Resumo Direito Constitucional   Aula 09
16 pág.

Resumo Direito Constitucional Aula 09


DisciplinaDireito Constitucional I70.360 materiais1.623.283 seguidores
Pré-visualização6 páginas
Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 7 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
direitos humanos, de modo que ela própria passa a ser vista como um direito 
fundamental. 
Obviamente, não há democracia sem transparência, sendo que esta pressupõe 
acesso à informação. Nesse sentido, a liberdade de imprensa é uma condição da 
democracia, por exemplo. 
Pluralismo é a coexistência de mundividências distintas, das diversas visões de 
mundo, das distintas concepções da vida. Do pluralismo, retira-se a ideia de respeito às 
diferenças. Daí falar-se em pluralismo político, ideológico, religioso, partidário, étnico, 
etc. 
O Estado pluriétnico é aquele em que há etnias majoritárias e minoritárias, o 
que não significa que as primeiras podem aniquilar as segundas. Deve ser 
salvaguardado o pluralismo étnico, a que se dá o nome de pluriculturalismo. 
Por isso, no Brasil, vê-se a proteção às comunidades indígenas e aos 
quilombolas. Nesse sentido, tem-se o pluralismo como direito humano e fundamental. 
A Quinta Geração, para Paulo Bonavides, estaria representada pelo direito à 
paz, que se manifesta pela busca da ausência de conflitos armados como 
florescimento dos direitos humanos. 
 
3. Críticas às Gerações de Direitos Fundamentais 
1ª Crítica: O termo \u201cgerações\u201d induziria uma ideia de sucessão, pelo que a nova 
geração tornaria a anterior vetusta, ultrapassada. Na verdade, não há uma superação 
entre as gerações, mas uma evolução, uma influência entre elas. 
Por exemplo: a função social da propriedade altera a ideia de propriedade 
antes visto como absoluto, que não deixa de existir como direito fundamental na 
Segunda Geração. 
Daí Paulo Bonavides afirmar que seria melhor a utilização do termo Dimensões 
dos Direitos Fundamentais ao invés de Gerações. 
2ª Crítica: A classificação dos direitos em gerações poderia levar a uma 
compartimentação dos direitos fundamentais em compartimentos isolados entre si. 
Porém, na verdade, tal não ocorre, pois os direitos fundamentais formam um 
todo, falando-se em um sistema unitário dos direitos fundamentais, onde o ponto 
central seria a dignidade humana. 
3ª Crítica: Os direitos de Primeira Geração são meramente formais, meramente 
declarados, porém destituídos de efetividade. 
 D. Constitucional 
Data: 07/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 8 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
4ª Crítica: A diferença não é que os direitos da Primeira Geração seriam 
exclusivamente negativos e os da Segunda positivos. Todos os direitos apresentam 
uma eficácia negativa e outra positiva. A diferença é a intensidade: os direitos de 
Primeira Geração geram obrigações preponderantemente negativas, mas também 
positivas; os direitos de Segunda Geração geram obrigações preponderantemente 
positivas, mas também negativas. 
Exemplo: O direito de liberdade pode ser exercido sem a atuação do Estado 
(obrigação negativa), mas, havendo sua violação, pode-se exigir do Estado uma 
atuação no sentido de afastá-la (obrigação positiva). 
Exemplo: O direito à saúde, a priori, exige atuação estatal, com o 
estabelecimento de hospitais públicos (obrigação positiva). Porém, o Estado não pode 
impedir que a pessoa faça uso do sistema privado (obrigação negativa). 
As obrigações negativas apresentam maior carga eficacial, ou seja, podem ser 
efetivadas de forma menos complexa. Se a Primeira Geração é preponderantemente 
de conteúdo negativo, os direitos por ela tutelados teriam maior possibilidade de 
efetividade que os da Segunda Geração. 
Observação 1: Ao falar-se que os direitos de Primeira Geração são meramente 
formais, mas destituídos de efetividade (3ª Crítica), faz-se referência à época de 
vigência da Primeira Geração, quando os direitos descritos formalmente não eram de 
fato respeitados. Hoje, os direitos da Primeira Geração têm maior efetividade, porque, 
em regra, os direitos de Segunda Geração dependem de uma atuação estatal, como se 
destrinchou na 4ª Crítica. 
 
2º Horário 
 
Observação 2: Os direitos fundamentais da Primeira Geração apresentam uma 
eficácia negativa que gera uma obrigação negativa; e os da Segunda geração 
apresentam uma eficácia positiva que gera uma obrigação positiva. Como os direitos 
fundamentais apresentam tanto uma eficácia negativa como outra positiva, diz-se que 
possuem uma bipolaridade eficacial. 
A eficácia negativa enseja um maior grau de concretização; assim, a eficácia 
positiva, a contrario sensu, gera maior complexidade. Por exemplo, indaga-se se seria 
possível um indivíduo exigir judicialmente uma obrigação positiva quanto à saúde e à 
educação. Deve-se verificar, no caso concreto, qual a necessidade do medicamento e 
qual o grau da doença. 
 D. Constitucional 
Data: 07/10/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 9 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
www.enfasepraetorium.com.br 
 
 
Exemplo: Há a obrigação constitucional de os municípios atenderem crianças 
de zero a cinco anos em creches ou pré-escolas. É problemática a análise sobre a 
possibilidade de ação civil pública determinar o atendimento de todas as crianças pelo 
município. 
Exemplo: Indaga-se sobre a possibilidade de conceder tratamento médico 
alternativo àquele deferido por antecipação de tutela. Se, no caso, para o outro 
tratamento também se tivesse que respeitar fila de espera, o fornecimento do direito 
a um indivíduo poderia representar violação do direito de outra, pois pode ser que 
este outro tivesse mais necessidade que aquele que obteve a medida judicial. 
O exposto demonstra a dificuldade à justiciabilidade dos direitos 
fundamentais. 
Primeiramente, vale destacar que justiciabilidade é a exigibilidade judicial. São 
várias as dificuldades de justiciabilidade, quais sejam: 
a. Separação dos Poderes \ufffd o juiz poderia acabar substituindo o legislador 
ou o administrador. 
b. Repartição de competências entre os entes da federação. 
c. Direitos de outros ou da coletividade \ufffd a concessão de direito a um 
pode violar direito de outros. Por exemplo, ao conceder antecipação de tutela a uma 
pessoa, estar-se-ia antecipando o seu tratamento em detrimento dos outros. 
O efeito multiplicador da decisão pode gerar um problema para a coletividade, 
na medida em que o recurso destinado à determinada política pública acaba sendo 
destinada apenas aos indivíduos que ajuizarem a ação. 
d. Dotação orçamentária \ufffd a decisão judicial pode gerar repercussão 
financeira contrária à previsão orçamentária. 
e. Escassez de recursos