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Profa. MSc. Andrea Ferian
UNIDADE I
Fundamentos
de Saúde Coletiva
 Saúde pública: diz respeito ao diagnóstico e ao tratamento de doenças, e à tentativa de 
assegurar que o indivíduo tenha, dentro da comunidade, um padrão de vida que lhe 
assegure a manutenção da saúde.
 Saúde coletiva: analisa o processo saúde-doença de dada coletividade, considerando o 
contexto social em que ela se insere. Essa análise fornece as condições de intervir na 
realidade, promovendo as mudanças e melhorias naquela comunidade.
Saúde pública X saúde coletiva 
 Saúde coletiva é o efeito das interações socioeconômicas de uma sociedade com o 
ambiente, e o quanto isso pode influenciar a salubridade de uma região ou de 
uma comunidade. 
 Ao contrário das demais áreas de saúde que tendem a possuir um caráter de tratamento,
a saúde coletiva tem como objetivo principal prevenir o desenvolvimento ou a disseminação 
de patologias e demais problemas de saúde.
 Para tal, são implementadas as políticas sanitárias 
condizentes com a cultura e a necessidade de cada região.
Conceito de saúde coletiva
A saúde no Brasil, sob a perspectiva histórica, pode ser dividida em três grandes etapas: 
1. Até 1923 (Lei Eloy Chaves): 
 Iniciado com a chegada dos portugueses ao Brasil, passando pelo período colonial 
e pelo Império, até chegar ao início da República (centralização e pela
desorganização administrativa);
 As medidas principais, nesse período, foram: a criação das 
Santas Casas de Misericórdia e dos primeiros cursos de 
Medicina no país, medidas isoladas de imunização à 
população de acordo com a epidemia do momento, e o 
saneamento das cidades e dos portos.
Histórico da saúde no Brasil 
2. 1923 a 1988: advento da Lei Eloy Chaves (1923):
 Caixas de aposentadoria e pensão (CAPs);
 Institutos de Aposentadoria e Pensão (IAP);
 Instituto Nacional de Previdência Social (1960, INPS);
 Criação do Ministério da Saúde (em 1953, com as suas finalidades mais bem definidas em 
1967) e do Sistema Nacional de Saúde (em 1975): o sistema de saúde pública foi adotando 
os contornos vinculados às políticas previdenciárias, inclusive, quanto à parte de seu custeio
e de sua manutenção.
Histórico da saúde no Brasil 
3. A partir de 1988, até os dias atuais: com a Constituição da República Federativa do Brasil 
de 1988.
 “Artigo 196 – A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante às 
políticas sociais e econômicas, que visem à redução de doença e de agravos, e ao acesso 
Universal e Igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e 
recuperação”. (BRASIL, 1988)
Histórico da saúde no Brasil 
 O SUS surgiu como resposta à insatisfação e ao descontentamento existente em relação aos 
direitos de cidadania, ao acesso, aos serviços e à forma de organização do sistema 
de saúde.
 Década de 1970 – movimentos sociais da saúde e da Reforma Sanitária Brasileira.
 1986 – VIII Conferência Nacional de Saúde.
 1988 – Constituição da República Federativa do Brasil: determina que é dever do Estado 
garantir a saúde a toda a população brasileira.
Nascimento do SUS
Fonte: 
http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/
reportagem/oitava-conferencia-
nacional-de
-saude-o-sus-ganha-forma
 Regulamentação e detalhamento
do funcionamento.
Dois conceitos importantes:
 “Sistema”: conjunto de várias instituições, dos três níveis
de governo, e do setor privado contratado e conveniado,
que interagem para um fim comum;
 “Unicidade”: em todo o país, o SUS deve ter a mesma 
doutrina e a mesma forma de organização.
Nascimento do SUS
Sistema Único de Saúde – SUS
1990 – Lei Orgânica da Saúde n. 8.080/90
Os princípios doutrinários são aqueles que regem os ideais de funcionamento do SUS:
 Universalidade;
 Equidade;
 Integralidade.
Princípios doutrinários do SUS
 A universalidade decorre do art. 196, da Constituição Federal (BRASIL, 1988), que afirma
a saúde como um direito fundamental de todo ser humano, cabendo ao Estado o dever
de prover o acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência a todos
os cidadãos brasileiros.
