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TURISMO, MEIO AMBIENTE E 
SUSTENTABILIDADE 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Aline Maria Biagi 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Avanços legais que possibilitam o turismo na natureza 
Aqui, vamos abordar as legislações que criam e impulsionam as áreas 
naturais a se tornarem ambientes protegidos, com funções voltadas para a 
sustentabilidade e um manejo harmonioso. Algumas normativas são usadas 
para poder diferenciar cada espaço, respeitando a sua individualidade e a sua 
beleza natural. 
Vamos conhecer mais a fundo as Unidades de Conservação e como elas 
desempenham um importante papel na sensibilização para a relação 
homem/natureza. 
CONTEXTUALIZANDO 
A ideia de que ambientes naturais com grande beleza cênica deveriam 
ser um bem comum e preservado para a sua apreciação é antigo. Dessa forma, 
desde a década de 1930, essa discussão é latente no Brasil. 
Legislações e normatizações apresentam um importante papel nesse 
processo, oferecendo ferramentas teóricas para a implementação e o melhor uso 
de unidades de conservação, com a intenção de manter a preservação desses 
locais e ao mesmo tempo proporcionar, para os visitantes, experiências únicas 
de contato e conexão com a natureza. 
Nesta abordagem, trataremos de dois pontos importantes desse 
processo: a Lei n. 9.985 de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades 
de Conservação da Natureza (SNUC), e o Rol de oportunidades de visitação 
(ROVUC), que traz recomendações nas ações de visitação em UCs. 
Essas questões são de extrema importância para considerar o vasto 
território e a diversidade de paisagens que devem ser comtempladas 
turisticamente. 
 
TEMA 1 – UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: TIPOLOGIAS, CLASSIFICAÇÃO E 
USOS 
Em um contexto histórico, a criação de áreas restritas, com foco em 
preservação, inicialmente buscava conservar ambientes naturais de 
 
 
3 
características excepcionais. O marco inicial para a criação de unidade de 
conservação em nível global foi o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados 
Unidos, no ano de 1972. Esse parque foi percursor para a criação de outros 
parques nacionais pelo mundo, tendo impulsionado também novos modelos de 
unidade de conservação. 
Os primeiros parques nacionais do Brasil foram o Parque Nacional do 
Itatiaia (1937), o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e o Parque Nacional do 
Iguaçu (1939). Essas UCs se estabeleceram pela influência do primeiro Código 
Florestal brasileiro, que remonta a 1934. Em seu texto, descrevia as florestas 
nativas “como áreas de interesse comum, dividindo-as em quatro tipos: 
protetoras e remanescentes (de preservação permanente), e modelo e 
produtivas (passíveis de exploração comercial)” (BNDS, 2023). 
Depois dessas UCs, foi registrada a expansão do número de unidades de 
conservação no país, com avanço das legislações. A delimitação dessas áreas 
é regulamentada pela Lei n. 9.985, de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de 
Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Nessa lei, a unidade de 
conservação é entendida como “espaço territorial e seus recursos ambientais, 
incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, 
legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites 
definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias 
adequadas de proteção” (Brasil, 2000). 
O art. 7º divide as UCs em dois grupos com características especificas: 
Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. O WWF elaborou 
um quadro que discute cada categoria de UC, considerando tanto a proteção 
integral quanto o uso sustentável. 
Quadro 1 – Tipologia das unidades de conservação de proteção integral 
Unidades de Proteção Integral 
Categoria Objetivo Uso 
Estações 
Ecológicas 
Preservar e pesquisar. Pesquisas científicas, visitação pública com 
objetivos educacionais. 
Reservas 
Biológicas 
(REBIO) 
Preservar a biota (seres vivos) e 
demais atributos naturais, sem 
interferência humana direta ou 
modificações ambientais. 
Pesquisas científicas, visitação pública com 
objetivos educacionais. 
Parque 
Nacional 
(Parna) 
Preservar ecossistemas naturais 
de grande relevância ecológica e 
beleza cênica. 
Pesquisas científicas, desenvolvimento de 
atividades de educação e interpretação 
ambiental, recreação em contato com a 
natureza e turismo ecológico. 
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/unid/protint/
Highlight
 
 
4 
Monumentos 
Naturais 
Preservar sítios naturais raros, 
singulares ou de grande beleza 
cênica. 
Visitação pública. 
Refúgios de 
Vida Silvestre 
Proteger ambientes naturais e 
assegurar a existência ou 
reprodução da flora ou fauna. 
Pesquisa científica e visitação pública. 
Fonte: Elaborado com base em WWF Brasil, 2023. 
A relação de uso das Unidades de Conservação de Uso Sustentável é 
diferenciada, permitindo alguns manejos. O quadro a seguir aborda essas 
questões. 
Quadro 2 – Características das unidades de uso sustentável. 
Unidades de Uso Sustentável 
Categoria Característica Objetivo Uso 
Área de Proteção 
Ambiental (APA) 
Área extensa, pública 
ou privada, com 
atributos importantes 
para a qualidade de 
vida das populações 
humanas locais. 
Proteger a 
biodiversidade, 
disciplinar o processo 
de ocupação e 
assegurar a 
sustentabilidade do uso 
dos recursos naturais. 
São estabelecidas 
normas e restrições 
para a utilização de 
uma propriedade 
privada localizada em 
uma APA. 
Área de Relevante 
Interesse Ecológico 
(ARIE) 
 
