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A IMPORTANCIA DA TERAPIA OCUPACIONAL NO AUTISMO 
INFANIL 
ROGERIO APARECIDO DA SILVA 
JOSEANE ANTONIO 
Centro Universitário Leonardo da Vinci 
UNIASSELVI Curso (FLD6769812SAU) – 
Terapia Ocupacional Trabalho de Graduação 
10/09/2025 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O autismo vem sendo investigado há aproximadamente sessenta anos, 
contudo ainda persistem divergências científicas, principalmente no que se refere à 
sua etiologia. (MORAES; FERREIRA, 2022). Essas incertezas repercutem 
diretamente no campo da saúde e da educação, pois a ausência de consenso sobre a 
origem do transtorno dificulta a definição de estratégias unificadas de prevenção e 
intervenção. 
O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio do 
neurodesenvolvimento que geralmente se manifesta na infância e permanece por toda 
a vida, sendo marcado por déficits de interação social, comunicação e por padrões 
repetitivos de comportamento que comprometem o desenvolvimento global e a 
participação social. (Moreira et al, 2025). Além disso, a intensidade e a forma como 
esses sintomas se manifestam variam significativamente entre os indivíduos, o que 
reforça a necessidade de compreender o TEA como um espectro, com diferentes níveis 
de apoio e intervenção. 
O terapeuta ocupacional é reconhecido como profissional capacitado para 
intervir junto a indivíduos com TEA, estimulando o desenvolvimento de habilidades 
e favorecendo a participação social, conforme apontam estudos que discutem a 
eficácia de sua abordagem. (OLIVEIRA et al, 2021). A atuação desse profissional 
busca criar condições para que a criança desenvolva maior independência em 
atividades cotidianas, reduzindo barreiras que dificultam sua inclusão social e escolar. 
Este estudo tem como propósito analisar as principais características do 
TEA, considerando aspectos clínicos, psicomotores e sensoriais, além de enfatizar a 
relevância do diagnóstico precoce e da estimulação adequada no desenvolvimento 
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infantil. Busca-se, assim, reunir evidências teóricas que contribuam para a 
compreensão do transtorno e para a reflexão sobre estratégias de intervenção que 
favoreçam a qualidade de vida das pessoas com TEA. 
Pesquisas sobre o autismo têm se expandido em diversos contextos 
acadêmicos pelo mundo. (MORAES; FERREIRA, 2022). Nesse cenário a atuação do 
terapeuta ocupacional ganha destaque por favorecer o desenvolvimento psicomotor, a 
autonomia e a participação social de crianças com TEA, aspectos essenciais para a 
inclusão e qualidade de vida. 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA 
É possível realizar o diagnóstico de autismo precocemente, logo nos 
primeiros anos de vida. (Zeidan et al, p.2, 2022). Reconhecer precocemente esses 
indícios é essencial para compreender não apenas as dificuldades na comunicação, 
mas também os efeitos sobre a construção de vínculos afetivos, a curiosidade pela 
interação com o meio e a forma singular com que a criança interpreta estímulos sociais 
e ambientais. 
O autismo afeta diretamente nas relações sociais, interesses e percepção 
do paciente. (MORAES; FERREIRA, 2022). As dificuldades evidenciam a 
necessidade de estratégias de intervenção que favoreçam a inclusão, aspecto que será 
decisivo para reduzir os impactos na vida da criança. 
‘’As intervenções precoces têm um potencial substancial para reduzir 
custos sociais e econômicos a longo prazo, além de promover a inclusão e participação 
social.’’ (DIAS et al, p.10, 2023). Essa constatação demonstra que as intervenções 
não devem ser vistas apenas como apoio individual, mas como investimentos que 
revertem em benefícios para toda a sociedade. 
A infância é um período em que o cérebro apresenta maior plasticidade, o 
que torna essencial a estimulação precoce para favorecer o desenvolvimento de 
crianças com TEA. (Campos et al, 2020). Essa condição possibilita que atividades 
terapêuticas tenham maior impacto, uma vez que o cérebro em formação responde de 
maneira mais intensa a estímulos dirigidos. Intervenções bem planejadas podem 
favorecer avanços na comunicação, no comportamento adaptativo e no 
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desenvolvimento da autonomia, ao mesmo tempo em que reduzem os prejuízos 
associados às dificuldades de interação social e de aprendizado. 
