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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
 INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
 CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA
7º Período
TREINAMENTO DE FORÇA PARA PREVENÇÃO DA DOR PATELOFEMORAL EM CORREDORES RECREACIONAIS 
Prof. Me. Matheus Lobo Perez Dias 
GOIÂNIA
2025
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA
FRANCISCO SOUSA PEREIRA
GIULIANA GUNDIM VICENTINI MENDONÇA
TREINAMENTO DE FORÇA PARA PREVENÇÃO DA DOR PATELOFEMORAL EM CORREDORES RECREACIONAIS 
GOIÂNIA
2025
FRANCISCO SOUSA PEREIRA
GIULIANA GUNDIM VICENTINI MENDONÇA
TREINAMENTO DE FORÇA PARA PREVENÇÃO DA DOR PATELOFEMORAL EM CORREDORES RECREACIONAIS 
Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado ao curso de graduação em Fisioterapia da Universidade Paulista – UNIP, como requisito para a obtenção do grau de Bacharel em Fisioterapia.
ORIENTADOR: PROF Dra. MÁRCIA BELAS DOS SANTOS
GOIÂNIA
2025
SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO	2
2.	PROBLEMATIZAÇÃO	3
3.	JUSTIFICATIVA	4
4.	OBJETIVO GERAL	5
5.	OBJETIVOS ESPECÍFICOS	5
6.	METODOLOGIA	5
7.	CRONOGRAMA	7
8.	PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA	8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	9
1. INTRODUÇÃO
A articulação patelofemoral é formada pela patela e pela tróclea do fêmur. A patela é o maior osso sesamoide do corpo, localizado entre o fêmur e a tíbia, inserida ao tendão do quadríceps femoral, tem a função biomecânica de aumentar o braço de alavanca do quadríceps, o que eleva o momento extensor do joelho para um dado recrutamento muscular. As superfícies articulares que compõem a tróclea femoral são revestidas por cartilagem hialina espessa, preparada para suportar elevadas pressões compressivas durante atividades de carga (COX et al., 2023).
A força de contato na articulação patelofemoral é determinada pela intensidade da tração do quadríceps e pela geometria articular. Em geral, à medida que o joelho flexiona, a área de contato e as pressões na articulação patelofemoral aumentam: perto da extensão completa as pressões são relativamente baixas e tendem a crescer com a flexão, atingindo valores maiores em ângulos profundos de flexão. Durante a corrida, cada passada provoca picos repetidos de força de contato patelofemoral; esses picos se repetem muitas vezes ao longo do treino e podem acumular-se, expondo a articulação a sobrecarga e contribuindo para o desenvolvimento da dor patelofemoral (DPF) em corredores (WANG et al., 2023).
A DPF caracteriza-se por um desconforto difuso ou mal localizado na região anterior do joelho, é frequentemente descrito como uma dor “por trás” ou “em volta” da patela (ESCULIER et al., 2020), sendo uma das queixas mais comuns entre corredores. A corrida, por sua vez, é uma das atividades esportivas mais populares do mundo. Pode ser praticada com equipamento mínimo e por diferentes perfis, o que atrai um número crescente de praticantes recreacionais que muitas vezes iniciam a atividade sem orientação técnica adequada (VIDEBÆK et al., 2015).
Embora a DPF se mantenha como uma das queixas mais relatadas em corredores, a estimativa varia amplamente na literatura devido as diferentes medidas de associação para determinar a prevalência e incidência (VIDEBÆK et al., 2015a). A prevalência foi estimada em 22,7% na população geral e uma taxa de incidência de 1080,5/1.000 pessoas-ano em corredores recreacionais (SMITH et al., 2018). Outro estudo avaliou a incidência de lesões relacionadas à corrida por 1000 horas de corrida. Foi revelado 17,8 lesões por 1.000 horas de corrida em corredores iniciantes e 7,7 lesões por 1.000 horas de corrida em corredores recreacionais (VIDEBÆK et al., 2015b).
A compreensão do contexto e do problema é o primeiro passo para a implementação de programas de prevenção. A falta de eficácia dos programas existentes, em parte se explica por não serem totalmente adaptados aos grupos alvos específicos. Diante desse cenário, torna-se essencial compreender as demandas biomecânicas e funcionais próprias da corrida, especialmente entre corredores recreacionais, que apresentam menor condicionamento físico e maior suscetibilidade a sobrecarga patelofemoral por ausência de adaptação progressiva às forças repetidas geradas durante a corrida (KEMLER et al., 2018; ESCULIER et al., 2020).
Uma hipótese amplamente aceita é que a DPF está relacionada ao desequilíbrio de foças periarticulares, que provoca uma posição patelofemoral anormal e uma cinemática patelar patológica durante atividades funcionais. Esse desalinhamento alteraria o padrão de contato patelofemoral, aumentando o estresse mecânico no osso subcondral causando dor (GRANT et al., 2020). 
