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PRODUÇÃO TEXTUAL AULA 2 Profª Thays Carvalho Cesar 2 A CONSTRUÇÃO DE REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL CONVERSA INICIAL Desenvolver repertório sociocultural é essencial para a produção de textos dissertativos argumentativos de qualidade. Esse repertório consiste no conjunto de conhecimentos que o autor acumula ao longo da vida — leituras, vivências, referências históricas, culturais, científicas e artísticas — e que serve como base para sustentar suas ideias com profundidade e credibilidade. Quanto mais amplo e diversificado for esse repertório, maior será a capacidade do autor de construir argumentos relevantes e contextualizados. Na escrita argumentativa, não basta ter uma opinião: é preciso fundamentá-la. Um repertório sociocultural bem desenvolvido permite ao autor recorrer a exemplos concretos, dados históricos, obras literárias, acontecimentos atuais e conceitos teóricos para fortalecer sua tese. Isso não apenas enriquece o texto, mas também demonstra domínio do tema e maturidade intelectual. O leitor tende a confiar mais em um texto que articula diferentes saberes e que revela uma visão crítica e informada da realidade. Além disso, o repertório sociocultural contribui para a construção de uma linguagem mais precisa e expressiva. Ao conhecer diferentes contextos e discursos, o autor amplia seu vocabulário, refina sua argumentação e evita simplificações ou estereótipos. Essa diversidade de referências também favorece a empatia e a capacidade de dialogar com múltiplas perspectivas, o que é fundamental em textos que visam convencer sem impor. Portanto, investir na formação de um repertório sociocultural é um exercício contínuo e indispensável para quem deseja escrever com consistência e impacto. Ler com frequência, acompanhar debates públicos, refletir sobre experiências pessoais e buscar conexões entre diferentes áreas do conhecimento são práticas que alimentam a escrita argumentativa. Um texto bem fundamentado não nasce apenas da técnica, mas da vivência crítica e curiosa diante do mundo. TEMA 1 – O QUE É REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL O repertório sociocultural é o conjunto de conhecimentos, vivências, referências e experiências que uma pessoa acumula ao longo da vida e que influencia diretamente sua forma de pensar, interpretar o mundo e se expressar. Ele inclui leituras, filmes, acontecimentos históricos, debates sociais, práticas 3 culturais, valores éticos e até observações cotidianas. Na produção textual, especialmente em textos dissertativo-argumentativos, esse repertório funciona como a base sobre a qual o autor constrói seus argumentos, contextualiza suas ideias e estabelece conexões com temas relevantes. Em textos dissertativo-argumentativos, o autor precisa apresentar uma tese clara e sustentá-la com argumentos consistentes. Para isso, não basta apenas dominar a estrutura do texto ou as regras gramaticais: é necessário ter conteúdo. O repertório sociocultural oferece ao escritor os elementos que enriquecem a argumentação, tornando-a mais profunda, crítica e convincente. Ao recorrer a fatos históricos, obras literárias, dados científicos ou discussões filosóficas, o autor demonstra domínio do tema e capacidade de refletir sobre ele de forma ampla. Além de fortalecer os argumentos, o repertório sociocultural também contribui para a originalidade do texto. Textos que se baseiam apenas em opiniões genéricas ou exemplos comuns tendem a ser superficiais e pouco impactantes. Por outro lado, quando o autor mobiliza referências variadas e pertinentes, ele constrói uma argumentação mais sofisticada, capaz de se destacar pela densidade e pela relevância. Isso é especialmente importante em contextos avaliativos, como vestibulares e concursos, onde a qualidade do repertório pode ser decisiva para a nota. Outro aspecto fundamental é que o repertório sociocultural permite ao autor dialogar com diferentes perspectivas. Ao conhecer múltiplas visões sobre um mesmo tema — sejam elas políticas, filosóficas, científicas ou culturais — o escritor desenvolve uma postura mais crítica e empática. Isso se reflete na capacidade de antecipar contra-argumentos, refutá-los com respeito e construir uma argumentação