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Disciplina: Práticas Em Uroanálise 
E Análises De Fluídos Biológicos
Profa: MSc. Vitória Paixão
Bióloga
Sistema Urinário 
SISTEMA URINÁRIO
Conjunto de órgãos responsável pela produção, armazenamento e eliminação da
urina.
Sua função principal de filtrar o sangue e eliminar resíduos metabólicos,
ajudando a manter o equilíbrio de água, sais e pH no corpo.
SISTEMA URINÁRIO
Funções principais:
Filtrar o sangue para remover resíduos e toxinas (como a ureia);
Regular o volume de líquidos no corpo.;
Controlar o equilíbrio de eletrólitos (sódio, potássio, cálcio).;
Manter o pH sanguíneo.;
Regular a pressão arterial (através da renina).;
Produzir hormônios
SISTEMA URINÁRIO
Órgãos do sistema urinário
Rins (2):
 Principais órgãos do sistema;
 Filtram o sangue, formando a urina.;
 Produzem hormônios como a eritropoetina (estimula a
produção de glóbulos vermelhos) e a renina (regula a
pressão arterial).
Ureteres (2):
 Transporte da urina dos rins até a bexiga.
Bexiga urinária:
 Armazena a urina até sua eliminação.
Uretra:
 Canal por onde a urina é eliminada.
RINS
• Órgãos retroperitoneais (rins e ureteres)
•Estão situados um de cada lado da coluna 
vertebral, aproximadamente entre as 
vértebras T12 e L3.
Faces:
• Anterior (frente);
• Posterior (atrás).
Margem
• Lateral
• Medial 
RIM
“As glândulas suprarrenais produzem hormônios
que controlam o estresse, o metabolismo e a
pressão arterial.
RIM
Córtex renal
•Camada mais externa.
•Contém os glomérulos e túbulos —
estruturas responsáveis pela 
filtração do sangue.
Medula renal
•Camada interna, composta por pirâmides renais (estruturas 
em forma de cone).
•Cada pirâmide libera urina nos cálices menores. As colunas 
renais são extensões do córtex que separam as pirâmides.
RIM
Sistema coletor
•Cálices renais menores: recebem a urina das papilas.
•Cálices renais maiores: formados pela união de vários cálices menores.
•Pelves renal: cavidade em forma de funil que recolhe a urina e a conduz para o ureter.
O néfron é a unidade funcional do rim, cada rim é constituído por
aproximadamente um milhão de néfrons. De uma maneira geral, eles são
associações de vasos sanguíneos e túbulos renais que tem a função de filtrar o
sangue.
Anatomicamente, cada néfron é constituído por duas partes principais:
• o glomérulo, onde ocorre a filtração de grande quantidade de líquido;
• e um longo túbulo onde este líquido é modificado até formar a urina.
Néfron
A urina é formada por meio de quatro processos:
• Filtração
• Reabsorção
• Secreção
• Excreção
➢ A urina final é o resultado de:
Tudo que foi filtrado + secretado – o que foi reabsorvido
Urina
O glomérulo é formado por uma rede
enovelada de capilares que tem sua
origem na arteríola aferente. Este novelo
de capilares é envolvido pela cápsula de
Bowman que, por sua vez, dá seguimento
aos túbulos renais.
O suprimento sanguíneo para cada néfron vem da artéria renal. 
Após ramificações cada pequeno ramo forma uma arteríola, 
denominada de arteríola aferente.
a. aferente - se ramifica - capilares glomerulares - formam as a. eferente 
Chegada do sangue ao glomérulo
O sangue entra no néfron pela arteríola aferente e 
chega ao glomérulo (o filtro)
Filtração (F)
O sangue é “coado”
Água e pequenas moléculas passam para a cápsula 
de Bowman;
Células e proteínas grandes não passam
O que se forma aqui é o filtrado glomerular (urina 
inicial).
Lúmem é o espaço dentro do túbulo
Reabsorção (R) – do lúmen para o sangue
Aqui o rim recupera o que é importante, como:
Glicose, Aminoácidos ,Íons, Grande parte da água
-Tudo isso volta para o sangue pelos capilares
Alça de Henle
A alça de Henle ajusta a concentração da 
urina.
Ramo descendente → reabsorve água
Ramo ascendente → reabsorve sais (não 
água)
Ainda predomina reabsorção (R)
- Aqui o rim decide se a urina vai ficar 
mais concentrada ou mais diluída.