Universalidade
Fonte: http://sus.bvs.br/principios-do-sus-universalidade-integralidade-equidade/
 A equidade é assegurar as ações e os serviços de todos os níveis de acordo com a 
complexidade que cada caso requeira.
 Trata-se de um princípio de justiça social, segundo o qual a alocação de recursos 
financeiros, humanos e tecnológicos, deve ser proporcional às demandas e às necessidades
em saúde apresentadas por grupos sociais distintos.
Equidade
 Pressupõe considerar o ser humano em sua totalidade e as várias dimensões do processo 
saúde-doença que afetam o indivíduo e a coletividade.
 Além disso, diz respeito à unicidade do atendimento, integrando as dimensões de prevenção, 
proteção, promoção e recuperação da saúde.
Integralidade
Um gestor estadual de saúde propõe aumentar os investimentos para a Atenção Básica, em 
municípios com elevada mortalidade perinatal, destinando mais recursos financeiros para 
esses municípios em relação aos outros que não têm índices elevados desse tipo de 
mortalidade. Pode-se dizer que essa proposta é coerente com qual princípio do SUS?
Interatividade
Essa proposta é coerente com o princípio da equidade.
O objetivo desse princípio é diminuir as desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem 
direito aos serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas.
Em outras palavras, a equidade significa investir mais aonde a carência é maior.
“Tratar as diferenças em busca da igualdade”.
Resposta
Os princípios organizativos ou, também, denominados de diretrizes do SUS, são normativas 
que darão a sustentação para que os princípios doutrinários ocorram, de fato, na prática dos 
serviços de saúde, sendo os seguintes:
 Descentralização e comando único;
 Hierarquização e regionalização;
 Participação popular.
Princípios organizativos do SUS
 Descentralizar significa distribuir as responsabilidades entre as três esferas de governo 
(federal, estadual e municipal), de modo que cada uma delas, em especial, o município, 
tenha autonomia para decidir, implantar e desenvolver as ações e os serviços de saúde, 
inclusive, para legislar sobre os assuntos de interesse local.
Descentralização
 Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente, 
dispostos em uma área geográfica delimitada e com a definição da população a ser atendida.
 Isso implica a capacidade dos serviços em oferecer à determinada população todas as 
modalidades de assistência, bem como o acesso a todos os tipos de tecnologia disponível, 
possibilitando um ótimo grau de resolubilidade.
 A “hierarquização das ações de saúde” remete ao conceito de 
níveis de atenção em saúde, expressos em atenção primária, 
secundária e terciária; os quais não pressupõem diferenciais 
de importância, de conhecimento, de complexidade e de 
poder, mas uma diferenciação em “densidade tecnológica”.
Hierarquização e regionalização
 A participação dos cidadãos é a garantia constitucional de que a população, por meio de 
suas entidades representativas, participará do processo de formulação das políticas de 
saúde e do controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o local. 
 Conselhos de saúde: com a representação paritária de usuários, governo, profissionais de 
saúde e prestadores de serviço. 
 Conferências de saúde: ocorrem a cada 4 anos, com a finalidade de definir as prioridades e 
as linhas de ação sobre a saúde.
Participação social
Os objetivos e as atribuições do SUS são:
 Identificar e divulgar os fatores condicionantes e determinantes da saúde;
 Formular as políticas de saúde;
 Fornecer a assistência à população por meio de ações de promoção, proteção e 
recuperação da saúde, com a integração de ações assistenciais e preventivas;
 Executar as ações devigilância sanitária e epidemiológica;
 Executar as ações visando à saúde do trabalhador;
 Participar da formulação da política, e da execução de ações de saneamento 
básico e meio ambiente;
Atribuições e objetivos do SUS 
Fonte: 
http://www.saude.gov.br/sistema-
unico-de-saude
 Participar da formulação da política de recursos humanos para a saúde;
 Realizar as atividades de vigilância nutricional e de orientação alimentar;
 Formular as políticas referentes aos medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, e outros 
insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção;
 Atuar no controle e na fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a 
saúde, na fiscalização e na inspeção de alimentos, água e bebidas para o consumo humano;
 Participar do controle e da fiscalização de produtos 
psicoativos, tóxicos e radioativos;
 Auxiliar nos desenvolvimentos científico e tecnológico na área 
da saúde, na formulação, e na execução da política de sangue 
e hemoderivados.
