Analgésicos opioides
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Analgésicos opioides


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ANALGÉSICOS OPIOIDES 
PROFA. DRA. CAMILA GARCEL PANCOTE 
 
São José do Rio Preto, 2015 
 
Curso de Medicina Veterinária 
Disciplina de Farmacologia e Toxicologia II 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
HIPNOANALGÉSICOS E ANALGÉSICOS NARCÓTICOS 
TERMINOLOGIA: OPIOIDE REFERE-SE AOS 
COMPOSTOS DERIVADOS RELACIONADOS AO 
ÓPIO DA Papaver somniferum 
EX.: CODEÍNA, MORFINA, PAPAVERINA. 
HISTÓRICO: 
\uf0fc 300 A C \u2013 ÓPIO UTILIZADO POR ÁRABES; 
\uf0fc SEC. XIX \u2013 ISOLAMENTO A PARTIR DO ÓPIO: MORFINA, 
CODEÍNA. 
\uf0fc SEC. XX- OPIOIDES SINTÉTICOS: MEPERIDINA, 
METADONA, TRAMADOL, FENTANIL. 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
MORFINA: VEM DO DEUS GREGO DO SONO 
\u201cMORPHEUS\u201d, DEVIDO AO PODER SEDATIVO QUE 
ESSE ALCALÓIDE POSSUI. 
 USO TERAPÊUTICO DOS 
ANALGÉSICOS OPIOIDES 
\uf0d8 tratamento da dor aguda e profunda; 
\uf0d8na medicação pré-anestésica e na analgesia trans e pós-
operatória; 
\uf0d8é utilizada em conjunto com anestésicos locais na 
anestesia epidural e nos bloqueios peri/retro-bulbares; 
\uf0d8pode ser empregada como antitussígeno. 
 
AÇÕES DOS ANALGÉSICOS OPIOIDES 
ANALGÉSICOS DE AÇÃO CENTRAL 
ANALGESIA, HIPNOSE E EUFORIA; 
ANTITUSSÍGENO, ANTIARRÉICO; 
PEPTÍDEOS OPIOIDES ENDÓGENOS 
\uf0fc ENDORFINAS 
\uf0fc ENCEFALINAS 
\uf0fcDINORFINA 
\uf0fcN/OFQ: NOCICEPTINA/ORFANINA 
 