Uma segunda hipótese propõe que a dor patelofemoral esteja relacionada à sobrecarga cumulativa resultante do impacto repetitivo durante a corrida. Durante essa atividade, o solo exerce uma força equivalente a aproximadamente 2,5 vezes o peso corporal sobre o pé, que é transmitida à articulação patelofemoral, onde o quadríceps comprime a patela contra o fêmur com uma força próxima de 4 vezes o peso corporal. Considerando que um corredor realiza cerca de 160 passos por minuto, estima-se que a articulação patelofemoral suporte o equivalente a mais de 80.000 vezes o peso corporal ao longo de uma maratona completa. Essa carga repetitiva pode exceder a capacidade de adaptação dos tecidos, contribuindo para o surgimento de microlesões e inflamações locais (ESCULIER et al., 2020a).
Nesse contexto, o treinamento de força surge como uma estratégia eficaz tanto na reabilitação quanto na prevenção da dor patelofemoral, pois melhora a capacidade dos músculos de absorver e dissipar cargas, além de otimizar o controle do movimento. Intervenções que combinam exercícios de fortalecimento do quadril e do joelho têm demonstrado resultados superiores em comparação a programas que focam exclusivamente na musculatura do joelho. Esse fortalecimento integrado contribui para o realinhamento dinâmico do membro inferior, reduzindo o estresse sobre a articulação patelofemoral durante atividades de impacto, como a corrida (ESCULIER et al., 2020b).
Apesar dos avanços na compreensão da biomecânica da dor patelofemoral, ainda existem lacunas importantes na aplicação prática dos protocolos de prevenção, especialmente em corredores iniciantes. Muitos programas não são devidamente ajustados à carga, frequência e volume de treino ideais para esse público, comprometendo a aderência e a eficácia. Dessa forma, compreender como diferentes programas de treinamento de força influenciam a função do joelho durante a corrida e o comportamento patelofemoral é essencial para o desenvolvimento de estratégias preventivas mais seguras e efetivas (HOLLANDER et al., 2021).
Portanto, o presente estudo propõe-se avaliar os efeitos dos protocolos de treinamento de força de força sobre aspectos preventivos da DPF em corredores recreacionais, comparando os resultados com os de outros protocolos de treinamento relevantes para essa população (por exemplo, ênfase em quadríceps vs quadril e resistência vs potência). 
2. PROBLEMATIZAÇÃO
A DPF é uma das principais causas de dor anterior no joelho entre corredores, representando um desafio frequente na prática clínica fisioterapêutica. Essa condição afeta diretamente o desempenho e a qualidade da corrida, pois provoca dor durante a subida e descida de escadas, ao correr em terrenos inclinados, agachar ou permanecer sentado por longos períodos. Além disso, reduz a força e o recrutamento do quadríceps, altera o alinhamento patelar e o padrão biomecânico dos membros inferiores, o que gera desequilíbrios musculares e sobrecarga articular. O quadro doloroso persistente pode ocasionar limitações funcionais, queda no rendimento esportivo, perda de condicionamento físico e até abandono temporário ou definitivo da prática da corrida. Assim, a DPF compromete não apenas a performance, mas também a motivação e a longevidade esportiva dos praticantes.
Apesar do avanço nas estratégias de reabilitação e das evidências que apontam o fortalecimento muscular como fator protetor,muitos corredores ainda negligenciam o treinamento de força em seus programas de preparação física. Essa lacuna entre o conhecimento científico e a prática cotidiana contribui para a alta incidência e recorrência dessa lesão, que compromete o desempenho e a adesão à corrida.
Diante disso, surge a seguinte questão-problema: o treinamento de força possui influência na DPF em corredores?
3. JUSTIFICATIVA
Estudos apontam que o fortalecimento da musculatura do quadril e do joelho tem se mostrado eficiente tanto na reabilitação quanto na prevenção da síndrome da dor patelofemoral, uma vez que melhora o alinhamento patelar e diminui o estresse articular, (PRIETO-GARCÍA ET AL., 2021; GIRARDI; GUENKA, 2022).
Apesar dessas evidências científicas, observa-se uma lacuna entre o conhecimento teórico e a prática cotidiana de corredores amadores e profissionais. A maioria dos corredores, cerca de 65% dos corredores, tende a negligenciar o treinamento de força em seus programas de preparação, priorizando apenas o aumento do volume e da intensidade das corridas. Essa falta de equilíbrio favorece o surgimento de lesões musculoesqueléticas, como a DPF. Ainda é ressaltado que a ausência de controle e acompanhamento técnico nos treinos está associada a um aumento de 30% na incidência de DPF, o que reforça a importância da orientação profissional e da inclusão de exercícios de força e estabilidade (SILVA ET AL., 2023).
 Estudos relatam que a eficácia do treinamento de força foi comprovada por meta-análises e ensaios clínicos randomizados, os quais observaram reduções significativas na intensidade da dor, em média de 1,76 pontos (pdos achados com diretrizes clínicas atuais de fisioterapia esportiva e prevenção de lesões, enfatizando as implicações práticas para profissionais e pesquisadores, bem como as recomendações para futuros estudos sobre o tema.
7. CRONOGRAMA
 