Área de pequena 
extensão, pública ou 
privada, com pouca ou 
nenhuma ocupação 
humana, com 
características naturais 
extraordinárias. 
Manter os 
ecossistemas naturais 
e regular o uso 
admissível dessas 
áreas. 
Respeitados os limites 
constitucionais, podem 
ser estabelecidas 
normas e restrições 
para utilização de uma 
propriedade privada 
localizada em uma 
ARIE. 
Floresta Nacional 
(FLONA) 
 
Área de posse e 
domínio público com 
cobertura vegetal de 
espécies 
predominantemente 
nativas. 
Uso múltiplo 
sustentável dos 
recursos florestais para 
a pesquisa científica, 
com ênfase em 
métodos para 
exploração sustentável 
de florestas nativas. 
Visitação, pesquisa 
científica e 
manutenção de 
populações 
tradicionais. 
Reserva Extrativista 
(RESEX) 
 
Área de domínio 
público com uso 
concedido às 
populações 
extrativistas 
tradicionais. 
Proteger os meios de 
vida e a cultura das 
populações 
extrativistas 
tradicionais, e 
assegurar o uso 
sustentável dos 
recursos naturais. 
Extrativismo vegetal, 
agricultura de 
subsistência e criação 
de animais de pequeno 
porte. Visitação pode 
ser permitida. 
Reserva de Fauna 
(REFAU) 
Área natural de posse 
e domínio público, com 
populações animais 
adequadas para 
estudos sobre o 
manejo econômico 
sustentável. 
Preservar populações 
animais de espécies 
nativas, terrestres ou 
aquáticas, residentes 
ou migratórias. 
Pesquisa científica. 
Reserva de 
Desenvolvimento 
Sustentável (RDS) 
Área natural, de 
domínio público, que 
abriga populações 
tradicionais, cuja 
Preservar a natureza e 
assegurar as 
condições necessárias 
para a reprodução e 
Exploração sustentável 
de componentes do 
ecossistema. Visitação 
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/unid/unid_us/
 
 
5 
existência baseia-se 
em sistemas 
sustentáveis de 
exploração dos 
recursos naturais. 
melhoria dos modos e 
da qualidade de vida 
das populações 
tradicionais. 
e pesquisas científicas 
podem ser permitidas. 
Reserva Particular do 
Patrimônio Natural 
(RPPN) 
Área privada, gravada 
com perpetuidade. 
Conservar a 
diversidade biológica. 
Pesquisa científica, 
atividades de educação 
ambiental e turismo. 
Fonte: Elaborado com base em WWF Brasil, 2023. 
A questão sobre as tipologias é uma abordagem bastante teórica, porém 
é essencial que o profissional do turismo a domine, considerando o que é 
permitidoe o que é proibido em cada tipo de UC. Nos próximos tópicos, vamos 
analisar ver exemplos e abordagens práticas sobre as possibilidades de turismo 
nas UCs. 
TEMA 2 – INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTO DO TURISMO EM ÁREAS 
NATURAIS 
As Unidades de Conservação (UC) são territórios estratégicos para a 
conservação. Quando manejadas com competência e responsabilidade, 
“resguardam, além de espécies ameaçadas e ecossistemas saudáveis, 
processos ecológicos que geram múltiplos benefícios, como diversos serviços 
ambientais”. Porém, a gestão das UCs ocorre em ambientes dinâmicos e com 
muitas pressões externas sobre os recursos naturais (D’Amico; Coutinho; 
Moraes, 2018, p. 14). 
 A Lei n. 9.985/2000 (SNUC) aborda a questão do plano de manejo, que 
é definido da seguinte forma: 
Documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos 
gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu 
zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo 
dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas 
necessárias à gestão da unidade. (Brasil, 2020) 
Em outras palavras, o plano de manejo é a ferramenta norteadora da 
forma como a UC deve ser implementava, para alcançar os objetivos definidos 
em sua criação. Todas as UCs devem dispor de um plano de manejo, “que 
abranja não só a área da unidade de conservação, mas sua zona de 
amortecimento (ZA) e possíveis corredores ecológicos” (D’Amico; Coutinho; 
Moraes, 2018, p. 14). 
Os planos de manejo também devem incluir medidas que promovam a 
integração das UCs à vida econômica e social das comunidades 
 