Atribuições e objetivos do SUS 
 Para a implementação do SUS, foram criadas as Normas Operacionais, instituídas por meio 
de Portarias Ministeriais.
 Portaria: é um documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém 
instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, 
normas de execução de serviço, nomeações, demissões, punições ou qualquer outra 
determinação da sua competência.
Normas Operacionais Básicas (NOBs)
 As normas operacionais básicas (NOB) definem as competências e as responsabilidades
de cada esfera do governo, as estratégias e os movimentos que visam dar operacionalidade
ao sistema.
 As NOB definem os critérios para que os estados e municípios voluntariamente se habilitem 
a receber os repasses de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os seus 
respectivos fundos de saúde. Essa habilitação é condicionada ao cumprimento de uma série 
de requisitos e ao compromisso de assumir um conjunto de responsabilidades referentes à 
gestão do sistema de saúde.
 Desde o início do processo de implantação do SUS, foram 
publicadas três NOB (n. 1/1991, n. 1/1993 e n. 1/1996).
Normas Operacionais Básicas (NOBs)
 Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS) n. 1/2001 (BRASIL, 2001a) foi 
motivada pela constatação da existência de municípios que, por serem pequenos, não 
reúnem as condições de gestão do sistema de funcionamento completo. 
 Tratou-se, assim, do processo de regionalização da assistência médica nessas condições, 
além de promover outros ajustes e outras regulamentações.
Norma Operacional de Assistência à Saúde (NOAS)
Após esta segunda parte, a proposta é refletir e debater com o seu tutor se todas as atribuições
e os objetivos previstos pelo Sistema Único de Saúde, no Brasil, são de responsabilidade 
exclusiva do Ministério da Saúde. Como essas ações propostas podem obter melhores 
resultados, na prática?
Interatividade
Todos já ouvimos que o Sistema Brasileiro de Saúde é em teoria um dos melhores do mundo, 
mas, na prática, nem todos acreditam que o sistema tem qualidade e seja suficiente para 
atender a todos de maneira eficaz. Como vimos, são muitas as atribuições e, em um país tão 
grande e diverso como o Brasil, somente o setor denominado “Saúde”, comandado pelo 
Ministério da Saúde, não é capaz de resolver todos os objetivos e as atribuições, levando em 
consideração que a saúde permeia por diversos setores (educação, segurança, moradia, 
transporte, trabalho, lazer, entre tantos outros).
Resposta
 Mais do que um administrador, o gestor do SUS é a autoridade sanitária em cada esfera
de governo, cuja ação política e técnica deve estar pautada pelos princípios da reforma 
sanitária brasileira.
 Âmbito nacional: Ministério da Saúde (o gestor é o ministro).
 Âmbitos estadual e municipal: Secretarias de Saúde (os gestores são os secretários de 
saúde).
O que é ser gestor do SUS?
Simplificadamente, pode-se identificar quatro grandes grupos de funções gestoras na saúde:
 Formulação de políticas/planejamento;
 Financiamento;
 Regulação, coordenação, controle e avaliação (do sistema/das redes, e dos prestadores,
públicos ou privados);
 Prestação direta de serviços de saúde.
Gestores do SUS – Funções 
 Na área da saúde, em face da necessidade de conciliar as características do sistema 
federativo brasileiro e as diretrizes do SUS, foram criadas as comissões intergestores. 
 O objetivo dessas instâncias é propiciar o debate e a negociação entre os três níveis de 
governo, no processo de formulação e implementação da política de saúde.
 CIT: Comissão Intergestores Tripartite (representantes do Ministério da Saúde, 
representantes dos secretários estaduais de saúde e representantes dos secretários 
municipais de saúde).
 CIB: Comissão Intergestores Bipartite (em cada estado há 
uma CIB, formada por representantes estaduais e 
representantes municipais).
Comissões Intergestores
 Os pactos pela saúde são compromissos públicos, assinados pelos gestores, que visam à
qualificação da gestão e à melhoria da eficácia das ações de saúde.
