Resumo Direito Constitucional   Aula 06
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Resumo Direito Constitucional Aula 06


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Direito Constitucional 
Data: 21/09/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 1 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
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Assuntos tratados: 
1º Horário. 
\ufffd Controle de Constitucionalidade / Revogação ou Modificação Superveniente do 
Objeto ou do Parâmetro / Revogação ou Modificação Superveniente do Objeto 
/ Revogação ou Modificação Superveniente do Parâmetro / Questões 
Relevantes com Relação ao Objeto da ADI / Questões de Controle Abstrato / 
Cautelar na ADI / Finalidade / Concessão / Pressupostos / Procedimento da 
Concessão / Eficácia Pessoal ou Subjetiva da Cautelar / Eficácia Temporal / 
Efeito Repristinatório / Art. 12, da Lei 9.868/99 / Decisão Final da ADI / Quorum 
/ Caráter Dúplice ou Ambivalente da Ação / Cabimento Recursal / Início da 
Produção de Efeitos da Decisão Final / Efeitos da Decisão / Efeito Temporal 
2º Horário. 
\ufffd Efeito Subjetivo / Eficácia Transcendente dos Fundamentos Determinantes / 
Efeito Repristinatório / Técnicas de Decisão 
 
1º Horário 
 
1. Controle de Constitucionalidade 
 
1.1. Revogação ou Modificação Superveniente do Objeto ou do Parâmetro 
 
1.1.1. Revogação ou Modificação Superveniente do Objeto 
Havendo lei impugnada através de ADI e surgindo lei nova revogando a lei 
anterior (revogação superveniente do objeto) no curso da ação, a ADI ficará 
prejudicada, em regra. 
No entanto, caso lei nova modifique a lei anterior (modificação superveniente 
do objeto), a modificação pode ser substancial (altera conteúdo) ou não substancial 
(não altera o sentido original da norma). Sendo a modificação substancial, há 
prejudicialidade, caso contrário, o autor deverá aditar a inicial. 
Isto posto, conclui-se que a prejudicialidade só existirá caso haja revogação ou 
modificação substancial do objeto. 
 Direito Constitucional 
Data: 21/09/2011 
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Importante mencionar os efeitos residuais concretos da lei, que ocorrem 
quando esta foi revogada e não gera novos efeitos, mas já teve seus efeitos gerados. 
Estes efeitos podem ser impugnados no caso concreto em controle difuso. 
 Exemplo: surge lei tributária em 2000 e sujeito paga tributo entre 2000 e 2001, 
quando proposta uma ADI contra a norma. Sendo a lei revogada em 2002, seus efeitos 
residuais concretos poderão ser impugnados no controle concreto. 
A revogação/modificação substancial do objeto prejudica a ADI, mas não 
prejudica o controle concreto, caso em que é feita a análise de uma situação concreta. 
Uma crítica feita é a de que a ADI deveria seguir contra a lei revogada ou 
modificada substancialmente, a fim de que o julgamento definitivo desse efeito erga 
omnes à decisão, evitando situações de insegurança jurídica. 
No entanto, a regra de prejudicialidade da ADI em caso de revogação ou 
substancial modificação do objeto é excepcionada em alguns casos. 
No caso de fraude processual, como ocorre quando é proposta ADI e no curso 
da ação a lei é revogada, sendo substituída por outra lei idêntica, o STF julgará a ação, 
por entender que se trata de forma de manipular a jurisdição constitucional, não 
admitida. 
Outra exceção ocorre quando é proposta ADI e, logo no início, surge nova lei 
revogando a lei objeto do controle e o autor da ADI requer o aditamento da inicial. 
Para o STF, havendo relevância da matéria e não tendo nenhum dos participantes se 
manifestado, é aceitável o aditamento da inicial, prosseguindo-se a ADI com relação à 
lei nova. 
Importante ressaltar outro caso em que a ação de controle ficará prejudicada, 
quando no curso da ADI a lei expira (lei temporária), pois é como se a lei tivesse sido 
revogada. 
O mesmo ocorre no caso de medida provisória que é apreciada pelo Congresso 
Nacional (CN) no curso da ADI. Caso o CN rejeite a medida provisória, a ADI ficará 
prejudicada. No entanto, se for convertida em lei sem alterações, deve-se fazer o 
aditamento da inicial, para que a ADI prossiga. Se o CN converter a medida provisória 
em lei com alteração, sendo esta substancial, haverá prejudicialidade da ação, caso 
contrário, será feito apenas o aditamento da inicial. 
 
1.1.2. Revogação ou Modificação Superveniente do Parâmetro 
 Direito Constitucional 
Data: 21/09/2011 
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No controle abstrato, deve-se observar o princípio da contemporaneidade do 
parâmetro da ação, segundo o qual a norma constitucional deve ser contemporânea 
ao julgamento da ação. 
Desta forma, havendo revogação superveniente do parâmetro, a ADI fica 
prejudicada. 
O mesmo acontece no caso de modificação substancial superveniente do 
parâmetro, em que a ADI fica prejudicada. No entanto, se a modificação não for 
substancial, a ADI não restará prejudicada. 
Havendo lei que nasça inconstitucional e sendo proposta ADI contra ela, caso 
surja uma EC no curso da ADI, que faça com que o que a lei dispunha passe a ser 
constitucional, a lei não será convalidada pela EC, pois lei que nasce inconstitucional 
padece de nulidade original insanável. Neste caso, a ADI estará prejudicada, o que não 
significa dizer que a lei foi convalidada. 
Atenção! Não há constitucionalidade superveniente. 
Com isto, a lei continua passível de impugnação por controle concreto, onde é 
discutido um direito subjetivo. O parâmetro a ser utilizado pelo juiz no controle 
concreto será o vigente no momento em que a lei foi elaborada, pois não se aplica o 
princípio da contemporaneidade do parâmetro da ação em controle concreto. 
 No controle concreto, o parâmetro é a norma constitucional vigente no 
momento do surgimento da lei questionada, enquanto no controle abstrato, o 
parâmetro deve estar em vigor quando do julgamento da ação (se não estiver, a ADI 
restará prejudicada). 
\u2022 Situações específicas 
 Emenda constitucional diferida e ADI: Havendo ADI em face de uma lei e 
advindo uma EC diferida \u2013 que só entrará em vigor após certo tempo \u2013, no período de 
vacatio, o parâmetro ainda está em vigor, não estando prejudicada a ADI. A EC com 
vigência diferida ou postergada não prejudica imediatamente a ADI. 
 Concessão de cautelar e modificação do parâmetro: O STF, recentemente, 
enfrentou a hipótese em