 
6 
residentes e vizinhas. Já o Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002, 
que regulamenta a Lei nº 9.985/2000, prevê que os órgãos executores 
do SNUC devem estabelecer roteiro metodológico básico para a 
elaboração dos planos de manejo das diferentes categorias de UCs, 
uniformizando conceitos e metodologias e fixando diretrizes para sua 
elaboração. Até dezembro de 2017, o Instituto Chico Mendes de 
Conservação da Biodiversidade (ICMBio) possuía distintos 
documentos com diferentes orientações metodológicas para a 
elaboração de planos de manejo entre as categorias do SNUC. Para 
os parques nacionais (Parna), reservas biológicas (Rebio) e estações 
ecológicas (Esec) considerava-se o Roteiro Metodológico de 2002 
(Galante et al., 2002) ou sua atualização proposta em 2011 (ICMBio, 
2011), a qual não foi oficializada. As florestas nacionais (Flona) 
também contavam com um Roteiro Metodológico elaborado em 2003 
e revisado em 2009 (ICMBio, 2009). As áreas de proteção ambiental 
(APA) tinham como referência o Roteiro Metodológico para a Gestão 
de Área de Proteção Ambiental (IBAMA, 2001), que incluía as diretrizes 
de planejamento. A elaboração dos planos de manejo participativos 
das reservas extrativistas (Resex) e reservas de desenvolvimento 
sustentável (RDS) era orientada pela Instrução Normativa (IN) ICMBio 
nº 01, de 18 de setembro de 2007. Para as áreas de relevante interesse 
ecológico (Arie), refúgio de vida silvestre (Revis) e monumentos 
naturais (Mona) o ICMBio contava apenas com orientações internas 
não formalizadas. (D’Amico; Coutinho; Moraes, 2018, p. 14) 
 A elaboração do plano de manejo a partir desse roteiro metodológico, 
cedido pelo ICMBio, uniformiza a abordagem de planejamento entre as 
diferentes categorias de UC, de forma a manter a correspondência de conceitos 
e componentes do plano de manejo e também as especificidades de cada área 
(D’Amico; Coutinho; Moraes, 2018, p. 20). 
Os elementos de um plano de manejo são conceitualmente agrupados 
em quatro partes: componentes fundamentais, dinâmicos, normativos 
e planos específicos, conforme descrito a seguir. 
Componentes Fundamentais: constituem a missão da UC e 
geralmente não mudam com o tempo. Além disso, são a base para o 
desenvolvimento dos planos específicos e dos esforços de manejo 
futuros. 
Componentes Dinâmicos: são elementos dinâmicos que mudam com 
o tempo. A medida em que o contexto em que a UC está inserida 
mudar, ou as condições e tendências dos recursos e valores 
fundamentais mudarem com o tempo, a análise da necessidade de 
dados e planejamento precisará ser revisitada e revisada, juntamente 
com as questões-chave. 
Componentes Normativos: são elementos que sistematizam os atos 
legais vigentes para a UC, bem como definem normas gerais de uso e 
gestão de seu território, com implicações legais. 
 Buscando alguma padronização para os planos de manejo, foram 
elaborados os roteiros metodológicos de planejamento. Esses roteiros são 
“diretrizes institucionais consolidadas em documentos elaborados a partir da 
experiência e experimentação acumulada pelo ICMBio, desde a elaboração dos 
primeiros planos de manejo que foram os dos Parques Nacionais de Brasília – 
DF; Sete Cidades – PI e Amazônia – AM, em 1977” (ICMBio, 2020). Em números, 
 
 
7 
As unidades de conservação federais registraram o recorde de 15 
milhões de visitas em 2019, acumulando grande aumento de demanda 
histórica e refletindo a incontestável e reconhecida vocação brasileira 
para o ecoturismo, com muitos importantes destinos especialmente 
protegidos em unidades de conservação. (ICMBio, 2020, p. 9) 
Os roteiros metodológicos mesmo com as particularidades do seu período 
de elaboração e com as especificidades que cada categoria de UC possui, o 
pressuposto dos roteiros metodológicos é “a adoção de abordagem sistêmica, 
processual e participativa, resultando em metodologia objetiva, porém flexível, a 
ser aplicada à realidade de cada Unidade de Conservação, observando os 
recursos institucionais, sociais e financeiros envolvidos” (ICMBio, 2020). 
O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes de 
Conservação, elaborou um documento denominado “ROVUC: Rol de 
oportunidades de visitação em unidades de conservação”. Esse documento 
apresenta as responsabilidades e a importância das experiências vivenciadas 
em uma UC, além de conceitos e diretrizes. Vamos abordar esse documento 
mais detalhadamente, considerando o plano de manejo, no próximo tópico. 
TEMA 3 – MANEJO DE VISITANTES EM ÁREAS NATURAIS: PRODUTOS E 
EXPERIÊNCIAS DE VISITAÇÃO EM ÁREAS NATURAIS 
Um gestor de unidade de conservação tem algumas responsabilidades e 
atribuições, duas das quais se destacam quando observadas pela ótica do 
manejo e do desenvolvimento de atividades recreativas de contato com a 
natureza e o turismo ecológico: 
1. Conservar a biodiversidade, os recursos naturais e socioculturais, 
que prestam importantes serviços ambientais e representam os 
principais atrativos para a visitação das unidades de conservação; 
2. Promover e executar programas recreacionais, de uso público e de 
ecoturismo nas unidades de conservação, considerando as 
expectativas e as necessidades dos visitantes e provendo as ações de 
manejo que maximizem a variedade de experiências de qualidade a 
serem oferecidas ao público. (ICMBio, 2020, p. 13) 
Nesse processo, o uso público é uma ferramenta de conservação da 
natureza, em especial quando aliado a estratégias de proteção das UCs. Isso 
ocorre porque “a presença do visitante, assim como de pesquisadores e 
voluntários do uso público, auxilia no monitoramento das atividades e colabora 
para inibir as práticas ilícitas que podem ocorrer nas UCs”. É importante ainda 
considerar o aspecto informativo, quando os visitantes entram em contato com 
ambientes naturais, buscando compreender a importância da conservação e 
 
