterar 
o pedido, independentemente, do consentimento do réu, tendo em vista que este 
último ainda não tomou ciência do processo (art. 329,I do CPC).
− Caso o réu já tenha ciência do processo, até o saneamento da ação, poderá o autor 
aditar ou alterar o pedido, desde que com o consentimento do demandado e com 
respeito ao contraditório e ampla defesa (art. 329, II do CPC).
− Se o réu falecer antes do ajuizamento da ação, não havendo citação válida, deve 
ser facultada ao autor a emenda à petição inicial, para incluir no polo passivo 
o espólio ou os herdeiros, INF. 775 do STJ.
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I – for inepta;
II – a parte for manifestamente ilegítima;
III – o autor carecer de interesse processual;
IV – não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321
• Indeferida a petição inicial, o demandante poderá interpor recurso de apelação, de 
modo que ofertará ao juízo o direito do exercício de retratação, no prazo de cinco 
dias (art. 331). Se o juiz se retratar, a petição inicial seguirá seu fluxo normal com a 
citação do demandado. Entretanto, se o juiz não se retratar, tendo sido mantida a 
decisão de indeferimento da inicial, o réu (demandado) será intimado para ofertar 
contrarrazões ao recurso de apelação (art. 331, § 1º).
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação 
do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
I – enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;
II – acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos;
III – entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção 
de competência;
IV – enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
§ 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, 
a ocorrência de decadência ou de prescrição.
• São os princípios que regem a contestação:
− Impugnação específica dos fatos: segundo o art. 341, do CPC, serão presumidos 
verdadeiros os fatos que não sejam impugnados especificamente pelo réu em sua 
contestação. É o ônus do réu em rebater pontualmente os fatos narrados pelo 
autor com os quais discorda, sob pena de preclusão;
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− Eventualidade: o réu deve expor todas as matérias de defesa de forma cumulada 
e alternativa na contestação. No entanto, há algumas matérias que podem ser 
alegadas após a contestação (art. 342, CPC):
 ◦ Matérias relativas a direito ou fato superveniente;
 ◦ Matérias que o juiz pode reconhecer de ofício;
 ◦ Matérias que por expressa previsão legal podem ser alegadas a qualquer mo-
mento e grau de jurisdição.
• São requisitos necessários para propor a reconvenção:
− Existência de causa pendente (ação do autor contra o réu)
− Obediência ao prazo de resposta (na mesma peça da contestação) – 15 dias.
− Competência do juízo para julgar a principal deve ser competente para a reconvenção
− Compatibilidade entre os procedimentos; podendo tramitar todos pelo ordiná-
rio (se possível). Caso contrário, não será possível a reconvenção, devendo o réu 
propor nova ação
− Conexão (afinidade de questões entre as ações)
− Interesse processual (condição da ação/reconvenção para algumas)
− Cabimento da propositura de reconvenção
− Pagamento das despesas (cabe ao tribunal disciplinar o pagamento de custas 
sobre reconvenção).
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (2023/FGV/PGM – NITERÓI/TÉCNICO DE PROCURADORIA) O procedimento comum terá 
início pela distribuição da petição inicial, que é a peça inaugural do processo. Nesse sentido, 
é necessária a indicação de vários requisitos essenciais para que esta seja apta a ensejar o 
exame do pedido. Assim, é prescindível na referida petição inicial a indicação:
a) do juízo a que é dirigida;
b) do valor da causa;
c) do nome da ação;
d) das provas com que o autor pretende demonstrar a verdade;
e) da opção do autor pela realização da audiência de mediação.
002. 002. (2022/FGV/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO – DIREITO CIVIL, PROCESSUAL 
CIVIL E AGRÁRIO/ADAPTADA) O valor da causa e o pedido são dois requisitos da petição 
inicial, como o Art. 319 do CPC dispõe.
O juiz pode corrigir o valor da causa, apenas mediante requerimento do réu formulado em 
contestação, quando verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão 
ou ao proveito econômico perseguido pelo autor.