mais equilibrada. A escrita deixa de ser apenas uma defesa de opinião e passa a ser uma prática de diálogo e construção coletiva de sentido. A linguagem também se beneficia do repertório sociocultural. Quanto mais o autor lê e se expõe a diferentes discursos, mais ele amplia seu vocabulário, refina sua sintaxe e desenvolve sensibilidade para escolher os termos mais adequados. Isso contribui para a clareza, a precisão e a expressividade do texto. Além disso, o repertório ajuda a evitar clichês, simplificações e estereótipos, permitindo uma abordagem mais crítica e contextualizada dos temas abordados. Para desenvolver um bom repertório sociocultural, é necessário cultivar hábitos de leitura, acompanhar debates públicos, refletir sobre experiências pessoais e 4 buscar conexões entre diferentes áreas do conhecimento. Não se trata de decorar informações, mas de construir uma visão de mundo ampla e articulada. O estudante que investe nesse processo se torna mais preparado para escrever com profundidade, sustentar suas ideias com propriedade e participar ativamente das discussões acadêmicas e sociais. Em suma, o repertório sociocultural é um dos pilares da escrita argumentativa. Ele fornece o conteúdo, a perspectiva e a linguagem necessários para construir textos relevantes, críticos e bem fundamentados. Ao desenvolver essa competência, o autor não apenas melhora sua performance em avaliações, mas também fortalece sua capacidade de pensar com autonomia, comunicar com eficácia e intervir de forma consciente nos debates que moldam a sociedade. TEMA 2 – CARACTERÍSTICAS DOS REPERTÓRIOS SOCIOCULTURAIS Na produção de textos dissertativo-argumentativos, o uso de repertórios socioculturais é uma estratégia essencial para enriquecer a argumentação e demonstrar domínio crítico sobre o tema. No entanto, não basta apenas inserir referências culturais, históricas ou científicas no texto: é necessário que esses repertórios atendam a critérios específicos que garantam sua eficácia. Para que cumpram seu papel de fortalecer a tese e convencer o leitor, os repertórios devem ser legítimos, relevantes, produtivos e bem articulados. Um repertório é considerado legítimo quando o autor demonstra domínio sobre o conteúdo que está utilizando. Isso significa que ele não apenas menciona uma obra, um dado ou um conceito, mas sabe explicá-lo, contextualizá-lo e relacioná-lo ao tema em debate. A legitimidade se revela na profundidade da abordagem e na segurança com que o autor trata o assunto. Citar um filósofo, por exemplo, sem compreender sua teoria, pode comprometer a credibilidade do texto. Já quando o autor mostra familiaridade com a referência, o leitor percebe autoridade e consistência. A relevância do repertório diz respeito à sua pertinência em relação ao tema abordado. Um exemplo histórico, literário ou científico só contribui para a argumentação se estiver diretamente ligado à tese defendida. Repertórios deslocados, mesmo que bem explicados, podem parecer forçados ou decorativos. Por isso, é fundamental que o autor selecione referências que dialoguem com o problema proposto, iluminem aspectos importantes da discussão e ajudem a construir uma linha de raciocínio coerente. 5 O repertório também precisa ser produtivo, ou seja, deve reforçar o argumento principal. Isso significa que ele não apenas ilustra o texto, mas atua como uma evidência que sustenta a tese. Um repertório produtivo amplia a força persuasiva do texto, oferecendo ao leitor uma base concreta para compreender e aceitar o ponto de vista do autor. Quando bem utilizado, eletransforma o argumento em algo mais robusto e convincente, funcionando como uma prova discursiva da posição defendida. Além disso, o repertório deve ser bem articulado ao texto. Isso implica que ele esteja inserido de forma fluida, conectado à estrutura argumentativa e integrado à progressão temática. Um repertório mal encaixado pode interromper o fluxo do texto ou parecer uma citação solta. A articulação exige que o autor introduza a referência com clareza, explique sua relação com a tese e retome o raciocínio principal após sua utilização. Essa habilidade revela maturidade na escrita e domínio da organização textual. Desse modo, o uso eficaz do repertório sociocultural depende de