O pacto pela saúde tem como prioridades:
 A saúde do idoso;
 O controle do câncer de colo de útero e de mama;
 O fortalecimento da Atenção Básica;
 A redução da mortalidade infantil e materna;
 O fortalecimento da capacidade de respostas às doenças 
emergentes e às endemias, com ênfase em dengue, 
hanseníase, tuberculose, malária e influenza; 
 A promoção da saúde.
Pactos pela saúde
 O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum dos três níveis de governo. 
 Os recursos federais, que correspondem a mais de 60% do total, são repassados aos 
estados e municípios, por meio de transferências diretas do Fundo Nacional de Saúde (FNS), 
aos fundos estaduais e municipais (fundo a fundo).
 Além das transferências do FNS, os fundos estaduais e municipais recebem aportes de seus 
próprios orçamentos.
 Todo o sistema público utiliza uma única tabela de preços, 
definida pelo Ministério da Saúde, para o pagamento aos 
prestadores de serviços.
Financiamento do SUS
Art. 199, da CF:
 Prevê que as instituições privadas poderão participar, de forma complementar, ao Sistema 
Único de Saúde, segundo as diretrizes deste, mediante o contrato de Direito Público ou 
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
Público e privado
 A iniciativa privada, ao firmar os contratos ou os convênios com o Sistema Único de Saúde, 
integra esse Sistema e se submete a todas as suas diretrizes, aos seus princípios e 
objetivos; notadamente, a gratuidade, a integralidade e a universalidade.
Saúde complementar
Público e privado
ATUAÇÃO 
PÚBLICA
PÚBLICO
ESTATAL
PÚBLICO
NÃO ESTATAL
ONGs
ORGANIZAÇÃO 
SOCIAL (OS)
ORGANIZAÇÃO DA 
SOCIEDADE CIVIL DE 
INTERESSE PÚBLICO 
(OSCIP)
FUNDAÇÕES
ASSOCIAÇÕESATUAÇÃO 
PRIVADA
PRESTAÇÃO DE 
SERVIÇOS DE SAÚDE 
PRIVADO, 
SEGURADORAS DE 
SAÚDE E CONVÊNIOS
Fonte: autoria própria.
Para operacionalizar as mudanças instituídas na administração pública, foram aprovadas duas 
leis que permitem ao Estado estabelecer parcerias com as organizações do Terceiro Setor:
 A Lei n. 9.637/1998 (BRASIL, 1998) sobre as organizações sociais, definindo o contrato de 
gestão como o instrumento de relação com o Estado; 
 A Lei n. 9.790/1999 (BRASIL, 1999b) que criou a figura jurídica da Organização da 
Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), definindo o termo de parceria como o 
instrumento de relação com o Estado.
OSS – Organizações Sociais de Saúde
 As organizações sociais se inserem no marco legal vigente das associações sem fins 
lucrativos e, como pessoas jurídicas de Direito Privado, estão fora do âmbito da 
administração pública, não sujeitas às normas que regulam a gestão de recursos humanos, 
orçamento e finanças, compras e contratos próprios do setor público.
 Pertencemà esfera pública, mas não se submetem ao regime jurídico único dos servidores 
públicos, a concursos públicos, ao Sistema de Aposentadoria e Pensão (Siape) e à tabela 
salarial do setor público, o que lhes dá autonomia para contratar o pessoal, realizar as 
compras e os contratos, e dispor de flexibilidade na execução de seu orçamento.
OSS – Organizações Sociais de Saúde
Como poderíamos definir o “Sistema Complementar de Saúde”? 
Qual é a diferença entre o Sistema Complementar e o Suplementar?
Interatividade
O Estado brasileiro ainda não possui as condições necessárias para cumprir, integralmente, o 
seu dever de garantir a saúde da população. Portanto, pode firmar parcerias com o setor 
privado para atingir os seus objetivos constitucionais. Todas as pessoas jurídicas de Direito 
Privado que tiverem firmado contrato ou convênio, com os órgãos e as entidades que 
compõem o SUS serão consideradas, para todos os fins, instituições do SUS, e se submetem a 
todas as suas diretrizes, aos seus princípios e objetivos. Uma vez integradas ao SUS, 
submeter-se-ão à regulação, à fiscalização, ao controle e à avaliação do gestor público 
correspondente.