PRODUZIDOS A PARTIR ESTRESSE CORPORAL 
(TRAUMA SEVERO OU EXERCÍCIO INTENSO) 
PEPTÍDEOS OPIOIDES ENDÓGENOS 
N
OH
O
OH
N
O
OH
O
OH
NH
2
O
GLY-GLY-PHE-MET
-LEU
encefalinas
morfina oripavina
RECEPTORES OPIOIDES 
\uf0d8 µ: ANALGESIA, TOLERÂNCIA, DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA, 
PERISTALTISMO. 
Localização: córtex cerebral, no tálamo, substância cinzenta periaquedutal, 
substância gelatinosa e trato gastrintestinal. 
\uf0d8\u3b4: ANALGESIA, FUNÇÕES COGNITIVAS E DEPENDÊNCIA 
FÍSICA. 
Localização: núcleos pontinos, amígdalas, bulbo olfatório, córtex cerebral 
profundo e nos neurônios sensitivos periféricos. 
\uf0d8 \u41a: NOCICEPÇÃO, TERMORREGULAÇÃO, DIURESE, 
SECREÇÃO NEUROENDÓCRINA. 
Localização: hipotálamo, substância cinzenta periaquedutal, substância 
gelatinosa na medula espinhal, além de neurônios sensitivos periféricos. 
RECEPTORES ACOPLADOS À PROTEÍNA G 
MECANISMO DE AÇÃO DOS OPIOIDES 
AGONISTAS DE RECEPTORES µ 
DEPRESSORES DO SNC \u2013 INIBIÇÃO DO MECANISMO DA DOR 
FECHAMENTO 
ABERTURA DE 
CANAIS DE K+ 
HIPERPOLARIZAÇÃO 
(PIPS) 
MECANISMOS DE AÇÃO DOS OPIOIDES 
\uf0d8 QUANDO OS RECEPTORES SÃO ATIVADOS: 
INIBEM ADENILCICLASE E REDUZEM CAMP (?), 
PROVOCAM ABERTURA DOS CANAIS DE K+ E FECHAMENTO 
DOS CANAIS DE CA2+ NA MEMBRANA : DIMINUEM ASSIM 
ATIVIDADE NEURONAL OU AUMENTAM SISTEMAS 
INIBITÓRIOS; DIMINUEM LIBERAÇÃO DE 
NEUROTRANSMISSORES; 
CLASSIFICAÇÃO DOS OPIÓIDES 
ANÁLOGOS DA MORFINA 
\uf0d8 AGONISTAS : MORFINA, DIAMORFINA, CODEINA 
E MEPERIDINA. 
\uf0d8 AGONISTAS PARCIAIS: BUTORFANOL, 
BUPRENORFINA, PENTAZOCINA. 
\uf0d8 ANTAGONISTAS: NALOXONA, 
NALORFINA. 
O
N CH
3
OH
OH
MORFINA 
T1/2: 3-4hs 
NALORFINA 
(AGONISTA MISTO) 
DIAMORFINA 
ANÁLOGOS DA MORFINA 
NALOXONA 
LEVALORFANO 
8 X MAIS POTENTE 
QUE A MORFINA 
CODEÍNA 
(PRÓ-FÁRMACO) 
DERIVADOS SINTÉTICOS 
CLASSIFICAÇÃO DOS OPIÓIDES 
\uf0d8 FENILPIPERIDINAS ( MEPERIDINA E FENTANIL); 
\uf0d8 METADONA ( METADONA E 
DEXTROPROPOXIFENO); 
\uf0d8 BENZOMORFANOS (PENTAZOCINA); 
\uf0d8 TEBAINA (ETORFINA); 
ANTAGONISTAS 
\uf0d8 NALORFINA; 
\uf0d8 NALOXONA; 
\uf0d8 NALTREXONA; 
CLASSIFICAÇÃO DOS OPIÓIDES 
GÊNESE DE HIPNOANALGÉSICOS 
LEVALORFANO 
AÇÕES FARMACOLÓGICAS 
\uf076 ANALGESIA: DORES AGUDAS E CRÔNICAS, EXCETO AS 
NEUROPATICAS (EX: NEURALGIA DO TRIGÊMIO); 
\uf076 EUFORIA: PODEROSA SENSAÇÃO DE BEM-ESTAR E 
CONTENTAMENTO, DEPENDENDO DA SITUAÇÃO DO 
PACIENTE, MEDIADA POR RECEPTORES µi; 
\uf076 DISFORIA: MEDIADA POR RECEPTORES \u41a; 
\uf076 DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA: DIMINUIÇÃO DA 
SENSIBILIDADE DO CR À p CO2, MEDIADA POR RECEPTORES 
µi; 
 
EUFORIA E DISFORIA NÃO OCORREM COM CODEÍNA; 
AÇÕES FARMACOLÓGICAS 
\uf076 DEPRESSÃO DO REFLEXO DA TOSSE: SEM CORRELAÇÃO COM 
EFEITO ANALGÉSICO OU DEPRESSOR; 
\uf076 NÁUSEA E VÔMITO: AÇÃO NA ÁREA POSTREMA (ZQR) NA 
MEDULA (MORFINA - MPA). 
\uf076 CONSTRIÇÃO PUPILAR: RECEPTORES µi E \u41a - ESTIMULAM 
NUCLEO ÓCULO-MOTOR - IMPORTANTE SINAL PARA 
DIAGNÓSTICO; 
\uf076 TRATO GASTRINTESTINAL: AUMENTA O TÔNUS E DIMINUI A 
MOTILIDADE, CONSTIPAÇÃO - EFEITOS VISCERAIS POR AÇÃO 
SOBRE OS PLEXOS INTRAMURAIS ( ABOLIDO PELA ATROPINA); 
 
 
OUTRAS AÇÕES FARMACOLÓGICAS 
 
\uf076 LIBERA HISTAMINA NOS MASTÓCITOS: 
 
