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manejo da ansiedade Controle da Dor em Odontologia Preocupações Cirúrgicas Condicionamento emocional do paciente. Escolha da solução anestésica local mais apropriada. Controle da dor e do edema inflamatório. Prevenção de complicações infecciosas dos tecidos. Condicionamento Emocional O medo da dor evita que o paciente busque o tratamento odontológico necessário até que a dor, que é exacerbada pelo medo, finalmente força o paciente a procurar o consultório. Medos básicos do paciente odontológico: 1. Dor 2. Desconhecido 3. Impotência e dependência 4. Mudança corporal/mutilação 5. Morte O medo odontológico tem um impacto consistente na dor durante todo o período de tratamento odontológico. A ansiedade deve ser avaliada como uma etapa crítica não apenas para seu controle em si, mas também no controle da dor para todos os pacientes odontológicos. O Que o Paciente Quer 1. Injeção indolor 2. Não sentir dor 3. Equipe amável, atenciosa, profissional e prestativa 4. Pontualidade 5. Exame completo (atendimento integral) 6. Ser escutado e ter todas as informações 7. Ótimos resultados 8. Serviço imediato de emergência 9. Rápida marcação de nova consulta 10. Alto padrão de biossegurança Abordagem Farmacológica Indicações da Sedação Quando o quadro de ansiedade interferir na realização do procedimento. Nas intervenções mais invasivas, mesmo em pacientes normalmente cooperativos ou que aparentarem estar calmos e tranquilos. No atendimento de pacientes portadores de algumas DNCT (Doenças Não Transmissíveis). Níveis de Consciência Sedação Mínima: Capacidade de resposta: Resposta normal a comandos verbais. Via aérea: Não afetada. Ventilação: Não afetada. Função cardiovascular: Não afetada. Sedação Moderada: Capacidade de resposta: Resposta proposital a comandos verbais. Via aérea: Não requer intervenção. Ventilação: Adequada. Função cardiovascular: Usualmente mantida. Sedação Profunda: Capacidade de resposta: Resposta proposital após estimulação repetida ou dolorosa. Via aérea: Intervenção pode ser necessária. Ventilação: Talvez inadequada. Função cardiovascular: Usualmente mantida. Anestesia Geral: Capacidade de resposta: Não responde mesmo com estimulação. Via aérea: Intervenção sempre necessária. Ventilação: Frequentemente inadequada. Função cardiovascular: Talvez prejudicada. Condutas Farmacológicas Práticas seguras para uso de sedativos: Utilização na véspera Utilização pré-operatória Mensuração frequente dos sinais vitais Presença de acompanhante Recomendações pós-operatórias Benzodiazepínicos Exemplos: Lorazepam: 5.0 - 10 mg (45-60 min) Diazepam: 2.0 - 4.0 mg (45-60 min) Alprazolam: 0.25 - 0.5 mg (30-45 min) Midazolam: 0.5 mg/Kg (IM) (15-30 min) Efeitos Adversos dos Benzodiazepínicos Frequentes: Sedação persistente Xerostomia Incomuns: Tontura Ataxia Confusão mental Prejuízo motor Náusea Raros: Depressão respiratória Efeito paradoxal Antídoto para Benzodiazepínicos Flumazenil (Flumazen®, Flumazil®) Doses: 0,2 mg (+0,1 mg a cada 60 segundos até 1 mg) Via: EV (Endovenosa) Anti-Histamínicos Representante comum: Dimenidrinato Dose: 100mg (45-60 min) Efeitos Adversos dos Anti-Histamínicos Sedação Tonteira Turvação visual Secura da boca, da garganta, das vias respiratórias Retenção urinária e constipação Estimulação do SNC, alucinações, crises convulsivas ou problemas para dormir