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TURMA PMERJ 
1.CONCEITO DE DIREITO PENAL 
Conjunto de regras e princípios que visam combater crimes e contravenções penais 
mediante a imposição de uma sanção penal. 
2.FONTES DO DIREITO PENAL 
2.1.FONTES MATERIAIS, SUBSTÂNCIAIS OU DE PRODUÇÃO 
Diz respeito a origem do Direito penal. Em regra, somente a união pode legislar.(CF, art. 
22, I) 
➢ Exceção: os estados. (CF, art. 22, PÚ) – requisitos: interesse específico do estado 
e autorização da união mediante lei complementar. 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, 
aeronáutico, espacial e do trabalho; 
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre 
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo 
2.1.FONTES FORMAIS, COGNITIVAS OU DE CONHECIMENTO 
Subdividem em: 
• Imediata: Lei (única que pode criar crimes e penas) 
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia 
cominação legal 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade 
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos 
seguintes: 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação 
legal; 
• Mediata: jurisprudência, doutrina, princípios, costumes, tratados e convenções 
internacionais sobre direitos humanos. 
3.PRINCÍPIOS 
São valores fundamentais que auxiliam na aplicação e criação do Direito Penal. 
3.1.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
Visa conter o abuso estatal, para que existe crime e pena, deve existir lei. 
3.2.PRINCÍPIO DA LESIVIDADE OU OFENSIVIDADE 
 Não há crime quando a conduta praticada pelo agente não é capaz de lesar ou colocar 
em perigo o bem jurídico tutelado pelo Direito Penal. 
• Bem jurídico são valores ou interesses relevantes para a manutenção e o 
desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. 
3.3.PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA 
O direito penal deve intervir o mínimo na vida das pessoas, quando os demais ramos do 
direito não derem conta de lidar com o fato. 
3.4. PRINCÍPIO DA FRAGMENTARIEDADE 
O direito penal é o último grau de proteção do bem jurídicos, somente utilizado quando 
os demais ramos do direito não conseguirem protege-los. 
3.5.PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE 
Se manifesta no plano concreto, direito penal como um soldado de reserva. 
3.6.PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
• Natureza jurídica: causa supralegal da tipicidade 
Para o direito penal, algumas lesões são tão pequenas que não há necessidade de 
sua incidência. 
• Requisitos: 
✓ Mínima ofensividade da conduta 
✓ Ausência de periculosidade da ação 
✓ Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento 
✓ Inexpressividade da lesão jurídica. 
3.7.PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO BIS IN IDEM 
Não se admite a dupla punição pelo mesmo fato. 
3.8.PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA 
Encontrar a pena justa depois de individualizá-la 
1ªfase: cominação(feita pelo legislador) 
2ª fase: aplicação da pena 
3ªfase: execução da pena. 
3.9.PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE 
Princípio genérico e possuí 3 vertentes: elemento integrante do conceito analítico de 
crime; elemento medidor de aplicação da pena; elemento que visa afastar a 
responsabilidade penal objetiva. 
4.TEMPO DO CRIME 
REGRA: Tempo do crime - Teoria da atividade (art. 4 CP): adotada para definir o tempo 
do crime. 
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que 
outro seja o momento do resultado 
OBS: crimes permanentes e continuado. 
Súmula 711 do STF: “A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao 
crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da 
permanência.” 
Exemplo: extorsão mediante sequestro (art. 159, CP) - Ele consuma com a conduta: 
privação da liberdade da vítima. Entretanto, ele continua se consumando até a 
restauração da liberdade da vítima 
CP, art. 159, caput: “Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, 
qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate:” 
 CP, art. 71, caput: “Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras 
semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe 
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer 
caso, de um sexto a dois terços. 
 
CP, art. 71, caput: “Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, 
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, 
maneira de execução e outras semelhantes, devem os subsequentes ser havidos 
como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se 
idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto 
a dois terços. 
 