- Alça de Henle é um ambiente 
osmótico
- Com ação do Hormônio Antidiurético.
Quando o corpo está desidratado: 
ADH ↑ (aumenta)
Mais água volta para o sangue = Urina 
concentrada 
Quando o corpo está bem hidratado: 
ADH ↓ (diminui) Menos água é 
reabsorvida= Urina diluída e clara
Túbulo distal
No túbulo distal acontecem dois processos 
importantes:
Reabsorção (R)
Secreção (S) – do sangue para o túbulo
Aqui o rim:
• Ajusta pH
• Controla eletrólitos (Na⁺, K⁺)
• Elimina substâncias indesejáveis (ex.: 
drogas, ácidos)
Ducto coletor
Ainda pode ocorrer reabsorção de água.
Define a urina final
Excreção (E)
-O que sobra segue:
• Para a pelve renal
• Ureter
• Bexiga
• Meio externo
URETERES
Tubo muscular;
Mede em média 25 cm;
Função: Transportar a urina para a 
bexiga.
BEXIGA URINÁRIA
BEXIGA URINÁRIA
URETRA
• Canal fibromuscular mediano, responsável pela eliminação da urina contida na
bexiga urinária para o meio externo, no homem também conduz esperma.
• A uretra é maior no homem (18 - 20 cm) que na mulher (3 - 4 cm).
URETRA
https://www.youtube.com/watch?v=SZ3BZBBC-Qc
Video
Os testes de Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e
a estimativa de TFG são testes importantes para
avaliação de presença de doenças renais e para
acompanhamento da progressão da doença renal.
Qual é a importância da avaliação 
laboratorial da filtração glomerular?
A Taxa de Filtração Glomerular (TFG) mostra quanto sangue os rins conseguem 
filtrar em um certo tempo (geralmente por minuto).
Em resumo:
´É o “quanto os rins conseguem limpar” a cada minuto.
Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
• Mostra se o rim está funcionando bem;
• Ajuda a identificar doença renal;
• Indica gravidade do problema renal;
• Ela varia conforme o tamanho do corpo, porque:
Pessoas maiores → rins filtram mais
Pessoas menores → filtram menos
O teste de TFG
A TFG total é a soma do trabalho de todos os néfrons que ainda 
funcionam.
• Se muitos néfrons estão funcionando → TFG normal
• Se vários foram perdidos → TFG cai
Na clínica, o que a TFG representa?
Utilizamos uma substância marcadora:
Como medir TFG na prática?
Creatinina endógena: é uma substância que o próprio corpo produz, principalmente
pelos músculos. Ela vai para o sangue, O rim tira essa creatinina do sangue e ela sai na
urina. Ela é um marcador comum da função renal, mas não é perfeita, porque além de
ser filtrada, também é secretada no túbulo proximal, fazendo a TFG parecer maior do
que realmente é. Por isso, o método é impreciso e precisa de correção pela superfície
corporal.
• Exame de sangue
Utilizamos uma substância marcadora:
Como medir TFG na prática?
Creatinina plasmática: em razão da imprecisão da creatinina endógena, pode ser
solicitada a creatinina plasmática pela correlação inversa entre a sua concentração e a
TGF (Quando uma sobe, a outra desce).
• TFG alta (rim funcionando bem)
→ creatinina plasmática baixa / normal
• TFG baixa (rim funcionando mal)
→ creatinina plasmática alta
Utilizamos uma substância marcadora:
Como medir TFG na prática?
Inulina: A inulina é o marcador ideal da TFG, pois é apenas filtrada pelos glomérulos,
porém não é utilizada rotineiramente devido à necessidade de infusão intravenosa
contínua e ao alto custo.
Utilizamos uma substância marcadora:
Como medir TFG na prática?
Iotalamato: radioisótopo (substância radioativa) capacidade semelhante à da insulina;
fornece uma estimativa precisa da TGF e de elevado custo na prática clínica;
Utilizamos uma substância marcadora:
Como medir TFG na prática?
Ureia: é um resíduo que o corpo produz quando quebra proteínas que é filtrado
livremente pelos glomérulos e não é reabsorvida nem secretada ativamente.
Assim como avaliamos se o rim está filtrando bem o sangue (filtração glomerular), 
também podemos avaliar se os túbulos renais estão funcionando corretamente.
Essa avaliação é feita principalmente pela análise da urina, observando:
• Presença de glicose (que normalmente não deveria aparecer);
• pH da urina (capacidadedo rim de controlar acidez);
• Proteínas de baixo peso molecular (que deveriam ser reabsorvidas).