003. 003. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) A petição inicial é o veículo da 
demanda. Outrossim, por se tratar de ato solene, a petição inicial exige o preenchimento de 
requisitos, dentre os quais podemos indicar a causa de pedir, o pedido e o valor da causa.
Eventual desatendimento em relação a quaisquer dos requisitos da petição inicial poderá 
ensejar o seu indeferimento, após ser oportunizada a emenda.
Julgue o item:
A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações para qualificação 
do réu, for possível realizar sua citação.
004. 004. (2024/FGV/TJ-AP/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECIALIDADE – 
EXECUÇÃO DE MANDADOS/ADAPTADA) Depois de ter sido regularmente citado, pretende 
o réu apresentar peça contestatória na qual, sem prejuízo da defesa de mérito que reputar 
pertinente, suscite o descabimento da gratuidade de justiça deferida à parte autora e o 
equívoco do valor atribuído à causa na petição inicial.
Para tanto, caberá ao demandado arguir ambos os temas como questões preliminares em 
sua contestação.
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005. 005. (2024/FGV/TJ-SC/TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR/ADAPTADA) Determinado servidor 
intentou demanda em que pleiteava a condenação do ente público a lhe pagar uma quantia, 
decorrente de um expurgo inflacionário que não lhe fora concedido administrativamente. 
Sabendo-se que a questão é exclusivamente de direito e que já há enunciado de Súmula do 
Supremo Tribunal Federal no sentido contrário à pretensão autoral, o juiz, sem determinar 
a citação do réu, adentrou ao mérito e julgou improcedente o pedido autoral.
Nesse sentido, o juiz agiu de forma correta, uma vez que não há violação ao princípio do 
devido processo legal.
006. 006. (2024/FGV/AL-TO/PROCURADOR JURÍDICO/ADAPTADA) Clara da Gema é ré em ação de 
cobrança proposta por Pedro Sapateiro.Ele propôs esta ação, exigindo seu crédito, muitos 
e muitos anos depois de sofrer a lesão pelo não pagamento, já tendo havido a passagem 
do prazo prescricional.
Julgue o item:
Clara da Gema não será citada, pois o juiz poderá julgar liminarmente improcedente o pedido 
por verificar a prescrição.
007. 007. (2024/FGV/TJ-RJ/PROGRAMA DE RESIDÊNCIA – DIREITO/ADAPTADA) O juiz em exercício 
na X Vara de Fazenda Pública da Comarca Alpha, ao realizar o juízo de admissibilidade de 
petição inicial, identificou que o pedido formulado contraria enunciado de súmula do 
tribunal de justiça sobre direito local.
Nesse caso, é cabível nesse momento processual a improcedência liminar do pedido, sendo 
dispensada a fase instrutória e a citação do réu para a prolação da sentença.
008. 008. (2024/FGV/AL-SC/ANALISTA LEGISLATIVO III – DIREITO) A contestação é a peça de 
defesa por excelência para o réu. Das matérias a seguir, assinale a que não é alegável como 
preliminar de contestação.
a) Nulidade da dívida.
b) Perempção.
c) Litispendência.
d) Convenção de arbitragem.
e) Conexão.
009. 009. (2022/FGV/MPE-BA/ESTAGIÁRIO DE DIREITO – EDITAL N. 01/ADAPTADA) José reconhece 
a procedência do pedido de cobrança de R$ 100.000,00 formulado por Paulo. Porém, 
no mesmo processo, como fundamento de sua defesa, propõe reconvenção pedindo a 
condenação de Paulo na quantia de R$ 200.000,00.
Nesse cenário, é correto afirmar que é possível ao réu apresentar reconvenção 
independentemente de oferecer contestação.
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010. 010. (2021/FGV/CÂMARA DE ARACAJU – SE – PROCURADOR JUDICIAL) Luiz propôs em face 
de Carlos ação pelo rito comum, em que postulava a declaração judicial da inexistência de 
uma obrigação contratual.
Regularmente citado, Carlos não apenas pretende demonstrar a existência do vínculo 
obrigacional, como também tem a intenção de receber o crédito que reputa titularizar.