 
 
5.LUGAR DO CRIME 
Adota a teoria da ubiquidade para identificar o lugar do crime. 
Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, 
no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o 
resultado. 
Exemplo: “A” atira em “B” no Brasil, na cidade de Foz do Iguaçu. “B” morre no Paraguai. 
O lugar do crime será o Brasil e o Paraguai. Neste caso, “A” pode ser julgado tanto no 
Brasil quanto no Paraguai, pois o crime afetou interesses dos dois países. 
6.LEI PENAL NO TEMPO 
Relacionado a sucessão de leis, saber qual será aplicada. Direito intertemporal. Lei mais 
nova vai prevalecer sobre a lei anterior. 
Regra: tempus regit actum – aplica a lei penal quem estava em vigor na data em que o 
fato foi praticado. 
6.1 LEI PENAL BENÉFICA: RETROATIVA E ULTRATIVA 
Retroativa: aplicação da lei penal benéfica a fatos praticados anteriores a sua vigência. 
Ultrativa: aplicação da lei benéfica depois de revogada, pois o fato foi praticado 
enquanto ela estava em vigor. 
CP, ART. 2º (...) 
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-
se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada 
em julgado. 
6.2. ABOLITIO CRIMINIS 
Nova lei torna atípico o fato que até então, é considerado como criminoso. 
 CP, Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar 
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória. 
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-
se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada 
em julgado. 
Requisitos: 
• revogação formal do tipo penal. 
• Supressão material do fato criminoso (deixar de ter relevância para o Direito 
Penal). 
Exemplo: crime de atentado violento ao pudor, o qual constava no art. 214, CP 
(revogado pela Lei 12.015/2009). O que era atentado violento ao pudor, atualmente, 
caracteriza o crime de estupro (CP, art. 213). 
✓ Não houve abolitio criminis do atentado violento ao pudor. 
Trata-se de manifestação do princípio da continuidade normativa ou da continuidade 
típico-normativa. Nesse caso, ocorre um mero deslocamento geográfico do crime 
(transmutação topográfica do tipo penal). 
6.3. LEIS TEMPORÁRIAS E EXCEPCIONAIS 
Temporárias: traz o tempo de vigência em seu corpo/Excepcionais: vigorará em período 
excepcional 
Ambas são ultrativas e autorrevogáveis 
• Ainda que venha uma lei mais benéfica, elas não podem retroagir. 
6.4.COMBINAÇÃO DE LEIS PENAIS 
Não é aplicável, pois viola a separação de poderes, pois daria ao julgador a função de 
legislador. 
 
7.NORMA PENAL EM BRANCO 
Lei penal que precisa de complemento para produzir seus efeitos. 
7.1.ESPÉCIES: 
A) HOMOGÊNEA: lei penal precisa ser complementada por outra lei. 
• Homovitelina: norma penal e o seu complemento estãono mesmo diploma. 
CP, art. 304: “Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se 
referem os arts. 297 a 302: Pena - a cominada à falsificação ou à alteração. 
• Heterovitelina: norma penal e o seu complemento estão contidos em diplomas 
legislativos distintos. 
CP, art. 169, parágrafo único, inc. I: “quem acha tesouro em prédio alheio e se 
apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio”. 
✓ O conceito de tesouro está disposto no Código Civil. Neste caso, uma norma 
penal é complementada por uma norma civil 
B) HETEROGÊNEA: Norma penal complementada por um ato administrativo. O 
complemento tem natureza diversa da norma penal a ser complementada. 
Art. 33, caput, da Lei 11.343/2006: “Importar, exportar, remeter, preparar, 
produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, 
transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou 
fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com 
determinação legal ou regulamentar”. 
✓ Observação: no caso do exemplo citado, a relação de drogas é feita pela Portaria da 
ANVISA (Portaria 344/1998). 
C) LEI PENAL INCOMPLETA (IMPERFEITA/AS AVESSAS/ INVERSA). 
Preceito primário é completo, mas o secundário depende de complementação. Em 
outras palavras, há crime, mas falta a pena. 
Ex: genocídio. 
Art. 1º da Lei 2.889/1956: “Art. 1º Quem, com a intenção de destruir, no todo ou 
em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal: 
a) matar membros do grupo; 
b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; 
(exemplo: quebrar as pernas e os braços de índios que vivem da caça e da pesca) 
 c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de 
ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; 
d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; 
(exemplo: realizar castração nos membros de uma tribo). 
 