critérios que vão além da simples presença de referências. Para que ele contribua verdadeiramente com a argumentação, é necessário que seja legítimo, relevante, produtivo e bem articulado. Ao desenvolver essas competências, o autor não apenas melhora a qualidade de seus textos, mas também fortalece sua capacidade de pensar criticamente, dialogar com diferentes saberes e participar de forma ativa e consciente dos debates acadêmicos e sociais. TEMA 3 – FORMAS DE USAR O REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL A construção de um texto dissertativo-argumentativo exige mais do que domínio da estrutura textual: requer conteúdo, posicionamento e capacidade de sustentar ideias com base em referências sólidas. Nesse contexto, o uso de repertório sociocultural é uma das estratégias mais eficazes para fortalecer a argumentação. Quando bem selecionado e articulado, o repertório funciona como uma evidência que dá consistência à tese e amplia a profundidade do debate. Para que o repertório cumpra sua função argumentativa, é fundamental que ele seja usado com propósito. Não basta citar um autor famoso, um evento histórico ou uma obra literária: é preciso relacionar essa referência diretamente ao tema proposto e à tese defendida. Isso pode ser observado em textos que, ao discutir desigualdade social, recorrem a dados do IBGE ou a análises de 6 sociólogos como Jessé Souza, conectando essas informações à realidade brasileira de forma crítica e contextualizada. Conforme analisado por estudiosos da linguagem, como Carlos Alberto Faraco, o repertório sociocultural deve ser legítimo, ou seja, o autor precisa demonstrar domínio sobre o conteúdo que está utilizando. Isso significa explicar a referência com clareza, contextualizá-la e mostrar como ela contribui para o argumento. Quando o repertório é apenas mencionado de forma superficial, ele perde força e pode até comprometer a credibilidade do texto. Outro ponto importante é a relevância da referência. O repertório deve dialogar diretamente com o tema em discussão, evitando desvios ou inserções decorativas. Por exemplo, ao tratar da violência urbana, citar um trecho de Capitães da Areia, de Jorge Amado, pode ser produtivo se o autor relacionar a obra à marginalização de jovens e à ausência de políticas públicas. A referência, nesse caso, não é apenas ilustrativa — ela reforça o argumento e amplia o alcance da reflexão. A linguagem utilizada ao apresentar o repertório também merece atenção. É essencial evitar exageros, palavras rebuscadas ou construções artificiais que dificultem a compreensão. O texto argumentativo deve ser claro, direto e acessível, sem perder a profundidade. Expressões como “Isso pode ser observado em...” ou “Conforme analisado por...” ajudam a introduzir o repertório de forma natural e conectada ao raciocínio, sem parecer uma citação isolada. Além disso, o repertório deve ser bem articulado ao restante do texto. Isso significa que ele precisa estar inserido dentro da lógica argumentativa, contribuindo para a progressão temática e a coesão. Um bom repertório não interrompe o fluxo do texto, mas o impulsiona. Após apresentar a referência, o autor deve retomar sua tese e mostrar como aquela informação fortalece sua posição, mantendo o foco e a consistência. É importante lembrar que o repertório sociocultural pode vir de diversas fontes: literatura, história, atualidades, cinema, filosofia, estatísticas, experiências sociais. O mais importante é que ele seja pertinente, bem explicado e estrategicamente utilizado. A diversidade de repertórios enriquece o texto e revela a capacidade do autor de dialogar com diferentes saberes, construindo uma argumentação mais robusta e crítica. Em suma, usar repertório sociocultural em textos dissertativo- argumentativos é uma prática que exige seleção cuidadosa, domínio do 7 conteúdo e articulação inteligente. Quando bem empregado, o repertório não apenas reforça os argumentos, mas também demonstra maturidade intelectual e engajamento com o tema. É essa combinação entre forma e conteúdo que transforma um texto comum em uma produção relevante, capaz de provocar reflexão e sustentar ideias com autoridade. TEMA 4 – ERROS COMUNS E COMO EVITÁ-LOS Sabemos que o uso de repertórios socioculturais em textos