 
8 
criando vínculos com a biodiversidade e com a área que vai ser protegida 
(ICMBio, 2020, p. 13). 
Com essa visão, foi popularizado, no ramo do turismo, o ROS – Espectro 
de Oportunidades Recreativas, do inglês Recreation Opportunity Spectrum. Esse 
termo surgiu a partir de estudos nos Estados Unidos sobre “a recreação em 
contato com a natureza representa um produto, assim como a madeira, a água, 
o alimento, que pode ser moldado e direcionado paraum público consumidor 
específico” (ICMBio, 2020, p. 15). 
No Brasil, o ROS/Rovap tem essa mesma intenção, sendo base para o 
desenvolvimento de ferramentas voltadas para o planejamento da visitação. Um 
exemplo dessa aplicação é o Índice de Atratividade Turística – IAT, que é 
“utilizado como referência para análises da demanda turística em áreas 
protegidas que, além de indicadores internos, utiliza indicadores do entorno das 
áreas protegidas, como distância de aeroportos, serviços de hospedagem e 
alimentação disponíveis, entre outros” (ICMBio, 2020, p. 16). 
 Essas ferramentas, somadas ao rol de oportunidades de visitação 
(ROVUC): 
 servem como critérios para a definição do zoneamento no processo de 
elaboração ou revisão dos planos de manejo das UCs; 
 apresentam parâmetros objetivos para distinguir as diferentes classes de 
experiência da visitação; 
 serão aplicáveis a todas as categorias de unidades de conservação do 
SNUC; 
 serão aplicáveis no processo de planejamento de UC, tanto em ambientes 
terrestres quanto aquáticos (todos os biomas); 
 terão aplicação viável, financeira e operacionalmente, em curto prazo. 
Outra definição teórica que auxilia o ROVUC em sua aplicação é a de 
classes de experiência, divididas em cinco: pristina, seminatural, ruralizada e 
urbanizada. O quadro a seguir apresenta as características de cada uma dessas 
classes. 
Quadro 3 – Relação entre as classes de experiência e o grau de intervenção da 
visitação nos atributos da Rovuc 
 