 e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo; 
 Será punido: 
Com as penas do art. 121, § 2º, do Código Penal, no caso da letra a; Com as penas 
do art. 129, § 2º, no caso da letra b; Com as penas do art. 270, no caso da letra c; 
Com as penas do art. 125, no caso da letra d; Com as penas do art. 148, no caso da 
letra e;” 
OBS: O COMPLEMENTO OBRIGATÓRIAMENTE SERÁ LEI 
D) NORMA PENAL EM BRANCO X ABOLITIO CRIMINIS: Se o complemento alterado 
posteriormente de forma mais benéfica ou revogado, deve retroagir. 
8.CONFLITO APARENTE DE NORMAS 
Um determinado fato aparentemente incide 2 ou + tipos penais, todavia, se há um único 
fato, o indivíduo deve responder por um único crime. 
SOLUÇÕES: 
A) Princípio da especialidade 
• Estabelecido num plano abstrato 
• Norma que incidirá no fato tem todos os elementos gerais + alguns (elementos 
especializantes) 
Exemplo: Art. 121 do CP: homicídio; e art. 123 do CP1 : infanticídio. Homicídio é o ato 
de matar alguém. Trata-se de norma geral. Infanticídio também é o ato de matar 
alguém, mas possui elementos especializantes: trata-se da mãe que mata o próprio filho 
durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal. 
B) Princípio da subsidiariedade 
• Estabelecido num plano concreto 
• Norma primária excluí a aplicação da norma secundária. 
Norma primaria – prevê fato mais grave 
Norma secundária – prevê fato menos grave. 
Pode ser expresso ou tácito: 
Art. 163, p. único, inc. II, do CP: “Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa 
alheia: Parágrafo único - Se o crime é cometido: II - com emprego de substância 
inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais grave.” 
Tácito: 
Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: 
Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a 
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 
Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: 
Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a 
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. 
 
C)PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO 
O Crime mais amplo vai absorver o crime menos amplo 
Hipóteses: 
a)Crime progressivo: Crime progressivo é aquele que, para ser praticado, o agente deve 
antes (e necessariamente) praticar um crime menos grave. 
Exemplo: homicídio (crime mais grave) e lesão corporal (crime menos grave - delito de 
ação de passagem). Não é possível matar a vítima sem feri-la. 
b) Progressão criminosa (mutação do dolo): A progressão criminosa é caracterizada pela 
mudança do dolo. 
Na progressão criminosa, o agente desejava, inicialmente, praticar um crime menos 
grave. Entretanto, depois ele altera seu dolo e decide praticar um crime mais grave. 
Exemplo: “A” tinha o dolo de lesionar “B” e, para tanto, bate na vítima até ela cair. 
Posteriormente, mas no mesmo contexto fático, “A” decide matar “B”. Neste caso, “A” 
será processado apenas por homicídio. ✓ O Direito Penal não admite o bis in idem. 
c) O fato impunível pode ser de três naturezas: anterior (ou prévio), simultâneo ou 
posterior ao fato principal. 
• Anterior (ante factum impunível): é aquele que funciona como meio preparatório do 
fato/crime principal. Exemplo: relação entre violação de domicílio da vítima e furto. 
• Simultâneo (concomitante): é aquele fato praticado concomitantemente ao fato 
principal. Exemplo: ao cometer o estupro de uma vítima em via pública, o indivíduo 
também pratica um ato obsceno. Nesse caso, o ato obsceno funciona como meio de 
execução do estupro e por este fica absorvido. 
• Posterior (“post factum” impunível): é aquele ato praticado pelo agente após o fato 
principal e que não é punido, pois funciona como mero desdobramento deste. Exemplo: 
indivíduo furta um celular, mas o destrói, pois não consegue acessá-lo. Nesse caso, o 
indivíduo responde somente pelo furto, pois o dano é um “post factum” impunível, 
absorvido pelo furto. 
QUESTÕES 
1.Mário, com inveja de Helena, sua colega de trabalho, resolveu sequestrá-la com a 
finalidade de impedi-la de participar de um processo seletivo profissional. Para tanto, 
Mário privou Helena de sua liberdade por uma semana, período em que foram 
realizados os testes do processo seletivo, fazendo com que Helena perdesse a 
oportunidade. 
Ocorre que, no meio da semana em que Helena restou privada de sua liberdade, entrou 
em vigor nova lei recrudescendo a sanção penal para o delito de crime de sequestro e 
cárcere privado. 
Nessa situação hipotética, podemos afirmar que 
Alternativas 
(a) a nova lei não poderá ser aplicada, por ser lei penal nova mais gravosa. 
(b) a nova lei não poderá ser aplicada, porque o crime iniciou-se sob a égide de lei mais 
benéfica e, em se tratando de crime continuado, a lei menos gravosa deve ser aplicada. 
(c) a nova lei não poderá ser aplicada, porque o crime iniciou-se sob a égide de lei mais 
benéfica e, em se tratando de crime permanente, a lei menos gravosa deve ser aplicada. 
(d) a lei nova mais gravosa deverá ser aplicada, uma vez que o crime de sequestro é 
crime permanente. 
(e) a lei nova mais gravosa deverá ser aplicada, uma vez que o crime de sequestro é 
crime continuado. 
 