Quanto à sua pretensão de cobrança, Carlos deverá deduzi-la, no mesmo feito, por meio de:
a) exceção;
b) reconvenção;
c) questão preliminar de contestação;
d) ação autônoma, a ser distribuída por dependência aos autos da demanda primitiva;
e) ação autônoma, a ser distribuída somente após o advento do trânsito em julgado nos 
autos da demanda primitiva.
011. 011. (2019/FGV/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – PROCESSUAL/ADAPTADA) De 
acordo com o art. 3º, §3º, do Código de Processo Civil, “a conciliação, a mediação e outros 
métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, 
defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial”.
Sobre a temática, é correto afirmar que o não comparecimento injustificado do autor ou réu 
à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e ensejará 
a aplicação de multa, revertida em favor da União ou do Estado.
012. 012. (2023/CESPE /CEBRASPE/PGE-RJ/PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO) De acordo 
com as regras que regem a função jurisdicional, o procedimento comum e a intervenção 
de terceiros no direito processual civil, julgue o item que se segue.
Quando o autor da ação cível for pessoa natural, a intimação para a audiência de conciliação 
deverá ser feita pessoalmente, sendo, nesse caso, vedada a intimação por intermédio de 
advogado, em razão das consequências jurídicas decorrentes de eventual ausência na 
audiência.
013. 013. (2022/CESPE/CEBRASPE/PGE-RJ/TÉCNICO PROCESSUAL) Considerando que o processo 
judicial é composto pelas fases postulatória, instrutória, decisória, recursal e de cumprimento 
de sentença, julgue o item a seguir.
A audiência de conciliação, quando realizada, ocorre na fase instrutória do processo judicial.
014. 014. (2022/FGV/MPE-GO/ANALISTA JURÍDICO/ADAPTADA) Joana, irresignada com sucessivos 
atrasos no pagamento de encargos que deveriam ser realizados com Augusto, em sede de 
contrato de prestação de serviços, decide ingressar com ação de cobrança. Interposta a 
petição inicial e sem qualquer indicação do desinteresse na autocomposição, o juízo agenda 
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de forma automática a audiência de mediação. Intimados, Joana e Augusto mantêm-se 
inertes quanto à manifestação.
Chegado o dia da realização da audiência, Joana decide não comparecer, pois permanece 
muito incomodada com as atitudes anteriores de Augusto e não deseja adentrar em qualquer 
tratativa de solução.
Diante dessa circunstância, a ausência injustificada de Joana é considerada ato atentatório 
à dignidade da justiça, podendo resultar em aplicação de multa de até 2% a vantagem 
econômica pretendida ou do valor da causa, em favor do Estado ou da União.
015. 015. (2024/FGV/AL-PR/PROCURADOR/ADAPTADA) Baden Bacon propôs ação indenizatória 
contra o Estado do Paraná, postulando R$350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) 
por danos materiais e morais que alega ter sofrido no carnaval de 2024, por abordagem 
indevida da Polícia Militar em ação durante bloco de rua.
Se a petição inicial for recebida, o juiz não haverá prazo diferenciado para a prática de 
qualquer ato processual pela fazenda pública, inclusive para a interposição de recursos.
016. 016. (2023/FGV/TJ-BA/CONCILIADOR/ADAPTADA) Bento foi vencedor em uma demanda 
judicial, razão pela qual Francisco foi condenado a pagar-lhe indenização de oito mil reais.
Intimado para cumprir a sentença, Francisco pede a designação de audiência de conciliação.
Nesse caso, a tentativa de conciliação será possível e poderá abranger qualquer matéria, 
porque se trata de direito patrimonial da parte sobre o qual ela pode dispor conforme 
preferir, podendo a audiência ser presidida por conciliador ou por juiz.
017. 017. (2023/FGV/TJ-BA/CONCILIADOR/ADAPTADA) Sobre a audiência de conciliação, é correto 
afirmar que pode ser realizada por meio eletrônico, nos termos da lei.