	Atividade/Mês
	Ago
	Set
	Out
	Nov
	Dez
	Jan
	Fev
	Mar
	Abril
	Mai
	Levantamento Bibliográfico
	X
	X
	X
	X
	X
	X
	X
	 
	 
	 
	Elaboração do Projeto
	X
	X
	X
	X
	X
	 
	 
	 
	 
	 
	Coleta de informações
	 
	 
	X
	X
	X
	X
	X
	 
	 
	 
	Análise das informações
	 
	 
	 
	 
	X
	X
	X
	 
	 
	 
	Redação preliminar
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	X
	 
	 
	 
	Redação Final
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	X
	 
	Envio do trabalho à Biblioteca para elaboração da ficha catalográfica
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	 
	Encaminhamento para Banca*
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	 
	Defesa do TCC
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	X
	Envio trabalho para publicação
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	X
* Quinze dias antes da apresentação.
8. PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA
 
	Material de Consumo
	Quantidade
	Valor unitário
	Valor total
	Microsoft 365 Personal 
	12
	51,00
	612,00
	Combustível (caso essencial)
	30 L
	6,50
	195,00
	Encadernamento e impressão
	1
	20,00
	20,00
	Total geral
	----
	----
	827,00
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
GIRARDI, Fabiano Marcon; GUENKA, Leandro Caetano. Fortalecimento do quadríceps através do método Kaatsu Training em mulheres com dor femoropatelar. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 35, e35208, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fp/a/cpX77gnGJffwy5bxCSHdsVh/?lang=pt. Acesso em: 20 out. 2025.
KUNENE, S. H.; TAUKOBONG, N. P.; RAMKLASS, S. Experiences and rehabilitation needs of runners with anterior knee pain in under-resourced communities in Ekurhuleni, Gauteng, South Africa. South African Journal of Physiotherapy, Durban, v. 76, n. 1, p. 4-10, 2020. Disponível em: https://www.scielo.org.za/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1015-51632020000100004&lang=pt. Acesso em: 20 out. 2025.
PRIETO-GARCÍA, Luisa Fernanda et al. Efecto terapéutico de dos programas de fortalecimiento muscular en pacientes con síndrome de dolor patelofemoral. Revista de la Facultad de Medicina, Bogotá, v. 69, n. 2, p. 208-217, 2021. Disponível em: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0120-00112021000200208&lang=pt. Acesso em: 20 out. 2025.
RIBEIRO, Paula Passuello Alves; BERNI, Kelly Cristina dos Santos. Relação entre sintomatologia no joelho e as características biológicas em corredores recreacionais. Revista Brasileira de Ortopedia, São Paulo, v. 56, n. 3, p. 307-312, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbort/a/NvtmwCDZWm4ph6qWCJWQ3Gw/?lang=en. Acesso em: 20 out. 2025.
ROMERO CARRASCO, Diana Gabriela; SIERRA NIETO, Victor Hugo. Fortalecimiento muscular de cadera y rodilla en el síndrome doloroso patelofemoral: revisión sistemática y metaanálisis. Revista Científica de la Sociedad de Investigación en Educación y Salud, La Paz, v. 5, n. 2, p. 348-359, 2022. Disponível em: http://www.scielo.org.bo/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2664-32432022000200348&lang=pt. Acesso em: 20 out. 2025.
SILVA, J. F. et al. Influence of walking and running on patellofemoral pain. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, Florianópolis, v. 25, e0307, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcdh/a/LHgkdk9Gd9ZvcJDnFN7Bm5t/?lang=en. Acesso em: 20 out. 2025.
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