2.A respeito das normas e princípios que regem a aplicação da lei penal no tempo e no 
espaço, é correto afirmar que: 
Alternativas 
(a) admite-se sejam as normas penais incriminadoras criadas por lei, medida provisória 
ou decreto legislativo; 
(B) considera-se praticado o crime no momento de seu resultado, ainda que outro seja 
o momento da ação ou omissão; 
(C) aplica-se a lei penal incriminadora mais gravosa a fatos anteriores já decididos por 
sentença condenatória transitada em julgado; 
(D) aplicam-se as regras gerais do Código Penal aos crimes previstos em lei especial, se 
esta dispuser de maneira diversa; 
(e) aplica-se a lei penal temporária, embora decorrido o período de sua duração,aos 
fatos praticados durante a sua vigência. 
 
3.Mônica foi condenada a 8 (oito) anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, 
tendo a sentença condenatória transitado em julgado em 2020, quando se iniciou o 
cumprimento da pena em estabelecimento prisional. Em 2022, a legislação penal sofreu 
modificação, reduzindo a pena máxima do delito cometido por Mônica para 5 (cinco) 
anos de reclusão. Nesse caso, competirá ao Juiz da execução 
Alternativas 
(A) cientificar o Ministério Público e a defesa da condenada acerca do advento da nova 
lei mais benéfica, a fim de que seja ajuizada ação de revisão criminal perante o juízo de 
origem. 
(B) informar ao juízo de origem sobre o advento da nova lei mais benéfica, a fim de que 
proceda à alteração da sentença. 
(C) a aplicação de lei posterior que, de qualquer modo, favoreça a condenada, desde 
que ainda não tenha ocorrido o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
(D) a aplicação de lei posterior que, de qualquer modo, favoreça a condenada. 
(E) a aplicação de lei posterior que, de qualquer modo, favoreça a condenada, desde 
que o crime pelo qual foi condenada não seja hediondo com resultado morte, hipótese 
em que os autos devem ser remetidos ao juízo de origem. 
 
4. O cotejo se dá entre fatos concretos, de modo que o mais completo, o inteiro, 
prevalece sobre a fração. Não há um único fato buscando se abrigar em uma ou outra 
lei penal caracterizada por notas especializantes, mas uma sucessão de fatos, todos 
penalmente tipificados, na qual o mais amplo consome o menos amplo, evitando-se que 
este seja duplamente punido, como parte de um todo e como crime autônomo. 
 Cleber Masson (com adaptações). 
 No conflito aparente de normas, o trecho apresentado explica o princípio da 
Alternativas 
(A) legalidade. 
(B) consunção. 
(C) especialidade. 
(D)subsidiariedade. 
(E)alternatividade. 
 
5. Rafael, primário, foi preso em flagrante delito após tentar subtrair poucos bens de 
uma rede de Supermercados. Avaliados, os bens totalizaram R$ 38,00 (trinta e oito reais) 
e foram integralmente restituídos à vítima. Nesse caso, o Defensor Público 
fundamentará seu pedido de absolvição por insignificância com base no princípio da 
Alternativas 
(A) aceitação social. 
(B) intervenção mínima. 
(C) reserva legal. 
(E) isonomia. 
(E) ampla defesa. 
 
6. Assinale a alternativa que apresenta o significado do princípio da ofensividade. 
Alternativas 
 
(A) Só se deve recorrer ao Direito Penal se outros ramos do direito não forem 
suficientes; o Direito Penal deve ser concebido como a última opção, para ser usado 
somente quando estritamente necessário 
(B) O Direito Penal deve tutelar os bens jurídicos mais relevantes para a vida em 
sociedade, sem levar em consideração valores exclusivamente morais ou ideológicos 
(C) Não há crime se não há lesão ou perigo real de lesão a bem jurídico tutelado pelo 
Direito Penal 
(D) Condutas historicamente aceitas e consideradas adequadas pela sociedade em tese 
não merecem intervenção penal punitiva, não sendo abrangidas pelos tipos penais 
(E) Decorrente do princípio da dignidade da pessoa humana, impõe impedir que a 
pena venha a ser empregada como instrumento de violência, com tratamento 
desumano ou cruel 
 
7. Em relação ao lugar do crime, o Código Penal brasileiro adotou a teoria 
Alternativas 
(A) do resultado. 
(B) da consumação. 
(C) da atividade. 
(C) da ubiquidade. 
(D) da ação. 
 