 
9 
Classe de 
experiência 
Definição do grau de intervenção nos atributos 
Pristina 
Visitação de baixo grau de intervenção: corresponde às formas primitivas 
de visitação e recreação, em áreas com alto grau de conservação, 
possibilitando ao visitante experimentar algum nível de desafio, solidão e 
risco. Os encontros com outros grupos de visitantes são improváveis ou 
ocasionais. A infraestrutura, quando existe, é mínima e tem por objetivo a 
proteção dos recursos naturais e a segurança dos visitantes. É incomum a 
presença de estradas ou atividades motorizadas. 
Natural 
Visitação de médio grau de intervenção: É possível experimentar alto grau 
de naturalidade do ambiente. No entanto, já existe algum nível de alteração 
ambiental ou evidências de atividades humanas. O acesso a essas áreas 
pode ser realizado por veículos motorizados. Em ambientes terrestres, as 
estradas em geral não são pavimentadas. Os encontros com outros 
visitantes são mais comuns. Nas unidades de conservação de uso 
sustentável, pode haver a presença de moradores isolados, que podem 
experimentar o modo de vida local. A infraestrutura é mínima ou moderada, 
tendo por objetivo, além da segurança e da proteção dos recursos naturais, 
melhorar a experiência e proporcionar comodidade ao visitante. Por exemplo: 
ponte, pequenas edificações, mirante, escada, deck, acampamento, abrigo, 
banheiro, estrada com revestimento permeável etc. 
Seminatural Visitação de alto grau de intervenção: a visitação é intensiva e planejada 
para atender maior demanda. Ainda que exista a oportunidade de 
privacidade, os encontros e a interação podem ser frequentes entre os 
visitantes, os funcionários e a comunidade local. É comum a presença de 
grupos maiores de visitantes ou excursões. Existe mais atenção na 
segurança dos visitantes, na proteção de áreas sensíveis próximas aos 
atrativos, e menos ênfase na promoção de autonomia ou desafios. A 
infraestrutura geralmente é mais desenvolvida, com a presença comum de 
edificações e estradas, inclusive pavimentadas, podendo resultar em 
alterações significativas na paisagem. Centros de visitantes, museus, 
auditórios, estacionamentos, postos de gasolina, estradas pavimentadas, 
piscinas, hotéis, pousadas, teleféricos, pistas de pouso, paisagismos, 
estábulos podem ocorrer nas zonas de manejo com alto grau de intervenção, 
dependendo da categoria de manejo da UC. 
Ruralizada 
Urbanizada 
Fonte: Elaborado com base em ICMBio, 2020. 
A partir dos ambientes internos e externos da UC, e de seus demais 
atributos biofísicos, socioculturais e de manejo, é possível avaliar o perfil de 
visitação adequado, considerando, dentre as áreas, quais se enquadram para a 
implementação de determinadas experiências de visitação, na intenção de 
conciliar: (1) as expectativas dos visitantes e as características da UC; (2) as 
experiências de visitação de qualidade e as estratégias de proteção dos recursos 
naturais. 
Vale ressaltar que, “no processo de diversificação das oportunidades de 
visitação, o enfoque nas atividades nem sempre funciona muito bem. Como já 
mencionado, uma mesma atividade possui sentidos e expectativas diferentes 
para cada pessoa”. Assim, para fazer o planejamento de uma visitação, é 
importante compreender a interação entre quatro elementos: experiências, 
atividades, ambiente (atributos biofísico, sociocultural e de manejo), benefícios 
(pessoais, sociais, econômicos, culturais e ambientais). Dessa forma, “as 
 
 
10 
oportunidades de visitação são formadas pela relação entre esses quatro 
elementos, uma vez que os visitantes buscam realizar ‘atividades’ em 
‘ambientes’ que lhes permitem obter as ‘experiências’ desejadas, produzindo 
‘benefícios’ pessoais, sociais, econômicos, culturais e ambientais” (ICMBio, 
2020, p. 25). 
Muitas são as opções de roteiros e as formas de abordar os atributos 
físicos, socioculturais e de manejo. Nos próximos tópicos, vamos abordar alguns 
desses aspectos. 
TEMA 4 – PAISAGENS TURÍSTICAS NATURAIS DO BRASIL: EXEMPLOS DE 
UC A PARTIR DA TIPOLOGIA 
Os Parques Nacionais (PN) atuam como ferramentas de proteção da 
natureza. Eles possibilitam a realização de atividades turísticas, que no entanto 
demandam ferramentas para a visitação adequada. Com a expansão turística 
nessas áreas, os PN assumem duas responsabilidades: manter a qualidade da 
experiência dos visitantes e contribuir com o seu potencial natural para a 
sociedade (Gomes; Figueiredo; Salvio, 2021). 
Gomes, Figueiredo e Salvio (2023) realizaram uma pesquisa com o 
objetivo de analisar as oportunidades oferecidas em 5 PN brasileiros, buscando 
compreender como as Classes de Oportunidades (vistas no tópico anterior) 
atuam nesses locais. Os PN estudados foram: 
 Parque Nacional da Tijuca: Localizado no centro da cidade do Rio de 
Janeiro, com 3.95 mil hectares. Foi criado no ano de 1961. Apresenta 
estrutura turística em mais de 150 atrativos, 128 quilômetros de trilhas 
manejadas para o uso público e 52 km de estradas internas, além de 69 
monumentos históricos e um centro de visitantes. O parque tem áreas 
conservadas e áreas com alto grau de intervenção, com utilização turística 
distribuídas em seus três setores. O Corcovado é o principal atrativo 
visitado, representando 62% do total de visitantes, seguido da Estrada da 
Vista Chinesa, com 16%, e do Setor Floresta da Tijuca, com 8%. 
 Parque Nacional do Iguaçu: localizado na região extremo Oeste 
paranaense, na cidade de Foz do Iguaçu. Apresenta 185,26 mil hectares 
e foi criado no ano de 1939. O parque permite a união, pelo Rio Iguaçu, 
do PN Iguazu na Argentina, integrando-se ao mais importante contínuo 
 