018. 018. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Carine ajuizou ação de divórcio 
em face de Rafael, cumulada com fixação de guarda e alimentos em favor de seus filhos 
menores, valendo-se do procedimento especial previsto no Código de Processo Civil. Carine 
manifestou desinteresse expresso na realização de audiência de mediação.
Conforme as disposições do Código de Processo Civil, ao receber a petição inicial, o juiz 
ordenará a citação de Rafael para comparecer à audiência de conciliação e mediação, cuja 
realização é obrigatória.
019. 019. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) O Código de Processo Civil traz 
disposições relevantes acerca da conciliação, da mediação e dos centos judiciários de solução 
consensual de conflitos.
As partes podem escolher, de comum acordo, o conciliador, o mediador ou a câmara privada 
de conciliação e de mediação.
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020. 020. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO) Landelinae Ursulino, respectivamente, 
conciliador e mediador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, debatiam sobre 
as funções exercidas no estímulo à solução consensual de conflitos.
Landelina afirmou que, enquanto conciliadora, sua atuação é preferencial para os casos 
em que não houver vínculo anterior entre as partes. Ursulino, por sua vez, indicou que 
conciliadores e mediadores devem observar o dever de sigilo, inerente às suas funções.
Sobre o caso acima, assinale a afirmativa correta.
a) Landelina e Ursulino estão corretos em suas colocações.
b) Landelina está correta, enquanto Ursulino está incorreto em sua colocação.
c) Landelina e Ursulino estão incorretos em suas colocações.
d) Landelina está incorreta, enquanto Ursulino está correto em suas colocações.
e) Landelina está correta e Ursulino está parcialmente correto em sua colocação.
021. 021. (2023/FGV/PGM – NITERÓI/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) Após o trânsito em julgado de 
uma sentença que reconheceu o direito subjetivo do autor, foi ajuizada ação rescisória fundada 
em prova cuja falsidade se apurara em processo criminal, e que servira de fundamento para 
o acolhimento do pedido no âmbito civil. Desse modo, pediu-se a rescisão da sentença e, 
ainda, que se procedesse ao rejulgamento da causa originária sem a utilização da referida 
prova. No tocante aos pedidos formulados na ação rescisória, é correto afirmar que se 
trata de uma cumulação:
a) subsidiária;
b) alternativa;
c) ulterior;
d) sucessiva;
e) simples.
022. 022. (2024/FGV/SES-MT/ADVOGADO/ADAPTADA) Paulo ajuizou ação de reintegração de posse 
em face de João. Nessa, sustentou que João esbulhou parte do terreno de sua fazenda, 
localizada no Município de Sinop (MT), há cerca de dois meses, razão pela qual requereu a 
concessão de medida liminar e, no mérito, a confirmação da referida medida, bem como 
indenização a título de danos materiais.
Em contestação, João afirmou que não esbulhou o terreno, mas tão apenas informou Paulo 
que iria ocupar tal parte do terreno com seu gado. Outrossim, João requereu a proteção 
possessória em seu favor, sustentando que é proprietário da área litigiosa.
É lícita a cumulação de pedidos formulada por Paulo, pois as ações possessórias admitem 
a cumulação de pedido possessório com o de condenação em perdas e danos.
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023. 023. (2022/FGV/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – DIREITO/ADAPTADA) Ao analisar uma petição 
inicial, o juiz percebeu que o autor atribuiu um valor da causa somando o valor do pedido 
subsidiário com o do pedido principal. Assim, sem integrar o réu ao processo, corrigiu, de 
ofício, o valor atribuído à causa, para estabelecer que este deveria ser apenas o valor do 
pedido principal.
Diante desse cenário, o juiz agiu de forma correta, pois ele pode controlar, ex officio, o valor 
atribuído à causa nas hipóteses legais.
024. 024. (2024/FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Regina foi citada em ação pelo 
procedimento comum, movida por Saulo. Em contestação, Regina alegou, de início, a 
incompetência absoluta do juízo e indevida concessão do benefício da gratuidade de justiça.
Adicionalmente, Regina argumentou não ser parte legítima para figurar no polo passivo, 
indicando que João é que deveria figurar como réu.
Em relação à matéria de fato alegada por Saulo em sua petição inicial, Regina nada argumentou 
em defesa.