8. O Código Penal trata, em sua parte geral, especificamente em seu título I, sobre a 
aplicabilidade da lei penal. Desta forma, marque abaixo a alternativa INCORRETA: 
Alternativas 
(A)Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. 
Esta afirmativa refere-se ao princípio da legalidade ou reserva legal, o qual permite a 
condenação do indivíduo pela prática de um fato que não era, no tempo do ocorrido, 
previsto em lei como crime. 
(b)Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, 
cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. 
(C) Quando tratamos de lugar de crime, devemos considerar praticado o crime no lugar 
em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu 
ou deveria produzir-se o resultado. 
(D) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro 
seja o momento do resultado. Portanto, no Brasil, adota-se a teoria da atividade. 
(E) Em relação à contagem do prazo para cumprimento da pena, o dia do começo inclui-
se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. 
 
9. Imagine que, a partir de Milão, um hacker invada os sistemas computacionais de um 
hospital localizado na cidade do Rio de Janeiro e altere, com dolo de matar, a 
prescrição de medicamentos de um internado, aumentando a dose de um remédio 
para patamar que até seria aceitável a outros pacientes, mas que para aquele 
determinado paciente é fatal. Uma enfermeira cumpre à risca a prescrição sem 
desconfiar da alteração, o que causa a morte do internado. Diante da hipótese 
narrada, assinale a alternativa correta. 
Alternativas 
(a) O lugar do crime, para a Lei Penal, é determinado unicamente pelo lugar do 
resultado, donde se conclui que o crime ocorreu no Rio de Janeiro. 
(b) O lugar do crime é unicamente Milão, tendo em vista que a ação da enfermeira não 
pode ser considerada conduta à luz do Direito Penal. 
(c) O crime ocorreu tanto em Milão como no Rio de Janeiro. 
(d) A definição do lugar do crime depende da responsabilização (ou não), no caso 
concreto, da enfermeira. 
(e) Ainda que a conduta da enfermeira não seja penalmente relevante o lugar do crime 
é o Rio de Janeiro, sendo incorreto afirmar que seja Milão. 
 
10. Considerando os sujeitos da infração penal, pode-se dizer que a pessoa que realiza 
direta ou indiretamente a conduta criminosa, seja isoladamente, seja em concurso, é 
sujeito: 
Alternativas 
(a) Menor de idade. 
(b) Ativo. 
(c) Passivo. 
(d) Amicus curiae. 
(d) Terceiro interessado. 
 
11. A Parte Especial do Código Penal Brasileiro trata particularmente do(a)(s): 
Alternativas 
(a) contravenções penais. 
(b) legislação penal especial. 
(c) legislação penal extravagante. 
(d) crimes de menor potencial ofensivo. 
(e) crimes em espécie. 
 
12. O Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei 2.848/1940) é dividido em: 
Alternativas 
(a) Legislação ordinária e Legislação extravagante. 
(b) Processo de Conhecimento, Processo de Execução e Recursos. 
(c) Processo de Conhecimento, Tutela Provisória e Cumprimento de Sentença. 
(d) Parte geral, Parte específica e Parte de Nulidades e Recursos. 
(e) Parte geral e Parte especial. 
 
13. No direito penal brasileiro, a retroatividade de lei nova que deixa de considerar um 
fato como criminoso 
Alternativas 
(a) é vedada, conforme a Constituição Federal de 1988. 
(b) não cessa os efeitos penais da condenação. 
(c) extingue a punibilidade do agente. 
(d) não se aplica a fatos transitados em julgado. 
(e) torna a lei anterior excepcional ou temporária. 
 
14. Segundo o disposto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Se depois da 
perpetração do delito a lei dispuser a imposição de pena mais leve, o delinquente será 
por isso beneficiado.” Essa norma de direito penal é representada pelo Princípio 
Alternativas 
(a) da Individualização da Pena. 
(B) da Legalidade. 
(c) da Norma Penal em Branco. 
(d) da Presunção da Inocência. 
(e) da Retroatividade. 
15. São princípios aplicáveis na solução do conflito aparente de normas penais, 
EXCETO: 
Alternativas 
(a) Exação. 
(b) Consunção. 
(c) Especialidade. 
(e) Subsidiariedade. 
 
16. Indique o item que preenche, corretamente, a lacuna da frase: Na 
_________________ o preenchimento do tipo é feito a partir de outras disposições, de 
modo que para sua realização remete-se a outras disposições jurídicas (remissão interna 
e externa) ou atos administrativos. Face à imprecisão do conteúdo do tipo,ou seja, para 
concretizar a norma, o intérprete precisa recorrer a estas, sem as quais não se torna 
possível, pois estas disposições limitam as margens de espaço de decisão. 
(a) norma penal não incriminadora 
(b) norma penal incriminadora 
(c) norma penal em branco 
(d) norma penal completa 
(e) norma penal supletiva

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