Alterações nesses itens indicam problemas na função tubular.
Avaliação da Função Tubular
URINÁLISE
• O exame de urina é considerado o marco inicial da medicina laboratorial;
• Segue sendo um dos mais solicitados, devido a seu baixo custo,
simplicidade, rapidez e pelo fato de não ser um método invasivo;
• Também é uma ótima ferramenta para o rastreamento de: infecção e
inflamações do trato urinário, nefropatias, hepatopatias, diabetes mellitus e
outras doenças/alterações metabólicas.
ETAPAS DO EXAME
• Solicitação médica;
• Coleta;
• Análise física (macroscópica);
• Análise química;
• Análise do sedimento (microscópica).
COLETA 
COLETA
• Para minimizar variações pré-analíticas, deve-se utilizar amostra recente, sem
adição de conservante, coletada após um período mínimo de duas horas sem
urinar;
• Geralmente não há necessidade de um preparo especial, entretanto,
características da urina se modificam ao longo do dia, algumas destas podem ser
significantes e devem ser consideradas durante a interpretação dos resultados
obtidos;
• O ideal é que o paciente não tenha realizado atividade física intensa seis horas
antes da coleta;
INSTRUÇÕES AO PACIENTE
• Orientar o passo a passo da coleta, bem como que lave bem as mãos antes de iniciá-
la;
• Entregar material para antissepsia e recipiente adequado, identificado com o nome do
paciente, número de identificação, o tipo do material, data e hora da coleta;
• Quando o paciente não for realizar a coleta no laboratório, entregar instruções por
escrito, com ilustrações para que o procedimento seja realizado corretamente;
• Ainda, deve ser instruído a entregar a amostra ao laboratório o mais rápido possível,
não excedendo duas horas após a obtenção do material.
Etiquetas devem ser anexadas ao corpo do recipiente, nunca na tampa.
TIPOS DE AMOSTRA
• Amostra aleatória;
• Primeira urina da manhã;
• Segunda urina da manhã;
Concentrada
Por isso é melhor para detectar: Proteínas
Células;
Minimiza interferentes de metabólitos
provenientes da alimentação na noite
anterior.
Amostras
+
Utilizadas
Mais fácil de coletar, Muito usada na rotina
Boa para triagem geral. 
Limitação: pode sofrer influência 
TIPOS DE AMOSTRA
• Primeiro jato;
• Jato médio;
• Jato final.
Representa melhor o conteúdo da bexiga
Investigação de infecção do trato urinário.
Pode arrastar material do trato mais alto (rim)
Investigação de pielonefrite que possa estar
migrando para insuficiência renal.
Lava a uretra, que é o último canal
Uretrite (homens), especialmente por Infecções
Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
COLETA DA URINA
Frasco coletor estéril 
RECIPIENTE DE 
COLETA
• Frasco limpo, seco e à prova de vazamento;
• Devem ter boca larga, fundo chato e tampa de
rosquear;
• Constituídos por material que permita a
visualização da cor e aspecto da urina;
• Descartável.
Tubo com Tampa Amarela: Este tubo é usado para a coleta da
amostra de urina. A tampa amarela ajuda a identificar o tubo
destinado à amostra de urina. A amostra de urina é coletada
diretamente neste tubo.
Tubo com Tampa Vermelha: O tubo com tampa vermelha é
frequentemente utilizado para armazenar a amostra após a coleta.
Essa tampa vermelha pode indicar que o tubo contém uma substância
conservante ou que é destinado a análises específicas. É importante
seguir as instruções fornecidas para garantir o uso correto deste
tubo.
INSTRUÇÕES COLETA - SEXO MASCULINO
1. Identificar o frasco de coleta (deve ser fornecido pelo laboratório), colocando o nome, data
e horário de coleta;
2. Lavar as mãos com água e sabão;
3. Retrair o prepúcio para expor o meato uretral;
4. Lavar a glande com água e sabão, começando pelo meato uretral;
5. Enxugar utilizando gaze ou toalha, a partir do meato uretral;
6. Com uma das mãos, manter o prepúcio retraído;
7. Com a outra mão, segurar o frasco de coleta de urina já destampado;
8. Iniciar a micção, desprezando o primeiro jato de urina no vaso sanitário;
9. Coletar urina do jato médio até cerca de 1/3 ou metade da capacidade do frasco;
10. Desprezar o restante de urina no vaso sanitário;
11. Fechar o frasco de coleta;
12. Encaminhar o frasco para o laboratório no prazo máximo de duas horas, mantendo-o em
local fresco e ao abrigo da luz.