Sobre o caso acima, é correto afirmar que caso superadas as preliminares, serão presumidas 
verdadeiras as alegações de fato constantes da petição inicial e não impugnadas por Regina, 
ressalvadas as exceções legais.
025. 025. (2019/GUALIMP/PREFEITURA DE PORCIÚNCULA – RJ/PROCURADOR ADJUNTO) São 
requisitos da petição inicial, de acordo com o CPC/2015:
a) A indicação do juízo competente.
b) A indicação dos fundamentos jurídicos, sem a necessidade de descrever os fatos 
constitutivos do direito do autor.
c) A indicação dos pedidos, apenas na hipótese de cumulação.
d) A facultatividade de atribuição de um valor à causa.
026. 026. (2020/VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA – SP/PROCURADOR JURÍDICO/
ADAPTADA) O ordenamento jurídico brasileiro é claro no sentido de que a petição inicial deve 
indicar o pedido com as suas especificações. Quanto ao mencionado requisito da petição 
inicial, é correto afirmar que é permitida a cumulação de pedidos, mesmo quando, para 
cada pedido, corresponder procedimento diverso, devendo para tanto o autor empregar 
o procedimento comum, sendo-lhe permitido inclusive adotar as técnicas processuais 
diferenciadas previstas nos procedimentos especiais respectivos, desde que não sejam 
incompatíveis com as disposições sobre o procedimento comum.
027. 027. (2023/IBADE/PREFEITURA DE RIO BRANCO – AC/PROCURADOR MUNICIPAL) Acerca da 
petição inicial e seus requisitos previstos no Código de Processo Civil, julgue o item:
É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de que o juiz conheça do 
posterior, quando não acolher o anterior.
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DireitO PrOcessual civil 
Modelos de Organização Processual 
Aline Oliveira
028. 028. (2019/VUNESP/ESEF – SP/PROCURADOR JURÍDICO/ADAPTADA) O valor da causa é um 
dos requisitos necessários da petição inicial. A respeito do tema, julgue o item:
O réu deverá impugnar, em autos apartados, o valor atribuído à causa pelo autor, sob pena 
de preclusão.
029. 029. (2023/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP/PROCURADOR DO 
MUNICÍPIO/ADAPTADA) Marcos propôs ação de indenização por danos morais em face de 
João. Apresentou a petição inicial indicando todos os requisitos necessários, no entanto, 
deixou de instruir a petição inicial com os documentos indispensáveis à propositura da ação.
Diante da situação hipotética, é correto afirmar que o juiz determinará que Marcos, no 
prazo de 15 (quinze) dias, emende ou complete a petição inicial, indicando com precisão o 
que deve ser corrigido ou completado, sob pena de indeferimento da petição inicial.
030. 030. (2019/INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO OFICIAL CRIMINAL – ÁREA 8) Segundo o Código 
de Processo Civil em vigor, assinale a alternativa que NÃO apresenta um requisito da 
petição inicial.
a) Número do Registro Geral (RG) do autor e do réu.
b) Estado civil do autor e do réu.
c) A opção ou não do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.
d) Número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa 
Jurídica do autor e do réu.
e) As provas com que o autor pretende demonstrar o pedido e suas especificações.
031. 031. (2019/CESPE/CEBRASPE/ANALISTA JUDICIÁRIO DE PROCURADORIA)
teXtO assOciaDO
Em razão de uma colisão de veículos, Roberta, motorista e proprietária de um dos 
veículos, firmou acordo para reparação de danos com Hugo e Eduardo, respectivamente, 
motorista e proprietário do outro veículo envolvido no acidente. No entanto, por ter sido 
descumprido o referido pacto, Roberta ajuizou ação em desfavor deles. Hugo apresentou 
a sua contestação no prazo legal, e Eduardo não realizou esse ato processual.
Considerando essa situação hipotética e as disposições do Código de Processo Civil, 
julgue o item seguinte.
Se, na petição inicial apresentada por Roberta, faltarem provas indispensáveis à 
demonstração da verdade dos fatos

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