dissertativo- argumentativos é uma estratégia valida para enriquecer a argumentação e demonstrar domínio crítico sobre o tema. No entanto, muitos estudantes cometem erros ao empregar essas referências, o que pode comprometer a clareza, a coerência e a força persuasiva do texto. Reconhecer esses equívocos é essencial para aprimorar a escrita e tornar o repertório uma ferramenta eficaz, e não apenas decorativa. No entanto, um dos erros mais comuns é citar sem contextualizar. Muitos autores mencionam obras literárias, fatos históricos ou dados estatísticos sem explicar sua relação com a tese defendida. O repertório, nesse caso, aparece como um enfeite, e não como parte integrante da argumentação. Para evitar esse problema, é fundamental que o autor introduza a referência com clareza, explicite sua relevância e conecte-a diretamente ao ponto que está sendo desenvolvido. Expressões como “Isso pode ser observado em...” ou “Conforme analisado por...” ajudam a integrar o repertório ao raciocínio. Outro deslize recorrente é o uso de repertórios genéricos ou imprecisos. Citações vagas, como “Na história da humanidade...” ou “Segundo estudos recentes...”, não conferem credibilidade ao texto e podem ser vistas como tentativas de mascarar a falta de conteúdo. Um bom repertório é específico, legítimo e demonstrado com segurança. O autor deve conhecer a fonte que está utilizando e ser capaz de explicar por que ela é pertinente ao tema. A superficialidade enfraquece o argumento e revela falta de preparo. Também é comum o uso de linguagem excessivamente rebuscada ou exagerada ao apresentar repertórios. Muitos estudantes acreditam que palavras difíceis ou construções complexas tornam o texto mais sofisticado, mas o efeito pode ser o oposto: o texto se torna confuso, artificial e distante do leitor. A clareza deve ser prioridade. O repertório deve ser apresentado com objetividade, sem perder a profundidade. A escolha lexical precisa ser adequada ao gênero e ao 8 público, evitando termos técnicos sem explicação ou expressões que não contribuem para o argumento. Por fim, há o erro de inserir repertórios desconectados da progressão temática. Mesmo que a referência seja válida, se ela não estiver bem articulada ao restante do texto, pode quebrar a fluidez da leitura e comprometer a coesão. O repertório deve surgir naturalmente dentro da estrutura argumentativa, reforçando a tese e contribuindo para o desenvolvimento lógico do texto. Planejar a redação, revisar com atenção e refletir sobre a função de cada referência são práticas essenciais para evitar esses problemas e garantir que o repertório cumpra seu papel com eficácia. NA PRÁTICA 1.Selecione um dos temas abaixo ou proponha outro de interesse coletivo: • Desigualdade social no Brasil • Inteligência artificial e ética • Liberdade de expressão nas redes sociais • Sustentabilidadee consumo consciente 2. Levantamento de repertórios Pesquise e selecione três repertórios socioculturais relacionados ao tema escolhido. Eles podem ser: • Obras literárias ou cinematográficas • Dados estatísticos ou pesquisas acadêmicas • Acontecimentos históricos ou atuais • Teorias filosóficas ou sociológicas 3 Para cada repertório, registre: • Breve explicação do conteúdo • Justificativa da relevância para o tema • Indicação de como ele reforça um argumento 4. Produção de parágrafos argumentativos Escreva dois parágrafos em que os repertórios sejam utilizados com função argumentativa. Use expressões como: • “Isso pode ser observado em...” 9 • “Conforme analisado por...” • “Tal perspectiva reforça a ideia de que...” Reflexão final Escreva uma breve reflexão sobre o que aprendeu com a atividade e como pretende aplicar esse conhecimento em futuras produções textuais. FINALIZANDO A construção de textos dissertativos argumentativos exige mais do que domínio da estrutura textual e correção gramatical. Para que a argumentação seja convincente, é fundamental que o autor mobilize repertórios socioculturais que sustentem suas ideias com profundidade e credibilidade. Esses repertórios funcionam como evidências discursivas, ampliando o alcance da reflexão e demonstrando maturidade intelectual. No entanto, seu uso precisa ser criterioso: não basta citar uma referência, é preciso que ela cumpra uma função