INSTRUÇÕES COLETA - SEXO FEMININO
1. Identificar o frasco de coleta (deve ser fornecido pelo laboratório), colocando o nome da paciente,
data e horário de coleta;
2. Lavar as mãos com água e sabão;
3. Fazer higiene da região genital com água e sabão, sempre no sentido de frente para trás (importante
que os resíduos de pomadas, pós e cremes vaginais, eventualmente utilizados, sejam totalmente
removidos);
4. Enxugar toda a região genital com gaze ou toalha, sempre no sentido de frente para trás;
5. Separar os grandes lábios, limpar o meato urinário e a região ao redor da uretra;
6. Com uma das mãos, manter os grandes lábios separados;
7. Com a outra mão, segurar o frasco de coleta já destampado;
8. Iniciar a micção, desprezando o primeiro jato de urina no vaso sanitário;
9. Coletar urina do jato médio até, mais ou menos, 1/3 ou metade da capacidade do frasco;
10. Desprezar o restante de urina no vaso sanitário;
11. Fechar o frasco de coleta;
12. Encaminhar o frasco para o laboratório no prazo máximo de duas horas, mantendo-o em local fresco
e ao abrigo da luz.
INSTRUÇÕES COLETA - SACO COLETOR
Sexo Masculino
1. Identificar o saco coletor com o nome do paciente e a data da coleta;
2. Proceder à higienização da região genital, como descrito anteriormente;
3. Certificar-se de que a região genital e perineal estejam secas;
4. Retirar o papel que cobre a área aderente do saco coletor;
5. Fixar o saco coletor na região genital de modo que o pênis permaneça no
seu interior;
6. Aguardar que ocorra a micção espontânea (se não ocorrer em um prazo de 60
minutos, retirar o saco coletor e repetir os procedimentos de 1 a 4);
7. Ocorrendo a micção, retirar o saco coletor, vedar adequadamente, anotar o
horário da coleta e encaminhar ao laboratório no prazo máximo de duas horas,
mantendo-o em local fresco e ao abrigo da luz.
INSTRUÇÕES COLETA - SACO COLETOR
Sexo Feminino
1. Identificar o saco coletor com o nome da paciente e a data da coleta;
2. Proceder à higienização da região genital, como descrito anteriormente;
3. Certificar-se de que a região genital e perineal estejam secas;
4. Retirar o papel que cobre a área aderente do saco coletor;
5. Fixar o saco coletor na região genital, esticando a pele para remover as dobras,
cuidando para que a região anal fique fora da área de coleta;
6. Aguardar que ocorra a micção espontânea (se não ocorrer em um prazo de 60
minutos, retirar o saco coletor e repetir os procedimentos de 1 a 4);
7. Ocorrendo a micção, retirar o saco coletor, vedar adequadamente, anotar o
horário da coleta e encaminhar ao laboratório no prazo máximo de duas horas,
mantendo-o em local fresco e ao abrigo da luz.
OUTROS TIPOS DE COLETA
• Na maioria dos casos, a urina é emitida de forma espontânea;
• Mas existem situações onde pode haver necessidade de recorrer a
procedimentos mais invasivos;
• Tais procedimentos são alternativas excepcionais e deve-se levar em
consideração a relação risco-benefício.
Cateterismo vesical, punção suprapúbica...
Contaminação das vias urinárias e/ou possibilidade de lesão.
TRANSPORTE E CONSERVAÇÃO
• Após a coleta, a urina deve ser encaminhada imediatamente ao
laboratório e processada dentro de duas horas;
• Se possível, a amostra deve ser mantida à temperatura ambiente;
• Caso o exame não possa ser realizado em um prazo máximo de duas
horas, ou precise ser transportado até o laboratório, a amostra deverá
ser refrigerada e protegida da luz;
Se mantém adequada para análise por um período de 12 horas.
TRANSPORTE E CONSERVAÇÃO
• Caso a urina tenha sido refrigerada, há necessidade de aguardar que
ela atinja a temperaturaambiente antes do início da manipulação;
• Em determinadas circunstâncias, nas quais o tempo entre a coleta e a
realização do exame for maior do que duas horas, e a refrigeração não
estiver disponível, é indicada a utilização de conservantes;
• Nestes casos, as recomendações do fabricante do conservante devem
ser seguidas, especialmente no que se refere à concentração final e ao
tempo de poder estabilizante.