 
11 
biológico do Centro Sul da América do Sul e garantindo, com 
aproximadamente 600 mil hectares de área protegida, os esforços dos 
dois países, sob ações conjuntas, de proteger e conservar a área. O PN 
tem como principal atração as Cataratas do Iguaçu. Apresenta estrutura 
de visitação para uso intensivo, contendo centro de visitantes e diversas 
opções de trilhas. 
 Parque Nacional de Jericoacoara: criado a partir da recategorização 
parcial da Área de Proteção Ambiental de Jericoacoara, o PN está 
localizado nos municípios de Jijoca de Jericoacoara, Cruz e Camocim, no 
litoral cearense. O parque apresenta 8,85 mil hectares. Ele foi criado em 
2002. Ele tem trilhas, atrativos e setores para esportes de vento. As praias 
representamos principais atrativos, como a Pedra Furada e o Serrote, 
que são formações rochosas muito visitadas. O parque apresenta 
passeios nos manguezais e nas lagoas temporárias. O parque não tem 
Centro de Visitantes. A Sede do Parque situa-se na Vila de Jericoacoara. 
A Vila de Jericoacoara é acessada por meio do município de Jijoca de 
Jericoacoara, por trilhas não pavimentadas e utilizando preferencialmente 
veículos de tração integral e bugies. 
 Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: localiza-se no 
arquipélago de Fernando de Noronha, a 345 km a nordeste do cabo de 
São Roque, no Rio Grande do Norte (RN) e 545 km de Recife, no 
Pernambuco (PE). Abrange 70% da ilha principal do Arquipélago 
Fernando de Noronha e todas as outras 21 ilhas secundárias. A sua 
gestão é feita em parceria com a Área de Proteção Ambiental (APA) de 
Fernando de Noronha. Apresenta 11,27 mil hectares e foi criado no ano 
de 1988. O parque tem atrativos, trilhas, como a da Baía do Sancho e a 
do Forte de São Joaquim, sítios históricos divididos entre parte terrestre e 
parte marinha, além de um centro de visitantes. Destaque para as ilhas 
de Rata, Rasa e Frade. Em cada oportunidade, há a possibilidade de 
atividades de caminhada, observação da vida marinha e escalada. Em 
alguns trechos, são permitidos apenas passeios de barco, não sendo 
permitido aos visitantes o fundeio. As embarcações trafegam em 
velocidade reduzida e existe fiscalização permanente. No arquipélago, há 
estrutura para serviços de hospedagem, que atendem diversos tipos de 
público. 
 
 
12 
 Parque Nacional de Brasília: situado na porção noroeste do Distrito 
Federal (DF), a cerca de 10 km do centro de Brasília. Apresenta 42,39 mil 
hectares e foi criado no ano de 1961. O parque conta com diversas 
atividades de uso público, em particular o uso das piscinas da "Água 
Mineral", terminologia utilizada pelo público para identificar o parque. Os 
locais mais atrativos para o lazer no parque são as piscinas, em especial 
a piscina velha. Entre os atrativos, temos ainda o Centro de Educação 
Ambiental e as trilhas abertas para caminhadas e passeios de bicicleta. O 
parque tem um centro de visitantes. 
Os autores identificaram os potenciais turísticos de cada PN, como 
podemos ver no quadro a seguir. 
Quadro 4 – Descrição das oportunidades recreativas identificadas em cinco 
parques brasileiros enquadradas nas cinco classes de oportunidades 
Parque 
Nacional 
Classes de oportunidades 
Pristina Primitiva Natural Rural Urbana 
Tijuca 
31 áreas 
de 
visitação 
(50% da 
área do 
parque) 
Sete áreas 
de visitação 
(locais com 
trilhas de 
acesso 
264 áreas de 
visitação. Um 
centro de 
visitantes; 153 
atrativos; 128 
km de trilhas 
Três áreas de 
visitação 
(locais de 
acesso aos 
bairros 
adjacentes ao 
parque) 
28 áreas de 
visitação (entre 
restaurantes, 
lanchonetes, 
áreas para 
piquenique, 
estacionamento 
e loja de 
presentes. 
Iguaçu 
Três áreas 
de 
visitação 
(60% da 
área do 
parque) 
12 áreas de 
visitação 
(trilhas 
primitivas) 
Nove áreas de 
visitação (um 
centro de 
visitantes; 
quatro trilhas 
principais; cinco 
atrativos) 
Quatro áreas 
de visitação 
(trilhas de 
acesso aos 
municípios 
adjacentes) 
Três áreas de 
visitação 
(estação da 
administração, 
estação espaço 
porto canoa e 
praça de 
alimentação 
Jericoacoara 
Quatro 
áreas de 
visitação 
(trilhas 
primitivas) 
26 áreas de 
visitação (dois 
setores para os 
esportes de 
vento; 17 
atrativos; sete 
trilhas). Não 
possui centro 
de visitantes 
Oito áreas de 
visitação 
(trilhas de 
acesso às vilas 
e 
assentamentos 
adjacentes ao 
limite do 
parque) 
Quatro áreas 
de visitação. 
(portarias com 
guaritas para 
controle do 
acesso e 
registro de 
entrada de 
visitantes) 
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
 