- EFEITO LOCAL = COCEIRA; 
- EFEITO SISTÊMICO = BRONCOCONSTRIÇÃO E HIPOTENSÃO 
(ASMÁTICOS?); 
\uf076 HIPOTENSÃO EM ALTAS DOSES POR EFEITO NA MEDULA; 
\uf076 IMUNOSUPRESSÃO APÓS USO CRÔNICO 
 
 
 
 
Uso de doses repetidas de morfina pode causar hipotermia em cães e 
hipertermia em gatos 
TOLERÂNCIA 
\uf076 DESENVOLVIMENTO RÁPIDO ( 12 A 24HS ); 
\uf076 TOLERÂNCIA: ANALGESIA, EUFORIA, DEPRESSÃO 
RESPIRATÓRIA, MIOSE E CONSTIPAÇÃO. 
DEPENDÊNCIA 
\uf076 RESPONSÁVEL: RECEPTORES Mi; 
\uf076 FATORES PSICOLÓGICOS, SÓCIO-ECONÔMICOS ESTÃO 
ENVOLVIDOS; 
\uf076 SISTEMA MESOLÍMBICO 
 DOPAMINÉRGICO; 
ALTERAÇÃO COMPORTAMENTAL 
\uf0d8HUMANOS, PRIMATAS E CÃES: euforia e depressão. 
\uf0d8EQUINOS, GATOS E SUÍNOS: disforia e excitação. 
 
ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS 
\uf076 ABSORÇÃO ORAL É IRREGULAR - CODEINA MELHOR QUE A 
MORFINA; 
\uf076 SOFREM EFEITOS DA PRIMEIRA PASSAGEM; 
\uf076MEIA-VIDA PLASMÁTICA DE 3 À 6 HORAS; 
\uf076 PRINCIPAIS METABÓLITOS: GLICURONADOS ATIVOS(?) 
\uf076 NEONATO TEM DIFÍCIL METABOLISMO, O QUE AUMENTA 
DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA. 
GATOS: metabolização reduzida. 
FARMACOCINÉTICA E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
FARMACOCINÉTICA E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
MORFINA: aplicação epidural produz analgesia efetiva e 
duradoura (24 horas). 
De acordo com Day et al. (1995), essa ação analgésica prolongada pode dever-se à natureza hidrofílica da 
morfina, propriedade pela qual as taxas de absorção e distribuição sistêmica desse fármaco seriam 
reduzidas. Ao ser eliminada lentamente do líquido cefalorraquidiano, a morfina se mantém em 
concentrações suficientes para substituir as moléculas dissociadas dos receptores, permitindo longos 
períodos de analgesia (Valadão et al., 2002). 
OUTROS ANALGÉSICOS 
\uf076 TRAMADOL; 
\uf076 ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS: IMIPRAMINA E 
AMITRIPTILINA; 
\uf076 CARBAMAZEPINA E GABAPENTINA; 
QUESTÕES 
1. Discuta o uso da morfina como medicação pré-anestésica. 
2. O butorfanol é um agonista parcial (agonista/antagonista). Discuta seu 
uso clínico na prática veterinária. 
3. Em estudos clínicos realizados em gatos, com doses não equipotentes, 
a buprenorfina produziu analgesia mais efetiva do que a da morfina 
(STANWAY et al., 2002), da meperidina (SLINGSBY et al., 1998) e da 
oximorfona (DOBBINS et al., 2002). Sobre os fármacos citados, 
esclareça o mecanismo de ação, doses terapêuticas, reações adversas, 
interações medicamentosas e contra-indicações. 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE CASO 
QUESTÕES: 
1. Justifique a utilização da morfina de curta e longa duração para o caso descrito. 
2. Quais seriam as alternativas farmacoterapêuticas para o caso descrito? Justifique sua 
escolha. 
3. Por que os médicos usam monitoração das drogas da urina com pacientes que rece- 
bem analgésicos opióides? 
4. Quais são os metabólitos normalmente esperados da morfina? 
5. Essa paciente em terapia de alta dose de morfina usou hidromorfona? No contexto 
de um teste de drogas da urina positivo para hidromorfona numa paciente que recebeu 
apenas morfina, como alguém poderia distinguir entre adesão à morfina e 
administração não autorizada de hidromorfona? 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
FUCHS, F. D., WANMMACHER, L., FERREIRA, M. B. 
C., Farmacologia clínica: Fundamentos