CRITÉRIOS DE REJEIÇÃO
• Contaminação visível;
• Volume insuficiente*;
• Recipientes inadequados;
• Recipientes sem identificação;
• Recipientes contaminados do lado externo;
• Amostras transportadas ou preservadas de forma inadequada.
Sangue menstrual*, talco, pomadas, algodão, papel, fezes...
Existem várias doenças que acometem o
sistema urinário tanto do homem, quanto da
mulher. Algumas são mais comuns e merecem
destaque especial.
PRINCIPAIS DOENÇAS DO 
SISTEMA URINÁRIO
Doença Informações
Nefrolitíase
A formação de cálculo no trato urinário possui 
alta prevalência, o que a torna uma das 
principais doenças na urologia
Doença Informações
Incontinência Urinária
É a perda involuntária da urina pela uretra. 
Distúrbio mais frequente no sexo feminino, 
pode manifestar-se tanto após a menopausa, 
quanto em mulheres mais jovens. 
Doença Informações
Incontinência Urinária
É a perda involuntária da urina pela uretra. 
Distúrbio mais frequente no sexo feminino, 
pode manifestar-se tanto após a menopausa, 
quanto em mulheres mais jovens. 
Doença Informações
Cistite
Forma mais comum de infecção urinária (que 
ocorre na bexiga), produzindo muito 
desconforto ao urinar, aumento da frequência 
miccional e, às vezes, até sangue na urina. 
Doença Informações
Pielonefrite
Infecção do trato urinário superior, que 
acomete os rins. Manifesta-se por dor lombar, 
febre, náusea e vômitos. Causa muito mal-
estar ao paciente, que muitas vezes necessita 
de internação hospitalar para tratamento e 
investigação. 
Doença Informações
Glomerulonefrite 
É um distúrbio de glomérulos caracterizado 
por presença de edema, hipertensão arterial 
e aparecimento de glóbulos vermelhos na 
urina. Pode ser causada por vários distúrbios, 
como infecções, um distúrbio genético 
hereditário, ou distúrbios autoimunes. Pode ser 
aguda ou crônica. 
Doença Informações
Insuficiência renal aguda (IRA)
É a perda súbita da capacidade dos rins 
filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. 
Quando isso acontece, os resíduos podem 
chegar a níveis perigosos e afetar a 
composição química do sangue, mudando o 
pH. Pode desenvolver-se rapidamente ao 
longo de algumas horas ou mais lentamente, 
durante alguns dias. 
Doença Informações
Doença renal crônica (DRC)
A doença renal crônica é uma diminuição 
lenta e progressiva (durante meses ou anos) 
da capacidade dos rins de filtrar os resíduos 
metabólicos do sangue. As causas principais 
são diabetes e pressão arterial alta. 
EXAME DE URINA
Exame físico
Análise química – Bioquímica
Exame microscópico / Sedimentoscopia
ANÁLISE FÍSICA 
EXAME FÍSICO DA URINA
Parâmetros analisados 
1) Cor
2) Transparência 
3) Espuma
4) Odor 
5) Densidade (Exame químico) 
EXAME FÍSICO DA URINA
Parâmetros analisados 
COR 
✓Ampla variedades de cores;
✓Cor X presença de patologias;
✓Bom índice de concentração urinária e hidratação.
COR
• Varia de incolor a preta;
• Variações podem decorrer pelo uso de medicamentos, por condições
patológicas, atividade física ou substâncias ingeridas.
Técnica para análise:
• Com uma boa fonte de luz, olhe para baixo, através do recipiente,
contra um fundo branco.
➢Amarelo claro ou incolor
➢Amarelo escuro ou castanho
➢Alaranjada ou avermelhada
➢Marro escuro ou enegrecida
➢Azulada ou esverdeada
➢Esbranquiçada ou leitosa 
COR
COR
• Cor normal: amarela;
Deriva da urobilina
A urobilina vem da quebra da hemoglobina (das hemácias)
O corpo quebra células do sangue → forma pigmentos → o rim elimina esses 
pigmentos → a urina fica amarela.
•A urobilina é produzida continuamente pelo metabolismo do corpo e
eliminado pelos rins, variando sua intensidade conforme a hidratação e o
estado metabólico.