 
13 
Fernando de 
Noronha 
Quatro 
áreas de 
visitação 
(monitoram
ento e 
pesquisas 
científicas) 
10 áreas de 
visitação 
(locais de 
passeio de 
barco) 
34 áreas de 
visitação (oito 
trilhas; 19 
atrativos; seis 
sítios históricos; 
um centro de 
visitantes) 
12 áreas de 
visitação 
(acesso às 
vilas do 
entorno e aos 
sítios 
históricos) 
Cinco áreas de 
visitação; 102 
opções de 
hospedagem 
apenas no 
arquipélago 
Brasília 
Quatro 
áreas de 
visitação 
(pesquisas 
científicas) 
15 áreas de 
visitação 
(circundante
s da zona 
prístina) 
Sete áreas de 
visitação (um 
centro de 
visitantes: 
trilhas e 
atrativos) 
Duas áreas de 
visitação. 
Estradas de 
acesso a 
municípios do 
entorno 
Oito áreas de 
visitação 
(restaurantes, 
lanchonete, 
posto médico, 
bicicletário, 
posto de apoio 
e sede) 
Fonte: Elaborado com base em Gomes; Figueiredo; Salvio, 2021. 
 Vale a pena pesquisar sites ou redes sociais desses lugares para 
conhecer os atrativos aqui descritos. Além de explorar a estrutura oferecida 
nesses espaços, as oportunidades de turismo e a experiência com a natureza 
apresentam diferentes perspectivas a partir de cada bioma, proporcionando 
experiências bastante variadas no mesmo território nacional. 
TEMA 5 – PAISAGENS TURÍSTICAS NATURAIS DO BRASIL: EXEMPLOS DE 
ATRATIVOS TURÍSTICOS EM CADA BIOMA 
O termo bioma pode ser definido da seguinte forma: 
um conjunto de vida vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de 
tipos de vegetação que são próximos e que podem ser identificados 
em nível regional, com condições de geologia e clima semelhantes e 
que, historicamente sofreram os mesmos processos de formação da 
paisagem, resultando em uma diversidade de flora e fauna própria. 
(IBGE, 2023) 
No Brasil, temos registrados os seguintes biomas: Amazônia, Mata 
atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. Aqui, vamos usar o material 
desenvolvido pelo IBGE para falar sucintamente de cada bioma, apresentando 
um exemplo de reserva natural com potencial turístico. O primeiro que vai ser 
abordado é o bioma amazônico. A Figura 1 apresenta a distribuição territorial de 
cada bioma. 
 
 
 
 
14 
Figura 1 – Distribuição territorial dos biomas brasileiros 
 
Fonte: IBGE, 2023. 
O bioma da Amazônia 
ocupa cerca de 49% do território brasileiro. A Amazônia possui a maior 
floresta tropical do mundo, equivale a 1/3 das reservas de florestas 
tropicais úmidas que abrigam a maior quantidade de espécies da flora 
e fauna. Contém 20% da disponibilidade mundial de água e grandes 
reservas minerais. (IBGE, 2023) 
São Parques Nacionais no Bioma Amazônia: Parque Nacional Serra do 
Pardo, Parque Nacional do Juruena e Parque Nacional Montanhas do 
Tumucumaque, entre outros. 
O bioma Mata Atlântica ocupa cerca de 13% do território brasileiro. Por 
estar localizada na região litorânea, ocupa mais de 50% da população brasileira, 
o que faz com que esse seja o bioma mais ameaçado do Brasil. Apenas 27% de 
sua cobertura florestal original ainda está preservada (IBGE, 2023). São 
reservas naturais no bioma Mata Atlântica: Parque Nacional do Iguaçu, Ilha do 
Mel, Parque da Tijuca, entre outros. 
O bioma Cerrado ocorre em maior parte no Planalto Central brasileiro, 
ocupando cerca de 24% do território brasileiro, sendo considerado a savana mais 
rica do mundo em biodiversidade. “Até a década de 1950, os Cerrados 
mantiveram-se quase inalterados. A partir da década de 1960, com a 
transferência da Capital Federal, do Rio de Janeiro para Brasília, e a abertura de 
 