São os planos e os seguros privados de assistência à saúde 
contratados pelos usuários junto às operadoras de saúde 
suplementar. Não possui uma vinculação direta com os 
princípios e as diretrizes do SUS. A contratação de um plano
ou seguro-saúde por um cidadão não anula o seu direito de 
utilizar o SUS.
Resposta
 A OMS define o campo da saúde ambiental como os aspectos da saúde e da qualidade
de vida determinados por fatores ambientais, sejam estes físicos, químicos,
biológicos ou sociais. 
 Refere-se, também, à teoria e à prática de avaliação, correção, controle e prevenção 
daqueles fatores que, presentes no ambiente, podem afetar, potencialmente, e de forma 
adversa, a saúde humana de gerações presentes e futuras.
Saúde ambiental
É o conjunto de ações ou práticas, que visam promover a qualidade e a melhoria do meio 
ambiente, e contribuir para a saúde pública e o bem-estar da população, como, por exemplo:
 O tratamento do esgoto;
 A coleta de lixo, e a sua disposição em aterros sanitários ou controlados;
 Água em quantidade e qualidade adequada para o consumo humano;
 Controle e erradicação de doenças.
Saneamento ambiental 
 A VA tem as suas ações voltadas para a prevenção e o controle dos fatores de risco
relacionados à água para o consumo humano, ao ar, ao solo, aos contaminantes ambientais,
às substâncias químicas, aos desastres naturais, aos acidentes com produtos perigosos,
aos fatores físicos e ao ambiente de trabalho. 
 Nos municípios, a organização da VA é diversa: em alguns, ela faz parte da Vigilância 
Epidemiológica (VE); em outros, compartilha as ações com a Vigilância Sanitária (VS).
A estrutura é montada de acordo com a realidade local.
Vigilância Ambiental (VA)
 Vigilância da qualidade da água para o consumo humano (Vigiágua).
 Vigilância em saúde de populações expostas a solo contaminado (Vigisolo).
 Vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade do ar (Vigiar).
 Vigilância em saúde ambiental relacionada às substâncias químicas (Vigiquim).
 Vigilância em saúde ambiental relacionada aos fatores físicos (Vigifis).
 Vigilância em saúde ambiental dos riscos decorrentes dos desastres naturais (Vigidesastres).
Vigilância Ambiental (VA)
 Cerca de 80% de todas as doenças nos países em desenvolvimento são disseminadas pelas 
águas. Sua poluição pode transmitir várias doenças, pois traz consigo grande variedade
de patógenos.
 A OMS estima que 1,7 milhão de mortes anuais sejam 
causadas pelas águas poluídas. A maioria dessas mortes é de 
crianças, provocada pela diarreia (desidratação), cuja causa 
decorre da ingestão de coliformes fecais.
Poluição da água
A água pode ser infectada por organismos patogênicos existentes nos esgotos: 
 Bactérias – provocam as infecções intestinais (febre tifoide, cólera,
salmonelose, leptospirose...);
 Vírus – hepatites, infecções nos olhos;
 Protozoários – amebíases, giardíases;
 Vermes – esquistossomose e outras infestações.
Doenças de veiculação hídrica
Fonte: 
https://istoe.com.br/rio-
ganges-se-torna-pessoa-
juridica-na-india/
 Desinfecção: remoção de microrganismos patogênicos (cloro e/ou ozônio).
 Fluoretação: obrigatória no Brasil (diminuição de cáries).
 Coagulação e floculação: são as etapas onde se adicionam os coagulantes químicos para
que as partículas muito pequenas sejam agregadas, formando os flóculos, para que
possam decantar-se.
 Decantação: tem o objetivo de separar os sólidos agrupados 
no processo de coagulação e floculação por sedimentação.
Tratamento da água
 Filtração (areia e carvão ativado): os microrganismos são capturados, principalmente, por 
adsorção às superfícies de partículas de areia. Os sistemas de águas municipais que 
apresentam grande preocupação com os produtos químicos tóxicos suplementam a filtração 
de areia com os filtros de carvão ativado (carbono).
Tratamento da água
 O esgoto, ou águas residuais, inclui toda a água de uso doméstico que é utilizada para a 
lavagem e àquela de resíduos sanitários. 
 A água da chuva que flui para os bueiros da rua e alguns resíduos industriais fazem parte do 
sistema de esgoto de muitas cidades. 
