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Conjuntos de Choque e Tração
87 pág.

Elementos de Máquinas Universidade Federal do PiauíUniversidade Federal do Piauí

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Resumo sobre Recuperação de Conjuntos de Choque e Tração A recuperação de conjuntos de choque e tração é um aspecto crucial na operação de sistemas ferroviários, onde o acoplamento de veículos é essencial para a formação de trens. Desde a invenção do trem, o desenvolvimento dos sistemas de acoplamento evoluiu significativamente, culminando nos engates automáticos AAR. Apesar de serem chamados de automáticos, esses engates ainda requerem a intervenção de um manobreiro para conectar as mangueiras de ar e abrir as torneiras do sistema de freios. O processo de desacoplamento também exige que o manobreiro feche as torneiras antes que as mangueiras se soltem automaticamente. Além dos engates AAR, os engates do tipo “F” são amplamente utilizados em vagões gôndola, especialmente aqueles que operam com descarga em viradores, onde a configuração do engate permite uma rotação quase de 180 graus. Os engates do tipo “E” e “F” são fabricados em aço fundido e têm uma carga máxima de operação de 400 toneladas. Durante sua vida útil, esses componentes podem sofrer desgaste e desenvolver trincas, o que torna necessária a realização de inspeções regulares. Essas inspeções devem ser feitas com o auxílio de gabaritos e calibres para garantir que os engates estejam em conformidade com os padrões de segurança. A proteção antideslizamento do levantador da castanha, por exemplo, deve ser verificada para assegurar que a eficiência do engate não seja comprometida. A sobreposição entre o levantador da castanha e a prateleira da mandíbula é um parâmetro crítico, onde uma sobreposição mínima de 6 mm é exigida. Se essa medida não for atendida, a substituição do conjunto rotor pode ser necessária, e em casos mais severos, a castanha ou mandíbula também podem precisar ser trocadas. A manutenção e recuperação dos engates também envolvem a verificação de trincas e deformações. Trincas fora das áreas designadas para tolerância devem resultar na substituição do engate, enquanto trincas dentro de limites específicos podem permitir que o engate continue em operação. A flexão admissível entre a cabeça e o corpo do engate é de ½ polegada, e qualquer deformação além desse limite requer a substituição do componente. Além disso, a altura entre os furos do pino da mandíbula deve ser verificada com calibres específicos, e a recuperação por solda é uma prática comum para restaurar a funcionalidade dos engates. A inspeção das superfícies de intertravamento e a condição geral do corpo do engate são fundamentais para garantir a segurança e a eficiência do sistema ferroviário. Destaques O acoplamento de veículos ferroviários é essencial para a formação de trens e evoluiu ao longo do tempo, com destaque para os engates automáticos AAR. Os engates tipo “E” e “F” são fabricados em aço fundido e suportam cargas de até 400 toneladas, necessitando de inspeções regulares para detectar desgaste e trincas. A proteção antideslizamento e a sobreposição entre componentes são críticas para a segurança do engate, com medidas específicas que devem ser atendidas. A manutenção envolve a verificação de trincas, deformações e a altura entre furos do pino, com a possibilidade de recuperação por solda em alguns casos. A condição geral do corpo do engate e das superfícies de intertravamento deve ser monitorada para garantir a operação segura e eficiente dos sistemas ferroviários.

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