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MONICK LEBRÃO MEDICINA- TURMA XIV (FASAVIC) 1 ALEITAMENTO MATERNO Professora Mellyssa Matos HAM IV CONCEITOS IMPORTANTES • Direito humano fundamental; • Afeta diretamente os padrões de saúde e de mortalidade das populações; • Melhor forma de alimentação para os lactentes; • RECOMENDAÇÕES OMS, Unicef e o Ministério da Saúde com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria: amamentação exclusiva até os seis meses de idade e complementada com outros alimentos pelo menos até os dois anos de vida; • MÉDIA BRASILEIRA: 62,4% de amamentação na primeira hora de vida, 45,8% de aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses, 52,1% aos 12 meses e 35,5% aos 24 meses de vida. BENEFÍCIOS PARA A NUTRIZ • Aumenta os laços afetivos mãe-filho; • É mais fácil e mais prático; • Reduz o tempo e o volume do sangramento pós- parto e acelera a involução uterina puerperal, diminuindo a ocorrência de anemia; • Prevenção de obesidade pós-parto; • Contribui para a redução do risco de câncer de mama e de ovário; • Independe dos recursos econômicos da mãe. BENEFÍCIOS PARA A CRIANÇA • É o alimento completo para o lactente nos primeiros 6 meses de vida; • Reduz a mortalidade infantil; • Protege contra infecções e alergias; • Protege a mucosa intestinal e promove a maturação do sistema imunossecretório; • Facilita a eliminação do mecônio; • Auxilia no desenvolvimento dos músculos da face; • Previne problemas ortodônticos, dentais e distúrbios da fala; • Contribui para o desenvolvimento psicomotor e social; • Está associado a um coeficiente de inteligência mais elevado. TIPOS DE ALEITAMENTO MATERNO • ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO A amamentação exclusiva até os seis meses traz muitos benefícios para o bebê e a mãe. A principal delas é a proteção contra infecções gastrointestinais. O início precoce do aleitamento materno, dentro de 1 hora após o nascimento, protege o recém-nascido de adquirir infecções e reduz a mortalidade neonatal. • ALEITAMENTO MATERNO PREDOMINANTE Neste caso, o leite materno é a principal fonte de nutrição da criança, ainda que ela já esteja recebendo água ou sucos de frutas. • ALEITAMENTO MATERNO COMPLEMENTADO Além do leite materno, o bebê recebe outros tipos de alimentação, como alimentos sólidos ou semissólidos • ALEITAMENTO MATERNO MISTO OU PARCIAL É quando a criança recebe outros tipos de leite além do leite materno. ANATOMIA DA MAMA E FISIOLOGIA DA LACTAÇÃO- LACTOGÊNESE Antes da puberdade a mama feminina ainda é considerada “rudimentar” com poucos ramos de ductos e lóbulos pequenos. Somente na puberdade que, através da atuação do estrogênio e progesterona, ocorre ramificação extensa dos ductos e desenvolvimento dos lóbulos, porém, a diferenciação final da mama é dada pela atuação da prolactina e progesterona no momento em que a primeira gestação se completa. É durante o período reprodutivo que tais estruturas mamárias ficam mais sensíveis aos hormônios ovarianos e prolactina. MONICK LEBRÃO MEDICINA- TURMA XIV (FASAVIC) 2 A porção glandular da mama possui um conjunto (aproximadamente 12-15) de sistemas de ductos independentes, sendo que cada um destes drena para os lóbulos mamários. Cada lóbulo é formado por ácinos produtores de leite que drenam para pequenos ductos terminais, estes convergem e formam ductos de maior calibre. Vale ressaltar que a maioria das doenças benignas e malignas da mama surgem nas estruturas ácino-ducto terminais. No que tange o aspecto epitelial externo da mama, aproximadamente 6-8 papilas costumam ser visíveis na superfície do mamilo, as quais drenam os sistemas de canais dominantes responsáveis pelo volume glandular da mama. Além disso, no período gestacional, é possível perceber as glândulas de Montgomery nas aréolas, que consistem em glândulas sebáceas lubrificantes, vistas como proeminências pontuais na mama. Estroma, colágeno e gordura também compõem a mama em distribuições variadas, o que confere diversidade na consistência e características externas das mamas. As mamas são glândulas exócrinas tubuloalveolares com 15 a 20 alvéolos (unidades lactíferas) envoltos por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e linfáticos e tecido adiposo. Os alvéolos são formados por pequenas glândulas secretoras envoltas por células mioepiteliais e se comunicam com a superfície por meio de um sistema de drenagem formado por canalículos e canais maiores. Esses canais confluem e, próximo à superfície, se dilatam formando os seios lactíferos