argumentativa clara. Um dos critérios essenciais para o uso eficaz de repertórios é a legitimidade. Um repertório legítimo é aquele que o autor domina com segurança. Isso significa que ele não apenas menciona uma obra, um dado ou um conceito, mas sabe explicá-lo, contextualizá-lo e relacioná-lo ao tema em debate. A legitimidade revela conhecimento e autoridade sobre o conteúdo, evitando o uso superficial ou decorativo de referências. Quando o autor demonstra domínio, o leitor confia mais na argumentação apresentada. Além de legítimo, o repertório precisa ser relevante. Isso quer dizer que ele deve dialogar diretamente com o tema proposto e com a tese defendida. Um exemplo histórico, literário ou científico só contribui para o texto se estiver conectado à problemática discutida. Repertórios deslocados, mesmo que bem explicados, podem parecer forçados e comprometer a coerência do texto. A relevância garante que a referência não apenas esteja presente, mas que tenha sentido dentro do contexto argumentativo. Outro aspecto indispensável é a produtividade do repertório. Um repertório produtivo não apenas ilustra o texto, mas reforça o argumento principal. Ele atua como uma prova discursiva, oferecendo ao leitor uma base concreta para compreender e aceitar o ponto de vista do autor. Isso pode ser observado em textos que, ao discutir desigualdade social, recorrem a dados estatísticos ou análises sociológicas que sustentam a tese com consistência. A 10 produtividade transforma o repertório em um elemento estratégico da argumentação. A boa articulação do repertório ao texto é igualmente importante. A referência deve estar inserida de forma fluida, conectada à estrutura argumentativa e integrada à progressão temática. Um repertório mal encaixado pode interromper o fluxo do texto ou parecer uma citação solta. Conforme analisado por especialistas em produção textual, como Enilde Faulstich, a articulação exige que o autor introduza a referência com clareza, explique sua relação com a tese e retome o raciocínio principal após sua utilização. Além de estar bem articulado, o repertório precisa encadear com o texto, ou seja, contribuir para a continuidade lógica da argumentação. Isso implica que ele não seja um elemento isolado, mas parte de uma sequência de ideias que se desenvolvem ao longo do texto. A coesão entre os parágrafos, a retomada de conceitos e a progressão temática são sinais de que o repertório está bem integrado. Essa encadeação fortalece a estrutura argumentativa e torna o texto mais fluido e persuasivo. Evitar exageros, linguagem rebuscada ou referências desconectadas é essencial para que o repertório cumpra seu papel. O uso de expressões como “Isso pode ser observado em...” ou “Conforme analisado por...” ajuda a inserir a referência de forma natural e funcional. A clareza na apresentação do repertório, aliada à sua função argumentativa, revela domínio da escrita e consciência discursiva. O autor que escreve com precisão e propósito constrói textos mais consistentes e impactantes. Em conclusão, o uso de repertórios socioculturais é uma prática indispensável na produção de textos dissertativos argumentativos. Quando legítimos, relevantes, produtivos, bem articulados e encadeados ao texto, esses repertórios enriquecem a argumentação, demonstram conhecimento e ampliam a capacidade de reflexão crítica. Mais do que citar, é preciso saber usar — e essa habilidade se desenvolve com prática, leitura e atenção às exigências do gênero. Ao dominar essa técnica, o autor não apenas escreve melhor, mas também pensa com mais profundidade e participa de forma ativa dos debates que moldam a sociedade. REFERÊNCIAS FARACO, Carlos; TEZZA, Cristóvão. Prática de Texto para Estudantes Universitários. São Paulo: Editora Ática, 2011. 11 FAULSTICH, E. L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. 1. ed. São Paulo: Vozes, 2011. ILHESCA, Daniela Duarte et al. Comunicação e expressão. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2012. KÖCHE, Vanilda Salton. Leitura e produção textual. 6. ed. São Paulo: Vozes, 2014. LOMBARDI, Roseli Ferreira. Oficina de textos em português. 1. ed. São Paulo, SP: Pearson, 2017. LOPES, Fernanda Cristina. Letramento Acadêmico – Práticas de Leitura. Intersaberes, Curitiba, 2025.