A partir deste estudo foi possível identificar as características 
psicomotora e sensoriais de crianças com diagnóstico de TEa 
atendidas pela Terapia Ocupacional em uma Unidade Saúde Escola, 
de forma que os participantes apresentam déficits no desenvolvimento 
psicomotor, principalmente no que se refere a noção espacial/temporal, 
corporal e coordenação motora global e fina. Já em âmbito sensorial, 
os déficits mais significativos se encontram no campo do processamen-
to sensorial, mais especificamente nos sistemas auditi-vo, vestibular, 
multissensorial e oral,além da inatenção, sensibilidade oral, constante 
procura sensorial e na modulação sensorial, destacando-se as 
modulações nas respostas emocionais. (Fernandes; Polli; Martinez, p.9, 
2021). 
O trabalho do terapeuta contribui para que a criança participe de 
atividades escolares, familiares e comunitárias, fortalecendo sua inserção em 
diferentes contextos. Segundo Fernandes, Polli e Martinez (2021), o terapeuta 
ocupacional desempenha papel fundamental no atendimento a pessoas com TEA, 
pois dispõe de conhecimento científico para atuar de forma direta e adaptar 
diferentes abordagens de acordo com as demandas individuais. 
De acordo com Dias et al. (2023), intervenções como ABA, Terapia 
Ocupacional e Terapia da Fala demonstraram eficácia no desenvolvimento de crianças 
com TEA, promovendo avanços na comunicação, na interação social e no 
comportamento adaptativo, especialmente quando aplicadas de forma individualizada 
e intensa. Os resultados confirmam que planos terapêuticos ajustados às necessidades de cada 
criança favorecem progressos consistentes no desenvolvimento. 
Estudos indicam que o crescimento da conscientização sobre o autismo e 
das respostas em saúde pública vem acompanhado de estimativas de prevalência e da 
análise de seus impactos sociais e econômicos (ZEIDAN et al, 2022). Esses 
levantamentos ajudam a dimensionar os desafios coletivos associados ao autismo e 
reforçam a urgência de medidas que ampliem o suporte às famílias e instituições 
envolvidas. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
CAMPOS, Paula Ramos et al. Contribuições da terapia ocupacional no 
tratamento de intervenção precoce nas crianças com transtorno do espectro 
autista. 2020. 
DIAS, Renan Italo Rodrigues et al. AUTISMO E INTERVENÇÕES 
PRECOCES-O PAPEL DETERMINANTE NA VIDA DA 
CRIANÇA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 
5, n. 5, p. 2605-2617, 2023. 
FERNANDES, Amanda Dourado Souza Akahosi; POLLI, Letícia 
Migliatti; MARTINEZ, Luciana Bolzan Agnelli. Características 
Psicomotoras e Sensoriais de crianças com Transtorno do Espectro 
Autista (TEA) em atendimento terapêutico ocupacional. Revista Chilena 
de Terapia Ocupacional, v. 22, n. 2, p. 137-146, 2021. 
MORAES, Amanda Silva; FERREIRA, Tairo Vieira. Atuação da 
enfermagem frente ao autismo infantil. Revista Multidisciplinar Do 
Nordeste Mineiro, v. 1, n. 1, 2022. 
MOREIRA, Rafaela Silva et al.Sintomas precoces de transtornos do 
espectro autista e associação com o desenvolvimento e comportamento de 
crianças brasileiras. CoDAS, São Paulo, v. 37, n. 4, e20240306, 7 jul. 
2025. DOI: https://doi.org/10.1590/2317-1782/e20240306en. 
OLIVEIRA, Bruna Thayane Ferreira de et al. Intervenções do terapeuta 
ocupacional junto a pessoas com transtorno do espectro do autismo: uma 
revisão de escopo. 2021. 
ZEIDAN, J. et al. Global prevalence of autism: a systematic review 
update. Autism Research, v. 15, n. 5, p. 778-790, maio 2022. DOI: 
10.1002/aur.2696. 
 
https://doi.org/10.1590/2317-1782/e20240306en

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