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Se o paciente necessita de hemoculturas, estas são sempre a prioridade absoluta. A razão é óbvia: precisamos capturar os microrganismos circulantes sem nenhuma contaminação por aditivos químicos de outros tubos. Em seguida, vem o tubo de tampa vermelha (sem aditivos) ou o tubo com gel separador (tampa vermelha/amarela). Este é o tubo para bioquímica sérica, sorologias e marcadores sorológicos. Coletá-lo primeiro, após as hemoculturas, garante um soro puro, essencial para dosagens hormonais precisas e detecção de anticorpos. O Ponto de Atenção: Tubos com Anticoagulante Citrato Aqui chegamos a um dos pontos mais críticos. O tubo de tampa azul clara, contendo citrato de sódio a 3,2%, é utilizado para os testes de coagulação (TAP/TTPA, entre outros). A proporção entre o sangue e o anticoagulante neste tubo é rigorosamente calibrada (9:1). Se o tubo não for preenchido completamente, o excesso de citrato interfere drasticamente nos resultados, podendo falsamente prolongar os tempos de coagulação. Por isso, quando se utiliza o sistema a vácuo, é fundamental que o tubo azul preencha até a marca de vácuo. A coleta manual com seringa exige ainda mais cuidado na transferência. A correta ordem dos tubos coloca o azul logo após o tubo seco, antes de outros tubos com aditivos mais “agressivos”, como o EDTA.