que se abrem na papila. Durante a gestação, estrogênios e progesterona placentários preparam a mama para a lactação, promovendo o crescimento dos ductos lactíferos e de células produtoras do leite nos alvéolos e o aumento do tecido gorduroso, com retenção de líquido dentro e fora das células. Essas alterações em conjunto são responsáveis pelo aumento considerável das mamas da grávida. Externamente, na aréola, surgem os tubérculos de montgomery, que correspondem a glândulas sebáceas hipertrofiadas (promovem maior lubrificação e proteção cutânea). O tamanho das mamas antes da gravidez não guarda relação com a capacidade para amamentar; o que importa é o tecido glandular existente. Os mecanismos envolvidos com o controle da lactação são complexos e incluem: MAMOGÊNESE: preparação das mamas, que se inicia na puberdade e se completa durante a gestação; LACTOGÊNESE: produção láctea, que começa após o parto; GALACTOPOESE: manutenção da produção de leite, que ocorre durante o período de aleitamento; EJEÇÃO LÁCTEA: contração das células mioepiteliais alveolares. Durante a gravidez, apesar dos elevados níveis circulantes de prolactina e da presença do hormônio lactogênio placentário, o efeito local, principalmente de estrogênios e progesterona placentários, impede a produção de leite. A partir do 3º mês de gestação, é produzido o colostro, que persiste de 5 a 7 dias após o parto, quando passa a predominar o efeito estimulante da prolactina, junto com outros hormônios (somatotrofina, corticosteroides, insulina e tiroxina), iniciando-se a lactogênese propriamente dita e a galactopoese. A ejeção láctea decorre de um reflexo neuro-hormonal, que estimula a porção posterior da hipófise a liberar ocitocina, que, por sua vez, estimula as células mioepiteliais mamárias a se contraírem. A sucção da mama pelo recém-nascido (RN) tem papel fundamental na liberação de ocitocina e também na secreção de prolactina. PEGA CORRETA A fisiologia da succ ̧ão normal é chamada de ordenha, um processo alternado de succ ̧ão e pressão, que compõe duas fases distintas. A primeira é de aspiração e garante a apreensão da mama, a segunda é a de pressão para que se possa extrair o leite. Ao apreender o mamilo e parte da aréola mamária entre os lábios, a língua torna-se acanelada longitudinalmente, contornando o mamilo, sendo que o lábio inferior serve de suporte para ela. Os lábios adaptam-se em proemine ̂ncias radiais durante a amamentac ̧ão, promovendo selamento hermético em torno do mamilo. A língua justapõe-se ao palato mole e simultaneamente a mandíbula abaixa-se, criando um vácuo e aspirando fortemente o mamilo, que repousará sobre a plataforma incisal do rodete gengival superior, sem saída de leite. Na segunda fase a mandíbula avanc ̧a e faz uma prensa, auxiliada pela ac ̧ão da língua, agora transversalmente disposta sob o mamilo. A língua, então, serpenteia com a ac ̧ão dos músculos milo- hioideo e o leite materno é levado até a faringe, iniciando o reflexo de deglutic ̧ão. MONICK LEBRÃO MEDICINA- TURMA XIV (FASAVIC) 3 AVALIAÇÃO DO ALEITAMENTO NO RN • Peso; • Habito intestinal; • Diurese. CONTRAINDICAÇÕES MATERNAS HIV; HTLV-I e II; Doença de Chagas(fase aguda); Abuso de substâncias psicoativas; Psicose puerperal grave; Formol; Cosméticos com chumbo; Medicamentos citotóxicos, radioativos, antitireoidianos; CONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS Álcool; Tabaco; Citomegalovírus; Sífilis e Herpes (lesão mamária). CONTRAINDICAÇÕES DO LACTENTE GALACTOSEMIA É causada pela falta de uma das enzimas necessárias para metabolizar o açúcar do leite. Os sintomas incluem vômitos, icterícia, diarreia e crescimento anormal. O diagnóstico toma por base exames de sangue e de urina. FENILCETONÚRIA É um dos erros inatos do metabolismo, com padrão de herança autossômico recessivo. O defeito metabólico, gerado geralmente da enzima hepática Fenilalanina Hidroxilase, leva ao acúmulo do aminoácido Fenilalanina (FAL) no sangue e ao aumento da Fenilalanina e da excreção urinária de Ácido Fenilpirúvico. DADOS IMPORTANTES • A prevalência de AME aos seis meses aumentou de 4,7% em 1986 para 37,1% em 2006, e a de aleitamento materno continuado no primeiro ano de vida aumentou de 25,5% para 45,4% nesse mesmo período; • Se todas as famílias adotassem a prática de aleitamento materno exclusivo (AME) até os seis meses de vida dos seus filhos, seguido do aleitamento materno complementado com outros alimentos, seria possível salvar, anualmente, a vida de mais de 800 mil crianças e 20 mil mulheres no mundo.