 O esgoto é composto, principalmente, de água e contém pouca matéria particulada, talvez, 
somente, 0,03%. Ainda assim, nas grandes cidades, a porção sólida do esgoto pode totalizar 
mais de mil toneladas de material sólido por dia.
Tratamento do esgoto (águas residuais)
Tratamento primário:
 O esgoto flui por câmaras de sedimentação para a remoção de areia e outros materiais; as 
escumadeiras removem o óleo e as graxas flutuantes;
 Após: tanques de sedimentação. Os sólidos do esgoto sedimentados no fundo são 
chamados de lodo – nesse estágio, lodo primário (aproximadamente, 40% a 60% dos sólidos 
suspensos são removidos do esgoto por esse tratamento);
 A floculação química, algumas vezes, é adicionada a essa etapa.
Tratamento do esgoto
 Tratamento secundário: é, predominantemente, biológico, projetado para remover a maior 
parte da matéria orgânica. Nesse processo, o esgoto passa por uma forte aeração para 
aumentar o crescimento de bactérias aeróbias e outros microrganismos, que oxidam a 
matéria orgânica dissolvida ao dióxido de carbono e à água.
 Desinfecção e liberação: o esgoto tratado é desinfetado, geralmente, por cloração, antes de 
ser liberado. O descarte, em geral, é feito no oceano ou em córregos.
 O esgoto pode ser tratado até um nível de pureza que permita 
o seu uso como água para o consumo.
Tratamento do esgoto
 O lodo proveniente do tratamento primário e secundário é bombeado para os digestores de 
lodo anaeróbios (grandes tanques, nos quais o oxigênio é quase que, 
completamente, excluído).
 Bactérias anaeróbicas diminuem os sólidos orgânicos, degradando-os em substâncias 
solúveis e gases, principalmente, o metano (60%-70%) e o dióxido de carbono (20%-30%). 
 O metano é, rotineiramente, utilizado como combustível para o aquecimento do digestor e, 
também, para gerar a energia para os equipamentos da estação de tratamento.
 Depois que a digestão anaeróbia está completa, o lodo 
remanescente é bombeado para os leitos de secagem rasos 
ou para os filtros de extração de água. Após essa etapa, ele 
pode ser utilizado para o aterro ou como o condicionador de 
solo, às vezes, sob o nome de biossólido.
Digestão do lodo
Biossólido usado como fertilizante
Fonte: Embrapa (2007).
 Quando o efluente é descartado em pequenos córregos ou lagos recreacionais, o tratamento 
terciário é necessário para remover o restante da matéria orgânica, o nitrogênio e o fósforo, e 
depende mais de tratamentos físicos e químicos.
Tratamento terciário
 A proposta é refletir e debater com o seu tutor se o Sistema Únicode Saúde é utilizado por 
toda a população, e o porquê. Reflita se você ou alguém próximo utiliza o sistema de alguma 
maneira, mesmo que não use os serviços do SUS.
Orientação para a atividade do chat
 BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 95, de 26 de janeiro de 2001. Aprova, na forma do 
Anexo desta Portaria, a Norma Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS) n. 1/2001, 
que amplia as responsabilidades dos municípios na Atenção Básica; define o processo de 
regionalização da assistência; cria os mecanismos para o fortalecimento da capacidade de 
gestão do Sistema Único de Saúde, e procede a atualização dos critérios de habilitação de 
estados e municípios. Brasília, 2001a. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0095_26_01_2001.html 
Acesso em: 25 out. 2019.
 BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Constituição 
da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, 1988. 
Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.h
tm Acesso em: 24 out. 2019.
Referências
 BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei n. 9.637, de 15 de maio de 1998. Dispõe 
sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa 
Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e das entidades que menciona, e a 
absorção de suas atividades por organizações sociais, e dá outras providências. Brasília, 
1998. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9637.htm Acesso em: 
29 out. 2019.
 BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei n. 9.790, 
de 23 de março de 1999. Dispõe sobre a qualificação de 
pessoas jurídicas de Direito Privado, sem fins lucrativos, 
como as Organizações da Sociedade Civil de Interesse 
Público, institui e disciplina o Termo de Parceria, e dá outras 
providências. Brasília, 1999b. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9790.htm Acesso 
em: 29 out. 2019.
Referências
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