 
15 
uma nova rede rodoviária, a cobertura vegetal natural deu lugar à pecuária e à 
agricultura intensiva” (IBGE, 2023). São exemplos de PARQUES NACIONAIS 
no Cerrado: Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, Parque Estadual do 
Jalapão, Parque Nacional da Serra da Canastra, entre outros. 
O bioma Caatinga ocupa aproximadamente 10% do território nacional. 
Mesmo localizada em área do clima semiárido, apresenta uma vasta variedade 
de paisagens, com riquezas biológicas de espécies que ocorrem apenas nessebioma. Porém, da área original ocupada por esse bioma, aproximadamente 36% 
já foi alterada pelo homem (IBGE, 2023). São exemplos de parques nacionais 
no bioma Caatinga: Parque Nacional do Catimbau, Parque Nacional da Serra da 
Capivara, Parque Nacional Serra de Itabaiana, entre outros. 
O bioma Pampa ocupa uma área aproximada de 2% do território nacional, 
sendo caracterizado por clima chuvoso, sem período seco, mas com 
temperaturas negativas no inverno, fator que influencia na vegetação (IBGE, 
2023). São exemplos de parques nacionais no bioma Pampa: Parque Estadual 
do Espinilho, Parque Estadual de Itapuã, Parque Natural Municipal Pedra do 
Segredo, entre outros. 
O bioma Pantanal ocupa aproximadamente 2% do território nacional, 
sendo reconhecido como a maior planície de inundação contínua do planeta, o 
que constitui o principal fator de diferenciação com os outros biomas (IBGE, 
2023). O bioma Pantanal apresenta grande potencial turístico, com destaque 
para o turismo de pesca. São parques nacionais a se conhecer no bioma 
Pantanal: Parque Nacional Pantanal Matogrossense, Parque Estadual do 
Pantanal do Rio Negro, Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio 
Negro, Parque Estadual Encontro das Águas, entre outros. 
Apresentamos uma quantidade muito pequena de PNs e Reservas 
Naturais. Vale ressaltar, dentre os diferentes biomas, os variados potenciais 
turísticos de cada um. A partir desse potencial turístico, a experiência e o contato 
com a natureza se aliam à sensibilização e à educação ambiental dos visitantes. 
TROCANDO IDEIAS 
O ICMBio disponibilizou um vídeo que fala sobre as UCs e seus 
benefícios. Acesse: 
 
 
16 
O VALOR DAS unidades de conservação para a sociedade brasileira. 
Canalicmbio, 2019. Disponível em: 
. Acesso em: 29 maio 2023. 
Vamos conversar um pouco. Existe alguma UC na sua região? Cite 
alguma vantagem que a UC pode trazer para a comunidade, além das citadas 
no vídeo. Quais experiências os visitantes podem adquirir ao conhecer as UCs 
mais a fundo? 
NA PRÁTICA 
Vejamos dois exemplos de UCs de diferentes tipologias e diferentes 
portes, com plano de uso público. Primeiramente, o Parque Nacional do Iguaçu: 
URBIA+CATARATAS. Blog Cataratas do Iguaçu. Disponível em: 
. Acesso em: 29 maio 2023. 
Depois, temos a Reserva Natural Salto Morato: 
FUNDAÇÃO GRUPO BOTICÁRIO. Conservação da biodiversidade. 
Disponível em: . Acesso em: 29 maio 2023. 
Vocês conhecem alguma dessas UCs? A partir dos materiais 
disponibilizados no site, descreva o tipo de experiência que cada uma dessas 
atrações naturais possibilita aos visitantes e aponte os prós e os contras de cada 
uma delas. 
FINALIZANDO 
A valorização, a preservação e a conservação dos espaços naturais é de 
extrema importância para a conservação da biodiversidade, a manutenção 
climática, entre outros fatores. Além disso, o correto manejo e a visitação podem 
transformar esses espaços, de belezas estonteantes, em ferramentas de 
sensibilização e importantes questões ambientais. A ideia é fazer com que mais 
pessoas se atentem para assuntos de sustentabilidade e para o cumprimento 
dos objetivos do desenvolvimento sustentável. 
No próximo capítulo, vamos estudar a forma como a sensibilização e a 
educação ambiental são desenvolvidos nas UCs. 
 
 
 
17 
REFERÊNCIAS 
BNDS – Banco Nacional do Desenvolvimento. Unidades de conservação: os 
diferentes tipos e suas contribuições para o desenvolvimento. 17 dez. 2020. 
Disponível em: 
. Acesso em: 29 mail 2023. 
BRASIL. Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000. Diário Oficial da União, Poder 
Legislativo, Brasília, DF, 19 jul. 2000. 
D’AMICO, A. R.; COUTINHO, E. de O.; MORAES, L. F. P. (Org.) Roteiro 
metodológico para a elaboração e a revisão de planos de manejo das 
unidades de conservação federais. Brasília: ICMBio, 2018. Disponível em: 
. Acesso em: 29 maio 2023. 
GOMES, C. R.; FIGUEIREDO, M. A.; SALVIO, G. M. M. Oportunidades de 
visitação oferecidas em Áreas Naturais Protegidas: análise dos Parques 
Nacionais mais visitados no Brasil e nos Estados Unidos da América em 2017. 
Revista sociedade & natureza, v. 33, 2021. 
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Educa: Biomas 
brasileiros. Brasília, 2023. Disponível em: 
. Acesso em: 29 mail 2023. 
ICMBIO – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Roteiros 
Metodológicos. Brasília, 2020. Disponível em: . 
Acesso em: 29 mail 2023. 
WWF BRASIL. Questões Ambientais. Unidades de conservação. Disponível 
em: . 
Acesso em: 29 mail 2023.

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