COR
• Devido a essa excreção constante, a intensidade da cor em
uma amostra fresca pode estimar a concentração da urina;
Urina diluída = amarela clara
Urina concentrada = amarela escura
*Essas variações podem ser normais graças a alterações do
estado de hidratação do organismo.
COR
Incolor
Ingestão recente de 
fluídos.
Amarelo 
Clara
Diluída, poliúria (urinar 
muit) , diabetes.
Amarelo 
Escura
Concentrada, exercício 
extenuante, desidratação.
Laranja 
Amarelada
Bilirrubina ou urobilina 
(alterações hepáticas)
Medicamentos, como:
Fenazopiridina (Pyridium)
COR
Verde Amarelada
Alteração no 
metabolismo hepático da 
Bilirrubina oxidada em 
biliverdina.
Verde
Infecção por 
Pseudomonas, 
fenol (oxidado –
metabolismo de 
medicamentos ), cloretos 
(sais – desidratação).
Azul
Amitriptilina, azul de 
metileno.
Rosa
Eritrócitos
COR
Vermelha
Sangue, hemoglobina, (vinho do 
porto), beterraba, 
medicamentoso e contaminação 
menstrual.
Marrom
Hemoglobina oxidada em 
metamoglobina (urinas ácidas ou 
hemorragia glomerular) 
sangramento antigo.
Preta
Hemólise 
Sangramento que oxidou
Pigmentos relacionados ao 
melanoma, o tumor libera 
melanogênio e medicamentos 
(metronidazol)
Esbranquiçada ou leitosa → Piúria (muitos leucócitos)
Cremes vaginais
ASPECTO
• Termo que se refere a transparência/turvação da amostra;
• A descrição do aspecto inclui: límpido, ligeiramente turvo, turvo
e leitoso.
Técnica para análise:
• A amostra homogeneizada, deve ser avaliada através de exame
visual, sendo mantida em frente a uma fonte de luz.
ASPECTO
Turvação não patológica:
• Ocorre pela presença de muco e células epiteliais escamosas (especialmente em
mulheres);
• Amostras em repouso ou refrigeradas (precipitação de cristais amorfos) podem
desenvolver turvação;
• Má-conservação de amostras resulta em crescimento bacteriano, que aumentará o
grau de turvação, mas não representará a amostra real;
• Outras causas: sêmen, contaminação fecal, cremes vaginais.....
ASPECTO
Turvação patológica:
• Mais comumente ocasionada pela presença de eritrócitos, leucócitos e infecções
bacterianas;
• Causas menos frequentes incluem leveduras, lipídeos, cristais anormais, fluído
linfático e quantidades anormais de células epiteliais não escamosas;
➢ O aspecto está relacionado aos resultados da análise dos sedimentos urinários, pois
o grau de turvação deve corresponder a quantidade de material observado ao
microscópio.
*Urina límpida nem sempre é “normal”.
ODOR
Não relatado: significa que a urina não apresenta cheiro alterado.
Odor fraco
Levemente característico
Considerado normal
- Urina normal não tem cheiro forte.
Cheiro muito forte e desagradável: pode indicar contaminação da 
amostra;
Infecção urinária: característico, fétido.
ATÉ A 
PRÓXIMA!
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	Slide 44: Urinálise
	Slide 46: Etapas do Exame
	Slide 47
	Slide 48: Coleta
	Slide 50: Instruções ao Paciente
	Slide 51: Tipos de Amostra
	Slide 52: Tipos de Amostra
	Slide 53: Coleta da urina
	Slide 54: Recipiente de Coleta
	Slide 55: Instruções Coleta - Sexo Masculino
	Slide 56
	Slide 57: Instruções Coleta - Sexo Feminino
	Slide 58
	Slide 59: Instruções Coleta - Saco Coletor
	Slide 60: Instruções Coleta - Saco Coletor
	Slide 61
	Slide 62: Outros Tipos de Coleta
	Slide 63: Transporte e Conservação
	Slide 64: Transporte e Conservação
	Slide 68: Critérios de Rejeição
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	Slide 78
	Slide 79: Exame de urina
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	Slide 81: Exame físico da urina
	Slide 82: Exame físico da urina
	Slide 83: Cor
	Slide 84: Cor
	Slide 85: Cor
	Slide 86: Cor
	Slide 87
	Slide 88: Cor
	Slide 89: Cor
	Slide 90: Cor
	Slide 92: Aspecto
	Slide 93: Aspecto
	Slide 94: Aspecto
	Slide 95: Odor
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